Uma abordagem histórica e experimental da Eletrostática
|
|
|
- Cristiana Belém Carreiro
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Artigo original Uma abordagem histórica e experimental da Eletrostática José Nilson Silva 1 1 Universidade Federal do Amapá, Ciências Exatas, Curso de Licenciatura Plena em Física RESUMO: O presente artigo tem por objetivo fornecer ao professor de ensino médio subsídios históricos relacionados à Eletrostática, assim como um conjunto de aparatos experimentais que visem auxiliálo a despertar nos alunos o interesse pelo assunto ministrado; tal pesquisa foi feita de acordo com a seqüência utilizada em diversos livros didáticos, sendo inserido na mesma o caráter histórico das principais descobertas, assim como, experimentos que podem ser utilizados em sala de aula para comprovar uma teoria. Palavras-chave: Modelo Atômico, Carga elétrica, Campo Elétrico e Potencial Elétrico. ABSTRACT: An historic and experimental approach of Electrostatics. This present paper s aim is to provide the college or high school teacher historic subsidy related to electrostatics, as a set of experimental elements that intend to help him to awake the students to the interest in the subject taught; this research was executed in accord with the sequence used in several school books, inserting in it the historical character of the main discoveries, such as, experiments that can be used in the classroom to confirm any theory. Keywords: Atomic model, electric charge, electric field and electric potential. 1 Introdução A Eletrostática, segundo Roditi (2005,76), é o Ramo da Física que investiga as propriedades e o comportamento dos campos elétricos de cargas elétricas ou fontes de cargas estacionárias, ou seja, ela se ocupa das propriedades das cargas elétricas em repouso. O ensino da Eletrostática no nível médio segue um padrão estabelecido nos livros didáticos; numa seqüência em que apenas esporadicamente, ou em alguns casos nos finais dos capítulos, é que temos a proposição de experimentos e tiras rápidas falando sobre o desenvolvimento histórico do tema, sendo que o assunto é disposto de forma geral, sem o direcionamento específico para o tema tratado no capítulo vigente. Portanto, este trabalho propõe uma forma diferente de abordar os temas relacionados à Eletrostática no ensino médio escolar, utilizando-se de argumentos históricos sobre as descobertas, e propondo experimentos simples, visando o melhor aproveitamento por parte do professor e dos alunos. Este artigo está disposto em uma seqüência de conteúdos de acordo com
2 100 Silva livros de vários autores destinados a este público, com a ressalva de que os referidos conteúdos são abordados com o acompanhamento de diversos experimentos, os quais são construídos com materiais de fácil acesso, sendo os mesmos descritos de forma minuciosa, com a referida explicação física para cada fenômeno em questão, e com a disposição de fotos para auxiliar a compreensão de cada um deles. O objetivo desse estudo é fornecer um plano de curso alternativo que sirva de apoio tanto para os professores que atuam no ensino médio, quanto para os estudantes, e todos aqueles interessados pelas problemáticas do ensino de Física, de forma a despertar nos alunos o interesse pela ciência, possibilitar ao educando a compreensão da forma como se concebe o processo científico, em consonância com entendimento dos fenômenos em questão e a promover a compreensão de que a Física, sendo a ciência dos fenômenos naturais, é em sua essência uma ciência experimental. Portanto a elaboração de qualquer teoria física deve estar sempre relacionada ao comportamento de um sistema físico real. 2 Noção de carga elétrica e métodos de eletrização Sabe-se atualmente que os fenômenos elétricos estão intimamente ligados à estrutura da matéria; e muitos cientistas propuseram diversas teorias para explicá-los, dentre estas teorias se destacam as dos Modelos Atômicos. Dentre as quais, destacam-se a teoria atômica do cientista inglês John Dalton ( ), o modelo atômico do cientista inglês Joseph John Thomson ( ) e o modelo atômico do físico neozelandês Ernest Rutherford ( ), conhecido como modelo planetário, sobre o qual iremos nos concentrar. Em 1909, Rutherford, acompanhado de Johannes Hans Wilhelm Geiger ( ) e do professor inglês Ernest Marsden ( ), trabalharam em uma experiência que permitia a observação da trajetória da radiação alfa (também descoberta por Rutherford). A partir das análises dos resultados dessa experiência, Rutherford idealizou um novo modelo atômico; o qual consistia numa região central, chamada de núcleo atômico, que é constituído de prótons e nêutrons, e ao seu redor existia a eletrosfera constituída por elétrons. Partindo do princípio de que todos os corpos são formados por átomos, o qual é formado basicamente por prótons, elétrons e nêutrons; tal modelo nos diz que o átomo possui um núcleo formado por prótons e nêutrons, e pela eletrosfera, que é formada pelos elétrons que giram ao redor do núcleo. Experimentalmente, foi provado que prótons e elétrons têm comportamentos diferentes, sendo convencionado que o primeiro é carregado positivamente e o segundo negativamente; enquanto que os nêutrons são desprovidos de carga elétrica. Na França, o cientista Charles François de Cisternay Du Fay ( ) realizou experiências nas quais descobriu a existência de dois tipos de eletricidade: a eletricidade vítrea (+) e a eletricidade resinosa (-), percebendo que a repulsão ou atração entre duas esferas dependia de como elas eram eletrizadas. Benjamin Franklin ( ) convencionou os sinais positivos
3 Uma abordagem história e experimental da Eletrostática 101 (+) e negativos (-) para as cargas elétricas, a partir de um experimento de eletrização por atrito. Ele atritou um bastão de vidro com um pedaço de seda, e convencionou que a seda ficou com carga negativa e o bastão com carga elétrica positiva. Desta forma ficou estabelecido que todo corpo repelido pelo bastão estava carregado positivamente, e se fosse atraído por ele estava carregado negativamente ( ver experiência 1). 2.1 Princípios da eletrostática Princípio da atração e repulsão: Cargas com mesmo sinal elétrico se repelem, e com sinais contrários se atraem. Em 1909, o físico norte-americano Robert Andrews Milikan ( ), realizou experiências com gotas de óleo eletrizadas por atrito e concluiu que a carga elétrica é quantizada, ou seja, a quantidade de carga é sempre igual ao múltiplo de uma quantidade da carga elementar, representada por e. Logo, a carga elétrica é dada pela equação: Q = n.e, (01) sendo e = 1, C, denominada de carga elétrica fundamental e n é um número inteiro Princípio da conservação das cargas elétricas: Num sistema eletricamente isolado, a soma algébrica das quantidades de cargas positivas e negativas é constante. O cientista e estadista norteamericano Benjamin Franklin ( ) relatou diversas experiências que havia realizado sobre fenômenos elétricos ao historiador da ciência, o inglês Peter Collinson ( ), em que ele fez a seguinte descrição:... um ou mais corpos devem ganhar fogo elétrico de corpos que perdem-no (esta afirmação é hoje conhecida como a lei de conservação da carga elétrica) (BASSALO, 1996, 301). 2.2 Eletrização por atrito Em 1759, o físico inglês Robert Symmer ( ) publicou um relato de experiências que confirmavam a idéia de dois fluídos elétricos de Du Fay, de 1733:... Symmer observou que pares de meias, de mulher, um branco e um preto, depois de serem vestidas em uma mesma perna e posteriormente retiradas [provocando o atrito entre a meia e a perna], eram fortemente atraídas quando separadas a uma certa distancia. Concluiu então, que todo corpo neutro tinha uma quantidade igual de cada um de dois fluidos elétricos de sinais opostos. Portanto, um corpo eletrizado teria excesso de um deles sobre o outro. Contudo, essa concepção de Symmer diferia da de Du Fay, já que para este, as duas eletricidades ( vítrea e resinosa ) apresentavam o mesmo sinal. (BASSALO, 1996: 304). Experiência 1: Eletrização por atrito. Material: 30 cm de linha de costura, 01 pedaço de seda, 03 canudos de refresco (sanfonados), 02 bases de isopor para afixar os canudos e 01 tubo de cola. Objetivo: Observar a interação entre dois corpos eletrizados por atrito. Montagem do experimento: Como primeira etapa cole um canudo numa base de isopor, com a parte sanfonada para cima. Seguindo para a etapa 2 utilize a tesoura para cortar um canudo
4 102 Silva em quatro partes iguais. Na etapa 3 corte 10 cm de linha, em seguida amarre uma ponta na extremidade superior do canudo preso à base, e outra ponta num dos pedaços de canudo. Na quarta etapa o pêndulo que já está montado é denominado Pêndulo elétrico. Repita as etapas 1, 2 e 3, e faça outro pêndulo. Passando para a etapa 5 utilize o pedaço de seda para atritar os dois pedaços de canudo que estão suspensos nos pêndulos. Finalizando com a etapa 6 aproxime os dois pêndulos, de forma que as partes suspensas fiquem próximas. Verifique o que ocorre entre os pedaços de canudos. Figura 1: Ao lado esquerdo temos 02 canudos antes da eletrização. Nenhuma perturbação é verificada no sistema. Ao lado direito temos 02 canudos depois da eletrização por atrito. Verifique a repulsão entre os mesmos. Análise da experiência O atrito entre os corpos favorece ao processo de eletrização, ou seja, quando dois corpos são atritados entre si um dos dois perde elétrons para o outro; tornando-se dessa forma eletrizado positivamente, enquanto que aquele que recebeu elétrons fica carregado negativamente (mais elétrons do que prótons). Este processo é chamado de Eletrização por Atrito. Logo, os dois pedaços de canudo que foram atritados ficaram carregados com carga elétrica de mesmo sinal, já que os mesmos foram submetidos ao atrito com um mesmo material, seda; e, desta forma ao aproximá-los verificamos a repulsão entre cargas de mesmo sinal, neste caso, as cargas distribuídas nas superfícies dos pedaços de canudo. 2.3 Eletrização por indução e por contato Bassalo (1996) relata as observações efetuadas pelo médico inglês William Gilbert ( ) em 1600:... Observou, também, que o cristal de rochas e uma grande variedade de pedras preciosas apresentavam o mesmo comportamento do âmbar, isto é, atraíam corpos leves quando atritados [processo de indução elétrica]. Como em grego elektron significa âmbar, Gilbert denominou de elétricos, os corpos que se comportam como o âmbar; às substâncias que não conseguira eletrizar (como, por exemplo, os metais), denominou-as de não-elétricas. Ao estudar a eletrização dos corpos por fricção, Gilbert achava que tal eletrização decorria da remoção de um fluído, ou humour (substância etérea e imaterial) desses mesmos corpos, deixando um effluvium elétrico, ou atmosfera, em seus redores... (BASSALO, 1996:120). Também Bassalo (1996) cita que, em 1762, o físico sueco Johan Carl Wilcke ( ) publicou um trabalho descrevendo suas experiências sobre a eletrização por indução. Experiência 2: Eletrização por Indução elétrica. Material: 01 Pêndulo eletrostático (ver experiência 1), 01 canudo sanfonado de refresco, 01 par de luvas de borracha e um pedaço de seda. Objetivo: Verificar como ocorre o processo de eletrização por indução.
5 Uma abordagem história e experimental da Eletrostática 103 Montagem do experimento: Na etapa 1, sem utilizar as luvas, toque com suas mãos no canudo suspenso pelo fio. Seguindo para a etapa 2 coloque as luvas de borracha, depois pegue o pedaço de seda e o atrite com o canudo sanfonado de refresco. Na terceira etapa aproxime o canudo que sofreu o atrito, do pedaço de canudo que está suspenso pela haste. Verifique o que ocorre entre os canudos. Percebemos que ao aproximarmos o pedaço de canudo que foi atritado com a seda, do canudo suspenso, ocorre uma atração entre eles. Já sabemos que o pedaço do canudo que sofreu atrito está eletrizado. Ao tocarmos, sem as luvas, no canudo suspenso no pêndulo, garantimos que o mesmo esteja eletricamente neutro, pois se tal canudo estivesse carregado negativamente, seu excesso de cargas elétricas negativas seria distribuído pelas dimensões de nosso corpo; e se estivesse carregado positivamente, ele atrairia cargas negativas do nosso corpo de modo a ficar eletricamente neutro. Então, devemos entender o que ocorre no canudo suspenso para que ocorra a atração. Verifique o esquema mostrado na figura abaixo: Figura 2: O canudo eletrizado ao ser aproximado do que está eletricamente neutro (canudo suspenso) provoca o fenômeno da indução elétrica no mesmo. Continuando a montagem, na etapa 4 repita a etapa anterior, porém, quando o canudo suspenso for atraído pelo canudo carregado eletricamente, efetue um breve contato do corpo induzido com a terra, o qual pode ser feito através de um simples toque de mão (este contato pode ser efetuado por um ajudante, para facilitar na execução do experimento); depois afaste o canudo que foi atritado. Finalizando na etapa 5, aproxime um canudo eletricamente neutro do canudo suspenso. Verifique o que ocorre entre os dois canudos. Análise da experiência Figura 3: Ao aproximar o corpo carregado eletricamente do descarregado, verificamos que ocorre uma redistribuição das cargas elétricas dentro do corpo eletricamente neutro. As cargas positivas, como ilustrado na figura 5, do corpo eletrizado atraem os elétrons do outro corpo, provocando uma redistribuição das cargas no interior do mesmo. Deste modo, comparando a experiência com tal esquema de interação eletrostática conclui-se que, por indução, a parte do canudo suspenso que está nas proximidades do canudo eletrizado, fica com carga contrária a este. Pelo Princípio da atração e repulsão, sabemos que cargas de sinais contrários se atraem, ocasionando, desta forma, a
6 104 Silva deflexão do canudo suspenso, percebida na terceira etapa da experiência. Na quarta etapa, temos de início, uma divisão das cargas elétricas no interior do canudo. Ao ser efetuado o contato do corpo induzido com a terra (através do toque de mão), podem ocorrer dois efeitos, se o toque for efetuado na região onde estejam as cargas elétricas negativas, elas irão ser distribuídas pela superfície do nosso corpo, e depois descer para a terra, tornando o canudo carregado positivamente ou se o toque for efetuado numa região onde as cargas elétricas positivas estejam concentradas, elas atrairão cargas elétricas negativas do nosso corpo, tornando o canudo carregado negativamente. Logo, percebe-se que de uma forma ou de outra o canudo suspenso ficará eletrizado; o que é constatado na quinta etapa, quando aproximamos dele, um canudo eletricamente neutro, e observamos que ocorre uma pequena interação entre os mesmos. Tal processo é denominado de eletrização por indução. E se, na terceira etapa, ao invés de apenas aproximar o canudo maior do canudo que está suspenso, for efetuado o contato entre estes? Neste caso, após tal contato, aproximamos um canudo eletricamente neutro do canudo que está suspenso. Verificamos neste caso que a perturbação será menor, relacionada àquela ocorrida antes. Isto acontece devido ao fato de que ao realizar o contato, ocorrerá uma redistribuição da carga elétrica nestes dois corpos, acarretando, assim, que o corpo que foi carregado eletricamente por contato, apresenta uma carga elétrica menor do que aquela do canudo que foi eletrizado por atrito. Sabendo-se que ocorre essa transferência de cargas, compreendemos o motivo da diferença nas perturbações, já que agora teremos uma carga elétrica menor no canudo suspenso. Este tipo de eletrização, referindo-se ao pedaço que ficou eletrizado após o contato, é conhecido como Eletrização por Contato. Se os corpos que forem colocados em contato neste último tipo de eletrização, possuírem as mesmas formas e dimensões, quando cessarmos o referido contato eles apresentar-se-ão com cargas iguais, e a soma delas será numericamente igual à carga inicial. 2.4 Condutores e isolantes Existem materiais que apresentam a propriedade de serem bons condutores de eletricidade, os quais são denominados condutores; enquanto que existem outros que impedem tal condução, que são denominados isolantes. Foi o físico anglo-francês John Theophilus Desaguiliers ( ) quem utilizou pela primeira vez os termos condutores e insuladores (isolantes), em 1739, ao se referir aos corpos condutores de fluídos elétricos e aos que isolavam o mesmo fluído na região em que eram atritados, respectivamente (BASSALO, 1996). Segundo Rocha (2002), os fenômenos de condução e indução elétrica entraram no mundo da ciência em 1729, pelo inglês Stephen Gray ( ), o qual fez o seguinte comunicado aos cientistas da época:... a virtude elétrica de um tubo atritado pode ser transmitida a outros corpos com os quais ele está em contato e,
7 Uma abordagem história e experimental da Eletrostática 105 então dar-lhes a mesma propriedade de atração que possui o tubo atritado. (ROCHA, 2002: 193) Ele descreveu sua descoberta num artigo que publicou na revista Philosophical Transactions, onde ele fez a distinção entre os corpos que conduzem e aqueles que não apresentam tal propriedade. Tal descoberta foi alicerçada por meio do caráter experimental do trabalho desse cientista. O físico Bassalo (1996) descreve uma dessas experiências que foi crucial para a distinção entre materiais com propriedades condutoras de eletricidade, e aqueles com propriedades isolantes. Bassalo descreve tal experiência conforme abaixo:... um tubo de vidro tampado com uma rolha de cortiça em uma de suas extremidades era atritado com um pedaço de lã e, em conseqüência disso, a rolha passou a atrair corpos leves. Em outra experiência, Gray observou que o comportamento da rolha de cortiça seria o mesmo se ela estivesse ligada ao tubo de vidro por intermédio de um fio longo de cânhamo. De outra feita, em vez de pendurar a corda verticalmente, ele a manteve na posição horizontal, pendurada no teto por meio de várias fitas de seda. Contudo, um certo dia partiu-se uma dessas fitas e ele a substituiu por um fio de cobre. Em virtude disso, Gray observou que a rolha de cortiça não mais se eletrizava. (BASSALO, 1996: 298) Além disso, ele descreveu o que chamou de eletrização por influência, ou seja, a propriedade que certos corpos possuem de sofrerem atração elétrica mesmo sem serem tocados; o que conhecemos como fenômeno de Indução Elétrica (descrito na experiência 2). Foram os físicos norte-americanos Richard Chace Tolman ( ) e Thomas Dale Stewart que apresentaram à sociedade científica de Físicos, por meio de uma publicação na Physical Review 8, o resultado de uma experiência em que comprovaram que a corrente elétrica nos metais era composta de elétrons livres (BASSALO, 2000). Experiência 3: Condutores e isolantes. Material: 01 Bastão de vidro, 01 Bastão metálico, 02 m de fio elétrico, 01 rolo de fita isolante, 01 alicate universal, 01 chave de fenda, 01 bateria de 9 V, 02 pares de garra jacaré, 01 chave de duas posições e 01 lâmpada pequena. Objetivo: Comparar o comportamento dos materiais isolantes e condutores de eletricidade. Montagem do experimento: Como etapa 1, corte o fio elétrico em 4 partes de 20 cm cada, e descasque todas as pontas. Na segunda etapa pegue um dos fios de 20 cm. Com a utilização do alicate universal, e caso necessário da chave de fenda, prenda uma garra jacaré em cada extremidade. Utilize a fita isolante para isolar cada contato elétrico. Dando seqüência na etapa 3 verifique que a lâmpada possui dois contatos. Pegue 2 fios elétricos e prenda uma extremidade de cada um deles em cada um dos contatos da lâmpada. Isole os contatos com fita isolante. Em seguida prenda a ponta livre de um dos fios elétricos numa garra jacaré. Isole com fita isolante. Na etapa 4 pegue o fio elétrico que sobrou e prenda uma das pontas na garra jacaré restante, e a outra extremidade num dos contatos da chave de duas posições. Na etapa 5
8 106 Silva prenda a garra jacaré do fio que está ligado à lâmpada no pólo negativo da bateria (escolha por convenção). Pegue o fio com garra jacaré nas duas pontas. Prenda uma delas no pólo positivo da bateria, e a outra ponta numa das extremidades do bastão metálico. Seguindo para a etapa 6 prenda a garra jacaré do fio que está ligado à chave de duas posições na extremidade livre do bastão metálico. Na sétima etapa coloque a chave de duas posições na posição desligada. Prenda a ponta do fio elétrico livre no contato que fechará o circuito quando a chave for colocada em posição ligada. Isole o contato com fita isolante. Passando para a etapa 8 passe a chave para a posição ligada. Verifique o que ocorre com a lâmpada. Concluindo na etapa 9 passe a chave para a posição desligada. Substitua o bastão metálico pelo bastão de vidro. Passe a chave para a posição ligada. Verifique o que ocorre com a lâmpada. Figura 4: Ao lado esquerdo o bastão metálico permite a condução elétrica, e a lâmpada acende. Ao lado direito o bastão de vidro atua como isolante elétrico, impedindo desta forma que a lâmpada acenda. Análise da experiência Em alguns elementos químicos, os elétrons das camadas eletrônicas mais externas se encontram fracamente ligados ao núcleo atômico, de modo que quando são submetidos a uma força eletrostática externa, mesmo de pequena intensidade, os mesmos podem desprender-se da estrutura atômica, tornando-se elétrons livres. São estes elétrons os responsáveis pela condução de eletricidade nos metais. Substâncias que possuem tal propriedade são chamadas de condutoras, como a barra metálica descrita na experiência. Nas sete primeiras etapas temos a descrição da montagem do experimento, que finalizamos com um circuito (dispositivo que fornece caminhos ao longo dos quais os portadores de cargas podem se mover) de ligação de uma lâmpada, acionado através de uma chave de duas posições, e uma bateria (dispositivo com energia química interna) servindo para gerarmos o fluxo dos elétrons livres em um sentido, fazendo com que exista uma corrente elétrica (fluxo de cargas elétricas numa determinada superfície) através do fio. Na oitava etapa, ao passarmos a chave para a posição fechada, verificamos que a lâmpada acende. Isto se deve ao fato de que a diferença de potencial aplicada na barra metálica provoca o desprendimento dos elétrons da última camada da eletrosfera dos átomos do metal em questão, estes elétrons se espalham pela sua superfície, tornando-a eletrizada; permitindo a passagem de corrente elétrica pelo fio, fechando o circuito. Enquanto que na 9 a etapa, ao substituirmos a barra metálica por uma de vidro, é observado que a lâmpada não acende. Isto se deve ao fato de que existem materiais nos quais seus átomos possuem os elétrons da última camada fortemente ligados ao núcleo (o vidro é um exemplo), logo, possuem
9 Uma abordagem história e experimental da Eletrostática 107 dificuldades em desprendê-los. Logo, os seus elétrons não se distribuem por toda a estrutura da barra, devido à falta de elétrons livres; fato este que impede a passagem de corrente elétrica. Materiais deste tipo são denominados isolantes. 2.5 Eletroscópios Retomando, a experiência 1, o pêndulo proposto é um aparelho que faz parte de um conjunto de aparelhos chamados de eletroscópios, os quais são destinados a averiguar se um corpo está eletrizado. Se ao aproximarmos um corpo do canudo suspenso, e o mesmo for atraído ou repelido, o corpo está eletrizado. Se não houver perturbação, o corpo está eletricamente neutro. O canudo pode ser substituído por uma pequena esfera de material leve, como o isopor, sendo coberta por uma fina camada de metal, por exemplo, papel alumínio. Em 1706, o cientista inglês Francis K. Hauksbee ( ) construiu o primeiro eletroscópio de folhas com dois pedaços de palha suspensos lado a lado da extremidade inferior de uma lâmina, verificando se um corpo estava eletrizado ou não (BASSALO, 1996). Experiência 4: Eletroscópio de folhas. Material: 01 Recipiente de vidro; 01 estilete, 01alicate universal, 01 pedaço de haste metálica (raio de bicicleta, por exemplo), 01 folha de papel alumínio, 01 canudo de refresco, 01 pedaço de isopor, 01 pequena esfera condutora e 01 pedaço de seda. Objetivo: Realizar indução eletrostática e ver o funcionamento do eletroscópio de folhas. Montagem do experimento: Na etapa 1 deve-se cortar o isopor, com e estilete, de modo que o mesmo sirva de tampa para o recipiente de vidro. Passando para a etapa 2, a haste metálica deve ser cortada e dobrada em L, com o alicate; sendo que a extremidade do lado maior deve ser dobrada de forma que possa encaixar a esfera condutora. Acople a haste ao centro da tampa de isopor, introduzindo a mesma pelo seu lado maior. Na terceira etapa corte o papel alumínio em 02 pedaços pequenos, com as mesmas dimensões, e efetue um furo em cada um de modo que encaixe no lado menor da haste metálica. Encoste os pedaços de papel entre si. Etapa 4, encaixe a esfera metálica na extremidade livre do bastão metálico. Na quinta etapa coloque o conjunto já montado sobre o recipiente de vidro, de modo que as folhas de alumínio fiquem no interior do recipiente, e a esfera condutora no seu exterior. Finalizando na sexta etapa, eletrize o canudo por atrito, utilizando o pedaço de seda, e posteriormente aproxime o canudo da esfera. Verifique o que ocorre com as folhas de alumínio. Figura 5: Do lado esquerdo temos o eletroscópio de folhas antes da indução elétrica (verifique que as folhas de papel alumínio estão juntas), e do lado direito mostramos a aproximação entre o canudo eletrizado e o eletroscópio, o qual induz eletricamente o
10 108 Silva conjunto metálico, provocando a repulsão entre as folhas de papel alumínio. Análise da experiência A explicação para tal fenômeno é o mesmo da eletrização por indução, já que é exatamente isto que ocorre. Logo, se o corpo que aproximamos da bola condutora estiver eletricamente neutro, as folhas do eletroscópio não se abrirão, porém se o mesmo estiver eletrizado, ocorrerá indução elétrica, já demonstrada na experiência 2, e as cargas que tiverem mesmo sinal que as do indutor (canudo) ficarão concentradas nas folhas metálicas, provocando sua abertura, devido à repulsão entre as cargas de mesmo sinal. 2.6 Lei de Coulomb Joseph Priestley ( ) publicou em 1767 o livro intitulado A história e a situação atual da Eletricidade. Neste trabalho ele supôs que a força elétrica deveria diminuir de intensidade com o inverso do quadrado da distância; essa suposição decorreu do fato dele haver observado que pedacinhos de cortiça colocados no interior de um recipiente metálico não sofriam nenhuma influência elétrica (BASSALO, 1996). Em 1770, o físico inglês Henri Cavendish ( ) observou, experimentalmente, que a força elétrica variava com o inverso do quadrado da distância. Ele avaliava a intensidade da força elétrica através de choques elétricos em seu próprio corpo. Mas foi em 1785 que Charles Augustin Coulomb ( ) provou, com relativa precisão, a hipótese de Priestley, ao utilizar uma balança de torção (BASSALO, 1996). Coulomb também obteve outros resultados importantes em decorrência de suas experiências, tais como a observação de que a carga elétrica se situa na superfície externa do condutor, e também observou que o ar não era um isolante ideal. A Lei de Coulomb pode ser enunciada do seguinte modo: A intensidade da força de ação mútua entre duas cargas elétricas puntiformes é diretamente proporcional ao produto dos valores absolutos das cargas e inversamente proporcional ao quadrado da distância que as separa. (RAMALHO et al., 1999: 17). A representação quantitativa da Lei de Coulomb é a seguinte: F q1 q 2 = K. (02) 2 d Onde: F representa a força elétrica, K a constante eletrostática, q 1 e q 2 são os valores absolutos das cargas q 1 e q 2, e d é a distância entre as cargas. Experiência 5: Ação da Força Elétrica. Material: 01 pente de cabelo, 01 folha de papel e 01 tesoura. Objetivo: Verificar a ação da força elétrica sobre os corpos. Montagem do experimento: Na etapa 1 corte a folha de papel em tiras pequenas. Enquanto que na etapa 2 passe o pente diversas vezes pelo cabelo, provocando seu atrito. Etapa 3, aproxime o pente atritado dos pedaços de papel e verifique o ocorre com os mesmos.
11 Uma abordagem história e experimental da Eletrostática 109 Figura 6: O pente eletrizado atrai os pedaços de papel, que são eletricamente induzidos, por intermédio de uma Força elétrica. Análise da experiência Ao passarmos o pente nos cabelos, realizamos uma eletrização por atrito no pente. Posteriormente, ao aproximarmos o pente dos pequenos pedaços de papel, observamos que os mesmos são atraídos pelo pente. Tal processo é devido à indução elétrica nos pedaços de papel. Esta atração é devido à força eletrostática que atua entre as cargas elétricas. 3 Campo Elétrico 3.1 O campo elétrico e sua representação física Verificamos anteriormente que, se nas proximidades de certa carga elétrica Q colocarmos outra carga q, ocorrerá uma força elétrica entre as duas cargas. Porém, se estas cargas elétricas não se tocam como elas conseguem exercer forças entre si? A resposta está no conceito de Campo Elétrico, que foi introduzido pelo físico e químico britânico Michael Faraday ( ), que, através de seus experimentos, verificou que o espaço ao redor de um corpo carregado é preenchido com linhas de força. Segundo Ramalho et al.(1999) temos o seguinte conceito de linhas de força: linhas de força são linhas tangentes ao vetor campo elétrico em cada um de seus pontos. As linhas de força são orientadas no sentido do vetor campo.(ramalho et al., 1999: 53). Em 1821, Faraday publicou um artigo no Quarterly Journal of Science, onde registrou suas primeiras idéias sobre linhas de força (BASSALO, 1996). Através de seus estudos ele concluiu que cargas elétricas isoladas positivas e negativas seriam geradas pela dissociação e seriam pontos para onde as linhas de campo deveriam convergir ou de onde deveriam divergir (CRUZ, 2005). Segundo Halliday et al.(2003) a idéia de campo elétrico foi introduzida por Michael Faraday ( ), no século XIX. Um grande questionamento da época estava em torno do que fazia uma carga q 1 interagir com uma carga q 2, mesmo afastadas entre si. Faraday sugeriu que o espaço que circunda um corpo carregado fosse preenchido com algo que pudesse puxar ou empurrar; o que foi denominado de linhas de força. 3.2 Comportamento de um condutor eletrizado Ao se atritar um corpo condutor, este fica carregado eletricamente, de modo que as cargas se distribuem pela superfície do condutor, atingindo no final uma situação denominada de equilíbrio eletrostático. A distribuição das cargas na superfície se dá de tal forma que no interior do condutor o campo elétrico é nulo.
12 110 Silva Em 1779, o físico e matemático francês Pierre Simon ( ) fez uma relação entre condutor esférico e a forma como a força elétrica atua ao afirmar, em uma de suas publicações, que se não há cargas no interior de um condutor esférico, a lei da força elétrica deve ser a do inverso do quadrado da distancia (BASSALO, 1996) Campo elétrico no interior de um condutor eletrizado Experiência 6: O valor do Campo elétrico no interior de um condutor eletrizado. Material: 01 pente de cabelo, 01 folha de papel de seda, 01 tesoura, 01 lata de metal, 01 suporte de isopor e 01 fita adesiva. Objetivo: Verificar a ação do campo elétrico no interior de condutor eletrizado. Montagem do experimento: Como etapa 1 coloque a lata metálica sobre o suporte de isopor. Já na segunda etapa corte o papel em tiras finas, e prenda com fita adesiva algumas destas tiras na parte externa da lata e outras na parte interna. Na etapa 3 eletrize o pente passando-o em seus cabelos, e em seguida encoste-o no recipiente metálico. Repita esta operação algumas vezes. Observe o que acontece com as tiras de papel. Concluindo na etapa 4 observe que as tiras da parte externa são repelidas, enquanto que as da parte interna não sofrem influência. Figura 7: A eletrização por contato do metal faz com que os pedaços de papel externos sejam repelidos, enquanto que os internos não sofrem nenhuma influência. Análise da experiência Ao atritar o pente nos cabelos, ele fica eletrizado. Posteriormente, ao efetuar o contato do mesmo com a superfície do condutor metálico (lata), estaremos eletrizando o condutor por contato. Ao repetirmos tal procedimento algumas vezes o recipiente adquire uma carga considerável. Como a carga na superfície externa de um condutor se distribui na própria superfície externa, as tiras de papel de seda também se eletrizam com a mesma carga do condutor, vindo depois a repelirem-se, o que é observado com o afastamento das tiras em relação à superfície externa da lata; enquanto que no interior da lata não ocorre tal fenômeno, devido ao fato de o campo elétrico no interior de um condutor eletrostático ser nulo A gaiola de Faraday É necessário verificar que a propriedade de o campo elétrico ser nulo no interior do condutor é válida tanto para condutores maciços, quanto para condutores com cavidade interna. Esta é a chamada Blindagem Eletrostática, a qual protege vários
13 Uma abordagem história e experimental da Eletrostática 111 equipamentos eletrônicos através de um envoltório metálico; protegendo-os desta forma de possíveis influências de fenômenos elétricos externos. De acordo com Máximo e Alvarenga (1997), Michael Faraday já era conhecedor do fenômeno denominado Blindagem Eletrostática. Vindo a realizar uma famosa experiência, para poder provar sua existência. Faraday entrou numa gaiola metálica, a qual estava montada sobre suportes isolantes, com um eletroscópio em mãos, a qual foi em seguida eletrizada intensamente por seus assistentes. O cientista não sofreu dano algum, e também não foi verificada nenhuma deflexão nas folhas do eletroscópio, demonstrando desta forma que a gaiola metálica, apesar de não possuir uma superfície contínua, apresenta a propriedade de proteger seu interior de quaisquer influências de fenômenos elétricos externos; tal experimento ficou conhecido como Gaiola de Faraday, o qual demonstra que um condutor carregado eletriza-se apenas em sua superfície externa. Experiência 7: Gaiola de Faraday Material: 01 folha de papel, 01 pente, 01 peneira de plástico, 01 peneira de metal, 01 tesoura e uma caixa de papelão (8,00 cm x 6,50 cm). Objetivo: Compreender em que tipos de materiais ocorre a blindagem eletrostática. Montagem do experimento: Na primeira etapa, utilizando a tesoura, recorte pequenos pedaços de papel, e em seguida os coloque sobre a caixa de papelão. Na etapa 2 atrite o pente em seu cabelo, e depois o aproxime dos pedaços de papel. Verifique o que ocorre entre o pente e os pedaços de papel. Etapa 3, coloque a peneira de plástico (limpa e seca) entre os pedaços de papel e o pente; e verifique o que ocorre entre o pente e os pedaços de papel. Conclua na quarta etapa substituindo a peneira de plástico pela peneira de metal, e verifique o ocorre entre o pente e os pedaços de papel. Figura 8: Ao lado esquerdo os pedaços de papel são cobertos por uma peneira de plástico, a qual não impede que os mesmos sejam atraídos pelo pente eletrizado; enquanto que ao lado direito os pedaços de papel ao serem cobertos por uma peneira de metal não sofrem nenhuma influência elétrica do pente eletrizado, devido a uma blindagem eletrostática feita de peneira metálica. Análise da experiência Ao atritar o pente nos cabelos ele fica eletrizado por atrito, e ao aproximá-lo dos pedaços de papel, estes serão induzidos eletricamente; logo, serão atraídos pelo pente. Ao cobrir os pedaços de papel pela peneira de plástico, o processo de atração destes papéis pelo pente não sofre nenhuma influência, já que a referida peneira por ser de plástico, que é um isolante, não interferirá na atração. Porém, ao trocar a peneira de plástico por uma de metal não verificamos mais nenhuma interação eletrostática entre o pente e os pedaços de papel, já que a mesma constitui a chamada Blindagem Eletrostática, devido o seu material ser metálico.
14 112 Silva 4 Conclusão Este trabalho constou de uma abordagem histórica e experimental da Eletrostática. E de acordo com o que foi observado, percebemos a importância de se compreender como se deram as descobertas científicas referentes às cargas em repouso, pois através de tal conhecimento histórico, pode-se analisar os fenômenos em questão com um olhar mais crítico, já que além de estar sendo explicitada a teoria em questão, o mesmo é feito de forma a conscientizar de como se dá o processo científico, através de muito esforço, por vezes enfrentando limitações de recursos e materiais, outras tendo de repetir várias vezes a mesma experiência, alterando apenas alguns parâmetros, e outras vezes partindo de um trabalho já existente de outro cientista, aprofundando o conhecimento disseminado por este, ou alterando as conclusões a que o mesmo já tinha chegado; ou seja, dessa forma é desfeita a falsa idéia de que teorias científicas de alta relevância para o progresso da sociedade surgiram de uma idéia repentina de um gênio, sendo dessa forma já totalmente fundamentada. O trabalho com experimentos nos mostra as diversas possibilidades de se comprovar o que se estuda na teoria a partir de aparatos experimentais construídos com materiais acessíveis, ocasionando indagações a respeito do fenômeno físico a que se refere, provocando dessa forma a curiosidade, a interação com o processo, e, conseqüentemente, uma compreensão mais concisa dos fenômenos eletrostáticos. O professor e os alunos podem utilizar este material como referência para construção de experiências novas, abrindo desta forma espaço para explorar a criatividade ao trabalhar o caráter experimental da Física, tendo em mãos sempre a explicação científica vigente a respeito do fenômeno tratado. Referências BASSALO, J. M. F. Crônicas da Física. Tomo 4. Belém: EDUFPA, BASSALO, J. M. F. Eletrodinâmica clássica. São Paulo: Livraria da Física, BASSALO, J. M. F. Nascimentos da Física ( ). Belém: EDUFPA, BASSALO, J. M. F. Nascimentos da Física (3500 a.c a.d.). Belém: EDUFPA, CRUZ, F. F. S. Faraday & Maxwell - Luz sobre os campos. São Paulo: Odysseus, DIAS, V.; MARTINS, R. Michael Faraday: O caminho da livraria à descoberta da indução eletromagnética. Ciência & educação, 10 (3): p , FARADAY, M. A história química de uma vela. As forças da matéria. Intr. James Clerk Maxwell. Trad. Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Contraponto, FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à pratica educativa. Coleção Leitura. São Paulo: Paz e Terra, GUERRA, A. et al. A interdisciplinaridade enquanto projeto para o ensino secundário a partir de uma perspectiva histórico-filosófica.
15 Uma abordagem história e experimental da Eletrostática 113 Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v. 15, n. 1, p , GUERRA, A.; REIS, J. C.; BRAGA, M. Uma abordagem histórico-filosófica para o eletromagnetismo no ensino médio. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v. 21, n. 2, p , HALLIDAY, D.; RESNICK, R.; WALKER, J. Fundamentos de física 3: eletromagnetismo. 6. ed. Rio de janeiro: LTC, MAGALHÃES, M.; SANTOS, W.; DIAS, P. Uma proposta para ensinar os conceitos de campo elétrico e magnético: uma aplicação da história da física. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 24, n. 4, Dez., MARTINS, A. História e filosofia da ciência no ensino: há muitas pedras nesse caminho... Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v. 24, n. 1, p , abr MARTINS, R. A. Como não escrever sobre história da física Um manifesto historiográfico. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 23, n. 1, Mar, MÁXIMO, A.; ALVARENGA, B. Curso de física ed. São Paulo: Scipione, MOREIRA, M.; MASSONI, N.; OSTERMANN, F. História e epistemologia da física na licenciatura em física: uma disciplina que busca mudar concepções dos alunos sobre a natureza da ciência. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 29, n. 1, p , NERY, J. R.; BORGES, M. L. Orientações técnicas para elaboração de trabalhos acadêmicos. Macapá: UNIFAP, PARANÁ, D. Física volume 3: eletricidade. 4. ed. São Paulo: Ática, PIRES, A. Evolução das idéias da física. São Paulo: Livraria da Física, PENHA, M. C. A (Im) Pertinência da história ao aprendizado da física (um estudo de caso). Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 23, n. 2, Junho, RAMALHO, F.; FERRARO, N.; SOARES, P. Os fundamentos da física ed. São Paulo: Moderna, ROCHA, J. et al. (org.). Origens e evolução das idéias da física. Salvador: EDUFBA, RODITI, I. Dicionário Houaiss de Física. Rio de Janeiro: Objetiva, SILVEIRA, F.; PEDUZZI, L. Três episódios de descoberta científica: da caricatura empirista a uma outra história. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v. 23, n. 1: p.26-52, abr SARDELLA, A.; FALCONE, M. Química série Brasil. São Paulo: Ática, TRALDI, M. C.; DIAS, R. Monografia passo a passo. 5. ed. Campinas: Alínea, VALADARES, E. C. Física mais que divertida: inventos eletrizantes baseados em materiais reciclados e de baixo custo. 2. ed. Belo Horizonte: UFMG, Artigo recebido em 28 de novembro de Aprovado em 28 de fevereiro de 2011.
CARGAS ELÉTRICAS. Por Jonathan T. Quartuccio
CARGAS ELÉTRICAS Por Jonathan T. Quartuccio Há muito tempo o homem vem estudando fenômenos relacionados a eletricidade. Na Grécia antiga, o fenômeno de atração entre corpos já era observado quando se atritava
FÍSICA (Eletricidade e Eletromagnetismo) Cap. I - CARGA ELÉTRICA E LEI DE COULOMB
Cap. I - CARGA ELÉTRICA E LEI DE COULOMB FÍSICA (Eletricidade e Eletromagnetismo) A eletrostática é um ramo da Física que estuda os fenômenos relacionados com cargas elétricas em repouso. Um dos primeiros
CARGA ELÉTRICA. Unidade de medida no S.I.: Coulomb (C) 1 Coulomb é a carga elétrica de 6,25. 10 18 prótons (ou elétrons).
Introdução à Eletrostática DISCIPLINA: Física NOME: N O : TURMA: PROFESSOR: Glênon Dutra DATA: NOTA: ASS: INTRODUÇÃO Na Grécia antiga (séc. IV ac) algumas pessoas observaram que um pedaço de âmbar, atritado
Física Geral III Capítulo 1 Carga elétrica
Física Geral III Capítulo 1 Carga elétrica (Cap. 23 halliday, Cap. 21 Sears, Cap 29 Tipler vol 2) (1 ª Aula/2 Aula) Sumário: 1.1 Introdução 1.2 A carga Elétrica 1.3 - A carga Elétrica e a Estrutura da
Eletrização e Força Elétrica
Parte I Eletrização e Força Elétrica 1. (Unicamp 014) A atração e a repulsão entre partículas carregadas têm inúmeras aplicações industriais, tal como a pintura eletrostática. As figuras abaixo mostram
Física Elétrica Cargas Elétrica e Eletrização Prof. Marco Simões. Exercícios 1
Física Elétrica Cargas Elétrica e Eletrização Prof. Marco Simões Exercícios 1 1. Um corpo inicialmente neutro recebe 10 milhões de elétrons. Este corpo adquire uma carga de: (considere! = 1,6 10!!"!).
Prof. A.F.Guimarães Questões de Eletricidade 1 Carga Elétrica
Questão 1 rof..f.guimarães Questões de Eletricidade 1 Carga Elétrica (UFG) Dadas as afirmações: I. O elétron é uma partícula que apresenta a menor carga elétrica conhecida e repele prótons. II. O próton
Tema de Física Eletrostática Força elétrica e campo elétrico Prof. Alex S. Vieira
Tema de Física Eletrostática Força elétrica e campo elétrico 1) Se, após o contato e posterior separação, F 2 é o módulo da força coulombiana entre X e Y, podese afirmar corretamente que o quociente F
I O átomo é constituído por duas regiões distintas: o núcleo e a eletrosfera.
Atividade extra Questão 1 Cecierj - 2013 Como não é possível ver os átomos, Dalton, Thomson e Rutherford elaboraram modelos para ilustrá-los, em função de resultados obtidos em experiências realizadas
Lista de exercícios de Física / 2 Bimestre Unidades 1, 2 e 3
Nota Lista de exercícios de Física / 2 Bimestre Unidades 1, 2 e 3 Data: 18 de maio de 2012 Curso: Ensino Médio 3 ano A Professora: Luciana M.A. Teixeira Nome: Nº Instruções gerais Para a resolução desta
FÍSICA - 2 o ANO MÓDULO 08 ELETRIZAÇÃO E FORÇA ELÉTRICA REVISÃO
FÍSICA - 2 o ANO MÓDULO 08 ELETRIZAÇÃO E FORÇA ELÉTRICA REVISÃO Fixação 1) (CESGRANRIO) No modelo mais elementar do átomo de hidrogênio (modelo de Bohr), o elétron gira em órbita circular em torno do próton
Exercícios sobre Força de Coulomb
Exercícios sobre Força de Coulomb 1-Duas cargas elétricas iguais de 10 6 C se repelem no vácuo com uma força de 0,1 N. Sabendo que a constante elétrica do vácuo é de 9 10 9 N m /C, qual a distância entre
ELETROSTÁTICA wagnumbers.com.br O UNIVERSO PODE SER CARACTERIZADO POR GRANDEZAS FUNDAMENTAIS: MATÉRIA / MASSA, ENERGIA, ESPAÇO,
ELETROSTÁTICA wagnumbers.com.br O UNIVERSO PODE SER CARACTERIZADO POR GRANDEZAS FUNDAMENTAIS: MATÉRIA / MASSA, ENERGIA, ESPAÇO, E TEMPO. A MATÉRIA É CONSTITUÍDA POR PARTÍCULAS MUITO PEQUENAS CHAMADAS DE
Evolução dos Modelos Atômicos A DESCOBERTA DO ÁTOMO
Evolução dos Modelos Atômicos A DESCOBERTA DO ÁTOMO A DESCOBERTA DAS PARTÍCULAS SUBATÔMICAS Após Dalton ter apresentado sua teoria atômica, em 1808, na qual sugeria que os átomos eram indivisíveis, maciços
LISTA ELETROSTÁTICA 3ª SÉRIE
1. (Pucrj 013) Duas cargas pontuais q1 3,0 μc e q 6,0 μc são colocadas a uma distância de 1,0 m entre si. Calcule a distância, em metros, entre a carga q 1 e a posição, situada entre as cargas, onde o
www.professormazzei.com - ATOMÍSTICA Folha 04 João Roberto Mazzei
Questão 01 Rutherford idealizou um modelo atômico com duas regiões distintas. Esse modelo pode ser comparado a um estádio de futebol com a bola no centro: a proporção entre o tamanho do estádio em relação
Aula 15 Campo Elétrico
1. (Fatec 2010) Leia o texto a seguir. Técnica permite reciclagem de placas de circuito impresso e recuperação de metais Circuitos eletrônicos de computadores, telefones celulares e outros equipamentos
Professora FLORENCE. Resposta: [B]
1. (Uftm 2012) Em uma festa infantil, o mágico resolve fazer uma demonstração que desperta a curiosidade das crianças ali presentes. Enche uma bexiga com ar, fecha-a, e, a seguir, após esfregá-la vigorosamente
Aula 12.2 Conteúdo: Magnetismo: Campo magnético e suas características. Os fenômenos magnéticos Experiência de Oersted. INTERATIVIDADE FINAL
Aula 12.2 Conteúdo: Magnetismo: Campo magnético e suas características. Os fenômenos magnéticos Experiência de Oersted. 2 Habilidades: Identificar as características próprias dos campos magnéticos e suas
Título: Professor: Turma: 2ª Lista de Física II Tadeu 3ª Ano
Título: Professor: Turma: 2ª Lista de Física II Tadeu 3ª Ano Questão 1 Três esferas metálicas iguais estão carregadas eletricamente e localizadas no vácuo. Inicialmente, as esferas A e B possuem, cada
Atração fatal. Ernesto atritou um canudo de refresco com. A força elétrica como um vetor
A U A UL LA Atração fatal Ernesto atritou um canudo de refresco com um pedaço de papel higiênico. Depois colocou o canudo contra uma parede, enquanto Roberto observava. - Olha como ele fica grudado! -
COLÉGIO RESSURREIÇÃO NOSSA SENHORA LISTA DE EXERCÍCIOS DE REVISÃO ESPELHOS PLANOS PROF.: DUDUNEGÃO
COLÉGIO RESSURREIÇÃO NOSSA SENHORA LISTA DE EXERCÍCIOS DE REVISÃO ESPELHOS PLANOS PROF.: DUDUNEGÃO 01. Duas cargas puntiformes encontram-se no vácuo a uma distância de 10cm uma da outra. As cargas valem
MÓD. 2 FORÇA ELÉTRICA/LEI DE COULOMB
MÓD. FORÇA ELÉTRICA/LEI DE COULOMB 1. (Fgv 010) Posicionadas rigidamente sobre os vértices de um cubo de aresta 1 m, encontram-se oito cargas elétricas positivas de mesmo módulo. Sendo k o valor da constante
Exercícios de Eletrostática Lista 1
Exercícios de Eletrostática Lista 1 1. Se tivermos um balão de borracha com uma carga positiva distribuída sobre sua superfície, podemos afirmar que (A) na região externa ao balão o campo elétrico é nulo.
Roteiro para aula experimental
1. Introdução à eletrostática Resumo Roteiro para aula experimental Nesta aula prática vamos estudar os princípios básicos da eletrostática: carga elétrica, eletrização, o poder das pontas e a gaiola de
Introdução à Eletricidade
G10CK/ALAMY/EASYPIX BRASIL Introdução à Eletricidade Eletricidade é uma palavra derivada do grego élektron, que significa âmbar. Resina vegetal fossilizada Ao ser atritado com um pedaço de pele de animal,
EFEITO FISIOLÓGICO DA CORRENTE ELÉTRICA PROTEÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
EFEITO FISIOLÓGICO DA CORRENTE ELÉTRICA PROTEÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS Os cabos elétricos da rede pública de energia que "transportam" a corrente elétrica até nossas casas são constituídos por três
Aula 2: Estrutura Atômica
Aula 2: Estrutura Atômica Histórico u Grécia Antiga: Alquimistas (400 a.c.) - Matéria consiste de partículas distintas indivisíveis (átomos) - Ausência de evidências experimentais u Teoria Atômica dos
PROCESSOS DE ELETRIZAÇÃO
PROCESSOS DE ELETRIZAÇÃO Noções de Carga Elétrica No século VI a.c., o matemático e filósofo grego Tales, natural da cidade de Mileto, observou que ao atritar uma resina fóssil (o âmbar) com tecido, esta
Luz Polarizada. Luz natural. Luz Polarizada. Luz polarizada
Óptica Polarização da luz Luz Polarizada Luz natural Luz Polarizada Luz polarizada Dupla refração ou Birrefringência Sólidos amorfos: átomos distribuídos aleatoriamente. A velocidade da luz é a mesma em
A Natureza Elétrica da Matéria
A Natureza Elétrica da Matéria Você já parou para pensar que toda matéria na natureza é eletricamente neutra? Pelo menos no planeta Terra podemos afirmar isso! Talvez tenha sido essa observação que levou
LISTA 01 ELETROSTÁTICA
LISTA 01 ELETROSTÁTICA PROFESSOR MÁRCIO 01 - (FUVEST SP/2011) A lei de conservação da carga elétrica pode ser enunciada como segue: A soma algébrica dos valores das cargas positivas e negativas em um sistema
A lei de Coulomb descreve a força elétrica (em Newtons) entre dois corpos carregados com carga Q 1 e Q 2 (em Coulombs) da seguinte maneira: =
A lei de Coulomb descreve a força elétrica (em Newtons) entre dois corpos carregados com carga Q 1 e Q 2 (em Coulombs) da seguinte maneira: = sendo d a distância (em metros) entre os centros dos corpos
Eletromagnetismo aula 01. Maria Inês Castilho
Eletromagnetismo aula 01 Maria Inês Castilho Introdução ao eletromagnetismo Os primeiros registros sobre eletricidade, são de Tales de Mileto (600 a.c). O magnetismo era observado na magnetita. O eletromagnetismo,
Professor: Douglas/ Wesley Assunto: Eletrostática ( Carga Elétrica, Processo de Eletrização, Força Elétrica e Campo Elétrico ) ELETROSTÁTICA
Curso: Engenharia Básica Professor: Douglas/ Wesley Assunto: Eletrostática ( Carga Elétrica, Processo de Eletrização, Força Elétrica e Campo Elétrico ) ELETROSTÁTICA A eletrostática é basicamente descrita
www.pontodosconcursos.com.br Prof. Guilherme Neves 1
Aula 00 Física Professor: Guilherme Neves www.pontodosconcursos.com.br 1 Apresentação Olá, pessoal! Em breve teremos o concurso para Polícia Civil do Distrito Federal. A banca organizadora será o IADES.
Evolução dos Modelos Atômicos
Evolução dos Modelos Atômicos 1. (Puc - RS) O átomo, na visão de Thomson, é constituído de a) níveis e subníveis de energia. b) cargas positivas e negativas. c) núcleo e eletrosfera. d) grandes espaços
RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS PROPOSTOS AULA 01 TURMA ANUAL. 05. Item A
RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS PROPOSTOS 01. Item B AULA 01 TURMA ANUAL I Correto. Ao passar para um nível mais interno o elétron emite energia na forma de luz. II Falso. Rutherford não propôs um átomo maciço,
2-ELETROMAGNETISMO (Página 24 a 115 da apostila Fundamentos do Eletromagnetismo, do professor Fernando Luiz Rosa ( Mussoi
2-ELETROMAGNETISMO (Página 24 a 115 da apostila Fundamentos do Eletromagnetismo, do professor Fernando Luiz Rosa ( Mussoi Disciplina de Eletromagnetismo 1 COMPETÊNCIAS Conhecer as leis fundamentais do
Lei de Gauss e Condutores em Equilíbrio Eletrostático
Lei de Gauss e Condutores em Equilíbrio Eletrostático 2008 Fluxo Elétrico: Está relacionado com o número líquido de linhas de força que atravessam uma superfície. φ e = EA 1 ou φ e = EA 2 cosθ = E ˆnA2
Figura 1 - O pente que foi utilizado para pentear os cabelos atrai pequenos pedaços
CAPÍTULO 1 CARGAS ELÉTRICAS, ISOLANTES E CONDUTORES Cargas elétricas Em 1600, William Gilbert publicou um livro sobre eletricidade e magnetismo que é considerado o início da história moderna da eletricidade
1. História do Eletromagnetismo A Eletricidade e o Magnetismo eram conhecidos desde a antiguidade.
FÍSICA (Eletricidade e Eletromagnetismo Cap.I Prof. Dr. Sergio Turano de Souza 1. História do Eletromagnetismo A Eletricidade e o Magnetismo eram conhecidos desde a antiguidade. Elétron do grego elektron
Ensino: Médio Professor: Renato Data:, de 2010. Trabalho de Recuperação de Física (1 e 2º Bimestres) Instruções:
Uma Escola ensando em Você luno(a): nº Série: 3 ano Disciplina: Física Ensino: Médio rofessor: Renato Data:, de 010 Trabalho de Recuperação de Física (1 e º imestres) Instruções: 1. O trabalho deverá ser
ESTRUTURA DO ÁTOMO. 3. (G1 - cftmg 2016) Sobre as propriedades do íon sulfeto ( ) verdadeiro ou (F) para falso.
1. (Udesc 2014) O enunciado Em um mesmo átomo, não podem existir dois elétrons com o mesmo conjunto de números quânticos refere-se a(ao): a) Princípio da Exclusão de Pauli. b) Princípio da Conservação
Lista de Exercícios Campo Elétrico
Considere k o = 9,0. 10 9 N. m 2 /C 2 Lista de Exercícios Campo Elétrico 1. Uma partícula de carga q = 2,5. 10-8 C e massa m = 5,0. 10-4 kg, colocada num determinado ponto P de uma região onde existe um
PROCESSOS DE ELETRIZAÇÃO
PROCESSOS DE ELETRIZAÇÃO O Introdução Histórica sábio grego Tales de Mileto (640-546 AC) observou que um pedaço de âmbar (substância resinosa, amarela e fossilizada) atritado com um pano atraia corpos
Leupico a matéria é discreta ou contínua? - átomos
Estrutura Atômica A descoberta da estrutura atômica Os gregos antigos foram os primeiros a postular que a matéria é constituída de elementos indivisíveis. Thales água Anaxímenes ar Heráclito fogo Empédocles
A DINÂMICA DO USO DE EXPERIMENTOS DIDATICAMENTE ORIENTADOS NO ENSINO DE ELETROSTÁTICA
A DINÂMICA DO USO DE EXPERIMENTOS DIDATICAMENTE ORIENTADOS NO ENSINO DE ELETROSTÁTICA Maycon Marcos Leal (1); Pablício Carlos Rodrigues de Moura (1); José Deuzimar Uchoa (2). (1) Instituto Federal de Educação,
Condução elétrica, Lei de Coulomb, campo, potencial, tensão e energia elétrica, corrente elétrica, resistores e instrumentos de medida
É melhor lançar-se à luta em busca do triunfo, mesmo expondo-se ao insucesso, do que ficar na fila dos pobres de espírito, que nem gozam muito nem sofrem muito, por viverem nessa penumbra cinzenta de não
Exercícios de Eletrização
Exercícios de Eletrização 1-Um corpo inicialmente neutro recebe 10 milhões de elétrons. Este corpo adquire uma carga de: (e = 1,6. 10 19 C). a) 1,6. 10 12 C b) 1,6. 10 12 C c) 16. 10 10 C d) 16. 10 7 C
Estudo do comportamento das cargas elétricas em repouso!
Estudo do comportamento das cargas elétricas em repouso! Estrutura da Matéria: O átomo possui duas regiões distintas: núcleo e eletrosfera (região ao redor desse núcleo). São muitas as partículas que compõem
Figura 1 Circuito capacitivo em série.
ASSOCIAÇÃO EDUCACIONAL DOM BOSCO FACULDADE DE ENGENHARIA DE RESENDE ENGENHARIA ELÉTRICA ELETRÔNICA Disciplina: Laboratório de Circuitos Elétricos Corrente Contínua 1. Objetivo A característica de um dispositivo
O USO DE EXPERIMENTOS COM MATERIAIS ALTERNATIVOS NO ENSINO DE ELETROSTÁTICA
O USO DE EXPERIMENTOS COM MATERIAIS ALTERNATIVOS NO ENSINO DE ELETROSTÁTICA Francinaldo Maciel de Brito PPGECM/UEPB [email protected] Dr. Alessandro Frederico da Silveira PPGECM/UEPB [email protected]
ESTRUTURA ELETRÔNICA DOS ÁTOMOS
ESTRUTURA ELETRÔNICA DOS ÁTOMOS MECÂNICA QUÂNTICA E OS ORBITAIS ATÔMICOS 1926 Físico austríaco Erwin Schrödinger Equação de onda de Schrödinger Incorpora tanto o comportamento ondulatório como o de partícula
CARGA ELÉTRICA. Unidade de medida no S.I.: Coulomb (C) 1 Coulomb é a carga elétrica de 6, prótons (ou elétrons).
Introdução à Eletrostática DISCIPLINA: Física NOME: N O : TURMA: PROFESSOR: Glênon Dutra DATA: NOTA: ASS: INTRODUÇÃO Na Grécia antiga (séc. IV ac) algumas pessoas observaram que um pedaço de âmbar, atritado
FORÇA ELÉTRICA. Exemplo de condutores: cobre, alumínio, ferro, soluções de ácido, Terra, soluções de sal, etc.
Prof(a) Stela Maria de Carvalho Fernandes 1 FORÇA ELÉTRICA 1 Carga Elétrica Exemplo: Passe um pente, várias vezes, no cabelo limpo e seco ou esfregue continuamente uma caneta esferográfica na roupa e,
Modelos atômicos. Modelo de Bohr
Modelos atômicos Modelo de Bohr O modelo de Bohr apresenta limitações significativas, não servindo para explicar vários dos fenômenos nos quais estão envolvidos elétrons. As deficiências do modelo de Bohr
ELETRICIDADE 1 ELETROSTÁTICA. Estrutura atômica, Carga Elétrica e Eletrização
ELETRICIDADE 1 ELETROSTÁTICA Estrutura atômica, Carga Elétrica e Eletrização Professor: Danilo Carvalho de Gouveia Slides elaborados a partir da aula do prof. Amaury Menezes e referências complementares
FÍSICO QUÍMICA - AULA 3 ELETROQUÍMICA: CÉLULAS GALVÂNICAS PROF. ANA - CONCEITOS BÁSICOS - A PILHA DE DANIELL
FÍSICO QUÍMICA - AULA 3 ELETROQUÍMICA: CÉLULAS GALVÂNICAS DATA: 02/10/2015 PROF. ANA - CONCEITOS BÁSICOS ELETROQUÍMICA: é a parte da Química que estuda a relação entre a corrente elétrica e as reações
Prof. Renato. SESI Carrão. Física 3ª. Série 2011. Aula 25. Eletromagnetismo
Aula 25 1. James C. Maxwell Teoria do (~ 1870); Compilação das teorias sobre eletricidade, magnetismo e eletromagnetismo construídas até então (1600 a 1870); Desenvolvimento da Lei de Ampère; Previsão
COLÉGIO ESTADUAL YVONE PIMENTEL CURITIBA - PARANÁ DISCIPLINA: FÍSICA
COLÉGIO ESTADUAL YVONE PIMENTEL CURITIBA - PARANÁ DISCIPLINA: FÍSICA - Professor: Ronald Wykrota ([email protected]) EJA INDIVIDUAL - 3ª SÈRIE AULAS 01 e 02 ELETRICIDADE: É a parte da Física que estuda
Erros e Incertezas. Rafael Alves Batista Instituto de Física Gleb Wataghin Universidade Estadual de Campinas (Dated: 10 de Julho de 2011.
Rafael Alves Batista Instituto de Física Gleb Wataghin Universidade Estadual de Campinas (Dated: 10 de Julho de 2011.) I. INTRODUÇÃO Quando se faz um experimento, deseja-se comparar o resultado obtido
MODELAGEM MATEMÁTICA DE UM SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA EM MÉDIA TENSÃO 1. Gabriel Attuati 2, Paulo Sausen 3.
MODELAGEM MATEMÁTICA DE UM SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA EM MÉDIA TENSÃO 1 Gabriel Attuati 2, Paulo Sausen 3. 1 Parte integrante do Projeto de pesquisa Análise, Modelagem e Desenvolvimento
CARGA ELÉTRICA. 1.1 Introdução ao Eletromagnetismo
Bertolo Eletromagnetismo 1 CARGA ELÉTRICA 1.1 Introdução ao Eletromagnetismo exceção do relâmpago, as manifestações ordinárias da Natureza, desde o congelamento da água até o crescimento de uma planta,
Química. Resolução das atividades complementares. Q33 Distribuição eletrônica
Resolução das atividades complementares 3 Química Q33 Distribuição eletrônica p. 6 1 (Uniube-MG) Um átomo cuja configuração eletrônica é 1s 2 2s 2 2p 6 3s 2 3p 6 4s 2 tem como número atômico: a) 10 c)
reduzida, dotadas de carga elétrica negativa e de valor absoluto igual a dos prótons.
Eletricidade História da eletricidade tem seu início no século VI a.c., na Grécia Antiga, quando o filósofo Thales de Mileto, após descobrir uma resina vegetal fóssil petrificada chamada âmbar (elektron
Experimentos. Como a distância entre as fitas afetam a interação entre elas? Explique. Duas fitas T Duas fitas B Uma fita T e uma B
Prática 1: Introdução a Eletrostática I. Eletrização por atrito Experimentos I.1. Experimento: Pressione um pedaço de fita adesiva, cerca de 20 cm de comprimento, firmemente sobre uma superfície lisa sem
Física Professor Fernando 2ª série / 1º trimestre
Física Professor Fernando 2ª série / 1º trimestre Questão 01) Em um parque de diversão, Carlos e Isabela brincam em uma gangorra que dispõe de dois lugares possíveis de se sentar nas suas extremidades.
João Francisco Walendowsky * Aluno do Curso de Licenciatura em Física UFSC José de Pinho Alves Filho Depto. de Física UFSC Florianópolis SC
LABORATÓRIO CASEIRO APARELHO DE SILBERMANN João Francisco Walendowsky * Aluno do Curso de Licenciatura em Física UFSC José de Pinho Alves Filho Depto. de Física UFSC Florianópolis SC Certamente, muitos
ELETRÓLISE DA ÁGUA. I Introdução
ELETRÓLISE DA ÁGUA I Introdução A natureza da água foi por muito tempo um enigma. Desde a Antigüidade ela era considerada uma substância elementar, até que sua natureza composta foi provada durante o século
O TEOREMA DE PITÁGORAS E AS RELAÇÕES MÉTRICAS NO TRIÂNGULO RETÂNGULO COM MATERIAL EMBORRACHADO
O TEOREMA DE PITÁGORAS E AS RELAÇÕES MÉTRICAS NO TRIÂNGULO RETÂNGULO COM MATERIAL EMBORRACHADO Rita de Cássia Pavani LAMAS 1 Juliana MAURI 2 Resumo: Modelos concretos no ensino fundamental, em particular,
Através de suas realizações experimentais, mantendo constante a temperatura do condutor, Ohm pôde chegar às seguintes afirmações e conclusões:
5000 - Leis de Ohm: Primeira de Ohm George Simon Ohm foi um físico alemão que viveu entre os anos de 1789 e 1854 e verificou experimentalmente que existem resistores nos quais a variação da corrente elétrica
TP064 - CIÊNCIA DOS MATERIAIS PARA EP. FABIANO OSCAR DROZDA
TP064 - CIÊNCIA DOS MATERIAIS PARA EP FABIANO OSCAR DROZDA [email protected] 1 AULA 02 ESTRUTURA ATÔMICA e LIGAÇÃO ATÔMICA CAPÍTULO 02 CALLISTER 5 a Ed. 2 ESTRUTURA ATÔMICA Modelo atômico de Bohr
Planos de Ensino Física 2016
Planos de Ensino Física 2016 Organização Coordenadora da disciplina: Sandra Madalena Pereira Franke INSTITUIÇÃO: Colégio de Aplicação -UFSC CURSO: Ensino Médio ANO: 1º ano TURMAS: A, B, C e D. PROFESSOR:
Módulo 08 - Mecanismos de Troca de Calor
Módulo 08 - Mecanismos de Troca de Calor CONCEITOS FUNDAMENTAIS Vamos iniciar este capítulo conceituando o que significa calor, que tecnicamente tem um significado muito diferente do que usamos no cotidiano.
A força elétrica F, que a carga negativa q sofre, e o campo elétrico E, presente no ponto onde ela é fixada, estão corretamente representados por
MOD 3. CAMPO ELETRICO 1. (Uea 014) Duas cargas elétricas puntiformes, Q e q, sendo Q positiva e q negativa, são mantidas a uma certa distância uma da outra, conforme mostra a figura. A força elétrica F,
ELETRICIDADE. Professor Paulo Christakis, M.Sc. 20/10/2016 1
ELETRICIDADE 20/10/2016 1 Eletricidade é dividida em: Eletrostática: parte da Eletricidade que estuda as cargas elétricas em repouso. Eletrodinâmica: parte da Eletricidade que estuda as cargas elétricas
A forma geral de uma equação de estado é: p = f ( T,
Aula: 01 Temática: O Gás Ideal Em nossa primeira aula, estudaremos o estado mais simples da matéria, o gás, que é capaz de encher qualquer recipiente que o contenha. Iniciaremos por uma descrição idealizada
Cargas Elétricas: ELETROSTÁTICA
Cargas Elétricas: ELETROSTÁTICA Capítulo 10 4º bimestre Colégio Contato Unidade Farol Professora Thaís Freitas 9º ano - 2015 A eletrostática, basicamente, é a parte da eletricidade que estuda as cargas
Oficinas: ensinando Física com a construção de experimentos de baixo custo.
Oficinas: ensinando Física com a construção de experimentos de baixo custo. João Guilherme Braga¹, Eugenio Maria de França Ramos 2 1 Licenciatura em Física, Universidade Estadual Paulista, Campus de Rio
Prof. Thiago Miranda de Oliveira
Prof. Thiago Miranda de Oliveira Dentre todos os fenômenos que ocupavam os físicos, a eletricidade foi o que trouxe mais contribuições fundamentais para a física no século XVIII. Os primeiros registros
aplicada à força sentida por uma carga q 0, devida à N cargas q 1 q 2 q n
Eletricidade O Campo eléctrico Consideremos a equação aplicada à força sentida por uma carga q 0, devida à N cargas q 1 q 2 q n onde é a distância desde a carga até o ponto do espaço onde se encontra a
ELETROSTÁTICA ELETRIZAÇÃO DE CORPOS
ELETROSTÁTICA ELETRIZAÇÃO DE CORPOS Iniciaremos o estudo sobre cargas elétricas com um experimento. Se atritarmos vigorosamente um canudo de plástico (canudo A na figura 1) com um pedaço de papel e logo
ELETRICIDADE BÁSICA HISTÓRIA 17/06/2013. Eletricidade. Tudo depende do elétron. Professor : Juarez Alves Antunes. Tales de Mileto
ELETRICIDADE BÁSICA Professor : Juarez Alves Antunes Eletricidade Tudo depende do elétron HISTÓRIA O estudo da eletricidade se iniciou na Antigüidade, por volta do século VI a.c, com o filósofo e matemático
Lição 2. Instrução Programada
Lição 2 Na lição anterior falamos da matéria, analisando sua constituição. Verificamos que a natureza da eletricidade poderia ser revelada pelo estudo das partículas constituintes do átomo. Havíamos chegado
A magnetostática. A lei de Biot e Savart O potencial escalar magnético. A lei da indução de Faraday.
A magnetostática Nesta aula discutiremos algumas leis e conceitos físicos que são muito úteis para o entendimento do eletromagnetismo e se apresentam em várias inovações a aplicações tecnológicas. São
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PARÁ DALGLISH GOMES ESTRUTURAS CRISTALINAS E MOLECULARES NA PRÁTICA PEDAGÓGICA
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PARÁ DALGLISH GOMES ESTRUTURAS CRISTALINAS E MOLECULARES NA PRÁTICA PEDAGÓGICA RESUMO A utilização de materiais de fácil manuseio pode levar a um
4.1 Experimento 1: Cuba Eletrostática: Carga, Campo e Potenciais Elétricos
14 4. Roteiros da Primeira Sequência 4.1 Experimento 1: Cuba Eletrostática: Carga, Campo e Potenciais Elétricos 4.1.1 Objetivos Fundamentar o conceito de carga elétrica. Trabalhar com os conceitos de campo
SOLUÇÕES N2 2015. item a) O maior dos quatro retângulos tem lados de medida 30 4 = 26 cm e 20 7 = 13 cm. Logo, sua área é 26 x 13= 338 cm 2.
Solução da prova da 1 a fase OBMEP 2015 Nível 1 1 SOLUÇÕES N2 2015 N2Q1 Solução O maior dos quatro retângulos tem lados de medida 30 4 = 26 cm e 20 7 = 13 cm. Logo, sua área é 26 x 13= 338 cm 2. Com um
2005 by Pearson Education. Capítulo 09
QUÍMICA A Ciência Central 9ª Edição Capítulo 9: Geometria molecular e teorias de ligação David P. White Formas espaciais moleculares As estruturas de Lewis fornecem a conectividade atômica: elas nos mostram
Capítulo 25: Capacitância
apítulo 5: apacitância ap. 5: apacitância Índice apacitor apacitância alculo da capacitância apacitores em paralelo e em série Energia armazenada em um campo elétrico apacitor com dielétrico Dielétricos:
Atomística (I parte):
Atomística (I parte): O estudo histórico do átomo Histórico do Átomo: Modelo dos gregos - Atomismo; Modelo de 1808 - Dalton Modelo de 1898 Thompson Modelo de 1911 Rutherford Modelo de 1913 Bohr Modelo
Principais modelos atômicos. Modelo Atômico de Thomson (1898)
Principais modelos atômicos Modelo Atômico de Thomson (1898) Com a descoberta dos prótons e elétrons, Thomson propôs um modelo de átomo no qual os elétrons e os prótons, estariam uniformemente distribuídos,
MICROFONE E ALTIFALANTE
MICROFONE E ALTIFALANTE Um microfone é um transdutor que transforma energia mecânica (onda sonora) em energia elétrica (sinal elétrico de corrente alternada). O altifalante é um transdutor que transforma
CEM 09 TRABALHO 4 PLANO DE CURSO-FÍSICA-PROFESSOR: RICARDO
CEM 09 TRABALHO 4 PLANO DE CURSO-FÍSICA-PROFESSOR: RICARDO Olá pessoal vocês deverão realizar um bom trabalho e para isso façam o trabalho coletivamente!!!!! Boa Sorte!!!!! OBJETIVO: De posse de todos
Capítulo 2 Estrutura Atômica
Capítulo 2 Estrutura Atômica Teoria atômica da matéria John Dalton: Cada elemento é composto de átomos. Todos os átomos de um elemento são idênticos. Nas reações químicas, os átomos não são alterados.
PLANO DE ENSINO ANUAL 2014
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃOAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA CEDUC - CENTRO DE EDUCAÇÃO COORDENAÇÃO GERAL DA EDUCAÇÃO BÁSICA COLÉGIO DE APLICAÇÃO PLANO DE ENSINO ANUAL 2014 DISCIPLINA SÉRIE TURMA ANO LETIVO
Seminário 2: Análise de livros didáticos de Física para o Ensino Médio
Propostas e Projetos para o Ensino de Física Prof. Anne L. Scarinci Seminário 2: Análise de livros didáticos de Física para o Ensino Médio Henrique Gallo Jairo Mendes Marcos Teruo Ronaldo Belizário 2001
Reostatos de grafite (um experimento simples e de baixo custo)
ENSINO Reostatos de grafite (um experimento simples e de baixo custo) Carlos Eduardo Laburú 1 e Osmar Henrique Moura Silva Departamento de Física Universidade Estadual de Londrina 86051-970 Londrina, PR
Do que somos feitos? >>Vídeo: Física- Química- Os Primeiros Modelos Atômicos (Dalton, Thomson, Rutherford, Bohr)<<
Prof. Gabriel Aká Do que somos feitos? >>Vídeo: Física Química Os Primeiros Modelos Atômicos (Dalton, Thomson, Rutherford, Bohr)>Átomo
