Novembro de 2012 Sumário
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- João Marreiro Pinto
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1 30 Novembro de 2012 Sumário BOLETIM DIÁRIO DO TEMPO... 2 Boletim do Tempo para 30 de Novembro... 2 Previsão do Tempo para o dia 01 de Dezembro de 2012 (24 horas)... 3 Tendência para o dia 02 de Dezembro de 2012 (48 horas)... 3 Boletim Técnico CPTEC
2 BOLETIM DIÁRIO DO TEMPO Boletim do Tempo para 30 de Novembro Segue a forte convergência de umidade e calor sobre a Bacia do Prata que já era observada ao longo dos últimos dias (Figura 1). A frente fria se aproxima da fronteira com o Uruguai provocando um aumento da nebulosidade em todo o estado principalmente no oeste. O nordeste do estado também apresentou nebulosidade devido a um sistema que se localiza no centro-oeste do Brasil (Figura 2). Figura 1. Análise do modelo GFS: umidade específica e linhas de corrente em 850 hpa das 12Z do dia 29 de novembro. a) b) Figura 2. Imagem do Satélite GOES 12 do canal realçado dia 29 as 16:30Z e b) acumulado diário de descargas elétricas. 2
3 Previsão do Tempo para o dia 01 de Dezembro de 2012 (24 horas) A entrada de uma frente fria pela fronteira com o Uruguai causará pancadas de chuva no Estado. As instabilidades mais fortes deverão ocorrer nas regiões sul e noroeste. A tarde haverá uma melhora a partir da fronteira sul. Tendência para o dia 02 de Dezembro de 2012 (48 horas) A frente fria se desloca para a região norte onde manterá tempo instável sujeito a pancadas de chuva. Já nas demais regiões estarão sobre a influência de uma massa de ar estável o que proporcionará tempo seco. 3
4 Boletim Técnico CPTEC Nível 250 hpa Na análise da carta sinótica de 250 hpa do dia 30/11, observa-se o padrão de circulação anticiclônica sobre o continente a norte de 40S. Associado a este padrão de ventos em altitude também é possível verificar a forte difluência sobre as regiões Norte, Nordeste e Sudeste. Sendo que entre o Sudeste e Sul do Brasil a difluência é intensificada devido curvatura anticiclônica (associada ao padrão anticiclônico já comentado) e a presença do ramo do Jato Subtropical, principalmente sobre centro-sul do Brasil. Este padrão dinâmico resulta na intensificação do movimento vertical ascendente do ar nas camadas mais baixas da troposfera favorecendo, desta forma, a formação de nuvens de grande desenvolvimento vertical sobre estas áreas (ver imagem de satélite). Nota-se sobre o Atlântico, a leste da Região Nordeste (altura do RN) do Brasil, a presença do Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) cujo núcleo está centrado em torno de 09S/26W com valor de mgp. O Jato Subtropical (JST) atua sobre o norte do Chile e da Argentina, Uruguai e sul do RS. Nota-se outro VCAN sobre o a Cordilheira dos Andes em torno de 43S/73W. Contornando este VCAN percebe-se o ramo norte do Jato Polar (JPN) a leste do VCAN, sobre a província de Buenos Aires nota-se bastante difluência que juntamente com atuação do VCAN favorece a advecção de vorticidade ciclônica para áreas da Argentina aumentando a instabilidade atmosférica sobre áreas do centroleste deste país. Mais a sul, sobre o extremo do continente o ramo do Jato Polar Sul também pode ser visto. Nível 500 hpa Na análise da carta sinótica de 500 hpa do dia 30/11, percebe-se um padrão de circulação bastante similar ao descrito na alta troposfera. Sobre grande parte do continente nota-se a presença da circulação anticiclônica cujo núcleo reflete no campo de altura geopotencial com valor de 5880 mgp centrado em torno de 15S/55W. Embora este sistema gere subsidência e compressão adiabática o que deveria inibir a formação e o desenvolvimento de nuvens e elevar as temperaturas nas áreas onde atua, o aquecimento diurno e a temperatura em torno - 6C neste nível dão condições para formação e desenvolvimento de sistemas convectivos com potencial para severidade, principalmente sobre o centro-oeste do continente. A sul de 20S nota-se a presença de uma área fortemente baroclínica onde se observa um intenso gradiente do campo de altura geopotencial sobre a faixa oeste da Argentina. Percebe-se sobre a Cordilheira dos Andes em aproximadamente 43S/73W a presença do Vórtice Ciclônico (VC) reflexo do aprofundamento da baixa descrita em 250 hpa. Nota-se, sobre o RS, SC e PR, a atuação de fortes ventos, reflexo da presença do Jato Subtropical nas camadas mais elevadas da troposfera e a presença de um ar relativamente mais frio onde as temperaturas atingem - 10 C. A presença desta massa relativamente mais fria combinada as temperaturas mais elevadas em superfície e ao teor de umidade na coluna troposférica potencializa os valores dos índices de instabilidade aumentando a chance de tempo severo entre o Paraguai, MS e Sul do Brasil. Nível 850 hpa Na análise da carta sinótica de 850 hpa do dia 30/11/2012, percebe-se a presença de ventos de quadrante norte na faixa oeste do continente evidenciando a presença do Jato de Baixos 4
5 Níveis (JBN) que se estende do Peru passando pela Bolivia, Paraguai até o norte da Argentina criando desta forma uma pista por onde é transportada massa quente e úmida da Amazônia para latitudes subtropicais alimentando desta forma a termodinâmica sobre áreas do Paraguai, Argentina, Uruguai e Sul do Brasil que juntamente com a circulação anticiclônica intensifica o transporte de umidade do oceano Atlântico para essas regiões. Nota-se a presença de uma massa de ar mais fria sobre o Atlântico a sul de 40S limitada pela isoterma de 0 C indicada pela linha preta contínua. Percebe-se o reflexo do Vórtice Ciclônico descrito nas camadas superiores sobre o Pacífico, com a presença de uma área de circulação ciclônica posicionada em torno de 38S/65W. Superfície Na análise da carta sinótica de superfície da 00Z do dia 30/11, nota-se uma frente fria em 30S/30W, com núcleo de baixa pressão associado de 999 hpa centrado em torno de 44S/20W. Um sistema frontal em oclusão atua sobre o Pacífico, com núcleo de 982 hpa em 43S/108W. Outros sistemas frontais transientes atuam ao sul de 50S no Pacífico e Atlântico. Observa-se uma área de baixa pressão, com valores em torno de 1004 hpa sobre o norte da Argentina, Paraguai e Bolívia, de onde se estendem cavados sobre a Província de Buenos Aires (Argentina) e RS. Esta área de baixa pressão ajuda a fortalecer os ventos de quadrante norte em 850 hpa (JBN), situação que alimenta a termodinâmica sobre áreas entre a Argentina, Paraguai, MS, Sul do Brasil e Uruguai. Sobre a província de Chubut, na Argentina, outro cavado atua com baixa pressão associada de 1004 hpa. A Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) apresenta núcleo de 1021 hpa por volta de 37S/48W e sua circulação atua desde o leste da Argentina até o RJ. A Alta Subtropical do Pacífico Sul (ASPS) possuí núcleo de 1021 hpa centrado em 25S/90W. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) posiciona-se em torno de 06N/09N sobre o Pacífico e Atlântico. 5
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