AGRUPAMENTO DE ESCOLAS ÍNDICE
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- Raphaella Weber Caires
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1 Última atualização: 22.Julho.2015
2 ÍNDICE INTRODUÇÃO TÍTULO I - DISPOSIÇÕES GERAIS CAPÍTULO I - OBJETO, ÂMBITO E NORMAS GERAIS CAPÍTULO II NORMAS DE FUNCIONAMENTO CAPÍTULO III INSTALAÇÕES E SEGURANÇA SECÇÃO I - PLANO DE PREVENÇÃO E EMERGÊNCIA SECÇÃO II - INSTALAÇÕES ESPECÍFICAS CAPÍTULO IV REDE INFORMÁTICA E SÍTIO DA INTERNET SECÇÃO III - SISTEMA DE VIDEOVIGILÂNCIA TÍTULO II - ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO CAPÍTULO I CONSELHO GERAL CAPÍTULO II DIRETOR CAPÍTULO III - CONSELHO PEDAGÓGICO CAPÍTULO IV - CONSELHO ADMINISTRATIVO CAPÍTULO V - COORDENAÇÃO DE ESCOLA OU DE CENTRO ESCOLAR TÍTULO III - ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA CAPÍTULO I - ESTRUTURAS DE COORDENAÇÃO E SUPERVISÃO CAPÍTULO II - ARTICULAÇÃO E GESTÃO CURRICULAR SECÇÃO I - DEPARTAMENTOS CURRICULARES SECÇÃO II - COORDENAÇÃO DE DEPARTAMENTO SECÇÃO III GRUPOS DE RECRUTAMENTO E CONSELHOS DE DOCENTES DO 1º CICLO. 40 SECÇÃO IV ARTICULAÇÃO CURRICULAR CAPÍTULO III - ORGANIZAÇÃO DAS ATIVIDADES DE TURMA SECÇÃO I - CONSELHO DE DOCENTES SUBSECÇÃO I ATIVIDADES DE ENRIQUECIMENTO CURRICULAR E DE ANIMAÇÃO E APOIO À FAMÍLIA SECÇÃO II - CONSELHO DE TURMA SECÇÃO III - COORDENAÇÃO DA DIREÇÃO DE TURMA SECÇÃO IV - COORDENADORES DOS DIRETORES DE TURMA SUBSECÇÃO I - ASSESSORIAS DA COORDENAÇÃO DA DIREÇÃO DE TURMA SECÇÃO V - PROFESSOR TITULAR DE TURMA/DIRETOR DE TURMA CAPÍTULO IV - OUTRAS ESTRUTURAS DE COORDENAÇÃO SECÇÃO I - CURSOS QUALIFICANTES SUBSECÇÃO I - CURSOS DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO SUBSECÇÃO II - CURSOS PROFISSIONAIS SECÇÃO II - ENSINO NOTURNO SECÇÃO III GABINETE DE APOIO AO ALUNO SECÇÃO IV PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO EDUCATIVO E CLUBES SUBSECÇÃO I COORDENADOR DE PROJECTOS DE DESENVOLVIMENTO EDUCATIVO DO PLANO ANUAL DE ATIVIDADES SUBSECÇÃO II - CLUBE DE DESPORTO ESCOLAR SUBSECÇÃO III PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE CAPÍTULO V - SERVIÇOS TÉCNICO-PEDAGÓGICOS SECÇÃO I GRUPO DE EDUCAÇÃO ESPECIAL
3 SECÇÃO II SERVIÇO DE PSICOLOGIA E ORIENTAÇÃO SECÇÃO III GABINETE DE APOIO AO ALUNO E À FAMILIA SECÇÃO IV SERVIÇO DE ACÇÃO SOCIAL ESCOLAR SECÇÃO V BIBLIOTECAS DO AGRUPAMENTO TÍTULO IV - INTERVENIENTES DA COMUNIDADE EDUCATIVA CAPÍTULO I ALUNOS SECÇÃO I DIREITOS E DEVERES DOS ALUNOS SECÇÃO II DISCIPLINA SECÇÃO III VISITAS DE ESTUDO/INTERCÂMBIOS SECÇÃO IV ASSOCIAÇÃO DE ESTUDANTES CAPÍTULO II DOCENTES CAPÍTULO III NÃO DOCENTES CAPÍTULO IV - ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO CAPÍTULO V AUTARQUIA TÍTULO V AVALIAÇÃO SECÇÃO I AVALIAÇÃO DOS DISCENTES SECÇÃO II AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO PESSOAL DOCENTE E NÃO DOCENTE SECÇÃO III AUTOAVALIAÇÃO DO AGRUPAMENTO TÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS ANEXOS ANEXO I - ORGANIGRAMAS ANEXO II PERMUTA, ANTECIPAÇÃO E REPOSIÇÃO DE AULAS ANEXO III REGULAMENTO DOS CURSOS PROFISSIONAIS ANEXO IV REGULAMENTO DO GABINETE DE APOIO AO ALUNO ANEXO V REGULAMENTO DO CLUBE DE DESPORTO ESCOLAR ANEXO VI REGULAMENTO DOS CURSOS VOCACIONAIS DE NÍVEL SECUNDÁRIO 166 ANEXO VII REGULAMENTO RELATIVO ÀS NORMAS DE FUNCIONAMENTO DAS EQUIPAS DE INTERVENÇÃO SOCIOEDUCATIVA A PRESTAR SERVIÇO NO AGRUPAMENTO ANEXO VIII REGIMENTO DOS DEPARTAMENTOS CURRICULARES 2.º E 3.º CICLOS DO ENSINO BÁSICO E ENSINO SECUNDÁRIO ANEXO IX SISTEMA DE VIDEOVIGILÂNCIA
4 INTRODUÇÃO O Regulamento Interno 1, a par projeto educativo, é uma das pedras basilares da autonomização e diferenciação de uma organização educativa enquanto instrumento particular de clarificação do seu funcionamento e operacionalização da lei de bases do sistema educativo, do regime de autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário e demais diplomas reguladores e normativos, no contexto da sua comunidade educativa. Para o efeito, o Regulamento Interno deve articular com instrumentos de autonomia que abaixo se refere, assim como com os respetivos relatórios de execução e avaliação: I. Projeto Educativo o documento que consagra a orientação educativa do Agrupamento, elaborado e aprovado pelos seus órgãos de administração e gestão para um horizonte de quatro anos, no qual se explicitam os princípios, os valores, as metas e as estratégias segundo os quais o Agrupamento se propõe cumprir a sua função educativa, bem como a sua operacionalização, devendo assim conter a oferta curricular, a organização curricular, os critérios gerais de avaliação e metodologia de acompanhamento e adequação do projeto. II. Planos de Atividades - o documento de planeamento, elaborado e aprovado pelos órgãos de administração e gestão do Agrupamento, que define, em função dos projeto educativo, os objetivos, as formas de organização e de programação das atividades e que procede à identificação dos recursos envolvidos, bem como às necessidades de formação, clarificando ainda metodologias de acompanhamento e adequação: a) Plano Plurianual identificar do ponto de vista macro a resposta ao projeto educativo, quer no que respeita aos objetivos, às atividades a desenvolver e à aquisição, manutenção e afetação de recursos materiais e à identificação de necessidades e afetação de recursos humanos. b) Plano Bienal deve fixar os objetivos intermédios com vista à aferição e consecução do Plano Plurianual. c) Plano Anual Deve clarificar as ações a desenvolver em cada ano no sentido do cumprimento do estabelecido nos pontos anteriores. 1 o documento que define o regime de funcionamento do agrupamento de escolas ou da escola não agrupada, de cada um dos seus órgãos de administração e gestão, das estruturas de orientação e dos serviços administrativos, técnicos e técnicopedagógicos, bem como os direitos e os deveres dos membros da comunidade escolar (conforme Regime de autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário) 3
5 - Orçamento o documento em que se prevê, de forma discriminada, as receitas a obter e despesas a realizar pelo Agrupamento, com vista à consecução dos planos de atividades definidos. O presente regulamento aplica-se ao Agrupamento de Escolas Poeta António Aleixo, constituído por despacho de Sua Excelência o Senhor Diretor Regional de Educação do Algarve, de 02 de julho de 2012, integrando os estabelecimentos de ensino: - Centro Escolar do Pontal (CEP); - Escola Básica do 2.º e 3.º Ciclos D. Martinho de Castelo Branco (EBDMCB); - Escola Secundária Poeta António Aleixo (ESPAA). 4
6 TÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS CAPÍTULO I OBJETO, ÂMBITO E NORMAS GERAIS Artigo 1.º Objeto O presente regulamento interno estabelece: a) O modo de organização (anexo1) e o regime de funcionamento das diversas estruturas que integram o agrupamento; b) As regras de convivência escolar, com o objetivo de se conseguir um adequado relacionamento interpessoal, visando as melhores condições de ensino e de aprendizagem e do funcionamento da organização em geral; c) As normas de utilização e conservação das instalações e equipamento escolar. Artigo 2.º Âmbito 1. O presente regulamento destina-se a toda a comunidade educativa do agrupamento de escolas e o seu desconhecimento não servirá de atenuante em qualquer caso de conflito ou suposta infração. 2. O presente regulamento é aplicável em todas as áreas das escolas agregadas, o que compreende os edifícios em que as mesmas funcionam, os acessos, os campos de jogos e quaisquer outras instalações, situadas dentro ou fora do seu perímetro, em que decorram atividades de âmbito escolar. 3. Este regulamento aplica-se a todos os atos e factos praticados ou ocorridos no exterior das escolas, se os seus agentes estiverem no desempenho das suas funções. 4. As disposições previstas neste regulamento obrigam não só quem utiliza as instalações como local de trabalho, mas também todos os que a elas recorram a qualquer título, implicando o seu incumprimento: a) Responsabilidade disciplinar para quem a ele esteja sujeito; b) Proibição de utilização das instalações ou serviços, nos restantes casos. 5
7 Artigo 3.º Normas gerais 1. Para além dos deveres específicos, são deveres gerais de quantos trabalham nas escolas: a) O dever de isenção; b) O dever de zelo; c) O dever de obediência; d) O dever de lealdade; e) O dever de sigilo; f) O dever de correção; g) O dever de assiduidade; h) O dever de pontualidade. 2. Dentro da área das escolas: a) Não é permitido o fornecimento e consumo de toda e qualquer bebida alcoólica; b) Não é permitido fumar; c) Não são permitidas palavras, atitudes ou atos que ofendam a moral social; d) Todos os membros da comunidade escolar têm o dever de ser corretos e respeitosos; e) Cada um tem o direito de não estar sujeito a qualquer tipo de coação; f) É expressamente proibida a entrada no espaço das escolas de alunos portadores de objetos que não sejam os estritamente necessários ao desenvolvimento das atividades de ensino- -aprendizagem; g) Não é permitido afixar propaganda político-partidária, salvaguardando-se as situações relativas a projetos e/ou sessões previamente aprovadas pelos órgãos competentes; h) Não é permitido afixar qualquer tipo de prospeto, folheto ou comunicação que não esteja rubricado pelo diretor, pelo coordenador de estabelecimento ou pelo presidente do conselho geral; i) Materiais ligados ao ensino aprendizagem e de caráter solidário, poderão ser expostos ou vendidos no espaço escolar desde que devidamente autorizados pela direção; j) Outros materiais poderão ser publicitados ou vendidos no espaço escolar mediante autorização do diretor e desde que se verifique uma das seguintes condições: i. existência de um protocolo; ii. aluguer do espaço de acordo com o preçário definido pelo conselho administrativo. k) Todas as pessoas estranhas à escola deverão identificar-se ao funcionário da portaria, recebendo o cartão de visitante, o qual deverá ser devolvido à saída; l) É proibida a prática de jogos de fortuna e azar que, em qualquer circunstância, envolvam benefícios ou prejuízos monetários. 6
8 CAPÍTULO II NORMAS DE FUNCIONAMENTO Artigo 4.º Localização de serviços 1. A direção e os serviços de administração e gestão escolar estão sediados na escola sede do agrupamento. 2. No CEP e na EBDMCB funcionam serviços de coordenação de estabelecimento. Artigo 5.º Princípios gerais de utilização das instalações 1. Independentemente dos regulamentos específicos existentes para determinadas instalações, é dever de todos os utentes a preservação e a correta utilização de todos os espaços em geral e respetivos equipamentos, assim como a comunicação de qualquer anomalia verificada. 2. O acesso às instalações, aos serviços e a aquisição de produtos é feito mediante a utilização de cartão eletrónico. Artigo 6.º Locais de estilo / de afixação de convocatórias, circulares e divulgação de atividades 1. A afixação das convocatórias, circulares e outra informação é feita na sala de professores/ funcionários de cada estabelecimento ou em espaço próprio junto ao relógio de ponto. 2. As convocatórias para reuniões que não respeitem o prazo de 48 horas devem ser comunicadas individualmente para tomada de conhecimento, devendo haver um comprovativo do mesmo. 3. As convocatórias para as reuniões e circulares respeitantes a alunos são lidas nas salas de aula, divulgadas no sítio da internet do agrupamento e afixadas na sala do aluno ou no átrio do estabelecimento respetivo. 4. Sem prejuízo do estipulado nos pontos anteriores o modo preferencial de divulgação de toda e qualquer atividade é o correio eletrónico. Artigo 7.º Horários de atendimento ao público 1. Os horários de atendimento dos diversos serviços em cada estabelecimento de ensino encontram-se afixados junto dos mesmos, e estão disponíveis no sítio da internet do 7
9 agrupamento. 2. Os horários de atendimento dos diversos serviços serão definidos anualmente pelo diretor do agrupamento de escolas, devendo entrar em funcionamento no início de cada ano letivo. Artigo 8.º Regimentos 1. Nos trinta dias subsequentes à sua definição/redefinição, cada estrutura/órgão colegial deve aprovar o seu regimento, elaborado nos termos do código do procedimento administrativo e do presente regulamento. 2. São exceção ao estabelecido no ponto anterior os conselhos de turma e os conselhos de docentes, de avaliação ou de caráter disciplinar. 3. A aplicabilidade dos regimentos depende da respetiva homologação pelo conselho geral. Artigo 9.º Utilização do telemóvel nos espaços escolares 1. A utilização de telemóvel pessoal e de outros equipamentos eletrónicos nos espaços escolares deve ser adequada e controlada de modo a não perturbar o normal funcionamento dos serviços. 2. Não é permitido o uso de telemóveis durante as atividades letivas. Artigo 10.º Acesso aos estabelecimentos de ensino 1. O acesso a cada estabelecimento de ensino faz-se pela entrada principal. 2. Só têm livre acesso ao estabelecimento de ensino, o pessoal docente, o pessoal não docente, e os alunos que nele estejam matriculados, desde que identificados com o cartão eletrónico. 3. Têm acesso condicionado, os encarregados de educação dos alunos que frequentam o agrupamento e qualquer outra pessoa que, por motivo justificado, tenha, no mesmo, assuntos do seu interesse a tratar. 4. Para efeitos do número anterior, o assistente operacional em serviço na portaria deve solicitar aos visitantes a respetiva identificação, bem como indicação do assunto a tratar de forma a encaminhá-lo para o respetivo serviço. 5. A informação requerida nos termos do ponto anterior deve ser registada em documento próprio. 8
10 Artigo 11.º Átrios, corredores e escadas 1. Não é permitida a permanência dos alunos nos corredores, escadas e átrios durante o funcionamento das aulas. 2. Na escola D. Martinho de Castelo Branco não é igualmente permitida a permanência dos alunos nos locais referidos em 1 durante os intervalos. 3. O controlo dos espaços referidos é efetuado pelo funcionário de serviço, que participa qualquer ocorrência anormal, através de impresso próprio ou de formulário eletrónico, aos órgãos competentes. Artigo 12.º Entrada e saída de aulas 1. A entrada e saída da sala de aula são reguladas por toques de campainha. 2. Professores e alunos devem dirigir-se para as salas de aula logo que soe o toque para a entrada. 3. Para os professores existe um período de tolerância de cinco minutos, após o horário de entrada, à exceção dos primeiros tempos de cada turno em que essa tolerância é de dez minutos. 4. Se o aluno chegar depois do professor deverá justificar o atraso, cabendo ao professor decidir sobre a marcação da falta, de acordo com a justificação apresentada, dando conhecimento ao aluno da sua decisão. 5. Não é permitida a saída das salas de aula antes de ter soado o toque indicativo do seu final, excetuando situações devidamente justificadas. 6. O professor não deve prolongar a aula para além do tempo regulamentar. Artigo 13.º Tempos letivos Os intervalos e a duração dos horários/tempos letivos são definidos anualmente, pelo diretor, para cada estabelecimento de ensino. Artigo 14.º Permuta, antecipação e reposição de aulas Os procedimentos a adotar para permuta, antecipação e reposição de aulas constituem o anexo 2. 9
11 Artigo 15.º Sumários 1. A componente letiva é registada eletronicamente, por turma e/ou disciplina, devendo ser sumariada a matéria lecionada e registadas as faltas dadas pelos alunos. 2. A componente não letiva, por professor, é registada eletronicamente devendo ser sumariada a atividade desenvolvida. Artigo 16.º Material didático sujeito a requisição 1. O material didático não disponível em sala de aula só pode ser utilizado mediante requisição do professor. 2. A requisição de material deve ser feita atempadamente por via eletrónica ou em impresso próprio consoante o estabelecimento de ensino. 3. A colocação do material nas salas de aula é da responsabilidade do funcionário encarregado do mesmo e/ou do professor. 4. Nos casos de manifesta negligência ou de indevida utilização, o responsável pela deterioração deve suportar os custos relativos à sua reparação ou substituição. Artigo 17.º Arrumação / limpeza das salas de aula 1. As salas devem conservar-se sempre arrumadas e limpas. 2. Os alunos devem ocupar, sempre que possível, em todas as disciplinas, o mesmo lugar na sala de aula, em conformidade com a planta elaborada pelo diretor de turma no início do ano letivo, ouvido o conselho de turma. 3. O professor é o primeiro a entrar na sala de aula, seguido dos alunos e, ao entrar, deve verificar o estado da sala, registando as eventuais anomalias em impresso próprio, disponível na sala ou junto dos assistentes operacionais. 4. O professor é o último a sair da sala de aula verificando, em conjunto com os seus alunos se, todos os equipamentos ficam em adequadas condições, os equipamentos eletrónicos ficam desligados, as carteiras arrumadas, o quadro limpo, as luzes apagadas e a porta fechada, devendo reportar nos termos do número anterior qualquer anomalia. 5. Quando o professor necessitar de uma disposição dos equipamentos diferente da existente deve, no final da aula, providenciar para que seja recolocada a disposição habitual. 10
12 CAPÍTULO III INSTALAÇÕES E SEGURANÇA Artigo 18.º Âmbito O agrupamento tem definido um conjunto de procedimentos e instruções de segurança para cada um dos estabelecimentos de ensino, que permite otimizar os recursos humanos e materiais de forma a assegurar a proteção de pessoas e bens. SECÇÃO I PLANO DE PREVENÇÃO E EMERGÊNCIA Artigo 19.º Operacionalização Para operacionalizar o conjunto de procedimentos e instruções de segurança, o agrupamento de escolas deverá ter aprovados e atualizados os respetivos planos de prevenção e emergência. Artigo 20.º Responsáveis pela segurança dos estabelecimentos de ensino 1. Em cada ano letivo são nomeados pelo diretor os professores responsáveis pela segurança de cada um dos estabelecimentos de ensino. 2. Compete aos professores responsáveis pela segurança: a) Atualizar os dados sobre a segurança na escola; b) Proceder à verificação periódica das condições de segurança das instalações e equipamentos, de acordo com as recomendações do manual de utilização, manutenção e segurança nas escolas e solicitar a devida manutenção; c) Garantir a implementação do plano de prevenção e emergência. 11
13 SECÇÃO II INSTALAÇÕES ESPECÍFICAS Artigo 21.º Instalações específicas 1. Além do disposto nos princípios gerais de utilização, aplica-se às instalações específicas de cada estabelecimento abaixo indicadas, um conjunto de normas próprias de funcionamento que, para todos os efeitos, tem a força de regulamento interno, serão afixadas no seu interior e publicadas na página eletrónica do agrupamento, após a homologação pelo conselho geral. Instalação Escola Laboratório de estudo do meio CEP Laboratórios de ciências naturais e física e química DMCB Laboratórios de física e de química ESPAA Laboratórios de biologia e de geologia ESPAA Espaços afetos à educação física CEP; DMCB;ESPAA Salas de ed. visual e ed. Tecnológica DMCB Salas de artes visuais ESPAA Sala de educação musical DMCB Salas de informática DMCB; ESPAA Biblioteca CEP; DMCB; ESPAA Sala multiusos ESPAA Sala de diretores de turma DMCB; ESPAA Sala da associação de estudantes ESPAA Sala do aluno DMCB; ESPAA Sala de professores CEP; DMCB; ESPAA Auditório DMCB Refeitórios CEP; DMCB; ESPAA Sala de pessoal não docente CEP; DMCB; ESPAA 12
14 Artigo 22.º Direção de instalações específicas 1. A direção de instalações específicas poderá ser assegurada por diretor de instalações. 2. Compete ao diretor definir as instalações para as quais haverá diretor de instalações. 3. O diretor de instalações é nomeado anualmente pelo diretor. 4. Ao diretor de instalações compete: a) Manter atualizado o inventário do material e equipamento existente nas instalações e zelar pela sua conservação; b) Gerir a utilização das instalações e propor a aquisição de novo material e equipamento, depois de ouvidos os interessados nas instalações em causa; c) Elaborar relatório a apresentar ao diretor, no final de cada ano letivo. CAPÍTULO IV REDE INFORMÁTICA E SÍTIO DA INTERNET Artigo 23.º Equipamentos 1. Todos os equipamentos informáticos, ativos e passivos, estão sujeitos às regras gerais relativas a instalações e equipamento previstas no presente regulamento. Artigo 24.º Acesso e utilização dos recursos informáticos 1. A matrícula e o início de funções no agrupamento determinam a atribuição de credenciais de acesso ao sítio do agrupamento na internet assim como à rede interna A credencial atrás referida ou qualquer outra atribuída para acesso a aplicações específicas é pessoal e intransmissível, pelo que a sua partilha incorre em corresponsabilização por quaisquer danos nos termos do presente regulamento e da lei em vigor. 2. A ligação de qualquer equipamento informático na rede informática do agrupamento está condicionada à introdução das credenciais do seu utilizador ou do responsável pela sua ligação, pelo que a introdução indevida de credenciais de outros constitui infração disciplinar muito grave nos termos do presente diploma. 3. A utilização indevida de credenciais e/ou de recursos informáticos poderá dar lugar a 13
15 responsabilização criminal nos termos da lei em vigor. 4. O exercício de funções de administração/gestão de recursos informáticos decorre de nomeação do diretor para o efeito, o qual deve estar explicitado no despacho de nomeação. 5. Da nomeação do(s) responsável(eis) pela administração/gestão das aplicações em uso nos serviços de administração escolar deve ser dado conhecimento à coordenação técnica dos mesmos. 6. A administração/gestão de aplicações em uso implica a definição de um plano de segurança e preservação de dados, do qual deve ser dado conhecimento ao diretor, devendo existir registo escrito do seu cumprimento. 7. No sentido da maior eficiência dos recursos e eficácia das ações deve ser elaborado e do conhecimento dos vários intervenientes, fluxograma que otimize o fluxo de informação entre todos os intervenientes para que a credenciação e acesso aos recursos aconteça no mais curto intervalo de tempo possível. 8. Uma das credenciais fornecidas é o endereço de correio eletrónico associado ao domínio do agrupamento. Assim, nos termos do presente regulamento, o mesmo é considerado o mecanismo preferencial de informação e notificação, pelo que todos estão obrigados a consultá-lo regularmente. SECÇÃO III SISTEMA DE VIDEOVIGILÂNCIA A regulamentar após conclusão do projeto de requalificação da ESPAA e do CEP, aplicando-se desde o início do funcionamento a lei em vigor. TÍTULO II ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO Artigo 25.º Definição São órgãos de direção, administração e gestão do agrupamento de escolas: a) O conselho geral; b) O diretor; c) O conselho pedagógico; d) O conselho administrativo. 14
16 CAPÍTULO I CONSELHO GERAL Artigo 26.º Definição O conselho geral é o órgão de direção estratégica responsável pela definição das linhas orientadoras da atividade da escola, assegurando a participação e representação da comunidade educativa. Artigo 27.º Composição 1. O conselho geral tem a seguinte composição: a) Sete representantes do pessoal docente; b) Dois representantes do pessoal não docente; c) Quatro representantes dos pais e encarregados de educação; d) Dois representantes dos alunos do ensino secundário com idade superior a 16 anos; e) Dois representantes do município; f) Dois representantes da comunidade local. 2. Os representantes do pessoal docente não podem ser membros da direção, coordenadores de estabelecimento, assegurar funções de assessoria da direção, nem integrar o conselho pedagógico. 3. O diretor participa nas reuniões do conselho geral, sem direito a voto. Artigo 28.º Competências 1. Ao conselho geral compete: a) Eleger, por maioria absoluta de votos, o respetivo presidente, de entre os seus membros, à exceção dos representantes dos alunos; b) Eleger o diretor; c) Reconduzir o diretor após o primeiro mandato. d) Exonerar o diretor, no final do ano escolar, em caso de manifesta desadequação, fundada em factos comprovados e informações, devidamente fundamentadas, apresentados por qualquer membro do conselho geral; e) Aprovar o projeto educativo do agrupamento, acompanhar e avaliar a sua execução; 15
17 f) Aprovar o regulamento interno do agrupamento; g) Aprovar os planos anuais e plurianual de atividades; h) Apreciar os relatórios periódicos e aprovar o relatório final de execução do plano anual de atividades; i) Aprovar as propostas de contratos de autonomia; j) Definir as linhas orientadoras para a elaboração do orçamento; k) Definir as linhas orientadoras do planeamento e execução, pelo diretor, das atividades no domínio da ação social escolar; l) Aprovar o relatório de contas de gerência; m) Apreciar os resultados do processo de autoavaliação; n) Pronunciar-se sobre os critérios de organização dos horários; m) Acompanhar a ação dos demais órgãos de administração e gestão; o) Promover o relacionamento da comunidade educativa; p) Definir os critérios para a participação da escola em atividades pedagógicas, científicas, culturais e desportivas, q) Dirigir recomendações aos restantes órgãos, tendo em vista o desenvolvimento do projeto educativo e o cumprimento do plano anual de atividades; r) Participar, nos termos definidos em diploma próprio, no processo de avaliação do desempenho do diretor; s) Decidir os recursos que lhe são dirigidos; t) Aprovar o mapa de férias do diretor. u) Desenvolver, nos sessenta dias úteis ulteriores ao termo do mandato, os procedimentos necessários à eleição e designação dos membros do conselho geral para o quadriénio seguinte. 2. Os restantes órgãos devem facultar ao conselho geral todas as informações necessárias para este realizar eficazmente o acompanhamento e a avaliação do funcionamento do agrupamento de escolas. 3. O conselho geral pode constituir no seu seio uma comissão permanente na qual pode delegar as competências de acompanhamento da atividade do agrupamento de escolas entre as suas reuniões ordinárias. 4. A comissão permanente constitui-se como uma fração do conselho geral, respeitada a proporcionalidade dos corpos que nele têm representação. 16
18 Artigo 29.º Eleição do presidente O presidente é eleito por maioria absoluta dos votos dos membros do conselho geral em efetividade de funções. Artigo 30.º Atribuições do presidente 1. Ao presidente do conselho geral compete: a) Convocar as reuniões do conselho; b) Presidir aos respetivos trabalhos; c) Desencadear o processo eleitoral do conselho geral; d) Representar o conselho geral; e) Exercer as demais competências que lhe forem atribuídas na lei e no presente regulamento. Artigo 31.º Representantes 1. Os elementos do conselho geral podem ser eleitos ou designados. 2. Os representantes dos docentes são eleitos. a) As listas do pessoal docente devem assegurar, sempre que possível, a representação dos diferentes níveis e ciclos de ensino, preferencialmente, assim distribuídos: 2 elementos do CEP, 2 da DMCB e 3 da ESPAA. b) Os representantes do pessoal docente são eleitos por todos os professores em exercício de funções. c) Em cada estabelecimento de ensino será constituída uma mesa eleitoral. 3. Os representantes do pessoal não docente são eleitos. a) As listas do pessoal não docente devem englobar, sempre que possível, representantes de escolas diferentes; b) Os representantes do pessoal não docente são eleitos por todos os funcionários em exercício de funções, com exceção dos elementos colocados ao abrigo do regime de contrato emprego e inserção. 4. Os representantes dos alunos são eleitos. a) O direito à representação neste órgão traduz-se na participação de dois alunos que se candidatam em lista, contendo a indicação dos dois candidatos a membros efetivos, bem como dos dois candidatos a membros suplentes. b) Os representantes dos alunos são eleitos por um corpo eleitoral de alunos constituído por todos os alunos do ensino secundário. 17
19 5. Na inexistência de listas candidatas, os representantes dos alunos ao conselho geral serão eleitos pelo colégio dos delegados e subdelegados de turma, de entre os elementos que o integram, em reunião convocada para o efeito pelo diretor, considerando-se eleitos os dois alunos mais votados. 6. Os representantes dos pais e encarregados de educação são eleitos. a) São eleitos em assembleia geral de pais e encarregados de educação, em cada estabelecimento de ensino, sob proposta das respetivas associações, devendo cada lista conter dois elementos efetivos e dois elementos suplentes, sendo que nos estabelecimentos com mais de um nível de ensino, preferencialmente, as listas devem integrar representantes de cada um dos níveis. b) Na ausência da associação de pais e encarregados de educação em qualquer dos estabelecimentos de ensino, os respetivos representantes são eleitos pela assembleia geral dos representantes das turmas de entre os seus elementos. c) Compete ao diretor convocar as assembleias referidas nas alíneas anteriores. 7. As listas relativas ao processo eleitoral, para qualquer representação no conselho geral, deverão ter um número igual de membros efetivos e de suplentes. 8. Os representantes do município são designados pela câmara municipal, podendo esta delegar tal competência nas juntas de freguesia. 9. Os representantes da comunidade local são cooptados ou designados. Para efeitos da designação dos representantes da comunidade local, os demais membros do conselho geral, em reunião especialmente convocada pelo presidente do conselho geral cessante, cooptam as individualidades ou escolhem a instituição ou organização, as quais devem indicar os seus representantes no prazo de dez dias. Artigo 32.º Mandato 1. O mandato dos membros do conselho geral tem a duração de quatro anos, sem prejuízo do disposto nos números seguintes. 2. O mandato dos representantes dos pais e encarregados de educação e dos alunos tem a duração de dois anos escolares. 3. Os membros do conselho geral são substituídos no exercício do cargo se entretanto perderem a qualidade que determinou a respetiva eleição ou designação. 4. As vagas resultantes da cessação do mandato dos membros eleitos são preenchidas pelo primeiro candidato não eleito, segundo a respetiva ordem de precedência, na lista a que pertencia o titular do mandato. 18
20 Artigo 33.º Funcionamento 1. O conselho geral reúne ordinariamente uma vez por trimestre e extraordinariamente sempre que convocado pelo respetivo presidente, por sua iniciativa, a requerimento de um terço dos seus membros em efetividade de funções ou por solicitação do diretor. 2. O conselho geral pode reunir em qualquer dia da semana. 3. As reuniões do conselho geral devem ser marcadas em horário que permita a participação de todos os seus membros. 4. Até à eleição do presidente, as reuniões do conselho geral são presididas pelo presidente cessante, sem direito a voto. 5. O conselho geral elabora ou revê, nos primeiros trinta dias do respetivo mandato, o seu regimento, definindo as respetivas regras de organização e de funcionamento. CAPÍTULO II DIRETOR Artigo 34.º Definição O diretor é o órgão de administração e gestão do agrupamento de escolas nas áreas pedagógica, cultural, administrativa, financeira e patrimonial. Artigo 35.º Subdiretor e adjuntos do diretor 1. O diretor é coadjuvado no exercício das suas funções por um subdiretor e pelo número de adjuntos estabelecidos na lei em vigor. 2. O subdiretor e os adjuntos são nomeados pelo diretor de entre os docentes de carreira que contem pelo menos cinco anos de serviço e se encontrem em exercício de funções no agrupamento. 19
21 Artigo 36.º Competências 1. Compete ao diretor submeter à aprovação do conselho geral o projeto educativo elaborado pelo conselho pedagógico. 2. Ouvido o conselho pedagógico, compete também ao diretor: a) Elaborar e submeter à aprovação do conselho geral: i) as alterações ao regulamento interno; ii) o planos anual e plurianual de atividades; iii) o relatório anual de atividades; iv) as propostas de celebração de contratos de autonomia; b) Aprovar o plano de formação e de atualização do pessoal docente e não docente, ouvido também, no último caso, o município. 3. No ato de apresentação ao conselho geral, o diretor faz acompanhar os documentos referidos na alínea a) do número anterior dos pareceres do conselho pedagógico. 4. Sem prejuízo das competências que lhe sejam cometidas por lei ou regulamento interno, no plano da gestão pedagógica, cultural, administrativa, financeira e patrimonial, compete ao diretor, em especial: a) Definir o regime de funcionamento do agrupamento de escolas ou escola não agrupada; b) Elaborar o projeto de orçamento, em conformidade com as linhas orientadoras definidas pelo conselho geral; c) Superintender na constituição de turmas e na elaboração de horários; d) Distribuir o serviço docente e não docente; e) Designar os coordenadores de escola ou estabelecimento de educação pré-escolar; f) Propor os candidatos ao cargo de coordenador de departamento curricular e de coordenador dos diretores de turma; g) Designar os diretores de turma; h) Planear e assegurar a execução das atividades no domínio da ação social escolar, em conformidade com as linhas orientadoras definidas pelo conselho geral; i) Gerir as instalações, espaços e equipamentos, bem como os outros recursos educativos; j) Estabelecer protocolos e celebrar acordos de cooperação ou de associação com outras escolas e instituições de formação, autarquias e coletividades, em conformidade com os critérios definidos pelo conselho geral; k) Proceder à seleção e recrutamento do pessoal docente, nos termos dos regimes legais aplicáveis; l) Assegurar as condições necessárias à realização da avaliação do desempenho de pessoal 20
22 docente e não docente, nos termos da legislação aplicável; m) Dirigir superiormente os serviços administrativos, técnicos e técnico-pedagógicos. 5. Compete ainda ao diretor: a) Representar a escola; b) Exercer o poder hierárquico em relação ao pessoal docente e não docente; c) Exercer o poder disciplinar em relação aos alunos; d) Intervir, nos termos da lei, no processo de avaliação de desempenho do pessoal docente; e) Proceder à avaliação de desempenho do pessoal não docente. 6. O diretor exerce ainda as competências que lhe forem delegadas pela administração educativa e pela câmara municipal. 7. O diretor pode delegar e subdelegar no subdiretor e nos adjuntos ou nos coordenadores de escola ou de estabelecimento de educação pré-escolar as competências referidas nos números anteriores, com exceção prevista da alínea d) do n.º5. 8. Nas suas faltas e impedimentos, o diretor é substituído pelo subdiretor. Artigo 37.º Recrutamento 1. O diretor é eleito pelo conselho geral. 2. Para recrutamento do diretor, desenvolve-se procedimento concurso nos termos da lei em vigor e do artigo seguinte. 3. Podem ser opositores ao procedimento concursal prévio à eleição pelo conselho geral os seguintes docentes: a) Docentes de carreira do ensino público; b) Docentes profissionalizados com contrato por tempo indeterminado do ensino particular e cooperativo. 4. Os docentes referidos no número anterior devem contar, pelo menos, cinco anos de serviço e qualificação para o exercício das funções de administração e gestão escolar. 5. Consideram-se qualificados para o exercício de funções de administração e gestão escolar os docentes que preencham uma das seguintes condições: a) Sejam detentores de habilitação específica para o efeito, nos termos das alíneas b) e c) do n.º1 do artigo 56.º do Estatuto da Carreira Docente os Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário; c) Possuam experiência correspondente a, pelo menos, um mandato completo no exercício dos seguintes cargos: i) Diretor, subdiretor ou adjunto do diretor, nos termos do regime previsto no Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de Abril; 21
23 ii) Presidente, vice -presidente, diretor ou adjunto do diretor, nos termos do regime previsto no Decreto Lei n.º 115-A/98, de 4 de Maio, alterado, por ratificação parlamentar, pela Lei n.º 24/99, de 22 de Abril; iii) Diretor executivo e adjunto do diretor executivo, nos termos do regime previsto no Decreto Lei n.º 172/91, de 10 de Maio; iv) Membro do conselho diretivo, nos termos do regime previsto no Decreto -Lei n.º A/76, de 23 de Outubro; d) Possuam experiência de, pelo menos, três anos como diretor ou diretor pedagógico de estabelecimento do ensino particular e cooperativo. e) Possuam currículo relevante na área da gestão e administração escolar, como tal considerado, em votação secreta, pela maioria dos membros da comissão. Artigo 38.º Procedimento concursal 1. Não sendo aprovada a recondução do diretor cessante, o conselho geral delibera a abertura do procedimento concursal até 60 dias antes do termo do mandato daquele. 2. O procedimento concursal para preenchimento do cargo de diretor é obrigatório, urgente e de interesse público. 3. O procedimento concursal é aberto por aviso publicitado do seguinte modo: a) Em local de estilo de cada uma das escolas do agrupamento; b) Na página eletrónica do agrupamento e na do serviço competente do Ministério da Educação e Ciência; d) Por aviso publicado na 2.ª série do Diário da República; e) Por divulgação em órgão de imprensa de expansão nacional, através de anúncio que contenha referência ao Diário da República em que o referido aviso se encontra publicado. 4. O aviso de abertura do procedimento contém, obrigatoriamente, os seguintes elementos: a) Identificação do agrupamento; b) Os requisitos de admissão ao procedimento concursal; c) A entidade a quem deve ser apresentado o pedido de admissão ao procedimento, com indicação do respetivo prazo de entrega, forma de apresentação, documentos a juntar e demais elementos necessários à formalização da candidatura; d) Os métodos utilizados para a avaliação da candidatura; e) Prazo de afixação de lista de candidatos admitidos e excluídos do concurso. 22
24 Artigo 39.º Candidatura 1. O pedido de admissão ao concurso é formalizado mediante requerimento, dirigido ao presidente do conselho geral, em modelo próprio disponibilizado na página eletrónica do agrupamento e nos serviços de administração escolar, e deve ser acompanhado dos seguintes elementos, sob pena de exclusão: a) Curriculum Vitae detalhado, datado, assinado e atualizado, onde constem as funções que tem exercido, a formação profissional que possui, devidamente comprovada, sob pena de não ser considerada; b) Projeto de Intervenção no Agrupamento contendo: i) Identificação de pontos fortes, oportunidades, pontos fracos e ameaças; ii) Definição de metas, objetivos estratégicos, objetivos operacionais, recursos específicos, plano de ação para o quadriénio e indicadores de instrumentos de avaliação/monitorização. 2. Os candidatos podem ainda indicar quaisquer outros elementos, devidamente comprovados, que considerem ser relevantes para apreciação do seu mérito. 3. As provas documentais dos elementos constantes do curriculum são obrigatórias, com exceção das que se encontrem arquivadas no respetivo processo individual no agrupamento. Artigo 40.º Avaliação das Candidaturas 1. As candidaturas são apreciadas nos termos da lei pela Comissão Permanente do Conselho Geral ou por comissão especialmente designada para o efeito. 2. Sem prejuízo do disposto no n.º2 do artigo 36.º, os métodos utilizados para a avaliação das candidaturas são aprovados pelo conselho geral, sob proposta da comissão responsável pela apreciação das candidaturas. 3. Qualquer das comissões referidas no número anterior é presidida pelo Presidente do Conselho Geral. 4. Previamente à apreciação das candidaturas, a comissão procede ao exame dos requisitos de admissão ao concurso, excluindo os candidatos que os não preencham. 5. No prazo de dez dias úteis após a data limite de apresentação das candidaturas, será elaborada, e afixada nos locais de estilo do agrupamento e publicitada na sua página eletrónica, lista provisória dos candidatos admitidos e dos candidatos excluídos a concurso, sem prejuízo da aplicação do artigo 76.º do Código Procedimento Administrativo. 6. Das decisões de exclusão da comissão de apreciação das candidaturas cabe recurso, com 23
25 efeito suspensivo, a interpor para o conselho geral, no prazo de dois dias úteis e a decidir, por maioria qualificada de dois terços dos seus membros, em efetividade de funções, no prazo de cinco dias úteis. 7. A comissão procede à apreciação das candidaturas, com especial enfoque para: a) A análise do Curriculum Vitae, visando apreciar a sua relevância para o exercício de funções de Diretor e o seu mérito; b) A análise do Projeto de Intervenção no Agrupamento; c) O resultado da entrevista individual realizada com o candidato. 8. Após a apreciação dos elementos referidos no ponto anterior, a comissão elabora relatório de avaliação dos candidatos, que é apresentado ao Conselho Geral, fundamentando, relativamente a cada um, as razões que aconselham ou não a sua eleição. 9. Sem prejuízo da expressão de um juízo avaliativo sobre as candidaturas em apreciação, a comissão não pode, no relatório previsto no número anterior, proceder à seriação dos candidatos. 10. A comissão pode considerar, no relatório de avaliação, que nenhum dos candidatos reúne condições para ser eleito. Artigo 41.º Apreciação pelo Conselho Geral 1. Após a entrega do relatório de avaliação ao conselho geral, este realiza a sua discussão e apreciação, podendo, antes de proceder à eleição, efetuar a audição dos candidatos. 2. A audição dos candidatos realiza -se por deliberação do conselho geral tomada por maioria dos presentes ou a requerimento de pelo menos um terço dos seus membros em efetividade de funções. 3. A notificação da realização da audição dos candidatos e a respetiva convocatória são elaboradas com a antecedência de, pelo menos, oito dias úteis. 4. Na audição podem ser apreciadas todas as questões relevantes para a eleição. 5. A falta de comparência dos interessados à audição não constitui motivo do seu adiamento, podendo o conselho geral, se não for apresentada justificação da falta, apreciar essa conduta para o efeito do interesse do candidato na eleição. 6. Da audição é lavrada ata contendo a súmula do ato. Artigo 42.º Eleição 1. Após a discussão e apreciação do relatório e a eventual audição dos candidatos, o conselho geral procede à eleição do diretor, em reunião expressamente convocada para o efeito, considerando - se eleito o candidato que obtenha maioria absoluta dos votos dos membros do 24
26 conselho geral em efetividade de funções. 2. No caso de nenhum candidato sair vencedor, nos termos do número anterior, o conselho geral reúne novamente, no prazo máximo de cinco dias úteis, para proceder a novo escrutínio, ao qual são admitidos, consoante o caso, o candidato único ou os dois candidatos mais votados na primeira eleição, sendo considerado eleito aquele que obtiver maior número de votos, desde que em número não inferior a um terço dos membros do conselho geral em efetividade de funções. 3. Sempre que o candidato, no caso de ser único, ou o candidato mais votado, nos restantes casos, não obtenha, na votação a que se refere o número anterior, o número mínimo de votos nele estabelecido, é o facto comunicado ao serviço competente do Ministério da Educação e Ciência, para efeitos do cumprimento do estabelecido na lei em vigor. Artigo 43.º Impedimentos e incompatibilidades 1. Se algum dos candidatos for membro efetivo do Conselho Geral, fica após a data de admissão ao concurso, impedido, nos termos da lei, de participar nos assuntos tratados nas reuniões do Conselho Geral ou de sua comissão, relacionadas com o processo de recrutamento e eleição do diretor do agrupamento. 2. No caso previsto no número anterior e outras situações de impedimento devem os candidatos ou membros do Conselho Geral manifestar a sua incompatibilidade nos termos dos artigos 44.º e 45.º do Código do Procedimento Administrativo. 3. A substituição dos elementos referidos no número um do presente artigo será efetuada nos termos do Regimento do Conselho Geral. Artigo 44.º Notificação 1. A aceitação ou exclusão ao processo concursal dos candidatos é a constante da lista referida no número 3 do artigo 20, sendo considerado, para efeito de notificação, a afixação da mesma nos locais de estilo do agrupamento e a publicitação na sua página eletrónica. 2. Do resultado do processo concursal será dado conhecimento a todos os opositores ao concurso através de correio registado, com aviso de receção, no dia útil seguinte à tomada de decisão pelo Conselho Geral. Artigo 45.º Posse 1. O diretor toma posse perante o conselho geral nos trinta dias subsequentes à homologação dos resultados eleitorais pelo diretor geral da Administração Escolar. 25
27 2. O diretor designa o subdiretor e os seus adjuntos no prazo máximo de 30 dias após a sua tomada de posse. 3. O subdiretor e os adjuntos do diretor tomam posse nos 30 dias subsequentes à sua designação pelo diretor. Artigo 46.º Mandato 1. O mandato do diretor tem a duração de quatro anos. 2. Até 60 dias antes do termo do mandato do diretor, o conselho geral delibera sobre a sua recondução ou a abertura do procedimento concursal tendo em vista a realização de nova eleição. 3. A decisão de recondução do diretor é tomada por maioria absoluta dos membros do conselho geral em efetividade de funções, não sendo permitida a sua recondução para um terceiro mandato consecutivo. 4. Não é permitida a eleição para um quinto mandato consecutivo ou durante o quadriénio imediatamente subsequente ao termo do quarto mandato consecutivo. 5. Não sendo ou não podendo ser aprovada a recondução do diretor de acordo com o disposto nos números anteriores, abre -se o procedimento concursal tendo em vista a eleição do diretor, nos termos da lei. 6. O mandato do diretor pode cessar: a) A requerimento do interessado, dirigido ao diretor--geral da Administração Escolar, com a antecedência mínima de quarenta e cinco dias, fundamentado em motivos devidamente justificados; b) No final do ano escolar, por deliberação do conselho geral aprovada por maioria de dois terços dos membros em efetividade de funções, em caso de manifesta desadequação da respetiva gestão, fundada em fatos comprovados e informações, devidamente fundamentadas, apresentados por qualquer membro do conselho geral; c) Na sequência de processo disciplinar que tenha concluído pela aplicação de sanção disciplinar de cessação da comissão de serviço, nos termos da lei. 7. A cessação do mandato do diretor determina a abertura de um novo procedimento concursal. 8. Com a cessação do mandato do diretor, cessão funções todos os que por ele foram designados ou nomeados. 9. Os mandatos do subdiretor e dos adjuntos têm a duração de quatro anos e cessam com o mandato do diretor. 10. Sem prejuízo do disposto no número anterior, e salvaguardadas as situações previstas na lei, quando a cessação do mandato do diretor ocorra antes do termo do período para o qual foi eleito, 26
28 o subdiretor e os adjuntos asseguram a administração e gestão do agrupamento até à tomada de posse do novo diretor, devendo o respetivo processo de recrutamento estar concluído no prazo máximo de 90 dias. 11. Não sendo possível adotar a solução prevista no número anterior a gestão do agrupamento é assegurada nos termos da lei. 12. O subdiretor e os adjuntos podem ser exonerados a todo o tempo por decisão fundamentada do diretor. Artigo 47.º Regime de exercício de funções 1. O diretor exerce funções em regime de comissão de serviço. 2. O exercício das funções de diretor faz -se em regime de dedicação exclusiva. 3. O regime de dedicação exclusiva implica a incompatibilidade do cargo dirigente com quaisquer outras funções, públicas ou privadas, remuneradas ou não. 4. Exceptuam -se do disposto no número anterior: a) A participação em órgãos ou entidades de representação das escolas ou do pessoal docente; b) Comissões ou grupos de trabalho, quando criados por resolução ou deliberação do Conselho de Ministros ou por despacho do membro do Governo responsável pela área da educação; c) A atividade de criação artística e literária, bem como quaisquer outras de que resulte a perceção de remunerações provenientes de direitos de autor; d) A realização de conferências, palestras, ações deformação de curta duração e outras atividades de idêntica natureza; e) O voluntariado, bem como a atividade desenvolvida no quadro de associações ou organizações não-governamentais. 5. O diretor está isento de horário de trabalho. 6. Sem prejuízo do disposto no número anterior, o diretor está obrigado ao cumprimento do período normal de trabalho, assim como do dever geral de assiduidade. 7. O diretor está dispensado da prestação de serviço letivo, sem prejuízo de, por sua iniciativa, o poder prestar na disciplina ou área curricular para a qual possua qualificação profissional. Artigo 48.º Direitos do diretor 1. O diretor goza, independentemente do seu vínculo de origem, dos direitos gerais reconhecidos aos docentes do agrupamento que dirige. 27
29 2. O diretor conserva o direito ao lugar de origem e ao regime de segurança social pelo qual está abrangido, não podendo ser prejudicado na sua carreira profissional por causa do exercício das suas funções, relevando para todos os efeitos no lugar de origem o tempo de serviço prestado naquele cargo. Artigo 49.º Direitos específicos 1. O diretor, o subdiretor e os adjuntos gozam do direito a formação específica para as suas funções em termos a regulamentar por despacho do membro do governo responsável pela área da educação. 2. O diretor, o subdiretor e os adjuntos mantêm o direito à remuneração base correspondente à categoria de origem, sendo-lhes abonado um suplemento remuneratório pelo exercício de função, a estabelecer por decreto regulamentar. Artigo 50.º Deveres específicos 1. Para além dos deveres gerais dos funcionários e agentes da administração pública aplicáveis ao pessoal docente, o diretor e os adjuntos estão sujeitos aos seguintes deveres específicos: a) Cumprir e fazer cumprir as orientações da administração educativa; b) Manter permanentemente informada a administração educativa, através da via hierárquica competente, sobre todas as questões relevantes referentes aos serviços; c) Assegurar a conformidade dos atos praticados pelo pessoal com o estatuído na lei e com os legítimos interesses da comunidade educativa. Artigo 51.º Assessoria da direção 1. Para apoio à atividade do diretor e mediante proposta deste, o conselho geral pode autorizar a constituição de assessorias técnico-pedagógicas, para as quais são designados docentes em exercício de funções no agrupamento. 2. Os critérios para a constituição e dotação das assessorias referidas no número anterior são definidos por despacho do membro do Governo responsável pela área da educação, em função da população escolar e do tipo e regime de funcionamento do agrupamento. 28
30 Artigo 52.º Mandato dos assessores da direção Para o exercício de funções de assessoria técnico-pedagógica, os docentes são designados, por ano letivo, pelo diretor. CAPÍTULO III CONSELHO PEDAGÓGICO Artigo 53.º Definição O conselho pedagógico é o órgão de coordenação e supervisão pedagógica e orientação educativa do agrupamento, nomeadamente nos domínios pedagógico-didático, da orientação e acompanhamento dos alunos e da formação inicial e contínua do pessoal docente. Artigo 54.º Composição 1. O conselho pedagógico do agrupamento terá a composição seguinte: Diretor Coordenadores de departamentos Coordenadores de diretores de turma (supervisão pedagógica e de orientação educativa) Coordenadores de outras do Pla estruturas de coordenação Pré-escolar 1.º ciclo Departamento de Línguas Departamento de Ciências Sociais e Humanas Departamento de Matemática e Ciências Experimentais Departamento de Expressões 2.º Ciclo 3.º Ciclo Cursos Científico-humanísticos e CEF Cursos profissionais Coordenador de projetos de desenvolvimento educativo, Plano Anual de Atividades Coordenador do GAA 29
31 Coordenador dos Cursos Qualificantes (CEF e Profissional) Coordenador dos Cursos Noturnos Serviços técnico-pedagógicos Coordenador dos Serviços Técnico-pedagógicos Representante dos Professores Bibliotecários 2. O diretor é, por inerência, o presidente do conselho pedagógico. 3. Os representantes do pessoal docente no conselho geral não podem ser membros do conselho pedagógico. Artigo 55.º Competências 1. Sem prejuízo das competências que lhe sejam cometidas por lei ou pelo presente regulamento, ao conselho pedagógico compete: a) Elaborar a proposta de projeto educativo a submeter pelo diretor ao conselho geral; b) Apresentar propostas para a elaboração do regulamento interno e dos planos de atividades e emitir parecer sobre os respetivos projetos; c) Aprovar as visitas de estudo; d) Emitir parecer sobre as propostas de celebração de contratos de autonomia; e) Elaborar e aprovar o plano de formação e de atualização do pessoal docente; f) Definir critérios gerais nos domínios da informação e da orientação escolar e vocacional, do acompanhamento pedagógico e da avaliação dos alunos; g) Propor aos órgãos competentes a criação de áreas disciplinares ou disciplinas de conteúdo regional e local, bem como as respetivas estruturas programáticas; h) Definir princípios gerais nos domínios da articulação e diversificação curricular, dos apoios e complementos educativos e das modalidades especiais de educação escolar; i) Adotar os manuais escolares, ouvidos os departamentos curriculares; j) Propor o desenvolvimento de experiências de inovação pedagógica e de formação, em articulação com instituições ou estabelecimentos do ensino superior vocacionados para a formação e a investigação; k) Promover e apoiar iniciativas de natureza formativa e cultural; l) Definir os critérios gerais a que deve obedecer a elaboração dos horários; m) Propor mecanismos de avaliação dos desempenhos organizacionais e dos docentes, bem como da aprendizagem dos alunos, credíveis e orientados para a melhoria da qualidade do serviço de educação prestado e dos resultados das aprendizagens; n) Participar, nos termos regulamentados em diploma próprio, no processo de avaliação do 30
32 desempenho do pessoal docente; o) Definir os requisitos para a contratação de pessoal docente, de acordo com o disposto na legislação aplicável; p) Proceder ao acompanhamento e avaliação da execução das suas deliberações e recomendações, enquanto garante da qualidade do serviço pedagógico do agrupamento; q) Definir critérios gerais para a distribuição curricular; r) Definir critérios gerais para a constituição de turmas; s) Apreciar e deliberar sobre as decisões dos conselhos de turma acerca dos pedidos de revisão de classificação final de frequência, quando estes conselhos, em reunião extraordinária, nos termos da legislação em vigor, decidam manter a sua deliberação inicial; t) Aprovar as matrizes das provas de avaliação a realizar, por equivalência a frequência. u) Elaborar e aprovar o seu regimento. Artigo 56.º Funcionamento 1. O conselho pedagógico reúne ordinariamente uma vez por mês e extraordinariamente sempre que seja convocado pelo respetivo presidente, por sua iniciativa, a requerimento de um terço dos seus membros em efetividade de funções ou sempre que um pedido de parecer do conselho geral o justifique. 2. Nas reuniões plenárias ou de comissões especializadas, designadamente quando a ordem de trabalhos verse sobre matérias previstas nas alíneas a), b), f), g), k) e l) do artigo anterior, podem participar, sem direito a voto, a convite do conselho pedagógico, representantes do pessoal não docente, dos pais e encarregados de educação e dos alunos. 3. O presidente do conselho pedagógico convoca as reuniões com uma antecedência mínima de dois dias úteis, por meio de convocatória a afixar nos locais de estilo do agrupamento e a remeter por correio eletrónico para os conselheiros. CAPÍTULO IV CONSELHO ADMINISTRATIVO Artigo 57.º Definição O conselho administrativo é o órgão deliberativo em matéria administrativo financeira do agrupamento, nos termos da legislação em vigor. 31
33 Artigo 58.º Composição 1. O conselho administrativo tem a seguinte composição: a) O diretor, que preside; b) O subdiretor; c) O chefe dos serviços administrativos, ou quem o substitua. Artigo 59.º Competências Sem prejuízo das competências que lhe sejam cometidas por lei, ou no presente regulamento interno, compete ao conselho administrativo: a) Aprovar o projeto de orçamento anual, em conformidade com as linhas orientadoras definidas pelo conselho geral; b) Elaborar o relatório de contas de gerência; c) Autorizar a realização de despesas e o respetivo pagamento, fiscalizar a cobrança de receitas e verificar a legalidade da gestão financeira; d) Zelar pela atualização do cadastro patrimonial. Artigo 60.º Funcionamento 1. O conselho administrativo reúne ordinariamente uma vez por mês e extraordinariamente sempre que o presidente o convoque, por sua iniciativa ou a requerimento de qualquer dos restantes membros. 2. A verificação da legalidade da gestão financeira do serviço de ação social escolar pode ocorrer em dia/hora diferente da reunião referida na alínea anterior, sendo no entanto respeitada a sua periodicidade. CAPÍTULO V COORDENAÇÃO DE ESCOLA OU DE CENTRO ESCOLAR Artigo 61.º Coordenação de estabelecimento 1. A coordenação do Centro Escolar do Pontal e da Escola D. Martinho de Castelo Branco é 32
34 assegurada por coordenadores de estabelecimento. 2. Os coordenadores são designados pelo diretor, de entre os professores em exercício de funções no agrupamento e preferencialmente nos estabelecimentos respetivos. 3. O mandato do coordenador de estabelecimento tem a duração de quatro anos e cessa com o mandato do diretor. 4. O coordenador de estabelecimento pode ser exonerado a todo o tempo por despacho fundamentado do diretor. Artigo 62.º Competências Compete ao coordenador de escola ou de estabelecimento: 1. Coordenar as atividades educativas, em articulação com o diretor; 2. Cumprir e fazer cumprir as decisões do diretor e exercer as competências que por este lhe forem delegadas; 3. Transmitir as informações relativas a pessoal docente e não docente e aos alunos; 4. Promover e incentivar a participação dos pais e encarregados de educação, dos interesses locais e da autarquia nas atividades educativas. TÍTULO III ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA CAPÍTULO I ESTRUTURAS DE COORDENAÇÃO E SUPERVISÃO Artigo 63.º Definição Com vista ao desenvolvimento do projeto educativo, são fixadas neste regulamento as estruturas que colaboram com o conselho pedagógico e com o diretor, no sentido de assegurar a coordenação, supervisão e acompanhamento das atividades escolares, promover o trabalho colaborativo e realizar a avaliação de desempenho do pessoal docente. 33
35 Artigo 64.º Composição São estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica: 1. De articulação e gestão curricular: a) Os departamentos curriculares; b) Os coordenadores de departamento; c) Os grupos de recrutamento e os conselhos de docentes de ano, no 1.º ciclo; d) Os coordenadores de grupo de recrutamento; e) Os coordenadores de ciclo e os coordenadores de conselho de docentes de ano, no 1.º ciclo. 2. De organização acompanhamento e avaliação das atividades de turma: a) O departamento curricular da educação pré-escolar; b) Os conselhos de docentes de ano, no 1.º ciclo; c) Os conselhos de diretores de turma; d) Os coordenadores dos diretores de turma; e) Os diretores de turma; f) Os conselhos de turma. 3.Outras estruturas de coordenação: a) Coordenador dos cursos noturnos; b) Gabinete de apoio ao aluno; c) Coordenador dos projetos de desenvolvimento educativo e clubes. 4.Serviços técnico-pedagógicos: a) Serviço de educação especial; b) Serviço de psicologia e orientação; c) Gabinete de apoio ao aluno e à família; d) Serviço de ação social escolar; e) Bibliotecas do agrupamento 34
36 CAPÍTULO II ARTICULAÇÃO E GESTÃO CURRICULAR Artigo 65.º Definição 1. A articulação e gestão curricular devem promover a cooperação entre os docentes do agrupamento de escolas, procurando adequar o currículo ao contexto da comunidade educativa que serve, tendo em vista o sucesso educativo com qualidade. 2. A articulação e a gestão curricular são asseguradas por departamentos curriculares, grupos de recrutamento e áreas disciplinares e, conselhos de docentes no ensino pré-escolar e no primeiro ciclo. SECÇÃO I DEPARTAMENTOS CURRICULARES Artigo 66.º Composição Os departamentos curriculares existentes no agrupamento são os seguintes: Departamento Composição Educação Pré-escolar 100 Ensino pré-escolar 1.º Ciclo 110 1º ciclo do ensino básico Departamento de línguas 210 Português e Francês 220 Português e Inglês 300 Português 320 Francês 330 Inglês 350 Espanhol Departamento de 230 Matemática e Ciências Naturais matemática e ciências 500 Matemática experimentais 510 Física e Química 520 Biologia e Geologia 550 Informática 35
37 Departamento de ciências sociais e humanas Departamento de expressões 200 Português e Estudos Sociais /História 290 Educação Moral e Religiosa 400 História 410 Filosofia 420 Geografia 430 Economia e Contabilidade 240 Educação Visual / Educação Tecnológica 250 Educação Musical 260/620 Educação Física 530- Educação Tecnológica 600 Artes Visuais 910, 920 e 930 Educação Especial Artigo 67.º Competências Compete ao departamento curricular: a. Colaborar com o conselho pedagógico na construção do projeto educativo do agrupamento; b. Colaborar com o conselho pedagógico na elaboração e execução do plano de formação de professores do agrupamento e dos grupos disciplinares que representa; c. Elaborar estudos e/ou pareceres no que se refere a programas, métodos, organização curricular e processos e critérios de avaliação de alunos; d. Apoiar os professores em formação nomeadamente na partilha de experiências e recursos de formação; e. Colaborar no levantamento das necessidades em equipamento e material didático; f. Promover a interdisciplinaridade assim como o intercâmbio dos recursos pedagógicos; g. Planificar e adequar à realidade do agrupamento a aplicação dos planos de estudo estabelecidos ao nível nacional; h. Elaborar e aplicar medidas de reforço no domínio das didáticas específicas das disciplinas; i. Assegurar de forma articulada com outras estruturas de orientação educativa da escola, a adoção de metodologias específicas destinadas ao desenvolvimento quer dos planos de estudo quer das componentes de âmbito local do currículo; j. Analisar a oportunidade de adoção de medidas de gestão curricular e de outras medidas destinadas a melhorar as aprendizagens e a prevenir a exclusão; k. Elaborar propostas curriculares diversificadas, em função da especificidade de grupos de alunos. 36
38 l. Assegurar a coordenação de procedimentos e formas de atuação nos domínios da aplicação de estratégias de diferenciação pedagógica e da avaliação das aprendizagens. m. Elaborar e aprovar o seu regimento. Artigo 68.º Funcionamento 1. Ordinariamente os departamentos funcionam sob a forma de: a) Conselho de coordenação de departamento órgão colegial constituído pelo coordenador de departamento e pelos coordenadores de departamento (responsáveis por cada um dos grupos de recrutamento) ou, no 1.º ciclo, pelos coordenadores de ano; b) Conselhos de grupo de recrutamento órgão colegial constituído por todos os docentes de um mesmo grupo de recrutamento e outros a ele associados pelo diretor, presidido pelo coordenador de departamento respetivo; c) Conselhos de docentes de ano órgão colegial que integra todos os docentes do 1.º ciclo a lecionar um mesmo ano de escolaridade. 2. Extraordinariamente, cada departamento pode reunir sob a forma de plenário, sempre que o coordenador considere oportuno, por indicação do diretor, ou por solicitação de dois terços dos docentes que integram o departamento. SECÇÃO II COORDENAÇÃO DE DEPARTAMENTO Artigo 69.º Coordenador de departamento A coordenação de departamento é assegurada pelo coordenador de departamento curricular, o qual deve ser um docente de carreira detentor de formação especializada nas áreas de supervisão pedagógica, avaliação do desempenho docente ou administração educacional. Artigo 70.º Designação/Eleição 1. O coordenador de departamento é eleito pelo respetivo departamento, de entre uma lista de três docentes, propostos pelo diretor para o exercício do cargo. 2. Para efeitos do disposto no número anterior considera-se eleito o docente que reúna o maior número de votos favoráveis dos membros do departamento curricular. 37
39 3. Quando não for possível a designação de docentes com os requisitos definidos no artigo anterior, por não existirem ou não existirem em número suficiente para dar cumprimento ao estabelecido no presente decreto-lei, podem ser designados docentes segundo a seguinte ordem de prioridade: a) Docentes com experiência profissional, de pelo menos um ano, de supervisão pedagógica na formação inicial, na profissionalização ou na formação em exercício ou na profissionalização ou na formação em serviço de docentes; b) Docentes com experiência de pelo menos um mandato de coordenador de departamento curricular ou de outras estruturas de coordenação educativa previstas no regulamento interno, delegado de grupo disciplinar ou representante de grupo de recrutamento; c) Docentes que, não reunindo os requisitos anteriores, sejam considerados competentes para o exercício da função. Artigo 71.º Competências Compete ao Coordenador de Departamento Curricular: a) Presidir às reuniões de departamento; b) Promover a troca de experiências, num espírito de formação interpares, quer no âmbito da pedagogia, do objeto de estudo e da didática específica, quer no âmbito de projetos e trabalhos que, em cada ano letivo, levem à exploração no agrupamento de temas e/ou conteúdos científicos e à cooperação entre os docentes do departamento curricular; c) Assegurar a articulação entre o Departamento, o Conselho Pedagógico e as estruturas nele representadas; d) Assegurar a coordenação das orientações curriculares e dos programas de estudo, promovendo a adequação dos seus objetivos e conteúdos no contexto do agrupamento, no sentido primordial do desenvolvimento de capacidades; e) Promover a participação dos professores do departamento nas diversas iniciativas do agrupamento; f) Colaborar com o Conselho Pedagógico na identificação de necessidades e mecanismos de formação do agrupamento, em particular no âmbito de uma abordagem transversal do currículo; g) Promover medidas de planificação e avaliação das atividades do departamento e dos seus resultados; h) Entregar ao Diretor a fim de ser apresentado ao Conselho Pedagógico, no final de cada período, um relatório de execução física, das atividades curriculares e de enriquecimento curricular, ou outras, desenvolvidas pelo departamento nesse período, relevando resultados 38
40 obtidos, identificando pontos fracos, oportunidades, pontos fortes e ameaças, bem como o grau de influência dos mesmos e a sua tendência futura; sendo que o último de cada ano letivo deverá conter as linhas estruturantes das atividades do ano seguinte i) Promover a articulação com outras estruturas ou serviços da escola, com vista ao desenvolvimento de estratégias de diferenciação pedagógica; j) Propor ao Conselho Pedagógico o desenvolvimento de componentes curriculares locais e a adoção de medidas destinadas a melhorar as aprendizagens dos alunos; k) Cooperar na elaboração, desenvolvimento e avaliação dos instrumentos de autonomia do agrupamento; l) Promover a realização de atividades de investigação, reflexão e de estudo, visando a melhoria da qualidade das práticas educativas, dos resultados escolares e qualidade dos mesmos, com outros parceiros educativos; m) Coordenar a planificação de todas as atividades curriculares e extracurriculares e promover a troca de experiências e a cooperação entre os professores do departamento; n) Colaborar com o Conselho Pedagógico na construção do Projeto Educativo da Escola; o) Elaborar estudos e/ou pareceres no que se refere a programas, métodos, organização curricular e processos e critérios de avaliação de alunos; p) Promover a interdisciplinaridade assim como o intercâmbio dos recursos pedagógicos; q) Planificar e adequar à realidade da escola a aplicação dos planos de estudo estabelecidos ao nível nacional; r) Conceber e aplicar medidas de reforço no domínio das didáticas específicas das disciplinas; s) Supervisionar o exercício das competências dos coordenadores dos grupos de recrutamento; t) Desenvolver, aplicar e fazer aplicar os mecanismos inerentes ao processo de autoavaliação do agrupamento; u) Intervir no processo de avaliação dos docentes. Artigo 72.º Mandato 1. O mandato de coordenador de departamento é de quatro anos e cessa com o mandato do diretor. 2. Os coordenadores dos departamentos curriculares podem ser exonerados a todo o tempo por despacho fundamentado do diretor, após consulta ao respetivo departamento. 39
41 Artigo 73.º Convocatória das reuniões As reuniões de departamento curricular são convocadas com a antecedência mínima de dois dias úteis, através de convocatória na qual conste a ordem de trabalhos, a afixar nos locais de estilo do agrupamento e a enviar por correio eletrónico aos docentes que integram o departamento. SECÇÃO III GRUPOS DE RECRUTAMENTO E CONSELHOS DE DOCENTES DO 1.º CICLO Artigo 74.º Definição 1. O grupo de recrutamento e o conselho de docentes do 1.º ciclo são estruturas de gestão intermédia de apoio ao funcionamento dos respetivos departamentos curriculares. 2. O conselho de docentes de ano do 1.º ciclo é constituído por todos os docentes a lecionar um mesmo ano de escolaridade. 3. O grupo de recrutamento integra todos os docentes de um mesmo grupo de recrutamento e/ou área disciplinar, de acordo com o número total de docentes do grupo e com os cursos lecionados. Artigo 75.º Competências 1. Colaborar com o departamento na apresentação de propostas para a construção do projeto educativo do agrupamento. 2. Colaborar com o departamento na apresentação de propostas para a elaboração e execução do plano de formação de professores do agrupamento. 3. Elaborar estudos e/ou pareceres no que se refere a programas, métodos, organização curricular e processos e critérios de avaliação de alunos. 4. Colaborar no levantamento das necessidades de equipamento e de material didático. 5. Promover a interdisciplinaridade assim como o intercâmbio dos recursos pedagógicos. 6. Planificar e adequar à realidade do agrupamento a aplicação dos planos de estudo estabelecidos ao nível nacional. 7. Elaborar e aplicar medidas de reforço no domínio das didáticas específicas das disciplinas. 8. Assegurar de forma articulada com outras estruturas de orientação educativa da escola, a adoção de metodologias específicas destinadas ao desenvolvimento quer dos planos de estudo 40
42 quer das componentes de âmbito local do currículo. 9. Analisar a oportunidade de adoção de medidas de gestão curricular e de outras medidas destinadas a melhorar as aprendizagens e a prevenir a exclusão;. Artigo 76.º Funcionamento 1. Os conselhos de docentes de ano do 1.º ciclo e os grupos de recrutamento reúnem sob a forma de plenário. a) O grupo de recrutamento pode reunir sob a forma de secções ano/disciplina, secções de projetos ou outras devidamente aprovadas em plenário. i. Por secção de ano/disciplina entende-se o conjunto de professores que lecionam um mesmo ano de escolaridade ou uma mesma disciplina; ii. Por secção de projeto entende-se o conjunto de professores envolvidos em determinado projeto do grupo. iii. A reunião das secções pode verificar-se por convocatória do coordenador ou por acordo entre os interessados, cabendo-lhes informar o plenário na reunião imediatamente a seguir acerca dos trabalhos em curso. 2. Os conselhos referidos no ponto anterior reúnem ordinariamente, por convocatória do coordenador respetivo, cabendo-lhes também o estabelecimento da respetiva ordem de trabalhos. a) Da ordem de trabalhos da reunião do grupo, passará a constar um primeiro ponto com a denominação de período de antes da ordem do dia. 3. Os conselhos a que se refere o ponto um, reúnem extraordinariamente, por convocatória do respetivo coordenador, nos seguintes casos: a) Por iniciativa do coordenador; b) A requerimento de um terço dos membros em efetividade de funções no conselho; c) A pedido do conselho geral, do conselho pedagógico do diretor ou do coordenador de departamento curricular, para que se pronunciem sobre assunto da sua competência. 4. As reuniões extraordinárias serão convocadas com pelo menos dois dias úteis de antecedência e a respetiva convocatória enviada por correio eletrónico e afixada nos locais de estilo do agrupamento. 5. Os conselhos a que se refere o presente artigo só podem reunir com a presença de metade mais um, dos seus elementos. 6. O coordenador deve aguardar 15 minutos depois da hora marcada para o início dos trabalhos a fim de dar possibilidade de quórum. 7. Na falta de quórum, o conselho poderá reunir após 48 horas e até uma semana depois, com a mesma ordem de trabalhos e com os elementos presentes. 41
43 8. Em todas as reuniões devidamente convocadas devem ser elaboradas atas e marcadas faltas. a) A ata será lavrada em modelo eletrónico próprio. b) A ata deverá conter a data, a hora, o local da reunião, a ordem de trabalhos, um resumo das matérias tratadas, as intervenções havidas e que tenha sido solicitado que fossem lavradas em ata, os pareceres solicitados por outros órgãos, as deliberações tomadas, a forma e o resultado das respetivas votações, o voto de vencido apresentado por qualquer membro participante e outras matérias que se considere relevante lavrar em ata. c) A ata deverá ser lida e aprovada na reunião seguinte à que corresponde, momento em que deve igualmente ser impressa e assinada, sendo que todas as páginas deverão ser rubricadas. 9. No início de cada reunião será designado um secretário através de um sistema de rotatividade entre os docentes, à exceção do coordenador, e de acordo com ordem alfabética dos respetivos nomes. 10. As deliberações são tomadas por votação nominal e por maioria absoluta. a) Em caso de empate na votação o coordenador tem voto de qualidade. b) As deliberações relativas a alteração de regimento terão de ser tomadas por maioria qualificada de dois terços dos professores do grupo. 11. Sempre que se realizem eleições ou estejam em causa juízos de valor sobre pessoas, a votação será por escrutínio secreto. 12. Todos os professores do grupo têm direito a voto. 13. É proibida a abstenção dos professores do grupo em matéria consultiva. 14. Os professores do grupo podem fazer constar em ata o seu voto de vencido e as razões que o justifiquem. 15. A reunião finda com a conclusão da ordem de trabalhos, prevendo-se uma duração média duas horas. 16. Todos os docentes são autónomos, respeitando contudo as deliberações do grupo. a) Cumpre a cada professor do grupo fazer um ponto de situação periódico relativo às suas atividades letivas e não letivas. b) Cabe a cada professor, reconhecendo quaisquer dificuldades, procurar ajuda junto do coordenador ou de qualquer outro elemento do grupo. Artigo 77.º Coordenador de ano do 1.º ciclo/coordenador de grupo de recrutamento 1. No 1.º ciclo, de entre os docentes a lecionar o mesmo ano de escolaridade, o diretor designa um professor para o exercício das funções de coordenador de ano, em articulação com o coordenador de departamento. 42
44 2. Em cada grupo de recrutamento, desde que possua quatro ou mais docentes, o diretor pode designar um professor para coordenador o seu funcionamento em articulação com o coordenador do departamento. 3. Nos grupos de recrutamento em que não se verifique a condição referida no ponto dois deste artigo, o diretor define anualmente os grupos de recrutamento com quem esses docentes devem funcionar. Artigo 78.º Competências do coordenador de ano do 1.º ciclo e do coordenador de grupo de recrutamento 1. São competências do coordenador de ano do 1.º ciclo e do coordenador de grupo: a) Promover a troca de experiências, num espírito de formação interpares, quer no âmbito da pedagogia, do objeto de estudo e da didática específica, quer no âmbito de projetos e trabalhos que, em cada ano letivo, levem à exploração na escola de temas e/ou conteúdos científicos e a cooperação entre todos os docentes que integram o conselho de ano ou o grupo; b) Promover a planificação, execução e avaliação das atividades do conselho de ano ou do grupo de recrutamento; c) Convocar e presidir às reuniões de coordenação de ano e de grupo de recrutamento, respetivamente; d) Participar nas reuniões com os vários coordenadores de ano ou coordenadores de grupo, respetivamente, e o respetivo coordenador de departamento; e) O coordenador de grupo deve promover a realização de reuniões sectoriais de ano/disciplina para coordenação das atividades de lecionação e avaliação; f) Promover a reflexão, a definição e a aplicação dos critérios específicos de avaliação; g) Cooperar com o coordenador de departamento no estabelecimento de linhas de atuação, detetando pontos fortes e áreas de melhoria, dando sugestões de superação e fornecendolhe a documentação no prazo solicitado; h) Apoiar o coordenador de departamento na identificação e resolução dos problemas específicos de cada ano/disciplina; i) Apoiar os docentes do conselho de ano ou do grupo de recrutamento, sempre que necessário e/ou solicitado; j) Utilizar os meios adequados, nomeadamente informáticos, para divulgar/receber informação; k) Diagnosticar dificuldades e comunicá-las ao coordenador de departamento; l) Diagnosticar problemas de gestão de programas sugerindo estratégias para a sua superação; m) Providenciar a elaboração da ata das reuniões, cujo original será entregue ao coordenador 43
45 de departamento; n) Organizar um arquivo, preferencialmente, em formato digital contendo: i. relação nominal dos professores do grupo de recrutamento, por disciplina, curso e ano; ii. relação dos manuais adotados, por disciplina, curso e ano; iv. planificação dos trabalhos das disciplinas que integram o grupo de recrutamento; v. exemplares de todas as provas de avaliação escrita, realizadas durante o ano; vi. convocatórias das reuniões; vii. determinações e informações provenientes do conselho geral, do diretor e do conselho pedagógico. o) Propor a aquisição de novos materiais e equipamentos, depois de ouvidos os professores do grupo de recrutamento; p) Entregar ao coordenador de departamento, a fim de ser apresentado ao diretor, no final de cada período, um relatório de execução física, das atividades curriculares e de enriquecimento curricular, ou outras, desenvolvidas pelo conselho de ano ou pelo grupo nesse período, relevando resultados obtidos, identificando pontos fracos, oportunidades, pontos fortes e ameaças, bem como o grau de influência dos mesmos e a sua tendência futura; sendo que o último de cada ano letivo deverá conter as linhas estruturantes das atividades do ano seguinte. q) Supervisionar a atividade letiva dos elementos do grupo de recrutamento; r) Desenvolver, aplicar e fazer aplicar os mecanismos inerentes ao processo de autoavaliação do agrupamento; s) Propor a distribuição dos apoios pedagógicos pelos docentes do grupo, quando solicitado para o efeito, em articulação com a Coordenação dos Apoios e com a Direção. Artigo 79.º Nomeação/Designação do coordenador de ano do 1.º ciclo e do coordenador de grupo de recrutamento 1. O coordenador de ano e o coordenador de grupo são designados pelo diretor, sob proposta de cada conselho de docentes de ano, no 1.º ciclo, de entre os docentes que o integram, e do(s) grupo(s) de recrutamento nos restantes ciclos. 2. A proposta referida no número anterior resulta dos três docentes mais votados pelos respetivos conselhos, para o exercício das funções. 3. A coordenação de ano de escolaridade no 1.ºciclo é anual, tendo caráter vertical ao longo do ciclo, uma vez que por princípio o docente acompanhará a sua turma. 4. O mandato do Coordenador de Grupo de Recrutamento está definido no Regimento dos Departamentos que faz parte integrante do presente Regulamento Interno 44
46 Artigo 80.º Coordenação de ciclo 1. Atendendo à dimensão do grupo disciplinar, à necessidade de uma gestão pedagógica mais eficaz ou à sua especificidade, pode o diretor, para assessorar o coordenador de grupo disciplinar, designar um coordenador de ciclo. 2. O coordenador de ciclo possui as competências do coordenador de grupo de recrutamento restritas ao ciclo que coordena, mantendo com este uma relação hierárquica equivalente à que este mantem com o coordenador de departamento. 3. Preferencialmente, o mandato do coordenador de ciclo acompanha o mandato do coordenador de grupo de recrutamento, podendo ir além deste. SECÇÃO IV ARTICULAÇÃO CURRICULAR Artigo 81.º Articulação curricular De entre outras formas de articulação possíveis e desejáveis, determinam-se as seguintes fases de articulação. 1.Educação pré-escolar e 1.º ciclo: a) No final do ano letivo, os educadores e os professores titulares das futuras turmas do 1.º ano e, no início do novo ano escolar os educadores e os professores titulares das turmas do 1.º ano, realizam reuniões de articulação curricular; b) No final de cada período realiza-se uma reunião de articulação curricular entre os educadores de infância e os professores do 1.º ciclo procedendo, os educadores, ao acompanhamento pedagógico das crianças no seu percurso da educação pré-escolar para o 1.º ciclo. 2.1.º ciclo e 2.º ciclo: O coordenador do conselho de docentes do 4.º ano e os coordenadores de disciplina do 2.º ciclo reunir-se-ão em articulação curricular uma vez por período, coincidindo a primeira com o início e, a última, com o fim do ano escolar. 45
47 CAPÍTULO III ORGANIZAÇÃO DAS ATIVIDADES DE TURMA Artigo 82.º Definição Em cada estabelecimento de ensino, a organização, o acompanhamento e a avaliação das atividades a desenvolver com os alunos e a articulação entre a escola e as famílias, a fim de promover a melhoria das condições de aprendizagem é assegurada: a) Pelos educadores de infância e pelo respetivo departamento curricular, na educação préescolar; b) Pelos professores titulares das turmas e pelo conselho de docentes de cada ano, no 1.º ciclo do ensino básico; c) Pelo diretor de turma e pelo conselho de turma, nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e no ensino secundário. SECÇÃO I Conselho de Docentes Artigo 83.º Composição Além do definido na secção I do capítulo I do título III, departamentos curriculares, relativamente ao ensino pré-escolar, e na secção III do capítulo I do título III, grupos de recrutamento e conselho de docentes do 1.º ciclo, podem ainda participar nestes órgãos, sem direito a voto, serviços com competência em matéria de apoio educativo e serviços ou entidades cuja contribuição o conselho pedagógico considere conveniente. 46
48 SUBSECÇÃO I ATIVIDADES DE ENRIQUECIMENTO CURRICULAR E DE ANIMAÇÃO E DE APOIO À FAMILIA Artigo 84.º Atividades de Apoio à Família 1. O serviço de apoio à família visa possibilitar que o jardim-de-infância cumpra, para além das 25 horas da componente educativa, importante função social. 2. A componente de apoio à família compreende o serviço de refeições, o prolongamento do horário diário até às 19 horas e a realização de atividades nas interrupções letivas. 3. Este serviço é garantido de forma gratuita pelo Município em articulação com o Agrupamento, devendo para o efeito o encarregado de educação fornecer horários de trabalho dos pais para apreciação e eventual atribuição do serviço. 4. A planificação a desenvolver deve proporcionar aprendizagens e momentos de interação, mas a principal preocupação é criar momentos lúdicos e de livre escolha. 5. A planificação, monitorização e avaliação das atividades é da responsabilidade dos educadores de infância em articulação com os animadores. Artigo 85.º Atividades de Enriquecimento Curricular 1. Entende-se por atividades de enriquecimento curricular, AEC s, as atividades que se desenvolvem para além do horário normal da turma e que incidem nos domínios artístico, científico e pedagógico. 2. O presente regulamento define orientações a observar no período de funcionamento das AEC's no Centro Escolar do Pontal. 3. A entidade promotora das AEC's é a Câmara Municipal de Portimão que poderá celebrar acordo de cooperação com entidade especializada para o efeito. 4. As AEC s são compostas pelo ensino do Inglês, Atividade Físico-Desportiva, Música e Expressões Artísticas. 5. As AEC s são gratuitas e de frequência facultativa, cabendo aos pais/encarregados de educação a tomada de decisão de inscreverem os seus educandos nas referidas atividades. 6. Uma vez inscritos, a frequência por parte dos alunos é obrigatória, estando sujeitos à respetiva marcação de faltas. 7. Cabe ao professor titular de turma a supervisão das AEC s. 47
49 SECÇÃO II Conselho de Turma Artigo 86.º Composição 1. O conselho de turma é constituído pelos professores da turma, pelo aluno delegado de turma 2 e por dois representantes dos pais e encarregados de educação da turma, eleitos em reunião de pais e encarregados de educação, convocada para o efeito no início do ano letivo. 2. Para efeitos de avaliação dos alunos, o conselho de turma é constituído, apenas, por todos os professores da turma. 3. Nos conselhos de turma podem ainda participar, sem direito a voto, serviços com competência em matéria de apoio socioeducativo ou entidades cuja contribuição o conselho pedagógico considere conveniente. Artigo 87.º Competências Ao conselho de turma compete: a) Articular as atividades dos professores da turma com as dos conselhos de departamento/ grupos de recrutamento, no que se refere à planificação e coordenação de atividades interdisciplinares, designadamente, a nível de turma através da realização de conselhos de turma intercalares; b) Identificar diferentes ritmos de aprendizagem e necessidades especiais dos alunos, promovendo a articulação com os respetivos serviços especializados de apoio educativo, em ordem à sua superação; c) Assegurar uma gestão do currículo adequada às características específicas dos alunos, estabelecendo prioridades, níveis de aprofundamento e sequências, garantindo contudo que as metas previstas para final de ciclo serão atingidas; d) Adotar estratégias de diferenciação pedagógica que favoreçam as aprendizagens dos alunos; e) Dar parecer sobre todas as questões de natureza pedagógica e disciplinar que à turma digam respeito; f) Promover uma boa relação pedagógica entre os professores e os alunos da turma; g) Apreciar e aprovar as propostas de avaliação, de acordo com os critérios aprovados pelo 2 no impedimento deste pelo subdelegado 48
50 conselho pedagógico, e apresentadas por cada professor aquando das reuniões de avaliação; h) Preparar informação adequada, a disponibilizar aos pais e encarregados de educação, relativa ao processo de aprendizagem e avaliação dos alunos; i) Propor para reconhecimento do mérito, alunos que apresentem comportamentos meritórios ao nível do percurso escolar bem como ao nível de ações de reconhecida relevância social. Artigo 88.º Reuniões do conselho de turma 1. O conselho de turma reúne ordinariamente: a) No início do ano letivo, b) No final de cada período letivo, para fins de avaliação sumativa. 2. O conselho de turma reúne extraordinariamente nas seguintes situações: a) Por determinação do diretor; b) Por iniciativa do diretor de turma sempre que um motivo de natureza pedagógica ou disciplinar o justifique; c) Por solicitação escrita do delegado de turma, a requerimento de, pelo menos, dois terços dos alunos, dirigida ao diretor de turma ou ao diretor, para apreciação de matérias relacionadas com o funcionamento da turma e sem prejuízo do cumprimento das atividades letivas; d) Por solicitação escrita dos representantes de pais e encarregados de educação, dirigida ao diretor de turma, para apreciação de matérias relacionadas com o funcionamento da turma e sem prejuízo das atividades letivas. A determinação das matérias a abordar é decidida, previamente, em reunião de pais e encarregados de educação da turma com o diretor de turma. Artigo 89.º Convocatórias das reuniões dos conselhos de turma 1.As reuniões previstas no número um e na alínea a) do número dois do artigo anterior são convocadas pelo diretor. 2. As reuniões previstas nas alíneas b), c), e d) do número dois do artigo anterior são convocadas pelo diretor de turma, em articulação com o diretor e com uma antecedência mínima de dois dias úteis. 3. As reuniões dos conselhos de turma são convocadas com a antecedência mínima de dois dias úteis, por meio de convocatória a afixar nos locais de estilo do estabelecimento de ensino, com indicação obrigatória da ordem de trabalhos, a qual deve ser enviada por correio eletrónico para todos os conselheiros. 49
51 SECÇÃO III COORDENAÇÃO DA DIREÇÃO DE TURMA Artigo 90.º Definição A coordenação da direção de turma é assegurada pelo coordenador de diretores de turma de ciclo/percurso formativo e pelos respetivos assessores por ano de escolaridade, de acordo com a seguinte orgânica: 1. Conselho de coordenação da direção de turma do 2.º ciclo; a)coordenador dos diretores de turma do 2.º ciclo; i) Assessor do coordenador dos diretores de turma para o 5.º ano; ii) Assessor do coordenador dos diretores de turma para o 6.º ano; 2. Conselho de coordenação da direção de turma do 3.º ciclo; a) Coordenador dos diretores de turma do 3.º ciclo; i) Assessor do coordenador dos diretores de turma para o 7.º ano; ii) Assessor do coordenador dos diretores de turma para o 8.º ano; iii)assessor do coordenador dos diretores de turma para o 9.º ano; 3.Conselho de coordenação da direção de turma dos cursos científico-humanísticos e CEF; a) Coordenador dos diretores de turma dos cursos científico-humanísticos; i) Assessor do coordenador dos diretores de turma para o 10.º ano; ii) Assessor do coordenador dos diretores de turma para o 11.º ano; iii) Assessor do coordenador dos diretores de turma para o 12.º ano; 4. Coordenação da direção de turma dos cursos profissionais a) Coordenador dos diretores de turma dos cursos profissionais. Artigo 91.º Competências 1. Ao conselho de coordenação da direção de turma compete: a) Promover a execução das orientações do conselho pedagógico e/ou do diretor; b) Assegurar a articulação entre os diretores de turma, diretamente ou através dos assessores do coordenador respetivo; c) Propor e planificar formas de atuação junto dos pais e encarregados de educação; d) Promover a interação entre o agrupamento e a comunidade. 2. Ao conselho de diretores de turma compete: 50
52 a) Promover a execução das orientações do conselho de coordenação de diretores de turma, do conselho pedagógico e/ou do diretor; b) Assegurar a articulação entre os diretores de turma; c) Propor e planificar formas de atuação junto dos pais e encarregados de educação; d) Promover a interação entre o agrupamento e a comunidade. Artigo 92.º Funcionamento 1. Ordinariamente os conselhos de diretores de turma funcionam sob a forma de: a) Conselho de coordenação da direção de turma do 2.º ciclo; b) Conselho de coordenação da direção de turma do 3.º ciclo; c) Conselho de diretores de turma do 10.º ano - cursos científico-humanísticos; d) Conselho de diretores de turma do 11.º ano - cursos científico-humanísticos; e) Conselho de diretores de turma do 12.º ano - cursos científico-humanísticos; f) Conselho de diretores de turma dos cursos profissionais. 2. Extraordinariamente, cada conselho de coordenação da direção de turma e/ou cada conselho de diretores de turma pode reunir sob a forma de plenário, sempre que o coordenador considere oportuno, por indicação do diretor, ou por solicitação de dois terços dos docentes que integram o conselho. Artigo 93.º Periodicidade das reuniões do conselho de coordenação da direção de turma e dos conselhos de diretores de turma 1. Os conselhos referidos reúnem ordinariamente, pelo menos, uma vez em cada período escolar. 2. Os conselhos objeto do presente artigo reúnem extraordinariamente por solicitação do diretor, ou do respetivo coordenador em articulação com o diretor e ainda por requerimento de pelo menos dois terços dos professores que integram o respetivo conselho. Artigo 94.º Convocatória As reuniões do conselho de diretores de turma são convocadas com a antecedência mínima de dois dias úteis, por meio de convocatória a afixar nos locais de estilo do estabelecimento de ensino, com indicação obrigatória da ordem de trabalhos, a qual deve ser enviada por correio eletrónico para todos os conselheiros. 51
53 SECÇÃO IV COORDENADORES DOS DIRETORES DE TURMA Artigo 95.º Competências Aos coordenadores dos diretores de turma compete: a) Convocar o conselho de coordenação de direção de turma ou o conselho de diretores de turma e presidir às respetivas reuniões; b) Coordenar e articular as atividades dos diretores de turma; c) Representar os diretores de turma no conselho pedagógico. d) Assegurar a consecução das medidas emanadas pelo diretor e pelo conselho pedagógico; e) Submeter ao diretor e ao conselho pedagógico as propostas do conselho que coordena; f) Garantir uma informação atualizada junto dos diretores de turma; g) Desenvolver ações que promovam e facilitem um correto desempenho dos diretores de turma, tendo em conta as áreas administrativa e pedagógica; h) Recolher informação (nome e contactos) relativa aos pais de cada turma, a remeter à direção que a fará chegar à associação de pais respetiva. i) Representar os diretores de turma no conselho pedagógico; j) Apresentar ao diretor um relatório crítico anual do trabalho desenvolvido. Artigo 96.º Eleição Os coordenadores dos diretores de turma são eleitos pelos respetivos conselhos de coordenação de direção de turma mediante três propostas do diretor. Artigo 97.º Mandato 1. O cargo de coordenador dos diretores de turma tem a duração de dois anos letivos. 2. O exercício das funções do cargo de coordenador dos diretores de turma pode cessar a pedido do interessado, por proposta devidamente fundamentada de pelo menos dois terços dos elementos que constituem o conselho de diretores de turma ou por decisão devidamente fundamentada do diretor. 52
54 SUBSECÇÃO I ASSESSORIAS DA COORDENAÇÃO DA DIREÇÃO DE TURMA Artigo 98.º Competências Aos assessores dos coordenadores dos diretores de turma compete: a) Articular com os coordenadores dos diretores de turma; b) Presidir aos conselhos de diretores de turma do ano que assessoram; c) Coordenar e articular as atividades dos diretores de turma; d) Assegurar a consecução das indicações do coordenador dos diretores de turma; e) Submeter ao coordenador as propostas do conselho que coordena; f) Garantir uma informação atualizada junto dos diretores de turma; g) Desenvolver ações que promovam e facilitem um correto desempenho dos diretores de turma, tendo em conta as áreas administrativa e pedagógica; h) Recolher informação (nome e contactos) relativa aos pais de cada turma, a remeter ao coordenador que a fará chegar à direção. i) Apresentar ao coordenador um relatório crítico anual do trabalho desenvolvido. Artigo 99.º Designação Os assessores dos coordenadores dos diretores de turma são designados pelo diretor mediante proposta destes. Artigo 100.º Mandato 1. O cargo de assessor da coordenação da direção de turma tem a duração de um ano letivo. 2. O exercício das funções do cargo de assessor da coordenação da direção de turma pode cessar a pedido do interessado, por proposta devidamente fundamentada de pelo menos dois terços dos elementos que constituem o conselho de diretores de turma ou por decisão devidamente fundamentada do diretor. 53
55 SECÇÃO V PROFESSOR TITULAR DE TURMA/DIRETOR DE TURMA Artigo 101.º Competências 1. Ao professor titular de turma compete: a) Assegurar a articulação entre a escola, os alunos e os pais e encarregados de educação; b) Promover a articulação e formas cooperativo entre todos os envolvidos no desenvolvimento curricular da turma; c) Coordenar o plano de turma promovendo a adequação de atividades, conteúdos, estratégias e métodos de trabalho à situação concreta do grupo e à especificidade de cada aluno; d) Acompanhar os alunos em apoio pedagógico e monitorizar a sua assiduidade e aproveitamento; e) Articular as atividades da turma com os pais e encarregados de educação promovendo a sua participação; f) Promover a eleição dos representantes dos pais e encarregados de educação bem como dos suplentes; g) Recolher nome e contactos dos encarregados de educação, que assim o entendam, a disponibilizar à associação de pais respetiva. h) Garantir uma informação atualizada junto dos pais e encarregados de educação acerca da integração dos alunos na comunidade escolar, do aproveitamento escolar, das faltas a aulas e atividades escolares e extracurriculares; i) Desenvolver o processo de avaliação dos alunos garantindo o seu caráter globalizante e integrador; j) Colaborar com o coordenador de ano na elaboração de relatório crítico anual do trabalho desenvolvido; k) Comunicar ao diretor as ocorrências de factos passíveis de medidas disciplinares sancionatórias que lhe sejam transmitidas e que ultrapassem as suas competências; Proceder à análise e aceitação da justificação de faltas dos alunos. 2. Ao diretor de turma compete: a) Assegurar a articulação entre os professores da turma, os alunos e os pais e encarregados de educação; b) Promover a comunicação e formas de trabalho cooperativo entre professores e alunos; c) Coordenar o plano de turma promovendo a comunicação e formas de trabalho cooperativo 54
56 entre os docentes da turma, a adequação de atividades, conteúdos, estratégias e métodos de trabalho à situação concreta do grupo e à especificidade de cada aluno; d) Inscrever os alunos nos apoios pedagógicos e monitorizar a sua assiduidade e aproveitamento; e) Articular as atividades da turma com os pais e encarregados de educação promovendo a sua participação; f) Promover a eleição dos representantes dos pais e encarregados de educação bem como dos suplentes; g) Recolher nome e contactos dos encarregados de educação, que assim o entendam, a disponibilizar à associação de pais respetiva. h) Garantir uma informação atualizada junto dos pais e encarregados de educação acerca da integração dos alunos na comunidade escolar, do aproveitamento escolar, das faltas a aulas e atividades escolares e extracurriculares; i) Coordenar o processo de avaliação dos alunos garantindo o seu caráter globalizante e integrador; j) Apresentar ao coordenador dos diretores de turma um relatório crítico anual do trabalho desenvolvido; k) Presidir às reuniões do conselho de turma; l) Comunicar ao diretor as ocorrências de factos passíveis de medidas disciplinares sancionatórias que lhe sejam transmitidas e que ultrapassem as suas competências; m) Proceder à análise e aceitação da justificação de faltas dos alunos. Artigo 102.º Designação Os diretores de turma são designados pelo diretor. Artigo 103.º Mandato O cargo de diretor de turma tem a duração de um ano letivo, podendo, todavia, cessar a todo o tempo, por decisão fundamentada do diretor, ouvido o conselho pedagógico. 55
57 Capítulo IV OUTRAS ESTRUTURAS DE COORDENAÇÃO SECÇÃO I CURSOS QUALIFICANTES Artigo 104.º Definição Fazem parte da oferta formativa do agrupamento os cursos qualificantes de educação e formação e os cursos profissionais, os quais conferem qualificação académica e profissional. Artigo 105.º Coordenador dos cursos qualificantes O acompanhamento, a planificação da formação em contexto de trabalho e a avaliação do funcionamento dos cursos qualificantes é assegurada por um coordenador em articulação com os diretores de curso. Artigo 106.º Designação O coordenador dos cursos qualificantes é designado pelo diretor, de entre os diretores de curso. Artigo 107.º Competências Ao coordenador dos cursos qualificantes compete: a) Promover contactos com as empresas/instituições da região, com o objetivo de estabelecer protocolos; b) Coordenar e colaborar com os diferentes intervenientes na organização e na avaliação final da formação em contexto de trabalho (FCT); c) Planificar e acompanhar as concretizações das provas de avaliação final (PAF) dos cursos de educação e formação e das provas de aptidão profissional (PAP) dos cursos profissionais; d) Apresentar ao conselho pedagógico, para aprovação, os critérios específicos de avaliação relativos à FCT, PAF e PAP; e) Apresentar ao diretor um relatório crítico anual do trabalho desenvolvido, avaliando o funcionamento dos projetos dos diferentes cursos qualificantes diurnos. 56
58 Artigo 108.º Mandato O mandato de coordenador dos cursos qualificantes diurnos é de dois anos letivos. SUBSECÇÃO I CURSOS DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO Artigo 109.º Equipa pedagógica 1. A equipa pedagógica que assegura a lecionação dos cursos reúne periodicamente para a programação e coordenação de atividades de ensino e de aprendizagem. 2. A equipa pedagógica é constituída pelo diretor do curso, que assegura também as funções de diretor de turma, pelos professores das diversas disciplinas, podendo também integrar o psicólogo dos serviços de psicologia e orientação. Artigo 110.º Competências do diretor de curso 1. São competências do diretor de CEF: a) Desempenhar funções de diretor de turma cumulativamente com as funções de diretor de curso. b) Coordenar, articular e promover as atividades do curso; c) Convocar e coordenar as reuniões da equipa pedagógica; d) Assegurar a articulação entre as disciplinas das diferentes componentes de formação, sociocultural, científica, tecnológica e prática; e) Colaborar com o coordenador dos cursos qualificantes nos contactos com as empresas/instituições da região, com o objetivo de uma futura integração dos alunos no mercado de trabalho; f) Coordenar e assegurar a articulação entre os diferentes intervenientes na formação em contexto de trabalho, nomeadamente, professor orientador e monitor das empresas/instituições; g) Coordenar e orientar o júri, para a realização da prova de avaliação final; h) Apresentar ao coordenador dos cursos qualificantes relatório crítico anual do trabalho desenvolvido, no âmbito da coordenação, acompanhamento e avaliação do curso. 57
59 Artigo 111.º Designação O professor diretor de curso é designado pelo diretor, ouvido o conselho pedagógico e o grupo de recrutamento afim com a área da componente de formação técnica do curso. Artigo 112.º Mandato A duração do cargo de diretor de curso, sempre que possível, coincide com a duração do curso. Artigo 113.º Formação em contexto de trabalho A formação prática em contexto de trabalho (FCT) obedece aos seguintes documentos orientadores: a) Regulamento da FCT; b) Protocolo tripartido entre o agrupamento, a entidade enquadradora e o aluno e/ou seu representante legal; c) Plano individual de FCT para o aluno, devendo especificar as características da entidade enquadradora, bem como incluir as fichas de registo de presença na FCT; d) Ficha de avaliação final da FCT, a ser preenchida e assinada pelo diretor de curso, pelo professor acompanhante, pelo monitor e pelo aluno, após entrega por este do respetivo relatório de FCT. Artigo 114.º Prova de avaliação final A organização da prova de avaliação final (PAF) obedece aos seguintes documentos orientadores: a) Regulamento da PAF; b) Critérios de avaliação da PAF; c) Ficha de avaliação final da PAF, que deverá ser preenchida e assinada pelos elementos que constituem o júri. 58
60 SUBSECÇÃO II Cursos profissionais Artigo 115.º Definição Os cursos profissionais de nível secundário constituem uma modalidade de educação, com uma forte ligação ao mundo do trabalho. Visam o desenvolvimento de competências para o exercício de uma profissão, possibilitam o acesso a formação pós-secundária ou ao ensino superior, e assumem uma estrutura curricular modular. Artigo 116.º Funções do diretor de curso São funções do diretor de curso (DC): a) Assegurar a articulação pedagógica entre as diferentes disciplinas e componentes de formação; b) Organizar e coordenar as atividades a desenvolver no âmbito da formação técnica; c) Participar nas reuniões do conselho de turma, no âmbito das suas funções; d) Assegurar a articulação entre a escola e as entidades de acolhimento da formação em contexto de trabalho (FCT), identificando-as, selecionando-as, preparando protocolos, participando na elaboração do plano de formação, procedendo à distribuição dos formandos por aquelas entidades e coordenando o acompanhamento dos mesmos, em estreita relação com o professor orientador e o monitor responsáveis pelo acompanhamento dos alunos; e) Articular com o órgão de administração e gestão da escola, bem como com as estruturas intermédias de coordenação pedagógica, no que respeita aos procedimentos necessários à realização da prova de aptidão profissional (PAP); f) Promover e acompanhar os procedimentos necessários à realização da FCT e da PAP; g) Assegurar a articulação com os serviços com competência em matéria de apoio socioeducativo; h) Coordenar o acompanhamento e avaliação do curso. Artigo 117.º Articulação pedagógica No âmbito da articulação pedagógica e de modo a que se possam verificar ações concertadas no 59
61 que diz respeito a estratégias e instrumentos de natureza pedagógica, o DC deve, sempre que necessário, e caso não acumule as funções de diretor de turma, requerer a realização de reuniões do conselho de turma. Estas reuniões devem centrar-se em: a) Trabalho interdisciplinar nas várias componentes de formação; b) Reflexão conjunta sobre a abordagem metodológica aos programas, tendo em conta fatores como as características da turma e a área de formação do curso; c) Identificação, seleção, adaptação ou elaboração de materiais didáticos de apoio à formação; d) Adaptação das cargas horárias das várias disciplinas. Artigo 118.º Articulação processual No âmbito da articulação processual o DC deve: a) Organizar e manter atualizado o dossiê pedagógico; b) Garantir que as atividades letivas são devidamente sumariadas e que os sumários correspondem efetivamente a horas lecionadas; c) Fazer a contabilização das faltas dos alunos durante o curso, isto é, na passagem do primeiro ano para o segundo e do segundo para o terceiro, de modo, a que sejam garantidos os noventa por cento de assiduidade dos alunos. d) Garantir que, após a FCT, o professor orientador da FCT arquiva toda a documentação (os relatórios, presenças e as classificações dos alunos) dessa formação, até final de julho, no dossiê pedagógico. e) Garantir que todos os dados referentes à FCT e à PAP são registados no programa informático até final de julho. Artigo 119.º Regulamento dos cursos profissionais O regulamento dos cursos profissionais, do qual constam as regras e procedimentos específicas (os) destes cursos, nomeadamente as que se referem ao processo de avaliação, aulas de apoio, visitas de estudo, assiduidade, dossiê técnico-pedagógico, FCT, PAP, responsabilidade dos vários intervenientes, de entre outros aspetos, constitui o anexo 3. 60
62 SECÇÃO II ENSINO NOTURNO Artigo 120.º Definição Esta oferta formativa visa constituir uma resposta aos que, por motivos legais e outros, reconhecem nesta via uma forma de dar continuidade à sua formação. SECÇÃO III GABINETE DE APOIO AO ALUNO Artigo 121.º Definição O gabinete de apoio ao aluno (GAA) é uma estrutura de coordenação pedagógica que visa proporcionar um acompanhamento diferenciado dos alunos. Uma estrutura criada com o objetivo de melhorar as condições de sucesso dos alunos deve ser uma estrutura dinâmica na sua capacidade de adaptação à realidade, diferenciada quanto ao tipo de resposta que dá às mais diversas solicitações e necessidades e, finalmente, eficaz no modo como zela pela efetiva concretização dos direitos e dos deveres dos alunos. Artigo 122.º Objetivos O GAA deve desenvolver ações que visem os seguintes objetivos gerais do agrupamento: a) Reduzir o insucesso e o abandono escolares; b) Criar formas de intervenção de natureza pedagógica complementares aos apoios pedagógicos; c) Promover uma cultura de qualidade e excelência adequada à aprendizagem e ao ensino; d) Desenvolver as condições para melhorar as relações interpessoais entre todos os intervenientes no processo educativo. 61
63 Artigo 123.º Coordenação 1. O GAA é constituído por três secções: a) Secção das tutorias; b) Secção dos apoios educativos; c) Secção da gestão de conflitos. 2. A equipa de coordenação do GAA tem a seguinte constituição: a) Coordenador do GAA; b) Coordenador da secção das tutorias; c) Coordenador da secção dos apoios educativos; d) Coordenador da secção da gestão de conflitos; e) No caso da ESPAA, o psicólogo responsável pelo serviço de psicologia e orientação (SPO). 3. O coordenador GAA desenvolverá a sua atividade em articulação com a direção e terá como responsabilidades: a) Elaborar o projeto de ação anual do GAA; b) Acompanhar e apoiar a ação das três secções que constituem o GAA; c) Garantir a articulação das referidas secções, reunindo as mesmas sempre que necessário; d) Juntamente com os coordenadores das secções, garantir a operacionalização dos meios de registo que servem de suporte à atividade do GAA; e) Apoiar o processo de avaliação interna do GAA. Artigo 124.º Funcionamento 1. O GAA tem uma sala própria de receção dos alunos. 2. O GAA é uma estrutura flexível e com capacidade de adaptação às necessidades da comunidade educativa. 3. O GAA é uma estrutura de apoio aos alunos e de complemento à ação dos agentes educativos, pelo que pressupõe o pleno cumprimento das funções e competências inerentes aos principais intervenientes. 4. As três secções do GAA funcionam de forma integrada e articulada. 5. As reuniões da equipa de coordenação do GAA têm como objetivos a apreciação das solicitações que chegam às respetivas secções, a realização do seu diagnóstico, o seu encaminhamento, bem como a monitorização dos planos de ação implementados. 6. O diretor deverá ter conhecimento atualizado da atividade desenvolvida pelo GAA e autorizar as ações propostas pelo mesmo. 62
64 7. O processo de avaliação interna do GAA deverá ser realizado no âmbito da equipa de autoavaliação do agrupamento. Artigo 125.º Regulamento do GAA O regulamento do GAA, incluindo as secções de gestão de conflitos, apoios educativos e tutorias da ESPAA e da DMCB, constitui o anexo 4. SECÇÃO IV PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO EDUCATIVO E CLUBES Artigo 126.º Definição Entende-se por projetos de desenvolvimento educativo aqueles que contemplam atividades de complemento curricular ou extra letivas que visam completar o programa educativo das atividades letivas. Têm como público-alvo toda a comunidade educativa, devendo ir ao encontro das motivações de professores e alunos, e desenvolver ações que visem, nomeadamente, o enriquecimento cultural e cívico e a inserção dos alunos na comunidade, sendo orientadas para a sua formação integral e realização pessoal. SUBSECÇÃO I COORDENADOR DE PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO EDUCATIVO, DO PLANO ANUAL DE ATIVIDADES Artigo 127.º Definição O coordenador dos projetos de desenvolvimento educativo do plano anual de atividades (PAA) é um professor, com assento no conselho pedagógico, com a responsabilidade de coordenar e dinamizar a implementação de projetos. 63
65 Artigo 128.º Competências Ao coordenador dos projetos de desenvolvimento educativo compete: a) Elaborar uma proposta de plano de ação que identifique as áreas de intervenção de acordo com as prioridades definidas no projeto educativo e no plano anual de atividades; b) Incentivar a apresentação de projetos relacionados com essas áreas; c) Divulgar as atividades inerentes aos vários projetos; d) Acompanhar e coordenar essas atividades; e) Avaliar os projetos desenvolvidos através da elaboração e apresentação de um relatório ao conselho pedagógico no final de cada ano letivo. Artigo 129.º Designação O coordenador dos projetos de desenvolvimento educativo é designado pelo diretor. Artigo 130.º Mandato O cargo de coordenador dos projetos de desenvolvimento educativo tem a duração de dois anos letivos. Artigo 131.º Funcionamento de projetos 1. As propostas devem ser apresentadas preferencialmente durante o mês de julho e serão aprovadas pelo conselho geral, sob proposta do diretor, ouvido o parecer do conselho pedagógico. 2. Depois de aprovadas, são incluídas no PAA do agrupamento. 3. Os projetos têm um caráter facultativo, de natureza eminentemente lúdica e cultural e visam a utilização criativa e formativa dos tempos livres dos alunos. 64
66 SUBSECÇÃO II CLUBE DE DESPORTO ESCOLAR Artigo 132.º Definição A prática desportiva nas escolas, para além de um dever decorrente do quadro normativo vigente no sistema de ensino, constitui um instrumento essencial na promoção da saúde, da inclusão e integração social, na promoção do desporto, no combate ao insucesso escolar e na melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem. O clube do desporto escolar (CDE) é a unidade organizativa do agrupamento que serve de suporte ao desenvolvimento e execução do programa de desporto escolar (PDE). Artigo 133.º Coordenação 1. O diretor designa o professor coordenador do clube de desporto escolar de entre os docentes do grupo de educação física. 2. São competências do professor coordenador do clube de desporto escolar: a) Participar nas reuniões do clube de desporto escolar. b) Assegurar a articulação entre o projeto educativo e o plano de atividades da escola e o projeto de desporto escolar; c) Cooperar comos órgão de gestão e com as estruturas da tutela, atuando segundo as suas orientações; d) Incentivar o desenvolvimento de um quadro de atividades recreativas e formativas que estimule os alunos a aderirem, de forma voluntária, e de acordo comas orientações dos departamentos envolvidos no projeto (educação física e/ou outros) e dos órgãos de direção, gestão e orientação pedagógica do agrupamento; e) Fomentar a participação dos alunos na gestão do clube de desporto escolar. f) Coordenar e operacionalizar o corta-mato e o mega sprint internos, torneios inter-turmas, inter-escolas e ADE, em articulação com os professores de educação física, e os professores responsáveis das atividades do clube de desporto escolar, bem como coordenar a organização, obrigatória, de cursos de juízes, árbitros e cronometristas, ou outra função prevista no plano de atividade interna; g) Realizar atividades que assumam características interdisciplinares, tais como seminários, conferências, visitas de estudo, programas de ocupação de tempos livres, nos períodos de interrupção letiva, incluindo atividades físicas e convívios desportivos entre escolas; 65
67 h) Realizar reuniões periódicas com os professores responsáveis pelas atividades do clube de desporto escolar (interna e externa), no mínimo uma em cada período letivo; i) Elaborar, cumprir e fazer cumprir o projeto do desporto escolar, bem como apresentar aos órgãos de gestão os relatórios estabelecidos. j) Cada relatório de atividades terá de ser acompanhado de fichas de atividade/ação para cada ação realizada, em que se explicite o número de participantes, o quadro competitivo adotado e os resultados de todas as fases desse quadro competitivo; k) Organizar e manter atualizado, obrigatoriamente, o dossié do clube de desporto escolar, do qual fazem parte, entre outros documentos, as fichas de resumo de atividade mensal e de presenças dos alunos nos treinos dos respetivos grupos/equipa, o plano anual de cada grupo/equipa e o relatório de cada ação realizada no âmbito de atividade interna; l) Coordenar a organização dos campeonatos, encontros ou exibições/convívios que se realizem na sua escola, no âmbito das atividades externa e interna; m) Coordenar e fazer os contactos necessários para o transporte dos grupos/equipa; n) Enviar à CLDE/EAE/ADE, nos prazos estipulados, toda a documentação necessária (boletins de jogo, relatórios, fichas, etc.); o) Garantir, em articulação com o órgão de direção e gestão, a substituição de qualquer professor responsável pelos grupos/equipa em caso de impedimento por motivo de força maior. Artigo 134.º Mandato O mandato do coordenador do clube de desporto escolar tem a duração de dois anos letivos. Artigo 135.º Regulamento do clube de desporto escolar Atendendo à especificidade desta estrutura, o regulamento do clube do desporto escolar constitui o anexo 5 ao presente regulamento. 66
68 SUBSECÇÃO III PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE Artigo 136.º Definição O projeto de educação para a saúde consiste na adoção de medidas que visem a promoção da saúde da população escolar, considerando que tem sido um dos objetivos do Ministério da Educação, o qual considera que a educação para a saúde, para a sexualidade e para os afetos se inclui entre as múltiplas responsabilidades da escola atual. Artigo 137.º Coordenação 1. O diretor designa o professor coordenador da educação para a saúde, tendo em conta a sua formação, bem como a experiência no desenvolvimento de projetos e/ou atividades no âmbito da educação para a saúde. 2. São competências do professor coordenador da educação para saúde: a) Organizar atividades nas diferentes temáticas previstas para a área de educação para a saúde e identificadas no projeto educativo do agrupamento; b) Propor ao diretor o estabelecimento de parcerias com estruturas da comunidade para o desenvolvimento e dinamização de atividades relativas à educação para a saúde; c) Fomentar a participação de equipas multidisciplinares e multiprofissionais, concretamente os profissionais dos centros de saúde; d) Criar e manter estruturas de apoio aos alunos do agrupamento; e) Procurar a colaboração e o envolvimento dos pais e encarregados de educação no desenvolvimento de atividades relativas à educação para a saúde; f) Desenvolver e consolidar mecanismos de avaliação estratégica, concretamente avaliação do resultado da atividade no âmbito dos protocolos subscritos com estruturas da comunidade e avaliação do processo global relativo às experiências relacionadas com a educação para a saúde no agrupamento; g) Articular com o diretor e conselhos de turma as atividades no âmbito da educação para a saúde de modo a que todos participem no projeto. Artigo 138.º Mandato O mandato do coordenador da educação para a saúde tem a duração de dois anos letivos. 67
69 Artigo 139.º Envolvimento da comunidade educativa 1. A comunidade educativa deve envolver-se conforme prevista na legislação aplicável. 2. A associação de pais e encarregados de educação deve estar envolvida em todas as fases de organização, desenvolvimento e avaliação de projetos, em particular na escolha de parcerias e modelos de abordagem das diversas temáticas e na apreciação prévia de inquéritos a ser respondidos pelos alunos. 3. Os encarregados de educação dos alunos menores devem ser sempre informados com antecedência dos programas e objetivos das atividades que envolvam os seus educandos. CAPÍTULO V SERVIÇOS TÉCNICO-PEDAGÓGICOS Artigo 140.º Definição Destinam-se a promover a existência de condições que assegurem a plena integração dos alunos, devendo conjugar a sua atividade com as estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica do agrupamento. Os serviços técnico-pedagógicos funcionam na dependência do diretor e englobam: a) O grupo de educação especial (GEE); b) O serviço de psicologia e orientação (SPO); c) O gabinete de apoio ao aluno e à família (GAAF); d) A ação social escolar (ASE); e) As bibliotecas escolares. Artigo 141.º Articulação entre os serviços GEE, SPO e GAAF 1. Os serviços técnico-pedagógicos GEE, SPO e GAAF, reúnem ordinariamente uma vez por mês, para articulação de ações, análise e discussão de casos e aferição de procedimentos. 2. Reúnem extraordinariamente sempre que forem convocados pelo diretor, por sua iniciativa ou mediante solicitação fundamentada de qualquer um dos elementos dos diversos serviços. 68
70 3. As convocatórias para as reuniões extraordinárias são divulgadas com dois dias úteis, por correio eletrónico, devendo integrar a correspondente ordem de trabalho. 4. De todas as reuniões será lavrada ata, a qual deverá ser entregue ao diretor. Artigo 142.º Representação no Conselho Pedagógico 1. Os serviços GEE, SPO e GAAF do agrupamento, são representados por um coordenador de serviços designado pelo diretor por um período de dois anos. 2. As bibliotecas escolares são representadas por um dos professores bibliotecários, designado pelo diretor por um período de dois anos. SECÇÃO I GRUPO DE EDUCAÇÃO ESPECIAL Artigo 143.º Atribuições e Competências 1. Constituem atribuições do GEE responder às necessidades educativas especiais (NEE) dos alunos com limitações significativas ao nível da atividade e da participação num ou vários domínios de vida, decorrentes de alterações funcionais estruturais, de caráter permanente, resultando em dificuldades continuadas ao nível da comunicação, da aprendizagem, da mobilidade, da autonomia, do relacionamento interpessoal e da participação social, tendo em vista a inclusão educativa e social, o sucesso educativo, a autonomia, a estabilidade emocional, bem como a promoção da igualdade de oportunidades, a preparação para o prosseguimento de estudos ou para uma adequada preparação para a vida profissional e para uma transição da escola para o emprego. 2. Aos docentes do GEE do agrupamento, compete: a) Colaborar com os órgão de gestão, de coordenação educativa e de supervisão pedagógica na sua área de especialidade, nomeadamente procurando assegurar que o projeto educativo do agrupamento inclui as adequações relativas ao processo de ensino e de aprendizagem, de caráter organizativo e de funcionamento, necessárias para responder adequadamente às NEE de caráter permanente das crianças e jovens, com vista a assegurar a sua maior participação nas atividades de cada grupo ou turma e da comunidade escolar em geral. b) Apoiar pais e encarregados de educação de crianças e jovens com NEE, tendo em vista o 69
71 seu aconselhamento psicossocial e a sua capacitação relativa ao acompanhamento do percurso educativo dos seus educandos. c) Articular a sua ação com outros serviços especializados, nomeadamente das áreas da saúde, da segurança social e da proteção de crianças e jovens em risco, de modo a contribuir para o correto diagnóstico e avaliação psicossocial de crianças e jovens com necessidades especiais e planear as medidas de intervenção mais adequadas. d) Propor a celebração de protocolos com diferentes serviços, empresas e outros agentes da comunidade local, tendo em vista a implementação das medidas de intervenção mais adequadas a cada caso. e) Efetuar, conjuntamente com o serviço de psicologia e orientação e restantes intervenientes no processo, a avaliação especializada dos alunos referenciados, tendo por referencial a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). f) Elaborar, na sequência do processo de avaliação mencionado na alínea anterior, os respetivos relatórios técnico-pedagógicos, com a proposta de medidas educativas consideradas mais adequadas. g) Elaborar, conjuntamente com o docente do grupo ou turma, no caso da educação préescolar ou 1.º ciclo; com o diretor de turma, no caso dos 2.º e 3.º ciclos e secundário; com os encarregados de educação e, sempre que se considere necessário, com os demais serviços técnicos, o Programa Educativo Individual (PEI) dos alunos com NEE. h) Lecionar os conteúdos relativos à introdução de áreas curriculares específicas que não façam parte da estrutura curricular comum. i) Prestar apoio pedagógico personalizado aos alunos com NEE, nos casos em que a gravidade das situações e especificidades das competências específicas a desenvolver assim o justifique. j) Apoiar educadores ou professores do grupo ou turma, na implementação das medidas educativas previstas nos PEI. k) Elaborar, conjuntamente com os profissionais que intervêm no processo de transição para a vida pós-escolar, o plano individual de transição (PIT) dos alunos com NEE, nos casos em que se verifiquem compromissos severos na aquisição das aprendizagens e das competências previstas no currículo comum. l) Proceder à avaliação da implementação das medidas educativas, obrigatoriamente em cada um dos momentos de avaliação sumativa interna da escola. m) Elaborar, no final do ano letivo, conjuntamente com o docente do grupo ou turma, com o diretor de turma e, sempre que se considere necessário, com os demais serviços técnicos, o relatório circunstanciado relativo aos resultados obtidos com a implementação do PEI dos alunos com NEE, o qual incluirá proposta de alterações quando justificado. 70
72 n) Elaborar o relatório técnico-pedagógico e o PEI dos alunos cujos encarregados de educação solicitem adiamento de matrícula no 1º ano da escolaridade obrigatória. o) Propor a frequência de uma instituição de educação especial por parte dos alunos em que a aplicação das medidas educativas consignadas no Decreto-Lei n.º 3/2008 se revele comprovadamente insuficiente, em função do tipo ou grau de deficiência. Artigo 144.º Funcionamento O GEE dispõe de instalações próprias localizadas em cada um dos núcleos que constituem o agrupamento. SECÇÃO II SERVIÇO DE PSICOLOGIA E ORIENTAÇÃO Artigo 145.º Definição O SPO é uma unidade especializada de apoio educativo, constituído por psicólogo com formação especializada em psicologia do desenvolvimento vocacional. Artigo 146.º Atribuições 1. O SPO desenvolve a sua intervenção em três domínios: apoio psicopedagógico a alunos e professores; apoio ao desenvolvimento do sistema de relações da comunidade escolar; orientação escolar e profissional. 2. São atribuições do SPO: a) Contribuir para o desenvolvimento integral dos alunos e para a construção da sua identidade pessoal; b) Apoiar os alunos no seu processo de aprendizagem e de integração no sistema da comunidade escolar; c) Prestar apoio de natureza psicológica e psicopedagógica a alunos, professores, pais e encarregados de educação, no contexto das atividades educativas, tendo em vista o sucesso escolar, a efetiva igualdade de oportunidades e a adequação das respostas educativas; 71
73 d) Assegurar, em colaboração com outros serviços competentes, designadamente os de educação especial, saúde, segurança social e emprego, a deteção de alunos com necessidades especiais, a avaliação da sua situação, o estudo e a implementação das intervenções adequadas; e) Promover atividades específicas de informação escolar e profissional, suscetíveis de ajudar os alunos a situarem-se perante as oportunidades disponíveis, tanto no domínio dos estudos e formações como no das atividades profissionais, favorecendo a indispensável articulação entre a escola e o mundo do trabalho; f) Desenvolver ações de aconselhamento e de promoção do desenvolvimento vocacional dos alunos, nomeadamente na modalidade de educação para a carreira, apoiando o processo de escolha vocacional e o planeamento de carreira; g) Colaborar com os órgãos de gestão e administração escolar, de coordenação educativa e de supervisão pedagógica na sua área de especialidade; h) Colaborar em experiências pedagógicas e em ações de formação, bem como realizar e promover a investigação na sua área de especialidade. Artigo 147.º Funcionamento 1. O SPO dispõe de instalações próprias, localizadas na Escola Secundária Poeta António Aleixo. 2. O horário de funcionamento do SPO inclui tempos destinados à intervenção direta e tempos destinados ao planeamento, organização e avaliação de atividades e procedimentos. 3. O horário de funcionamento do SPO é divulgado no início do ano letivo através do site do agrupamento, sendo igualmente afixado nas instalações próprias do serviço. 4. As atividades promovidas pelo SPO destinam-se a toda a comunidade escolar e podem ser desenvolvidas por solicitação do diretor, dos diretores de turma, dos professores, dos pais e encarregados de educação, dos alunos ou por iniciativa do próprio serviço. 5. O SPO desenvolve a sua atividade de acordo com um plano anual que se integra no plano anual de atividades do agrupamento, depois de aprovado pelo conselho geral. 6. No final de cada período letivo, o SPO elabora e apresenta ao diretor relatório circunstanciado das atividades desenvolvidas. 7. No exercício das suas funções o psicólogo dispõe de autonomia técnica e científica, encontrando-se vinculado ao código deontológico aprovado pela Ordem dos Psicólogos. 72
74 SECÇÃO III GABINETE DE APOIO AO ALUNO E À FAMÍLIA Artigo 148.º Definição 1. O GAAF resulta do compromisso assumido entre o município de Portimão e o Ministério de Educação, através da assinatura de Contrato de Execução no âmbito do Decreto-Lei n.º144/2008 de 28 de julho, no âmbito do qual o executivo camarário decidiu promover a integração de Equipas de Intervenção Socioeducativa nos diversos agrupamentos do Município. 2. O GAAF é constituído por um técnico superior de psicologia e um técnico superior de serviço social. 3. Os técnicos que compõem a equipa do GAAF fazem parte do mapa de pessoal da divisão de educação da câmara municipal de Portimão. Artigo 149.º Atribuições 1. O GAAF desenvolve as suas funções no Centro Educativo do Pontal e na EB 2/3 D. Martinho Castelo Branco, nas seguintes áreas de intervenção: a) Apoio psicossociopedagógicos a alunos, professores e encarregados de educação/pais, no contexto educativo; b) Apoio à promoção das relações da escola com a comunidade; c) Orientação escolar e profissional. 2. São atribuições do técnico superior de psicologia: a) Contribuir, através da sua intervenção especializada, para o desenvolvimento integral dos alunos e para a construção da sua identidade pessoal; b) Conceber e participar na definição de estratégias e na aplicação de procedimentos de orientação educativa que promovam o acompanhamento do aluno ao longo do seu percurso escolar; c) Intervir, a nível psicológico e psicopedagógico, na observação, orientação e apoio dos alunos, promovendo a cooperação de professores, pais e encarregados de educação em articulação com os recursos da comunidade; d) Participar nos processos de avaliação multidisciplinar e interdisciplinar, tendo em vista a elaboração de programas educativos individuais, e acompanhar a sua concretização; 73
75 e) Desenvolver programas e ações de aconselhamento pessoal e vocacional a nível individual ou de grupo; f) Colaborar no levantamento de necessidades da comunidade educativa com o fim de propor a realização de ações de prevenção e medidas educativas adequadas, designadamente a situação específica de alunos também escolarizados no estrangeiro ou cujos pais residam e trabalhem fora do País; g) Participar em experiências pedagógicas, bem como em projetos de investigação e em ações de formação do pessoal docente e não docente; h) Colaborar no estudo, conceção e planeamento de medidas que visem a melhoria do sistema educativo e acompanhar o desenvolvimento de projetos. 2. São atribuições do técnico superior de serviço social: a) Colaborar com os órgãos de administração e gestão da escola no âmbito dos apoios socioeducativos; b) Promover as ações comunitárias destinadas a prevenir a fuga à escolaridade obrigatória, ao abandono precoce e ao absentismo sistemático; c) Desenvolver ações de informação e sensibilização dos pais, encarregados de educação e da comunidade em geral, relativamente às condicionantes socioeconómicas e culturais do desenvolvimento e da aprendizagem; d) Apoiar os alunos no processo de desenvolvimento pessoal; e) Colaborar, na área da sua especialidade, com professores, pais ou encarregados de educação e outros agentes educativos na perspetiva do aconselhamento psicossocial; f) Colaborar em ações de formação, participar em experiências pedagógicas e realizar investigação na área da sua especialidade; g) Propor a articulação da sua atividade com as autarquias e outros serviços especializados, em particular nas áreas da saúde e segurança social, contribuindo para o correto diagnóstico e avaliação sócio-médico-educativa dos alunos com necessidades especiais, e participar no planeamento das medidas de intervenção mais adequadas. Artigo 150.º Funcionamento 1. O GAAF tem a coordenação de um técnico superior de psicologia, pertencente ao quadro da divisão de educação da câmara municipal de Portimão, no sentido de dar prosseguimento a uma estratégia municipal de consolidação de procedimentos e de projetos a implementar pelas equipas de intervenção socioeducativa. 2. Ao GAAF é reconhecida autonomia técnica e científica no cumprimento do seu plano anual de atividades, o qual deve ser integrado no plano anual de atividades do agrupamento 74
76 3. O GAAF dispõe de instalações próprias, localizadas na Escola Básica 2/3 D. Martinho de Castelo Branco. 4. No início do ano letivo o horário de funcionamento do GAAF é divulgado à comunidade escolar através do site do agrupamento, sendo igualmente afixado na porta das suas instalações; 5. No final do ano letivo a equipa do GAAF elabora um relatório final de atividades, o qual será entregue ao diretor e ao coordenador das equipas GAAF do município. SECÇÃO IV SERVIÇO DE AÇÃO SOCIAL ESCOLAR Artigo 151.º Definição A ASE é um serviço que garante a igualdade de oportunidades de acesso e sucesso escolares a todos os alunos dos ensinos básico e secundário, adequando medidas de apoio socioeducativo destinadas aos alunos inseridos em agregados familiares cuja situação económica determina a necessidade de comparticipações financeiras. Artigo 152.º Modalidades de apoio Constituem modalidades de apoio no âmbito da ação social escolar os apoios alimentares, os transportes escolares, o alojamento, os auxílios económicos, a prevenção e o seguro escolar. Artigo 153.º Apoio alimentar 1. Cada estabelecimento que integra o agrupamento dispõe de refeitório para o fornecimento de almoços. 2. O fornecimento de refeições é assegurado diretamente pelo agrupamento. 3. Além da refeição referida, o apoio alimentar pode ainda contemplar suplementos alimentares para alunos carenciados. 75
77 Artigo 154.º Transportes escolares 1. Com vista a assegurar o serviço adequado aos transportes escolares são definidas, em articulação com os municípios da área de residência dos alunos, por ano letivo, as regras a observar, designadamente no que diz respeito à aquisição do passe. 2. As referidas regras são divulgadas junto dos interessados até ao início do ano letivo. Artigo 155.º Auxílios económicos Normas para a concessão dos auxílios económicos: a) O acesso aos auxílios económicos é determinado pelo posicionamento do agregado familiar nos escalões de rendimento para a atribuição de abono de família; b) Em caso de dúvida sobre os rendimentos efetivamente auferidos pelos agregados familiares, resultante de evidências ou na sequência do pedido de reanálise do posicionamento pelo encarregado de educação, o agrupamento dará cumprimento ao estipulado na lei vigente. Artigo 156.º Prevenção e seguro escolar 1. O seguro escolar constitui um serviço de proteção destinado a garantir a cobertura dos danos resultantes de acidente escolar. 2. Não são abrangidos pelo seguro escolar, entre outros, acidentes que resultem de: a) Violência exercida por outrem sobre um aluno; b) Tumultos ou desordem; c) Atos de temeridade, imprudência ou insensatez; d) Falta grave ou ato praticado em desobediência a ordens, instruções ou prevenções escritas ou orais. Artigo 157.º Acidente escolar 1. Considera-se acidente escolar: a) Evento ocorrido no local e tempo de atividade escolar que provoque ao aluno lesão, doença ou morte; b) Acidente que resulte de atividade desenvolvida com o consentimento ou sob a responsabilidade dos órgãos de gestão do estabelecimento de educação ou ensino; c) Acidente em trajecto entre a escola e casa, em qualquer dos sentidos no intervalo de tempo que antecede ou sucede a atividade escolar. 76
78 Artigo 158.º Participação do acidente escolar 1. A ocorrência é obrigatoriamente participada, no prazo de vinte e quatro horas, junto do serviço ASE. 2. A participação de ocorrência deve ser feita pela (s) vítima (s) do acidente ou por interposta pessoa. 3. Para a instrução do processo deverá o agente educativo que tomou conta da ocorrência do acidente apresentar um relatório dos acontecimentos. 4. Sempre que possível deverão ser apresentadas testemunhas. 5. Sempre que o aluno apresentar os mais leves sintomas de lesão deve ser enviado ao hospital. Artigo 159.º Procedimentos Qualquer agente educativo que tome conhecimento de um acidente escolar fica obrigado a cumprir os procedimentos que a seguir se referem para facultar a assistência médica aos alunos sinistrados. 1. Ocorrências no horário dos serviços administrativos (9:00H 17:30H) a) Sequência de procedimentos: i) inteirar-se da situação/estado do doente; ii) ligar para o 112; iii) seguir as instruções dadas; iv) o centro de orientação de doentes urgentes CODU compromete-se a acionar uma ambulância sempre que necessário; v) se o CODU não assegurar o transporte do aluno acidentado para a unidade hospitalar, a escola deverá recorrer, prioritariamente, ao serviço de bombeiros ou, caso os bombeiros não possam assegurar o transporte em tempo útil, ao serviço de táxi. b) Comunicar imediatamente a ocorrência ao serviço ASE para dar início ao processo de inquérito. c) O serviço ASE deve providenciar o acompanhamento do aluno pelos funcionários escalonados, na impossibilidade de contacto com o encarregado de educação ou indisponibilidade do mesmo. 2. Ocorrência fora do horário de funcionamento dos serviços administrativos: a) Igual à alínea a), do ponto 1. b) Contactar a portaria no sentido de ser dado cumprimento à alínea c) do ponto 1. c) Comunicar, no prazo máximo de 24 horas, a ocorrência ao serviço ASE e apresentar um 77
79 relatório dos acontecimentos que inclua a descrição do acidente e a indicação das testemunhas, se for caso disso. 3. Os acompanhantes dos alunos sinistrados são designados pelo diretor no início de cada ano letivo. SECÇÃO V BIBLIOTECAS DO AGRUPAMENTO O Agrupamento de escolas Poeta António Aleixo é constituído por três bibliotecas escolares: a Biblioteca do Pontal (Centro Escolar do Pontal), a Biblioteca Jaime Palhinha (EB 2/3 D. Martinho de Castelo Branco) e a Biblioteca Escolar Poeta António Aleixo (Escola Secundária Poeta António Aleixo). Artigo 160.º Definição A atividade das bibliotecas escolares orienta-se pelos princípios do manifesto da UNESCO para a leitura e da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE). As bibliotecas escolares têm a missão de permitir a formação dos alunos, tanto ao nível da formação como da informação, facultando um espaço e meios para se desenvolverem intelectualmente, como seres humanos e como cidadãos. Por definição, são bibliotecas vocacionadas para dar apoio às atividades de ensino e de aprendizagem, com especial destaque para o desenvolvimento da capacidade de estudar sozinho ou para a autoformação dos alunos. Artigo 161.º Objetivos As bibliotecas escolares assumem-se como um serviço cujos objetivos são: 1. Apoiar a formação integral dos alunos numa perspetiva interdisciplinar de acordo com o currículo e Projeto Educativo do Agrupamento; 2. Contribuir para o desenvolvimento cultural em termos individuais e coletivos, assumindo-se como centro de recursos das escolas; 3. Criar e manter nos alunos o hábito e o prazer da leitura, da aprendizagem e da utilização das bibliotecas ao longo da vida; 4. Possibilitar o acesso e a utilização continuada de um conjunto variado e atualizado de recursos de informação e de documentação; 78
80 5. Proporcionar atividades diversificadas que possibilitem a aquisição de conhecimentos, o desenvolvimento da imaginação e o lazer; 6. Dinamizar atividades que promovam a aprendizagem e desenvolvam competências de literacia da informação, visando a seleção, utilização e produção da informação escrita, digital e multimédia; 7. Contribuir para o desenvolvimento de uma cultura cívica, científica, tecnológica e artística nos membros da comunidade educativa; 8. Apoiar a formação profissional e o aperfeiçoamento dos profissionais das escolas do agrupamento; 9. Fomentar o desenvolvimento pessoal de outras pessoas da comunidade escolar. Artigo 162.º Público da Biblioteca Universo constituído por todos os elementos da comunidade educativa desde que previamente inscritos na base de dados dos serviços. Artigo 163.º Requisitos dos utentes 1. Todos os utilizadores devem ser claramente identificados e identificáveis e constar na base de dados do programa informático de gestão de bibliotecas utilizado nas escolas do agrupamento. 2. Deve ser feita uma ficha identificativa de registo para cada um deles e respetivo cartão de leitor, e só após a criação deste registo podem ser considerados como utilizadores. 3. No caso dos alunos, professores e funcionários das escolas do agrupamento é utilizado como número de leitor o respetivo número de processo e/ou de funcionário. Artigo 164.º Coordenação 1. As bibliotecas são coordenadas por professores bibliotecários, cujo afetação é determinada por legislação própria. 2. O representante dos professores bibliotecários no conselho pedagógico é designado pelo diretor de entre os professores bibliotecários Artigo 165.º Atribuições do professor bibliotecário Cabe ao professor bibliotecário: a) Definir e levar a cabo as estratégias para alcançar os objetivos a que a BE se propõe; 79
81 b) Elaborar e atualizar o plano de ação e o plano de atividades da BE; c) Propor uma equipa de trabalho; d) Coordenar as tarefas da equipa da BE; e) Representar a BE interna e externamente em eventos, órgãos e comissões para os quais é nomeada ou convocada; f) Garantir a atualização das bases de dados RBE e preenchimento de inquéritos oficiais dirigidos à BE: g) Gerir a organização do espaço da sala de leitura e do depósito e a regulamentação da utilização dos equipamentos; h) Garantir a regulamentação e divulgação das normas da biblioteca relativas à utilização dos espaços, equipamentos e fundo documental, bem como as normas de civismo necessárias ao bom funcionamento do serviço; i) Colaborar com as iniciativas dos departamentos da Escola, que tenham por fim a promoção da leitura e literacia ou ainda outras manifestações no âmbito da BE; j) Garantir o registo de entrada e a catalogação do fundo documental; k) Propor ao diretor, após reunidas sugestões dos coordenadores de departamento, a aquisição de novos materiais; l) Elaborar no final de cada ano letivo o relatório de autoavaliação e trimestralmente o das atividades da BE; m) Gerir a página web/blogue da BE. Artigo 166º Atribuições da equipa da Biblioteca Escolar 1. Assistentes operacionais: a) Manter a BE aberta dentro do horário estabelecido; b) Apoiar os alunos na escolha, receção e entrega do material consultado; c) Manter a ordem e o bom ambiente de trabalho na BE; d) Assegurar a recolha de elementos relativos ao movimento e utilização de recursos da BE para posterior tratamento estatístico; e) Comunicar ao Professor Bibliotecário a existência de avaria ou de anomalia no equipamento informático ou audiovisual; f) Coadjuvar o Professor Bibliotecário no desempenho das suas funções; g) Proceder ao tratamento do fundo documental (catalogação CDU, inventário, cotação e respetivas etiquetas e arrumação do material); h) Manter as instalações limpas e arrumadas. 80
82 2. Docentes: a) Coadjuvar o Professor Bibliotecário no desempenho das suas funções; b) Auxiliar no tratamento do fundo documental; c) Dinamizar e participar nas atividades propostas no Plano Anual de Atividades da BE; d) Apoiar os alunos em técnicas de estudo e pesquisa e na seleção de material livro e não-livro destinados à sua formação e desenvolvimento; e) Manter a ordem e o bom ambiente de trabalho na BE; f) Auxiliar na manutenção de Página Web/blogue da BE; 81
83 TÍTULO IV INTERVENIENTES DA COMUNIDADE EDUCATIVA CAPÍTULO I ALUNOS SECÇÃO I DIREITOS E DEVERES DOS ALUNOS Artigo 167. Matrícula A matrícula é obrigatória e confere o estatuto de aluno do agrupamento, o qual, para além dos direitos e deveres consagrados na lei, designadamente no Estatuto do Aluno e Ética Escolar, integra igualmente os previstos neste regulamento. Artigo 168. Valores nacionais e cultura de cidadania No desenvolvimento dos princípios do Estado de direito democrático, dos valores nacionais e de uma cultura de cidadania capaz de fomentar os valores da dignidade da pessoa humana, da democracia, do exercício responsável, da liberdade individual e da identidade nacional, o aluno tem o direito e o dever de conhecer e respeitar ativamente os valores e os princípios fundamentais inscritos na Constituição da República Portuguesa, a Bandeira e o Hino, enquanto símbolos nacionais, a Declaração Universal dos Direitos do Homem, a Convenção Europeia dos Direitos do Homem, a Convenção sobre os Direitos da Criança e a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, enquanto matrizes de valores e princípios de afirmação da humanidade. Artigo 169. Responsabilidade dos alunos 1. Os alunos são responsáveis, em termos adequados à sua idade e capacidade de discernimento, pelo exercício dos direitos e pelo cumprimento dos deveres que lhe são outorgados pela lei e pelo presente regulamento interno. 82
84 2. A responsabilidade disciplinar dos alunos implica o respeito integral pela lei, pelo presente regulamento interno da escola, pelo património da mesma, pelos demais alunos, funcionários e, em especial, professores. 3. Nenhum aluno pode prejudicar o direito à educação dos demais. Artigo 170.º Direitos do aluno 1. O aluno tem direito a: a) Ser tratado com respeito e correção por qualquer membro da comunidade educativa, não podendo, em caso algum, ser discriminado em razão da origem étnica, saúde, sexo, orientação sexual, idade, identidade de género, condição económica, cultural ou social ou convicções políticas, ideológicas, filosóficas ou religiosas; b) Usufruir do ensino e de uma educação de qualidade de acordo com o previsto na lei, em condições de efetiva igualdade de oportunidades no acesso; c) Escolher e usufruir, nos termos estabelecidos no quadro legal aplicável, por si ou, quando menor, através dos seus pais ou encarregados de educação, o projeto educativo que lhe proporcione as condições para o seu pleno desenvolvimento físico, intelectual, moral, cultural e cívico e para a formação da sua personalidade; d) Ver reconhecidos e valorizados o mérito, a dedicação, a assiduidade e o esforço no trabalho e no desempenho escolar e ser estimulado nesse sentido; e) Ver reconhecido o empenhamento em ações meritórias, designadamente o voluntariado em favor da comunidade em que está inserido ou da sociedade em geral, praticadas na escola ou fora dela, e ser estimulado nesse sentido; f) Usufruir de um horário escolar adequado ao ano frequentado, bem como de uma planificação equilibrada das atividades curriculares e extracurriculares, nomeadamente as que contribuem para o desenvolvimento cultural da comunidade; g) Beneficiar, no âmbito dos serviços de ação social escolar, de um sistema de apoios que lhe permitam superar ou compensar as carências do tipo sociofamiliar, económico ou cultural que dificultem o acesso à escola ou o processo de ensino; h) Usufruir de prémios ou apoios e meios complementares que reconheçam e distingam o mérito; i) Beneficiar de outros apoios específicos, adequados às suas necessidades escolares ou à sua aprendizagem, através dos serviços de psicologia e orientação ou de outros serviços especializados de apoio educativo; j) Ver salvaguardada a sua segurança na escola e respeitada a sua integridade física e moral, beneficiando, designadamente, da especial proteção consagrada na lei penal para os 83
85 membros da comunidade escolar; k) Ser assistido, de forma pronta e adequada, em caso de acidente ou doença súbita, ocorrido ou manifestada no decorrer das atividades escolares; l) Ver garantida a confidencialidade dos elementos e informações constantes do seu processo individual, de natureza pessoal ou familiar; m) Participar, através dos seus representantes, nos termos da lei, nos órgãos de administração e gestão da escola, na criação e execução do respetivo projeto educativo, bem como na elaboração do regulamento interno; n) Eleger os seus representantes para os órgãos, cargos e demais funções de representação no âmbito da escola, bem como ser eleito, nos termos da lei e do presente regulamento; o) Apresentar críticas e sugestões relativas ao funcionamento da escola e ser ouvido pelos professores, diretores de turma e órgãos de administração e gestão da escola em todos os assuntos que justificadamente forem do seu interesse; p) Organizar e participar em iniciativas que promovam a formação e ocupação de tempos livres; q) Ser informado sobre o regulamento interno da escola e, por meios a definir por esta e em termos adequados à sua idade e ao ano frequentado, sobre todos os assuntos que justificadamente sejam do seu interesse, nomeadamente sobre o modo de organização do plano de estudos ou curso, o programa e objetivos essenciais de cada disciplina ou área disciplinar e os processos e critérios de avaliação, bem como sobre a matrícula, o abono de família e apoios socioeducativos, as normas de utilização e de segurança dos materiais e equipamentos e das instalações, incluindo o plano de emergência, e, em geral, sobre todas as atividades e iniciativas relativas ao projeto educativo da escola; r) Participar nas demais atividades da escola, nos termos da lei e do presente regulamento; s) Participar no processo de avaliação, através de mecanismos de auto e heteroavaliação; t) Beneficiar de medidas adequadas à recuperação da aprendizagem nas situações de ausência devidamente justificada às atividades escolares. 2. A fruição dos direitos consagrados nas suas alíneas g), h) e r) do número anterior pode ser, no todo ou em parte, temporariamente vedada em consequência de medida disciplinar corretiva ou sancionatória aplicada ao aluno, nos termos previstos no presente regulamento. Artigo 171.º Representação dos alunos 1. Os alunos podem reunir-se em assembleia de alunos ou assembleia geral de alunos e são representados pela associação de estudantes, pelos seus representantes no conselho geral do agrupamento, pelo delegado ou subdelegado de turma e pela assembleia de delegados de turma, 84
86 nos termos da lei e do presente regulamento. 2. A associação de estudantes e os representantes dos alunos no conselho geral têm o direito de solicitar ao diretor a realização de reuniões para apreciação de matérias relacionadas com o funcionamento da escola. 3. O delegado e o subdelegado de turma têm o direito de solicitar a realização de reuniões da turma, sem prejuízo do cumprimento das atividades letivas. 4. Por iniciativa dos alunos ou por sua própria iniciativa, o diretor de turma ou o professor titular de turma pode solicitar a participação dos representantes dos pais ou encarregados de educação dos alunos da turma na reunião referida no número anterior. 5. Não podem ser eleitos ou continuar a representar os alunos nos órgãos ou estruturas da escola aqueles a quem seja ou tenha sido aplicada, nos últimos dois anos escolares, medida disciplinar sancionatória superior à de repreensão registada ou sejam, ou tenham sido nos últimos dois anos escolares, excluídos da frequência de qualquer disciplina ou retidos em qualquer ano de escolaridade por excesso grave de faltas, nos termos da lei. Artigo 172.º Prémios de mérito 1. O agrupamento reconhece e valoriza o mérito dos alunos que preencham um ou mais dos seguintes requisitos: a) Revelem atitudes exemplares de superação das suas dificuldades e/ou nas relações interpessoais na comunidade educativa; b) Alcancem excelentes resultados escolares; c) Produzam trabalhos académicos de excelência ou realizem atividades curriculares ou de complemento curricular de relevância; d) Desenvolvam iniciativas ou ações de reconhecida relevância social. 2. Em situação alguma, pode ser atribuído este prémio a um aluno que tenha sido alvo de duas ou mais participações disciplinares ou qualquer sanção disciplinar, nesse ano letivo. 3. O agrupamento valorizará os alunos propostos pelos conselhos de docentes, no primeiro ciclo, que tenham média de nível cinco nos segundos e terceiros ciclos e média igual ou superior a dezassete valores, no ensino secundário, calculada com base nas classificações internas anuais. 4. As formas de valorização consistem nomeadamente na atribuição de louvores, medalhas e diplomas, na divulgação no sítio da internet do agrupamento, para além da atribuição de outros prémios. 5. As decisões da valorização e da própria natureza e forma de premiá-la cabem ao diretor e/ou conselho pedagógico, mediante proposta do conselho de turma e/ou reconhecimento cuidadosamente comprovado pelos responsáveis pelo desenvolvimento de atividades extra 85
87 curriculares de âmbito cultural, desportivo ou outro considerado relevante. Artigo 173.º Deveres do aluno O aluno tem o dever de: a) Estudar, aplicando-se, de forma adequada à sua idade, necessidades educativas e ao ano de escolaridade que frequenta, na sua educação e formação integral; b) Ser assíduo, pontual e empenhado no cumprimento de todos os seus deveres no âmbito das atividades escolares; c) Ser responsável, empenhado e assíduo na realização dos diversos instrumentos de avaliação formativa e sumativa, calendarizados previamente pelo professor, excetuando motivos devidamente justificados, designadamente com atestado médico, cumprimento de obrigações legais ou outras aceites pelo Diretor; d) Seguir as orientações dos professores relativas ao seu processo de ensino; e) Tratar com respeito e correção qualquer membro da comunidade educativa, não podendo, em caso algum, ser discriminado em razão da origem étnica, saúde, sexo, orientação sexual, idade, identidade de género, condição económica, cultural ou social, ou convicções políticas, ideológicas, filosóficas ou religiosas; f) Guardar lealdade para com todos os membros da comunidade educativa; g) Respeitar a autoridade e as instruções dos professores e do pessoal não docente; h) Contribuir para a harmonia da convivência escolar e para a plena integração na escola de todos os alunos; i) Participar nas atividades educativas ou formativas desenvolvidas na escola, bem como nas demais atividades organizativas que requeiram a participação dos alunos; j) Respeitar a integridade física e psicológica de todos os membros da comunidade educativa, não praticando quaisquer atos, designadamente violentos, independentemente do local ou dos meios utilizados, que atentem contra a integridade física, moral ou patrimonial dos professores, pessoal não docente e alunos; k) Prestar auxílio e assistência aos restantes membros da comunidade educativa, de acordo com as circunstâncias de perigo para a integridade física e psicológica dos mesmos; l) Zelar pela preservação, conservação e asseio das instalações, material didático, mobiliário e espaços verdes da escola, fazendo uso correto dos mesmos; m) Respeitar a propriedade dos bens de todos os membros da comunidade educativa; n) Permanecer nas escolas de 1º, 2º e 3º Ciclos durante o seu horário, salvo autorização escrita do encarregado de educação ou da direção da escola; o) Participar na eleição dos seus representantes e prestar-lhes toda a colaboração; 86
88 p) Conhecer e cumprir o estatuto do aluno e ética escolar, as normas de funcionamento dos serviços da escola e o regulamento interno da mesma, subscrevendo declaração anual de aceitação do mesmo e de compromisso ativo quanto ao seu cumprimento integral; q) Não possuir e não consumir substâncias aditivas, em especial drogas, tabaco e bebidas alcoólicas, nem promover qualquer forma de tráfico, facilitação e consumo das mesmas; r) Não transportar quaisquer materiais, equipamentos tecnológicos, instrumentos ou engenhos passíveis de, objetivamente, perturbarem o normal funcionamento das atividades letivas, ou poderem causar danos físicos ou psicológicos aos alunos ou a qualquer outro membro da comunidade educativa; s) Não utilizar quaisquer equipamentos tecnológicos, designadamente, telemóveis, equipamentos, programas ou aplicações informáticas, nos locais onde decorram aulas ou outras atividades formativas ou reuniões de órgãos ou estruturas da escola em que participe, exceto quando a utilização de qualquer dos meios acima referidos esteja diretamente relacionada com as atividades a desenvolver e seja expressamente autorizada pelo professor ou pelo responsável pela direção ou supervisão dos trabalhos ou atividades em curso; t) Não captar sons ou imagens, designadamente, de atividades letivas e não letivas, sem autorização prévia dos professores, dos responsáveis pela direção da escola ou supervisão dos trabalhos ou atividades em curso, bem como, quando for o caso, de qualquer membro da comunidade escolar ou educativa cuja imagem possa, ainda que involuntariamente, ficar registada; u) Não difundir, na escola ou fora dela, nomeadamente, via internet ou através de outros meios de comunicação, sons ou imagens captados nos momentos letivos e não letivos, sem autorização do diretor da escola; v) Respeitar os direitos de autor e de propriedade intelectual; x) Apresentar-se com vestuário que se revele adequado, em função da idade, à dignidade do espaço e à especificidade das atividades escolares, no respeito pelas regras estabelecidas na escola; z) Reparar os danos por si causados a qualquer membro da comunidade educativa ou em equipamentos ou instalações da escola ou outras onde decorram quaisquer atividades decorrentes da vida escolar e, não sendo possível ou suficiente a reparação, indemnizar os lesados relativamente aos prejuízos causados. Constituem ainda deveres específicos do aluno: Artigo 174.º Outros deveres específicos do aluno 87
89 a) Ser, diariamente, portador do cartão de estudante, passá-lo pelo dispositivo que se encontra na entrada, quando implementado, e identificar-se através da sua apresentação, sempre que solicitado; b) Trazer o material escolar necessário às suas atividades; c) Na ESPAA o aluno dirige-se para a porta da sala/entrada que dá acesso à respetiva sala, onde aguarda a chegada do professor. Na escola DMCB dirige-se às diferentes entradas e aguarda a ordem de entrada dada pelo professor. d) Respeitar as ordens de encaminhamento para os espaços disponíveis, dadas pelo funcionário, quando o professor falta; e) Dirigir-se ao gabinete de apoio ao aluno e realizar as tarefas que lhe são indicadas, sempre que seja dada ordem de saída da sala de aula; f) Não recusar a saída da sala de aula quando o professor o ordenar, podendo, caso considere a ordem injusta, apresentar o assunto, por escrito, ao diretor de turma; g) Abandonar a sala de aula de forma ordeira e silenciosa, não permanecendo nos corredores, à hora de saída; h) Não perturbar o normal funcionamento das aulas em quaisquer circunstâncias, assim como não permanecer nos corredores, átrios e escadas durante o funcionamento das aulas e abandonar os corredores de modo ordeiro e silencioso sempre que lhe seja solicitado; i) Utilizar folhas de teste timbradas sempre que o professor o solicitar; j) Cumprir o plano de acompanhamento pedagógico assumido pelo aluno e encarregado de educação; k) Não mastigar pastilhas elásticas na sala de aula; l) Não comer ou beber na sala de aula, à exceção de água. Artigo175. Processo individual do aluno 1. O processo individual do aluno acompanha-o ao longo de todo o seu percurso escolar, sendo devolvido aos pais ou encarregado de educação ou ao aluno maior de idade, no termo da escolaridade obrigatória. 2. São registadas no processo individual do aluno as informações relevantes do seu percurso educativo, designadamente as relativas a comportamentos meritórios e medidas disciplinares aplicadas e seus efeitos. 3. O processo individual do aluno constitui-se como registo exclusivo em termos disciplinares. 4. Têm acesso ao processo individual do aluno, além do próprio, os pais ou encarregados de educação, quando aquele for menor, o professor titular da turma ou o diretor de turma, os titulares dos órgãos de gestão e administração da escola e os funcionários afetos aos serviços de gestão 88
90 de alunos e da ação social escolar. 5. Podem ainda ter acesso ao processo individual do aluno, mediante autorização do diretor da escola e no âmbito do estrito cumprimento das respetivas funções, outros professores da escola, os psicólogos e médicos escolares ou outros profissionais que trabalhem sob a sua égide e os serviços do Ministério da Educação e Ciência com competências reguladoras do sistema educativo, neste caso após comunicação ao diretor. 6. O processo individual do aluno pode ser consultado nos serviços administrativos da escola sede do agrupamento no horário de atendimento ao público. 7. As informações contidas no processo individual do aluno referentes a matéria disciplinar e de natureza pessoal e familiar são estritamente confidenciais, encontrando-se vinculados ao dever de sigilo todos os membros da comunidade educativa que a elas tenham acesso. Artigo 176.º Frequência e assiduidade 1. Para além do dever de frequência da escolaridade obrigatória, os alunos são responsáveis pelo cumprimento dos deveres de assiduidade e pontualidade. 2. Os pais ou encarregados de educação dos alunos menores de idade são responsáveis, conjuntamente com estes, pelo cumprimento dos deveres referidos no número anterior. 3. O dever de assiduidade e pontualidade implica para o aluno a presença e a pontualidade na sala de aula e demais locais onde se desenvolva o trabalho escolar munido do material didático ou equipamento necessários, de acordo com as orientações dos professores, bem como uma atitude de empenho intelectual e comportamental adequada, em função da sua idade, ao processo de ensino. 4. O controlo da assiduidade dos alunos é obrigatório, nos termos em que é definida no número anterior, em todas as atividades escolares letivas e não letivas em que participem ou devam participar. Artigo 177.º Faltas e sua natureza 1. A falta é a ausência do aluno a uma aula ou a outra atividade de frequência obrigatória ou facultativa caso tenha havido lugar a inscrição, a falta de pontualidade ou a comparência sem o material didático ou equipamento necessários. 2. Decorrendo as aulas em tempos consecutivos, há tantas faltas quantos os tempos de ausência do aluno. 3. As faltas são registadas pelo professor titular de turma, pelo professor responsável pela aula ou atividade ou pelo diretor de turma em suportes administrativos adequados. 89
91 4. As faltas resultantes da aplicação da ordem de saída da sala de aula, ou de medidas disciplinares sancionatórias, consideram-se faltas injustificadas. 5. As faltas de material injustificadas são marcadas por tempos letivos e convertidas em faltas de presença sempre que o aluno ultrapasse o número de tempos letivos semanais por disciplina, reiniciando-se a contagem. 6. A falta de presença resultante das faltas de material não poderá ser justificada, cabendo ao diretor de turma o seu controlo e comunicação ao encarregado de educação. 7. Compete ao diretor garantir os suportes administrativos adequados ao registo de faltas dos alunos e respetiva atualização, de modo que este possa ser, em permanência, utilizado para finalidades pedagógicas e administrativas. 8. A participação em visitas de estudo previstas no plano de atividades da escola não é considerada falta relativamente às disciplinas ou áreas disciplinares envolvidas, considerando-se dadas as aulas das referidas disciplinas previstas para o dia em causa no horário da turma. Artigo 178.º Dispensa da atividade física 1. O aluno pode ser dispensado temporariamente das atividades de educação física ou desporto escolar por razões de saúde, observando-se diferentes procedimentos para cada uma das seguintes situações: a) Na impossibilidade de realizar uma aula, o aluno pode solicitar a dispensa da parte prática da aula por impossibilidade física devidamente justificada; b) Na impossibilidade de realizar duas aulas na mesma semana ou várias aulas durante um mês, a solicitação da dispensa só é válida mediante a apresentação de atestado médico ou outro documento comprovativo por parte do encarregado de educação, que justifique o impedimento parcial ou temporário da prática da atividade física; c) Na impossibilidade de realizar aulas durante um período de tempo igual ou superior a um mês, a solicitação da dispensa só é válida mediante a apresentação de atestado médico. d) Nas situações descritas na alínea c), o professor deverá apresentar uma proposta de adequação curricular/avaliação ao conselho de grupo de educação física para análise e emissão de parecer, prévio à aprovação pelo conselho pedagógico, uma vez que estes alunos poderão beneficiar de adaptações curriculares, condições especiais de avaliação ou adequação na organização da turma. Destas medidas deverão ser adotadas as mais integradoras e as menos restritivas, procurando que as condições de frequência destes alunos se assemelhem às do regime educativo comum. Ao aluno e ao encarregado de educação deverá ser dado conhecimento da adequação efetuada. 2. Sem prejuízo do disposto no número anterior, o aluno deve estar sempre presente no espaço 90
92 onde decorre a aula de educação física. 3. Sempre que, por razões devidamente fundamentadas, o aluno se encontre impossibilitado de estar presente no espaço onde decorre a aula de educação física deve ser encaminhado para um espaço em que seja pedagogicamente acompanhado. 4. Todos os atestados médicos deverão ser entregues nos serviços administrativos, e a direção facultará uma cópia para o diretor de turma e professor de educação física. O professor deverá verificar se o atestado médico está de acordo com as exigências da lei, nomeadamente se explicita claramente as contraindicações (permanentes ou temporárias) da atividade física (atividades físicas que estão interditas ao aluno; as atividades físicas que são permitidas de um modo condicionado; as atividades físicas que, por serem benéficas para o aluno, podem ser praticadas sem contra indicação, etc...). Artigo 179.º Justificação de faltas 1. São consideradas justificadas as faltas dadas pelos seguintes motivos: a) Doença do aluno, devendo esta ser informada por escrito pelo encarregado de educação ou pelo aluno quando maior de idade quando determinar um período inferior ou igual a três dias úteis, ou por médico se determina impedimento superior a três dias úteis, podendo, quando se trate de doença de caráter crónico ou recorrente, uma única declaração ser aceite para a totalidade do ano letivo ou até ao termo da condição que a determinou; b) Isolamento profilático, determinado por doença infetocontagiosa de pessoa que coabite com o aluno, comprovada através de declaração da autoridade sanitária competente; c) Falecimento de familiar, durante o período legal de justificação de faltas por falecimento de familiar previsto no regime do contrato de trabalho dos trabalhadores que exercem funções públicas; d) Nascimento de irmão, durante o dia do nascimento e o dia imediatamente posterior; e) Realização de tratamento ambulatório, em virtude de doença ou deficiência, que não possa efetuar-se fora do período das atividades letivas; f) Assistência na doença a membro do agregado familiar, nos casos em que, comprovadamente, tal assistência não possa ser prestada por qualquer outra pessoa; g) Comparência a consultas pré-natais, período de parto e amamentação, nos termos da legislação em vigor; h) Ato decorrente da religião professada pelo aluno, desde que o mesmo não possa efetuar-se fora do período das atividades letivas e corresponda a uma prática comummente reconhecida como própria dessa religião; i) Participação em atividades culturais, associativas e desportivas reconhecidas, nos termos da 91
93 lei, como de interesse público ou consideradas relevantes pelas respetivas autoridades escolares; j) Preparação e participação em atividades desportivas de alta competição, nos termos legais aplicáveis; k) Cumprimento de obrigações legais que não possam efetuar-se fora do período das atividades letivas; l) Outro facto impeditivo da presença na escola ou em qualquer atividade escolar, desde que, comprovadamente, não seja imputável ao aluno e considerado atendível pelo diretor, pelo diretor de turma ou pelo professor titular; m) As decorrentes de suspensão preventiva aplicada no âmbito de procedimento disciplinar, no caso de ao aluno não vir a ser aplicada qualquer medida disciplinar sancionatória, lhe ser aplicada medida não suspensiva da escola, ou na parte em que ultrapassem a medida efetivamente aplicada; n) Participação em visitas de estudo previstas no plano de atividades da escola, relativamente às disciplinas ou áreas disciplinares não envolvidas na referida visita; o) Atraso desde que se reportem ao 1.º tempo da manhã ou da tarde do horário do aluno e que, comprovadamente, não seja imputável ao aluno e seja considerado atendível pelo diretor de turma ou pelo professor titular; p) Faltas de material, sempre que o encarregado de educação do aluno apresente uma justificação plausível e seja considerado atendível pelo diretor de turma ou pelo professor titular para o efeito, cabe ao aluno informar o encarregado de educação da falta de material para que a eventual justificação possa ser atendida antes do computo que resulta na conversão em falta de presença. 2. A justificação das faltas exige um pedido escrito apresentado pelos pais ou encarregados de educação ou, quando maior de idade, pelo próprio, ao professor titular da turma ou ao diretor de turma, com indicação do dia e da atividade letiva em que a falta ocorreu, referenciando os motivos justificativos da mesma na caderneta escolar, tratando-se de aluno do ensino básico, ou em impresso próprio, tratando-se de aluno do ensino secundário. 3. O diretor de turma, ou o professor titular da turma, pode solicitar aos pais ou encarregado de educação, ou ao aluno maior de idade, os comprovativos adicionais que entenda necessários à justificação da falta, devendo, igualmente, qualquer entidade que para esse efeito for contactada, contribuir para o correto apuramento dos factos. 4. A justificação da falta deve ser apresentada previamente, sendo o motivo previsível, ou, nos restantes casos, até ao 3.º dia útil subsequente à sua verificação, em caso de falta isolada, ou da primeira falta, em caso de faltas em dias consecutivos. 5. No 1.º, 2.º e 3.º ciclo a justificação de faltas deve ser feita através da caderneta do aluno. No 92
94 ensino secundário o impresso de justificação de faltas é adquirido na loja escolar que, depois de devidamente preenchido, é entregue na portaria. 6. Nas situações de ausência justificada às atividades escolares, o aluno realizará as atividades propostas pelos professores, para recuperação da aprendizagem, que poderão ser efetuadas em sala de aula, em apoio na escola ou com trabalho suplementar em casa, tendo em conta o período de ausência e o perfil do aluno. Artigo 180.º Faltas injustificadas 1. As faltas são injustificadas quando: a) Não tenha sido apresentada justificação, nos termos do artigo anterior; b) A justificação tenha sido apresentada fora do prazo; c) A justificação não tenha sido aceite; d) A marcação da falta resulte da aplicação da ordem de saída da sala de aula ou de medida disciplinar sancionatória. 2. Na situação prevista na alínea c) do número anterior, a não aceitação da justificação apresentada deve ser fundamentada de forma sintética. 3. As faltas injustificadas são comunicadas aos pais ou encarregados de educação, ou ao aluno maior de idade, pelo diretor de turma ou pelo professor titular de turma, no prazo máximo de três dias úteis, pelo meio mais expedito. 4. A comunicação das faltas aos encarregados de educação deve ser feita, preferencialmente, através do correio eletrónico ou de carta. Artigo 181.º Excesso grave de faltas 1. Em cada ano letivo as faltas injustificadas não podem exceder: a) 10 dias, seguidos ou interpolados, no 1.º ciclo do ensino básico; b) Nos restantes ciclos ou níveis de ensino, sem prejuízo do disposto no número seguinte, o dobro do número de tempos letivos semanais: por disciplina; nas atividades de apoio ou complementares de inscrição facultativa; 2. Nas ofertas formativas profissionalmente qualificantes, designadamente nos cursos profissionais, ou noutras ofertas formativas que exigem níveis mínimos de cumprimento da respetiva carga horária, o aluno encontra-se na situação de excesso de faltas quando ultrapassa os limites de faltas justificadas e ou injustificadas daí decorrentes, relativamente a cada disciplina, módulo, unidade ou área de formação, nos termos previstos na regulamentação própria de cada curso (vide legislação dos CEF e o regulamento dos cursos profissionais no anexo 3). 93
95 3. Quando for atingido metade dos limites de faltas previstos nos números anteriores, os pais ou o encarregado de educação ou o aluno maior de idade são convocados à escola, pelo meio mais expedito, pelo diretor de turma ou pelo professor que desempenhe funções equiparadas ou pelo professor titular de turma. 4. A notificação referida no número anterior tem como objetivo alertar para as consequências da violação do limite de faltas e procurar encontrar uma solução que permita garantir o cumprimento efetivo do dever de assiduidade. 5. Caso se revele impraticável o referido nos números anteriores, por motivos não imputáveis à escola, e sempre que a gravidade especial da situação o justifique, a respetiva comissão de proteção de crianças e jovens em risco deve ser informada do excesso de faltas do aluno menor de idade, assim como dos procedimentos e diligências até então adotados pela escola e pelos encarregados de educação, procurando em conjunto soluções para ultrapassar a sua falta de assiduidade. Artigo 182.º Efeitos da ultrapassagem dos limites de faltas 1. A ultrapassagem dos limites de faltas injustificadas previstos no n.º 1 do artigo anterior constitui uma violação dos deveres de frequência e assiduidade e obriga o aluno faltoso ao cumprimento de medidas de recuperação e ou corretivas específicas, de acordo com o estabelecido nos artigos seguintes, podendo ainda conduzir à aplicação de medidas disciplinares sancionatórias. 2. A ultrapassagem dos limites de faltas previstos nas ofertas formativas a que se refere o n.º 2 do artigo anterior constitui uma violação dos deveres de frequência e assiduidade e tem para o aluno as consequências estabelecidas na regulamentação específica da oferta formativa em causa (vide legislação dos CEF e o regulamento dos cursos profissionais no anexo 3). 3. O previsto nos números anteriores não exclui a responsabilização dos pais ou encarregados de educação do aluno. 4. Todas as situações, atividades, medidas ou suas consequências previstas no presente artigo são obrigatoriamente comunicadas, pelo meio mais expedito, aos pais ou ao encarregado de educação ou ao aluno, quando maior de idade, ao diretor de turma e ao professor tutor do aluno, sempre que designado, e registadas no processo individual do aluno. 5. A ultrapassagem do limite de faltas relativamente às atividades de apoio ou complementares de inscrição ou de frequência facultativa implica a imediata exclusão do aluno das atividades em causa. 94
96 Artigo 183.º Medidas de recuperação e de integração 1. A violação do limite de faltas injustificadas obriga ao cumprimento de atividades de recuperação e integração, que permitam recuperar atrasos na aprendizagem e ou a integração escolar e comunitária do aluno e pelas quais os alunos e os seus encarregados de educação são corresponsáveis. 2. As atividades de recuperação e integração incidirão sobre a disciplina ou disciplinas em que o aluno ultrapassou o limite de faltas e que permita recuperar o atraso das aprendizagens. 3. Após a ultrapassagem das faltas, o diretor de turma comunica ao professor da respetiva disciplina para que este inicie a implementação das atividades de recuperação e integração. 4. O recurso às atividades de recuperação e integração apenas pode ocorrer uma única vez no decurso de cada ano letivo. Para os cursos profissionais, consultar o anexo 3 deste regulamento. 5. A modalidade destas medidas é definida pelo professor da disciplina em articulação com o diretor de turma, tendo em conta a especificidade de cada disciplina. 6. O cumprimento das atividades por parte do aluno realiza-se em período suplementar ao horário letivo, competindo ao professor da disciplina orientar a progressão e realização do mesmo. 7. As atividades de recuperação e integração são comunicadas pelo diretor de turma ao encarregado de educação, coresponsabilizando-o pelo cumprimento do mesmo. 8. A aplicação das atividades concretizar-se-á o mais célere possível, após o aluno ter ultrapassado o número de faltas injustificadas, permitidas por lei, a uma ou mais disciplinas. 9. As atividades de recuperação e integração não abrangerão a Área Curricular Não Disciplinar de Desenvolvimento Pessoal e Social, bem como a disciplina de Educação Religiosa Moral Católica. 10. A concretização das atividades de recuperação e integração far-se-á no período de tempo que o professor considere adequado. 11. As atividades de recuperação e integração são avaliadas pelo professor da respetiva disciplina, tendo a avaliação um âmbito qualitativo, que será expresso em termos de: Cumpriu e Não cumpriu. 12. Se o aluno cumpriu as atividades, as faltas injustificadas serão desconsideradas. Para os cursos profissionais, consultar o anexo 3 deste regulamento. 13. Se o aluno não as cumpriu, as faltas mantêm-se injustificadas. 14. O resultado da aplicação das atividades de recuperação e integração ficará arquivado no processo individual do aluno. 15. Sempre que cesse o incumprimento do dever de assiduidade por parte do aluno, o conselho de turma de avaliação de final de ano letivo deliberará, em definitivo, sobre o efeito da ultrapassagem do limite de faltas injustificadas verificado. 16. Após o estabelecimento das atividades de recuperação e integração, a manutenção da 95
97 situação do incumprimento do dever de assiduidade, por parte do aluno, determina que o diretor, na iminência de abandono escolar, possa propor a frequência de um percurso curricular alternativo no interior do agrupamento. 17. O incumprimento reiterado do dever de assiduidade determina a retenção no ano de escolaridade que o aluno frequenta. 18. Cessa o dever de cumprimento das atividades e medidas a que se refere o presente artigo, com as consequências daí decorrentes para o aluno, de acordo com a sua concreta situação, sempre que para o cômputo do número e limites de faltas nele previstos tenham sido determinantes as faltas registadas na sequência da aplicação de medida corretiva de ordem de saída da sala de aula ou disciplinar sancionatória de suspensão. Artigo 184. Incumprimento ou ineficácia das medidas 1. O incumprimento das medidas previstas no número anterior e a sua ineficácia ou impossibilidade de atuação determinam, tratando -se de aluno menor, a comunicação obrigatória do facto à respetiva comissão de proteção de crianças e jovens ou, na falta desta, ao Ministério Público junto do tribunal de família e menores territorialmente competente, de forma a procurar encontrar, com a colaboração da escola e, sempre que possível, com a autorização e corresponsabilização dos pais ou encarregados de educação, uma solução adequada ao processo formativo do aluno e à sua inserção social e socioprofissional, considerando, de imediato, a possibilidade de encaminhamento do aluno para diferente percurso formativo. 2. A opção a que se refere o número anterior tem por base as medidas definidas na lei sobre o cumprimento da escolaridade obrigatória, podendo, na iminência de abandono escolar, ser aplicada a todo o tempo, sem necessidade de aguardar pelo final do ano escolar. 3. Tratando-se de aluno com idade superior a 12 anos que já frequentou, no ano letivo anterior, o mesmo ano de escolaridade, poderá haver lugar, até final do ano letivo em causa e por decisão do diretor da escola, à prorrogação da medida corretiva aplicada nos termos do artigo anterior. 4. Quando a medida a que se referem os n. os 1 e 2 não for possível ou o aluno for encaminhado para oferta formativa diferente da que frequenta e o encaminhamento ocorra após 31 de janeiro, o não cumprimento das atividades e ou medidas previstas no artigo anterior ou a sua ineficácia por causa não imputável à escola determinam ainda, logo que definido pelo professor titular ou pelo conselho de turma: a) Para os alunos a frequentar o 1. ciclo do ensino básico, a retenção no ano de escolaridade respetivo, com a obrigação de frequência das atividades escolares até final do ano letivo, ou até ao encaminhamento para o novo percurso formativo, se ocorrer antes; 96
98 b) Para os restantes alunos, a retenção no ano de escolaridade em curso, no caso de frequentarem o ensino básico, ou a exclusão na disciplina ou disciplinas em que se verifique o excesso de faltas, tratando-se de alunos do ensino secundário, sem prejuízo da obrigação de frequência das atividades letivas até final do ano letivo e até perfazerem os 18 anos de idade, ou até ao encaminhamento para o novo percurso formativo, se ocorrer antes. 5. Nas ofertas formativas profissionalmente qualificantes, designadamente nos cursos profissionais ou noutras ofertas formativas que exigem níveis mínimos de cumprimento da respetiva carga horária, o incumprimento ou a ineficácia das medidas previstas no artigo anterior implica, independentemente da idade do aluno, a exclusão dos módulos ou unidades de formação das disciplinas ou componentes de formação em curso no momento em que se verifica o excesso de faltas, com as consequências previstas na regulamentação do CEF e regulamento dos cursos profissionais (anexo 3). 6. O incumprimento ou a ineficácia das medidas e atividades referidas no presente artigo implica também restrições à realização de provas de equivalência à frequência ou de exames, sempre que tal se encontre previsto em regulamentação específica de qualquer modalidade de ensino ou oferta formativa. 7. O incumprimento reiterado do dever de assiduidade e ou das atividades a que se refere o número anterior pode dar ainda lugar à aplicação de medidas disciplinares sancionatórias. SECÇÃO II DISCIPLINA Artigo 185. Qualificação de infração A violação pelo aluno de algum dos deveres previstos neste regulamento de forma reiterada e ou em termos que se revelem perturbadores do funcionamento normal das atividades da escola ou das relações no âmbito da comunidade educativa, constitui infração disciplinar passível da aplicação de medida corretiva ou medida disciplinar sancionatória, nos termos dos artigos seguintes. Artigo 186. Participação de ocorrência 1. O professor ou membro do pessoal não docente que presencie ou tenha conhecimento de comportamentos suscetíveis de constituir infração disciplinar deve elaborar a respetiva 97
99 participação através de formulário próprio. 2. O aluno que presencie comportamentos suscetíveis de constituir infração disciplinar deve comunicá-los imediatamente ao professor titular de turma, ao diretor de turma ou equivalente, o qual, no caso de os considerar graves ou muito graves, os participa, no prazo de um dia útil, preenchendo o formulário próprio. Artigo 187. Finalidades das medidas disciplinares 1. Todas as medidas disciplinares corretivas e sancionatórias prosseguem finalidades pedagógicas, preventivas, dissuasoras e de integração, visando, de forma sustentada, cumprimento dos deveres do aluno, o respeito pela autoridade dos professores no exercício da sua atividade profissional e dos demais funcionários, bem como a segurança de toda a comunidade educativa. 2. As medidas corretivas e disciplinares sancionatórias visam ainda garantir o normal prosseguimento das atividades da escola, a correção do comportamento perturbador e o reforço da formação cívica do aluno, com vista ao desenvolvimento equilibrado da sua personalidade, da sua capacidade de se relacionar com os outros, da sua plena integração na comunidade educativa, do seu sentido de responsabilidade e da sua aprendizagem. 3. As medidas disciplinares sancionatórias, tendo em conta a especial relevância do dever violado e a gravidade da infração praticada, prosseguem igualmente finalidades punitivas. 4. As medidas corretivas e as medidas disciplinares sancionatórias devem ser aplicadas em coerência com as necessidades educativas do aluno e com os objetivos da sua educação e formação, no âmbito do desenvolvimento do plano de trabalho da turma e do projeto educativo da escolar. Artigo 188. Determinação da medida disciplinar 1. Na determinação da medida disciplinar corretiva ou sancionatória a aplicar deve ter-se em consideração a gravidade do incumprimento do dever, as circunstâncias atenuantes e agravantes apuradas em que esse incumprimento se verificou, o grau de culpa do aluno, a sua maturidade e demais condições pessoais, familiares e sociais. 2. São circunstâncias atenuantes da responsabilidade disciplinar do aluno o seu bom comportamento anterior, o seu aproveitamento escolar e o seu reconhecimento com arrependimento da natureza ilícita da sua conduta. 3. São circunstâncias agravantes da responsabilidade do aluno a premeditação, o conluio, a gravidade do dano provocado a terceiros e a acumulação de infrações disciplinares e a 98
100 reincidência nelas, em especial se no decurso do mesmo ano letivo. Artigo 189. Medidas disciplinares corretivas 1. As medidas corretivas prosseguem finalidades pedagógicas, dissuasoras e de integração, assumindo uma natureza eminentemente preventiva. 2. São medidas corretivas: a) A advertência; b) A ordem de saída da sala de aula e demais locais onde se desenvolva o trabalho escolar; c) A realização de tarefas e atividades de integração na escola ou na comunidade, podendo para o efeito ser aumentado o período diário e ou semanal de permanência obrigatória do aluno na escola ou no local onde decorram as tarefas ou atividades, nos termos previstos no artigo seguinte; d) O condicionamento no acesso a certos espaços escolares ou na utilização de certos materiais e equipamentos, sem prejuízo dos que se encontrem afetos a atividades letivas; e) A mudança de turma. 3. A advertência consiste numa chamada verbal de atenção ao aluno, perante um comportamento perturbador do funcionamento normal das atividades escolares ou das relações entre os presentes no local onde elas decorrem, com vista a alertá-lo para que deve evitar tal tipo de conduta e a responsabilizá-lo pelo cumprimento dos seus deveres como aluno. 4. Na sala de aula a advertência é da exclusiva competência do professor, cabendo, fora dela, a qualquer professor ou membro do pessoal não docente. 5. A ordem de saída da sala de aula e demais locais onde se desenvolva o trabalho escolar é da exclusiva competência do professor respetivo e implica a marcação de falta injustificada ao aluno e a permanência do aluno na escola. 6. O tipo de tarefas a executar pelo aluno, sempre que lhe seja aplicada a medida corretiva prevista no número anterior, é da responsabilidade do diretor de turma, em articulação com o diretor. 7. A aplicação no decurso do mesmo ano letivo e ao mesmo aluno da medida corretiva de ordem de saída da sala de aula pela terceira vez, por parte do mesmo professor, ou pela quinta vez, independentemente do professor que a aplicou, implica a análise da situação em conselho de turma, tendo em vista a identificação das causas e a pertinência da proposta de aplicação de outras medidas disciplinares corretivas ou sancionatórias. 8. A aplicação das medidas corretivas previstas nas alíneas c), d) e e) do n.º 2 é da competência do diretor que, para o efeito, procede sempre à audição do diretor de turma ou do professor titular da turma a que o aluno pertença, bem como do professor do gabinete de apoio ao aluno que o 99
101 acompanha. 9. As atividades, local e período de tempo durante o qual as mesmas ocorrem e, bem assim, definir as competências e procedimentos a observar, tendo em vista a aplicação e posterior execução da medida corretiva prevista na alínea c) do n.º 2, são da responsabilidade do diretor de turma, em articulação com o diretor. 10. O disposto no número anterior é aplicável, com as devidas adaptações, à aplicação e posterior execução da medida corretiva prevista na alínea d) do n.º 2, a qual não pode ultrapassar o período de tempo correspondente a um ano escolar. 11. A aplicação das medidas corretivas previstas no n.º 2 é comunicada aos pais ou ao encarregado de educação, tratando-se de aluno menor de idade. Artigo 190. Atividades de integração na escola ou na comunidade 1. O cumprimento das medidas corretivas realiza-se no espaço escolar em período suplementar ao horário letivo. 2. O cumprimento das medidas corretivas realiza-se sempre sob supervisão da escola, nomeadamente pelo diretor de turma e/ou pelo gabinete de apoio ao aluno, coadjuvados por outros agentes educativos. 3. O previsto no n.º 1 não isenta o aluno da obrigação de cumprir o horário letivo da turma em que se encontra inserido ou de permanecer na escola durante o mesmo. Artigo 191. Medidas disciplinares sancionatórias 1. As medidas disciplinares sancionatórias traduzem uma sanção disciplinar imputada ao comportamento do aluno, devendo a ocorrência dos factos suscetíveis de a configurar ser participada de imediato pelo professor ou funcionário que a presenciou ou dela teve conhecimento ao GAA, através do preenchimento de um formulário, ou diretamente ao diretor em casos considerados graves. 2. São medidas disciplinares sancionatórias: a) A repreensão registada; b) A suspensão até 3 dias úteis; c) A suspensão da escola entre 4 e 12 dias úteis; d) A transferência de escola; e) A expulsão da escola. 3. A aplicação da medida disciplinar sancionatória de repreensão registada, quando a infração for praticada na sala de aula, é da competência do professor respetivo, competindo ao diretor nas 100
102 restantes situações, averbando-se no respetivo processo individual do aluno a identificação do autor do ato decisório, data em que o mesmo foi proferido e fundamentação de facto e de direito de tal decisão. 4. A suspensão até três dias úteis, enquanto medida dissuasora, é aplicada, com a devida fundamentação dos factos que a suportam, pelo diretor, após o exercício dos direitos de audiência e defesa do visado. 5. Compete ao diretor, ouvidos os pais ou o encarregado de educação do aluno, quando menor de idade, fixar os termos e condições em que a aplicação da medida disciplinar sancionatória referida no número anterior é executada, garantindo ao aluno um plano de atividades pedagógicas a realizar, com corresponsabilização daqueles e podendo igualmente, se assim o entender, estabelecer eventuais parcerias ou celebrar protocolos ou acordos com entidades públicas ou privadas. 6. Compete ao diretor a decisão de aplicar a medida disciplinar sancionatória de suspensão da escola entre 4 e12 dias úteis, após a realização do procedimento disciplinar, podendo previamente ouvir o conselho de turma, para o qual deve ser convocado o professor tutor, quando exista e não seja professor da turma. 7. O não cumprimento do plano de atividades pedagógicas a que se refere o número anterior pode dar lugar à instauração de novo procedimento disciplinar, considerando-se a recusa circunstância agravante. 8. A aplicação da medida disciplinar sancionatória de transferência de escola compete, com possibilidade de delegação, ao diretor-geral da educação, precedendo a conclusão do procedimento disciplinar, com fundamento na prática de factos notoriamente impeditivos do prosseguimento do processo de ensino dos restantes alunos da escola ou do normal relacionamento com algum ou alguns dos membros da comunidade educativa. 9. A medida disciplinar sancionatória de transferência de escola apenas é aplicada a aluno de idade igual ou superior a 10 anos e, frequentando o aluno a escolaridade obrigatória, desde que esteja assegurada a frequência de outro estabelecimento situado na mesma localidade ou na localidade mais próxima, desde que servida de transporte público ou escolar. 10. A aplicação da medida disciplinar de expulsão da escola compete, com possibilidade de delegação, ao diretor-geral da educação precedendo conclusão do procedimento e consiste na retenção do aluno no ano de escolaridade que frequenta quando a medida é aplicada e na proibição de acesso ao espaço escolar até ao final daquele ano escolar e nos dois anos escolares imediatamente seguintes. 11. A medida disciplinar de expulsão da escola é aplicada ao aluno maior quando, de modo notório, se constate não haver outra medida ou modo de responsabilização no sentido do cumprimento dos seus deveres como aluno. 101
103 12. Complementarmente às medidas previstas no n.º 2, compete ao diretor do agrupamento de escolas decidir sobre a reparação dos danos ou a substituição dos bens lesados ou, quando aquelas não forem possíveis, sobre a indemnização dos prejuízos causados pelo aluno à escola ou a terceiros, podendo o valor da reparação calculado ser reduzido, na proporção a definir pelo diretor, tendo em conta o grau de responsabilidade do aluno e ou a sua situação socioeconómica. 13. Sempre que se verifique o incumprimento do Regulamento Interno (nomeadamente por participação/procedimento disciplinar, incumprimento reiterado dos PRA/ARI ), os alunos podem perder o direito aos apoios monetários atribuídos internamente pela escola. Artigo 192. Cumulação de medidas disciplinares 1. A aplicação das medidas corretivas previstas nas alíneas a) a e) do n.º 2 do artigo 182. é cumulável entre si. 2. A aplicação de uma ou mais das medidas corretivas é acumulável apenas com a aplicação de uma medida disciplinar sancionatória. 3. Sem prejuízo do disposto nos números anteriores, por cada infração apenas pode ser aplicada uma medida disciplinar sancionatória. Artigo 193. Procedimento disciplinar A tramitação, celeridade processual, direitos, liberdades e garantias quer do aluno objeto de procedimento disciplinar, quer de qualquer outro elemento da comunidade educativa lesado em consequência dos atos do primeiro, bem como os mecanismos relativos à execução de eventuais medidas corretivas e disciplinares sancionatórias assim como responsabilidade civil e criminal, decorre conforme legislação em vigor. Secção III VISITAS DE ESTUDO/INTERCÂMBIOS Artigo 194.º Definição Considera-se como visita de estudo as atividades curriculares e/ou de complemento curricular, devidamente planificadas e organizadas e que se realizam fora do espaço físico da escola. As visitas de estudo enquadram-se obrigatoriamente nos objetivos do projeto educativo da escola. 102
104 Artigo 195.º Objetivos 1. Estabelecer a interligação entre a teoria e a prática, a escola, a vida real e a comunidade. 2. Proporcionar o desenvolvimento de técnicas de trabalho e facilitar a socialização. Artigo 196.º Aprovação e autorização 1. A realização das visitas de estudo deve ser feita, preferencialmente, no decurso do primeiro e segundo períodos, tendo em consideração os momentos de avaliação. 2. As visitas de estudo em território nacional, assim como qualquer visita de estudo ao estrangeiro, necessitam de ser aprovadas em conselho pedagógico, sendo posteriormente autorizadas pelo diretor. 3. A aprovação das visitas de estudo a realizar no distrito de Faro é da responsabilidade do diretor, por delegação de competências do conselho pedagógico. 4. As propostas de intercâmbio e de visita de estudo ao estrangeiro serão regulamentadas por legislação própria. 5. A escola poderá ainda organizar outras atividades fora do espaço físico da escola em período não letivo, como passeios e acampamentos. 6. As atividades referidas em 4 podem resultar da exclusiva iniciativa da escola ou de parcerias realizadas com a respetiva associação de pais e encarregados de educação e/ou outros agentes educativos. 7. Os discentes e docentes que participam nestas atividades estão cobertos pelo seguro escolar, em território nacional, e por seguro de grupo ou seguro de viagem, em território estrangeiro. 8. Caso existam danos causados pelos alunos no decurso destas atividades, que não se enquadrem no âmbito do seguro escolar ou do seguro de grupo, os mesmos serão da responsabilidade dos respetivos encarregados de educação. 9. Na programação das visitas de estudo de cada turma, deve evitar-se a repetição de dias semanais ocupados com essas visitas e consequente prejuízo das atividades letivas das disciplinas a lecionar nesses dias. 10. Os alunos que tenham sido alvo de duas ou mais participações disciplinares ou qualquer sanção disciplinar, nesse ano letivo, poderão ser impedidos de participar em visitas de estudo. Artigo 197.º Planificação e organização 1. A planificação das visitas de estudo ou intercâmbio será registada em documento próprio, 103
105 devendo o coordenador da visita/intercâmbio submetê-lo atempadamente para posterior aprovação. 2. O documento referido no ponto anterior está disponível para preenchimento, na página da escola. 3. Na planificação referente aos recursos humanos, nomeadamente na escolha dos professores acompanhantes da visita, dever-se-á atender aos seguintes aspetos: a) Relevância pedagógica da visita para as diferentes disciplinas/áreas curriculares e não - curriculares, procurando envolver-se os docentes mais adequados a estes fins; b) Rácio professor/aluno: um docente por cada dez alunos no 1.º e 2.º ciclo; um docente por cada quinze alunos no 3.º ciclo e ensino secundário. 4. Cabe ainda ao coordenador da visita: a) Estabelecer os contactos com os locais a visitar e com as empresas transportadoras, os quais serão posteriormente oficializados pela escola; b) Enviar a todos os encarregados de educação a informação relativa à visita de estudo e o pedido de autorização, devendo utilizar para o efeito o impresso disponível na página da escola; c) Elaborar uma lista de todos os alunos participantes, onde conste o número de telefone/telemóvel para contactar os E.E. em caso de necessidade; d) Recolher a verba paga pelos alunos e assumir o pagamento a quem de direito; e) Entregar ao(s) diretor(es) de turma, até à véspera da visita, a lista dos alunos participantes para os quais foi dada autorização pelos encarregados de educação; f) Garantir, atempadamente, a aprovação legal e as formalidades que acionem o seguro escolar, seguro de grupo ou seguro de viagem. 5. É da competência dos alunos / encarregados de educação que participam na atividade: a) Entregar ao professor responsável o termo de responsabilidade, devidamente preenchido e assinado pelo encarregado de educação; b) Efetuar o pagamento no prazo que lhe foi indicado; c) Entregar ao coordenador da visita, em caso de desistência, por escrito, uma comunicação do encarregado de educação, indicando o motivo. Esta deverá ser entregue até cinco dias úteis antes da data da realização da visita. d) As desistências posteriores ao prazo definido no ponto anterior, ou sem fundamento, perdem o direito à devolução da sua comparticipação, no caso de já existirem compromissos assumidos com transportes e/ou ingressos nos locais a visitar. 6. Atendendo às características pedagógicas e didáticas das visitas de estudo e intercâmbios e à sua integração no projeto educativo de escola, a participação dos alunos tem caráter obrigatório, de acordo com o dever de assiduidade estabelecido legalmente, no estatuto do aluno 104
106 e no presente regulamento. a) O aluno pode, no entanto, justificar o motivo da sua não participação e, nesse caso, é obrigado a assistir às aulas definidas no seu horário, em regime de assiduidade normal. b) Os alunos com autorização para a visita de estudo, mas que nela não compareçam, sem aviso prévio, terão falta de presença a todas as disciplinas coincidentes com o horário da visita de estudo sendo, posteriormente, informados os encarregados de educação. Artigo 198.º Normas a cumprir durante a visita de estudo 1. Durante todo o tempo da visita de estudo, todos os alunos estão individualmente obrigados a cumprir os horários e recomendações dadas em matéria de serviço e comportamento pelos professores acompanhantes, bem como participar nas atividades. 2. Não é permitido fumar dentro do autocarro. 3. Não é permitida a ingestão de alimentos sólidos no interior do autocarro. 4. Não é permitida a ingestão de bebidas alcoólicas. 5. Sem embargo de uma ausência não autorizada por um dos professores a qualquer atividade equivaler sempre a uma falta às disciplinas que o aluno teria nessa (s) hora (s), qualquer infração é objeto de procedimento disciplinar que segue todo o processo normal quando o coletivo chegar à escola. 6. Em casos excecionais, o professor responsável pela visita, e após contacto com o diretor e os respetivos encarregados de educação, pode cancelar a visita de estudo para a totalidade ou parte dos alunos da mesma. 7. Os alunos devem levar o material necessário, previamente indicado pelos professores. 8. Um trabalho sobre a visita deve ser pedido aos alunos pelo professor ou professores cujas matérias que lecionam são objeto da visita de estudo. 9. Tudo o que é objeto de aprendizagem durante a visita pode ser testado e avaliado posteriormente. 10. Além das normas mencionadas neste regulamento, os professores podem adotar outros procedimentos que devem ser acatados pelos alunos participantes. 11. A coordenação da visita não pode demitir-se das suas funções e deve tentar resolver todas as situações anómalas e imprevistas. 105
107 Secção IV ASSOCIAÇÃO de ESTUDANTES Artigo 199.º Definição A associação de estudantes é a única estrutura organizada que representa os alunos do estabelecimento sendo regulamentada pela Lei n.º 23 de 2006, de 23 de junho. Artigo 200.º Direitos e competências 1. Os alunos têm o direito de participar na vida associativa, incluindo o de eleger e ser eleitos para os órgãos diretivos e ser nomeados para cargos associativos. 2. As associações de estudantes gozam de autonomia na elaboração dos respetivos estatutos e demais normas internas, na eleição dos seus órgãos dirigentes, na gestão e administração do respetivo património e na elaboração dos planos de atividades. 3. À associação de estudantes cabe desenvolver e incentivar as atividades culturais e desportivas, incitando à participação efetiva dos alunos na vida da escola. Artigo 201.º Deveres 1. A associação de estudantes deve: a) Apresentar uma proposta do seu plano anual de atividades ao diretor, que o leva ao conselho pedagógico no início de cada mandato; b) Colaborar com o diretor na implementação das políticas educativas e nas orientações internas da Escola; d) Comparecer às reuniões para que é convocada. Artigo 202.º Mandato Os corpos diretivos da associação de estudantes são eleitos anualmente, constituindo-se em listas próprias, sendo os prazos eleitorais definidos pelo diretor e tendo como assembleia eleitoral todos os alunos da Escola. 106
108 Artigo 203º Eleição Na ausência de estatutos, legalmente aprovados pela associação de estudantes, serão os corpos diretivos da mesma, os elementos constantes da lista que obtiver o maior número de votos na eleição, não havendo lugar a uma 2ª volta. CAPÍTULO II DOCENTES Artigo 204.º Definição Considera-se pessoal docente aquele que é portador de qualificação profissional para o desempenho de funções de educação ou de ensino com caráter permanente sequencial e sistemático ou a título temporário, após aprovação em prova de avaliação de conhecimentos e competências. Artigo 205.º Direitos profissionais 1. São direitos profissionais específicos do pessoal docente: a) Direito de participação no processo educativo; b) Direito à formação e informação para o exercício da função educativa; c) Direito ao apoio técnico, material e documental; d) Direito à segurança na atividade profissional; e) Direito à consideração e ao reconhecimento da sua autoridade pelos alunos, suas famílias e demais membros da comunidade educativa; f) Direito à colaboração das famílias e da comunidade educativa no processo de educação dos alunos; g) Direito à negociação coletiva nos termos legalmente estabelecidos. Artigo 206.º Direito de participação no processo educativo 1. O direito de participação exerce-se no quadro do sistema educativo, da escola e da relação com a comunidade. 107
109 2. O direito de participação, que pode ser exercido a título individual ou coletivo, nomeadamente através das organizações profissionais e sindicais do pessoal docente, compreende: a) O direito a emitir opiniões e recomendações sobre as orientações e o funcionamento do estabelecimento de ensino e do sistema educativo; b) O direito a participar na definição das orientações pedagógicas ao nível do estabelecimento de ensino ou das suas estruturas de coordenação; c) O direito à autonomia técnica e científica e à liberdade de escolha dos métodos de ensino, das tecnologias e técnicas de educação e dos tipos de meios auxiliares de ensino mais adequados, no respeito pelo currículo nacional, pelos programas e pelas orientações programáticas curriculares ou pedagógicas em vigor; d) O direito a propor inovações e a participar em experiências pedagógicas, bem como nos respetivos processos de avaliação; e) O direito de eleger e ser eleito para órgãos colegiais ou singulares dos estabelecimentos de educação ou de ensino, nos casos em que a legislação sobre a sua gestão e administração o preveja. f) O direito de participação pode ainda ser exercido, através das organizações profissionais e sindicais do pessoal docente, em órgãos que, no âmbito nacional, regional autónomo ou regional, prevejam a representação do pessoal docente. Artigo 207.º Direito à formação e informação para o exercício da função educativa 1. O direito à formação e informação para o exercício da função educativa é garantido: a) Pelo acesso a ações de formação contínua regulares, destinadas a atualizar e aprofundar os conhecimentos e as competências profissionais dos docentes; b) Pelo apoio à autoformação dos docentes, de acordo com os respetivos planos individuais de formação. 2. Para efeitos do disposto no número anterior, o direito à formação e informação para o exercício da função educativa pode também visar objetivos de reconversão profissional, bem como de mobilidade e progressão na carreira. Artigo 208.º Direito ao apoio técnico, material e documental O direito ao apoio técnico, material e documental exerce-se sobre os recursos necessários à formação e informação do pessoal docente, bem como ao exercício da atividade educativa. 108
110 Artigo 209.º Direito à segurança na atividade profissional 1. O direito à segurança na atividade profissional compreende: a) A prevenção e redução dos riscos profissionais, individuais e coletivos, através da adoção de programas específicos dirigidos à melhoria do ambiente de trabalho e promoção das condições de higiene, saúde e segurança do posto de trabalho; b) A prevenção e tratamento das doenças definidas como resultando necessária e diretamente do exercício continuado da função docente. 2. O direito à segurança na atividade profissional compreende ainda a penalização da prática de ofensa corporal ou outra violência sobre o docente no exercício das suas funções ou por causa destas. Artigo 210.º Direito à consideração e à colaboração da comunidade educativa 1. O direito à consideração exerce-se no plano da relação com os alunos, as suas famílias e os demais membros da comunidade educativa e exprime-se no reconhecimento da autoridade em que o docente está investido no exercício das suas funções. 2. O direito à colaboração das famílias e dos demais membros da comunidade educativa compreende o direito a receber o seu apoio e cooperação ativa, no quadro da partilha entre todos da responsabilidade pelo desenvolvimento e pelos resultados da aprendizagem dos alunos. Artigo 211.º Deveres gerais 1. O pessoal docente está obrigado ao cumprimento dos deveres estabelecidos para os funcionários e agentes da administração pública em geral. 2. O pessoal docente, no exercício das funções que lhe estão atribuídas nos termos do presente regulamento, está ainda obrigado ao cumprimento dos seguintes deveres profissionais: a) Orientar o exercício das suas funções pelos princípios do rigor, da isenção, da justiça e da equidade; b) Orientar o exercício das suas funções por critérios de qualidade, procurando o seu permanente aperfeiçoamento e tendo como objetivo a excelência; c) Colaborar com todos os intervenientes no processo educativo, favorecendo a criação de laços de cooperação e o desenvolvimento de relações de respeito e reconhecimento mútuo, em especial entre docentes, alunos, encarregados de educação e pessoal não docente; d) Atualizar e aperfeiçoar os seus conhecimentos, capacidades e competências, numa 109
111 perspetiva de aprendizagem ao longo da vida, de desenvolvimento pessoal e profissional e de aperfeiçoamento do seu desempenho; e) Participar de forma empenhada nas várias modalidades de formação que frequente, designadamente nas promovidas pela administração, e usar as competências adquiridas na sua prática profissional; f) Zelar pela qualidade e pelo enriquecimento dos recursos didático-pedagógicos utilizados, numa perspetiva de abertura à inovação; g) Desenvolver a reflexão sobre a sua prática pedagógica, proceder à autoavaliação e participar nas atividades de avaliação da escola; h) Conhecer, respeitar e cumprir as disposições normativas sobre educação, cooperando com a administração educativa na prossecução dos objetivos decorrentes da política educativa, no interesse dos alunos e da sociedade. Artigo 212.º Deveres para com os alunos Constituem deveres específicos dos docentes relativamente aos seus alunos: a) Respeitar a dignidade pessoal e as diferenças culturais dos alunos valorizando os diferentes saberes e culturas, prevenindo processos de exclusão e discriminação; b) Promover a formação e realização integral dos alunos, estimulando o desenvolvimento das suas capacidades, a sua autonomia e criatividade; c) Promover o desenvolvimento do rendimento escolar dos alunos e a qualidade das aprendizagens, de acordo com os respetivos programas curriculares e atendendo à diversidade dos seus conhecimentos e aptidões; d) Organizar e gerir o processo ensino-aprendizagem, adotando estratégias de diferenciação pedagógica suscetíveis de responder às necessidades individuais dos alunos; e) Assegurar o cumprimento integral das atividades letivas correspondentes às exigências do currículo nacional, dos programas e das orientações programáticas ou curriculares em vigor; f) Adequar os instrumentos de avaliação às exigências do currículo nacional, dos programas e das orientações programáticas ou curriculares e adotar critérios de rigor, isenção e objetividade na sua correção e classificação; g) Manter a disciplina e exercer a autoridade pedagógica com rigor, equidade e isenção; h) Cooperar na promoção do bem-estar dos alunos, protegendo-os de situações de violência física ou psicológica, se necessário solicitando a intervenção de pessoas e entidades alheias à instituição escolar; i) Colaborar na prevenção e deteção de situações de risco social, se necessário participandoas às entidades competentes; 110
112 j) Respeitar a natureza confidencial da informação relativa aos alunos e respetivas famílias. Artigo 213.º Deveres para com a instituição e os outros docentes Constituem deveres específicos dos docentes para com a instituição e outros docentes: a) Colaborar na organização do agrupamento, cooperando com os órgãos de administração e gestão, as estruturas de gestão pedagógica e com o restante pessoal docente e não docente tendo em vista o seu bom funcionamento; b) Cumprir os regulamentos, desenvolver e executar os projetos educativos e planos de atividades e observar as orientações dos órgãos de administração e gestão e das estruturas de gestão pedagógica do agrupamento; c) Coresponsabilizar-se pela preservação e uso adequado das instalações e equipamentos e propor medidas de melhoramento e remodelação; d) Promover o bom relacionamento e a cooperação entre todos os docentes, dando especial atenção aos que se encontram em início de carreira ou em formação ou que denotem dificuldades no seu exercício profissional; e) Partilhar com os outros docentes a informação, os recursos didáticos e os métodos pedagógicos, no sentido de difundir as boas práticas e de aconselhar aqueles que se encontrem no início de carreira ou em formação ou que denotem dificuldades no seu exercício profissional; f) Refletir, nas várias estruturas pedagógicas, sobre o trabalho realizado individual e coletivamente, tendo em vista melhorar as práticas e contribuir para o sucesso educativo dos alunos; g) Cooperar com os outros docentes na avaliação do seu desempenho; h) Defender e promover o bem-estar de todos os docentes, protegendo-os de quaisquer situações de violência física ou psicológica, se necessário solicitando a intervenção de pessoas e entidades alheias à instituição escolar. Artigo 214.º Deveres para com os pais e encarregados de educação Constituem deveres específicos dos docentes para com os pais e encarregados de educação dos alunos: a) Respeitar a autoridade legal dos pais ou encarregados de educação e estabelecer com eles uma relação de diálogo e cooperação, no quadro da partilha da responsabilidade pela educação e formação integral dos alunos; b) Promover a participação ativa dos pais ou encarregados de educação na educação escolar 111
113 dos alunos, no sentido de garantir a sua efetiva colaboração no processo de aprendizagem; c) Incentivar a participação dos pais ou encarregados de educação na atividade da escola, no sentido de criar condições para a integração bem sucedida de todos os alunos; d) Facultar regularmente aos pais ou encarregados de educação a informação sobre o desenvolvimento das aprendizagens e o percurso escolar dos filhos, bem como sobre quaisquer outros elementos relevantes para a sua educação; e) Participar na promoção de ações específicas de formação ou informação para os pais ou encarregados de educação que fomentem o seu envolvimento na escola com vista à prestação de um apoio adequado aos alunos. Artigo 215.º Outros deveres profissionais 1. Não marcar testes de avaliação escrita na última semana de cada período letivo. 2. Entregar e corrigir com a máxima celeridade os testes de avaliação, sempre antes da realização dos seguintes. 3. Entregar todos os trabalhos devidamente corrigidos antes do final do período. 4. Sumariar, de forma explícita, a matéria efetivamente lecionada. 5. Declarar, no fim do ano letivo, os conteúdos planificados e não lecionados: a) na ata da última reunião de avaliação, devendo o docente expor as razões desse incumprimento; b) na ata das respetivas reuniões de conselho de grupo de recrutamento. 6. Respeitar a duração de cada tempo letivo. 7. Zelar para que se crie um ambiente favorável ao normal funcionamento das aulas e se evitem desvios de comportamento. 8. Responsabilizar os alunos pela correta utilização e manutenção do material, equipamento e mobiliário escolar. 9. Responsabilizar os alunos pela preservação das condições de higiene e limpeza, dentro e fora das salas. 10. Não utilizar o telemóvel no decorrer da aula. 11. Valorizar as atividades promovidas pela escola que, pela sua natureza, mobilizem fortemente os alunos, não marcando fichas de avaliação no próprio dia ou no dia seguinte. 12. Comunicar através da plataforma alojada na página da escola, com três dias de antecedência, as atividades a desenvolver no exterior da escola. 13. Pedir, com a devida antecedência, autorização aos encarregados de educação para os alunos participarem em visitas de estudo. 14. Ser o primeiro a entrar na sala de aula e o último a sair, não permitindo sob qualquer pretexto, 112
114 que os alunos fiquem dentro da sala de aula, a não ser que estejam devidamente acompanhados. 15. Não permitir a saída dos alunos durante o decorrer da aula, salvo motivo de força maior. CAPÍTULO III NÃO DOCENTES Artigo 216.º Definição Por pessoal não docente entende-se o conjunto de trabalhadores técnicos superiores, assistentes técnicos e assistentes operacionais que realiza atividades de apoio à organização e à gestão, incluindo os serviços especializados de apoio administrativo, de apoio educativo e ainda funções de educação especial e de apoio socioeducativo. Artigo 217.º Direitos gerais São garantidos ao pessoal não docente os direitos estabelecidos para os trabalhadores, bem como aqueles que decorrem da aplicação da lei. Artigo 218.º Normas gerais 1. O registo das entradas e saídas é feito por intermédio do terminal de ponto, competindo aos respetivos responsáveis pelos serviços a marcação de faltas. 2.Os serviços de gestão e administração escolar, assegurado por assistentes técnicos, funcionam em gestão de processos. 3. Entre os assistentes operacionais deve ser assegurada rotatividade de funções, garantindo-se a qualidade de funcionamento dos serviços bem como a qualidade do desempenho dos colaboradores. 4.Os assistentes operacionais afetos à cozinha trabalham em jornada contínua pelo que têm direito a um período de descanso diário de trinta minutos. Por conveniência de serviço, o tempo relativo ao descanso diário, não gozado, será acumulado e utilizado nos períodos de interrupção de atividades letivas. 113
115 Artigo 219.º Direito à informação, formação e ao apoio técnico, material e documental Sem prejuízo do previsto na lei geral aplicável aos trabalhadores em funções públicas, constituem direitos do pessoal não docente: a) O acesso à informação necessária ao bom desempenho das suas funções; b) Beneficiar e participar em ações de formação que concorram para o seu aperfeiçoamento profissional, visando o desenvolvimento das suas capacidades profissionais e pessoais; c) O apoio técnico, material e documentais necessários à formação e à informação, bem como ao desempenho da atividade profissional. Artigo 220.º Direito à participação no processo educativo 1. O direito à participação no processo educativo exerce-se na área de apoio à educação e ao ensino, na vida da escola e na relação escola-meio. 2. O direito à participação compreende: a) O direito de responder a consultas sobre opções do sistema educativo, através da liberdade de iniciativa; b) O direito de intervir e participar na análise crítica do sistema educativo; c) O direito de eleger e ser eleito para o conselho geral nos termos da lei. Artigo 221.º Direito à negociação coletiva É reconhecido ao pessoal não docente o direito à negociação coletiva e ao exercício de atividade sindical. Artigo 222.º Outros Direitos 1. O pessoal não docente tem direito de ver estimulado o exemplar desempenho das suas funções, traduzido na sua avaliação anual de desempenho. 2. Os funcionários que apresentem uma avaliação de desempenho com menção qualitativa de desempenho relevante devem ser distinguidos, podendo ter: a) Preferência na marcação do período de férias; b) Maleabilidade no horário de trabalho/serviços. 114
116 Artigo 223.º Deveres gerais 1. No âmbito das respetivas funções, são deveres gerais do pessoal não docente: a) Contribuir para a plena formação, realização, bem-estar e segurança dos alunos; b) Colaborar ativamente com todos os intervenientes no processo educativo; c) Participar na organização e assegurar a realização e o desenvolvimento regular das atividades prosseguidas no estabelecimento de educação ou de ensino; d) Cooperar e zelar pela preservação das instalações e equipamentos escolares e propor medidas de melhoramento e renovação; e) Empenhar-se nas ações de formação em que participar; f) Cooperar, com os restantes intervenientes no processo educativo, na identificação de situações de qualquer carência ou de necessidade de intervenção urgente; g) Respeitar a natureza confidencial da informação relativa aos alunos e respetivos familiares. Artigo 224.º Outros deveres 1.Todo o pessoal não docente deve estar devidamente identificado, sendo obrigatório o uso da respetiva placa identificativa. 2. Aos funcionários que estejam em contacto direto com o público pode ser exigido a utilização de vestuário próprio, a fornecer pela escola. Artigo 225.º Competências do chefe de serviços administrativos São competências do chefe de serviços administrativos: a) Dirigir e orientar o pessoal afeto ao serviço administrativo no exercício diário das suas tarefas; b) Exercer todas as competências delegadas pela direção executiva; c) Propor as medidas tendentes à modernização e eficiência e eficácia dos serviços de apoio administrativo; d) Preparar e submeter a despacho do diretor do agrupamento todos os assuntos respeitantes ao funcionamento do mesmo; e) Assegurar a elaboração do projeto de orçamento, de acordo com as linhas traçadas pelo diretor; f) Coordenar, de acordo com as orientações do conselho administrativo, a elaboração do relatório de conta de gerência. 115
117 Artigo 226.º Direitos específicos do chefe de serviços administrativos São direitos específicos do coordenador técnico: a) Usufruir das regalias que a lei lhe confere; b) Exercer as suas funções com relativo grau de autonomia; c) Dispor de um espaço próprio para o exercício das suas funções. Artigo 227.º Competências do assistente de administração escolar São competências do assistente de administração escolar: a) Recolher, examinar, conferir e proceder à escrituração de dados relativos às transações financeiras e de operações contabilísticas; b) Assegurar o exercício das funções de tesoureiro, quando para tal designado pelo diretor; c) Organizar e manter atualizados os processos relativos à situação do pessoal docente e não docente, designadamente o processamento dos vencimentos e registos de assiduidade; d) Organizar e manter atualizado o inventário patrimonial, bem como adotar medidas que visem a conservação das instalações, do material e dos equipamentos; e) Desenvolver os procedimentos da aquisição de material e de equipamento necessários ao funcionamento das diversas áreas de atividade do agrupamento; f) Assegurar o tratamento e divulgação da informação entre os vários órgãos do agrupamento e entre estes e a comunidade educativa e demais entidades; g) Organizar a manter atualizados os processos relativos à gestão dos alunos; h) Providenciar o atendimento e a informação a alunos, encarregados de educação, pessoal docente e não docente e os outros utentes da escola; i) Preparar, apoiar e secretariar reuniões do órgão executivo da escola, ou outros órgãos, e elaborar as respetivas atas, se necessário. Artigo 228.º Direitos específicos do assistente de administração escolar São direitos específicos do assistente técnico: a) Dispor de instalações próprias e equipamentos adequados ao seu desempenho profissional; b) Poder reunir, de acordo com a lei, para discutir problemas do seu serviço, contribuindo para o processo de análise e melhoria do funcionamento do mesmo; c) Usufruir das regalias específicas legalmente atribuídas. 116
118 Artigo 229.º Deveres específicos do assistente de administração escolar Constituem deveres específicos do assistente técnico: a) Ser assertivo no atendimento a toda a comunidade educativa e ao público em geral; b) Desempenhar corretamente as funções que lhe forem atribuídas; c) Executar as instruções do diretor e do coordenador técnico; d) Informar corretamente os membros da comunidade educativa e o público em geral; e) Zelar pelas instalações e equipamentos que utiliza; f) Guardar sigilo profissional. Artigo 230.º Competências do encarregado de coordenação do pessoal auxiliar de ação educativa 1. Ao encarregado de coordenação do pessoal auxiliar de ação educativa compete: a) Orientar, coordenar e supervisionar o trabalho dos assistentes operacionais; b) Colaborar com os órgãos de administração e gestão na distribuição de serviço por aquele pessoal; c) Controlar a assiduidade dos assistentes operacionais e elaborar o plano de férias a submeter à aprovação dos órgãos de administração e gestão; d) Atender e apreciar reclamações ou sugestões sobre o serviço prestado, propondo soluções; e) Comunicar infrações disciplinares ao pessoal a seu cargo; f) Efetuar as relações de necessidades de material de limpeza, de primeiros socorros e de uso corrente nas salas de aulas, distribuindo o respetivo material em função das necessidades; g) Comunicar estragos ou extravios de material e equipamento; h) Afixar e divulgar convocatórias, avisos, ordens de serviço, pautas, horários, etc.; i) Levantar autos de notícia aos assistentes operacionais relativos a infrações disciplinares verificadas; j) Entregar nos serviços administrativos os mapas de faltas dos professores. k) Promover a integração de novos funcionários, garantindo-lhes apoio, particularmente aos menos experientes; l) Dispor de um espaço próprio para o exercício das suas funções. 2. No impedimento ou ausência do encarregado, as suas funções serão exercidas por um assistente operacional designado para a sua substituição. 117
119 Artigo 231.º Competências do assistente operacional São competências dos assistentes operacionais: a) Participar com os docentes no acompanhamento das crianças e dos jovens durante o período de funcionamento da escola, com vista a assegurar um bom ambiente educativo; b) Exercer tarefas de atendimento e encaminhamento de utilizadores das escolas do agrupamento e controlar entradas e saídas das mesmas; c) Cooperar nas atividades que visem a segurança de crianças e jovens; d) Providenciar a limpeza, arrumação, conservação e boa utilização das instalações, bem como do material e equipamento didático e informático necessário ao desenvolvimento do processo educativo; e) Exercer tarefas de apoio aos serviços de ação social escolar; f) Prestar apoio e assistência em situações de primeiros socorros e, em caso de necessidade, acompanhar a criança ou o aluno a unidades de prestação de cuidados de saúde; g) Estabelecer ligações telefónicas e prestar informações; h) Receber e transmitir mensagens; i) Zelar pela conservação dos equipamentos de comunicação; j) Reproduzir documentos com utilização de equipamento próprio, assegurando a limpeza e manutenção do mesmo e efetuando pequenas reparações ou comunicando as avarias verificadas; k) Assegurar o controlo de gestão de stocks necessários ao funcionamento da reprografia; l) Efetuar, no interior e exterior, tarefas indispensáveis ao funcionamento dos serviços; m) Exercer, quando necessário, tarefas de apoio de modo a permitir o normal funcionamento de laboratórios e bibliotecas escolares; n) Organizar e coordenar os trabalhos na cozinha, refeitório ou bufete, tarefas cometidas à categoria de cozinheiro principal, quando exista; o) Confecionar e servir as refeições e outros alimentos; p) Prestar as informações necessárias para a aquisição de géneros e controlar os bens consumidos diariamente; q) Assegurar a limpeza e arrumação das instalações, equipamentos e utensílios de cozinha, do refeitório e do bufete, bem como a sua conservação. Artigo 232.º Direitos específicos do assistente operacional Constituem direitos específicos dos assistentes operacionais: 118
120 a) Usufruir, coletivamente, de um espaço próprio nas instalações da escola; b) Ser obedecido nas orientações que der no âmbito da sua competência específica; c) Ter condições de trabalho indispensáveis ao bom desempenho das suas funções; d) Poder reunir, de acordo com a lei, para discutir problemas do seu serviço, contribuindo para o processo de análise e melhoria do funcionamento do mesmo; e) Usufruir das regalias específicas legalmente atribuídas. Artigo 233.º Deveres específicos do assistente operacional Constituem deveres específicos do assistente operacional: a) Cumprir as ordens e instruções dadas pelos superiores e fazê-las cumprir integralmente pelos alunos; b) Não permitir que os alunos sem atividades letivas impeçam os acessos ou criem ambiente perturbador; c) Permanecer, durante os intervalos das aulas, no seu posto de trabalho, estando atento à circulação de alunos; d) Zelar para que nas instalações escolares sejam respeitadas as normas de funcionamento necessárias à consecução da ação educativa; e) Prevenir e procurar resolver os problemas e conflitos com alunos, com bom senso e sem recurso à violência; f) Comunicar prontamente qualquer ocorrência anormal, em impresso próprio ao encarregado operacional; g) Assegurar o funcionamento do seu serviço, não o abandonando sem prévia autorização do seu superior hierárquico; h) Atender às solicitações dos professores e dos assistentes técnicos, no âmbito de tarefas de apoio e ao transporte do material solicitado; i) Elaborar, na primeira semana após receber o seu horário, um relatório completo sobre o estado em que se encontram as instalações que integram a sua zona de ação. Desse relatório devem constar: i) o número de salas e o tipo de material existente; ii) a relação de todo o material danificado, incluindo vidros partidos, caso os exista; iii) outras informações julgadas úteis; j) Comunicar as alterações verificadas ao encarregado operacional, sempre que a situação prevista no relatório se modifique; k) Marcar, em impresso próprio para o efeito, as faltas dos professores e entregar ao encarregado operacional para que este providencie a sua entrega a uma dos assistentes 119
121 técnicos da área de pessoal nos serviços de administração escolar; l) Não interromper a aula sem prévio consentimento do respetivo professor; m) Atender o público com solicitude e prontidão; n) Encaminhar os alunos, a quem foi dada ordem de saída da sala de aula pelo professor, para o gabinete de apoio ao aluno; o) Participar através do formulário eletrónico, ao GAA, qualquer caso de desobediência às ordens dadas ou de comportamento incorreto; p) Aceitar os cargos para que for eleito ou designado de acordo com o previsto neste regulamento e cumprir todos os demais deveres previstos na lei. CAPÍTULO IV ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO Artigo 234.º Designação de representantes 1. A representação dos pais e encarregados de educação faz-se: a) No conselho geral: em número de quatro, eleitos em assembleia-geral de pais e encarregados de educação do agrupamento sob proposta das respetivas associações de pais e encarregados de educação. b) Nos conselhos de turma, excetuando-se os casos em que aqueles se destinem à avaliação sumativa: em número de dois, eleitos em reunião de assembleia de pais e encarregados de educação de cada turma, convocada pelo diretor de turma no início do ano letivo. Artigo 235.º Mandato A representação, em qualquer um dos órgãos, tem a duração de um ano letivo. Artigo 236. Responsabilidade dos pais ou encarregados de educação 1. Aos pais ou encarregados de educação incumbe uma especial responsabilidade, inerente ao seu poder-dever de dirigirem a educação dos seus filhos e educandos no interesse destes e de promoverem ativamente o desenvolvimento físico, intelectual e cívico dos mesmos. 2. Nos termos da responsabilidade referida no número anterior, deve cada um dos pais ou 120
122 encarregados de educação, em especial: a) Acompanhar ativamente a vida escolar do seu educando; b) Promover a articulação entre a educação na família e o ensino na escola; c) Diligenciar para que o seu educando beneficie, efetivamente, dos seus direitos e cumpra rigorosamente os deveres que lhe incumbem, procedendo com correção no seu comportamento e empenho no processo de ensino; d) Contribuir para a criação e execução do projeto educativo e do regulamento interno da escola e participar na vida da escola; e) Cooperar com os professores no desempenho da sua missão pedagógica, em especial quando para tal forem solicitados, colaborando no processo de ensino dos seus educandos; f) Reconhecer e respeitar a autoridade dos professores no exercício da sua profissão e incutir nos seus filhos ou educandos o dever de respeito para com os professores, o pessoal não docente e os colegas da escola, contribuindo para a preservação da disciplina e harmonia da comunidade educativa; g) Contribuir para o correto apuramento dos factos em procedimento de índole disciplinar instaurado ao seu educando, participando nos atos e procedimentos para os quais for notificado e, sendo aplicada a este medida corretiva ou medida disciplinar sancionatória, diligenciar para que a mesma prossiga os objetivos de reforço da sua formação cívica, do desenvolvimento equilibrado da sua personalidade, da sua capacidade de se relacionar com os outros, da sua plena integração na comunidade educativa e do seu sentido de responsabilidade; h) Contribuir para a preservação da segurança e integridade física e psicológica de todos os que participam na vida da escola; i) Integrar ativamente a comunidade educativa no desempenho das demais responsabilidades desta, em especial informando-a e informando-se sobre todas as matérias relevantes no processo educativo dos seus educandos; j) Comparecer na escola sempre que tal se revele necessário ou quando para tal for solicitado; k) Conhecer o estatuto do aluno e ética escolar, bem como o regulamento interno da escola e subscrever declaração anual de aceitação do mesmo e de compromisso ativo quanto ao seu cumprimento integral; l) Indemnizar a escola relativamente a danos patrimoniais causados pelo seu educando; m) Manter constantemente atualizados os seus contactos telefónico, endereço postal e eletrónico, bem como os do seu educando, quando diferentes, informando a escola em caso de alteração. 3. Os pais ou encarregados de educação são responsáveis pelos deveres dos seus filhos e educandos, em especial quanto à assiduidade, pontualidade e disciplina. 121
123 Artigo 237. Incumprimento dos deveres por parte dos pais ou encarregados de educação O incumprimento por parte dos pais ou encarregados de educação, relativamente aos seus filhos ou educandos menores ou não emancipados, dos deveres previstos no artigo anterior, de forma consciente e reiterada, implica a respetiva responsabilização nos termos da lei, bem como as contra-ordenações daí decorrentes implica a responsabilização daqueles nos termos da lei. CAPÍTULO V AUTARQUIA Artigo 238.º Participação e cooperação A autarquia é um dos elementos da comunidade educativa com a qual a escola deve articular a sua política socioeducativa. 1. São formas de intervenção da autarquia, as seguintes: a) Participar no conselho geral; b) Articular a política socioeducativa com o agrupamento de escolas, no âmbito do conselho municipal da educação; c) Estabelecer protocolos de colaboração com o agrupamento de escolas que visem a concretização de objetivos em prol da comunidade educativa do município, nomeadamente, no âmbito do projeto educativo de escola e plano anual de atividades; d) Apoiar, quanto possível, a concretização de viagens de estudo, nomeadamente, no que respeita a transportes, no âmbito do "Regulamento de utilização dos transportes da câmara municipal"; e) Organizarem colaboração com o agrupamento, a rede de transportes escolares; f) Colaborar com o agrupamento de escolas na definição e divulgação da oferta educativa curricular; g) Promover a gestão partilhada de atribuições e competências entre o município e o agrupamento de escolas em matéria de pessoal não docente, ação social escolar, refeitórios escolares, transportes escolares, gestão do parque escolar do CEP e da DMCB, componente de apoio à família, atividades de enriquecimento curricular e orçamento próprio de funcionamento dos estabelecimentos de ensino e educação pré-escolar e do 1.º ciclo do 122
124 ensino básico. h) Dar apoio ao agrupamento, no âmbito da rede de bibliotecas escolares; i) Disponibilizar os recursos necessários para a manutenção, reparação e apetrechamento dos edifícios que compõem o agrupamento. 2. O agrupamento e a autarquia colaboram mutuamente, na medida do possível, para a concretização de iniciativas culturais, formativas, artísticas ou outras que se revelem de interesse para a comunidade. TÍTULO V AVALIAÇÃO SECÇÃO I AVALIAÇÃO DOS DISCENTES Artigo 239.º Avaliação da aprendizagem 1. Os critérios gerais de avaliação são divulgados, após a aprovação no conselho pedagógico, no início do ano letivo pelos diretores de turma/professores titulares. 2. Os critérios específicos serão divulgados, após a aprovação no conselho pedagógico, pelos professores das diferentes disciplinas/anos de escolaridade, que os deverão relembrar, sempre que necessário, aos alunos e encarregados de educação. 3. Deverão ser divulgados aos alunos os instrumentos de avaliação a aplicar ao longo do ano letivo e o seu peso na avaliação global da disciplina/anos escolaridade. 4. Os enunciados dos instrumentos de avaliação incluem a cotação das questões. 5. Nos testes de avaliação, para cada resposta do aluno deve ser indicada a cotação atribuída. 6. Em todos os instrumentos utilizados, o professor deverá explicitar os critérios de correção/classificação e prestar a informação que fundamente a classificação atribuída. 7. Os testes de avaliação devem ser marcados na agenda eletrónica da turma evitando-se sobreposições. 8. Todos os instrumentos de avaliação devem ser corrigidos e entregues aos alunos em tempo útil de realização da autoavaliação final de período. 123
125 SECÇÃO II AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO PESSOAL DOCENTE E NÃO DOCENTE Artigo 240.º Definição A calendarização da avaliação do desempenho do pessoal docente e não docente do agrupamento deve ser definida anualmente e integrar o plano anual de atividades. SECÇÃO III AUTOAVALIAÇÃO DO AGRUPAMENTO Artigo 241.º Definição A autoavaliação tem caráter obrigatório, desenvolve-se em permanência e a sua implementação visa dar continuidade a um processo de melhoria contínua que leve ao desenvolvimento de uma sustentada cultura de excelência. É um contributo para conquistar a autonomia, por via de um processo participado e partilhado. Artigo 242.º Competências 1. A equipa de autoavaliação do agrupamento tem como competência elaborar e desenvolver um plano de ação que permita analisar as seguintes áreas: a) Grau de concretização do projeto educativo e modo como se prepara e concretiza a educação, o ensino e as aprendizagens dos alunos, tendo em conta as suas características específicas; b) Nível de execução de atividades proporcionadoras de climas e ambientes educativos capazes de gerarem as condições afetivas e emocionais de vivência escolar propícia à interação, à integração social, às aprendizagens e ao desenvolvimento integral da personalidade dos alunos; c) Desempenho dos órgãos de administração e gestão do agrupamento, abrangendo o funcionamento das estruturas escolares de gestão e de orientação educativa, o 124
126 funcionamento administrativo, a gestão de recursos e a visão inerente à ação educativa, enquanto projeto e plano de atuação; d) Sucesso escolar, avaliado através da capacidade de promoção da frequência escolar e dos resultados do desenvolvimento das aprendizagens escolares dos alunos, em particular dos resultados identificados através dos regimes em vigor de avaliação das aprendizagens; e) Prática de uma cultura de colaboração entre os membros da comunidade educativa. 2. A equipa de autoavaliação elabora e apresenta ao diretor e à comunidade educativa relatórios intermédios e finais anuais de execução/desenvolvimento do projeto. Artigo 243.º Composição 1. A composição da equipa é da responsabilidade do diretor que designará os seus elementos de entre os professores a exercer funções no agrupamento. 2. A equipa contará com a colaboração de um consultor externo/amigo crítico que apoiará a execução/desenvolvimento do projeto. 3. A representação dos alunos e dos encarregados de educação na equipa far-se-á através de um elemento das suas organizações representativas associação de estudantes e associação de pais e encarregados de educação sempre que os assuntos a tratar o justifiquem. Artigo 244.º Mandato O mandato da equipa de autoavaliação tem a duração de dois anos letivos. Artigo 245.º Coordenação A coordenação da equipa da autoavaliação fica a cargo do diretor, podendo este delegar a coordenação no subdiretor ou num professor que integre a equipa. 125
127 TÍTULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS Artigo 246.º Alterações ao regulamento 1. O diretor, ouvido o conselho pedagógico, delega numa comissão designada por si, a competência de elaborar as alterações ao regulamento interno, devendo coligir todas as propostas apresentadas para o efeito. 2. A comissão aprecia as propostas apresentadas e elabora uma proposta única que contenha os pontos de maior relevo. 3. O conselho geral do agrupamento aprecia e aprova, a proposta elaborada pela comissão e apresentada pelo diretor. 4. O regulamento interno pode ser alterado pelo conselho geral durante o decurso do ano letivo, em situações excecionais devidamente justificadas. 5. O regulamento interno será alterado sempre que normativos legais o determine. Artigo 247.º Aplicação do regulamento 1. O presente regulamento interno entra em vigor no dia seguinte ao da sua aprovação, 21 de Março de 2013, após parecer favorável dos órgãos pedagógicos. 2. Compete ao diretor zelar pelocumprimento do regulamento interno, servindo-se par o efeito de todos mecanismos ao seu dispor. Artigo 248.º Publicitação do regulamento O regulamento interno é publicitado nos estabelecimentos de ensino que integram o agrupamento, em local visível e adequado, bem como na sua página eletrónica. Artigo 249.º Casos omissos Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos de acordo com a lei vigente e sem prejuízo de futuras revisões. 126
128 ANEXOS 127
129 Anexo I Organigramas ORGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO CONSELHO GERAL DIRETOR CONSELHO ADMINISTRATIVO CONSELHO PEDAGÓGICO COORDENAÇÃO DE ESTABELECIMENTO 128
130 ESTRUTURAS DE COORDENAÇÃO E SUPERVISÃO ESTRUTURAS DE COORDENAÇÃO E SUPERVISÃO ARTICULAÇÃO E GESTÃO CURRICULAR ORGANIZAÇÃO DAS ATIVIDADES DA TURMA OUTRAS ESTRUTURAS DE COORDENAÇÃO DEPARTAMENTO CURRICULAR GRUPO DE RECRUTAMENTO CONSELHO DE DOCENTES DE ANO PROFESSOR TITULAR DE TURMA CONSELHO DE TURMA DIRETOR DE TURMA COORDENAÇÃO DOS CURSOS QUALIFICANTES COORDENAÇÃO DO ENSINO NOTURNO COORDENAÇÃO DO GABINETE DE APOIO AO ALUNO COORDENAÇÃO DE PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO EDUCATIVO E CLUBES 129
131 COORDENAÇÃO DA DIREÇÃO DE TURMA CONSELHO DOS DIRETORES DE TURMA DO 2.º CICLO CONSELHO DOS DIRETORES DE TURMA DO 3.º CICLO CONSELHO DOS DIRETORES DE TURMA DO ENSINO SECUNDÁRIO E CEF ASSESSORIA DA COORDENAÇÃO DO 2º CICLO ASSESSORIA DA COORDENAÇÃO PARA O 3º CICLO ASSESSORIA / CONSELHO DE DIRETORES DE TURMA DO 10.º ANO ASSESSORIA / CONSELHO DE DIRETORES DE TURMA DO 11.º ANO ASSESSORIA / CONSELHO DE DIRETORES DE TURMA DO 12.º ANO 130
132 COORDENAÇÃO DOS CURSOS QUALIFICANTES (DIREÇÃO DE CURSO E DIREÇÃO DE TURMA) DIRETOR DO CUSO X DIRETOR DO CURSO Y DIRETOR DO CURSO Z DIRETORES DE TURMA DIRETORES DE TURMA DIRETORES DE TURMA 131
133 Anexo II PERMUTA, ANTECIPAÇÃO OU REPOSIÇÃO DE AULA Procedimentos relacionados com o pedido de autorização para alteração esporádica do horário semanal permutas, antecipações ou reposições. 1. Permuta a) O professor que prevê faltar pode efetuar permuta com um professor da mesma turma ou da mesma área disciplinar. Nesse caso o professor não terá falta; b) Deve ser preenchido o respetivo formulário eletrónico, disponível na página do agrupamento, por cada um dos professores envolvidos, com uma antecedência mínima de dois dias úteis, para que seja concedida a respetiva autorização e alterados os respetivos horários na plataforma de sumários; c) Desta situação não poderá resultar, obviamente, prejuízo em número de aulas para os alunos nem desrespeito pelos tempos marcados no horário da turma. d) Os professores deverão informar os alunos com antecedência, para que estes tragam o material didático necessário. e) O sumário da lição será assinado pelo professor que leciona a aula que sumariará a matéria efetivamente lecionada e numerará a lição sequencialmente relativamente à sua disciplina. Antecipação ou reposição de aula ou de outra atividade 1. O professor que prevê faltar pode efetuar, em situações justificáveis, antecipação ou reposição de aula/atividade. 2. Deve ser preenchido o respetivo formulário eletrónico, disponível na página do agrupamento, com indicação da data/hora prevista para a aula/atividade e aquelas em que ela se vai efetuar realmente, com uma antecedência mínima de dois dias úteis, para que seja concedida a respetiva autorização e alterado o horário na plataforma de sumários; 3. Os professores deverão informar os alunos e encarregados de educação com antecedência, para que estes possam fazer a gestão do seu tempo e do material didático a transportar, observando, sempre, o limite máximo diário de blocos letivos. 4. Nestas condições não haverá lugar à marcação de falta ao docente. 5. O sumário da aula deve ser preenchido aquando da lecionação da aula devendo esta ser numerada sequencialmente relativamente à última aula lecionada. 132
134 Anexo III REGULAMENTO DOS CURSOS PROFISSIONAIS O presente regulamento define a organização, desenvolvimento e acompanhamento dos cursos profissionais. Os cursos profissionais de nível secundário constituem uma modalidade de educação de nível secundário, com uma forte ligação ao mundo do trabalho. Visam o desenvolvimento de competências para o exercício de uma profissão, possibilitam o acesso a formação pós-secundária ou ao ensino superior, e assumem uma estrutura curricular modular. CAPÍTULO I Organização do processo de ensino/aprendizagem Artigo 1.º Organização curricular 1. Os planos curriculares que estruturam os cursos profissionais desenvolvem-se segundo uma estrutura modular, ao longo de três anos letivos, e compreendem três componentes de formação: sociocultural, científica e técnica. Incluem uma formação em contexto de trabalho, adiante designada por FCT e uma prova de aptidão profissional, adiante designada por PAP. 2. Os referenciais de formação e os programas das disciplinas aprovados pelo Ministério da Educação encontram-se publicitados nos seus sítios oficiais. 3. O agrupamento, ouvido o Conselho Pedagógico, dentro da autonomia pedagógica, tem autonomia para adaptar os programas das diferentes disciplinas. Artigo 2.º Condições de admissão 1. Os candidatos deverão formalizar o seu interesse nos cursos, entre os meses de maio a junho (datas que serão afixadas, anualmente), através de preenchimento de um boletim de préinscrição. 2. Preferencialmente, os candidatos deverão ser submetidos a uma entrevista dirigida pelo diretor de curso (adiante designado por DC) o qual fará a seleção baseada nos critérios que a seguir se apresentam. 133
135 2.1. Pré seleção: a) possuir como habilitação mínima o 9º ano de escolaridade ou equivalente; b) ter sido encaminhado pelo Serviço de Psicologia e Orientação (SPO); c) demonstrar ter o perfil adequado à frequência do curso pretendido Seriação (a aplicar no caso do número de candidatos ser superior ao número de vagas do curso), a qual será efetuada de acordo com o melhor desempenho nos itens seguintes, considerados na ordem apresentada: a) rendimento escolar; b) ausência de incidentes/procedimentos disciplinares; c) relatório dos serviços de psicologia e orientação escolar; d) resultado da entrevista. 3. Os alunos que se inscrevem nos cursos profissionais dentro dos prazos legais estabelecidos para o efeito, por reorientação do seu percurso escolar, deverão ser sujeitos a planos de recuperação, da assiduidade e/ou das aprendizagens para colmatar a diferença entre aulas assistidas no percurso de origem e o número de horas lecionadas no curso profissional em que foi integrado e realizar as atividades constantes nos instrumentos propostos para a certificação das aprendizagens dos diferentes módulos O plano de recuperação atrás referido é da responsabilidade do professor titular da disciplina, ainda que para efeitos de implementação do plano do aluno possa ser apoiado por outro docente. Artigo 3.º Avaliação 1. A avaliação incide: a) Sobre as aprendizagens previstas no programa das disciplinas de todas as componentes de formação, na FCT e na PAP. b) Sobre as competências identificadas no perfil de desempenho à saída do curso. 2. A avaliação assume caráter diagnóstico, formativo e sumativo. Artigo 4.º Avaliação formativa A avaliação formativa é contínua e sistemática e tem função diagnóstica, permitindo ao professor, ao aluno e ao encarregado de educação obter informações sobre o desenvolvimento das aprendizagens, com vista à definição e ao ajustamento de processos e estratégias. 134
136 Artigo 5.º Avaliação sumativa 1. A avaliação sumativa tem como principais funções a classificação e a certificação, traduzindo-se na formulação de um juízo globalizante sobre as aprendizagens realizadas e as competências adquiridas pelos alunos. 2. A avaliação sumativa ocorre no final de cada módulo, com a intervenção do professor e do aluno, e, após a conclusão do conjunto dos módulos de cada disciplina, em reunião do conselho de turma; incide ainda sobre a FCT e integra, no final do 3.º ano do ciclo de formação, uma PAP. 3. A avaliação sumativa expressa-se na escala de 0 a 20 valores e, atendendo à lógica modular, a notação formal de cada módulo, a publicar em pauta, só terá lugar quando o aluno atingir a classificação mínima de 10 valores, isto é, a classificação inferior a dez não é publicitada. 4. As pautas de avaliação modular são: a) Divulgadas aos alunos que as rubricam; b) Entregues, pelo professor da disciplina, ao diretor de turma (adiante designado por DT) que deve colocar uma cópia num dossiê na sala de diretores de turma disponível para consulta dos alunos/encarregados de educação e outra no dossiê pedagógico. 5. As classificações dos alunos, por módulo, são lançadas no sistema informático pelo professor da disciplina e ratificadas em reunião de conselho de turma de final de período. 6. Nas reuniões de avaliação do 3º período, devem imprimir-se os termos e assinar-se as classificações dos módulos realizados com aproveitamento. 7. A pauta que resulta da reunião de avaliação, onde constam todas as classificações dos módulos é entregue pelo DT ao diretor para ratificação e afixação. 8. No terceiro ano do ciclo de formação, devem os termos ser assinados na reunião de conselho de turma do 2º período. 9. Os termos serão assinados por três professores: professor da disciplina, DT e o DC. Artigo 6.º Avaliação extraordinária / exames 1. Os alunos que não obtiverem aprovação em determinados módulos durante a frequência, caso cumpram os requisitos de assiduidade, podem recorrer aos mecanismos seguintes para a sua conclusão: a) prova de recuperação a requerer pelo aluno até ao quinto dia útil após publicitação da pauta do módulo em causa; b) apoio à conclusão de módulos em articulação com o diretor de curso e deste com o gabinete de apoio ao aluno, apoios educativos, no contexto dos recursos humanos 135
137 disponíveis, o aluno requer apoio educativo para a conclusão do módulo, propondo-se à aplicação de instrumento para certificação das aprendizagens logo que o docente responsável pelo apoio considere que desenvolveu potencial para o efeito; c) exame o aluno requer a realização de exame no módulo, sendo que as épocas de exame se concretizam em dois momentos distintos, um durante o mês de fevereiro e outro no final do ano letivo, sendo precedidos de um período específico de inscrição (semana anterior à interrupção e primeira semana de interrupção) e, sempre que possível, de um período específico de sessões de apoio a exame (do início do período ou do final do período de inscrição até à realização do exame). 2. Os alunos podem inscrever-se até o número máximo de 4 exames em cada uma das épocas a que se refere a alínea c) do número anterior. 3. O recurso aos mecanismos estabelecidos nas alíneas b) e c) está condicionado ao pagamento de um montante fixado anualmente em Conselho Administrativo. O repetido recurso aos mecanismos referidos para a conclusão dos mesmos módulos implica o pagamento de uma propina igual ao número de inscrições realizadas em cada módulo vezes o montante base até ao limite máximo de 15 por exame. Os alunos beneficiários de ASE terão apenas subsidiada a primeira inscrição. 4. Os professores que no ano letivo anterior tenham tido alunos que não concluíram todos os módulos, têm que entregar ao diretor da escola os respetivos exames. 5. Se os professores não tiverem ficado colocados na Escola, devem os colegas de grupo recrutamento assegurar a correção dos exames. 6. Em local próprio são afixados as datas das provas e os alunos que estão inscritos nesses exames. Artigo 7º Alunos sujeitos ao processo de reorientação Quando um aluno é integrado nos Cursos Profissionais e os módulos de algumas disciplinas já tenham sido concluídos, o aluno tem direito a requerer um Plano de Recuperação e a marcação de uma avaliação extraordinária, a esse(s) módulo(s). Artigo 8.º Regime de Precedências 1. Salvaguardando-se o respeito pelas precedências definidas nas orientações gerais de cada programa, é permitido que o aluno frequente módulos mais avançados sem a conclusão dos módulos anteriores. 136
138 2. Quando o aluno obtiver avaliação positiva num módulo que seja objeto da precedência curricular referida anteriormente (tendo o anterior por concluir) a avaliação desse módulo ficará congelada durante o ano letivo em que ocorrer a situação, até à conclusão do módulo anterior. 3. Caso não se verifique a conclusão do módulo em falta, a avaliação do módulo seguinte não será lançada no livro de termos e este não ficará concluído. Artigo 9.º Condições de progressão 1. Atendendo à lógica modular dos cursos profissionais, não há lugar à retenção ou transição de ano, mas sim à progressão para o módulo seguinte, sempre que o aluno conclui com aprovação o módulo em que se encontra. 2. Terminado o ano do ciclo de formação o aluno deve continuar a formação para o ano seguinte, de forma a dar continuidade aos módulos já concluídos. 3. Quando o aluno apresenta um atraso significativo numa disciplina (1/3 dos módulos por concluir para essa disciplina), deverá, se possível, ser acompanhado em aulas de apoio ao longo do ano letivo, de modo a poder concluir com aprovação os respetivos módulos em atraso. 4. Se o atraso significativo for em mais de três disciplinas o aluno é considerado um aluno com um atraso significativo no curso, pelo que deve reiniciar o respetivo ano do ciclo de formação. 5. Quando o aluno terminou o triénio e não concluiu o curso profissional, pode recuperar os módulos em atraso através da frequência desses módulos noutras turmas, no ano letivo seguinte. Artigo 10º Aulas de Apoio 1. As aulas de apoio destinam-se aos alunos que: a) Revelam dificuldades nas competências a desenvolver em cada um dos módulos; b) Apresentam atraso significativo na conclusão dos módulos numa disciplina ou no curso. 2. Estas aulas de apoio podem ser asseguradas para o estipulado na alínea a) pelo professor da disciplina, desde que exista essa possibilidade. 3. Caso os módulos das disciplinas em falta já não façam parte da oferta formativa na escola, o aluno terá que inscrever-se para exames de modo a poder concluir os módulos em atraso, podendo ainda ser facultado um plano de recuperação/apoio ao aluno nessas disciplinas. 137
139 Artigo 11.º Assiduidade 1. No cumprimento do plano de estudos, para efeitos de conclusão do curso com aproveitamento devem estar reunidos, cumulativamente, os seguintes requisitos: a) A assiduidade do aluno não pode ser inferior a 90% da carga horária de cada módulo de cada disciplina; b) A assiduidade do aluno na FCT não pode ser inferior a 95% da carga horária prevista. 2. Para os efeitos previstos no número anterior, o resultado da aplicação de qualquer das percentagens nele estabelecidas é arredondada pro defeito, à unidade imediatamente anterior, para o cálculo da assiduidade, e por excesso, à unidade imediatamente seguinte, para determinar o limite de faltas permitido aos alunos. 3. Para efeitos de contabilização, registo ou justificação das faltas será considerado o segmento letivo de 45 minutos. 4. Os motivos que os alunos podem indicar para justificar as suas faltas são os descritos no seu estatuto. 5. Quando o aluno não comparece à aula por se encontrar em atividade oficial da escola a falta deve ser justificada como serviço oficial o que implica em termos práticos que não tem qualquer efeito e como tal deve ser retirada, não havendo lugar à reposição da aula. Artigo 12.º Efeitos da ultrapassagem do limite de faltas 1. Quando a falta de assiduidade do aluno for devidamente justificada, nos termos da legislação aplicável, as escolas devem assegurar: a) No âmbito das disciplinas do curso: i. O prolongamento das atividades até cumprimento do n.º total de horas estabelecidos; ii. O desenvolvimento de mecanismos de recuperação, tendo em vista o cumprimento dos objetivos da aprendizagem; b) No âmbito da FCT, o seu prolongamento a fim de permitir o cumprimento do número de horas estabelecido. 2. Estas medidas devem incidir, de preferência, sobre as aprendizagens em que o aluno não esteve presente e sem prejuízo das atividades letivas a decorrer conforme o plano de formação do curso. 3. O disposto no número 1 deste artigo não prejudica, no caso das faltas injustificadas, a aplicação de outras medidas previstas na lei. 4. Para as faltas injustificadas, os alunos realizam atividades de recuperação das aprendizagens, 138
140 definidas pelos professores das disciplinas em que foi ultrapassado o limite de faltas, com a supervisão do DT e/ou um Plano de Recuperação de Assiduidade (PRA) sob a forma de medida corretiva. 5. O PRA para as faltas injustificadas, só ocorre uma vez em cada ano escolar. A sua concretização traduz-se pela realização da atividade proposta pelo professor em cada módulo/disciplina em que se verifique a situação, de acordo com o modelo de controlo de assiduidade em vigor. O número limite de atividades em cada PRA, a realizar por ano letivo, é de três, sendo este controlo realizado pelo Diretor de Turma. Não haverá recuperação de assiduidade a um módulo/disciplina enquanto atividades de recuperação anteriormente propostas não tiverem sido cumpridas. 6. No que diz respeito ao efeito do incumprimento reiterado do dever de assiduidade ou à ineficácia das medidas anteriormente previstas, determina a exclusão dos módulos das disciplinas no momento em que se verifica o excesso de faltas. Artigo 13.º Reposição de aulas 1. Face à exigência de lecionação da totalidade e das horas previstas para cada disciplina, de forma a assegurar a certificação, torna-se necessária a reposição das aulas não lecionadas que pode ocorrer semanalmente em tempos acrescidos ao horário letivo normal ou em períodos de interrupção letiva. 2. A frequência destas aulas é obrigatória à semelhança das aulas normais. Artigo 14.º Conclusão e certificação 1. A conclusão com aproveitamento de um curso profissional obtém-se pela aprovação em todas as disciplinas do curso, na FCT e na PAP. 2. A obtenção do diploma de qualificação profissional e académica concretiza-se após conclusão do plano curricular, da PAP e da FCT. 3. A classificação final de cada disciplina obtém-se pela média aritmética simples, arredondada às unidades, das classificações obtidas em cada módulo. 4. A classificação final do curso obtém-se mediante a aplicação da seguinte fórmula: CF= [2MCD+(0,3FCT+0,7PAP )]/3, sendo: CF = classificação final do curso, arredondada às unidades; MCD = média aritmética simples das classificações finais de todas as disciplinas que integram o plano de estudos do curso, arredondada às décimas; 139
141 FCT = classificação da FCT, arredondada às décimas; PAP = classificação da PAP, arredondada às décimas. 5. A certificação para conclusão do curso não necessita, em caso algum, da realização de exames nacionais. 6. Os alunos que pretendam prosseguir estudos no ensino superior deverão cumprir os requisitos que forem estabelecidos na legislação em vigor na altura da candidatura. Artigo 15.º Visitas de estudo e atividades fora do recinto escolar 1. A atividade fora do recinto escolar só poderá ser realizada se houver concordância na troca de aula por parte dos professores afetados pela mesma. 2. As visitas de estudo serão realizadas, preferencialmente, nos dias em que existe um maior número de aulas da disciplina do professor proponente da visita. 3. A contabilização das horas efetivas da visita far-se-á de acordo com os tempos estabelecidos. 4. Todas as aulas do horário que não possam ser lecionadas, por ausência dos alunos que se encontram em visita de estudo, serão respostas pelos professores em causa, tendo em conta, a planificação prévia estabelecida em conselho de turma. Pelo que, sempre que se planeie uma visita de estudo ou atividade fora do recinto escolar, esta deve contemplar, paralelamente, a recuperação das aulas, preferencialmente, sob a forma de troca, por parte dos professores não envolvidos diretamente na respetiva visita. 5. No caso de faltas do professor, a outra (s) turma (s) dos cursos profissionais não envolvidas na visita de estudo, deverá o docente proceder à sua compensação, de acordo com o estipulado por lei, tendo previamente estabelecido os respetivos contactos, no sentido da troca da aula da sua disciplina ou da substituição da sua disciplina (desde que com plano de aula), de modo a garantir a plena ocupação letiva dos alunos. 6. Para os alunos que não participam na visita de estudo ou atividade fora do recinto escolar deve ser deixado um plano de atividade correspondente aos objetivos da atividade/competências a adquirir pelos alunos na referida atividade. 7. Caso o aluno não realize o plano ser-lhe-ão marcadas as faltas correspondentes. 8. A realização dos planos é feita em sala de aula, sob vigilância dos professores substitutos. 9. A contabilização das horas efetivas das visitas de estudo e das atividades fora do recinto escolar convertem-se em tempos letivos, de acordo com os blocos previstos efetivamente para a sua duração. Naturalmente, nesta contabilização não entram os períodos de deslocação. 140
142 CAPÍTULO II Regulamento específico da Formação em contexto de trabalho Artigo 16.º Âmbito e definição 1. A formação em contexto de trabalho (FCT) é um domínio de formação onde o aluno irá aplicar, adquirir e desenvolver competências relevantes para o perfil de desempenho à saída do curso. 2. A FCT realiza-se em posto de trabalho em empresas, instituições ou noutras organizações, sob a forma de experiências de trabalho por períodos de duração variável ao longo da formação, ou sob a forma de Plano Individual da FCT, adiante designado por PIFCT, em etapas intermédias ou na fase final do curso. 3. A FCT tem a duração estabelecida na lei em vigor, decorrendo nos 11º e 12º anos, preferencialmente no 3.º Período e até final de junho, em que o(s) aluno(s) formando(s) cumpre(m) normalmente na entidade enquadradora da FCT, o seu horário semanal de 35 horas (5 dias 7 h = 35 h). Artigo 17.º Organização e desenvolvimento 1. A organização e o desenvolvimento da FCT obedecem a um plano, elaborado com a participação das partes envolvidas e realiza-se sob a forma de experiências de trabalho ao longo da formação, ou sob a forma de FCT, em etapas intermédias, ou na fase final do curso. 2. A FCT formaliza-se com a celebração de um protocolo de formação entre a escola, a entidade de FCT e o aluno formando. 3. No caso de o aluno ser menor de idade, o Protocolo será igualmente subscrito pelo encarregado de educação. 4. Os locais de realização da FCT deverão, prioritariamente, sempre que possível, situar-se na área de enquadramento da escola. 5. Os alunos estão abrangidos por um seguro que garante a cobertura dos riscos das deslocações a que estiverem obrigados, bem como das atividades a desenvolver. 6. A distribuição dos alunos formandos pelas várias entidades em que se realiza a FCT é da competência do diretor, de acordo com a proposta elaborada em conjunto entre o DC e o professor orientador. 7. A preferência do aluno formando em relação ao local da FCT será atendida sempre que possível. 141
143 8. Após a distribuição dos alunos pelas entidades da FCT, o DC deve promover uma reunião, a realizar ou na entidade em causa ou na escola, envolvendo o professor orientador da FCT, o aluno formando e o tutor da entidade da FCT. Esta reunião terá como objetivo a conclusão da redação do Plano Individual da FCT. Artigo 18.º Parcerias e protocolos de cooperação 1. Para garantir o bom funcionamento dos cursos é imprescindível o estabelecimento de parcerias e protocolos de colaboração com entidades dos setores empresarial, económico, cultural e artístico. 2. O âmbito e duração das parcerias/protocolos é definido caso a caso e tem em conta as áreas de atividade e objetivos a atingir. 3. As propostas de Protocolo dirigidas às diferentes entidades são da competência do diretor do agrupamento, sob proposta dos diretores de curso. 4. O Protocolo inclui as responsabilidades das partes envolvidas e as normas de funcionamento da FCT. 5. O Protocolo celebrado obedecerá às disposições previstas na lei e no presente regulamento, sem prejuízo da sua diversificação, decorrente da especificidade do curso e das características próprias da entidade de acolhimento. 6. O Protocolo é assinado em duplicado pelas duas entidades, sendo facultado ao aluno formando uma cópia do mesmo. Estes exemplares destinam-se à entidade da FCT e ao agrupamento. 7. O Protocolo não gera nem titula relações de trabalho subordinado e caduca com a conclusão da formação. Artigo 19.º Plano Individual da FCT 1. O Plano Individual da FCT (PIFCT) é elaborado pelo aluno formando, com a colaboração do professor orientador e do monitor da entidade da FCT. 2. O PIFCT identifica: a) Os objetivos específicos decorrentes da saída profissional visada e das características da entidade da FCT. b) Os conteúdos a abordar. c) A programação das atividades. d) O período ou períodos em que a FCT se realiza, fixando o respetivo calendário. e) O horário a cumprir pelo aluno formando. 142
144 f) O local ou locais de realização. g) As formas de acompanhament0o e de avaliação. 3. O PIFCT deverá ser homologado pelo DC, até quinze dias após o início da FCT. Artigo 20.º Condições de admissão à FCT Os alunos para poderem realizar a FCT têm de merecer parecer favorável do conselho de turma que analisa se reúnem as condições para admissão à FCT, atendendo aos seguintes critérios: a) Assiduidade; b) Qualidade das aprendizagens; c) Comportamento; d) Existência de situações de indisciplina; e) Número de módulos concluídos nas disciplinas de formação técnica. Artigo 21.º Avaliação do aluno formando na FCT 1. A avaliação da FCT será feita tendo em conta a ficha de avaliação preenchida conjuntamente pelo professor orientador da FCT e pelo monitor da FCT, sendo apreciada e discutida com o aluno formando, classificando-se o aproveitamento do aluno formando, sendo posteriormente assinada por estes intervenientes, sendo ratificada pelo DC. 2. A avaliação basear-se-á nas observações efetuadas pelo professor orientador da FCT e pelo monitor da FCT no decorrer da FCT, nos elementos anotados na grelha de avaliação fornecida pelo agrupamento de escolas e na discussão da mesma com o aluno formando. 3. O aluno formando está obrigado a elaborar o seu relatório da FCT, onde descreve as atividades desenvolvidas no período da FCT e a sua conclusão. 4. A classificação da FCT, resultante da avaliação dos alunos formandos é da responsabilidade do professor orientador, sendo estabelecida, em termos de aproveitamento, de acordo com o estabelecido na lei. 5. Os parâmetros e critérios de avaliação da ficha de avaliação são aprovados pelo Conselho Pedagógico anualmente. 143
145 CAPÍTULO III Regulamento específico da Prova de Aptidão Profissional (PAP) Artigo 22.º Disposições gerais 1. A PAP consiste na apresentação e defesa, perante um júri, de um projeto consubstanciado num produto, material ou intelectual, numa intervenção ou numa atuação, consoante a natureza dos cursos, bem como do respetivo relatório final de realização e apresentação crítica, demonstrativo de saberes e competências profissionais, adquiridos ao longo da formação e estruturante do futuro profissional do jovem. 2. O projeto centra-se em temas e problemas perspetivados e desenvolvidos pelo aluno em estreita ligação com os contextos de trabalho e realiza-se sob a orientação e acompanhamento do professor orientador e com a supervisão do diretor de curso. 3. Tendo em conta a natureza do projeto poderá o mesmo ser desenvolvido em equipa, desde que, em todas as suas fases e momentos de concretização, seja visível e avaliável a contribuição individual e específica de cada um dos membros da equipa. 4. A concretização do projeto compreende três momentos: conceção do projeto, desenvolvimento do projeto devidamente faseado, autoavaliação e elaboração do relatório final. 5. O relatório final pode integrar, nomeadamente: a fundamentação da escolha do projeto as realizações e os documentos ilustrativos da concretização do projeto, a análise crítica global da sua execução, os anexos, designadamente os registos de autoavaliação das diferentes fases do projeto e das avaliações intermédias do(s) professor(es) orientador(es). 6. Os projetos realizados pelos alunos ficam arquivados na Escola. Artigo 23.º Condições de Admissão à PAP 1. Os alunos só poderão apresentar a PAP quando tiverem até quatro módulos do curso por concluir, excetuando-se para este efeito módulos da componente de formação técnica. 2. A realização da nova PAP deverá, preferencialmente, decorrer até ao final do primeiro período do ano letivo subsequente. 3. Os procedimentos para a realização da nova PAP, nos termos do ponto anterior, serão da responsabilidade do DC do aluno em causa, ainda que já não esteja a desempenhar essa função nesse ano letivo. 144
146 Artigo 24.º Organização 1. A defesa da PAP tem a duração mínima de vinte minutos e máxima de quarenta e cinco minutos e realiza-se de acordo com calendário a definir pela escola, após a realização da FCT. 2. O aluno deve entregar os elementos a defender na PAP (e respetivo relatório) ao professor orientador, 10 dias úteis antes da sua realização. 3. O professor orientador apresenta os elementos referidos no número anterior aos restantes elementos do júri, 8 dias antes da realização da prova. 4. O aluno que, por razão justificada, não compareça à PAP deve apresentar, no prazo de dois dias úteis a contar da data da realização da prova, a respetiva justificação ao diretor. 5. No caso de ser aceite a justificação, o diretor marca a data da realização da nova prova. 6. A não justificação ou a injustificação da falta à primeira prova, bem como a falta à nova prova, determina sempre a impossibilidade de realizar a PAP nesse ano escolar. 7. O aluno que não foi considerado aprovado pelo júri poderá realizar nova PAP, no mesmo ano escolar, em data a definir pelo diretor, apenas quando se encontre em condições de concluir o curso profissional. A falta de aproveitamento na nova prova determina a impossibilidade de realizar a PAP nesse ano escolar. 8. A classificação da PAP não pode ser objeto de pedido de reapreciação. Artigo 25.º Competências e atribuições Sem prejuízo de outras competências previstas na lei, ao DC compete: a) Apresentar ao Coordenador dos Cursos Profissionalizantes, para aprovação do conselho pedagógico, os critérios de avaliação da PAP, depois de ouvidos os professores das disciplinas técnicas do curso e respetivos departamentos curriculares. b) Assegurar, em articulação com o diretor, os procedimentos necessários à realização da prova, nomeadamente a calendarização e a constituição do júri de avaliação. Artigo 26.º Composição do júri 1. O júri de avaliação da PAP é designado pelo diretor do agrupamento de escolas e tem a seguinte composição: a) O diretor do agrupamento, que preside; b) O coordenador dos cursos profissionalizantes; c) O diretor de curso (DC); 145
147 d) O diretor de turma (DT); e) Um professor orientador do projeto; f) Um representante das associações empresariais ou das empresas de setores afins do curso; g) Uma personalidade de reconhecido mérito na área da formação profissional ou dos setores de atividade afins ao curso. 2. O júri de avaliação para deliberar necessita da presença de, pelo menos, três elementos, estando entre eles, preferencialmente, um ou dois elementos a que se referem as alíneas c) e e), e f) do número anterior. 3. Em caso de impossibilidade do diretor presidir, será presidente do Júri o diretor de curso (DC). a) Em caso da impossibilidade da presença de um dos elementos referidos nas alíneas f) e g) este poderá ser substituído por um professor da componente técnica do curso profissional. 4. Em caso de empate nas votações, o presidente do júri tem voto de qualidade. Artigo 27.º Avaliação da PAP 1. A avaliação da PAP resulta da avaliação do desenvolvimento do projeto, do relatório e da defesa do projeto. 2. A avaliação do desenvolvimento do projeto é da responsabilidade do orientador da PAP e ratificada pelo DC. 3. A avaliação do relatório é da responsabilidade do orientador da PAP e ratificada pelo DC. 4. A avaliação da defesa do projeto é da responsabilidade do júri da PAP. 5. Os critérios e parâmetros de avaliação da PAP são aprovados em Conselho Pedagógico anualmente. Artigo 28.º Fraude na PAP 1. Considera-se por fraude, os seguintes casos: a) O aluno(a) plagiar o trabalho (projeto) realizado por outro(a) aluno(a) do mesmo Curso Profissional, em anos letivos anteriores. b) O aluno(a) plagiar trabalhos semelhantes ao projeto realizados por outras pessoas e publicados na internet (ou outros), relativos a temas com os mesmos conteúdos/itens do projeto, em áreas abrangidas pelo curso profissional. 2. Nos casos de fraude devidamente comprovada do aluno na PAP, o aluno tem um prazo de uma semana para apresentar o novo projeto (ou o seu projeto reformulado por sugestão do Júri) e o respetivo relatório. 146
148 Anexo IV REGULAMENTO GABINETE DE APOIO AO ALUNO SECÇÃO I GESTÃO DE CONFLITOS ESPAA Artigo 1.º Enquadramento A secção de Gestão de Conflitos tem como objetivo central da sua atividade diminuir objetivamente a incidência de comportamentos incorretos por parte dos alunos dentro e fora da sala de aula. Para alcançar este objetivo geral, deverá a comunidade educativa ter a perceção clara de que todos os comportamentos pouco cívicos e que prejudiquem a concretização de um serviço educativo de excelência, quer no domínio do ensino e das aprendizagens, quer no domínio do desenvolvimento da cidadania, terão uma observação permanente e uma ação consequente adequada a cada situação. Artigo 2.º Competências Compete à secção de Gestão de Conflitos: a) Prevenir situações de indisciplina. b) Responsabilizar todos os elementos da comunidade educativa na construção de um ambiente propício ao sucesso nas aprendizagens. c) Promover uma cultura cívica de rigor, exigência e excelência na comunidade educativa. Artigo 3.º Coordenação 1. O coordenador da equipa de Gestão de Conflitos tem como principais responsabilidades: a) Garantir a operacionalização dos meios de registo que servem de suporte à ação da sua secção; b) Gerir a informação registada e desenvolver as ações previstas para a consecução dos objetivos da secção: i. partilhar toda a informação relevante à ação do diretor de turma, professor participante e direção; ii. propor e orientar o acompanhamento preventivo dos alunos com participações disciplinares; 147
149 iii. propor alunos para ação tutorial; iv. propor à direção a aplicação de medidas corretivas ou a instauração de procedimento disciplinar nos casos em que considerar que estas salvaguardam o interesse do aluno e/ou da comunidade educativa; v. partilhar com o coordenador do GAA e com a equipa de coordenação toda a informação relevante para a realização dos objetivos gerais do GAA. Artigo 4.º Funcionamento 1. Sempre que um aluno receba ordem de saída da sala de aula, o professor deverá encaminhá-lo imediatamente para o GAA. 2. Se o professor não encontrar um assistente operacional que acompanhe o aluno, deverá ordenar que este se dirija à sala do GAA, alertando-o para o facto de que a sua falta de comparência no mesmo irá constituir uma agravante à sua situação disciplinar. 3. No final da aula, o professor deverá contactar o GAA para saber se o aluno foi efetivamente ouvido. 4. Qualquer ordem de saída de sala de aula, quer seja temporária, quer seja permanente, implicará sempre a elaboração da respetiva participação disciplinar. 5. A ordem de saída da sala de aula é da exclusiva responsabilidade do professor e implica a marcação de falta injustificada ao aluno. Isto é válido para os demais espaços escolares onde o professor desenvolva a sua atividade didática. 6. Todas as participações disciplinares deverão ser elaboradas em suporte informático criado para o efeito, num prazo máximo de 48 horas. 7. No âmbito do cumprimento das tarefas destinadas aos professores que compõem a equipa de gestão de conflitos do GAA, estes deverão realizar as seguintes ações: i. Receber o aluno que se dirige ao GAA e solicitar-lhe o preenchimento do impresso criado para o efeito. Depois de preenchido na totalidade, este impresso deverá ser arquivado no dossiê próprio para o efeito. Este dossiê está organizado por anos e respetivas turmas. ii. Caso entenda pertinente, o professor da equipa de gestão de conflitos pode ter uma conversa com o aluno no sentido de mediar o conflito, alertando-o para as consequências do não-cumprimento dos seus deveres constantes no estatuto do aluno, procurando, assim, evitar outros comportamentos futuros de indisciplina. iii. O aluno a quem foi dada a ordem de saída de sala de aula permanente, e que é recebido no GAA, pode trazer consigo tarefas/atividades propostas pelo professor da disciplina. Neste caso, o professor da equipa de gestão de conflitos deverá reiterar perante o aluno a importância formativa da realização das mesmas. 148
150 iv. O professor de equipa de Gestão de Conflitos deverá registar a receção efetuada no GAA em suporte informático criado para o efeito. v. No caso dos alunos a quem foi dada a ordem de saída de sala de aula temporária, o professor da equipa de gestão de conflitos deverá desencadear os procedimentos i.; ii. e iv. e reencaminhará o aluno para a sala de aula. O GAA deverá ter outras valências que não somente a gestão de conflitos. Assim, os alunos poderão dirigir-se ao GAA para pedir informações sobre a oferta formativa da escola; sobre as condições de transição de ano; sobre exames; informações sobre como adquirir manuais escolares usados ou outras de interesse escolar do aluno. Nestes casos, o professor da equipa de gestão de conflitos recolhe a identificação do aluno e regista as solicitações ou dúvidas do mesmo. Deverá enviar estas solicitações ou dúvidas para o oficial do GAA. SECÇÃO II APOIOS EDUCATIVOS ESPAA Artigo 5.º Enquadramento 1. Uma estrutura gestora de apoios educativos deverá ser uma estrutura suficientemente flexível para se adaptar à dimensão e à natureza das necessidades identificadas na comunidade educativa. Assim, o apoio educativo deverá ser diferenciado, pois os alunos, considerados individualmente ou em grupo, têm necessidades educativas diferentes, motivações diferentes, objetivos diferentes e potencialidades diferentes. 2. A operacionalização dos apoios educativos deverá ter por princípio a iniciativa dos conselhos de turma, dos professores, dos alunos e dos encarregados de educação, e deverão comprometer todos os que nele participam. Artigo 6.º Competências Apoiar alunos com dificuldades e/ou necessidades específicas bem como os que pretendem atingir níveis de desempenho de excelência. 149
151 Artigo 7.º Coordenação 1. O coordenador da equipa de Apoios Educativos tem como principais responsabilidades: a) Garantir a operacionalização dos meios de registo que servem de suporte à ação da sua secção; b) Gerir a informação registada e desenvolver as ações previstas para a consecução dos objetivos da secção: i. partilhar toda a informação relevante à ação do diretor de turma e professores da equipa de Apoios Educativos; ii. articular e gerir com a direção a gestão da equipa de Apoios Educativos, nomeadamente a atribuição dos apoios educativos, de acordo com as solicitações da comunidade educativa; iii. partilhar com o coordenador do GAA e com a equipa de coordenação toda a informação relevante para a concretização dos objetivos gerais do GAA. Artigo 8.º Funcionamento 1. A atividade de apoio educativo deverá ser exercida nos seguintes casos: a) Alunos com necessidades educativas especiais (Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro). O apoio educativo a alunos com necessidades educativas especiais assume a configuração Apoio Pedagógico Personalizado (artigo 17º do Decreto-Lei n.º 3/2008). Sempre que possível, o apoio educativo a alunos com necessidades educativas especiais deve ser assegurado pelo professor titular da disciplina (pontos 2 e 3 do atrás referido artigo 17º). Os objetivos, as estratégias e os métodos pedagógicos, as modalidades de monitorização e de avaliação do Apoio Pedagógico Personalizado são estipulados, nos termos da lei, no Programa Educativo Individual do aluno. As aulas de apoio serão atribuídas de acordo com as recomendações decorrentes da avaliação efetuada ou a efetuar ao aluno e do Plano Educativo Individual. b) Alunos que requeiram apoio para o exame nacional. Este apoio decorrerá da inscrição feita pelos alunos. c) Alunos estrangeiros que não estejam abrangidos pela proficiência. Os alunos abrangidos por este tipo de apoio serão alunos oriundos de outros países, com dificuldades notórias, a nível da língua portuguesa (expressão oral, escrita e interpretação). Este apoio poderá ser extensível a outras disciplinas para além da disciplina de Português. Este tipo de apoio decorrerá da solicitação do professor da disciplina ou do conselho de turma. 150
152 d) Alunos com dificuldades de aprendizagem numa determinada disciplina. Este tipo de apoio decorrerá da solicitação do professor da disciplina, do conselho de turma, do aluno ou do encarregado de educação. Face aos recursos disponíveis, e atendendo aos objetivos pedagógicos muito específicos inerentes ao apoio educativo, considera-se que a solicitação deste tipo de apoio deverá ser feita, prioritariamente, após a implementação de estratégias/metodologias diversificadas que permitam a superação das dificuldades ou desses alunos. Os pedidos de apoio pedagógico deverão ser efetuados ao GAA pelo diretor de turma após ponderação do conselho de turma e depois de analisada a situação global do aluno. e) Alunos que pretendam atingir níveis de desempenho de excelência. Este tipo de apoio decorrerá da solicitação do professor da disciplina, do conselho de turma, do aluno ou do encarregado de educação. 2. Aos diretores de turma deverá caber a responsabilidade de efetuarem os pedidos de apoio educativo ao GAA pelos meios que este eleger para o efeito, comunicar aos seus alunos toda a informação facultada pelo GAA que tenha os alunos ou os respetivos encarregados de educação como destinatários, bem como a monitorização da assiduidade dos alunos nos apoios em que estão inscritos para que possa desenvolver as ações adequadas à eficiência e eficácia dos mesmos. 3. Aos alunos deverá caber a responsabilidade de frequentarem com assiduidade o apoio que lhes foi concedido. SECÇÃO III TUTORIAS ESPAA Artigo 9.º Enquadramento A atividade de tutoria tem o seu enquadramento legal no ponto 4 do art.º 44 do Decreto-Lei 75/2008, de 22 de abril: «No desenvolvimento da sua autonomia, o agrupamento de escolas ou escola não agrupada pode ainda designar professores tutores para acompanhamento em particular do processo educativo de um grupo de alunos.» 151
153 Artigo 10.º Competências 1. Apoiar e acompanhar alunos que se enquadrem nas situações descritas ou outras que sejam identificadas pela comunidade educativa e que requeiram intervenção no âmbito da ação tutorial. Assim, a atividade tutorial será exercida nas seguintes situações: a) Aluno com problemas disciplinares. b) Aluno com necessidades educativas especiais que justifiquem um acompanhamento complementar ao acompanhamento que é facultado pelo SPO. c) Aluno que evidencie comportamentos de risco. d) Aluno que pratique desporto de alta competição e não esteja abrangido pelo respetivo estatuto. e) Aluno que evidencie problemas de integração na comunidade educativa. f) Aluno com atestado médico prolongado. g) Outras que sejam identificadas pela comunidade educativa e que requeiram intervenção no âmbito da ação tutorial. 2. As competências do professor tutor, sem prejuízo de outras que, fundamentadamente, se venham a verificar necessárias são: a) Desenvolver medidas de apoio aos alunos, designadamente de integração na turma e na escola e de aconselhamento e orientação no estudo e nas tarefas escolares; b) Promover a articulação das atividades escolares dos alunos com outras atividades formativas; c) Desenvolver a sua atividade de forma articulada, quer com a família, quer com os serviços especializados de apoio educativo, designadamente os serviços de psicologia e orientação e com outras estruturas de orientação educativa. 3. A transversalidade e amplitude funcional da atividade de tutoria faz desta uma instância de suporte e complemento à atividade dos professores, dos diretores de turma e dos respetivos conselhos de turma, pelo que pressupõe o pleno cumprimento das funções e competências inerentes aos principais intervenientes no acompanhamento do processo educativo dos alunos. Dado que existe uma grande proximidade entre as funções e competências do professor tutor e do diretor de turma, esta dificulta, muitas vezes, a compreensão e a própria definição do conceito de tutoria. Assim, enunciar os critérios que permitem distinguir as atividades de ambos, potencia a compreensão do âmbito da ação da tutoria. 152
154 Relativamente ao diretor de turma, a atividade de tutoria implica: a) Uma relação presencial mais forte e abrangente entre tutor e tutorando. b) Uma maior amplitude no alcance da relação entre tutor e tutorando; isto é, o tutorando é olhado como um todo em que a abordagem pessoal antecede a abordagem pedagógica. c) Uma maior intensidade em aspetos relacionais tais como a proximidade, a corresponsabilidade e a confiança. Artigo 11.º Coordenação 1. O coordenador da equipa de Tutorias tem como principais responsabilidades: a) Garantir a operacionalização dos meios de registo que servem de suporte à ação da sua secção; b) Articular a ação da secção com o SPO; c) Gerir a informação registada e desenvolver as ações previstas para a consecução dos objetivos da secção: i. partilhar e articular toda a informação relevante à ação do diretor de turma e professor tutor; ii. articular com a direção a gestão da equipa de professores tutores de acordo com as solicitações da comunidade educativa; iii. partilhar com o coordenador do GAA e com a equipa de coordenação toda a informação relevante para a realização dos objetivos gerais do GAA. Artigo 12.º Funcionamento 1. Deverá ser constituída uma bolsa de professores tutores. 2. A atividade de tutoria deverá acompanhada de um processo de formação inicial e contínuo. 3. A atividade tutorial deverá ter o acompanhamento e uma monitorização permanente da equipa de coordenação do GAA. 4. O coordenador do setor das tutorias deverá reunir sempre que necessário, com a equipa de coordenação do GAA. 5. O início da atividade do professor tutor deverá ter lugar quando solicitada pelo coordenador responsável pelo setor das tutorias do GAA. 6. O professor tutor fará a gestão da sua atividade tutorial e registará a mesma em suporte informático criado para o efeito. 7. Os professores tutores reportam ao coordenador do setor das tutorias a evolução da sua intervenção através de um meio informático desenvolvido para o efeito. 153
155 8. Os professores tutores manterão os diretores de turma informados da evolução da sua atividade. 9. Os professores tutores, caso se considere necessário, poderão estar presentes nos conselhos de turma. Na impossibilidade do professor tutor estar presente, apresentará um relatório sucinto da evolução da sua acção. 10. As ações tutoriais deverão realizar-se preferencialmente fora do período letivo do aluno. 11. À semelhança dos diretores de turma, e sempre que o considere necessário, o professor tutor poderá convocar o seu tutorando durante o período letivo deste. 12. O recurso ao GAA deve ser feito para prevenir comportamentos de indisciplina ou situações declaradas de inadaptação de um aluno ou grupo de alunos esta inadaptação poderá ser uma inadaptação face à turma ou face à escola e pode ter como causa aspetos de caráter pessoal, familiar ou social. Assim, os professores ou os assistentes operacionais poderão apresentar ao GAA, presencialmente e de forma fundamentada, as situações acima indicadas e que requeiram ação preventiva de comportamentos de indisciplina ou de inadaptação. Preferencialmente, este tipo de informação deverá ser apresentado ao coordenador do setor das tutorias no seu horário de atendimento semanal. SECÇÃO IV GESTÃO DE CONFLITOS DMCB Artigo 13.º Enquadramento A secção de Gestão de Conflitos tem como objetivo central da sua atividade diminuir objetivamente a incidência de comportamentos incorretos por parte dos alunos dentro e fora da sala de aula. Para alcançar este objetivo geral, deverá a comunidade educativa ter a perceção clara de que todos os comportamentos pouco cívicos e que prejudiquem a concretização de um serviço educativo de excelência, quer no domínio do ensino e das aprendizagens, quer no domínio do desenvolvimento da cidadania, terão uma observação permanente e uma ação consequente adequada a cada situação. Artigo 14.º Competências Compete à secção de Gestão de Conflitos: a) Prevenir situações de indisciplina; 154
156 b) Responsabilizar todos os elementos da comunidade educativa na construção de um ambiente propício ao sucesso nas aprendizagens; c) Promover uma cultura cívica de rigor, exigência e excelência na comunidade educativa. Artigo 15.º Coordenação 1. O coordenador da equipa de Gestão de Conflitos tem como principais responsabilidades: a) Garantir a operacionalização dos meios de registo que servem de suporte à ação da sua secção; b) Gerir a informação registada e desenvolver as ações previstas para a consecução dos objetivos da secção: i. partilhar toda a informação relevante à ação do diretor de turma, professor participante e direção; ii. propor e orientar o acompanhamento preventivo dos alunos com participações disciplinares; iii. propor alunos para ação tutorial; iv. propor à direção a aplicação de medidas corretivas ou a instauração de procedimento disciplinar nos casos em que considerar que estas salvaguardam o interesse do aluno e/ou da comunidade educativa; v. partilhar com o coordenador do GAA e com a equipa de coordenação toda a informação relevante para a realização dos objetivos gerais do GAA. Artigo 16.º Funcionamento 1. Sempre que um aluno receba ordem de saída da sala de aula, o professor deverá encaminhá-lo imediatamente para o GAA. 2. Se o professor não encontrar um assistente operacional que acompanhe o aluno, deverá ordenar que este se dirija à sala do GAA, alertando-o para o facto de que a sua falta de comparência no mesmo irá constituir uma agravante à sua situação disciplinar. 3. No final da aula, o professor deverá contactar o GAA para saber se o aluno foi efetivamente ouvido. 4. Qualquer ordem de saída de sala de aula, quer seja temporária, quer seja permanente, implicará sempre a elaboração da respetiva participação disciplinar. 5. A ordem de saída da sala de aula é da exclusiva responsabilidade do professor e implica a marcação de falta injustificada ao aluno. Isto é válido para os demais espaços escolares onde o professor desenvolva a sua atividade didática. 155
157 6. Todas as participações disciplinares deverão ser elaboradas em suporte informático criado para o efeito, num prazo máximo de 48 horas. 7. No âmbito do cumprimento das tarefas destinadas aos professores que compõem a equipa de gestão de conflitos do GAA, estes deverão realizar as seguintes ações: a) Receber o aluno que se dirige ao GAA e solicitar-lhe o preenchimento do impresso criado para o efeito. Depois de preenchido na totalidade, este impresso deverá ser arquivado no dossiê próprio para o efeito. Este dossiê está organizado por anos e respetivas turmas. b) Caso entenda pertinente, o professor da equipa de gestão de conflitos pode ter uma conversa com o aluno no sentido de mediar o conflito, alertando-o para as consequências do não-cumprimento dos seus deveres constantes no estatuto do aluno, procurando, assim, evitar outros comportamentos futuros de indisciplina. c) O aluno a quem foi dada a ordem de saída de sala de aula permanente, e que é recebido no GAA, pode trazer consigo tarefas/atividades propostas pelo professor da disciplina. Neste caso, o professor da equipa de gestão de conflitos deverá reiterar perante o aluno a importância formativa da realização das mesmas. d) O professor de equipa de Gestão de Conflitos deverá registar a receção efetuada no GAA em suporte informático criado para o efeito. e) No caso dos alunos a quem foi dada a ordem de saída de sala de aula temporária, o professor da equipa de gestão de conflitos deverá desencadear os procedimentos a); b) e e) e reencaminhará o aluno para a sala de aula. SUBSECÇÃO V APOIO AO ESTUDO/APOIOS EDUCATIVOS DMCB Artigo 17.º Enquadramento 1. Uma estrutura gestora do apoio ao estudo / apoios educativos deverá ser uma estrutura suficientemente flexível para se adaptar à dimensão e à natureza das necessidades identificadas na comunidade educativa. Assim, o apoio ao estudo / apoio educativo deverá ser diferenciado, pois os alunos, considerados individualmente ou em grupo, têm necessidades educativas diferentes, motivações diferentes, objetivos diferentes e potencialidades diferentes. 2. A operacionalização do apoio ao estudo / apoios educativos deverá ter por princípio a iniciativa dos conselhos de turma, dos professores, dos alunos e dos encarregados de educação, e deverão comprometer todos os que nele participam. 156
158 Artigo 18.º Competências Apoiar alunos com dificuldades e/ou necessidades específicas, tendo como objetivo a melhoria das suas aprendizagens e, consequentemente, o seu sucesso escolar. Artigo 19.º Coordenação 1. O coordenador da equipa do Apoio ao estudo/apoios Educativos tem como principais responsabilidades: a) garantir a operacionalização dos meios de registo que servem de suporte à ação da sua secção; b) gerir a informação registada e desenvolver as ações previstas para a consecução dos objetivos da secção: i. partilhar toda a informação relevante à ação do diretor de turma e professores da equipa de Apoio ao estudo/apoios Educativos; ii. articular e gerir com a direção a gestão da equipa de Apoio ao estudo/apoios Educativos, nomeadamente a atribuição de apoio ao estudo/apoios educativos, de acordo com as solicitações da comunidade educativa; iii. partilhar com o coordenador do GAA e com a equipa de coordenação toda a informação relevante para a realização dos objetivos gerais do GAA. Artigo 20.º Funcionamento No segundo ciclo o apoio pode desenvolver-se nas seguintes vertentes: a) O apoio ao estudo que se traduz numa carga semanal, por turma, de duzentos minutos, distribuídos, em cada ano letivo, de acordo com as necessidades de organização dos horários, tendo sempre como objetivo servir o interesse dos alunos. Esta modalidade de apoio é de frequência obrigatória para os alunos para tal indicados pelo conselho de turma, desde que obtido o acordo dos encarregados de educação. b) Apoio pedagógico em horário extra curricular, lecionado por um professor que pode ou não pertencer ao conselho de turma. Os alunos são propostos pelo conselho de turma sob indicação do professor da disciplina. A frequência destes apoios é autorizada pelos encarregados de educação, dependendo disso a frequência dos mesmos. c) Coadjuvação em sala de aula 157
159 No terceiro ciclo o apoio pode desenvolver-se nas seguintes vertentes: a) Apoio pedagógico em horário extra curricular, lecionado por um professor que pode ou não pertencer ao conselho de turma. b) Coadjuvação em sala de aula. Os alunos são propostos pelo conselho de turma sob indicação do professor da disciplina. A frequência destes apoios é autorizada pelos encarregados de educação, dependendo disso a frequência dos mesmos. Constituição temporária de grupos de homogeneidade relativa em termos de desempenho escolar, tendo em atenção os recursos da escola e a pertinência das situações. SECÇÃO VI TUTORIAS EBDMCB Artigo 21.º Enquadramento A atividade de tutoria tem o seu enquadramento legal no ponto 4 do art.º 44 do Decreto-Lei 75/2008, de 22 de abril: «No desenvolvimento da sua autonomia, o agrupamento de escolas ou escola não agrupada pode ainda designar professores tutores para acompanhamento em particular do processo educativo de um grupo de alunos.» Artigo 22.º Competências 1. Apoiar e acompanhar alunos que se enquadrem nas situações descritas ou outras que sejam identificadas pela comunidade educativa e que requeiram intervenção no âmbito da ação tutorial. Assim, a atividade tutorial será exercida nas seguintes situações: a) Aluno com problemas disciplinares. b) Aluno com necessidades educativas especiais que justifiquem um acompanhamento complementar ao acompanhamento que é facultado pelo Gabinete de Ensino Especial. c) Aluno que evidencie comportamentos de risco. d) Aluno que evidencie dificuldades de aprendizagem. e) Aluno que evidencie fraco acompanhamento familiar. f) Aluno que pratique desporto de alta competição e não esteja abrangido pelo respetivo 158
160 estatuto. g) Aluno que evidencie problemas de integração na comunidade educativa. h) Aluno com atestado médico prolongado. i) Outras que sejam identificadas pela comunidade educativa e que requeiram intervenção no âmbito da ação tutorial. 2. As competências do professor tutor, sem prejuízo de outras que, fundamentadamente, se venham a verificar necessárias são: a) Desenvolver medidas de apoio aos alunos, designadamente de integração na turma e na escola e de aconselhamento e orientação no estudo e nas tarefas escolares. b) Promover a articulação das atividades escolares dos alunos com outras atividades formativas. c) Desenvolver a sua atividade de forma articulada, quer com o coordenador, quer com o diretor de turma, quer com os serviços especializados de apoio educativo, designadamente o GAAF. 3. A transversalidade e amplitude funcional da atividade de tutoria faz desta uma instância de suporte e complemento à atividade dos professores, dos diretores de turma e dos respetivos conselhos de turma, pelo que pressupõe o pleno cumprimento das funções e competências inerentes aos principais intervenientes no acompanhamento do processo educativo dos alunos. Dado que existe uma grande proximidade entre as funções e competências do professor tutor e do diretor de turma, esta dificulta, muitas vezes, a compreensão e a própria definição do conceito de tutoria. Assim, enunciar os critérios que permitem distinguir as atividades de ambos, potencia a compreensão do âmbito da ação da tutoria. Relativamente ao diretor de turma, a atividade de tutoria implica: a) Uma relação presencial mais forte e abrangente entre tutor e tutorando. b) Uma maior amplitude no alcance da relação entre tutor e tutorando; isto é, o tutorando é olhado como um todo em que a abordagem pessoal antecede a abordagem pedagógica. c) Uma maior intensidade em aspetos relacionais tais como a proximidade, a corresponsabilidade e a confiança. Artigo 23.º Coordenação 1. O coordenador da equipa de Tutorias tem como principais responsabilidades: a) garantir a operacionalização dos meios de registo que servem de suporte à ação da sua secção; b) articular a ação da secção com o GAAF; c) gerir a informação registada e desenvolver as ações previstas para a consecução dos 159
161 objetivos da secção: i. partilhar e articular toda a informação relevante à ação do diretor de turma e professor tutor; ii. articular com a direção a gestão da equipa de professores tutores de acordo com as solicitações da comunidade educativa; iii. partilhar com o coordenador do GAA e com a equipa de coordenação toda a informação relevante para a realização dos objetivos gerais do GAA. Artigo 24.º Funcionamento 1. Deverá ser constituída uma bolsa de professores tutores. 2. A atividade de tutoria deverá acompanhada de um processo de formação inicial e contínuo. 3. A atividade tutorial deverá ter o acompanhamento e uma monitorização permanente da equipa de coordenação do GAA. 4. O coordenador do setor das tutorias deverá reunir sempre que necessário, com a equipa de coordenação do GAA. 5. O setor das tutorias do GAA desenvolve a sua ação em articulação com o GAAF, pois o primeiro desenvolverá um tipo de intervenção tutorial complementar à ação tutorial desenvolvida pela equipa multidisciplinar do último. Assim: i. o encaminhamento do aluno para tutorias deverá ser feito diretamente ao GAAF pelo diretor de turma ou pelo conselho de turma; ii. o GAAF fará o diagnóstico das necessidades; iii. o GAAF indicará as estratégias e o tipo de intervenção a realizar pelo GAA, em documento próprio criado para o efeito. 6. O início da atividade do professor tutor da equipa do GAA terá lugar quando solicitada pelo coordenador responsável pelo setor das tutorias. 7. O professor tutor deverá fazer a gestão da sua atividade tutorial. 8. Os professores tutores reportam ao coordenador do setor das tutorias a evolução da sua intervenção através de um meio informático desenvolvido para o efeito. 9. Os professores tutores manterão os diretores de turma informados da evolução da sua atividade. 10. Os professores tutores, caso se considere necessário, poderão estar presentes nos conselhos de turma. Na impossibilidade do professor tutor estar presente, apresentará ao coordenador, um relatório sucinto da evolução da sua ação. O coordenador fá-lo-á chegar ao conselho de turma. 11. As ações tutoriais deverão realizar-se preferencialmente fora do período letivo do aluno. 12. À semelhança dos diretores de turma, e sempre que o considere necessário, o professor tutor 160
162 poderá convocar o seu tutorando durante o período letivo deste. 13. O recurso ao GAAF deverá ser feito para prevenir comportamentos de indisciplina ou situações declaradas de inadaptação de um aluno ou grupo de alunos esta inadaptação poderá ser uma inadaptação face à turma ou face à escola e pode ter como causa aspetos de caráter pessoal, familiar ou social. Assim, os professores ou os assistentes operacionais poderão apresentar ao GAAF, presencialmente e de forma fundamentada, as situações acima indicadas e que requeiram ação preventiva de comportamentos de indisciplina ou de inadaptação. Preferencialmente, este tipo de informação deverá ser apresentado ao coordenador das tutorias. 14. A atividade tutorial desenvolvida pela equipa deste setor deverá ter um acompanhamento e uma monitorização permanentes da equipa de coordenação do GAA; 15. O coordenador do setor das tutorias reunirá sempre que necessário, com a equipa de coordenação do GAA e com a equipa do GAAF. 161
163 Anexo V REGULAMENTO DO CLUBE DE DESPORTO ESCOLAR Artigo 1.º Definição A prática desportiva nas escolas, para além de um dever decorrente do quadro normativo vigente no sistema de ensino, constitui um instrumento essencial na promoção da saúde, da inclusão e integração social, na promoção do desporto, no combate ao insucesso escolar e na melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem. O clube do desporto escolar é a unidade organizativa da Escola que serve de suporte ao desenvolvimento e execução do programa de desporto escolar (PDE). Artigo 2.º Competências O clube de desporto escolar tem como competências: a) a gestão técnico-pedagógica do desporto escolar e da respetiva articulação com todos os restantes componentes do projeto educativo; b) a dinamização e organização das atividades internas e externas do desporto escolar; c) a preparação das candidaturas ao programa de desporto escolar; d) a elaboração dos relatórios decorrentes das obrigações inerentes à adesão ao programa do desporto escolar; e) manter atualizados e operacionais os instrumentos e recursos de gestão e realização das atividades do desporto escolar. Artigo 3.º Composição 1. O clube de desporto escolar é constituído por uma direção, pelos docentes responsáveis por grupos/equipa, pelos docentes responsáveis por atividade interna, por outros professores envolvidos, pelos alunos praticantes e pelos assistentes operacionais que prestam apoio. 2. A direção do clube é constituída por: a) diretor ou um membro da direção a quem foi delegada essa competência; b) coordenador do desporto escolar; c) coordenador do departamento de expressões ou o subcoordenador de departamento do grupo de educação física; 162
164 d) um representante da associação de estudantes; e) um representante da associação de pais e encarregados de educação (facultativo); f) um representante de cada um dos grupos/equipa existentes, podendo este ser docente ou discente. Artigo 4.º Competências do professor responsável por grupo/equipa Compete ao professor responsável por grupo/equipa: a) Colaborar com o coordenador do clube de desporto escolar na planificação e dinamização das atividades (interna e externa) do agrupamento, em especial na modalidade ou projeto de que é responsável; b) Desenvolver em articulação com o coordenador do clube de desporto escolar, todas as atividades referentes ao grupo/equipa, nomeadamente, através da dinamização interna da escola (por exemplo, pela realização de campeonatos internos, cursos de formação de juízes árbitros, programas especiais de treino, etc.); c) Acompanhar e enquadrar os alunos de que é responsável nas atividades de competição externa em que o agrupamento participe; d) Manter atualizada ficha de resumo da atividade mensal, bem como a ficha de presenças dos alunos nos treinos; e) Elaborar o plano anual do grupo/equipa que integra a candidatura do agrupamento; f) Elaborar relatórios das atividades pelas quais é responsável, bem como relatório crítico, no final do ano letivo, referente ao grupo equipa; g) Zelar pela observância e cumprimento das regras do espírito desportivo e das normas de disciplina, nas atividades em que a escola participe; h) Acompanhar os alunos individuais nas provas regionais e nacionais para as quais tenham sido apurados. Artigo 5.º Competências do professor responsável por atividade interna Compete ao professor responsável por atividade interna: a) Contribuir para a definição do projeto do estabelecimento de ensino e para a elaboração da respetiva candidatura ao PDE; b) Colaborar com o coordenador do clube de desporto escolar na conceção, planeamento, organização e operacionalização da atividade interna a dinamizar pelo agrupamento. c) Operacionalizar todas as atividades referentes à atividade interna do agrupamento; 163
165 d) Manter atualizada a ficha de resumo da atividade mensal; e) Elaborar os relatórios de atividade da sua responsabilidade; f) Zelar pela observância das regras do espírito desportivo e das normas de disciplina, nas atividades em que o agrupamento participe; g) Promover ações de combate ao sedentarismo e obesidade e promover a prática da atividade física na comunidade escolar; h) Garantir, conjuntamente com os restantes professores de educação física, a aplicação da bateria de testes Fitnessgram. Artigo 6.º Direitos dos alunos 1. Todos os alunos da escola podem e devem participar nos treinos e competições das equipas que representam a escola a nível local, regional e nacional. 2. Os alunos interessados devem-se inscrever junto dos professores responsáveis por cada equipa. 3. Podem participar nestas equipas alunos de outras escolas desde que a sua própria escola não possua essa modalidade desportiva como oferta a nível do desporto escolar. 4. Os alunos só poderão participar, na mesma modalidade, num grupo/equipa; 5. Os alunos poderão participar no máximo em duas modalidades sendo uma individual e outra coletiva. 6. Os alunos que se queiram inscrever nas diferentes atividades do desporto escolar terão de apresentar por escrito, no respetivo CDE, uma autorização do encarregado de educação. 7. Todos os alunos, em geral, são beneficiários do apoio que é prestado e assegurado pelo sistema nacional de saúde e, nessa medida, estão obrigados ao cumprimento dos deveres impostos por aquele sistema e por este regulamento em matéria de saúde escolar. Se a atividade escolar desportiva estiver prevista e integrada no desenvolvimento e aplicação do programa do desporto escolar, superiormente aprovado, os cuidados de socorro e assistência médica de que o aluno possa necessitar, em consequência de um eventual acidente escolar, estão cobertos pelo seguro escolar obrigatório. Para o efeito, sugere-se que, nas atividades do desporto escolar, o aluno seja portador do seu cartão de utente. Este seguro é válido para qualquer tipo de participação em atividades desportivas, desde que em representação da escola onde participa no grupo/equipa e devidamente enquadrado por um professor. Artigo 7.º Normas de funcionamento 1. É da responsabilidade do encarregado de educação do aluno praticante no CDE diligenciar no 164
166 sentido de ser realizado previamente um controlo médico. Este acompanhamento médico deve ser, numa primeira fase, da responsabilidade do médico de família nas unidades de saúde. 2. As faltas a atividades letivas dos alunos que se encontram em representação da Escola na atividade externa do desporto escolar não são contabilizadas para os efeitos previstos neste regulamento decorrentes da aplicação da Lei n.º3/ A Escola deve prever meios de recuperação das aprendizagens previstas para os períodos em que os alunos se encontram ausentes em atividades do desporto escolar. 165
167 Anexo VI REGULAMENTO DOS CURSOS VOCACIONAIS DE NÍVEL SECUNDÁRIO O presente regulamento define as normas de organização, funcionamento, avaliação e certificação dos Cursos Vocacionais de Nível Secundário. Os Cursos Vocacionais de Nível Secundário visam criar condições para o cumprimento da escolaridade obrigatória, a redução do abandono escolar precoce e o desenvolvimento de conhecimentos e capacidades, científicas, culturais e de natureza técnica, prática e profissional que permitam uma melhor integração dos jovens no mercado de trabalho, sem prejudicar a possibilidade de prosseguirem estudos de nível superior. Simultaneamente procuram dar resposta a necessidades relevantes das empresas e do desenvolvimento económico do país, pelo que devem funcionar com base na estreita articulação entre a escola e o tecido empresarial. Legislação de referência: Lei nº51/2012, de 5 de setembro Estatuto do Aluno e Ética Escolar Decreto-Lei nº139/2012, de 5 de julho - Organização do Ensino Básico e Secundário Decreto-Lei nº91/2013, de 10 de julho - Alteração ao Decreto-Lei nº139/2012 Portaria nº276/2013, de 23 de agosto - Criação dos vocacionais de nível secundário Despacho nº5945/2014, de 7 de maio - Candidatura 2014/2015 Despacho nº3353/2015, de 1 de abril - Candidatura 2015/2016 I Disposições gerais Artigo 1.º Destinatários 1. Os cursos vocacionais de nível secundário destinam-se a alunos que concluíram o 3º ciclo do ensino básico ou equivalente, completaram 16 anos de idade ou que, tendo frequentado o ensino secundário, pretendem reorientar o seu percurso escolar para uma oferta educativa mais técnica, designadamente os que se encontrem em risco de abandono escolar. 2. O ingresso nos cursos vocacionais de nível secundário deve ser precedido de um processo de orientação vocacional, a desenvolver pelo Serviço de Psicologia e Orientação, que fundamente ser esta via adequada às necessidades de formação e aos interesses vocacionais dos alunos. 3. O ingresso nos cursos vocacionais de nível secundário carece de autorização prévia do encarregado de educação sempre que o aluno tiver menos de 18 anos. 166
168 Artigo 2.º Organização do plano de formação 1. Em cada ano letivo, a escola apresenta candidatura ao funcionamento dos cursos vocacionais de nível secundário de acordo com os normativos legais em vigor, tendo em conta o levantamento de necessidades de formação e a caracterização da população destinatária desta modalidade de ensino secundário. Artigo 3.º Parcerias com empresas, entidades e instituições 1. Com o objetivo de assegurar o desenvolvimento do plano de formação de cada curso vocacional de nível secundário, são estabelecidas parcerias entre a escola e empresas, entidades e instituições sediadas preferencialmente na área geográfica da escola. 2. Os protocolos a celebrar devem assegurar a realização de estágios de formação em contexto de empresa e providenciar contributos para a realização da leccionação da componente de formação vocacional. II Organização, gestão e funcionamento Artigo 4.º Estrutura curricular 1. A matriz curricular dos cursos vocacionais de nível secundário organiza-se em dois anos e integra as seguintes componentes de formação, com a seguinte carga horária mínima: a) Componente de formação geral, 600 horas, da qual fazem parte as disciplinas de Português, Comunicar em Inglês e Educação Física; b) Componente de formação complementar, 300 horas, a qual integra Matemática Aplicada e a Oferta de Escola; c) Componente de formação vocacional, 700 horas; d) Estágio formativo, 1400 horas. 2. As disciplinas das componentes de formação geral e complementar são organizadas por módulos, e devem ter como referência, sempre que possível, os programas das disciplinas das componentes de formação sociocultural e científica dos cursos profissionais. 3. Na componente de formação complementar, a disciplina de Oferta de Escola pode ser organizada por UFCD extraídas do Catálogo Nacional de Qualificações. 167
169 4. Os programas das disciplinas de formação geral e complementar podem ser adaptados, atendendo às características da turma, por proposta fundamentada apresentada pelos professores destas disciplinas, ouvidos os respetivos grupos disciplinares, sendo esta proposta sujeita à aprovação do Conselho Pedagógico. 5. A componente de formação vocacional e a componente estágio formativo são organizadas tendo por referência a componente tecnológica de uma qualificação de nível 4 do Quadro Nacional de Qualificações, constante do Catálogo Nacional de Qualificações. 6. A componente de formação vocacional e a componente estágio formativo desenvolvem-se num quadro de flexibilidade mas devem assegurar o cumprimento de, pelo menos, 1000 horas do referencial de qualificação em causa num determinado curso vocacional de nível secundário, associado ao perfil profissional de saída constante no Catalogo Nacional de Qualificações, horas que deverão se organizadas em Unidades de Formação de Curta Duração (UFCD). Artigo 5.º Estágio formativo 1. O estágio formativo realiza-se nas empresas ou noutras instituições, em articulação com a escola. 2. As condições e os termos de funcionamento do estágio formativo são estabelecidos através de protocolo entre a empresa ou outras instituições e a escola. 3. O protocolo referido no número anterior identifica os objetivos, o conteúdo, a programação, o período, horário e local de realização das atividades, as formas de monitorização e acompanhamento, com a identificação dos responsáveis, bem como os direitos e deveres dos diversos intervenientes. 4. A orientação e o acompanhamento do aluno são partilhados, sob coordenação da escola, entre esta e a entidade de acolhimento: por parte da escola são designados professores orientadores, cuja ação é coordenada pelo professor coordenador do curso; por parte da entidade de acolhimento são designados tutores. Artigo 6.º Equipa pedagógica 1. Da equipa pedagógica associada a cada curso vocacional de nível secundário fazem parte: a) O coordenador do curso; b) O diretor de turma; c) Os professores das diferentes componentes de formação; d) Os responsáveis pelo curso nas entidades de acolhimento; e) O psicólogo do Serviço de Psicologia e Orientação. 168
170 2. A equipa pedagógica reúne por convocatória do diretor, competindo-lhe, designadamente: a monitorização do funcionamento do curso; a definição de estratégias concertadas que promovam o sucesso dos alunos; a validação da avaliação das aprendizagens nas diferentes componentes de formação, tendo em vista a certificação. 3. O coordenador de curso é designado pelo diretor, preferencialmente de entre os docentes que lecionam as disciplinas da componente de formação técnica, competindo-lhe, designadamente: a) Assegurar a articulação pedagógica entre as diferentes disciplinas e componentes de formação do curso; b) Organizar e coordenar as atividades a desenvolver no âmbito da formação técnica; c) Propor ao diretor a designação dos professores orientadores do estágio formativo, preferencialmente de entre os docentes que lecionam as disciplinas da componente de formação técnica; d) Assegurar a articulação entre a escola e as entidades de acolhimento do estágio formativo, identificando-as, selecionando-as, preparando protocolos, participando na elaboração do plano de trabalho e dos contratos de formação, procedendo à distribuição dos alunos por aquelas entidades e coordenando o acompanhamento dos mesmos, em estreita relação com os professor orientadores e os tutores responsáveis pelo acompanhamento dos alunos; e) Assegurar a articulação com os serviços técnicos com competência em matéria de apoio socioeducativo, em colaboração com o diretor de turma; f) Coordenar o acompanhamento e a avaliação do curso, nomeadamente monitorizando a execução do plano de formação e respetivo cronograma, promovendo as medidas mais adequadas ao seu efetivo cumprimento, bem como monitorizando os resultados de aprendizagem dos alunos; g) Organizar e manter atualizado o dossier técnico-pedagógico do curso. 4. O diretor de turma é designado pelo diretor de entre os docentes que integram a equipa pedagógica, competindo-lhe, designadamente: a) Organizar o processo individual dos alunos, com o apoio dos próprios e dos respetivos encarregados de educação, selecionando a informação mais relevante tendo em vista a planificação pedagógica das situações de ensino-aprendizagem por parte da equipa pedagógica; b) Fornecer aos alunos e, quando for o caso, aos seus encarregados de educação, pelo menos três vezes em cada ano letivo, por escrito, informação global sobre o percurso do aluno; c) Proceder a uma avaliação qualitativa do perfil de progressão de cada aluno e da turma, pelo menos três vezes em cada ano letivo, através da elaboração de um relatório escrito descritivo que contenha referência explícita e fundamentada a parâmetros como a 169
171 capacidade de aquisição e de aplicação de conhecimentos, de iniciativa, de autonomia, de criatividade, de comunicação, de trabalho em equipa e de cooperação, de articulação com o meio envolvente e de concretização de projetos; d) Elaborar uma síntese das principais dificuldades evidenciadas por cada aluno, com indicações relativas a atividades de recuperação e/ou enriquecimento a promover pela escola, a anexar ao relatório descritivo a que se refere a alínea anterior; e) Identificar o perfil da evolução dos alunos, fundamentado na avaliação de cada módulo e na progressão registada em cada disciplina, a anexar ao relatório descritivo a que se refere a alínea c); f) Assegurar a articulação com os serviços técnicos com competência em matéria de apoio socioeducativo, em colaboração com o coordenador de curso; g) Manter atualizados os dados relativos à assiduidade e aos resultados da aprendizagem dos alunos, tendo em vista a preparação atempada dos planos de recuperação por parte dos professores; h) Coordenar a aplicação dos planos de recuperação da assiduidade e das aprendizagens dos alunos. 5. Aos professores das diferentes componentes de formação de um curso vocacional de nível secundário, para além de outras competências previstas genericamente no regulamento interno, compete especificamente: a) Elaborar as planificações dos módulos e/ou UFCD e entregá-las ao coordenador de curso no início de cada ano letivo, para que integrem o dossier técnico-pedagógico; b) Apresentar proposta de definição dos critérios específicos de avaliação dos módulos e/ou UFCD, em articulação com a equipa pedagógica, os quais deverão ser submetidos à aprovação do Conselho Pedagógico no início de cada ano letivo; c) Manter atualizado o registo de informações sobre o desempenho dos alunos, nomeadamente quanto à assiduidade e aos resultados de aprendizagem; d) Colaborar ativamente com o coordenador de curso e com a equipa pedagógica no cumprimento do plano de formação e respetivo cronograma, recorrendo aos mecanismos de reposição, de antecipação e de permuta de horas de formação sempre que possível, com a maior brevidade possível, em caso de falta; e) Elaborar os planos de recuperação de assiduidade e de aprendizagem dos alunos, e implementá-los depois de aprovados pela equipa pedagógica, sob coordenação do diretor de turma. 170
172 III Regime de frequência e assiduidade Artigo 7.º Assiduidade 1 - Os alunos têm de assistir a pelo menos 90 % dos tempos letivos de cada módulo e/ou UFCD das componentes de formação geral, complementar e vocacional, e participar a 100% no estágio formativo. 2. O aluno ou, se for o caso, o seu encarregado de educação, deve justificar as suas faltas nos termos previstos no Estatuto do Aluno e Ética Escolar. 3. Quando o aluno não comparece às aulas por se encontrar a participar em atividades promovidas pela escola, ou em atividades desenvolvidas no âmbito do Desporto Escolar, as suas faltas são relevadas. Artigo 8.º Reposição de aulas 1. Face à exigência de cumprimento da carga horária das diferentes componentes de formação, poderá ser necessário proceder à reposição das aulas não lecionadas em horas acrescidas ao horário letivo normal ou em períodos de interrupção letiva. 2. A marcação da reposição das aulas não lecionadas é efetuada pelos professores, com conhecimento ao diretor de turma. 3. O aluno e, se for o caso, o respetivo encarregado de educação devem ser informados da marcação da reposição das aulas por escrito, com pelo menos 3 dias de antecedência. 4. A frequência das aulas marcadas por reposição é obrigatória. Artigo 9.º Efeitos da ultrapassagem dos limites de faltas 1. A ultrapassagem dos limites de faltas, sejam elas justificadas ou injustificadas, constitui uma violação do dever de frequência e assiduidade dos alunos. 2. O aluno encontra-se na situação de excesso de faltas quando ultrapassa 10% dos tempos letivos de cada módulo e/ou UFCD, ou quando falta ao estágio formativo, independentemente da natureza das faltas. Artigo 10.º Medidas de recuperação 1. Caso se verifique a ultrapassagem dos limites de faltas em cada módulo e/ou UFCD, o 171
173 respetivo professor deverá estabelecer um plano de recuperação do aluno a submeter à aprovação da equipa pedagógica; no caso do estágio formativo o plano de recuperação das horas em falta é elaborado pelo professor orientador, em articulação com o coordenador de curso e o tutor. 2. Os planos de recuperação devem ter em conta a situação concreta do aluno, privilegiando-se a simplicidade e a eficácia na sua elaboração e realização. 3. Os planos de recuperação elaborados pelos professores consubstanciam atividades diversas de recuperação das aprendizagens, relacionadas com a natureza das matérias abordadas nas aulas em que foram verificadas as faltas, podendo ser implementados nas modalidades presencial e/ou trabalho autónomo; no caso do estágio formativo, o plano de recuperação pressupõe sempre a recuperação das horas em falta na modalidade presencial. 4. Os planos de recuperação são implementados sob coordenação do diretor de turma. 5. Quando o aluno cumpre com sucesso o previsto nos planos de recuperação, são desconsideradas as faltas em excesso que motivaram a sua elaboração. Artigo 11.º Incumprimento ou ineficácia das medidas de recuperação 1. Atendendo a que os cursos vocacionais de nível secundário correspondem a ofertas formativas que exigem níveis mínimos de cumprimento da respetiva carga horária, o incumprimento ou a ineficácia das medidas de recuperação da assiduidade implica, independentemente da idade do aluno, a exclusão dos módulos e/ou UFCD em que foi verificado o excesso de faltas; no caso do estágio formativo, a não recuperação da assiduidade implica que o aluno não conclua esta componente de formação e, consequentemente, não obtenha a certificação associada ao curso. 2. No caso de aluno menor de idade, perante o incumprimento ou ineficácia das medidas de recuperação da assiduidade, analisada a situação concreta do aluno e as circunstâncias em que se verificou o incumprimento, a equipa pedagógica pode propor a aplicação extraordinária de plano individual de recuperação a implementar em horário extra-letivo, o qual contemplará sempre a recuperação das aprendizagens dos módulos e/ou UFCD dos quais foi excluído, bem como a recuperação das horas em falta da componente estágio formativo. 3. Tratando-se de aluno menor de idade, esgotadas todas as possibilidades de recuperação deverá ser efetuada comunicação do facto à comissão de proteção de crianças e jovens, de forma a procurar encontrar uma solução adequada ao processo formativo do aluno e à sua inserção social e socioprofissional, considerando, de imediato, a possibilidade de encaminhamento para diferente percurso formativo. 4. O aluno menor de idade mantém a obrigatoriedade de frequentar a escola até perfazer 18 anos, ou até ser encaminhado para diferente percurso formativo. 172
174 5. No caso de aluno maior de idade, esgotadas as possibilidades de recuperação, previstas no artigo 10º, em 2 ou mais módulos e/ou UFCD, deverá ser proposta a exclusão da frequência escolar e o encaminhamento do aluno para diferente percurso formativo. IV Avaliação Artigo 12.º Âmbito 1. À avaliação dos cursos vocacionais de nível secundário aplicam-se as regras em vigor para a avaliação no ensino secundário, com as especificidades previstas no presente capítulo. 2. A avaliação incide: a) Sobre os conhecimentos teóricos e práticos e as capacidades técnicas adquiridas e desenvolvidas no âmbito das disciplinas respeitantes a cada uma das componentes de formação e do plano de trabalho do estágio formativo; b) Sobre os conhecimentos, aptidões e atitudes identificados no perfil profissional associado à respetiva qualificação. 3 - A avaliação visa, designadamente: a) Informar o aluno e, se for o caso, o seu encarregado de educação, sobre os progressos, as dificuldades e os resultados obtidos na aprendizagem, esclarecendo as causas de sucesso ou insucesso; b) Adequar e diferenciar as estratégias de ensino, estimulando o desenvolvimento global do aluno nas áreas cognitiva, afetiva, relacional, social e psicomotora; c) Certificar a aprendizagem realizada. Artigo 13.º Critérios de avaliação No início de cada ano letivo, o Conselho Pedagógico, ouvidos os professores, as estruturas de coordenação e supervisão pedagógica e as empresas ou instituições parceiras, define os critérios e os procedimentos de avaliação a aplicar, tendo em conta a dimensão integradora da avaliação, incluindo, designadamente: a) As condições de desenvolvimento do processo formativo; b) A dimensão transdisciplinar das atividades a desenvolver; c) Os conhecimentos, aptidões e atitudes associados ao perfil profissional de saída; d) As estratégias de apoio educativo; e) A participação dos alunos em projetos de ligação entre a escola, a comunidade e o mundo do trabalho. 173
175 Artigo 14.º Avaliação sumativa interna 1. A avaliação sumativa interna ocorre no final de cada módulo e/ou UFCD, após a conclusão do conjunto de módulos e/ou UFCD de cada disciplina ou componente de formação, e é validada em reunião do conselho de turma. 2. A avaliação sumativa interna é da responsabilidade do professor, sendo os momentos de realização da mesma acordados entre o professor e os alunos. 3. A avaliação sumativa interna incide ainda sobre o estágio formativo; a avaliação do estágio formativo é da responsabilidade do professor orientador, em articulação com o tutor da empresa ou instituição. 4. A avaliação sumativa interna expressa-se numa escala de 0 a 20 valores. Artigo 15.º Registo e publicitação da avaliação 1. No registo individual do percurso escolar de cada aluno deve constar, designadamente: a) A identificação e classificação dos módulos e/ou UFCD concluídos, bem como a classificação final das disciplinas e componentes de formação concluídas; b) A identificação e classificação do estágio formativo desenvolvido com sucesso, assim como o nome da empresa ou instituição em que decorreu. 2. O diretor ratifica e afixa, em local público, a pauta das classificações obtidas pelos alunos nos módulos e/ou UFCD de cada disciplina ou componente de formação. 3. A publicação em pauta das classificações só tem lugar quando o aluno atingir o valor mínimo de 10 valores. 4. No final de cada ano do ciclo de formação são tornadas públicas as classificações das disciplinas e componentes de formação concluídas. 5. No final do curso são tornadas públicas as classificações do estágio formativo. Artigo 16.º Avaliação sumativa externa Nos cursos vocacionais de nível secundário a avaliação sumativa externa realiza-se nos mesmos termos em que tem lugar para os alunos dos cursos profissionais, para efeitos de prosseguimento de estudos no ensino superior, sendo-lhe aplicável a regulamentação dos exames do nível secundário de educação em vigor. 174
176 Artigo 17.º Classificações 1. A classificação das disciplinas, das UFCD e do estágio formativo expressa-se na escala de 0 a 20 valores. 2. A classificação final de cada disciplina obtém-se pela média aritmética simples, arredondada à unidade, das classificações obtidas em cada módulo. Artigo 18.º Aprovação 1. A aprovação em cada disciplina ou componente de formação depende da obtenção em cada um dos respetivos módulos e/ou UFCD de uma classificação igual ou superior a 10 valores. 2. A aprovação no estágio formativo depende da obtenção de uma classificação final igual ou superior a 10 valores. Artigo 19.º Progressão 1. O aluno progride do 1º para o 2º ano do curso quando obtém classificação mínima de 10 valores em pelo menos 4/5 dos módulos e/ou UFCD, calculados por defeito, e, simultaneamente, informação qualitativa positiva no período de estágio formativo realizado no 1º ano do curso. 2. Os alunos que ultrapassem em 30% o limite de faltas nas disciplinas de formação técnica, não poderão iniciar a realização do estágio até à recuperação do excesso de faltas nessas disciplinas. Artigo 20.º Recuperação das aprendizagens 1. Os alunos que não obtiveram aprovação em determinados módulos e/ou UFCD podem recuperar as aprendizagens através dos seguintes mecanismos: a) Prova de recuperação do módulo e/ou UFCD, marcada preferencialmente em horário letivo, através de negociação entre o respetivo professor e o aluno, com a maior brevidade possível após conhecimento da não aprovação. A prova é construída tendo em conta a natureza das aprendizagens a recuperar, sendo que a classificação nela obtida pelo aluno deverá ter ponderação igual à definida para os diversos instrumentos de avaliação previstos na planificação do módulo e/ou UFCD. b) Prova de avaliação extraordinária do módulo e/ou UFCD, marcada em horário extra-letivo, através de negociação entre o respetivo professor e o aluno após conhecimento da não aprovação na prova de recuperação. Esta prova é construída tendo em conta a natureza das 175
177 aprendizagens a recuperar, sendo classificada numa escala de 0 a 20 valores. A realização desta prova deverá ser sustentada através das estratégias de apoio pedagógico consideradas mais oportunas. c) Prova de exame do módulo e/ou UFCD, a realizar ordinariamente em duas épocas de exame marcadas pela direção da escola. Esta prova é elaborada tendo em conta a natureza das aprendizagens a recuperar, sendo classificada numa escala de 0 a 20 valores. A elaboração da matriz e da prova de exame é da responsabilidade do professor que lecionou o módulo e/ou UFCD. A realização desta prova deverá ser sustentada através das estratégias de apoio pedagógico consideradas mais oportunas. 2. Pela inscrição na prova de exame do módulo e/ou UFCD é devido o pagamento de um montante fixado anualmente pelo Conselho Administrativo. Artigo 21.º Conclusão e certificação 1. A conclusão de um curso vocacional do ensino secundário confere direito à emissão de: a) Um diploma que certifique a conclusão do nível secundário de educação e indique o curso concluído, respetiva classificação final e o nível 4 de qualificação do Quadro Nacional de Qualificações; b) Um certificado de qualificações, que indique o nível 4 de qualificação do Quadro Nacional de Qualificações, a média final do curso e a classificação do estágio formativo. 2. A requerimento dos interessados, podem ainda ser emitidos, em qualquer momento do percurso escolar do aluno, os correspondentes documentos comprovativos da conclusão de disciplinas, módulos, UFCD e do estágio formativo, bem como os respetivos resultados de avaliação. 3. A emissão do diploma, do certificado e dos documentos comprovativos referidos nos números anteriores é da responsabilidade do órgão competente de direção da escola, devendo estes ser emitidos através do Sistema de Informação e Gestão da Oferta Educativa e Formativa (SIGO). Artigo 22.º Classificação final do curso 1. A classificação final do curso obtém -se mediante a aplicação da seguinte fórmula: CF = (MCFD+MUFCD+EF)/3 2. Na fórmula prevista no número anterior, CF é a classificação final do curso, arredondada às unidades, MCFD é a média aritmética simples das classificações finais de todas as disciplinas que integram o plano de estudos do curso, arredondada às décimas, MUFCD é a média aritmética simples das classificações finais de todas as UFCD que integram o plano de estudos do curso, arredondada às décimas e EF é a classificação do estágio formativo, arredondada às unidades. 176
178 3. A classificação na disciplina de Educação Física é considerada para efeitos de conclusão do curso mas não entra no apuramento da classificação final do mesmo, exceto quando o aluno pretende prosseguir estudos nesta área. Artigo 23.º Prosseguimento de estudos 1. Os alunos que concluam um curso vocacional de nível secundário podem prosseguir estudos no ensino superior, desde que cumpram as condições de acesso em vigor no ano em que se candidatam. 2. Podem ainda ter acesso a outras ofertas formativas que confiram uma qualificação profissional de nível 5, designadamente aos Cursos Técnicos Superiores Profissionais, de acordo com as condições de acesso definidas nos normativos legais em vigor. V Disposições finais Artigo 24.º Recursos humanos 1. As disciplinas das componentes de formação geral, complementar e vocacional são lecionadas por professores com habilitação para a docência, a afetar pela escola em sede de distribuição de serviço docente. Artigo 25.º Visitas de estudo 1. As horas das visitas de estudo e das atividades realizadas fora do recinto escolar convertem-se em tempos letivos. 2. A conversão em tempos letivos é definida antecipadamente pelo diretor de curso, em articulação com a equipa pedagógica, atendendo à natureza das aprendizagens a realizar e à necessidade de cumprimento das cargas horárias das diferentes disciplinas e/ou UFCD. 3. As visitas de estudo e outras atividades a realizar fora do recinto escolar podem ser organizadas em qualquer altura do ano letivo. Artigo 26.º Regime disciplinar 1. Aos alunos dos cursos vocacionais de nível secundário aplicam-se as normas do regime disciplinar definido no Estatuto do Aluno e Ética Escolar e no Regulamento Interno do agrupamento. 177
179 ANEXO VII Normas de funcionamento das Equipas de Intervenção Socioeducativa a prestar serviço nos agrupamentos de escolas CAPITULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Artigo 1º Objeto A presente norma visa regular o funcionamento das Equipas de Intervenção Socioeducativa, nos Agrupamentos de Escolas do Município de Portimão, no que respeita a: enquadramento das equipas nas escolas, normas de funcionamento, competências, relações orgânico/hierárquico/funcional e disciplinas das equipas. Artigo 2º Criação das Equipas de Intervenção Socioeducativa 1. A criação das Equipas de Intervenção Socioeducativa deriva do compromisso assumido entre o Município de Portimão e o Ministério de Educação, através da assinatura do Contrato de Execução, no âmbito do Decreto-Lei nº 144/2008 de 28 de julho. 2. As Equipas de Intervenção Socioeducativa iniciaram a sua atividade, no ano letivo 2010/2011. CAPITULO II - ESTRUTURA Artigo 3º Composição das Equipas de Intervenção Socioeducativa Do mapa de pessoal da Divisão de Educação da Câmara Municipal de Portimão, fazem parte os seguintes elementos das equipas de intervenção socioeducativa: 1. Técnico Superior de Psicologia 2. Técnico Superior de Serviço Social Artigo 4º Competências das Equipas de Intervenção Socioeducativa 1. Os Técnicos Superiores de Psicologia devem dar cumprimento ao estipulado no Decreto-Lei nº190/91, de 17 de maio e Decreto-Lei nº 300/97, de 31 de outubro. 2. Os Técnicos Superiores de Serviço Social devem dar cumprimento ao estipulado no Decreto- Lei nº 184/04, de 29 de julho e Decreto-Lei nº190/
180 Artigo 5º Coordenação das Equipas de Intervenção Socioeducativa As Equipas de Intervenção Socioeducativa têm a coordenação de uma Técnica Superior de Psicologia (Área Educacional). Artigo 6º Competências da Coordenação das Equipas de Intervenção Socioeducativa 1. Promover a reflexão conjunta para apreciação/adequação e elaboração de documentos. 2. Delinear estratégias de intervenção e aferir procedimentos e uniformizar critérios de atuação. 3. Fomentar a troca de experiências e cooperação. 4. Analisar e refletir sobre metodologias aplicadas e assegurar a consecução e acompanhamento das atividades planeadas. 5. Promover a realização de atividades de investigação, reflexão e estudo visando a melhoria de qualidade de práticas em contexto educativo. 6. Acionar instrumentos de avaliação face aos objetivos propostos pelas equipas de intervenção socioeducativa. 7. Analisar os resultados e definir estratégias para a sua melhoria. 8. Promover a articulação com várias entidades locais, nomeadamente CPCJ, GASMI, Escolas secundárias entre outras. 9. Promover a articulação com várias estruturas da Câmara Municipal de Portimão afim de melhorar a qualidade de resposta às solicitações dos Estabelecimentos de Ensino. 10. Elaborar Plano Anual de Atividades e Relatório Final. Artigo 7º Responsável pelas Equipa de Intervenção Socioeducativa no Agrupamento A direção do Agrupamento, nomeia um elemento docente responsável pela articulação entre o Agrupamento de escolas e a equipa de intervenção socioeducativa, que terá como função orientar e supervisionar, devendo também articular com a coordenadora das Equipas, sempre que necessário. 179
181 CAPITULO III FUNCIONAMENTO DAS EQUIPAS DE INTERVENÇÃO SOCIOEDUCATIVA Artigo 8º Funcionamento 1. Aos técnicos das equipas de intervenção socioeducativa é reconhecida competência técnica e científica, no cumprimento do seu plano anual, inserido no plano anual de atividades do Agrupamento, após aprovação em Conselho Pedagógico. 2. O plano anual de atividades deve ser elaborado, no início do ano letivo, em conformidade com documento orientador da Câmara Municipal Portimão e o Projeto Educativo do Agrupamento. 3. O plano anual de atividades deve ser entregue à coordenadora das equipas após aprovação do conselho pedagógico. 4. Os serviços deverão dispor de espaço próprio e de uso exclusivo no decorrer do horário de trabalho, devendo ser respeitados os princípios de confidencialidade, sigilo e código deontológico a que os técnicos se encontram obrigados. 5. O encaminhamento dos alunos para estes serviços é efetuado através de um ficha própria Ficha de encaminhamento, a qual tem necessariamente de ter um parecer da direção. 6. Qualquer avaliação e/ou acompanhamento deverá ser devidamente autorizada pelo encarregado de educação do aluno. 7. O técnico deve sempre procurar atender os alunos, fora do horário letivo e só em situações excecionais, atender no horário letivo, usando preferencialmente o horário das disciplinas práticas. 8. Quando o aluno não comparece, injustificadamente, duas vezes consecutivas ao atendimento, o Encarregado de Educação e o diretor de turma devem ser informados do mesmo e fica suspensa a intervenção, salvo exceções. Artigo 9º Serviço prestado 1. As equipas de intervenção socioeducativa prestam serviço/intervêm em todos os estabelecimentos de ensino/educação do ensino básico do Agrupamento a que estão afetas. 2. Cada equipa está sediada numa das escolas do Agrupamento, preferencialmente numa EB2,3 ou na sede do seu Agrupamento. 3. As equipas devem deslocar-se aos Estabelecimentos de Ensino Pré Escolar conforme as solicitações. 4. Nos Estabelecimentos de Ensino do 1º, 2º e 3º ciclo os técnicos têm um horário de permanência na respetiva escola, estabelecido em função das necessidades da mesma. 180
182 Artigo 10º Horário 1. O horário dos técnicos das equipas corresponde à duração do período semanal de trabalho dos trabalhadores em funções públicas, distribuído em igual número de horas diárias, ficando destinadas a trabalho de gabinete entre 6 a 9 horas semanais, conforme as necessidades do Agrupamento. 2. Sempre que se verifique a necessidade de prolongar o horário diário, por interesse do serviço, deverá ser registado o tempo de trabalho efetuado, para além do horário definido, em formulário próprio que será convertido em bolsa de horas a compensar na interrupção letiva mais próxima, sem prejuízo do serviço. 3. O horário dos técnicos não pode contemplar manhãs ou tardes livres. 4. Os horários dos técnicos de cada equipa devem ser elaborados separadamente, mas sempre em articulação com os colegas de equipa e com a coordenadora. 5. Os horários devem ser entregues à direção do Agrupamento para validação e esta remete à Câmara Municipal. 6. O horário deve ser colocado em local visível, no gabinete dos mesmos. 7. O horário poderá ser sujeito a alterações, ao longo do ano letivo, sempre que a direção do Agrupamento veja necessidade de tal e/ou as equipas sintam essa mesma necessidade, sendo sempre sujeito a nova validação pela direção e envio à Câmara Municipal. 8. No horário dos técnicos deve constar sempre o horário de atendimento aos pais/encarregados de educação e este deve ser dado a conhecer aos mesmos, no início do ano letivo. 9. Os horários dos técnicos estão sujeitos a um registo diário de assiduidade. Artigo 11º Férias Dada a especificidade das suas funções, os técnicos só podem tirar férias entre a última semana de julho e a ultima semana de agosto. Artigo 12º Mobilidade 1. Os técnicos das Equipas de Intervenção Socioeducativa devem estar afetos ao seu Agrupamento por um período mínimo de 2 anos letivos, de modo a dar continuidade aos projetos implementados. 2. A mudança de Agrupamento só deve ocorrer em situações excecionais e que coloquem em causa o bom funcionamento e o interesse do serviço. 181
183 CAPITULO IV FUNCIONAMENTO DA COORDENAÇÃO Artigo 13º Periodicidade das reuniões 1. A coordenadora reúne quinzenalmente e/ou sempre que necessário, em horário estabelecido no início do ano letivo, com as equipas de intervenção socioeducativa de cada Agrupamento e sempre que possível, com o responsável pelas equipas no Agrupamento. 2. A coordenadora reúne mensalmente com todas as equipas de intervenção socioeducativa. Artigo 14º Reunião mensal 1. A presença dos técnicos na reunião mensal é solicitada pela Sr.ª Vereadora do Pelouro da Educação à Direção de cada Agrupamento. 2. A convocatória deve ser enviada com 72h de antecedência. 3. A reunião mensal tem duração máxima de 3 horas. 4. Com exceção da 1ª reunião de cada ano letivo as reuniões devem iniciar-se com a leitura e aprovação da ata da reunião anterior. 5. De cada reunião deve ser lavrada uma ata, que conterá um resumo da sessão. 6. As atas são lavradas por um secretário designado pela coordenadora, segundo critérios estabelecidos no início de cada ano letivo. 7. Na última reunião mensal, a ata é lida e aprovada no final da mesma. 8. As atas são arquivadas pela coordenadora em dossiê próprio na Divisão de Educação. CAPITULO V AVALIAÇÃO Artigo 15º Relatório Final 1. No final do ano letivo as equipas devem elaborar um relatório final de atividades, sendo este entregue ao responsável pelas equipas de intervenção socioeducativa no Agrupamento e à coordenadora após aprovação do conselho pedagógico. 2. Este relatório funciona como um instrumento que permite a regulação entre as atividades planeadas e as realizadas para efeitos do SIADAP. 182
184 CAPITULO VI DISPOSIÇÕES FINAIS Artigo 16º Entrada em vigor As referidas Normas de funcionamento entram em vigor a seguir à sua aprovação por despacho superior. 183
185 Anexo VIII Regimento dos Departamentos Curriculares 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e ensino secundário A articulação e gestão curricular são asseguradas por departamentos curriculares nos quais se encontram representados os grupos de recrutamento e áreas disciplinares, de acordo com os cursos lecionados e o número de docentes. Artigo 1.º OBJETO O presente regimento define as regras de organização e de funcionamento dos departamentos curriculares do Agrupamento de escolas Poeta António Aleixo, de acordo com o seu regulamento interno e com a legislação em vigor. Artigo 2.º ÂMBITO 1. São quatro o número de departamentos curriculares do agrupamento, nestes níveis de ensino: Departamento Departamento de línguas Departamento de matemática e ciências experimentais Departamento de ciências sociais e humanas Departamento de expressões Composição 210 Português e Francês 220 Português e Inglês 300 Português 320 Francês 330 Inglês 350 Espanhol 230 Matemática e Ciências Naturais 500 Matemática 510 Física e Química 520 Biologia e Geologia 550 Informática 200 Português e Estudos Sociais /História 290 Educação Moral e Religiosa 400 História 410 Filosofia 420 Geografia 430 Economia e Contabilidade 240 Educação Visual / Educação Tecnológica 250 Educação Musical 260/620 Educação Física 530- Educação Tecnológica 600 Artes Visuais 910, 920 e 930 Educação Especial 184
186 2. O departamento é presidido pelo coordenador do departamento. 3. O coordenador é assessorado pelos coordenadores dos grupos de recrutamento que constituem o departamento. Os coordenadores de grupo são assessorados pelos coordenadores de ciclo quando nomeados. Artigo 3.º FUNCIONAMENTO DO CONSELHO DE DEPARTAMENTO I REUNIÕES 1- Reunião de departamento 1.1. O departamento reúne ordinariamente sendo convocado pelo coordenador: a) antes do início das atividades letivas para definição de estratégias gerais de trabalho; b) no início do segundo período para balanço do trabalho desenvolvido no primeiro período e definição das linhas de ação respeitantes ao segundo período; c) no final do ano, após a conclusão das atividades letivas, com vista à avaliação do trabalho realizado e conceção das linhas de ação gerais para o ano letivo seguinte O departamento reúne extraordinariamente sempre que as circunstâncias o determinem, por iniciativa do diretor, do coordenador, de pelo menos um terço dos membros do departamento, ou sempre que um pedido de parecer do conselho geral o justifique. 2- Reunião de coordenação 2.1 O diretor convoca e reúne ordinariamente com os coordenadores de departamento quinzenalmente e extraordinariamente sempre que as circunstâncias o determinem O coordenador de departamento convoca e reúne com os coordenadores de grupo de recrutamento/ciclo ordinariamente a seguir às reuniões do conselho pedagógico e extraordinariamente por sua iniciativa ou sempre que as circunstâncias o determinem O coordenador de grupo de recrutamento convoca e reúne com os coordenadores ciclo ordinariamente uma vez por período e extraordinariamente por sua iniciativa ou sempre que as circunstâncias o determinem. 3. Reunião de grupo de recrutamento 3.1. Os grupos de recrutamento reúnem ordinariamente e preferencialmente na semana seguinte ao conselho pedagógico, por convocatória dos coordenadores de grupo Os grupos de recrutamento reúnem extraordinariamente sempre que as circunstâncias o determinem, por iniciativa do coordenador de grupo, do coordenador de departamento, do diretor ou de dois terços dos membros do grupo. 185
187 II PROCEDIMENTOS Nas reuniões observar-se-ão os seguintes procedimentos: 1. As reuniões serão convocadas com um mínimo de 48h de antecedência, através de convocatória enviada por correio eletrónico e/ou de afixação no placard da sala de professores; 2. As reuniões ordinárias do grupo de recrutamento serão efetuadas às 4ª feiras das h às 17.35h; 3. Considerar-se-á que existe quórum para a tomada de deliberações quando estiverem presentes a maioria dos seus membros; 4. Quando não se verificar esta situação, a reunião efetuar-se-á 30 minutos depois da hora marcada com o número de elementos presentes; 5. As deliberações deste conselho serão válidas desde que resultantes de uma maioria simples de votos expressos dos membros presentes na reunião; 6. De cada reunião de departamento será lavrada uma ata, redigida pelo professor secretário, onde deverão constar as presenças e as faltas dos professores, as deliberações/recomendações tomadas e todas as ocorrências relevantes verificadas durante a reunião. 7. De cada reunião de grupo disciplinar será lavrada uma ata, redigida pelo professor secretário, onde deverão constar as presenças e as faltas dos professores, as deliberações/recomendações tomadas e todas as ocorrências relevantes verificadas durante a reunião. 8. De cada reunião de coordenação será elaborado um memorando, que será assinado por todos os presentes, com os tópicos dos temas tratados. A ata da reunião deverá ser aprovada, em minuta, no final da mesma. 10. O desempenho do cargo de secretário, das reuniões de departamento, far-se-á rotativamente, de entre os professores coordenador de grupo/ciclo, obedecendo essa rotatividade à lista nominal por ordem alfabética. 11. A ata do grupo disciplinar deverá ser enviada oportunamente a todos os elementos, por correio eletrónico, por forma a ser aprovada na reunião seguinte. Depois de aprovada e assinada será entregue, de imediato, ao coordenador de departamento. 12. As atas de grupo de recrutamento deverão ser lidas e rubricadas pelo coordenador de departamento. 13. As atas de departamento e as de grupo de recrutamento serão entregues, pelo coordenador de departamento, na direção, no final do período. 186
188 1. COORDENADOR DE DEPARTAMENTO 1. Mandato do Coordenador do Departamento O coordenador exercerá o seu mandato por um período de 4 anos. 2. Competências do Coordenador do Departamento As competências do coordenador do departamento são as atribuídas pelo regulamento interno do agrupamento no seu artigo 69.º. IV- COORDENADOR DE GRUPO DE RECRUTAMENTO 1. Mandato do coordenador de grupo de recrutamento A coordenação disciplinar é exercida, sempre que possível, por um professor do quadro do agrupamento, designado pelo diretor depois de ter sido auscultada a opinião do grupo disciplinar e do coordenador de departamento, por um período de 2 anos. 2. Competências dos coordenadores de grupo de recrutamento As competências do coordenador de grupo de recrutamento são as atribuídas pelo regulamento interno do agrupamento no seu artigo 76.º e ainda: a) assessorar o coordenador de departamento; b) veicular a ligação entre o coordenador de departamento e os professores do grupo a que pertence; c) elaborar o relatório anual, no mês de julho de cada ano. V- COORDENADOR DE CICLO 1. Mandato do coordenador de ciclo A coordenação de ciclo é exercida, sempre que possível, por um professor do quadro do agrupamento, designado pelo diretor depois de ter sido auscultada a opinião do coordenador de departamento e do coordenador de grupo de recrutamento, por um período de 2 anos. 2. Competências dos coordenadores ciclo As competências do coordenador ciclo são as atribuídas pelo regulamento interno do agrupamento no seu artigo 76.º e ainda: a) assessorar o coordenador de grupo de recrutamento; b) veicular a ligação entre o coordenador de departamento/grupo de recrutamento e os professores do ciclo a que pertence; c) colaborar com o coordenador de grupo na elaboração do relatório anual, no mês de julho de cada ano. 187
189 Artigo 4.º DISPOSIÇÕES FINAIS 1. O presente regimento pode ser revisto ordinariamente de 4 em 4 anos, sempre que haja alterações do regulamento interno do agrupamento ou do regimento do conselho pedagógico, e, extraordinariamente, pelo conselho geral. 2. O original deste regimento ficará arquivado na direção e uma cópia em cada departamento. 3. Em todas as matérias em que o presente regimento é omisso, aplica-se o que estiver estabelecido no regulamento interno do agrupamento e a na lei geral. 4. O presente regimento entra em vigor no dia imediato à sua aprovação pelo conselho geral, na sequência do parecer do conselho pedagógico. 188
190 ANEXO IX Sistema de videovigilância (SV) Artigo 1.º Legalização do tratamento de imagem relativo ao SV 1. A ESPAA é detentora da autorização Nº 3263/2009 dada pela Comissão Nacional de Proteção de Dados para o tratamento de videovigilância a realizar nas instalações que será alvo de atualização. 2. A DMCB é detentora da autorização 3141/2009 dada pela Comissão Nacional de Proteção de Dados para o tratamento de videovigilância a realizar nas instalações. 3. A gravação de imagens nas escolas está restringida aos seguintes locais: portas de acesso externo, perímetro exterior e portas de acesso ao edifício, durante o período de funcionamento da escola; recreios e pátios, espaços com concentração de equipamentos tecnológicos, fora do período de funcionamento da escola. Artigo 2.º Finalidade do tratamento de imagens As imagens obtidas destinam-se exclusivamente a assegurar a «Proteção de pessoas e bens». Artigo 3.º Identificação do sistema instalado 1. Na ESPAA existem 5 câmaras situadas no perímetro exterior do edifício, cobrindo as portas de acesso ao edifício. Existem ainda 5 câmaras interiores, cobrindo entradas para locais de concentração de equipamentos informáticos; 2. Na DMCB existem 5 câmaras situadas no perímetro exterior do edifício, cobrindo as portas de acesso ao edifício. Existem ainda 5 câmaras interiores, cobrindo entradas para locais de concentração de equipamentos informáticos; Artigo 4.º Destinatários dos dados Os dados pessoais recolhidos serão apenas comunicados aos órgãos de polícia criminal ou às autoridades judiciais competentes, nos termos da lei processual penal. 189
191 Artigo 5.º Direito de informação Conforme o definido no artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 35/2004, de 21 de Fevereiro, encontram-se afixados avisos de informação relativos ao sistema instalado. Alteração aprovada em Conselho Geral, , Artº. 79; Anexo VIII, Regimento dos Departamentos Curriculares 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e ensino secundário Alteração aprovada em Conselho Geral, , Anexo VI, Regulamento dos Cursos Vocacionais de Nível Secundário 190
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