DIÁRIO DA ASSEMBLEIA
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- Norma Frade Fonseca
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1 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE ESTADO DO MARANHÃO ASSEMBLEIA LEGISLATIVA PALÁCIO MANOEL BEQUIMÃO ANO XXXVIII - Nº SÃO LUÍS, SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE EDIÇÃO DE HOJE: 44 PÁGINAS 10.ª SESSÃO ORDINÁRIA DA 1.ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 17.ª LEGISLATURA SUMÁRIO RELAÇÃO DE ORADORES...03 INDICAÇÃO...07 ORDEM DO DIA...03 SESSÃO SOLENE...21 PAUTA...04 RESUMO DA ATA...30 SESSÃO ORDINÁRIA...04 ATA DA SESSÃO ORDINÁRIA...31 PROJETO DE LEI...05 RESENHA...34 PROJETO DE RESOLUÇÃO LEGISLATIVA...06 PARECER...35 PROJETO DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO...06 RESOLUÇÃO ADMINISTRATIVA...37 REQUERIMENTO...06 OFÍCIO...44 AVISO DE LICITAÇÃO...44 MESA DIRETORA Deputado Arnaldo Melo (PMDB) Presidente 1. Vice-Presidente: Deputado Marcos Caldas (PRB) 1. Secretário: Deputado Hélio Soares (PP) 2. Vice-Presidente: Deputado Neto Evangelista (PSDB) 2. Secretário: Deputado Jota Pinto (PR) 3. Vice-Presidente: Deputado Afonso Manoel (PMDB) 3. Secretário: Deputado Edilázio Júnior (PV) 4. Vice-Presidente: Deputada Francisca Primo (PT) 4. Secretário: Deputada Cleide Coutinho (PSB) 1. Deputada Cleide Coutinho (PSB) 2. Deputada Eliziane Gama (PPS) 3. Deputado Luciano Leitoa (PSB) BLOCO DA UNIÃO DEMOCRÁTICA PT do B - PSDB - PT - PHS - PP - PMN - PR - PRB - PSC 1. Deputado Alexandre Almeida (PT do B) 2. Deputado André Fufuca (PSDB) 3. Deputado Bira do Pindaré (PT) 4. Deputado Carlinhos Florêncio (PHS) 5. Deputado Dr. Pádua (PP) 6. Deputado Eduardo Braide (PMN) 7. Deputada Francisca Primo (PT) LÍDER Deputado Eduardo Braide 1. Deputado Arnaldo Melo (PMDB) 2. Deputado Afonso Manoel (PMDB) 3. Deputado Antônio Pereira (DEM) 4. Deputado Carlos Alberto Milhomem (DEM) 5. Deputado Carlos Filho (PV) 6. Deputado César Pires (DEM) 7. Deputado Edilázio Júnior (PV) 8. Deputado Edson Araújo (PSL) LÍDER Deputado Stênio Rezende BLOCO PARLAMENTAR PELO MARANHÃO PMDB - DEM - PV - PSL - PTB BLOCO PARLAMENTAR DE OPOSIÇÃO PSB - PC do B - PPS 8. Deputada Gardênia Castelo (PSDB) 9. Deputado Hélio Soares (PP) 10. Deputado Jota Pinto (PR) 11. Deputado Léo Cunha (PSC) 12. Deputado Marcos Caldas (PRB) 13. Deputado Neto Evangelista (PSDB) 14. Deputado Raimundo Louro (PR) 15. Deputado Rogério Cafeteira (PMN) 16. Deputado Zé Carlos (PT) 9. Deputado Fábio Braga (PMDB) 10. Deputado Hemetério Weba (PV) 11. Deputado Manoel Ribeiro (PTB) 12. Deputado Magno Bacelar (PV) 13. Deputado Raimundo Cutrim (DEM) 14. Deputado Rigo Teles (PV) 15. Deputado Roberto Costa (PMDB) 16. Deputado Stênio Rezende (PMDB) 17. Deputada Vianey Bringel (PMDB) 4. Deputado Rubens Pereira Júnior (PC do B) 5. Deputado Marcelo Tavares (PSB) LÍDER Deputado Marcelo Tavares LIDERANÇA DO GOVERNO Deputado Manoel Ribeiro LICENCIADO 1. Deputado Ricardo Murad (PMDB) 2. Deputado Max Barros (DEM) 3. Deputado Victor Mendes (PV) VICE-LÍDER Deputado Rubens Pereira Júnior PDT 1. Deputado Camilo Figueiredo 2. Deputado Carlinhos Amorim - VICE-LÍDER 3. Deputada Graça Paz - LÍDER 4. Deputada Valéria Macedo
2 2 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2011 (de acordo com o art. 30 da Resolução Legislativa nº 599/2010) 01 Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania Titulares Suplentes Deputado Eduardo Braide Deputado Bira do Pindaré Deputado Rogério Cafeteira Deputado Carlinhos Florêncio Deputado Alexandre Almeida Deputado Zé Carlos Deputado Carlos A. Milhomem Deputado Antônio Pereira Deputado Raimundo Cutrim Deputada Vianey Bringel Deputado Stênio Resende Deputado Rigo Teles Deputado Rubens Pereira Júnior Deputada Eliziane Gama 02 Comissão de Orçamento, Finanças, Fiscalização e Controle Titulares Suplentes Deputado Eduardo Braide Deputado Carlinhos Florêncio Deputado Rogério Cafeteira Deputada Gardênia Castelo Deputado Alexandre Almeida Deputado Zé Carlos Deputado César Pires Deputado Manoel Ribeiro Deputado Roberto Costa Deputado Carlos A Milhomem Deputado Antônio Pereira Deputado Stênio Resende Deputado Luciano Leitoa Deputado Rubens Pereira Jr. 03 Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Titulares Suplentes Deputado Léo Cunha Deputado Rogério Cafeteira Deputada Gardênia Castelo Deputado Doutor Pádua Deputado Zé Carlos Deputado Eduardo Braide Deputado Magno Bacelar Deputado César Pires Deputado Carlos Filho Deputado Raimundo Cutrim Deputado Manoel Ribeiro Deputado Roberto Costa Deputada Eliziane Gama Deputado Luciano Leitoa 04 Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia Titulares Suplentes Deputado André Fufuca Deputado Alexandre Almeida Deputado Bira do Pindaré Deputado Rogério Cafeteira Deputada Gardênia Castelo Deputado Léo Cunha Deputado César Pires Deputado Fábio Braga Deputado Roberto Costa Deputado Raimundo Cutrim Deputado Manoel Ribeiro Deputado Magno Bacelar Deputado Luciano Leitoa Deputado Marcelo Tavares 05 Comissão de Administração Pública, Seguridade Social e Relações do Trabalho Titulares Suplentes Deputado Léo Cunha Deputada Gardênia Castelo Deputado Bira do Pindaré Deputado Zé Carlos Deputado Edson Araújo Deputado Hemetério Weba Deputado Carlos Filho Deputado César Pires Deputado Rigo Teles Deputado Raimundo Cutrim Deputada Valéria Macedo Deputado Camilo Figueiredo Deputado Rubens Pereira Jr. Deputada Eliziane Gama 06 Comissão de Saúde Titulares Suplentes Deputado Dr. Pádua Deputado Raimundo Louro Deputado André Fufuca Deputada Gardênia Castelo Deputado Carlinhos Florêncio Deputado Rogério Cafeteira Deputada Vianey Bringel Deputado Manoel Ribeiro Deputado Antônio Pereira Deputado Rigo Teles Deputado Valéria Macedo Deputado Fábio Braga Deputado Marcelo Tavares Deputado Luciano Leitoa 07 Comissão de Assuntos Municipais e de Desenvolvimento Regional Titulares Suplentes Deputado Carlinhos Florêncio Deputado Eduardo Braide Deputado André Fufuca Deputado Raimundo Louro Deputado Rigo Teles Deputado Edson Araújo Deputada Vianey Bringel Deputado Carlos A Milhomem Deputado Hemetério Weba Deputado Roberto Costa Deputado Marcelo Tavares Deputado Rubens Pereira Jr. Deputado Camilo Figueiredo Deputada Graça Paz 08 Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e das Minorias Titulares Suplentes Deputado Bira do Pindaré Deputado Dr. Pádua Deputada Gardênia Castelo Deputado Léo Cunha Deputado Eduardo Braide Deputado André Fufuca Deputado Manoel Ribeiro Deputado Stênio Resende Deputado Rigo Teles Deputado Antônio Pereira Deputado Edson Araújo Deputado Carlos Filho Deputada Eliziane Gama Deputado Rubens Pereira Jr. 09 Comissão de Obras e Serviços Públicos Titulares Suplentes Deputado Raimundo Louro Deputado Carlinhos Florêncio Deputado Zé Carlos Deputado André Fufuca Deputado Léo Cunha Deputado Eduardo Braide Deputada Vianey Bringel Deputado Antônio Pereira Deputado Carlos A. Milhomem Deputado Hemetério Weba Deputado Carlos Filho Deputado Edson Araújo Deputado Carlinhos Amorim Deputado Camilo Figueiredo 10 Comissão de Ética Titulares Deputado Rogério Cafeteira Deputado Dr. Pádua Deputado Antônio Pereira Deputado Carlos A. Milhomem Deputado Fábio Braga Deputada Graça Paz Deputado Marcelo Tavares 11 Comissão de Assuntos Econômicos Titulares Deputado Carlinhos Florêncio Deputado Alexandre Almeida Deputado Zé Carlos Deputado Edson Araújo Deputado Raimundo Cutrim Deputado Fábio Braga Deputado Carlinhos Amorim Suplentes Deputado Alexandre Almeida Deputado Raimundo Louro Deputado Stênio Resende Deputado Magno Bacelar Deputado Roberto Costa Deputada Valéria Macedo Deputado Luciano Leitoa Suplentes Deputado Léo Cunha Deputado Dr. Pádua Deputado Bira do Pindaré Deputado Carlos Filho Deputado Magno Bacelar Deputado Rigo Teles Deputada Graça Paz 12 Comissão de Segurança Pública Titulares Suplentes Deputado Raimundo Louro Deputado Bira do Pindaré Deputado Dr. Pádua Deputado Alexandre Almeida Deputado Raimundo Cutrim Deputado Manoel Ribeiro Deputado Roberto Costa Deputado Fábio Braga Deputado Magno Bacelar Deputado Edson Araújo Deputado Camilo Figueiredo Deputado Carlinhos Amorim Deputado Luciano Leitoa Deputada Eliziane Gama
3 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE SESSÃO ORDINÁRIA DO DIA 21/02/ a FEIRA 1.º ORADOR (A) - 30 MINUTOS GRANDE EXPEDIENTE TEMPOS DOS PARTIDOS E BLOCOS PARLAMENTARES 1. BLOCO PARLAMENTAR PELO MARANHÃO - 24 MINUTOS 2. BLOCO UNIÃO DEMOCRÁTICA - 23 MINUTOS 3. BLOCO PARLAMENTAR DE OPOSIÇÃO - 7 MINUTOS 4. PDT - 6 MINUTOS SESSÃO ORDINÁRIA DO DIA SEGUNDA-FEIRA I MEDIDAS PROVISÓRIAS EM DISCUSSÃO E VOTAÇÃO - ÚNICO TURNO 1. MEDIDA PROVISÓRIA Nº 083/2010, DE AUTORIA DO PODER EXECUTIVO, ENCAMINHADA PELA MENSAGEM Nº 061/2010, QUE DISPÕE SOBRE RESIDÊNCIA MÉDICA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. COM PARECER FAVORÁVEL DA COMISSÃO ESPECIAL DESIGNADA PELA RESOLUÇÃO ADMINISTRATIVA Nº 095/2011, DE CONFORMIDADE COM O ART. 6º DA RESOLUÇÃO LEGISLATIVA Nº 450/2004. RELATORA DEPUTADA VIANEY BRINGEL. 2. MEDIDA PROVISÓRIA Nº 084/2010, DE AUTORIA DO PODER EXECUTIVO, ENCAMINHADA PELA MENSAGEM Nº 062/2010, QUE ALTERA A LEI Nº 8.205/2004, QUE INSTITUIU O FUNDO MARANHENSE DE COMBATE À POBREZA FUMACOP. COM PARECER FAVORÁVEL DA COMISSÃO ESPECIAL DESIGNADA PELA RESOLUÇÃO ADMINISTRATIVA Nº 096/2011, DE CONFORMIDADE COM O ART. 6º DA RESOLUÇÃO LEGISLATIVA Nº 450/2004. RELATOR DEPUTADO CARLINHOS FLORÊNCIO. 3. MEDIDA PROVISÓRIA Nº 085/2011, DE AUTORIA DO PODER EXECUTIVO, ENCAMINHADA PELA MENSAGEM Nº 003/2011, QUE DISPÕE SOBRE O REAJUSTE DO VENCIMENTO-BASE DOS SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAL DO GRUPO OCUPACIONAL ATIVIDADES DE APOIO ADMINISTRATIVO E OPERACIONAL-ADO E DOS CARGOS DA CATEGORIA FUNCIONAL SUPORTE ÀS ATIVIDADES ARTÍSTICAS E CULTURAIS, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. COM PARECER FAVORÁVEL DA COMISSÃO ESPECIAL DESIGNADA PELA RESOLUÇÃO ADMINISTRATIVA Nº 098/2011, DE CONFORMIDADE COM O ART. 6º DA RESOLUÇÃO LEGISLATIVA Nº 450/2004. RELATOR DEPUTADO STÊNIO REZENDE. 4. MEDIDA PROVISÓRIA Nº 086/2011, DE AUTORIA DO PODER EXECUTIVO, ENCAMINHADA PELA MENSAGEM Nº 004/2011, QUE FIXA O VALOR DA RETRIBUIÇÃO PECUNIÁRIA DE QUE TRATA O ART. 1º DA LEI Nº 312, DE 25 DE MARÇO DE COM PARECER FAVORÁVEL DA COMISSÃO ESPECIAL DESIGNADA PELA RESOLUÇÃO ADMINISTRATIVA Nº 099/ 2011, DE CONFORMIDADE COM O ART. 6º DA RESOLUÇÃO LEGISLATIVA Nº 450/2004. RELATOR DEPUTADO STÊNIO REZENDE. 5. MEDIDA PROVISÓRIA Nº 087/2011, DE AUTORIA DO PODER EXECUTIVO, ENCAMINHADA PELA MENSAGEM Nº 005/2011, QUE DÁ NOVA REDAÇÃO AO ART. 3º DA LEI Nº 8.568, DE 12 DE MARÇO DE 2007, ALTERADO PELA LEI Nº 8.991, DE 02 DE JULHO DE COM PARECER FAVORÁVEL DA COMISSÃO ESPECIAL DESIGNADA PELA RESOLUÇÃO ADMINISTRATIVA Nº 100/2011, DE CONFORMIDADE COM O ART. 6º DA RESOLUÇÃO LEGISLATIVA Nº 450/2004. RELATOR DEPUTADO HEMETÉRIO WEBA. 6. MEDIDA PROVISÓRIA Nº 089/2011, DE AUTORIA DO PODER EXECUTIVO, ENCAMINHADA PELA MENSAGEM Nº 009/2011, QUE CRIA CARGO EM COMISSÃO NA FUNDAÇÃO ESTADUAL DE SAÚDE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. COM PARECER FAVORÁVEL DA COMISSÃO ESPECIAL DESIGNADA PELA RESOLUÇÃO ADMINISTRATIVA Nº 110/ 2011, DE CONFORMIDADE COM O ART. 6º DA RESOLUÇÃO LEGISLATIVA Nº 450/2004. RELATOR DEPUTADO STÊNIO REZENDE. II REQUERIMENTO À DELIBERAÇÃO DO PLENÁRIO 1. REQUERIMENTO Nº 018/2011, DE AUTORIA DO DEPUTADO EDILÁZIO JÚNIOR, QUE REQUER DEPOIS DE OUVIDO O PLENÁRIO, SEJA ENCAMINHADA MENSAGEM DE CONGRATULAÇÕES À DESEMBARGADORA ANILDES DE JESUS BERNARDES CHAVES CRUZ, PELA SUA ELEIÇÃO AO CARGO DE MEMBRO EFETIVO DO TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO MARANHÃO, NA CATEGORIA DE DESEMBARGADOR, OCORRRIDA NO DIA 16 DE FEVEREIRO DO CORRENTE ANO, PARABENIZANDO-LHE POR ESSE MOMENTO ESPECIAL QUE ABRILHANTARÁ, AINDA MAIS, SUA BIOGRAFIA, DESEJANDO-LHE SUCESSO NESSE NOVO DESAFIO III REQUERIMENTOS À DELIBERAÇÃO DA MESA 1. REQUERIMENTO Nº 016/2011, DE AUTORIA DO DEPUTADO CÉSAR PIRES, QUE REQUER DEPOIS DE OUVIDA A MESA, SEJA REALIZADA AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA DISCUTIR E PROPOR ENCAMINHAMENTOS SOBRE O SISTEMA PRISIONAL DO ESTADO DO MARANHÃO. TAL AUDIÊNCIA POSSIBILITARÁ MAIOR INTERCÂMBIO, DISCUSSÕES E PROPOSIÇÕES ACERCA DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE SEGURANÇA NO ESTADO, NOTADAMENTE, PARA FAZER FRENTE AOS PROBLEMAS. 2. REQUERIMENTO Nº 017/2011, DE AUTORIA DOS DEPUTADOS MARCELO TAVARES E RUBENS PEREIRA JÚNIOR, QUE REQUEREM DEPOIS DE OUVIDA A MESA, SEJA ENCAMINHADO OFÍCIO A DRA. ROSANE BASSAR MEIRELES GUERRA, PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA E AO DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO DO MARANHÃO-FAPEMA, SOLICITANDO AS SEGUINTES INFORMAÇÕES: - QUAL O CRITÉRIO PARA CONCESSÃO DE BOLSAS DE TRABALHO PELA FAPEMA; QUAL O OBJETIVO, PERÍODO DE VIGÊNCIA, VALORES PAGOS E A SEREM PAGOS E OS TRABALHOS DESENVOLVIDOS PELOS BENEFICIADOS PELAS BOLSAS DE TRABALHO, DOS NOMES A SEGUIR RELACIONADOS: FERNANDO DE JESUS LIMA DE OLIVEIRA; FERNANDO ANTONIO MAGALHÃES DE SOUSA; PAULO ROMÃO MEIRELES NETO; SHEILA SERRA DA CUNHA SANTOS AROSO; VIRGÍNIA MARIA MAGALHÃES TAJRA; VANDERLENE FONSECA TAJRA; RAIMUNDO NONATO SOUZA PINTO; RAIMUNDO JOSÉ FERNANDES CARDOSO; WALIN NEMER DAMOUS; RAIMUNDO NONATO LOPES FARIAS. 3. REQUERIMENTO Nº 019/2011, DE AUTORIA DO DEPUTADO BIRA DO PINDARÉ, QUE REQUER DEPOIS DE OUVIDA A MESA, SEJA DETERMINADA A REALIZAÇÃO DE UMA SESSÃO ESPECIAL SOBRE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011, QUE TEM COMO TEMA FRATERNIDADE E A VIDA NO PLANETA, PROMOVIDA PELA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL (CNBB), NO DIA 17 DE MARÇO DE 2011, DEVENDO SER
4 4 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2011 CONVIDADOS O PADRE JOSÉ ADALBERTO VANZELLA SECRETÁRIO EXECUTIVO, O BISPO AUXILIAR DA ARQUIDIOCESE DE SÃO LUÍS, JOSÉ CARLOS CHACOROWSKI E DOM XAVIER GILLES, BISPO EMÉRITO DE VIANA. PAUTA DE PROPOSTA PARA RECEBIMENTO DE EMENDA DATA: 21/02/ SEGUNDA-FEIRA: ORDINÁRIA 1ª SESSÃO: 1. PROJETO DE LEI Nº 010/11, de autoria do Senhor Deputado Marcos Caldas, que proíbe cobrança de taxas em estacionamentos privados de empresas e instituições de acesso público, no âmbito do Estado do Maranhão. 2. PROJETO DE LEI Nº 011/11, de autoria do Senhor Deputado César Pires, que fica instituída a Política Estadual de Incentivo à Leitura do Estado do Maranhão, com o objetivo de democratizar o acesso à leitura e à escrita. 3. PROJETO DE RESOLUÇÃO LEGISLATIVA Nº 004/11, de autoria do Senhor Deputado Alexandre almeida, que institui a Frente Parlamentar de combate ao crack e outras drogas no Estado do Maranhão e dá outras providências. ORDINÁRIA 2ª SESSÃO: 1. PROJETO DE LEI Nº 009/11, de autoria do Senhor Deputado Roberto Costa, que torna de Utilidade Pública, o Capítulo Juventude Fratena nº 312, da Ordem DeMolay, entidade juvenil ligada à Grande Loja Maçônica do Estado do Maranhão(GLEMA). ORDINÁRIA 3ª SESSÃO: 1. PROJETO DE RESOLUÇÃO LEGISLATIVA Nº 002/11, de autoria do Senhor Deputado Roberto Costa, que concede o Título de Cidadã Maranhense, à Exa. Dra. MÁRCIA ANDREA FARIAS DA SILVA, natural do Estado do Rio de janeiro. 2. PROJETO DE RESOLUÇÃO LEGISLATIVA Nº 003/11, de autoria do Senhor Deputado Carlos Alberto Milhomem, que altera o 2º do art. 104 da Resolução Legislativa nº 449/2004, com nova redação dada pela Resolução Legislativa nº 599/2010. ORDINÁRIA 4ª E ÚLTIMA SESSÃO: 1. PROJETO DE LEI Nº 008/11, de autoria do Senhor Deputado Roberto Costa, que dispõe sobre a construção de quadras poliesportivas cobertas nas escolas públicas de rede estadual de ensino e dá outras providências. SECRETARIA GERAL DA MESA DIRETORA DO PALÁCIO MANOEL BEQUIMÃO, em 17 de fevereiro de Sessão Ordinária da Primeira Sessão Legislativa da Décima Sétima Legislatura da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, realizada no dia dezessete de fevereiro do ano de dois mil e onze. Presidente Senhor Deputado Arnaldo Melo. Primeiro Secretário, em exercício, Senhor Deputado Edilázio Júnior. Segunda Secretária, em exercício, Senhora Deputada Cleide Coutinho. Às nove horas e trinta minutos, presentes os Senhores Deputados: Alexandre Almeida, André Fufuca, Antônio Pereira, Arnaldo Melo, Bira do Pindaré, Carlos Alberto Milhomem, Carlos Amorim, Carlinhos Florêncio, César Pires, Cleide Coutinho, Edilázio Júnior, Edson Araújo, Eduardo Braide, Eliziane Gama, Fábio Braga, Francisca Primo, Gardênia Castelo, Graça Paz, Hemetério Weba, Jota Pinto, Léo Cunha, Luciano Leitoa, Manoel Ribeiro, Magno Bacelar, Marcelo Tavares, Neto Evangelista, Raimundo Cutrim, Raimundo Louro, Rigo Teles, Roberto Costa, Rubens Pereira Júnior, Stênio Rezende, Valéria Macêdo, Vianey Bringel e Zé Carlos. Ausentes: Afonso Manoel, Camilo Figueiredo, Carlos Filho, Doutor Pádua, Hélio Soares, Marcos Caldas e Rogério Cafeteira. I ABERTURA. MELO - Em nome do povo e invocando a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos. MELO - A Senhora Segunda Secretária para fazer a leitura da Ata da Sessão anterior e do texto bíblico. A SENHORA SEGUNDA SECRETÁRIA EM EXERCÍCIO DEPUTADA CLEIDE COUTINHO (lê texto Bíblico e Ata) - Ata lida, Senhor Presidente. MELO - Ata lida e considerada aprovada. MELO - O Senhor Primeiro Secretário para fazer a leitura do Expediente. O SENHOR PRIMEIRO SECRETÁRIO EM EXERCÍCIO DEPUTADO EDILÁZIO JÚNIOR - (lê Expediente). II EXPEDIENTE. PROJETO DE LEI N 010 / 11 Proíbe cobrança de taxas em estacionamentos privados de empresas e instituições de acesso público, no âmbito do Estado do Maranhão. Art. 1º-Fica expressamente proibida a cobrança de taxa em estacionamentos privados de acesso ao público tais como: hospitais, clínicas, prontos-socorros, Shoppings, supermercados, aeroportos e rodoviárias. Art. 2º- Fica ainda determinado, que em caso de descumprimento do estabelecido no caput do artigo 1º, o infrator estará sujeito a imposição da penalidade de multa, que será aplicada mediante procedimento administrativo, observados os princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Art. 3º- Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. JUSTIFICATIVA A cobrança de taxas nos estacionamentos em estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços é considerada abusiva, tendo em vista, que os usuários dos serviços e produtos nesses estabelecimentos, de alguma forma já pagam para se utilizarem dos serviços nesses locais. Tratando-se de supermercados e Shoppings Center, o cliente já dá lucro a esses estabelecimentos pela aquisição e/ou consumo de produtos. No caso de instituições hospitalares, já são compilados a pagarem pelo atendimento com a realização de consultas e exames particulares ou via Plano de Saúde. Igualmente é injusta a cobrança de taxa para estacionamento em aeroportos e rodoviárias, considerando, que somente as empresas cadastradas na Junta Comercial para esse fim de atividade (estacionamento) podem cobrá-la, o que não é o caso dos estabelecimentos acima citados, devido a sua natureza pública e não privada. Por outro lado, a cobrança nos estacionamentos em estabelecimentos de prestação de serviços, inviabiliza a livre permanência do paciente durante o recebimento da assistência médica.
5 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE Registra-se ainda, que o procedimento para o recebimento dos tickets para adentrar aos estacionamentos, demanda tempo, promove engarrafamento e dificulta o necessário atendimento dos pacientes em situação de emergência, colocando em maior risco o estado de saúde, gerando abalo emocional no paciente, insegurança e desconforto. Com base nas razões acima aduzidas, contamos com o indispensável apoio de nossos nobres pares para a aprovação deste justificado Projeto de Lei. SALA DAS SESSÕES DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHÃO, em 15 de fevereiro de Marcos Caldas - Deputado Estadual 1º Vice-presidente PRB PROJETO DE LEI Nº 011 / 11 Fica instituída a Política Estadual de Incentivo à Leitura do Estado do Maranhão, com o objetivo de democratizar o acesso à leitura e à escrita. Capitulo I Da Política Estadual de Incentivo à Leitura Art. 1º - Fica instituída a Política Estadual de Incentivo à Leitura do Estado do Maranhão, mediante as seguintes diretrizes: I- democratizar o acesso ao livro, por meio de mecanismos de apoio à leitura escrita, inclusive por parte daqueles de menor poder aquisitivo ou que habitam longe dos grandes centros urbanos, respeitada a diversidade de concepções e praticas; II- dinamizar a democratização do livro e seu uso mais amplo como meio principal na difusão da cultura e transmissão do conhecimento, fomento da pesquisa social e científica, conservação do patrimônio cultural do Estado e melhoria da qualidade de vida, conciliando aspectos culturais e educacionais ligados à leitura; III- incentivar, incrementar e melhorar a produção editorial estadual, observando-se especialmente as condições de qualidade, quantidade, distribuição, promoção, preço e variedade; IV- promover a integração da produção literária nordestina, bem como formas de inserção da produção regional à nacional; V- estimular a produção e valorização dos autores e editores do Estado do Maranhão e a circulação dessa produção; VI- apoiar iniciativas das entidades associativas, culturais e do Poder Público que tenham por objetivo a produção e a divulgação do livro, reconhecendo sua autonomia; VII- proteger os direitos intelectuais e patrimoniais dos autores e editores, em conformidade com o estabelecido na legislação vigente, inclusive quanto às disposições internacionais devidamente recepcionadas; VIII- estimular a produção, a circulação e a leitura do livro, bem como fomentar as exportações para outros estados e países; IX- criar mecanismos pra aumentar e incrementar o número de livrarias e revendedores de livros; X- preservar os patrimônios literários, bibliográficos e documentais do Estado; XI- implantar novas bibliotecas e salas de leituras públicas agindo em parceria com os municípios, e contribuir para a melhoria daquelas pré-existentes, incentivando a criação/ inserção no Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas; XII- implantar e ampliar os centros de estudo e pesquisa, estimulando a criação de uma rede de bibliotecas escolares e objetivando a troca de experiências e conhecimento entre elas; XIII- promover atividades de estimulo à leitura para todos os segmentos da sociedade; Art. 2º- Para atingir os objetivos de que trata esta lei, o Estado do Maranhão, através do órgão competente, organizará e submeterá ao debate da sociedade, através das organizações civis vinculadas ao livro, o Plano Anual de Difusão do Livro. Parágrafo Único - o Plano Anual de Difusão do Livro será elaborado até o final do primeiro semestre do ano anterior à sua vigência e, no que couber, em consonância e nos prazos previstos para o Orçamento do Estado que consignará as verbas necessárias para sua execução. Art. 3º- Para atividade editorial, serão estabelecidos incentivos, com a dotação de linhas creditícias de médios e longos prazos, através dos bancos oficiais ou outras instituições financeiras, disponibilizando recursos para a modernização editorial e o financiamento da comercialização e produção editorial, assegurando possibilidades competitivas com o mercado nacional e internacional. Capitulo II Do Estímulo à Leitura Art. 4º- O Poder Executivo, dentro das possibilidades financeiras e conforme avaliação de conveniência e oportunidade, deverá consignar anualmente em seu orçamento verbas destinadas à Biblioteca Pública Estadual, às Bibliotecas Públicas Municipais, Bibliotecas Escolares, Comunitárias e Universitárias, para aquisição de livros e de outros produtos editoriais. Parágrafo Único - A Biblioteca Pública do Estado do Maranhão e as Bibliotecas Públicas Municipais, anualmente, selecionarão autores Maranhenses cujas obras, observadas as mesmas condições estabelecidas no caput deste artigo, serão adquiridas para compor o acervo das bibliotecas públicas. Art. 5º- A difusão do livro e as campanhas de estímulo à leitura constituirão atribuições do Poder Executivo, que poderão ser desempenhadas com apoio ou em parceria com a iniciativa privada. Parágrafo Único - Sempre que houver produção de livros no Estado, deverão seus editores destinar três exemplares para a Biblioteca Pública do Estado do Maranhão. Art. 6º- Será considerado prioritário o apoio à realização de Feiras e Eventos que tenham como principal o livro, preferencialmente quando for o caso de divulgar, debater ou comercializar livros Maranhenses, incluindo participação em feiras ou encontros nacionais e internacionais. Art. 7º- Todas as escolas da rede pública de ensino - estaduais e municipais - deverão manter uma biblioteca escolar cuja utilização poderá ser franqueada à comunidade, observada a compatibilidade com o funcionamento regular do estabelecimento. Art. 8º- É obrigatória a leitura de, no mínimo, um livro no Ensino Fundamental e de dois no Ensino Médio, por ano letivo. 1º - Os livros de que trata o caput deste artigo serão definidos e adotados a critério de cada escola; 2º - As escolas de Ensino Fundamental deverão aplicar ao final de cada ano letivo um trabalho dissertativo-avaliativo que trata sobre o tema do livro proposto. 3º- As Escolas de Ensino Médio deverão aplicar ao final de cada semestre um trabalho dissertativo-avaliativo que trata sobre os temas propostos. Capitulo III Das Disposições Gerais Art. 9º- Os municípios deverão firmar convênios com o Governo do Estado/Secretaria de Educação e Cultura/Sistema de Bibliotecas Públicas do Estado a fim de receberem os incentivos desta Lei, no que concerne às Bibliotecas Municipais. Art. 10º- O Poder Executivo regulamentará a presente Lei e enviará à Assembleia Legislativa do Maranhão Projeto de Lei de criação do Fundo Estadual do Livro e da Comissão Estadual do Livro. Art. 11º- Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 12º- Revogam-se as disposições em contrario. Plenário Nagib Haickel do Palácio Manoel Bequimão, 16 de fevereiro de CÉSAR PIRES - Deputado Estadual.
6 6 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2011 PROJETO DE RESOLUÇÃO LEGISLATIVA Nº 004 / 11 Institui a Frente Parlamentar de combate ao crack e outras drogas no Estado do Maranhão e dá outras providências. Art. 1º Fica Instituído Frente Parlamentar de combate ao crack e outras drogas, no âmbito da assembléia legislativa do Estado do Maranhão, a ser instalada com a participação em apoio dos Deputados Estaduais atuando na amplitude de suas prerrogativas legais. Art. 2º Compete à Frente Parlamentar de combate ao crack e outras drogas realizar estudos, promover debates, seminários, propor medidas e adotar providências no sentido de: I Acompanhar a política governamental, os projetos e programas direcionados ao combate ao uso do crack e à recuperação de viciados, as ações de conscientização da sociedade e a política de prevenção; II - Acompanhar os assuntos de interesse da Frente Parlamentar no Executivo, Legislativo e Judiciário; III Incentivar, promover e fomentar mecanismos de combate ao tráfico de drogas ilícitas, com ênfase no crack; IV Incentivar, promover e fomentar mecanismo de divulgação maciça de informações dos efeitos danosos do uso da droga; V Promover encontro, debates, simpósios, seminário e outros eventos referentes ao exame, discussão e destaque da temática da Frente Parlamentar, divulgando amplamente seus resultados; VI Promover o intercambio com entidades estatais, paraestatais, Assembléia Legislativas de outros Estados, bem como, as casas legislativas de outros Municípios, registro de e difusão de experiências na área, sobretudo as bem sucedidas, e ao aperfeiçoamento recíproco das respectivas políticas nacionais, regionais e locais de combate ao crack e outras drogas; VII Criar um registro das casas de recuperação de dependentes químicos e com elas manter intercâmbio de informações, idéias e propostas; VIII Articular-se com os órgãos do Executivo, Judiciário e Ministério Público, com órgãos dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, bem como, as entidades empresariais, não governamentais, e do Terceiro Setor, visando acompanhar e incentivar a adoção de políticas e ações de combate ao crack e outras drogas, bem como recuperação dos usuários. Art. 3º - A Composição da Frente Parlamentar de combate ao crack e outras drogas se dará por Deputados Estaduais integrantes dos partidos políticos com representação na Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão. Art.4º - As reuniões da Frente Parlamentar serão públicas e realizadas na periodicidade e local estabelecido por seus integrantes. Art. 5º - As atividades serão propostas pelo coordenador, pelo relator e pelo sub-relator e aprovadas pela referida Frente Parlamentar 1º O coordenador, o relator e o sub-relator poderão utilizar todas as formas de publicidade, de modo a possibilitar a ampla participação dos envolvidos e interessados nas reuniões da Frente Parlamentar. Art.6º - Serão produzidos relatórios das atividades da Frente Parlamentar, com sumários das conclusões das reuniões, estudos, debates, medidas e providências adotadas, que serão publicados pela Assembléia Legislativa e providenciadas edições de separatistas em número suficiente para atendimento de todos os envolvidos. Art. 7º - As atividades da frente parlamentar de combate do crack e outras drogas no Estado do Maranhão integrarão o site da Assembléia Legislativa do Estado, na INTERNET. Art. 8º As despesas decorrentes da execução desta resolução correrão à conta das dotações orçamentárias correntes. Art.9º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. PLENÁRIO DEPUTADO NAGIB HAICKEL DO PALÁCIO MANOEL BEQUIMÃO, em 16 de fevereiro de ALEXANDRE ALMEIDA - DEPUTADO ESTADUAL. Senhor Presidente, REQUERIMENTO Nº 016 / 11 Na forma regimental, requeiro à Vossa Excelência que, após ouvida a Mesa, seja realizada audiência pública para discutir e propor encaminhamentos sobre o sistema prisional do Estado do Maranhão. Tal audiência possibilitará maior intercâmbio, discussões e proposições acerca das polítics públicas de segurança no Estado, notadamente, para fazer frente aos problemas. Solicitamos, assim, que sejam convidados para este debate os representantes do Tribunal de Justiça, da Procuradoria Geralde Justiça, o Juiz da Vara de Execução Penal, o Promotor da Vara de Execução Penal, o Secretário de Estado de Segurança Pública, o Secretário de Estado de Justiça e Administração Penetenciária, representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB-MA e da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos/SMDH. PLENARIO DEPUTADO GERVASIO SANTOS, DO PALACIO MANOEL BEQUIMÃO, em 16 de fevereiro de César Pires - Deputado Estadual NOS TERMOS DO ART. 107 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU A INCLUSÃO DO REQUERIMENTO NA ORDEM DO DIA EM:
7 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE Senhor Presidente REQUERIMENTO Nº 017 / 11 Na forma regimental requeiro a V. Exa. que, depois de ouvido o Plenário, seja convocada a Dra. Rosane Nassar Meireles Guerra, Presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão-FAPEMA, para comparecer nesta Casa, no próximo dia 17 do corrente mês, às 11:00 horas, a fim de prestar esclarecimentos sobre o critério de concessão de bolsas pela FAPEMA; a relação das pessoas beneficiadas pelas referidas bolsas; bem como o trabalho de pesquisa apresentado individualmente pelos favorecidos. SALA DAS SESSÕES DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHÃO, 09 de fevereiro de RUBENS PEREIRA - Deputado Estadual -JUNIOR BIRA DO PINDARÉ - Deputado Estadual - MARCELO TAVARES - Deputado Estadual NOS TERMOS DO ART. 107 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU A INCLUSÃO DO REQUERIMENTO NA ORDEM DO DIA EM: Senhor Presidente, REQUERIMENTO Nº 018 / 11 Na forma regimental requeiro a Vossa Excelência, depois de ouvido o Plenário, que seja encaminhada mensagem de congratulações à Desembargadora Anildes de Jesus Bernardes Chaves Cruz, pela sua eleição ao cargo de membro efetivo do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, na categoria de Desembargador, ocorrida no dia 16 de fevereiro do corrente ano, parabenizando-lhe por esse momento especial que abrilhantará, ainda mais, sua biografia, desejando-lhe sucesso nesse novo desafio. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO MARANHÃO, em 17 de fevereiro de EDILAZIO JUNIOR - Deputado Estadual 3 Secretário PV. NOS TERMOS DO ART. 107 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU A INCLUSÃO DO REQUERIMENTO NA ORDEM DO DIA EM: Senhor Presidente, REQUERIMENTO Nº 019 / 11 Na Forma Do Que Dispõe O Regimento Interno Desta Assembléia, Requeiro A Vossa Excelência, Que Após Ouvido A Mesa, Determine A Realização De Uma Sessão Especial Sobre A Campanha Da Fraternidade 2011, Que Tem Como Tema Fraternidade E A Vida No Planeta, Promovida Pela Conferência Nacional Dos Bispos Do Brasil (Cnbb), A Realizar-Se No Dia 17 De Março De 2011, Devendo Serem Convidados O Padre José Adalberto Vanzella Secretário Executivo, Residente À Rua Do Rancho, 57 Caixa Postal 1101, Cep: São Luis/Ma, Tel: (98) , O Bispo Auxiliar Da Arquidiocese De São Luis José Carlos Chacorowski, Residente À Rua Do Rancho, 70, Cep: São Luis/Ma, Tel: (98) E O Dom Xavier Gilles Bispo Emérito De Viana, Residente À Rua Do Rancho, 57 Caixa Postal 1101,Cep: São Luis/Ma, Tel: (98) Plenário Deputado Nagib Haickel Do Palácio Manoel Bequimão, Em 17 De Fevereiro De Bira Do Pindaré - Deputado Estadual NOS TERMOS DO ART. 107 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU A INCLUSÃO DO REQUERIMENTO NA ORDEM DO DIA EM: Senhor Presidente, INDICAÇÃO Nº 040 / 11 Na forma regimental, e de conformidade com o artigo 145, requeiro a V. Exa. que, depois de ouvida a Mesa, seja encaminhado expediente a Exma. Sra. Governadora do Estado do Maranhão, Drª. Roseana Sarney, solicitando providências no sentido de determinar, a SECRETARIA DE ESTADO DA INFRAESTRUTURA, que autorize em caráter de urgência, a CONSTRUÇÃO DE UMA ESTRADA, na MA-214 que irá ligar o Povoado de SANTEIRO - MA ao Município de PEDRO DO ROSÁRIO - MA, considerando a importância da referida rodovia para o desenvolvimento sócioeconômico do município e da região, beneficiando, inclusive, os povoados e seus respectivos vizinhos. Os munícipes dessa região que visitam a cidade diariamente sofrem com a falta de estrutura asfáltica, mas acreditam que o poder público dará prioridade em melhorar a infraestrutura do transporte modal rodoviário, construindo na região uma via de acesso permanente, pois as vias lá existentes são alternativas e de propriedade particular, que acaba gerando cobrança de pedágios por parte dos proprietários. Portanto, urge a necessidade da construção desta via, haja vista a sua importância para as políticas de desenvolvimento dos municípios que fazem parte daquela região, principalmente para o Povoado de Santeiro e Pedro do Rosário - MA. Plenário Nagib Haickel do Palácio Manoel Bequimão, em São Luís, 16 de Fevereiro de JOTA PINTO - DEPUTADO ESTADUAL - [email protected] NA FORMA DO ART. 146 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU O ENCAMINHAMENTO DA PRESENTE INDICAÇÃO. Senhor Presidente INDICAÇÃO Nº 041 / 11 Na forma regimental, requeiro a V. Exa. que, depois de ouvida a Mesa, seja encaminhado ofício à Senhora Governadora Roseana Sarney, solicitando a recuperação da MA-134, especialmente do trecho Passagem Franca até a BR-135, que se encontra em precária situação e sem a mínima condição de tráfego. Justificamos nossa solicitação em virtude da importância dessa rodovia como escoadouro da produção agropecuária da região e desta forma, é imprescindível a imediata realização de obras para normalização do tráfego de veículos. SALA DAS SESSÕES DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHÃO, 16 de fevereiro de ROGÉRIO CAFETEIRA - Deputado Estadual NA FORMA DO ART. 146 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU O ENCAMINHAMENTO DA PRESENTE INDICAÇÃO. Senhor Presidente, INDICAÇÃO Nº 042 / 11 Na forma Regimental requeiro a Vossa Excelência, que após ouvida a Mesa, seja encaminhada expediente a Excelentíssima Senhora Doutora ROSEANA SARNEY, Governadora do Estado do Maranhão, para que determine ao setor competente, urgentes providências a serem executadas pelo PROGRAMA 531 Logística de Transporte, a
8 8 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2011 recuperação asfáltica da Rodovia MA 006 no trecho de aproximadamente 96 Km que liga os Municípios de Buriticupu ao de Arame, neste estado. Com o propósito de possibilitar condições de tráfego com maior segurança em nossa região, pois a referida estrada possui um grande fluxo de veículos e encontra-se em precário estado de conservação impedindo o ir e vir dos seus usuários, tendo ainda como agravante, o inicio do período chuvoso naquela região prejudicando o escoamento da produção e consequentemente o desenvolvimento econômico, o que impõe a adoção das providências que ora solicitamos. Plenário Dep. Nagib Haickel, Palácio Manoel Bequimão, em São Luís (MA), 16 de fevereiro de FRANCISCA PRIMO - Deputada Estadual/PT-MA NA FORMA DO ART. 146 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU O ENCAMINHAMENTO DA PRESENTE INDICAÇÃO. Senhor Presidente, INDICAÇÃO Nº 043 / 11 Na forma regimental, requeiro a Vossa Excelência, que, após ouvida a Mesa, seja encaminhado ofício ao Magnífico Reitor da Universidade Federal do Maranhão Doutor Natalino Salgado Filho, no sentido de ceder a titulo de comodato o prédio da UFMA, localizado dentro da área do Hospital Tarquínio Lopes Filho (Hospital Geral) para ampliar o serviço de atendimento da referida casa de saúde. O Hospital Tarquínio Lopes Filho, é uma unidade de saúde da administração estadual, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde, sendo o único hospital referência no estado no atendimento de média complexidade, nas seguintes especialidades: Clinica Médica, Clinica Cirúrgica, Clinica Urológica, Clinica Ortopédica, Otorrinolaringologia e Oncologia. A partir de maio de 2009, o Hospital Tarquínio Lopes Filho iniciou um período de profundas mudanças, a começar pela ampliação do seu corpo médico para onde vieram profissionais renomados, permitindo, assim, a implantação de vários serviços, o que contribuiu para o aumento do número de atendimentos, como internações e cirurgias. Atualmente o principal problema enfrentado pelo hospital é a falta de espaço físico, o que vem prejudicando a implantação de novos serviços bem como a oferta de novos leitos. Com a reforma da Unidade de Terapia Intensiva UTI, ora em construção, houve uma redução superior a 17% no numero de leitos do Hospital Geral. Hoje o Hospital Tarquínio Lopes Conta com 12 (doze) leitos de serviços de ortopedia que serve de apoio para os Hospitais Socorrão I e II. 06 (seis) leitos de serviços de urologia, assim como serviços de cirurgia vascular com ambulatório específico para tratamento de pé diabético e a realização de exame Dopple vascular, dentre outras especialidades. Tal solicitação faz-se necessária em decorrência do pouco espaço físico para comportar a demanda hoje existente no Hospital Tarquínio Lopes Filho (Hospital Geral) em virtude das varias especialidades disponíveis na referida Casa de saúde. Plenário Gervásio Santos do Palácio Manoel Bequimão. São Luís, 14 de fevereiro de Raimundo Soares Cutrim - Deputado Estadual - DEM NA FORMA DO ART. 146 DO REGIMENTO INTERNO, O SR. PRESIDENTE DETERMINOU O ENCAMINHAMENTO DA PRESENTE INDICAÇÃO. O SENHOR PRIMEIRO SECRETÁRIO EM EXERCÍCIO DEPUTADO EDILÁZIO JÚNIOR - Expediente lido, Senhor Presidente. MELO - Expediente lido. À publicação. III - PEQUENO EXPEDIENTE. MELO - Concedo a palavra ao Senhor Deputado Raimundo Cutrim, por cinco minutos, sem direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO RAIMUNDO CUTRIM (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhores Deputados, galeria, internautas, na semana passada, eu estive fazendo umas visitas em alguns hospitais públicos e um deles foi o Hospital Geral, o Hospital Tarquínio Lopes, que a nossa Saúde está, eu acredito, pior do que a Segurança. Está em uma situação greve, podemos até dizer que gravíssima, onde as pessoas estão morrendo como indigentes nos hospitais públicos e pouco se sabe que na maioria é de pessoas humildes, a maioria também é do interior. E quando aqui morrem, muitas vezes por falta de atendimento médico, os familiares ficam correndo atrás para conseguir levar o corpo para o interior, pouco se sabe e pouco se divulga. Mas o Hospital Geral, que é um hospital público do Estado, que é vinculado à Secretaria da Saúde, o único hospital referência no Estado em atendimento de média complexidade. Ali está fazendo um trabalho realmente de elogio para nós maranhenses. Ali com a especialidade em clínica médica, clínica cirúrgica, clínica urológica, ortopédica e oncologia. A partir de 2009, o Hospital Geral iniciou o período em profundas mudanças, a começar pelo seu corpo médico de onde vieram os profissionais renovados, permitindo também a implantação de novos serviços: como serviço de ortopedia com dois novos leitos servindo de apoio aos Socorrões I e II. Serviços de Urologia com seis leitos, serviços de cirurgia vascular com ambulatório específico para o tratamento pré-diabéticos e a realização de exames vascular. Criação também do Centro de Referência para tratamento de hérnia inguinal e femural, sendo o primeiro do Norte e Nordeste e o segundo em serviço público. Regularização do Serviço de Oncologia com vistas ao credenciamento pelo SUS; início do funcionamento da Capela Fluxo Laminar da manipulação de medicações de oncologia; reforma da enfermaria com quatro leitos para gripe suína, que será transformada em uma Semi-UTI; criação do Núcleo de Ensino e Pesquisa com vista ao credenciamento junto ao MEC, do Programa de Residência Médico Hospitalar, a partir de fevereiro já de 2010, que houve; implantação do Programa Quality adequação para instalação da lavadora ultrassônica; credenciamento de residência médica, sendo cinco vagas para clínicas cirúrgicas e seis para clínica médica. Para se ter uma ideia, os números das cirurgias aumentaram 200% em relação a 2009, passando de 168 para 378 cirurgia/mês. Tal fato deve-se à implantação dos novos serviços, como já falei anteriormente. E outro fator importante que contribuiu para a qualidade desse serviço foi uma gratificação dada aos médicos profissionais que ali trabalham. Atualmente, o problema enfrentado no hospital é falta de espaço físico, que vem prejudicando, com certeza, a implantação de novos serviços, bem como a oferta de novos leitos. Com a reforma da Unidade de Terapia Intensiva, ora em curso, houve uma redução do número de leitos, passando de 123 leitos para 101. Após a conclusão da reforma, a UTI passará a contar com 11 leitos. E uma das soluções imediatas seria a incorporação do prédio da Universidade Federal do Maranhão localizada dentro da área do Hospital Geral. Segundo informações que pudemos levantar é que foi construindo esse prédio, há mais de 20 anos e depois desse período seria passado para o Estado, aqui como o COLUN também que já foi devolvido para o Estado e que seria de suma importância. E há também algumas casas, de 5 a 10 casas que ficam ali no fundo do Hospital Geral que foram desapropriadas há algum tempo e o Estado também nunca tomou posse, para que pudesse ali fazer algum tipo de ampliação tendo em vista haver de 5 a 10 casas que foram desapropriadas há alguns anos, e o Estado até a presente data não tomou posse das casas e, com certeza, com a recuperação desses imóveis também, seria de
9 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE suma importância para ampliação das instalações do Hospital Geral. Era só isto, Senhor Presidente. MELO Concedo a palavra ao Deputado Rubens Júnior, por cinco minutos. O SENHOR DEPUTADO RUBENS PEREIRA JÚNIOR (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, membros da Mesa, nobres colegas Deputados, imprensa, galeria, funcionários da Casa, telespectadores. Senhor Presidente, venho a esta tribuna para registrar o que o Primeiro Secretário acabara de fazer, leu o requerimento de minha autoria, do Deputado Bira do Pindaré e do Deputado Marcelo Tavares, que nasceu a partir de um acordo de lideranças, proposto pelo Deputado Eduardo Braide, e ratificado pela Deputada Graça paz, pelo Deputado Marcelo Tavares, pelo Deputado Stênio Rezende e pelo líder do Governo Deputado Manoel Ribeiro. Qual seja o requerimento, um requerimento que pede informação à Senhora Diretora Presidente da FAPEMA, Rosane Guerra, para esclarecer, de uma vez por todas, as dúvidas que ainda pairam em relação a essas gravíssimas denúncias. Havia sido deliberado, inclusive dentre nós, do Bloco de Oposição, em apresentar o requerimento de convocação, a partir da intervenção do líder Eduardo Braide, e do acordo de liderança foi proposto justamente essa alteração de convocação para requerimento de informações, para não dizer que nós da Oposição estávamos sendo intransigentes, que não queríamos acordo, e levando em conta que o mais importante de toda esta celeuma, é justamente chegar a esta Casa as informações que o Maranhão todo espera e precisa, é que nós, então, demos entrada a esse requerimento de informação, a ser deliberado pela Mesa Diretora da Casa, mas a Mesa já sabe que conta com o apoio dos Líderes Governistas e Oposicionistas da Casa perguntando em resumo duas coisas, Senhor Presidente. A primeira: qual o critério e os valores para a concessão dessas bolsas? O que faz alguns estudantes de Mestrado receber R$ 800, R$ 1 mil? E o que faz um suposto dirigente partidário receber R$ 2 mil? Testemunha de acusação do processo do Jackson ou o ex-prefeito são as denúncias mais latentes. Nós queremos saber quais são os critérios, que venha, então, dizendo qual é o número da resolução, com base em que está sendo feito isso, ou se foi feito de forma ilegal e ilegítimo e imoral. Então, o primeiro pedido é nesse sentido sabermos quais são os critérios adotados pela FAPEMA para concessão de bolsas. O segundo, Senhor Presidente, diz respeito justamente aos casos denunciados pela imprensa e aqui nesta Assembleia, casos concretos que estão lá aprovados no Portal da Transparência com número de empenho e com números das horas bancárias. Nesse segundo ponto, nós queremos saber quais foram as pesquisas apresentadas por esses senhores e por essas senhoras, por essas pessoas que foram beneficiadas. O que nós queremos é saber o que, de fato, cada um pesquisou para ter direito a ter recebido esse auxilio da FAPEMA, duas vertentes acreditamos que a melhor saída seria, sem dúvida, a vinda da Diretora Presidente Rosane Guerra, mas a partir do acordo de lideranças tanto eu como o Deputado Bira do Pindaré, Marcelo Tavares resolvemos recuar, mas não abrir mão da informação, portanto é que está lido hoje e esperamos que, na segundafeira, já conste na Ordem do Dia com o apoio dos líderes governistas seja aprovada pela Mesa Diretora da Casa. Esta não é uma causa isolada da Assembleia, diversas outras entidades vieram a esse debate, exemplo o DCE, da Universidade Federal do Maranhão, emitiu nota pedindo, inclusive se necessário a criação de uma CPI para investigar essas denúncias, para os Senhores perceberem a gravidade dos fatos. Quem está sendo prejudicado com isso tudo, se for provada a ilegalidade ou a imoralidade, é justamente a juventude do Maranhão, são os nossos estudantes, as pessoas que estão em um processo de formação, que, por excelência, precisam ainda mais desses recursos para justamente efetuar as suas pesquisas, para desenvolver o trabalho cientifico no nosso Estado, para quem sabe até ajudar, quem sabe contribuir consideravelmente para nós deixarmos de lado esses indicadores sociais vergonhosos e podermos chegar ao novo patamar para o Estado do Maranhão. Houve, inclusive, durante essa semana, o Deputado Bira do Pindaré participou um debate, lá na UEMA, discutindo justamente qual é o papel social da FAPEMA, se ela foi criada para incentivar produção e pesquisa cientifica no nosso Estado, que esse é o meu entendimento, ou se ela foi criada para servir como complementaridade de remuneração de secretaria A, de secretaria B. Nós não podemos concordar com isso, nós queremos a FAPEMA como instrumento principal financiador da política pública e cientifica do nosso Estado para finalmente podermos dar um passo à frente. Portanto, Senhor Presidente, venho para registrar o requerimento, de autoria do Deputado Bira do Pindaré, Marcelo Tavares, Rubens Pereira Júnior que requer à Mesa as informações sobre o caso FAPEMA. MELO - Deputado Alexandre, cinco minutos. O SENHOR DEPUTADO ALEXANDRE ALMEIDA (sem revisão do orador) - Senhor Presidente Arnaldo Melo, Senhoras e Senhores Deputados, Senhoras e Senhores da imprensa, Senhoras e Senhores que acompanham esta sessão. O que me traz a esta tribuna, Senhor Presidente, primeiro é tranquilizar a população maranhense sobre o Estado de Saúde da Senhora Governadora Roseana. Ontem, ela teve que se submeter a um procedimento simples, mas de qualquer forma está retornando a esta Casa, já está na fase de repouso. Certamente, a governadora vai passar por essa cirurgia, como já passou por várias, com muita tranquilidade e vai voltar ao seu estado de saúde para continuar conduzindo o destino deste Estado com a maior habilidade, com a maior capacidade técnica que ela reúne. Era o primeiro registro que eu queria fazer aqui, Senhor Presidente, em relação a esse procedimento, porque alguns jornais, sobretudo do sul do País, começam a construir uma história de fragilidade em torno da governadora, mas todos nós sabemos que isso não existe, pelo contrário, ela é muito resistente e certamente vai passar por mais um momento de sensibilidade como já passou por outros mais. O outro assunto que me traz a esta tribuna, Senhor Presidente, é registrar o esforço concentrado da Senhora Secretária de Educação do Estado, a Sra. Olga, que com muita tranquilidade está à frente da Secretaria de Educação. Em alguns momentos, ela foi criticada por alguns no sentido de que não tinha histórico de formação e nem perfil adequado para ocupar a pasta. Eu quero aqui registrar que, quando a Governadora Roseana nomeou a Senhora Olga como Secretaria de Educação, demonstrou muito compromisso com a pasta, sobretudo porque todo o Maranhão, todo o País sabe da ligação de confiança que existe entre a Governadora Roseana e a Secretária Olga. Certamente, quando a Governadora Roseana deu essa missão a Senhora Olga, foi confiante no trabalho que ela, ou melhor, as duas juntas irão desenvolver à frente da pasta. Semana passada, nós assistimos aí a alguns percalços em relação às vagas, sobretudo do Ensino Fundamental, assunto que inclusive já foi trazido para esta Casa pela Deputada Eliziane com muita preocupação. Aqui a gente faz o registro que de fato o Governo do Estado já vem fazendo o seu papel, porque todos nós sabemos que as vagas que hoje estão faltando são basicamente vagas do Ensino Fundamental. Todos nós sabemos que, de acordo com a Lei de Diretrizes e Base da Educação, essa competência é dos governos municipais, sobretudo por conta da municipalização da Educação, mas que de fato existe ainda uma parcela em torno de 20% de vagas do Ensino Fundamental que estão ainda sendo administradas pelo Estado. Mas certamente a gente vai, nessa fase de transição entre os municípios e o Estado do Maranhão, chegar a um nível no qual de fato essa municipalidade possa estar acontecendo. Então, ontem eu falei com a Secretária Olga que se colocou à disposição de todo o corpo funcional da Secretaria Municipal de São Luís, demonstrando maior interesse do Estado em fazer essa cooperação que é tão importante para a Educação do nosso Estado. Então eram esses dois registros, Senhor Presidente, no sentido de dizer que a Secretária Olga tem reunido todos os esforços para poder fazer uma
10 10 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2011 grande administração à frente da Educação do Estado do Maranhão. Muito obrigado. MELO - Concedo a palavra ao Deputado Bira do Pindaré. O SENHOR DEPUTADO BIRA DO PINDARÉ (sem revisão do orador) Senhor Presidente, demais integrantes da Mesa, colegas deputados e deputadas, Senhores e Senhoras da imprensa, galeria e os nossos telespectadores da TV Assembleia, internautas, bom dia. Eu queria, Senhor Presidente, apenas registrar, em primeiro lugar, que endosso as palavras do Deputado Rubens Júnior quando trouxe aqui informações sobre o requerimento impetrado por nós em relação à FAPEMA que confirma a participação no evento que aconteceu na UEMA, para V.Exas. perceberem o quanto são interessantes os debates que se travam aqui. Nó aqui discutindo um requerimento em relação à FAPEMA, e isso já cria um fator de mobilização da comunidade universitária que se reuniu ali na UEMA, as Universidades Federal e Estadual e o IFMA, reunindo e discutindo o papel social e político da FAPEMA. Portanto, eu acho que, quando a gente pauta os grandes temas, aqui pode parecer para alguns apenas uma demarcação de posição política entre Oposição e Situação, mas é mais do que isso, é discutir as necessidades do povo, é discutir as necessidades que a nossa comunidade, o povo maranhense tem do sentido de pensar no desenvolvimento do nosso Estado. E nós sabemos que a ciência e a tecnologia é um dos elementos básicos para o desenvolvimento de qualquer Estado, e daí a importância do papel, daí a importância dessa discussão que se abre sobre a FAPEMA. Qual é o papel da FAPEMA? Quais são os critérios de concessão de bolsas? Qual é o sentido das bolsas de trabalho, e se elas realmente cumprem o papel no desenvolvimento científico e tecnológico do nosso Estado, ou elas estão servindo apenas para precarizar as condições de trabalho que existe junto ao governo do Estado? Caso da Univima, por exemplo, Deputado Marcelo Tavares, a Univima, tivemos conhecimento agora que a Univima dispensou mais de 600 pessoas, confirma Deputado Marcelo Tavares, e eram pessoas vinculadas a FAPEMA e eu fico me perguntando, como uma instituição concede tantas bolsas para outra instituição, quer dizer; como é que funciona essa engrenagem, o que esta por trás de tudo isso, qual é o significado, quais são os impactos, quais são as vantagens, quais são as desvantagens? Nós temos que trazer esse debate aqui para a Assembleia Legislativa, nós temos que compreender e mais do que isso, a população tem que entender o que se passas em relação aos serviços públicos que são prestados no Estado do Maranhão. Portanto o nosso propósito é esse, queria também senhor Presidente registrar que recebi ainda ontem a noite uma mensagem da Paróquia São João Batista fazendo referência ao nosso pronunciamento ontem com relação à questão da greve acontecida no povoado de Pequiá em Açailândia, de trabalhadores e trabalhadoras vinculadas as siderúrgicas daquele município, e fui informado que chegaram a um entendimento, a um acordo. Que as siderúrgicas mais uma vez Deputado José Carlos estão confirmando, reafirmando que vão resolver o problema da moradia da comunidade de Pequiá de Baixo lá em Açailândia. E eu quero louvar essa disposição, mas quero anunciar que seremos vigilantes em relação a esse compromisso, que nós queremos ver isso acontecer na prática e que eu irei pessoalmente à comunidade Pequiá de Baixo para conferir as condições que eles estão vivendo e se as providências realmente vão ser tomadas. Porque esse é o papel que nós podemos exercer para que o desenvolvimento que é trazido pelos grandes projetos possa impactar positivamente a vida da população. Porque os trilhos estão aí, as estruturas, a logística e o povo está ganhando o que com isso? Portanto, quero fazer também esse registro. Também senhor Presidente, no tempo que me resta, dizer que recebi uma comissão e essa é uma notícia muito especial, uma comissão de servidores da Casa, que elegeram uma comissão numa assembleia para discutir as condições de trabalho deles aqui na Assembleia Legislativa, e eles estão reclamando questões diversas como; auxílio transporte, auxílio saúde, auxílio alimentação e também alteração nos dispositivos que definem o Plano de Cargos e Carreira e vencimentos dos servidores efetivos e estáveis da Assembleia Legislativa. Portanto Senhor Presidente, com a sensibilidade que eu sei que V. Ex.ª tem, queria fazer coro a este reclame dos servidores para que a gente possa pautar o assunto relacionado aos servidores da Casa, e que a gente possa encontra um caminho e uma solução que equacione os problemas por eles levantados. Por último também fazer alusão aos servidores do Poder Judiciário infelizmente ontem não houve tempo, mas eles trouxeram uma faixa, e estão reclamando, reclamado o direito, Deputado Neto Evangelista, de ser respeitada a contratação, a nomeação de servidores do Judiciário, respeitando o concurso e o requisito do curso superior. Há uma discussão sobre isso, e eles estão preocupados que alguns servidores de carreira cuja exigência é o curso superior como, por exemplo, os oficiais de justiça que esse requisito seja suprimido. Portanto, quero aqui manifestar de antemão a minha solidariedade com essa categoria e de que certamente estaremos junto com eles travando esse debate na Assembleia e manifestando o nosso parecer, o nosso posicionamento favorável ao entendimento que eles tem de que para os oficiais de justiça seja respeitado o requisito do curso superior, até porque nós temos mais de 200 oficiais de justiça concursados esperando serem chamados. Portanto, não faz sentido o Tribunal de Justiça do Estado desrespeitar esse requisito e para nós é um tema relevante, porque se trata de um outro Poder, o Poder Judiciário, cuja a excelência é fundamental para os bons serviços, o bom trabalho jurisdicional no nosso Estado, Estado do Maranhão. Muito obrigado senhor Presidente. MELO Deputado Raimundo Louro. O SENHOR DEPUTADO RAIMUNDO LOURO (sem revisão do orador) - Bom dia senhor Presidente, internautas, pessoal da galeria, deputados e deputadas, funcionários desta Casa. Como esta semana nós estamos tratando aqui da Segurança Pública do Estado do Maranhão eu não poderia deixar de vir aqui e dar o meu posicionamento no que diz respeito a Segurança Pública do Estado do Maranhão e como melhorar. Com base nas informações colhidas junto ao conselho penitenciário do Estado do Maranhão e dados mais atualizados da população carcerária do Estado, o número disponível, o déficit existente no sistema, o número de unidades prisionais existentes, o que está sendo de fato investido no Estado do Maranhão, para que as ofertas de vagas sejam ampliadas e o déficit atual reduzido. Em todo o Estado do Maranhão o número de pessoas apenadas que atualmente cumprem pena nas unidades prisionais do Estado, bem como em delegacias são aproximadamente de seis mil pessoas, sendo que desses quatro mil e setecentos cumprem pena em unidades prisionais localizadas em São Luís e, mil e trezentas em unidades prisionais do interior do Estado. Vale ressaltar, Ex.ª, que a delegacia de polícia não é local adequado para que o cidadão cumpra uma pena imposta pela justiça, as carceragens existentes as mesmas devem ser utilizadas somente temporariamente, haja vista a função de a polícia civil ser de investigação e não de custodiar presos já condenados judicialmente, e não aqueles que aguardam julgamento. No que se refere ao número de vagas existentes, o Estado do Maranhão possui aproximadamente três mil vagas atualmente, o que produz um déficit de mais três mil, sendo que tem seis mil apenados, demonstrando a necessidade imediata de ampliação das mesmas. Do total de vagas existentes, duas mil e trezentas encontra-se em São Luís e setecentas no interior do Estado. Importante frisar que caso o Estado consiga em curto espaço de tempo criar três mil vagas, o que não é tarefa fácil devido à necessidade de investimento relevante no sistema, as vagas criadas irão apenas atender a uma demanda de presos que já se encontra cumprindo suas penas. Assim sendo, somente para dar condições de vida mais dignas para os apenados, as seis mil vagas existentes se encontram distribuídas em dezoitos unidades prisionais localizadas nos seguintes municípios do Estado: São Luís, Caxias, Imperatriz, Chapadinha, Açailândia, Pedreiras e Timon. Um dado
11 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE importante que deve ser colocado é que das 18 unidades prisionais existentes no Estado do Maranhão, apenas 07, menos de 30% são penitenciárias, sendo cinco delas em São Luís, uma em Timon e uma em Pedreiras. O número reduzido de penitenciárias no Estado do Maranhão abriga muitos presos já condenados judicialmente e cumpre pena em locais indevidos, como delegacias de polícia e centrais de presos de custódia. No final de 2010, mais recentemente na semana passada, o Maranhão sofreu mais duas rebeliões de grande repercussão em todo o Brasil, haja vista, o número de apenados que perderam suas vidas nas mesmas e bem a forma como foram executados. Tais fatos levaram o Ministro da Justiça José Eduardo Cardoso a visitar o Maranhão e anunciar a construção em seis meses de mais dois presídios nos municípios de Bacabal e Pinheiro, num investimento de 20 milhões, visando ampliação do número de vagas no sistema. Na oportunidade o Ministro anunciou a possibilidade de construção de mais três unidades prisionais no Estado. O problema no sistema prisional não é exclusividade só do Estado do Maranhão, trata-se de um tema debatido nacionalmente, já que praticamente todas as unidades da federação sofrem o mesmo problema. No ano de 2008 a Câmara de Deputados constituiu uma CPI para investigar o sistema carcerário em todo o Brasil, na oportunidade a Comissão visitou todos os Estados da federação, o Distrito Federal, buscando descobrir os principais problemas do sistema, apontar formas e como o mesmo possa ser melhorado nos próximos anos. No final do relatório da CPI o sistema carcerário publicado em 2009, é uma ferramenta extremamente valiosa para quem deseja conhecer as entranhas do sistema. Tais como: o problema de superlotação das unidades prisionais em todo o Brasil, o custo social e econômico, a permanência de apenados em cárcere, mesmo já tendo cumprido a pena, violência, corrupção, crime organizado e suas ramificações dentro do Sistema Prisional brasileiro. Quando a comissão visitou o Estado do Maranhão, em 29 de dezembro de 2008, constatou que o Maranhão possui, até então, conforme os números divulgados em relatório final, apenados em vagas. Veja bem, companheiro, como de lá para cá melhorou, houve um avanço muito grande, pois quase dobraram as vagas dos presos do Estado do Maranhão. O que eu sugiro para melhorar o sistema? Que seja construída uma penitenciária em Balsas, Pinheiro, Bacabal, em Imperatriz que já está sendo construída uma penitenciária para 360 presos. Não é um problema que se resolve da noite para o dia, mas se construirmos agora pelo menos cinco penitenciárias, já vai chegar realmente a vagas que já está com os presos nas penitenciárias existentes e nas delegacias regionais onde não podem estar os presos condenados de Justiça. Muito obrigado, Senhor Presidente. MELO - Com a palavra, o Senhor Deputado Marcelo Tavares. O SENHOR DEPUTADO MARCELO TAVARES (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, senhores telespectadores da TV Assembleia, Senhores e Senhoras da galeria, peço atenção de todos para duas comunicações. A primeira delas diz respeito à CPI do Sistema Carcerário. Está em minhas mãos um requerimento, de autoria da Deputada Eliziane Gama, que relata e usa como base o requerimento da Ordem dos Advogados do Brasil entregue a V.Exa., Presidente Arnaldo Melo, que mostra que o caos no Sistema Penitenciário do Maranhão é muito maior do que em outros Estados do Brasil. E mais do que isso, é preciso que a Assembleia participe das discussões do problema para que se encontrem as soluções. A Assembleia não pode ficar à parte dessa discussão. Então, peço a todos os deputados da Casa, a todos os deputados, que de fato querem dar seriedade à análise dessa dificuldade no Estado do Maranhão do Sistema Penitenciário, que assinem conosco o pedido de CPI para que a Assembleia possa cumprir o seu papel constitucional e apurar as causas desses graves problemas do Sistema Penitenciário. Peço especialmente ao Deputado Raimundo Cutrim, um homem que conhece como poucos aqui desta Casa o Sistema Penitenciário, tendo sido inclusive secretário. Então peço que nos ajudem para que possamos instalar esta CPI. Quero também, Senhor Presidente, deixar outra proposta da Oposição, de minha autoria, já assinado por vários deputados da Casa, para que possamos apresentar uma solução a esse problema. Ouvi o pronunciamento do Deputado Raimundo Louro que fala da necessidade da construção de uma penitenciária em Balsas. Ouvi aqui vários pronunciamentos, ouvi o pronunciamento do Deputado Magno Bacelar que fala que a governadora tem muita boa vontade, porque reinstituiu a Secretaria de Administração Penitenciária, mas ninguém administra só com boa vontade, Deputado Milhomem. A boa vontade é necessária, mas um governo tem que ter ação, um governo tem que ter capacidade de buscar as soluções do problema. Como muito se falou em oposição propositiva, nós, da Oposição, temos propostas sim para amenizar o problema do Sistema Carcerário no Maranhão. Gostaria aqui de ler, Senhor Presidente, a nossa proposta, é uma emenda constitucional que diz: Fica criado o Fundo Permanente de Reaparelhamento do Sistema Penitenciário do Estado do Maranhão, vinculado à Secretaria de Estado de Justiça e Administração Penitenciária... (que a governadora recriou, Deputado Magno, ou órgão similar, porque amanhã outro governador ou este mesmo governo pode entender que não vão precisar mais da Secretaria de Habilitação Penitenciária) (...) ou outro órgão similar com a correspondente a 1% da receita corrente anual do Estado, para financiar ações relacionadas à operacionalização de unidades penais, assistência e ressocialização de apenados. Para acabar com aquela vergonha de o governo botar no orçamento só R$ 100 mil para a ressocialização de apenados, bem como para investimento e ampliação e melhoria do Sistema Penitenciário. Parágrafo 1º: um 5º no mínimo desses recursos deverá ser aplicado em assistência e ressocialização de apenados, inclusive, Deputado Alexandre Almeida, V. Ex.ª que propôs a criação de uma Frente Parlamentar para Enfrentamento dos Dependentes de Drogas, do crack, por exemplo, estes recursos também poderão ser gastos com tratamento de presos que sejam dependentes de drogas não legais. Assim também, Deputada Eliziane, parte desses recursos poderão ser utilizados com a ressocialização de todos os presos que tenham problemas de deficiência mental e que precisam de um atendimento diferenciado, e que o não Maranhão faz. Parágrafo 2º: os recursos deste Fundo deverão ser utilizados tão somente para melhoria das condições de presos condenados definitivamente pela Justiça, para evitar que se use esse dinheiro para reformar delegacia; não que as delegacias não precisem de reformas e de ampliações, mas é preciso que o Governo entre com outra parcela do seu Orçamento. Então, a Casa não pode ficar inerte, a Casa não pode ficar simplesmente assistindo os esfacelamentos das condições do Sistema Penitenciário do Maranhão, e a inapetência de um Governo que não consegue ter propostas, além de construir prédios. A construção de prédios é parte do problema, mas não é a solução definitiva de todos os males do Sistema Penitenciário do Maranhão, peço a todos os parlamentares que têm responsabilidade com o Maranhão, com essa causa, que nos ajude, pelo menos, a discutir as matérias, se os deputados não quiserem assinar com obrigação de aprovar, porque muita gente entende que se deve satisfação a Governadora e não ao povo. Nós entendemos que devemos satisfação ao povo e não a Governadora, e eu duvido que o Governo tenha coragem de se fazer contrário a essa medida. Senhor Presidente, mais um minuto. Eu só gostaria de dizer que esta não é uma matéria nova na legislação do Maranhão, existe um Fundo Penitenciário no Estado com recursos muito pequenos, desde 1985 e que não fazem frente ao tamanho do problema, o que nós queremos não é criar algo novo, é aperfeiçoar uma legislação que já existe, mas pela sua pequenez, pelo tamanho dos recursos que são colocados no Fundo e não tem a capacidade de ajudar a resolver os problemas, talvez a Governadora nem saiba que existe esse Fundo. Então, Senhores, eu gostaria de ter a compreensão de todos, para que a Casa cumpra a sua responsabilidade de oferecer soluções. Afinal de contas, todos nós queremos um Maranhão melhor, mas é preciso que isso vá além da boa vontade, é preciso ter ação e o que nós queremos é que a Assembleia atue
12 12 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2011 definitivamente no sentido de resolver esse problema. Muito obrigado, Senhor Presidente. MELO Deputado Magno Bacelar com a palavra, cinco minutos, sem direito a apartes. O SENHOR DEPUTADO MAGNO BACELAR (sem revisão do orador) Senhor Presidente, Senhores e Senhoras Deputadas, galeria, imprensa, internautas. Queremos registrar que foi aprovado, todo mundo está sabendo, pelo Congresso Nacional, o salário mínimo de R$ 545,00. Nós sabemos que era uma bandeira da Oposição o pensamento de R$ 600,00, eu tenho certeza absoluta de que se o País tivesse condições de pagar, com certeza, teria colocado R$ 600,00, mas não podemos esquecer que nós estamos vivendo um momento onde está se descambando uma inflação, e naturalmente todo governo novo que está começando tem que pensar, em primeiro, na Lei maior, a questão do Orçamento, porque sem o Orçamento, você não chega a lugar nenhum, é com o Orçamento que a gente faz a Saúde, é com o Orçamento que a gente faz a Educação, é com o Orçamento que se faz Ação Social, é com o Orçamento é que a gente faz a Segurança Pública. Esse Governo, que acabou de sair das urnas, tanto o Federal, como o Estadual, é o Governo que realmente, sem sombra de dúvida, está iniciando. Eu vejo muito oportuno esse debate, que tem que ser debatidas as questões aqui, porque através do Parlamento? Porque o Parlamento é o grande responsável que aprova o Orçamento do Estado do Maranhão. Portanto, meus amigos, sem sombra de dúvida, eu também dei a sugestão, antes do momento de ser instalada uma CPI, de ser criada esta CPI, os deputados deram a sugestão de nós fazermos aquela Comissão que veio para com esse Requerimento, inclusive, pedindo para nós fazermos um relatório e acompanhamento. E isso, quando eu, Deputado Estadual, nós já fizemos isso aqui em São Luís, na Comissão de Saúde, eu, o deputado Stênio, o ex-deputado José Raimundo, quando surgiu, aqui em São Luis, a crise da Saúde, a deficiência onde morriam crianças exatamente nas UTIs e realmente nós trouxemos para cá um resultado altamente positivo. Então, eu tenho certeza absoluta, eu gostaria muito que o salário mínimo fosse R$ 600. Eu, quando Prefeito do Município de Chapadinha, Senhor Presidente, deixei o município com maior salário mínimo do Brasil. Só Chapadinha e São Paulo, paguei o maior salário mínimo naquela oportunidade e por que isso? Porque o Município de Chapadinha tinha condições e inclusive tirei toda a implantação do Plano de Cargos e Salários do funcionalismo público do nosso município, mas agora a realidade é diferente. Então, muito mais você ter que, pisar um pouco o pé no acelerador, para que realmente você possa tomar as grandes medidas mais lá na frente, e resolver todos os problemas que realmente nós sabemos que acontece no Brasil e no Estado do Maranhão. Nós sabemos que a questão de segurança pública é um assunto que tem que ser debatido, tem que ser discutido, tem que ser priorizado. Quero dizer também que hoje está acontecendo a eleição da FAMEM. Quero registrar também aqui o meu apoio aos prefeitos que ultimamente participam dessa eleição da FAMEM. Quero fazer um registro também à imprensa que, ontem, foi o Dia do Repórter. Nós sabemos que a imprensa hoje é o grande poder, porque, sem sombra de dúvida, sem a imprensa como é que nós vamos ter a divulgação dos nossos trabalhos e, principalmente hoje com os internautas, os Blogs, onde nós temos o conhecimento da maneira hoje muito dinâmica das informações que acontecem em nível mundial, a comunicação hoje, graças a Deus, com a Internet está globalizada, então isso é uma coisa muito importante. Queria também registrar aqui que, ontem, por volta das 19h, quando eu retornei ao meu gabinete, eu fiquei sabendo do acontecido onde nossa Governadora Roseana Sarney, ela tinha sido internada na UDI, imediatamente eu fui lá para saber o que é que estava acontecendo, graças a Deus, Senhor Presidente, quando eu cheguei lá tive o contato com o Gerente, o grande ex-prefeito Luis Fernando e com o médico e, graças a Deus, estava tudo sob controle, e nós como médicos, nós sabemos um procedimento desses. Um minutinho apenas, Presidente. Um processo em que tem uma hemorragia, uma hemorragia interna, isso preocupa todos. Por isso que eu estive lá, mas hoje uma notícia importante que eu já fiquei sabendo que ela já retornou, já está bem, porque ela tinha ido, inclusive fazer um procedimento de rotina, ela tinha ido à UDI fazer um procedimento e lá percebeu, doutora Cleide, nossa nobre Deputada, que, no momento, estava havendo um pequeno sangramento. Então, é claro, que foi corrigido e, graças a Deus, por quê? Nós sabemos que o Maranhão vai precisar, Deputado Marcelo Tavares, muito de nós, muito do Executivo para fazer o melhor pelo nosso Estado. MELO - Deputada Graça Paz. A SENHORA DEPUTADA GRAÇA PAZ (sem revisão da oradora) - Senhor Presidente, Deputado Arnaldo Melo, querida colega deputada Cleide Coutinho, deputado Edilázio, Senhoras Deputadas, Senhores Deputados, senhores da galeria, obrigada pela vossa presença, senhores da imprensa, telespectadores, funcionários desta Casa. O assunto que está sendo debatido semana inteira é a segurança do nosso Estado, ou melhor a falta de segurança, principalmente nos presídios onde estão acontecendo essas rebeliões, coisa que nos preocupa muito, não somente pelo que já aconteceu, mas também pelo que poderá acontecer, e eu sei que o assunto é muito preocupante e que não são pequenas coisas que vão resolver esse problema tão cruciante no nosso Estado e no nosso País como todo. Há criação de uma CPI, aqui nesta Casa ou atender o que está vindo, ou esse pedido da OAB, para que esta Casa faça uma CPI, eu não sei se isso seria o mais necessário nesse momento. Ouvi o Deputado Marcelo Tavares pedindo o apoio dos deputados, mas nós temos que analisar para ver se é realmente isto o mais urgente neste momento. Eu acredito que esta Casa, com este poder de investigação, com esta preocupação que nós temos com todos esses problemas, poderia criar uma comissão para ir aos municípios onde estão esses presídios, principalmente esses que correm o grande perigo de tudo que já aconteceu em Pedrinhas e em Pinheiro, e trazer de lá os problemas a fim de criar sugestões e procurar ajudar de outra forma. Nós sabemos e eu quero dizer aqui aos deputados novos, aos deputados que estão chegando aqui que, quando a base do governo tem a maioria, CPI aqui não vai para frente. É uma assinatura que colocamos lá e vemos muitas vezes deputados que assinam a CPI, com dois dias depois, o governo chamar e eles tirarem a assinatura, e aí não vai para lugar nenhum. Aí fica aquela coisa de assina CPI, tira assinatura e não vai para lugar nenhum. Eu acredito que, se nós aqui nos conscientizarmos de que o problema existe, e eu sei que existe, e formarmos essa comissão para passar em todos esses presídios, detectar os problemas, que na maioria a gente já sabe quais são, e trazer as sugestões a esta Casa para ser discutido, pois não é um problema só da Assembleia Legislativa, é do Ministério Público, é da Justiça, é da Defensoria Pública, é do governo, é da polícia, todos juntos, porque se for um sozinho não vai para lugar nenhum. Nós sabemos que a superlotação nos presídios é um dos principais problemas, Senhores Deputados, Senhoras Deputadas. São ladrões de galinhas ao lado de bandidos de alta periculosidade, pois não existe aquela divisão. Para V.Exas. terem uma ideia, eu fiquei sabendo que há muitos detentos que estão lá esquecidos, são detentos fantasmas, nem a Justiça sabe da existência desses detentos no presídio por conta da burocracia. O resultado é que eles ficam lá como no caso de um casal, a mulher e o companheiro, que cometeu um crime. A mulher foi só coadjuvante, mas ficou presa dois anos enquanto ele foi solto, por quê? Por conta da burocracia. E aqui eu sugiro, Deputado Marcelo Tavares, porque já aconteceu em outro Estado e com bom resultado, que a Defensoria Pública, cujo papel é ajudar gratuitamente as pessoas carentes a partir de trabalho importantíssimo no nosso Estado e no nosso País, poderia fazer um mutirão e formar um grupo bem grande para analisar esses casos, para tirar esses detentos que já cumpriram pena e que já têm o direito até de pleitear a progressão do regime, mas que continuam lá na
13 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE prisão. E aí existe essa superlotação, infelizmente, por conta dessa morosidade, por conta desse problema de falta de comunicação entre o Poder Judiciário, o Poder Executivo, o Poder Legislativo, a Defensoria Pública, o Ministério Público para que haja um trabalho em conjunto. Mas é claro que todos nós haveremos de juntos trazermos soluções para esta Casa a fim de resolver ou pelo menos tentar minimizar esse problema. Obrigado, Senhor Presidente. IV ORDEM DO DIA. MELO Requerimento nº. 015/11, de autoria do Deputado Leo Cunha (lê). Como vota o Primeiro Secretário? O SENHOR PRIMEIRO SECRETÁRIO EM EXERCÍCIO DEPUTADO EDILÁZIO JÚNIOR Defiro, Presidente. MELO Deferido. V - GRANDE EXPEDIENTE. MELO Não há orador inscrito. Horário dos partidos e blocos: União Democrática por 23 minutos. O SENHOR DEPUTADO EDUARDO BRAIDE Exa., se não existir nenhum deputado que queira fazer uso do tempo, eu declino do tempo. MELO Bloco Parlamentar pelo Maranhão. O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES Do DEM, eu quero um espaço. O SENHOR DEPUTADO ANTÔNIO PEREIRA - Deputado César Pires, Senhor Presidente, com a palavra pelo tempo necessário. MELO - V.Exa. dispõe de até 24 minutos, deputado. O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES (sem revisão do orador) - Que Deus abençoe todos nós. Senhor Presidente, Senhores Deputados, galeria, imprensa, senhores servidores, senhores internautas. Senhor Presidente, já se vão quase 9 anos que tenho a oportunidade de escutar as mais variadas tendências políticas aqui nesta Casa. E não há ambiente melhor, mais propício do que isso para este tipo de debate. Eu me recordo Deputado Marcelo, e outros deputados aqui presentes, inclusive Presidente Arnaldo e outros, que faziam parte do governo Jackson Lago, que faziam parte do governo José Reinaldo Tavares. E lamento que mercê das mortes... MELO - Deputado César Pires, por gentileza, uma correção: não fiz parte do Governo Jackson Lago, se bem que isso não me desonraria. Eu fiz parte do Governo José Reinaldo Tavares como secretário das Cidades. O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES Mas fazia parte da base do Governo Jackson Lago? MELO Ah, no sentido de apoiamento. É verdade. Eu entendi que parte do governo como membro da equipe. O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES - É nesse sentido que estou falando. MELO - O que não diminuiria e nem mudaria a minha posição. O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES - Não, apenas mudaria sua coerência, mas a sua posição não. Porque eu continuo sendo coerente, da mesma forma que fui quando líder de governo na oposição, na época de Roseana, não tergiversei um minuto e nunca neguei nem um minuto da minha vida pública. Isso eu chamo de coerência. Incoerência seria ser amigo do poder, amigo das circunstâncias, amigo do umbigo e não amigo do cérebro ou da mente. Àquela época recordo-me que inúmeras vezes aqui eu pedi, e os anais desta Casa comprovam determinados tipos de ações, Deputado Carlinhos Amorim, Deputado Raimundo Louro, e foi da mesma forma, pelas mesmas pessoas com os mesmos discursos, negado aqui e os anais não podem comprovar o contrário. Agora parece que o mundo desabou sobre o Maranhão e o crime organizado começou a campear de forma desordenada. Estavam sim, alguns cegos, mudos, míopes e falidos de ideias e ideais, se alguém tem porque desconheço. Agora, eu vi falácias, discussões, ida e volta, vi coisas empíricas, pessoas que não conhecem a profundidade por falta de leitura, de conhecimento e apropriam-se apenas de determinadas situações para poder passarem, do nada, a serem expert em segurança. Acham, entretanto, que isso é salutar, que isso é normal na vida pública. O que é anormal são as pessoas passarem a só ver quando o governo é outro e quando o governo passado onde o clima era de mesma ordem, as dificuldades com os mesmos propósitos, nada era feito do mesmo jeito e os olhos e os lábios se silenciaram nesta tribuna, Deputado Leitoa. Nessa ordem o que eu pedi aqui foi lido hoje por V. Ex.ª, um requerimento de nossa lavra que pediu um encaminhamento, de discutir e propor encaminhamento para o sistema prisional do Estado do Maranhão. Mas não quero que amanhã ou depois de amanhã esse assunto se encerre e aqui os holofotes estejam voltados e as soluções inacabadas ou sequer começadas. Quero propor isso e quero a sua ajuda Senhor Presidente e dessa Mesa, para que possa trazer a esta Casa especialistas em Segurança Pública Nacional, que venha trazer para cá debate da cientificidade e não empirismo e emulsão que vejo nesta Casa. É preciso dar cientificidade às discussões. E cientificidade só vai ser dada quando trouxermos alguém com conhecimento científico, com conhecimento correto, com grande visão para poder sedimentar essas nossas angústias, que são minhas também, e poder propor em cima dessas proposituras, aí sim nós vamos dizer ao governo: Está aqui a nossa contribuição. Mas não desconheço alguém que tenha escrito nesta Casa sequer três laudas sobre as questões da segurança. Porque às vezes não sabem, às vezes não têm conhecimento ou sequer porque não sabem assim fazêlas. É assim que eu quero transformar tudo aquilo que aprendei, Deputada Eliziane Gama, tudo aquilo que conheci aqui dentro, todas essas angústias num instrumento poderoso, lido e que possa ser questionado, reconstruído, enxertado, recheado e botado amálgama entre as necessidades e o nosso trabalho nesta Casa. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA Deputado César, permita-me um aparte? O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES - Pois não, deputada. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA (aparte) - Deputado César, quero lhe cumprimentar pela discussão. V. Exª. que tem um amplo conhecimento e a gente já percebe isso pela sua própria exposição. Agora, deputado, alguns pontos a gente precisa elencar. Essa discussão está muito importante, a Deputada Graça faz uma exposição real, clara da dificuldade de aprovar uma CPI nesta Casa. Eu defendo, porque nós precisamos dar uma resposta a essa sociedade, eu
14 14 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2011 acho que essa é uma discussão que nós precisamos ampliar de fato. Agora quando V. Ex.ª fala de informação deputado, nós já temos muitas informações no Estado. Nós tivemos nesta Casa uma audiência, eu tenho este documento posso passar a V. Ex.ª onde há 11 pontos elencados de sugestões que foram dados por vários órgãos ligados a segurança pública do Estado do Maranhão e do Brasil, dentre eles, Comissão Nacional de Direitos Humanos, Ouvidoria da Polícia Militar que vive cotidianamente com esse problema. Nós poderíamos destacar desde a questão da agilidade no julgamento dos processos, partindo por questões importantes como, por exemplo, alimentação, o vazamento no teto de uma cela da penitenciária, e aí vai, vários outros pontos que são extremamente pertinentes e que no primeiro plano a gente imagina que não seja, mas que pode resultar em uma rebelião com morte de 10, 20, 18 como nós tivemos aqui em São Luis, que se diga de passagem, nas alas onde houve as rebeliões, não foi fruto de superlotação, foi fruto por exemplo, da falta de água dentro da penitenciária de Pedrinhas, porque uma caixa d água, estava a furada e estava derramando água por 40 dias. Então aí nós teríamos varias informações. O deputado Marcelo cria, por exemplo, o fundo que eu achei altamente importante através de uma PEC, nós temos um fundo e aí ele já, por exemplo, condiciona ao percentual para ser investido que nós teríamos aí, eu não sei deputado Marcelo, R$ 30 ou 50 milhões, enfim, eu não sei qual o valor, eu só sei que hoje nós temos no fundo estadual apenas R$ 1 milhão e 900 mil, para investir no sistema, ou melhor, que é disponibilizado no fundo, ano passado esse fundo foi um pouquinho maior, algo em torno de quase R$ 2 milhões, mas na verdade acaba havendo uma redução diante das catástrofes, das tragédias que nós acompanhamos ano passado, a lógica era que esse orçamento desse ano fosse ampliado na verdade, e não foi. Então eu acho que nós temos e é importante uma discussão para quem tem um amplo conhecimento, mas nós temos informações que já são tão fundamentais e que se a gente aplicasse pelo menos metade do que está nesse relatório final, nós já poderíamos ter sim, uma visão e um resultado melhor, e só para finalizar Presidente, eu acho que esta Casa precisa sim, pelo menos tentar, e aí como eu disse, a deputada Graça ela foi muito verdadeira no seu discurso, como sempre é, mas na verdade, nós precisamos tentar, precisamos avançar, essa Casa já demonstrou isso sim, que na verdade, quando quer fazer faz. Então nós apreciamos esse requerimento, e vamos exaurir a discussão, vamos até o limite para ver se teremos ou não essa comissão nesta Casa. O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES Nós vamos. Ontem deputada Eliziane Gama... O SENHOR DEPUTADO ANTÔNIO PEREIRA Deputado César no momento oportuno... O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES Pois não, eu só queria só um minutinho da deputada. Ontem eu estive com o secretário Aluísio Mendes, e apresentei para ele a documentação que foi extraída aqui da nossa consultoria, e lá mostrei os custos operacionais em Pedreiras, Deputado Raimundo, de 400 e poucos reais, por questão de preço. E o Aluísio ponderou de outra forma, ele disse: César, isso aqui não está agregando inúmeros outros gastos que orbitam em torno da apresentação disso, que eu preciso mostrar. Viu-se o convênio como se fosse um in totum aquela contribuição diluiu-se pela quantidade de preços, mas esqueceu-se de aditivar determinados outros gastos, o que segundo ele, ia em torno para R$ 1.200, por detento. Situações dessa natureza deputada, é que eu quero mostrar para a senhora, que não é preciso uma CPI, e eu me disponho as duas mãos ou a quatro mãos com a senhora, escrevermos juntos um texto de colaboração dessa Casa, de colaboração dessa Casa, está proposto eu e a senhora sentarmos juntos e construirmos às nossas mãos sem estar assentado em nada, eu me disponho com a senhora para nós apresentarmos um documento sem que haja necessidade dos holofotes dessa Casa, e nós podemos trazer especialistas, eu tenho certeza que a Presidência traz pra cá, especialistas, pessoas que tenham visão muito mais ampla do que a nossa, foi essa base científica de uma universidade deputado, é dessa forma, nenhuma pesquisa é construída no lado emocional, ela tem que ter provas concretas, tem que ter concretude, e essas concretudes é preciso ser dada com as referências que nós temos, que nós temos que ter, não a emoção de uma CPI colocada pra cá, que pode proceder a verdade, ou não. Quantas injustiças nós já assistimos diante de um ou de outro de nós que parecia ser verdade de ordem midiática, mas que fugia as nossas realidades, então é o que eu preciso, me diga o dia que a senhora viu nesse seu segundo mandato esta Casa construiu um documento para os deputados, para apresentar sugestão no Executivo? Me faça essa vergonha ou qualquer outro mais antigo, então a Casa ela se resume aos debates que devem ser feitos, mas sem também perder os critérios tecnicistas que tem que ser dados. É isso que eu quero mostrar para a senhora. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA (aparte) Deputado, eu queria só uma contribuição que eu acho que é importante que V. Ex.ª fala, quando V. Ex.ª cita, por exemplo, a base dos R$ 400, digamos que seja R$ 1.200, não é? Vamos partir da premissa de que o método do APAC nós tenhamos um custo por cada interno de R$ 1.200, nós temos um sistema convencional R$ 1.600, R$ 1.700, nós... O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES Não quero eclipsar a sua mente com isso, só quero mostrar para senhora o que eu estou dizendo, não estou discutindo questão de valores ou traçando paralelo de valores, fazendo analogia de valores, o que eu estou mostrando para a senhora, é que o equívoco que está sendo colocado aí dentro que precisa de mais informações podia ser um milhão, dois, três ou zero, eu só quero mostrar para a senhora que nós precisamos dar cientificidade e a discussão eu me proponho junto com a senhora a irmos ao secretário juntos, hoje à tarde, se a Senhora quiser, ou amanhã de manhã. Não estou discutindo, a Senhora está no seu papel, é belíssimo o que a Senhora faz, eu fiz muito isso e a Senhora está corretíssima, eu admiro o seu trabalho, a sua vontade de trazer. O que eu estou dizendo não é negando a sua conduta, o que eu estou dizendo é que nós podemos estar equivocados, então eu quero construir com a Senhora... Vamos lá, vamos dar a alguém o direito de se defender antes do oba, oba. É isso que eu quero fazer. O SENHOR DEPUTADO ANTÔNIO PEREIRA Deputado César Pires? O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES O Deputado Antônio primeiro. A SENHORA DEPUTADO ELIZIANE GAMA Deputado, eu queria só finalizar meu raciocínio. V.Exa. me permite? São só 10 segundos. O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES Rapidinho porque tem o Deputado Antônio. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA (aparte) É só para eu dizer ao Senhor o seguinte: nós vamos para mais de 90% no nível de ressocialização no método APAC enquanto que no método convencional a reincidência é de 70%. Então, quando eu fiz esse comparativo de valores de investimentos, por mais que o valor fosse igual, o resultado da relação custo/benefício já seria de fato extraordinário. E em relação à questão da CPI que a OAB argumenta pontos extremamente importantes, a questão da própria investigação que está em curso hoje pela Delegacia Geral do Estado e que até agora nós não temos informações de nada do Ministério Público. O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES Esse documento da OAB é de 2007 e eu não vi preocupação de alguns.
15 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA Não, Deputado, o documento que foi protocolado anteontem nesta Casa... O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES Olha o arrazoado de que ele se queixa é a partir de A SENHORA DEPUTADA ELIZIANA GAMA Sim, mas até 2011 com 92 mortos por ano. O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES O queixume dele é de 2007, quer dizer, as situações prevaleciam historicamente. Eu não estou lhe dizendo que não deve ser feita alguma coisa, o que eu estou querendo é chamar esta Casa e dar cientificidade ás discussões, só isso, porque esse oba, oba eu vi durante oito anos. O SENHOR DEPUTADO RAIMUNDO CUTRIM Deputado, me permita um aparte? O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES Deputado Raimundo Cutrim. O SENHOR DEPUTADO RAIMUNDO CUTRIM (aparte) Deputado, eu ouvi aqui atentamente e a gente verifica que há muita teoria, se fala muito, mas na prática é totalmente diferente. O Aluízio não é mais secretário de Justiça, agora nós temos divididas a Secretaria de Segurança e a de Penitenciária de Justiça. Então, já está dividido e inclusive já tem orçamento para isso, mas nós tínhamos um fundo penitenciário, que eu acho muito difícil administrar o Sistema Penitenciário sem fundo. Você precisa comprar cadeado, aquelas coisas, remédio controlado e nós não precisamos esperar uma licitação. Então na teoria é muito fácil, mas na prática precisa do remédio e o preso está lá, você tem que comprar, então, se não tiver esse fundo, você não pode, porque de repente o fundo, o Tribunal de Justiça levou 100% e a penitenciária ficou sem nada. Então a sugestão, eu inclusive assinei para o Deputado Marcelo para que possa levar ao... Mas eu sugiro que seja dividido o Fundo do Judiciário com o Penitenciário, porque esse fundo era 100% da penitenciária e de repente levaram 100%. Então eu queria entrar em vínculo com o Sistema APAC, que é muita propaganda de quem não conhece. O Sistema APAC é bom, mas na teoria, na prática... Lá em Pedreiras, nós temos cerca de 100 a 110 presos com bom comportamento, quer dizer, nós temos presos bons, muito bons e excelentes, nós temos presos ruins, muito ruins e pessoas difíceis de serem ressocializadas. Então há vários tipos de classes de presos. A APAC paga, o Estado continua pagando 100%, e dá mais 60 mil reais para eles contratarem médicos, psicólogos, é muito fácil fazer ressocialização assim. O Estado banca tudo e banca mais 60 mil reais por fora para que você contrate especialistas para trabalhar em cima de um presidiário ou de um preso, porque hoje nós temos presos no Estado, mas nós só temos mil presos condenados. Então o resto todo é de presos provisórios. Então, hoje a nossa população carcerária é grande. Para o senhor ter uma ideia, de 27 Estados o único em que houve redução foi no Amapá, em 2008, quando havia presos. Em 2009, havia presos no caso do Mato Groso e da Paraíba. No resto todo houve um aumento muito grande. Em São Paulo houve, nós temos 160 mil presos, mas nós temos 200 mil mandados de prisão a cumprir. Então, o problema do carcerário do Brasil é muito grande. Isso já vem se arrastando há dezenas de anos e isso não vai se resolver em 24 horas. Construir um presídio não é fácil, é caro, ressocializar um preso é muito caro. Então, o que eu vejo é que a Assembleia tem que ter independência. Não é porque a OAB pediu que tem que se fazer. Vamos analisar. Eu pessoalmente não sou contra, principalmente que comandei o Sistema de Segurança Pública como secretário de 1997 a 2006 e mais esses 11 meses últimos. Então, o que se precisa fazer nesse período é apurar o quê? Na CPI nós sabemos tudo, nossas mazelas, nossos problemas, nós precisamos é reunir e procurar soluções. Então, investigar o quê na CPI se nós sabemos de tudo? Eu pessoalmente não sou contra, mas eu não vejo qual a importância que tem para este trabalho atual. Foi feita uma CPI nacional que visitou os Estados, temos relatórios atuais e não vejo o que é que vai trazer de positivo. O que estamos precisando é resolver o problema do nosso Estado. E sou contra a importar secretários, sou contra a importar pessoas que não conhecem a nossa realidade. Um secretário de Saúde do Rio Grande do Sul, não dá porque a nossa realidade é diferente, um secretário de Segurança do Rio de Janeiro aqui também não, pois a nossa realidade é diferente. Então, nós sabemos o que fazer com os nossos problemas, o que precisamos é sentar, é construir os presídios, porque são hoje 27 ou 28, regionalizados, ter estrutura e ter orçamento, para que se faça o trabalho. No Sistema de Segurança Pública não se precisa de nada, é só trabalhar e ter os meios. Então, nós precisamos dos meios, da estrutura e a construção dos presídios e botar pessoas qualificadas para que possam administrar. Lá está o Doutor Sérgio Tamer ali e eu ainda continuo dizendo que a separação não deu, na primeira vez não deu certo, não vai dar a segunda, mas vamos trabalhar para que possamos dar sustentação política ao Doutor Sérgio Tamer, que a gente possa apoiá-lo e que ele possa fazer um bom trabalho com o nosso apoio. Então, com isso eu acho que temos condições de resolver os nossos problemas. Sendo assim não é porque a OAB quer uma CPI nós vamos ter que fazer. Vamos analisar, e apurar o quê? Nós que sabemos dos nossos problemas. Então, acho que precisamos é formar uma comissão e colocar dados concretos e não naqueles dados que se faz um relatório de 500 páginas e termina o mandato e não se lê. Nós temos que votar coisas práticas, bem resumidas para ter praticidade. O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES - Muito bem, Deputado. O SENHOR DEPUTADO ANTÔNIO PEREIRA - Deputado, permita-me um aparte? O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES Pois não, Deputado Antonio Pereira. O SENHOR DEPUTADO ANTÔNIO PEREIRA (aparte) Deputado César, obrigado pelo aparte. É para dizer a V.Exª que gostaria de parabenizá-lo. Esse é um tema já recorrente nas últimas sessões da Casa, o Sistema Carcerário Prisional brasileiro e maranhense, do Maranhão especialmente. Mas V.Exª hoje está de parabéns, porque traz esse assunto sob uma nova ótica, exatamente trazendo as questões técnicas. Não só a questão de discurso que acho que é oposição, e não só oposição como também alguns colegas da situação têm colocado também e que a gente respeita. Então, V.Exª hoje traz sob essa nova ótica e que acho que precisa ser realmente analisada por cada deputado que compõe este plenário e faz esta Casa. O Sistema Carcerário no Brasil tem as suas dificuldades, muitas dificuldades e o Sistema Carcerário do Maranhão também tem. Essa questão da CPI, eu me preocupo porque a gente não sabe como a CPI começa e não sabe como termina. Se começa uma CPI agora, passa para os anos anteriores, cinco, seis anos atrás e ninguém sabe como termina. Então, acho que as nossas comissões já estão sendo implantadas, as nossas comissões já, já começarão a funcionar e nós precisamos fazer com que as comissões temáticas e técnicas passem a funcionar. Acho que efetivamente a Comissão de Segurança tem condições de fazer um acompanhamento junto a OAB, junto com outros órgãos, outras instituições e outras entidades para que possamos trazer, como V.Exª diz, um estudo profundo dentro da Comissão Temática, dentro da Comissão Técnica desta Casa e permanente desta Casa. Eu, particularmente, sou totalmente contra a CPI, exatamente por não saber como ela vai terminar. Muito obrigado pelo aparte, Deputado César. O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES Muito obrigado, Deputado.
16 16 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2011 O SENHOR DEPUTADO BIRA DO PINDARÉ Permitame um aparte, Deputado? O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES Pois não, Deputado Bira. O SENHOR DEPUTADO BIRA DO PINDARÉ (aparte) - Deputado César Pires, obrigado pelo aparte. É apenas para dizer que concordo com V.Exª a repeito da CPI. Nós não podemos vender ilusões. Não se quer, com a CPI, achar que ela é a solução dos problemas, mas a CPI é um instrumento disponível à Assembleia Legislativa e que nós podemos lançar mão. Lançar mão para apurar responsabilidades, porque há um fato determinado. O Sistema Carcerário está falido, isso ninguém contesta. É incontestável, não se precisa de cientista para provar isso, isso está comprovado pelas rebeliões e os dados que já dispomos. E subsidiar soluções, que são medidas que podem passar por esta Casa, que podem interagir com o Governo, com o Judiciário, com o Ministério Público. Então, quando se instaura uma CPI, nós trazemos todos os atores para a discussão e o tema ganha visibilidade, isso é muito importante. Então, nós precisamos aprofundar esse debate e a CPI nos propiciará isso, exatamente isso. E não podemos entrar, e essa é uma cautela que diálogo com V.Exª, não podemos entrar num raciocínio de porque a CPI não resolve então não vamos lançar mão desse instrumento. Porque esse raciocínio é muito temerário, é perigoso, porque podemos chegar à conclusão de que a Assembleia Legislativa não serve para nada, então vamos fechar a Assembleia Legislativa. Quer dizer, esse raciocínio é temerário, nós estamos aqui para cumprir a nossa obrigação enquanto parlamentar, enquanto Poder Legislativo e a CPI é um dos instrumentos. Há um fato determinado, há um reclame social que agora ganha substância por essa formalização da OAB, que não é uma entidade qualquer, nós sabemos da importância que a OAB tem na sociedade maranhense, na sociedade brasileira. Portanto, dialogo com V.Exª, dialogo no sentido da gente buscar um caminho que propicie um ambiente favorável para encontrar saída, solução e a CPI acredito que acrescenta, reforça as nossas iniciativas enquanto Poder Legislativo. Essa é a preocupação, independente de governos. Não estamos falando aqui de governos, estamos falando aqui de um fato concreto e de uma situação posta. E apenas para dizer o seguinte, pelo que fui informado já tem 12 assinaturas para, no requerimento da CPI. Se V.Exa. assinar e a Deputada Graça Paz também, completam-se as 14 e nós vamos para a votação acerca da criação da CPI. Eu faço um apelo a V.Exa. para que subscreva, assine, e vamos fazer o debate com os procedimentos legais cabíveis ao Poder que nós representamos, que é o Poder Legislativo. O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES Eu faço um debate com V.Exa. no cunho científico. V.Exa. é professor universitário como o senhor apresentou aqui, eu faço um debate com V.Exa. e juntos poderemos construir um documento que esta Casa nunca fez, para que a gente possa trabalhar. Eu não sou contra o que a Oposição prega, eu não sou contra os debates, eu acho que estão todos nos seus papéis, nenhum colega meu vai vir acusar aqui, porque eu acho que esse é um direito líquido e certo de fazer esse confronto de ideias. O que eu quero aqui apresentar é que é necessário nós apresentarmos uma coisa nesta Casa que as CPIs de outrora, que os fóruns de debates de outrora não levaram a nada. A propósito disso, Deputado Bira, eu criei aqui nesta Casa o Instituto Legislativo que tinha como finalidade contratar cérebros aposentados das outras universidades, doutores e pós-doutores, para que, em cada área de concentração de conhecimento, pudéssemos nos subsidiar nessas horas e não viéssemos aqui discutir a superficialidade das nossas emoções, os delírios de uma televisão em busca de um foco sem consistência daquilo que nós estamos defendendo. Eu me recuso, deputado, e sempre me recusei a essa coisa envernizada das discussões, e aqui esta Casa não tem registro de ter apresentado uma solução, um documento, porque o oba, oba se acaba bem ali depois daquela porta, e não se constrói. É isso que eu quero que a gente apresente, isto é, que nesse momento cada bloco apresente e nós venhamos a trazer pessoas para cá, e passemos a escrever pelo menos dez laudas, 15 laudas consistentes em cada setor, reconhecendo evidentemente as dificuldades. Eu me recordo que eu tinha vontade também, eu tinha um sonho de colocar o salário mínimo um dia para mil reais. E levei uma aula na Associação Comercial quando eu era secretário, sabe por quê? Porque ele disse: Tudo bem, o governo pode até pagar, disse ele, mas e a empregada doméstica dos mais humildes que ganha três quartos de salário e tem um filho para deixar, como é que ela pode quase mear os seus dados financeiros?. É preciso essa base, deputado, para discutir uma coisa mais consistente. Eu não sou contra a CPI. Façam. Eu não vou por uma questão como os outros não assinaram. Agora, não assinarei e não tenho vergonha de dizer, mesmo provocado e instado por V.Exa. em uma televisão, porque eu acho que quero sentar como V.Exa. para nós construirmos um documento. Agora não se constrói documento com oba, oba, com falácia, só se constrói quem sabe fazer, é esse quem sabe fazer que eu quero que saiba. Como eu não tenho as bases científicas e acho que tem que contratar um especialista, a Assembleia trazia, formava-se um grupo sem oba, oba, e nós apresentávamos um documento já com todos esses dados e elementos. É isso que eu quero que a gente apresente. Eu não sou contra os debates aqui dentro, não sou contra as discussões, o sistema está ruim? Está. Está falido? Está. Concordo, não vai me tirar pedaços. Se estivesse bom, não estaríamos discutindo aqui. O que eu quero é alternativa consistente. O SENHOR DEPUTADO MAGNO BACELAR Deputado César Pires, me conceda um aparte. O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES Pois não, deputado. O SENHOR DEPUTADO MAGNO BACELAR (aparte) Deputado César Pires, eu sou contra essa sugestão. Eu acho que o problema está exatamente aqui no Maranhão, coisa simples, como o Deputado Cutrim falou muito bem, quer dizer, às vezes falta um cadeado e nós, deputados, não podemos fugir dessa realidade. Neste contexto, eu concordo parcialmente aqui com o Deputado Bira, por isso dei a sugestão da criação de uma comissão que, evidentemente, vai chegar e discutir cientificamente o problema penitenciário, de como está morrendo gente aí sendo decapitado, isso é questão de urgência. Eu acho que, logo mais, vai acontecer novamente. O que eu acho é que a gente tem que tomar essa comissão, como já se discutiu a questão de orçamento, da ressocialização que os recursos são pequenos, esse Poder tem condições de dar sugestões para a governadora, para o Governo do Estado e modificar. É uma questão de urgência? É sim. A televisão é importante? É importante, porque nós fomos eleitos para isso, não é uma questão midiática. Eu concordo exatamente, por isso que eu defendo a tese exatamente, deputado, dessa comissão que, sem sombra de dúvida, vai nos trazer o retrato... Nós temos gente aqui experiente, tipo o Deputado Cutrim que foi secretário de Segurança. Então eu acho que isso aí é minha sugestão, nós vamos inclusive solicitar isso com esse requerimento, deputado. Obrigado, Deputado. O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES Deputado, eu acho que sua questão auricular. Eu acho que a sua questão dos martelinhos daqui não concebeu bem o que eu disse, perdoe-me. Os otorrinos não estão assistindo, porque essa situação aqui, Deputado, eu pedi aqui e eu não estou dizendo nada, a cientificidade que eu quero dar é porque eu nunca vi esta Assembleia propor um documento científico. O SENHOR DEPUTADO MAGNO BACELAR (aparte) Deputado, é porque V.Exa. não participou da CPI do Crime Organizado. A Casa tem força, a televisão é importante, é importante ser discutido.
17 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES Eu não estou dizendo: assine, deputado, e faça prevalecer seus valores e a necessidade de assim fazê-lo. O que eu estou dizendo a V.Exa. é que eu tinha vontade de dar cientificidade a essa discussão e apresentar uma documentação. Vocês se lembram da guerra do Vietnã? Os Estados Unidos é a maior potencia econômica do mundo, mas não montou estratégia, apostou na força e aí perdeu. O que eu quero é montar uma estratégia inteligente. MELO Deputado César Pires, o tempo de V. Ex.ª extrapolou 5 minutos. O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES Muito obrigado pela complacência. MELO - Bloco Parlamentar de Oposição, deputado Marcelo Tavares indica alguém? O SENHOR DEPUTADO MARCELO TAVARES Deputado Luciano Leitoa e a deputada Eliziane Gama dividirão o tempo. MELO Nós temos 7 minutos do Bloco, ficam 3 minutos e meio disponíveis para cada parlamentar. O SENHOR DEPUTADO LUCIANO LEITOA (sem revisão do orador) Senhor Presidente, senhoras e senhores deputados queria aqui me reportar com a questão da CPI, inclusive, segundo o nosso líder já tem assinatura para poder de certa forma fazer um encaminhamento. Houve uma troca aqui de informação... O SENHOR DEPUTADO MARCELO TAVARES Não, nós já temos as 15 assinaturas em projetos de Emenda Constitucional. A CPI nós só temos 08. O SENHOR DEPUTADO LUCIANO LEITOA Eu queria senhor Presidente, senhores deputados, dizer aqui de uma preocupação, deputado Bira, e tive isso aqui há pouco referente a questão de ter que tratar tudo na questão cientifica. Eu fico um pouco preocupado, porque eu acredito que todos nós aqui somos deputados, iguais, e eleitos pelo povo e essa delegação tem que ser colocada principalmente pela Assembleia Legislativa. Porque representa mais ainda a diversidade que temos nesse Estado do Maranhão. Agora, não entendo porque em um determinado ponto, o medo de não poder haver a CPI. Primeiro ponto; a CPI terá apenas 5 membros, com mais 5 suplentes, e aí com certeza o governo vai ter a maioria ou a grande maioria dos membros. Segundo ponto; tem um prazo determinado de 120 dias para a CPI poder funcionar, e nesse prazo determinado é que eu acho que a gente deve à sociedade maranhense, ao país um esclarecimento mais aprofundado. E qual a diferença que tem de haver uma CPI ou de haver determinados debates científicos aqui na Casa. É que a CPI de fato vai fazer que os deputados discutam a realidade que muita gente aqui não conhece ainda, que muita gente aqui não conhece ainda. E é neste sentindo senhor Presidente, que eu quero poder aqui fazer novamente esse pedido para que nós possamos assinar ainda complementar as assinaturas, porque a CPI vai dar por parte dos deputados essa prerrogativa de ir alem da questão do mandato legislativo. E quando se constitui uma CPI, os deputados também ter poder investigativo, teriam uma estrutura e um prazo determinado, o que tem acontecido no Estado do Maranhão é repercussão no Brasil. As decapitações que ocorreram no Estado do Maranhão o Brasil inteiro fala disso. Então acho muito importante a criação da CPI, a eficiência que teria no resultado que a sociedade do Maranhão espera e nós possamos ter em 120 dias. Logo após vou conceder uma aparte a deputada Eliziane Gama. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA (aparte) Deputado Luciano, eu queria inverter e falar com o César, mas o tempo foi pequeno, e uma informação que é muito importante quando se fala em investimento. Por exemplo, nós tivemos em 2009, R$ 1 milhão e 9 mil, para o fundo, em 2010 nós tivemos R$ 1 milhão e 200 mil, um pouquinho a mais, em 2011, pasmem, a previsão é de R$ 140 mil, qual é a prioridade que nós estamos dando para o sistema penitenciário do Estado do Maranhão, se nós não temos orçamento para fazer investimento? Um ponto especifico em relação a CPI, com todo respeito ao colega deputado Magno, a CPI ela é uma comissão que tem poderes muito ampliados de proceder na investigação, nós tivemos aqui uma palavra dita, clara, transparente pelo secretário estadual de segurança pública, a ultima rebelião que teve na penitenciaria de Pedrinhas com 18 mortos, houve motivações estranhas e externas para aquela rebelião com 18 mortos e três cabeças decepadas. Então nós temos aí um leque de informações e de fatos que estão à tona, a nossa frente que nós precisamos de fato aprofundar essa investigação. E esse é o ponto especifico quando a OAB argumento, ela argumenta que os processos, os procedimentos que foram feitos tanto por parte dos inquéritos que foram instalados pela delegacia, quanto acompanhamento do Ministério Público e do Judiciário, deputado Cutrim fez uma referência muito interessante quando fala do Judiciário, até agora não foram a altura. Então este Poder tem sim, a prerrogativa legal e a sensibilidade para dar a sua contribuição e isso se dará através desta CPI. Obrigada deputado. O SENHOR DEPUTADO LUCIANO LEITOA - Agradecendo a deputada Eliziane Gama, e dizer que essa discussão tem que estar presente aqui no dia a dia, as vezes eu me preocupo quando eu vejo a discussão colocada em um nível como se os deputados que estivessem aqui não tivessem conhecimento de causas, e me coloca na situação de cada deputado aqui, cada um que está aqui tem a responsabilidade de poder representar aqueles que votaram em você. E quando a gente chega ao município a cobrança é grande, se fosse por isso deputado Bira, o Presidente Lula nunca teria sido Presidente do Brasil e não é por isso que o Brasil não teve avanço em varias áreas. Eu acho que nós temos que ter técnico para discussão, mas tem que ter esta Casa no debate a presença dos deputados, se formos olhar aqui; qual deputado já foi conhecer algum presídio, conhecer de perto essa realidade, se sensibilizar com a realidade cruel que é para aqueles que vivem e convivem dentro dos presídios? Então Presidente, eu só queria aqui reinteirar esse pedido, dizer da responsabilidade que cada parlamentar tem aqui, e uma satisfação a sociedade e ao mesmo tempo na apuração de fatos e muito eles distantes e obscuros da realidade que conhecemos, referentes a questão do sistema de segurança pública, e eu acho que essa Casa tem que dar essa contribuição. Então senhor Presidente o meu tempo estourou, a deputada Eliziane Gama ainda vai fazer parte aqui do discurso, eu quero agradecer a oportunidade. MELO Deputada Eliziane o restante do tempo. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA (sem revisão da oradora) Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, membros da galeria. Presidente na verdade eu trago outro assunto a esta tribuna referente à questão da educação. Mas só para também deixar registrado nesta Casa, quando o Deputado César fala que esta Casa nunca fez um documento, nós fizemos Deputado César, esse resumo que eu lhe apresentei em duas folhas, na verdade ele é fruto de um projeto amplo, discutido por autoridades nacionais aqui dentro da Assembleia Legislativa do Maranhão, precisamente no ano passado, inclusive com membros da Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Presidente, na verdade a informação que eu trago e que Alexandre já fez uma discussão há pouco, é referente à questão das escolas, da situação de nossas crianças que são crianças fora da sala de aula e ainda
18 18 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2011 continuam na mesma situação. Nós tivemos ontem uma audiência pública com a presença de várias representações, inclusive sem as secretárias, Deputada Gardênia, municipal e nem a secretária estadual, Deputado Alexandre, de educação, mas que enviaram representantes para discutir acerca da questão da educação. As nossas crianças continuam fora da sala de aula, a estrutura na verdade que foi disponibilizada até o presente momento não tem as condições físicas garantidas para estar recebendo essas crianças. E nós temos precisamente somente no bairro da Cidade Olímpica quatrocentos e doze crianças fora da sala de aula. A SENHORA DEPUTADA GARDÊNIA CASTELO Deputada Eliziane queria fazer uma intervenção. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA Deputada Gardênia só um segundo. Fora da sala de aula e naquele momento foi colocado, por exemplo, a disponibilidade de algumas escolas que estão sem funcionar, mas estariam disponibilizadas para estar atendendo essas crianças, que são as Escolas Araújo Costa, Chico Bento, que é Jardim de Infância e também o CAIC Barjonas Lobão. O fato é que essa disponibilidade que foi dada pelo Estado não atende as condições físicas estruturais que uma escola precisa ter para que as crianças realmente tenham esse aprendizado à altura. Com a ausência das Secretárias, o Promotor Doutor Paulo Avelar que já entrou, Deputada Gardênia, com uma representação contra o Município de São Luís, está sentado neste momento desde as 9:00 horas da manhã, e eu no contato realmente presente tanto com a Doutora Olga Simões quanto com a Doutora Suely Tonial, para tentar encontrar uma saída e responder um princípio constitucional, que é a garantia da escola para as nossas milhares de crianças que estão hoje fora da sala de aula e o que é pior, que foi destacado pelo Deputado Jota Pinto, as famílias acabam não tendo na verdade acesso ao Bolso Escola, por exemplo, e portanto ficando sem esse benefício. A SENHORA DEPUTADA GARDÊNIA CASTELO Permita-me um aparte, Deputada. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA O nosso tempo é tão pequeno. Presidente é um assunto tão importante, Presidente dois minutos se V. Ex.ª puder. MELO V. Ex.ª dispõe de três minutos Deputada. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA Obrigada Presidente. Deputada Gardênia. O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES Depois na sequência eu quero um e meio, que a senhora me tomou o meu Deputada. A SENHORA DEPUTADA GARDÊNIA CASTELO (aparte) Somente para esclarecer, Deputada Eliziane, as vagas do município foram 100% preenchidas, o que ocorre hoje é que há uma procura muito grande de alunos, inclusive que estão na rede pública do Estado; querendo vir e vindo realmente para a rede pública municipal por vários motivos aí que estão claros: a questão da excelente merenda escolar que o município oferece, ultimamente o fardamento escolar, material, tudo isso aumentou e muito a demanda no município de São Luís. E fora isso, por exemplo, o Estado tem hoje aproximadamente dez prédios que estão fechados e que podem sim ser utilizados para que o município possa ampliar a sua rede, porém, isto tem que ser feito no sistema de doação, não consta que seja feito sem doação. O Estado tem que fazer a doação desses prédios para o município e para aí sim, o município possa buscar recursos do FUNDEB tanto para recuperação de muitos que estão completamente depredados, como para manutenção e a instalação dessa ampliação dessa rede de ensino. Mas tenho notícias de que houve já encontro das Secretárias de Educação do Estado e do Município, afinal de contas à educação é tripartite, é uma obrigação do Governo Federal, do Estadual e do Municipal e está se encaminhando uma solução realmente para que a gente não tenha as crianças fora da escola. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA Deputada Gardênia na verdade em 2004 houve um termo de ajustamento de conduta para que essas escolas, a partir do princípio da municipalização, inclusive o Deputado Alexandre destacou há pouco que é competência do município, mas, enfim, para que essa estrutura do Estado fosse repassada ao município a fim de que desse realmente as condições adequadas para o funcionamento da educação, ou melhor, para que essas crianças do Ensino Fundamental tivessem sua escola em condições dignas de funcionamento. A informação que tenho é de que essas escolas realmente foram cedidas, mas, pelo que estou percebendo, Deputada Gardênia, parece que não há, na verdade, uma compreensão entre os dois órgãos, o estadual e o municipal, para a gente dar uma solução. O que acontece é que as crianças continuam fora da sala de aula. A SENHORA DEPUTADA GARDÊNIA CASTELO (aparte) - Não, deixe-me explicar. Não houve cessão. A cessão não é um instrumento legal que dê condições ao município de buscar recursos no FUNDEB, tem que ser doação, cessão não basta. Foi a informação que eu recebi, Senhor Deputado. O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES (aparte) - Não tem nada a ver uma coisa com a outra, deputada. A SENHORA DEPUTADA GARDÊNIA CASTELO (aparte) - Foi a informação que eu recebi, deputado. O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES (aparte) - Informação equivocada. A SENHORA DEPUTADA GARDÊNIA CASTELO (aparte) Eu acho que não, Senhor Deputado. O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES (aparte) Tenho certeza disso. O que acontece é o seguinte... A SENHORA DEPUTADA GARDÊNIA CASTELO (aparte) - O Senhor está equivocado, tanto que o Senhor esteve na pasta por muito tempo e esse problema já existia. meu. O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES (aparte) Não era A SENHORA DEPUTADA GARDÊNIA CASTELO (aparte) Não era seu? Era do Estado. O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES (aparte) - Deixa explicar para a Senhora, Deputada. Constitucionalmente, a responsabilidade do Infantil e do Fundamental compete a quem? É isso que eu digo, quer dizer, não adianta discutir e ficar falando, é o município. Prova disso é que inúmeros deputados aqui, que têm prefeitos vinculados a eles, querem que o Estado repasse essa carga do Ensino Fundamental para aumentar a sua arrecadação no FUNDEB. E a concessão dos anexos foi feito. Estou dizendo ao vivo e pode levar ao Dr. Paulo Avelar, do qual fizemos ajuste de conduta. Foi repassado para o município sim e, dependendo da forma de cessão, pode inclusive fazer reparos. Esses aí, uma prerrogativa do município de abrigar o Ensino Fundamental, não pode haver demanda jurídica em cima do Estado no Ensino Fundamental, pode sim em cima do Ensino Médio.
19 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE Prova disso é que o Estado municipalizou inúmeras situações em alguns municípios do Estado do Maranhão por pedido dos senhores prefeitos, justamente para contrariar essa sua suposta assertiva que a Senhora quer fazer em relação à questão de repasse do FUNDEB. Nada tem a ver com cessão ou não, tanto é que inúmeros prefeitos, a pedido de deputados aqui, têm escolas conveniadas sob a questão de ambiência física, e os repasses são feitos para os municípios. O que está acontecendo agora, Deputada Eliziane Gama, é que o Estado, sabendo dessa situação, e devido a inúmeras situações de evasões e repetências, que são muitas no Ensino Fundamental, e não alcançam o Ensino Médio, portanto, às vezes, a ociosidade de compreender a situação do município sem que houvesse em nenhum minuto questão midiática, de polvorosa, está conveniando com a Secretaria Municipal por meio da Suely Tonial. Não estou dizendo que a Suely Tonial é culpada, não estou dizendo que Castelo é culpado, que o município é culpado, nós temos uma realidade que está sendo reparada pelo Estado. O que eu não permito é responsabilizar o Estado, porque eu não estou responsabilizando o município. Não vamos terceirizar responsabilidades. A responsabilidade é do município. A SENHORA DEPUTADA GARDÊNIA CASTELO (aparte) Deputado, eu não responsabilizei o Estado. O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES (aparte) Não é feio auxiliar não. A SENHORA DEPUTADA GARDÊNIA CASTELO (aparte) - Eu disse aqui que havia um entendimento exatamente... Eu acho que o Senhor me entendeu errado. Disse que há um entendimento sendo feito para que as escolas do Estado que estão abandonadas sejam repassadas para o município a fim de que possa ter estrutura física para abrigar e ampliar a rede, deputado. Foi o que eu disse aqui. O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES (aparte) - O que tem que haver, no meu entendimento, é uma cooperação e não é nada ridículo. A SENHORA DEPUTADA GARDENIA CASTELO (aparte) - Sim, é verdade. O SENHOR DEPUTADO CÉSAR PIRES (aparte) - A sociedade não pode pagar pelas nossas desavenças, por nossas querelas menores que a necessidade do Estado. Então eu acho que tem que ter um entendimento nesse sentido, Deputada Eliziane, e estão corretas as suas queixas, seus reclames, seus apelos, tudo está correto. Eu só estou dizendo que o Estado procurou. Agora debitar o ônus, porque a Senhora falou Constituição e explicitar ou detalhar o que essa Constituição diz é o que estou tentando mostrar para a Senhora, só isso. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA - Deputado César, eu queria lhe agradecer pela sua contribuição. O SENHOR DEPUTADO ALEXANDRE ALMEIDA - Deputada Eliziane, permita-me? A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA - Deputado Alexandre. Presidente, ainda tem o bloco do PDT, não é isso, Presidente? MELO Deputada, o tempo agora é do PDT. Depois será o Expediente Final. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA - O PDT vai usar o tempo. O SENHOR DEPUTADO ALEXANDRE AMEIDA - Seria possível, Deputada Eliziane? A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA Presidente, só o aparte do Deputado Alexandre, por sua bondade. Eu acho que é importante. MELO - Pois não, Vossa Excelência tem três minutos para concluir. O SENHOR DEPUTADO ALEXANDRE ALMEIDA (aparte) - Eu agradeço, Deputada Eliziane. Corroborando com as palavras do Deputado César Pires, eu que já fiz no início desta sessão uma abordagem, embora superficial sobre o assunto, quero trazer aqui, Deputado César Pires, o Artigo 11 da Lei que estabelece as diretrizes básicas da educação nacional. E o Artigo 11 diz que os municípios se incumbirão de: Inciso V - oferecer a Educação Infantil em creches e pré-escolas, com prioridade o Ensino Fundamental. Então o fato que o Deputado César Pires tem colocado é uma grande verdade. E o que o Estado está fazendo? O Estado está procurando, junto com o município de São Luís, que é o município que apresenta a problemática de forma bem significativa, é que o Estado, através da Secretaria de Educação, a Senhora Olga, tem de forma bastante determinada tentado encontrar a resposta, a solução para esse problema. Ou seja, V.Exa. traz aqui que a estrutura colocada pelo Estado, ainda não atendeu a solução do problema, o que posso registrar e que de fato a competência é do município, como já foi colocado pelo deputado Cesar, e o que o Estado puder fazer para contribuir com a solução desse problema, certamente o Estado fará, e aí eu trago aqui, por exemplo, uma grande ação do governo do Estado que esta disponibilizando, ou melhor, já disponibilizou o seu sistema de matrícula, que é um sistema mais eficiente, e que certamente vai contribuir mais ainda para esse problema. De forma que era isso que a gente queria colocar e registrar que as competências são do município. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA Deputado Alexandre, muito obrigada a V. Ex.ª por essa sua contribuição, mas que eu queria só lembrar deputado Cesar, parabenizá-lo inclusive, V. Ex.ª que é uma pessoa especialista no assunto de educação, sem sombra de duvidas, mas eu queria só lembrar que quando a gente fala crianças, inclui adolescentes, inclusive no ensino fundamental, ou melhor, do ensino médio, ou melhor dizendo, então nós temos vários adolescentes também fora de sala de aula do ensino médio que é competência do Estado, e que infelizmente nós não temos hoje ainda uma resposta por parte da Secretaria no sentido de atender essas crianças. O fato e eu acho que uma palavra foi chave para tudo, cooperação, está muito patente aqui a informação, esta muito claro o problema da educação em São Luis, é um problema conjunto Estado e Município. Então de fato se não houver essa compreensão por parte desses dois entes, nós não vamos dar uma resposta a essas milhares de crianças que estão hoje fora da sala de aula. O Promotor doutor Paulo entrou com uma ação contra o município, deputada Gardênia, inclusive exigindo em que, dadas as condições do Barjonas, por exemplo, que esta no bairro Jardim America, o município custeia transportes, porque as crianças teriam de andar 5 km para chegar até a sala de aula. o que é, todos nós sabemos um problema sério... A SENHORA DEPUTADA GARDÊNIA GONÇALVES Deputada, eu concordo que realmente há que se melhorar e muito. Agora, eu quero informar que o município, deputada, está com 100% das suas vagas ocupadas, o Estado lamentavelmente nem sequer iniciou as aulas ainda. A SENHORA DEPUTADA ELIZIANE GAMA Agora, só lembrando deputada Gardênia que a competência do município é educação infantil, então se é do município, o município tem sim que
20 20 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2011 encontrar uma saída para resolver a situação dessas crianças que estão fora da sala de aula. Se não tem, vamos então encontrar meios de abrir vagas, o fato é que não dá para ficar jogando responsabilidade e termos aí as nossas crianças fora de sala de aula, contrariando hoje um princípio constitucional. O Ministério Público está fazendo a sua parte, e esta Casa também precisa fazer a sua parte. É por isso que às vezes a gente parte para tentar criar uma CPI em algumas situações, não é tentando politizar não, mas é porque a CPI ela tem poderes de instrução de juiz, ela agiliza o processo, exige e traz uma resposta imediata dada a precisão do tempo que é regimental hoje consignado na concepção de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Então que fique claro isso aqui, nós precisamos ontem, emergencialmente ter uma resposta para essas crianças de São Luís. Muito obrigada presidente. MELO - PDT. A SENHORA DEPUTADA GRAÇA PAZ Deputado Carlinhos Amorim. O SENHOR PERSIDENTE DEPUTADO ARNALDO MELO - Deputado Carlinhos Amorim, V.Exa. dispõe de até seis minutos. O SENHOR DEPUTADO CARLINHOS AMORIM (sem revisão do orador) - Senhor Presidente, Senhores Deputados, Senhoras Deputadas, senhores da imprensa, amigos e amigas que nos assistem, telespectadores da TV Assembleia. Inicialmente Senhor Presidente, nós queremos aqui em nome do nosso partido o PDT, fazer um pedido de informação ou até um questionamento sobre a composição das Comissões Permanentes. Nós protocolamos aqui na Mesa Diretora as indicações às comissões que os deputados do PDT gostariam de participar como titular, e hoje fomos aqui surpreendidos com a publicação das Comissões Permanentes no Diário da Assembleia de hoje e estamos verificando aqui que o PDT foi muito mal aquinhoado, foi até discriminado, porque não está nas comissões que o partido gostaria que os seus parlamentares pudessem participar. Eu pediria ao nobre Presidente, que verificasse a possibilidade de rever a composição para que o Partido pudesse ter mais voz e vez no trabalho interno aqui desta Casa. MELO - Deputado Carlos Amorim, o encaminhamento foi feito à Mesa, mas geralmente é praxe da Casa ser resolvido entre as lideranças, de modo que a Presidência procura não interferir, salvo quando o partido não indica e extrapola o prazo aí o Presidente pode regimentalmente indicar, que não foi o que aconteceu, foram tratados os assuntos entre as lideranças, nós combinamos ainda agora há pouco logo após a sessão, conversar entre as lideranças para se chegar a um acordo nesta composição, porque as vezes um bloco ou um partido tem a mesma pretensão de outro. Então, tem que sentar para poder ir fazendo as composições. O SENHOR DEPUTADO CARLOS AMORIM - Perfeito. O SENHOR DEPUTADO MARCELO TAVARES - Deputado Carlos Amorim V. Ex.ª me permite um aparte? O SENHOR DEPUTADO CARLOS AMORIM Pois não. O SENHOR DEPUTADO MARCELO TAVARES (aparte) - Eu gostaria de fazer somente uma consideração, em primeiro lugar de solidariedade a esse pleito na minha ótica justa de V. Ex.ª. Em segundo lugar, dizer que: quando nós, que hoje somos oposição, tanto a bancada do meu Bloco como a bancada do Bloco do PDT que a Deputada Graça Paz é líder, nós éramos governo conjuntamente, na gestão do ex- Governador Jackson lago. E nós, como maioria, nós tínhamos maioria naquela época e éramos governo, nós fomos extremamente corteses com a Oposição daquela época, e só comissão das 18 comissões técnicas da Casa, nós cedemos à Oposição naquela época, Deputado Carlinhos, seis presidências. Então, o que eu quero chamar atenção da bancada do PDT e da nossa é no sentido de que nós conjuntamente busquemos a valorização das Oposições e não cair nesse jogo fácil de dizer, como muitos querem fazer, de permitir que sete membros das comissões o Governo tenha seis e nós só tenhamos um. Então, conte com a nossa solidariedade, porque entendo que um Parlamento, de fato, para ser livre como está aí na parede, ele tem que respeitar os espaços das Oposições. E aí nós deste Bloco e do Bloco, que V. Ex.ª é membro, que a Deputada Graça Paz é líder, precisamos brigar conjuntamente pela valorização do papel das Oposições aqui nessa Casa. Então é de solidariedade ao pronunciamento de V. Ex.ª. A SENHORA DEPUTADA GRAÇA PAZ Um aparte, Deputado Carlinhos Amorim. O SENHOR DEPUTADO CARLINHOS AMORIM Concedo o aparte. A SENHORA DEPUTADA GRAÇA PAZ (aparte) Eu prefiro acreditar que esteja havendo um grande equívoco, porque foi muito discutido, exaustivamente discutido este assunto em reuniões, inclusive reclamei, Deputado Presidente Arnaldo Melo, que houve uma reunião de líder e eu não fui avisada. Eu não fui avisada, era para eu estar presente, mas eu confiei nos meus pares diante de tantas reuniões que já tínhamos feito anteriormente e ontem também concluímos esse assunto e fomos realmente pegos de surpresa, quando vimos, como está aí reclamando com toda razão o Deputado Carlinhos Amorim, a nossa participação aqui nas comissões, são os deputados iguaizinhos, ninguém aqui é melhor do que ninguém, e eu acho que nós temos mesmo que rever e eu peço ajuda de V. Ex.ª, para que a gente possa, V. Ex.ª como Presidente, ajudar os outros 41 deputados a resolver esse problema aqui interno da Casa. O SENHOR DEPUTADO CARLINHOS AMORIM Uma outra questão, Senhor Presidente, que eu gostaria aqui rapidamente colocar e tem a ver com o que tem sido discutido aqui, muito bem levantado pelo Deputado Marcelo e outros colegas, é a questão do Sistema Carcerário no Maranhão. Mas é bom nós nos lembrarmos que recentemente veio ao Maranhão uma Comissão, salvo engano, uma Comissão Parlamentar de Inquérito, composta, inclusive pelo Deputado Domingos Dutra representando o Maranhão, que percorreram vários estados do País, estiveram aqui, no Maranhão, ouvindo delegados, ouvindo Secretário de Segurança Pública, ouvindo promotores, ouvindo juízes, ouvindo pessoas aí envolvidas com os direitos humanos, enfim, eles estiveram aqui uma boa radiografia do Sistema de Segurança Pública do Maranhão. E, após a conclusão desses trabalhos, seguramente que foi elaborado um documento. Seria interessante, antes de pensarmos talvez na criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, que este documento de posse desta Casa, com essas informações, nós pudéssemos acionar a Comissão de Segurança Pública que está sendo formada nesta Casa, que tem também grandes poderes para se movimentar, para se deslocar, para convidar, para ouvir, para fazer estudos, para fazer levantamentos. Pergunto se não seria esse o caminho inicial, para que a gente pudesse dar a contribuição desta Casa, no sentido de que esse problema que envergonha esse Estado, que envergonha os maranhenses possa encontrar mais rapidamente uma solução. O PDT está amadurecendo, está estudando. O que nós queremos? Nós sabemos da seriedade que o caso requer, sabemos também da urgência da resposta que a sociedade espera, mas também entendemos que esta Casa tem instrumentos poderosos que podem fazer com que essa mesma sociedade possa ter uma resposta nossa, e também, ao final, um documento indicando saídas, soluções para mudar
21 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE esse quadro que realmente envergonha a nossa população, envergonha nosso Estado. O Maranhão hoje está dentre os Estados que apresentam os piores índices nessa questão. Seria também interessante, Presidente Arnaldo, uma Comissão de Parlamentares ir ao Estado do Espírito Santo. Eu li agora recentemente que o Espírito Santo apresentava índices semelhantes ao Estado do Maranhão, e lá o Governo do Estado com apoio do Poder Legislativo, com envolvimento do Ministério Público, do Poder Judiciário, está conseguindo reverter esse quadro. E seria interessante uma ida nossa lá para vermos, de perto, o que foi adotado pelo Estado do Espírito Santo, e essas medidas que foram adotadas lá que possam servir como subsídios para esta Casa e apresentar à Governadora, ao Governo do Estado, ao Sistema de Segurança Pública do Estado uma solução para poder combater esse problema que está aí batendo às nossas portas. Eram etsas as nossas considerações do dia de hoje, muito obrigado, Presidente. O SENHOR DEPUTADO NETO EVANGELISTA - Senhor Presidente, Questão de Ordem. MELO - Pois não, Questão de Ordem. O SENHOR DEPUTADO NETO EVANGELISTA (Questão de Ordem) Senhor Presidente, pelo que me consta aqui o Parecer das Comissões Especiais de todas as Medidas Provisórias já foram publicadas no Diário Oficial da Casa com a exceção da Medida Provisória Nº 88, que é uma medida de suma importância, Senhor Presidente, que trata sobre a educação. MELO Deputado, nós vamos ler a pauta dessa sessão de segundafeira. O SENHOR DEPUTADO NETO EVANGELISTA (Questão de Ordem) Não, Senhor Presidente, porque o Parecer da Medida Provisória Nº 88 não foi publicada no Diário da Casa. MELO - A Mesa vai olhar, porque estava com o Deputado Manoel Ribeiro líder do governo, e logo em seguida, Deputado, a Mesa lhe dará a informação. O SENHOR DEPUTADO NETO EVANGELISTA - Muito obrigado. MELO - Em atenção ao Artigo 110 do Regimento Interno. O SENHOR DEPUTADO MANOEL RIBEIRO - Senhor Presidente, pela Ordem. MELO - Pois não, Deputado Manoel Ribeiro. O SENHOR DEPUTADO MANOEL RIBEIRO (Questão de Ordem) Eu gostaria de informar ao Deputado Neto Evangelista que essa Medida, Deputado, encontra-se com a relatora que vai dar o Parecer, que é a Deputada Vianey. E nós estávamos discutindo justamente isso, é um artigo, se V. Ex.ª quiser eu explico aqui a V. Ex.ª de que se trata, mas será dado ainda hoje segundo a Deputada. MELO Em atenção ao Artigo 110 do Regimento Interno determino a inclusão na Ordem do Dia da Sessão de segunda-feira, 21 de fevereiro, as seguintes proposições: Requerimento nº 016/2011, de autoria do Deputado César Pires. (lê). Requerimento nº 017/2011, de autoria do Deputado Marcelo Tavares e Rubens Júnior. (lê). Requerimento nº 018/2011, de autoria do Deputado Edilázio Junior. (lê). Requerimento nº 019/2011, de autoria do Deputado Bira do Pindaré. (lê). Medida Provisória nº 083/2010. (lê). Medida Provisória nº 084/2010. (lê). Medida Provisória nº 085 (lê). Medida Provisória nº 086 (lê). Medida Provisória nº 087/2011. (lê). Medida Provisória nº 088/2011. (lê). Medida Provisória nº 089/2011. (lê). O SENHOR DEPUTADO BIRA DO PINDARÉ - Questão de Ordem, Senhor Presidente. MELO Pois não. O SENHOR DEPUTADO BIRA DO PINDARÉ (Questão de Ordem) O Senhor informou nesse momento que está na pauta a Medida Provisória que trata da contratação de servidores da educação e, no entanto, não consta no relatório com Parecer da Comissão no Diário Oficial da Casa. MELO - A Comissão foi instalada hoje Ex.ª, vai apreciar a Medida hoje e segunda-feira provavelmente estará pronta, é a previsão da Mesa. VI - EXPEDIENTE FINAL. MELO - Convido o Deputado Jota Pinto para assumir a Presidência. O SENHOR PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTADO JOTA PINTO Expediente Final. Com a palavra, o Deputado Arnaldo Melo. MELO Concedo a palavra ao Deputado César Pires, por dez minutos com direito a apartes. MELO Concedo a palavra ao Deputado Eduardo Braide. MELO Senhores e Senhoras Deputadas, a Presidência esclarece em atenção ao pronunciamento do Deputado Carlos Amorim e Graça Paz, que não interferiu na composição das Comissões Técnicas da Casa, cujas indicações compete aos líderes partidários. A Resolução Administrativa publicada no Diário de hoje não teve nenhuma participação da Mesa quando a sua composição, cabendo à Mesa apenas a indicação e publicação do ato atendendo a solicitação dos líderes partidários. A Mesa espera o consenso dos senhores líderes para a indicação dos membros das comissões permanentes. Caso não haja acordo, a Presidência cumprirá o disposto no artigo 28 e 29 do Regimento Interno, baixando nova resolução obedecendo estritamente o critério regimental. MELO - Nada mais havendo a tratar, declaro encerrada a presente Sessão. SESSÃO SOLENE DO DIA 16 DE DEZEMBRO DE 2010 ÀS 11h15min O SENHOR PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTADO RIGO TELES A SENHORA DEPUTADA HELENA BARROS HELUY
22 22 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2011 O DOUTOR ROBERT SMITH O SENHOR PADRE JEAN MARIE ALFONS EMERENTIA VAN DAME O DOUTOR WASHINGTON LUIZ OLIVEIRA O DOUTOR MAURÍCIO MACEDO O DOUTOR GERVÁSIO PROTÁSIO DOS SANTOS JÚNIOR O DOUTOR GUILHERME ZAGALO O DOUTOR DOUGLAS DE MELO MARTINS O SENHOR BISPO CARLOS HELENO O SENHOR DOM XAVIER GILLES O SENHOR PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTADO RIGO TELES - Em nome do povo e invocando a proteção de Deus, declaro aberta a Sessão Solene convocada através das Resoluções Legislativas nº. 588/2010, oriunda do Projeto de Resolução Legislativa nº. 022/2009; da Resolução Legislativa nº. 597/2010, oriunda do Projeto de Resolução Legislativa nº. 017/2010; e da Resolução Legislativa nº. 600/2010, oriunda do Projeto de Resolução Legislativa nº. 012/2010, todos de autoria da Senhora Deputada Helena Barros Heluy, com o objetivo de realizar a entrega do Título de Cidadão Maranhense aos Senhores Robert Smith, Marlon Jacinto Reis e Jean Marie Van Dame. Convido para compor a Mesa o Doutor Robert Smith, presidente do Banco do Nordeste do Brasil. Convido o Senhor Jean Marie Van Dame para compor a Mesa. Convido o Dr. Marlon Jacinto Reis, juiz de Direito e presidente da Associação Brasileira dos Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais, para compor a Mesa. Convido o Dr. Washington Luiz, vice-governador eleito, para compor a Mesa. Convidamos o Dr. Maurício Macedo, secretário de Estado da Indústria e Comércio, neste ato também representando a Senhora Governadora do Estado, Roseana Sarney, para compor a Mesa. Convidamos o Dr. Gervásio Protásio dos Santos Júnior, presidente da Associação dos Magistrados do Maranhão, para compor a Mesa. Convidamos o Dr. Guilherme Zagalo, representando neste ato a OAB-MA. Convidamos o Dr. Douglas de Melo Martins, presidente-conselheiro estadual de Defesa dos Direitos Humanos. Convidamos o bispo Carlos Heleno, bispo de Zé Doca, para compor a Mesa. Convidamos Dom Xavier Gilles, Capelania Bonfim, para compor a Mesa. Concedo a palavra a Senhora Deputada Helena Barros Heluy que fará a saudação aos Senhores Roberto Smith, Marlon Jacinto Reis e Jean Marie Van Dame, agraciados com o Título de Cidadão Maranhense em nome do Poder Legislativo. Com a palavra, a deputada Helena Barros Heluy. A SENHORA DEPUTADA HELENA BARROS HELUY - Senhor Deputado Rigo Teles, presidente desta solene sessão; Doutor Robert Smith, presidente do Banco do Nordeste; Padre Jean Marie Van Dame, querido padre João Maria, de todos que o conhecem; doutor Marlon Jacinto Reis, juiz de Direito e presidente da Associação Brasileira dos Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais; Doutor Washington Luiz, vice-governador eleito; Doutor Maurício Macedo, secretário de Estado da Indústria e Comércio, representando neste ato a Senhora Governadora; Doutor Gervásio Protásio dos Santos Júnior, presidente da Associação dos Magistrados do Maranhão; Doutor Guilherme Zagalo, representando a Ordem dos Advogados do Brasil Secção do Maranhão; Doutor Douglas de Melo Martins, presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos; Dom Carlos Heleno, da Diocese de Zé Doca; Dom Xavier Gilles, bispo emérito de Viana da Capelania do Bonfim. É um prazer muito grande tê-los compondo esta Mesa e a fazendo bem maior pela representatividade de cada um. Pena que não há nenhuma mulher! São as questões de gênero de sempre, vale assinalar. Quero registrar outras presenças muito caras para todos nós e, sobretudo, para os homenageados, presenças caras a mim também: Luiz Fernando Renner, vice-presidente da FIEMA, representante do presidente Edilson Baldez. Quero registrar e cumprimentar também a representação da ASP, Associação de Saúde da Periferia, através da professora Maria José Costa e dos funcionários Anaim Abreu Everton, Graça Penha Everton e Eurico Fernandes. Cumprimento também a valorosa representação do Banco do Nordeste que aqui se encontra, o superintendente estadual Franzé de Morais; o superintende de Políticas, José Rubens; superintende de Reestruturação de Ativos, José Andrade Costa, e demais funcionários. Registro e saúdo a irmã Anne Caroline, da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Luís, membro da Congregação das Irmãs de Notre Dame e do valoroso, também, Movimento Reage São Luís. Registro a presença da irmã Ana Amélia e Rosana, representando o CEMI, CEBI e as CEBs (Comunidades Eclesiais de Base). Registro e cumprimento o professor Geraldo Castro, suplente de vereador, representando nesta oportunidade o deputado federal Flávio Dino. Quero cumprimentar o casal, Onildo e Joelma, lideranças fortes e expressivas, tanto na igreja como no comércio, como na militância político-partidária do município de Matões, que estando aqui em São Luís os convoquei-os para testemunharem também esta solenidade. Eu não vou pedir desculpas se me alongar muito. A culpa não será minha. A culpa, se é que se pode falar em culpa, e não vou abrir nenhum debate sobre isto, é do currículo de cada um dos homenageados. E na minha compreensão este currículo precisa ser efetivamente colocado para os senhores. Os senhores e as senhoras são testemunhas deste ato, isto é um ato solene. Apesar de a Assembleia já haver aprovado nosso projeto de resolução, mas é neste momento que se corporifica através da entrega dos Títulos de Cidadão Maranhense aos homenageados, que faço questão de dizer. E faço questão de dizer pela ordem de entrada, inclusive, dos projetos aqui nesta Assembleia. O homenageado Robert Smith, presidente do Banco do Nordeste do Brasil, que em data, em 16 de novembro do ano passado, pleiteei a concessão desse título. É homenageado também o padre Jean Marie Alfons Emerentia Van Dame, Padre João Maria, cujo projeto adentrou nesta Casa em 17 de maio deste ano, e o Doutor Marlon Jacinto Reis, juiz de Direito, cujo projeto é datado de 1º de junho de Cumprimento também, e não posso deixar de cumprimentar os companheiros da Imprensa, funcionários, internautas e todos e todas das mais diversas profissões e representatividades que estão neste plenário. Para mim, senhores homenageados, é uma honra muito grande esta solenidade que tem a marca da história e do tempo de muitos que estão aqui e, sobretudo, dos senhores homenageados com o Título de Cidadania Maranhense. Em preliminar ainda, quero manifestar o meu agradecimento pessoal, faço questão, à Presidência da Casa, à Mesa Diretora desta Assembleia e ao Cerimonial pelo empenho para que esta solenidade pudesse ser realizada hoje. Final de ano, final de legislatura, processos tramitando, mas que pudéssemos nos reunir e nos encontrar para prestar esta homenagem. Eu sempre questiono a cidadania maranhense. Muitos que já estiveram em solenidades desta natureza, por iniciativa minha, sabem disso. Na minha compreensão, não basta nascer aqui, nos limites do Estado do Maranhão, para ser maranhense. E sempre em situações tais, eu me pergunto: o que é ser maranhense? Entendo que é contribuir para fazer do Maranhão uma terra solidária, uma terra humana, uma terra saudável, cheia de pessoas felizes. Pode ser sonho, Doutor Robert Smith, mas vale a pena ter esse sonho pelas possibilidades de redução das desigualdades, uma terra cheia de pessoas voltadas para a permanente construção da Democracia, uma terra sem violência e sem corrupção, inclusive a violência e a corrupção institucionalizadas. Eu sonho com isso. Antigamente diziam que era infantilidade, agora devem estar dizendo que é senilidade, mas eu sonho com isso. É esse o grande desafio e o sentido maior desta solenidade. Eu tenho dito isto sempre em todos os momentos de entrega de Título de Cidadania Maranhense por proposta minha. Dentre as ações de maior cuidado e responsabilidade, que tenho me incumbido nesta Casa Legislativa, destaco os projetos de resolução que apresentei concedendo este título. Vou repetir o que já disse de outras vezes, ser maranhense, sobretudo sem haver nascido no Maranhão, é impregnarse intensamente das coisas do Maranhão, é viver o Maranhão, sua história, suas tradições, sua cultura, sentindo suas realidades socioeconômicas extremamente complexas, diversificadas e até
23 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE antagônicas. Digo mais: é criar raízes. Olha que desafio, Doutor Robert Smith, é criar raízes. Lembro e repito o que disse a Ministra Kátia Arruda, no ano passado, quando recebia desta Assembleia este título: ser maranhense é comprometer-se com o bem dessa terra e de sua gente, procurando entendê-la nas suas angústias e sofrimentos, mas também vibrando nas suas alegrias, emoções e nas suas esperanças, materializadas na poética, repito, de Bandeira Tribuzzi, ao evocar martírios, mas também as glórias do passado e os sonhos do futuro. Passa por tudo isto o ser maranhense. E é entendendo isto e vendo isto nos senhores homenageados que eu me sinto, repito, feliz, não apenas pela proposta apresentada, mas porque esses títulos foram concedidos à unanimidade dos presentes na Sessão em que foram apreciados esses Projetos de Resolução e que eu vou me permitir agora, em ligeiro e rápido flash, falar um pouco sobre cada um dos três. Ao final manda o protocolo, manda o cerimonial que sejam então entregues os certificados do Ser Maranhense concedido pela Assembleia. Robert Smith é filho de Henrique Smith e Paulina Smith. Brasileiro nascido em São Paulo, no Estado de São Paulo, em 02 de agosto de Pai de Mayra, que é bióloga, Juliano formado em Sociologia e Mariana em Comunicação Social. Aqui dar-se o título à figura humana de cada um e de cada uma e à sua história, um pouco de sua história. Não é apenas um nome saído de qualquer ideia. E digo mais aos senhores, todos esses Projetos de Resolução de Cidadania como qualquer outro requerimento e projeto que apresentamos nesta Casa, não constitui um fato isolado de Helena, vem da base, vem dos movimentos, vem do conjunto dos que conhecem aquele homenageado ou homenageada, vem dos seus colegas de trabalho, vem inclusive da classe política, quando se faz necessário, enfim, de tudo aquilo quanto significa a nossa representatividade ou a representatividade de Helena na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão. É graduado em Administração de Empresas pela Universidade de São Paulo e em Economia pela Universidade Mackenzie, tem curso de especialização em Economia Regional Urbana, Mestrado no Curso de Aperfeiçoamento de Economistas do Nordeste, doutorado em Economia na Universidade de São Paulo e pós-doutorado na Universidade Paris 13, é professor aposentado do Departamento de Teoria Econômica da Universidade Federal do Ceará. Há mais de 30 anos reside em Fortaleza, sendo que sua família paterna tem fortes ligações com o Nordeste, de onde emigrou para o Rio de Janeiro, durante a seca de Iniciou a sua carreira profissional como estagiário na área financeira e orçamentária das Empresas Walita e Orniex. Após formado, trabalhou na Empresa de Planejamento e Consultoria ASPLAN S.A, em seguida transferiu-se para a Empresa PLANASA Assessoria em Administração, onde chefiou a área de Consultoria Econômica e de Sistemas de Informações Econômico-Financeiras e de Custos, tendo coordenado vários projetos. Em 1983 foi admitido, por meio de concurso público, como professor da Universidade Federal do Ceará, junto ao Departamento de Teoria Econômica. Foi professor na graduação de Economia e na pós-graduação daquela universidade, foi também professor de Economia do Turismo e orientador no Curso de Mestrado Profissionalizante em Gestão de Negócios Turísticos da Universidade Federal do Ceará. Foi bolsista, pesquisador, doutor do CNPq e da CAPS, pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo, vinculado ao Programa de Ensino Pesquisa e Pós-Graduação de Economia Regional e Urbana, convênio FIPE, BID, IPEA. Foi também professor de cursos modulados do CETREDE-Ceará, Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Ceará e SUDENE-Pernambuco, nas áreas de ensino de Desenvolvimento Regional Urbano e Industrial. Nós temos, em seguida, mais de três laudas de tudo quanto significa a atuação profissional, do compromisso, a qualificação, a capacitação do homenageado Robert Smith. Vou tentar concentrar tudo no que diz respeito: E o Maranhão, onde é que entra na vida do Robert Smith? Robert Smith é Presidente do Banco do Nordeste, como Presidente do Banco do Nordeste do Brasil, doutor Robert destinou o montante de 5,9 bilhões, por meio de operações de crédito, de curto e longo prazos, para o Estado do Maranhão. No período de 2003 a setembro de 2009, data em que apresentamos este Projeto de Resolução aqui nesta Casa. Acredito que ele acrescentará muito mais informações. Os setores econômicos mais beneficiados com os financiamentos foram o rural e comércio/serviços, com dois bilhões e quinhentos milhões, 43% do valor global contratado e dois bilhões e trezentos, 39% do total. Especificamente com relação ao Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste, o BNB contratou o volume de três bilhões e oitocentos milhões, por meio de operações de crédito de longo prazo nesse mesmo período. Repito, 2003 a Com relação ao apoio prioritário ao mini, ao micro e pequeno, tanto na área rural quanto urbana, o BNB contratou no Estado o valor de novecentos e dezesseis milhões e quinhentos mil com operações realizadas dentro do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, PRONAF, ainda durante esse período. Acredito que tenha muito mais. O Crediamigo propõe Programa de Microcrédito Produtivo Orientado, do BNB, para os empreendedores informais do setor urbano, desembolsou o volume de R$ 633,300 milhões no Maranhão, por meio de operações, com as micro e pequenas empresas maranhenses foi contratado o volume de R$ 419,800 milhões, no período de 2005 a setembro de Seu compromisso, faço questão de sublinhar, continua apoiando, de maneira firme, o agente produtivo no Estado do Maranhão já tendo contratado operações de crédito, de curto e longo prazos, em um montante de R$ 1,3 bilhão devendo superar, com folga, ao final do ano passado, o volume global de 2008, que foi de R$ 1,4 bilhão. Diante de tudo isto e todos estes fatos aqui apontados e os que não foram lidos, mas que se encontram nos registros desta Casa, aqui eu pedi aos colegas parlamentares para que ele fosse homenageado. E esse pedido reflete o pedido de muitos e muitos de várias áreas, inclusive da classe política, faço questão de dizer, para que Robert Smith fosse homenageado com o Título de Cidadão Maranhense, através do Poder Legislativo ou setor competente para a emissão deste certificado. Em síntese, era o que eu coloquei e o que eu gostaria de dizer aos Senhores, neste momento, com relação ao Dr. Robert Smith. Vamos ver quem é o Padre João Maria. Eu vou buscar um pouco de João Maria na minha memória, na minha lembrança em meados dos anos 70, quando recém-chegado aqui ao Maranhão no Movimento dos Cursilhos. E que padre é este? Quem é este padre? E era um padre trazia sua mensagem evangelizadora, gesticulando com o corpo todo e alma, sacudindo a consciência, inclusive religiosa, de todos nós. E, àquele tempo, ele já nos trazia a realidade da terra para trabalhar e da terra onde morar. E ele abria suas aulas, a sua primeira aula gesticulando muito bem e cantando sem casa e sem terra. Não sei nem se ele ainda se lembra, mas é capaz dele dizer por inteiro com sua alma e com seu sentimento. E aquela figura humana bem diferente de todos, não só dos religiosos, os sacerdotes que a gente conhecia, foi logo marcando a vida de cada um que teve privilégio de participar, naqueles idos, dos Movimentos de Cursilhos de Cristandade, aprendendo com ele muita coisa. Mas quem é o Padre João Maria? É um belga, nasceu na Bélgica, em Mortsel, em seu país fez seus estudos formando-se em Filosofia, Teologia e Letras. Domina ativamente os idiomas português, holandês, francês, inglês e espanhol e tem o domínio passivo do alemão, latim e grego. Olha só, imaginem se ele fosse olho gordo, o quanto não acumularia de saber. Deixou a sua família, deixou a sua mãe e o seu pai, deixou dez irmãos na Bélgica para vir para o Brasil, para vir para o Maranhão, para vir para o Anjo da Guarda nos anos 70. Chegou ao Brasil, em abril de 1975, por solicitação de Dom João da Mota e Albuquerque, então arcebispo de São Luís, que pedia padres, professores para o Seminário Santo Antônio. A partir daí sua vida se volta para os mais pobres, que não faltava, como não faltam ainda, e por orientação do Padre Victor Asselin engaja-se nas Comunidades Eclesiais de Base, vivência que lhe permitiu produzir sua tese de Mestrado sobre o pensamento teológico pastoral das CEBs e inspirados nos escritos do Padre José Marins. Essa opção faz parte de sua vida, daí a sua afirmação: engajei-me nelas com toda a alma e toda a convicção na busca de uma Igreja engajada socialmente, que tem como paradigma o Reino de Justiça e Paz, de igualdade, pobreza e não
24 24 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2011 miséria, fraternidade e partilha. Assumiu as comunidades do bairro periférico do Anjo da Guarda, essa decisão levou... não sei se era segredo, mas vou dizer, levou um padre maranhense, Doutor e Professor, a alertá-lo com as seguintes palavras: João, você vai morar no Anjo da Guarda? Não faça isso, você vai perder sua cultura. Ao que este respondeu: Não vim para o Maranhão para conservar a minha cultura ocidental europeia, mas quero, justamente, mudar e adotar a cultura do povo maranhense. Ao longo dos anos, viajou muito conhecendo modo de vida das comunidades no interior do Estado, foi assim que se tornou um velho conhecido de tantas pessoas com quem comungou de lutas e conquistas e a quem ele devota uma afeição especial, ainda que num encontro inesperado como nas romarias depois de mais de 30 anos, ele encontra, reconhece e corre o risco, inclusive de saber o nome e do lugar que conheceu. No final dos anos 70, e no começo da década seguinte, viveu dias difíceis, quando muitos de seus amigos morreram e morreram na guerra pelo direito à terra, sobretudo, à terra onde vive e onde viveram seus ancestrais, trabalhadores rurais do Maranhão. Para citar só dois: José Machado em Bacabal e Antônio Genésio em Caxias, figuras que marcaram sua vida. Nesse período foi detido e ameaçado de morte e disse que não teve a sorte da irmã Dorothy, que conheceu pessoalmente. Em São Luís participou durante os primeiros anos ainda do surgimento do movimento contra a carestia e da resistência e busca de justo tratamento para as comunidades que estavam sendo despejadas pelas obras da ANSA, implantação do Projeto Carajás, a ANSA era aquilo que foi transformado em Vale do Rio Doce, e hoje é apenas Vale, não sei se vale. Quando Padre Victor Asselin articulou a CPT no Estado, Padre João Maria voluntariamente engajouse nesse movimento de verdadeiro compromisso com o povo do campo, participando dos primeiros encontros de agentes de Pastoral da CPT, 1977 e 1978, sob a coordenação do respeitado e querido Dom Xavier Gilles de Maupeou, integrando-se também na equipe do Secretariado Regional da CNBB. É uma pessoa inquieta o Padre João Maria. Concordo. E inquieto, sobretudo, com as situações de justiça e sofrimento da gente no Maranhão. Padre João Maria participou da fundação da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, estando presente na assembleia de sua fundação e nas primeiras reuniões que aconteceram na Casa das Irmãs de São José de Chambéry, quando reabriu o Seminário de Santo Antônio que funcionava, inicialmente, no atual Museu de Arte Sacra, confiaram e a grande missão de ministrar matérias filosóficas, introdução à Filosofia e história da Filosofia, até Segundo o próprio, lecionou e entende de Filosofia não de forma cerebral, mas como expressão cultural de uma época com ligações orgânicas com a realidade socioeconômica e política que a envolvia. Nos cursos de preparação de catequistas, ministrou durante vários anos a reflexão sobre a realidade maranhense, resultado de suas andanças e vivências no interior com a problemática da terra, e no Anjo da Guarda com a implantação do Projeto Grande Carajás e suas mazelas para a população local, fontes em que, segundo ele mesmo assinala: me inspirava para os estudos e análises econômico-sociais e políticas que fazia. E teríamos mais ainda duas, três laudas que vou tentando resumir, pegando apenas a parte final desta terceira lauda que me referi. Foi convidado a assumir a representação da Igreja, na CNBB Pastoral da Criança, ou da ASP e outros conselhos como o Conselho de Segurança Alimentar, CONSEA, Conselho Estadual da Assistência Social (CEAS), e Conselho de Direitos de Criança e Adolescentes. Neste último foi escolhido para assumir a sua presidência no período de 2008 a 2009, é um dos fundadores também, é bom que se destaque da Associação de Saúde da Periferia (ASP). Profissionalmente, além das assessorias que prestam ainda à ASP, exerce a função de professor no Instituto de Ensino Superior no Maranhão, o IES-MA, desde quando retornou em 1997 como professor de Sociologia e História da Igreja no Maranhão. Na região do Turi: Presidente Médici, Centro do Guilherme, Cândido Mendes, Turilândia, colaborou com os Irmãos Lassalistas e ministrou aulas para professores e professoras, leigos e leigas, de escolas públicas que precisavam de qualificação, ainda de nível médio. Há uma identidade profunda na sua vida com a história do povo do Maranhão, terra que está impregnada da alma do Padre João Maria, pelo amor que tem aos maranhenses, à natureza, às lutas concretas do povo e ao sonho e esperança permanentes de viver ao lado de irmãos e irmãs numa sociedade cada vez mais justa e fraterna. Foi por isso, por tudo isto que eu também pedi o Título de Cidadão Maranhense para o Padre João Maria. Mas quem é Marlon? Parece que é o Benjamim entre os três. Marlon é juiz, eu ainda o conheci quando jovem advogado, inquieto, militante, ativista, mas militante e ativista comprometido com a causa da justiça. É por isso que ele pôde e pode ser juiz e continuar sendo ao longo do tempo. Dr. Marlon Jacinto Reis, filho de Arlete Jacinto Reis e Dorival Alves dos Reis, nasceu em Pedro Afonso no Estado de Tocantins, em 10 de dezembro de Nascer em 10 de dezembro, Dr. Zagalo, já é um predestinado, pois 10 de dezembro é o Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ele já nasceu com esta marca, nem todos nascem ou nasceram em 10 de dezembro de Contextualizemos o tempo, Vigência do Ato Institucional n.º 5, tempos de lutas, tempos de perseguições, tempos de torturas mais acentuadas ainda. No ano de 83, aos 13 anos mudou-se para o Maranhão para onde seu pai viera com a família em busca de trabalho como advogado. Estudou em Imperatriz, na Escola Santa Terezinha, onde cursou a 8ª série aos 13 anos. O primeiro ano do ensino médio foi dividido entre o colégio Graça Aranha naquela cidade e a escola Pedro Neiva de Santana, em Santa Inês, aos 15 anos chegou a São Luís. Foi estudar no Meng onde concluiu o ensino médio. Ingressou na UFMA, em 87, onde cursou Direito, teve interrompido os seus estudos entre 88 e 89, porque o trabalho como feirante na Liberdade não se compatibilizava com o horário da Universidade, porque estava matriculado no turno matutino. Transferido para o noturno continuou seus estudos, colando grau em Na Universidade, engajou-se no momento estudantil como coordenador de relações com os movimentos sociais pelo DCE, em Foi um dos organizadores do Seminário Nacional em Defesa da Amazônia, em 1990, realizado pela UNE na UFMA. Participou ainda como estudante de três Congressos da UNE e num deles como delegado eleito pelo curso de Direito. Foi advogado do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Padre Marcos Passerini. O doutor Marlon Reis ingressou na Magistratura, em 1997, quando acabara de completar 27 anos. Foi juiz de Direito nas Comarcas de Passagem Franca, Riachão, Olho D Água das Cunhas, Alto Parnaíba, Itapecurú-Mirim e João Lisboa, onde se encontra atualmente e ressaltando-se que sempre morou nas Comarcas por onde passou. Em 1995, tornou-se assessor do desembargador José Antonio de Almeida e Silva. O Dr. Marlon Reis é um homem inquieto com as estruturas injustas da sociedade, o que o motiva a participar de movimentos que questionem as agressões ao meio ambiente e à corrupção eleitoral. Assim, Alto Parnaíba apoiou a sociedade para a criação do Parque das Nascentes do Rio Parnaíba após uma intensa mobilização, o que culminou com a apresentação de um programa exibido no Globo Repórter, inteiramente dedicado a mostrar os riscos ambientais que ameaçam aquela bacia hidrográfica. Acrescidos agora com as ameaças das cinco hidroelétricas. Amanhã vai ser o leilão das duas primeiras. E o poder público maranhense, o Maranhão administrativo está indiferente a isto. Totalmente indiferente, não há nenhuma repercussão que se acuda a consciência ecológica, e econômica também, de desenvolvimento também, verdadeira para todos e para todas. É bom estar presente o secretário de Indústria e Comércio. É um desabafo que se faz a todo tempo. Com a campanha de combate à corrupção eleitoral que recolheu mais de um milhão e trezentas mil assinaturas para o advento da primeira lei de iniciativa popular, a dedicação do Dr. Marlon Reis a essa causa o credenciou a ser um dos redatores da minuta do Projeto de Lei de iniciativa popular e mais recentemente um dos coordenadores da Campanha Ficha Limpa. Eis o homem, um dos corresponsáveis pela Ficha Limpa. Quando será que nós não vamos ter necessidade de iniciativas desta natureza? Quando será que vamos viver em um tempo diferente? Doutor Marlon tornou-se uma referência nacional, resultando na criação do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e nos comícios da cidadania contra a corrupção eleitoral, no
25 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE ano de Foi perseguido por isto. É atualmente presidente da Associação Brasileira dos Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais, eleito em 2007, reeleito em 2008 e diretor acadêmico do Instituto de Direito Eleitoral do Distrito Federal. Sua luta pelo combate a corrupção eleitoral o levou a idealizar a Campanha Eleições Limpas, realizadas pelo TSE e a Associação dos Magistrados Brasileiros. Responsável pela mobilização de 1000 juízes eleitorais que realizaram audiências públicas para dialogar com a sociedade sobre as regras para a disputa eleitoral. Foi o vencedor do primeiro Prêmio Innovare, o Judiciário do Século XXI, concedido pela Fundação Getúlio Vargas, Associação dos Magistrados Brasileiros e Ministério da Justiça, com o Projeto Integração, Justiça Eleitoral e Sociedade Civil. É autor do livro Uso Eleitoral da Máquina Administrativa e Captação Ilícita de Sufrágio publicado pela Editora Fundação Getúlio Vargas. Exerceu o cargo de juiz auxiliar na Presidência do Tribunal Superior Eleitoral até em outubro de Doutor Marlon Reis, ainda em 2009, foi considerado, pela Revista Época, um dos cem brasileiros mais influentes do país. Ainda tenho mais umas laudas aqui com a síntese do que é o doutor Marlon Reis. Dispenso a leitura porque acredito que todos e todas já tenham não apenas a visão, mas o perfil em todo o seu conteúdo do que é o doutor Marlon Reis. Senhores e senhoras que aqui se encontram, e eu gostaria de registrar também, com muita emoção, a presença do Padre Marcelo Pépin, que acompanha a Igreja Viva do Maranhão há muitos anos também, como Dom Xavier e dizer que os três homenageados de hoje, os três, todos nós podemos dizer que eles podem e devem receber este título, porque eles sabem unir os seus saberes e suas competências para o bem da gente do Maranhão. Muito obrigada. Quebrando um pouco do protocolo, e como o Cerimonial me entregou há pouco, eu peço licença para ler o que recebi, já aqui na tribuna, do Partido Comunista do Brasil. Nota de Congratulações: O Partido Comunista do Brasil, Maranhão, por sua direção estadual, parabeniza o companheiro João Maria pelo recebimento do merecido Título de Cidadão Maranhense. Parabeniza também à deputada Helena Barros Heluy pela justa homenagem, bem como a toda Assembleia Legislativa do Maranhão. O padre João Maria é um exemplo de dedicação à luta popular em defesa da democracia, dos direitos humanos, da igualdade, do desenvolvimento social, enfim, de uma sociedade justa, fraterna e igualitária. João Maria fez do Maranhão o território privilegiado de sua ação política transformadora, razão pela qual é com muito orgulho que o saudamos como nosso conterrâneo. Com o abraço dos comunistas maranhenses, Marcio Jerry Saraiva Barroso, secretário de Comunicação do PCdoB, do Maranhão. Peço que fique o registro também nos Anais da Casa. Muito obrigada. O SENHOR PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTADO RIGO TELES - Convido a deputada Helena Barros Heluy, para fazer a entrega dos títulos aos homenageados Dr. Robert Smith, Dr. Marlon Jacinto e Jean Marie Van Dame. Concedo a palavra ao Dr. Robert Smith, homenageado nesta data com o Título de Cidadão Maranhense. O SENHOR ROBERT SMITH - Excelentíssimo Senhor Deputado Rigo Teles, Presidente desta Sessão Solene da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão; Excelentíssimos Senhores Deputados desta Casa Legislativa: deputado Joaquim Haickel, deputado Chico Gomes, deputado Antonio Bacelar, minha prezada deputada companheira Helena Barros Heluy, autora do projeto de Decreto Legislativo que me concedeu o Título de Cidadão Maranhense. Quero cumprimentar o padre Jean Marie Van Dame e o Dr. Marlon Jacinto Reis, que compartilham comigo esta cerimônia que me honra muito por estar em meio a homenageados tão ilustres. Gostaria de cumprimentar o deputado Washington Luiz, vice-governador eleito do estado do Maranhão, meu prezado companheiro. Quero cumprimentar doutor Maurício Macedo, secretário de Estado da Indústria e Comércio, aqui representando a Governadora Roseana Sarney. Quero cumprimentar o doutor Gervásio Protásio dos Santos Júnior, queria cumprimentar Guilherme Zagalo, cumprimentar doutor Douglas Melo Martins, também o Dom Xavier Gilles, quero cumprimentar o Bispo Carlos Heleno. Cumprimentar o nosso superintendente do Banco do Nordeste do Estado do Maranhão, Franzé Morais, queria igualmente cumprimentar o nosso superintendente do Banco do Nordeste José Rubens Dutra Mota, José Andrade Costa. Queria cumprimentar os senhores empresários aqui presentes, clientes do Banco Nordeste, queria cumprimentar o senhor Marcos Regadas, que é diretor do Grupo Franere. Seu José Morgado que é diretor financeiro do Grupo Mateus, queria cumprimentar também o nosso amigo Raimundo Carneiro Sobrinho, ex-diretor do Banco Nordeste. Quero cumprimentar também toda a equipe de gestores do Banco do Nordeste que se encontra num processo de avaliação e que teve o carinho de acompanhar aqui nesta presença deste título que está sendo a mim outorgado. Enfim, queria cumprimentar a todos os amigos e amigas presentes. A todos, gostaria de agradecer e, em especial à Deputada Helena Heluy, patrona desta outorga de título de cidadania, afirmando que esta homenagem me sensibiliza e me emociona profundamente, sobretudo na medida em que compartilhamos os nossos sonhos. Sentimento este que reforça o nosso companheirismo, deputada Helena Heluy, e a nossa convicção política da causa que nos abriga sob a liderança do presidente Lula que encerra de forma brilhante seus oito anos de Governo e reforça nossas esperanças no Governo da Presidente Dilma. Sou um paulista que há quase 34 anos desembarcou em Fortaleza. Deixava para trás a coordenação da área de economia de uma importante empresa de consultoria em São Paulo onde trabalhara há quase 10 anos. Também desempenhava atividades de professor de economia em duas faculdades e nisso interrompi para vir fazer um curso de pós-graduação no Ceará. Antes de decidir fazer o mestrado em Fortaleza já iniciara a minha vida profissional como consultor em Porto Alegre, deixando transparecer a sensação de uma herança atávica envolta nas diásporas da vida sem raízes que recebi de meus ascendentes paternos e maternos, não por acaso, judeus. Costumo chamar a essa sensação de desenraizamento. Desenraizamento que contraditoriamente afirma a busca de raízes, aquelas raízes das árvores que penetram o território dos quintais onde amadurecem as frutas boas. A sensação do judeu errante buscando a Canaã prometida. Creio que o exílio seja um traço comum entre o povo nordestino e o povo judeu, compelidos a buscar sobrevivência em paragens mais promissoras. Carregam, porém, uma saudade que é uma sensação de um vazio inexplicável, um legado que atravessa gerações. A vontade de voltar. Entendo que esse título de cidadania maranhense me abre ainda mais as portas da polis prometida, da qual passei a pertencer e onde fui aceito tem, pois, uma importância pessoal que segue muito além do que ele representa, juntamente com os títulos de cidadão fortalezense, cearense, piauiense, potiguar e paraibano, a polis se torna cosmópolis e confirma na sua alteridade o encontro de meu desejo de nordestinidade. Confesso que havia desde muito cedo dentro de mim um inconformismo que me impelia a pensar as razões das desigualdades sociais, do subdesenvolvimento e da injustiça. O Nordeste embutia estas representações explicitadas nos textos acadêmicos e que me instigavam num questionamento constante. Eram assuntos que vinham à baila nas nossas conversas familiares, onde destaco, sobretudo, a influência de minha mãe que muito contribuiu para forjar minha consciência política de esquerda, companheira das razões da vida militante. Nascido durante a Segunda Guerra, a que se seguiu o ideal do nacional desenvolvimentismo que sensibilizou a toda uma geração em meio à bipolaridade da Guerra Fria, também vivenciei de perto, as práticas golpistas de nossas elites políticas colonizadas e seduzidas pelas heranças macartistas e os embates do nacionalismo. Desde então, a influência dos pensamentos vivos de Celso Furtado, Raul Prebish e depois do peruano Mariategüi, que dialogavam com a realidade latino-americana, marcaram profundamente minhas escolhas ideológicas na juventude, e que ainda perduram. Foram fatos marcantes para a minha construção profissional na área de planejamento governamental e desenvolvimento econômico assim como para a minha formação política. Foram também marcantes os anos sombrios da
26 26 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2011 ditadura e depois o deslocamento da militância subterrânea para a prática política da democracia popular no Partido dos Trabalhadores da qual não mais me afastei. Participei desde os primeiros momentos do emergente Partido dos Trabalhadores e, desde então todas as minhas condutas na dimensão profissional e intelectual foram pautadas pelo ideário e convicção da democracia numa sociedade participativa e justa onde a inclusão social deixasse de ser mera peça retórica exercida pela opressão do mandonismo conservador e tradicional. Disso, decorreu a trajetória de minha aproximação intelectual com o Nordeste, que culminou com a indicação do presidente Lula para que eu viesse a dirigir esta emblemática instituição que é o Banco do Nordeste do Brasil - o nosso BNB. Essa instituição é orientada, sobretudo, para o exercício das políticas públicas do Governo Federal e mais recentemente pela contenção da irresponsável crise importada. Entre 1977 e 1979, realizei os estudos de mestrado no Ceará, retornei a São Paulo como pesquisador da FIPE - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP e, ao voltar para defender minha dissertação, em 1981, fui chamado pelo então coordenador do curso em sua sala e, para minha surpresa, meu nome figurava num quadro que trazia a escalação do corpo de professores do semestre letivo seguinte. Aceitei, pois o convite, e, em 1982, fiz concurso para a Universidade Federal do Ceará. As raízes - tanto profissionais, quanto afetivas - começavam a penetrar a terra nordestina. O desenraizamento me tornou um cidadão do mundo. Um apátrida que busca beber de todas as culturas, inconformado com todas as formas de violências, preconceitos, guerras, injustiças, genocídios. Contraditoriamente, é a partir daí que busco as raízes e busco a seiva alimentadora da existência. Não do isolamento, do gueto, do apartheid, dos muros, mas da inclusão social, da pertença, da amizade. O meu amor pelo Nordeste é pleno de conteúdo. E esse conteúdo é o das relações afetivas com as pessoas, com os amigos e com os companheiros de trabalho e da política onde o deputado e agora vice-governador eleito Washington Luiz Oliveira tem um lugar especial de amizade e admiração. É também conteúdo de compromisso cultural, social, político, profissional e intelectual de envolvimento muitas vezes discreto como gosto de ser. O deslocamento de minha vida acadêmica para a direção do Banco do Nordeste correspondeu a uma feliz complementaridade entre o conhecimento, a teoria e a prática, que enleva a minha crença e esperança numa sociedade melhor. No Banco do Nordeste venho aprendendo muitas coisas ao longo desses quase oito anos. Aprendi, sobretudo, a fazer acontecer, o fazer acontecer que é um trabalho coletivo de um corpo técnico que atua na direção do desenvolvimento. Um corpo técnico e de toda uma elite de diretores e gestores que extravasa as fronteiras funcionais do Banco. Um corpo técnico que vem sendo responsável, aqui no Maranhão e na região, por excelentes resultados em financiamentos de operações, de investimentos empresariais, em infraestrutura do PAC, na micro e pequena empresa, na agricultura familiar, no microcrédito e no apoio à pesquisa e à cultura. Esses programas juntamente com o Bolsa Família, com o Luz para Todos, com a Minha Casa Minha Vida, com a geração de empregos e com a recuperação dos salários vêm sendo responsáveis no Nordeste pela melhoria na distribuição de renda, e na saída de elevado contingente de pessoas situadas abaixo da linha de pobreza. A economia nordestina encontra-se atualmente bem integrada com a economia brasileira. Acompanha de forma bem ajustada às flutuações econômicas do País, com alguma vantagem em momentos de crise como ocorreu recentemente, devido a sua menor exposição ao mercado externo, e ao peso das políticas sociais e trabalhistas que tiveram o condão de puxar o avanço do mercado interno. A renda per capita do Nordeste é equivalente a aproximadamente metade da renda média nacional, mas há evidências estatísticas de uma lenta convergência temporal em relação à média do País que necessita ser acelerada. Em termos demográficos o Nordeste vem apresentando uma reversão nos seus fluxos migratórios. De tradicional perdedor líquido de população passa a receber contingentes populacionais de outras regiões. É um indicador de dinamismo regional, e também do desenvolvimento de mecanismos que trouxeram maior resistência em relação à adversidade climática. O Nordeste vem acompanhando o processo demográfico nacional responsável pela queda na taxa de crescimento vegetativo, com acentuada queda na taxa de fecundidade, sobretudo no Maranhão, tanto na área rural quanto urbana e consequentemente o estreitamento da sua pirâmide etária. Estudos desenvolvidos pelo Banco do Nordeste mostram que a região encontra-se ajustada à desenvoltura das exportações brasileiras, ainda que sua pauta seja menos diversificada e atinja mercados menos dinâmicos. A debilidade de seu mercado interno, aspecto que era muito enfatizado por Celso Furtado nos seus fundamentos históricos, vem passando por uma transformação que se configura como uma das principais mudanças no panorama regional nordestino. Tem se constatado uma melhoria ano a ano na distribuição de renda e um avanço nominal e relativo na massa de renda fortemente concentrada nas classes C e D. Com efeito, esse processo, que é nacional, vem ocorrendo com maior intensidade no Nordeste. As classes C e D apresentaram um crescimento na participação da massa de renda que evoluiu de 43% em 2002 para 59% em Esse crescimento que é da ordem de 8,6% ao ano, entre os anos de 2002 e 2010, passa por uma aceleração entre 2007 e Isso, sobretudo em meio à crise econômica. Quer dizer, a crise agiu também no sentido de reforçar o ganho das classes menos favorecidas. Já a massa de renda da classe D chega crescer 22,3% ao ano entre 2007 e Em virtude desse crescimento a classe E vem apresentando significativo esvaziamento, espelhando um forte deslocamento para cima da linha de pobreza. Isso fortalece a nossa convicção de que a pobreza é, sobretudo, um constructo histórico e social, e que a melhor forma de combatê-la é dar oportunidades à população como as políticas públicas vem pondo em prática. E o Banco Nordeste, um importante coadjuvante. Trata-se de um processo inusitado na história nordestina e ainda em sua fase inicial, vamos frisar. Vem gerando um efeito encadeado em alguns circuitos produtivos, comerciais e de serviços dotados de razoável multiplicador regional. É possível admitir que o Nordeste configura-se como uma fronteira de crescimento econômico, e o avanço sobre as áreas de cerrado têm representado a incorporação do agronegócio à região, com a observância de elevados padrões de produtividade, e esperados efeitostransbordamento. O esforço de dotação de infraestrutura na Região, sobretudo em energia, transportes e comunicações vem resultando em investimentos estruturadores e complementaridades significativas em termos nacionais. Deverão ser aprofundados mais os vetores de capilaridade e acessibilidade e integração modal envolvendo os investimentos do PAC, o que propiciará novos investimentos na esfera produtiva e de serviços, inclusive a internalização da indústria pesada, petroquímica e retroportuária. As nossas projeções do BNB e do ETENE, estimam uma evolução da taxa de investimentos no Nordeste de 14,8% em 2009 para 19,5% em 2014, em relação ao PIB, e um acumulado de investimentos no período de 2010 a 2014 da ordem de R$ 450 bilhões. Isso requererá maior capitalização do sistema bancário e mais recursos adequados ao financiamento de longo prazo, bem como avanços em relação ao mercado de capitais, e maior desenvoltura na estruturação de parcerias público-privadas em âmbito estadual e municipal. A estruturação industrial e agroindustrial ainda mostra circuitos incompletos na configuração de complexos industriais na região responsáveis por evasão de renda e emprego. Também os circuitos de natureza financeira, bastante débeis na região, são responsáveis por vazamentos regionais. A participação do crédito no PIB regional era de 23,3% em 2009, ou seja, bastante inferior aos 45,5% atingido a nível nacional. Existem perspectivas de desenvolvimento de setores produtivos e de projetos menos danosos ao meio ambiente abrindo novas oportunidades produtivas, assim como investimentos na melhoria da eficiência energética dos processos e equipamentos industriais e de consumo. A incorporação de tecnologias que reduzam desperdícios e melhor aproveitamento das águas torna-se um requisito importante. Há uma expectativa na inclusão efetiva do Nordeste na emergência e difusão de novos paradigmas da política industrial envolvendo biotecnologia, nanotecnologia assim como a criação em marcha da Empresa de Projetos do Nordeste com participação do BNB e capitais
27 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE privados buscando a estruturação de projetos dotados de complementaridades e poder integrador com elevada expressão regional. Busca-se viabilizar empreendimentos estratégicos tais como as ZPEs, plataforma de foguetes lançadores de satélites, indústrias vinculadas às forças de segurança nacional, portadoras de tecnologia mais avançada que geram efeitos encadeados para os setores da produção civil. O desenvolvimento do turismo com todo potencial que encerra requer a regulamentação e intensificação da aviação regional e bases aeroportuárias regionais somadas às iniciativas em marcha envolvendo a Copa e as Olimpíadas. O Banco do Nordeste se mobiliza para colocar em ação o recente convênio assinado com o IPHAN como gestor de fundo visando recuperar o patrimônio histórico e dar-lhe finalidade de exploração compatível. A agricultura familiar tem sido responsável por parcela significativa da ocupação no campo, e da produção de alimentos. Responde atualmente por 43% do Valor Bruto da Produção Agropecuária, e ocupa 83% dos trabalhadores rurais no nordeste. O PRONAF tem sido importante na fixação do homem no campo. Entendemos que a agricultura familiar necessita avançar em termos tecnológicos envolvendo maior produtividade e melhoria nas condições de vida e educação. Importantes mudanças vêm sendo implementadas nesse segmento envolvendo: ampliação de crédito e bancarização, inovação no processo de assistência técnica com maior autonomia em relação ao setor público; controle sanitário das zoonoses, maior abrangência do Seguro-Safra, continuidade nos esforços estaduais para a regularização fundiária; inovação em relação a produção e financiamento de máquinas e equipamentos adequados à pequena produção com ganhos de produtividade. Tem sido constatada a crescente participação da mulher nos contratos de agricultura familiar e microcrédito responsável pela queda acentuada na inadimplência das carteiras. As mulheres que têm se notabilizado na firme condução de nossa vida política e que vêm ocupando espaço notável de realização como a então ministra e agora presidente eleita Dilma Rousseff, a governadora reeleita Roseana Sarney, com quem o Banco do Nordeste tem construído um relacionamento sempre presente e acompanhado as suas corretas visões de futuro. Sabemos que o papel da microfinança urbana e rural, notadamente do microcrédito produtivo e orientado, assim como o atendimento da micro e pequena empresa, dentro do perfil de intensificação da mobilidade social no Nordeste, irá requerer expansão do crédito, maior eficiência bancária e da adequação de produtos e linhas pertinentes envolvendo custeio e investimento. São esperados esforços para avanços institucionais na eliminação de fatores de refreamento de caráter tributário, desoneração fiscal, incentivos vinculados, sobretudo as marcos ambientais. É certo que vivemos hoje momentos de incerteza na presença de riscos elevados em relação à economia internacional. A crise recente desmistificou a noção de que o mercado tinha o poder de tudo ajustar. Nota-se uma reação importante por parte dos organismos internacionais, e o crescimento em destaque dos países emergentes adquire um novo peso na ordenação monetária internacional perante a hegemonia americana. A incorporação dos BRICS na direção do FMI representa, sem dúvida alguma, avanços. Enrique Iglesias, ex-presidente do BID, ao expor seu ponto de vista durante a 44ª Assembleia anual da federação Latino americana de Bancos (FELABAN), afirmou que os temores em relação a uma possibilidade de guerra cambial e comercial colocam em evidência uma conjuntura internacional complicada. No entanto, em relação à America Latina a situação encontra-se melhor do que nunca. Acompanha os países emergentes, numa posição mais sólida após os anos difíceis em que ocorreram perdas substanciais na participação dos mercados mundiais. O avanço de regimes democráticos na América Latina, o surgimento de bancos centrais mais independentes e uma melhora sensível nos padrões das políticas macroeconômicas e de responsabilidade fiscal foram responsáveis pelo que se assiste hoje. Os níveis de endividamento são hoje bem menores, implicando em menor dependência econômica e de imposições de caráter exógenas. Ainda que continuemos sendo grandes produtores de matérias-primas e alimentos, a conjuntura de preços internacionais é positiva e abre-se um campo de oportunidades favoráveis, sendo bem verdade que sempre há aqueles que discordam e são pessimistas. O sistema bancário e financeiro latino-americano tem se tornado eficiente e palco de intensivo aperfeiçoamento envolvendo mecanismos de controle e supervisão que tem resultado em ampliação das reservas de capital e níveis de Basiléia mais seguros do que os praticados nos países líderes. Assiste-se na América Latina a um crescimento das classes médias, ou de classes emergentes envolvendo aumento na demanda, no crédito e financiamento, estímulo à bancarização e presença das microfinanças. Isso passa a requerer capitalização bancária mais decisiva, mecanismos de supervisão e governança mais atuantes e preparados e, sobretudo, maior eficiência das instituições bancárias envolvendo qualificação e formação de quadros. Temos, portanto, o esboço de uma agenda que contempla expectativas de avanço na integração de políticas na América Latina. O quadro eleitoral recente que atravessou o País é um ingrediente importante para análises políticas sociológicas, econômicas e tecnológicas de contextos regionais dentro da presença federativa. Devemos ter a convicção de que é necessário fortalecer a economia nordestina, e de que não se deve admitir, em hipótese alguma, o contingenciamento de investimentos na Região em face da intensa demanda de investimentos existente. Contingenciamento esse que nós estamos assistindo presentemente. E isso não devemos admitir. O Nordeste está crescendo, precisa de recursos, recursos a custos compatíveis com esse desenvolvimento. No entanto chamo a atenção para o fato de que somos presas de um razoável coeficiente de análises preconceituosas, que perdem a noção e o caráter mais universal com que se reveste a realidade. A nossa análise histórica sempre foi impregnada da visão imposta por aqueles posicionados enquanto vencedores, jogando uma carga de culpa e rebaixamento de virtudes, exterminadores de autoconfiança e autoestima nacional e regional. São métodos de dominação e, portanto, de ideologia. Destaco, nesta cerimônia, nossas homenagens à presidente eleita Dilma Rousseff e à governadora reeleita Roseana Sarney e as estendo também às mulheres desta casa legislativa, em especial à deputada Helena Heluy e às mulheres do nosso Banco do Nordeste. Tenho um especial carinho por todos os colaboradores que fazem o Banco do Nordeste e em especial aos companheiros e companheiras do Banco do Nordeste aqui no Maranhão, que erigiram o Banco a uma posição de destaque nas aplicações regionais. Afinal foram quase sete bilhões de reais, R$ 6.8 bilhões aplicados durante esses anos. Meu reconhecimento ao nosso superintendente Francisco José de Moraes Alves - o Franzé - em nome do qual abraço a todos gestores e colaboradores do banco. Gostaria de mencionar agora aqueles que são o esteio de minha vida pessoal e familiar o meu reconhecimento: a Célia minha companheira de amor, maduro e completo; meus filhos, minhas crianças crescidas Maira, Juliano e Mariana, fonte de meus orgulhos e preocupações recíprocas, enfim, coisas de pai e filhos. Fábio genro e Manuela minha nora, junto com a alegria de minhas netas Lis e Clara que me chamam de vovô Shimite. Aos amigos, companheiros, clientes e colaboradores do BNB, recebam todos o meu abraço e obrigado pela força. Muito obrigado. O SENHOR PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTADO RIGO TELES - Concedo a palavra ao homenageado Senhor Marlon Jacinto. O SENHOR MARLON JACINTO - Deputado Rigo Teles que preside esta Sessão Solene; Deputada Helena Barros Heluy, que foi autora do pedido de edição do Decreto Legislativo, que culminou com a outorga desse Título de Cidadão Maranhense; Deputados Joaquim Haickel, Chico Gomes e Antonio Bacelar. Dr. Robert Smith, Presidente do Banco do Nordeste; Padre Jean Marie Van Dame; Deputado e Vice-Governador eleito Washington Luiz, inclusive como um dos subscritores do Projeto da Ficha Limpa. Dr. Maurício Macedo, Secretário de Estado da Indústria e Comércio; Presidente da minha Associação Estadual dos Magistrados, Dr. Gervásio Protásio dos Santos Júnior. Meu amigo e representante da OAB no ato Guilherme
28 28 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2011 Zagalo, meu amigo irmão Douglas de Melo Martins, Presidente do Conselho Estadual dos Direitos Humanos; Dom Xavier Gilles, Bispo Carlo Heleno. Quero, saudando inicialmente os membros da Mesa, também estender, fazer algumas saudações a pessoas que são muitos importantes e que estão presentes, a começar com a minha esposa, a minha amada esposa Ana Lucrécia, companheira de todos esses momentos aí, que testemunha felicidades e, às vezes, também angústias, típicas de quem se entrega a atividades que refogem ao usual, ao cotidiano de uma atividade de magistrado. Vejo aqui presentes outras pessoas muito importantes na minha trajetória, como é o caso do professor Geraldo Castro, e que ele talvez não saiba, junto com Vagner Cabral, as duas pessoas que me fizeram entrar na militância do movimento estudantil ainda no 2º grau, então segundo grau. Ele e Vagner são culpados de muita coisa aqui que aconteceu, talvez eu nunca tenha tinha oportunidade de dizer isso aí, faço agora. Pessoas falarem em trajetória, vejo colegas de faculdades que me orgulho de ver brilhar nas suas atividades profissionais, como é o caso do advogado Alan Paiva, que eu tenho certeza de que hoje é um dos grandes advogados criminalistas do Estado do Maranhão. Outra pessoa que vejo aqui é Ítalo Azevedo, Ítalo Fábio Azevedo, brilhante advogado no campo Cível, que eu tive a sorte de ser colega de faculdade, foram os que conviviam comigo e via um pouco das opções que, ao longo do tempo, fui fazendo. Essas opções partiram dos exemplos, nós não fazemos opções se não por conta daquilo que nós lemos, daquilo que conhecemos, de qualquer forma, ou então marcantemente pelos exemplos. Dentre esses exemplos, eu devo reconhecer o exemplo da... não chamarei de deputada neste momento, mas da minha professora Helena Barros Heluy. Pelo exemplo, pelas posições que assumia. Dentro do Direito então, o Direito é um espaço de posições, não há neutralidade alguma em absolutamente nada. Ela e outras professoras me ajudaram a descobrir isso precocemente, o que foi bom talvez até para a minha sanidade mental. Porque se acreditasse naquilo que muitos pregavam dessa possível neutralidade, não só do Direito, das normas, como até dos atores do espaço jurídico, público, eu talvez tivesse tido mais dificuldade de compreender as coisas como elas de fato são. Está aqui presente a minha irmã Maria Arlinda, que eu acho que ficava um pouco sem entender porque que passávamos tanto tempo nas reuniões, lá na DCE da UFMA, mas que sempre me deu tanto carinho da família. Ela representa aqui todo a minha família que não está aqui presente pelo fato de que nós não somos daqui, só minha irmã e eu é que moramos aqui no Maranhão, os outros irmãos e minha mãe moram... alguns distantes, tenho um irmão que mora no Paraná, mas quando saiu a notícia da outorga desse título e que ela percorreu, começou a chegar aos meus amigos, aos colegas mais próximos, eu ouvi de muitas pessoas a seguinte interrogação: Ah, então você não é maranhense? Eu respondi a todos: às vezes, eu também me esqueço que não sou maranhense. Muitas vezes esqueci de que não era maranhense. A Deputada Helena Barros Heluy leu ainda há pouco algumas passagens que marcaram a minha vida, assim simbolicamente, com algum reconhecimento, como foi o caso da conquista do Prêmio Innovare, na primeira edição desse prêmio em E eu me lembro de que em todos os jornais, em todos os lugares em que isso repercutia era sempre mencionado que o título ia ser entrega a um juiz maranhense, ao juiz maranhense Marlon Reis, e da mesma maneira em muitos eventos onde eu fui como palestrante fui apresentado como juiz maranhense Marlon Reis, da mesma forma quando fui, há duas semanas, a Brasília para receber em nome do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, um troféu concedido ao movimento em virtude daquela que, segundo o site Congresso em Foco, que organizou um júri composto por jornalistas e depois colocou o resultado da escolha desse júri para a votação entre internautas e daí surgiu a eleição da Lei da Ficha Limpa como a Lei mais importante do ano de E também naquela edição da revista Época que a deputada mencionou, lá sou apresentado como juiz maranhense. Não é que eu tivesse pensado assim: ah, eu não sou maranhense, devo esclarecer. Nunca nem passou isso pela minha cabeça porque me considero maranhense há muito tempo. Eu estou aqui, desde 1985 e, de fato, escolhi esta terra para viver. E se faltasse um indicativo maior do quanto essa escolha está feita e arraigada para o resto da minha existência neste corpo, eu diria que esse símbolo vem da escolha de uma maranhense para ser a minha esposa e a escolha da cidade, inclusive dela, de nascença, que é Imperatriz, para se tornar também a minha cidade. Hoje, eu moro em Imperatriz, trabalho como juiz, em João Lisboa e, segundo os nossos planos, lá deveremos permanecer, inclusive com prejuízo da ascensão na carreira, porque nós escolhemos Imperatriz para ser a nossa cidade. Como já foi outrora São Luís, onde eu morei 12 anos, e foram outrora todas as comarcas onde tive a oportunidade, o prazer, a sorte de exercer a minha atividade. Eu sempre morei naquelas cidades e por todas elas eu tenho um carinho muito especial. Particularmente por Alto Parnaíba, que é simplesmente a cidade mais distante de todas em relação São Luís. É preciso, Dr. Roberto, andar cinquenta quilômetros a mais para chegar a Alto Parnaíba do que para sair daqui e ir à Fortaleza. Então, cidade está numa distância tremenda, ou se mora num lugar assim, ou então não se vai lá. E aí não é opção, eu morei durante quatro anos na pequenina cidade de Alto Parnaíba. Quando eu fui promovido um amigo me telefonou e disse: Marlon, você já protocolou sua... porque na época não era preciso inscrição, ia ser automaticamente promovido por antiguidade, o mais antigo, não era preciso demonstrar uma vontade nesse sentido anteriormente. E eu fui promovido automaticamente e esse amigo me telefonou e me perguntou: você já protocolou o seu pedido de renúncia lá? Como assim? E ele: Não, porque você não vai para Alto Parnaíba, vai? Claro que você não vai. Vou sim, lá não é uma comarca? Eu sou um juiz, está a vaga, eu fui promovido, a matemática está feita, eu vou para lá. Ele disse: não é possível. Eu fui e foi uma coisa maravilhosa que eu fiz, porque ali eu pude vivenciar duas coisas que marcaram a minha vida profissionalmente: primeiro, a angústia de uma sociedade, de uma comunidade pequena se sentindo quase que desamparada, sem saber o que fazer na cabeceira, na nascente de um dos principais rios brasileiros, o vendo minguar, vendo a pressão econômica mal planejada ou não planejada, colocar em risco toda uma bacia hidrográfica sem saber o que fazer e numa ansiedade muito grande. E tive a sorte de junto com eles tentar buscar meios para fazer alguma coisa, tentar, pelo menos, fazer alguma coisa. Continua o quadro grave da bacia hidrográfica, piorando, deixou alguns marcos que precisam, pelo menos, quem sabe, no futuro, para que o Poder Público faça alguma coisa concretamente, como por exemplo, dentro do Parque das Nascentes do Rio Parnaíba que foi criado, naquela época, por força dessa mobilização popular. Mas também e fundamentalmente foi ali que nós realizamos o primeiro comício da cidadania, que um chargista usando da sua criatividade, talento e tudo, fez uma coisa engraçada, ele desenhou um palanque como se fosse um palanque político e alguém com uma toga de magistrado em cima desse palanque. E aí colocaram no Jornal O Imparcial uma manchete o seguinte: Juiz realiza comício no Maranhão. O Desembargador Jamil, que hoje preside o Tribunal de Justiça do Maranhão, na época era o Presidente do TRE, ele me disse que ia no carro oficial à Praça Deodoro, quando olhou para banca de revista e viu o jornal com aquela manchete, ele pensou: pronto está desmoralizada a magistratura maranhense. Um juiz foi participar de um comício e ele mandou o motorista parar, inclusive atrapalhando o trânsito ali, porque a via é muito estreita, desceu pessoalmente, comprou o jornal e entrou de novo no carro, ele seguiu e lá ele abriu, e quando abriu ele leu a matéria e respirou aliviado. E o nosso comício era um comício diferente, só estavam lá pessoas que não participavam da atividade político-partidária, estavam lá o saudoso Bispo da Diocese de Balsas e que foi a pessoa que primeiro me apresentou ao Chico Whitaker, que é um dos grandes responsáveis pela Lei n.º 9840 que conseguiu aprovação do Artigo 41-A, da lei das eleições, que é aquele que proíbe a compra de votos. E depois estimulou a participação à realização desses comícios da cidadania. Em 2002, na cidade de Santa Filomena, que apenas atravessando o rio em relação a Alto Parnaíba, estava num grupo de amigos conversando, alguns de Alto Parnaíba, outros de Santa Filomena, e eu não sei se eu, ou se alguém não é
29 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE possível lembrar, mas dali saiu a ideia e, no final, eu saí convencido de propor à Igreja Católica e à outras organizações como a OAB, a criação do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral. Esse movimento foi criado, naquele ano, de 2002, seguiu crescendo, hoje tem 50 organizações, algumas delas como o CONFEA com seus quase um milhão de associados, a Igreja Católica, Igrejas Evangélicas que participam através do CONIC, diversos segmentos, os mais diversos segmentos que tornaram possível a reunião da energia social e política necessária para se aprovar, em 2010, a Lei da Ficha Limpa, da qual tenho a honra de ser um dos redatores. Eu em todos esses momentos, para onde eu vou levo as consequências da sorte de ter sido trazido para cá ainda criança pelos pais. Para mim foi uma grande sorte, tudo que faço é fruto do que eu aprendi aqui, do que eu vivi aqui, do que eu vivenciei, das agruras pelas quais eu via as pessoas passando e das opções que fiz, dos colegas que tenho, das amizades que foram construídas. Aqui também me refiro à presença de um colega de concurso, que hoje é juiz auxiliar da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que é o Dr. Nilo, que está aqui presente. Então, são dessas amizades, dessas referências, dessas influências, desse conjunto é que nasce, nasceu e permanecerá para sempre o meu amor pelo meu Estado, que é o Estado do Maranhão. Eu nasci, no Tocantins e de lá saí aos quatro anos de idade e passei a perambular o país, Dr. Roberto, porque meu pai era bancário do Banco da Amazônia e, naquela época, o Banco da Amazônia tinha agência até em Londrina no Paraná, onde nós fomos parar por um tempo, depois voltamos para Anápolis e até vir para cá e por isso eu não tenho amigos de infância, não tenho. A minha relação foi muito curta com meu local de nascença. Os meus amigos foram surgindo em etapas posteriores da vida. Então, com todo o respeito que tenho pelo Estado do Tocantins onde está a maioria da minha família, me desculpem, mas o meu Estado é o Estado do Maranhão, e o meu lugar é ao lado de Ana Lucrécia, em Imperatriz, enquanto restarem dias para viver. Obrigado. O SENHOR PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTADO RIGO TELES - Convido a Deputada Helena Barros Heluy para dar continuidade aos trabalhos, presidindo esta Sessão. E dizer que a Deputada Helena Barros Heluy está se despedindo desta Casa, mas deixando aqui o seu nome, deixando aqui uma experiência vivida, ao longo de oito anos, pessoa que deu a sua contribuição a esta Casa, ao Estado do Maranhão. Vinda do Ministério Público, onde também deu a sua grande parcela de contribuição. E aqui, pela sua experiência, ao longo de oito anos aqui como parlamentar, trabalhando muito pelo crescimento e desenvolvimento do Maranhão. Então, nós só temos a agradecer o aprendizado proporcionado por esta professora, esta grande mulher que aqui foi autora desse título, que aos Senhores Robert Smith, Marlon Jacinto e Jean Marie Van Dame que eram maranhenses, mas que agora são, de fato e de direito maranhenses colaboradores pelo crescimento do Maranhão, amigos e irmãos. Deputada Helena Barros Heluy, a Senhora está de parabéns e esta Casa, com certeza, irá, não vou dizer lamentar, mas sentir sua ausência pelo grande trabalho que tem feito à frente do Legislativo do Estado do Maranhão. Parabéns, Deputada Helena Barros Heluy. E quero passar a Presidência deste trabalho para V.Exa. A SENHORA PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTADA HELENA BARROS HELUY Obrigada, Deputado Rigo Teles, pelas referências. Devo dizer aos Senhores, espero que não seja segredo também, é justificada a ausência dele nestes momentos finais, de vez que é um dos deputados eleitos e deve estar em ritmo de se apressar, porque, às 15 horas, será a entrega do diploma dos eleitos este ano, aqui no Maranhão. Então está bem justificado e em razão disso aceitei o honroso encargo de presidir o final desta solenidade, concedo então a palavra ao Senhor Jean Marie Van Dame, Sacerdote homenageado nesta data com o Título de Cidadão Maranhense. O SENHOR JEAN MARIE VAN DAME Excelentíssimo Senhor Deputado Rigo Teles que presidiu até agora esta Sessão Solene; Excelentíssima Senhora Deputada Helena Barros Heluy e que com muita honra saúdo como a Presidenta desta Mesa agora; Excelentíssimo Senhores Deputados Joaquim Haickel, Chico Gomes e Antônio Bacelar. Antônio Bacelar que, há pouco tempo, a gente encontrou nesta Casa numa Sessão, numa audiência pública sobre a grande questão que está afetando hoje Açailândia, as siderúrgicas, que a Senhora também estava; Excelentíssimo Senhor Doutor Robert Smith, Presidente do Banco do Nordeste; Posso dizer o grande amigo Doutor Marlon Reis, de muitas batalhas que a gente andou juntos, inclusive alguns comícios que a gente andou fazendo juntos em defesa da moralidade das eleições; Deputado Federal Washington Luiz, e Vice-Governador eleito aqui do Maranhão, que a gente também muito há mitos anos conhece e lutou juntos por este Maranhão; Doutor Maurício Macedo, Secretário de Estado da Indústria e Comércio; Dr. Gervásio Protásio dos Santos Júnior, Presidente da Associação dos Magistrados do Maranhão. Lembrando também ao saudoso, memória do seu pai, que a gente conheceu e que foi um lutador também pelos direitos aqui do Maranhão; Dr. Guilherme Zagalo representando a OAB neste ato, com quem a gente também em muitas oportunidades teve a grande felicidade de lutar juntos; Dr. Douglas de Melo Martins, Presidente Conselheiro Estadual de Defesa dos Direitos Humanos, também de luta há muitos anos; Dom Xavier Gilles de Maupeou d Ableiges, título completo, seu nome completo porque eu faço questão de citar, grande bispo e companheiro na CPT que merece todo o respeito da gente; Dom Carlos Heleno, Bispo de Zé Doca, que a gente também andou muito tempo juntos na CNBB, como secretários, a gente fazendo este grande Congresso de Políticas Públicas em 2001, depois a Assembleia do Povo de Deus, onde a gente tenta orientar a nossa Igreja no sentido popular, no sentido engajado. Senhores e Senhoras aqui presentes, não vou me estender muito, mas queria fazer duas coisas, principalmente: num primeiro momento agradecer muita gente, porque se estou aqui é por causa e graças ao povo maranhense. Quando cheguei há 35 anos nesta terra, junto com Frans, como um padrezinho que não sabia de nada, o senhor sabe disso. E foi o povo maranhense que me moldou, foi o povo maranhense que me aceitou como companheiro e que me fez ser maranhense. Se recebo este título hoje não é por causa da minha ação, mas é por causa daquilo que o Maranhão fez comigo. Agradeço muito às milhares de pessoas com quem a gente conseguiu trabalhar. Eu gostaria de só citar alguns nomes. São pessoas que não estão aqui, simplesmente porque são pessoas lá da base, lá da periferia, lá dos interiores do Estado do Maranhão, que são, por exemplo: o Justo Conceição, de Itapecuru, um trabalhador rural perseguido na época da ditadura, que depois conseguiu se tornar vereadores, em Itapecuru e que hoje ainda está vivo, lá em Itapecuru, doente, com câncer, mas que nunca sai da minha cabeça, foi o Justo que me levou, pela primeira vez, ao interior do Estado no ano de Lembro que, naquele tempo, não havia estradas em Itapecuru, entrando em Santa Rita, indo para Veneza, Presidente Juscelino... eu, um belgazinho que vim ao Maranhão debaixo de chuva, em cima de cavalo à noite, o cavalo sabia o caminho, mas a gente se perdia. São esses tipos de pessoas que moldaram a gente. No Anjo da Guarda a dona Maria, o seu Manoel já falecido que quero lembrar, porque são essas pessoas que nos orientaram a conhecer e a amar o Maranhão. Também no mundo dos colegas de trabalho. Na CPT, em primeiro lugar, com também juiz José Costa, com o grande companheiro que está aqui, que é aquele de cabelo branco ali, Eurico Fernandes, um grande lutador pelos direitos do povo. A gente já trabalha há mais de 30 anos juntos. Depois na ASP, com a companheira Zezé aqui presente. Com a Regina Cabral com a qual a gente lutou juntos para a alfabetização, naquele tempo, de uma grande parcela da população maranhense que eram analfabetas, como ainda é hoje, são alguns exemplos de pessoas. Hoje na ASP Associação de Saúde da Periferia - que tem a Rosidete que está aqui presente, companheira com que eu convivo dentro da casa com os dois filhos, Danilo e Dandara, com o Plínio e a Francisca, com as pessoas das Pastorais Sociais, Ana
30 30 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2011 Amélia da CEBEs e muitas outras pessoas, Mano, Graça, grandes companheiros de há muito tempo, não é Mano? Também de cabelo branco já, não é? O tempo não para, Ana. A Ana que a gente teve oportunidade de trabalhar junto foi uma das primeiras pessoas que receberam também a gente aqui, lá no São Cristóvão ainda, depois a gente se encontrou, lá em Nicarágua, onde a gente teve a oportunidade, o prazer de ficar um mês conhecendo aquele País, em 1989, não foi Ana? E agora a gente se encontra de novo aqui. Você que merece este título mais do que eu. Ah, já recebeu. Muito bem, então foi merecidamente. Mas eu queria agradecer também a outras pessoas: em primeiro lugar, ao meu pai, que não o conheci por muito tempo, que no mês de fevereiro do próximo ano a gente vai celebrar... fazer a memória de 50 anos de morte de falecimento dele e minha mãe está viva ainda, com 92 anos morando sozinha, cuidando de si própria e que tem um espírito forte e espero que possa ter herdado esse espírito dela, de força, de não arredar e de continuar a luta de todo dia. Admiro muito minha mãe que infelizmente, vocês entendem isso, não pôde estar presente aqui. E por fim meus nove irmãos, quatro irmãos e cinco irmãs que estão lá na Bélgica sabendo deste ato e, com certeza, antenados, mas também as condições não deram para ninguém estar aqui. Mas quero trazer a memória deles aqui neste ato. Este que é o agradecimento a cada uma e a cada um dos maranhenses que fizeram a minha pessoa e de cada um e cada uma das pessoas com quem a gente pôde trabalhar, conviver e que fizeram que a gente pudesse estar neste momento aqui se sentindo muito honrados por receber esse título oficial. Muita gente, Dr.ª Helena, me falaram nestes meses: João, você já é maranhense, não precisa desse título. É verdade, mas é uma satisfação muito grande de agora saber e sentir, oficialmente, eu faço parte deste povo. A segunda parte da minha fala trata de preocupações. Dr.ª Helena falava que meu espírito é irrequieto, e é. Porque vejo que há muita coisa ainda para se fazer neste nosso Estado. Que os índices de desenvolvimento não estão subindo o tanto que a gente desejasse, que a luta que a gente tentou fazer há 35 anos para que a população crescesse, não só o PIB, mas como diz um pensador indígena, o índice de felicidade humana é muito mais importante do que o Produto Interno Bruto, do que o produto financeiro, este índice de felicidade humana ainda não está crescendo a contento. Por isso que a entrega deste título, para mim, significa muito mais do que uma homenagem, como uma retomada do compromisso porque há muita coisa para se fazer. E eu penso, por exemplo, só como exemplo, nos meninos de rua cheirando cola lá nas portas da ASP, do IESMA, na Praça Santo Antônio, que lavam carros lá, que são analfabetos e que a gente fica, às vezes, irrequieto para saber o que fazer para eles. Não só dar apenas um quilo de arroz, um bandeco que a gente dá às vezes para eles, ou agora com o Natal pede uma bermuda, isso não resolve a vida dessas pessoas humanas. Eu aprendi, Frans, nas aulas de Teologia que o Deus se espelha no rosto das pessoas, esta que é a minha Teologia. São nos rostos das pessoas que a gente encontra, sobretudo, dos mais pobres, dos mais necessitados, é lá que a gente encontra a imagem de Deus, não são nos grandes prédios eclesiais não. Então, cada vez que a gente encontra uma pessoa dessa, a gente é interpelado: o que fazer dessa pessoa uma pessoa humana completa? E deixo isto para os Senhores Deputados que se encontram aqui, para pensar políticas que realmente deem conta de abraçar, de dar condições a todos e a todas as nossos, posso dizer isso agora, nossos conterrâneos. E penso, por exemplo, nos povos indígenas que vocês sabem, agredidos em muitos casos, agredidos em Grajaú, em Barra do Corda, os Awá Guajá, Dom Carlos, que estão lá tendo o seu território agredido. Penso nos trabalhadores rurais quilombolas. E interessante que, nesses dias, a gente recebe notícias de agressões a território quilombola, protegido pela Constituição Federal, de 88, mas que pela política parece que esse direito não existe. Penso na base de Alcântara, onde centenas de pessoas vão ter que ceder lugar, deixando os seus territórios. Ou ainda em Palmeirândia, São Vicente de Férrer, São João Batista, ou ainda aqui perto, lá em Bacabeira, a nossa preocupação, antes dos grandes empreendimentos, deve ser com o que vai acontecer com essas populações? Me desculpem que falo sobre isso, mas é isso aqui que me move, é isso que é o sentido da minha vida e o senhor, Dr. Carlos Bacelar, sabe como esta mesma preocupação nos moveu, o senhor presidindo, a gente assistindo aqui a audiência para os trabalhadores, lá de Açailândia. Essas preocupações que nos movem, gostaria de compartilhar com todo este auditório, todo este plenário e dizer que vocês podem contar com a gente, como maranhense, junto com todos e todas lutando para que este Estado se torne realmente um Estado de todos e de todas. Contem com a gente, agradeço e faço votos que antes da gente seguir o rumo para a casa do Pai, que a gente possa encontrar alguma mudança, alguma melhora, algum crescimento de humanidade nesta população, que eu digo para vocês que amo muito. Muito obrigado. A SENHORA PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DEPUTADA HELENA BARROS HELUY - Antes do nada mais havendo a tratar, que considero sempre as palavras sacramentais de toda grande reunião, gostaria só de dizer que nesta última solenidade, Padre João Maria, Robert Smith, Dr. Marlon, que tem como intermediária da sociedade civil a nossa iniciativa, minha iniciativa, a iniciativa de Helena aqui neste Parlamento, saio extremamente gratificada: pelo significado da cerimônia, pelo significado da outorga dos títulos aos três homenageados, e por tudo quanto eu ouvi. Eu precisava, Padre João Maria, eu precisava, Dr. Roberto, eu precisava, Dr. Marlon, ouvir o que os Senhores colocaram aqui. Uma cerimônia como esta, eu gosto de frisar, é um desafio para aqueles que promovem, para a Casa Legislativa e para os homenageados. Este título não vale apenas pelo que os Senhores são hoje e foram no passado, mas o que continuarão sendo como exemplos, como modelos, como pessoas engajadas e como pessoas militantes no âmbito das suas atuações, das suas atribuições e do seu lugar onde atuam. Tenho certeza de que todos nós, aqueles que ficaram aqui, religiosos, religiosas, as pessoas do Banco do Nordeste, operadores do Direito, enfim, todos e todas vão sair daqui extremamente gratificados. Eu vou sair daqui gratificada. E quero agradecer aos Senhores por tudo quanto colocaram, pelas interpelações que foram feitas a Casa e é uma pena, como sempre digo, que nem todos os 42 parlamentares tenham podido ficar aqui. Eu fico com pena pelo o que deixaram de testemunhar e pelo que deixaram ou não tiveram oportunidade de ouvir. Nada mais havendo a tratar, declaro encerrada a presente Sessão Solene. Muito obrigada. Resumo da Ata da Oitava Sessão Ordinária da Primeira Sessão Legislativa da Décima Sétima Legislatura da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, realizada no dia quinze de fevereiro do ano de dois mil e onze. Presidente Senhor Deputado Arnaldo Melo. Primeira Secretária, em exercício, Senhora Deputada Cleide Coutinho. Segundo Secretário, em exercício, Senhor Deputado Neto Evangelista. Às nove horas e trinta minutos, presentes os Senhores Deputados: Afonso Manoel, Alexandre Almeida, Antônio Pereira, Arnaldo Melo, Bira do Pindaré, Camilo Figueiredo, Carlos Alberto Milhomem, Carlos Amorim, Carlos Filho, Carlinhos Florêncio, César Pires, Cleide Coutinho, Doutor Pádua, Edilázio Júnior, Edson Araújo, Eduardo Braide, Eliziane Gama, Fábio Braga, Francisca Primo, Graça Paz, Hemetério Weba, Jota Pinto, Léo Cunha, Luciano Leitoa, Manoel Ribeiro, Magno Bacelar, Marcelo Tavares, Marcos Caldas, Neto Evangelista, Raimundo Cutrim, Raimundo Louro, Roberto Costa, Rogério Cafeteira, Rubens Pereira Júnior, Stênio Rezende, Valéria Macêdo, Vianey Bringel e Zé Carlos. O Senhor Presidente declarou aberta a Sessão determinando a leitura do texto Bíblico, do Resumo da Ata da sessão anterior, que foi considerado aprovado, do expediente
31 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE que foi encaminhado à publicação e concedeu a palavra aos oradores inscritos no Pequeno Expediente: Deputados Bira do Pindaré, Jota Pinto e Graça Paz. Não havendo mais oradores inscritos no Pequeno Expediente, o Presidente declarou aberta a Ordem do Dia, quando foram aprovados: Requerimento nº. 011/11, da Deputada Eliziane Gama, solicitando uma Sessão Solene alusiva ao Dia Internacional da Mulher, a ser realizada no dia 03 de março do corrente ano, onde será homenageada a ex-deputada Helena Barros Heluy, com a entrega da Medalha Maria Aragão, pelo seu trabalho em defesa dos Direitos das Mulheres Maranhenses; Requerimento nº. 012/11, do Deputado Jota Pinto, encaminhando mensagem de aplauso ao Doutor José Eulálio Figueiredo de Almeida, Juiz de Direito Titular do Juizado Especial de Trânsito da Comarca de São Luís, pelas exitosas iniciativas que tem tomado à frente da referida Unidade Jurisdicional. Requerimento nº. 013/11, do Deputado Marcelo Tavares, convocando a Senhora Rosane Nassar Meireles Guerra, Presidente da Fundação de FAPE, para esclarecer sobre critérios de concessão de bolsas. Depois que foi defendido pelos autores e contestado pelos Líderes do Governo e do Bloco União Democrático, foi retirado da Ordem do Dia em função de acordo das lideranças. O Requerimento nº 004/11, também foi retirado da Ordem do Dia a pedido do autor Deputado Antônio Pereira. Na forma do Artigo 107 do Regimento Interno, o Presidente anunciou a inclusão na Ordem do Dia da próxima sessão Ordinária, o Projeto de Decreto Legislativo nº021/2010. No primeiro horário do Grande Expediente não houve orador inscrito. No tempo destinado aos Partidos e Blocos, a Deputada Eliziane Gama falou pelo Bloco Parlamentar de Oposição-BPO. Pelo Bloco União Democrática, Bloco Parlamentar pelo Maranhão e pelo PDT não houve indicação de Deputados para usarem a palavra, assim como não houve oradores inscritos no Expediente Final. Nada mais havendo a tratar a sessão foi encerrada e lavrada a presente ata, que lida e considerada aprovada, será devidamente assinada. Plenário Deputado Nagib Haickel do Palácio Manoel Bequimão, em São Luís, 16 de fevereiro de Resumo da Ata da Nona Sessão Ordinária da Primeira Sessão Legislativa da Décima Sétima Legislatura da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, realizada no dia dezesseis de fevereiro do ano de dois mil e onze. Presidente Senhor Deputado Arnaldo Melo. Primeiro Secretário, em exercício, Senhor Deputado Marcos Caldas. Segundo Secretário Senhor Deputado Jota Pinto. Às nove horas e trinta minutos, presentes os Senhores Deputados: Afonso Manoel, Alexandre Almeida, André Fufuca, Antônio Pereira, Arnaldo Melo, Bira do Pindaré, Camilo Figueiredo, Carlos Alberto Milhomem, Carlos Amorim, Carlos Filho, Carlinhos Florêncio, César Pires, Cleide Coutinho, Doutor Pádua, Edilázio Júnior, Edson Araújo, Eduardo Braide, Eliziane Gama, Fábio Braga, Francisca Primo, Gardênia Castelo, Graça Paz, Hemetério Weba, Jota Pinto, Léo Cunha, Luciano Leitoa, Manoel Ribeiro, Magno Bacelar, Marcelo Tavares, Marcos Caldas, Neto Evangelista, Raimundo Cutrim, Raimundo Louro, Rigo Teles, Roberto Costa, Rogério Cafeteira, Rubens Pereira Júnior, Stênio Rezende, Valéria Macêdo, Vianey Bringel e Zé Carlos. O Senhor Presidente declarou aberta a Sessão determinando a leitura do texto Bíblico, do Resumo da Ata da sessão anterior, que foi considerado aprovado, do expediente que foi encaminhado à publicação e concedeu a palavra aos Deputados: Magno Bacelar, Jota Pinto, Neto Evangelista, Bira do Pindaré, Afonso Manoel, Marcelo Tavares e Edilázio Júnior, inscritos no Pequeno Expediente. Não havendo mais oradores inscritos neste turno dos trabalhos, o Presidente declarou aberta a Ordem do Dia, anunciando a discussão e votação, em tramitação ordinária, único turno, o Projeto de Decreto Legislativo nº. 021/10, da Deputada Eliziane Gama, que concede a Medalha Maria Aragão à ex-deputada Helena Barros Heluy. O projeto foi aprovado por unanimidade dos deputados presentes e encaminhado à promulgação. Na forma do Artigo 107 do Regimento Interno, o Presidente anunciou a inclusão na Ordem do Dia da próxima sessão Ordinária, o Requerimento nº. 015/11. No primeiro horário do Grande Expediente falou o Deputado Luciano Leitoa, que também usou a palavra no tempo destinado ao Bloco Parlamentar de Oposição. No tempo destinado aos Partidos e Blocos, o Deputado Raimundo Cutrim falou pelo Bloco Parlamentar pelo Maranhão e Pelo Bloco União Democrática ouviu-se os Deputados Bira do Pindaré e Alexandre Almeida. O PDT declinou de usar o tempo que lhe foi reservado. Não houve oradores inscritos no Expediente Final e nada mais havendo a tratar a sessão foi encerrada e lavrada a presente ata, que lida e considerada aprovada, será devidamente assinada. Plenário Deputado Nagib Haickel do Palácio Manoel Bequimão, em São Luís, 17 de fevereiro de Ata da Sexta Sessão Ordinária da Primeira Sessão Legislativa da Décima Sétima Legislatura da Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão, realizada no dia dez de fevereiro do ano de dois mil e onze. Presidente Senhor Deputado Arnaldo Melo. Primeiro Secretário Senhor Deputado Hélio Soares. Segundo Secretário Senhor Deputado Jota Pinto. Às nove horas e trinta minutos, presentes os Senhores Deputados: Afonso Manoel, Alexandre Almeida, André Fufuca, Antônio Pereira, Arnaldo Melo, Carlos Alberto Milhomem, Carlos Amorim, Carlinhos Florêncio, César Pires, Cleide Coutinho, Doutor Pádua, Edson Araújo, Eduardo Braide, Edilázio Júnior, Eliziane Gama, Fábio Braga, Francisca Primo, Gardênia Castelo, Graça Paz, Hélio Soares, Hemetério Weba, Jota Pinto, Léo Cunha, Luciano Leitoa, Manoel Ribeiro, Marcelo Tavares, Neto Evangelista, Raimundo Cutrim, Raimundo Louro, Roberto Costa, Rogério Cafeteira, Rubens Pereira Júnior, Stênio Rezende, Valéria Macêdo, Vianey Bringel, Victor Mendes e Zé Carlos. Ausentes: Bira do Pindaré (com justificativa), Camilo Figueiredo, Carlos Filho, Marcos Caldas e Victor Mendes. O Senhor Presidente declarou aberta a Sessão. Em nome do povo e invocando a proteção de Deus. Determinando a leitura do texto Bíblico, do Resumo da Ata da sessão anterior, que foi considerado aprovado e do seguinte expediente: Projeto de Lei nº. 004/11, do Deputado Roberto Costa, que considera de utilidade pública o Instituto Vidas e Brigadas Civis ITAH, com sede e foro nesta Capital; Projeto de Lei nº. 005/11, do mesmo Deputado, que assegura nos estabelecimentos de Ensino de 1º e 2º graus, públicos ou privados, no Estado do Maranhão, a livre organização de Grêmios Estudantis, sua estrutura, funcionamento; Projeto de Lei nº. 006/11, do Deputado Carlos Filho, que denomina de Patrício Cunha da Costa a escola pública estadual na Vila das Almas, no Município de Brejo; Projeto de Lei nº. 007/11, do Deputado César Pires, que denomina Hassan Sabry a Escola de Ensino Médio, concluída na Sede do Município de Bom Jesus das Selvas no Estado do Maranhão. Requerimento nº. 010/11, da Deputada Vianey Bringel, solicitando que seja consignada nos Anais desta Assembléia Legislativa a passagem do 101º aniversário da grande mulher, médica e militante comunista Maria Aragão, nascida no Engenho Central, Município de Pindaré Mirim, falecida em julho de Indicações nºs. 015, 016, 017 e 018/11, do Deputado Eduardo Braide, a Governadora do Estado do Maranhão, Senhora Roseana Sarney, solicitando a conclusão da obra do sistema de abastecimento de água nos Povoados: Faísa, Vila do INCRA, Santo Onofre, Ferro Velho, no Município de Santa Luzia do Maranhão. Indicação nº. 019 e 020/11, do Deputado Doutor Pádua, a Governadora do Estado do Maranhão Senhora Roseana Sarney, solicitando a construção de uma Quadra Poliesportiva no Distrito de Arraias, Zona suburbana e a construção de um Posto de Saúde, no Município de Ribamar Fiquene. Indicações ns. 021 e 022/11, do Deputado Hemetério Weba, a Governadora do Estado do Maranhão, Senhora Roseana Sarney, solicitando a construção de uma Escola com 08 (oito) salas de aula, nos
32 32 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2011 Municípios de Araguanã, Nova Olinda do Maranhão. Indicação n. 023/11, do Deputado Hemetério Weba, ao Secretário de Estado da Infraestrutura, Senhor Max Barros, solicitando a melhoria asfáltica do trecho da MA-106 que liga o Município de Santa Helena a Governador Nunes Freire e o trecho da MA-101 que liga o Município de Carutapera a Luis Domingues e o Município de Luis Domingues a Godofredo Viana e Cândido Mendes. Indicação nº. 024/11, do Deputado Roberto Costa, ao Prefeito Municipal de São Luís, Senhor João Castelo, solicitando a instalação, em local adequado, dos barraqueiros e outros estabelecimentos que foram retirados do canteiro central da Avenida Moçambique, localizado no Bairro Anjo da Guarda, área Itaqui Bacanga. Não havendo mais matéria sobre a Mesa para leitura o Senhor Presidente deferiu as indicações acima mencionadas e encaminhou o expediente à publicação, convidando, em seguida, os Deputados Carlos Alberto Milhomem e Fábio Braga, a se aproximarem da Mesa Diretora, para tomarem posse no cargo de Deputado Estadual, assumindo as vagas abertas com a saída do Deputado Ricardo Murad, para a Secretaria de Saúde e Max Barros para a Secretária da Infraestrutura. De pé diante da Mesa os citados Deputados foram empossados na forma do Regimento Interno da Casa. Inscritos no Pequeno Expediente fizeramse ouvir os Senhores Deputados Stênio Rezende que parabenizou o Deputado Ricardo Murad, pela sua recondução para a Secretaria de Estado da Saúde e o Deputado Max Barros que vai assumir a Secretaria de Estado da Infraestrutura. Para este Parlamentar ambos os Deputados reúnem condições para desempenharem um bom trabalho nas respectivas pastas. O Deputado também parabenizou o Governo que autorizou o início imediato da recuperação de 56 km de estrada, interligando os Municípios de Santa Luzia e Alto Alegre do Pindaré, no Vale do Pindaré. Segundo o Deputado Stênio Rezende, a recuperação desta rodovia era um sonho da população, que agora está se realizando. Cumprimentou em seguida os recém empossados no cargo de Deputado Carlos Alberto Milhomem e Fábio Braga falando da alegria por vê-los retornando a esta Casa. A seguir ouviu-se a Deputada Vianey Bringel que fez seu primeiro pronunciamento agradecendo, primeiro a Deus pela sua eleição e aos maranhenses que lhe confiaram a responsabilidade de representá-los nesta Casa. Ela agradeceu de forma especial aos seus amigos e eleitores de Santa Inês, onde recebeu um terço de sua votação, assim como à população dos municípios do Vale do Pindaré, dentre eles, Pindaré, Monção, Igarapé do Meio, Bela Vista, Santa Luzia e Satubinha. Prometeu realizar um mandato com muito, trabalho e dedicação na defesa permanente do povo da região do Pindaré e de todo o Maranhão. Com a palavra a Deputada Graça Paz que reagiu às críticas feitas pelo líder da Oposição na Assembléia Legislativa, Deputado Marcelo Tavares, quanto ao apoio que o PDT, nesta Casa, estaria dando à Governadora Roseana Sarney. Ela lembrou que nos dois primeiros anos do Governo de José Reinaldo ela fazia oposição e que depois passou a apoiá-lo, posição que assumiu sempre respeitando os colegas, e é esse respeito que ela exige neste momento. Prosseguindo na mesma linha, a Deputada disse que não aceitará qualquer tipo de cobrança ou patrulhamento dentro do Legislativo e que não acredita que o seu partido, o PDT tenha colocado alguém nesta Casa para praticar esse tipo de controle sobre sua bancada. Por fim, a Parlamentar garantiu que não responderá mais a qualquer insinuação nesse sentido e que tratará o assunto diretamente com o seu partido e pediu que cada partido cuidasse da sua bancada, tratando com respeito a posição de todos os Deputados. Posteriormente ouviu-se o Deputado Marcelo Tavares que chamou atenção sobre o Requerimento de sua autoria convocando o Secretário de Estado de Planejamento Fábio Gondim para falar sobre os dois empréstimos contraídos pelo Governo do Estado no final de Segundo este parlamentar, os valores de empréstimo que inicialmente era de R$ 721 milhões, atualmente estão na ordem de R$ 880 milhões de reais, contribuindo para o endividamento do Maranhão por várias gerações. Mesmo assim, a Casa não tem coragem sequer de pedir informações sobre a aplicação do dinheiro. Com relação ao pronunciamento da Deputada Graça Paz, o Deputado Marcelo Tavares disse que não tinha interesse em tratar desse assunto, apesar de reconhecer que o endereço do pronunciamento da Deputada Graça Paz era a este Deputado Marcelo Tavares, que não fez referência à bancada do PDT nos meus pronunciamentos. Seguidamente, na Tribuna, o Deputado Roberto Costa defendeu um projeto de sua autoria que assegura a livre organização dos grêmios estudantis na rede pública e privada do Estado, cabendo as escolas oferecer condições aos jovens democraticamente de participar e formar os seus grêmios estudantis. O Deputado enfatizou a importância dos grêmios estudantis na história do País, desde a Lei Federal nº de 1985, destacando a importância da organização dos jovens nas escolas, como iniciação e um crescimento democrático. Finalizando o Pequeno Expediente o Deputado Carlos Amorim também reagiu às colocações do Líder da Oposição, disse ser o Deputado Marcelo Tavares um grande Deputado e ex-presidente, da Assembléia porém nesta nova legislatura, deveria dar, cobrou do Deputado Marcelo Tavares uma conduta respeitosa, não só com os Deputados do PDT, como também com os demais Parlamentares, sejam eles de Oposição. Segundo o Parlamentar, o PDT entende que para cobrar ações do Governo do Estado e benefícios à população, não se faz necessário uma postura de agressão partido não interessa desejar que a governadora Roseana Sarney faça o pior governo de sua vida, pelo contrário o partido deseja que ela faça o melhor governo da vida dos maranhenses e cabe aos parlamentares indicar, propor idéias para que isso aconteça. Não havendo mais oradores inscritos no Pequeno Expediente, o Presidente declarou aberta a Ordem do Dia para votação dos Requerimento nº. 005/11, do Deputado Afonso Manoel, solicitando que seja encaminhada mensagem de congratulações, através da Irmã Maria do Carmo Carvalho Mesquita, Diretora do Colégio Santa Teresa, pelos 117 anos de Fundação dessa importante instituição educacional; nº. 008 e 009 /11, do Deputado Hélio Soares, solicitando que seja encaminhada mensagens ao Deputado Pedro Novais, pela sua nomeação para o cargo de Ministro de Estado do Turismo e ao Senador Edison Lobão para o cargo de Ministro de Estado de Minas e Energia. A Mesa Diretora indeferiu o Requerimento nº. 007/11, do Deputado Marcelo Tavares, ao Secretário de Estado de Planejamento, Senhor Fábio Gondim, pedindo informação sobre dois empréstimos contraídos pelo Governo do Estado do Maranhão nos meses de junho e dezembro de 2009, nos valores de R$ 288,7 milhões e R$ 433,1 milhões, respectivamente, juntos ao BNDS, para investimento em obras de infraestrutura no Estado. Os Requerimentos nºs. 004 e 006/11, foram transferidos devido as ausências dos respectivos autores: Deputado Antônio Pereira e a Deputada Eliziane Gama. No primeiro horário do Grande Expediente a Deputada Eliziane Gama ressaltou a necessidade de orçamento específico para a Secretaria de Administração Penitenciária, uma vez que o que é encaminhado para a pasta faz parte do Orçamento da Secretaria de Segurança Pública. Explicou que acredita que a criação da Secretaria trouxe avanços significativos porém, a falta de autonomia financeira pode causar uma série de prejuízos para o sistema prisional. A adequação por parte da Secretaria Estadual de Planejamento precisa acontecer de forma rápida e emergencial, pois a Secretaria de Administração Penitenciária não tem orçamento para implantar nenhuma de suas ações. Ela também alertou sobre a necessidade urgente de melhoria para evitar mais problemas em relação à demanda nas penitenciárias, acrescentando que a população carcerária apresenta mais de cinco mil presos no Maranhão e se todos os mandados de prisão forem cumpridos vai quadriplicar esse número, o que provocaria de vez um colapso no sistema carcerário do Estado. A Parlamentar comentou que uma das alternativas para resolver o problema carcerário no Maranhão, principalmente devido a grande reincidência dos presos, seria adotar o método APAC (Associação de Proteção e Assistência aos Apenados), cuja aplicação de medidas é voltada para ressocialização dos presos de baixo potencial ofensivo. O método APAC ressocializa 91% dos seus internos. Se existe, por exemplo, investimento do Governo Federal, de aproximadamente R$ a 1.800, por cada interno dentro da penitenciária, com o método APAC o custo seria de pouco mais de R$ 300. Em aparte Deputado Raimundo Cutrim, Gardênia Castelo, Cleide Coutinho. No tempo destinado aos Partidos e Blocos falou pelo Bloco União Democrática o Deputado Zé Carlos que registrou a passagem
33 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE dos 31 anos de fundação do Partido dos Trabalhadores. O Parlamentar disse que a legenda tem feito uma grande diferença para o povo brasileiro ao longo da última década e início da atual, permitindo o fortalecimento e crescimento da economia brasileira e a criação de programas que diminuem com as desigualdades sociais do país. Ele citou como exemplos programas como Luz para Todos, o Bolsa Família e o Minha Casa e Minha Vida, este permitindo a realização do sonho da casa própria de vários segmentos da sociedade, principalmente os mais carentes. De acordo com o Deputado Zé Carlos, por trás do programa habitacional não está somente o sonho da casa própria, mas sim a movimentação da economia que foi um dos fatores preponderantes para que há pouco tempo, o Brasil fosse um dos primeiros países a sair da crise que abalou o mundo. Aproveitou a oportunidade para parabenizar os militantes, os filiados e simpatizantes do Partido dos Trabalhadores, do qual disse ficar honrado em fazer parte e ser representante no Legislativo Estadual, anunciou também que nesta data o partido reinaugurar a sede própria, no bairro São Francisco. O Deputado Eduardo Braide fez aparte ao discurso do colega petista para parabenizar também a sigla por seu aniversário e assegurar que qualquer partido que seja, na verdade, é feito por pessoas, são os quadros do partido que a gente costuma dizer. A Deputada Eliziane Gama e o Deputado Rogério Cafeteira também fizerem apartes ao pronunciamento do Deputado Zé Carlos, para felicitar os petistas. Pelo DEM o Deputado César Pires apresentou a idéia que a Assembléia Legislativa faça, com urgência, uma discussão mais abrangente e ampliada sobre a questão dos presídios, de forma a que sejam sistematizadas, sob a forma de um documento norteado, apresentando soluções para resolver os problemas do sistema penitenciário do Maranhão e que essa discussão seja feita, sob a liderança da Comissão de Justiça e da Comissão de Direitos Humanos, agregados às forças vivas do Poder Judiciário, do Ministério Público e do Poder Executivo. Ao falar de sua proposta, o Deputado sugeriu que, de pronto seja convocada uma reunião específica para tratar da questão na esfera do Judiciário, para avaliar a questão da superlotação carcerária. César Pires continuando fez uma rápida abordagem da complexidade do problema que, segundo ele, não é exclusivo do Maranhão, já que os demais Estados da Federação também enfrentam dificuldades semelhantes na questão do enfrentamento da violência e da criminalidade. Em aparte o Deputado Neto Evangelista manifestou solidariedade ao colega e apoio à proposta apresentada. Pelo PDT a Deputada Graça Paz saudou o Deputado Fábio Braga, desejando sucesso neste seu novo mandato. Saudou a ex-deputada Helena Barros Heluy, pedindo que a mesma envie sugestões a esta Casa, onde deixou bons exemplos de luta e trabalho. A Parlamentar falou também sobre o apoio do PDT ao ex-governador Jackson Lago. No Expediente Final falaram o Deputado Stênio Rezende que relatou o clima tenso vivido no Município de Alto Alegre do Pindaré informou que esteve reunido com Prefeito do Município por conta da crise que se repete há anos entre os índios Guajajara e a Ferrovia Carajás. Ele denunciou ainda o seqüestro de cinco pessoas que estão em poder dos índios na Aldeia Maçaranduba, localizada na região A informação do seqüestro partiu do Prefeito da cidade, Atemir Botelho, que relatou o caso ao Deputado por telefone. O Deputado disse estar preocupado com a situação de guerra que todos os anos aconteceu no Município. Segundo o Deputado, a Vale informou que vem cumprindo com os acordos mas que agora, os índios querem um colégio e culpam a FUNAI e a FUNASA por não fazerem sua parte, inclusive, não havia representantes dessas fundações no encontro de ontem. Ele chamou a atenção para a gravidade do problema e pediu que as autoridades façam sua parte para resolver o problema. Nada mais havendo a tratar a sessão foi encerrada e lavrada a presente ata, que lida e considerada aprovada, será devidamente assinada. Plenário Deputado Nagib Haickel do Palácio Manoel Bequimão, em São Luís, 10 de fevereiro de Deputado Arnaldo Melo - Presidente. Deputado Hélio Soares - 1º Secretário. Deputado Jota Pinto - 2º Secretário. Ata da Oitava Sessão Ordinária da Primeira Sessão Legislativa da Décima Sétima Legislatura da Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão, realizada no dia quinze de fevereiro do ano de dois mil e onze. Presidente Senhor Deputado Arnaldo Melo. Primeira Secretária, em exercício, Senhora Deputada Cleide Coutinho. Segundo Secretário, em exercício, Senhor Deputado Neto Evangelista. Às nove horas e trinta minutos, presentes os Senhores Deputados: Afonso Manoel, Alexandre Almeida, Antônio Pereira, Arnaldo Melo, Bira do Pindaré, Camilo Figueiredo, Carlos Alberto Milhomem, Carlos Amorim, Carlos Filho, Carlinhos Florêncio, César Pires, Cleide Coutinho, Doutor Pádua, Edilázio Júnior, Edson Araújo, Eduardo Braide, Eliziane Gama, Fábio Braga, Francisca Primo, Graça Paz, Hemetério Weba, Jota Pinto, Léo Cunha, Luciano Leitoa, Manoel Ribeiro, Magno Bacelar, Marcelo Tavares, Marcos Caldas, Neto Evangelista, Raimundo Cutrim, Raimundo Louro, Roberto Costa, Rogério Cafeteira, Rubens Pereira Júnior, Stênio Rezende, Valéria Macêdo, Vianey Bringel e Zé Carlos. Ausentes: André Fufuca, Gardênia Castelo, Hélio Soares e Rigo Teles. O Senhor Presidente declarou aberta a Sessão. Em nome do povo e invocando a proteção de Deus. Determinou a leitura do texto Bíblico, do Resumo da Ata da sessão anterior, que foi considerado aprovado, e do seguinte expediente: Projeto de Resolução Legislativa nº. 002/11, do Deputado Roberto Costa, que concede Título de Cidadão Maranhense, à Senhor Márcia Andrea Farias da Silva, natural do Estado do Rio de Janeiro. Projeto de Resolução Legislativa nº. 003/11, do Deputado Carlos Alberto Milhomem, subscrito por vários Parlamentares, que altera o 2º do Art. 104 da Resolução Legislativa nº. 449/04, com nova redação dada pela Resolução Legislativa nº. 599/10. Indicação nº. 032/11, da Deputada Vianey Bringel, ao Secretário de Estado da Infraestrutura, Senhor Max Barros, solicitando a recuperação da MA-318 que liga os Municípios de São João do Caru e Bom Jardim. Indicações nºs. 033 e 034/11, da Deputada Vianey Bringel, à Governadora do Estado, Senhora Roseana Sarney, solicitando a construção de um poço artesiano, com sistema de canalização para distribuição de água nos Povoados Faísa, Município de Santa Luzia; Povoado Faísa, Município de Buriticupu. Indicação nº. 035/11, do Deputado Jota Pinto, ao Prefeito de São Luís, Senhor João Castelo, solicitando a construção de uma barreira de contenção com um corre mão na ponte do Caratatiua, que liga a Avenida dos Franceses a Avenida Daniel de La Touche. Indicação nº. 036/11, do Deputado Jota Pinto, a Governadora do Estado do Maranhão, Senhora Roseana Sarney, solicitando a execução de obras para recuperação do Ginásio Poliesportivo Guioberto Alves, no Município de São Luís, instalado no Bairro de Fátima. Indicação nº. 037/11, do Deputado Doutor Pádua, a Governadora do Estado, Senhora Roseana Sarney, solicitando a criação do curso de Ciências Médicas no Campus da Universidade Estadual do Maranhão, em Imperatriz. Não havendo mais matéria sobre a Mesa para leitura o Senhor Presidente deferiu as indicações acima mencionadas e encaminhou o expediente à publicação e concedeu a palavra aos oradores inscritos no Pequeno Expediente. O Deputado Bira do Pindaré registrou seu apoio às reivindicações dos bancários e ao Sindicado que, em desacordo com as novas normas de demissão de gerentes, organizaram um protesto em frente a nova Superintendência do Banco do Brasil, na Praça Pedro II, no centro da cidade. De acordo com o Deputado a de demissão de gerente é motivada por não atingir metas de vendas de cartão de crédito, metas de Ourocap, títulos de capitalização para os servidores públicos do Estado. O Banco do Brasil é uma Instituição que não pode ser confundida como um banco privado, não pode ser tratado como se fosse o Bradesco ou o Itaú que chegam aqui no Maranhão e apenas sugam as riquezas e praticamente não deixam nada em troca para o povo maranhense. Citou que a categoria bancaria é a mais atingida por doenças ocupacionais. Com a palavra o Deputado Jota Pinto que usou a tribuna para tratar sobre o esporte amador e profissional e discutir o apoio ao esporte, ao Programa Nota na Mão, que em anos anteriores, fez a arrecadação
34 34 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2011 do Estado aumentar e o Estádio Castelão ficar todo tempo superlotado. A sugestão do Deputado é haja reuniões e que sejam convidados a participar desportistas, o jornalistas, empresários e outros segmentos envolvidos com o esporte. Para a Parlamentar não adianta investir milhões de reais em estádios, sem discutir a organização da Federação Maranhense de Futebol. Finalizando o Pequeno Expediente a Deputada Graça Paz leu o texto Não há seminaristas morando nas prisões, relatando que nos presídios brasileiros gravam as conversas entre os detentos e os advogados, mesmo sem autorização judicial e fazem no uso da gravação sem autorização judicial. Ela citou o episodio que aconteceu com o Senhor Clodomir Paz que recebeu um telefonema de um jornalista cujo nome ela não revelou, fez uma gravação da conversar com o Secretário sem sua permissão e em seguida encaminhou para a imprensa e blog. A Deputada não condenou a publicação, mas afirmou que até entre os presos de alta periculosidade não é permitida a gravação de conversas com seus advogados e familiares, só através de autorização judicial, quando é para descobrir principalmente crimes hediondos. A Parlamentar pediu que o jornalista se retrate, porque o Senhor Clodomir é um cidadão de bem. Ao finalizar o seu discurso a Deputada tratou dos problemas referentes ao trânsito de São Luís. Ela disse que a população tem razão ao reclamar do trânsito na Capital, que possui em torno de 250 mil veículos, mas que São Luís, por ser uma ilha e possuir grande área de mangue, naturalmente enfrenta mais dificuldades para que sejam construídas grandes vias ligando os bairros. Não havendo mais oradores inscritos no Pequeno Expediente, o Presidente declarou aberta a Ordem do Dia, quando foram aprovados: Requerimento nº. 011/11, da Deputada Eliziane Gama, solicitando uma Sessão Solene alusiva ao Dia Internacional da Mulher, a ser realizada no dia 03 de março do corrente ano, onde será homenageada a ex-deputada Helena Barros Heluy, com a entrega da Medalha Maria Aragão, pelo seu trabalho em defesa dos Direitos das Mulheres Maranhenses; Requerimento nº. 012/11, do Deputado Jota Pinto, encaminhando mensagem de aplauso ao Doutor José Eulálio Figueiredo de Almeida, Juiz de Direito Titular do Juizado Especial de Trânsito da Comarca de São Luís, pelas exitosas iniciativas que tem tomado à frente da referida Unidade Jurisdicional. Requerimento nº. 013/11, do Deputado Marcelo Tavares, convocando a Senhora Rosane Nassar Meireles Guerra, Presidente da Fundação de FAPE, para esclarecer sobre critérios de concessão de bolsas. Depois que foi defendido pelos autores e contestado pelos Líderes do Governo e do Bloco União Democrático, foi retirado da Ordem do Dia em função de acordo das lideranças. O Requerimento nº 004/11, também foi retirado da Ordem do Dia a pedido do autor Deputado Antônio Pereira. Na forma do Artigo 107 do Regimento Interno, o Presidente anunciou a inclusão na Ordem do Dia da próxima sessão Ordinária, o Projeto de Decreto Legislativo nº021/2010. No primeiro horário do Grande Expediente não houve orador inscrito. No tempo destinado aos Partidos e Blocos, ouviu-se a Deputada Eliziane Gama que falou pelo Bloco de Oposição, sobre o problema que São Luis esta enfrentando acerca das crianças que estão fora das salas de aula, e pediu imediatas providências por parte da Prefeitura e do Governo do Estado para resolver o problema e garantir o direito de acesso à educação. A parlamentar disse ainda que se reunirá com membros do Sindicato dos Professores e com Conselheiros Tutelares da região da Cidade Operária e Itaqui-Bacanga para obter mais informações e discutir o assunto de forma mais ampla. O outro assunto foi com relação às creches defendeu a importância do investimento na educação infantil para desenvolvimento da educação. Em aparte os Deputados Jota Pinto, Neto Evangelista e Graça Paz parabenizaram-na por pautar um tema de grande relevância que é educação, acrescentando que o seu partido, que também é o do Prefeito de São Luís, se posicionará sobre a situação. No Expediente Final não houve orador inscrito. Nada mais havendo a tratar a sessão foi encerrada e lavrada a presente ata, que lida e considerada aprovada, será devidamente assinada. Plenário Deputado Nagib Haickel do Palácio Manoel Bequimão, em São Luís, 15 de fevereiro de Deputado Arnaldo Melo - Presidente. Deputada Cleide Coutinho - 1ª Secretária, em exercício. Deputado Neto Evangelista - 2º Secretário, em exercício. R E S E N H A RESENHA DA REUNIÃO DA COMISSÃO ESPECIAL, CRIADA ATRAVÉS DA RESOLUÇÃO ADMINISTRATIVA Nº 096/ 2011, COM OBJETIVO DE EXAMINAR E EMITIR PARECER À MEDIDA PROVISÓRIA Nº 084 DE 21 DE DEZEMBRO DE 2010 REALIZADA AOS NOVE DIAS DO MÊS DE FEVEREIRO DE 2011 ÀS 8:30 HORAS NA SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO LÉO FRANKLIN DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHÃO. PRESENTES OS SENHORES DEPUTADOS: DEPUTADO HEMÉTERIO WEBA PRESIDENTE DEUTADO CARLINHO FLORÊNCIO DEPUTADA ZÉ CARLOS DEPUTADO LUCIANO LEITOA DEPUTADO ROBERTO COSTA CONSTOU DA REUNIÃO A SEGUINTE PAUTA PARECER Nº 01/ Emitido à MEDIDA PROVISÓRIA Nº 084/2010, Altera a Lei nº 8.205/04, que institui o Fundo Maranhense de Combate à Pobreza FUMACOP.. AUTORIA: PODER EXECUTIVO RELATOR: DEPUTADO CARLINHO FLORÊNCIO DECISÃO: Parecer Favorável, aprovada a referida MEDIDA PROVISÓRIA, nos termos do voto do Relator. SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO LÉO FRANKLIM DA ASSEMBLÉIA LEGISLATVA DO ESTADO DO MARANHÃO, em 09 de FEVEREIRO Maria das Dores Pinto Magalhães Secretária da Comissão R E S E N H A RESENHA DA REUNIÃO DA COMISSÃO ESPECIAL, CRIADA ATRAVÉS DA RESOLUÇÃO ADMINISTRATIVA Nº 099/ 2011, COM OBJETIVO DE EXAMINAR E EMITIR PARECER À MEDIDA PROVISÓRIA Nº 086 DE 19 DE JANEIRO DE 2011 REALIZADA AOS QUINZE DIAS DO MÊS DE FEVEREIRO DE 2011 ÀS 8:30 HORAS NA SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO LÉO FRANKLIN DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHÃO. PRESENTES OS SENHORES DEPUTADOS: DEPUTADO CAMILO FIGUEIREDO PRESIDENTE DEUTADO STÊNIO REZENDE DEPUTADO CARLINHO FLORÊNCIO DEPUTADO ROGÉRIO CAFETEIRA CONSTOU DA REUNIÃO A SEGUINTE PAUTA PARECER Nº 01/ Emitido à MEDIDA PROVISÓRIA Nº 086/2011, que Fixa o valor da retribuição pecuniária de que trata o art. 1º da Lei nº 312, de 25 de março de AUTORIA: PODER EXECUTIVO RELATOR: DEPUTADO STÊNIO RESENDE DECISÃO: Parecer Favorável, aprovada a referida MEDIDA PROVISÓRIA, nos termos do voto do Relator. SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO LÉO FRANKLIM DA ASSEMBLÉIA LEGISLATVA DO ESTADO DO MARANHÃO, em 17 de FEVEREIRO Maria das Dores Pinto Magalhães Secretária da Comissão
35 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE R E S E N H A RESENHA DA REUNIÃO DA COMISSÃO ESPECIAL, CRIADA ATRAVÉS DA RESOLUÇÃO ADMINISTRATIVA Nº 100/ 2011, COM OBJETIVO DE EXAMINAR E EMITIR PARECER À MEDIDA PROVISÓRIA Nº 087 DE 19 DE JANEIRO DE 2011 REALIZADA AOS DEZ DIAS DO MÊS DE FEVEREIRO DE 2011 ÀS 8:30 HORAS NA SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO LÉO FRANKLIN DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHÃO. PRESENTES OS SENHORES DEPUTADOS: DEPUTADO CÉSAR PIRES PRESIDENTE DEUTADO HEMÉTERIO WEBA DEPUTADA VIANEY BRINGEL DEPUTADO ROGÉRIO CAFETEIRA CONSTOU DA REUNIÃO A SEGUINTE PAUTA PARECER Nº 01/ Emitido à MEDIDA PROVISÓRIA Nº 087/2011, que Dá nova redação ao art. 3º da Lei 8.568, de 12 de março de 2007, alterado pela Lei nº 8.991, de 2 de julho de AUTORIA: PODER EXECUTIVO RELATOR: DEPUTADO HEMÉTERIO WEBA DECISÃO: Parecer Favorável, aprovada a referida MEDIDA PROVISÓRIA, nos termos do voto do Relator. SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO LÉO FRANKLIM DA ASSEMBLÉIA LEGISLATVA DO ESTADO DO MARANHÃO, em 17 de FEVEREIRO Maria das Dores Pinto Magalhães Secretária da Comissão COMISSÃO ESPECIAL RESOLUÇÃO ADMINISTRATIVA Nº 097 /2011 P A R E C E R Nº 001 / 2011 RELATÓRIO: Nos termos do art. 42, 1º, da Constituição Estadual, a Excelentíssima Senhora Governadora do Estado submete a apreciação da Assembléia Legislativa do Maranhão a Medida Provisória nº 088/ 2011 que acrescenta e altera dispositivos na Lei nº 6.915, de 11 de abril de Com efeito, cabe agora ser analisado o aspecto constitucional, inclusive o atendimento dos pressupostos de relevância e urgência, adequação orçamentária e financeira, e por ultimo o mérito, consoante estabelece o art. 5º da Resolução Legislativa nº 450/2004. Da Constitucionalidade. Consoante entendimento do Supremo Tribunal Federal, os Estados-Membros podem estabelecer em suas Constituições, a possibilidade de Edição pelo Chefe do Poder Executivo de Medidas Provisórias desde que seja observado os princípios e vedações estabelecidos na Magna Carta Federal, in verbis: Adotou-se a orientação fixada pela Corte no julgamento da ADI 425/TO (DJU de 19/2/2003), no sentido da constitucionalidade da adoção de medida provisória pelos Estados-Membros, desde que esse instrumento esteja expressamente previsto na Constituição estadual e que sejam observados os princípios e as limitações estabelecidos pela Constituição Federal. Asseverou-se, ainda, que a Constituição Federal, apesar de não ter expressamente autorizado os Estados-Membros a adotarem medidas provisórias, bem indicou essa possibilidade ao prever, no 2º do seu art. 25, a competência de referidos entes federativos para explorar diretamente, ou por concessão, os serviços locais de gás canalizado, porquanto vedou, nesse dispositivo, a edição de medida provisória para sua regulamentação. Ou seja: seria incoerente dirigir essa restrição ao Presidente da República em dispositivo que trata somente de atividade exclusiva de outros partícipes da Federação que não a União, ou ainda, impor uma proibição específica quanto à utilização pelos Estados- Membros de instrumento legislativo cuja instituição lhes fosse vedada. (ADI 2.391, Rel. Min. Ellen Gracie, Informativo 436). No mesmo sentido: ADI 425, DJ 19/12/03. O grifo é nosso Com efeito, as vedações estabelecidas na Constituição Federal devem ser observadas de forma obrigatória quando da edição de Medidas Provisórias pelos Estados-Membros, tais limitações estão contidas no 1º, art. 62 da CF, vejamos: 1º É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria: (EC nº 32/01) I - relativa a: (EC nº 32/01) a) nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos e direito eleitoral; (EC nº 32/01) b) direito penal, processual penal e processual civil; (EC nº 32/01) c) organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a garantia de seus membros; (EC nº 32/01) d) planos plurianuais, diretrizes orçamentárias, orçamento e créditos adicionais e suplementares, ressalvado o previsto no art. 167, 3º; (EC nº 32/01) II - que vise a detenção ou seqüestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro; (EC nº 32/ 01) III - reservada a lei complementar; (EC nº 32/01) IV - já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do Presidente da República. (EC nº 32/01) De acordo com o art. 43, IV, da Constituição Estadual em observância compulsória da Magna Carta Federal, compete privativamente ao Governador do Estado: legislar sobre servidores públicos, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria de civis, reforma e transferência de militares para a inatividade. Art. 43 São de iniciativa privativa do Governador do Esta do às leis que disponham sobre: I - fixação e alteração dos efetivos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militares; II - criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração; III - organização administrativa, matéria tributária e or çamentária e serviços públicos; IV - servidores públicos do Estado, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria de civis, reforma e transferência de militares para a inatividade; V -criação, estruturação e atribuições das Secretarias de Estado ou órgãos equivalentes e outros órgãos da administração pública estadual. (modificada pela Emenda Constitucional 023/98). Nota-se que, a matéria tratada na presente Medida Provisória enquadra-se dentre aquelas que são privativas do Chefe do Poder Executivo, assim como, não está incluída dentre as vedações estabelecidas no art. 62, 1º, da CF, sendo formalmente constitucional.
36 36 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2011 Agora se faz necessário analisar a matéria tratada na MP, ou seja, o seu conteúdo: Conforme o art. 37, IX, da CF, a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. O Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADI onde figurou como relator Ministro Sepúlveda Pertence, manifestou-se pela inconstitucionalidade de artigo de Lei do Estado de Santa Catarina que autorizava a contratação temporária para áreas burocráticas, in verbis: Servidor público: contratação temporária excepcional (CF, art. 37, IX): inconstitucionalidade de sua aplicação para a admissão de servidores para funções burocráticas ordinárias e permanentes. No relatório da mencionada ADI, a Procuradoria da República em seu parecer da lavra do então Procurador-Geral, Dr. Claudio Fonteles, resume com precisão o caso em tela. Vejamos: No presente caso, havia uma necessidade de pessoal e a lei ora atacada solucionou com a criação de empregos temporário, desviando-se totalmente do pretendido pela Constituição Federal no que tange à contratação temporária. Tal problemática deveria, sim, ter sido resolvida por meio de concurso público. Verifica-se, pois, a plausibilidade da tese ora sustentada, evidenciada a possível continuidade de contratação de servidores, de forma indireta, via convênio e associações, para serviços burocráticos, não relevantes e nem temporários, e haja vista a omissão do legislador quanto às definições das atividades de caráter excepcional... Nota-se que, no caso ora em análise, o art. 2º da Medida Provisória acrescenta com hipótese de regime temporário, a contratação de pessoal técnico, administrativo e operacional para atender às necessidades inadiáveis de serviço público essenciais, violando, pois, o art. 37, IX da CF. O referido artigo além de incluir na contratação temporária de excepcional interesse público atividades burocráticas (pessoal administrativo e operacional) não menciona quais os serviços públicos essenciais. Sendo assim materialmente inconstitucional o art. 2º da referida Medida. Da Relevância e Urgência. O Supremo Tribunal Federal esposou entendimento no sentido de que os pressupostos da relevância e urgência são conceitos jurídicos relativamente indeterminados e fluidos, relacionados com o atributo da discricionariedade do Chefe do Poder Executivo. A título de ilustração, vale aqui salientar a decisão proferida na ADI 2150 / DF, tendo como relator Ministro Ilmar Galvão: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ARTS. 11 E 18 DA MEDIDA PROVISÓRIA N.º , SUCESSIVAMENTE REEDITADA ATÉ O ADVENTO DA EMENDA CONSTITUCIONAL N.º 32/2001. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5.º, CAPUT; 37, CAPUT, E 62, TODOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Os dispositivos em referência, ao atribuírem aos órgãos de trânsito o registro de ônus reais sobre veículos automotivos de qualquer espécie, não ofendem as normas constitucionais indicadas. Os requisitos de relevância e urgência para edição de medida provisória são de apreciação discricionária do Chefe do Poder Executivo, não cabendo, salvo os casos de excesso de poder, seu exame pelo Poder Judiciário. Entendimento assentado na jurisprudência do STF. Ação julgada improcedente. A Discricionariedade é nada mais que a conveniência e a oportunidade da edição da Medida Provisória, dentro dos limites legais. Dessa forma, tendo em conta as razões anteriormente expostas, pode-se asseverar que foram atendidos os pressupostos constitucionais da relevância e da urgência, no tocante à edição da Medida Provisória em comento. Da Adequação Orçamentária. Sob o prisma da adequação orçamentária e financeira, não foi mencionado o impacto financeiro pelo Governo do Estado. Da Emenda Foi apresentada a Emenda 01 a Medida Provisória, em análise, pelo Deputado Marcelo Tavares em 11 de fevereiro de 2011, onde pretende revogar o art. 2º e 4º e modificar a redação do 1º do art. 2º da Lei 6.915/97. Sucede que consoante o art. 4º da Resolução Legislativa nº 450/ 2004 que dispõe sobre a apreciação, pela Assembléia Legislativa do Estado, das Medidas Provisórias a que se refere o art. 42 da Constituição Estadual estabelece que as emendas poderão ser apresentadas nos seis dias que seguirem a publicação no Diário Oficial do Estado. Nota-se que a publicação da Medida Provisória se deu no dia 20 de janeiro de 2011 vencendo o prazo no dia 26 de janeiro e a Emenda nº01 foi apresentada em 11 de fevereiro de 2011 e publicada em 14 de fevereiro, portanto, a emenda perdeu a oportunidade de apreciação, foi apresentada fora do prazo regulamentar, devendo ser prejudicada - Emenda Prejudicada. Do Mérito. Sabe-se que, a análise do mérito é a verificação da conveniência e oportunidade da matéria contida na referida Medida Provisória e a sua relevância. Sendo assim, a Medida em seu contexto cumpre com os requisitos de mérito. VOTO DO RELATOR: Pelo exposto, concluo pela admissibilidade da Medida Provisória nº 088/2010, porém a exclusão do art. 2º, haja vista a sua inconstitucionalidade material por ferir o art. 37 IX, da CF, bem como pela prejudicabilidade da Emenda 01 apresentada pelo ilustre Deputado Marcelo Tavares e, por conseguinte pela Aprovação da Medida Provisória nº 88/2011 na forma do Projeto de Lei de Conversão anexo a este Parecer. PARECER DA COMISSÃO: Os membros da Comissão Especial, criada através da Resolução Administrativa nº 097, de 04 de fevereiro de 2011, votam pela aprovação da Medida Provisória n.º 088, de 20 de janeiro de 2011, nos termos do voto da relatora. É o parecer. SALA DAS COMISSÕES DEPUTADO LÉO FRANKLIM, em 17 de fevereiro de Deputada Gardênia Castelo - Presidente Deputada Vianey Bringel - Relatora Deputada Eliziane Gama PROJETO DE LEI DE CONVERSÃO Nº 001/2011 Acrescenta e altera dispositivos na Lei nº 6.915, de 11 de abril de 1997, e dá outras providências. Art. 1º O inciso VII do art. 2º, o caput e o 1º do art. 3º da Lei nº 6.915, de 11 de abril de 1997, passam a vigorar com a seguinte redação:
37 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE Art. 2º (...) VII admissão de professores para o ensino fundamental, ensino especial, ensino médio e instrutores para oficinas pedagógicas e cursos de educação profissional, desde que não existam candidatos aprovados em concurso público e devidamente habilitados; (NR) Art. 3º O recrutamento do pessoal a ser contratado, nos termos desta Lei, será feito mediante processo seletivo simplificado, sujeito a ampla divulgação, inclusive por meio do Diário Oficial do Estado. (NR) 1º A hipótese prevista no inciso I do art. 2º prescindirá de processo seletivo, dispensável pelo Governador do Estado, mediante justificativa do órgão ou entidade interessada. (NR) Art. 2º Acrescentam-se ainda ao art. 2º da Lei nº 6.915, de 11 de abril de 1997, os 1º e 2º, com a seguinte redação: Art. 2º (...) 1º Nos casos dos incisos V, VI e VII deste artigo, os contratos poderão ser prorrogados, no máximo, uma vez, até o final do ano letivo em que expirar a vigência do instrumento contratual. 2º No caso do inciso VII deste artigo, em caráter excepcional, por motivo devidamente justificado, os contratos poderão, ainda, ter a vigência prorrogada até a data final das atividades letivas do ano em que expirar a primeira prorrogação. Art. 3º O art. 8º da Lei nº 6.915, de 11 de abril de 1997, passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 8º O pessoal contratado nos termos desta Lei é vinculado ao Regime Geral de Previdência Social. (NR) Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 5º Fica revogada a Medida Provisória nº 080, de 7 de dezembro de RESOLUÇÃO ADMINISTRATIVA Nº. 212/2011 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHÃO, no uso de suas atribuições que lhe confere o art. 12 do Regimento Interno e em cumprimento da Lei 8.666, de 21 de junho de R E S O L V E: Art. 1 - Designar a Comissão Permanente de Licitação - CPL para este Poder, constituída pelos membros: GARDÊNIA BALUZ COUTO - Advogada; ROSANE CAMPOS DA SILVA MELO Secretaria Executiva; ARISTIDES LOBÃO NETO - Consultor Legislativo; TEONILIA MARIA SILVA - Auxiliar Operacional; SHEILA MARIA TENÓRIO DE BRITTO - Secretaria Executiva; para sob a presidência do primeiro, processar e julgar a habilitação preliminar, adjudicar o objeto das licitações, promover a inscrição em registro cadastral, a sua alteração ou cancelamento, e o julgamento das propostas, na forma do art. 51 da citada Lei, pelo prazo de 01 (um) ano. Art. 2º - Nas faltas ou impedimentos da titular designada no caput deste artigo, as atribuições de Presidente serão desempenhadas pela servidora ROSANE CAMPOS DA SILVA MELO - Secretaria Executiva. Art. 3º - Designar como suplentes os servidores: Deusimar de Jesus Carneiro Lima Secretaria Executiva; Esdras Froes Santos - Assessor Parlamentar; Erika Correa Maciel Cristancho Chefe de Gabinete. Art. 4º - Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, devendo os seus efeitos retroagirem a 09 de fevereiro do ano em curso. DÊ-SE CIÊNCIA, PUBLIQUE E CUMPRA-SE, PALÁCIO MANOEL BEQUIMÃO, São Luís (MA), em 14 de fevereiro de Dep. ARNALDO MELO - Presidente. Dep. MARCOS CALDAS - 1º Vice - Presidente. Dep. HÉLIO SOARES - 1º Secretario. Dep. JOTA PINTO - 2º Secretario. Dep. EDILÁZIO JÚNIOR - 3º Secretário. RESOLUÇÃO ADMINISTRATIVA Nº. 213/2011 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHÃO, no uso de suas atribuições que lhe confere o art. 12 do Regimento Interno e nos termos da Resolução Legislativa nº. 481/2006, regulamentada pela Resolução Administrativa nº. 334/2006, R E S O L V E: Art. 1 - Designar como Pregoeiras, para atuação nas licitações na modalidade Pregão a serem realizadas pela Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão as servidoras Gardênia Baluz Couto - Presidente da Comissão Permanente de Licitação e Rosane Campos da Silva Melo - Secretaria Executiva. Art. 2º - Designar como membros da Equipe de Apoio os servidores; Sheila Maria Tenório de Britto, Secretaria Executiva; Teonilia Maria Silva - Auxiliar Operacional; Deusimar de Jesus Carneiro Lima - Secretaria Executiva; Esdras Froes Santos - Assessor Parlamentar e Erika Correa Maciel Cristancho - Chefe de Gabinete. Art. 3º - Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, devendo os seus efeitos retroagirem a 09 de fevereiro do ano em curso. DÊ-SE CIÊNCIA, PUBLIQUE E CUMPRA-SE, PALÁCIO MANOEL BEQUIMÃO, São Luís (MA), em 14 de fevereiro de Dep. ARNALDO MELO - Presidente. Dep. MARCOS CALDAS - 1º Vice - Presidente. Dep. HÉLIO SOARES - 1º Secretario. Dep. JOTA PINTO - 2º Secretário. Dep. EDILÁZIO JÚNIOR - 3º Secretário. RESOLUÇÃO ADMINISTRATIVA Nº 236/2011 A MESA DIRETORA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHÃO, no uso de suas atribuições legais, tendo em vista acordo firmado pelos Senhores Líderes Partidários,e considerando o disposto no art. 28, 4º do Regimento Interno,que trata da Comissões Permanentes da Assembléia Legislativa do Maranhão; Resolve: I Substituir o Senhor Deputado Hemetério Weba pelo Deputado Magno Bacelar,como membro titular na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. II Substituir o Senhor Deputado Stênio Resende pela Senhora Deputada Valéria Macedo, como membro titular da Comissão de Saúde. III - Substituir o Senhor Deputado Magno Bacelar pelo Senhor Deputado Hemetério Weba,como membro titular da Comissão de Assuntos Municipais de Desenvolvimento Regional. Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão, em 17 de fevereiro de Publique -se e Cumpra-se Deputado Arnaldo Melo - Presidente. Deputado Jota Pinto - Primeiro Secretário. Deputado Edilázio Junior - Segundo Secretário.
38 38 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2011 RESOLUÇÃO ADMINISTRATIVA N.º 240/2011 Classifica as gratificações Técnico Legislativas concedidas aos servidores ocupantes de cargos em comissão e dá outras providências. A MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA no uso de suas atribuições legais e tendo em vista os níveis estabelecidos para concessão de gratificação Técnico Legislativa, implantados através da Resolução Administrativa n. 1616/2009, aos servidores ocupantes de cargo em comissão, RESOLVE: Art. 1.º - classificar de acordo com a tabela em anexo, todos os servidores de cargo em comissão. Art. 2.º - esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, com efeito financeiro a partir de 1º de fevereiro de 2011, revogadas as disposições em contrário. DÊ-SE CIÊNCIA, PUBLIQUE-SE E CUMPRA-SE. Palácio Manoel Bequimão, em 18 de fevereiro de Deputado Arnaldo Melo - Presidente. Deputado Hélio Soares - 1º Secretário. Deputado Jota Pinto - 2º Secretário.
39 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE
40 40 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2011
41 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE
42 42 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2011
43 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE
44 44 SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2011 Titular, pelo nome do Senhor Deputado Magno Bacelar), Constituição, Justiça e Cidadania (Stênio Resende - Titular, pelo nome do Senhor Deputado Manoel Ribeiro). Atenciosamente, Deputado STÊNIO RESENDE Líder do Bloco Parlamentar Pelo Maranhão AVISO DE LICITAÇÃO PREGÃO PRESENCIAL Nº 001/2011-CPL/AL PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 0947/2010-AL Oficio n 001//DL A Sua Excelência o Senhor Deputado Arnaldo Melo Presidente da Assembléia Legislativa ASSUNTO: Instalação de Comissão Especial São Luís, 17 de fevereiro de A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHÃO, por meio de sua COMISSÃO PERMANENTE DE LICITAÇÃO - CPL torna público que realizará Pregão Presencial nº 001/2011-CPL/AL, que tem como objeto a contratação de empresa especializada na prestação de Serviço de Telefonia nos Sistemas Fixo Comutado STFC, nas modalidades: Local, Longa Distância Nacional Intra-Regional, Longa Distância Nacional Inter-Regional e Serviço Móvel Pessoal - SMP. O recebimento e abertura dos envelopes de Proposta e Documentação será em Sessão Pública a ser realizada às 09:00 horas do dia 03 de março de 2011, na Sala de Licitações da CPL, localizada no térreo do prédio da sede da Assembléia, sito no Palácio Manoel Bequimão, Av. Jerônimo de Albuquerque, s/n, Sítio Rangedor, Calhau, nesta Capital. O Edital e seus anexos estão à disposição dos interessados na sala da Comissão Permanente de Licitação de 2ª a 6ª feira das 08:00 às 18:00h, onde poderão ser consultados e obtida cópia, gratuitamente. Esclarecimentos adicionais deverão ser protocolados na Comissão Permanente de Licitação, no horário de expediente. Outras informações poderão ser feitas pelos telefones (98) e O Aviso de Licitação assim como cópia do Edital estarão disponíveis, também para consulta, no site da ALEMA na opção Licitações. São Luís, 17 de fevereiro de GARDÊNIA BALUZ COUTO - Pregoeira. Senhor Presidente, Dirigimo-nos a Vossa Excelência para comunicar da reunião de instalação da Comissão Especial, criada através da Resolução Administrativa nº 097/2011 do ano em curso, para examinar e emitir parecer à Medida Provisória nº 088/2011, acrescenta e altera dispositivos na Lei nº 6.915, de 11 de abril de 1997, e dá outras providências, em cuja reunião foi procedida a eleição para Presidente, Vice-Presidente e Relator que apresentou o seguinte resultado: Presidente Deputada Gardênia Castelo Vice - Presidente- Deputado Roberto Costa Relatora Deputada Vianey Bringel Atenciosamente, Deputada Gardênia Castelo Presidente da Comissão OFÍCIO Nº 004 /2011 São Luís, 17 de fevereiro de Excelentíssimo Senhor Deputado Arnaldo Melo Presidente da Assembléia Legislativa do Estado ASSUNTO: Substituição Senhor Presidente, Solicito a Vossa Excelência, que seja feita as seguintes substituições dos nomes dos Senhores Deputados, indicados anteriormente para compor as Comissões: Saúde (Stênio Resende- ESTADO DO MARANHÃO ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA PALÁCIO MANOEL BEQUIMÃO PODER LEGISLATIVO EDITADO PELA DIRETORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL Registro no cartório de títulos e documentos sob os números e Av. Jerônimo de Albuquerque, S/N - Sítio Rangedor - Cohafuma Fone (98) CEP.: São Luís - MA Site: [email protected]
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