O QuARTO LivRo DE MoisÉs CHAMADO NÚMEROS
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- Mario Ramalho
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1 O QuARTO LivRo DE MoisÉs CHAMADO NÚMEROS
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3 O QuARTO LIVRO DE MoisÉs CHAMADO NÚMEROS INTRODUÇÃO I. Título - Números é o quarto livro do Pentateuco, o conjunto dos cinco livros de Moisés. O título "Números" deriva da LXX, Arithmoi, que em latim é chamado Nurneri, traduzido por "Números". O s hebreus chamavam o livro de Bemidbar, "no deserto". 2. Autoria - A crença clássica é a de que os livros do Pentateuco são de autoria de Moisés. No Êxodo, encontra-se o relato do início da vida de Moisés, seguido por seu chamado, sua comissão divina e sua aceitação pelo povo como líder. Em Números, ele é retratado como um líder maduro. O estresse e o peso das dificuldades pelas quais passou com o povo fi zeram dele um instrumento particularmente adequado para registrar a história daqueles eventos. Nenhum outro nome tem sido apontado como possível autor do Pentateuco. O nome de Moisés deve permanecer como tal. 3. Cenário histórico - O valor do livro de Números está em grande parte no registro detalhado do período nômade da história de Israel, uma história que desperta a fé do leitor contemporâneo. Por meio desse registro, é possível se familiarizar com a vida e o destino do povo hebreu, juntamente com Moisés. Esse talentoso autor selecionou seu material e o organizou sob a inspiração do Espírito Santo. Moisés foi um narrador digno da história e do caráter do povo hebreu, bem como um líder capaz que, sob a direção divina, guiou esse povo numa unidade religiosa coerente que nem o tempo ou a aflição pôde dissolver. Assim, no livro de Números, encontra-se uma narrativa inspirada, cuja credibilidade histórica não pode ser posta de lado. O texto do livro foi padronizado. Ele foi de fato escrito em caracteres do antigo hebraico e representa o texto tal como existia em torno de 330 a.c. O texto parece ter sofrido relativamente pouco com os erros simples de transcrição. As variações entre os manuscritos são poucas e sem importância particular. As datas que os eruditos atribuem a alguma fonte que Moisés teria usado sob a inspiração do Espírito Santo, na melhor das hipóteses, são apenas provisórias e aproximadas. <11 ~ 4. Tema - Os livros anteriores do Pentateuco trazem a história dos antepassados de Israel desde a criação, passando pelo cativeiro no Egito, o êxodo e a permanência no Sinai, onde se encerra o livro do Êxodo. Números começa, no Sinai, com o censo dos homens adultos, acrescenta outros regulamentos, além dos mencionados em Levítico, descreve a marcha do Sinai, a peregrinação no deserto, até a chegada às estepes de Moabe, e termina com um conjunto de regulamentos. 891
4 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA É um livro vivo que tem inspirado a vida espiritual dos cristãos ao longo da história. Seu principal objetivo é exaltar Yahweh como Deus supremo, em Sua santidade, majestade e no cuidado pelo povo escolhido. Na marcha do povo escolhido, ocorre a rebelião de Corá, Datã e Abirão, por motivos e objetivos egoístas. Nesse contexto, vê-se um povo em murmuração, manifestando impaciência. Os personagens mais preeminentes são Moisés, Miriam, Arão, Balaão, os filhos de Arão e os líderes religiosos, com seus pontos fortes e fracos. O registro se encerra com a supremacia de Moisés como líder do povo escolhido de Deus. A habitação do Senhor entre o povo, Seu detalhado planejamento em favor deles, os tristes acontecimentos envolvendo pessoas excelentes, sacerdotes e levitas formando um cordão de isolamento divinamente apontado "para que não haja ira sobre a congregação", tudo contribui para um quadro esplêndido, uma narrativa viva, de profundo va lor religioso para a igreja de hoje, narrativa que repousa sobre o fato histórico da habitação de Deus entre Seu povo. 5. Esboço I. Preparativos para a marcha, 1:1-4:49. A. Organização do acampamento, 1:1-2:34. l. O censo de Israel, 1: Ordens para os levitas, 1: A ordem das tribos no acampamento, 2:1-34. B. A organi zação levítica, 3:1-4:49. l. A família sacerdotal, 3: Dedicação dos levitas em luga r elos primogênitos, 3: Deveres elos levitas em marcha, 4:1-49. li. Declaração ela legislação levítica, 5:1-6:27. A. Vários regulamentos religiosos, 5: 1-6:21. l. A exc lusão dos impuros, 5: I Leis da restituição e das ofertas, 5: O julgamento de ciúme, 5: O voto ele nazireado, 6:1-21. B. A bênção sacerdotal, 6: A construção elo tabernáculo. O incidente em Cacles, 7:1-14:45. A. Inaugurando o serviço do santuário, 7:1-9:14. l. Ofertas elos príncipes na dedicação, 7: A voz do santuário, 7: As lâmpadas no tabernáculo, 8: Consagração dos lev itas, 8: A segunda Páscoa, 9:1-14. B. A partida do Sinai, 9:15-10:36. l. A nuvem sobre o tabernáculo, 9: I ~ As trombetas de prata, 10: A ordem ele marcha, 10: O convite a Hobabe, 10: A primeira viagem, 10: C. Murmuração e rebelião, 11:1-14: O pecado em Taberá, 11:
5 NÚMEROS 2. O pecado em Quibrote- Hataavá, 11 : O pecado de Miriã e Arão, 12: A missão dos espias, 13: A sed ição do povo, 14:1-45. IV. Seções da legislação levítica, 15 :1-41. A. As ofertas, 15: I. A lei de holocaustos, ofertas voluntárias e as primícias, 15: A lei da oferta pela culpa e dos pecados de presunção, 15: B. Regulamentos diversos, 15: I. O violador do sábado, 15: A lei acerca das borl as, 15 : V. A revolta contra o sacerdócio de Arão, 16:1-17: 13. A. A rebelião de Corá e sua supressão, 16:1-50. B. O bordão de Arão, que brotou, 17:1-13. VI. Acréscimos à lei, 18:1-19: 22. A Os encargos e as recompensas dos sacerdotes e dos levitas, 18:1-32. B. A lei da novilha vermelha e a contaminação da morte, 19:1-22. VII. Eventos da última viagem, 20: 1-22:1. A. De Cades à TranSJordánia, 20:1-21:9. I. A água da discórdia, 20: A in solência de Edom, 20: A morte de Arão, 20: O rei de Arade, 21:1-3. S. A serpente de bronze, 21 :4-9. B. Aproximando-se de Canaã, 21:10-22:1. I. A ma rcha final e as primeiras vitórias, 21 I A conquista de Ogue, 2 1: 33-22:01. VIII. Eventos nas colinas de Moabe, 22:2-27:23. A. A história de Balaão, 22:2-24:25. I. A vinda de Balaão, 22: As profecias de Balaão, 22:39-24:25. B. Eventos finais da vida de Moisés, 25:1-27:23. l. Pecado e expiação em Sitim, 25: O segundo censo de Israel, 26: O pedido das filhas de Zelofeade, 27: Josué sucede Moisés, 27: IX. Acréscimos à lei, 28: 1-30:16. A. A rotina anual de sacrifício, 28:1-29:40. B. A lei das promessas feitas por mulheres, 30:1-16. X. Vitórias a leste do Jordão, 31:1-32:42. A. A derrota de Midiã, 31:1-54. B. O assentamento das duas tribos e meia, 32:1-42. XI. O itinerário de Ramsés ao Jordão, 33:1-49. XII. Instruções finais, 33:50-36:13. A. Disposições relativas à terra de Canaã, 33:50-34:
6 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA I. O direito de posse da terra santa, 33: Fronteiras da terra santa, 34: A distribuição das heranças, 34: B. Disposições relativas às cidades, 35:1-34. I. Cidades para os levitas, 35: Cidades de refúgio, 35:9-34. C. O casamento de herdeiras, 36:1-13. CAPÍTULO 1 1 Deus manda Moisés contar o povo. 5 Os príncipes das tribos. 17 O total de cada tribo. 4 7 Os levitas são separados para o serviço do Senhor. No segundo ano após a saída dos filhos de Israel do Egito, no primeiro dia do segundo mês, falou o SENHOR a Moisés, no deserto do Sinai, na tenda da congregação, dizendo: 2 Levantai o censo de toda a congregação dos filhos de Israel, segundo as suas famílias, segundo a casa de seus pais, contando todos os homens, nominalmente, cabeça por cabeça. 3 Da idade de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra em Israel, a esses contareis segundo os seus exércitos, tu e Arão. 4 De cada tribo vos assistirá um homem que seja cabeça da casa de seus pais. 5 Estes, pois, são os nomes dos homens que vos assistirão: de Rúben, Elizur, filho de Sedeur; 6 de Simeão, Selumiel, filho de Zurisadai; 7 de Judá, Naassom, filho de Aminadabe; 8 de Issacar, Natanael, filho de Zuar; 9 de Zebulom, Eliabe, filho de Helom; 10 dos filhos de José: de Efraim, Elisama, filho de Amiúde; de Manassés, Gamaliel, filho de Pedazur; li de Benjamim, Abidã, filho de G ideoni; 12 de Dã, Aiezer, filho de Amisaclai; l3 ele Aser, Pagiel, filho de Ocrã; 14 de Gade, Eliasafe, filho de Deuel; 15 de Naftali, Aira, filho de Enã. 16 Estes foram os chamados da congregação, os príncipes das tribos de seus pais, os cabeças dos milhares de Israel. 17 Então, Moisés e Arão tomaram estes homens, que foram designados pelos seus nomes. 18 E, tendo ajuntado toda a congregação no primeiro dia do mês segundo, declararam a descendência deles, segundo as suas famílias, segundo a casa de seus pais, contados nominalmente, de vinte anos para ci ma, cabeça por cabeça. 19 Como o SENHOR ordenara a Moisés, assim os contou no deserto do Sinai. 20 Dos filhos de Rúben, o primogênito de Israel, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, contados nominalmente, cabeça por cabeça, todos os homens de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra, 21 foram contados deles, da tribo de Rúben, quarenta e seis mil e quinhentos. 22 Dos filhos de Simeão, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, contados nominalmente, cabeça por cabeça, todos os homens de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra, 23 foram contados deles, da tribo de Simeão, -. ~ cinquenta e nove mil e trezentos. 24 Dos filhos de Gade, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, contados nominalmente, de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra, 25 foram contados deles, da tribo de Gade, quarenta e cinco mil seiscentos e cinquenta. 894
7 NÚMEROS 26 Dos filhos de Judá, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, contados nominalmente, de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra, 27 foram contados deles, da tribo de Judá, setenta e quatro mil e seiscentos. 28 Dos filhos de Issacar, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, contados nominalmente, de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra, 29 foram contados deles, da tribo de Issacar, cinquenta e quatro mil e quatrocentos. 30 Dos filhos de Zebulom, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, contados nominalmente, de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra, 31 foram contados deles, da tribo de Zebulom, cinquenta e sete mil e quatrocentos. 32 Dos filhos de José, dos filhos de Efraim, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, contados nominalmente, de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra, 33 foram contados deles, da tribo de Efraim, quarenta mil e quinhentos. 34 Dos filhos de Manassés, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, contados nominalmente, de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra, 35 foram contados deles, da tribo de Manassés, trinta e dois mil e duzentos. 36 Dos filhos de Benjamim, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, contados nominalmente, de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra, 37 foram contados deles, da tribo de Benjamim, trinta e cinco mil e quatrocentos. 38 Dos filhos de Dã, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, contados nominalmente, de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra, 39 foram contados deles, da tribo de Dã, sessenta e dois mil e setecentos. 40 Dos filhos de Aser, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, contados nominalmente, de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra, 41 foram contados deles, da tribo de Aser, quarenta e um mil e quinhentos. 42 Dos filhos de Naftali, as suas gerações, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais, contados nominalmente, de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra, 43 foram contados deles, da tribo de Naftali, cinquenta e três mil e quatrocentos. 44 Foram estes os contados, contados por Moisés e Arão; e os príncipes de Israel eram doze homens; cada um era pela casa de seus pais. 45 Assim, pois, todos os contados dos filhos de Israel, segundo a casa de seus pais, de vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra, 46 todos os contados foram seiscentos e três mil quinhentos e cinquenta. 47 Mas os levitas, segundo a tribo de seus pais, não foram contados entre eles, 48 porquanto o SENHOR falara a Moisés, dizendo: 49 Somente não contarás a tribo de Levi, nem levantarás o censo deles entre os filhos de Israel; 50 mas incumbe tu os levitas de cuidarem do tabernáculo do Testemunho, e de todos os seus utensílios, e de tudo o que lhe pertence; eles levarão o tabernáculo e todos os seus utensílios; eles ministrarão no tabernáculo e acampar-se-ão ao redor dele... ~ 51 Quando o tabernáculo partir, os levitas o desarmarão; e, quando assentar no arraial, os levitas o armarão; o estranho que se aproximar morrerá. 52 Os filhos de Israel se acamparão, cada um no seu arraial e cada um junto ao seu estandarte, segundo as suas turmas. 53 Mas os levitas se acamparão ao redor do tabernáculo do Testemunho, para que não haja ira sobre a congregação dos filhos de Israel; pelo que os levitas tomarão a si o cuidar do tabernáculo do Testemunho. 54 Assim fi zeram os filhos de Israel; segundo tudo o que o SENHOR ordenara a Moisés, assim o fizeram. 895
8 1:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 1. Falou o SENHOR. Moisés enfatizou o fato de o Senhor ter lhe falado no tabernáculo, no deserto do Sinai, porque as revelações seguintes ocorreram ali, depois de ele ter sido levantado. As revelações anteriores haviam sido no próprio monte. Aquele que se encontrou com Moisés era Yahweh. Os hebreus já estavam no deserto havia quase um ano (ver Êx 19:1; Nm 10:11, 12). Na tenda da congregação. Literalmente, "tenda do encontro" (ver Nm 3:7; Êx 27:21; Lv l:l, 3). Era o lugar onde Deus se encontrava com Moisés e com Seu povo. No primeiro dia. Isso ocorreu um mês depois de o tabernáculo ter sido levantado (Êx 40:2, 17; Nm 9: I, 2). 2. Levantai o censo. A contagem e a classificação dos homens foram medidas sábias para assegurar a disposição ordenada do acampamento e da marcha. Sugere-se que esse era o propósito do censo, porque ele foi concluído no vigésimo dia do mesmo mês, justamente o dia em que Israel saiu do deserto do Sinai rumo ao deserto de Parã (Nm lo: li). Ocorrera uma contagem anterior para recolher o imposto de meio siclo, necessário para a construção do tabernáculo (ver Êx 30:12; 38:26). A segunda contagem foi mais uma medida organizacional do que um censo: o agrupamento dos homens em idade militar, por tribos e por unidades menores, com um líder (Nm 1:3, 4) nomeado para cada tribo. A casa de seus pais. Neste contexto, o grupo é a família. No entanto, o termo pode ser usado para uma tribo inteira descendente do mesmo ancestral (Nm 17:2) ou para uma porção de uma tribo (Nm 3:24; Êx 6:14). Cabeça por cabeça. Literalmente, "crânio por crânio". Trata-se de um termo usado para designar pessoas. 3. Idade de vinte anos. Ao completar essa idade, os homens de Israel se tornavam responsáveis por pagar meio siclo ao templo (Êx 30:14) e eram considerados aptos para participar de guerra. Arão. Ele deveria ajudar na contagem, muito embora os levitas estivessem excluídos do censo. Moisés e Arão representavam as autoridades máximas da nação. Segundo os seus exércitos. Não houve regra semelhante estabelecida na contagem anterior (Êx 30). Este censo era, sem dúvida, um registro militar. 4. De cada tribo [... ] um homem. Homens de autoridade, respeito e dignidade ficaram responsáveis por auxiliar no trabalho. 5. Os nomes. Os v. 5 a 15 contêm uma lista de 12 homens principais, cujos nomes reaparecem em Números 2, 7 e lo. A maioria deles tem significado, como Elizur, "Deus é uma rocha". Vários dos nomes aparecem no NT, alguns em formas ligeiramente modificadas. Oito deles tinham nomes compostos por 'El, um título de Deus, mas somente o nome de um dos pais deles (Deuel, no v. 14) contém 'El em si. O súbito aumento de nomes que levavam 'El sugere um maior interesse no Deus de seus antepassados, à medida que os líderes dos israelitas aguardavam expectantes a libertação prometida por Deus ('Elohim.) a José (Gn 50:24, 25). 8. Natanael. Significa "o presente de Deus". Este nome é encontrado com frequência em Crônicas, Esdras e Neemias. 10. Elisama. Quer dizer "Deus ouviu". Gamaliel. Significa "Deus é a recompensa", usado em Atos 5: Chamados. Literalmente, "nomeados". Refere-se aos homens mencionados com respeito por Deus e por seus semelhantes. Príncipes. O mesmo título é dado aos espias (Nm 13:2), traduzido também por "líder" (NVI) e "maioral" (ARC). Esses 12 homens foram "chamados", ou seja, escolhidos para ajudar Moisés a realizar o censo. Os cabeças dos milhares. Jetro sugerira a Moisés que escolhesse homens de autoridade para ajudá-lo na administração (Êx 18:17, 21). Então, Moisés recebeu a <~ ~ 896
9 NÚMEROS 1:5 2 ordem de selecionar homens de posição, os comandantes-chefes. Milhares. Esta palavra provavelmente se refere a um grupo grande, como um clã, uma divisão de uma tribo. Também é usada para uma divisão militar (ver p. 592). Esse registro do povo de Deus, sob a liderança de Moisés, traz uma lição para a igreja de hoje sob a autoridade de C risto. A contagem de Seus filhos pelo nome sugere que o Senhor conhece a cada um pessoalmente (2Tm 2:19). O Pastor divino está familiarizado com cada membro de Seu povo (]o 10:3) e o Livro da Vida tem um significado eterno para todos os filhos de Deus (Ap 3:5). 18. Toda a congregação. O total de cada tribo é proferido (v. 20 a 43). Em relação à ordem de marcha e à disposição no acampamento, ver o com. de Números Contados. Afirma-se que o total em idade militar foi de homens. Esse número é exatamente o mesmo dado em Êxodo 38:26, mas em Números 11:21 e em Êxodo 12:37 fala-se do montante aproximado de 600 mil. 47. Os levitas. Os levitas foram dispensados do serviço militar; por isso, não foram contados junto com os exércitos das tribos. Levi era uma tribo dedicada especialmente ao serviço de Deus (v. 50), no lugar dos primogênitos (Nm 3: 12). Havia 12 tribos além de Levi, porque Jacó adotara Efraim e Manassés, os dois filhos de José (Gn 48:5, 6). Portanto, em vez de uma só tribo de José, havia duas tribos distintas: Efraim e Manassés. Yahweh deu uma ordem diferente em relação aos levitas (Nm 1:48-5 0). Seus deveres eram de outra natureza e são apresentados de forma mais completa nos capítulos 3 e Tabernáculo do Testemunho. A expressão "Testemunho" se refere aos dez mandamentos e ocorre 39 vezes no AT. Quando usada em relação à arca, ao véu, à vara de Arão, a um indivíduo ou à congregação como um todo, a ênfase e a importância repousam sobre os dez mandamentos (ver com. de Êx 25:16). A grande honra da arca não se devia a alguma coisa inerente ao móvel em si, mas, ao fato de ser o lugar onde ficavam guardadas as duas tábuas de pedra com a inscrição dos dez mandamentos. A palavra "Testemunho" (Êx 25:16; 38:21; 40: 3, etc.) sugere que os dez mandamentos declaram a natureza moral e ética do caráter de Yahweh e que Ele espera a manifestação das mesmas características em Seu povo. Ministrarão. A palavra traduzida desse modo só é usada em Números para designar a função sagrada dos levitas. O significado do termo é sempre honroso e também se refere à santa ministração dos anjos (Hb 1:14). Em suas diversas formas, o termo original é empregado para determinados tipos de serviço secular, de especial importância ou responsabilidade; também é usado a respeito de Josué, o servo pessoal de Moisés (Êx 24:13; 33 :11), e do ministério pessoal de Eliseu a Elias (lrs 19:21). 51. O estranho. Ou seja, alguém que não era levita e não tinha autoridade para se aproximar do santuário, um israelita - não necessariamente um estrangeiro, mas alguém não incluído no contexto imediato (ver Êx 29:33; Dt 25:5; Os 5:7). 52. Estandarte. Proveniente do verbo "olhar", "contemplar", "erguer um estandarte". O substantivo, portanto, sugere algo notável, distinto ou exaltado. Pode se aplicar a qualquer sinal ou marca, como um sinal profético (Êx 3:12), um milagre (Js 24:17), um memorial (Js 4:6) ou os corpos celestes servindo de sinais (Gn 1:14; Jr 10:2). Alguns sugerem que a palavra "turma" faria mais sentido neste contexto do que "estandarte" (ver Nm 2:3, lo, 18, 25). Segundo a tradição judaica, o estandarte de Rúben tinha a figura de um homem, o de Judá, a de um leão, o de Efraim, a de um boi e o de Dã, a de uma águia. 897
10 1:53 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 53. Não haja ira. Isto é, por causa da violação da santidade do tabernáculo, que era o lugar onde Deus habitava entre seu povo. No NT, o cristão é o sagrado santuário de Deus (I Co 6:19) e também a igreja como um todo (!Co 3:16, 17). Em ambas aspassagens, a palavra traduzida por "santuário" é a que se aplica aos lugares santo e santíssimo, com a exclusão das outras adjacências na área do templo. A palavra traduzida por "ira" vem de um radical relacionado ao siríaco e ao árabe que ~ t> significa "quebrar", "soltar-se". O substantivo masculino é "cavaco", um pedaço solto. Assim também a ira de Deus envolve a ideia de cortar da igreja aquele que pecou em relação a Suas coisas santas. Os levitas ficavam posicionados ao redor do tabernáculo para impedir que qualquer pessoa não autorizada entrasse nos recintos sagrados da habitação de Deus. Fora do cordão de isolamento sacerdotal, os laicos de Israel armavam suas tendas de acordo com um plano divinamente estabelecido. O Senhor estava no meio deles. A impossibilidade de se aproximar dele era colocada em evidência. Somente as pessoas designadas, que exerciam uma função especial, podiam se aproximar. Isso era rigidamente observado. O ideal cristão é exposto por Paulo em Hebreus 4:16; nessa passagem, ele exorta o cristão a se achegar "confiadamente, junto ao trono da graça", até a própria presença de Yahweh. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE 50- T3, HR, T3, HR, 156; T3, 345 CAPÍTULO 2 A ordem das tribos em suas tendas. l Disse o SENHOR a Moisés e a Arão: 2 Os filhos de Israel se acamparão junto ao seu estandarte, segundo as insígnias da casa de seus pais; ao redor, de frente para a tenda da congregação, se acamparão. 3 Os que se acamparem ao lado oriental (para o nascente) serão os do estandarte do arraial de Judá, segundo as suas turmas; e Naassom, filho de Aminadabe, será príncipe dos filhos de Judá. 4 E o seu exército, segundo o censo, foram setenta e quatro mil e seiscentos. 5 E junto a ele se acampará a tribo de Issacar; e Natanael, filho de Zuar, será príncipe dos filhos de Issacar. 6 E o seu exército, segundo o censo, foram cinquenta e quatro mil e quatrocentos. 7 Depois, a tribo de Zebulom; e Eliabe, filho de Helom, será príncipe dos filhos de Zebulom. 8 E o seu exército, segundo o censo, foram cinquenta e sete mil e quatrocentos. 9 Todos os que foram contados do arraial de Judá foram cento e oitenta e seis mil e quatrocentos, segundo as suas turmas; e estes marcharão primeiro. lo O estandarte do arraial de Rúben, segundo as suas turmas, estará para o lado sul; e Elizur, filho de Sedeur, será príncipe dos filhos de Rúben. ll E o seu exército, segundo o censo, foram quarenta e seis mil e quinhentos. 12 E junto a ele se acampará a tribo de Simeão; e Selumiel, filho de Zurisadai, será príncipe dos filhos de Simeão. 898
11 NÚMEROS 2:2 13 E o seu exército, segundo o censo, foram cinquenta e nove mil e trezentos. 14 Depois, a tribo de Gade; e Eliasafe, filho de Deuel, será príncipe dos filhos de Gade. 15 E o seu exército, segundo o censo, foram quarenta e cinco mil seiscentos e cinquenta. 16 Todos os que foram contados no arraial de Rúben foram cento e cinquenta e um mil quatrocentos e cinquenta, segundo as suas turmas; e estes marcharão em segundo lugar. 17 Então, partirá a tenda da congregação com o arraial dos levitas no meio dos arraiais; como se acamparem, assim marcharão, cada um no seu lugar, segundo os seus estandartes. 18 O estandarte do arraial de Efraim, segundo as suas turmas, estará para o lado ocidental; e Elisama, filho de Amiúde, será príncipe dos filhos de Efraim. 19 E o seu exército, segundo o censo, foram ~ ~ quarenta mil e quinhentos. 20 E junto a ele, a tribo de Manassés; e Gamaliel, filho de Pedazur, será príncipe dos filhos de Manassés. 21 E o seu exército, segundo o censo, foram trinta e dois mil e duzentos. 22 Depois, a tribo de Benjamim; e Abidã, filho de Gideoni, será príncipe dos filhos de Benjamim. 23 O seu exército, segundo o censo, foram trinta e cinco mil e quatrocentos. 24 Todos os que foram contados no arraial de Efraim foram cento e oito mil e cem, segundo as suas turmas; e estes marcharão em terceiro lugar. 25 O estandarte do arraial de Dã estará para o norte, segundo as suas turmas; e Aiezer, filho de Amisadai, será príncipe dos filhos de Dã. 26 E o seu exército, segundo o censo, foram sessenta e dois mil e setecentos. 27 E junto a ele se acampará a tribo de Aser; e Pagiel, filho de Ocrã, será príncipe dos filhos de Aser. 28 E o seu exército, segundo o censo, foram quarenta e um mil e quinhentos. 29 Depois, a tribo de Naftali; e Aira, filho de Enã, será príncipe dos filhos de Naftali. 30 E o seu exército, segundo o censo, foram cinquenta e três mil e quatrocentos. 31 Todos os que foram contados no arraial de Dã foram cento e cinquenta e sete mil e seiscentos; e estes marcharão no último lugar, segundo os seus estandartes. 32 São estes os que foram contados dos filhos de Israel, segundo a casa de seus pais; todos os que foram contados dos arraiais pelas suas turmas foram seiscentos e três mil quinhentos e cinquenta. 33 Mas os levitas não foram contados entre os filhos de Israel, como o SENHOR ordenara a Moisés. 34 Assim fizeram os filhos de Israel; conforme tudo o que o SENHOR ordenara a Moisés, se acamparam segundo os seus estandartes e assim marcharam, cada qual segundo as suas famílias, segundo a casa de seus pais. I. E a Arão. Estas instruções foram dirigidas tanto a Moisés quanto a Arão. Só Moisés é mencionado no v. 34. No entanto, uma vez que Arão e seus filhos tinham que embalar os utensílios que seriam carregados pelos coatitas, era natural que ele também precisasse estar informado (Nm 4:5, 15). Este capítulo contém o relato da disposição do acampamento das tribos no deserto. O formato das quatro divisões de Levi se encontra em Números 3:23, 29, 35 e 38. Sobre a localização das tribos de Israel em relação ao santuário, ver diagrama na página seguinte. 2. Junto ao seu estandarte. Ver com. de Nm 1:52. Insígnias. O estandarte pertencia a um grupo mais amplo (v. 3, 10, 18, 25), ao passo que cada grupo familiar exibia sua "insígnia". A certa distância (NVI). A prescrição de preservar a santidade da área do santuário era estritamente ordenada e cumprida. 899
12 2:3 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Dã A ser Nafta li Levitas (meratitas) N Efraim Manassés Benjamim Levitas (gersonitas) o SANTUÁRIO L Levitas (filhos de Arão) s Judá Issacar Zebulom Levitas (coatitas) Rúben Simão Gade A disposição das tribos de Israel no acampamento e sua ordem de marcha 3. Lado oriental (para o nascente). Esse tipo de expressão duplicada é comum no hebraico. Êxodo 26:18, por exemplo, diz, literalmente, "para o lado sul na direção meridional". Judá. Por ser a tribo preeminente, a Judá foi designado o leste, a posição de honra. Alguns sugerem que o nome de Judá provém do verbo "louvar", das palavras de Lia durante o nascimento deste: "Esta vez louvarei" (Gn 29:35). Acerca dele, Jacó predisse: "Teus irmãos te louvarão" (Gn 49:8). 10. Rúben. Esta tribo acampava "para o lado sul", literalmente, "em direção ao sul". Os quatro pontos cardeais foram definidos a partir da perspectiva de uma pessoa que olha para o leste. Rúben era o mais velho dos 12 filhos de Jacó (Gn 35:23), mas perdeu o direito à honra e às prerrogativas do primogênito por causa da instabilidade de seu caráter. 17. No meio dos arraiais. Se a ordem de menção neste capítulo indica a ordem de marcha, então os levitas com o santuário seguiam os acampamentos de Judá e Rúben. No entanto, o relato da verdadeira ordem de marcha (Nm 10:14-21) coloca o tabernáculo, ou seja, a tenda e as cortinas do átrio, entre as primeiras duas divisões, Judá e Rúben. Ele era colocado na frente para que pudesse estar armado e pronto para receber o "santuário", isto é, as coisas sagradas - a arca, os altares, etc. - que seguiam Rúben no centro do grande grupo em marcha. Não é possível determinar se os levitas com o santuário precediam Rúben e seu grupo, ou se os seguiam. Tanto na marcha como no acampamento, as diversas divisões, com os respectivos estandartes, prosseguiam em estrita formação. No seu lugar. Literalmente, "cada indivíduo em sua mão". A expressão literal heb. "à mão do Jordão" (Nm 13:29) é traduzida por "pela ribeira do Jordão". A palavra correspondente a "mão" é traduzida às vezes por "lugar" (ver Dt 23:12; Jr 6:3). 18. Arraial de Efraim. O segundo filho de José (Gn 41:52; 46:20), Efraim, era contado entre os filhos de Jacó; fora abençoado por ele e recebera preferência sobre Manassés (Gn 48:1, 5, 13, 14, 17, 20). 900
13 NÚMEROS 2:34 Seu nome está relacionado ao verbo "dar fruto", "ser frutífero"; o substantivo derivado descreve "uma terra frutífera", de cereais ou pastos. 25. Arraial de Dã. Dã era o filho de Jacó e Bila (Gn 30:6; 35:25). O significado de seu nome é "juiz". Seu radical verbal significa "julgar", "atuar como juiz". O radical árabe equivalente significa "ser obediente", "ser submisso" e também "governar", "recompensar". A posição exaltada de Dã nas circunstâncias deste versículo contrasta com as profundezas em que a tribo caiu posteriormente; pois se estabeleceu entre os pagãos, foi eliminada do registro sagrado e não é mencionada entre as 12 tribos da nova] erusalém (ver ]z 18; Ap 7:5-8). 34. E assim marcharam. A multidão que saiu do Egito já tinha se transformado num exército disciplinado em marcha, agrupado segundo as tribos, os clãs e as famílias. Os capítulos l e 2 informam o tamanho e a disciplina da hoste israelita. O centro das atenções era o tabernáculo, o lugar da morada de Deus. Yahweh estava no meio deles (Dt 4:7; 23:14; Sl 78:52, 53; ver Rm 8:31), provendo garantia de esperança, segurança e progresso. Era o protetor do povo (Os 11:10), poderoso para libertar (Is 49:25, 26). Era para eles uma luz durante a noite e uma sombra bem-vinda ao longo do dia (Is 4:5). Todos esses conceitos se centralizavam no tabernáculo, o lugar da habitação do Senhor. O temor e a reverência que o tabernáculo inspirava se deviam ao fato de Yahweh habitar ali. A separação do lugar da presença divina das ocupações da vida diária ajudava a inspirar respeito pela autoridade e um sentido de disciplina entre o povo. Atualmente, a igreja é como um exército em marcha, e o Senhor está com ela (ver 2Co 6:16; lpe 2:9). COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE 2, 17 - PP, 375,.. e; o CAPÍTULO 3 1 Os filhos de Arão. 5 Os levitas são apresentados aos sacerdotes para o serviço no tabernáculo, 11 em lugar dos primogênitos. 14 Os levitas são contados por famílias. 21 As famílias, o total e a responsabilidade dos gersonitas, 27 dos coatitas, 33 dos meraritas. 38 A posição e a responsabilidade de Moisés e Arão. 40 O resgate dos primogênitos pelos levitas. 44 O resgate do excedente. l São estas, pois, as gerações de Arão e de Moisés, no dia em que o SENHOR falou com Moisés no monte Sinai. 2 E são estes os nomes dos filhos de Arão: o primogênito, Nadabe; depois, Abiú, Eleazar e Itamar. 3 Estes são os nomes dos filhos de Arão, os sacerdotes ungidos, consagrados para oficiar como sacerdotes. 4 Mas Nadabe e Abiú morreram perante o SENHOR, quando ofereciam fogo estranho perante o SENHOR, no deserto do Sinai, e não tiveram filhos; porém Eleazar e Itamar oficiaram como sacerdotes diante de Arão, seu pai. 5 Disse o SENHOR a Moisés: 6 Faze chegar a tribo de Levi e põe-na diante de Arão, o sacerdote, para que o sirvam 901
14 3: I COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 7 e cumpram seus deveres para com ele e para com todo o povo, diante da tenda da congregação, para ministrarem no tabernáculo. 8 Terão cuidado de todos os utensílios da tenda da congregação e cumprirão o seu dever para com os filhos de Israel, no ministrar no tabernáculo. 9 Darás, pois, os levitas a Arão e a seus filhos; dentre os filhos de Israel lhe são dados. 10 Mas a Arão e a seus filhos ordenarás que se dediquem só ao seu sacerdócio, e o estranho que se aproximar morrerá. 11 Disse o SEN HOR a Moisés: 12 Eis que tenho Eu tomado os levitas do meio dos filhos de Israel, em lugar de todo primogênito que abre a madre, entre os filhos de Israel; e os levitas serão Meus. 13 Porque todo primogênito é Meu; desde o dia em que feri a todo primogênito na terra do Egito, consagrei para Mim todo primogênito em Israel, desde o homem até ao animal; serão Meus. Eu sou o SENHOR. 14 Falou o SENHOR a Moisés no deserto do Sinai, dizendo: 15 Conta os filhos de Levi, segundo a casa de seus pais, pelas suas famílias; contarás todo homem da idade de um mês para cima. 16 E Moisés os contou segundo o mandado do SENHOR, como lhe fora ordenado. 17 São estes os filhos de Levi pelos seus nomes: Gérson, Coate e Merari. 18 E estes são os nomes dos filhos de Gérson pelas suas famílias: Libni e Simei. 19 E os filhos de Coate pelas suas famílias: Anrão, Izar, Hebrom e Uziel. 20 E os filhos de Merari pelas suas fam ílias: Mali e Musi; são estas as famílias dos levitas, segundo a casa de seus pais. 21 De Gérson é a família dos libnitas e a dos simeítas; são estas as famílias dos gersonitas. 22 Todos os homens que deles foram contados, cada um nominalmente, de um mês para cima, foram sete mil e quinhentos. 23 As famílias dos gersonitas se acamparão atrás do tabernáculo, ao ocidente. 24 O príncipe da casa paterna dos gersonitas será Eliasafe, filho de Lael. 25 Os filhos de Gérson terão a seu cargo, na tenda da congregação, o tabernáculo, a tenda e sua coberta, o reposteiro para a porta da tenda da congregação, 26 as cortinas do pátio, o reposteiro da porta do pátio, que rodeia o tabernáculo e o altar, as suas cordas e todo o serviço a eles devido. 27 De Coate é a família dos anramitas, e a dos izaritas, e a dos hebronitas, e a dos uzielitas; -.ê são estas as famílias dos coatitas. 28 Contados todos os homens, da idade de um mês para cima, foram oito mil e seiscentos, que tinham a seu cargo o santuário. 29 As famílias dos filhos de Coate se acamparão ao lado do tabernáculo, do lado sul. 30 O príncipe da casa paterna das famílias dos coatitas será Elisafã, filho de Uziel. 31 Terão eles a seu cargo a arca, a mesa, o candelabro, os altares, os utensílios do santuário com que ministram, o reposteiro e todo o serviço a eles devido. 32 O príncipe dos príncipes de Levi será Eleazar, filho de Arão, o sacerdote; terá a superintendência dos que têm a seu cargo o santuário. 33 De Merari é a família dos malitas e a dos musitas; são estas as famílias de Merari. 34 Todos os homens que deles foram contados, de um mês para cima, foram seis mil e duzentos. 35 O príncipe da casa paterna das famílias de Merari será Zuriel, filho de Abiail; acampar-se-ão ao lado do tabernáculo, do lado norte. 36 Os fi lhos de Merari, por designação, terão a seu cargo as tábuas do tabernáculo, as suas travessas, as suas colunas, as suas bases, todos os seus utensílios e todo o serviço a eles devido; 37 também as colunas do pátio em redor, as suas bases, as suas estacas e as suas cordas. 38 Os que se acamparão diante do tabernáculo, ao oriente, diante da tenda da congregação, para o lado do nascente, serão Moisés e Arão, com seus filhos, tendo a seu cargo os ritos do 902
15 NÚMEROS 3:2 santuário, para cumprirem seus deveres prescritos, em prol dos filhos de Israel; o estranho que se aproximar morrerá. 39 Todos os que foram contados dos levitas, contados por Moisés e Arão, por mandado do SENHOR, segundo as suas famílias, todo homem de um mês para cima, foram vinte e dois mil. 40 Disse o SENHOR a Moisés: Conta todo primogênito varão dos filhos de Israel, cada um nominalmente, de um mês para cima, 41 e para Mim tomarás os levitas (Eu sou o SENHOR) em lugar de todo primogênito dos filhos de Israel e os animais dos levitas em lugar de todo primogênito entre os animais dos filhos de Israel. 42 Contou Moisés, como o SENHOR lhe ordenara, todo primogênito entre os filhos de Israel. 43 Todos os primogênitos varões, contados nominalmente, de um mês para cima, segundo o censo, foram vinte e dois mil duzentos e setenta e três. 44 Disse o SENHOR a Moisés: 45 Toma os levitas em lugar de todo primogênito entre os filhos de Israel e os animais dos levitas em lugar dos animais dos filhos de Israel, porquanto os levitas serão Meus. Eu sou o SENHOR. 46 Pelo resgate dos duzentos e setenta e três dos primogênitos dos filhos de Israel, que excedem o número dos levitas, 4 7 tomarás por cabeça cinco sidos; segundo o sido do santuário, os tomarás, a vinte geras o sido. 48 E darás a Arão e a seus filhos o dinheiro com o qual são resgatados os que são demais entre eles. 49 Então, Moisés tomou o dinheiro do resgate dos que excederam os que foram resgatados pelos levitas. 50 Dos primogênitos dos filhos de Israel tomou o dinheiro, mil trezentos e sessenta e cinco sidos, segundo o sido do santuário. 51 E deu Moisés o dinheiro dos resgatados a Arão e a seus filhos, segundo o mandado do SENHOR, como o SENHOR ordenara a Moisés. 1. São estas, pois, as gerações. Esta é uma fórmula comum que aparece com frequência em Gênesis (10:1; 11 :10, 27; 25:12, 19; 36:1, 9). Trata-se de um título usado para introduzir uma nova seção da narrativa. "Gerações" quer dizer, literalmente, "origens", e provém do verbo normalmente traduzido por "dar à luz", "gerar", "dar nascimento a". Introduz o relato ou a história da pessoa ou das pessoas mencionadas. De Arão e de Moisés. Estes homens ~ ~~- são anunciados como os líderes escolhidos da tribo de Levi, a selecionada para o serviço sagrado. Seria compreensível esperar que o nome de Moisés viesse primeiro. Mas nenhum de seus descendentes é mencionado e, como a passagem só se ocupa dos descendentes de Arão, o nome dele assume precedência. Alguns têm sugerido que, como não se menciona nenhum descendente de Moisés, mas somente os de Arão, Moisés, aquele que lhes deu instruções especiais quanto a seus deveres sagrados, era considerado seu pai espiritual. O ofício de Moisés, muito embora mais elevado do que o de Arão, era pessoal e não ligado à tribo, ao passo que Arão foi o progenitor de uma longa e distinta linhagem de sacerdotes. No dia. Um dia importante na história dos levitas, pois marca o momento em que ocorreu o início de sua organização e de seu chamado para os deveres sagrados da igreja israelita. No monte Sinai. Talvez seja uma referência retrospectiva a Êxodo 24:1, em que Nadabe e Abiú são mencionados, mas não como filhos de Arão (ver Êx 24:16; 31:18; Lv 7:38; 25:1; 26:46; 27:34; Nm 28:6). 2. Filhos de Arão. Quatro ao todo, somente até o momento da construção do tabernáculo, ocasião em que Nadabe e Abiú morreram. 903
16 3:3 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 3. Ungidos. Algumas passagens abordam apenas a unção do sumo sacerdote (ver Êx 29:7, 29; Lv 8:12). Outras mencionam também a de seus filhos (Êx 28:41; 30:30; 40:15). Sobre a diferença entre a unção do sumo sacerdote e a dos sacerdotes comuns, ver o com. de Êxodo 29:8. Literalmente, ungir é "untar". O termo está relacionado à palavra árabe "esfregar", "pincelar com a mão". Usado com a palavra "azeite" significa "consagrar para um serviço sagrado", e consiste no único termo usado dessa maneira no AT. É o radical do qual se origina o termo "Messias". A palavra grega traduzida por "ungir" é usada cinco vezes no NT, e quatro delas se referem à unção de Cristo pelo Pai. Portanto, isso enfatiza que Cristo (uma palavra de mesmo radical grego, ver com. de Mt l:l) foi "ungido" por autoridade divina, sendo alvo do derramamento do Espírito Santo com a maior riqueza possível (ver At 10:38). Consagrados para oficiar. Literalmente, "ele encheu as mãos deles". Trata-se de uma expressão antiga (Jz 17:5, 12) cujo significado exato é enigmático. Alguns dizem que significava encher as mãos com dinheiro (ver ]z 18:4). Outros defendem que o "enchimento" se refere ao ofício e à autoridade que o consagrado recebia. O sentido exato parece ter-se perdido de vista, já que posteriormente foi aplicado ao altar (Nm 7:88; Ez 43:26). Os descendentes de Arão se tornavam sacerdotes automaticamente, mas seus primeiros filhos foram nomeados, pois nasceram antes de o pai ser chamado a esse sagrado ofício. 4. Perante o SENHOR. Esta expressão, que aparece duas vezes no versículo, parece colocar ênfase não na morte anormal dos dois sacerdotes, mas na tristeza do Senhor em relação ao incidente. Fogo estranho. Literalmente, "fogo ilegal" ou "fogo não autorizado", uma vez que a palavra "estranho", em Números 1:51, significa algu'ém sem as credenciais necessárias. Em relação ao motivo para o fogo ser contrário à lei, ver o com. de Levítico 9:24 e 10:1. Não tiveram filhos. Não se declara esse fato em Levítico 10, mas em 1 Crônicas 24:2, sim. Se Nadabe e Abiú tivessem filhos, estes, e não Eleazar e Itamar, teriam sucedido Arão no sumo sacerdócio. Todas as famílias sacerdotais traçavam sua ascendência até Eleazar e Itamar. Diante de Arão. Literalmente, "perante o rosto de Arão", que significa "durante o tempo de vida de Arão" (ver Gn 11:28). Os descendentes desses dois homens se dividiram da seguinte maneira na época de Davi: 16 chefes para a descendência de Eleazar e oito para a de Itamar (lcr 24:3, 4). 6. Faze chegar. Esta expressão é comum, mas não é usada no sentido técnico (Nm 16:5) de um ato externo de apresentação, mas simplesmente no de atribuir aos homens os deveres a eles designados. Trata-se de um termo empregado para os subordinados que se aproximam a fim de receber ordens. Para que o sirvam. Os levitas estavam sob a liderança de Arão, para ajudá-lo em suas responsabilidades e vigiar o tabernáculo. Arão representa, nesta passagem, toda a casta sacerdotal, que o v. 9 chama de "Arão e a seus filhos". Quanto aos deveres posteriormente atribuídos aos levitas, ver 1 Crônicas 23:28-30; 25:1-7; 26:12, 20, Cumpram seus deveres. Ou seja, eles desempenhariam todas as tarefas do serviço de Arão e dos outros sacerdotes... ~ Para com todo o povo. Estas palavras se referem ao ritual de sacrifícios realizados em favor dos laicos de Israel. 8. Utensílios. Isto é, a mobília e as vasilhas do tabernáculo. 9. Arão. Arão e seus filhos se tornaram instrutores dos levitas. Os levitas prestavam contas a eles no desempenho de seus deveres. Dentre os filhos de Israel. Toda a tribo de Levi pertencia a Deus e foi dada 904
17 NÚMEROS 3: 19 para o serviço sagrado. De modo semelhante, afirma-se que vários tipos de obreiros da igreja cristã são dados ou "concedidos" (Ef 4:11). São dados. De nethunim nethunim, cujo sentido literal é "dados dados", uma expressão tipicamente hebraica; a palavra afim nethinim, "dedicado", foi aplicada mais tarde aos estrangeiros que se transformaram em servidores do templo nos tempos de Esdras (Ed 7:24; 8:20; etc.). Acredita-se que eles eram descendentes dos gibeonitas (Js 9:27). Há muito ensino a ser considerado nos detalhes da organização dos sacerdotes e dos levitas. Os levitas foram "inteiramente dedicados" (NVI) ao sumo sacerdote Arão, isto é, estavam sob plena liderança dele. O cristão completamente consagrado e entregue nas mãos de Cristo, guiado e fortalecido pelo Espírito Santo, pertence ao "sacerdócio real" (lpe 2:9). Os levitas deviam dedicar todo o tempo e a energia para cooperar com Arão no ministério do santuário. O cristão de hoje deve cooperar com Cristo para a saúde espiritual e o crescimento da igreja. Foi pago o preço do resgate dos primogênitos (ver com. dos v. 12 e 13). Cristo pagou o preço de Seu sangue para resgatar os pecadores. Aqueles que entram para a igreja e vivem pela fé têm o nome inscrito nos livros do Céu. 10. O estranho. A palavra não tem, neste versículo, o mesmo significado que em Números l: 51, onde o termo denota um não levita. Aqui inclui os levitas; na verdade, refere-se em especial a eles. Os levitas comuns não tinham permissão de participar na esfera exclusiva da atividade de Arão e de seus filhos. Aviolação dessa ordem divina foi um dos pecados de Jeroboão, pois ele permitiu que não levitas desempenhassem funções sacerdotais (ver 1Rs 12: ). Aproximar. A palavra não quer dizer chegar perto no âmbito físico, em sentido comum, mas realizar qualquer função sagrada do sacerdócio. 12. Em lugar de todo primogênito. Anteriormente, o pai de família realizava as funções sacerdotais (Êx 13:8; Jz 17: 10) e transmitia esse ofício ao filho primogênito. Esse costume foi substituído, nessa ocasião, pela nomeação dos levitas, que ficaram do lado de Moisés no episódio da adoração ao bezerro de ouro (Êx 32:26). 13. Desde o dia. Trata-se de uma referência a Êxodo 13:1-3. Consagrei para Mim. Todos os primogênitos são de Yahweh porque Ele não os matou com os egípcios. Todo ser humano pertence, em primeira instância, a Deus, mas aqui o Senhor reivindica aqueles que foram tirados do Egito como Suas primícias. A dedicação dos primogênitos ao Senhor foi ordenada em Êxodo 13:11-15; 22:29; 34:20; e em N úmeros 18:15. Serão Meus. Literalmente, "para minha posse serão meus". Essas pessoas eram reivindicadas por Deus como grupo separado para Ele, assim declarados por Seu nome (ver Êx 6:8; 12:12). 15. Todo homem da idade de um mês para cima. Ver Nm 18:16. Os primogênitos só eram resgatados quando completavam um mês de vida. Portanto, os levitas que assumiam o lugar deles só eram contados a partir dessa idade. 17. Filhos de Levi. As três principais divisões dos levitas em Jerusalém, após o exílio, foram traçadas até chegar aos três homens mencionados neste versículo (Gn 46:11 ; Êx 6:16; ver Nm 26 :57). 18. Lihni e Simei. Também mencionados em Êxodo 6: 17 e l Crônicas 6:1 7. Ver também l Crônicas 23:7 e 26:21, onde Libni é chamado de Ladã. 19. Coate. Mencionado também em Êxodo 6:18 e 19. Anrão. Membro da família de Coate, pai de Moisés e Arão (Êx 6:18, 20). 905
18 3:20 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 20. Mali. Pode ser comparado com o nome do primeiro marido de Rute (Rt 1 :2) e com a forma feminina do mesmo nome em Números 26: Gérson. A família de Gérson acampava a oeste do tabernáculo, entre este e o estandarte de Efraim (ver Nm 1:53; 2:18; 3:23).. Simeítas. Esta família é mencionada ' em Zacarias 12:13, sendo incluída na casa ~ " de Levi. 23. Atrás do tabernáculo, ao ocidente. A expressão "ao ocidente" quer dizer, literalmente, "para o mar", numa referência ao Mediterrâneo. Os hebreus mentalmente olhavam para o leste quando pensavam nos pontos cardeais (ver com. de Êx 3:1). É claro que o mar Mediterrâneo só seria considerado "na direção oeste" do ponto de vista de uma pessoa situada na Palestina. Alguns afirmaram que o uso de terminologia de uma época posterior no Pentateuco, tal como "para o mar" com o sentido de "ao ocidente", é uma evidência de autoria mais tardia, não mosaica. A aparição de terminologia posterior no Pentateuco e em outras partes do AT é indiscutível, mas a conclusão de que isso necessariamente indique uma autoria posterior é injustificável. A reedição de um relato do século 17 acerca da fundação de Nova Amsterdã, por exemplo, não faria sentido para leitores modernos a menos que se explicasse que Nova Amsterdã foi o nome original da cidade de Nova York. No entanto, a substituição de "Nova Amsterdã" por "Nova York" não afetaria a exatidão, confiabilidade ou a autoria do relato. O mesmo ocorreu com alguns termos dos livros de Moisés, para que o registro inspirado permanecesse compreensível aos leitores de épocas posteriores. O povo hebreu, porém, tinha as Sagradas Escrituras em grande respeito para permitir qualquer modificação que alterasse o pensamento central delas Lael. Um nome incomum em sua formação, composto da preposição "para" e da palavra "Deus", significando "pertencente a Deus". Só há mais um exemplo desse tipo de formação no AT, Lemuel (Pv 31:1). 25. O tabernáculo. A estrutura do tabernáculo ficava sob a responsabilidade dos meraritas (v. 36); portanto, o "tabernáculo" aqui significa, com certeza, a camada interna de dez cortinas (ver Êx 26:1-14). A tenda. A segunda camada de 11 cortinas feitas de pelos de cabra. Sua coberta. As camadas finais de peles de carneiro tingidas de vermelho e de "peles finas", ou "peles de texugo" (ver Êx 26:14 [ARC]; e o com. de Êx 25:5). 26. Cordas. A saber, as do tabernáculo e parte das do átrio. Os meraritas também eram responsáveis por algumas das últimas (v. 36, 37). 29. As famílias[... ] de Coate se acamparão. A posição de Coate era entre o tabernáculo e o estandarte de Rúben (ver Nm 2:10). 30. Elisafã. Significa "Deus tem cuidado" (ver 1Cr 15:8; 2Cr 29:13). 31. A arca, a mesa, o candelabro. Ver com. de Êx 25: Os altares. Os dois altares, um para os holocaustos (Êx 27:1) e outro para o incenso (Êx 30:1-10), foram ambos confiados aos cuidados dos coatitas. O reposteiro. As cortinas do tabernáculo e do átrio foram atribuídas aos cuidados dos gersonitas (v. 25). "O reposteiro" se refere ao véu que separava o lugar santo do santíssimo (Êx 26:31, 33, 35; 27:21; 30:6; 36:35; 38:27; 40:3, 22, 26; Lv 4:17; 16:2, 12, 15; 21:23). A expressão de Números 4:5, "o véu de cobrir", significa, literalmente, "o véu da separação" (também Êx 40:3, 21). 32. Eleazar. Eleazar era coatita (ver Êx 6:18, 20, 23). Ele era chefe de Elisafã e de todos os coatitas. Por ser o filho vivo mais velho de Arão, era o príncipe dos príncipes, ou superintendente, dos levitas.
19 NÚMEROS 3: Abiail. O pai de Ester tinha o mesmo nome (Et 2:15). 36. As tábuas. Ver com. de Êxodo 26:15 e 19. Acerca das travessas, colunas e bases, ver com. de Êxodo 26: Moisés. O líder tinha posição de honra no arraial, um lugar central que lhe dava fácil acesso a todas as partes. Arão. O sacerdote com cargo hereditário. Representava, junto a Moisés, a autoridade civil e sacerdotal. Tendo a seu cargo. Os sacerdotes ficavam acampados a leste do tabernáculo, o lugar de honra Conta todo primogênito. Com o propósito de substituí-los pelos levitas (v. 41, 45; ver v. 12, 13). Uma vez que havia 273 levitas a menos, 273 dos primogênitos precisaram ser resgatados ao preço de cinco sidos cada um (v. 39, 43, 46-50). Esse era o preço regular do resgate dos primogênitos (ver Nm 18:15, 16). COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE 6- PP, OTN, 51; PP, 274 CAPÍTULO 4 1 A idade e o tempo de serviço dos levitas. 4 Os deveres dos coatitas, quando os sacerdotes desmontam o tabernáculo. 16 A responsabilidade de Eleazar. 17 O ofício dos sacerdotes. 21 Os deveres dos gersonitas. 29 Os deveres dos meraritas. 34 O total de coatitas, 38 de gersonitas 42 e de meraritas. 1 Disse o SENHOR a Moisés e a Arão: 2 Levanta o censo dos filhos de Coate, do meio dos filhos de Levi, pelas suas famílias, segundo a casa de seus pais; 3 da idade de trinta anos para cima até aos cinquenta será todo aquele que entrar neste serviço, para exercer algum encargo na tenda da congregação. 4 É este o serviço dos filhos de Coate na tenda da congregação, nas coisas santíssimas. 5 Quando partir o arraial, Arão e seus filhos virão, e tirarão o véu de cobrir, e, com ele, cobrirão a arca do Testemunho; 6 e, por cima, lhe porão uma coberta de peles finas, e sobre ela estenderão um pano, todo azul, e lhe meterão os varais. 7 Também sobre a mesa da proposição estenderão um pano azul; e, sobre ela, porão os pratos, os recipientes do incenso, as taças e as galhetas; também o pão contínuo estará sobre ela. 8 Depois, estenderão, em cima deles, um pano de carmesim, e, com a coberta de peles finas, o cobrirão, e lhe porão os varais. 9 Tomarão um pano azul e cobrirão o candelabro da luminária, as suas lâmpadas, os seus espevitadores, os seus apagadores e todos os seus vasos de azeite com que o servem. lo E envolverão a ele e todos os seus utensílios na coberta de peles finas e o porão sobre os varais. 11 Sobre o altar de ouro estenderão um pano azul, e, com a coberta de peles finas, o cobrirão, e lhe porão os varais; 12 tomarão todos os utensílios do serviço com os quais servem no santuário; e os envolverão num pano azul, e os cobrirão com uma coberta de peles finas, e os porão sobre os varais. 13 Do altar tirarão as cinzas e, por cima dele, estenderão um pano de púrpura. 907
20 4:2 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 14 Sobre ele porão todos os seus utensílios com que o servem: os braseiros, os garfos, as pás e as bacias, todos os utensílios do altar; e, por cima dele, estenderão uma coberta de peles finas e lhe porão os varais. 15 Havendo, pois, Arão e seus filhos, ao partir o arraial, acabado de cobrir o santuário e todos os móveis dele, então, os filhos de Coate virão para levá-lo; mas, nas coisas santas, não tocarão, para que não morram; são estas as coisas da tenda da congregação que os filhos de Coate devem levar. 16 Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, terá a seu cargo o azeite da luminária, o incenso aromático, a contínua oferta dos manjares e o óleo da unção, sim, terá a seu cargo todo o tabernáculo e tudo o que nele há, o santuário e os móveis. 17 Disse o SENHOR a Moisés e a Arão: 18 Não deixareis que a tribo das famílias dos coatitas seja eliminada do meio dos levitas. 19 Isto, porém, lhe fareis, para que vivam e não morram, quando se aproximarem das coisas santíssimas: Arão e seus filhos entrarão e lhes designarão a cada um o seu serviço e a sua carga. 20 Porém os coatitas não entrarão, nem por um instante, para ver as coisas santas, para que não morram. 21 Disse mais o SEN HOR a Moisés: 22 Levanta o censo dos filhos de Gérson, segundo a casa de seus pais, segundo as suas famílias. 23 Da idade de trinta anos para cima até aos cinquenta será todo aquele que entrar neste serviço, para algum encargo na tenda da congregação. 24 É este o serviço das famílias dos gersonitas para servir e levar cargas: 25 levarão as cortinas do tabernáculo, a tenda ~ I>- da congregação, sua coberta, a coberta de peles finas, que está sobre ele, o reposteiro da porta da tenda da congregação, 26 as cortinas do pátio, o reposteiro da porta do pátio, que rodeia o tabernáculo e o altar, as suas cordas e todos os objetos do seu serviço e servirão em tudo quanto di z respeito a estas coisas. 27 Todo o serviço dos filhos dos gersonitas, toda a sua carga e tudo o que devem fazer será segundo o mandado de Arão e de seus filhos; e lhes determinareis tudo o que devem carregar. 28 Este é o serviço das famílias dos filhos dos gersonitas na tenda da congregação; o seu cargo estará sob a direção de Itamar, filho de Arão, o sacerdote. 29 Quanto aos filhos de Merari, segundo as suas famílias e segundo a casa de seus pais os contarás. 30 Da idade de trinta anos para cima até aos cinquenta contarás todo aquele que entrar neste serviço, para exercer algum encargo na tenda da congregação. 31 Isto será o que é de sua obrigação levar, segundo todo o seu serviço, na tenda da congregação: as tábuas do tabernáculo, os seus varais, as suas colunas e as suas bases; 32 as colunas do pátio em redor, as suas bases, as suas estacas e as suas cordas, com todos os seus utensílios e com tudo o que pertence ao seu serviço; e designareis, nome por nome, os objetos que devem levar. 33 É este o encargo das famílias dos filhos de Merari, segundo todo o seu serviço, na tenda da congregação, sob a direção de Itamar, filho de Arão, o sacerdote. 34 Moisés, pois, e Arão, e os príncipes do povo contaram os filhos dos coatitas, segundo as suas famílias e segundo a casa de seus pais, 35 da idade de trinta anos para cima até aos cinquenta, todo aquele que entrou neste serviço, para exercer algum encargo na tenda da congregação. 36 Os que deles foram contados, pois, segundo as suas famílias, foram dois mil setecentos e cinquenta. 37 São estes os que foram contados das famílias dos coatitas, todos os que serviam na tenda da congregação, os quais Moisés e Arão ~onta ram, segundo o mandado do SENHOR, por Moisés. 38 Os que foram contados dos filhos de Gérson, segundo as suas famílias e segundo a casa de seus pais, 908
21 NÚMEROS 4:5 39 da idade de trinta anos para cima até aos cinquenta, todo aquele que entrou neste serviço, para exercer algum encargo na tenda da congregação, 40 os que deles foram contados, segundo as suas famílias, segundo a casa de seus pais, fora m dois mil seiscentos e trinta. 41 São estes os contados das famílias dos filhos de Gérson, todos os que serviam na tenda da congregação, os quais Moisés e Arão contaram, segundo o mandado do SENHOR. 42 Os que foram contados das famílias dos filhos de Merari, segundo as suas famíli as e segundo a casa de seus pais, 43 da idade de trinta anos para cima até aos cinquenta, todo aquele que entrou neste serviço, para exercer algum encargo na tenda da congregação, 44 os que deles foram contados, segundo as suas famílias, foram três mil e duzentos. 45 São estes os contados das famílias dos filhos de Merari, os quais Moisés e Arão contaram, segundo o mandado do SENHOR, por Moisés. 46 Todos os que foram contados dos levitas, contados por Moisés, e Arão, e os príncipes de Israel, segundo as suas famílias e segundo a casa de seus pais, 47 da idade de trinta anos para cima até aos cinquenta, todos os que entraram para cumprir a tarefa do serviço e a de levarem cargas na tenda da congregação, 48 os que deles foram contados foram oito mil quinhentos e oitenta. 49 Segundo o mandado do SENHOR, por Moisés, foram designados, cada um para o seu serviço e a sua carga; e deles foram contados, como o SENHOR ordenara a Moisés. 2. Filhos de Coate. Coate foi o segundo filho de Levi. Seus descendentes são lista- ~.,. dos em segundo lugar, depois dos gersonitas (Nm 3:19, 27). Assim como os levitas foram separados de Israel para um serviço sagrado, os coatitas foram, nessa ocasião, separados do restante dos levitas para desempenhar deveres ainda mais santos. 3. Da idade de trinta anos. Estes homens estariam no auge da forma física e bem capacitados para a obra de transportar o tabernáculo e seus equipamentos. Em Números 8:23-26, fala-se na idade entre 25 e 50 anos. Escritores posteriores registram outro reajuste, atribuído a Davi, e estipulam o início do serviço aos 20 anos de idade (lcr 23:24, 27; 2Cr 3l:l7; Ed 3:8). Um escritor apócrifo também menciona isso (1 Esdras 5:58). A primeira ordem, que atribuía o início do sacerdócio aos 30 anos, pode ter sido uma medida temporária. Os trinta anos marcavam a idade na qual um judeu era considerado maduro e preparado para assumir todas as responsabilidades de seus direitos e privilégios (ver Lc 3:23). Após os 50 anos, um levita não era obrigado a prestar serviços, mas devia apenas ajudar no tabernáculo, de acordo com sua capacidade (Nm 8:25, 26). Neste exército (AR C). A expressão provém de uma palavra hebraica que designa um exército em formação organizada, e é assim empregada vez após vez nas Escrituras. Também pode ser traduzida por "batalha", numa referência às operações de combate de que recrutas e oficiais deviam participar. Neste versículo, refere-se aos deveres sagrados de um soldado de Deus. O cristão de hoje compreende isso como o serviço de um soldado da cruz. 4. Coisas santíssimas. Ou seja, a arca, a mesa dos pães da proposição, o candelabro, os altares, as cortinas e os diversos utensílios do santuário. A expressão hebraica é a mesma usada para o lugar santíssimo (Êx 26:33). 5. Véu de cobrir. Ver Êx 35:12; 39:34; e Lc 23:45. Aqui se faz referência ao véu que dividia o lugar santo do santíssimo (Êx 26:31-33). O primeiro véu, para a porta do tabernáculo, ficava sob os cuidados dos gersonitas (Nm 4:25). 909
22 4:6 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 6. Todo azul. A arca era o único item do mobiliário sagrado a ser coberto com um pano azul (ou violeta), quando carregada de um lugar para o outro, para ser diferenciada. Varais. As hastes usadas para carregar a arca nunca eram tiradas das argolas (Êx 25:14, 15). Presume-se que Arão e seus filhos entravam no lugar santíssimo a fim de cobri-las. 7. A mesa da proposição. Literalmente, "a mesa das faces", com o sentido de "mesa da Presença", numa referência aos pães que eram colocados ali perante o Senhor. As taças e as galhetas. Ver Êx 25:29. Pão contínuo. Esta expressão só aparece esta vez na Bíblia. A explicação se encontra em Êxodo 25:30, em harmonia com as palavras literais empregadas aqui: "os pães da proposição [... ] perpetuamente". Pode ser comparada com os termos do NT que significam "o pão da partida" (Mt 12:4; Me 2:26; Lc 6:4) e "a colocação dos pães" (Hb 9:2). 8. Pano de carmesim. Trata-se de uma cobertura adicional, além da usada sobre os outros artigos. 9. Candelabro da luminária. Este nome completo aparece também em Êxodo 35:14, na expressão "candelabro da iluminação". Acerca do candelabro, ver com. de Êxodo 25:31. Os seus espevitadores. Ver com. de Êx 25:38. Apagadores. A mesma palavra é traduzida por "braseiros" (v. 14; Êx 27:3; 2Rs 25:15; Jr 52:19) e "incensários" (Nm 16:6). Deve se referir a recipientes rasos de metal ou pires. 10. Varais. Utensílios usados dentro das argolas para carregar os móveis (Êx 30:4, 5). A mesma palavra é traduzida por "vara" (Nm 13:23) e por "jugo" (Na 1:13). 11. Altar de ouro. O altar de incenso, recoberto de ouro (Êx 30:3). 12. Utensílios do serviço. Os instrumentos (facas, vasilhas, recipientes, etc.) usados dentro do tabernáculo. Alguns comentaristas associam esta expressão às "vestes do ministério" (Êx 31:10, ARC). 13. Do altar. Ou seja, o altar de bronze, dos holocaustos (Êx 27:1-3). Um pano de púrpura. O pano de púrpura ou vermelho escuro devia ser usado como uma marca distintiva, pois esse era o altar dos holocaustos que ficava no átrio, e não no lugar santo. Este versículo fala sobre tirar as "cinzas". Muitos comentaristas não dizem nada arespeito disso porque o significado da palavra assim traduzida é duvidoso. O radical verbal só é usado 11 vezes no AT e geralmente é apresentado como "engorda" (Pv 13:4; 15:30,.,. ~ ARC), "engordará" (Pv 11:25; 28:25, ARC) ou "de gordura se encherá" (Is 34:7, ARC). O substantivo é encontrado sete vezes e é traduzido, sem exceção, por "gordura". O mesmo radical, usado oito vezes e listado como um substantivo separado, traduz-se por "cinzas". Em sua forma adjetiva, aparece três vezes no AT como "gordo". Tudo isso sugere que a referência poderia ser à gordura queimada dos holocaustos que se acumulava. 14. Bacias. Elas se destinavam ao sangue que devia ser aspergido sobre o altar. Amós 6:6 usa o mesmo termo (traduzido por "taças") se referindo a recipientes para o vinho. Nesse caso, pode sugerir a cor vermelha do vinho ou a embriaguez dos que o bebiam. 15. Então. Os levitas só tinham permissão de tocar as coisas santas depois de elas serem cobertas e embaladas por Arão e pelos sacerdotes; os coatitas apenas leva ntavam a carga e a levavam (v ). Para levá-lo. Os levitas eram os carregadores costumeiros (2Sm 15:24). Somente em duas ocasiões incomuns outros arranjos foram feitos (lsm 6:8; 2Sm 6:3). Nas coisas santas, não tocarão. A palavra traduzida por "coisas santas" deve ser um termo coletivo que se refere a todos os objetos sagrados. 910
23 NÚMEROS 4: Eleazar. Ao que parece, Eleazar tinha a responsabilidade pessoal pelo transporte dos artigos sagrados e pelo cuidado geral por eles. Azeite. Ver com. de Êx 27:20. Incenso aromático. Ver com. de Êx 30:34. Contínua oferta dos manjares. Esta oferta de cereais ou refeição pode ser idêntica à "oferta contínua" de carne oferecida duas vezes ao dia junto com o holocausto (Êx 29:38-41; Ne 10:33) ou, mais provavelmente, à oferta de manjares para os sacerdotes ungidos (Lv 6:20-23). 17. E a Arão. Arão foi instruído por Yahweh de que era dever dos sacerdotes supervisionar os coatitas. 18. Não deixareis [... ] que seja eliminada. Não deixe que os coatitas sejam mortos por negligenciar o dever de supervisão. Se os sacerdotes fossem descuidados, os coatitas provavelmente seguiriam o exemplo deles e seriam condenados. Arão e os coatitas eram da mesma tribo. No entanto, estes não deviam tocar as coisas sagradas nem sequer contemplar algumas delas. Portanto, os sacerdotes ungidos receberam a ordem de ser exemplo de responsabilidade moral, pois eram considerados responsáveis por seus irmãos mais humildes. Da mesma maneira, os obreiros cristãos devem ser exemplos de semelhança a Cristo, de uma vida vitoriosa e de plena consagração à verdade e a tudo que ela envolve. 19. Para que vivam. A recompensa dos fiéis, conforme prometida hoje, é a imortalidade, cuja origem se encontra em Jesus Cristo (Mt 19:17, 29; ]o 1:4; 6:47; Ap 21:27). E lhes designarão. Na obra de Deus, é preciso haver submissão à Sua vontade. Não devemos recusar a aceitação de determinadas tarefas meramente por inclinação contrária. 21. Moisés. Arão cooperou na realização das exigências (v. I, 19, 34). 22. Dos filhos de Gérson. Eram apenas dois (Nm 3:21). O trabalho de carregar as cortinas e cobertas era dos gersonitas (v ), que usavam carros de bois para esse propósito (Nm 7:7). 25. Cortinas. Isto é, as dez cortinas que compunham a cobertura interna do tabernáculo (Êx 26: 1, 2). Tabernáculo. As tábuas do tabernáculo ficavam sob a responsabilidade dos meraritas (v. 31), mas as ll cortinas de pelos de cabra que as cobriam são também mencionadas neste versículo (ver Êx 26:7, 8). Peles finas. A cobertura mais exterior (Êx 26:14; ver com. de Êx 25:5). Reposteiro da porta. Ver com. de Êx 26: Cortinas do pátio. Ver com. de Êx 27:9. Reposteiro da porta do pátio. Ver com. de Êx 27:16. Objetos. Ver com. de Êx 27: Mandado de Arão. Literalmente, "pela boca de Arão", ou seja, sob sua ordem. Os sacerdotes deviam dar as ordens necessárias aos gersonitas (Nm 3:6, 7). 28. Itamar. Ele era o superintendente chefe dos gersonitas e meraritas (v. 33). Essa era sua responsabilidade pessoal. 29. Filhos de Merari. Havia apenas duas famílias de meraritas (Nm 3:33). 30. Neste serviço. Mesma expressão usada no v Obrigação. O dever dos meraritas era transportar a estrutura do tabernáculo em si. Eles também usavam carros (Nm 7:8).... ~ Seus fardos deviam ser muito mais pesados do que os carregados pelos coatitas, pois consistiam de todas as partes sólidas da estrutura, com seus acessórios. Tábuas. Ver com. de Êx 26:15. Varais. Ver com. de Êx 26:26. Colunas. Ver com. de Êx 26:32. Bases. Isto era para as tábuas do tabernáculo e também para as colunas. Ver com. de Êx 26: Colunas do pátio. Sobre as colunas e bases, ver Êxodo 27: ll
24 4:34 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Estacas. Ver Êx 27:19; 38:20. Cordas. Ver com. de Êx 35: 18. Nome por nome. Ou seja, atribuição individual de um objeto em particular para determinada pessoa. 34. Os príncipes do povo. Literalmente, "os príncipes da congregação" (ver Nm 16:2; 31:13; Êx 16:22; Js 9:15). Contaram. Isto não inclui todos os homens descendentes de Coate (ver Nm 3:28), mas só aqueles entre 30 e 50 anos de idade (Nm 4:35). 40. Os que deles foram contados. O total mencionado neste versículo é pouco mais que a terça parte dos homens, ou todos os que eram aptos para o serviço (ver Nm 3:22). 47. A tarefa do serviço. Alguns defendem que aqui se trata do canto do coro dos levitas, acompanhado por instrumentos musicais durante o oferecimento de sacrifícios. Deve se notar que a idade é de 30 anos para cima. Essa é a idade em que Jesus começou seu ministério (Lc 3:23). As ordens precisas que detalham os deveres para as tribos, os clãs e os indivíduos em particular, com a especificação das faixas etárias, trazem uma lição para a igreja da atualidade. Em 1 Coríntios 12, o apóstolo Paulo fala de "dons espirituais" (v. 1), "dons [... ] diversos" (v. 4) e "diversidade nos serviços" (v. 5). Também há "diversidade nas realizações" (v. 6); mas, por meio de todos e em todos, há "o mesmo Deus" (v. 6), "o SENHOR é o mesmo" (v. 5) e "o Espírito é o mesmo" (v. 4). Além disso, "o corpo é um", embora seja composto de "muitos membros" (v. 12); e todos devem trabalhar harmoniosamente para que não se rompa em pedaços (v. 25). A unidade organizada da igreja do deserto tem seu equivalente na igreja com os membros batizados em conexão vital com o Espírito Santo (v. 13). É a ação do Espírito Santo que transforma tudo em um só corpo, o corpo de Cristo. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE 15- PP, 705 CAPÍTULO 5 1 Os imundos são retirados do arraial. 5 A restituição em caso de transgressões. 11 O julgamento do ciúme. l Disse o SENHOR a Moisés: 2 Ordena aos filhos de Israel que lancem para fora do arraial todo leproso, todo o que padece fluxo e todo imundo por ter tocado em algum morto; 3 tanto homem como mulher os lançareis; para fora do arraial os lançareis, para que não contaminem o arraial, no meio do qual Eu habito. 4 Os filhos de Israel fizeram assim e os lançaram para fora do arraial; como o SENHOR falara a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel. 5 Disse mais o SENHOR a Moisés: 6 Dize aos filhos de Israel: Quando homem ou mulher cometer algum dos pecados em que caem os homens, ofendendo ao SENHOR, tal pessoa é culpada. 7 Confessará o pecado_que cometer; e, pela culpa, fará plena restituição, e lhe acrescentará a sua quinta parte, e dará tudo àquele contra quem se fez culpado. 8 Mas, se esse homem não tiver parente chegado, a quem possa fazer restituição pela culpa, 912
25 NÚMEROS 5:2 então, o que se restitui ao SENHOR pela culpa ~._ será do sacerdote, além do carneiro expiatório com que se fizer expiação pelo culpado. 9 Toda oferta de todas as coisas santas dos filhos de Israel, que trouxerem ao sacerdote, será deste 10 e também as coisas sagradas de cada um; o que alguém der ao sacerdote será deste. 11 Disse mais o SENHOR a Moisés: 12 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Se a mulher de alguém se desviar e lhe for infiel, 13 de maneira que algum homem se tenha deitado com ela, e for oculto aos olhos de seu marido, e ela o tiver ocultado, havendo-se ela contaminado, e contra ela não houver testemunha, e não for surpreendida em flagrante, 14 e o espírito de ciúmes vier sobre ele, e de sua mulher tiver ciúmes, por ela se haver contaminado, ou o tiver, não se havendo ela contaminado, 15 então, esse homem trará a sua mulher perante o sacerdote e juntamente trará a sua oferta por ela: uma décima de efa de farinha de cevada, sobre a qual não deitará azeite, nem sobre ela porá incenso, porquanto é oferta de manjares de ciúmes, oferta memorativa, que traz a iniquidade à memória. 16 O sacerdote a fará chegar e a colocará perante o SENHOR. 17 O sacerdote tomará água santa num vaso de barro; também tomará do pó que houver no chão do tabernáculo e o deitará na água. 18 Apresentará a mulher perante o SENHOR e soltará a cabeleira dela; e lhe porá nas mãos a oferta memorativa de manjares, que é a oferta de manjares dos ciúmes. A água amarga, que traz consigo a maldição, estará na mão do sacerdote. 19 O sacerdote a conjurará e lhe dirá: Se ninguém contigo se deitou, e se não te desviaste para a imundícia, estando sob o domínio de teu marido, destas águas amargas, amaldiçoantes, serás livre. 20 Mas, se te desviaste, quando sob o domínio de teu marido, e te contaminaste, e algum homem, que não é o teu marido, se deitou contigo 21 (então, o sacerdote fará que a mulher tome o juramento ele maldição e lhe dirá), o SENHOR te ponha por maldição e por praga no meio do teu povo, fazendo-te o SENHOR descair a coxa e inchar o ventre; 22 e esta água amaldiçoante penetre nas tuas entranhas, para te fazer inchar o ventre e te fazer descair a coxa. Então, a mulher dirá: Amém! Amém! 23 O sacerdote escreverá estas maldições num livro e, com a água amarga, as apagará. 24 E fará que a mulher beba a água amarga, que traz consigo a maldição; e, sendo bebida, lhe causará amargura. 25 Da mão da mulher tomará o sacerdote a oferta de manjares de ciúmes e a moverá perante o SENHOR; e a trará ao altar. 26 Tomará um punhado da oferta de manjares, da oferta memorativa, e sobre o altar o queimará; e, depois, dará a beber a água à mulher. 27 E, havendo-lhe dado a beber a água, será que, se ela se tiver contaminado, e a seu marido tenha sido infiel, a água amaldiçoante entrará nela para amargura, e o seu ventre se inchará, e a sua coxa descairá; a mulher será por maldição no meio do seu povo. 28 Se a mulher se não tiver contaminado, mas estiver limpa, então, será livre e conceberá. 29 Esta é a lei para o caso de ciúmes, quando a mulher, sob o domínio de seu marido, se desviar e for contaminada; 30 ou quando sobre o homem vier o espírito de ciúmes, e tiver ciúmes de sua mulher, apresente a mulher perante o SENHOR, e o sacerdote nela execute toda esta lei. 31 O homem será livre da iniquidade, porém a mulher levará a sua iniquidade. 2. Lancem para fora. Todas as pessoas cerimonialmente imundas deviam ser retiradas da proximidade do acampamento. Talvez tenha havido outras razões para essa ordem, além do princípio da quarentena. Mas essa parece ser a razão evidente. 913
26 5:3 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Arraial. O termo se refere à área do acampamento em seu sentido mais amplo, estendendo-se aos limites de todos os lados ~._ (Nm 2 e 3). A mesma palavra também é traduzida por "habitação" (2Cr 31:2, NVI). Todo leproso. Ver com. de Lv 13:2 e nota adicional a Levítico 13. Os judeus consideravam esta doença um sinal do desagrado de Deus. Em alguns casos, esse foi o motivo, conforme evidenciam os episódios de Miriã (Nm 12:9, lo, 12), Geazi (2Rs 5:27) e Azarias (2 Rs 15:5). Todo o que padece fluxo. Ver com. de Lv 15. Esta classe não era excluída da área exterior do arraial. Imundo por ter tocado em algum morto. Este grupo de pessoas era eliminado só da parte interior do arraial (Lv 11:24; 21:1, ll). A palavra aqui traduzida por "morto" é nefesh, vertida muitas vezes por "alma" (ver com. de Gn 35:18). Ela tem vários significados e, neste versículo, se refere a um cadáver, considerado cerimonialmente imundo (ver Nm 6:6, ll; 9:6, 7, lo; Lv 21:11). Os três grupos aqui especificados tinham algumas coisas em comum: (l) a duração da imundícia - sete dias após a remoção da causa; e (2) o conceito de que os imundos eram um meio de contaminação para quem entrava em contato com eles. 3. No meio do qual Eu habito. A mesma expressão é usada em relação à terra de Canaã (Nm 35:34), numa admoestação para não profaná-la com atos de violência e injustiça. 6. Homem ou mulher. As palavras hebraicas neste contexto se referem a indivíduos específicos. Homens. De um termo genérico que significa "humanidade". Ofendendo ao SENHOR. Um pecado contra o próximo era considerado pecado contra Deus e, portanto, exigia o oferecimento de sacrifício, bem como a restituição à pessoa prejudicada (ver Nm 5:7; Lv 6:2-4). Embora seja possível pecar contra Deus sem prejudicar o próximo, é impossível pecar contra um ser humano sem cometer, ao mesmo tempo, um pecado contra Deus. 7. Pela culpa, fará plena restituição. Literalmente, "retornar a culpa". Neste versículo, o substantivo abstrato "culpa" é usado no lugar do objeto concreto que foi roubado ou qualquer coisa que possa ter feito se dispondo dele. Segundo a soma total (ARC). Literalmente, "com sua cabeça", ou seja, de forma completa. Quinta parte. Existe uma compensação semelhante em Levítico 6:5 e 22: 14 (ver Lv 27:11, 27, 31). 8. Parente. Esta é a palavra go'el, do verbo "resgatar", "agir como um parente". Aplica-se ao caráter redentor de Cristo (ver ]ó 19:25; SI 19:14; 78:35; 103:4; ls 41:14; 43:14; 47:4; 54:5; 59:20; 60:16). Já que os israelitas, de modo geral, tinham um parente para fazer restituição, é possível que o homem sem parentela fosse um prosélito. O que se restitui ao SENHOR [... ] será do sacerdote. Literalmente, "para Yahweh para o sacerdote". O sacerdote era o representante pessoal do Senhor e a propriedade se tornava dele (ver Lv 23:20). Carneiro expiatório. A oferta exigida (Lv 5:15; 6:6; 7:7), pertencente ao sacerdote em lugar do Senhor. 9. Oferta. A palavra "oferta" tem o significado de "aquilo que levanta", isto é, de uma quantidade maior e que se dedica a um propósito santo. O ensino judeu afirma que esta é uma referência às primícias dos frutos (Êx 23: 19). Portanto, elas também se tornavam propriedade dos sacerdotes (Nm 15:19-21 ; 31:29, 41, 52; Dt 12:6, ll). A ideia de contribuição, seja em sentido geral ou para propósito específico, aplica-se adequadamente neste contexto. A "oferta" pertencia ao sacerdote (Lv 7: 14, 32, 34). 10. Será deste. Este versículo menciona as duas fontes dos rendimentos sacerdotais: 914
27 NÚMEROS 5:19 o que se devia ao Senhor e as dádivas para os sacerdotes. Um sacerdote não poderia solicitar dádivas específicas de indivíduos. Elas dependiam do doador, estavam SL0eitas a essa advertência geral e ao princípio de que qualquer coisa que Yahweh exigisse devia vir em primeiro lugar. 13. Não houver testemunha. Neste caso, havia total suspeita por parte pelo menos do marido, mas nenhuma prova concreta. Eram necessárias duas testemunhas para garantir a condenação (Nm 35:30; Dt 17:6; 19:15). A morte era o castigo para a culpa comprovada (Lv 20:10; Dt 22:22-27). 14. Espírito. De ruah, palavra traduzida por "espírito" no AT. Aparece 377 vezes no hebraico e foi traduzida por "espírito" 206 vezes. A ideia predominante desta palavra é "poder". Quando a rainha de Sabá viu o esplendor de Salomão, "não houve mais espírito nela" (lrs 10:5, ARC). Quando Isaías fala dos cavalos do Egito como "carne e não espírito" (Is 31:3), quer dizer que os animais eram fracos comparados com Deus. Um homem que controla seu espírito é, ao mesmo tempo, forte e digno ~,. (Pv 16:32; 25:28). Nesta passagem (Nm 5:14), o termo indica um impulso ou emoção intensa. 15. Uma décima de efa. Cerca de 2,2 litros. Farinha de cevada. Um tipo de farinha mais barata, alimento rústico usado só pelos pobres (Jz 7:13; Jo 6:9, 13) e como forragem para os animais (lrs 4:28). A "flor de farinha" requerida para outras ofertas (Ez 46:14) não era permitida num caso dessa natureza, em que os motivos eram corrupção moral e desonra. Os elementos inferiores desta oferta eram um indício da vileza e grosseria do ato pecaminoso. Não deitará azeite. Esta era uma ocasião extremamente infeliz; por isso, o azeite, símbolo de alegria e felicidade, ficava de fora. O azeite e o incenso, embora incluídos na oferta de manjares das primícias, não eram permitidos na oferta pelo pecado de uma pessoa pobre (Lv 2:15; 5:11). De ciúmes. A palavra hebraica usada está no plural, uma vez que a ofensa, caso a mulher fosse culpada, era contra Deus e seu marido, ao mesmo tempo. Além disso, mais de uma pessoa tinha culpa. Memorativa. Termo empregado para lembrar aos seres humanos que Deus não ignora a iniquidade nem a esquece até ser confessada (lrs 17:18; Ez 29:16; Os 8:13; Jr 44:21 ; Sl25:7). 16. Perante o SENHOR. Ou seja, perante o tabernáculo. 17. Água santa. Era a água contida no lavatório, reservada para as abluções dos sacerdotes (Êx 30:18, 19). Alguns, porém, defendem que se refere a "água corrente" (ver Nm 19:17; Lv 14:5). Esta expressão não é usada em nenhuma outra parte da Bíblia. Não há semelhança alguma entre essa e a suposta "água benta" usada por algumas igrejas. Num vaso de barro. O tipo mais barato de vasilha, em conformidade com a qualidade inferior da farinha - e com a hediondez do pecado. O vaso provavelmente era quebrado depois da cerimônia, como no caso da oferta pelo pecado (Lv 6:28; ver 14:5, 50). Alguns comentaristas sugerem que isso apontava para a vida quebrantada da mulher, caso fosse constatada sua culpa. 18. Soltará a cabeleira dela. Tratava-se de um gesto de vergonha (ver Lv 10:6; 13:45; 21:10). E lhe porá nas mãos. Todos esses atos tendiam a minar a resistência da mulher e levá-la a confessar, caso fosse culpada. Água amarga. A expressão literal em hebraico é "águas de amargura". A água, em si, não tinha gosto amargo, mas para a pessoa culpada, ela traria resultados amargos (ver Jr 2:19; 4:18; Ez 23:48). 19. Sob o domínio de teu marido. O hebraico diz "sob teu marido", com o sentido de "sujeita a teu marido". Em Ezequiel 23:5, a tradução é "quando era minha", 915
28 5:21 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA literalmente, "quando ela estava sob meu domínio". Em Romanos 7:2, a palavra traduzida por "mulher" é um vocábulo composto que significa "sob um homem", isto é, sob seu direcionamento na posição de cabeça do lar. Serás livre. Ou seja, livre da maldição envolvida, se não fosse culpada. 21. O SENHOR te ponha por maldição. Quando proferissem uma maldição ou fi zessem um juramento, as pessoas lembrariam o nome dela nas imprecações destinadas aos ofensores dizendo: "Que o SENHOR te faça como àquela mulher". A coxa. Significando, talvez, que a mulher nunca mais daria à lu z uma criança saudável (ver v. 28). Ela se tornaria, assim, uma amarga decepção para o marido, incapaz de estabelecer descendência. 23. E [... ] as apagará. As palavras escritas seriam lavadas e transferidas, desse modo, para a água. 24. Beba. A mulher bebia a água após a oferta de manjares (v. 26), mas o ato é antecipado aqui. 26. Oferta memorativa. Como um lembrete para Yahweh impedir as águas de amargura de causar dano à mulher se ela foss e inocente. O termo, também traduzido por "memorial" (NVI), é técnico (Lv 2:2, 9, 16; 5:12; 6:15; 24:7). 27. Será por maldição. Ela seria um exemplo e advertência aos outros. 28. Livre. Ou seja, sua inocência seria declarada (ver Jr 2:35) e ela não sofreria nenhum dano. Conceberá. Compensação que implicava o favor divino e, por isso, era grandemente apreciada pelos israelitas. 31. Levará a sua iniquidade. O princípio básico de todo o procedimento era que o resultado repousava nas mãos de Deus. ~ ~ CAPÍTULO 6 1 A lei dos nazireus. 22 O formato da bênção ao povo. l Disse o SENHOR a Moisés: 2 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando alguém, seja homem seja mulher, fi zer voto especial, o voto de nazireu, a fim de consagrar-se para o SENHOR, 3 abster-se-á de vi nho e de bebida forte; não beberá vinagre de vinho, nem vinagre de bebida forte, nem tomará beberagens de uvas, nem comerá uvas frescas nem secas. 4 Todos os dias do seu nazireado não comerá de coisa alguma que se fa z da vinha, desde as sementes até às cascas. 5 Todos os dias do seu voto de nazireado não passará navalha pela cabeça; até que se cumpram os dias para os quais se consagrou ao SENHOR, santo será, deixando crescer livremente a cabeleira. 6 Todos os dias da sua consagração para o SENHOR, não se aproximará de um cadáver. 7 Por seu pai, ou por sua mãe, ou por seu irmão, ou por sua irmã, por eles se não contaminará, quando morrerem; porquanto o nazireado do seu Deus está sobre a sua cabeça. 8 Por todos os dias do seu nazireado, santo será ao SENHOR. 9 Se alguém vier a morrer junto a ele subitamente, e contaminar a cabeça do seu nazireado, rapará a cabeça no dia da sua purificação; ao sétimo dia, a rapará. 10 Ao oitavo dia, trará duas rolas ou dois pombinhos ao sacerdote, à porta da tenda da congregação; ll o sacerdote oferecerá um como oferta pelo pecado e o outro, para holocausto; e fará expiação 916
29 NÚMEROS 6:3 por ele, visto que pecou relativamente ao morto; assi m, naquele mesmo dia, consagrará a sua cabeça. 12 Então, consagrará os dias do seu nazireado ao SENHOR e, para oferta pela culpa, trará um cordeiro de um ano; os dias antecedentes serão perdidos, porquanto o seu nazireado foi contaminado. 13 Esta é a lei do nazireu: no dia em que se cumprirem os dias do seu nazireado, será trazi do à porta da tenda da congregação. 14 Ele apresentará a sua oferta ao SENHOR, um cordeiro de um ano, sem defeito, em holocausto, e uma cordeira de um ano, sem defeito, para oferta pelo pecado, e um carneiro, sem defeito, por oferta pacífica, 15 e um cesto de pães asmas, bolos de flor de farinha com azeite, amassados, e obreias asmas untadas com azeite, como também a sua oferta de manjares e as suas libações. 16 O sacerdote os trará perante o SENHOR e apresentará a sua oferta pelo pecado e o seu holocausto; 17 oferecerá o carneiro em sacrifício pacífico ao SEN HOR, com o cesto dos pães asmas; o sacerdote apresentará também a devida oferta ele manjares e a libação. 18 O nazireu, à porta da tenda da congregação, rapará a cabeleira do seu nazireado, e tomá-la-á, e a porá sobre o fogo que está debaixo do sacrifício pacífico. 19 Depois, o sacerdote tomará a espádua cozida do carneiro, e um bolo asma do cesto, e uma obreia asma e os porá nas mãos do nazireu, depois de haver es te rapado a cabeleira do seu nazireado. 20 O sacerdote os moverá em oferta movida perante o SENHOR ; isto é santo para o sacerdote, juntamente com o peito da oferta movida e com a coxa da oferta; depois disto, o nazireu pode beber vinho. 21 Esta é a lei do nazireu que fizer voto; a sua oferta ao SENHOR será segundo o seu nazireado, afora o que as suas posses lhe permitirem; segundo o voto que fizer, assim fará conforme a lei do seu nazireado. 22 Disse o SENHOH a Moisés: 23 Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel e dir-lhes-eis: 24 O SENHOH te abençoe e te guarde; 25 o SENHOR faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; 26 o SENHOR sobre ti levante o rosto e te dê a paz. 27 Assim, porão o Meu nome sobre os filhos de Israel, e Eu os abençoarei. 2. Seja homem seja mulher. Há poucos exemplos de mulheres que fizeram o voto de nazireu. Elas precisariam cumprir condições semelhantes às exigidas dos homens. Se a mulher era sujeita ao pai ou ao esposo, qualquer um deles tinha autoridade para anular o voto dela (Nm 30:3-8). O fato de a mãe de Sansão ter recebido a ordem de não beber vinho indica que talvez ela tenha feito um voto de nazireu temporário (Jz 13:4, 5). Em relação a esse primeiro uso da palavra "nazireu", deve-se notar que a grafia empregada obedece a dois motivos: é a melhor transliteração do hebraico; e protege contra uma confusão comum do te rmo como significando um habitante de Nazaré, ou um "nazareno". Fizer voto. Ver Nm 15: 3 e Lv 22:21 e 27:2. Nazireu. O radical hebraico significa "separar", "consagrar", "dedicar", num sentido religioso ou cerimonial. O substantivo nazir significa "consagração", "coroa" (em sinal de consagração), e se refere também à pessoa consagrada. A expressão mais completa, "nazireu consagrado a Deus" (Jz 13:5, 7), denota uma pessoa plenamente dedicad a ao Senhor. 3. Vinho. De uma palavra que designava o vinho d a uva, uma b ebida comum (Gn 14:18; 27:25; Jz 19:19; 2Sm 16:2; Am 5:11; 9:14, etc.). Vinagre. Produto azedo proveniente da fabricação de tipos inferiores de vinho com 917
30 6:4 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA conteúdo ácido. Era diluído em água pelo povo comum e usado como uma bebida barata. Bebida forte. Bebidas embriagantes em geral. A expressão é usada para bebidas feitas de outros ingredientes, que não as uvas. O radical hebraico significa "ficar embriagado" e é usado metaforicamente para indicar destruição (Is 49:26). O vinho e as bebidas fortes eram proibidos para sacerdotes em atividade (Lv 10:9) e para nazireus (Jz 13:4, 7, 14). Eram considerados especialmente nocivos para os príncipes e outras pessoas em posição de responsabilidade (Pv 31:4). Todos os demais foram advertidos quanto a seu consumo (Pv 20:1; 23:29-33; Hb 2:15). Beberagens de uvas. "Suco de uva" (NVI). Pode ser uma referência a qualquer bebida feita a partir de uvas frescas. 4. Sementes. As palavras traduzidas por "sementes" e "cascas" não são encontradas em nenhum outro lugar do ATe o significado delas é incerto. A ARC traz "caroços" e " cascas. " 5. Não passará navalha. O exemplo mais conhecido de cabelos compridos é o de Sansão (Jz 13:5). A proibição de passar navalha se encontra em todas as referências aos nazireus, pois os cabelos longos eram um sinal externo de dedicação a Deus (ver Lv 21:5; Jz 13:5; 16:17; 1Sm 1:11). Até que se cumpram os dias. Ver At 21:24 e 26. A cabeleira. A cabeleira era o sinal claro do nazireu consagrado (ver Jz 16: 17). 6. Não se aproximará de um cadáver. O nazireu era proibido de tocar em cadáver, de estar na mesma casa em que houvesse pessoa morta e de acompanhar o defunto à sepultura (Nm 19:11-16). Da mesma maneira, o sumo sacerdote era proibido de entrar em contato com um corpo morto (Lv 21:11). A expressão literal nesta passagem é "a alma do morto" (ver com. de Nm 5:2; Gn 35:18). Sansão não observou esta ordem nem várias outras (Jz 14:19; 15:8). 7. Por seu pai. A mesma ordem se aplicava ao sumo sacerdote (Lv 21:11), mas não aos outros sacerdotes, que o auxiliavam (Lv 21:1, 2). O nazireado. O termo se refere ao cabelo não cortado como uma coroa real. A mesma palavra é traduzida por "coroa" (Êx 29:6; 39:30; Lv 8:9; 2Sm 1:10; 2Rs 11:12; 2Cr 23:11; Sl89:39; 132:18; Pv 27:24; Zc 9:16) e por "consagração" (Lv 21:12). 9. Contaminar. A contaminação era causada pelo cadáver; não se tratava, portanto, de um ato intencional do nazireu. Até mesmo os pecados não intencionais e "ocultos" eram considerados sérios (Sl19:12; 90:8). Rapará. Uma vez que o cabelo fora contaminado, era necessário se livrar dele. Não se menciona como isso era feito. A prática tradicional entre outros povos era enterrar objetos contaminados. Sua purificação. O processo envolvia a aspersão de água que continha as cinzas de.,. ~ uma novilha vermelha (Nm 19). 10. Duas rolas. Ou dois pombinhos. Os que eram contaminados por impureza ofereciam as mesmas ofertas baratas em substituição às mais caras (Lv 5:7; 12:8; 15:14, 29). Quem.não era nazireu e se contaminava por entrar em contato com cadáver não precisava apresentar uma oferta (Nm 19:19). 11. Oferta pelo pecado. O propósito deste sacrifício era eliminar a contaminação. Era oferecido na consagração dos sacerdotes (Êx 29:1, 14; Lv 8:2, 14), dos levitas (Nm 8:8, 12), em casos de contaminação cerimonial (Lv 12:6, 8; 14:19; 15:15) e para a consagração de objetos (Êx 29:36; Lv 8:14). Holocausto. A consagração era declarada de novo por meio desse sacrifício. Pecou. Isto é, contraiu um estado de impureza legal e assim pecou contra Deus, pois não tomou as precauções adequadas para não entrar em contato com um cadáver. Isso pode ser comparado com a ênfase de Cristo à importância da pureza do coração (Me 7:18-23). 918
31 NÚMEROS 6:26 Consagrará a sua cabeça. A pessoa voltava a ter status de n azireu, reiterava seus votos após rapar a cabeça e reconsagrar seu cabelo. 12. Consagrará. Após voltar a ficar limpo, o nazireu precisava recomeçar todo o período de seu voto de nazireu. Um cordeiro. O hebraico diz: "Ele apresentará um cordeiro macho, o filho de um ano, para oferta pela culpa." A apresentação desta oferta significava o reconhecimento da culpa (ver Lv 5:15). Serão perdidos. Os dias do voto de nazireu já cumpridos eram cancelados por causa da contaminação. 13. Os dias de seu nazireado. Este período devia ser variável. No entanto, os exemplos bíblicos de nazireus se referem a votos para a vida inteira: Sansão (Jz 13:5), Samuel (lsm l:ii) e João Batista (Lc 1:15). 14. Apresentará a sua oferta. Ao completar o período do voto, a pessoa voltava à forma habitual de vida, daí a necessidade de uma oferta pelo pecado. Essa oferta normalmente era apresentada antes do holocausto. A oferta pelo pecado se destinava a qualquer omissão de que o indivíduo fosse culpado durante os dias do voto. Oferta pacífica. A palavra hebraica empregada tem origem duvidosa e pode estar relacionada com a palavra "paz" ou com o significado de "fazer restituição". Tratava-se de uma oferta para ocasiões felizes, uma oferta de gratidão, em que o adorador comia parte do sacrifício. 15. Oferta de manjares. Ou seja, a oferta de cereais de flor de farinha e as libações, usadas com o holocausto e a oferta pacífica do v. 14. A oferta pelo pecado não exigia oferta de manjares, nem libação. 16. Apresentará. O sacerdote levaria as ofertas ao altar. 18. À porta. A navalha era usada ao lado da oferta pacífica sacrificada (ver Lv 3:2) e o cabelo era jogado no fogo do sacrifício sobre o altar que ficava em frente à porta do tabernáculo (Êx 40:6). O cabelo havia sido dedicado ao Senhor. Portanto, era destruído para evitar qualquer perigo de contaminação. 19. Espádua cozida. A espádua (o ombro) do carneiro já estava preparada, em prontidão para ser utilizada. Nas mãos. O hebraico diz: "sobre as palmas das mãos viradas para cima" do nazireu (ver Êx 29:24; Lv 8:27). 20. O sacerdote os moverá. O sacerdote m ovia e recebia para si uma porção maior da oferta do nazireu do que de qualquer outra oferta, pois a "espádua cozida" era um acréscimo à coxa direita, que já lhe era devida (Lv 7:30-33). Santo para o sacerdote. Alusão à espádua cozida, a porção extra mencionada no v. 19. Presume-se que o nazireu comia da carne do sacrifício após ser dispensado pelo sacerdote. Pode beber vinho. Uma permissão referente ao futuro; a pessoa se encontrava livre para viver como as outras. A palavra usada para "vinh o" é a mesma do v Afora. N ão havia leis proibindo o nazireu de apresentar outros holocaustos e ofertas pacíficas, se suas posses permitissem; mas só se admitia uma oferta pelo pecado. 23. Dir-lhe-eis. A palavra sugere que a bênção era pronunciada na presença de toda ~ ~ a congregação (ver Lv 9:22; Dt 21:5). 24. O SENHOR te abençoe e te guarde. Bênção dupla de vida longa e felicidade, uma proteção contra perda e pecado. 25. Resplandecer o rosto. A palavra significa "iluminar", "envolver em glória" (ver lsm 14:29; Ed 9:8; Pv 4:18; Is 60:19). Tenha misericórdia. Sugere todo tipo de graça e terna consideração. O atributo divino mais precioso à humanidade pecadora é a graça do Senhor. 26. Levante o rosto. Compare com o Salmo 4:6. Quando o rosto de Yahweh fica 919
32 6:27 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA oculto, o desespero se apodera do crente (Dt 31:17, 18; Jó 13:24). Quando Seu rosto se volta contra a pessoa, morte e destruição recaem sobre ela (Lv 17:10; SI 30:7; 34:16; 44:24, 25; 104:29). Paz. Compare com Isaías 26:3. A palavra hebraica significa "unidade", "completude" e "perfeição". 27. Porão o Meu nome. Deus revelou pessoalmente Seu nome (Êx 3:13-15; 6:3), que tem uma santidade inexprimível (Êx 20:7; 33:19; 34:6, 7). A palavra hebraica "nome" tem significados extremamente úteis: "pelo nome" ou "memorial" (Is 55: 13). Outros textos mostram a relação entre o nome de Deus e o lugar de culto (Êx 20:24; Jr 7:10); também Seu caráter revelado (Am 9:6). A lição fundamental da expressão "porão o Meu nome sobre os filhos de Israel" se encontra no fato de que eles eram a posse particular de Deus (ver com. de Êx 19:5) e estavam associados a Ele de forma íntima (ver Dt 28:10; ]r 14:9). COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE 2 - AA, T6, CBV, CBV, 404 CAPÍTULO 7 1 A oferta dos príncipes na dedicação do tabernáculo. 1 O As várias ofertas na dedicação do altar. 89 Deus fala a Moisés de cima do propiciatório. l No dia em que Moisés acabou de levantar o tabernáculo, e o ungiu, e o consagrou e todos os seus utensílios, bem como o altar e todos os seus pertences, 2 os príncipes de Israel, os cabeças da casa de seus pais, os que foram príncipes das tribos, que haviam presidido o censo, ofereceram 3 e trouxeram a sua oferta perante o SENHOR: seis carros cobertos e doze bois; cada dois príncipes ofereceram um carro, e cada um deles, um boi; e os apresentaram diante do tabernáculo. 4 Disse o S ENHOR a Moisés: 5 Recebe-os deles, e serão destinados ao serviço da tenda da congregação; e os darás aos levitas, a cada um segundo o seu serviço. 6 Moisés recebeu os carros e os bois e os deu aos levitas. 7 Dois carros e quatro bois deu aos filhos de Gérson, segundo o seu serviço; 8 quatro carros e oito bois deu aos filhos de Merari, segundo o seu serviço, sob a direção de Itamar, filho de Arão, o sacerdote. 9 Mas aos filhos de Coate nada deu, porquanto a seu cargo estava o santuário, que deviam levar aos ombros. lo Ofereceram os príncipes para a consagração do altar, no dia em que foi ungido; sim, apresentaram a sua oferta perante o altar. ll Disse o SENHOR a Moisés: Cada príncipe apresentará, no seu dia, a sua oferta para a consagração do altar. 12 O que, pois, no primeiro dia, apresentou a sua oferta foi Naassom, filho de Aminadabe, pela tribo de Judá. -<1 ~ l3 A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata, de setenta sidos, segundo o sido do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de manjares; 920
33 NÚMEROS 6:27 14 um recipiente de dez siclos de ouro, cheio de incenso; 15 um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto; 16 um bode, para oferta pelo pecado; 17 e, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; foi esta a oferta de Naassom, filho de Aminadabe. 18 No segundo dia, fez a sua oferta Natanael, filho de Zuar, príncipe de Issacar. 19 Como sua oferta apresentou um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata, de setenta sidos, segundo o sido do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de manjares; 20 um recipiente de dez siclos de ouro, cheio de incenso; 21 um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto; 22 um bode, para oferta pelo pecado; 23 e, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; foi esta a oferta de Natanael, filho de Zuar. 24 No terceiro dia, chegou o príncipe dos filhos de Zebulom, Eliabe, filho de Helom. 25 A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta sidos, uma bacia de prata, de setenta sidos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de manjares; 26 um recipiente de dez siclos de ouro, cheio de incenso; 27 um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto; 28 um bode, para oferta pelo pecado; 29 e, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; foi esta a oferta de Eliabe, filho de Helom. 30 No quarto dia, chegou o príncipe dos filhos de Rúben, Elizur, filho de Sedeur. 31 A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata, de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de manjares; 32 um recipiente de dez siclos de ouro, cheio de incenso; 33 um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto; 34 um bode, para oferta pelo pecado; 35 e, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; foi esta a oferta de Elizur, filho de Sedeur. 36 No quinto dia, chegou o príncipe dos filhos de Simeão, Selumiel, filho de Zurisadai. 37 A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata, de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de manjares; 38 um recipiente de dez siclos de ouro, cheio de incenso; 39 um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto; 40 um bode, para oferta pelo pecado; 41 e, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; foi esta a oferta de Selumiel, filho de Zurisadai. 42 No sexto dia, chegou o príncipe dos filhos de Gade, Eliasafe, filho de Deuel. 43 A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata, de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de manjares; 44 um recipiente de dez siclos de ouro, cheio de incenso; 45 um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto; 46 um bode, para oferta pelo pecado; 47 e, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; foi esta a oferta de Eliasafe, filho de Deuel. 48 No sétimo dia, chegou o príncipe dos filhos de Efraim, Elisa ma, filho de Amiúde. 49 A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta siclos, uma bacia de prata, de setenta siclos, segundo o siclo do santuário; ambos -<1 ~ cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de manjares; 921
34 7:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 50 um recipiente de dez sidos de ouro, cheio de incenso; 51 um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto; 52 um bode, para oferta pelo pecado; 53 e, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; foi esta a oferta de Elisama, filho de Amiúde. 54 No oitavo dia, chegou o príncipe dos filhos de Manassés, Gamaliel, filho de Pedazur. 55 A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta sidos, uma bacia de prata, de setenta sidos, segundo o sido do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de manjares; 56 um recipiente de dez sidos de ouro, cheio de incenso; 57 um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto; 58 um bode, para oferta pelo pecado; 59 e, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; foi esta a oferta de Gamaliel, filho de Pedazur. 60 No dia nono, chegou o príncipe dos filhos de Benjamim, Abidã, filho de Gideoni. 61 A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta sidos, uma bacia de prata, de setenta sidos, segundo o sido do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de manjares; 62 um recipiente de dez sidos de ouro, cheio de incenso; 63 um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto; 64 um bode, para oferta pelo pecado; 65 e, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; foi esta a oferta de Abidã, filho de Gideoni. 66 No décimo dia, chegou o príncipe dos filhos de Dã, Aiezer, filho de Amisadai. 67 A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta sidos, urna bacia de prata, de setenta sidos, segundo o sido do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de manjares; 68 um recipiente de dez sidos de ouro, cheio de incenso; 69 um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto; 70 um bode, para oferta pelo pecado; 71 e, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; foi esta a oferta de Aiezer, filho de Arnisadai. 72 No dia undécimo, chegou o príncipe dos filhos de Aser, Pagiel, filho de Ocrã. 73 A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta sidos, uma bacia de prata, de setenta sidos, segundo o sido do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de manjares; 74 um recipiente de dez sidos de ouro, cheio de incenso; 75 um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto; 76 um bode, para oferta pelo pecado; 77 e, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; foi esta a oferta de Pagiel, filho de Ocrã. 78 No duodécimo dia, chegou o príncipe dos filhos de Naftali, Aira, filho de Enã. 79 A sua oferta foi um prato de prata, do peso de cento e trinta sidos, urna bacia de prata, de setenta sidos, segundo o sido do santuário; ambos cheios de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta de manjares; 80 um recipiente de dez sidos de ouro, cheio de incenso; 81 um novilho, um carneiro, um cordeiro de um ano, para holocausto; 82 um bode, para oferta pelo pecado; 83 e, para sacrifício pacífico, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes, cinco cordeiros de um ano; foi esta a oferta de Aira, filho de Enã. 84 Esta é a dádiva feita pelos príncipes de Israel para a consagração do altar, no dia em que foi ungido: doze pratos de prata, doze bacias de prata, doze recipientes de ouro; 85 cada prato de prata, de cento e trinta sielos, e cada bacia, de setenta; toda a prata dos 922
35 NÚMEROS 7:48 utensílios foi de dois mil e quatrocentos siclos, segundo o siclo do santuário; 86 doze recipientes de ouro cheios de incenso, cada um de dez siclos, segundo o siclo ~ ~~- do santuário; todo o ouro dos recipientes foi de cento e vinte siclos; 87 todos os animais para o holocausto foram doze novilhos; carneiros, doze; doze cordeiros de um ano, com a sua oferta de manjares; e doze bodes para oferta pelo pecado. 88 E todos os animais para o sacrifício pacífico foram vinte e quatro novilhos; os carneiros, sessenta; os bodes, sessenta; os cordeiros de um ano, sessenta; esta é a dádiva para a consagração do altar, depois que foi ungido. 89 Quando entrava Moisés na tenda da congregação para falar com o SENHOR, então, ouvia a voz que lhe falava de cima do propiciatório, que está sobre a arca do Testemunho entre os dois querubins; assim lhe falava. I. No dia. De acordo com Êxodo 40:17 e 18, esse teria sido o primeiro dia do primeiro mês do segundo ano de peregrinação. Trata-se do dia da conclusão do tabernáculo e da unção do altar (v. I, 10, 84, 88). A narrativa retoma para o primeiro dia do segundo ano, o mês anterior à contagem dos exércitos. Acabou de levantar. Moisés supervisionou pessoalmente a construção do tabernáculo (Êx 40:18). E o ungiu. Ver Êx 40:9 e Lv 8:10 e li. 2. Os príncipes de Israel. Isto equivale a "príncipes das tribos" e a "príncipes do povo" (Nm l:l6; 4:34). 3. Carros cobertos. Necessários para as partes pesadas do tabernáculo e cobertos a fim de fornecer proteção adequada em relação a intempéries. 5. Recebe-os deles. Os carros e os bois eram uma oferta voluntária (v. 3), que deve ter sido recebida com gratidão pelos levitas, para o trabalho de transporte. Parece que Moisés só aceitou a dádiva quando recebeu autorização específica do Senhor para fazê-lo (v. 4, 5). 7. Segundo o seu serviço. Os gersonitas transportavam menos que os meraritas (v. 7, 8; ver Nm 4:24-26, 31-33). 9. Filhos de Coate. Os coatitas não receberam carros, pois não eram responsáveis pelo exterior do tabernáculo. Sob seu encargo estavam a arca, a mesa dos pães da proposição, etc. Essas coisas eram carregadas em varas, sobre os ombros (Nm 4:15). 10. Ofereceram [... ] para a consagração. Ou seja, apresentaram para o serviço santo antes de serem levados ao altar. A oferta de objetos (v , etc.) para o serviço do altar era, num sentido especial, uma nova dedicação do próprio altar. Em relação à consagração do altar, ver Êxodo 29:37 e Levítico 8:10, Tribo de Judá. Naassom, representando sua tribo, deu uma contribuição no primeiro dia. Ele fora nomeado para ajudar Moisés no censo e para ser líder de Judá (Nm 1:7; 2:3). 13. Prato. Mesmo termo de Êxodo 25:29 e 37: 16. Bacia. Também ocorre em Êxodo 27:3 e em outras passagens. 14. Um recipiente. Esta palavra hebraica corresponde à normalmente usada para designar a palma da mão. Trata-se de referência a uma vasilha semelhante a um prato. 18. Príncipe de Issacar. A oferta de Natanael e dos outros príncipes da mesma categoria de Naassom é descrita em termos semelhantes. 48. Sétimo dia. Pode ou não ter sido um sábado. As palavras se referem, em primeira instância, ao sétimo dia da consagração do altar. Pelo menos um dos dias das ofertas de dedicação deve ter caído no sábado, se é que foram consecutivos - como parece ter sido o caso. 923
36 7:84 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 84. Foi ungido. A consagração das ofertas dos príncipes foi realizada por um período de 12 dias. 89. Ouvia a voz. O Senhor falou com Moisés de forma audível, assim como fizera com Adão e Eva no jardim (Gn 3:9) e com Abraão à porta de sua tenda (Gn 17:1). Nesta ocasião, só Moisés recebeu permissão para entrar no tabernáculo a fim de ouvir a mensagem de Deus (ver Êx 25:22; 40:33, 34; Lv 16:2). COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE 9- PP, 705 CAPÍTULO 8 1 Como as lâmpadas deveriam ser acesas. 5 A consagração dos levitas. 23 A idade e o tempo de serviço. I Disse o SENHOR a Moisés: 2 Fala a Arão e dize-lhe: Quando colocares as lâmpadas, seja de tal maneira que venham as sete a alumiar defronte do candelabro. 3 E Arão fez assim; colocou as lâmpadas para que alumiassem defronte do candelabro, como o SENHOR ordenara a Moisés. 4 O candelabro era feito de ouro batido desde o seu pedestal até às suas flores; segundo o modelo que o SENHOR mostrara a Moisés, assim ele fez o candelabro. 5 Disse mais o SENHOR a Moisés: 6 Toma os levitas do meio dos filhos de Israel e purifica-os; 7 assim lhes farás, para os purificar: asperge sobre eles a água da expiação; e sobre todo o seu corpo farão passar a navalha, lavarão as suas vestes e se purificarão; 8 e tomarão um novilho, com a sua oferta de manjares de flor de farinha, amassada com azeite; tu, porém, tomarás outro novilho para oferta pelo pecado. 9 Farás chegar os levitas perante a tenda da congregação; e ajuntarás toda a congregação dos filhos de Israel. 10 Quando, pois, fizerem chegar os levitas perante o SENHOR, os filhos de Israel porão as mãos sobre eles. 11 Arão apresentará os levitas como oferta movida perante o SENHOR, da parte dos filhos de Israel; e serão para o serviço do SENHOR. 12 Os levitas porão as mãos sobre a cabeça dos novilhos; e tu sacrificarás um para oferta pelo pecado e o outro para holocausto ao SENHOR, para fazer expiação pelos levitas. 13 Porás os levitas perante Arão e perante os seus filhos e os apresentarás por oferta movi da ao SENHOR. 14 E separarás os levitas do meio dos filhos de Israel; os levitas serão Meus. 15 Depois disso, entrarão os levitas para fazerem o serviço da tenda da congregação; e tu os purificarás e, por oferta movida, os apresentarás, 16 porquanto eles dentre os filhos de Israel Me são dados; em lugar de todo aquele que abre a madre, do primogênito de cada um dos filhos de Israel, para Mim os tomei. 17 Porque Meu é todo primogênito entre os filhos de Israel, tanto de homens como de animais; no dia em que, na terra do Egito, feri todo primogênito, os consagrei para Mim. 18 Tomei os levitas em lugar de todo primogênito entre os filhos de Israel. 19 E os levitas, dados a Arão e a seus filhos, dentre os filhos de Israel, entreguei-os para fazerem o serviço dos filhos de Israel na tenda da 924
37 NÚMEROS 8: 19 congregação e para fazerem expiação por eles, para que não haja praga entre o povo de Israel, chegando-se os filhos de Israel ao santuário. 20 E assim fez Moisés, e Arão, e toda a congregação dos filhos de Israel com os levitas; segundo tudo o que o SENHOR ordenara a Moisés acerca dos levitas, assim lhes fizeram os filhos de Israel. 21 Os levitas se purificaram e lavaram as suas vestes, e Arão os apresentou por oferta movida perante o SENHOR e fez expiação por eles, para purificá-los. 22 Depois disso, chegaram os levitas, para fazerem o seu serviço na tenda da congregação, perante Arão e seus filhos; como o SENHOR ordenara a Moisés acerca dos levitas, assim lhes fizeram. 23 Disse mais o SENHOR a Moisés: 24 Isto é o que toca aos levitas: da idade de vinte e cinco anos para cima entrarão, para fazerem o seu serviço na tenda da congregação; 25 mas desde a idade de cinquenta anos desobrigar-se-ão do serviço e nunca mais servirão; 26 porém ajudarão aos seus irmãos na tenda da congregação, no tocante ao cargo deles; n ão ~ ~ terão mais serviço. Assim farás com os levitas quanto aos seus deveres. 2. Colocares as lâmpadas. Literalmente, "montares as lâmpadas". Do candelabro. Juntas, as sete lâmpadas do candelabro iluminavam o santuário. 3. E Arão fez assim. Ver Êx 27:21; 30:8; Lv 24:2, 3; 2Cr 13: Ouro batido. Provavelmente algo idêntico à obra de martelo, com relevos, trabalho comum por todo o Oriente desde tempos bem antigos (ver Êx 25:18, 31, 36; 37:7, 17-22). Estas palavras são formadas de um termo hebraico traduzido por "de obra batida" (Nm 10:2). 6. Purifica-os. Este ritual deveria ser realizado para os levitas antes de começarem a desempenhar seus solenes deveres. 7. Água da expiação. Literalmente, "água da transgressão", isto é, a água que lava a transgressão e assim a retira. Esta expressão não é encontrada em nenhuma outra parte da Bíblia. Não se sabe o que era acrescentado à água. Pode-se compará-la com "água amarga" ou "água purificadora" (ver com. de Nm 19:9, 18-19) e com a água para purificar o leproso (Lv 14:4-7). Passar a navalha. Literalmente, "fazer uma n avalha passar por cima". Essa situação pode se comparar com a experiência do nazireu (Nm 6:9), do leproso (Lv 14:8) e da mulher cativa (Dt 21:12). 10. Porão as mãos. Este era um ato simbólico. Alguns comentaristas pensam que fosse realizado pelos príncipes, para transferir aos levitas as obrigações da congregação relacionadas com os serviços do tabernáculo. Os levitas foram entregues a D eus em lugar dos primogênitos; e, como toda a família era santificada mediante o primogênito, assim também toda a congregação se beneficiava. 11. Apresentará os levitas como oferta. Esta ordem é repetida três vezes (v. 11, 13, 15). Os levitas eram uma oferta viva para o serviço (ver Rm 12:1). 16. Os filhos de Israel Me são dados. Ver com. de Nm 13:9. Em lugar [... ] do primogênito. Que pertencia a Deus (v ; ver Nm 3:12, 13). 19. Fazerem expiação. Literalmente, "fazer uma cobertura", o mesmo radical de que se origina a palavra traduzida por "propiciatório". Ao realizar esses serviços, os levitas faziam expiação pelos fi lhos de Israel. Praga. Em geral, uma retribuição da desobediê ncia (Êx 12: 13; 30: 12; Js 22: 17). Os levitas se posicionavam entre Deus e a congregação, fornecendo uma "cobertura" (expiação) para o povo. 925
38 8:21 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 21. Os levitas se purificaram. Literalmente, "tiraram o pecado", uma referência ao preparo pessoal necessário, não à aspersão cerimonial (v. 7). 24. Vinte e cinco. O levita com idade entre 25 e 50 anos deveria aceitar as responsabilidades dos serviços do tabernáculo, ficando livre desses deveres aos 50. Então lhe restava o privilégio de realizar serviços menores no santuário em caráter voluntário, como uma distinção honorária. Não era aposentado arbitrariamente contra a própria vontade. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE 16- PP, 277 CAPÍTULO 9 1 Nova ordenação da Páscoa. 6 Permissão de uma segunda Páscoa para os que estivessem imundos ou ausentes. 15 A nuvem guia os deslocamentos e as paradas dos israelitas. Falou o SENHOR a Moisés no deserto do Sinai, no ano segundo da sua saída da terra do Egito, no mês primeiro, di zendo: 2 Celebrem os filhos de Israel a Páscoa a seu tempo. 3 No dia catorze deste mês, ao crepúsculo da ~ ~ t a rd e, a seu tempo a celebrareis; segundo todos os seus estatutos e segundo todos os seus ritos, a celebrareis. 4 Disse, pois, Moisés aos filhos de Israel que celebrassem a Páscoa. 5 Então, celebraram a Páscoa no dia catorze do mês primeiro, ao crepúsculo da tarde, no deserto do Sinai; segundo tudo o que o SENHOR ordenara a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel. 6 Houve alguns que se acharam imundos por terem tocado o cadáver de um homem, de maneira que não puderam celebrar a Páscoa naquele dia; por isso, chegando-se perante Moisés e Arão, 7 disseram-lhes: Estamos imundos por termos tocado o cadáver de um homem; por que havemos de ser privados de apresentar a oferta do SENHOR, a seu tempo, no meio dos filhos de Israel? 8 Respondeu-lhes Moisés: Esperai, e ouvirei o que o SENHOR vos ordenará. 9 Então, disse o SENHOR a Moisés: lo Fala aos filhos de Israel, dizendo: Quando alguém entre vós ou entre as vossas gerações achar-se imundo por causa de um morto ou se achar em jornada longe de vós, contudo, ainda celebrará a Páscoa ao SENHOR. ll No mês segundo, no dia catorze, no crepúsculo da tarde, a celebrarão; com pães asmas e ervas amargas a comerão. 12 Dela nada deixa rão até à manhã e dela não quebrarão osso algum; e segundo todo o estatuto da Páscoa, a celebrarão. 13 Porém, se um homem achar-se limpo, e não estiver de caminho, e deixar de celebrar a Páscoa, essa alma será eliminada do seu povo, porquanto não apresentou a oferta do SENHOR, a seu tempo; tal homem levará sobre si o seu pecado. 14 Se um estrangeiro habitar entre vós e também celebrar a Páscoa ao SENHOR, segundo o estatuto da Páscoa e segundo o seu rito, assi m a celebrará; um só estatuto haverá para vós outros, tanto para o estrangeiro como para o natural da terra. 15 No dia em que foi erigido o tabernáculo, a nuvem o cobriu, a saber, a tenda do Testemunho; e, à tarde, estava sobre o tabernác ulo uma aparência de fogo até à manhã. 926
39 NÚMEROS 9:15 16 Assim era de contínuo: a nuvem o cobria, e, de noite, havia aparência de fogo. 17 Quando a nuvem se erguia de sobre a tenda, os filhos de Israel se punham em marcha; e, no lugar onde a nuvem parava, aí os filhos de Israel se acampavam. 18 Segundo o mandado do SENHOR, os filhos de Israel partiam e, segundo o mandado do SENHOR, se acampavam; por todo o tempo em que a nuvem pairava sobre o tabernáculo, permaneciam acampados. 19 Quando a nuvem se detinha muitos dias sobre o tabernáculo, então, os filhos de Israel cumpriam a ordem do SENHOR e não partiam. 20 Às vezes, a nuvem ficava poucos dias sobre o tabernáculo; então, segundo o mandado do SENHOR, permaneciam e, segundo a ordem do SENHOR, partiam. 21 Às vezes, a nuvem ficava desde a tarde até à manhã; quando, pela manhã, a nuvem se erguia, punham-se em marcha; quer de dia, quer de noite, erguendo-se a nuvem, partiam. 22 Se a nuvem se detinha sobre o tabernáculo por dois dias, ou um mês, ou por mais tempo, enquanto pairava sobre ele, os filhos de Israel permaneciam acampados e não se punham em marcha; mas, erguendo-se ela, partiam. 23 Segundo o mandado do SENHOR, se acampavam e, segundo o mandado do SENHOR, se punham em marcha; cumpriam o seu dever para com o SENHOR, segundo a ordem do SENHOR por intermédio de Moisés. 1. Ano segundo. O segundo é incluído na contagem. O primeiro foi o ano em que ocorreu o êxodo (ver p. 160, 166). Mês primeiro. O dia exato não é mencionado, mas tratava-se do mês no qual o tabernáculo foi levantado, o mês anterior à realização do censo. 2. Páscoa. A primeira, é claro, foi celebrada após a entrega da lei. O problema da impureza cerimonial que esses comentários introduzem parece ser novo (v. 6-8). 3. Ao crepúsculo da tarde. Literalmente, "entre os entardeceres". É difícil determinar o significado preciso desta expressão ~ ~ (ver com. de Êx 12:6). Ela também é encontrada em Êxodo 16:12; 29:39, 41; 30:8 e em Números 28:4. Ritos. Ver Êx 12:3-28, 42-49;!Co 5:7; Cll:l4; e Ef 1:7. 6. Tocado o cadáver. Por isso ficaram imundos (Nm 19:11). Assim como em Números 5:2 e 6:11, a palavra traduzida por " ca d' aver "é nejes,.r. h, " a I ma ". Não puderam celebrar. O imundo que participasse de uma festa com sacrifícios deveria ser "eliminado" do povo (Lv 7:20; sobre "ser eliminado", ver Êx 12:15). 8. Ouvirei. Moisés não oferecia soluções sem buscar a orientação divina (Nm 15:34; 27:5; Lv 24:12). 10. Gerações. Tratava-se de uma provisão para gerações futuras. 11. Dia catorze. Um mês era destinado aos preparativos para a celebração da Páscoa. 12. Não quebrarão osso algum. Ver Êx 12:46; Sl34:20; e Jo 19: Eliminada. Ver com. de Gn 17:14 e Êx 12: Estrangeiro. Literalmente, "peregrino", alguém que passara a habitar entre os hebreus. A pessoa completamente estranha, o estrangeiro (de uma palavra hebraica diferente), não obteria permissão para comer da Páscoa (Êx 12:45, 48). 15. Tenda do Testemunho. A expressão hebraica assim traduzida aparece só aqui e em Números 17:7 e 8; 18:2; e em 2 Crônicas 24:6. A NVI traz "a tenda que guarda as tábuas da aliança". Testemunho. Isto é, as duas tábuas de pedra escritas pelo dedo de Deus e colocadas dentro da arca. A lei moral, o decálogo, era a pedra fundamental sobre a qual o judaísmo se fundamentava. A nuvem cobria 927
40 9:18 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA a parte do santuário que continha a arca, na qual ficava guardada a santa lei, os dez mandamentos. Aparência de fogo. Em Gênesis 15: 17, Deus é representado numa imagem semelhante. 18. Mandado do SENHOR. Literalmente, "da boca de Yahweh". Não se sabe se a ordem era proferida em voz alta. Em todo caso, o afastamento da nuvem anunciava o momento de levantar o acampamento. 22. Ou por mais tempo. A palavra traduzida por "tempo" quer dizer, literalmente, "dias". Trata-se de um substantivo plural que sugere um período indefinido. Essa palavra hebraica é traduzida do mesmo modo em Gênesis 4:3 e 40:4. Em Levítico 25:29, a expressão "dentro de um ano" provém da mesma palavra, "dias". A realidade da dependência da igreja da direção pessoal de Deus é impressionante. O Senhor escolheu a rota, os lugares de descanso e o tempo de permanência em cada um deles. O sinal visível de sua presença no deserto deve ter proporcionado grande ânimo, pois fornecia um forte incentivo à fé (ver sobre a nuvem, em Êx 13:21; 14:19, 20, 24; Lv 16:2; Ne 9:19). COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE 12 - OTN, 771 CAPÍTULO 10 1 O uso das trombetas de prata. 11 Os israelitas vão do Sinai até Parã. 14 A ordem de marcha. 29 Moisés roga a Hobabe que não os deixe. 33 A bênção de Moisés no transporte e repouso da arca. l Disse mais o SENHOR a Moisés: 2 Faze duas trombetas de prata; de obra batida as farás; servir-te-ão para convocares a congregação e para a partida dos arraiais. 3 Quando tocarem, toda a congregação se ajuntará a ti à porta da tenda da congregação. 4 Mas, quando tocar uma só, a ti se ajuntarão os príncipes, os cabeças dos milhares de Israel. 5 Quando as tocardes a rebate, partirão os arraiais que se acham acampados do lado oriental. ~,.. 6 Mas, quando a segunda vez as tocardes a rebate, então, partirão os arraiais que se acham acampados do lado sul; a rebate, as tocarão para as suas partidas. 7 Mas, se se houver de ajuntar a congregação, tocá-las-eis, porém não a rebate. 8 Os filhos de Arão, sacerdotes, tocarão as trombetas; e a vós outros será isto por estatuto perpétuo nas vossas gerações. 9 Quando, na vossa terra, sairdes a pelejar contra os opressores que vos apertam, também tocareis as trombetas a rebate, e perante o SENHOR, vosso Deus, haverá lembrança de vós, e sereis salvos de vossos inimigos. lo Da mesma sorte, no dia da vossa alegria, e nas vossas solenidades, e nos princípios dos vossos meses, também tocareis as vossas trombetas sobre os vossos holocaustos e sobre os vossos sacrifícios pacíficos, e vos serão por lembrança perante vosso Deus. Eu sou o SENHOR, vosso Deus. 11 Aconteceu, no ano segundo, no segundo mês, aos vinte do mês, que a nuvem se ergueu de sobre o tabernáculo da congregação. 12 Os filhos de Israel puseram-se em marcha 928
41 NÚMEROS 10:8 do deserto do Sinai, jornada após jornada; e a nuvem repousou no deserto de Parã. 13 Assim, pela primeira vez, se puseram em marcha, segundo o mandado do SENHOR, por Moisés. 14 Primeiramente, partiu o estandarte do arraial dos filhos de Judá, segundo as suas turmas; e, sobre o seu exército, estava Naassom, filho de Aminadabe; 15 sobre o exército da tribo dos filhos de Issacar, Natanael, filho de Zuar; 16 e, sobre o exército da tribo dos filhos de Zebulom, Eliabe, filho de Helom. 17 Então, desarmaram o tabernáculo, e os filhos de Gérson e os filhos de Merari partiram, levando o tabernáculo. 18 Depois, partiu o estandarte do arraial de Rúben, segundo as suas turmas; e, sobre o seu exército, estava Elizur, filho de Sedeur; 19 sobre o exército da tribo dos filhos de Simeão, Selumiel, filho de Zurisadai; 20 e, sobre o exército da tribo dos filhos de Gade, Eliasafe, filho de Deuel. 21 Então, partiram os coatitas, levando as coisas santas; e erigia-se o tabernáculo até que estes chegassem. 22 Depois, partiu o estandarte do arraial dos filhos de Efraim, segundo as suas turmas; e, sobre o seu exército, estava Elisama, filho de Amiúde; 23 sobre o exército ela tribo elos filhos ele Manassés, Gamaliel, filho ele Peclazur; 24 e, sobre o exército ela tribo elos filhos ele Benjamim, Abiclã, filho ele Gicleoni. 25 Então, partiu o estandarte elo arraial elos filhos de Dã, formando a retaguarda ele todos os arraiais, segundo as suas turmas; e, sobre o seu exército, estava Aiezer, filho de Amisadai; 26 sobre o exército ela tribo dos filhos ele Aser, Pagiel, filho ele Ocrã; 27 e, sobre o exército ela tribo dos filhos ele Naftali, Aira, filho ele Enã. 28 Nesta ordem, puseram-se em marcha os filhos ele Israel, segundo os seus exércitos. 29 Disse Moisés a Hobabe, filho ele Reuel, o miclianita, sogro ele Moisés: Estamos ele viagem para o lugar ele que o SENHOR disse: Dar-vo-lo-ei; vem conosco, e te faremos bem, porque o SENHOR prometeu boas coisas a Israel. 30 Porém ele respondeu: Não irei; antes, irei à minha terra e à minha parentela. 31 Tornou-lhe Moisés: Ora, não nos deixes, porque tu sabes que devemos acampar-nos no deserto; e nos servirás de guia. 32 Se vieres conosco, far-te-emas o mesmo bem que o SENHOR a nós nos fizer. 33 Partiram, pois, elo monte elo SENHOR caminho ele três dias; a arca ela Aliança elo SENHOR ia adiante deles caminho ele três dias, para lhes deparar lugar ele descanso. 34 A nuvem do SENHOR pairava sobre eles de dia, quando partiam do arraial. 35 Partindo a arca, Moisés dizia: Levanta-te, SENHOR, e dissipados sejam os Teus inimigos, e fujam diante de Ti os que Te odeiam. 36 E, quando pousava, dizia: Volta, ó SENHOR, para os milhares de milhares de Israel..,. ~ 2. Trombetas de prata. Há três palavras hebraicas do AT traduzidas por "trombeta". Uma é o chifre ele carneiro usado no Sinai (Êx 19:13, NTLH; a ARA traz "buzina" e a NVI, "corneta") e em Jericó (Js 6:5). Havia a trombeta usada nas convocações seculares; e também a chamada de "clarim" por alguns escritores. Era um tubo reto e delgado com uma abertura bojuda. 3. Quando tocarem. O som das duas trombetas era uma convocação de todo o arraial. Joel 2:15 fala de um importante toque das trombetas. 5. Tocardes a rebate. A palavra para "rebate" é traduzida por "alarido" em Jeremias 20:16 e Amós 1: Sacerdotes. As trombetas se destinavam a práticas religiosas e soavam em harmonia com os expressos desejos de Deus. Portanto, era natural colocar esses instrumentos sob a c ustódia dos sacerdotes e permitir que somente eles os tocassem. 929
42 10:9 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 9. Na vossa terra. Uma referência à terra de Canaã, quando as peregrinações houvessem cessado e o uso prático das trombetas chegasse ao fim. 10. Dia da vossa alegria. Qualquer ocasião de ações de graças para toda a nação (ver 2Cr 5:12, 13; 7:6; 29:27; Et 9:19; ]o 10:22). Nas vossas solenidades. Literalmente, "em vossas reuniões designadas", ou seja, a Páscoa, a Festa dos Pães Asmos, a Festa das Semanas, a Festa das Trombetas, o Dia da Expiação e a Festa dos Tabernáculos (Lv 23). Princípios dos vossos meses. Isto é, no primeiro dia de cada mês ou a cada lua nova (ver artigo sobre o Calendário Judaico no vol. 2). 11. Ano segundo. Um ano e pouco mais de um mês após o início do êxodo (ver. p. 166). Aos vinte do mês. Esta foi a primeira jornada dos israelitas partindo do deserto do Sinai, onde ficaram acampados por quase um ano (ver Êx 16:1; 19:1). A nuvem se ergueu. A nuvem estava sobre o tabernáculo havia um mês e 19 dias (Êx 40:17, 34). 12. Deserto de Parã. Os limites precisos deste deserto não foram estabelecidos. Em termos gerais, estava limitado pelo golfo de Áqaba a leste, pelo golfo de Suez a oeste e pelas montanhas do Sinai ao sul. Era a morada de Ismael (Gn 21:21; ver Gn 14:6; Dt 33:2). 14. Naassom. O príncipe, em todos os casos (v ), era o líder escolhido de sua tribo (Nm 1:4-16) e quem dava as ordens quando em marcha. 21. Coisas santas. Não se trata de uma referência ao tabernáculo ou à tenda, que era carregada pelos gersonitas e meraritas, mas à mobília santa - arca, etc. -, levada sobre os ombros dos coatitas (Nm 4:4, 15). 25. A retaguarda. Ou seja, posterior ou último, literalmente, "o coletor". Naftali, parte do destacamento sob a liderança de Dã, ficava na última posição. A palavra é aplicada ao caráter protetor de Deus em Isaías 52:12 e 58: Hobabe. Este versículo não deixa claro se Hobabe ou Reuel era o sogro de Moisés, pois a palavra significa apenas um parente da família do cônjuge, de qualquer natureza. O contexto deve determinar cada caso. Mas Reuel era o sogro (Êx 2:16-21); portanto, seu filho Hobabe era cunhado de Moisés (ver PP, 628). 31. Tu sabes. Por habitar no deserto, Hobabe estaria bem familiarizado com os sinais da natureza e saberia onde procurar água. 32. Se vieres conosco. Parece que Hobabe acabou consentindo em acompanhar o povo, pois seus filhos habitaram entre os descendentes de Judá (Jz 1: 16; 4: 11). 33. Arca da Aliança. Ou seja, dos dez mandamentos (Nm 14:44; Dt 10:8; 31:9, 25 ; Js 4:7, 18; 6:8). Uma aliança é um acordo. A aliança entre Deus e os israelitas consistia no acordo em que as duas partes entraram. Os israelitas deviam ser o povo de Deus, obedecer-lhe e se transformar em Seus representantes perante o mundo; o Senhor, por sua vez, os abençoaria e seria seu Deus (ver com. de Êx 19:5 e 24:7). Foi com base na decisão voluntária de aceitar o papel de ser o povo escolhido que Deus entregou os dez mandamentos aos israelitas. Eles prometeram obediência como sua parte no acordo (Êx 19:8; 24:3, 7). Com razão, os dez mandamentos, escritos pela mão de Deus sobre duas tábuas de pedra, passa- -o~ ~ ram a ser chamados de "aliança" (Dt 4:13), pois constituíam uma cópia escrita das condições em que esta se baseava. Portanto, a arca, que continha os dez mandamentos, tornou-se conhecida como "arca da aliança" (ver com. Êx 25:16; Nm 1:50). 35. Moisés dizia. A jornada dos filhos de Israel, em sua marcha para a terra de Canaã, foi uma demonstração de fé e esperança. Sobre Moisés repousava o maior fardo. Os v. 35 e 36 registram sua oração matinal por um bom dia de viagem e a oração 930
43 NÚMEROS 10:35 vespertina por descanso e proteção. O apóstolo Paulo fala que os israelitas foram "todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés" (1Co 10:2). COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE 33 - PP, 375, HR, Ed, 38, 39; PP, 376 CAPÍTULO 11 1 Cessa o fogo em Taberá graças à oração de Moisés. 4 O povo anseia por carne e despreza o maná. 10 Moisés reclama de sua responsabilidade. 16 Deus divide o fardo do líder com setenta anciãos. 31 O Senhor, irado, envia codornizes em Quibrote-Hataavá. Queixou-se o povo de sua sorte aos ouvidos do SENHOR; ouvindo-o o SENHOR, acendeuse-lhe a ira, e fogo do SENHOR ardeu entre eles e consumiu extremidades do arraial. 2 Então, o povo clamou a Moisés, e, orando este ao SENHOR, o fogo se apagou. 3 Pelo que chamou aquele lugar Taberá, porque o fogo do SENHOR se acendera entre eles. 4 E o populacho que estava no meio deles veio a ter grande desejo das comidas dos egípcios; pelo que os filhos de Israel tornaram a chorar e também disseram: Quem nos dará carne a comer? 5 Lembramo-nos dos peixes que, no Egito, comíamos de graça; dos pepinos, dos melões, dos alhos silvestres, das cebolas e dos alhos. 6 Agora, porém, seca-se a nossa alma, e nenhuma coisa vemos senão este maná. 7 Era o maná como semente de coentro, e a sua aparência, semelhante à de bdélio. 8 Espalhava-se o povo, e o colhia, e em moinhos o moía ou num gral o pisava, e em panelas o cozia, e dele fazia bolos; o seu sabor era como o de bolos amassados com azeite. 9 Quando, de noite, descia o orvalho sobre o arraial, sobre este também caía o maná. lo Então, Moisés ouviu chorar o povo por famílias, cada um à porta de sua tenda; e a ira do SENHOR grandemente se acendeu, e pareceu mal aos olhos de Moisés. ll Disse Moisés ao SENHOR: Por que fizeste mal a Teu servo, e por que não achei favor aos Teus olhos, visto que puseste sobre mim a carga de todo este povo? 12 Concebi eu, porventura, todo este povo? Dei-o eu à luz, para que me digas: Leva-o ao teu colo, como a ama leva a criança que mama, à terra que, sob juramento, prometeste a seus pais? 13 Donde teria eu carne para dar a todo este povo? Pois chora diante de mim, dizendo: Dános carne que possamos comer. 14 Eu sozinho não posso levar todo este povo, pois me é pesado demais. 15 Se assim me tratas, mata-me de uma vez, eu Te peço, se tenho achado favor aos Teus olhos; e não me deixes ver a minha miséria. 16 Disse o SENHOR a Moisés: Ajunta-Me setenta homens dos anciãos de Israel, que sabes serem anciãos e superintendentes do povo; e os trarás perante a tenda da congregação, para que assistam ali contigo. 17 Então, descerei e ali falarei contigo; tirarei do Espírito que está sobre ti e o porei sobre eles; e contigo levarão a carga do povo, para que <1 ~ não a leves tu somente. 18 Dize ao povo: Santificai-vos para amanhã e comereis carne; porquanto chorastes aos ouvidos do SENHOR, dizendo: Quem nos dará 931
44 li: I COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA carne a comer? Íamos bem no Egito. Pelo que o SENHOR vos dará carne, e comereis. 19 Não comereis um dia, nem dois dias, nem cinco, nem dez, nem ainda vinte; 20 mas um mês inteiro, até vos sair pelos narizes, até que vos enfastieis dela, porquanto rejeitasteso SENHOR, que está no meio de vós, e chorastes diante dele, dizendo: Por que saímos do Egito? 21 Respondeu Moisés: Seiscentos mil homens de pé é este povo no meio do qual estou; e Tu disseste: Dar-lhes-ei carne, e a comerão um mês inteiro. 22 Matar-se-ão para eles rebanhos de ovelhas e de gado que lhes bastem? Ou se ajuntarão para eles todos os peixes do mar que lhes bastem? 23 Porém o SENHOR respondeu a Moisés: Terse-ia encurtado a mão do SENHOR? Agora mesmo, verás se se cumprirá ou não a minha palavra I 24 Saiu, pois, Moisés, e referiu ao povo as palavras do SENHOR, e ajuntou setenta homens dos anciãos do povo, e os pôs ao redor da tenda. 25 Então, o SENHOR desceu na nuvem e lhe falou; e, tirando do Espírito que estava sobre ele, o pôs sobre aqueles setenta anciãos; quando o Espírito repousou sobre eles, profetizaram; mas, depois, nunca mais. 26 Porém, no arraial, ficaram dois homens; um se chamava Eldade, e o outro, Medade. Repousou sobre eles o Espírito, porquanto estavam entre os inscritos, ainda que não saíram à tenda; e profetizavam no arraial. 27 Então, correu um moço, e o anunciou a Moisés, e disse: Eldade e Medade profetizam no arraial. 28 Josué, filho de Num, servidor de Moisés, um dos seus escolhidos, respondeu e disse: Moisés, meu senhor, proíbe-lho. 29 Porém Moisés lhe disse: Tens tu ciúmes por mim? Tomara todo o povo do SENHOR fosse profeta, que o SENHOR lhes desse o Seu Espírito! 30 Depois, Moisés se recolheu ao arraial, ele e os anciãos de Israel. 31 Então, soprou um vento do SENHOR, e trouxe codornizes do mar, e as espalhou pelo arraial quase caminho de um dia, ao seu redor, cerca de dois côvados sobre a terra. 32 Levantou-se o povo todo aquele dia, e a noite, e o outro dia e recolheu as codornizes; o que menos colheu teve dez ômeres; e as estenderam para si ao redor do arraial. 33 Estava ainda a carne entre os seus dentes, antes que fosse mastigada, quando se acendeu a ira do SENHOR contra o povo, e o feriu com praga mui grande. 34 Pelo que o nome daquele lugar se chamou Quibrote-Hataavá, porquanto ali enterraram o povo que teve o desejo das comidas dos egípcios. 35 De Quibrote-Hataavá partiu o povo para Hazerote e ali ficou. 1. Queixou-se o povo. Literalmente, os israelitas "foram como murmuradores do mal"; mal no sentido de infortúnio e infelicidade. É provável que o deserto lhes parecesse uma armadilha de morte. Extremamente aterrorizados pela própria imaginação, começaram a predizer toda sorte de males que ali poderia sobrevir. Extremidades. O populacho (ver com. do v. 4) ficava nas extremidades do arraial, pois, pela disposição das tribos (Nm 2) só lhes restava essa posição. 2. Moisés [... ] orando. Moisés era um homem de oração, pronto a interceder pelo povo (ver Nm 12:13; 14:13-19; 16:22). 3. Taberá. Esse local só é mencionado mais uma vez (Dt 9:22). O lugar nunca foi identificado. Seu nome provém de um verbo que significa "queimar", "consumir" ou "exterminar". 4. O populacho. Do heb. ha'safsuf, uma forma de repetição do verbo 'asaf, "coletar". O termo "ralé" já foi sugerido como uma tradução moderna (acerca da identidade dessas pessoas, ver com. de Êx 12:38; e também Dt 29:11; Js 8:35). 41 ~ Veio a ter grande desejo. Literalmente, "teve grande ânsia" (ver Sll06:l4; 78:29). Os filhos de Israel tornaram a chorar. Esta reação havia praticamente se 932
45 NÚMEROS 11:1 8 tornado um hábito dos israelitas nos momentos de petulante insatisfação (Nm 14:1; Dt 1:45; 34:8; ]z 2:4; 20:23, 26; 21:2). Carne a comer. Quando saíram do Egito, os israelitas possuíam muito gado (Êx 12:32, 38; 17:3; 34:3; Nm 32:1). Mas presumese que nem todos tinham grandes rebanhos e, sem dúvida, a quantidade de que dispunham não era suficiente para proporcionar um regime cárneo regular para todo o povo, mesmo se isso fosse o melhor para eles. 5. Lembramo-nos. Ver Êx 16:3. Dos peixes. Comuns e muito baratos no Egito (Êx 7:21; Is 19:8). Pepinos. Refrescantes em regiões de clima quente (Is I :8). Estes alimentos não eram, é claro, disponíveis no deserto. Melões. Ou melancias, um dos alimentos preferidos em regiões quentes e secas. Os peixes, frutas e legumes mencionados neste versículo eram o alimento das classes pobres do Egito na época, assim como hoje. 6. Seca-se a nossa alma. Isso se dava por causa da falta de frutas e legumes com elevado teor de água, que são refrescantes em clima quente e seco. Maná. O original hebraico significa: "Não há nada que nossos olhos contemplem, exceto este maná." Jesus usou o maná como símbolo do alimento espiritual oferecido em abundância pelo Céu (]o 6:30-35, 41-58). O cristão vencedor tem a promessa de receber o "maná escondido" (Ap 2:17). 7. Semente de coentro. De formato redondo e coloração clara (Êx 16:14), tão facilmente visto quanto o bdélio (Gn 2:12) na luz do sol do deserto. 8. O seu sabor. Ou seja, tinha sabor fresco e apetitoso como um alimento recém saído do forno ou frito em óleo adequado. Também tinha sabor de bolos de mel (Êx 16:31). 9. Quando [... ] descia o orvalho. O maná caía sobre a terra fresca junto com o orvalho (ver SI 78:23-25). 10. Cada um. Os orientais têm o costume de dizer a todos sobre seus pesares e luto. Neste caso, ao que tudo indica, houve um plano pré -concebido de ação conjunta: cada família choraria em voz alta na porta de sua tenda. 11. Fizeste mal a Teu servo. Moisés se refere a seu chamado para ser líder do povo, que, nesta ocasião, exagerava os problemas e que com tanta rapidez se esquecera das bênçãos (ver Êx 33: 1-3). 12. Como a ama leva a criança que mama. Moisés fala de Yahweh como o gerador dos filhos de Israel (Dt 32:18), Seus filhos problemáticos (Os 11: 1-3). Este versículo se coloca em paralelo com outras expressões da solicitude e do cuidado divino (Dt 1:31; Is 40:11 ; 16:3; Os 11:3, 4). 13. Donde teria eu carne [... ]? Esta experiência se compara com a dos discípulos, registrada em Mateus 15:33 e Marcos 8: Não posso. Na verdade, Moisés estava sendo tão irracional quanto o povo, pois Deus nunca o deixara sozinho, nem esperava que ele, por si mesmo, fornecesse alimento para o arraial. 15. Mata-me. O sentido é "mata-me e acaba com isso" (ver Êx 32:32; 1Rs 19:4). 16. Setenta homens. Estes anciãos (ver Êx 24:1, 9) eram líderes de várias famílias (Êx 12:21 ; ver ISm 4:3; 8:4; 2Sm 17: 15). Superintendentes. Esta é a palavra usada para designar os capatazes israelitas que trabalhavam sob o comando de supervisores egípcios (Êx 5:15). O sentido original do termo é "organizador" ou "secretário". 17. Do Espírito. Isso pode se comparar com a transferência do "espírito de Elias" (2Rs 2: 15) a Eliseu. Este verso retrata como os dons e a atuação do Espírito Santo são fatores que conferem energia ao espírito humano a fim de que cumpra os planos de Deus. 18. Santificai-vos. Palavra usada com referência à purificação cerimonial mediante lavagens e abstenções (ver Nm 19:10, 14) e 933
46 11:20 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA em preparação para o sacrifício (Gn 35:2). A mesma palavra é traduzida por" destina-os", no sentido de separar para uma matança (]r 12:3). Alguns comentaristas judeus encontrariam esse significado aqui. Na verdade, a palavra em si é neutra e pode significar um preparo para o bem ou para o mal. 20. Rejeitastes. A palavra original tem esse sentido de "rejeitar" (]r 6:19; 7:29; 8:9; Os 4:6). 23. Encurtado. Ver Is 50:2; 59: Na nuvem. A mesma palavra significa "uma massa nebulosa". É usada para cir ~.,.. cunstâncias variadas (Gn 9: 13; Êx 13:21, 22; 24:18; Ez 8:1 1; 30:3; }1 2:2; Sf 1:15). 26. Estavam entre os inscritos. Ou seja, listados entre os 70, mas ainda não haviam se unido a eles. 29. Espírito. Como agente de Deus (Gn 1:2; Jz 3:10; Is 11:2; }12:28). 31. Um vento. Pode ser comparado com o uso que Deus fez do vento em Gênesis 8:1; Êxodo 10:13, 19; e 14:21. Trouxe codornizes. O verbo traduzido por "trouxe" significa "cortar", "seccionar" ou "separar". Ao que parece, a ideia é que Yahweh usou o vento para separar o bando de seu lugar de descanso à beira do mar e o conduziu ao arraial. Dois côvados. Aproximadamente um metro. Era uma altura que tornava fácil a captura dos pássaros. 32. Dez ômeres. Equivalente a cerca de dois metros cúbicos. Estenderam. Provavelmente para secá -las e conservá-las. 33. Praga. Ao longo de Números, várias pragas ocorrem em resultado de desobediência e rebelião (ver Nm 16:47; 25:9). 34. Quibrote-Hataavá. Esse local não é identificado com precisão. O significado do nome é "as sepulturas de seus desejos". COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE PP, PP, PP, Tl, 129, 131, PP, 295; T6, , 13, 14-PP, Ed, PP, CRA, PP, , 25- PP, PP, CRA, 377; CBV, 311; PP, 382; T3, PP, 382 CAPÍTULO 12 1 Deus repreende a rebelião de Miriã e Arão. 10 Miriã é curada da lepra após a oração de Moisés. 14 Deus ordena sua retirada do arraial. I Falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher cuxita que tomara; pois tinha tomado a mulher cuxita. 2 E disseram: Porventura, tem falado o SENHOR somente por Moisés? Não tem falado também por nós? O SENHOR o ouviu. 3 Era o varão Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra. 4 Logo o SENHOR disse a Moisés, e a Arão, e a Miriã: Vós três, saí à tenda da congregação. E saíram eles três. 5 Então, o SENHOR desceu na coluna de nuvem e se pôs à porta da tenda; depois, chamou a Arão e a Miriã, e eles se apresentaram. 6 Então, disse: Ouvi, agora, as Minhas palavras; se entre vós há profeta, Eu, o SENHOR, 934
47 NÚMEROS 12:6 em visão a ele, Me faço conhecer ou falo com ele em sonhos. 7 Não é assim com o Meu servo Moisés, que é fiel em toda a Minha casa. 8 Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a forma do SENHOR; como, pois, não temestes falar contra o Meu servo, contra Moisés? 9 E a ira do SENHOR contra eles se acendeu; e retirou-se. 10 A nuvem afastou-se de sobre a tenda; e eis que Miriã achou-se leprosa, branca como neve; e olhou Arão para Miriã, e eis que estava leprosa. 11 Então, disse Arão a Moisés: Ai! Senhor meu, não ponhas, te rogo, sobre nós este pecado, pois loucamente procedemos e pecamos. 12 Ora, não seja ela como um aborto, que, saindo do ventre de sua mãe, tenha metade de sua carne já consumida. 13 Moisés clamou ao SENHOR, dizendo: Ó Deus, rogo-te que a cures. 14 Respondeu o SENHOR a Moisés: Se seu pai lhe cuspira no rosto, não seria envergonhada por sete dias? Seja detida sete dias fora do --4 ~ arraial e, depois, recolhida. 15 Assim, Miriã foi detida fora do arraial por sete dias; e o povo não partiu enquanto Miriã não foi recolhida. 16 Porém, depois, o povo partiu de Hazerote e acampou-se no deserto de Parã. 1. Falaram. Este verbo está no feminino e no singular, indicando que Miriã foi a instigadora. "Ela falou". Miriã e Arão. O nome de Miriã é mencionado primeiro, uma vez que ela foi líder na murmuração. Mulher cuxita. Ver com. de Gn 10:6. O pai de Zípora era, na verdade, midianita (Êx 2: 16-19; 3: 1) e, portanto, descendente de Abraão (Gn 25:1, 2; PP, 383). Ao se unir a Moisés no monte Sinai (ver com. de Êx 4:25 e 18:2), Zípora observou o pesado fardo que seu esposo carregava e expressou a Jetro seu temor pelo bem-estar de Moisés. Por esse motivo, Jetro aconselhou o genro a escolher outros para compartilhar com ele as responsabilidades da liderança. Quando Moisés seguiu esse conselho sem consultar Miriã e Arão, estes ficaram com inveja e culparam Zípora pelo que julgaram ser uma desconsideração de Moisés para com eles (ver PP, 383). O fato de Zípora ser midianita, muito embora adorasse o Deus verdadeiro, foi apenas uma desculpa usada por Miriã e Arão para se rebelar contra a autoridade de Moisés. Ele não violara o princípio de não se casar com pagãos quando a tomou como esposa, conforme alegava a acusação feita. 2. Tem falado [... ] somente por Moisés? O irmão e a irmã reivindicaram igualdade com Moisés, ignorando que Deus o colocara numa posição única de autoridade (ver Êx 4:10-16; Dt 34:10). O SENHOR o ouviu. Ele ouve todas as reclamações contra Seus servos (ver Nm 11: l; 2Rs 19:4; Ml3:16). 3. Manso. De um radical que significa "humilde", "submisso", "modesto". A mesma palavra é traduzida de várias maneiras, por exemplo: "pobres" (Jó 24:4), "aflitos" (Sl9:12) e "humildes" (Pv 3:34; 16:19). O traço de caráter destacado neste texto como mansidão é essencial para a liderança na causa de Deus. Moisés não era naturalmente manso (Êx 2:11-14); desenvolveu essa qualidade em resultado dos 40 anos passados na dura escola do deserto de Midiã. Só um homem manso sabe ser submisso a Deus e a seus subordinados, ao mesmo tempo em que exerce corajosa e dinâmica liderança. Não há lugar na obra do Senhor para um líder que pensa ter o privilégio de dominar sobre seus colaboradores, agindo como ditador. 6. Em sonhos. Deus sempre revelou Sua vontade aos profetas, por meio de visões e sonhos e promete continuar a fazê-lo (]l 2:28; Am 3:7). 935
48 12:7 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Com base em Joel 2:28, já se sugeriu que as "visões" costumam ser concedidas a pessoas mais jovens e os "sonhos", aos mais velhos. Uma "visão manifesta" (ISm 3:1, ARC) é uma experiência fisicamente exaustiva (ver Dn 10:8-ll, 16-19). Vários dos profetas se referem a experiências semelhantes à de Daniel. Os sonhos inspirados parecem exaurir bem menos as forças físicas de quem os recebe. 7. Meu servo Moisés. Descrição semelhante a Êxodo 14:31 e Deuteronômio 34:5. Minha casa. Uma referência, neste contexto, ao povo de Deus (ver Hb 3:2, 5). 8. Boca a boca. Ou seja, de maneira direta, sem intermediários. A expressão é similar a "face a face" (Êx 33:ll; Dt 34:10). Enigmas. Ou, "figuras" (ARC). Mesmo termo usado em Ezequiel17:2. A forma do SENHOR. Não o verdadeiro ser de Deus, mas alguma forma visível que um ser humano fosse capaz de ver e observar. A palavra aqui traduzida por "forma", às vezes, é vertida como "aparência", "imagem", "semelhança", "coisa semelhante" (D t 4:15, 16, 23, 25; Sl17:15; Is 40:18; ver ]o 1:18 e 1Tm 6:16). Falar contra o Meu servo. O grande erro de Miriã foi a falta de respeito por uma autoridade legalmente constituída - neste caso pelo próprio Deus - e a rebelião contra a mesma. Erros de julgamento por parte dos líderes que Deus emprega hoje não são uma desculpa para privá-los de leal apoio. Por exemplo, Davi permaneceu leal, em ::g,. palavra e ação, ao rei Saul, apesar de este desejar matá-lo. "O SENHOR me guarde de que eu estenda a mão contra o Seu ungido" (lsm 26:ll). Embora condenasse a hipocrisia dos fariseus, Cristo ordenou que os discípulos cooperassem com eles, por serem os líderes escolhidos da nação (Mt 23:3). Quando uma pessoa se sente tentada a perguntar acerca de algum líder da igreja: "E quanto a este?", o Senhor responde como fez a Pedro: "Que te importa? Quanto a ti, segue-me" (]o 21:21, 22). O conselho de Paulo é explícito: "Não vos vingueis a vós mesmos, amados" (Rm 12:19), e depois cita as Escrituras: "A Mim Me pertence a vingança; Eu é que retribuirei, diz o SENHOR." Cada verdadeiro discípulo do Mestre hoje deve ser leal aos que têm autoridade dentro da igreja, mesmo que pareçam errados em seus julgamentos (ITm 5:1; Tt 3:1). lo. Leprosa, branca como neve. Ver Êx 4:6; 2Re 5:27; e 2Cr 26: Arão não recebeu castigo físico. Fica claro que todo o clamor foi tramado por Miriã, que recebeu a punição. 11. Não ponhas [... ] sobre nós este pecado. Em Zacarias 14:19, a mesma palavra hebraica é traduzida por "castigo", uma vez que se refere tanto ao pecado como a sua punição. 12. Como um aborto. Ou seja, condenada a morrer. Ela foi afastada como se fazia com os criminosos. 14. Cuspira no rosto. Entre os orientais, o cuspe supostamente tem efeitos bons e maus (ver Dt 25:9; Jó 30:10; Me 7:33; 8:23). Alguns povos, mesmo hoje, creem que o cuspe é uma forma de transferir poderes sobre-humanos. Depois. O v. 14 informa que Miriã poderia voltar para o arraial uma semana depois de ter sido acometida de lepra. Isso indica que ela foi curada imediatamente (ver v. 13), e logo em seguida começou o ritual de purificação (Lv 13:4). COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE PP, , 2- PP, CE, 43; FEC, 508; MDC, 29; PP, 251, 384; T3, 297, 34l;T4, 368 5, PP, PP,
49 NÚMEROS 12:14 CAPÍTULO 13 1 O nome dos homens enviados para espiar a terra. 17 As instruções que receberam. 21 Seus atos. 26 A prestação de contas. l Disse o SENHOR a Moisés: 2 Envia homens que espiem a terra de Canaã, que Eu hei de dar aos filhos de Israel; de cada tribo de seus pais enviareis um homem, sendo cada qual príncipe entre eles. 3 Enviou-os Moisés do deserto de Parã, segundo o mandado do SENHOR; todos aqueles homens eram cabeças dos filhos de Israel. 4 São estes os seus nomes: da tribo de Rúben, Samua, filho de Zacur; 5 da tribo de Simeão, Safate, filho de Hori; 6 da tribo de Judá, Calebe, filho de Jefoné; 7 da tribo de Issacar, Jigeal, filho de José; 8 da tribo de Efraim, Oseias, fi lho de Num; 9 da tribo de Benjamim, Palti, filho de Rafu; lo da tribo de Zebulom, Gadiel, filho de Sodi; ll da tribo de José, pela tribo de Manassés, Gadi, filho de Susi; 12 da tribo de Dã, Amiel, filho de Gemali 13 da tribo de Aser, Setur, filho de Micael; ~ da tribo de Naftali, Nabi, filho de Vofsi; 15 da tribo de Gade, Geuel, filho de Maqui. 16 São estes os nomes dos homens que Moisés enviou a espiar aquela terra; e a Oseias, filho de Num, Moisés chamou Josué. 17 Enviou-os, pois, Moisés a espiar a terra de Canaã; e disse-lhes: Subi ao Neguebe e penetrai nas montanhas. 18 Vede a terra, que tal é, e o povo que nela habita, se é forte ou fraco, se poucos ou muitos. 19 E qual é a terra em que habita, se boa ou má; e que tais são as cidades em que habita, se em arraiais, se em fortalezas. 20 Também qual é a terra, se fértil ou estéril, se nela há matas ou não. Tende ânimo e trazei do fruto da terra. Eram aqueles dias os dias das primícias das uvas. 21 Assim, subiram e espiaram a terra desde o deserto de Zim até Reobe, à entrada de Hamate. 22 E subiram pelo Neguebe e vieram até Hebrom; estavam ali Aimã, Sesai e Talmai, filhos de Anaque (Hebrom foi edificada sete anos antes de Zoã, e no Egito). 23 Depois, vieram até ao vale de Escol e dali cortaram um ramo de vide com um cacho de uvas, o qual trouxeram dois homens numa vara, como também romãs e figos. 24 Esse lugar se chamou o vale de Escol, por causa do cacho que ali cortaram os filhos de Israel. 25 Ao cabo de quarenta dias, voltaram de espiar a terra, 26 caminharam e vieram a Moisés, e a Arão, e a toda a congregação dos filhos de Israel no deserto de Parã, a Cades; deram-lhes conta, a eles e a toda a congregação, e mostraram-lhes o fruto da terra. 27 Relataram a Moisés e disseram: Fomos à terra a que nos enviaste; e, verdadeiramente, mana leite e mel; este é o fruto dela. 28 O povo, porém, que habita nessa terra é poderoso, e as cidades, mui grandes e fortificadas; também vimos ali os filhos de Anaque. 29 Os amalequitas habitam na terra do Neguebe; os heteus, os jebuseus e os amorreus habitam na montanha; os cananeus habitam ao pé do mar e pela ribeira do Jordão. 30 Então, Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela. 31 Porém os homens que com ele tinham subido disseram: Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós. 32 E, diante dos filhos de Israel, infamaram a terra que haviam espiado, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra que devora os seus moradores; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura. 937
50 13:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 33 Também vimos ali gigantes (os filhos de Anaque são descendentes de gigantes), e éramos, aos nossos próprios olhos, como gafanhotos e assim também o éramos aos seus olhos. 1. Disse o SENHOR. Fica claro que Deus estava, nesta ocasião, cedendo a um pedido feito originalmente pelo povo (ver Dt 1:22). 2. Canaã. Prometida a Abraão (Gn 17: 8), a Jacó (Gn 48:3, 4; Sl105:10, 11) e a Moisés (Êx 6:4). Deus admoestou os israelitas a obedecer a Suas leis e a não profanar a terra, para que não fossem expulsos dela, como ocorreu com os habitantes anteriores (Lv 18:3, 24-28; cf. Êx 16:29). 3. O mandado. Foi dado a Moisés nos "dias das primícias das uvas" (v. 20). O incidente teria ocorrido, portanto, por volta do quinto mês do segundo ano após Israel ter partido do Egito. Do deserto de Parã. Ou seja, de Cades Barneia (Nm 32:8; Dt 1:19-22; 9:23; Js 14:7). Cabeças. Recebiam este título os chefes de cem e de mil (Êx 18:25) e os príncipes das tribos (Nm 1:16). Isso indica que esses eram os "cabeças" das tribos de uma categoria mais inferior. 16. Josué. Este nome pode ter sido dado a Oseias, da tribo de Efraim (v. 8), pouco depois de Israel ter partido do Egito; caso contrário, é usado por antecipação em Êxodo 17:9. O nome Oseias significa "salvação", e Josué, uma forma abreviada de Yehoshua, "Yahweh é salvação". Os nomes bíblicos carregam significados importantes (ver Ap 2:13, 17; 3: 12; ~... 14:1 ; 19:12, 13, 16; 21:12, 14; 22:4). 17. Ao Neguebe. A parte sul da Palestina (ver com. de Gn 12:9). Na verdade, os espias partiram de Cades em direção ao norte, para chegar a esta região "sul". Esta palavra, que se origina de um radical que significa "seco" ou "rachado", costuma ser aplicada à área desértica no extremo sul da Palestina. Tratava-se de uma região de transição entre o deserto meridional e a terra cultivável ao norte. Era, portanto, boa para o pastoreio do gado. A região ainda é conhecida pelo mesmo nome. Pelo fato de o Neguebe fic ar ao sul da Palestina, a palavra se tornou o termo hebraico costumeiro para "sul ". Nas montanhas. A região montanhosa da Palestina central (ver com. do v. 29). 20. Fértil. Ou seja, produtiva (ver Ne 9:25, 35). 21. Deserto de Zim. Não se deve confundi-lo com o deserto de Sim, próximo ao monte Sinai (Êx 16:1). Cades ficava situada no deserto de Zim (Nm 20:1; 27:14; 33:36; 34:3, 4; Dt 32:51; Js 15:1, 3), o qual se encontrava dentro do deserto de Parã ou unido a ele (ver Nm 13:3). Até Reobe. Pode se tratar de Reobe que ficava perto do mar da Galileia, ou de outro lugar, mais ao norte, próximo ao rio Orontes. 22. Pelo Neguebe. Ver o v. 17. Hebrom. Cidade situada a cerca de 30 km ao sul de Jerusalém (Jz 1:10). Filhos de Anaque. Alguns pensam que o nome significa "os filhos do pescoço", indicando que se tratava de um povo com pescoço comprido. A palavra que serve de radical é traduzida como "gargantilha", ou seja, um colar para o pescoço (Jz 8:26; Pv 1:9; Ct 4:9). Deduz-se disso que os habitantes da região de Hebrom eram altos e resistentes (ver Dt 1:28; 9:2). 23. Vale de Escol. 'Eschol significa "cacho" (ver Gn 40:10; Dt 32:32; Is 65:8; Mq 7:1). 27. Leite e mel. Uma expressão geral para indicar fartura (ver com. de Êx 3:8; ver 13:5; 33: 3). A Palestina era, na época, menos seca e deserta do que hoje (ver com. de Gn 12:6). 28. Porém. A palavra traduzida por "porém", neste verso, sugere algo impossível para o homem. Seu uso, neste caso, aponta 938
51 NÚMEROS 13:33 para a falta de fé dos espias e revela seu pecado. Se tivessem apenas apresentado os fatos, teriam feito tudo o que deles se exigia. No entanto, ao usar esta palavra, intervieram com a opinião particular de que a tarefa à frente era maior do que a força de Israel. 29. Amalequitas. Descendentes de Esaú (ver com. de Gn 36:12); eram uma tribo nômade da região deserta ao sul da Palestina. Sobre seu primeiro ataque a Israel, ver Êxodo 17:8-16. Heteus. Súditos de um poderoso império (ver com. de Gn 10:5). Jebuseus. Um povo relativamente sem importância, que habitava nas redondezas de Jerusalém. Foram, depois, conquistados por Davi (2Sm 5:6; ver com. de Gn 10:16). Amorreus. Remanescentes de um povo outrora poderoso, encontrado numa região montanhosa (Dt 1:19, 44; ver com. de Gn 10:16). Ao pé do mar. A saber, do mar Mediterrâneo. Pela ribeira do Jordão. Ao longo, ou, literalmente, "pela mão do" Jordão (ver Nm 2:17). 30. Calebe. Talvez Josué fosse mais um guerreiro do que um orador eloquente (ver Nm 14:6). 32. Infamaram a terra. A mensagem foi desanimadora em extremo, ainda que não necessariamente falsa no que se referia aos fatos. A palavra traduzida por "infamaram" significa "inventar", "espalhar". Sem dúvida, as aparências pareciam justificar o relatório pessimista. Do ponto de vista humano, a conquista de Canaã parecia impossível. Deus, porém, tinha prometido a terra aos israelitas e lhes ordenou que entrassem e a subjugassem. O fracasso em cumprir a ordem naquela época refletiu dúvida quanto ao poder de Deus para lhes dar Canaã. A eloquente súplica de Paulo em prol da fé sugere que a triste experiência de Cades-Barneia consiste numa lição significativa para os cristãos (Hb 3:8 a 4:16). Devora os seus moradores. O significado da expressão traduzida dessa forma não fica claro. Dificilmente seria uma referência à pobreza da região, uma vez que esta acabara de ser descrita como uma terra que mana leite e mel; e seria uma contradição ao relatório de que Canaã era terra fértil (v. 27). ~ ~ A referência à superioridade física dos gigantes também parecia desmentir o relato. Homens de grande estatura. Os amorreus eram altos como cedros e fortes como carvalhos (Am 2:9). 33. Gigantes. A palavra traduzida por "gigantes", nefilim (termo usado em Gn 6:4), pode se originar do verbo nafal, "cair". Seria uma referência a homens que caíam pela espada, indicando assim que a terra devorava seus moradores (v. 32), ou pode significar homens cuja estatura gigantesca fazia o coração dos outros "cair" devido ao temor (ver com. de Gn 6:4). Emprega-se o verbo correlato para expressar morte violenta (lsm 4:10; 14:13). Como gafanhotos. Isaías 40:22 usa a mesma expressão para se referir à condição dos homens à vista de Deus. Essas figuras de linguagem são comuns nas línguas semíticas (lsm 24:14; 26:20; 1Rs 20:27). COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE PP, ;T4, , 2- HR, 158; T4, PP, T4, PP, HR, T4, PP, 387; T5, T4, 148; T5, , 29 - PP, CBV, 310; T4, 149; T5, 130, 134, 303, 376, , 31 - Ed, 149; PE, PP, 388; HR, T4, 149; T5, PP, , 33 - T4, 148; T5, T4, 150
52 14: l COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA CAPÍTULO 14 1 O povo murmura com as notícias. 6 ]osué e Calebe tentam acalmar os israelitas. 11 Deus os ameaça. 13 Moisés persuade o Senhor e obtém o perdão. 26 Aqueles que murmuraram são privados de entrar na terra. 36 Os homens que falaram mal da terra morrem por uma praga. 40 O povo tenta invadir a terra, contrariando a vontade de Deus, e é derrotado. Levantou-se, pois, toda a congregação e gritou em voz alta; e o povo chorou aquela noite. 2 Todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhes disse: Tomara tivéssemos morrido na terra do Egito ou mesmo neste deserto! 3 E por que nos traz o SENHOR a esta terra, para cairmos à espada e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa? Não nos seria melhor voltarmos para o Egito? 4 E diziam uns aos outros: Levantemos um capitão e voltemos para o Egito. 5 Então, Moisés e Arão caíram sobre o seu rosto perante a congregação dos filhos de Israel. 6 E Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, dentre os que espiaram a terra, rasgaram as suas vestes 7 e falaram a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra muitíssimo boa. 8 Se o SENHOR se agradar de nós, então, nos fará entrar nessa terra e no-la dará, terra que mana leite e mel. 9 Tão-somente não sejais rebeldes contra o SENHOR e não temais o povo dessa terra, porquanto, como pão, os podemos devorar; retirou-se deles o seu amparo; o SENHOR é conosco; não os tem ais. lo Apesar disso, toda a congregação disse que os apedrejassem; porém a glória do SENHOR apareceu na tenda da congregação a todos os fi lhos de Israel. 11 Disse o SENHOR a Moisés: Até quando Me provocará este povo e até quando não crerá em Mim, a despeito de todos os sinais que fiz no meio dele? 12 Com pestilência o ferirei e o deserdarei; e farei ~ I> de ti povo maior e mais forte do que este. l3 Respondeu Moisés ao SENHOR: Os egípcios não somente ouviram que, com a Tua força, fizeste subir este povo do meio deles, 14 mas também o disseram aos moradores desta terra; ouviram que Tu, ó SENHOR, estás no meio deste povo, que face a face, ó SENHOR, lhes apareces, Tua nuvem está sobre eles, e vais adiante deles numa coluna de nuvem, de dia, e, numa coluna de fogo, de noite. 15 Se matares este povo como a um só homem, as gentes, pois, que, antes, ouviram a Tua fama, dirão: 16 Não podendo o SENHOR fazer entrar este povo na terra que lhe prometeu com juramento, os matou no deserto. 17 Agora, pois, rogo-te que a força do meu Senhor se engrandeça, como tens falado, dizendo: 18 O SENHOR é longânimo e grande em misericórdia, que perdoa a iniquidade e a transgressão, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta gerações. 19 Perdoa, pois, a iniquidade deste povo, segundo a grandeza da Tua misericórdia e como também tens perdoado a este povo desde a terra do Egito até aqui. 20 Tornou-lhe o SENHOR: Segundo a tua palavra, Eu lhe perdoei. 21 Porém, tão certo como Eu vivo, e como toda a terra se encherá da glória do SENHOR, 22 nenhum dos homens que, tendo visto a Minha glória e os prodígios que fiz no Egito e no deserto, todavia, Me puseram à prova já dez vezes e não obedeceram à Minha voz, 23 nenhum deles verá a terra que, com juramento, prometi a seus pais, sim, nenhum daqueles que Me desprezaram a verá. 940
53 NÚMEROS 14:6 24 Porém o Meu servo Calebe, visto que nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-me, Eu o farei entrar a terra que espiou, e a sua descendência a possuirá. 25 Ora, os amalequitas e os cananeus habitam no vale; mudai, amanhã, de rumo e caminhai para o deserto, pelo caminho do Mar Vermelho. 26 Depois, disse o SENHOR a Moisés e a Arão: 27 Até quando sofrerei esta má congregação que murmura contra Mim? Tenho ouvido as murmurações que os filhos de Israel proferem contra Mim. 28 Dize-lhes: Por Minha vida, diz o SENHOR, que, como falastes aos Meus ouvidos, assim farei a vós outros. 29 Neste deserto, cairá o vosso cadáver, como também todos os que de vós foram contados segundo o censo, de vinte anos para cima, os que dentre vós contra Mim murmurastes; 30 não entrareis na terra a respeito da qual jurei que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num. 31 Mas os vossos filhos, de que dizeis: Por presa serão, farei entrar nela; e eles conhecerão a terra que vós desprezastes. 32 Porém, quanto a vós outros, o vosso cadáver cairá neste deserto. 33 Vossos filhos serão pastores neste deserto quarenta anos e levarão sobre si as vossas infidelidades, até que o vosso cadáver se consuma neste deserto. 34 Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniquidades quarenta anos e tereis experiência do Meu desagrado. 35 Eu, o SENHOR, falei; assim farei a toda esta má congregação, que se levantou contra Mim; neste deserto, se consumirão e aí falecerão. 36 Os homens que Moisés mandara a espiar a terra e que, voltando, fizeram murmurar toda a congregação contra ele, infamando a terra, 37 esses mesmos homens que infamaram a terra morreram de praga perante o SEN HOR. 38 Mas Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, que eram dos homens que foram espiar a terra, sobreviveram. 39 Falou Moisés estas palavras a todos os filhos de Israel, e o povo se contristou muito. 40 Levantaram-se pela manhã de madrugada e subiram ao cimo do monte, dizendo: Eis-nos aqui e subiremos ao lugar que o SENHOR tem prometido, porquanto havemos pecado. 41 Porém Moisés respondeu: Por que transgredis o mandado do SENHOR? Pois isso não prosperará. 42 Não subais, pois o SENHOR não estará no meio de vós, para que não sejais feridos diante dos vossos inimigos. ~ ~ 43 Porque os amalequitas e os cananeus ali estão diante de vós, e caireis à espada; pois, uma vez que vos desviastes do SENHOR, o SENHOR não será convosco. 44 Contudo, temerariamente, tentaram subir ao cimo do monte, mas a arca da Aliança do SENHOR e Moisés não se apartaram do meio do arraial. 45 Então, desceram os amalequitas e os cananeus que habitavam na montanha e os feriram, derrotando-os até Horma. 1. O povo chorou. Quando os espias expressaram suas dúvidas aos príncipes e a suas respectivas tribos, o relatório pessimista se espalhou por todo o arraial. 2. Murmuraram. Pode-se imaginar as acusações terríveis feitas contra Moisés e Arão, e a agitação para eleger outros líderes que os levassem de volta para o Egito (v. 4). 4. Um capitão. O povo chegou ao ponto de nomear um líder para substituir Moisés (Ne 9:17). 5. Caíram sobre o seu rosto. Moisés e Arão se prostraram em desespero aos pés de toda a congregação; contudo, seus pensamentos se voltavam para Deus. 6. Rasgaram as suas vestes. Rasgar as 941
54 14:8 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA vestes era o método antigo de expressar pesar profundo (Gn 37:29; Jó 1:20; ver }12:13). 8. Se o SENHOR Se agradar de nós. Uma expressão do favor de Deus, também usada acerca de Davi (2Sm 22:20), de Salomão (lrs 10:9) e da igreja (Is 62:4: "Se agrada de ti ", ARC). 9. Como pão, os podemos devorar. Isto é, seria fácil conquistá-los (ver Nm 13:32; 24:8; Dt 7:16; Sl14:4; Jr 10:25). Esta expressão demonstrava grande fé na capacidade e no desejo de Deus em cumprir Suas promessas. Seu amparo. Literalmente, "sua sombra". Talvez Josué e Calebe estivessem pensando na nuvem de Deus que ficava sobre o arraial para orientar e proteger os israelitas. Sugeriram, assim, a incapacidade dos deuses pagãos de garantir proteção. 10. A glória do SENHOR. A glória que apareceu no monte Sinai (Êx 24:16, 17) e encheu o tabernáculo durante a dedicação (Êx 40:34, 35). Sem dúvida, a aparição da santa shelúnah impediu que o povo apedrejasse os dois espias. 11. Não crerá em Mim. Ao longo de toda sua história, os judeus atribuíram grande ênfase ao fato de serem descendentes de Abraão. No entanto, falharam repetidas vezes precisamente naquilo que levou o patriarca a ser honrado por Deus (Gn 15:6; Gl 3:7, 9). Foi a falta de fé que os impediu de entrar no descanso de Deus (Hb 3:19; 4:11). Todos os sinais. Apesar da falta de fé da maior parte do mundo moderno, os "sinais", em sua forma mais elevada, são um tipo de evidência destinada a confirmar as palavras de Deus (ver Êx 14:31; Jo 12:37). 12. Pestilência. A palavra denota praga ou peste de modo geral, nos seres humanos ou em animais. Povo maior. Moisés (ver Êx 32:10) se tornaria um segundo Abraão, cumprindo, assim, tudo o que fora prometido ao patriarca (Gn 12:2; 18:18; Dt 26:5; Is 51:2). 13. Os egípcios [... ] ouviram. Moisés usa estas palavras como um argumento ao Senhor em sua súplica por Israel (ver Êx 32:12; Dt 9:28; Js 7:9; Is 48:9, 11, etc.). 14. Desta terra. Referência a Canaã. Face a face. Literalmente, "olho sobre olho" (ver expressões semelhantes em Nm 12:8; Êx 33:11; eis 52:8). 15. Como a um só homem. Uma imagem de destruição completa, como um homem morto por um só golpe (Jz 6:16). A Tua fama. A palavra hebraica quer dizer "relato" ou "notícias", fossem verdadeiros ou falsos. 17. Força do meu Senhor. A palavra "Senhor" aqui não é Yahweh, como nos v. 16 e 18 (ver com. de Êx 6:3; 15:2). Aqui Moisés usa um argumento baseado na natureza de Deus conforme Sua revelação no monte Sinai (Êx 34:6, 7). 18. Perdoa a iniquidade e a transgressão. Literalmente, "alguém que tira a iniquidade e a transgressão". A palavra traduzida por "iniquidade" significa "perversão", "distorção", "torcido"; já "transgressão" quer dizer "rebelião", "desafio", "revolta". 20. Segundo a tua palavra. O povo ainda pereceria no deserto (Êx 32:34), mas «~ ~ a oração de Moisés impediu o completo extermínio da nação. Ao desempenhar o papel de intercessor, Moisés atuou como um precursor de Cristo (Sl106:23; Jr 15:1). 21. Como Eu vivo. Expressão usada para confirmar uma declaração solene (ver Is 49:18; Jr 22:24; 46:18; Sf 2:9). 22. Todavia, Me puseram à prova. A palavra hebraica usada neste versículo significa "testar". Outros usos do mesmo verbo traduzido por "provar" e "experimentar", com o mesmo sentido estão em Êxodo 15:25; 20:20; Daniel1:12, 14; e Malaquias 3: O Meu servo Calebe. O cumprimento desta promessa é registrado em Josué 14:6-15 e em Juízes 1:
55 NÚMEROS 14:34 Outro espírito. Ou seja, a influência do Espírito Santo sobre o espírito pessoal de Calebe (ver Jz 3: 10; 6:34; Is 59:19; 61:1). Perseverou em seguir-me. Esta expressão é repetida diversas vezes (ver Js 14:8; Nm 32:11; Dt 1:36). 25. No vale. Se Israel tentasse entrar na terra prometida pelo vale, os amalequitas e cananeus o derrotariam. Mudai. O povo recebeu a ordem de seguir outro rumo, na direção sudeste ao Mar Vermelho. 29. O vosso cadáver. Termo usado para corpos mortos de seres humanos (Am 8:3) e de animais (Gn 15:11). Neste texto, é empregado em tom de desprezo (ver Lv 26:30; Ez 6:5). De vinte anos para cima. Costuma-se pensar que os levitas foram excluídos desta predição, pois não figuraram entre os contados a partir dos 20 anos de idade, mas de um mês (Nm 3: 15) ou a partir dos 30 anos (Nm 4:3). Além disso, não houve representante levita entre os espias. Isto é confirmado pela sobrevivência de Eleazar, filho de Arão, que certamente tinha mais de 30 anos quando se tornou sacerdote (Js 17:4; 24:33). 30. Da qual jurei. Literalmente, "da qual levantei minha mão" (ver Gn 14:22; Dt 32:40; Ez 20:5, 6, 15, 23) 31. Os vossos filhos. Com menos de 20 anos de idade (ver v. 3; Dt 1:39). 33. Serão pastores. O povo peregrinaria pelo deserto, cuidando de seus rebanhos. A mesma palavra é usada diversas vezes (Gn 13:7; 47:3; Êx 2:17; Is 31:4; Jr 6:3). Consuma. A palavra assim traduzida não significa "desgastar-se" ou "apodrecer", mas "ser usado até o fim", "ser rivalizado", "ser exterminado". Refere-se ao desaparecimento completo dos condenados a morrer. A mesma palavra é traduzida como "~e acabou" (Gn 47:18), "fim" (Jó 31:40) e "caída" (Is 18:5). 34. Cada dia. De yom, palavra traduzida de diversas formas, como "dia" (Pv 25:20), "tempo" (Gn 26:8; 40:4), "idade" (Gn 18: 11), "quando" (Lv 14:57), "hoje" (Dt 31:21), "agora" (lsm 9:27, ARC), "anos" (2Sm 13:23), "todos os dias" (2Rs 17:37), "longevidade" (Sl91:16), "qualquer dia da minha vida" (Jó 27:6) e "ano" (Êx 13:10). Fica claro que yom era um termo mais flexível em seu significado do que a palavra usada hoje para "dia". No hebraico familiar, yamin, "dias", era empregado com frequência para designar "ano" (ver Êx 13:10; Lv 25:29; Nm 9:22; Js 13:1; Jz 11:40; 17:10; 21:19; 1Sm 1:3; 2:19; 20:6; 27:7; 2Sm 14:26; 1Rs 1:1; 2Cr 21:19; Am 4:4). A palavra yom é uma forma suavizada de hom, "calor", do radical yaham, "estar quente". Dizia-se que cada dia era composto por "tarde", a parte escura ou "fresca" (Gn 1:4, 5; 3:8), e "manhã", a parte luminosa ou "quente" (Gn 1:4, 5; 18:1). Da mesma maneira, um ano era formado pelo frio do inverno e pelo calor do verão (ver Gn 8:22). Portanto, dia e ano se assemelhavam com respeito a seus ciclos de temperatura, uma característica importante para ambos. Em Gênesis 8:22, as várias expressões "sementeira e ceifa", "frio e calor", "verão e inverno" e "dia e noite" são usadas nesse sentido paralelo. As primeiras duas são o produto ou resultado dos dois últimos pares. Nas duas primeiras, o calor se segue ao frio; nas duas últimas, o frio é posterior ao calor. Observe especialmente o estrito paralelismo dos dois últimos pares, nos quais o calor e o frio do ano são paralelos ao calor e ao frio do dia...,. ~ Neste versículo (Nm 14:34), ocorre o primeiro uso das palavras "dia" e "ano" juntas em sentido correlato, num contexto profético. Os espias passaram 40 dias analisando a terra de Canaã e fizeram um relato pessimista quanto às perspectivas de ocupá-la. Ao proceder assim, demonstraram falta de fé nas promessas de Deus e em Seu poder para cumpri-las. Mesmo assim, o relatório foi aceito 943
56 14:37 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA pelo povo (ver com. do v. 4). Como resultado dessa decisão, a nação foi sentenciada a 40 anos de sofrimento no deserto. Os 40 dias literais foram proféticos de 40 anos literais: um ano de peregrinação corretiva no deserto para cada dia desprovido de fé na caminhada pela terra prometida. Esse não é um exemplo isolado do uso do princípio do dia-ano na profecia. Isso fica evidente em Ezequiel4:7, onde ele é aplicado mais uma vez. Deus disse a Ezequiel: "Quarenta dias te dei, cada dia por um ano"; e, ao fazer isso, confirmou o princípio estabelecido em Números 14:34. Meu desagrado. De um verbo que significa "atrapalhar", "frustrar", "restringir". Também é traduzido por "desaprovar" (Nm 30:S, 8, 11), "desanimar" (Nm 32:7), "desencorajar" (Nm 32:9) e "anular" (SI 33:10). Os israelitas haviam se colocado em oposição a Deus e se afastado dele. A fim de que aprendessem a cooperar com o Senhor, Ele ordenou que experimentassem Sua oposição e a frustração dos planos do povo. 37. De praga. Literalmente, um "golpe". A mesma palavra é usada para as dez pragas do Egito (Êx 9:14), para a praga que se seguiu à rebelião de Corá, Datã e Abirão (Nm 16:48, 49) e para o extermínio pela espada (1Sm 4: 17; 2Sm 17:9; 18:7). Não se revela o tipo de "golpe" que castigou o povo nesta ocasião. Perante o SENHOR. Ou seja, a "praga" era um julgamento divino. 40. Do monte. A saber, a "região montanhosa dos amorreus" (Dt 1:19, 20) ou a área serrana do Neguebe, ao norte de Cades Barneia (ver com. de Nm 13:17). Eis-nos aqui. Um reconhecimento de que estavam prontos para fazer conforme Calebe e Josué lhes haviam falado (Nm 13:30; 14:9). 41. Por que. Deus havia ordenado uma mudança de rumo (v. 2S), não que o povo avançasse. 42. Não estará no meio de vós. A arca não acompanharia os israelitas nessa empreitada (Nm 14:44; ver Js 6:8, 9) nem a nuvem iria adiante deles. 44. Tentaram. Um caso gritante de conduta imprudente e presunçosa contra a vontade de Deus. A arca. A nuvem repousava sobre o tabernáculo. Portanto, Moisés não fez nenhum movimento para sair do arraial, e os levitas não levaram a arca à frente do povo (Nm 9:21, 22; 10:33). Ao que parece, com exceção dos levitas, todas as outras tribos partiram. 45. Horma. Significa "consagrada à destruição". Horma foi uma cidade atribuída posteriormente à Judá ou Simeão e é mencionada várias vezes nas Escrituras (Nm 21:3; Jz 1:17; 1Sm 30:30). A rota da empreitada é apresentada com mais detalhes em Deuteronômio 1:44. Sua extensão sugere que o número de feridos e de mortos foi elevado. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE 1-4S- PP, ; HR, 1S9-163; T4, I49-IS4; TS, TS, 377 I,2-T4,I49 I-S- PP, 389; HR, IS9 2- PP, 39I; HR, I63; T4, ISO 2-4- TS, T4, 1SO 4- HR, I60; T4, ISO S - T4, I49, ISI; TS, T4, 149; TS, HR, I7S 7-9- PP, 390; HR, I60; T4, I49; TS, CBV, SlO lo- PE, I4; T4, ISI; TS, PP, HR, PR, 312; T4, IS T4, 1S2 16- TS, PR, 313; PP, 390; HR, 162; T4, 1S2 19- MCH, MCH, 20, , 21 - PR, HR, PP, 391; TS, 303, 378, 380 2S - HR, 162
57 NÚMEROS 14: HR, , 29 - PP, 391 ~ ~ 29- T4, , 30- FEC, 508; Te, 13; T4, Ed, 149; FEC, PP, 39 1; HR, 163; T4, FEC, 505; HR, DTN, 233; Ev, 696; GC, 324; PR, 368; PP, 391; HR, , 37 - PP, T4, , 40- PP, PP, T4, , 45 - PP, 437 CAPÍTULO 15 1 A lei das ofertas de manjares e das libações. 13, 29 Os estrangeiros deviam obedecer à mesma lei. 17 A lei das primícias da farinha como oferta da eira. 22 O sacrifício pelos pecados por ignorância. 30 O castigo pela presunção. 32 Pena de apedrejmnento para os violadores do sábado. 37 A lei das borlas. 1 Disse o SEN HOR a Moisés: 2 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra das vossas habitações, que Eu vos hei de dar, 3 e ao SEN HOR fizerdes oferta queimada, holocausto ou sacrifício, em cumprimento de um voto ou em oferta voluntária, ou, nas vossas festas fixas, apresentardes ao SENHOR aroma agradável com o sacrifício de gado e ovelhas, 4 então, aquele que apresentar a sua oferta ao SEN HOR, por oferta de manjares, trará a décima parte de um efa de flor de farinha, misturada com a quarta parte de um him de azeite. 5 E de vinho para libação prepararás a quarta parte de um him para cada cordeiro, além do holocausto ou do sacrifício. 6 Para cada carneiro prepararás uma oferta de manjares de duas décimas de um efa de flor de farinha, misturada com a terça parte ele um him ele azeite; 7 e de vinho para a libação oferecerás a terça parte de um him ao SENHOR, em aroma agradável. 8 Quando preparares novilho para holocausto ou sacrifício, em cumprimento de um voto ou um sacrifício pacífico ao SENHOR, 9 com o novilho, trarás uma oferta de manjares de três décimas de um efa de flor de farinha, misturada com a metade de um him de azeite, lo e de vinho para a libação trarás a metade ele um him, oferta queimada de aroma agradável ao SENHOR. ll Assim se fará com todos os novilhos, carneiros, cordeiros e bodes. 12 Segundo o número que oferecerdes, assim o fareis para cada um. 13 Todos os naturais assim farão estas coisas, trazendo oferta queimada de aroma agradável ao SENHOR. 14 Se também morar convosco algum estrangeiro ou quem quer que estiver entre vós durante as vossas gerações, e trouxer uma oferta queimada de aroma agradável ao SEN HOR, como vós fizereles, assim fará ele. 15 Quanto à congregação, haja apenas um estatuto, tanto para vós outros como para o estrangeiro que morar entre vós, por estatuto perpétuo nas vossas gerações; como vós sois, assim será o estrangeiro perante o SENHOR. 16 A mesma lei e o mesmo rito haverá para vós outros e para o estrangeiro que mora convosco. 17 Disse mais o SENHOR a Moisés: 18 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando chegardes à terra em que vos farei entrar, 19 ao comercies do pão da terra, apresentareis oferta ao SENHOR. 20 Das primícias da vossa farinha grossa apresentareis um bolo como oferta; como oferta da eira, assim o apresentareis. 945
58 15:2 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 21 Das primícias da vossa farinha grossa apresentareis ao SENHOR oferta nas vossas gerações. 22 Quando errardes e não cumprirdes todos estes mandamentos que o SENHOR falou a Moisés, 23 sim, tudo quanto o SENHOR vos tem mandado por Moisés, desde o dia em que o SENHOR ordenou e daí em diante, nas vossas gerações, 24 será que, quando se fi zer alguma coisa por ignorância e for encoberta aos olhos da congregação, toda a congregação oferecerá um no- ~ "' vi lho, para holocausto de aroma agradável ao SENHOR, com a sua oferta de manjares e libação, segundo o rito, e um bode, para oferta pelo pecado. 25 O sacerdote fará expiação por toda a congregação dos filhos de Israel, e lhes será perdoado, porquanto foi erro, e trouxeram a sua oferta, oferta queimada ao SENHOR, e a sua oferta pelo pecado perante o SENHOR, por causa do seu erro. 26 Será, pois, perdoado a toda a congregação dos filhos de Israel e mais ao estrangeiro que habita no meio deles, pois no erro foi envolvido todo o povo. 27 Se alguma pessoa pecar por ignorância, apresentará uma cabra de um ano como oferta pelo pecado. 28 O sacerdote fará expiação pela pessoa que errou, quando pecar por ignorância perante o SENHOR, fazendo expiação por ela, e lhe será perdoado. 29 Para o natural dos filhos de Israel e para o estrangeiro que no meio deles habita, tereis a mesma lei para aquele que isso fizer por ignorância. 30 Mas a pessoa que fi zer alguma coisa atrevidamente, quer seja dos naturais quer dos estrangeiros, injuria ao SENHOR; tal pessoa será eliminada do meio do seu povo, 31 pois desprezou a palavra do SENHOR e violou o seu mandamento; será eliminada essa pessoa, e a sua iniquidade será sobre ela. 32 Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no di a de sábado. 33 Os que o acharam apanhando lenha o trouxeram a Moisés, e a Arão, e a toda a congregação. 34 Meteram-no em guarda, porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer. 35 Então, disse o SENHOR a Moisés: Tal homem será morto; toda a congregação o apedrejará fora do arraial. 36 Levou-o, pois, toda a congregação para fora do arraial, e o apedrejaram; e ele morreu, como o SENHOR ordenara a Moisés. 37 Disse o SENHOR a Moisés: 38 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes que nos cantos das suas vestes façam borlas pelas suas gerações; e as borlas em cada canto, presas por um cordão azul. 39 E as borlas estarão ali para que, vendo -as, vos lembreis de todos os mandamentos do SENHOR e os cumprais; não segui reis os desejos do vosso coração, nem os dos vossos olhos, após os quais andais adulterando, 40 para que vos lembreis de todos os Meus mandamentos, e os cumprais, e santos sereis a vosso Deus. 41 Eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para vos ser por Deus. Eu sou o SENHOR, vosso Deus. 2. Quando entrardes na terra. Estas palavras deixam claro que as leis aqui ordenadas não eram para o deserto e que Israel certamente entraria na terra prometida. Portanto, supomos que a referência não é a toda a congregação (Nm 14:31), mas aos jovens, que não estavam condenados a morrer no deserto. 3. Oferta queimada. Isto é, qualquer sacrifício queimado sobre o altar, por completo ou em parte. Holocausto. Esta oferta era totalmente queimada. Todas as manhãs e tardes, um cordeiro era apresentado desta maneira em prol de toda a congregação (Êx 29:38-40; ver com. de Lv 1:3). 946
59 NÚMEROS 15:23 Sacrifício. Trata-se do sacrifício pacífico, mencionado no v. 8 (ver Êx 18:12; Lv 1:3; 17:5, 8). Em cumprimento de um voto. Explicando o "sacrifício", ou seja, a oferta pacífica apresentada para cumprir um voto voluntário (L v 7: 16; 22:21). Nas vossas festas fixas. Momentos apropriados para a apresentação de ofertas adicionais (ver Lv 23 e Nm 29:39). Aroma agradável. Em relação à fragrância da vida do cristão, ver com. de 2 Coríntios 2: Oferta de manjares. A palavra hebraica, que significa "presente" ou "tributo", se referia originalmente a qualquer tipo de sacrifício (ver Gn 4:4). No Sinai, foi limitada à oferta de cereais. Décima parte de um efa de flor de farinha. Ou seja, um ômer (Êx 16:36), ~.,. o equivalente a cerca de 2 litros. A quarta parte de um him. Pouco menos de 1 litro. 5. Libação. De um radical que significa "derramar" (Jr 7:18; Os 9:4). Também usado para se referir ao processo de fundir metais (Is 40:19); o substantivo derivado é traduzido por "imagens de fundição", "imagem de escultura", "imagem que esculpiu" (Is 41 :29; 48:5; Jr 10:14; 51:17). Cada cordeiro. Quando havia mais de um cordeiro, a libação e a oferta de manjares era proporcionalmente aumentada. Assim era feito em especial no dia de sábado (Nm 28:4-9). Não se faz menção ao sal; no entanto, deve ter sido acrescentando, já que ele não podia faltar em nenhum sacrifício (Lv 2:13). 6. Para cada carneiro. O sacrifício deste animal tem sido considerado mais aceitável do que o de um cordeiro. A oferta de manjares e a libação que O acompanhava eram maiores, proporcionais ao tamanho do animal. 7. Vinho. É possível que, na época, a libação fosse derramada sobre o sacrifício. Posteriormente, passou a ser derramada sobre o altar (Josefo, Antiguidades, iii.9.4). A terça parte de um him seria equivalente a pouco mais de um litro. 8. Para holocausto. Esta era uma oferta voluntária e considerada muito aceitável ao Senhor. Não era apresentada em cumprimento de um voto, mas apenas como gesto de amor a Deus. 9. Oferta de manjares. Uma minhah, ou oferta de cereais. Estas ofertas aumentavam na proporção do tamanho dos holocaustos apresentados: determinada quantidade para um cordeiro (v. 4), mais para um carneiro (v. 6) e, para um novilho, três décimas de flor de farinha com metade de um him de azeite. 12. Segundo o número. A proporção das ofertas de manjares e libações seguia ordens e regras estritas. 13. Os naturais. Nascidos na terra, ou seja, israelitas nativos. 14. Algum estrangeiro. Um peregrino (Nm 9:14). A LXX chama "prosélito". 15. Um estatuto. A saber, para os sacrifícios. Assim será o estrangeiro. Os judeus, mais tarde, interpretaram que essa recomendação não incluía o direito a pertencer ao Sinédrio ou ao conselho em Jerusalém. 16. A mesma lei e o mesmo rito. Esta atitude liberal era planejada para incentivar os estrangeiros a se tornarem prosélitos da religião judaica e garantir que receberiam um bom tratamento da parte dos judeus. 19. Pão da terra. Isto é, aquilo que a terra produzia (ver Sl104:14, 15). 20. Um bolo. Não era colocado sobre o altar, mas entregue aos sacerdotes, a quem eram destinadas todas as ofertas da eira (Nm 18:8). Essas ofertas eram elevadas ao ser apresentadas ao Senhor, reconhecendo Seu papel como criador e doador de todas as coisas. 23. O SENHOR vos tem mandado por Moisés. A palavra "Moisés" foi acrescentada 947
60 15:24 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA pelos tradutores. Não se encontra no texto hebraico. O sentido fica mais claro sem ela. 24. Por ignorância. Ou seja, não planejado, sem intenção deliberada da parte do transgressor. O termo hebraico denota transgressões cometidas inconscientemente. Encoberta aos olhos. Literalmente, "dos olhos de" (ver Lv 4:13), ou seja, um pecado pessoal não conhecido por todos. 25. Expiação. Da mesma palavra hebraica também traduzida por "propiciatório", cujo sentido primário é "cobrir". É significativo que toda a congregação estivesse envolvida no pecado de uma só pessoa e no sacrifício feito por ela. Esse fato é enfatizado no v Alguma pessoa. Literalmente, "alma da vida", ou seja, uma criatura viva. Uma cabra. Em Levítico 4:28, é especificada uma "cabra sem defeito", sem menção à idade do animal. 30. Atrevidamente. Literalmente, "com a mão levantada", com intenção expressa (ver Dt 17:12; Sl19:13). Eliminada. O sistema de sacrifícios não fornecia expiação para a oposição deliberada à vontade e aos mandamentos de Deus. 31. Desprezou a palavra. Pode ser comparada com a experiência de Davi (2Sm 12:9; ver também Pv 13:13; 19:16). 32. Apanhando lenha. A observância do sábado, o sétimo dia da semana da criação, era tão obrigatória no deserto como na terra de Canaã (Êx 16:27-30). A pena de morte fora estabelecida em caso de profanação (Êx 31:14, 15; 35:2). No clima quente do deserto, o fogo era desnecessário para a saúde e não deveria ser aceso no sábado (ver com. Êx 16:23; 35:3). O ato desse homem demonstrava ~ r.> presunção clara e, por isso, consistia num indicativo ao povo do tipo de pecado mencionado em Números 15: A congregação. Na verdade, provavelmente um conselho de anciãos, que representava a congregação (Êx 18:25, 26). 34. O que se lhe devia fazer. Inquestionavelmente, a pena era a morte (Êx 31:14; 35:2). Mas não estava claro como o infrator deveria morrer. Moisés desejava obter esclarecimento a esse respeito. 35. Toda a congregação o apedrejará. Esta era a pena para grandes crimes (Lv 20:2; 24:14). Esse homem foi o primeiro a quebrar a observância do santo sábado desde a entrega da lei, pelo menos o primeiro a ser registrado. Fora do arraial. Provavelmente a fim de evitar a contaminação cerimonial do arraial (ver At 7:58; Hb 13:12). 36. Ele morreu. Foi a atitude atrevida do homem que ocasionou a severa retribuição. Ele transgrediu o sábado deliberadamente. 38. Borlas em cada canto. Literalmente, "nas asas" de suas vestes, referindo -se talvez à orla (ver Mt 14: 36; Me 6:56). A palavra traduzida por "borlas" é usada para a lâmina de ouro que ficava sobre a mitra de Arão (Êx 28:36); em Jeremias 48:9, é traduzida por "asas" e, em Ezequiel 8:3, por "cachos" de cabelo. 39. Para que, vendo-as. As "borlas" deveriam ser um lembrete constante aos israelitas de que pertenciam a Deus e de que, tanto no vestir como em outros hábitos, deveriam seguir os princípios transmitidos pelo Senhor. 40. Santos sereis. A santidade não é alcançada por observâncias exteriores, como por meio do uso de borlas e tiras, mas somente pela obediência à vontade de Deus. 41. O SENHOR, vosso Deus. Isto é, "Yahweh, vosso Deus". Neste curto versículo, a expressão é proferida duas vezes. Deve ter sido enfatizada desta maneira tendo em vista a prontidão do povo em adorar e servir outros deuses. 948
61 NÚMEROS 15:41 COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE 15 - PP, PR, PP, T3, T1, 524 CAPÍTULO 16 1 A rebelião de Corá, Datã e Abirão. 23 Moisés separa as pessoas das tendas rebeldes. 31 A terra engole Corá e um fogo consome os outros. 36 Os incensários são reservados para uso sagrado. 41 Um total de pessoas morre de praga por murmurar contra Moisés e Arão. 46 Arão faz cessar a praga usando o incenso. l Corá, filho de lsar, filho ele Coate, filho de Levi, tomou consigo a Datã e a Abirão, filhos de Eliabe, e a Om, filho de Pelete, filhos de Rúben. 2 Levantaram-se perante Moisés com duzentos e cinquenta homens dos filhos de Israel, príncipes da congregação, eleitos por ela, va rões de renome, 3 e se ajuntaram contra Moi sés e contra Arão e lh es disseram: Bastai Pois que toda a congregação é santa, cada um deles é santo, e o SEN HOR está no meio deles; por que, poi s, vos exaltais sobre a congregação do SE NHOR? 4 Tendo ouvido isto, Moisés caiu sobre o seu rosto. 5 E falou a C orá e a todo o seu grupo, dizendo: Amanhã pela manhã, o SEN HOR fará saber quem é dele e quem é o santo que Ele fa rá chegar a Si; aq uele a quem escolher fará chegar a Si. 6 Fazei isto: tomai vós in censários, Corá e todo o seu grupo; 7 e, pondo fogo neles amanhã, sobre eles deitai incenso perante o SE NHOR ; e será que o homem a quem o SEN HOR escolher, este será o santo; basta-vos, filhos de Levi. 8 Disse mais Moisés a Corá: Ouvi agora, fi ~ "' lhos de Levi: 9 acaso, é para vós outros coi sa de somenos que o Deus ele Israel vos separou el a congregação de Israel, pa ra vos fazer chegar a Si, a fim de cumprirdes o serviço do tabernáculo do SEN HOR e estardes perante a congregação para ministrar-lhe lo e te fez chega r, C orá, e todos os teus irmãos, os filhos de Levi, contigo? Ainda também procurais o sacerdócio? ll Pelo que tu e todo o teu grupo juntos esta is contra o SEN HOR ; e Arão, que é ele para que murmureis contra ele? 12 Mandou Moisés chamar a Datã e a Abirão, filhos de Eliabe; porém eles disseram: Não subiremos; 13 porventura, é coisa de somenos que nos fizeste subir de uma terra que mana leite e mel, para fazer-nos morrer neste deserto, senão que também queres fazer-te príncipe sobre nós? 14 Nem tampouco nos trouxeste a uma terra que mana leite e mel, nem nos deste campos e vinhas em herança; pensas que lançarás pó aos olhos destes homens? Pois não subiremos. 15 Então, M oisés irou-se muito e disse ao SE NHOR: Não atentes para a sua oferta; nem um só jumento levei deles e a nenhum deles fi z. mal. 16 Disse mais Moisés a Corá: Tu e todo o teu grupo, ponde-vos perante o SEN HOR, tu, e eles, e Arão, amanhã. 17 Tomai cada um o seu incensário e neles ponde incenso; trazei-o, cada um o seu, perante o SEN HOR, duzentos e cinquenta incensários; também tu e Arão, cada qual o seu. 18 Tomaram, pois, cada qual o seu incens<írio, neles puseram fogo, sobre eles deitaram in censo e se puseram perante a porta da tenda da congregação com Moisés e Arão. 949
62 16:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 19 Corá fez ajuntar contra eles todo o povo à porta da tenda da congregação; então, a glória do SENHOR apareceu a toda a congregação. 20 Disse o SENHOR a Moisés e a Arão: 21 Apartai-vos do meio desta congregação, e os consumirei num momento. 22 Mas eles se prostraram sobre o seu rosto e disseram: Ó Deus, Autor e Conservador de toda a vida, acaso, por pecar um só homem, indignar -Te-ás contra toda esta congregação? 23 Respondeu o SEN HOR a Moisés: 24 Fala a toda esta congregação, dizendo: Levantai-vos do redor da habitação de Corá, Datã e Abirão. 25 Então, se levantou Moisés e foi a Datã e a Abirão; e após ele foram os anciãos de Israel. 26 E disse à congregação: Desviai-vos, peço -vos, das tendas destes homens perversos e não toqueis nada do que é seu, para que não sejais arrebatados em todos os seus pecados. 27 Levantaram-se, pois, do redor da habitação de Corá, Datã e Abirão; e Datã e Abirão saíram e se puseram à porta da sua tenda, juntamente com suas mulheres, seus fi lhos e suas crianças. 28 Então, disse Moisés: Nisto conhecereis que o SENHOR me enviou a realizar todas estas obras, que não procedem de mim mesmo: 29 se morrerem estes como todos os homens morrem e se forem visitados por qualquer castigo como se dá com todos os homens, então, não sou enviado do SENHOR. 30 M as, se o SENHOR criar alguma coisa inaudita, e a terra abrir a sua boca e os tragar com tudo o que é seu, e vivos descerem ao abismo, então, conhecereis que estes homens desprezaram o SENHOR. 31 E aconteceu que, acabando ele de fa lar todas estas palavras, a terra debaixo deles se fendeu, 32 abriu a sua boca e os tragou com as suas casas, como também todos os homens que pertenciam a Corá e todos os seus bens. 33 Eles e todos os que lhes pertenciam desceram vivos ao abismo; a terra os cobriu, e pereceram do meio da congregação. 34 Todo o Israel que estava ao redor deles fugiu do seu grito, porque diziam: Não suceda que a terra nos trague a nós também. 35 Procedente do SENHOR saiu fogo e consumiu os duzentos e cinquenta homens que ofereciam o incenso. 36 Disse o SENHOR a Moisés: 37 Dize a Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, que tome os incensários do meio do incêndio e espalhe o fogo longe, porque santos são; 38 quanto aos incensários daqueles que pecaram contra a sua própria vida, deles se façam lâminas para cobertura do altar; porquanto os trouxeram perante o SENHOR; pelo que santos..,. ~ são e serão por sinal aos fi lhos de Israel. 39 Eleazar, o sacerdote, tomou os incensários de metal, que tinham trazido aqueles que foram queimados, e os converteram em lâminas para cobertura do altar, 40 por memorial para os filhos de Israel, para que nenhum estranho, que não for da descendência de Arão, se chegue para acender incenso perante o SENHOR; para que não seja como Corá e o seu grupo, como o SENHOR lhe tinha dito por Moisés. 41 Mas, no dia seguinte, toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão, di zendo: Vós matastes o povo do SENHOR. 42 Ajuntando-se o povo contra Moisés e Arão e virando-se para a tenda da congregação, eis que a nuvem a cobriu, e a glória do S ENHOR apareceu. 43 Vieram, pois, Moisés e Arão perante a tenda da congregação. 44 Então, fa lou o SENHOR a Moisés, di zendo: 45 Levantai-vos do meio desta congregação, e a consumirei num momento; então, se prostraram sobre o seu rosto. 46 Disse Moisés a Arão: Toma o teu incensário, põe nele fogo do altar, deita incenso sobre ele, vai depressa à congregação e faze expiação por eles; porque grande indignação saiu de diante do SENHOR; já começou a praga. 47 Tomou-o Arão, como Moisés lhe falara, 950
63 NÚMEROS 16:3 correu ao meio da congregação (eis que já a praga havia começado entre o povo), deitou incenso nele e fez expiação pelo povo. 48 Pôs-se em pé entre os mortos e os vivos; e cessou a praga. 49 Ora, os que morreram daquela praga foram catorze mil e setecentos, fora os que morreram por causa de Corá. 50 Voltou Arão a Moisés, à porta da tenda da congregação; e cessou a praga. 1. Corá. Ele era descendente de Levi (Êx 6:16, 18, 21; lcr 6:37, 38). Os coraítas acampavam do lado sul do tabernáculo, perto dos rubenitas. Os filhos de Corá receberam aresponsabilidade pelo ministério da música e do canto nos cultos do santuário (ver títulos de SI 42, 44-49, 84, 85, 87, 88). Tomou consigo. A KJV diz "tomou homens". Não há razão para o acréscimo da palavra "homens". Em hebraico, o objeto do verbo não é fornecido. Alguns sugerem que seria mais preciso ler "ofertas" em lugar de "homens". Talvez seja melhor considerar que o objeto do verbo "tomou" fosse a expressão "homens dos filhos de Israel", do v. 2. Datã e Abirão. O nome Datã não é encontrado em nenhuma outra parte do A T. O pai dos dois era Palu, o segundo filho de Rúben (Nm 26:5, 8, 9). Om. Esta pessoa nunca mais é mencionada. Alguns pensam que isso in~ica seu afastamento da conspiração e sua recusa em participar dela. Filhos de Rúben. Datã e Abirão, príncipes da tribo de Rúben, reivindicavam para si o direito da liderança civil em Israel, por serem descendentes do primogênito de Jacó. 2. Perante Moisés. Literalmente, "contra a face de Moisés", ou seja, de maneira aberta e desafiadora. Príncipes da congregação. Homens que pertenciam a outras tribos e também à de Levi. Eleitos por ela. Uma provável referência ao fato de serem chamados para consultas públicas em deliber~ções sobre assuntos importantes. Varões de renome. Literalmente, "homens de nome". Homens tidos em alta estima na congregação estiveram envolvidos na insurreição, tornando-a, assim, ainda mais séria. Expressões semelhantes podem ser encontradas em Gênesis 6:4; l Crônicas 5:24 e 12:30. Estão em contraste com Jó 30:8, em que a expressão "filhos de doidos" tem o sentido literal de "filhos de homens sem nome". 3. A congregação é santa. Isto é, qualificada para exercer o sacerdócio. A expressão pode se referir ao fato de que, antes do tempo de Moisés, qualquer um podia oferecer sacrifícios dentro da própria família. Mas, agora, tal ofício estava reservado a uma família, que desfrutava todos os benefícios provenientes desse privilégio. Em certo sentido, é verdade que toda a congregação era ~ j santa, pois Israel era o povo escolhido por Deus, separado das nações vizinhas (Êx 19:6; Lv 20:26). No entanto, o Senhor ordenara que a igreja teocrática exercesse suas funções sacerdotais externas por meio de uma só família, separada para esse propósito. No meio deles. Em particular, por meio da coluna de nuvem e do santuário. Os rebeldes sugeriram que, além de Yahweh, não era necessário outro líder (ver Êx 29:45). Sobre a congregação. A palavra aqui traduzida por "congregação" é diferente da anterior neste versículo. A primeira "congregação" provém do radical "nomear", "encontrar com hora marcada". O substantivo derivado do verbo quase sempre é traduzido por "congregação" e, com frequência, se usa para uma reunião informal do povo. Em Juízes 14:8, o termo é empregado para designar um "enxame"; em Salmo 68:30, 951
64 16:4 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA para uma "multidão" de touros. Nesta segunda ocorrência de "congregação", a referência é a toda sorte de reuniões de pessoas, seja para instrução religiosa, oração, guerra ou reclamação. A NVI traz "assembleia". 4. Caiu sobre o seu rosto. Presume-se que Arão também tenha orado, como em Números 14:5, mas é possível que ele não tenha participado desta oração, na qual Moisés se prostrou perante o Senhor. 5. Falou a Corá. Moisés se levantou da oração e dirigiu-se a Corá, tratando-o como líder do grupo. Deus respondeu à oração de Moisés de imediato, orientando-o por meio de Seu Espírito. Pela manhã. Literalmente, "de manhã". Não haveria atraso, nem suspense além do restante do dia, a fim de se dar tempo aos rebeldes para pensar no que estavam fazendo, para se arrepender e retratarse caso se sentissem inclinados a fazê-lo. O SENHOR fará saber. Yahweh assumiria o controle e provavelmente daria algum sinal externo pelo qual todos deveriam esperar. Quem é o santo. Isto é, "quem é dele". As pessoas que pertencem a Deus, são santas, separadas e consagradas, aptas para o serviço mais elevado. Fará chegar a Si. É possível que o sentido da expressão seja aproximar-se do altar para ministrar. É usada com frequência em relação aos sacerdotes (Lv 21:17; Ez 40:46). 6. lncensários. A mesma palavra hebraica é traduzida por "braseiros" (Êx 27:3). O oferecimento de incenso era considerado uma das mais santas funções sacerdotais (ver com. de Lc 1:9). Corá e os homens que estavam com ele foram convidados a realizar um importantíssimo dever do ofício ao qual aspiravam. 7. Basta-vos. Moisés usa a mesma palavra dita por Corá no v Filhos de Levi. Uma vez que Moisés dirige seus comentários aos levitas, parece que um número considerável de integrantes desta tribo foi influenciado pelos argumentos de Corá. 9. Coisa de somenos. Ou melhor, "é pouco demais para vocês?" (ver Nm 16:13; Is 7:13). Corá e os levitas que o acompanhavam já desfrutavam grandes privilégios, maiores que os das outras tribos; mesmo assim, porém, não estavam satisfeitos. Desejavam ter as mesmas prerrogativas da família de Arão. Chegar a Si. Os levitas já haviam sido designados para o serviço santo. Para eles, portanto, aspirar ao sacerdócio era um ato da mais fl agrante presunção. 11. Contra o S ENHOR. A rebelião não era contra Arão, mas contra Deus (ver Êx 16:8; 1Sm 8:7; At 5:3). E Arão, que é ele [... ]? Arão era servo de Deus, escolhido pelo próprio Senhor; portanto, a responsabilidade não era dele. 12. Datã e a Abirão. Após desafiar Corá, o líder, e seus seguidores levitas para um teste no dia seguinte (v. 5-7), Moisés convocou Datã e Abirão, os conspiradores da tribo de Rúben. Não subiremos. Os homens se recusaram a submeter seu caso a uma decisão judicial. A palavra "subiremos" é o termo hebraico para se apresentar perante um tribunal (ver Dt 25:7; ]z 4:5 ). Eles negaram a autoridade legal de Moisés. 13. Leite e mel. Uma referência à fartura de boas coisas no Egito, em contraste com o deserto estéril no qual o povo se encontrava na ocasião. Príncipe sobre nós. Um comentário ousado, sugerindo que Moisés exercia poder autocrático sobre os israelitas. 14. Lançarás pó aos olhos. Ou "cegarás". Estas palavras sugeriam que Moisés tentava enganar o povo. Alguns já interpretaram a expressão de maneira literal, como no caso de Sansão (Jz 16:2 1). A prim eira ~ ~ explicação parece mais provável nesta circunstância (ver PP, 399). 952
65 NÚMEROS 16: lrou-se muito. Ou "ficou extremamente triste" (LXX). Nem mesmo a mansidão de Moisés era capaz de suportar a insolência dos rebeldes (ver com. de Nm 12:3). Não atentes. Referência ao incenso que os rebeldes estavam prestes a oferecer (ver Gn 4:4,5). Nem um só jumento. Ver o protesto de Samuel (ISm 12:3). A nenhum deles fiz mal. Moisés não praticara nenhum tipo de opressão; pelo contrário, ele ia além do comum para fa zer o bem. 17. Perante o SENHOR. Isto é, no átrio do tabernáculo. Duzentos e cinquenta incensários. O total de príncipes rebeldes (v. 2). 18. Cada qual o seu incensário. Ou seja, o grupo de 250 homens. Neles puseram fogo. É possível que o fogo viesse do altar dos holocaustos, que fi cava no átrio (ver Lv 16:12, 13). Os rebeldes se encontravam dentro do átrio. 19. A glória do SENHOR. Esta é a segunda aparição especial da glória de Yahweh (Nm 14:10), a qual saiu do lugar santíssimo, onde costumava permanecer. A toda a congregação. Deve ter sido um espetáculo incrível. A grande maioria do povo, sem discernimento, seguira Corá. 21. Apartai-vos. A congregação que havia se reunido ao chamado de Corá, aliando-se, assim, à rebelião, se tornou alvo do desprazer de Deus (ver Gn 19 :1 7, 22; Jr 51:6, 9). 22. Eles se prostraram sobre o seu rosto. Para clamar a Deus (v. 4). Deus, Autor e Conservador de toda a vida. Aquele que criou o corpo, a alma e o espírito do ser humano tem total conhecimento dos pensamentos de cada um. Deus é plenamente capaz de discernir entre o culpado e o inocente. 25. Os anciãos. A saber, os 70 anciãos escolhidos para auxiliar Moisés (Nm 1l:l6). Fica claro que Moisés contava com o apoio dos líderes oficiais do povo. 26. Destes homens perversos. Os israelitas são exortados a se separar por completo dos rebeldes naquele mesmo instante. Não toqueis nada do que é seu. Todos os bens dos rebeldes, assim como os próprios indivíduos, eram anátema, condenados para a destruição; por isso, não deveriam ser tocados (Dt 13:17; ver Acã, Js 7:1 ). Arrebatados em todos os seus pecados. Literalmente, "varridos com todas as suas transgressões". Ver a experiência semelhante dos habitantes de Sodoma (Gn 18:23; 19:25). 27. Datã e Abirão. Corá não é mencionado, mas, ao que tudo indica, permaneceu com eles, pois seu nome aparece na primeira parte do versículo. Suas crianças. A palavra que serve de radical, traduzida por "cri anças", significa "dar passos rápidos", "andar com passos curtos", e se refere a crianças que têm idade suficiente para caminhar com segurança por conta própria. A mesma palavra é usada em 2 Crônicas 20:13 e 31:1 8. Deus não impôs a pena de morte a crianças pequenas. Mas, como ocorre com frequência, crianças inocentes sofreram pela obstinação dos mais velhos que se recusa ram a se arrepender ou mesmo a atenta r para a advertência de fugir. Pelo menos alguns dos filhos de Corá sobreviveram (Nm 26: 11 ; Êx 6:24). 28. De mim mesmo. Literalmente, "de meu coração" (A RC; "de minha mente, KJV). Moisés não fora governado por ambições pessoais. O hebraico bíblico não tem uma palavra para designar "mente" (ver J r 23 :16, 20). 29. Então [... ] não sou enviado do SENHOR. É ainda mais enfático no hebraico: "Não foi o SENHOR quem me enviou ". O uso da negativa atribui ênfase (ver Gn 45:8; 1Sm 6:9). 953
66 16:30 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 30. Criar alguma coisa inaudita. Literalmente, "mas se Yahweh criasse uma criação". Moisés estava pedindo uma manifestação extraordinária (ver Êx 34:10; Jr 31:22) que não pudesse ser explicada de outro modo, a não ser como uma intervenção divina. Descerem ao abismo. Eles desceriam, literalmente, "vivos para o sheol", embora estivessem ali em perfeita saúde. A KJV diz que eles desceriam "rápido", quich, uma palavra arcaica que quer dizer "vivos". O sheol é a sepultura, o lugar dos mortos (ver com. de Gn 37:35 e Sll6:l0). Desprezaram o SENHOR. Literalmente, "ignoraram, consideraram indigno" de ser notado (ver Nm 14:23). 31. Acabando ele de falar. Foi uma vindicação notável de Moisés, pois as pala ~,. vras mal terminaram de sair de sua boca e Deus agiu para confirmá-las e vindicar Seu servo. 32. E os tragou. Ato instantâneo de Deus para impedir a radicalização de um espírito rebelde que já havia pervertido toda a congregação. Todos os homens. Pode ser uma referência aos membros da família de Corá, embora não se faça menção das crianças mais novas (ver Nm 26:11). Também poderia estar falando dos escravos pagãos ou de israelitas seguidores de Corá. 33. A terra os cobriu. Todo o grupo foi tragado vivo conforme a previsão de Moisés (v. 30) e a terra se fechou novamente, um testemunho notável da direta intervenção divina. 34. Todo o Israel. Embora o povo estivesse a certa distância, pois havia se afastado (v. 27), o som da convulsão da terra que tragou os rebeldes e os gritos de terror e espanto das vítimas levaram-no a fugir para ainda mais longe. Trague a nós também. Conscientes dos murmúrios e da descrença anteriores (Nm 14) e também da simpatia que demonstraram pela facção rebelde, os israelitas temeram ter o mesmo destino. 35. Do SENHOR saiu fogo. Da "glória do SENHOR"; e "apareceu a toda a congregação" (v. 19; PP, 401). 37. Eleazar. Ele também foi nomeado para oficiar no sacrifício da novilha vermelha (Nm 19:3). Em ambos os casos, fica claro que era imprescindível ao sumo sacerdote evitar a imundícia cerimonial (Lv 21:10-15). Do meio do incêndio. Entre os corpos queimados. Santos são. Os incensários haviam sido usados para oferecer incenso a Yahweh, e receberam fogo sagrado do altar (Nm 16:7, 18, 46; cf. Lv 16:12-13). Antes disso, eram apenas propriedade particular dos príncipes (Nm 16:6). 38. Pecaram contra a sua própria vida. Este trecho poder ser entendido como "à custa da própria vida" (ver Pv 20:2; Hc 2:10; Hb 12:3). Cobertura do altar. O altar do incenso era de ouro (Êx 30:3; 37:26); portanto, ao que tudo indica, o texto se refere ao altar de bronze do átrio. No entanto, esse altar fora coberto de bronze durante sua fabricação no Sinai (Êx 27:2; 38:2). É provável que essa cobertura fosse uma camada adicional de bronze para proteger a superfície original de metal. Os incensários de Corá e de seus seguidores eram feitos de bronze (Nm 16:39). No tempo de Salomão, os incensários eram de ouro (l Rs 7:50; 2Cr 4:22). Sinal. Assim como o bordão de Arão (Nm 17:10). 40. Memorial. Explicação das palavras anteriores: "serão por sinal" (v. 38). Nenhum estranho. Ver a transgressão dessa advertência por Uzias (2Cr 26: 16-19). Como Corá. Para que não tivesse o mesmo destino terrível. 954
67 NÚMEROS 16:50 Dito por Moisés. Ele era o mediador entre Eleazar e Deus (ver v. 36, 37). 41. No dia seguinte. Um exemplo incrível da disposição do coração humano de ignorar os juízos divinos ocorreu no dia seguinte. Murmurou. Seria difícil encontrar um exemplo mais drástico de rebelião após demonstração tão impressionante da desaprovação divina como testemunhada pelo povo. Vós matastes. O pronome "vós" é enfático no hebraico. O povo estava atribuindo a morte dos 250 príncipes a Moisés e a Arão, pois fora ele que sugeriu que oferecessem incenso em seus incensários. Talvez o povo pensasse, também, que Moisés e Arão deveriam ter rogado a Deus que perdoasse os príncipes, em vez de clamar por sua condenação. 42. Ajuntando-se o povo contra. A simples murmuração deu lugar a ameaças de violência física (ver PP, 402). 43. Vieram, pois, Moisés e Arão. A fim de receber instrução de Deus e ficar sob Sua proteção. 44. Moisés. A LXX acrescenta o nome de Arão. Talvez Eleazar estivesse com eles (ver com. do v. 45). 45. Levantai-vos. Sem dúvida, uma referência aos três homens: Moisés, Arão e Eleazar. O verbo hebraico está no plural. Então, se prostraram. Implorando por misericórdia para o povo que merecia ser punido (v. 21). 46. Disse Moisés a Arão. Moisés atuava como um porta-voz. Toma o teu incensário. Aquele que <4 ;;] Arão usava na função de sumo sacerdote. O incenso era um símbolo de mediação e intercessão (ver Sll4l:2; Ap 8:3, 4). À congregação. Normalmente, o incenso só era oferecido no altar de ouro, dentro do santuário. Mas, nesta ocasião, por ordem de Deus, Arão o levou para o meio do povo, demonstrando assim sua autoridade proveniente do Senhor, e o poder de Deus operando nele e por meio dele. Expiação. Não havia tempo para escolher um animal e sacrificá-lo. A expiação foi feita por meio do incenso, pois a praga já corria desenfreada entre o povo. 47. Correu. Do acampamento de uma tribo para o outro. A praga irrompera em toda parte e pessoas morriam de todos os lados. 48. Entre. Como se estivesse em pé diante de uma maré, impedindo que ela avançasse. Cessou a praga. Arão foi um tipo de Cristo, que desceu e habitou em meio a seres humanos pecadores, fazendo-se um sacrifício pela humanidade (Ef 5:2). 49. Os que morreram. Sem dúvida, famílias inteiras foram eliminadas, um terrível exemplo dos males de se rebelar contra a vontade explícita de Deus. Esse total foi em adição àqueles "que morreram por causa de Corá". É possível que, ao todo, tenham perecido pelo menos 15 mil pessoas. 50. Voltou Arão. Para substituir seu incensário e se unir a Moisés, que ainda estava no tabernáculo. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE l-50- PP, ; T3, l - T 3, 343 l, 2- CRA, 428; PP, T3, Tl, 420; T2, 440; T3, PP, T3, 347 6, 7 - PP, 398 9, 14 - PP, l3 - T3, , 14 - T3, T3, PP, 400; T3, T3, 349
68 17:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 21, 22 - PP, T3, T3, PP, T3, PP, PP, 402; T3, 350, , 35 - PP, T3, PP, 402; T3, 351, 357; T5, PP, T3, T3, PP, T3, T3, PE, 99; OE, 132; PP, 402; T1, 445; T3, 238; T5, 157, PP, 403 CAPÍTULO 17 1 Apenas o bordão de Arão, entre o bordão de todas as tribos, floresceu. 1 O Ele foi guardado como monumento contra os rebeldes. 1 Disse o SENHOR a Moisés: 2 Fala aos filhos de Israel e recebe deles bordões, um pela casa de cada pai de todos os seus príncipes, segundo as casas de seus pais, isto é, doze bordões; escreve o nome de cada um sobre o seu bordão. 3 Porém o nome de Arão escreverás sobre o bordão de Levi; porque cada cabeça da casa de seus pais terá um bordão. 4 E os porás na tenda da congregação, perante o Testemunho, onde Eu vos encontrarei. 5 O bordão do homem que Eu escolher, esse florescerá; assim, farei cessar de sobre Mim as murmurações que os filhos de Israel proferem contra vós. 6 Falou, pois, Moisés aos filhos de Israel, e todos os seus príncipes lhe deram bordões; cada um lhe deu um, segundo as casas de seus pais: doze bordões; e, entre eles, o bordão de Arão. 7 Moisés pôs estes bordões perante o ~ ~ SENHOR, na tenda do Testemunho. 8 No dia seguinte, Moisés entrou na tenda do Testemunho, e eis que o bordão de Arão, pela casa de Levi, brotara, e, tendo inchado os gomos, produzira flores, e dava amêndoas. 9 Então, Moisés trouxe todos os bordões de diante do SENHOR a todos os filhos de Israel; e eles o viram, e tomou cada um o seu bordão. lo Disse o SENHOR a Moisés: Torna a pôr o bordão de Arão perante o Testemunho, para que se guarde por sinal para filhos rebeldes; assim farás acabar as suas murmurações contra Mim, para que não morram. ll E Moisés fez assim; como lhe ordenara o SENHOR, assim fez. 12 Então, falaram os filhos de Israel a Moisés, dizendo: Eis que expiramos, perecemos, perecemos todos. 13 Todo aquele que se aproximar do tabernáculo do SENHOR morrerá; acaso, expiraremos todos? 1. Disse [... ] a Moisés. É provável que isto tenha ocorrido logo após o término da praga, a fim de se tomarem medidas adicionais para extirpar por completo o espírito de rebelião. 2. Fala aos filhos de Israel. Deus ainda reconhecia em Moisés a figura de mediador entre Ele e o povo. De todos. Não de cada indivíduo, mas em representação de cada tribo. Doze bordões. Eram os símbolos oficiais da autoridade tribal conferida aos príncipes. A expressão não se refere a varas ou ramos recém-cortados de árvores. A mesma palavra hebraica é usada para o cajado de 956
69 NÚMEROS 17:1 3 Judá (Gn 38:18) e para o bordão de Moisés (Êx 4:2). Havia 12 tribos além dos levitas; mas também uma vara para Arão. Os comentaristas têm opiniões divergentes quanto a se José era contado como uma tribo, ou separadamente, como Efraim e Manassés, ou se a vara de Arão fora acrescentada às dos 12 príncipes das tribos. Escreve. Ver Ez 37: 16. A escrita pode ter sido feita com alguma espécie de tinta, ou então esculpida. O nome dos príncipes, um por bordão, foi colocado nos cajados. 3. O nome de Arão. Como não havia príncipe para representar Levi, Moisés escreveu o nome de Arão no bordão da tribo de Levi. Só Arão devia exercer o elevado ofício para o qual fora chamado. Nenhum outro, nem mesmo da tribo de Levi, podia aspirar à posição dele. 4. Perante o Testemunho. Ao que parece, tratava-se do lugar santíssimo (ver Nm 17:7-10; Hb 9:4). Onde Eu vos encontrarei. No mesmo lugar onde Deus dissera que fa laria com Moisés (Êx 25:22) e, por meio dele, ao povo. 5. Farei cessar. Novas reclamações contra Arão seriam uma oposição aberta a Yahweh. 7. Perante o SENHOR. Literalmente, "na presente de Yahweh". 8. No dia seguinte. Moisés tinha fé implícita na operação imediata do poder divino. Tenda do Testemunho. Ou seja, o lugar santíssimo (ver com. do v. 4). Dava amêndoas. Eis a evidência do agrado de Deus. O bordão que fora colocado ali para Arão não poderia ter recebido vida, germinado, dado botão, flor e fruto maduro se o Senhor não lhe tivesse concedido vid a e um crescimento milagroso. Ninguém podia duvidar que um milagre fora realizado. 9. Eles o viram. Ou seja, examinaram o bordão. Cada príncipe identificou a própria vara. A evidência era clara. 10. Torna a pôr o bordão de Arão. Literalmente, "faça o bordão de Arão retornar". Ele deveria retornar para o local onde o milagre fora realizado (Hb 9:4). Para filhos rebeldes. Literalmente, "contra os filhos da rebelião" (ver 2Sm 7: 10; Is 30:9). Farás acabar as suas murmurações. O povo se convenceria de que a oposição a Arão e a Moisés era o mesmo que se opor a Deus. Para que não morram. Conforme o Senhor havia advertido (ver Nm 16:21, 45). O rei Uzias desrespeitou o privilégio da tribo sacerdotal e foi acometido de lepra enquanto segurava um incensário (2Cr 26: 19). 12. Falaram [... ] a Moisés. Uma adequada sensação de respeito e temor entrou no coração do povo, tornando-o desejoso de ace it a r.,. ~ Moisés como o mediador escolhido por Deus. Perecemos. Os israelitas perceberam que a segurança de seu futuro dependia da obediência à vontade divina. 13. Aproximar do tabernáculo. Qualquer um além dos sacerdotes (ver Nm 16:40). Então o povo compreendeu que o acesso a Yahweh, o privilégio que tinha procurado mediante Corá (Nm 16:3-5), só podia ser seu pela mediação dos dirigentes escolhidos por Deus. Sem dúvida, eles também recordaram a maldição de Números 14:35 -"neste deserto, se consumirão e aí fa lecerão" PP, PE, 32 COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE 957
70 18: l COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA CAPÍTULO 18 1 A responsabilidade dos sacerdotes e levitas. 9 A porção dos sacerdotes. 21 A porção dos levitas. 25 A oferta aos sacerdotes, retirada da porção dos levitas. Disse o SENHOR a Arão: Tu, e teus filhos, e a casa de teu pai contigo levareis sobre vós a iniquidade relativamente ao santuário; tu e teus filhos contigo levareis sobre vós a iniquidade relativamente ao vosso sacerdócio. 2 Também farás chegar contigo a teus irmãos, a tribo de Levi, a tribo de teu pai, para que se ajuntem a ti e te sirvam, quando tu e teus filhos contigo estiverdes perante a tenda do Testemunho. 3 Farão o serviço que lhes é devido para contigo e para com a tenda; porém não se aproximarão dos utensílios do santuário, nem do altar, para que não morram, nem eles, nem vós. 4 Ajuntar-se-ão a ti e farão todo o serviço da tenda da congregação; o estranho, porém, não se chegará a vós outros. 5 Vós, pois, fareis o serviço do santuário e o do altar, para que não haja outra vez ira contra os filhos de Israel. 6 Eu, eis que tomei vossos irmãos, os levitas, do meio dos filhos de Israel; são dados a vós outros para o SENHOR, para servir na tenda da congregação. 7 Mas tu e teus filhos contigo atendereis ao vosso sacerdócio em tudo concernente ao altar, e ao que estiver para dentro do véu, isto é vosso serviço; Eu vos tenho entregue o vosso sacerdócio por ofício como dádiva; porém o estranho que se aproximar morrerá. 8 Disse mais o SENHOR a Arão: Eis que Eu te dei o que foi separado das Minhas ofertas, com todas as coisas consagradas dos filhos de Israel; dei-as por direito perpétuo como porção a ti e a teus filhos. 9 Isto terás das coisas santíssimas, não dadas ao fogo: todas as suas ofertas, com todas as suas ofertas de manjares, e com todas as suas ofertas pelo pecado, e com todas as suas ofertas pela culpa, que Me apresentarem, serão coisas santíssimas para ti e para teus filhos. 10 No lugar santíssimo, o comerás; todo homem o comerá; ser-te-á santo. 11 Também isto será teu: a oferta das suas dádivas com todas as ofertas movidas dos filhos de Israel; a ti, a teus filhos e a tuas filhas contigo, dei-as por direito perpétuo; todo o que estiver limpo na tua casa as comerá. 12 Todo o melhor do azeite, do mosto e dos cereais, as suas primícias que derem ao SENHOR, dei-as a ti. l3 Os primeiros frutos de tudo que houver na terra, que trouxerem ao SENHOR, serão teus; todo o que estiver limpo na tua casa os comerá. 14 Toda coisa consagrada irremissivelmente em Israel será tua. 15 Todo o que abrir a madre, de todo ser vivente, que trouxerem ao SENHOR, tanto de homens como de animais, será teu; porém os -<1 ~ primogênitos dos homens resgatarás; também os primogênitos dos animais imundos resgatarás. 16 O resgate, pois (desde a idade de um mês os resgatarás), será segundo a tua ava liação, por cinco sidos de dinheiro, segundo o sido do santuário, que é de vinte geras. 17 Mas o primogênito do gado, ou primogênito de ovelhas, ou primogênito de cabra não resgatarás; são santos; o seu sangue aspergirás sobre o altar e a sua gordura queimarás em oferta queimada de aroma agradável ao SENHOR. 18 A carne deles será tua, assi m como será teu o peito movido e a coxa direita. 19 Todas as ofertas sagradas, que os filhos de Israel oferecerem ao SENHOR, dei-as a ti, e a teus filhos, e a tuas filhas contigo, por direito perpétuo; aliança perpétua de sal perante o SENHOR é esta, para ti e para tua descendência contigo. 20 Disse também o SENHOR a Arão: Na sua terra, herança nenhuma terás e, no meio deles, nenhuma porção terás. Eu sou a tua porção e a tua herança no meio dos filhos de Israel. 958
71 NÚMEROS 18:5 21 Aos filhos de Levi dei todos os dízimos em Israel por herança, pelo serviço que prestam, serviço da tenda da congregação. 22 E nunca mais os filhos de Israel se chegarão à tenda da congregação, para que não levem sobre si o pecado e morram. 23 Mas os levitas farão o serviço da tenda da congregação e responderão por suas faltas; estatuto perpétuo é este para todas as vossas gerações. E não terão eles nenhuma herança no meio dos filhos de Israel. 24 Porque os dízimos dos filhos de Israel, que apresentam ao SENHOR em oferta, dei-os por herança aos levitas; porquanto Eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel, nenhuma herança tereis. 25 Disse o SENHOR a Moisés: 26 Também falarás aos levitas e lhes dirás: Quando receberdes os dízimos da parte dos filhos de Israel, que vos dei por vossa herança, deles apresentareis uma oferta ao SENHOR: o dízimo dos dízimos. 27 Atribuir-se-vos-á a vossa oferta como se fosse cereal da eira e plenitude do lagar. 28 Assim, também apresentareis ao SENHOR uma oferta de todos os vossos dízimos que receberdes dos filhos de Israel e deles dareis a oferta do SENHOR a Arão, o sacerdote. 29 De todas as vossas dádivas apresentareis toda oferta do SENHOR: do melhor delas, a parte que lhe é sagrada. 30 Portanto, lhes dirás: Quando oferecerdes o melhor que há nos dízimos, o restante destes, como se fosse produto da eira e produto do lagar, se contará aos levitas. 31 Comê-lo-eis em todo lugar, vós e a vossa casa, porque é vossa recompensa pelo vosso serviço na tenda da congregação. 32 Pelo que não levareis sobre vós o pecado, quando deles oferecerdes o melhor; e não profanareis as coisas sagradas dos filhos de Israel, para que não morrais. 1. Levareis sobre vós a iniquidade. Os sacerdotes eram diferentes do restante dos levitas e deviam encarregar-se de que nenhuma pessoa não autorizada se aproximasse do tabernáculo, profanando-o desta maneira. Isso mitigaria os temores da congregação de que, ao chegar perto do tabernáculo, corria perigo de morte. 2. Também [... ] a teus irmãos. Uma referência aos gersonitas e meraritas, as outras duas subdivisões da tribo de Levi. Para que Se ajuntem a ti. O verbo traduzido por "ajuntem" provavelmente é a palavra da qual se origina o nome Levi (ver com. de Gn 29:34). 3. Farão o serviço que lhes é devido. Eles foram nomeados guardiães do santuário. Não se aproximarão. A ordem não se referia aos coatitas (Nm 4:15), mas só aos outros levitas. Os coatitas não deviam manejar os utensílios quando estavam descobertos, nem mesmo olhar para eles (Nm 4:19, 20). Esta proibição também incluía o altar de bronze (Êx 29:37), assim como o de incenso, pois ambos eram "santos". Dos utensílios. Literalmente, "os móveis". A palavra traduzida por "utensílios" inclui todos os móveis e instrumentos sagrados do santuário... ~ 4. Ajuntar-se-ão a ti. Os sacerdotes deveriam consideram seus irmãos levitas parte integral do corpo de homens escolhidos para servir ao Senhor no ofício santo, embora em função inferior. O estranho. Ou seja, qualquer um que não fosse levita (Nm 1:51). 5. Não haja outra vez ira. Os levitas eram responsáveis pelo exterior do tabernáculo, assim como os sacerdotes se ocupavam da parte interna. Os sacerdotes deviam cuidar de todas as coisas santas, como o pão da proposição, o candelabro, etc., e deviam cobri-las para que fossem transportadas. Os levitas deviam cuidar para que 959
72 18: 6 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA os membros da congregação não profanassem o santuário sem querer ou impiamente. 6. Vossos irmãos, os levitas. Os levitas não deviam aspirar ao ofício do sacerdócio, como fez Corá, mas ajudar os sacerdotes no ministério do Senhor. Os sacerdotes, porém, não deveriam menosprezá-los; pelo contrári o, precisavam sempre manter em mente que eram considerados "irmãos" e tratados como tais. Dados a vós outros para o SEN HOR. Ver Nm 3:12, 41, 45; 8: 6, 16, Atendereis ao vosso sacerdócio. Os obreiros de Deus devem ter orgulho de seu ofício na causa do Senhor e sempre se manter im ac ulados perante Deus. Ao altar, e ao que estiver para dentro do véu. Estas palavras servem para explicar a expressão "vosso sacerd ócio". Os sacerdotes deviam oferecer os sacri fícios no altar de bronze, no átrio, e reali zar todos os deveres sagrados dentro do santuário, como oferecer o incenso, dispor os pães da proposição, aparar e acender as lâmpadas, bem como outras atividades relacionadas às ocasiões solenes, tais como o Dia da Expiação. O estranho. O u seja, qualquer um que não fosse sacerdote. Este não poderia ousar se aproximar do tabernáculo com a intenção de reali za r qualquer dever sacerdotal. 8. Ofertas. Trata-se de uma referência às contribuições, aquelas partes do sacrifício que não eram queimadas sobre o altar, mas reservadas para serem comidas pelo sacerdote oficiante. Arão era responsável por essas ofertas. Por direito perpétuo. O u, "por causa da unção". Alguns comentaristas veem uma referência a Levítico 8:1 2 e, por isso, interpretam: "porque fos tes consagrados pelo azeite da unção". O hebraico diz, literalmente: "A ti, elas são dadas como porção consagrada, e a teus filhos como um privilégio para sempre" (ver Lv 7:35). 9. Coisas santíssimas. Para especificar as coisas que pertenciam aos sacerdotes e preservar a distinção entre "santo" e "santíssimo" estabelecida em Levítico 21: 22. Não dadas ao fogo. Isto é, do altar dos holocaustos. O s sacerdotes recebiam algumas coisas que não provinham do altar, como os 12 pães da proposição (ver com. Êx 25:3 0; Lv 24:5-8). Para ti e para teus filhos. As porções tinham o propósito de servir como compensação parcial por sua ausência de herança entre as tribos de Israel. 10. No lugar santíssimo. Acredita-se, de modo geral, que a expressão se refira ao tabernáculo, em contraste com o átrio exterior. Em harmonia com a intenção óbvia das Escrituras (Lv 16:2; Hb 9:6, 7), a NTLH traduz "num lugar sagrado". Todo homem o comerá. E ninguém mais, conforme especifica mente declarado em outros textos (Lv 2:3, lo; 6:1 7, 18, 29; 7:6). li. Isto será teu. "Isto" é uma referência às coisas menos santas. Oferta das suas dádivas. O peito das ofertas pacíficas era movido perante o Senhor, e a espádua (ou coxa) direita era elevada diante dele (ver com. de Êx 29:27 e Lv 7: 14). Ambos passavam a ser dos sacerdotes (Lv 7:30-34). O mesmo se fazia com a espádua do carneiro oferecido por um nazireu (Nm 6:19, 20). E a tuas filhas. Essas dádivas não era m excl usivamente para uso dos homens (Lv 10:14; 22:13). Era necessário, porém, comê-las num lugar limpo (Lv 10:14), dentro do arraia l (Dt 12:6, 7, 17, 18), e nenhuma pessoa imunda podia participar delas (Lv 7:20, 21; 22 :4). 12. Todo o melhor. Literalme nte, "a gordura", pois ela simbolizava a riqueza tanto em alimentos como em sac ri fíc ios (Dt 32: 14; SI 63:5 ; Êx 23 :1 8; 29:1 3, 22; 1Sm 2:15, 16). O termo também era usado para se referir aos melhores produtos da terra (Gn 45: 18). Aqui se faz referência aos produtos do campo, antes de serem processados para o consumo. ~ As suas primícias. Pode ser uma referência ao tempo, aquilo que amadurecesse 960
73 NÚMEROS 18:24 primeiro na plantação, mas também à qualidade (cf. "as primícias dos primeiros frutos da tua terra" [Êx 23:19, ACF] ). 13. Todo o que estiver limpo. Todos os membros da família de um sacerdote tinham permissão para comer esses "primeiros frutos". Somente aqueles que se encontrassem imundos ficavam excluídos. 14. Toda coisa consagrada. Qualquer coisa em consagração permanente deveria ser dada a Deus por completo e não seria resgatada (Lv 27:1-29; ver Nm 21:2; Me 7:11). 15. O que abrir a madre. Aquele que nascia primeiro, se fosse do sexo masculino, pertencia aos sacerdotes. Se nascia primeiro uma fêmea, o macho que vinha depois não devia ser dos sacerdotes, já que, nesse caso, ele não abrira a madre (Êx 13:2). Resgatarás. Dois tipos de primogênitos que pertenciam aos sacerdotes deveriam ser resgatados, isto é, comprados de volta com dinheiro: 1) animais imundos, que eram inaceitáveis como sacrifícios, e 2) seres humanos. 16. Cinco siclos. Preço estabelecido para a troca dos primogênitos pelos levitas (Nm 3:46, 47 ). Os judeus de hoje têm uma cerimônia derivada desse resgate, quando o filho primogênito completa um mês de vida. 17. Não resgatarás. Isto é, não se aceitava uma soma de dinheiro como resgate, mas o animal em si devia ser sacrificado. Isso no caso de animais limpos; só os imundos, que não podiam ser sacrificados, deveriam ser resgatados (v. 15). Aspergirás. A fórmula usada com ofertas pacíficas (Lv 7:31-33). 18. A carne deles. Com exceção da gordura, que era queimada, todo o sacrifício passava a ser dos sacerdotes. O peito movido. Uma vez que esse pedaço e a espádua movida das ofertas pacíficas se tornavam propriedade dos sacerdotes (ver Lv 10:14, 15), a carcaça inteira ficava para eles. 19. Aliança perpétua de sal. Uma aliança indissolúvel, que nunca se deteriora, um vínculo de amizade sagrada. O sal, um conservante, é um símbolo apropriado do que é incorruptível. É um emblema de uma aliança duradoura, como quando dois homens comiam juntos pão e sal. O sal sempre era acrescentado aos sacrifícios oferecidos ao Senhor (Lv 2:13; Me 9:49). 20. Na sua terra, herança nenhuma terás. Isto é, os levitas não receberam herança territorial na terra de Canaã como as outras tribos. Arão não entrou nessa terra, mas esta declaração foi feita a ele na posição de representante dos levitas. Certos deveres sagrados ocupariam o lugar de uma herança de terra. Eu sou a tua porção. Os sacerdotes foram completamente consagrados a Deus (Dt 10:9). O povo, por sua vez, devia manifestar um espírito ele generosidade a seus irmãos sacerdotes que não receberam uma herança ele terra (ver Dt 12:12; Js 13:14). Os sacerdotes viviam elo altar ele Deus e, por assim dizer, comiam à mesa de Deus. 21. Todos os dízimos. Como recompensa por seu serviço, os levitas deveriam receber a décima parte de toda a produção do campo (v. 26, 30). Em Hebreus 7:5, o pagamento dos dízimos entra no argumento de que o sacerdócio ele Arão era inferior ao ele Cristo. 22. Levem sobre si o pecado e morram. Os membros ela congregação não eleveriam ousar se aproximar do tabernáculo com a ideia de realizar qualquer trabalho dos sacerdotes ou levitas; caso o fizessem, morreriam. 23. Responderão por suas faltas. Se os levitas permitissem que uma pessoa não autorizada fizesse o trabalho em seu lugar, eles próprios sofreriam a pena devida ao transgressor. 24. Em oferta. Para que o povo se sentisse disposto a dar seus dízimos aos levitas, eles são representados como uma "oferta" a Yahweh. 961
74 18:26 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Isso não significa que o ritual das ofertas movidas era seguido, mas, sim, que os dízimos deviam ser oferecidos a Deus, e que Ele, por sua vez, os daria aos levitas. 26. Quando receberdes. Uma confirmação a Moisés (v. 25) das palavras ditas a Arão (v. 20). Apresentareis uma oferta. Os levitas deveriam dar um dízimo daquilo que receberam por meio dos dízimos de Israel. O dízimo dos dízimos. Literalmente, "um dízimo do dízimo". 27. Atribuir-se-vos-á. Ver Levítico 7:18, onde a mesma palavra é encontrada. ~,_ Ela também é empregada para falar da fé demonstrada por Abraão (Gn 15:6, "imputado", literalmente, "contado"). Oferta. A contribuição dos levitas, que deveria ser feita aos sacerdotes, correspondia a um décimo do dízimo que compunha sua renda. Como se fosse. Os levitas não possuíam milho nem vinho próprios, mas deveriam dar o dízimo de sua renda como se esses produtos viessem de sua eira ou vinha. 28. Arão, o sacerdote. Os que não eram levitas eram muito mais numerosos do que os levitas, numa proporção de quase 30 por 1 (ver Nm 2:32; 3:39). Isso significa que os levitas certamente estavam bem providos. Portanto, era adequado que, assim como os levitas recebiam dízimos do povo, devolvessem, por sua vez, seu dízimo aos sacerdotes. 29. De todas as vossas dádivas. Os levitas deviam apresentar uma oferta aos sacerdotes de tudo que chegava a suas mãos. Do melhor delas. Nada menos do que o melhor poderia ser oferecido a Deus. A parte que lhe é sagrada. Era o dízimo, a parte do Senhor (Lv 27:30). 31. Em todo lugar. Não em alguns "lugares santos" designados. Vossa recompensa. Estava sob controle deles, para ser usada em casa, dividida com toda a família ou vendida para comprar outras coisas (ver Mt 10:10; Lc 10:7; 1Co 9:4; 1Tm 5:18). 32. Não levareis sobre vós o pecado. Não seriam culpados por usar os dízimos para seus propósitos e suas necessidades. Oferecerdes. Depois de separarem a décima parte para Deus. Não profanareis as coisas sagradas. Não haveria profanação, nem a penalidade resultante desta, por usar o restante dos dízimos recebidos para uso pessoal e não religioso. Para que não morrais. Literalmente, "não morrereis", como ocorria com aqueles que faziam uso corriqueiro das coisas santas. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE AA, 337; T4, 77 15, 16- PP, T6, CM, 71, 103; PP, 530; BS, 275, 277 CAPÍTULO 19 1 A água purificadora feita das cinzas de uma novilha vermelha. 11 A lei para o uso da água na purificação dos imundos. l Disse mais o SENHOR a Moisés e a Arão: SENHOR ordenou, dizendo: Dize aos filhos de 2 Esta é uma prescrição da lei que o Israel que vos tragam uma novilha vermelha, 962
75 NÚMEROS 19:2 perfeita, sem defeito, que não tenha ainda levado jugo. 3 Entregá-Ia-eis a Eleazar, o sacerdote; este a tirará para fora do arraial, e será imolada diante dele. 4 Eleazar, o sacerdote, tomará do sangue com o dedo e dele aspergirá para a frente da tenda da congregação sete vezes. 5 À vista dele, será queimada a novilha; o couro, a carne, o sangue e o excremento, tudo se queimará. 6 E o sacerdote, tomando pau de cedro, hissopo e estofo carmesim, os lançará no meio do fogo que queima a novilha. 7 Então, o sacerdote lavará as vestes, e banhará o seu corpo em água, e, depois, entrará no arraial, e será imundo até à tarde. 8 Também o que a queimou lavará as suas vestes com água, e em água banhará o seu corpo, e imundo será até à tarde. 9 Um homem limpo ajuntará a cinza da novilha e a depositará fora do arraial, num lugar limpo, e será ela guardada para a congregação dos filhos de Israel, para a água purificadora; é oferta pelo pecado. lo O que apanhou a cinza da novilha lava rá as vestes e será imundo até à tarde; isto será por estatuto perpétuo aos filhos de Israel e ao estrangeiro que habita no meio deles. ll Aquele que tocar em algum morto, cadáver de algum homem, imundo será sete dias. ~ "' 12 Ao terceiro dia e ao sétimo dia, se purificará com esta água e será limpo; mas, se ao terceiro dia e ao sétimo não se purificar, não será limpo. 13 Todo aquele que tocar em algum morto, cadáver de algum homem, e não se purificar, contamina o tabernáculo do SENHOR; essa pessoa será eliminada de Israel; porque a água purificadora não foi aspergida sobre ele, imundo será; está nele ai nda a sua imundícia. 14 Esta é a lei quando morrer algum homem em alguma tenda: todo aquele que entrar nessa tenda e todo aquele que nela estiver serão imundos sete dias. 15 Também todo vaso aberto, sobre que não houver tampa amarrada, será imundo. 16 Todo aquele que, no campo aberto, tocar em alguém que for morto pela espada, ou em outro morto, ou nos ossos de algum homem, ou numa sepultura será imundo sete dias. 17 Para o imundo, pois, tomarão da cinza da queima da oferta pelo pecado e sobre esta cinza porão água corrente, num vaso. 18 Um homem limpo tomará hissopo, e o molhará naquela água, e a aspergirá sobre aquela tenda, e sobre todo utensílio, e sobre as pessoas que a li estiverem; como também sobre aquele que tocar nos ossos, ou em alguém que foi morto, ou que faleceu, ou numa sepultura. 19 O limpo aspergirá sobre o imundo ao terceiro e sétimo dias; purificá-lo-á ao sétimo dia; e aquele que era imundo lavará as suas vestes, e se banhará na água, e à tarde será limpo. 20 No entanto, quem estiver imundo e não se purificar, esse será eliminado do meio da congregação, porquanto contaminou o santuário do SENHOR; água purificadora sobre ele não foi aspergida; é imundo. 21 Isto lhes será por estatuto perpétuo; e o que aspergir a água purificadora lavará as suas vestes, e o que tocar a água purificadora será imundo até à tarde. 22 Tudo o que o imundo tocar também será imundo; e quem o tocar será imundo até à tarde. 1. A Moisés e a Arão. A instrução que se seguiu tinha que ver com ambos, pois Moisés era o mediador que deveria dar a instrução, e Arão o agente a desempenhá-la. 2. Uma prescrição da lei. O s filhos de Israel temiam perder a vida devido à contaminação cerimonial (Nm 16:49; 17: 12, 13). Esta lei foi dada para mostrar como eles poderiam se purificar da contaminação. Uma novilha vermelha. Simbolicamente, a cor vermelha sugere sangue, instrumento de purificação, e também fogo. 963
76 19: 3 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Perfeita. Literalmente, "sem falha", "sã", "sadia". Sem defeito. Nenhum defeito físico (ver Lv 22:20-22). Não tenha ainda levado jugo. Uma vez q ue era escolhido para um propósito especial, esse animal não deveria ter sido usado para o trabalho doméstico comum (ver Dt 21:3; 1Sm 6:7). 3. Eleazar. Já que o sacrifício da novilha era uma questão importantíssima, nenhum sacerdote comum deveria reali zá-lo. Eleazar era o segundo na hierarquia, atrás somente de Arão, a quem um dia substituiria no ofício. Não era bom que Arão, o sumo sacerdote, se contaminasse, fic ando temporariamente inapto para exercer os deveres sagrados (v. 7). Para fora do arraial. Por ser um sacrifício para a impureza cerimonial, o animal deveri a ser sacrificado a certa di stância do santuário (ver Êx 29:14; Lv 4:12, 21; 16:27; Hb 13: 11, 12). Será imolada. Eleazar supervisionava o sacrifício, mas, na verdade, era outro que matava o animal. A presença de Eleazar enfatizava tratar-se de um sacrifício para o serviço de Deus, ainda que oferecido a certa di stância do altar do tabernáculo. 4. Do sangue [... ] aspergirá. Eleazar pegava o sangue como num sacrifício expiatório (Lv 4:6) e o aspergia na direção do tabernáculo, da presença de Deus. Sete vezes. O número da perfeição (ver L v 4: 17); portanto, denota simbolicamente a perfeição da expiação. As "obras mortas" (Hb 9:13, 14) podem ser uma referência ao uso frequente das cinzas da novilha imolada para purificar a contaminação. As "obras mortas" são um peso eliminado pelo arrependimento verdadeiro. Não há vida espiritual nelas, e não é possível servir ao D eus vivo com "obras mortas", os ~._ frutos da m orte espirit ual. Elas devem ser p urificadas pelo sangue de Cristo, e a vida do Salvador deve ser aceita como instrumento de renovação. 5. Será queimada a novilha. Tudo era convertido em cinzas após a aspersão do sangue (ver Êx 29:14). Este é o único sacrifício em que o sangue é consumido com o restante da carne, em vez de ser derramado no altar. Algu ns sugeriram que a ra zão era a falta de um lugar consagrado longe do altar, onde a terra pudesse receber o sangue. 6. Cedro, hissopo e estofo carmesim. Estes eram os mesmos objetos usados na purificação do leproso (Lv 14:4,6, 49, 51). Jogados sobre a novilha ainda em chamas, misturavam-se com as cinzas do cadáver para formar ingredientes de purificação. Os antigos atribuíam tanto ao cedro como ao hissopo várias propriedades medicinais. O estofo carmesim combinava com a cor da novilha. O cedro era considerado um emblema de fragrância e ausência de corrupção, e o hissopo, um símbolo de purificação. A cor escarlate representava o pecado (Is 1:18). Nos três elementos, havia uma referência típica ao derramamento do sangue de Cristo (ver Hb 9:1 3, 14). 7. O sacerdote lavará. Já que Eleazar havia entrado em contato com o cadáver da novilha vermelha e tocado seu sangue, ficava cerimonialmente imundo. Portanto, estava obrigado a passar pela cerimônia de purificação antes de voltar ao arraial (ver Lv 16:24). Imundo até a tarde. Cada detalhe aqui prescrito foi dado para deixar claro o efeito maligno e fa ta l da impureza espiritual. Esses detalhes só podem ser devidamente apreciados como um prenúncio da obra expiatória de Jesus C ri sto na cruz (ver Lv 11:24-27, 31, 39; 14:46; 15; 17:15). 8. O que a queimou. Essa pessoa fazia o mesmo que o homem que conduzia o bode expiatório para o deserto (Lv 16:26), mas permaneceria imunda até a tarde. 9. Um homem limpo. Ou seja, livre de impureza cerimonial. Não poderia ser o mesmo homem que queimava a novilha. 964
77 NÚMEROS 19:1 7 Ajuntará a cinza. A saber, da novilha, do cedro, do hissopo e do estofo carmesim. E a depositará. Isto era feito para misturar com água corrente, conforme era necessário, a fim de fornecer água para a purificação da imundície cerimonial (v. 17; compare com o pó do bezerro de ouro, em Êx 32:20). Será ela guardada. Isto é, a cinza. A palavra hebraica se encontra no singular. Para a água purificadora. Isto é, para a purificação de pessoas que, após ficar imundas, foram, por assim dizer, separadas ou banidas da congregação. A palavra hebraica traduzida por "purificadora" remete a qualquer coisa abominável, como idolatria ou imoralidade. Também é traduzida por "imundícia" (2Cr 29:5; Ed 9:11; Zc 13:1). 10. O que apanhou a cinza. A cinza era um agente purificador ao arrependido que a usava, mas um agente impuro para aquele que a apanhava. Ao estrangeiro. A lei de purificação também se aplicava aos não israelitas. De semelhante modo, a remissão de pecados por meio de Jesus Cristo ocorreu também para os "estrangeiros" que estavam "longe" (At 2:39). 11. Cadáver de algum homem. Tocar o cadáver de um animal imundo provocava impureza até a tarde (L v 11 :24). O mesmo acontecia com quem tocava a cama de uma pessoa com fluxo (Lv 15:5). O período mais longo de sete dias, porém, era necessário no caso de contato com uma pessoa morta (ver Lv 21:1; Nm 5:2; 6:6; 9:6). 12. Ao terceiro dia e ao sétimo dia, se purificará. Literalmente, "tirará o pecado de si". Esta água. A água purificadora (v. 9). Ao terceiro dia. Ver Nm 31: Contamina o tabernáculo. Se a pessoa contaminada se aproximasse do tabernáculo sem ter usado a água purificadora, ela profanaria o santuário (ver Êx 25:8; Lv 15:31). No entanto, se a transgressão fosse cometida por ignorância, aceitava-se um sacrifício como expiação (Lv 5:3, 6, 17, 18). 14. Está é a lei. Ou seja, a regra estabelecida para a contaminação no caso de contato com um cadáver humano. A palavra hebraica traduzida por "lei" é torah. Nesse caso, é óbvio que torah não se aplica somente aos dez mandamentos. Na verdade, o termo tem muitas aplicações. É usado para a ins-... ~ trução de uma mãe (Pv 1:8; 6:20) ou pai (Pv 3:1; 4:2; 7:2), de um poeta (SI 78 :1 ), de sábios (Pv 13:14; 28:4, 7, 9; 29: 18), e de uma esposa sábia (Pv 31:26). Origina-se de um verbo que significa "arremessar", "lançar", e sugere, portanto, dar orientação ou instrução a alguém. Em alguma tenda. Aplicável, em especial, durante a permanência no deserto. A LXX, porém, traz "nalguma casa", sugerindo que a lei permaneceria vigente após o povo se estabelecer na terra santa. 15. Todo vaso aberto. O uso de tampa tinha o objetivo de não expor o conteúdo do vaso à profanação resultante da morte (L v 11:32, 33). 16. Morto pela espada. Portanto, alguém que sofria morte violenta. Nos ossos. Ou seja, tirado da sepultura ou desenterrado por um animal. Ou numa sepultura. Daí o costume de caiar o exterior das sepulturas, para torná-las visíveis (ver Mt 23:27; Lc 11 :44) Sete dias. O mesmo período prescrito para o caso de tocar um cadáver humano. 17. Cinza da queima da oferta. Literalmente, "as cinzas da queima do pecado". Isso sugere que eles consideravam que as cinzas da vaca queimada tinham, em alguns aspectos, as virtudes de uma oferta pelo pecado. Nada se diz quanto à quantidade de cinza requerida. É provável que uma quantidade pequena fosse considerada suficiente. Quanto à natureza e o propósito da purificação (v. 9, 17) realizada por meio da 965
78 I 9: I 8 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA aspersão da "água purificadora" (v. 9, 21), duas perguntas podem ser feitas: (I) Qual era a natureza do "pecado" (v. 9, 17), ou "imundícia" (v. 13), purificado nesse processo? (2) Qual era a natureza do ato de "purificação"? I. A água era uma "oferta pelo pecado" (v. 9, 17) no qual se incorria ao tocar uma pessoa morta, o cadáver de um animal imundo ou qualquer de suas partes (v ); por entrar numa casa onde havia ocorrido morte; por tocar uma sepultura (v ), intencionalmente ou por acidente. É óbvio que o contato com a morte não era infração do código moral, mas do cerimonial. No entanto, sua infração é chamada de "pecado". Em que sentido, então, a palavra "pecado" é empregada? A palavra aqui traduzida por "pecado" é hatta'th, que significa literalmente "um passo em falso", "um escorregão do pé". De acordo com Provérbios 13:6, "o pecador é derrubado pelos seus próprios pecados" (BV), ou seja, o pecado o faz tropeçar. Provérbios 19:2 diz: "o que se apressa com pés peca" (ARC). Já a NTLH traz: "quem se apressa erra o caminho", isto é se aparta da senda correta. Hatta'th também quer dizer "culpa". Em Gênesis 43:9, Judá se oferece para ser considerado "culpado [... ] para sempre", literalmente, "ser um pecador para sempre", caso voltasse sem Benjamim. Ele se propôs a fazer o melhor possível, mas, se fracassasse, seria "culpado", ou seja, "pecador", por causa disso. 2. A natureza cerimonial da purificação efetuada pela "água purificadora" fica evidente em seu uso para purificar objetos materiais (Nm 31:22, 23). No caso de morte, a tenda onde ocorria o óbito bem como seus objetos ficavam imundos e deviam ser purificados (Nm 19:14-17). Isso certamente não provinha de nenhuma contaminação moral que acompanhasse o falecimento, mas tão somente de contaminação cerimonial. Outra evidência da natureza cerimonial da purificação é o fato de que, depois da aspersão da água, a pessoa ainda ficava "imunda" até a tarde ou por vários dias (v , 19). A questão da imundícia e da purificação realizada por meio da novilha vermelha só assumia dimensão moral quando alguém deixava de obedecer às provisões estabelecidas por Deus em relação a isso. Portanto, deixar de usar a "água purificadora" como o Senhor ordenara, nas circunstâncias em que o uso era recomendado, constituía ofensa grave que afastava o indivíduo da misericórdia divina (v. 13, 20). Água corrente. Literalmente, "água de vidas", ou água viva (ver Lv 14:5; Jo 4:10). 18. Hissopo. No v. 6, o hissopo foi queimado com a novilha vermelha. Aqui ele é usado como um instrumento para a aspersão (ver Êx 12:22; SI 51:7). 19. O limpo aspergirá. Um esclarecimento do v. 12. Purificá-lo-á. Mesmo após a cerimônia, a pessoa imunda permanecia impura até a tarde. 20. Quem. O v. 20 é uma repetição para ênfase (ver v. 13). <f ~ 21. Tocar a água. Como quando as cinzas eram juntadas à água corrente. Até hoje, a mentalidade oriental crê na existência de ligação estreita entre lavagens cerimoniais e santidade pessoal. 22. Tudo o que o imundo tocar. Tudo que era tocado por uma pessoa contaminada em razão de contato com cadáver se tornava imundo, e qualquer um que tocasse essas coisas ficava imundo até a tarde. Está claro que os objetos inanimados podiam se tornar cerimonialmente imundos. Um grande cuidado devia ser tomado com respeito à contaminação dos objetos exteriores, a fim de impressionar o povo com a necessidade, o valor e a exigência da pureza interior. 966
79 NÚMEROS 19:22 COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE T4, T4, 120 3, 4- T4, T4, PP, , 18- T4, T4, TM, 97 CAPÍTULO 20 1 Os filhos de Israel chegam a Zim, onde Miriã falece. 2 O povo murmura querendo água. 7 Moisés fere a rocha e faz jorrar água em Merihá. 14 Em Cades, Moisés deseja passar por Edom, mas não consegue permissão. 22 No monte Hor, Arão transmite seu cargo a Eleazar e morre. l Chegando os filhos de Israel, toda a congregação, ao deserto de Zim, no mês primeiro, o povo ficou em Cades. Ali, morreu Miriã e, ali, foi sepultada. 2 Não havia água para o povo; então, se ajuntaram contra Moisés e contra Arão. 3 E o povo contendeu com Moisés, e disseram: Antes tivéssemos perecido quando expiraram nossos irmãos perante o SENHOR! 4 Por que trouxestes a congregação do SENHOR a este deserto, para morrermos aí, nós e os nossos animais? 5 E por que nos fizestes subir do Egito, para nos trazer a este mau lugar, que não é de cereais, nem de figos, nem de vides, nem de romãs, nem de água para beber? 6 Então, Moisés e Arão se foram de diante do povo para a porta da tenda da congregação e se lançaram sobre o seu rosto; e a glória do SENHOR lhes apareceu. 7 Disse o SENHOR a Moisés: 8 Toma o bordão, ajunta o povo, tu e Arão, teu irmão, e, diante dele, falai à rocha, e dará a sua água; assim lhe tirareis água da rocha e dareis a beber à congregação e aos seus animais. 9 Então, Moisés tomou o bordão de diante do SENHOR, como lhe tinha ordenado. lo Moisés e Arão reuniram o povo diante da rocha, e Moisés lhe disse: Ouvi, agora, rebeldes: porventura, faremos sair água desta rocha para vós outros? ll Moisés levantou a mão e feriu a rocha duas vezes com o seu bordão, e saíram muitas águas; e bebeu a congregação e os seus animais. 12 Mas o SENHOR disse a Moisés e a Arão: Visto que não crestes em Mim, para Me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso, não fareis entrar este povo na terra que lhe dei. 13 São estas as águas de Meribá, e porque os filhos de Israel contenderam com o SENHOR; e o SENHOR Se santificou neles. 14 Enviou Moisés, de Cades, mensageiros ao rei de Edom, a dizer-lhe: Assim diz teu irmão Israel: Bem sabes todo o trabalho que nos tem sobrevindo; 15 como nossos pais desceram ao Egito, e nós no Egito habitamos muito tempo, e como os egípcios nos maltrataram, a nós e a nossos pais; 16 e clamamos ao SENHOR, e Ele ouviu a nossa voz, e mandou o Anjo, e nos tirou do Egito. E eis que estamos em Cades, cidade nos confins do teu país. <1 ~ 17 Deixa-nos passar pela tua terra; não o faremos pelo campo, nem pelas vinhas, nem beberemos a água dos poços; iremos pela estrada real; não nos desviaremos para a direita nem para a esquerda, até que passemos pelo teu país. 18 Porém Edom lhe disse: Não passarás por mim, para que não saia eu de espada ao teu encontro. 19 Então, os filhos de Israel lhe disseram: Subiremos pelo caminho trilhado, e, se eu e o meu 967
80 20:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA gado bebermos das tuas águas, pagarei o preço delas; outra coisa não desejo senão passar a pé. 20 Porém ele disse: Não passarás. E saiu -lhe Edom ao encontro, com muita gente e com mão forte. 21 Assim recusou E dom deixar passar a Israel pelo seu país; pelo que Israel se desviou dele. 22 Então, partiram de Cades; e os filhos de Israel, toda a congregação, foram ao monte Hor. 23 Disse o SENHOR a Moisés e a Arão no monte Hor, nos confins da terra de Edom: 24 Arão será recolhido a seu povo, porque não entrará na terra que dei aos filhos de Israel, pois fostes rebeldes à Minha palavra, nas águas de Meribá. 25 Toma Arão e Eleazar, seu filho, e faze-os subir ao monte Hor; 26 depois, despe Arão das suas vestes e veste com elas a Eleazar, seu filho; porque Arão será recolhido a seu povo e aí morrerá. 27 Fez Moisés como o SENHOR lhe ordenara; subiram ao monte Hor, perante os olhos de toda a congregação. 28 Moisés, pois, despiu a Arão de suas vestes e vestiu com elas a Eleazar, seu filho; morreu Arão ali sobre o cimo do monte; e dali desceram Moisés e Eleazar. 29 Vendo, pois, toda a congregação que Arão era morto, choraram por Arão trinta dias, isto é, toda a casa de Israel. 1. Ao deserto de Zim. Ou seja, o território desértico na fronteira de Edom (ver v. 14, 15). No mês primeiro. Era abibe, mais tarde chamado de nisã, quando o pasto ainda estava verde (ver ]o 6: 10). Estaria seco em maio ou junho. Esse provavelmente era o quadragésimo ano das peregrinações pelo deserto (ver Nm 27:14; 33:36-38; PP, 410), passado por alto nesta passagem sem comentários. Em Cades. Ao que parece, o povo permaneceu em Cades vários meses nessa ocasião, em parte por causa da boa pastagem e em parte pela morte de Miriã. Ali, morreu Miriã. Nenhum detalhe a respeito de sua morte é mencionado, nem a causa nem a data. Provavelmente, ela tinha 132 anos (Êx 2:4, 7). Arão, que morreu poucos meses depois, tinha 123 (Nm 33:38, 39) e Moisés, 120 (Dt 34:7). E, ali, foi sepultada. Não há registro de um período designado para o luto, como se fez depois com Arão (v. 29). Isso ocorreu cerca de quatro meses antes da morte de Arão (Nm 33:38) e 11 meses antes da morte de Moisés. Ela era a mais velha dos três. 2. Não havia água. Assim começa o relato dos acontecimentos que levaram à exclusão de Moisés e de Arão da terra prometida. Fica claro que a água proporcionada desde o milagre em Horebe (Êx 17: 1-7), cerca de 40 anos antes, fora interrompida. Com isso, Deus queria provar a fé da nova geração que crescera no deserto (ver PP, 411). Contra Moisés. Os pais daquela geração manifestaram o mesmo espírito (ver Êx 17:2, 3). 3. O povo contendeu. A palavra "contender" significa "opor-se de forma barulhenta", às vezes, até mesmo com violência física. Expiraram nossos irmãos. A alusão é a vários atos divinos de retribuição (como em Nm 11:1, 33; 14:37), em especial na rebelião de Corá (Nm 16:32, 35, 46). É evidente que eles pensavam que uma morte súbita era preferível à lenta e crescente tortura da sede. 4. Por que trouxestes [... ]? Palavras que refletem o espírito de seus pais (Êx 17:3). 5. Do Egito. Eles se esqueceram do sofrimento e das lamentações de seus pais no Egito (Êx 2:23, 24; 3:17). 968
81 NÚMEROS 20:14 6. De diante do povo. A atitude do povo parece ter se tornado ameaçadora. Moisés e Arão se dirigiram ao santuário, para obter conselhos e proteção. E se lançaram sobre o seu rosto. O objetivo era o de pedir que o pecado dos ~ ~ rebeldes reclamadores fosse perdoado e que as necessidades físicas do povo fossem supridas. A glória do SENHOR lhes apareceu. Sem dúvida, isso era visível a toda a congregação e deveria ter servido tanto de advertência como de repreensão à mesma, por sua falta de confiança em Deus (ver Nm 14:10; 16:19, 42). 7. Disse o SENHOR. De dentro da glória que apareceu como indicativo de Sua presença. 8. Falai à rocha. A Bíblia não fala nada sobre o que deveria ser feito com o bordão. Talvez a intenção de Deus fosse que Moisés o levantasse na direção da rocha enquanto falava. 9. Tomou o bordão de diante do SENHOR. Estas palavras parecem sugerir que Moisés tomou a vara de Arão. No entanto, o v. 11 diz que a vara pertencia a Moisés, e esta vara era "o bordão de Deus" (Êx 4:20; 17:9). Embora não haja o registro de uma ordem para que Moisés colocasse a vara no santuário, talvez ela ficasse guardada ali. 10. Reuniram o povo. Em harmonia com as instruções divinas (v. 8). Rebeldes. A mesma linguagem usada por Deus a respeito dos pais daquela geração (Nm 17:10). Por meio dela, porém, Moisés refletia ira pessoal, em vez de zelo pelo Senhor, e nisso residiu seu pecado. Faremos sair. Ao usar o verbo na primeira pessoa do plural, referindo-se a ele e a Arão, Moisés demonstrou desconsideração a Deus, como se o povo pensasse que os dois fossem capazes de realizar um milagre por poder próprio. 11. Feriu a rocha duas vezes. Parte do pecado de Moisés consistiu em ferir a rocha duas vezes, pois Deus não lhe tinha ordenado que a golpeasse. Além disso, ele se esqueceu da misericórdia do Senhor em Seu trato com o povo, a qual deveria se refletir em sua atitude e conduta. Moisés falou e agiu como se as murmurações fossem contra ele. Saíram muitas águas. Deus resolveu a situação com um farto suprimento de água, a despeito da atitude de Moisés e Arão. 12. Não crestes em Mim. Foi neste ponto que Moisés falhou. Para Me santificardes. A falta de fé impediu a exibição da santidade de Deus por meio de Moisés e Arão. Não fareis entrar. A consequência é que Moisés e Arão seriam removidos de sua elevada posição pela morte antes de o povo entrar na terra santa. 13. Meribá. O radical hebraico que forma o termo significa "disputar", "contender", "agitar" ou "brigar ruidosamente", em geral com violência física (ver uso semelhante da palavra em Êx 17:7; e Dt 32:51). O SENHOR Se santificou neles. Isto é, Deus demonstrou Sua santidade e Seu poder no ato misericordioso de fazer a água jorrar na presença do povo. Além disso, executou juízo até mesmo a seus líderes preferidos quando estes se apartaram de Sua ordem. 14. Ao rei de Edom. Moisés entendeu que não seria prudente tentar entrar em Canaã pelo sul, sem dúvida por causa da atitude da hoste hebreia que ele conduzia. Os edomitas, de quem se aproximou, ocupavam o território que ficava ao sul do Mar Morto e estendia-se até Cades a oeste e até o braço oriental do Mar Vermelho ao sul. Teu irmão Israel. Conforme o costume oriental até os dias de hoje, quem têm parentesco sanguíneo pode ser chamado de "irmão". Os edomitas eram descendentes de Esaú (Gn 25:30). Todo o trabalho. Assim sugeriu Moisés aos edomitas que, por serem parentes, demonstrassem uma atitude de simpatia aos 969
82 20:15 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA descendentes de Jacó. A palavra traduzida por "trabalho" se origina do radical hebraico "estar cansado", "estar exausto". Nesta passagem, refere-se às dificuldades da longa jornada, perigosa e cansativa, sem lar fixo. 15. Egito. A experiência dos filhos de Israel era bem conhecida pelas nações vizinhas. 16. E clamamos. Ver Êx 2:23-25; e 3:7, 8. Mandou o Anjo. Ver Gn 24:7; Êx 3:2; 23:20; e 33:2. O Anjo, nesse caso, era o próprio Cristo, o eterno Príncipe do povo de Deus (PP, 366). E nos tirou. Ver Êx 13:21; e 14: Pela tua terra. A fim de entrar na terra de Canaã pelo leste, os israelitas precisavam passar por E dom ou fazer um longo desvio para o sul, e depois voltar para o &; to rumo norte. Pela estrada real. Esta era a principal rota de viagem a leste do Jordão, desde Damasco, no norte, até Eziom-Geber no golfo de Áqaba. Os mapas atualizados do início dos tempos bíblicos indicam essa estrada comercial. Foi por esse caminho que passaram os quatro reis que atacaram Sodoma nos dias de Abraão, procedentes da Síria. A "estrada real" foi reformada séculos mais tarde pelos romanos, e ainda é usada. 18. De espada. Ver Gn 27:40. Sem dúvida, o povo de Edom temia que seu país fosse ocupado ou, no mínimo, saqueado. 19. Outra coisa não desejo. Moisés reitera a mentalidade pacífica dos israelitas em relação a Edom e diz que eles passariam sem desejar qualquer "outra coisa". Literalmente, "não é uma coisa", isto é, não fariam coisa alguma senão passar o mais rapidamente possível. 20. Não passarás. Os edomitas temeram permitir a passagem de Israel por seu território. No entanto, venderam para eles as provisões necessárias à jornada (Dt 2:28, 29). Com mão forte. O rei convocou suas tropas e fez uma demonstração de força, manifestando toda a intenção de resistir por armas a qualquer tentativa de passagem por seu país. 21. Israel se desviou. O próprio Deus ordenou que Israel se desviasse, mas instruiu a compra das provisões necessárias das mãos dos edomitas (Dt 2:5, 6). 22. Monte Hor. Este lugar não foi localizado com precisão. Diferentes eruditos identificam quatro montanhas distintas com o monte Hor, onde morreu Arão. Em Jebel Nebi Harun, ou seja, o monte do profeta Arão, há uma mesquita no suposto local de sepultamento do profeta, que é visitada pelos devotos peregrinos. Essa localização contradiz o relato bíblico, segundo o qual deve se tratar de uma montanha fora dos limites de Edom (v. 23; Nm 33:37), ao passo que Jebel Nebi Harun fica bem dentro dos limites do país, não longe das ruínas da cidade de Petra. 23. No monte Hor. É provável que Israel estivesse acampado ao pé deste monte. 24. Será recolhido a seu povo. A mesma expressão é usada para se referir à morte de Abraão (ver com. de Gn 25:8). 25. Ao monte Hor. O monte Hor também era conhecido como monte Mosera (Dt 10:6); ou talvez o acampamento ao pé do monte fosse chamado de Mosera. 26. Despe Arão. Uma descrição das vestes sacerdotais pode ser encontrada em Levítico 8:7-9. Aí morrerá. A transferência das vestes e a morte de Arão puseram ênfase sobre a sucessão sacerdotal. 27. Perante os olhos de toda a congregação. Desta maneira, não surgiriam dúvidas quanto à legalidade da sucessão de Eleazar ao sagrado ofício após a morte de seu pai. 28. Moisés, pois, despiu a Arão. Moisés fez isto em lugar de Deus, seguindo Sua ordem, e como sinal da transferência do ofício sacerdotal, que continuou a despeito da morte do primeiro sumo sacerdote. 970
83 NÚMEROS 20:29 Morreu Arão ali. A data da morte de Arão e sua idade, 123 anos, são mencionadas em Números 33:38, 39. A morte de Arão colocou em evidência a imperfeição do sacerdócio levítico, no que se refere a sua instabilidade. Paulo fala do contraste entre o sacerdócio de Cristo e o de Arão nesse quesito (Hb 7:24). Arão foi sepultado em Mosera (Dt 10:6; ver com. de v. 25). 29. Trinta dias. Este mesmo número de dias de luto foi reservado a Moisés alguns meses depois (Dt 34:8). COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE l-29- PP, ; HR, 6-8- PP, 417; HR, PP, 419, 426, 469; HR, l - PP, FEC, HR, 164 lo- PR, 174; PP, 417, 418, 426, 472; T3, 302; T4, 369 lo, 12 - FEC, PP, PP, PP, PP, Te, PP, 426; T3, 293 4, 5 - FEC, 509 ll- PP, 417, 426, PP, ~ CAPÍTULO 21 1 Com algumas perdas, Israel destrói os cananeus em Horma. 4 A murmuração do povo é aplacada com serpentes abrasadoras. 7Os arrependidos são curados mediante a serpente de bronze. 1 O Diversas jornadas dos israelitas. 21 Derrota de Seom, 33 e de Ogue. I Ouvindo o cananeu, rei de Arade, que habitava no Neguebe, que Israel vinha pelo caminho de Atarim, pelejou contra Israel e levou alguns deles cativos. 2 Então, Israel fez voto ao SENHOR, dizendo: Se, de fato, entregares este povo nas minhas mãos, destruirei totalmente as suas cidades. 3 Ouviu, pois, o SENHOR a voz de Israel e lhe entregou os cananeus. Os israelitas os destruíram totalmente, a eles e a suas cidades; e aquele lugar se chamou Horma. 4 Então, partiram do monte Hor, pelo caminho do Mar Vermelho, a rodear a terra de E dom, porém o povo se tornou impaciente no caminho. 5 E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito, para que morramos neste deserto, onde não há pão nem água? E a nossa alma tem fastio deste pão vil. 6 Então, o SENHOR mandou entre o povo serpentes abrasadoras, que mordiam o povo; e morreram muitos do povo de Israel. 7 Veio o povo a Moisés e disse: Havemos pecado, porque temos falado contra o SENHOR e contra ti; ora ao SENHOR que tire de nós as serpentes. Então, Moisés orou pelo povo. 8 Disse o SENHOR a Moisés: Faze uma serpente abrasadora, põe-na sobre uma haste, e será que todo mordido que a mirar viverá. 9 Fez Moisés uma serpente de bronze e a pôs sobre uma haste; sendo alguém mordido por alguma serpente, se olhava para a de bronze, sarava. 10 Então, partiram os filhos de Israel e se acamparam em Obote. li Depois, partiram de Obote e se acamparam em Ijé-Abarim, no deserto que está defronte de Moabe, para o nascente. 12 Dali, partiram e se acamparam no vale de Zerede. 971
84 21:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 13 E, dali, partiram e se acamparam na outra margem do Arnom, que está no deserto que se estende do território dos amorreus; porque o Arnom é o limite de Moabe, entre Moabe e os amorreus. 14 Pelo que se diz no Livro das Guerras do SENHOR: Vaebe em Sufa, e os vales do Arnom, 15 e o declive dos vales que se inclina para a sede de Ar e se encosta aos limites de Moabe. 16 Dali partiram para Beer; este é o poço do qual disse o SENHOR a Moisés: Ajunta o povo, e lhe darei água. 17 Então, cantou Israel este cântico: Brota, ó poço! Entoai-lhe cânticos! 18 Poço que os príncipes cavaram, que os nobres do povo abriram, com o cetro, com os seus bordões. Do deserto, partiram para Matana. 19 E, de Matana, para Naaliel e, de Naaliel, para Bamote. 20 De Bamote, ao vale que está no campo de Moabe, no cimo de Pisga, que olha para o deserto. 21 Então, Israel mandou mensageiros a Seom, rei dos amorreus, dizendo: 22 Deixa-me passar pela tua terra; não nos desviaremos pelos campos nem pelas vinhas; as águas dos poços não beberemos; iremos pela estrada real até que passemos o teu país. 23 Porém Seom não deixou passar a Israel pelo seu país; antes, reuniu todo o seu povo, e saiu ao encontro de Israel ao deserto, e veio a Jasa, e pelejou contra Israel. 24 Mas Israel o feriu a fio de espada e tomou posse de sua terra, desde o Arnom até ao Jaboque, até aos filhos de Amom, cuja fronteira era fortificada. 25 Assim, Israel tomou todas estas cidades dos amorreus e habitou em todas elas, em "' ~ Hesbom e em todas as suas aldeias. 26 Porque Hesbom era cidade de Seom, rei dos amorreus, que tinha pelejado contra o precedente rei dos moabitas, de cuja mão tomara toda a sua terra até ao Arnom. 27 Pelo que dizem os poetas: Vinde a Hesbom! Edifique-se, estabeleça-se a cidade de Seom! 28 Porque fogo saiu de Hesbom, e chama, da cidade de Seom, e consumiu a Ar, de Moabe, e os senhores dos altos do Arnom. 29 Ai de ti, Moabe! Perdido estás, povo de Quemos; entregou seus filhos como fugitivos e suas filhas, como cativas a Seom, rei dos amorreus. 30 Nós os asseteamos; estão destruídos desde Hesbom até Dibom; e os assolamos até Nofa e com fogo, até Medeba. 31 Assim, Israel habitou na terra dos amorreus. 32 Depois, mandou Moisés espiar a Jazer, tomaram as suas aldeias e desapossaram os amorreus que se achavam ali. 33 Então, voltaram e subiram o caminho de Basã; e Ogue, rei de Basã, saiu contra eles, ele e todo o seu povo, à peleja em Edrei. 34 Disse o SENHOR a Moisés: Não o temas, porque Eu o dei na tua mão, a ele, e a todo o seu povo, e a sua terra; e far-lhe-ás como fizeste a Seom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom. 35 De tal maneira o feriram, a ele, e a seus filhos, e a todo o seu povo, que nenhum deles escapou; e lhe tomaram posse da terra. I. Rei de Arade. Arade fica cerca de 80 km ao norte de Cades, e a cerca de 27 km ao sul de Hebrom. A região é conhecida hoje como Tall 'Arâd. Pelo caminho de Atarim. Ou, "p e lo caminho dos espias" (ARC). Todavia, traduzir a expressão hebraica por "dos espias" é assumir uma identificação filológica injustificada entre duas palavras que não são correlatas. A gramática hebraica exige que se acrescente um substantivo próprio após o termo "caminho", não a designação de certos viajantes que haviam trafegado p ela estrada. Cativos. Ao que parece, o rei pegou alguns retardatários no fim ou nas laterais da 972
85 NÚMEROS 21:8 fila de marcha; pois, caso tivesse atacado a força principal, é provável que houvesse algum relato de mortes na batalha. 2. Fez voto. Esta é uma forma de pedir ao Senhor que ajudasse a punir o rei de Arade (ver Gn 28:20; ]z 11:30; 1Sm 1:11; 2Sm 15:8). Destruirei totalmente as suas cidades. Literalmente, "dedicarei suas cidades", usando a raiz verbal da palavra traduzida por "separado" (Lv 27:29). A implicação disso é que os despojos dessas cidades deviam ser separados para Deus e Seu serviço (ver Dt 7: 1, 2; Js 6:17, 21). Quando uma coisa era dedicada ao Senhor, não podia ser disposta para uso secular. 3. E lhe entregou os cananeus. Em harmonia com o voto, que o Senhor aceitou, Josué realizou a destruição daquele povo ao entrar na terra santa (Js 12:14). Horma. A palavra significa "destruição", no sentido de dedicação a Deus, e, portanto, irremissível para uso humano. A forma verbal da mesma palavra aparece no v. 2 como "destruirei", ou seja, oferecerei a Deus como sacrifício. Ao que parece, o nome se aplicava à cidade e seus arredores (Nm 14:45; Dt 1 :44; Js 12: 14; 15:30). 4. Caminho do Mar Vermelho. Foi necessário fazer um desvio de rota, pois a passagem por Edom fora negada. Agora estavam a caminho de Eziom-Geber (Dt 2:8), dando as costas à terra de Canaã. Quanto aos lugares onde acamparam entre Cades e a região de Moabe, ver Números 33: O trajeto da marcha de Israel era em direção ao sul, passando pelo Arabá e pela fronteira meridional de Edom, de onde continuava para o leste. Por fim, voltando para o norte, eles passaram para o leste tanto de Edom como de Moabe (PP, 428, 433; ver nota na p. 615, 616). No caminho. Houve vários fatores para provocar desânimo. A parte do território pelo qual estavam viajando, o Arabá, era uma planície árida salpicada de pedras e areia, em geral quente e seca. Além disso, sabiam que viajavam na direção contrária de Canaã; em vez de entrar na terra. ~ ~ 5. Por que nos fizestes subir [... ]?. A forma do verbo hebraico usada aqui é outro sinal da impaciência crescente do povo, no causal: "nos levou a subir". Não há pão. Os israelitas tinham fartura de comida, mas se rebelaram contra a monotonia da dieta do deserto. Pão vil. A palavra hebraica traduzida por "vil", que não aparece em nenhuma outra parte da Bíblia, se origina do radical de "ser leve", isto é, tido em pouca estima. O povo se lembrava dos alimentos saborosos e variados do Egito. 6. Serpentes abrasadoras. Literalmente, "as serpentes, as ardentes". A palavra traduzida por "abrasadoras" aparece em outras partes como "serafins" (Is 6:2, 6). Provém da raiz "queimar" (Js 11:9; Is 44:16; Ez 43:21 ). As serpentes foram chamadas de abrasadoras por causa da inflamação violenta gerada por sua picada (PP, 429). Morreram muitos do povo de Israel. As mortes ocorreram porque Deus retirara Sua mão protetora. A região por onde viajavam era cheia de serpentes, escorpiões, etc. (Dt 8: 15); cada dia era um milagre da proteção divina. Mas, nessa ocasião, o Senhor retirou sua proteção e permitiu que as víboras atacassem o povo. 7. Havemos pecado. O povo se humilhou diante de Deus, ciente de que as acusações contra Ele eram falsas. Ora ao SENHOR. Ver a petição de Jó por seus amigos (Jó 42: 10). 8. Uma serpente abrasadora. Uma réplica do tipo de serpente que assolava o povo. Sobre uma haste. A palavra traduzida por "haste" é a usada para um estandarte militar. Aparece em Êxodo 17:15: Yalnveh-nissi, "O SENHOR É Minha Bandeira". Também se traduz por "estandarte" (SI 60:4; Is 11:1 O; Jr 51:27). A despeito do que fosse, a haste 973
86 21:9 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA era alta o bastante para ser vista por todo o arraial. 9. Se olhava para a de bronze. A serpente de bronze era um símbolo do Salvador vindouro. O povo sabia que não era suficiente apenas olhar para a serpente, mas o olhar devia ser acompanhado de fé, já que não havia cura na serpente em si mesma. Era possível contemplar a imagem sem ser curado, se a pessoa não colocasse fé em Deus como o divino restaurador. De modo semelhante, as ofertas apresentadas sem fé eram desprovidas de valor (ver ]o 3:14, 15; PP, 430, 431). 10. Acamparam em Obote. Antes de Obote (Nm 33:41-43), os israelitas se acamparam em dois outros lugares que Moisés não menciona nesta passagem. A localização de Obote ainda não foi determinada. 11. Ijé-Abarim. Literalmente, "as ruínas de Abarim". A primeira palavra se origina da mesma raiz de Ai, que significa "montão de pedras" ou "ruínas". A segunda significa "o outro lado" e dela provém a palavra "hebreus", isto é, aqueles que passaram do outro lado - imigrantes de além do Eufrates. Em consequência, alguns traduzem Ijé-Abarim como "os lugares dos hebreus" (ver com. de Gn 10:21). Que está defronte de Moabe. O deserto de Moabe (Dt 2:8). Os israelitas então estavam se dirigindo para o norte. 12. Vale de Zerede. Literalmente, o "ribeiro de Zerede". Seu leito ficava seco na estação quente. Esta palavra é usada no idioma urdu da Índia, derivada do árabe, e se aplica aos canais do Punjab. O "vale de Zerede" hoje é conhecido como Wadi el-hesa, um ribeiro que entra no Mar Morto por sua extremidade sudeste. Antigamente, o Zerede separava Edom de Moabe. 13. Arnom. O rio Arnom flui através do atual Wadi el Mojib, vale que tem mais de 500 m de profundidade e cerca de 3,2 km de largura, talhado no planalto de Moabe. Seu desfiladeiro é uma miniatura do Grand Canyon. No deserto. Os israelitas ainda estavam a leste de Moabe, no deserto de Quedemote (Dt 2:26). Entre Moabe e os amorreus. O rio Arnom nasce nos planaltos da Arábia e desemboca no Mar Morto. O território de Moabe fica ao sul do rio e o dos amorreus, ao norte (ver com. de Gn 10:16). Os moabitas foram forçados a se deslocar para o sul do Arnom, por Seom (Nm 21:26; Jz 11:22). 14. Livro das Guerras. Este registro se perdeu, assim como o do Livro dos Justos (Js 10:13; 2Sm 1:18). Vaebe em Sufa. Vaebe era o nome de uma cidade. Sufa, literalmente, "redemoi- ~ ~ nho" (como em ]ó 37:9, "pé de vento"; Pv 10:25, "tempestade"; Is 21:1, "tufões"; 66:15, "torvelinho"; Os 8:7, "ventos"; etc.), pode ser também um vale ou uma região onde fossem comuns os redemoinhos (ver Dt 1:1, "defronte ao mar de Sufe"). Os redemoinhos geralmente provinham do sul (Jó 37:9; Is 21:1). Os outros lugares mencionados no contexto (Nm 21:12-16) dão apoio à sugestão de que Sufa ficava ao norte do Arnom. Alguns o identificaram com K.lúrbet Suja, cerca de 12 km a sudeste do monte Nebo. 15. Aos limites de Moabe. A citação dos v. 14 e 15, retirada do Livro das Guerras do Senhor, sugere que os amorreus tinham tomado esses lugares dos moabitas à força. É provável que os israelitas estivessem em território amorreu e além dos limites de Moabe. 16. Beer. Esta é a palavra hebraica costumeira para "poço" (Gn 21:19,25, 30; 26:15, etc.). Já se sugeriu que se trata, neste caso, de Beer-Elim, ou poço de Elim (Is 15:8). 17. Cantou Israel este cântico. É difícil exagerar a importância de um bom poço nos países orientais. Eles eram motivo de cânticos de louvor e de disputas violentas (Gn 21:25; 26:15-22; Jz 1:15; ver ]o 4:12). 974
87 NÚMEROS 21: Cetro. É a mesma palavra usada em Gênesis 49:10 e sugere um milagre da parte de Deus. O chão era de areia fofa. Quando os 70 anciãos e os príncipes das tribos colocaram seus bordões na areia, Deus fez fluir água em profusão, como que formando um poço de água viva. Matana. Local desconhecido; talvez se identifique com a localidade moderna de el-medei-yineh. 19. De Naaliel para Bamote. Na fronteira de Moabe. Naaliel, "o desfiladeiro de Deus", é identificado por alguns com o Wadi Zerqa Ma' in. De maneira semelhante, Bamote, "alturas", poderia ser o mesmo que Bamote-Baal (Js 13:17; Nm 22:41). 20. No campo de Moabe. Uma provável referência à região reivindicada pelos moabitas. Pisga. O monte Pisga oferece uma magnífica vista de toda a Palestina ocidental. O nome se origina de um verbo que significa "cortar", "dividir"; o substantivo relacionado significa "penhasco" e se refere à extremidade quebrada e dentada do planalto moabita, que faz uma descida íngreme até o Mar Morto e o vale do Jordão (Nm 23:14; Dt 3:27; 34:1). O monte Pisga está situado próximo à ponta nordeste do Mar Morto, no lado oposto a Jericó, e hoje é conhecido como Râs es-siyâghah. Olha para o deserto. Ou, "defronte ao deserto de Jesimom" (NVI). Literalmente, "olha para a face do deserto". Jesimom é um substantivo que significa "lugar desolado", do verbo "ser desolado". É usado para se referir aos desertos pelos quais Israel passou (Dt 32:10; Sl68:7) e para a terra desolada ao norte do Mar Morto (lsm 23:19, 24; 26:1, 3). 21. Seom. Os israelitas estavam no deserto de Quedemote, que ficava na fronteira do reino de Seom (Dt 2:26). A terra dos amorreus fazia parte do território prometido a Israel. Os amorreus não tinham parentesco com os israelitas, como era o caso dos amonitas, edomitas e moabitas. Eles eram de origem cananeia (Gn 10: 16; Dt 1:7, 19, 27). Seom é chamado de rei dos amorreus, como neste versículo, ou de rei de Hesbom (Dt 2:26, 30), ou é ainda identificado com uma combinação dos dois nomes (Dt 1 :4; 3:2). Hesbom era a residência do rei ou a cidade real. 22. Deixa-me passar. Os israelitas enviaram uma mensagem de paz parecida com a que mandaram anteriormente para Edom (Nm 20:14), embora tivessem recebido a ordem de conquistar Seom (Dt 2:24, 26). 23. Jasa. Uma possível cidade na planície de Moabe, que posteriormente passou a pertencer ao território de Rúben. Sua localização exata é desconhecida (ver Dt 2:32; Is 15:4; Jr 48:21). Pelejou contra Israel. Os israelitas receberam a garantia de que sairiam vitoriosos (Dt 2:31). Os amorreus estavam destinados à destruição (Js 3:10) e trouxeram sobre si desastre ao saírem com o propósito de destruir o povo de Deus. 24. Israel o feriu. Uma vitória encorajadora para Israel, nação iniciante na guerra, sobre um inimigo que havia pouco fora vitorioso sobre Moabe. Desde o Arnom até ao Jaboque. O Arnom formava a fronteira meridional do território de Seom (v. 13); o Jaboque, o limite setentrional, e o rio Jordão, o limite ocidental. Ao leste estavam os amonitas. O Jaboque ~ persiste com seu antigo nome no hebraico moderno. Era fortificada. Preferivelmente, "era Jazer", cidade na fronteira entre o território amorreu e amonita. 25. Todas estas cidades. Isto é, as cidades dos amorreus mencionadas nos v Hesbom. A cidade real, morada do rei e sede de seu trono. O monte Teii Hesbân, quase 30 km a leste do Jordão, defronte a Jericó, preservou o nome antigo. 975
88 CAMPANHA DE ISRAEL ~--/ A LESTE DO JORDÃO,... ' (NÚMEROS 2!-25; 32),. I o km I "'-1 Jope ~I ;;:1,"'I 0/,t>/ «co/ I c, I' ~ IJ 1'-<.J 1--._ c!j/ t>~ I Berseba /,. 11 I /. //(i azare t,. Mar de Quinerete ~ (Mar da Galileia\ I 6 "'1 rj equisom \ 1 Megido ' '!--"' \ ~,."' \ ~ 1 / I ~ o I I ~'" 1 I ~ \.o, v ~I :;; I "' I ; I 'õ \ s. CJ o... ~ 1quem 1 ~I "' "~' v / '\ ~ s ~' "'I 'õ I ec 1 Siló ' 1 Betel ' I I Jericó ~,----- O I / <v Jerusa lém~ 4 /Belém I I I I ' Hebrom I / / / / \ \ \ \ \ I 4 Astarote WADIF/GREH E O O Contornando Edom e Moabe (I), Israel atravessou o ribeiro de Arnom em ten itório amorreu, junto a Aroer. Então, prosseguiu até Hesbom, onde conquistou Seom e, ao norte através de Jazer (3), chegou a Basã. Depois de derrotar Ogue, em Edrei (4), e capturar suas cidades, retornou a Sitim (5), na "planície de Moabe" (território amorreu, mas pouco antes, de Moabe; ver com Nm 21: 13; 22: 1), o último acampamento até chegarem ao rio Jordão (Js 3: 1).
89 NÚMEROS 21:35 Todas as suas aldeias. Literalmente, "todas as suas filhas", uma referência à cidade de Hesbom como metrópole ou cidade mãe e às aldeias como sua descendência, dependentes dela para a saúde econômica e social. 27. Dizem os poetas. Ou "os que falam em provérbios" (ARC). A referência é ao cântico dos v que narra a vitória de Seom sobre os moabitas. O território tomado pelos israelitas pertencia aos amorreus. 28. Fogo. Referência às conquistas efetuadas por Seom dos territórios ao redor de Hesbom. Fogo e chama são símbolos de guerra (ver Am 1:7, 10, 12, 14; 2:2, 5). 29. Quemos. O deus dos moabitas (lrs ll :7; Jr 48:7), a quem se ofereciam sacrifícios humanos (2Rs 3:26, 27), mas que não livrou seus adoradores da crise enfrentada. Entregou seus filhos. Significa que Quemos estaria descontente com seus adoradores e não os salvou dos inimigos (ver Jr 48:13). 30. Dibom. Existe uma Diban moderna 5 km ao norte de Arnom (ver Jr 48:18, 22), ao lado da antiga cidade de Dibom, que se encontra em ruínas hoje. Lá a famosa Pedra Moabita foi encontrada, em Nofa. Ver Jz 8:11, onde se lê "Noba". Medeba. Identificada com a moderna Madeba. Seu nome aparece na Pedra Moabita como Mehedeba. 31. Na terra dos amorreus. O território que Israel então ocupava no lado leste do Jordão pertencia aos amorreus, não aos moabitas, que haviam sido expulsos. 32. Jazer. Não se conhece ao certo a localização de Jazer. Vários lugares já foram sugeridos, mas não pôde ser identificado com precisão. Não ficava longe do monte Gileade (2Sm 24:5, 6; lcr 26:31). Ao tomar essa cidade, Israel completou a conquista da terra dos amorreus. 33. Basã. Esta era uma região famosa por suas ótimas pastagens, onde se desenvolviam grandes rebanhos, e também por suas florestas de carvalhos (Dt 32:14; SI 22:12; Ez 27:6). Ogue. Um descendente dos poderosos refains (Gn 14:5; Js 12:4; 13:12). Edrei. Local identificado com Edrea ou Der'a cerca de 35 km a noroeste de Bosra. Ao que tudo indica, era a segunda cidade real de Basã (ver Dt 1:4; Js 12:4; 13:12), ficava cerca de 50 km a sudeste do mar de Tiberíades, e outros 50 km a oeste da cordilheira de Haurã, na fronteira meridional de Basã (Dt 3: 1, lo), próximo a um dos braços do Jarmuque. As ruínas da cidade se encontram enterradas sob uma vila moderna. Se Ogue tivesse permanecido por trás de suas torres fortificadas, Israel mal poderia tê-lo tocado. A divina providência fez seus habitantes deixarem as fortificações e se apresentarem em batalha no campo aberto. 34. Não o temas. Esta confirmação da parte de Deus era necessária por causa da estatura gigantesca dos homens (Dt 1:28; 3: ll) e da fama de suas fortalezas. 35. De tal maneira o feriram. Depois de derrotar o exército de Ogue, Israel ocupou toda a região, exceto algumas partes que resistiram por mais algum tempo. A conquista final foi realizada por Jair, descendente de Manassés, que recebeu a terra de Argobe em recompensa (Nm 32:39, 41; Dt 3:14). E a seus filhos. Não são mencionados em Deuteronômio 3:3. Tomaram posse da terra. A posse incluía cerca de 60 cidades fortificadas, além de uma quantidade de cidades menores (Dt 3:4, 5; Js 13:30). O território foi dado à meia tribo de Manassés, conforme mencionado (Dt 3:13; Js 13:29, 30; lrs 4:13). 977
90 22:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE PP, PP, PP, T8, FEC, 198 8, 9- PP, 430 6, 7- PP, PP, 434; TS, Ed, PP, 435 CAPÍTULO 22 1 Balaão recusa a primeira mensagem de Balaque. 15 A segunda m.ensagem convence Balaão. 22 Um anjo quase o mata, se não fosse a intervenção de sua jumenta. 36 Balaque o recebe. l Tendo partido os filhos de Israel, acamparam-se nas campinas de Moabe, além do Jordão, na altura de Jericó. 2 Viu, pois, Balaque, filho de Zipor, tudo o que Israel fizera aos amorreus; 3 Moabe teve grande medo deste povo, porque era muito; e andava angustiado por causa dos filhos de Israel; 4 pelo que Moabe disse aos anciãos dos midianitas: Agora, lamberá esta multidão tudo quanto houver ao redor de nós, como o boi lambe a erva do campo. Balaque, filho de Zipor, naquele tempo, era rei dos moabitas. 5 Enviou ele mensageiros a Balaão, filho de Beor, a Petor, que está junto ao rio Eufrates, na terra dos filhos do seu povo, a chamá-lo, dizendo: Eis que um povo saiu do Egito, cobre a face da terra e está morando defronte de mim. 6 Vem, pois, agora, rogo-te, amaldiçoa -me este povo, pois é mais poderoso do que eu ; para ver se o poderei ferir e lançar fora da terra, porque sei que a quem tu abençoares será abençoado, e a quem tu amaldiçoares será amaldiçoado. 7 Então, foram-se os anciãos dos moabitas e os anciãos dos midianitas, levando consigo o preço dos encantamentos; e chegaram a Balaão e lhe referiram as palavras de Balaque. 8 Balaão lhes disse: Ficai aqui esta noite, e vos trarei a resposta, como o S ENHOR me fa lar; então, os príncipes dos moabitas ficaram com Balaão. 9 Veio Deus a Balaão e disse: Quem são estes homens contigo? lo Respondeu Balaão a Deus: Balaque, rei dos moabitas, filho de Zipor, os enviou para que me dissessem: li Eis que o povo que saiu do Egito cobre a face da terra; vem, agora, amaldiçoa-mo; talvez eu possa combatê-lo e lançá-lo fora. 12 Então, disse Deus a Balaão: Não irás com eles, nem amaldiçoarás o povo; porque é povo abençoado. 13 Levantou-se Balaão pela manhã e disse aos príncipes de Balaque: Tornai à vossa terra, porque o SENHOR recusa deixar-me ir convosco. 14 Tendo-se levantado os príncipes dos moabitas, foram a Balaque e disseram: Balaão recusou vir conosco. 15 De novo, enviou Balaque príncipes, em maior número e mais honrados do que os primeiros, 16 os quais chegaram a Balaão e lhe disseram: Assim diz Balaque, filho de Zipor: Peço-te não te demores em vir a mim, 17 porque grandemente te honrarei e farei tudo o que me disseres; vem, pois, rogo-te, amaldiçoa-me este povo. 18 Respondeu Balaão aos oficiais de Balaque: Ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderia traspassar o 978
91 NÚMEROS 22: l mandado do SENHOR, meu Deus, para fazer coisa pequena ou grande; 19 agora, pois, rogo-vos que também aqui fiqueis esta noite, para que eu saiba o que mais o SENHOR me dirá. 20 Veio, pois, o SENHOR a Balaão, de noite, e disse-lhe: Se aqueles homens vieram chamar-te, levanta-te, vai com eles; todavia, farás somente o que Eu te disser. 21 Então, Balaão levantou-se pela manhã, albardou a sua jumenta e partiu com os príncipes de Moabe. 22 Acendeu-se a ira de Deus, porque ele se foi; e o Anjo do SENHOR pôs-se-lhe no caminho por adversário. Ora, Balaão ia caminhando, montado na sua jumenta, e dois de seus servos, com ele. 23 Viu, pois, a jumenta o Anjo do SENHOR parado no caminho, com a sua espada desembainhada na mão; pelo que se desviou a jumenta do caminho, indo pelo campo; então, Balaão espancou a jumenta para fazê-la tornar ao caminho. 24 Mas o Anjo do SENHOR pôs-se numa vereda entre as vinhas, havendo muro de um e outro lado. 25 Vendo, pois, a jumenta o Anjo do SENHOR, coseu-se contra o muro e comprimiu contra este o pé de Balaão; por isso, tornou a espancá-la. 26 Então, o Anjo do SENHOR passou mais ~ ~ adi an te e pôs-se num lugar estreito, onde não havia caminho para se desviar nem para a direita, nem para a esquerda. 27 Vendo a jumenta o Anjo do SENHOR, deixou-se cair debaixo de Balaão; acendeu-se a ira de Balaão, e espancou a jumenta com a vara. 28 Então, o SENHOR fez falar a jumenta, a qual disse a Balaão: Que te fiz eu, que me espancaste já três vezes? 29 Respondeu Balaão à jumenta: Porque zombaste de mim; tivera eu uma espada na mão e, agora, te mataria. 30 Replicou a jumenta a Balaão: Porventura, não sou a tua jumenta, em que toda a tua vida cavalgaste até hoje? Acaso, tem sido o meu costume fazer assim contigo? Ele respondeu: Não. 31 Então, o SENHOR abriu os olhos a Balaão, ele viu o Anjo do SENHOR, que estava no caminho, com a sua espada desembainhada na mão; pelo que inclinou a cabeça e prostrou-se com o rosto em terra. 32 Então, o Anjo do SE NHOR lhe disse: Por que já três vezes espancaste a jumenta? Eis que Eu saí como teu adversário, porque o teu caminho é perverso diante de Mim; 33 a jumenta Me viu e já três vezes se desviou de diante de Mim; na verdade, Eu, agora, te haveria matado e a ela deixaria com vida. 34 Então, Balaão disse ao Anjo do SEN HOR: Pequei, porque não soube que estava s neste caminho para Te opores a mim; agora, se parece mal aos Teus olhos, voltarei. 35 Tornou o Anjo do SENHOR a Balaão: Va i-te com estes homens; mas somente aquilo que E u te disser, isso falarás. Assim, Balaão se foi com os príncipes de Balaque. 36 Tendo Balaque ouvido que Balaão havia chegado, saiu-lhe ao encontro até à cidade de Moabe, que está nos confins do Arnom e na fron teira extrema. 37 Perguntou Balaque a Balaão: Porventura, não enviei mensageiros a chamar-te? Por que não vieste a mim? Não posso eu, na verdade, honrar-te? 38 Respondeu Balaão a Balaque: Eis-me perante ti ; acaso, poderei eu, agora, falar alguma coisa? A palavra que Deus puser na minha boca, essa falarei. 39 Balaão foi com Balaque, e chegaram a Qui ria te-huzote. 40 Então, Balaque sacrificou bois e ovelhas; e deles enviou a Balaão e aos príncipes que estavam com ele. 41 Sucedeu que, pela manhã, Balaque tomou a Balaão e o fez subir a Bamote-Baal; e Balaão viu dali a parte mais próxi ma do povo. 1. Nas campinas de Moabe. Estas campinas pertenciam anteriormente aos moabitas. Embora os amorreus a tivessem conquistado (Nm 21 :26), a região manteve 979
92 22:2 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA o nome original. Não se sabe em que mês os filhos de Israel se acamparam nas planícies de Moabe, mas pensa-se, de modo geral, que foi próximo ao final do quadragésimo ano, quando partiram das montanhas de Pisga ou Abarim (Nm 21:20; 33:48). As campinas abarcam uma área de aproximadamente 150 km quadrados. Além do Jordão. Ou seja, do lado leste, oposto a Jericó. Eles só atravessaram o Jordão depois que Josué assumiu a liderança (Js 3:1). 2. Balaque. Significa "assolador", "devastador", do radical "assolar", "devastar". Balaque é mencionado outras vezes (Js 24:9; Mq 6:5; ]z 11:25), sem referência a Balaão. Zipor. Significa "passarinho". A forma feminina desta palavra é Zípora, o nome da esposa de Moisés. A forma masculina não aparece nenhuma outra vez no AT, a não ser que Zofar (Jó 2: ll) seja uma variante da grafia do mesmo nome. Fizera aos amorreus. A saber, aos reis amorreus (ver com. de Gn 10:16) de Seom e Ogue, os mais poderosos governantes cananeus da época (Dt 3:8). 3. Moabe teve grande medo. Os moabitas não conheciam a ordem dada por Deus a Israel de que não os perturbasse. Portanto, temiam ser expulsos de seu território (ver a atitude dos egípcios em Êx 1:12). O medo que eles sentiram fora predito (Êx 15:15). 4. Aos anciãos dos midianitas. Moabe e Midiã eram inimigos tradicionais (Gn 36:35), mas se mostraram prontos a se unirem contra Israel. Parece que os "anciãos" também eram chamados de "reis" ~.,. (Nm 31 :8) e "príncipes" (Js 13:21). Entre os povos orientais, ainda hoje, os homens mais velhos e experientes são chamados de "anciãos". Os midianitas descendiam de Abraão e de Quetura (Gn 25:2, 4) e eram pastores e comerciantes itinerantes (Gn 37:28). A erva do campo. Literalmente, "o verde do campo", uma referência a todo traço de vegetação. 5. Enviou ele mensageiros. Ao que parece, em acordo com os midianitas (ver v. 4). Balaão. De um verbo que significa "engolir", "engolfar", "destruir com violência". Petor. Identificada, hoje, com toda certeza, com Pitru, a curta distância do Eufrates, ao sul de Carquêmis. De acordo com essa identificação, o "rio" precisa ser o Eufrates (ver Êx 23:31; Js 24:2, 3, 14). Segundo a própria afirmação de Balaão (Nm 23:7), ele era de Arã, na época, uma designação da alta Mesopotâmia (ver PP, 438). Seu povo. Literalmente, "Amave" (NTLH), hoje identificado definitivamente, com base numa inscrição na estátua de ldrimi, com a região do vale do Sajur. Esse vale está situado entre Alepo e Carquêmis. A viagem desde Pitru (ver acima), uma distância de aproximadamente 650 km, requereria duas semanas (ver PP, 438, 439). Um povo. Uma nação organizada que 40 anos antes havia despojado o Egito e humilhado o faraó. Defronte de mim. Uma constante ameaça de grupos de ataque. Essa situação naturalmente deixou os moabitas extremamente apreensivos. 6. Amaldiçoa-me este povo. Balaque e seu povo criam nos poderes da feitiçaria e dos encantamentos. A mágica, magia negra e possessão demoníaca são acompanhamentos naturais da idolatria. Mais poderoso do que eu. Balaque percebeu que precisava de mais do que ajuda humana para lidar com o evidente poder de Israel. Será amaldiçoado. Ba laque tinha plano de destruir Israel, mas temia tentar fazê-lo com a própria força. Ele ouvira da eficácia dos poderes de Balaão. Na Antiguidade, bênçãos e maldições eram comuns, como no caso de Noé (Gn 9:25-27), Isaque (G n 27:27), Jacó (Gn 49), Josué (Js 6:26) e Eliseu (2Rs 2:24). De maneira semelhante, Golias iniciou seu combate 980
93 NÚMEROS 22: 18 com Davi invocando a maldição de seu deus sobre o rapaz (l Sm 17:43). É inútil tentar explicar os fenômenos da magia pagã, atribuindo-os unicamente a truques. 7. O preço dos encantamentos. Moabe e Midiã se uniram no plano. A recompensa por encantamentos e intercessão era considerada um ganho legítimo (ver 1Sm 9:7, 8; 1Rs 14:3; 2Rs 8:8). Desde tempos remotos, era difícil alguém se aproximar de uma pessoa eminente sem um presente em mãos (Gn 43: 11, 25, 26; Ml 1:8). 8. Trarei a resposta. Um profeta apóstata brinca com o fogo, na expectativa de obter ganhos materiais. Balaão já conhecia os israelitas e a atitude de Deus em relação a eles (PP, 439). O SENHOR. Literalmente, "Yahweh", o nome santo de Deus. Muitos comentaristas acham extremamente confuso Balaão ter usado a palavra "Yahweh", pois o definem como um adivinho pagão. A realidade é que Balaão era originalmente um verdadeiro profeta de Deus, que perverteu seus dons para obter ganhos materiais (PP, 439). Da mesma maneira, Melquisedeque e Jetro (PP, 136, 247) foram representantes do Deus verdadeiro. Labão permitiu que houvesse ídolos fami liares em seu lar, contudo, em determinadas circunstâncias, Deus condescendeu em Se comunicar com ele (G n 31:9, 24, 30). 9. Quem são estes homens? Esta não foi uma pergunta para obter informação, pois Deus sabia tudo a respeito daqueles homens (ver Gn 3:10, 11). Tratava-se, na verdade, de uma pergunta disciplinar com o propósito de que Balaão compreendesse os perigos do caminho no qual estava prestes a colocar os pés (ver 1 Rs 19:9; ls 39:3, 4). 10. Balaque. Fica sugerido que o componente mais forte da coalizão era Balaque, rei dos moabitas, e que os midianitas eram os participantes mais fracos. 12. Não irás. Balaão conhecia seu dever (ver com. do v. 8). Ele estava ganancioso por ga nhar a recompensa financeira, mas sabia que suas maldições não atingiriam Israel. É povo abençoado. Nenhum ser humano poderia reverter a bênção de Deus e transformá-la em maldição. 13. O SENHOR recusa. Mais uma vez, Balaão usa o nome "Yahweh", como no v. 8. Ele deixa de informar aos mensageiros de Balaque que os filhos de Israel eram abençoados por Deus...- ~ 14. Balaão recusou. Naturalmente, os príncipes interpretaram mal os motivos de Balaão (ver com. do v. 13) e não deram um relatório verdadeiro a Balaque. Também devem ter sentido a inclinação de colocar em Balaão a culpa pelo fracasso de sua missão. 15. Príncipes, em maior número. Uma típica abordagem oriental em tais circunstâncias. Balaque supôs que Balaão estivesse esperando mais respeito, que poderia ser demonstrado por meio do envio de homens de posição mais elevada, e mais apreço por seus serviços mediante o oferecimento de maiores recompensas. 16. Não te demores. Literalmente, "não te segures". A forma reflexiva do verbo sugere que Balaque achava que a relutância de Balaão se devia ao desejo de mais reconhecimento e recompensa. 17. Grandemente te honrarei. Literalmente, "ao honrar-te, honrar-te-ei grandemente" (ver Dn 2:6). Tudo o que me disseres. Não em relação às recompensas, mas, no que se referia à cooperação para conseguir o objetivo de Balaque. 18. A sua casa cheia. Ver a experiência do profeta anônimo (lrs 13:8). De prata e de ouro. Um reflexo dos pensamentos de Balaão, concentrados nas riquezas materiais. A ava reza era seu pecado acariciado. Eu não poderia traspassar o mandado do SENHOR, meu Deus. Literalmente, "não 981
94 22:19 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA sou capaz de passar pela boca de Yahweh, meu Deus". Essa expressão sugere um conhecimento pessoal do Deus dos céus. Pequena ou grande. Isto é, "qualquer coisa que seja" (ver 1Sm 20:2; 22:15; 25:36). Balaão sabia que Deus era capaz de controlar suas ações, muito embora não pudesse controlar seus pensamentos. 19. Aqui fiqueis. Balaão lidou com eles como fizera com os primeiros mensageiros. Para que eu saiba. Ele já sabia o que o Senhor diria (ver v. 12 e o com. do v. 8). Balaão estava tentando lidar com Deus como se Ele fosse um homem fraco, susceptível a mudar de ideia. 20. Veio, pois, o SENHOR. Mais uma vez, o mensageiro é o próprio Todo-Poderoso. Se aqueles homens vieram. Ou seja, se eles aparecessem pela manhã para ouvir a resposta de Balaão. Levanta-te, vai. O Senhor permitiu que o profeta fizesse o que estava determinado a fazer. Balaão não estava buscando a vontade de Deus com sinceridade, pois já sabia qual era ela (v. 12). Estava obstinado no próprio rumo e procurava uma aparência de permissão. O que Eu te disser. Balaão já sabia, por esta declaração, que não receberia permissão para amaldiçoar Israel, e a partida com os mensageiros de Balaque tinha o objetivo de receber finos presentes e demonstrava falsas intenções. 21. Albardou a sua jumenta. Naquela época, os jumentos eram usados normalmente por pessoas de toda categoria, em especial para percorrer curtas distâncias. Os camelos eram usados para jornadas mais longas. Fala-se de jumentas no hebraico em Juízes 5:10 e 2 Reis 4:22, mas os jumentos são citados com mais frequência (Êx 4:20; Js 15:18; 1Sm 25:20; 2Sm 16:2; 17:23; etc.). Em vários casos do AT, o fato de albardar um jumento se relaciona com tragédia (2Sm 17:23; lrs 2:40; 13:13). 22. A ira de Deus. No v. 12, Deus tornara conhecida Sua vontade a Balaão; no v. 20, o Senhor permitiu que ele fosse. Essa foi uma instrução de mera permissão, baseada não na vontade divina, mas na do próprio Balaão. Se o profeta tivesse o desejo de cumprir a vontade de Deus, as palavras registradas no v. 12 teriam encerrado o assunto. Mas, quando uma pessoa é rebelde de coração, o Senhor pode permitir que ela siga seus desejos e sofra as consequências (ver Sl81:11, 12; Os 4:17). Balaão é exemplo de um profeta que prostituiu seu chamado, ao tentar obter ganhos com o dom divino. Por isso, lê-se sobre "a doutrina de Balaão" (Ap 2:14), o "erro de Balaão" (Jd 11) e o "caminho de Balaão" (2Pe 2: 15). O Anjo do SENHOR. Com frequência, a expressão se refere a Cristo (Êx 3:2, 14; 23:20, 23; 32:34; PP, 311, 366), ainda que nem sempre se tenha certeza de que este seja o caso (ver Hb 1:14; PP, 67). Nesta situação, trata-se de Cristo (PP, 366; ver Êx 23:20). Pôs-Se-lhe no caminho. Literalmente, "posicionou-se no caminho". Adversário. Do hebraico satan, "adversário" ou "inimigo". Uma vez que Satanás é o grande inimigo de Deus e do homem, passou a ser chamado literalmente de "o adversário", ou Satanás (lcr 21:1; Jó 1:6; Zc 3: 1). Yahweh se posicionou no caminho de Balaão como um "adversário", não tanto porque o profeta estava determinado a seguir o próprio caminho de destruição, mas porque estava se colocando como oponente do povo escolhido de <~ )3 Deus. A palavra "Satanás", uma transliteração do termo hebraico, é considerada equivalente em significado e importância ao termo "diabo", do NT. Ele é o inimigo dos homens, concentrado em sua destruição eterna. Dois de seus servos, com ele. Não se menciona que os príncipes de Balaque estavam com Balaão. Esses mensageiros, homens de posição, com grandes presentes em mãos 982
95 NÚMEROS 22:33 e com a promessa de mais (v ), estavam chateados porque Balaão não concordara em acompanhá-los de imediato. Antecipando outra negativa, já haviam iniciado a jornada de regresso (PP, 441). Balaão tentava alcançá -los e, por isso, qualquer demora o incomodava. Os dois servos não figuram na cena, nem mesmo para ajudar a controlar a jumenta. 23. Viu, pois, a jumenta. Ao que parece, os dois servos estavam tão cegos quanto seu senhor. Deus abriu os olhos da jumenta, assim como sua boca pouco depois. Com a sua espada desembainhada. Literalmente, "uma arma de ataque", do verbo "atacar", "ferir" (ver Js 5: 13). Desviou a jumenta. Havia cercas fechando as vinhas, mas não os campos. 24. Muro. Em sua jornada por terras cultivadas, o profeta chegou a um lugar fechado entre duas vinhas, com um muro de cada lado e um espaço entre eles. 25. Coseu-se contra o muro. Ao pressionar seu corpo à força bem próximo ao muro, a jumenta conseguiu passar pelo anjo, que assumiu outra posição logo à frente. Comprimiu contra este o pé de Balaão. Na tentativa de se esquivar do anjo, a jumenta espremeu violentamente o pé de Balaão entre seu corpo e o muro. 26. Não havia caminho. A jumenta não podia virar para a direita nem para a esquerda; tampouco conseguiria virar para trás e fugir apressadamente. 27. Deixou-se cair. A jumenta percebeu que não havia esperança para a situação. O profeta, cego pela avareza e ira, só conseguia enxergar teimosia no comportamento do animal. 28. O SENHOR fez falar a jumenta. Há apenas mais um episódio de um animal falando na Bíblia: a serpente de Gênesis Zombaste de mim. Literalmente, "brincaste comigo como uma criança", isto é, trataste-me caprichosamente e me fizeste de brinquedo. O mesmo verbo é traduzido por "abusaram" (Jz 19:25), "escarneçam" (lsm 31:4), "revolvi" (Jó 16: 15) e "prática" da perversidade (SI 141 :4). Agora, te mataria. A falta de sinceridade do profeta foi exposta. Ele estava se apresentando como alguém capaz de destruir uma nação com seus encantamentos e, no entanto, era impotente para matar sua jumenta. Dificilmente um homem poderia estar mais cego ao ponto de não se surpreender por uma jumenta conseguir conversar com ele. 30. Em que toda a tua vida. Literalmente, "desde tua existência", ou seja, "desde que começaste a cavalgar". Tem sido o meu costume. O comportamento estranho da jumenta deveria ter sido suficiente para impressionar Balaão de que algo estava errado, pois ela nunca havia apresentado tal comportamento antes. 31. Abriu os olhos a Balaão. Ver a experiência do servo de Eliseu (2Rs 6:17). Ele viu o Anjo. Balaão carecia de visão espiritual. Seus dois servos parecem não ter visto nada (ver o caso dos companheiros de Paulo, em At 9:7). Prostrou-se com o rosto em terra. Não em arrependimento verdadeiro por seus maus desígnios, mas por medo. 32. Perverso. Literalmente, "irresponsável". A ideia é que Balaão estava fazendo aquela jornada com base em sua obstinação, em desarmonia com a vontade de Deus. 33. Eu, agora, te haveria matado. O profeta devia a própria vida à jumenta que ele espancara com tanta violência. O espírito que controlava Balaão ficou completamente manifesto em sua conduta. A ela deixaria com vida. Deus teria salvado a vida da jumenta mesmo se houvesse matado Balaão. A obediência é virtude aos olhos do Senhor. O jumento de outro profeta desobediente teve experiência semelhante (lrs 13:24). 983
96 22:34 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 34. Pequei. Talvez ele estivesse pensando no espancamento irracional da jumenta, bem como na determinação em ganhar os presentes de Balaque. Se parece mal aos Teus olhos. Ele sabia que a jornada só fora permitida por causa de sua teimosia. 35. Vai-te com estes homens. Ver o ~ ~ v. 20, no qual Balaão recebe permissão pela primeira vez e Deus também é identificado como aquele que fala. 36. Saiu-lhe ao encontro. Balaque saiu com grande contingente de chefes e autoridades para honrar o profeta que, conforme as expectativas de todos, libertaria o país da ameaça de invasão. Cidade de Moabe. Talvez Ar seja a cidade mencionada nesta passagem (ver Nm 21:15). Na fronteira extrema. Seom, rei dos amorreus, havia conquistado a terra dos moabitas até Arnom. Balaque foi até o limite de seu território se encontrar com o profeta. 37. Não enviei mensageiros? Um elogio a Balaão, uma vez que Balaque não tentou esconder nem minimizar sua ansiedade. Honrar-te? Ver o v. 17 e Nm 24: Deus puser na minha boca. Balaão adverte Balaque de que estava sob restrições, por mais que o monarca se arrependesse depois (ver Nm 23:5, 12, 16; 1Rs 22:14). 39. Quiriate-Huzote. Literalmente, "a cidade das ruas". O local é desconhecido. Alguns comentaristas a identificam com Quiriataim (Nm 32:37). 40. Balaque sacrificou. É provável que se tratasse de uma festa de sacrifícios para honrar a Balaão e abrir espaço para um começo propício de seu trabalho. Assim demonstrou Balaque sua alegria pelo fato de o profeta ter chegado a salvo (cf. 1Sm 9:23, 24). 41. Pela manhã. A KJV traz "no dia seguinte", mas o sentido literal é "pela manhã". Bamote-Baal. Ou "altos de Baal" (ARC); provavelmente era o mesmo Bamote de Números 21:1 9. O nome indica que se tratava de um santuário pagão. É possível que Balaque tivesse a ideia de que a maldição de Balaão seria m ais eficaz se ele visse os israelitas enquanto os amaldiçoava. A parte mais próxima. Talvez Balaão conseguisse ver todo o arraial, ou então, apenas a parte mais próxima do monte onde se encontrava. Não fi ca claro qual dos dois sentidos é o pretendido. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE PP, PP, 438 5, 6 - PP, PP, PP, T 3, 73 12, 13 - PP, PP, PP, PP, CC, PP, T5, PP, PP,
97 NÚMEROS CAPÍTULO 23 22:41 1, 13, 28 Sacrifícios de Balaque. 7, 18 A palavra de Balaão. I Então, Balaão disse a Balaque: Edifica-me, aqui, sete altares e prepara-me sete novilhos e sete carneiros. 2 Fez, pois, Balaque como Balaão dissera; e Balaque e Balaão ofereceram um novilho e um carneiro sobre cada altar. 3 Disse mais Balaão a Balaque: Fica-te junto do teu holocausto, e eu irei; porventura, o SENHOR me sairá ao encontro, e o que me mostrar to notificarei. Então, subiu a um morro desnudo. 4 Encontrando-se Deus com Balaão, este lhe disse: Preparei sete altares e sobre cada um ofereci um novilho e um carneiro. 5 Então, o SENHOR pôs a palavra na boca de Balaão e disse: Torna para Balaque e falarás assim. 6 E, tornando para ele, eis que estava junto do seu holocausto, ele e todos os príncipes dos moabitas. 7 Então, proferiu a sua palavra e disse: Balaque me fez vir de Arã, o rei de Moabe, dos montes do Oriente; vem, amaldiçoa-me a Jacó, e vem, denuncia a Israel. 8 Como posso amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou? Como posso denunciar a quem o SENHOR não denunciou? 9 Pois do cimo das penhas vejo Israel e dos ;;,.. outeiros o contemplo: eis que é povo que habita "' só e não será reputado entre as nações. lo Quem contou o pó de Jacó ou enumerou a quarta parte de Israel? Que eu morra a morte dos justos, e o meu fim seja como o dele. li Então, disse Balaque a Balaão: Que me fizeste? Chamei-te para amaldiçoar os meus inimigos, mas eis que somente os abençoaste. 12 Mas ele respondeu: Porventura, não terei cuidado de falar o que o SENHOR pôs na minha boca? l3 Então, Balaque lhe disse: Rogo-te que venhas comigo a outro lugar, donde verás o povo; verás somente a parte mais próxima dele e não o verás todo; e amaldiçoa-mo dali. 14 Levou-o consigo ao campo de Zofim, ao cimo de Pisga; e edificou sete altares e sobre cada um ofereceu um novilho e um carneiro. 15 Então, disse Balaão a Balaque: Fica, aqui, junto do teu holocausto, e eu irei ali ao encontro do SENHOR. 16 Encontrando-se o SENHOR com Balaão, pôs-lhe na boca a palavra e disse: Torna para Balaque e assim falarás. 17 Vindo a ele, eis que estava junto do holocausto, e os príncipes dos moabitas, com ele. Perguntoulhe, pois, Balaque: Que falou o SENHOR? 18 Então, proferiu a sua palavra e disse: Levantate, Balaque, e ouve; escuta-me, filho de Zipor: 19 Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que Se arrependa. Porventura, tendo Ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá? 20 Eis que para abençoar recebi ordem; Ele abençoou, não o posso revogar. 21 Não viu iniquidade em Jacó, nem contemplou desventura em Israel; o SENHOR, seu Deus, está com ele, no meio dele se ouvem aclamações ao seu Rei. 22 Deus os tirou do Egito; as forças deles são como as do boi selvagem. 23 Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel; agora, se poderá dizer de Jacó e de Israel: Que coisas tem feito Deus! 24 Eis que o povo se levanta como leoa e se ergue como leão; não se deita até que devore a presa e beba o sangue dos que forem mortos. 25 Então, disse Balaque a Balaão: Nem o amaldiçoarás, nem o abençoarás. 26 Porém Balaão respondeu e disse a Balaque: Não te disse eu: tudo o que o SENHOR falar, isso farei? 27 Disse mais Balaque a Balaão: Ora, vem, e te levarei a outro lugar; porventura, parecerá bem aos olhos de Deus que dali mo amaldiçoes. 28 Então, Balaque levou Balaão consigo ao cimo de Peor, que olha para o lado elo deserto. 29 Balaão disse a Balaque: Edifica-me, aqui, sete altares e prepara-me sete novilhos e sete carneiros. 30 Balaque, pois, fez como dissera Balaão e ofereceu sobre cada altar um novilho e um carneiro. 985
98 23:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 1. Edifica-me aqui. Isto é, no lugar alto, o santuário de Baal, onde se costumava oferecer sacrifícios e de onde o acampamento dos israelitas podia ser visto. Balaão pediu sete novilhos e sete carneiros. Ao multiplicar o número dos sacrifícios, pensou que poderia aplacar a Deus. Sua mente estava completamente dominada por conceitos pagãos sobre o Senhor, segundo os quais a quantidade é mais importante do que a qualidade, e as ofertas materiais são mais eficazes do que um coração sincero e obediente. 2. Balaque e Balaão ofereceram. Por ser um rei pagão, Balaque desempenhava funções sacerdotais e ajudou Balaão. A ironia de tudo isso não era evidente para o profeta: um ímpio profeta do Senhor que cooperava com um rei pagão, oferecendo um sacrifício a Baal, enquanto pensava que, ao mesmo tempo, seu Deus seria aplacado por aquele sacrifício. 3. Fica-te junto do teu holocausto. Para cuidar dele. Porventura. Balaão podia apenas desejar que o Senhor condescendesse em Se encontrar com ele, pois sabia que o que se passava em seu coração era contrário à opinião divina. Desnudo. Literalmente, "nu", "liso", "plano". A raiz verbal significa "nivelar", "alisar", "aplanar", "desnudar". Balaão desejava ficar só; ele já estava num lugar "desnudo" (um alto), onde os altares eram construídos. 4. Encontrando-se Deus com Balaão. i.,.. É infinita a paciência de Deus. Sete altares. Balaão imaginava que, uma vez que os sacrifícios foram oferecidos, o Senhor devia condescender com seus planos e estar disposto a cooperar com ele. A situação pode se comparar com 1 Samuel 13:12, no que se refere a um sacrifício como forma de súplica e, com Oseias 12:11, quanto à atitude divina em relação ao exagero de altares e sacrifícios. 5. Pôs a palavra na boca de Balaão. Uma das marcas do verdadeiro profeta é transmitir a palavra ou a mensagem de Yahweh (Dt 18:18; Jr 1:9). Já se observou que assim como Deus, indo na contramão da natureza, colocou palavras na boca da jumenta, também pôs palavras na boca de Balaão, a despeito da vontade obstinada do profeta. 7. Palavra. Ou "parábola" (ARC), termo hebraico que se refere a uma declaração feita em linguagem figurada, em vez usar de linguagem literal. O rei de Moabe. Um fingimento de que Balaão fora contra sua vontade. Dos montes do Oriente. Uma provável referência à parte estéril, pedregosa e serrana da Mesopotâmia. 8. Como posso amaldiçoar? A pergunta indica que Balaque estava pedindo a Balaão que fizesse o impossível. A bênção de Deus repousava sobre Seu povo e a maldição de um homem não prevaleceria contra ela. 9. Do cimo das penhas. Balaão estava no cume de um monte olhando para o acampamento de Israel (Nm 22:41; 23:3). Habita só. Habitar só era sinal de segurança (Dt 33:28; Mq 7:14). Além disso, o povo de Deus deveria se separar dos hábitos e costumes das nações ao redor. Não será reputado. Por serem escolhidos de Deus, os israelitas deveriam ser um povo particular (ver Êx 33:16; 1Rs 8:53). Eles passaram a se considerar, porém, totalmente superiores a todas as outras nações. 10. Quem contou o pó [... ]? A construção gramatical hebraica expressa grande surpresa, de modo que ninguém chegaria a pensar algo dessa natureza. Ver a promessa a Abraão (Gn 13:16) e a Israel (Gn 28:14). A quarta parte. Comentaristas judeus veem, nesta passagem, uma referência ao fato de o arraial de Israel ser dividido em quatro partes. A morte dos justos. A avareza pecaminosa de Balaão impedia tal fim pacífico para 986
99 NÚMEROS 23:19 ele (Nm 31:8; Pv 28:9). Os filhos de Israel eram "justos" porque Yahweh os fizera assim e os escolhera para ser Seu povo (Dt 7:6-8). Meu fim. A palavra hebraica traduzida, neste caso, por "meu fim" costuma significar "posteridade" (SI 109: 13; Dn 11 :4; Am 4:2). Talvez esta seja a melhor interpretação aqui. 11. Chamei-te aqui para amaldiçoar. Não havia engano ou subterfúgio da parte de Balaque. Ele não compreendia que Balaão só recebera permissão para ir com a condição de falar as palavras que Deus pusesse em sua boca. É claro que ele tinha dito isso a Balaque (Nm 22:38). Mas, assim como Balaão, que deveria ter mais discernimento, o rei sem dúvida pensava que o Senhor poderia ser convencido a mudar de ideia. A chegada de Balaão fez parecer a Balaque que o próprio profeta acreditava nessa possibilidade. Somente os abençoaste. O hebraico é muito enfático: "abençoando-os abençoaste -os". Balaão não só se absteve de amaldiçoar Israel, mas também o abençoou. O SENHOR pôs. Balaque, ao que parece, deveria ter reconhecido que Balaão não estava livre para seguir os próprios caminhos, mas se encontrava em sujeição ao Espírito de Deus (ver Nm 22:35, 38). 13. Outro lugar. Esta foi uma oportunidade para Balaão se retirar, mas sua ganância por ganhos materiais o manteve ali, como se estivesse preso. A parte mais próxima. Pensando que Balaão estivesse aterrorizado diante do vasto acampamento israelita, Balaque esperava que, ao ver só uma pequena parte dele, o profeta seria mais ousado. Dessa maneira, indo a outro lugar, esperava que dali todo o acampamento de Israel seria amaldiçoado. 14. Ao campo de Zofim. De uma palavra que significa "espiar", "montar guarda". O nome Zofim quer dizer "o campo dos vigilantes" (ver 1Sm 14:16; ls 56:10; Jr 6:17; Ez 3:17). Não se conhece a localização de Zofim. Sem dúvida, era outro "alto" (ver Nm 22:41, ARC). Pisga. Uma elevada montanha no território moabita, da qual a maior parte da região ao redor pode ser vista (Dt 3:27; 34:1, 2; ver com. de Nm 21:20; 27:12). Sete altares. O procedimento original foi repetido. Em seu coração, porém, Balaão..c ~ devia saber que não podia subverter a primeira mensagem de Deus. No entanto, ele tinha a intenção de fazer tudo o que podia para obter o favor de Balaque e as recompensas prometidas. 15. Fica, aqui. Literalmente, "fic a assim". Balaão não estava mostrando a Balaque onde ficar, mas como se comportar. Estava sugerindo que o rei, pelo menos em parte, era culpado por seu fracasso anterior. Eu irei ali ao encontro do SENHOR. Literalmente, "eu Lhe pedirei assim". Outra vez o profeta fala como faria sua petição, não do lugar onde a faria. No entanto, sem dúvida, Balaão se retirou para outro lugar, a fim de ter um encontro com Yahweh. 16. Encontrando-Se o SENHOR com Balaão. Mais uma vez, é o Senhor quem Se encontra com o profeta. Assim falarás. Era impossível Balaão falar contra Israel enquanto o povo de Deus permanecesse fiel à vontade divina. 17. Que falou o SENHOR? Balaque percebeu que a mensagem provinha de Deus, pois Balaão parecia impotente. 18. Levanta-te, Balaque. A expressão pode significar: "Preste atenção e ouça, Balaque." Ou também pode simplesmente ser uma instrução para que ele se levantasse em atitude reverente e escutasse a mensagem do Senhor. A primeira sugestão é a mais provável. Escuta-me. O profeta compreendeu plenamente a importância da mensagem que fora constrangido a pronunciar, sem alterar uma só palavra. A expressão hebraica sugere não só ouvir, mas também ponderar sobre o significado do pronunciamento 19. Deus não é homem. Parece que Balaão não percebia que estava tratando 987
100 23:20 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Yahweh como se fosse homem, que poderia ser influenciado a mudar de ideia. Esse conceito é totalmente pagão. Nem filho de homem. A palavra traduzida por "homem" tem o sentido genérico de qualquer componente da raça humana; Deus não é um mero mortal. Arrependa. No sentido de sentir pesar por seus atos. A mudança de localização, os altares adicionais e os sacrifícios oferecidos neles não convenceram o Senhor de que errara ao não se deixar influenciar pelo primeiro lugar e as primeiras ofertas. Só quando o pecador se afa sta do mal com sinceridade, Deus pode ser influenciado a reter o castigo merecido (ver Jr 18:8; 26:3; Ml 3:6-7; Rm 11:27-32). 20. Para abençoar recebi ordem. O Senhor havia abençoado e escolhido Israel para ser Seu povo especial. O desejo de homens maus de causa r dano aos israelitas não levariam Deus a mudar de ideia. 21. lniquidade. Esta afirmação declara enfaticamente que, enquanto Israel permanecesse leal a Deus, nenhum mal recairia sobre a nação. A palavra traduzida por "iniquidade" denota prática do mal, idolatria, palavras falsas ou qualquer desvio da vo n tade divina que, ao fim, sempre se mostra desvantajoso. Esta palavra expressa uma relação moral entre o pecado e seu justo castigo. "Iniquidade" ressalta o fato de que o pecado converte a vida em algo pesado de levar; transforma as atividades normais num fardo penoso. A palavra costuma ser traduzida por "trabalhos" (Gn 41 :51), "sofrimento" (Jó 3: lo), "perversidade" (SI 55: lo), "aflição" (Já 5:6, 7; 7:3); "aflições" (SI 25: 18), "pesada" (SI 73: 16) e "canseira" (SI 90: lo). Aclamações. Literalmente, "o toque de trombeta", ressoado em alarme, júbilo ou fervor religioso (ver Lv 23:24; SI 47:5; Jr 4:19). É possível que o sentido seja de "aclamação de alegria". 22. Deus os tirou do Egito. Certamente com o objetivo de que eles O servissem em verdade e justiça (ver Lv 11:45: 25:38; Nm 15:41). Boi selvagem. Ou "touro selvagem" (NTLH). Sem dúvida, era um animal de grande força e coragem e munido de dois chifres (Dt 33: 17; Sl 22:21; observa r a forma plural "pontas", "chifres"). A LXX traduz esta palavra hebraica com um termo grego que significa "um chifre", pensando que se referisse ao rinoceronte. Os tradutores não perceberam que outras passagens (conforme já mencionado) falam que esse animal possui dois chifres. 23. Não vale encantamento. A força de Israel residia na abstinência total da prática de consultar agouros, presságios, oráculos e magia negra, de modo geral. Esses costumes sempre afastam as pessoas de Deus e são terminantemente proibidos (Dt 18:10; Jr 27:9; Ez 13:6; Os 4:12; Zc 10:2). Que coisas tem feito Deus! A operação gloriosa do plano divino para a salvação -- ~ de Seu povo se encontra além da capacidade de expressão da linguagem humana (Sl44:l; Is 40:21; 52:7-15). 24. Como leoa. O substantivo hebraico pode significar tanto "leoa" como "leão". Assim como em outras línguas semíticas e em livros religiosos orientais, as qualidades dos animais no AT costumam ser atribuídas a seres humanos (Gn 49:9, 27; Nm 24:8, 9; Dt 33:20; Jr 49:19; Mq 5:8). Como leão. Levantando-se, em sua força, de seu esconderijo, para pegar a presa. Devore a presa. Um retrato das conquistas israelitas do passado e do futuro. Na guerra contra os midianitas, logo após o encontro entre Balaão e Balaque, nenhum israelita perdeu a vida (Nm 31:49). 25. Nem o amaldiçoarás. Balaque temia que as bênçãos de Balaão fos sem tão poderosas quanto esperava que fo ssem as maldições. 26. Tudo o que o SENHOR falar. Balaão percebeu que não poderia fic ar em 988
101 NÚMEROS 23:30 silêncio se o Senhor o mandasse abençoar (Nm 22:20; 23:3, 12). 27. Dali. A esperança renovada no coração de Balaque o induziu a pensar que a vista do acampamento de Israel de outra localização poderia influenciar Balaão. Essa foi mais uma oportunidade para o profeta cortar relações com Balaque e voltar para casa (ver Nm 22:6; 23:13; 24:1). 28. Peor. A localização de Peor não foi identificada de maneira definitiva. O nome é usado em palavras compostas que designam vários lugares: Bete-Peor (Dt 3:29; 4:46; 34:6; Js 13:20) e Baal-Peor (Nm 25:3). Peor era uma montanha de Moabe, próxima ao Fisga. Sobre ela havia um altar, ou um templo, a Baal ou algum outro deus pagão. 29. Edifica-me. Nesta ocasião, repetiu-se o mesmo procedimento dos v. l e 14. Ao que parece, o discernimento de Balaque e de Balaão estava comprometido, pois, apesar dos fracassos prévios, não conseguiam pensar em outro meio de alcançar o objetivo. 30. Como dissera Balaão. Nesta ocasião, Balaão não se retirou para ficar só. Não fingiu estar trabalhando em alguma arte mágica secreta, mas permaneceu com Balaque no altar. Sem questionar, Balaque cumpriu as instruções dadas por Balaão. A responsabilidade era toda do profeta. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE PP, PP, Ed, GC, PP, 141, 447; T7, 109 lo - PJ, 221; CC, 529; PP, 21, 23- PP, , CC, 529; T2, 274; T4, PP, , , 21 - CC, , 25, PP, T5, 598 CAPÍTULO 24 1 Balaão deixa de lado os agouros e profetiza a felicidade de Israel. 1 O Irado, Balaque o manda embora. 15 Balaão profetiza sobre a estrela de Jacó e sobre a destruição de algumas nações. l Vendo Balaão que bem parecia aos olhos do SENHOR que abençoasse a Israel, não foi esta vez, como antes, ao encontro de agouros, mas voltou o rosto para o deserto. 2 Levantando Balaão os olhos e vendo Israel acampado segundo as suas tribos, veio sobre ele o Espírito de Deus. 1 3 Proferiu a sua palavra e disse: Palavra de Balaão, filho de Beor, palavra do homem de olhos abertos; 4 palavra daquele que ouve os ditos de Deus, o que tem a visão do Todo-Poderoso e prostra-se, porém de olhos abertos: 5 Que boas são as tuas tendas, ó Jacól Que boas são as tuas moradas, ó Israel! 6 Como vales que se estendem, como jardins à beira dos rios, como árvores de sândalo que o Senhor plantou, como cedros junto às águas. 7 Águas manarão de seus baldes, e as suas <1 ~ sementeiras terão águas abundantes; o seu rei se levantará mais do que Agague, e o seu rei no será exaltado. 8 Deus tirou do Egito a Israel, cujas forças são como as do boi selvagem; consumirá as nações, seus inimigos, e quebrará seus ossos, e, com as suas setas, os atravessará. 989
102 24: l COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 9 Este abaixou-se, deitou-se como leão e como leoa; quem o despertará? Benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem. lo Então, a ira de Balaque se acendeu contra Balaão, e bateu ele as suas palmas. Disse Balaque a Balaão: Chamei-te para amaldiçoares os meus inimigos; porém, agora, já três vezes, somente os abençoaste. ll Agora, pois, vai-te embora para tua casa; eu dissera que te cumularia de honras; mas eis que o SENHOR te privou delas. 12 Então, Balaão disse a Balaque: Não falei eu também aos teus mensageiros, que me enviaste, dizendo: l3 ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de prata e ouro, não poderia traspassar o mandado do SENHOR, fazendo de mim mesmo bem ou mal; o que o SENHOR falar, isso falarei? 14 Agora, eis que vou ao meu povo; vem, avisar-te-ei do que fará este povo ao teu, nos últimos dias. 15 Então, proferiu a sua palavra e disse: Palavra de Balaão, filho de Beor, palavra do homem de olhos abertos, 16 palavra daquele que ouve os ditos de Deus e sabe a ciência do Altíssimo; daquele que tem a visão do Todo-Poderoso e prostra-se, porém de olhos abertos: 17 Vê-Lo-ei, mas não agora; contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro que ferirá as têmporas de Moabe e destruirá todos os filhos de Sete. 18 Edom será uma possessão; Seir, seus inimigos, também será uma possessão; mas Israel fará proezas. 19 De Jacó sairá o dominador e exterminará os que restam das cidades. 20 Viu Balaão a Amaleque, proferiu a sua palavra e disse: Amaleque é o primeiro das nações; porém o seu fim será destruição. 21 Viu os queneus, proferiu a sua palavra e disse: Segura está a tua habitação, e puseste o teu ninho na penha. 22 Todavia, o queneu será consumido. Até quando? Assur te levará cativo. 23 Proferiu ainda a sua palavra e disse: Ai! Quem viverá, quando Deus fizer isto? 24 Homens virão das costas de Quitim em suas naus; afligirão a Assur e a Héber; e também eles mesmos perecerão. 25 Então, Balaão se levantou, e se foi, e voltou para a sua terra; e também Balaque se foi pelo seu caminho. 1. Bem parecia aos olhos do SENHOR. Balaão tinha plena consciência da vontade do Senhor (Nm 23:20). Ao encontro de agouros. Balaão havia se retirado duas vezes para buscar um encontro com Deus (ver Nm 23:3, 15). Voltou o rosto para o deserto. Em direção ao acampamento de Israel, nas campinas de Moabe (Nm 22:1). Não saiu de seu lugar junto aos altares em Peor. Ao contemplar o arraial de Israel, sua mente ficou preparada para receber a mensagem de Yahweh. Sabia que não podia fazer outra coisa senão permitir que o Espírito de Deus descesse sobre ele. Já que professava ser profeta de Deus, devia proferir a mensagem divina. 2. Vendo Israel. Onde estavam acampados segundo a orientação divina (ver Nm 2). Veio sobre ele o Espírito de Deus. Em duas ocasiões anteriores, Yahweh tinha posto palavras na boca de Balaão (Nm 23:5, 16). Mais tarde, a mesma experiência ocorreu com os mensageiros de Saul (l Sm 19:20) e com o próprio monarca (lsm 19:23). Quando surge a necessidade, Deus pode usar um ímpio para transmitir uma mensagem verdadeira. Ele pode se comunicar diretamente com uma pessoa, usar um sonho (Nm 22:9, 20) ou um mensageiro (v. 32; ver ainda Is 48:16; 61:1; Mq 3:8). 3. Proferiu. Expressão comum nos livros proféticos bíblicos para introduzir uma 990
103 NÚMEROS 24:6 mensagem divina (Nm 14:28, "dize-lhes"). Há apenas três ou quatro exceções a essa regra. Do homem. Várias palavras hebraicas ~ "" são traduzidas por "homem". A mais comum é 'adam. Essa palavra ocorre mais de 450 vezes, normalmente num sentido genérico. Outra palavra, 'ish, é usada para um homem em contraste com a mulher, um esposo em contraste com a esposa, um senhor em contraste com um servo, uma pessoa eminente em contraste com a humilde. Salienta a individualidade. Um terceiro termo é 'enosh. Esse enfatiza a inferioridade, pois procede do verbo "estar doente", "ser incurável". O vocábulo nunca é empregado para designar o Messias. A última palavra para homem é geher, usada aqui por Balaão para falar de si mesmo. Já que ela procede de um radical que significa "ser poderoso", alguns comentaristas pensam que seu uso indica arrogância da parte de Balaão. De olhos abertos. Os comentaristas não estão de acordo quanto ao significado desta expressão. Muitos a traduzem como "cujos olhos estão fechados", razão porque sua visão física e natural se encontrava inoperante e, por isso, não enxergava nada com os olhos, e estava em transe. A palavra hebraica não aparece em nenhuma outra parte do AT. Seja traduzida como "abertos" ou "fechados", ressalta a ideia de que a visão física de Balaão fora suplantada pela visão espiritual. Os olhos permaneciam abertos, mas sem enxergar. 4. Todo-Poderoso. De Shaddai, uma palavra que já gerou debates consideráveis a respeito de seu significado exato. "Todo-Poderoso" tem sido adotado como o equivalente convencional na tradução, e assim aparece de maneira uniforme, talvez por causa da adoção do vocábulo latino Omnipotens, empregado por Jerônimo. Alguns eruditos hebreus pensam que o nome remonta a uma raiz que significa "ser generoso". Se esse for o caso, o uso desta palavra como título para Deus aponta para a plenitude e a riqueza de Sua graça. Revela também que é Ele quem generosamente supre todas as nossas necessidades. Prostra-se, porém de olhos abertos. Literalmente, "caindo e seus olhos descobertos". O significado parece ser que caiu com o rosto em terra, mas seus olhos permaneceram abertos. Esse fenômeno físico duplo sugere o controle do Espírito Santo. Experiência similar tiveram Saul (1Sm 19:23-24), Ezequiel (Ez 1:28), Daniel (Dn 8:17-18; 10:8-19) e João (Ap I: 17). Alguns também pensam que as experiências de Adão (Gn 2:21) e Abraão (Gn 15:12) foram similares. Balaão caiu no sono, por assim dizer, e Deus lhe falou enquanto estava nesta condição. O corpo de Balaão podia se encontrar em qualquer posição, deitado ou em pé, mas seus sentidos naturais estavam inoperantes e sua percepção sensorial foi controlada pelo Espírito de Deus. 5. Tuas tendas. A ordem na disposição do acampamento impressionou sobremaneira o profeta. 6. Que se estendem. Literalmente, "se esticam". Trata-se de uma provável referência às longas fileiras de tendas com amplos espaços entre elas. A palavra traduzida por "rios" também foi vertida como "ribeiras" (Lv 23:40) e "ribeiro" (Nm 34:5). Como jardins à beira dos rios. Literalmente, "como jardins junto a um rio" (ver Is 58:ll, "jardim regado"; Is 1:30, "floresta que não tem água"). Balaão devia estar pensando no rio Eufrates, que, para ele, era o rio (ver Is 7:20; também SI 1:3; Jr 17:8). Árvores de sândalo. Ou, "aloés" (NVI, NTLH). Esta árvore não era conhecida na Palestina, pois era nativa do sudeste da Ásia, de onde se exportava sua madeira. Em outras partes da Bíblia, a palavra se refere a um perfume (SI 45:8; Pv 7:17). Alguns comentaristas preferem "palmeiras" ou "álamos" a "árvores de sândalo". 991
104 24:7 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Que o SENHOR plantou. No AT, as árvores costumavam ser símbolo do povo de Deus (ver SI 80:8; Is 60:21; 61:3). Junto às águas. Os cedros orientais não costumam crescer próximos a correntes de águas, mas, com frequência, as Escrituras dizem que eles são plantados pelo Senhor (Sl104:16). Alguns comentaristas sugerem que as duas expressões, "que o SENHOR plantou" e "junto às águas", foram acidentalmente intercambiadas. De qualquer maneira, Balaão pronunciou, mediante o uso dessas metáforas e sob a orientação do Espírito Santo, a prosperidade futura que Deus planejava para Israel (ver SI 65:9). 7. Águas manarão. A imagem é a de um homem que carrega baldes de água e rega seu jardim com abundância, num retrato de paz e prosperidade. Assim seria com Israel. Suas sementeiras. Referência à prosperidade de Israel na terra prometida (ver Dt ~ ~ 8:7; 11:11), onde o povo seria como árvores plantadas junto às águas e, portanto, prolíficas em frutos e sementes (ver Is 32:20; 44:4; 65:22, 23). Agague. É provável que o nome Agague fosse uma designação genérica dos reis dos amalequitas, como o faraó dos egípcios e Abimeleque dos filisteus (ver com. de Gn 20:2). É possível que Balaão (por meio do Espírito) tivesse em mente a vitória de Saul sobre Agague como exemplo da futura grandeza de Israel entre as nações, se permanecesse leal a Deus (ver Gn 17:6; 35:11; 1Sm 15). Será exaltado. O cumprimento supremo destas palavras ocorreu durante os dias de Davi e Salomão, prefigurando a vinda do Messias. 8. Deus tirou. Todo o poder imperial do Egito, demonstrado sem qualquer misericórdia, foi incapaz de manter Israel na escravidão quando chegou a hora do livramento (Êx 13:9; 14:8). Forças. A mesma palavra aparece em Jó 22:25, traduzida como "escolhida", e no Salmo 95:4, como "alturas" (ver também Nm 23:22). Alguns tradutores preferem "chifres" a "forças" e vertem: "chifres são como os do boi selvagem". As nações. Principalmente, a destruição das sete nações da terra de Canaã. E [... ] os atravessará. Um retrato de destruição completa, com o poder irresistível de Israel. 9. Abaixou-se. Trata-se de um complemento à imagem da natureza usada no v. 8: "consumirá as nações, seus inimigos" (ver Nm 23:24; Gn 49:9). Quem o despertará? As grandes feras da selva ressentem ser perturbadas em seus covis e logo demonstram ira quando isso ocorre. Benditos. Compare com a bênção de Yahweh sobre o patriarca Abraão (Gn 12:3) e a de Isaque pronunciada sobre seu filho Jacó (Gn 27:29). 10. A ira de Balaque se acendeu. Sem dúvida, ele então percebeu todo o engano com que Balaão se aproximara dele. Bateu ele as suas palmas. Uma expressão de desprezo e sinal de grande ira (ver Jó 27:23; Lm 2:15; Ez 21:17). Balaque pode ter pensado que Balaão tinha uma aliança com Israel e estava zombando dele. Três vezes. Balaque tinha em mente o trabalho e os custos envolvidos na tripla repetição do processo de construir altares e oferecer sacrifícios, bem como as falsas expectativas suscitadas a cada vez. 11. Vai-te embora. Tratava-se de uma ordem expressa para Balaão voltar para casa, pois até mesmo sua presença se tornara desagradável ao rei. O SENHOR. O rei pagão percebeu que Yahweh era maior do que qualquer poder terreno que um feiticeiro pudesse invocar. 13. O que o SENHOR falar. Estas palavras revelam a falta de sinceridade do profeta. Ele fora até Balaque com um espírito de teimosia e avareza, sabendo muito bem que sua presença despertaria falsas esperanças no coração do rei. 992
105 NÚMEROS 24: Avisar-te-ei. No sentido de "aconselhar", "informar" (ver Rt 4:4; Is 41:28; 44:26). Nos últimos dias. Literalmente, "no fim dos dias", uma expressão comum no AT para expressar o futuro distante, em especial nos dias do Messias e de Seu reino. 16. Palavra daquele que ouve os ditos de Deus. Um reconhecimento de que a mensagem provinha de Deus, não da prática de magia (ver Am 3:7; Jr 23:18, 22). Altíssimo. Título de Deus usado pela primeira vez em Gênesis 14:18-22, na história de Melquisedeque. Moisés também o empregou ao falar da divisão da terra entre as nações (Dt 32:8; ver At 17:26). Este termo hebraico também pode ser encontrado ocasionalmente nos Salmos (18:13; 78:35; 89:27). Ele não se limita ao uso sagrado, pois é empregado com o sentido de "mais alto" (Gn 40:17), "exaltada" (lrs 9:8; 2Cr 7:21); "superior" (Ne 3:25; 2Rs 18:17; Jr 20:2; 36:10). 17. Vê-Lo-ei. Uma predição messiânica. A hoste de Israel estava diante dos olhos de Balaão, claramente visível do lugar elevado onde ele se encontrava. O profeta se referia àquele que havia de vir, a quem podia ver com olhos da mente, não com a visão física. Uma estrela. Usada com frequência para simbolizar um grande personagem (Jó 38:7; Is 14:12; Dn 8:10; Ap 1:20; 2:28; 22:16). Um cetro. Compare com a profecia de Jacó (Gn 49:10). "Cetro" significa "governo", da raiz "ferir". É um instrumento para ferir (Êx 21:20), para castigar uma nação (Is 10:24; 30:31) ou um indivíduo (Jó 9:34; 21:9). Também é o cajado do pastor (Sl23:4; ~.,. Mq 7:14). Ferirá. A conquista dos inimigos de Israel é símbolo da destruição final dos ímpios e do estabelecimento do reino eterno de Cristo (SI 2:9; 149:6-9; Ap 2:27; 12:5; 19:15). 18. Edom será uma possessão. Ver Sl60:8. Isto ocorreu na época de Davi (2Sm 8:14), mas o cumprimento final aguarda o estabelecimento do reino de Cristo (Is 63: 1-4). Seir. O antigo nome da terra de Edom (ver com. de Gn 36:6, 20). Assim como o nome das montanhas de Edom, pode sugerir que suas fortalezas não seriam capazes de resistir à conquista (ver 1Cr 18:13). 19. O dominador. Embora esta profecia tenha encontrado cumprimento imediato na figura de Davi, sua consumação final será com Jesus Cristo (SI 72:8). Das cidades. Não há menção ao nome de nenhuma cidade. Muitos comentaristas judeus as identificam com Roma, usando o nome "Edom" em referência ao império romano, e a "cidade" (AA) como Roma. 20. Viu Balaão a Amaleque. Presume-se que isto não tenha ocorrido por meio da visão física, mas de maneira profética, enquanto ele se encontrava no cume do monte Peor (Nm 23:28; ver Gn 36:12; Êx 17:8; Nm 14:25, 43). Amaleque. Muitos creem que se trata de uma referência geral a todos os inimigos de Israel, dos quais Amaleque é mencionado como um tipo. O primeiro das nações. Elifaz, filho de Esaú, foi o ancestral dos amalequitas (Gn 36:12). No entanto, a palavra "primeiro" pode ser referência ao fato de os amalequitas terem sido o primeiro povo a atacar os filhos de Israel depois que estes saíram do Egito (Êx 17:8). A palavra pode ser usada tanto para designar hierarquia quanto para se referir ao tempo. O seu fim será destruição. Os amalequitas foram condenados à destruição quando atacaram Israel (Êx 17:14, 16). Mais tarde, o rei Saul recebeu a ordem de executar a sentença (lsm 15:3, 15); e Davi lhes infligiu severas perdas (1Sm 30). Ao que tudo indica, foram exterminados no tempo de Ezequias (lcr 4:42-43; ver também com. de Gn 36:12). 21. Os queneus. Este povo, parente de Jetro, era ligado aos midianítas (Jz 1:16; Nm 10:29). Também era bem próximo de Judá (Jz 1:16; 5:24; 1Sm 27:10). 993
106 24:22 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Teu ninho. Um jogo com a palavra l~en, "ninho", em relação a "queneus". A declaração também é um símbolo da confiança no poder e auxílio humanos (Ob 3). 22. Consumido. Pouco a pouco, os queneus diminuiriam, a despeito de suas moradas seguras. Assur te levará cativo. Pode ser uma referência à ação da Assíria contra um remanescente tribal dos queneus (2Rs 16:9). 23. Quem viverá? Ver ]12:11 e Ml3:2. Quando Deus usa uma nação para castigar outra, Sua vontade é cumprida, quer as nações envolvidas O reconheçam, quer não (Is 10:5-15; Dn 4:30; 5:1-4). 24. Quitim. Kittim, do grego antigo Kition (latim, Citium), local que já foi a capital de Chipre (ver com. de Gn 10:4; ver também 1 Macabeus 1:1). O mesmo termo aparece em Daniel 11:30 (ver também Jr 2: lo; Ez 27:6). Assur. Acredita-se, de modo geral, que Assur e Héber juntos representavam as grandes potências do Oriente. No entanto, não se sabe ao certo o significado exato de Héber, muito embora alguns pensem que o termo se aplique aos hebreus. Quanto à aplicação de Assur ao império persa, ver 1 Macabeus 1:1, que se refere às conquistas de Alexandre, o Grande. Posteriormente, a Pérsia conquistou o território da Assíria. 25. Voltou para a sua terra. Ver v. 11. Ao chegar a sua casa, tramou uma artimanha para produzir a queda de Israel e buscou de imediato a Moabe, a fim de revelar seu plano ao rei (PP, 451). Morreu pouco tempo depois, em batalha (Nm 31:8). Também Balaque se foi pelo seu caminho. Talvez para Quiriate-Huzote, conforme mencionado em Números 22:39. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE PP, PP, PP, Ed, PP, Ed, GC, 529; PP, OTN, 60; PR, 684; PP, 10, 11- PP, , , 13- PP, , 25- PP, 451 CAPÍTULO 25 1 Israel em Sitim comete prostituição e idolatria. 6 Fineias mata Zinri e Cosbi. 1 O Por isso, Deus lhe dá um sacerdócio perpétuo. 16 Os midianitas devem ser afligidos. I Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas. 2 Estas convidaram o povo aos sacrifícios dos seus deuses; e o povo comeu e inclinou-se aos deuses delas. 3 Juntando-se Israel a Baal-Peor, a ira do SENHOR se acendeu contra Israel. 4 Disse o SENHOR a Moisés: Toma todos os cabeças do povo e enforca-os ao SENHOR ao ar livre, e a ardente ira do SENHOR se retirará de Israel. 5 Então, Moisés disse aos juízes de Israel: Cada um mate os homens da sua tribo que se juntaram a Baal-Peor. 6 Eis que um homem dos filhos de Israel veio e trouxe a seus irmãos uma midianita perante os olhos de Moisés e de toda a congregação dos filhos de Israel, enquanto eles choravam diante da tenda da congregação. 994
107 NÚMEROS 25 :4 7 Vendo isso Fineias, filho de Eleazar, o filho de Arão, o sacerdote, levantou-se do meio da congregação, e, pegando uma lança, 8 foi após o homem israelita até ao interior da tenda, e os atravessou, ao homem israelita e à mulher, a ambos pelo ventre; então, a praga cessou de sobre os filhos de Israel. 9 Os que morreram da praga foram vinte e quatro mil. 10 Então, disse o SENHOR a Moisés: 11 Fineias, filho de Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, desviou a Minha ira de sobre os filhos de Israel, pois estava animado com o Meu zelo entre eles; de sorte que, no Meu zelo, não consumi os filhos de Israel. 12 Portanto, dize: Eis que lhe dou a Minha aliança de paz. 13 E ele e a sua descendência depois dele terão a aliança do sacerdócio perpétuo; porquanto teve zelo pelo seu Deus e fez expiação pelos filhos de Israel. 14 O nome do israelita que foi morto (morto com a midianita) era Zinri, filho de Saiu, príncipe da casa paterna dos simeonitas. 15 O nome da mulher midianita que foi morta era Cosbi, filha de Zur, cabeça do povo da casa paterna entre os midianitas. 16 Disse mais o SENHOR a Moisés: 17 Afligireis os midianitas e os ferireis, 18 porque eles vos afligiram a vós outros quando vos enganaram no caso de Peor e no caso de Cosbi, filha do príncipe dos midianitas, irmã deles, que foi morta no dia da praga no caso de Peor. 1. Em Sitim. Literalmente, "pés de acácia". Já que a palavra se encontra no plural e, no hebraico, tem o artigo definido com a preposição "em" ou "entre", a expressão pode ser traduzida como "entre os pés de acácia". Foi a partir deste lugar que Josué enviou, posteriormente, alguns homens para espiar a terra de Canaã nas proximidades de Jericó (Js 2:1; 3:1). A forma mais completa do nome é Abel-Sitim (Nm 33:49). Embora não se saiba com exatidão sua localização, é certo que fica nas campinas de Moabe. Prostituir-se. A prostituição espiritual - a adoração a ídolos - seguiu a prostituição literal. Se o primeiro passo não tivesse sido dado, é bem provável que o segundo não teria ocorrido. 2. Convidaram o povo. Isto é, as mulheres moabitas chamaram os israelitas. A participação nas festas de sacrifícios em honra aos deuses pagãos foi uma consequência natural da prostituição moral (ver Dt 12:5, 7, 17, 18; Jz 9:27). O povo comeu. Dos alimentos da festa sacrificai em honra ao deus pagão (ver ~.,. SI 106:28). Inclinou-se. Ou seja, as mulheres moabitas e os israelitas que elas haviam convidado. Ao comer da comida de sacrifícios e ao se inclinar perante o deus pagão, proclamaram ser seus seguidores (ver Êx 34: 15). 4. Enforca-os. Até mesmo os cabeças das tribos deviam ser executados, se fossem culpados. Sua hierarquia no povo e sua participação na idolatria os tornavam os principais responsáveis. Pelo hebraico, é difícil dizer qual foi a forma de punição empregada. O mesmo verbo é usado em Gênesis 32:25, em relação ao deslocamento da coxa de Jacó, com a diferença de que, nesta passagem, a forma causal do verbo é empregada. Aparece também em 2 Samuel 21:6, para designar a execução dos sete descendentes de Saul. Muitos comentaristas pensam que o tipo de castigo a que se faz referência nesta ocasião seja o enforcamento ou a empalação. Ao SENHOR. Provavelmente em frente ao tabernáculo do Senhor, cujo culto os culpados haviam abandonado. Não havia oferta para um pecado como o deles (Hb 6:4-6; 10:26); portanto, seu próprio sangue foi derramado para pagar suas transgressões. 995
108 25:5 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Ao ar livre. Literalmente, "à vista do sol", ou seja, em público, como uma advertência a todo o arraial (ver 2Sm 12:12;Jr 8:2). A ardente ira do SENHOR se retirará. Tomando uma atitude drástica (ver v. 5), os juízes provariam seu zelo por Deus e pela adoração a Ele. 5. Aos juízes de Israel. Provável referência aos 70 anciãos (Nm 11:25; ver Êx 18:12). Não há registro da execução da ordem de matar os participantes da festa idólatra. Mate os homens da sua tribo. Cada chefe ou ancião executaria a sentença sobre aqueles que se encontravam debaixo de sua autoridade, e por quem era responsável (ver Êx 18:25-26; 32:27). 6. Uma midianita. Ao que parece, l\lloabe e l\llidiã estavam cooperando na trama para destruir Israel. Esta mulher foi levada ao acampamento para propósitos imorais (ver Nm 31:16). Perante os olhos de Moisés. Em desrespeito deliberado à autoridade de Moisés. 7. Fineias. Ver Êx 6:25. Ao que tudo indica, era o único filho de Eleazar, e sucederia o pai no ofício de sumo sacerdote (lcr 9:20). Levantou-se. Ver SI 106:30. Pegando uma lança. O termo é, em geral, traduzido assim no AT, com exceção de "lancetas" (lrs 18:28). 8. Da tenda. A palavra traduzida nesta passagem por "tenda" não é usada em nenhuma outra parte do ATe, portanto, seu significado é incerto. Pode se referir à parte interior da tenda principal, à qual se retiravam as mulheres do lar. Outros sugerem que pode se tratar de tendas especiais armadas pelos israelitas quando se uniram aos moabitas e midianitas no culto idólatra a Baal. Então, a praga cessou. A indignação de Fineias, traduzida em ação, agradou ao Senhor (v. 11), e a praga foi detida. Essa zelosa indignação se tornou exemplo para as gerações posteriores (l Macabeus 2:26). 9. Vinte e quatro mil. Compare-se com os 23 mil de 1 Coríntios 10:8. A diferença pode ser explicada pelas palavras "caíram, num só dia". Talvez mil tenham sido mortos pelos juízes no outro dia e, assim, não foram incluídos no número aproximado de Paulo dos que "caíram, num só dia". 10. Disse o SENHOR. Após acontecimento tão deplorável, Moisés deve ter se dirigido ao santuário para estar em comunhão com Deus. 11. Desviou a Minha ira. Ver Sll06:23; Jr 18:20. Animado com o Meu zelo. Literalmente, "estava zeloso com Meu zelo". O zelo de Fineias culminou em ação, com o objetivo de restaurar a honra do nome de Deus e do povo. Em seu zelo pelo nome de Deus, ele agiu como um adequado tipo de Cristo para tirar o pecado (SI 69:9; ]o 2: 17). De sorte que [... ] não consumi. A saber, pela praga que assolava o arraial (ver 1Rs 18:19; 19:10; 2Rs 10:16). 12. A Minha aliança de paz. Literalmente, "Minha aliança, paz" (Is 54:10; Ez 34:25; 37:26; Ml2:5). Sem dúvida, esta promessa de paz incluía a proteção divina para Fineias em relação à ira vingativa dos parentes de Zinri (ver v. 14). A paz provém de um relacionamento correto com Deus. 13. Sacerdócio perpétuo. Os alvos originais da aliança de Deus foram os homens da tribo de Levi (]r 33:21; Ml2:4, 8), talvez por causa do zelo que demonstraram em ocasião anterior (Êx 32:25-29). Cristo assegurou... ~ na cruz todas as bênçãos da aliança de paz à sua descendência espiritual (Sl89:28, 29). No tempo devido, Fineias sucedeu Eleazar no sumo sacerdócio (]z 20:28). Supõe-se que, por algum pecado gritante não mencionado, houve uma interrupção temporária na sucessão na época de Eli. A sucessão foi restaurada a Zadoque, descendente de Fineias, pelo rei Salomão, e assim continuou nesta família até o período grego. 996
109 NÚMEROS 25:18 Fez expiação. Ver Nm 16: Zinri. O pecador desafiante era príncipe da tribo de Simeão. Há outras ocorrências de seu nome (IRs 16:9; 1Cr 8:36). Zinri deriva da palavra para cabra-montesa (Dt 14:5). 15. Filha de Zur. Este Zur é citado como um dos cinco reis midianitas mortos pelos israelitas (Nm 31:8). Tanto Zinri como Cosbi eram de famílias importantes, mas isto não deteve Fineias, cujo zelo por Deus lhe fez perder de vista qualquer perigo pessoal que poderia ter lhe acometido. 16. Disse mais o SENHOR. Não sabemos quanto tempo se passou até a ordem de Deus. 17. Os midianitas. Estes haviam colaborado com os moabitas na campanha contra Israel. Por serem descendentes de Abraão, deveriam ter demonstrado atitude diferente para com o povo de Deus. Os moabitas não escaparam completamente do devido castigo, mas graças à promessa feita a Ló (Dt 2:9) ou porque a medida de sua iniquidade ainda não estava cheia (ver Gn 15:16), foram poupados naquela época. Mais tarde, os moabitas foram excluídos da congregação de Yahweh até a décima geração (Dt 23:3, 4). 18. Quando vos enganaram. Por meio das mulheres, após a perversa sugestão feita por Balaão (Nm 31:16). No caso de Peor. Mediante a adoração a Baal-Peor, à qual foram seduzidos pelos convites das mulheres a festas sacrificais e aos rituais libidinosos que as acompanhavam. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE PP, PP, 454, LA, 326 8, 11-13, 15- PP, 455 CAPÍTULO 26 1 O censo de todo o Israel é realizado nas campinas de Moabe. 52 A lei da divisão da herança de terra. 57 As famílias e o número dos levitas. 63 Nenhum dos contados no Sinai estava vivo, com exceção de Calebe e ]osué. l Passada a praga, falou o SENHOR a Moisés e a Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, dizendo: 2 Levantai o censo de toda a congregação dos filhos de Israel, da idade de vinte anos para cima, segundo as casas de seus pais, todo que, em Israel, for capaz de sair à guerra. 3 Moisés e Eleazar, o sacerdote, pois, nas campinas de Moabe, ao pé do Jordão, na altura de Jericó, falaram aos cabeças de Israel, dizendo: 4 Contai o povo da idade de vinte anos para cima, como o SENHOR ordenara a Moisés e aos filhos de Israel que saíram do Egito: 5 Rúben, o primogênito de Israel; os filhos de Rúben: de Enoque, a família dos enoquitas; de Palu, a família dos paluítas; 6 de Hezrom, a família dos hezronitas; de Carmi, a família dos carmitas. 7 São estas as famílias dos rubenitas; os que foram deles contados foram quarenta e três mil e setecentos e trinta. 8 O filho de Palu: Eliabe. 9 Os filhos de Eliabe: Nemuel, Datã e Abirão; estes, Datã e Abirão, são os que foram eleitos pela congregação, os quais moveram a contenda contra Moisés e contra Arão, no grupo de Corá, <1 ~ quando moveram a contenda contra o SENHOR; lo quando a terra abriu a boca e os tragou com Corá, morrendo aquele grupo; quando o fogo 997
110 26:2 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA consumiu duzentos e cinquenta homens, e isso serviu de advertência. ll Mas os filhos de Corá não morreram. 12 Os filhos de Simeão, segundo as suas famílias: de Nemuel, a família dos nemuelitas; de Jamim, a família dos jaminitas; de Jaquim, a família dos jaquinitas; 13 de Zera, a família dos zeraítas; de Sau l, a família dos saulitas. 14 São estas as famílias dos simeonitas, num total de vinte e dois mil e duzentos. 15 Os filhos de Gade, segundo as suas famílias: de Zefom, a família dos zefonitas; de 1-Iagi, a família dos hagitas; desuni, a família dos sunitas; 16 de Ozni, a família dos oznitas; de Eri, a família dos eritas; 17 de Arodi, a família dos aroditas; de Areli, a família dos arelitas. 18 São estas as famílias dos filhos de Gade, segundo os que foram deles contados, num total de quarenta mil e quinhentos. 19 Os filhos de Judá: E r e Onã; mas Er e Onã morreram na terra de Canaã. 20 Assim, os filhos de Judá foram, segundo as suas famíli as: de Selá, a famíli a dos selaítas; de Perez, a família dos perezitas; de Zera, a família dos zeraítas. 21 Os filhos de Perez foram : de 1-Iezrom, a família dos hezronitas; de Hamul, a família dos hamulitas. 22 São estas as famílias de Judá, segundo os que foram deles contados, num total de setenta e seis mil e quinhentos. 23 Os filhos de Issacar, segundo as suas famílias, foram: de Tola, a famíli a dos tolaítas; de Puva, a famíli a dos puvitas; 24 de Jasube, a família dos jasubitas; de Sinrom, a família dos sinronitas. 25 São estas as famílias de Issacar, segundo os que foram deles contados, num total de sessenta e quatro mil e trezentos. 26 Os filhos de Zebulom, segundo a suas famílias, foram: de Serede, a família dos sereditas; de E Iom, a família dos elonitas, de Jaleel, a fa mília dos jaleelitas. 27 São estas as famílias dos zebulonitas, segundo os que foram deles contados, num total de sessenta mil e quinhentos. 28 Os filhos de José, segundo as suas fam í lias, foram Manassés e Efraim. 29 Os filhos de Manassés foram: de Maquir, a família dos maquiritas; e Maquir gerou a Gilea cle; de Gileade, a família dos gileaditas. 30 São estes os filhos de Gi leacle: de Jezer, a família dos jezeritas; de Heleque, a família dos helequitas; 31 de Asriel, a família dos asrielitas; ele Siquém, a família dos siquemitas. 32 De Semida, a família dos semidaítas; de 1-Iéfer, a família dos heferitas. 33 Porém Zelofeade, filho de Héfer, não tinha filhos, senão filhas; os nomes das filhas ele Zelofeade foram: Macia, Noa, Hogla, Nlilca e Tirza. 34 São estas as famílias de Manassés; os que foram deles contados foram cinquenta e dois mil e setecentos. 35 São estes os filhos de Efraim, segundo as suas famílias: de Sutela, a família dos sutelaítas; de Bequer, a família dos bequeritas; de Taã, a família dos taanitas. 36 De Erã, filho de Sutela: ele Erã, a família dos eranitas. 37 São estas as famílias dos filhos de Efraim, segundo os que foram deles contados, num total de trinta e doi s mil e quinhentos. São estes os filhos de José, segundo as suas famílias. 38 Os filhos de Benjamim, segundo as suas famílias: de Belá, a família dos belaítas; de Asbel, a família dos asbelitas; de Airão, a família dos airamitas; 39 de Sufã, a família dos sufamitas; de 1-Iufã, a família dos hufamitas. 40 Os filhos de Belá foram: Arde e Naamã; de Arde, a família dos arditas; de Naamã, a família dos naamanitas. 41 São estes os filhos de Benjamim, segundo as suas famílias; os que foram deles contados foram quarenta e cinco mi l e seiscentos. 42 São estes os filhos de Dã, segundo as suas 998
111 NÚMEROS 26:2 famílias: de Suão, a família dos suamitas. São estas as famílias de Dã, segundo as suas famílias. ~ "' 43 Todas as famílias dos suamitas, segundo os que foram deles contados, tinham sessenta e quatro mil e quatrocentos. 44 Os filhos de Aser, segundo as suas famílias: de Imna, a família dos imnaítas; de Isvi, a família dos isvitas; de Berias, a família dos beriaítas. 45 Os filhos de Berias foram: de Héber, a família dos heberitas; de Malquiel, a família dos malquielitas. 46 O nome da filha de Aser foi Sera. 47 São estas as famílias dos filhos de Aser, segundo os que foram deles contados, num total de cinquenta e três mil e quatrocentos. 48 Os filhos de Naftali, segundo as suas famílias : de Jazeel, a família dos jazeelitas; de Guni, a família dos gunitas; 49 de Jezer, a família dos jezeritas; de Silém, a família dos silemitas. 50 São estas as famílias de Naftali, segundo as suas famílias; os que foram deles contados, foram quarenta e cinco mil e quatrocentos. 51 São estes os contados dos filhos de Israel: seiscentos e um mil setecentos e trinta. 52 Disse o SENHOR a Moisés: 53 A estes se repartirá a terra em herança, segundo o censo. 54 À tribo mais numerosa darás herança maior, à pequena, herança menor; a cada uma, em proporção ao seu número, se dará a herança. 55 Todavia, a terra se repartirá por sortes; segundo os nomes das tribos de seus pais, a herdarão. 56 Segundo a sorte, repartir-se-á a herança deles entre as tribos maiores e menores. 57 São estes os que foram contados dos levitas, segundo as suas famílias: de Gérson, a família dos gersonitas; de Coate, a família dos coatitas; de Merari, a família dos meraritas. 58 São estas as famílias de Levi: a família dos libnitas, a família dos hebronitas, a família dos malitas, a família dos musitas, a família dos coraítas. Coate gerou a Anrão. 59 A mulher de Anrão chamava-se Joquebede, filha de Levi, a qual lhe nasceu no Egito; teve ela, de Anrão, a Arão, e a Moisés, e a Miriã, irmã deles. 60 A Arão nasceram Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. 61 Nadabe e Abiú morreram quando levaram fogo estranho perante o SEN HOR. 62 Os que foram deles contados foram vinte e três mil, todo homem da idade de um mês para cima; porque estes não foram contados entre os filhos de Israel, porquanto lhes não foi dada herança com os outros. 63 São estes os que foram contados por Moisés e o sacerdote Eleazar, que contaram os filhos de Israel nas campinas de Moabe, ao pé do Jordão, na altura de Jericó. 64 Entre estes, porém, nenhum houve dos que foram contados por Moisés e pelo sacerdote Arão, quando levantaram o censo dos filhos de Israel no deserto do Sinai. 65 Porque o SENHOR dissera deles que morreriam no deserto; e nenhum deles ficou, senão Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num. 2. Levantai o censo. Uma ordem semelhante fora dada a Moisés e Arão (Nm l :2 e 4: l, 2). A rã o já havia morrido e seu filho Eleazar partilhava com Moisés a responsabilidade da liderança. No primeiro censo, foi nomeado um homem de cada tribo, como chefe da casa de seu pai, para cooperar com Moisés e Arão na contagem do povo. Muito embora um arranjo como esse não seja mencionado nesta ocasião, sem dúvida um plano similar foi seguido. O censo do povo devia ser a base para a divisão da terra prometida (Nm 26:53). Os filhos de Israel ainda estavam nas campinas de Moabe (Nm 22:1). As casas de seus pais. O relacionamento tribal de uma criança se baseava na linhagem paterna (ver Nm 1:2). 999
112 26:3 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 3. Nas campinas de Moabe. O primeiro censo fora realizado no deserto (Nm 1:1). 4. De vinte anos para cima. O censo anterior ocorrera 38 anos antes, e os contados nessa época já estavam mortos (v. 64). 5. Rúben, o primogênito. VerGn46:8-9; ~.,. Êx 6:14; Nm 1:20; 1Cr 5:3. Os quatro nomes listados nos v. 5 e 6 eram de famílias distintas dentro da tribo de Rúben, e estão de acordo com as outras listas nas referências dadas. 7. As famílias. Mesmo termo usado em Salmos 22:27. Os que foram deles contados. Os filhos de Rúben totalizaram aproximadamente três mil a menos do que 38 anos antes (ver Nm 1:21). A considerável diminuição pode ter ocorrido em parte por causa da rebelião de Datã e Abirão, que eram rubenitas (Nm 16:1). 8. O filho. No original, encontra-se no plural, muito embora fosse apenas um filho. Esta era a fórmula correta a ser empregada mesmo quando não se adequava a uma instância específica (ver também Gn 46:23; 1Cr 1:41; 2:7 e Nm 26:36). 9. Moveram a contenda. Ver Nm 16: Advertência. Uma referência a Números 16:38, onde se diz que os incensários pessoais desses homens se tornaram um "sinal". O significado da palavra traduzida por "advertência" é de "notoriedade", a fim de chamar a atenção e servir de alerta. O sentido geral é de "estandarte" ou "bandeira". 11. Os filhos de Corá. Continuaram a ter um bom nome mesmo no tempo de Davi e não pereceram como os descendentes de Datã e Abirão. Os filhos de Corá, uma subdivisão dos levitas, constituíam um dos corais do templo. Ver as inscrições nos Salmos 42, 44-49, 84-85, Filhos de Simeão. Ver as listas de Gn 46:10; e Êx 6:15. Só Oade é omitido aqui, talvez por não ter gerado filhos e sua família haver se extinguido. Nas listas de Gênesis e Êxodo, Nemuel é chamado Jemuel. A forma Nemuel permanece em 1 Crônicas 4:24, mas Jaquim é chamado de Jaribe. Com o passar dos anos, a grafia de alguns nomes mudou, algo comum na maioria dos idiomas. 13. Zera. Presume-se que seja a mesma pessoa que Zoar (Gn 46: 10; Êx 6: 15). Saul. O filho de uma mulher cananeia (Gn 46:10). 14. Simeonitas. Sofreram diminuição de homens. Receberam uma porção da herança de Judá (Js 19:9). 15. Zefom. Seu nome aparece como Zifiom (Gn 46:16). 16. Ozni. Escreve-se Esbom (Gn 46:16). 17. Arodi. Mesma escrita de Gênesis 46: Filhos de Gade. Cerca de cinco mil menos do que no censo anterior (Nm 1:25). 19. Er e Onã morreram. Ver em Gn 38:7-10 o relato da morte deles. 20. Os filhos de Judá. Ver Gn 46:12. Selá. Filho de Judá com a filha de Sua. Perez. Perez e Zera foram os gêmeos que Judá teve com Tamar (Gn 38:29, 30). 21. Hezrom. Judá teve cinco filhos, mas Er e Onã morreram sem deixar descendentes. Hezrom e Hamul assumiram o lugar deles (Gn 46:12). 22. As famílias de Judá. A tribo de Judá era a mais numerosa. Com exceção de Calebe, a velha geração perecera, mas a nova excedia a antiga em quase duas mil pessoas (ver Nm 1:27). 23. Tola. Os nomes Tola e Puva se originam de tintas. 'Tola" era a cochinilha, inseto do qual se obtém a tinta escarlate, e "Puva", uma espécie de garança, planta herbácea, trepadeira, de flores amarelas, das quais se fazia uma tinta. A família de Tola foi a mais fecunda, chegou a homens no tempo de Davi (lcr 7:2). 24. Jasube. Em Gênesis 46:13, por algum motivo, ele é chamado de Jó. 25. As famílias de Issacar. Quase 10 mil a mais do que no primeiro censo (Nm 1:29; 2:6). 1000
113 NÚMEROS 26: Zebulom. Não houve modificação na lista das famílias de Zebulom desde que chegaram ao Egito (Gn 46:14). Elom. Um zebulonita com esse nome figura entre os juízes (Jz 12:11). 27. Zebulonitas. Seu total cresceu grandemente. O aumento foi de mais de três mil em relação ao primeiro censo (Nm 1:31). 28. José. Ver Gn 46: Filhos de Manassés. A terra de Gileade foi dada a Maquir por Moisés (Nm 32:39). Os termos da genealogia aludem a esse fato neste versículo. É por isso que os descendentes de Maquir passaram a ser chamados tanto de gileaditas quanto de maquiritas. Sua herança é mencionada em Josué 17:1, Jezer. Em Josué 17:2, a grafia é ~.. Abiezer. 31. Siquém. Em relação a Siquém e Semida, ver Josué 17:2 33. Zelofeade. Ver Nm 27:1; 36:11 ; e Js 17: As famílias de Manassés. A tribo registrou um aumento de mais de 20 mil homens (Nm 1:35). Isso lembra a profecia de Jacó em relação à fecundidade dos filhos de José (Gn 49:22). 35. Efraim. O irmão mais novo de Manassés é mencionado em seguida. Efraim levava o estandarte sob o qual Manassés acampava e marchava (Nm 2:18, 20). Sutela. Mencionado mais tarde (l C r 7:20). Bequer. Citado como um clã com o nome de Berede (lcr 7:20). Taã. Talvez o mesmo que Toú (lsm 1:1). 37. Filhos de Efraim. No censo anterior (Nm 1:33), eles totalizavam oito mil a mais do que na segunda contagem. 38. Benjamim. Esta tribo, como a de Manassés, também estava sob o estandarte de Efraim. Eram sete famílias ao todo, das quais cinco receberam o nome dos filhos e duas, dos netos. Quando os filhos de Benjamim foram para o Egito, eram dez (Gn 46:21), depois só cinco são mencionados (Nm 26:38, 39). Cinco morreram ou não deixaram descendentes. O tempo havia provocado mudanças na grafia do nome deles e, em alguns lugares, é difícil conciliar as genealogias. Belá. Belá e Asbel conservam a mesma grafia vista em Gênesis. Airão. Este é Eí de Gênesis 46:21 e Aará de 1 Crônicas 8: Sufã. Ele e seu irmão Hufã aparecem em G ênesis 46:21 como Mupim e Hupim, em 1 Crônicas 7:12 como Supim e Hupim e em 1 Crônicas 8:5 como Sefufá e Hurão. 40. Arde e Naamã. Estes dois netos de Benjamim, os filhos debelá, se tornaram famílias separadas em Israel. Um dos netos recebeu o nome de Arde em homenagem a seu tio, o filho mais novo de Benjamim, chamado de Adar (lcr 8:3). 41. Os filhos de Benjamim. O registro mostra um aumento de mais de lo mil em relação à contagem anterior (Nm 1:37). 42. Suão. Em Gênesis 46:23, é chamado de Husim, uma mudança de grafia, fenômeno comum em todos os idiomas. Isto ocorre com frequência hoje em dia, em todos os países, em especial com os nomes estrangeiros. Essas mudanças na Bíblia não se limitam a nomes de pessoas. Casos como este podem ser encontrados em referência a árvores, como o "almugue" (lrs 10:11, 12, ARC), chamado depois de "algumim" (2Cr 2:8, ARC). Os nomes de cidades também sofreram mudanças. Por exemplo, o lugar da sepultura de Josué, Timnate-Sera (Js 24:30) aparece depois como Timnate-Heres (Jz 2:9). 44. Aser. Ver Gn 46: Sera. Mesma grafia de Gênesis 46:1 7. Seu radical hebraico significa "princesa" Filhos de Aser. A tribo passou por crescimento considerável: quase 12 mil a mais do que o censo de Números 1: Naftali. O nome dos quatro filhos de Naftali não sofreu alteração desde o registro de Gênesis 46:
114 26:50 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 50. As famílias de Naftali. Havia oito mil a menos do que o censo de Números 1: Filhos de Israel. O censo revelou que o povo contava com apenas homens a menos do que na contagem realizada 38 anos antes (Nm 1:46). 53. A estes. As famílias contadas nos versículos anteriores. Os levitas não estão incluídos. Em herança. A terra de Canaã devia ser atribuída a essas famílias, e nunca tirada delas. A extensão do território recebido dependia do número de pessoas de cada tribo, e cada herança portaria o nome do antepassado tribal. 54. Darás. Dito a Moisés, mas cumprido por completo somente quando toda a terra de Canaã foi conquistada (Js 13: 15-23; 14:1-5). As palavras significam, portanto, que Moisés deveria transmitir a ordem do Senhor. 55. Repartirá por sortes. A decisão por sortes é um método que remonta a tempos muito antigos. Havia uma crença estabelecida de que a sorte era decidida por intervenção divina (ver Pv 16:33). O mesmo método foi usado em algumas ocasiões na igreja apostólica (At 1:23-26). Segundo os nomes. É provável que os nomes tenh am sido colocados num mesmo lugar e foram tirados um por um, à medida que a sorte era lançada. Às vezes, era feito um reajuste de território, depen- ~ ~ dendo do número de pessoas que havia numa tribo (Js 19:9, 47). 57. Levitas. O censo dos levitas foi feito em separado, assim como no anterior (Nm 1:47). 58. Lihnitas. Acredita-se que estavam ligados a Libna, no sul de Judá. Os libnitas eram descendentes de Libni, o filho mais velho de Gérson. Hehronitas. Descendentes de Hebrom, filho de Co ate (Êx 6: 18; N m 3:19). É natural relacionar tais pessoas à cidade de Hebrom, próxima a Libna. Malitas. Uma filha ou família de Zelofeade é chamada de Macla, no v. 33, mas os malitas e musitas descendiam dos dois filhos de Merari, chamados Mali e Musi (Êx 6:19; Nm 3:20). Coraítas. Ver com. do v. 11. Os coraítas são mencionados várias vezes depois como guardas das portas (lcr 9:19) e como coristas (2Cr 20:19). 60. Nadahe, Ahiú. Ver Lv 10:1 ; e Nm 3: Foram deles contados. Em comparação com o total do primeiro censo (Nm 3:39), a contagem dos filhos de Levi teve um acréscimo de mil pessoas. 64. Nenhum houve dos que foram contados. Ver Nm 14:23, 28-29; Dt 2:14, Calehe. Deus havia prometido poupar Calebe e Josué e permitir que entrassem na terra de Canaã graças a seu relatório corajoso (Nm 14:24, 30, 38). Além deles, Moisés e Eleazar eram sobreviventes do primeiro censo, realizado no monte Sinai. Uma geração inteira tinha perecido, com exceção de poucas pessoas que estavam sob o cuidado protetor de Deus e a quem Ele destinara para coisas maiores. O Senhor sabe quem são os Seus (2Tm 2:19); Ele sempre conserva o nome dos santos diante dele (Êx 33:17; Is 43: 1), no livro da vida (Ap 3:5; Fp 4:3). Calebe permanece como um digno exemplo de lealdade aos princípios sob as circunstâncias mais adversas e desafiadoras. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE PP,
115 NÚMEROS 26:65 CAPÍTULO 27 1 As filhas de Zelofeade reivindicam herança. 6 A lei das heranças. 12 Moisés, ao ficar sabendo de sua morte iminente, busca um sucessor. 18 ]osué é nomeado para sucedê-lo. l Então, vieram as filhas de Zelofeade, filho de Héfer, filho de Gileade, filho de Maquir, filho de Manassés, entre as famílias de Manassés, filho de José. São estes os nomes de suas filhas: Macia, Noa, Hogla, Milca e Tirza. 2 Apresentaram-se diante de Moisés, e diante de Eleazar, o sacerdote, e diante dos príncipes, e diante de todo o povo, à porta da tenda da congregação, dizendo: 3 Nosso pai morreu no deserto e não estava entre os que se ajuntaram contra o SENHOR no grupo de Corá; mas morreu no seu próprio pecado e não teve filhos. 4 Por que se tiraria o nome de nosso pai do meio da sua família, porquanto não teve filhos? Dá-nos possessão entre os irmãos de nosso pai. 5 Moisés levou a causa delas perante o SENHOR. 6 Disse o SENHOR a Moisés: 7 As filhas de Zelofeade falam o que é justo; certamente, lhes darás possessão de herança entre os irmãos de seu pai e farás passar a elas a herança de seu pai. 8 Falarás aos filhos de Israel, dizendo: Quando alguém morrer e não tiver filho, então, fareis passar a sua herança a sua filha. &; ~ 9 E, se não tiver filha, então, a sua herança dareis aos irmãos dele. lo Porém, se não tiver irmãos, dareis a sua herança aos irmãos de seu pai. ll Se também seu pai não tiver irmãos, dareis a sua herança ao parente mais chegado de sua família, para que a possua; isto aos filhos de Israel será prescrição de direito, como o SENHOR ordenou a Moisés. 12 Depois, disse o SENHOR a Moisés: Sobe a este monte Abarim e vê a terra que dei aos filhos de Israel. 13 E, tendo-a visto, serás recolhido também ao teu povo, assim como o foi teu irmão A rã o; 14 porquanto, no deserto de Zim, na contenda da congregação, fostes rebeldes ao Meu mandado de Me santificar nas águas diante dos seus olhos. São estas as águas de Meribá de Cades, no deserto de Zim. 15 Então, disse Moisés ao SENHOR: 16 O SENHOR, Autor e Conservador de toda vida, ponha um homem sobre esta congregação 17 que saia adiante deles, e que entre adi ante deles, e que os faça sair, e que os faça entrar, para que a congregação do SENHOR não seja como ovelhas que não têm pastor. 18 Disse o SENHOR a Moisés: Toma Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e impõe-lhe as mãos; 19 apresenta-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação; e dá-lhe, à vista deles, as tuas ordens. 20 Põe sobre ele da tua autoridade, para que lhe obedeça toda a congregação dos filhos de Israel. 21 Apresentar-se-á perante Eleazar, o sacerdote, o qual por ele consultará, segundo o juízo do Urim, perante o SENHOR; segundo a sua palavra, sairão e, segundo a sua palavra, entrarão, ele, e todos os filhos de Israel com ele, e toda a congregação. 22 Fez Moisés como lhe ordenara o SENHOR, porque tomou a Josué e apresentou-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação; 23 e lhe impôs as mãos e lhe deu as suas ordens, como o SENHOR falara por intermédio de Moisés. 1003
116 27:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 1. As filhas de Zelofeade. São mencionadas pela primeira vez em Números 26:33 e citadas aqui mais uma vez em conexão com a lei das heranças (ver Js 17:3). Filho de José. As filhas de Zelofeade traçaram a sua ascendência até José e reivindicaram uma herança na terra que seu antepassado amava e na qual pedira que seus restos mortais repousassem (Gn 50:25). Macia. A filha de Hamolequete (lcr 7:18). Noa. Ver Neá, nome de um lugar (Js 19:13). Hogla. Uma cidade chamada Bete- Hogla é mencionada em Josué 15:6. Milca. A filha de Harã e esposa de Naor também se chamava Milca (Gn 11:27-29). Tirza. Também foi o nome de um lugar: a capital de Israel durante o reinado de Baasa e de seus sucessores imediatos (l Rs 15:21). Em casos assim, em que uma aldeia ou cidade é também o nome de uma pessoa, seria natural esperar que a pessoa com esse nome ou seus descendentes tivessem alguma relação com o lugar, tendo-o fundado ou possuído terras ali. 2. À porta da tenda da congregação. Sem dúvida, era costume de Moisés, Eleazar e dos príncipes se reunirem à porta do tabernáculo para congregar como um tribunal (Êx 18:25, 26). Isso significava que, se fosse necessário, Moisés teria facilidade de se achegar a Deus e consultá-lo. 3. Nosso pai morreu. Talvez as irmãs houvessem elaborado uma petição para ler perante o júri reunido. Começaram chamando atenção para o fato de que seu pai estava incluído no grupo de Números 26:64 e 65, daqueles que já tinham completado 20 anos de idade quando saíram da terra do Egito. Não estava entre. Seu pai, Zelofeade, era da tribo de Manassés. O fato de não ter feito parte do grupo de Corá, muito embora houvesse a possibilidade de participação, sugere que membros de diversas tribos apoiaram essa revolta. Uma vez que o pai delas não tinha provocado a ira divina naquela ocasião (Nm 16: 11), as filhas criam que deveriam receber uma herança. Morreu no seu próprio pecado. Isto é, em pecados pessoais dos quais todos eram culpados, não um pecado de franco desafio _,. ~ ou de negligência voluntária. Os filhos não podiam, de maneira alguma, ser responsabilizados pelas faltas dos pais (Nm 16: 27-30; Ez 18:20). Não teve filhos. As filhas eram descendentes legítimas e, portanto, criam que deviam receber uma parte na herança. Como no caso de Absalão, o pai delas não tivera descendentes do sexo masculino (2Sm 18:18). A não ser que outras medidas fossem tomadas, o nome e a linhagem de sua família seriam extintos. Ainda que se casassem e tivessem filhos que perpetuassem o nome da família, não teriam propriedade para transmitir aos filhos. 4. Possessão. Pediam uma porção de terra junto com os outros descendentes de Manassés. Assim o nome de seu pai poderia ser perpetuado, por intermédio de um filho de uma delas que assumisse o nome do avô da mãe, Héfer (v. 1). Depois desse caso, uma lei geral com tal propósito foi adotada (Dt 25:6). 5. Moisés levou a causa delas. A decisão do tribunal convocado foi considerada inadequada para resolver o assunto. Como Moisés não queria tomar a decisão sozinho, levou o assunto a Deus, conforme recebera a ordem de fazer em várias ocasiões (Êx 25:22; Nm 7:89). 7. Falam o que é justo. O Senhor aprovou a causa das filhas de Zelofeade. O caso veio à tona novamente após a entrada em Canaã (Js 17:3-6). Certamente, lhes darás. No hebraico, a palavra "lhes" é masculina, referindo-se à descendência em potencial das moças. As filhas eram consideradas representantes dos filhos que esperavam ter. 1004
117 NÚMEROS 27:19 A herança de seu pai. As filhas ocupavam o lugar do falecido pai e, portanto, eram herdeiras da porção dele. Elas apresentaram a petição e receberam a parte de seu pai quando Canaã foi dividida (Js 17:2, 3). 8. Quando alguém morrer. O caso das filhas de Zelofeade abriu um precedente e um estatuto formal foi constituído para solucionar casos semelhantes posteriores. 9. Se não tiver filha. Nos v. 9 a 11, encontra-se a declaração formal da emenda da lei da herança, baseada no precedente do caso das filhas de Zelofeade. As disputas entre irmãos, com respeito a questões de propriedades, podem ser causa de grande amargura (Lc 12:13). 12. Abarim. A palavra 'Abarim. está no plural, e talvez se refira à cadeia de montanhas que forma a margem ocidental do planalto moabita. Pisga é outro nome de Abarim ou se refere à seção norte da cordilheira (Dt 3:27; 34:1). O monte Nebo é um cume da seção norte (Dt 32:49; 34:1). Proveniente do verbo "atravessar", o substantivo significa "vau", um lugar adequado para atravessar um rio. Por isso, as montanhas eram chamadas de 'Abarim, literalmente "vaus", por estarem situadas perto dos vaus do outro lado do rio Jordão, em frente a Jericó (cf. Nm 21:11). Vê a terra. Do cume do Nebo, havia uma visão completa da terra de Canaã sob os pés (Dt 3:17; 34:1-4). Moisés já sabia que não entraria na terra prometida (Nm 20:12). O privilégio de ver Canaã foi uma resposta a sua oração (Dt 3:24-27). 13. Recolhido ao teu povo. Ver com. de Gn 15: 15; 25:8. A região do Nebo seria o local temporário de seu sepultamento. Como [... ] Arão. Deus havia falado a Moisés e Arão no monte Hor (Nm 20:23, 24). 14. Fostes rebeldes. Ver Nm 20:1, 12 e 24. O pecado de Moisés e de Arão (Nm 20:8-13) é chamado, nesta passagem, de rebelião. 15. Disse Moisés. A grandeza de Moisés no exercício da liderança é vista no fato de ele ter se colocado em segundo plano e começado a planejar o futuro do povo de Deus. 16. O SENHOR. Ver Nm 16:21. Deus conhece plenamente o espírito, ou a disposição, de todos os homens, e é plenamente capaz de avaliar a adequação de uma pessoa para o serviço. Sobre esta congregação. Para assumir o ofício e a autoridade de que Moisés estava prestes a abdicar. 17. Saia. As expressões "saia" e "entre" são usadas para denotar as experiências comuns da vida (Dt 28:6; 31:2). Fazer sair e fazer entrar sugerem a relação de um pastor com seu rebanho (]o 10:3-9; sobre a questão de ovelhas sem pastor, ver 1Rs 22:17; Ez 34:5; Zc 10:2; 13:7; Mt 9:36; Me 6:34). 18. Toma Josué. Ele fora um auxiliar próximo a Moisés (Êx 24:13); portanto, estava bem familiarizado com o estilo de administração do líder. Em quem há o Espírito. Literalmente, "em quem é espírito" (ver o v. 16). A refe-... ~ rência aqui é à riqueza de espírito necessária, sob o temor de Deus e o controle do Espírito Santo, o único que pode habilitar o ser humano para as responsabilidades na obra do Senhor. Impõe-lhe as mãos. Uma cerimônia de bênção (Gn 48:14) e consagração (Nm 8:10), acompanhada e executada pela orientação e pela sabedoria do Espírito Santo (Dt 34:9). Na igreja cristã, a imposição das mãos no rito da ordenação combina os seguintes três aspectos: bênção, sucessão no cargo e autoridade para ensinar (At 6:6; 13:3; 2Tm 1:6). 19. Apresenta-o perante Eleazar. A participação de Eleazar nesta cerimônia se restringiu a pouco mais do que servir de testemunha. Perante toda a congregação. A cerimônia devia ter o Caráter mais público possível, 1005
118 27:20 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA para que não houvesse questionamento ou dúvida quanto à autoridade de Josué. Dá-lhe [... ] as tuas ordens. Literalmente, "ordena-lhe" (ver Dt 31:7,8, 14, 15, 23). 20. Da tua autoridade. A palavra traduzida por "autoridade" é usada com frequência para a majestade e o poder reais. Moisés devia começar imediatamente a transmitir um pouco de sua responsabilidade e autoridade para Josué, a fim de que ele começasse a exercê-las junto com o experiente líder. Para que lhe obedeça. Para que o povo começasse a reconhecer a autoridade de Josué e obedecer-lhe. 21. Perante Eleazar. Ao que parece, a autoridade de Josué era, em alguns aspectos, menor que a de Moisés. Este recebia conselhos diretamente de Deus, mas Josué devia recorrer ao sumo sacerdote, que seria um mediador entre ele e o Senhor. O sumo sacerdote, por sua vez, devia consultar o Urim (Êx 28: 30; Lv 8: 8). Segundo a sua palavra. Ou seja, a ordem do sumo sacerdote. Josué deveria liderar o povo, mas sob a orientação dessa autoridade religiosa. 23. E lhe impôs as mãos. Moisés estava ansioso para que Josué tivesse a medida plena da sabedoria e da orientação que lhe pertencera. O jovem devia ser o pastor do rebanho, levando descanso e paz para o povo. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE PP, HR, PP, 463 CAPÍTULO 28 1 Ordem para a observância das ofertas. 3 As ofertas queimadas contín.uas. 9 A oferta no sábado, 11 no início dos meses, 16 na Páscoa, 26 e no dia das primícias. I Disse mais o SENHOR a Moisés: 2 Dá ordem aos filhos de Israel e dize-lhes: Da Minha oferta, do Meu manjar para as Minhas ofertas queimadas, do aroma agradável, tereis cuidado, para mas trazer a seu tempo determinado. 3 Dir-lhes-ás: Esta é a oferta queimada que oferecereis ao SENHOR, dia após dia: dois cordeiros de um ano, sem defeito, em contínuo holocausto; 4 um cordeiro oferecerás pela manhã, e o outro, ao crepúsculo da tarde; 5 e a décima parte de um efa de flor de farinha, em oferta de manjares, amassada com a quarta parte de um him de azeite batido. 6 É holocausto contínuo, instituído no monte Sinai, de aroma agradável, oferta queimada ao SENHOR. 7 A sua libação será a quarta parte de um him para o cordeiro; no santuário, oferecerás a libação de bebida forte ao SENHOR. 8 E o outro cordeiro oferecerás no crepúsculo da tarde; como a oferta de manjares da manhã e como a sua libação, o trarás em oferta queimada de aroma agradável ao SENHOR. 9 No dia de sábado, oferecerás dois cordeiros de um ano, sem defeito, e duas décimas de um efa de flor de farinha, amassada com azeite, em oferta de manjares, e a sua libação; lo é holocausto de cada sábado, além do holocausto contínuo e a sua libação. ll Nos princípios dos vossos meses, oferecereis, em holocausto ao SENHOR, dois novilhos e um carneiro, sete cordeiros de um ano, sem defeito, 1006
119 NÚMEROS 28:2 12 e três décimas de um efa de flor de farinha, amassada com azeite, em oferta de manjares, para um novilho; duas décimas de flor de farinha, amassada com azeite, em oferta de manjares, para um carneiro; 13 e uma décima de um efa de flor de farinha, amassada com azeite, em oferta de manjares, para um cordeiro; é holocausto de aroma agradável,,oferta queimada ao SENHOR. 14 As suas libações serão a metade de um him de vinho para um novilho, e a terça parte de um him para um carneiro, e a quarta parte de um him para um cordeiro; este é o holocausto da lua nova de cada mês, por todos os meses elo ano. 15 Também se trará um bode como oferta pelo pecado, ao SENHOR, além do holocausto contínuo, com a sua libação. 16 No primeiro mês, aos catorze dias do mês, é a Páscoa do SENHOR. 17 Aos quinze dias do mesmo mês, haverá festa; sete dias se comerão pães asmos. 18 No primeiro dia, haverá santa convocação; nenhuma obra servil fareis; 19 mas apresentareis oferta queimada em holocausto ao SENHOR, dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros de um ano; ser-vos-ão eles sem defeito. 20 A sua oferta de manjares será flor de farinha, amassada com azeite; oferecereis três décimas para um novilho e duas décimas para um carneiro. 21 Para cada um dos sete cordeiros oferecereis uma décima; 22 e um bode, para oferta pelo pecado, para fazer expiação por vós. 23 Estas coisas oferecereis, além do holocausto da manhã, que é o holocausto contínuo. 24 Assim, oferecereis cada dia, por sete dias, o manjar da oferta queimada em aroma agradável ao SENHOR; além do holocausto contínuo, se oferecerá isto com a sua libação. 25 No sétimo dia, tereis santa convocação; nenhuma obra servi l fareis. 26 Também tereis santa convocação no dia das primícias, quando trouxerdes oferta nova de manjares ao SENHOR, segundo a vossa Festa das Semanas; nenhuma obra servil fareis. 27 Então, oferecereis ao SENHOR por holocausto, em aroma agradável: dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros de um ano; 28 a sua oferta de manjares de flor de farinha, amassada com azeite: três décimas de um efa para um novilho, duas décimas para um carneiro, 29 uma décima para cada um dos sete cordeiros; 30 e um bode, para fa zer expiação por vós. 31 Oferecê-los-eis, além do holocausto contínuo, e da sua oferta de manjares, e das suas libações. Ser-vos-ão eles sem defeito. I. Disse mais o SENHOR. O Senhor pronunciou Sua vontade em relação a determinadas ofertas, aquelas apresentadas pela manhã e pela tarde, no sábado e nos princípios dos meses. 2. Minha oferta. H ebraico qorban, da raiz "aproximar", "chegar perto", com um propósito específico. É usada para abordar um juiz com um caso, para dedicar algo ou apresentar uma oferta. Qorban, portanto, se tornou um termo genérico para qualquer oferta (ver Me 7: 11). Meu manjar. Literalmente, "Meu alim ento". O heb. diz, literalmente: "da Minha oferta, a saber, do Meu manjar", em vez de "da Minha oferta, do Meu manjar". O costume pagão de oferecer alimento aos deuses, presumivelmente para que fosse ingerido por eles, é uma imitação caricata do costume de apresentar a Deus as ofertas de um povo arrependido como evidência de tristeza pelo pecado e sincero desejo de perdão (ver DTN, 28; Lv 21:6, 8, 17, 21; 22:25; Ml 1:7). Minhas ofertas queimadas. Uma possível referência às porções de gorduras queimadas no altar. 1007
120 28:3 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Do aroma agradável. Ver Lv 1:9, 13, 17; Nm 15:3, etc. ~ "' 3. A oferta queimada. O serviço "contínuo" do sacrifício diário (ver com. de Êx 29:38-40) com suas promessas (v , 45) recebe atenção especial aqui. Sem defeito. A perfeição do cordeiro era expressamente exigida e enfatizada (Hb 9:14). Esta qualificação também era necessária para os outros sacrifícios (Êx 12:5; Lv 1:3; Nm 19:2; 1Pe 1:19). Em contínuo holocausto. Em Daniel 8:11-13; 11:31 e 12:11, encontra-se a forma equivalente "sacrifício diário". O aspecto contínuo desta oferta proporcionava notável paralelo com o Cordeiro de Deus, cujo sacrifício único é continuamente eficaz; Ele morreu uma só vez e de uma vez por todas (Hb 7:3; 10:12, 14). 4. Oferecerás pela manhã. Ver as palavras do Salmo 5:3 - "de manhã te apresento a minha oração"- que, originalmente, poderia ser uma referência ao sacrifício. Da tarde. Literalmente, "entre as tardes" (ver Êx 12:6; Nm 9:3). 6. Holocausto contínuo. Ou seja, deveria ser oferecido diariamente (Êx 29:42). O holocausto contínuo e o "incenso contínuo" (Êx 30:8) eram parecidos com as orações cristãs matinais e noturnas. Instituído no monte Sinai. Literalmente, "feito no monte Sinai". Foi lá que Moisés recebeu as leis referentes aos sacrifícios. 7. A sua libação. Também instituída no monte Sinai (Êx 29:40). No santuário. Provavelmente na base do altar dos holocaustos, que ficava dentro do átrio (Êx 29:42). Bebida forte. Heb. shelwr. A libação, a não ser nesta exceção, era feita com vinho comum, yayin. A quantidade usada para cada cordeiro era de aproximadamente um litro. A palavra shehar é usada com frequência para designar uma bebida não fabricada com uvas; em geral, era feita de cereais ou de mel. Por exemplo, Arão e seus filhos receberam a ordem de não beber yayin nem shelwr quando se preparavam para entrar no tabernáculo (ver Lv 10:9). Muitos comentaristas insistem em que, nesta passagem, sheh.ar deve se referir ao vinho mais nobre e melhor. Os comentaristas judeus de modo geral, explicam que, neste caso do uso de shehar, fica de fora o vinho diluído com água, ou se trataria do vinho recém-espremido. 8. O outro cordeiro. Isto é, o referente ao sacrifício da tarde. As instruções precedentes dizem respeito ao cordeiro da manhã, mas também se aplicam ao da tarde. Este sacrifício concluía as ofertas do dia; nenhum outro era apresentado depois. 9. No dia de sábado. A oferta sabática era um acréscimo aos sacrifícios diários, contínuos, feitos todos os dias da semana. Isso significava que, no sábado, os sacerdotes precisavam cumprir deveres duplos. Talvez esse fato estava na mente de Cristo quando disse que "os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa" (Mt 12:5). Posteriormente, cantava-se um hino especialmente dedicado ao sábado para acompanhar o derramamento da libação (SI 92). Duas décimas de um efa. Cerca de quatro litros. Com os duplos holocaustos do sábado, havia também uma porção dupla dos elementos acompanhantes, como farinha e vinho. A ordem de a libação ser oferecida com o holocausto se encontra em Números 15: Além. Isto é, "em acréscimo a". O sacrifico diário não devia ser omitido por causa das ofertas adicionais do sábado. As ofertas adicionais exigidas totalizavam sete (Nm 28:11, 19, 26; 29:35-37). 11. Nos princípios. Isto pode ter sido ordenado por Deus para neutralizar as celebrações idólatras a cada lua nova, as quais se concentravam, é claro, na adoração à Lua. As trombetas de prata eram tocadas nessas ocasiões (Nm 10:2, 10). Posteriormente, o 1008
121 NÚMEROS 28:29 trabalho foi suspenso nesses dias (Am 8:5; 1Sm 20:5 ; Is 1:1 3). 12. Três décimas de um efa. Cerca de 6,6 litros. Em oferta de manjares. Para cada novilho, havia uma quantidade precisa de farinha (ver Nm 15:9). Duas décimas de flor. Cerca de 4,4 litros, a mesma quantidade usada para um carneiro. 13. Uma décima de um efa. Ver Nm 15 :4. A oferta de manjares devia acompanhar cada um dos sete cordeiros mencionados no v As suas libações. Para acompanhar os vários sacrifícios. Todos os meses. Com as luas novas, era necessário oferecer um número maior de sacrifícios. Portanto, exigia-se mais atenção e trabalho do que até mesmo o demandado nos dias de sábado. Haveria pouco tempo e ~.,. pou cas oportunidades para os filh os de Deus serem tentados por ritos idólatras dos pagãos ao redor na época da Lua Nova. 15. Um bode. Ver Nm 15: A Páscoa. A única oferta especial ordenada para o dia da Páscoa, 14 de nisã, era o cordeiro pascal em si (Êx 12:6; vertambém p. 764). Esta festa não fora observada desde que Israel partira de Cades-Barneia, 38 anos antes. 17. Aos quinze dias. A festa da Páscoa ocorria na tarde do dia 14 (Êx 12:6, 14). O décimo quinto dia era o da Festa dos Pães Asmos (Lv 23:6). O cordeiro pascal era imolado no final da tarde do dia 14 e comido - com pães asmos e ervas amargas - depois do pôr do sol, isto é, já no dia 15. Sete dias. Ver Êx 12:15; 13:6-7; e Lv 23: Nenhuma obra servil. Literalmente, "nenhuma obra agrícola". Qualquer atividade que exigisse trabalho pesado era proibida (Êx 12:16; Lv 23:7, 8). 19. Oferta queimada. Este sacrifício em particular ainda não havia sido ordenado anteriormente (ver Lv 23:8). Os sacrifícios mencionados aqui são os mesmos do primeiro dia de cada mês (v. 11). 20. Oferta de manjares. Comparar com o v. 12, onde as mesmas instruções foram dadas no tocante ao primeiro dia de cada mês. 22. Um bode. O mesmo da lua nova (v. 15 ). 23. Além. Ou seja, em acréscimo ao holocausto quei mado diariamente. Todos eles eram oferecidos pela manhã, após o sacrifício matinal diário. 24. Assim. Todas as ofertas especiais relacionadas nos v. 16 a 25, as mesmas do primeiro dia de cada mês, eram apresentadas, portanto, a cada dia da Festa dos Pães Asmas (Lv 23:5-8). 25. No sétimo dia. Ver Êx 13:6; e Lv 23:7, 8. O primeiro e o último dia da festa tinham as mesmas exigências. 26. No dia das primícias. Esta é uma expressão incomum. Também é chamada de "Festa da Sega, dos primeiros frutos do teu trabalho" (Êx 23: 16) e "Festa das Semanas", na época de ceifar os primeiros frutos da colheita do trigo (Êx 34:22; Dt 16: 10; ver também Lv 23: ). Oferta nova de manjares. Ver Lv 23:16. A principal característica deste dia era a oferta nova de manjares. Consistia de dois pães chamados de "primícias ao SENHOR" (L v 23: 17). Eles eram feitos do primeiro trigo a amadurecer. Junto com os pães, eram oferecidos sete cordeiros, um novilho, dois carneiros, dois cordeiros como oferta pacífic a e um bode como oferta pelo pecado (Lv 23:18, 19). Segundo a vossa Festa das Semanas. Referência às sete semanas contadas desde o primeiro dia dos pães asmos (Lv 23: ). 28. Oferta de manjares. Ver os v. 11, 12 e 20, que falam sobre os princípios dos meses e a Festa dos Pães Asmos. 29. Uma décima para cada um. Ver os v. 13 e
122 28:30 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 30. Um bode. Além d aqu e le que era oferecido com os dois cordeiros (Lv 23:19). 31. Além. O sacrifício diário devia ser oferecido, m esmo que houvesse a ordenança de outros (ver v. 10, 15, 23). A importância do sacrifício diário não devia ser m e nospre zada pelos outros. CAPÍTULO 29 1 A oferta na Festa das Trom.betas, 7 no dia de afligir a alma, 13 e no oitavo dia da Festa dos Tabernáculos. 1 No pri meiro dia do sétimo mês, tereis santa convocação; nenhuma obra servil fareis; ser-vos-á dia do sonido de trombetas. 2 Então, por holocausto, de aroma agradável ao SENHOH, oferecereis um novilho, um carneiro ~ ~ e sete cordeiros de um ano, sem defeito; 3 e, pela sua oferta de manjares de flor de fa rinha, amassada com azeite, três décimas de um efa para o novilho, duas décimas para o carneiro 4 e uma décima para cada um dos sete cordeiros; 5 e um bode, para oferta pelo pecado, para fazer expiação por vós, 6 além do holocausto do mês e a sua oferta de manjares, do holocausto contínuo e a sua oferta de manjares, com as suas libações, segundo o seu estatuto, em aroma agradável, oferta queimada ao SENHOH. 7 No dia dez deste sétimo mês, tereis santa convocação e afligireis a vossa alma; nenhuma obra fareis. 8 Mas, por holocausto, em aroma agradável ao S E NHOH, oferecereis um novilho, um carneiro e sete cordeiros de um ano; ser-vos-ão eles sem defeito. 9 Pela sua oferta de manjares de fl or de farinha, a massada com azeite, oferecereis três décimas de um efa para o novi lho, duas décimas para o carneiro 10 e uma décima para cada um dos sete cordeiros; 11 um bode, para oferta pelo pecado, além da oferta pelo pecado, para fazer ex piação, e do holocausto contínuo, e da sua oferta de manjares com as suas libações. 12 Aos quinze di as do sétimo mês, tereis sa nta convocação; nenhuma obra servil fareis; mas sete di as celebrareis festa ao SENHOH. 13 Por holocausto em oferta queimada, de aroma agradável ao SENHOH, oferecereis treze novilhos, dois carneiros e catorze cordeiros de um ano; serão eles sem defeito. 14 Pela oferta de manja res de flor de fari nha, amassada com azeite, três décimas de um efa para cada um dos treze novilhos, duas décimas para cada um dos doi s carneiros 15 e uma décima para cada um dos catorze cordeiros; 16 e um bode, para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo, a sua oferta de manjares e a sua libação. 17 No segundo di a, oferecereis doze novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito, 18 com a oferta de manjares e as libações para os novilhos, para os carneiros e para os cot cleiros, conforme o seu número, segundo o estatuto, 19 e um bode, para oferta pelo pecado, além elo holocausto contínuo, a sua oferta de manjares e a sua libação. 20 No terceiro di a, oferecereis onze novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito, 21 com a oferta ele manjares e as libações para os novi lhos, para os carneiros e para os corde i ros, conforme o seu número, segundo o estatuto, 1010
123 NÚMEROS 29:3 22 e um bode, para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo, a sua oferta de manjares e a sua libação. 23 No quarto dia, dez novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito, 24 com a oferta de manjares e as libações para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo o estatuto, 25 e um bode, para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo, a sua oferta de manjares e a sua libação. 26 No quinto dia, nove novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros ele um ano, sem defeito, 27 com a oferta de manjares e as libações para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo o estatuto, 28 e um bode, para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo, a sua oferta de manjares e a sua I ibação. 29 No sexto dia, oito novilhos, dois ca rneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito, 30 com a oferta de manjares e as libações para os novilhos, para os carneiros e para os cm deiros, conforme o seu número, segundo o estatuto, 31 e um bode, para oferta pelo pecado, além elo holocausto contínuo, a sua oferta de manjares e a sua libação. 32 No sétimo dia, sete novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros ele um ano, sem defeito, 33 com a oferta de manjares e as libações para os novilhos, para os carneiros e para os cm deiros, conforme o seu número, segundo o estatuto, 34 e um bode, para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo, a sua oferta de manjares e a sua libação. 35 No oitavo di a, tereis reunião solene; nenhuma obra servi l fareis; ~ ~ 36 e, por holocausto, em oferta queim ada de aroma agradável ao SENHOR, oferecereis um novilho, um carneiro, sete cordeiros ele um ano, sem defeito, 37 com a oferta de manjares e as libações para o novilho, para o carneiro e para os co rdeiros, conforme o seu número, segundo o estatuto, 38 e um bode, para oferta pelo pecado, além elo holocausto contínuo, a sua oferta ele manjares e a sua libação. 39 Estas coisas oferecereis ao SENHOR nas vossas festas fixas, além elos vossos votos e das vossas ofertas voluntári as, para os vossos holocaustos, as vossas ofertas ele manjares, as vossas libações e as vossas ofertas pacíficas. 40 E fa lou Moisés aos filhos ele Israel, conforme tudo o que o SENHOR lhe ordenara. 1. Santa convocação. O sé ti mo mês, o primeiro do ano civil, fora separado especialmente para propósitos religiosos (Lv 23:23-44), e contava com mais dias dedicados a ritos religiosos do que qualquer outro mês do ano. A santa convocação mencionada nesta passagem já fora ordenada (Lv 23:24, 25). Dia do sonido de trombetas. O soar das trombetas de prata já fora prescrito em várias ocasiões (ver Nm lo: lo), inclusive nas luas novas. Mas o primeiro dia do sétimo mês, ou o dia de ano novo do calendário civil, era o dia mais importante para fazê-las soar. A palavra "trombetas" não aparece aqui nem em Levítico 23:24. O termo teruah, traduzido por "sonido de trombetas", é citado em Levítico 25:9 como shopar, ou "c hifre de carneiro". 2. Por holocausto [... ] oferecereis. Isto era além de todos os outros sacrifícios já ordenados para esse dia (Lv 23:25). Os sacrifícios de animais eram em menor quantidade do que os designados para as festas de Números 28:19 e 27, já que eram acrescentados a outros prescritos para esse mesmo dia. 3. Três décimas de um efa. Cerca de 6,6 litros, a porção costumeira para sacrifícios dessa natureza (Nm 15:6, 9). 1011
124 29:4 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 4. Uma décima para cada uma. Comparar os v. 4 e 5 com Nm 28: 15, 22, Holocausto do mês. Um holocausto de dois novilhos fora ordenado previamente para o princípio de cada mês (Nm 28: 11, 12). Este rito não devia ser omitido no primeiro dia do sétimo mês. Segundo o seu estatuto. Isto é, na ordem anteriormente designada: o holocausto diário, depois os sacrifícios ordenados para o primeiro dia de cada mês e, por fim, aqueles indicados especificamente para o primeiro dia do sétimo mês. 7. No dia dez. O Dia da Expiação (Lv 23:27), o ápice de todo o sistema sacrificial. O ritual desse grande dia é explicado em Levítico 16 e 23: Afligireis a vossa alma. Literalmente, "examina r-vos-eis", "ficareis aflitos", "humilhar-vos-eis". Este ato incluía o jejum, que foi e é o grande jejum anual observado rigorosamente pelos judeus ortodoxos (cf. Lv 16:29; 23:27-29, 32; SI 35:13; Is 58:3, 5; At 27:9). Nenhuma obra. O dia devia ser estritamente observado como um sábado de descanso (Lv 16:29, 31; 23:28-32). 8. Holocausto. Ver v Sua oferta de manjares. A oferta de manjares devia ser apresentada na mesma proporção ordenada nos v. 3 e Oferta pelo pecado, para fazer expiação. Este é o rito do qual a festa derivava seu nome especial (ver Lv 16). Hebreus 9:7-1 2, se baseia na descrição de Levítico 16. O sangue da oferta pelo pecado, para fazer expiação, era levado pelo sumo sacerdote para dentro do lugar santíssimo. O sangue do novilho apresentado como oferta pelo pecado da família de Arão também era levado para dentro do luga r santíssimo (Lv 16:11, 14). Com exceção desses dois casos, nunca se levava sangue para o interior do santíssimo. Holocausto contínuo. Mais uma vez, salienta-se que as várias ofertas mencionadas não deviam ser omitidas, nem mesmo no grande Dia da Expiação. Mesmo esse dia especial deveria começar com o holocausto contínuo e as outras ofertas que o acompanhavam. Depois delas é que se apresentava a oferta pelo pecado mencionada neste versículo. Depois vinha o sacrifício de expiação, conforme especificado em Levítico Aos quinze dias. Isto é, o primeiro dia da Festa dos Tabernáculos, que começava ao pôr do sol do décimo quarto dia (Lv <~ ~ 23:34-35). Essa festa ocorria após a colheita dos frutos e das uvas (Dt 16: 13). Os sete di as eram uma ocasião de alegria e de regozijo perante o Senhor. 13. Treze novilhos. O mesmo tipo de sacrifício ordenado para outras festas. Mas, ao passo que dois novilhos eram suficientes em outras festividades, neste caso são prescritos 13 (Nm 28:11, 19, 27). A cada dia, durante sete dias consecutivos, um novilho a menos era ofertado (v. 17, 20, 23, 26, 29, 32). Assim, sete novilhos eram oferecidos no sétimo dia, totalizando 70 novilhos para os sete dias. 16. Oferta pelo pecado. Os requerimentos para a oferta pelo pecado não foram aumentados. 17. No segundo dia. Um novilho a menos do que no dia anterior. O número de carneiros e de cordeiros não mudava. Todo o sistema de ritos repousava sobre o sacrifício diário; a despeito elo número de sacrifícios acrescentados, a oferta diária nunca era deixada de lado. Da mesma maneira, o Cordeiro de Deus jamais pode ser substituído. Nenhuma função, nenhum rito e nenhuma regra pode tomar o lugar do Filho de Deus, o único por meio de quem há salvação do pecado. 35. Reunião solene. O oitavo dia era separado para ser um dia de alegria solene perante Yahweh. A palavra assim traduzida provém de um radical que significa "restringir". Um substantivo de mesmo radical é traduzido por "autoridade" (Jz 18:7), literalmente, "aq uele que possui restrição". 1012
125 MAR (MA R NORTE DA PALESTINA EM TEi\IPOS BÍB LI COS km GRANDE Abdom. Sidorrí ' -... ~ ' ' I / I / ~, t,. "1 \}.J( IJom, / I,' / I I I I... Mt.Hermom, Senir, Siriom ~~ ~ ]/,,--,,. ~--" /.. ~ I v -, A_ b e- I Bete-Ma~ca ~ 1 Da,, Lais/ / Cesa reia de Frl lpe. / / ' ) I ' ' D "f" ', " "C,oâ ', I [f i : 41 ' 41., '--- ' > Cartã I o En-Hazor?" Jotbá ~. caná / ~ Naalal? VALE DE. As q_que ' "'c A " JEFTÁ,'. Hanatom? "'~ Bé~em! _ 1 ; Irem" I ', ' ' ---~::_ ' Giscala Hazor o B'E Baca '<.t ME D I r Merom 0 E fi R A t\1 E 0 J qte- mequ; 1 A { Bete-Anate? " co, "" Ramá Ptolemai1a? Reobe? _.. / \- r Neiê(..., Gabara.. Acsafe Cabul...- \.. Cesar, W 0 H~lcate? Séforis -:!ld Harosete7 Belém. ""i> ~aba Na z~ ré Dabaré J Ja_t bneel70 q, Jafia.,._'\... Saride Quesulote A Jocneão Mt. Tabor Naim VALE DE 1 JEZREEL Anacarate (ESDRALON) Suném Narbata Megido 0 Jezreel Gate-Rimom M Taanaque ti.. G~tJ a Ocy. _ Gin 1;;, 0 En-Ganim Í ci~jc) /íu/c},i I I / I 1 '. selêucia Júlias egadara. Gergesa?. camom7 - -~ / r J I //' ',./'J Gamala? ) )ogelim? ocam \ 1 I ', ' Abila \ I I I ~ <b "\ Golã7 c, "~ ' I I ' psb~ 1.r:oete~ j I I I i / / / -, ~ / / _ '~... -\\ / \ ~,?>,--... RiO f'\); I/ / "Damasco. f~~ r, _,,-- wo, I ~ _, ', - ' ' ' \ I I ', I '\ ' \ l \ r\, / / I carnaim- 1,\..Y Astarote "Diom ' \ ' ', \ Ed 0 r ~i \ ) 1 Ramote-Gileade ' \ \ \ \ ' '":> \ \ I I I I \ \ ' \ \ ç. T R A C 0 ' ' ' ' / \ \ \ / \ \ \ IV I -,., ', ~ s:,.. l orafana _,, \..y. "1 -- I G.- - '- Bozor , I -_,. 1l --,.,,--... I',_ \ / r\... -, I Tobe7 '... \ ' _ ' \,. -' Quenate.... _,.,.- r'/ Bozra.,- ~- '
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127 NÚMEROS 29:40 Os filhos de Israel deviam se abster de todo trabalho secular nesse dia e dedicar seus pensamentos ao Senhor. 36. Oferta queimada. Sacrifício especial ordenado para esse dia (ver v. 13). 37. Conforme o seu número. Ver Nm 15: Um bode, para a oferta pelo pecado. Qualquer que fosse a festividade, requeria-se uma oferta pelo pecado (Nm 28:15, 22, 30; 29:5; etc.). O povo sempre precisava de perdão. Era importante não se perder de vista esse fato. 39. Estas coisas oferecereis. O Senhor havia designado festas para épocas específicas. Elas deveriam ser realizadas exatamente da forma prescrita. Além dos vossos votos. Em acréscimo a todos os sacrifícios regularmente prescritos, a pessoa podia oferecer um holocausto adicional, em sinal de gratidão ao Senhor ou no cumprimento de algum voto. Holocaustos. Ver Lv 22:18-21; e Nm 15:1-13. Os sacrifícios deste capítulo foram ordenados acima e além de todos os holocaustos, as ofertas de manjares, as libações e as ofertas pacíficas apresentadas em cumprimento de votos especiais. 40. E falou Moisés. Na Bíblia hebraica, este é o primeiro versículo do capítulo 30. CAPÍTULO 30 1 Os votos não podem ser quebrados. 3 A exceção do voto de uma m.ulher solteira. 6 De uma esposa. 9 De uma viúva ou divorciada. Falou Moisés aos cabeças das tribos dos filhos de Israel, dizendo: Esta é a palavra que o SENHOR ordenou: 2 Quando um homem fizer voto ao SENHOR ou juramento para obrigar-se a alguma abstinência, não violará a sua palavra; segundo tudo o que prometeu, fará. 3 Quando, porém, uma mulher fizer voto ao SENHOR ou se obrigar a alguma abstinência, estando em casa de seu pai, na sua mocidade, 4 e seu pai, sabendo do voto e da abstinência a que ela se obrigou, calar-se para com ela, todos os seus votos serão válidos; terá de observar toda a abstinência a que se obrigou. 5 Mas, se o pai, no dia em que tal souber, o desaprovar, não será válido nenhum dos votos dela, nem lhe será preciso observar a abstinência a que se obrigou; o SENHOR lhe perdoará, porque o pai dela a isso se opôs. 6 Porém, se ela se casar, ainda sob seus votos \ ou dito irrefletido dos seus lábios, com que a si ~ I> mesma se obrigou, 7 e seu marido, ouvindo-o, calar-se para com ela no dia em que o ouvir, serão válidos os votos dela, e lhe será preciso observar a abstinência a que se obrigou. 8 Mas, se seu marido o desaprovar no dia em que o ouvir e anular o voto que estava sobre ela, como também o dito irrefletido dos seus lábios, com que a si mesma se obrigou, o SENHOR lho perdoará. 9 No tocante ao voto da viúva ou da divorciada, tudo com que se obrigar lhe será vá lido. lo Porém, se fez voto na casa de seu marido ou com juramento se obrigou a alguma abstinência, ll e seu marido o soube, e se calou para com ela, e lho não desaprovou, todos os votos dela serão válidos; e lhe será preciso observar toda a abstinência a que a si mesma se obrigou. 12 Porém, se seu m arido lhos anulou no dia em que o soube, tudo quanto saiu dos lábios dela, quer dos seus votos, quer da abstinência a que a si mesma se obrigou, não será 1015
128 30:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA vá lido; seu marido lhos anulou, e o SENHOH perdoará a ela. 13 Todo voto e todo juramento com que ela se obrigou, para afligir a sua alma, seu marido pode confirmar ou anular. 14 Porém, se seu marido, dia após di a, se ca lar para com ela, então, confirma todos os votos dela e tudo aquilo a que ela se obrigou, porquanto se calou para com ela no dia em que o soube. 15 Porém, se lhos anular depois de os ter ouvido, responderá pela obrigação dela. 16 São estes os estatutos que o SENHOR ordenou a Moisés, entre o marido e sua mulher, entre o pa i e sua filha moça se ela estiver em casa de seu pai. I. Cabeças das tribos. Os mesmos homens a quem se faz referência em Números 1:4, 16; 7:2; etc. Várias expressões são usadas para designá-los: "os cabeças das vossas tribos e vossos anciões" (Dt 5:23), "toda a congregação dos filhos de Israel" (Js 18:1; 22: 12); "os príncipes de todo o povo" (Jz 20:2), "todo o Israel" (lsm 7: 5), "todos os príncipes de Israel, os príncipes das tribos" (1Cr 28:1 ), "os anciãos de Israel e todos os cabeças das tribos, os príncipes das famílias" (2Cr 5:2) e "dos príncipes e dos anciãos" (Ed 10:8). 2. Voto. Isto é, um compromisso ou promessa de dar algo a Deus: uma promessa de serviço pessoal, como fez Jacó em Bete! (G n 28:20; 31:13), a consagração do filho de Ana (lsm 1:11), o voto de Jefté a respeito de sua filha (]z 11:30, 39). Juramento. Ou seja, uma obrigação, como a abstinência de vinho, alimento, etc. (ver 1Sm 14:24; Sl132:3; At 23:21). O verbo hebraico é usado com frequência com o sentido de "atar", "aprisionar", "amordaçar". Não violará a sua palavra. Literalmente, "não desatará sua palavra prometida", no sentido de "afrouxar", "liberar-se de uma obrigação", "fazer legítimo", "profanar". Abster-se de realizar uma promessa solene feita a Deus é um ato de vil ingratidão e negligência pecaminosa (Dt 23: 21 ; Ec 5:4; Mt 5:33). É melhor não fazer um voto do que prometer e não cumprir (Ec 5:2-5). 3. Quando, porém, uma mulher fizer voto. Considerava-se que uma mulher solteira estava sob o controle do pai; não era, portanto, livre para fazer planos e decidir sem o conselho e consentimento dele. As mulheres solteiras de idade avançada não são mencionadas. 4. Calar-se. Literalmente, "ficar em silêncio" ou "não levantar objeção". Seus votos serão válidos. O pai não tinha direito de anular qualquer parte do voto quando não havia feito objeção ao ouvir sobre ele ou ao ver a filha expressá-lo da primeira vez. 5. No dia. Ou seja, assim que ouvisse. Desaprovar. O consentimento do pai era necessário para dar va lidade ao voto ou à promessa. Mas, se ao fic ar sabendo do voto, não dissesse nada, seu silêncio era considerado consentimento. No entanto, se o pai fizesse objeções, a jovem ficava livre de seu voto ou da obrigação, e não precisava cumpri-lo. 6. Se ela se casar. Ou seja, se ela for casada. O mesmo se aplicava a uma noiva que ainda vivesse na casa do pai, pois o noivo.c ~ tinha direitos sobre sua noiva. Por exemplo, se ela cometia adultério, morria apedrejada como se o casamento já houvesse ocorrido. Ela e todas as suas posses eram consideradas propriedade do noivo (Dt 22: 23, 24; ver também Mt 1:19, 20). Ainda sob seus votos. Literalmente, "e seus votos estejam sobre ela". O voto podia ter sido feito antes do noivado e haver logrado o consentimento do pai na época. Agora, estando noiva e sob a jurisdição do futuro marido, ele podia exigir que ela renunciasse ao voto. 8. Se seu marido. Ver o v. 5, em que o mesmo princípio é aplicado a uma filha que 1016
129 NÚMEROS 30:15 morasse com o pai, do mesmo modo que neste caso, de uma esposa em relação ao marido. 9. Ao voto da viúva. Tanto as viúvas como as divorciadas tinham liberdade para fazer votos e cumpri-los. No entanto, uma viúva ou divorciada que houvesse voltado à casa de seu pai e estivesse sob sua proteção, outra vez se achava sujeita à autoridade dele. A palavra traduzida por "divorciada" quer dizer, literalmente, "expulsa". As regras de Deuteronômio 24:1 são tomadas como pressuposto neste caso. 11. Os votos dela. Se o voto fora feito enquanto o esposo ainda vivia ou antes de a mulher se divorciar, e nenhuma objeção se levantara, então o voto devia ser cumprido pela mulher que o fez. A alteração de estado matrimonial não afetava os votos vigentes antes da mudança. 12. Se seu marido lhos anulou. Uma mulher viúva ou divorciada não era considerada responsável pelos votos anteriormente anulados por seu esposo. 14. Se seu marido [... ] se calar. O silêncio do marido, quando se encontrava ciente do que a mulher estava fazendo, estabelecia e confirmava os votos dela. 15. Responderá pela obrigação dela. A responsabilidade plena era dele; ela estava livre. Quanto à natureza da culpa e o ritual exigido para a purificação, ver Levítico 5: T4, AA, 74 COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE CAPÍTULO 31 1 Os midianitas são derrotados e Balaão morre. 13 Moisés fica indignado com os oficiais, por haverem deixado vivas as mulheres. 19 Como os soldados, com cativos e despojos, devem ser purificados. 25 A proporção para a divisão dos espólios. 48 A oferta voluntária para os tesouros do Senhor. l Disse o SENHOR a Moisés: 2 Vinga os filhos de Israel dos midianitas; depois, serás recolhido ao teu povo. 3 Falou, pois, Moisés ao povo, dizendo: Armai alguns de vós para a guerra, e que saiam contra os midianitas, para fazerem a vingança do SENHOR contra eles. 4 Mil homens de cada tribo entre todas as tribos de Israel enviareis à guerra. 5 Assim, dos milhares de Israel foram dados mil de cada tribo: doze mil ao todo, armados para a guerra. 6 Mandou-os Moisés à guerra, de cada tribo mil, a estes e a Fineias, filho do sacerdote Eleazar, o qual levava consigo os utensílios sagrados, a saber, as trombetas para o toque de rebate. 7 Pelejaram contra os midianitas, como o SENHOR ordenara a Moisés, 8 e mataram todo homem feito. Mataram, além dos que já haviam sido mortos, os reis dos midianitas, Evi, Requém, Zur, Hur e Reba, cinco reis dos midianitas; também Balaão, filho de Beor, mataram à espada. 9 Porém os filhos de Israel levaram presas as mulheres dos midianitas e as suas crianças; também levaram todos os seus animais, e todo o seu gado, e todos os seus bens. lo Queimaram-lhes todas as cidades em que habitavam e todos os seus acampamentos. 1017
130 31:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA li Tomaram todo o despojo e toda a presa, tanto de homens como de animais. 12 Trouxeram a Moisés, e ao sacerdote Eleazar, e à congregação dos filhos de Israel os cativos, e a presa, e o despojo, para o arraial, nas campinas de Moabe, junto do Jordão, na altura de Jericó. 13 Moisés, e Eleazar, o sacerdote, e todos os príncipes da congregação saíram a recebê-los fora do arraial. 14 Indignou-se Moisés contra os oficiais do exército, capitães dos milhares e capitães das centenas, que vinham do serviço da guerra. 15 Disse-lhes Moisés: Deixastes viver todas as mulheres? 16 Eis que estas, por conselho de Balaão, fizeram prevaricar os filhos de Israel contra o SENHOR, no caso de Peor, pelo que houve a praga entre a congregação do SEN HOR. 17 Agora, pois, matai, dentre as crianças, todas as do sexo masculino; e matai toda mulher que coabitou com algum homem, deitando-se com ele. 18 Porém todas as meninas, e as jovens que não coabitaram com algum homem, deitando-se com ele, deixai-as viver para vós outros. 19 Acampai-vos sete dias fora do arraial; qualquer de vós que tiver matado alguma pessoa e qualquer que tiver tocado em algum morto, ao terceiro dia e ao sétimo dia, vos purificareis, tanto vós como os vossos cativos. 20 Também purificareis toda veste, e toda obra de peles, e toda obra ele pelos de cabra, e todo artigo ele madeira. 21 Então, disse o sacerdote Eleazar aos homens do exército que partira m à guerra: Este é o estatuto da lei que o S ENHOR ordenou a Moisés. 22 Contudo, o ouro, a prata, o bronze, o ferro, o estanho e o chumbo, 23 tudo o que pode suportar o fogo fareis passar pelo fogo, para que fique limpo; todavia, se purificará com a água purificadora; mas tudo o que não pode suportar o fogo fareis passar pela água. 24 Também lavareis as vossas vestes ao sétimo dia, para que fiqueis limpos; e, depois, entrareis no arraial. 25 Disse mais o SENI-IOR a Moisés: 26 Faze a contagem da presa que foi tomada, tanto de homens como ele animais, tu, e Eleaza r, o sacerdote, e os cabeças das casas elos pais ela congregação; 27 divide a presa em duas partes iguais, uma para os que, hábeis na peleja, saíram à guerra, e a outra para toda a congregação. 28 Então, para o S ENHOR tomarás tributo dos homens elo exército que saíram a esta guerra, ele cada quinhentas cabeças, uma, ta nto elos homens como elos bois, elos jumentos e elas ovelhas. 29 Da metade que lhes toca o toma reis e o dareis ao sacerdote Eleazar, para a oferta do SENHOR. 30 Mas, ela metade que toca aos filhos de Israel, tomarás, ele cada cinquenta, um, tanto elos homens como elos bois, elos jumentos e elas ovelhas, ele todos os animais; e os darás aos levitas que têm a seu cargo o serviço do tabernáculo do SENHOR. 31 Moisés e o sacerdote Eleazar fi zeram como o S ENHOR ordenara a Moisés. 32 Foi a presa, restante elo despojo que tomaram os homens ele guerra, seiscentas e setenta e cinco mil ovelhas, 33 setenta e dois mil bois, 34 sessenta e um mil jumentos 35 e trinta e duas mil pessoas, as mulheres que não coabitaram com homem algum, deitando-se com ele. 36 E a metade, parte que toca aos que saíram à guerra, foi em número de trezentas e trinta e sete mil e quinhentas ove lhas. 37 O tributo em ovelhas para o SENHOR foram seiscentas e setenta e cinco. 38 E foram os bois trinta e seis mil; e o seu tributo para o SENHOR, setenta e dois. 39 E foram os jumentos trinta mil e quinhentos; e o seu tributo para o SENHOR, sessenta e um. 1018
131 NÚMEROS 3 1:5 40 As pessoas foram dezesseis mil; e o seu tributo para o S ENHOR, trinta e du as. 41 Então, Moisés deu a Eleazar, o sacerdote, o tributo da oferta do SEN HOR, como Este ordenara a Moisés. 42 E, da metade que toca aos filhos de Israel, que Moi sés separara da dos homens que pelejaram 43 (a metade para a congregação foram, em ovelhas, trezentas e trinta e sete mil e quinhentas; 44 em bois, trinta e seis mil; 45 em jumentos, trinta mil e quinhentos; ~ e, em pessoas, dezesseis mil), 47 desta metade que toca aos filhos de Israel, Moisés tomou um de cada cinquenta, tanto de homens como de animais, e os deu aos levitas que tinham a seu cargo o serviço do tabernáculo do S ENHOR, como o S ENHOR ordenara a Moisés. 48 Então, se chegaram a Moisés os oficiais sobre os milhares do exército, capitães sobre mil e capitães sobre cem, 49 e lhe disseram: Teus servos fizeram a conta dos homens de guerra que estiveram sob as nossas ordens, e nenhum falta dentre eles e nós. 50 Pelo que trouxemos uma oferta ao S ENHOR, cada um o que achou: objetos de ouro, ornamentos para o braço, pulseiras, sinetes, arrecadas e colares, para fazer expiação por nós mesmos perante o SENHOR. 51 Assim, Moisés e o sacerdote Eleazar receberam deles o ouro, sendo todos os objetos bem trabalhados. 52 Foi todo o ouro da oferta que os capitães de mil e os capitães de cem trouxeram ao S E NHOR dezesseis mil setecentos e cinquenta sidos. 53 Pois cada um dos homens de guerra havia tomado despojo para si. 54 Moisés e o sacerdote Eleazar receberam o ouro dos capitães de mil e dos capitães de cem e o trouxeram à tenda da congregação, como memorial para os filh os de Israel perante o SEN HOR. 1. Disse o SENHOR. Conforme Números 25:16-18, a ordem de ferir os midianitas já tinha sido dada a Moisés; agora ele devia organizar a expedição militar para executar a vontade de D eus. Os midianitas, por sugestão de Balaão, induziram Israel a cometer um grave pecado, o que, por sua vez, desencadeou uma praga divina sobre o povo. 2. Vinga. A ofensa dos midianitas ocorrera durante a liderança de Moisés; neste momento, ele foi comissionado por Deus a punir os ofensores antes de abrir mão de sua autoridade. Depois. Deus já havia falado a Moisés a respeito de sua morte iminente (Nm 27:12, 13). Além da campanha contra os midianitas, restava o dever de transmitir as instruções acerca da conquista da terra de Canaã (Nm 32 e 34) e fazer as provisões necessárias em favor dos levitas (Nm 35:1-8). 3. Armai alguns de vós. Literalmente, "armai alguns dentre vós, homens". O v. 2 fala de vingar os filhos de Israel e declara que isso seria vingança do Senhor. Dessa maneira tão íntima se encontram ligados os interesses de D eus com os de Seu povo. 4. Mil. O total reduzido sugere uma sele ção cuidadosa, uma vez que as tribos m aiores poderiam ter disponibilizado facilmente um número muito maior. Todas as tribos. Alguns pensam que nesta expressão estariam incluídos os levitas, talvez não para empunhar armas, mas como uma unidade de serviço atrás da linha de batalha. No entanto, o fato de os levitas terem recebido sua parte dos despojos da porção atribuída aos que não foram à guerra (v. 30, 37-41) parece excluir essa possibilidade. 5. Doze mil. Ver Juízes 21:10, quando o mesmo total foi enviado contra Jabes-Gileade. 1019
132 31:6 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA A ideia sugerida no v. 5 é que os jovens foram alistados. O número parece pequeno em comparação com os midianitas, que contavam com cinco reis, mais suas forças armadas. 6. Mandou-os Moisés. Ou seja, comissionou-os com autoridade para realizar a ordem de Deus. Fineias. Não está claro se Fineias foi o comandante da expedição, assumindo, desta forma, o lugar de Josué, ou se participou somente no papel de sacerdote principal (ver Js 22:13). O valoroso ato que efetuara no passado para honra de Deus sem dúvida lhe concedera a reputação de um homem decidido e corajoso (Nm 25:8). Os utensílios sagrados. Isto é, os objetos sagrados. Não é dito se utensílios foram levados. Alguns já sugeriram a arca (ver Nm 10:33; Js 3:14; 6:8), outros, a lâmina de ouro que Arão usava sobre a cabeça (Êx 28:36). É possível pensar que as trombetas do santuário fossem consideradas "utensílios sagrados". 7. Pelejaram. Presume-se que as forças israelitas atravessaram a fronteira, entraram em território midianita e ali combateram os ~ I> adversários. 8. Mataram todo homem. Isto é, do exército inimigo, possivelmente os homens em idade militar. Outra destruição dos midianitas foi imposta por Gideão (Jz 8:12). O extermínio de toda a população masculina teria levado à extinção da nação; no entanto, os midianitas reaparecem vez após vez no papel de violentos inimigos de Israel (Jz 6:1, 2; 7: 14; 8:22; 9:17, 28; Is 60:6). Os reis dos midianitas. Vários títulos são usados para designar estes homens: anciãos (Nm 22:4) e príncipes (Js 13:21). Evi. Ver Js 13:21. Requém. Ver Js 13:21; e 1Cr 2:43; 7:16. Também era o nome de uma cidade benjamita (Js 18:27). Zur. Ver Nm 25:15; e Js 13:21. Hur. Um israelita, parente de Calebe, também tinha esse nome (Êx 17:10). Balaão. Seu fim foi diferente do desejo que ele expressara para si (Nm 23:10; Js 13:22). 9. Levaram presas as mulheres. Era um costume antigo matar os homens, mas não as mulheres nem as crianças (Gn 34:25; 1Rs 11:16). Mais tarde, a lei de Deus indicou que só os homens fossem mortos, em determinadas ocasiões; em outros casos, toda a população deveria morrer (Dt 20:13, 14, 16). Gado. A palavra assim traduzida provém do verbo "ter a língua travada", "ser mudo". Com frequência, inclui todos os animais domésticos de grande porte. Os midianitas eram famosos por seus camelos (Jz 6:5), que não se mencionam nesta passagem em separado (ver Êx 9:25; 12:12; Sl135:8; Jr 50:3). 10. Todas as cidades. A destruição destes locais fortificados ajudaria a prevenir revoltas posteriores. Todos os seus acampamentos. Referência aos acampamentos circulares de tribos nômades. Em Gênesis 25:16, a mesma palavra é usada. 11. Todo o despojo. Eles pegaram despojos, conforme relata o v. 9, e então o levaram embora. 12. Os cativos. A conquista desta tribo de midianitas foi completa. Os "cativos" eram as mulheres e as crianças; a "presa" era formada pelos camelos, os bois, as ovelhas e as cabras; e o "despojo" eram os metais preciosos, as joias, as roupas, etc. À congregação. Uma possível referência aos 70 anciãos e aos príncipes das tribos, que representavam o povo. Nas campinas de Moabe. De onde haviam saído para combater os midianitas (ver Nm 22:1; 26:3, 63). 13. Saíram. Este era um comitê de recepção, para dar boas-vindas aos vencedores e tomar as providências necessárias para a purificação, separação ou destruição de coisas imundas. 14. Indignou-se Moisés. Isto se deu porque as inaceitáveis mulheres midianitas 1020
133 NÚMEROS 31:31 tinham sido levadas cativas, inclusive as mesmas que causaram a praga que assolara o acampamento (ver v. 15, 17). Oficiais. Literalmente, "inspetores" ou "supervisores". 15. Deixastes viver [... ]? O castigo das mulheres, instrumentos usados pelo mal para levar o pecado ao arraial de Israel, estava implícito na ordem: "Vinga os fi lhos de Israel dos midianitas" (Nm 31:2; ver o castigo das mulheres amalequitas, em ISm 15:3). 17. Matai [... ] todas as do sexo masculino. A fim de reduzir a nação idólatra à impotência. Toda mulher que coabitou com algum homem. Isto incluiria as responsáveis pela depravação de Israel. 18. As meninas. Uma vez que eram novas e impressionáveis, havia a possibilidade de deixarem a idolatria e as práticas impuras a ela relacionadas. Deixai-as viver. Sobre uma lei posterior, que pode ter sido criada por causa da captura destas mulheres, ver Deuteronômio 21: Acampai-vos [... ]fora do arraial. Ver Nm 19:9-ll. Ao sétimo dia, vos purificareis. Com a água misturada às cinzas de uma novilha vermelha (ver Nm 19). A impureza cerimonial era um problema sério para os filhos de Israel (ver Me 7:15). 20. Purificareis. Com a água purificadora ou com água corrente (L v li :32, 33). Ao que parece, ambos cumpriam a ordem daquilo que havia entrado em contato com cadáveres. Obra de pelos. Inclusive calçados, selas, etc. De cabra. Aplicava-se às tendas (Êx 25:4) e também a tapetes e roupas de cama ~ ~~- (lsm 19:13, 16). 22. O bronze. Podia ser bronze ou cobre (ver com. de Êx 27:3). Chumbo. Ver Jr 6:29. Os seis metais mencionados nesta passagem eram comuns no Egito e em outros povos da Antiguidade. 23. Fogo. A água não é adequada para purificar metais, mas, sim, o fogo. Os diversos utensílios tomados dos midianitas eram imundos, por terem entrado em contato com cadáveres e também por terem sido usados por pagãos. 24. Lavareis. Ver Nm 19: Disse mais o SENHOR. Ou seja, após o término do ritual de purificação e a entrada dos homens no arraial. 26. Da presa. Literalmente, "a cabeça da presa". Não se faz menção a despojos de joias, metais preciosos e roupas. Posteriormente, essas coisas foram apresentadas em oferta voluntária (v. 50, 53). 27. Divide a presa. Todo o arraial sofrera nas mãos dos midianitas; portanto, era justo que aqueles que permaneceram no acampamento também recebessem sua porção. 28. Tomarás tributo. Literalmente, "arrecadarás uma quantia fixa". A palavra traduzida nesta passagem por "tributo" é usada novamente só nos v. 37 a 41. Sobre outros exemplos de divisão de despojos, ver Josué 22:8; e I Samuel 30:24 e 25. Ovelhas. A palavra hebraica inclui tanto bodes quanto ovelhas. 29. Dareis ao sacerdote Eleazar. Como dízimo para a manutenção dos sacerdotes e levitas (ver Nm 18:21, 24, 26). 30. De cada cinquenta. Isto correspondia a 2% dos despojos atribuídos à congregação. A porção dos levitas foi: 320 moças, ovelhas e cabras, 720 cabeças de gado e 610 jumentos. Sem dúvida, a porcentagem foi ordenada em proporção ao número relativo de levitas. No entanto, os sacerdotes não tinham permissão para se casar com mulheres que não fossem israelitas (Lv 2l:l4). 31. Moisés e o sacerdote Eleazar. A ordem foi dada a Moisés (v. 25) e a Eleazar, seu assistente (v. 26). Aqui não se faz menção aos "cabeças das casas dos pais da 1021
134 31:32 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA congregação" (v. 26). Com certeza, eles tinham plena confiança na integridade de Eleazar. 32. Restante do despojo. Ou, "o resto que permanecer", isto é, da presa. Os espólios pegos no campo de batalha diminuiriam por vários fatores: a matança de alguns animais para servir de alimento, a morte de alguns pelas dificuldades da jornada, por extravio e por doença. 48. Os oficiais. Os que estavam no comando fizeram um relatório pessoal a Moisés do cumprimento de suas responsabilidades. 49. Nenhum falta dentre eles e nós. Quando se fez a chamada de todos os que haviam participado na expedição, revelou -se que os israelitas não tinham sofrido uma só baixa. Certamente, a batalha fora do Senhor (v. 3). Sem dúvida, seria considerado uma tragédia que alguns homens perdessem a vida já no limiar da entrada na herança prometida. 50. Uma oferta. Era comum os povos nômades usarem ornamentos de metais preciosos. Normalmente, os ornamentos para o pescoço, os pulsos e os tornozelos eram feitos de moedas de prata ou ouro amarradas juntas (ver Jz 8:24-26). Cada um. Todos os homens queriam oferecer algo ao Senhor em gratidão pela vitória e pelo retorno seguro (ver Gn 14:20; 2Sm 8:11, 12; 1Cr 26:26, 27). Objetos de ouro. Ou melhor, "ornamentos de ouro" (ver Gn 24:53; Êx 3:22). Ornamentos para o braço. Ou, "cadeias" (ARC), "correntinhas" (NTLH). Esses adereços eram usados nos tornozelos e na parte superior dos braços. Pulseiras. Ver Gn 24:47; e Ez 16:11. Sinetes. Ver Gn 41:42; e Et 3:10. Arrecadas. Ou, "brincos" (NVI). Foram bastante comuns entre os povos orientais, tanto antigos quanto posteriores. Para fazer expiação. Talvez em relação ao problema do v. 14, assim como de outros incidentes pessoais envolvendo impureza e culpa que houvesse ocorrido durante a batalha. 53. Cada um dos homens [... ] para si. Sem dúvida, houve espólios e pilhagem individuais; mas, de tudo que cada um recebeu, uma parte foi dada a Deus alegremente, com o coração agradecido. 54. Como memorial. Sem dúvida, boa parte da grande quantidade de ouro foi derretida e transformada em utensílios usados no santuário. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE l-54- PP, 456 2, 7 - PP, PP, 451, 456; HR, PP, 451; T5, 599 CAPÍTULO 32 1 Os rubenitas e gaditas solicitam ~una herança do lado leste do ]ordão. 6 Moisés os reprova. 16 Eles ojerece1n condições a contento do líder. 33 Moisés lhes destina a terra. 39 Eles a conquistam. l Os filhos de Rúben e os filhos de Gade tinham gado em muitíssima quantidade; e viram a terra de Jazer e a terra de Gileade, e eis que o lugar era lugar de gado. 2 Vieram, pois, os filhos de Gade e os filhos de Rúben e falaram a Moisés, e ao sacerdote 1022
135 NÚMEROS 3 1:54 Eleazar, e aos príncipes da congregação, dizendo: 3 Atarote, Dibom, Jazer, Ninra, Hesbom, Eleale, Sebã, Nebo e Beom, 4 a terra que o SENHOR feriu diante da congregação de Israel é terra de gado; e os teus servos têm gado. 5 Disseram mais: Se achamos mercê aos teus olhos, dê-se esta terra em possessão aos teus servos; e não nos faças passar o Jordão. 6 Porém Moisés disse aos filhos de Gade e aos filhos de Rúben: Irão vossos irmãos à guerra, e ficareis vós aqui? 7 Por que, pois, desanimais o coração dos filhos de Israel, para que não passem à terra que o SENHOR lhes deu? 8 Assim fizeram vossos pais, quando os enviei de Cades-Barneia a ver esta terra. 9 Chegando eles até ao vale de Escol e vendo a terra, descorajaram o coração dos filhos de Israel, para que não viessem à terra que o SENHOR lhes tinha dado. lo Então, a ira do SENHOR se acendeu naquele mesmo dia, e jurou, dizendo: 11 Certamente, os varões que subiram do Egito, de vinte anos para cima, não verão a terra que prometi com juramento a Abraão, a!saque e a Jacó, porquanto não perseveraram em seguir-me, 12 exceto Calebe, filho de Jefoné, o quenezeu, e Josué, filho de Num, porque perseveraram em seguir ao SENHOR. 13 Pelo que se acendeu a ira do SENHOR contra Israel, e fê-los andar errantes pelo deserto quarenta anos, até que se consumiu toda a geração que procedera mal perante o SENHOR. 14 Eis que vós, raça de homens pecadores, vos levantastes em lugar de vossos pais, para aumentardes ainda o furor da ira do SENHOR contra Israel. 15 Se não quiserdes segui-lo, também Ele deixará todo o povo, novamente, no deserto, e sereis a sua ruína. 16 Então, se chegaram a ele e disseram: Edificaremos currais aqui para o nosso gado e cidades para as nossas crianças; 17 porém, nós nos armaremos, apressandonos adiante dos filhos de Israel, até que os levemos ao seu lugar; e ficarão as nossas crianças nas cidades fortes, por causa dos moradores da terra. 18 Não voltaremos para nossa casa até que os filhos de Israel estejam de posse, cada um, da sua herança. 19 Porque não herdaremos com eles do outro lado do Jordão, nem mais adiante, porquanto já temos a nossa herança deste lado do Jordão,.ao oriente. 20 Então, Moisés lhes disse: Se isto fizereles assim, se vos armardes para a guerra perante o SENHOR, 21 e cada um de vós, armado, passar o Jordão perante o SENHOR, até que haja lançado fora os Seus inimigos de diante dele, 22 e a terra estiver subjugada perante o SENHOR, então, voltareis e sereis desobrigados perante o SENHOR e perante Israel; e a terra vos será por possessão perante o SENHOR. 23 Porém, se não fizerdes assim, eis quepecastes contra o SENHOR; e sabei que o vosso pecado vos há de achar. 24 Edificai vós cidades para as vossas crianças e currais para as vossas ovelhas; e cumpri o que haveis prometido. 25 Então, os filhos de Gade e os filhos de Rúben falaram a Moisés, dizendo: Como ordena meu senhor, assim farão teus servos. 26 Nossas crianças, nossas mulheres, nossos rebanhos e todos os nossos animais estarão aí nas cidades de Gileade, 27 mas os teus servos passarão, cada um armado para a guerra, perante o SENHOR, como diz meu senhor..,. ~ 28 Então, Moisés deu ordem a respeito deles a Eleazar, o sacerdote, e a Josué, filho de Num, e aos cabeças das casas dos pais das tribos dos filhos de Israel; 29 e disse-lhes: Se os filhos de Gade e os filhos de Rúben passarem convosco o Jordão, armado cada um para a guerra, perante o SENHOR, e a terra estiver subjugada diante de vós, então, lhes dareis em possessão a terra de Gileade; 1023
136 32:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 30 porém, se não passarem, armados, convosco, terão possessões entre vós na terra de Canaã. 31 Responderam os filhos de Gade e os filhos de Rúben, dizendo: O que o SENHOR disse a teus servos, isso faremos. 32 Passaremos, armados, perante o SENHOR à terra de Canaã e teremos a possessão de nossa herança deste lado do Jordão. 33 Deu Moisés aos filhos de Gade, e aos filhos de Rúben, e à meia tribo de Manassés, filho de José, o reino de Seom, rei dos amorreus, e o reino de Ogue, rei de Basã: a terra com as cidades e seus distritos, as cidades em toda a extensão elo país. 34 Os filhos de Gade edificaram Dibom, Atarote e Aroer; 35 Atarote-Sofã, Jazer e Jogbeá; 36 Bete-Ninra e Bete-Harã, cidades fortificadas, e currais de ovelhas. 37 Os filhos de Rúben edificaram Hesbom, Eleale e Quiriataim; 38 Nebo e Baai-Meom, mudando-lhes o nome, e Sibma; e deram outros nomes às cidades que edificaram. 39 Os filhos de Maquir, filho de Manassés, foram-se para Gileade, e a tomaram, e desapossaram os amorreus que estavam nela. 40 Deu, pois, Moisés Gileade a Maquir, filho de Manassés, o qual habitou nela. 41 Foi Jair, filho de Manassés, e tomou as suas aldeias; e chamou-lhes Havote-Jair. 42 Foi Noba e tomou a Quenate com as suas aldeias; e chamou-lhe Noba, segundo o seu nome. 1. Filhos de Rúben. Os rubenitas e gaditas acampavam no lado sul do tabernáculo. O mais provável é que não fossem vizinhos, mas que a tribo de Simeão ficasse entre eles (Nm 2:10-14). Rúben era o primogênito de Jacó e, portanto, é mencionado primeiro de acordo com a preferência tribal pelos mais velhos. Nos versículos seguintes, Gade é mencionado antes, já que esta foi a tribo que tomou a iniciativa de se estabelecer no lado leste do Jordão. O fato de terem vivido muito perto durante 38 anos influenciou que ficassem juntos em sua localização permanente. Gado em muitíssima quantidade. Em comparação com o restante dos israelitas. Não se diz como eles começaram a ter tanto gado (ver Jz 5:16, 17). A terra de Jazer. Em outras passagens, o nome designa uma cidade. Acredita-se que ficava ao norte ou noroeste de Rabate Amom. A terra de Gileade. É o nome de um distrito mencionado pela primeira vez em Gênesis 37:25, situado ao norte e ao sul do ribeiro do Jaboque. Era notável por seu solo fértil. O nome Gileade é, às vezes, usado para indicar todo o território ocupado por Israel a leste do J ordão. Lugar de gado. Neste território, ficava Basã, região conhecida por seu fino gado (ver SI 22:12). 2. Gade. Ele tomou a iniciativa de propor a ideia. Não se faz menção a Manassés, que também possuía muito gado e compartilhou o território a leste do Jordão com Gade e Rúben (ver Dt 3:12, 13; 4:43; 29:8; Js 12:6; 13:29, 31; 14:3; 18:7). 3. Atarote. Dada a Gade (v. 34). Dibom. No reino de Seom (Nm 21:29, 30) e também dada a Gade (v. 34). Jazer. Ver v. l. Outro lugar pertencente a Gade (v. 34). Ninra. Chamada de Bete-Ninra no v. 36, significando, talvez, "o lugar do leopardo". Hesbom. A capital de Seom, rei dos amorreus (Nm 21:26-28) e atribuída aos rubenitas (v. 37). Eleale. Ficava ao lado de Hesbom (v. 37; Is 15:4; 16:9; Jr 48:34). É provável que corresponda à moderna el-'al, a nordeste de Hesbom. 1024
137 NÚMEROS 32: 18 Sebã. Também grafada como Sibma (v. 38; Is 16:8, 9; Jr 48:32). Era famosa por suas vi nhas. ~.,. Nebo. Destinada aos rubenitas (v. 38). Beom. No v. 38, encontra-se Baal-Meom, cujo nome foi alterado pelos israelitas para Beom, a fim de eliminar a homenagem a Baal. Posteriormente, quando esse local caiu nas mãos dos moabitas, estes restauraram o nome completo, chamando o local de Bete-Meom (Jr 48:23). A cidade é denominada Bete Baal-Meom, em Josué 13: 17. Provavelmente foi atribuída aos rubenitas. Suas ruínas são conhecidas como Ma' in, na atualidade, e fica a cerca de 8 km ao sul do monte Nebo. 4. O SENHOR feriu. A saber, com a intenção de dá-la a Seu povo por herança (Nm 21:24, 25). 6. Ficareis vós aqui? Tendo em vista a relativa facilidade da conquista da região a leste do Jordão, Gade e Rúben sem dúvida pensavam que a área a oeste do ri o seria rapidamente ocupada. 7. Desanimais. Literalmente, "opor", "alienar". Moisés temia que a atitude das duas tribos induzisse as outras a se recusarem a cruzar o Jordão. O efeito seria, então, muito parecido ao do relatório dos espias desprovido de fé, que resultou na morte de uma geração inteira no deserto. 8. Vossos pais. Não só os ancestrais de duas tribos, mas de toda a nação. Cades-Barneia. Ver Nm 13:3, Vale de Escol. Ver Nm 13: Os espias desanimaram Israel de entrar na terra prometida, dizendo que os inimigos eram fortes demais para serem subjugados (Nm 13:31). 10. A ira do SENHOR. Ver Nm 14:21, Os varões [... ] não verão. Ver Nm 14:22, 23, 29, O quenezeu. Ver Nm 14:24. O mesmo nome é apresentado em Josué 14:6 e 14. Deriva de Quenaz (ver Gn 36:15, 42; 1Cr 1:36, 53). É possível que Quenaz fosse o antepassado comum de Otniel e Calebe, do qual veio o nome do pai de Otniel. Jefoné é chamado de quenezeu (Js 14:14). Perseveraram. Juntos (ver Nm 14:24, 30, 38). 14. Raça de homens pecadores. A palavra traduzida por "raça" neste versículo não é encontrada em nenhum outro lugar do AT. Moisés ficou extremamente incomodado com o apelo. 15. Se não quiserdes segui-lo. Como seus pais haviam feito e perecido no deserto. Sereis a sua ruína. O povo poderia então se recusar a atravessar o Jordão para consolidar a posse de Canaã. Depois de serem liberadas do serviço militar, com a bênção de Josué, as mesmas tribos provocaram um incidente que fez seus irmãos temerem, ainda que sem motivo, um castigo da ira de Deus (ver Js 22: 1-29). 16. Currais. Construídos de pedras encaixadas, sem nenhum tipo de massa ou cimento e sem telhado. Cidades. É provável que fossem moradias reformadas dos amorreus, que já estavam construídas. Um ponto fraco desse plano era que as mulheres e crianças, o gado e as ovelhas não poderiam ser deixados num território recém-conquistado e hostil, sem uma força poderosa e bem armada para os proteger. 17. Nós nos armaremos. Literalmente, "nós nos equiparemos para a guerra com pressa". Eles estavam prometendo não demorar de maneira alguma para atravessar o Jordão, e agir como uma unidade de frente ou uma vanguarda adiante do exército principal (ver Dt 3:1 8; Js 4:12). Moradores. Os amorreus e moabitas, que antes ocupavam o território (Nm 21: 26). 18. Até. Uma promessa de cumprir seu dever para com a nação até o término da conquista de Canaã. Gade já havia realizado a primeira parte, isto é, tinha ocupado o território de Seom e Ogue, e cumprira a ordem do Senhor (Dt 33:21). A tribo manteve a promessa de ajudar seus irmãos a ocupar Canaã. 1025
138 32:19 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 19. Não herdaremos. Eles negaram qualquer desejo de reivindicar uma herança a oeste do Jordão. Deste lado do Jordão. A mesma palavra hebraica é traduzida por" do outro lado" e "deste lado". Provém do verbo "atravessar", "cruzar". O substantivo derivado significa "a região além" e, no masculino plural, se aplica aos hebreus. 20. Perante o SENHOR. Yahweh é conhecido como o Deus das batalhas, que ia à frente da nação em marcha para confundir os inimigos (ver Nm 21:14; Js 4:5, ll-13; 6:8, 9; Jz 5:23). 22. Desobrigados. A palavra traduzida desta maneira se origina do verbo "estar limpo", "estar isento de punição". O segundo sentido é o mais adequado neste contexto. Por possessão perante o SENHOR. Ou ~ ~~- seja, com a plena aprovação do Senhor. 23. O vosso pecado vos há de achar. Literalmente, "e conheçais o vosso pecado, que vos há de achar". Deus expressou a mesma ideia ao se dirigir a Caim: "o pecado jaz à porta" (Gn 4:7). 25. Como ordena meu senhor. Um toque tipicamente oriental, uma vez que aquilo que Moisés declarara era exatamente o que eles mesmos haviam sugerido (v. 17). 26. Cidades de Gileade. Estes locais fortificados eram, antes, ocupados pelos inimigos. 27. Cada um armado. Para ficar de guarda a leste do Jordão, além de uma força expedicionária para acompanhar o exército principal de israelitas do outro lado do rio. 28. Deu ordem[... ] a Eleazar. Moisés sabia que não atravessaria o Jordão. Por isso, colocou sobre Eleazar e Josué a responsabilidade de garantir que Rúben e Gade cumprissem suas promessas (ver Js 1:13, 14; 22: 1-6). 29. A terra de Gileade. Nessa época, eles ainda não possuíam todo o território de Gileade. Estavam fortificando uma série de cidades, não só para transformar em refcjgios seguros para as famílias, mas também para servir de fortalezas, das quais podiam completar a sujeição da terra. 30. Passarem. A promessa registrada no v. 17 devia ser integralmente cumprida; caso contrário, eles seriam obrigados a habitar a oeste do Jordão. 31. Isso faremos. Eles reiteraram e confirmaram a promessa a Moisés (v. 25), invocando o nome de Yahweh em evidência de sua boa fé. 32. Deste lado do Jordão. Confirmando as promessas anteriores na presença de Eleazar e Josué, eles se referiram ao lado leste do Jordão como "deste lado", pois eles se encontravam na terra de Gileade. 33. Meia tribo de Manassés. Seus componentes eram conhecidos como guerreiros (Js 17:1) e, como havia espaço, também receberam uma posse em Gileade. Fica claro que a meia tribo de Manassés tinha cooperado na conquista de Gileade (ver v. 39) e talvez tenha dominado certas porções sem ajuda. Seom. Os territórios de Seom e Ogue foram os primeiros a ser tomados pelos israelitas, e os habitantes foram sujeitados (ver Nm 21:24, 29; 2Rs 15:29). 34. Os filhos de Gade edificaram. A lista de cidades citada nos v. 34 a 38 é bem próxima à do v. 3. Outra lista mais completa pode ser conferida em Josué 13: Dibom. Este é o lugar onde foi encontrada a pedra moabita, em Esta cidade constantemente mudava de donos. Nesta passagem, é atribuída a Gade. Em Josué 13:17, figura na lista de Rúben (ver também Nm 21:30; Is 15:2; Jr 48:18, 22). A construção dessas cidades deve se referir à restauração dos estragos da guerra. Os habitantes foram destruídos, mas não as cidades (Dt 2:34, 35). Jeroboão recebeu o crédito de "construir" Siquém, quando, na verdade, apenas a reconstruiu (lrs 12:25). De maneira semelhante, Uzias "edificou" Elate ao restaurá-la para Judá (2Rs 14:22). Atarote. A moderna Attarus, cerca de 11 km ao norte de Dibom, a moderna Dhiban. 1026
139 NÚMEROS 32:42 Aroer. Uma cidade dos amorreus conquistada por Seom (Dt 2:36; 3: 12; 4:48). Seu nome moderno é 'An'i'ir, e fica próximo ao rio Arnom, cerca de cinco km ao sul da moderna Dibhan. O mesmo nome é encontrado em Josué 13:25, Juízes 11:33 e 1 Samuel30: Atarote-Sofã. Sua localização ainda não foi identificada. Jazer. Significa "útil". A mesma Jazer do v. 3. Jogbeá. Hoje Jubeihât, cerca de lo km a noroeste de Rabate-Amom. 36. Bete-Ninra. Talvez corresponda à moderna Tell el-bleibil, lo km a leste do Jordão e cerca de 13 km ao norte do Mar Morto. Bete-Harã. Alguns afirmam que é a moderna Tell Iktaníl, cerca de 11 km a nordeste da foz do rio Jordão. Cidades fortificadas. Para a proteção das mulheres e crianças deixadas para trás com uma tropa de segurança. Currais de ovelhas. Eles seriam construídos dentro da proteção das fortificações exteriores. A terra tinha excelentes pastagens, como bem sabiam os moabitas (2Rs 3:4). 37. Os filhos de Rúben edificaram. Novamente, a ideia de reformar e tornar habitáveis e seguras as cidades danificadas pela guerra. Hesbom. Outra cidade que passou por ~ ~ muitas mudanças de posse. Foi dos amorreus (Nm 21:25); esteve, como nesta passagem, sob o controle de Rúben (Js 13:15-17); depois Gade a possui (Js 21 :39); e, mais uma vez, Moabe a conquistou (Is 15:4; 16:9; Jr 48:2). Por fim, caiu sob o domínio dos filhos de Amom (Jr 49: 1-3). Quiriataim. Registrada como a cidade do povo gigante chamado de emins (Gn 14:5). É provável que se trate de el-qereiyât, entre Dhiban e o Mar Morto. 38. Nebo. Provavelmente relacionado com as palavras hebraicas "profetizar" e "profeta". Talvez corresponda a K.lúrbet el lviehhaiyet, cerca de 8 km a sudeste de Hesbom e próximo ao monte Nebo, onde Moisés faleceu (ver Dt 32:49), a leste da extremidade norte do Mar Morto. Deram outros nomes. Literalmente, "mudaram de nome". Os nomes de Nebo e Baal-Meom foram mudados porque representavam deuses cuja adoração era centralizada nestes locais. Contudo, os nomes antigos persistiram (Js 13:17; Ez 25:9). Sibma. Ver com. do v. 3. Edificaram. Mais uma vez, o sentido de reconstrução ou reforma (ver 1 Rs 9: 17; 2Cr 11:6). 39. Gileade. Talvez a passagem se refira apenas à parte norte, não no sentido geral, como nos v. 1, 26 e Jair. Este era filho de Segube, o filho de Hezrom, que havia se casado com a filha de Maquir (lcr 2:21, 22), um filho de Manassés. Havote-Jair. Literalmente, "as aldeias de Jair" (cf. Js 13:30). Estas, ou talvez outro grupo de vilas sem muros, são mencionadas mais tarde (Jz 10:4; lrs 4:13; 1Cr 2:22, 23). 42. Noba. Ver Jz 8:11. Sem dúvida, era um príncipe de renome. Quenate. Identificada com Qanawât, quase 100 km a leste do mar da Galileia (ver 1 C r 2:23). Chamou-lhe Noba. É provável que 60 aldeias tenham sido tomadas. Jair, por ser o líder da expedição, ficou com 23 para si e dividiu o restante entre aqueles que participaram da campanha. Noba foi um deles. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE 12- PP,
140 33:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA CAPÍTULO 33 1 As caminhadas dos israelitas. 50 Os cananeus devem ser destruídos. t_ ~> 1 São estas as caminhadas dos filhos de Israel que saíram da terra do Egito, segundo os seus exércitos, sob as ordens de Moisés e Arão. 2 Escreveu Moisés as suas saídas, caminhada após caminhada, conforme o mandado do SENHOR; e são estas as suas caminhadas, segundo as suas saídas: 3 partiram, pois, de Ramessés no décimo quinto di a do primeiro mês; no di a seguinte ao da Páscoa, saíram os filhos de Israel, corajosamente, aos olhos ele todos os egípcios, 4 enquanto estes sepultavam todos os seus primogênitos, a quem o SE NHOR havia ferido entre eles; também contra os deuses executou o SENHOR juízos. 5 Partidos, pois, os filhos de Israel de Ramessés, acamparam-se em Sucote. 6 E partiram de Sucote e acamparam-se em Etã, que está no fim do deserto. 7 E partiram de Etã, e voltaram a Pi-Hairote, que está defronte de Baal-Zefom, e acamparam -se diante ele Migdol. 8 E partiram de Pi-Hairote, passaram pelo meio do m ar ao deserto e, depois de terem andado caminho ele três dias no deserto de Etã, acamparam-se em!\!iara. 9 E partiram de Mara e vieram a Elim. Em Elim, havia doze fontes de águas e setenta palmeiras; e acamparam-se ali. lo E partiram de Elim e acamparam-se junto ao M ar Vermelho; 11 partiram do Mar Vermelho e acamparam -se no deserto de Sim; 12 partiram do deserto ele Sim e acamparam-se em Dofca; 13 partiram de Dofca e acamparam-se em Alus; 14 partiram de Alus e acamparam-se em Refidim, porém não havia ali água, para que o povo bebesse; 15 partiram de Refidim e acamparam-se no deserto elo Sinai; 16 partiram do deserto do Sinai e acamparam-se em Quibrote-Hataavá; 17 partiram de Quibrote-Hataavá e acamparam-se em Hazerote; Ritma; 18 partiram de Hazerote e acamparam-se em 19 partiram de Ritma e acamparam-se em Rimom-Perez; 20 partiram de Rimom-Perez e acamparamse em Libna; 21 partiram de Libna e acamparam-se em Rissa; 22 partiram de Rissa e acamparam-se em Queelata; 23 partiram de Queelata e acamparam-se no monte Sefer; 24 partira m do monte Sefer e acamparamse em Harada; 25 partiram ele Harada e acamparam-se em Maquelote; 26 partiram ele Maquelote e acamparam-se em Taate; 27 partiram de Taate e acamparam-se e m Tera; Mitca; 28 partiram de Tera e acamparam-se em 29 partiram de Mitca e acamparam-se em Hasmona; 30 partiram de Hasmona e acampara m-se em Moserote; 31 partiram de Moserote e acampara m-se em Benê-Jaacã; 32 partiram de Benê-Jaacã e acamparam-se em Hor-Hagidgade; 33 partiram de Hor-Hagidgade e acamparam-se em Jotbatá; 34 partiram de Jotbatá e acamparam-se em Abrona; 1028
141 NÚMEROS 33:4 35 partiram de Abrona e acamparam-se em Eziom-Geber; 36 partiram de Eziom-Geber e acamparam -se no deserto de Zim, que é Cades; 37 partiram de Cades e acamparam-se no monte Hor, na fronteira da terra de Edom. 38 Então, Arão, o sacerdote, subiu ao monte Hor, segundo o mandado do SENHOR; e morreu ali, no quinto mês do ano quadragésimo da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no primeiro dia do mês. 39 Era Arão da idade de cento e vinte e três anos, quando morreu no monte Hor. 40 Então, ouviu o cananeu, rei de Arade, que habitava o Sul da terra de Canaã, que chegavam os filhos de Israel. 41 E partiram do monte Hor e acamparam -se em Zalmona; 42 partiram de Zalmona e acamparam-se em Punom; 43 partiram de Punom e acamparam-se em O bote; 44 partiram de Obote e acamparam-se em Ijé-Abarim, no limite de IVIoabe; 45 partiram de Ijé-Abarim e acamparam-se em Dibom-Gade; 46 partiram de Dibom-Gade e acamparamse em Almom-Diblataim; 47 partiram de Almom-Diblataim e acamparam-se nos montes de Abarim, defronte de Nebo; 48 partiram dos montes de Abarim e acamparam-se nas campinas de IVIoabe, junto ao Jordão, na altura de Jericó. 49 E acamparam-se junto ao Jordão, desde Bete-Jesimote até Abel-Sitim, nas campinas de IVIoabe. 50 Disse o SENHOR a Moisés, nas campinas de IVIoabe, junto ao Jordão, na altura de Jericó: 51 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando houverdes passado o Jordão para a terra de Canaã, 52 desapossareís de diante de vós todos os moradores da terra, destruireis todas as pedras com figura e também todas as suas imagens fundidas e deitareis abaixo todos os seus ídolos; 53 tomareis a terra em possessão e nela habitareis, porque esta terra, Eu vo-la dei para a possuirdes; 54 herdareis a terra por sortes, segundo as vossas famílias; à tribo mais numerosa dareis herança maior; à pequena, herança menor. Onde lhe cair a sorte, esse lugar lhe pertencerá; herdareis segundo as tribos de vossos pais. 55 Porém, se não desapossardes de diante de vós os moradores da terra, então, os que deixardes ficar ser-vos-ão como espinhos nos vossos olhos e como aguilhões nas vossas ilhargas e vos perturbarão na terra em que habitardes. ~ ~ 56 E será que farei a vós outros como pensei fazer-lhes a eles. 1. As caminhadas. Do verbo hebraico que significa "desarraigar", como se faz com estacas de tendas. A referência é às distâncias percorridas entre um acampamento e outro, quando eles "desarraigavam" as estacas e partiam para um novo local. Segundo os seus exércitos. Literalmente, "de acordo com suas hostes", sugerindo uma disposição ordenada (ver Êx 12:41, 51; 13:18). Sob as ordens de Moisés e Arão. Ver Êx 12:1, 28, 50. Os dois cumpriram a tarefa de pastores e ministros escolhidos. 2. Escreveu Moisés. Moisés era o cronista dos acontecimentos, e escreveu "conforme o mandado do SENHOR" (ver Êx 17: 14; 24:4; 34:27; Dt 31:9, 24). 3. Ramessés. Mencionado também em G ênesis 47:1 1; ver com. de Êxodo 1:11; e 12: Os seus primogênitos. Ver Êx 12: Contra os deuses. Ver com. de Êx 7: 17; 8:2; 12:12; ver também Is 19:1; Jr 43:12. O Senhor 1029
142 33:5 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA tomou medidas semelhantes mais tarde com respeito aos deuses da Babilônia (Is 21:9). 5. Sucote. Ver com. de Êx 12: Etã. Ver com. de Êx 13: Pi-Hairote. Em relação aos lugares mencionados neste versículo, ver com. de Êxodo 14:2. 8. Meio do mar. Ver com. de Êx 14: Mara. A palavra traduzida desta forma provém do verbo "ser amargo", "estar aflito" (ver com. de Êx 15:23-25). 9. Elim. Ver com. de Êx 15:27. A palavra traduzida desta maneira provém de um verbo que significa "ser o primeiro", "ser forte". O substantivo se aplica ao carvalho, ao pinheiro e também a moitas de árvores onde era realizada a adoração a ídolos. 11. Deserto de Sim. Não deve ser confundido com o deserto de Zim mencionado em Números 13: Dofca. Dofca e Alus não são mencionados em nenhuma outra passagem nas Escrituras, nem podem ser identificados com algum lugar conhecido da atualidade. 14. Refidim. Ver com. de Êx 17:1,8 e 19:2. Não havia ali água, para que o povo bebesse. Ver com. de Êx 17:2-6. Refidim também foi o lugar do ataque dos amalequitas (ver com. de Êx 17:8-12; ver também 1Sm 15:2), que infligiram grandes perdas aos que ficavam para trás, mas estes adversários foram derrotados por Josué e suas forças. 15. Deserto do Sinai. Ver com. de Êx 3:1; 19: Quibrote-Hataavá. Literalmente, "as sepulturas de seus desejos" (ver Nm 11:34). Muitos morreram neste lugar por reclamar do maná. Também foi neste lugar que Deus derramou Seu espírito sobre os 70 anciãos. 17. Hazerote. Ver a atitude invejosa de Miriã e Arão em relação a Moisés neste lugar (Nm 11:35; 12:1, lo). 18. Ritma. Nome de uma planta. A mesma raiz hebraica é traduzida por "zimbro" (ver lrs 19:5; Jó 30:4). Alguns identificam Ritma com Wadi Retemat, mas não há certeza. 19. Rimom-Perez. Não é citado em nenhum outro lugar do AT. A segunda metade do nome aparece com frequência em outras combinações (2Sm 5:20; 6:8; 1Cr 13:11; 14:11). 20. Libna. Provavelmente um acampamento que não ficava perto de nenhuma comunidade habitada. O radical da palavra significa "ser branco", e o nome pode se dever a formações calcárias nas proximidades. Talvez o nome próprio "Labão" seja uma variante do mesmo radical. Em Josué 10:29 e 15:42 é citada outra cidade com o mesmo nome. A palavra hebraica para "lua" vem do mesmo radical, talvez em referência a sua luz pálida. É possível que o nome indique alguma relação com o culto à Lua. 21. Rissa. É fácil ocorrer modificação na pronúncia e grafia de nomes próprios. Já se sugeriu que Rissa equivale a Rasa, que fica a cerca de 25 km de Eziom-Geber. 22. Queelata. Nada se sabe ao certo a respeito dos lugares mencionados nos v. 22 a Hasmona. Alguns acreditam que corresponda a Hesmom (Js 15:27). 30. Moserote. É provável que se trate de Mosera (Dt 10:6), onde ocorreu a morte e o sepultamento de Arão e a consagração do sucessor Eleazar, como sumo sacerdote. 31. Benê-Jaacã. Sua localização é desconhecida (ver Dt 10:6). 32. Hor-Hagidgade. Também de localização desconhecida. Pode ser o mesmo lugar mencionado em Deuteronômio 10:7, com uma grafia diferente. 1 ~ 33. Jotbatá. Já se sugeriu que Jotbá (2Rs 21:19) represente o mesmo local (ver também Dt 10:7). 34. Abrona. Localização desconhecida. 35. Eziom-Geber. Ver Dt 2:8; 1Rs 9:26; 22:48; 2Cr 8:17; 20:36. Um porto para os barcos mercantes do rei Salomão, na 1030
143 NÚMEROS 33:56 extremidade norte do golfo de Áqaba. Hoje o local é conhecido como Tell el-kheleifeh. 36. Cades. Ver Nm 20:1. Esta é Cades Barneia, na fronteira com Canaã. 40. Rei de Arade. Ver Nm 21:1. Este versículo parece fora de lugar no contexto. 41. Zalmona. Localização desconhecida; poder ser comparada com os montes Zalmom (Sl68:14) e Salmom (Jz 9:48). 42. Punom. O nome Pinom é uma provável variação ortográfica do mesmo termo (ver Gn 36:41; 1Cr 1:52). O local é identificado com a moderna Feinân, 40 km ao sul do Mar Morto. 43. Ohote. Ver Nm 21: Ijé-Aharim. Ver com. de Nm 21: Dihom-Gade. Ver Nm 21:30; 32:34. Alguns trajetos do êxodo são de difícil identificação. 46. Almom-Dihlataim. Talvez o mesmo local chamado de Bete-Diblataim, em Jeremias 48: Abarim. Ver com. de Nm 21:11; ver também Nm 27:12; e Jr 48: Campinas de Moahe. Ver com. de Nm 22: Bete-Jesimote. Ver Js 12:3; 13:20; e Ez 25:9. Já se sugeriu que a moderna Tell el-'azeimeh, entre o monte Nebo e o Jordão, seja o local correspondente. Abel-Sitim. Ver Nm 25:1. Talvez correspanda à moderna Tell el-hannnâm, cerca de 8 km ao norte de Bete-Jesimote. 50. Disse o SENHOR. Deus deu instruções específicas acerca da lei da posse da terra de Canaã. 51. Quando houverdes passado. Ver Nm 34:2; 35:10; Dt 11:31; 18: Desapossareis. Não se deveria permitir que os antigos habitantes permanecessem na terra, pois eram devotos à idolatria e corromperiam Israel (ver Êx 23:33; Dt 20:16-18). Pedras com figura. Pode ser uma referência às figuras talhadas nos pilares dentro dos templos a ídolos, como é comum na Índia hoje. Ídolos. Ou, "altos" (ARC). Nesse caso, seria uma referência aos santuários e altares pagãos construídos nos morros e colinas. 53. Tornareis a terra em possessão. Sobre este procedimento e o processo, ver Êxodo 23:29 e 30 e Deuteronômio 7: Por sortes. Ver as instruções em Números 26: Onde lhe cair a sorte. Até mesmo para a herança de cada família. 55. Espinhos. Compare com a linguagem de Josué 23:13, Ezequiel 28:24 e de Paulo (2Co 12:7). E vos perturbarão. Seriam fonte contínua de incômodos (ver Jz 2:18; 4:3; 6:6). 56. Farei a vós outros. Na verdade, os habitantes idólatras de Canaã nunca foram exterminados por completo. Sua negativa influência continuou ao longo de toda a história de Israel, que por isso enfrentou os juízos de Deus (ver Jz 3:8, 14; 6:2). COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE 55- PP,
144 34: l COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA CAPÍTULO 34 1 Os limites da terra. 16 O nome dos homens que dividiriam a terra. I Disse mais o SENHOR a Moisés: 2 Dá ordem aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra de Canaã, será esta a que vos cairá em herança: a terra de Canaã, segundo os seus limites. 3 A região sul vos será desde o deserto de ~ ~ Zim até aos limites de Edom; e o limite do sul vos será desde a extremidade do mar Sa lgado para o lado oriental. 4 Este limite vos irá rodeando do sul para a subida ele Acrabim e passará até Zim; e as suas saídas serão elo sul a Cacles-Barneia; e sairá a Hazar-Aclar e passará a Azmom. 5 Rodeará mais este limite de Azmom até ao ribeiro elo Egito; e as suas saídas serão para o lado elo mar. 6 Por vosso limite ocidental tereis o mar Grande; este vos será a fronteira do ocidente. 7 Este vos será o limite do norte: desde o mar Grande marcareis ao monte Hor. 8 Desde o monte Hor marcareis até à entrada de Hamate; e as saídas deste limite serão até Zedade; 9 dali, seguirá até Zifrom, e as suas saídas serão em Hazar-Enã; este vos será o limite do norte. lo E, por limite do lado oriental, marcareis de Hazar-Enã até Sefã. ll O limite descerá desde Sefã até Ribla, para o lado oriental ele Aim; depois, descerá este e irá ao longo da borda elo mar de Quinerete para o lado oriental; 12 descerá ainda ao longo do Jordão, e as suas saídas serão no mar Salgado; esta vos será a terra, segundo os limites de seu contorno. 13 Moisés deu ordem aos filhos de Israel, dizendo: Esta é a terra que herdareis por sortes, a qual o SENHOR mandou dar às nove tribos e à meia tribo. 14 Porque a tribo dos filhos dos rubenitas, segundo a casa de seus pais, e a tribo elos filhos dos gaditas, segundo a casa de seus pais, já receberam; também a meia tribo de Manassés já recebeu a sua herança. 15 Estas duas tribos e meia receberam a sua herança deste lado elo Jordão, na altura de Jericó, do lado oriental. 16 Disse mais o SENHOR a Moisés: 17 São estes os nomes dos homens que vos repartirão a terra por herança: Eleazar, o sacerdote, e Josué, filho de Num. 18 Tomareis mais de cada tribo um príncipe, para repartir a terra em herança. 19 São estes os nomes elos homens: da tribo ele Judá, Calebe, filho de Jefoné; 20 da tribo dos filhos de Simeão, Samuel, filho de Amiúde; 21 da tribo de Benjamim, Elidade, filho de Quislom; 22 da tribo dos filhos de Dã, o príncipe Buqui, filho ele Jogli; 23 dos filhos de José, da tribo dos filhos de Manassés, o príncipe Haniel, filho de Éfode; 24 da tribo dos filhos de Efraim, o príncipe Quemuel, filho de Siftã; 25 da tribo dos fi lhos de Zebulom, o príncipe Elizafã, filho de Parnaque; 26 da tribo dos filhos de Issacar, o príncipe Paltiel, filho de Azã; 27 da tribo dos fi lhos de Aser, o príncipe Aiúde, filho de Selomi; 28 da tribo dos filhos de Naftali, o príncipe Pedael, filho de Amiúde. 29 A estes o SEN HOR ordenou que repartissem a herança pelos filhos de Israel, na terra de Canaã. 1032
145 NÚMEROS 34:13 1. Disse mais o SENHOR. Isto se deu no mesmo lugar onde falara a Moisés sobre a entrada em Canaã (Nm 33:50), pois os israelitas não haviam se locomovido desde então. 2. Quando entrardes. No território entre o Jordão e o mar Mediterrâneo (ver Nm 32:32; ]s 22:11, 32). 3. A região sul. Literalmente, "seu lado sul". Mar Salgado. O Mar Morto, onde convergiam os limites oriental e meridional. Em Ezequiel47:18, o profeta o chama de "mar do oriente" (ver também Gn 14:3; Dt 3: 17; 4:49). 4. Este limite vos irá rodeando. Ou seja, a linha de fronteira iria na direção sudoeste. A subida de Acrabim. Isto é, "a passagem dos escorpiões", sugerindo que os escorpiões eram numerosos nas redondezas (ver ]s 15:3; ]z 1:36). Acredita-se, de modo geral, que o local corresponda a Naqb es-safa, uma passagem de 22 km que leva para o noro- este do Arabá. Zim. O deserto de Zim pode ter recebido seu nome por causa deste lugar, mencionado só aqui e em Josué 15:3. Do sul a Cades-Barneia. Ver com. de Nm 13:17, 32. Hazar-Adar. Ver Josué 15:4, onde é mencionada a forma curta do nome, Adar, e Hezrom como um local separado. Foi identificado com Khirbet el-qudeirat. Azmom. Local não identificado. Alguns comentaristas sugerem que corresponda à moderna 'Ain el-qoseimeh. 5. Rodeará. Literalmente, "farás uma volta", ou seja, para uma direção mais ocidental. Ribeiro do Egito. Não o rio Nilo, mas o Wadi el-'arish, que deveria formar a fronteira ocidental de Israel, até chegar ao mar Mediterrâneo, cerca de 80 km abaixo de Gaza. Este deveria ser o limite com o Egito. 6. Mar Grande. O Mediterrâneo. 7. Monte Hor. Não é o mesmo monte i ~~> Hor, na fronteira de Edom (Nm 20:22; 33:38), onde Arão morreu. A localização deste monte é desconhecida; alguns comentaristas o identificam com um dos cumes do monte Líbano. 8. Entrada de Hamate. O vale do Orontes ou o moderno Lebweh, 112 km a sudoeste de Hamate, no mesmo vale. Acredita-se que a palavra traduzida por "entrada" é parte do nome de um lugar diferente e que não se refere a Hamate. Lebweh, ou o vale do Orontes, poderia ser chamado, com propriedade, de "entrada de Hamate", da perspectiva de alguém que se aproximava de Hamate pelo sul. 9. Zifrom. Não há uma identificação certa com um lugar da atualidade. Alguns sugerem que "Sibraim" (Ez 47: 16) consiste numa variante ortográfica deste nome. Hazar-Enã. Marcava o término da fronteira setentrional, formando a extremidade nordeste (ver Ez 4 7: 17; 48: 1). Existe a possibilidade de que Qaryatein seja a localização moderna deste lugar. O nome hebraico significa "o pátio da fonte", provável referência a uma fonte de água nas proximidades. 10. Sefã. Localização desconhecida. Marcava a ponta sul da fronteira oriental. 11. Ribla. Sem dúvida, ficava perto do rio Jordão, mas a localização exata é desconhecida. Aim. Literalmente, "primavera". Como nenhum outro nome de lugar é associado à palavra "primavera", não se pode identificar Aim. Quinerete. O mar de Galileia. É provável que o nome Quinerete se origine do lugar mencionado em Josué 19:35 (ver também Dt 3: 17). As palavras "da borda do" se referem às ladeiras montanhosas do nordeste do mar de Galileia. Uma tradução melhor seria "declives". A NVI traz "encostas". 12. Os limites. Ou seja, a fronteira oriental. 13. Nove tribos e [... ] meia tribo. Duas tribos e meia se estabeleceram do outro lado do Jordão (ver v ). 1033
146 34:15 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 15. Deste lado do Jordão. Ou, "além do Jordão". 17. São estes os nomes. Foram nomeados homens responsáveis, cujas decisões seriam respeitadas (ver Nm 26:54-55). Eleazar e Josué deviam supervisionar a divisão da terra na presença de Deus à porta do tabernáculo (Js 18:6, 8, lo; 19:51). 18. De cada tribo um príncipe. Homens respeitados e de autoridade se uniram a Eleazar, o sumo sacerdote, e a Josué, o comandante chefe do exército. Desse modo, a imparcialidade e a igualdade na divisão da terra foram garantidas. 20. Samuel. A KJV traz uma variante ortográfica (Shemuel), mas o nome é o mesmo de Samuel (ver lsm 1:20; lcr 7:2). Amiúde. Ver Nm 1: Elidade. Confira uma variante ortográfica em Números 11: Buqui. O mesmo nome é encontrado em Esdras 7:4; e em l Crônicas 25:4 e l3 há uma grafia diferente. 23. Haniel. Ver lcr 7: Quemuel. Nome encontrado em outras passagens, mas em referência a outras pessoas (Gn 22:21 ; lcr 27:1 7). 25. Elizafã. Ver Nm 3: Paltiel. Ver 2Sm 3:15. A exatidão com que a Inspiração preservou o registro dos limites das atribuições de terra feitas às diversas tribos enfatiza a ordem com que se deve proceder na obra de Deus. Nada pode ser deixado ao acaso; tudo deve ser planejado e executado cuidadosamente. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE l-13 - PP, 511 CAPÍTULO 35 1 As 48 cidades para os levitas, com seus arredores e a extensão delas. 6 Seis dentre elas são cidades de refúgio. 9 As leis quanto ao homicídio. 31 Nenhuma satisfação para o homicida. l Disse mais o SENHOR a Moisés, nas campinas de Moabe, junto ao Jordão, na altura de Jericó: 2 Dá ordem aos filhos de Israel que, da herança da sua possessão, deem cidades aos levitas, em que habitem; e também, em torno delas, dareis aos levitas arredores para o seu gado. 3 Terão eles estas cidades para habitá-las; porém os seus arredores serão para o gado, para os rebanhos e para todos os seus animais. 4 Os arredores das cidades que dareis aos levitas, desde o muro da cidade para fora, serão de mil côvados em redor. 5 Fora da cidade, do lado oriental, medireis dois mil côvados; do lado sul, dois mil côvados; do lado ocidental, dois mil côvados e do lado norte, dois mil côvados, ficando a cidade no meio; estes lhes serão os arredores das cidades. 6 Das cidades, pois, que dareis aos levitas, seis haverá de refúgio, as quais dareis para que, nelas, se acolha o homicida; além destas, lhes dareis quarenta e duas cidades. 7 Todas as cidades que dareis aos levitas serão quarenta e oito cidades, juntamente com os seus arredores. 8 Quanto às cidades que derdes da herança dos filhos de Israel, se for numerosa a tribo, tornareis muitas; se for pequena, tornareis poucas; 1034
147 NÚMEROS 34:26 cada um dará das suas cidades aos levitas, na proporção da herança que lhe tocar. 9 Disse mais o SENHOR a Moisés: lo Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando passardes o Jordão para a terra de Canaã, ll escolhei para vós outros cidades que vos sirvam ele refúgio, para que, nelas, se acolha o homicida que matar alguém involuntariamente. 12 Estas cidades vos serão para refúgio do vingador do sangue, para que o homicida não morra antes de ser apresentado perante a congregação para julgamento. 13 As cidades que derdes serão seis cidades de refúgio para vós outros. 14 Três destas cidades dareis deste lado do Jordão e três dareis na terra de Canaã; cidades de refúgio serão. 15 Serão de refúgio estas seis cidades para os filhos de Israel, e para o estrangeiro, e para o que se hospedar no meio deles, para que, nelas, se acolha aquele que matar alguém involuntariamente. 16 Todavia, se alguém ferir a outrem com instrumento de ferro, e este morrer, é homicida; o homicida será morto. 17 Ou se alguém ferir a outrem, com pedra na mão, que possa causar a morte, e este morrer, é homicida; o homicida será morto. 18 Ou se alguém ferir a outrem com instrumento de pau que tiver na mão, que possa causar a morte, e este morrer, é homicida; o homicida será morto. 19 O vingador do sangue, ao encontrar o homicida, matá-lo-á. 20 Se alguém empurrar a outrem com ódio ou com mau intento lançar contra ele alguma coisa, e ele morrer, 21 ou, por inimizade, o ferir com a mão, e este morrer, será morto aquele que o feriu; é homicida; o vingador do sangue, ao encontrar o homicida, matá-lo-á. 22 Porém, se o empurrar subitamente, sem inimizade, ou contra ele lançar algum instrumento, sem mau intento, 23 ou, não o vendo, deixar cair sobre ele alguma pedra que possa causar-lhe a morte, e ele morrer, não sendo ele seu inimigo, nem o tendo procurado para o mal, 24 então, a congregação julgará entre o matador e o vingador elo sangue, segundo estas leis, 25 e livrará o homicida da mão elo vingador do sangue, e o fará voltar à sua cidade de refúgio, onde se tinha acolhido; ali, ficará até à morte elo sumo sacerdote, que foi ungido com o santo óleo. 26 Porém, se, de alguma sorte, o homicida <4t sair dos limites da sua cidade de refúgio, onde se tinha acolhido, 27 e o vingador do sangue o achar fora dos limites dela, se o vingador elo sangue matar o homicida, não será culpado do sangue. 28 Pois deve ficar na sua cidade de refúgio até à morte do sumo sacerdote; porém, depois da morte deste, o homicida voltará à terra da sua possessão. 29 Estas coisas vos serão por estatuto de direito a vossas gerações, em todas as vossas moradas. 30 Todo aquele que matar a outrem será morto conforme o depoimento das testemunhas; mas uma só testemunha não deporá contra alguém para que morra. 31 Não aceitareis resgate pela vida do homicida que é culpado de morte; antes, será ele morto. 32 Também não aceitareis resgate por aquele que se acolher à sua cidade de refúgio, para tornar a habitar na sua terra, antes da morte do sumo sacerdote. 33 Assim, não profanareis a terra em que estais; porque o sangue profana a terra; nenhuma expiação se fará pela terra por causa do sangue que nela for derramado, senão com o sangue daquele que o derramou. 34 Não contaminareis, pois, a terra na qual vós habitais, no meio da qual Eu habito; pois Eu, o SENHOR, habito no meio dos filhos de Israel. 1035
148 35:2 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 2. Cidades aos levitas, em que habitem. Os levitas não receberam terras, vinhas, olivais, etc., como herança. No entanto, era justo que tivessem casas adequadas para morar; por isso, foram destinadas cidades para lhes servir de lar (Lv 25:32). Arredores. Literalmente, "campo aberto" ou "terra de pastagens", do verbo "levar para fora". A referência é à área rural fora da cidade, à qual o gado podia ser levado para pastar, ou que podia ser usada para cultivar hortas. "Arredores", conforme usado nesta passagem, é equivalente à expressão "áreas comuns" em português, referindo-se ao espaço aberto comum a toda a comunidade (ver Ez 48:10-20). 3. Gado. Os animais de grande porte, como bois e camelos. Animais. Possível referência a ovelhas e bodes, ou talvez inclua todos os tipos de animais. 4. Mil côvados. Cerca de 400 metros. Fora dos limites da cidade, era destinada uma porção de terra para o gado, hortas, parques recreativos e para sepultar os falecidos. 6. Das cidades [... ] seis haverá de refúgio. Três em Canaã e três do lado leste do Jordão (ver Nm 35:14; Dt 4:43; Js 20:7, 8). Acolha. As cidades de refúgio eram um santuário e, por isso, um tipo de Cristo, que acolhe o pecador que recorre a Ele em fé (ver Êx 21:13; Dt 19:2-9; Sl46:1; 142:5; Is 4:6 ; Rm 8: 1, 33, 34; Fp 3:9; Hb 6:18, 19). 7. Quarenta e oito. Ver Js 21: Na proporção da herança. As cidades seriam distribuídas de acordo com a população (ver Nm 26:54; 33:54; Js 21:16-32). 11. Involuntariamente. De uma palavra cujo radical significa "extraviar-se", "cometer um erro". A palavra aqui usada significa, literalmente, "por engano", "por equívoco" (ver Js 20:3; Ec 5:6). O direito de abrigo foi reconhecido pela maioria das nações desde a mais remota Antiguidade. 12. Vingador. De uma palavra cuja raiz costuma ter o significado de "resgatar", "atuar como um parente", o que sugere uma relação pessoal e íntima. Os deveres deste "parente -resgatador" eram numerosos e de natureza diversa. Um deles era o de vingar o assassinato de um parente. Também devia se casar de acordo com a lei do levirato (Rt 3:13), comprar o resgate de um parente que tivesse sido forçado à escravidão por circunstâncias desafortunadas (Lv 25:47, 48), impedir a perda definitiva de uma propriedade familiar (Jr 32:8-12) e resgatar por meio de compra a propriedade que houvesse caído em mãos alheias (Lv 25:25). Ser apresentado perante a congregação. Os deveres que a congregação realizava não são mencionados em detalhes. Mas, sem dúvida, todo o procedimento era de ordem legal, com a apresentação de evidências, debate e decisão por meio de um júri (ver Nm 27:2; Dt 19: 17; Js 20:6). Em Deuteronômio 19:12, ocorre a expressão "os anciãos da sua cidade". 13. Seis cidades. As seis cidades separadas eram um refúgio seguro e as estradas que conduziam a elas eram mantidas em bom estado. 15. Estas seis cidades. Ver o nome delas em Josué 20:7, 8. O que se hospedar. Ou, o "colono", numa possível referência à pessoa que se ligara à família hebraica de modo permanente. 16. Instrumento de ferro. A expressão inclui não só armas como espadas e lanças, mas também diversos instrumentos feitos de ferro, cuja função principal não era bélica, mas pacífica. O versículo se refere à intenção de matar, quer com premeditação, quer por um arroubo de ira. 17. Com pedra na mão. O sentido é de uma pedra grande o bastante para ser erguida e atirada em alguém, provocando a morte (ver Êx 21:18). 18. Com instrumento de pau. Como o cajado de um pastor, cassetete, bengala, etc. 19. Vingador. O goel ou "parente" (ver com. do v. 12). Ao encontrar. Fora da cidade de refúgio. 1036
149 NÚMEROS 35: Empurrar. Ou melhor, "se o jogar", ou seja, de um lugar alto de onde a queda pudesse causar a morte (ver Ez 34:21). 21. Com a mão. Isto é, com o punho. 22. Sem inimizade. Ou seja, numa manifestação súbita de raiva, sob provocação, mas sem premeditação ou intenção prévia de matar (Êx 21:13; Dt 19:5). 24. Julgará. O acusado era retirado da cidade de refúgio, provavelmente sob a proteção de uma escolta, até algum lugar onde a comunidade refletiria sobre as evidências do caso (Êx 21:12-14; Dt 19:1-13). 25. Sumo sacerdote. A segurança do acusado jazia em sua obediência à lei da cidade de refúgio e em sua permanência nela. Ao proceder assim, estava literalmente sob proteção levítica ou eclesiástica e, portanto, sujeito à autoridade do sumo sacerdote. Em sentido figurado, uma nova administração lhe conferia nova concessão de vida. 30. Testemunhas. Ver Dt 17:6; 19:15; Mt 18: Não aceitareis resgate. Da forma substantiva de uma raiz verbal que costuma ser traduzida por "fazer uma expiação", "fazer reconciliação", "expurgar". Aqui significa que um assassino não podia ser isentado por meio do pagamento de resgate. Esta providência dá ênfase à dignidade do ser humano e ao valor da vida aos olhos de Deus. 32. Não aceitareis resgate. A mesma palavra do caso anterior. A obrigatoriedade de morar na cidade de refúgio era considerada uma punição pelo descuido ao cometer um homicídio acidental. Aquele que cometia homicídio sem intenção não tinha permissão de voltar para seu lar em troca de uma soma de dinheiro. 33. Não profanareis a terra. Não poderia ser feita expiação pela terra (ver Gn 4:10; Dt 21:1-9; Sl106:38). 34. No meio da qual Eu habito. O santuário de Deus estava entre Seu povo e constituía razão poderosa para os israelitas se precaverem contra a "profanação" da terra (ver Êx 29:45; Nm 23:21; 2Cr 20:11; Zc 2:10). Ver o ensino do NT a respeito da igreja (2Co 6:16) e o estado ideal na nova terra (Ap 21:3). COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE 7- PP, PP, PP, 516 CAPÍTULO 36 1 A inconveniência da herança das filhas 5 é remediada por meio do casamento dentro da própria tribo, 7 para que a herança não seja tirada da tribo. 1 O As filhas de Zelofeade se casam com os filhos de seus tios paternos. l Chegaram os cabeças das casas paternas da família dos filhos de Gileade, filho de Maquir, filho de Manassés, das famílias dos filhos de José, e falaram diante de Moisés e diante dos príncipes, cabeças das casas paternas dos filhos de Israel, 2 e disseram: O S ENHOR ordenou a meu senhor que dê esta terra por sorte em herança aos filhos de Israel; e a meu senhor foi ordenado pelo SENHOR que a herança do nosso irmão Zelofeade -- ~ se desse a suas filhas. 3 Porém, casando-se elas com algum dos filhos das outras tribos dos filhos de Israel, então, a sua herança seria diminuída da herança de nossos pais e acrescentada à herança da tribo a que 1037
150 36: l COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA vierem perte ncer; assim, se tiraria da nossa herança que nos tocou em sorte. 4 Vindo também o Ano do Jubileu dos filhos de Israel, a hera nça delas se acrescentaria à herança da tribo daqueles a que vierem pertencer; assim, a sua herança será tirada da tribo de nossos pais. 5 Então, Moisés deu ordem aos filhos de Israel, segundo o mandado do SENHOR, di zendo: A tribo dos filhos de José fala o que é justo. 6 Esta é a palavra que o SENHOR mandou acerca das fi lhas de Zelofeade, di zendo: Sejam por mulheres a quem bem parecer aos seus olhos, conta nto que se casem na família da tribo de seu pai. 7 Assim, a herança dos filhos de Israel não passará de tribo em tribo; pois os filhos de Israel se hão de vincular cada um à herança da tribo de seus pais. 8 Qualquer filha que possuir alguma herança das tribos dos filhos de Israel se casará com alguém da família da tribo de seu pai, para que os filhos de Israel possuam cada um a herança de seus pais. 9 Assim, a herança não passará de uma tribo a outra; pois as tribos dos fi lhos de Israel se hão de vi ncular cada uma à sua herança. 10 Como o SENHOR ordenara a Moisés, assim fizeram as filhas de Zelofeade, 11 pois Macia, Tirza, Hogla, M ilca e Noa, fi lhas de Zelofeade, se casaram com os filhos de seus tios paternos. 12 Casaram-se nas famílias dos filhos de Manassés, fi lho de José, e a herança delas permaneceu na tribo da família de seu pai. 13 São estes os mandamentos e os juízos que, ordenou o S EN HOR, por intermédio de Moisés, aos filhos de Israel nas ca mpinas de Moabe, junto ao Jordão, na altura de Jericó. 1. Filhos de Gileade. Eles representavam a outra metade da tribo de Manassés, que não tinha se estabelecido no lado leste do Jordão, na terra de Gileade, mas que receberia sua herança na terra de Canaã. Falaram diante de Moisés. Era uma reunião entre Moisés e toda a assembleia (ver Nm 27:2). 2. Por sorte. Ver Nm 26: Diminuída da herança de nossos pais. O desejo expresso era o de impedir mudanças constantes de limites tribais, caso as posses das mulheres fossem transmitidas aos filhos gerados com esposos de outras tribos. 4. Jubileu. Literalmente, "um chifre de carneiro", porque este instrumento soava no dia dez do mês sétimo, dando início, assim, ao ano do jubileu (ver L v 25: 10-15, 28, 30-33, 40, 50-54; Js 6:4-13). 6. Na família da tribo de seu pai. Duas limitações foram dadas. As mulheres sem irmãos não deviam se casar com homens de outras tribos, nem com homens de outro clã da mesma tribo. Essas duas precauções preservariam as famílias e as heranças, tão importantes para a economia israelita. 11. Os filhos de seus tios paternos. Ou seja, os primos delas, filhos dos irmãos de seu pai (ver lcr 23:22). 13. São estes os mandamentos. Este posfácio provavelmente se refere a todo o livro de Números (ver Lv 27:34), incluindo, em particular, seus preceitos quanto ao culto (Nm 28 a 30) e às leis civis (Nm 27: 11 ; 35:29). COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE 7 - PR,
Nm 3:2 E estes são os nomes dos filhos de Arão: o primogênito Nadabe; depois Abiú, Eleazar e Itamar.
1 Capítulo 3 Os filho de Arão e os levitas são escokhido para o serviço do tabernáculo Nm 3:1 E estas são as gerações de Arão e de Moisés, no dia em que o SENHOR falou com Moisés, no monte Sinai. Nm 3:2
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1 Capítulo 10 As duas trombetas de prata Nm 10:1 Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: Nm 10:2 Faze-te duas trombetas de prata; de obra batida as farás, e elas te servirão para a convocação da congregação,
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