Sistemas Operacionais
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- Felícia Marroquim Salazar
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1 Sumário 2 a edição Revisão: Fev/2003 Sistemas Operacionais Gerência do processador Capítulo 4 Implementação do conceito de processos e threads Escalonamento Escalonadores não -preemptivos Escalonamento Escalonamento preemptivos Sistemas Operacionais 2 Introdução Representação de processo Multiprogramação pressupõe a existência simultânea de vários processos disputando o processador Necessidade de intermediar esta disputa de forma justa Gerência do processador! Algoritmos de escalonamento Necessidade de representar um processo Implementação de processos! Estruturas de dados Processo é um programa em execução Áreas na memória para código, dados e pilha Possui uma série de estados (apto, executando, bloqueado, etc) para representar sua evolução no tempo, implica em: Organizar os processos nos diferentes estados Determinar eventos que realizam a transição entre os estados Determinar quando um processo tem direito a utilizar o processador Necessário manter informações a respeito do processo e.g.: prioridades, localização em memória, estado atual, direitos de acesso, recursos que emprega, etc. Sistemas Operacionais 3 Sistemas Operacionais 4
2 Bloco descritor de processo Os processos e as filas Abstração de processo é implementado através de uma estrutura de dados Bloco descritor de processos (Process Control Block - PCB) Informações normalmente presentes em um descritor de processo Prioridade Localização e tamanho na memória principal Identificação de arquivos abertos Informações de contabilidade (tempo, espaço de memória, etc) Estado do processador (apto, executando, bloqueando, etc) Contexto de execução Apontadores para encadeamento dos próprios descritores de processo etc Um processo sempre faz parte de alguma fila Geralmente a própria estrutura de livres descritores de processos são empregadas 0 como elementos dessas filas: Fila de livres Aptos! Número fixo (máximo) de processos 1 2! Alocação dinâmica Fila de aptos Executando Fila de bloqueados Eventos realizam transição de uma fila a outra 3 4 Bloqueado 5 Sistemas Operacionais 5 Sistemas Operacionais 6 Exemplo de bloco descritor de processos (1) Exemplo de bloco descritor de processos (2) Estrutura de dados representado bloco descritor de processo Estruturas de filas e inicialização struct desc_proc{ char estado_atual; int prioridade; unsigned inicio_memoria; unsigned tamanho_mem; struct arquivos arquivos_abertos[20]; unsigned tempo_cpu; unsigned proc_pc; unsigned proc_sp; unsigned proc_acc; unsigned proc_rx; struct desc_proc *proximo; } struct desc_proc tab_desc[max_process]; struct desc_proc *desc_livre; struct desc_proc *espera_cpu; struct desc_proc *usando_cpu; struct desc_proc *bloqueados; /* Inicialização das estruturas de controle */ for (i=0; i < MAX_PROCESS; i++) tab_desc[i].prox = &tab_desc[i+1]; tab_desc[i].prox = NULL; desc_livre = &tab_desc[0]; espera_cpu= NULL; usando_cpu= NULL; bloqueado = NULL; Sistemas Operacionais 7 Sistemas Operacionais 8
3 Tarefas típicas no PCB durante o ciclo de vida O modelo de processo Criação Alocação de áreas de memória para código, dados e pilha e de estruturas de dados do sistema operacional Inicialização do descritor de processo e inserção em filas do sistema Execução Realizam das instruções da área de código! Interação com sistema operacional via chamadas de sistema Atualização do bloco descritor de processo! Retratar estados e recursos que evoluem dinamicamente com a execução Suscetível ao acionamento do escalonador/dispatcher em resposta a eventos Término Liberação de recursos e estruturas de dados utilizadas Processo é representado por: endereçamento: área p/ armazenamento da imagem do processo Estruturas internos do sistema (tabelas internas, áreas de memória, etc)! Mantidos no descritor de processos Contexto de execução (pilha, programa, dados, etc...) usuário sistema SP Processo Pilha Dados PC Código Pilha Dados Sistemas Operacionais 9 Sistemas Operacionais 10 Exemplo: modelo de processo Unix (linux) Vários processos Stack Pointer (SP) Área dados (sisop) Pilha 0xFFFFFFFF Um fluxo de controle por processo (thread) Troca de processo implica em atualizar estruturas de dados internas do sistema operacional e.g.; contexto, espaço de endereçamento, etc... 4 Gbytes Program Counter (PC) Heap BSS Data Texto Dados não inicializados Dados inicializados Código 0x usuário sistema SP Processo 1 Pilha PC Código Dados Dados Pilha... SP Processo n Pilha PC Código Dados Dados Pilha Sistemas Operacionais 11 Sistemas Operacionais 12
4 Vários fluxos em um único processo Multiprogramação pesada Um fluxo de instrução é implementado através do contador de programa (PC) e de uma pilha (SP) Estruturas comuns compartilhadas Código Dados Descritor de processo Conceito de thread usuário sistema Processo 1 SP 1 Pilha PC 2 Código Dados SP 2 PC 1 SP 3 PC3 Dados Pilha Custos de gerenciamento do modelo de processos Criação do processo Troca de contextos Esquemas de proteção, memória virtual, etc Custos são fator Limitante na interação de processos Unidade de manipulação é o processo (arquivo) Mecanismos de IPC (Inter Process Communications) necessitam tratamento de estruturas complexas que representam o processo e sua propriedades Solução Aliviar os custos, ou seja, reduzir o peso das estruturas envolvidas Sistemas Operacionais 13 Sistemas Operacionais 14 Multiprogramação leve Implementação de threads Fornecido pela abstração de um fluxo de execução (thread) Basicamente o conceito de processo Unidade de interação passa a ser função Contexto de uma thread Registradores (Pilha, apontador de programa, registradores de uso geral) Comunicação através do compartilhamento direto da área de dados Threads são implementadas através de estruturas de dados similares ao descritor de processo Descritor de threads Menos complexa (leve) Podem ser implementadas em dois níveis diferentes: usuário sistema Sistemas Operacionais 15 Sistemas Operacionais 16
5 Modelos de processos single Threaded e multithreaded Modelo N:1 Single-Threaded Process Control Block User Address Space User Stack Kernel Stack Process Control Block User Address Space Multithreaded Thread Thread Thread Control Block User Stack Kernel Stack Thread Control Block User Stack Kernel Stack Thread Thread Control Block User Stack Kernel Stack Threads a nível de usuário User level threads ou ainda process scope Todas as tarefas de gerenciamento de threads é feito a nível da aplicação Threads são implementadas por uma biblioteca que é ligada ao programa Interface de programação (API) para funções relacionadas com threads! e.g; criação, sincronismo, término, etc O sistema operacional não enxerga a presença das threads A troca de contexto entre threads é feita em modo usuário pelo escalonador embutido na biblioteca Não necessita privilégios especiais Escalonamento depende da implementação Sistemas Operacionais 17 Sistemas Operacionais 18 Implementação modelo N:1 Vantagens e desvantagens usuário sistema PC 1 SP 1 PC 2 SP 2 PC n SP n Biblioteca Dados Processo SP Pilha PC Código Pilha Dados Escalonador biblioteca virtual Escalonador sistema operacional Vantagens: Sistema operacional divide o tempo do processador entre os processos «pesados» e, a biblioteca de threads divide o tempo do processo entre as threads Leve: sem interação/intervenção do sistema operacional Desvantagens: Uma thread que realiza uma chamada de sistema bloqueante leve ao bloqueio de todo o processo! e.g.; operaçoes de entrada/saída Não explora paralelismo em máquinas multiprocessadoras Sistemas Operacionais 19 Sistemas Operacionais 20
6 Modelo 1:1 Implementação modelo 1:1 Threads a nível do sistema kernel level threads ou ainda system scope Resolver desvantagens do modelo N:1 O sistema operacional enxerga as threads Sistema operacional mantém informações sobre processos e sobre threads Troca de contexto necessita a intervenção do sistema operacional O conceito de threads é considerado na implementação do sistema operacional usuário sistema PC 1 SP 1 PC 2 SP 2 PC n SP n Dados Processo SP Pilha PC Código Pilha Dados virtual virtual Escalonador sistema operacional virtual Sistemas Operacionais 21 Sistemas Operacionais 22 Vantagens e desvantagens Modelo M:N Vantagens: Explora o paralelismo de máquinas multiprocessadoras (SMP) Facilita o recobrimento de operações de entrada/saída por cálculos Desvantagens: Implementação mais pesada que o modelo N:1 Abordagem que combina os modelos N:1 e 1:1 Oferece dois níveis de escalonamento Nível usuário: threads sobre unidade de escalonamento Nível sistema: unidades de escalonamento sobre processador Dificuldade é parametrizar M e N Sistemas Operacionais 23 Sistemas Operacionais 24
7 Implementação modelo M:N Porque utilizar threads? usuário sistema PC 1 SP 1 PC 2 SP 2 PC n SP n biblioteca Dados Processo SP Pilha PC Código Pilha Dados virtual Escalonador biblioteca Escalonador sistema operacional virtual Permitir a exploração do paralelismo real oferecido por máquinas multiprocessadores (modelo M:N ou 1:1) Aumentar número de atividades executadas por unidade de tempo (throughput) Diminuir tempo de resposta Possibilidade de associar threads a dispositivos de entrada/saída Sobrepor operações de cálculo com operações de entrada e saída Sistemas Operacionais 25 Sistemas Operacionais 26 Vantagens de multithreading Leituras complementares Tempo de criação/destruição de threads é inferior que tempo de criação/destruição de um processo Chaveamento de contexto entre threads é mais rápido que tempo de chaveamento entre processos Como threads compartilham o descritor do processo que as porta, elas dividem o mesmo espaço de endereçamento o que permite a comunicação por memória compartilhada sem interação com o núcleo R. Oliveira, A. Carissimi, S. Toscani Sistemas Operacionais Editora Sagra-Luzzato, Capítulo 4. A. Silberchatz, P. Galvin; Operating System Concepts. (4 th edition). Addison-Wesley, Capítulo 4 Sistemas Operacionais 27 Sistemas Operacionais 28
8 Sumário Escalonamento Implementação do conceito de processos e threads Escalonamento Escalonadores não -preemptivos Escalonamento Escalonamento preemptivos O escalonador é a entidade do sistema operacional responsável por selecionar um processo apto para executar no processador O objetivo é dividir o tempo do processador de forma justa entre os processos aptos a executar Típico de sistemas multiprogramados: batch, time-sharing, multiprogramado ou tempo real Requisitos e restrições diferentes em relação a utilização da Duas partes: Escalonador: política de seleção Dispatcher: efetua a troca de contexto Sistemas Operacionais 29 Sistemas Operacionais 30 Objetivos do escalonamento Situações típicas para execução do escalonador Maximizar a utilização do processador Maximizar a produção do sistema (throughput) Número de processos executados por unidade de tempo Minimizar o tempo de execução (turnaround) Tempo total para executar um determinado processo Minimizar o tempo de espera Tempo que um processo permance na lista de aptos Minimizar o tempo de resposta Tempo decorrido entre uma requisição e a sua realização Dependem se o escalonador é preemptivo ou não, se considera prioridades ou não, etc... Sempre que a estiver livre e houver processos aptos a executar Criação e término de processos Um processo de mais alta prioridade ficar apto a executar Interrupção de tempo! Processo executou por um período de tempo máximo permitido Interrupção de dispositivos de entrada e saída Interrupção por falta de página (segmento) em memória! Endereço acessado não está carregado na memória (memória virtual) Interrupção por erros Sistemas Operacionais 31 Sistemas Operacionais 32
9 Eventos de transição de estados Chaveamento de contexto (dispatcher) Processo 0 Processo 1 Salva estado PCB 0 Apto Criação Admissão Interrupção por tempo ou voluntária Término Destruição Restaura estado PCB 1 Ocorrência de evento (interrupção) Apto Seleção Bloqueado Executando Sincronização ou requisição de E/S Apto Salva estado PCB 1 Restaura estado PCB 0 PCB: Process Control Block Apto Sistemas Operacionais 33 Sistemas Operacionais 34 Níveis de escalonamento Escalonador longo prazo Longo prazo Médio prazo Curto prazo Executado quando um novo processo é criado Determina quando um processo novo passa a ser considerado no sistema, isto é, quando após sua criação ele passa a ser apto Controle de admissão Controla o grau de multiprogramação do sistema Quanto maior o número de processos ativos, menor a porcentagem de tempo de uso do processador por processo Sistemas Operacionais 35 Sistemas Operacionais 36
10 Escalonador médio prazo Escalonador de curto prazo Associado a gerência de memória Participa do mecanismo de swapping Suporte adicional a multiprogramação Grau de multiprogramação efetiva (diferencia aptos dos aptos-suspensos) Mais importante Determina qual processo apto deverá utilizar o processador Executado sempre que ocorre eventos importantes: Interrupção de relógio Interrupção de entrada/saída Chamadas de sistemas Sinais (interrupção software) Sistemas Operacionais 37 Sistemas Operacionais 38 Diagrama de escalonamento Tipos de escalonador Processos Escalonador de longo prazo Usuários interativos Evento Fila de aptos Escalonador de médio prazo Fila de suspensos (apto) Interrupção de tempo Filas de suspensos (bloqueado) Fila de bloqueados Escalonador curto prazo Espera por evento Término Um vez escalonado, o processo utiliza o processador até que: Não preemptivo:! Término de execução do processo! Execução de uma requisição de entrada/saída ou sincronização! Liberação voluntária do processador a outro processo (yield) Preemptivo:! Término de execução do processo! Execução de uma requisição de entrada/saída ou sincronização! Liberação voluntária do processador a outro processo (yield)! Interrupção de relógio! Processo de mais alta prioridade esteja pronto para executar Sistemas Operacionais 39 Sistemas Operacionais 40
11 Algoritmos de escalonamento (1) Algoritmos de escalonamento (2) Algoritmo de escalonamento seleciona qual processo deve executar em um determinado instante de tempo Existem vários algoritmos para atingir os objetivos do escalonamento Os algoritmos buscam: Obter bons tempos médios invés de maximizar ou minimizar um determinado critério Privilegiar a variância em relação a tempos médios Algoritmos não preemptivos (cooperativos) First-In First-Out (FIFO) ou First-Come First-Served (FCFS) Shortest Job First (SJF) ou Shortest Process Next (SPN) Algoritmos preemptivos Round robin (circular) Baseado em prioridades Existem outros algoritmos de escalonamento High Response Ratio Next (HRRN) Shortest Remaining Time (SRT) etc... Sistemas Operacionais 41 Sistemas Operacionais 42 FIFO - First In First Out (1) FIFO - First In First Out (2) First-Come, First-Served (FCFS) Simples de implementar Fila Funcionamento: Processos que se tornam aptos são inseridos no final da fila Processo que está no início da fila é o próximo a executar Processo executa até que:! Libere explicitamente o processador! Realize uma chamada de sistema (bloqueado)! Termine sua execução Desvantagem: Prejudica processos I/O bound Tempo médio de espera na fila de execução: Ordem A-B-C-D = ( ) / 4 = u.t. Ordem D-A-B-C = ( ) / 4 = 11.7 u.t. Processo A B C D Tempo A B C D Sistemas Operacionais 43 Sistemas Operacionais 44
12 SJF - Shortest Job First (1) SJF - Shortest Job First (2) Originário do fato que o menor tempo de médio é obtido quando se executa primeiro os processos de menor ciclo de processador (I/O bound) Processo A B C D Tempo A B C D Tempo médio: ( )/4 = u.t Algoritmo ótimo, isto é, fornece o menor tempo médio de espera para um conjunto de processos Processos I/O bound são favorecidos Dificuldade é determinar o tempo do próximo ciclo de de cada processo, porém: Pode ser empregado em processos batch (long term scheduler) Prever o futuro com base no passado Sistemas Operacionais 45 Sistemas Operacionais 46 Prevendo o futuro... (1) Prevendo o futuro... (2) Pode ser feito utilizando os tempos de ciclos já passados e realizando uma média exponencial t n 3. τ τ n + 1 = tempo doenésimo ciclo de = valor previsto para o próximo ciclo de = armazena a informação dos ciclos passados (n - 1) 4. α,0 α 1 5. Define - se : ( 1 α ). τ n = α t + τ + 1 n n Fator α tem o efeito de considerar, de forma ponderada, os ciclos anteriores de processador Não considera o último ciclo de processador, só o passado (α =0) τ n+1 = τ n Considera apenas o último ciclo de processador (α = 1) τ n+1 = t n Tipicamente se emprega α =0.5 Tem o efeito de considerar o mesmo peso para a história atual e a história passada τ n+1 = α t n +(1 - α) α t n (1 - α ) j α t n-j + +(1 - α ) n+1 τ 0 Sistemas Operacionais 47 Sistemas Operacionais 48
13 Exemplo de previsão do futuro Leituras complementares Ciclo de cpu: Real: Previsto: Parâmetros: α=0.5 τ 0 =10 Real Previsto R. Oliveira, A. Carissimi, S. Toscani; Sistemas Operacionais. Editora Sagra-Luzzato, Capítulo 4 A. Silberchatz, P. Galvin; Operating System Concepts. (4 th edition). Addison-Wesley, Capítulo 4, 5 e 6 Sistemas Operacionais 49 Sistemas Operacionais 50 Sumário Tipos de escalonador (lembrando...) Implementação do conceito de processos e threads Um vez escalonado, o processo utiliza o processador até que: Escalonamento Escalonadores não -preemptivos Escalonamento Escalonamento preemptivos Não preemptivo:! Término de execução do processo! Execução de uma requisição de entrada/saída ou sincronização! Liberação voluntária do processador a outro processo (yield) Preemptivo:! Término de execução do processo! Execução de uma requisição de entrada/saída ou sincronização! Liberação voluntária do processador a outro processo (yield)! Interrupção de relógio! Processo de mais alta prioridade esteja pronto para executar Sistemas Operacionais 51 Sistemas Operacionais 52
14 Eventos de transição de estados Escalonadores preemptivos Criação Admissão Interrupção por tempo ou prioridade Término Destruição Por interrupção de tempo Round robin (circular) Por prioridades Ocorrência de evento (interrupção) Apto Seleção Bloqueado Executando Sincronização ou requisição de E/S Sistemas Operacionais 53 Sistemas Operacionais 54 RR - Round Robin (1) RR - Round Robin (2) Similar ao algoritmo FIFO, só que: Cada processo recebe um tempo limite máximo (time-slice, quantum) para executar um ciclo de processador Fila de processos aptos é uma fila circular Necessidade de um relógio para delimitar as fatias de tempo Interrupção de tempo A B C D Por ser preemptivo, um processo perde o processador quando: Libera explicitamente o processador (yield) Realize uma chamada de sistema (bloqueado) Termina sua execução Quando sua fatia de tempo é esgotada Se quantum obtém-se o comportamento de um escalonador FIFO Sistemas Operacionais 55 Sistemas Operacionais 56
15 Problemas com o Round Robin Escalonamento com prioridades Problema 1: Dimensionamento do quantum Compromisso entre overhead e tempo de resposta em função do número de usuários (1/k na presença de k usuários) Compromisso entre tempo de chaveamento e tempo do ciclo de processador (quantum) Problema 2: Processos I/O bound são prejudicados Esperam da mesma forma que processos bound porém muito provavelmente não utilizam todo o seu quantum Solução:! Prioridades: Associar prioridades mais altas aos processos I/O bound para compensar o tempo gasto no estado de espera (apto) Sempre que um processo de maior prioridade que o processo atualmente em execução entrar no estado apto deve ocorrer uma preempção A existência de prioridades pressupõem a preempção É possível haver prioridade não-preemptiva Escalonador deve sempre selecionar o processo de mais alta prioridade segundo uma política: Round-Robin FIFO (FCFS) SJF (SPN) Sistemas Operacionais 57 Sistemas Operacionais 58 Implementação de escalonador com prioridades Exemplo: pthreads Múltiplas filas associadas ao estado apto Cada fila uma prioridade Pode ter sua própria política de escalonamento (FIFO, SJF, RR) Fila apto 0 Término Dispatch Prioridade 0 Evento Fila apto 1 Prioridade 1 Fila apto n Prioridade n Fila de bloqueados Preempção Espera por evento Sistemas Operacionais 59 A política de escalonamento FIFO com prioridade considera: Quando um processo em execução é preemptado ele é inserido no ínicio de sua fila de prioridade Quando um processo bloqueado passa a apto ele é inserido no final da fila de sua prioridade Quando um processo troca de prioridade ele é inserido no final da fila de sua nova prioridade Quando um processo em execução passa a vez para um outro processo ele é inserido no final da fila de sua prioridade Sistemas Operacionais 60
16 Como definir a prioridade de um processo? Problemas com prioridades Prioridade estática: Um processo é criado com uma determinada prioridade e esta prioridade é mantida durante todo o tempo de vida do processo Prioridade dinâmica: Prioridade do processo é ajustada de acordo com o estado de execução do processo e/ou do sistema! e.g; ajustar a prioridade em função da fração do quantum que foi realmente utilizada pelo processo: q = 100 ms Processo A utilizou 2ms! nova prioridade = 1/0.02 = 50 Processo B utilizou 50ms! nova prioridade = 1/0.5 = 2 Um processo de baixa prioridade pode não ser executado Postergação indefinida (starvation) Processo com prioridade estática pode ficar mal classificado e ser penalizado ou favorecido em relação aos demais Típico de processos que durante sua execução trocam de padrão de comportamento ( bound a I/O bound e vice-versa) Solução: Múltiplas filas com realimentação Sistemas Operacionais 61 Sistemas Operacionais 62 Múltiplas filas com realimentação Estudo de caso: escalonamento UNIX (1) Baseado em prioridades dinâmicas Em função do tempo de uso da a prioridade do processo aumenta e diminui Sistema de envelhecimento (agging) evita postergação indefinida Possibilidade de trocar de fila Fila apto 0 Término Dispatch Fila apto 1 Fila apto n Preempção Fila de bloqueados Espera por evento Evento Múltiplas filas com realimentação empregando round robin em cada uma das filas Prioridades são re-avaliadas uma vez por segundo em função de: Prioridade atual Prioridade do usuário Tempo recente de uso da Fator nice Prioridades são divididas em faixas de acordo com o tipo do usuário A troca dinâmica das prioridades respeita os limites da faixa Sistemas Operacionais 63 Sistemas Operacionais 64
17 Escalonamento UNIX (1) Escalonamento UNIX (2) Prioridades recebem valores entre 0 e 127 (menor o valor númerico, maior a prioridade) 0-49: processos do kernel : processo de usuário Ordem decrescente de prioridades Swapper Controle de dispositivos de entrada e saída orientados a bloco Manipulação de arquivos Controle de dispositivos de entrada e saída orientados a caractere Processos de usuário Cálculo de prioridade de processos de usuário: Fator nice: valor variando entre 0 (mais prioritário) a 39 (menos prioritário), sendo 20 o valor default Uso recente do processador (p_cpu ) Onde: decay = 2 load _ average ( 2 load _ average + 1) p _ cpu decay p _ usrpri = PUSER p _ nice 4! load_average é o número médio de processos aptos no último segundo! PUSER é valor de base de prioridade para usuários (50) Sistemas Operacionais 65 Sistemas Operacionais 66 Estudo de caso: escalonamento Linux Escalonamento linux (tempo real) Duas classes em função do tipo de processos (threads) Processos interativos e batch Processos de tempo real Políticas de escalonamento do linux (padrão POSIX) SCHED_FIFO: FIFO com prioridade estática! Válido apenas para processos de tempo real SCHED_RR: Round-robin com prioridade estática! Válido apenas para processos de tempo real SCHED_OTHER: Filas multinível com prioridades dinâmicas (time-sharing)! Processos interativos e batch Linux implementa dois tipos de prioridade Estática: exclusivamente processos de tempo real Dinâmica: processos interativos e batch Prioridade é definida pelo usuário e não é modificada pelo escalonador Somente usuários com privilégios especiais Seleciona sempre processos de mais prioridade para executar Executa segundo a política selecionada: SCHED_FIFO ou SCHED_RR Processo em tempo real tem preferência (prioridade) sobre processos interativos e batch Sistemas Operacionais 67 Sistemas Operacionais 68
18 Escalonamento linux (timesharing) Estudo de caso: escalonamento windows 2000 Baseado no uso de créditos e prioridade Sistema de créditos: Cada processo executa um certo número de créditos O processo com maior crédito é o selecionado Cada interrupção de tempo o processo em execução perde um crédito Processo que atinge zero créditos é suspenso (escalonador médio prazo) Se no estado apto não existir processos com créditos é realizado uma redistribuição de créditos para todos os processos (qualquer estado) Créditos Créditos = + prioridade 2 Unidade de escalonamento é a thread Escalonador preemptivo com prioridades Prioridades organizadas em duas classes: Tempo real: prioridade estática (níveis 16-31) Variável: prioridade dinâmica (níveis 0-15) Cada classe possui 16 níveis de prioridades Cada nível é implementado por uma fila em uma política round-robin! Múltiplas filas: classe de tempo real! Múltiplas filas com realimentação: classe de tempo variável Threads da classe tempo real tem precedência sobre as da classe variável Sistemas Operacionais 69 Sistemas Operacionais 70 Escalonamento windows 2000 (classe variável) Escalonamento não preemptivo com prioridades Dois parâmetros definem a prioridade de uma thread: Valor de prioridade de base do processo Prioridade inicial que indica sua prioridade relativa dentro do processo Prioridade da thread varia de acordo com uso do processador Preemptada por esgotar o quantum: prioridade reduzida Preemptada por operação de E/S: prioridade aumentada Nunca assume valor inferior a sua prioridade de base, nem superior a 15 Fator adicional em máquina multiprocessadoras: afinidade! Tentativa de escalonar uma thread no processador que ela executou mais recentemente.! Princípio: reaproveitamento de dados na memória cache SJF é um forma de priorizar processos A prioridade é o inverso do próximo tempo previsto para ciclo de Processos de igual prioridade são executados de acordo com uma política FIFO Problema de postergação indefinida (starvation) Processo de baixa prioridade não é alocado a por sempre existir um processo de mais alta prioridade a ser executado Solução:! Envelhecimento O conceito de prioridade é mais consistente com preempção Processo de maior prioridade interrompe a execução de um menos prioritário Sistemas Operacionais 71 Sistemas Operacionais 72
19 Leituras complementares R. Oliveira, A. Carissimi, S. Toscani; Sistemas Operacionais. Editora Sagra-Luzzato, Capítulo 4, Capítulo 9 (seção 9.4), Capítulo 10 (seção10.4) A. Silberchatz, P. Galvin; Operating System Concepts. (4 th edition) Addison-Wesley, Capítulo 5 A. Silberchatz, P. Galvin, G. Gane; Applied Operating System Concepts. (1 st edition). Addison-Wesley, Capítulo 4, 5 e 6 W. Stallings; Operating Systems. (4 th edition). Prentice Hall, Capítulo 9 Sistemas Operacionais 73
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