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- Carlos Affonso Araújo
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Transcrição
1 As Escrituras são infalíveis, a Palavra de Deus não contém erros. A nossa interpretação, contudo, não é infalível. Dessa forma, este estudo é passível de correção e, portanto, toda compreensão e ajuda serão bem-vindas. Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos (1Co ). fevereiro/2009
2 DONS, MINISTÉRIOS E OPERAÇÕES INTRODUÇÃO Neste estudo examinaremos vários textos das Escrituras relacionados a manifestações espirituais, como dons, ministérios e operações, com vistas a se atingir os seguintes objetivos: Que todos conheçam a respeito das coisas espirituais (1Co 12.1); Que cada um descubra os dons que tem recebido (Rm 12.6a); Que os desejemos (1 Co 12.31; 14.12); Que cada um opere eficazmente naquilo que tem recebido de Deus (1Tm 4.14; 2Tm 1.6; 1Pe 4.10) Toda a Trindade Pai, Filho e Espírito Santo - está envolvida na concessão de dons à Igreja: Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos (1Co ). Há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos. E a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo. Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens (Ef 4-8). Todos os discípulos de Jesus Cristo recebem graça do Senhor e Ele espera que eles a usem: Para a edificação do Corpo de Cristo (1Co 12.7; Ef ); Para testemunho ao Mundo e salvação dos inconversos (1Co ; Jo , 28-30, 39-42).
3 Deus concede dons, ministérios e operações à Sua Igreja. Contudo, a Sua maior prioridade para nós é que cada um de nós seja conformado à "imagem" (caráter, semelhança moral e espiritual) de Cristo (Rm 8.28,29; 12:1-2; 2Co 3:18). Na perspectiva de Deus, nenhuma manifestação espiritual pode substituir um caráter semelhante ao de Cristo. A vontade de Deus é que tenhamos tanto os dons quanto um caráter semelhante ao de Cristo. Se tivermos um caráter semelhante ao de Cristo, descobriremos que os dons espirituais funcionarão melhor e produzirão mais frutos na vida dos outros. É importante ressaltar que o maior dom que nos foi dado é o próprio Espírito Santo (At 2.38; 10.45; 1Co 12.13), e o exercício dos demais dons deve ser fruto da presença do Espírito Santo em nossas vidas. No texto de 1Co 12.1 Paulo disse que não queria que os coríntios fossem ignorantes a respeito dos dons espirituais (o texto não fala explicitamente de dons, mas de coisas, ou manifestações espirituais). Nos versos 4-6, Paulo fala de três tipos de coisas: Dons (Charisma ) = dádivas da graça (Charis) divina; Ministérios (Diakonia ) = serviços; Operações (Energema ) = realizações através do poder de Deus. 1CO AS OPERAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil. Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra do conhecimento; e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas. Esse texto, em continuidade ao verso 6, parece referir-se ao Energema de Deus, ou seja, às operações de Deus na vida de todos os discípulos de Jesus Cristo, experimentadas à medida que se 2
4 submetem à direção do Espírito Santo e uns aos outros, em amor. O verso 11 diz: Mas um só e o mesmo Espírito opera (energeo) todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer. A principal característica dessa manifestação do Espírito é que ela pode ser dada a qualquer membro do Corpo de Cristo (1Co 12.7,11; 14.26,31; Mc ). Esse fato deve nos motivar a nos colocarmos à disposição do Senhor para sermos usados por Ele para o que for útil. É no contexto desses dons de operação do Espírito Santo que Paulo nos encoraja a buscar os dons mais excelentes (1Co 12.31) e os melhores dons são aqueles que buscam o interesse do próximo (1Co ). Os dons de operação podem ser classificados em três categorias: I. Operações de Revelação (Saber) Palavra de Sabedoria; Palavra de Conhecimento; Discernimento de Espíritos. II. Operações de Expressão (Falar) Variedade de Línguas; Interpretação de Línguas; Profecia. III. Operações de Poder (Fazer) Fé; Dons de Curar; Operação de Milagres. 1. Palavra de Sabedoria Esse dom do Espírito está no princípio da lista por sua importância. Ele nos capacita a falarmos e agirmos com sabedoria divina e, assim, assegura o uso e aplicação correta dos outros dons. A Palavra de Sabedoria é um fragmento da sabedoria divina sobrenaturalmente transmitida pelo Espírito Santo. Ela nos fornece a sabedoria imediata para sabermos o que dizer ou fazer numa dada situação. 3
5 Exemplos Bíblicos: Mt ; Lc ; Jo ; At 6.1-7; At ; A Palavra de Sabedoria é prometida a todos os discípulos de Cristo em tempos de necessidade (Lc ). 2. Palavra de Conhecimento A Palavra de conhecimento é um fragmento ou pequena parte do conhecimento de Deus que é dado a uma pessoa pelo Espírito Santo. Ela nos fornece o conhecimento de fatos e informações através da revelação sobrenatural do Espírito Santo. Estas informações, muitas vezes, estão ocultas e o conhecimento delas não poderia ter sido obtido de forma natural. Ele é transmitido sobrenaturalmente. Exemplos Bíblicos: 2Reis ; Jo ; , 39-42; 3. Fé At 5:1-11; A manifestação da fé é a capacitação especial dada pelo Espírito Santo para uma pessoa crer no poder de Deus. Sobrenaturalmente, Ele esvazia a pessoa de qualquer dúvida e a enche com uma fé especial que a capacita a realizar o propósito de Deus, apesar de todas as circunstâncias contrárias e contraditórias da vida. É uma dispensação especial de fé que Deus concede a uma pessoa quando a tarefa que Ele deu a este discípulo requer mais que uma fé ordinária. Exemplos Bíblicos: Js ; Tg ; Hb 11; Mt Dons de Curar Os dons de curar (no plural) funcionam sobrenaturalmente para curar doenças e enfermidades. É o poder do Espírito Santo que age no corpo da pessoa doente, removendo suas enfermidades e suas dores. O exercício dos dons de curar não dá à pessoa habilidade de curar todos os doentes em todo o tempo. Até mesmo Jesus não fez isto, por exemplo, no Tanque de Betesda (Jo 5). 4
6 Os dons de curar tem alguns propósito: Libertar os doentes e aflitos e destruir as obras do diabo em corpos humanos (Lc ; At 10.38); Confirmar a Palavra (Mc ); Atrair as pessoas ao Evangelho (Mt ; At 8.5-8); Glorificar a Deus (Mc ; Jo 9.2-3). A cura geralmente requer um duplo ato de fé: fé para se receber e fé para se administrar o dom de curar. O desejo de Deus para curar é muito abundante. No entanto, nem todos os enfermos são curados imediatamente ao receberem uma oração e, às vezes, uma pessoa não é absolutamente curada em toda a sua vida. Às vezes, Deus comunica dons de curas através dos canais de curas normais; outras vezes, através de meios extraordinários, de acordo com a Sua vontade (como através da sombra de Pedro em Atos ). 5. Operação de Maravilhas A Operação de Milagres ou Maravilhas acontece quando Deus nos capacita com poder pelo Espírito Santo a fazermos algo completamente fora dos limites da capacidade humana. Ele nos dá isto numa ocasião específica para um propósito especial. Todos as operações de Deus são miraculosas, mas a Operação de Maravilhas se refere a atos de grande poder sobrenatural. O funcionamento desse dom requer: A unção do Espírito Santo para criar confiança e autoridade; Uma palavra ousada de fé e autoridade. Elias disse que o deus que respondesse por fogo seria o Senhor de Israel. O fogo que desceu foi um exemplo da Operação de Maravilhas; Exemplos Bíblicos: Ex 14.21; 2Re 6.5-6; Mc ; At 3:1-10; ;
7 6. Profecia Com uma tradução simples, a palavra profetizar significa "expressar palavras inspiradas". De acordo com 1Co 14.5,29-33 todos os crentes podem profetizar em determinadas ocasiões, conforme o Espírito desejar, e não apenas os que têm o dom de profecia. Porém, o verso 40 ensina que isso deve ser feito com ordem e decência. O Propósito da Profecia (1Co. 14.3) é: Edificar: estabelecer, fortalecer os crentes; Consolar: falar palavras de consolo e encorajamento; Exortar: reavivar, animar, confrontar e desafiar. Três mal-entendidos sobre profecia: Não deve ser confundida com a capacidade humana de se pregar bem; Seu principal propósito não é predizer o futuro, embora isso possa acontecer quando manifestada juntamente com uma palavra de conhecimento; Não é para dar direção pessoal a alguém. A direção pessoal deve vir do próprio Senhor e a profecia pode confirmar aquilo que o Senhor já havia falado. Ensino bíblico sobre profecia: A profecia não requer nenhuma interpretação (1Co 14.5); Edifica a Igreja (1Co 14.4); Convence os ignorantes e incrédulos (1Co ), transmitindo a mente de Deus às pessoas; Traz ensino e consolo (1Co 14.31); Todos deveriam desejar e procurar com zelo profetizar (1Co 14.1,39); A pessoa que profetiza é responsável pelo uso ou abuso do que falar (1Co 14.32); 6
8 Em razão do elemento humano ser falível, as profecias devem ser julgadas (1Co 14.29). Como julgaremos uma profecia? Uma profecia genuína, cheia do Espírito: Nunca contradirá a Palavra de Deus escrita; Sempre exaltará a Jesus Cristo e nunca o difamará; Edificará, exortará ou consolará os crentes; Deve testificar para irmãos mais maduros; Não quebrará o espírito da reunião, ainda que ela possa mudar a sua direção; Se tiver alguma predição, esta virá a se cumprir (Dt 18.22); É aprovada pelo "teste do fruto" (Mt 7.16). Como profetizar: Descanse. Não fique tenso. Espere silenciosamente no Senhor em seu espírito. Mantenha a sua mente aberta para a Sua voz. Quando você sentir o toque do Espírito dentro do seu espírito, entregue-se a Deus como um canal por onde Ele possa fluir. Comece a falar tudo o que Deus der a você. Continue com simplicidade. Enquanto estiver falando, espere nele para obter o resto da mensagem. Não profetize além da medida da sua fé. Discirna quando o Espírito acabou de falar e pare. 7. Discernimento de Espíritos Esta manifestação do Espírito nos concede um entendimento sobrenatural da natureza e atividade dos espíritos. Ele nos capacita a distinguirmos se determinada atividade espiritual tem origem divina (Espírito de Deus), satânica (espíritos malignos) ou humana (espírito humano) e revela a natureza dos espíritos em questão. Às vezes é fácil confundirmos as ações do espírito de Satanás com as do Espírito de Deus. Satanás sempre tenta falsificar as ações do Espírito Santo, como, por exemplo, em Mt e Atos
9 A primeira e mais óbvia função desta operação de Deus é revelar a presença de espíritos malignos na vida de pessoas ou igrejas. Contudo, ela também funciona para se avaliar a fonte de uma mensagem profética, de um ensino específico, ou de alguma manifestação sobrenatural. 8. Variedade de Línguas Esta manifestação do Espírito, que nos permite falar em uma outra língua, humana ou celestial (1Co 13.1), tem duas funções básicas: Edificar a pessoa que a usa (línguas devocionais) 1Co 14.2,4,28; Ef 6.18; Jd 20; Para edificação de toda a igreja (quando usado juntamente com a manifestação de interpretação de línguas) 1Co ,26. Contudo, para o seu uso numa assembléia pública, alguns cuidados devem ser observados: Deve ser acompanhada de interpretação (1Co , 27-28), a menos em casos de adoração coletiva (At 2.4,10.46, 19.6); Quando manifestada individualmente, deveria estar limitado a três expressões por reunião. Quando o Espírito Santo quiser trazer uma expressão em línguas através de você, geralmente haverá uma conscientização interior disto por algum tempo antes que você fale de fato. Você pode esperar o momento certo de falar. Permaneça calmo e descansado, e quando o Espírito Santo se mover, fale numa voz audível normal, mas clara. Não precisa gritar ou berrar. Quando a expressão verbal estiver completa, todos devem esperar em Deus pela interpretação. Geralmente, algum crente receberá a interpretação, mas quando isto não acontecer, então a pessoa que falou em língua deve orar silenciosamente para que ela também receba a interpretação (1Co 14.13). Caso isso não aconteça, deve se calar. 8
10 9. Interpretação das Línguas É a manifestação do Espírito que acompanha a manifestação das línguas e sempre são usadas juntas. É a capacitação sobrenatural, pelo Espírito Santo, de se interpretar uma expressão verbal em línguas na língua natural da congregação. Não é tradução. O intérprete não entende a língua empregada na expressão verbal que foi dada. A interpretação é tão sobrenatural quanto a expressão verbal. No entanto, pelo dom do Espírito Santo, o crente em questão é capaz de tornar a expressão verbal inteligível para que a congregação possa recebê-la e ser edificada por ela (1Co 14.13). RM DONS DE CAPACITAÇÃO PESSOAL Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma função, assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros. De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada: se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é serviço, seja em servir; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que contribui, faça-o com liberalidade; o que preside, com diligência; o que exercita misericórdia, com alegria. Tanto esse texto, como 1Co e Ef 4.16, mostram a igreja como o Corpo de Cristo, formado por muitos membros, cada um com uma função específica e que devem funcionar bem e em harmonia. Somos membros de Cristo e também uns dos outros (1Co 6.15, Rm 12.5). É a graça de Deus, concedida particularmente a cada um nós como um dom específico (Rm 12.6 e Ef 4.7). Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo (1Co 15.10) 9
11 Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus (1Pe 4.10) A palavra graça (charis) e a palavra dom (charisma) vêm da raiz char, que significa alegria. Portanto, a motivação e a alegria que manifestamos quando atuamos em alguma área na igreja são um bom indicativo do dom pessoal que recebemos do Senhor. É por essa razão que os dons citados em Rm são também chamados de dons motivadores. Há sete Dons de Capacitação Pessoal citados no texto acima. Embora em cada um de nós possa haver uma combinação desses dons, há geralmente um deles que é mais pronunciado (1Pe 4.10). Estes dons retratam as nossas motivações básicas, ou seja, a maneira pela qual percebemos, compreendemos, e abordamos a nossa vida e ministério. Tem a ver com a maneira pela qual cada um de nós foi criado por Deus e com a graça que nos foi dada. No entanto, elas são mais do que simples características de personalidade. São dons que o nosso Pai Celestial deu soberanamente a cada um de nós para glorificá-lo. Nenhum dom dado por Deus é insignificante. Todos eles são necessários para uma igreja sadia (1Co ). Os dons menos proeminentes, menos notáveis, e "atrás dos bastidores", tais como servir, demonstrar misericórdia, doar e administrar, certamente não são menos importantes, aos olhos de Deus, do que os dons mais proeminentes, visíveis, e "públicos", como o dom do apóstolo, do profeta, ou do evangelista (1Pe ). O mais importante é, quer tenhamos ou não um dom "proeminente", obedecermos ao que o Espírito de Deus nos dirige a fazer em termos de servir. Podemos enterrar esses dons ou podemos colocá-los a serviço d'aquele que no-los deu (Mt ). Também é possível para nós desenvolvermos e fortalecermos estes dons, caminhando em fé e obediência ao direcionamento do Espírito Santo, permitindo que o nosso Senhor aumente a nossa capacidade, nos discipline, e nos amadureça. Há alguns princípios cruciais apresentados a nós nos versículos de 10
12 Rm que devemos entender. A compreensão desses princípios nos ajudará a entendermos claramente a importância desta lista de dons. Também apreciaremos e compreenderemos mais meticulosamente a singularidade de cada pessoa - porém com uma interdependência - dentro do Corpo de Cristo: 1º - Pensamento correto com relação a nós próprios. Não devemos pensar com presunção (achando que somos melhores que os outros no Corpo de Cristo), nem com rebaixamento de nós mesmos (pensando que somos menos valiosos que os outros no Corpo de Cristo); 2º - Não temos outros dons além dos que nos foram dados por Deus. Devemos andar em humildade e gratidão, tornandoo-nos mais equilibrados e mais úteis nas mãos do Mestre, não dando espaço para comportamento competitivo no meio da igreja; 3º - Além dos dons, Deus nos dá a medida de fé. O Senhor nos concede o tipo de fé que precisamos, dependendo do dom que Ele nos deu; 4º - Os dons que temos não determinam o nosso valor no Corpo de Cristo. Todos nós pertencemos a um só Corpo e precisamos dos diferentes dons para funcionarmos corretamente. Cada pessoa é valiosa para Deus e seu Reino exatamente da maneira como Ele a criou. Ele criou a cada um de nós de uma maneira singular e diferente. Não há nenhum dom ou pessoa menos importante. Somos mutuamente interdependentes. O Corpo só pode funcionar apropriadamente quando cada membro faz a sua parte (Ef 4.16). 1. O Dom de Profecia Alguém com o Dom de Profecia também poderia ser chamado de uma pessoa "perceptiva", ou seja, alguém que vê e compreende o significado mais profundo de uma situação, através da luz da Palavra de Deus e do Espírito de Deus. Não é a mesma coisa que alguém com o Dom Ministerial de Profeta, como veremos mais adiante. 11
13 O Dom de Profecia é caracterizado pela capacidade de uma pessoa: ver ou perceber além das aparências superficiais; receber e declarar a verdade sobre uma dada situação; receber e declarar uma revelação sobre pessoas ou fatos. Esse dom pode motivar as pessoas a desejarem: reparar relacionamentos quebrados no Corpo de Cristo; Exortar os irmãos a andar nos retos caminhos do Senhor; Encorajar a igreja a buscar a Deus; As pessoas que operam no Dom de Profecia geralmente desejam proclamar as verdades que percebem, quer seja de um indivíduo ou de toda a congregação, apontando aquilo que consideram falso ou errado. Precisam buscar equilíbrio em aprender a serem misericordiosas e dóceis à medida que buscarem exortar, corrigir, instruir, e admoestar os outros. Não devem ir além do que Deus lhes deu para falar, com também não devem reter a verdade que Deus lhes mostrar. Como esse dom constantemente toca em coisas que estão erradas, a pessoa que o tiver, precisa ter cuidado para não se ater somente ao negativo. Também deve ser cuidadosa para julgar o pecado, e não as pessoas que pecaram. Deve falar com respeito e sensibilidade, de maneira a não ofender as pessoas a ponto de elas perderem o que Deus quer dizer-lhes, pois a profecia não visa apenas exortar, mas também edificar e consolar (encorajar) - 1Co Um Exemplo Bíblico de Dom de Profecia: João Batista era, na verdade, dotado com o Dom Ministerial de Profeta. Contudo, a sua vida e ministério podem também nos dar algumas revelações com relação à operação do Dom de Profecia (Lc ): As suas vestimentas não-convencionais mostram que ele não se atinha a coisas externas; Ele estava ciente que pessoalmente não era digno. Sabia que era apenas uma voz para Deus; Ele discernia as motivações das pessoas; 12
14 Ele era franco e direto no confronto da multidão com os pecados, avisando- os do juízo e exortando-os a se arrependerem; Ele não focava somente o negativo. Apresenta, também, os passos positivos que poderiam dar para se arrependerem de seus pecados; Ele buscava um arrependimento, ou seja, uma mudança no estilo de vida das pessoas. 2. O Dom de Ministério (Serviço) A palavra grega usada aqui para "ministério" é diakonia, a mesma raiz da palavra diácono = servo. Alguns limitam o uso desta palavra somente ao ministério ou serviço feito pelos que tem a função de diáconos. Contudo, essa palavra é usada nas Escrituras de forma muito mais ampla, aparecendo no Novo Testamento relacionada a todo serviço na, igreja. Todos os discípulos são chamados para servir. Porém, alguns são especialmente dotados na área do serviço (1Pe ), e se realizam pessoalmente quando estão servindo e colaborando em todo o trabalho de assistência e ajuda prática. Os que têm o Dom de Serviço geralmente têm a capacidade de identificar uma necessidade não-suprida no Corpo. Eles desejam entrar em cena e fazer o que precisa ser feito. Eles demonstram o amor de Deus, suprindo necessidades práticas e prestando serviço e assistência com as próprias mãos. Geralmente encontramos estas pessoas ajudando os pobres e os enfermos. Este dom de servir é muitas vezes menosprezado e considerado "nãoespiritual", pelo fato de focar, geralmente, benefícios físicos e materiais. Mas, lembre-se, o próprio Jesus, o Servo por excelência, foi humilde o suficiente para servir aos outros, lavando os pés dos seus discípulos (Jo ). Se esta perspectiva errada for aceita, a pessoa com esse dom talvez se considere como não sendo importante, e, assim sendo, poderá negar o dom que Deus lhe deu para servir a Igreja, trazendo prejuízo para o Corpo de Cristo. 13
15 Um Exemplo Bíblico do Dom de Ministério (Serviço) Marta é um exemplo de uma pessoa com o Dom de Ministério (Serviço). Lucas e João 12.2 mostram características positivas, como também potencialmente negativas deste dom: Os que servem são importantes e necessários para o bom funcionamento da igreja; Os que servem realizam-se através de ações, em vez de palavras; Os que servem geralmente se saem melhor seguindo instruções; Os que servem muitas vezes envolvem-se demais com as coisas e têm dificuldades em dizer "não" a novas tarefas; Os que servem podem ficar tão ocupados servindo, que podem negligenciar a sua vida espiritual. 3. O Dom de Ensino Esse dom criativo enfoca a compreensão. Os discípulos que possuem esse dom procuram esclarecer a verdade e a doutrina, explicando o significado e a aplicação prática da verdade. Eles desejam comunicar conhecimento e levar os outros à compreensão da verdade. O mundo geralmente não valoriza seus mestres, mas, em geral, a maior parte da civilização depende do que os professores fazem e dizem. Jesus Cristo, o Senhor da Igreja e o maior Mestre de todos, nos deu este dom porque a Igreja precisa dele. Um Exemplo Bíblico do Dom de Ensino Apolo é um bom exemplo da operação do Dom de Ensino (1Co 3.6; At ): O mestre "rega, isto é, ajuda os crentes a crescerem; Apolo era "um homem eloqüente", isto é, se comunicava com entusiasmo; Apolo era "poderoso nas escrituras". Os mestres devem basear as 14
16 suas instruções nas Escrituras, inclusive os seus exemplos ou ilustrações (1Pe ); Apolo "falava e ensinava com precisão as coisas do Senhor". Os mestres geralmente são objetivos e pesquisam minuciosamente um assunto antes de falarem sobre ele; Apolo foi instruído "mais precisamente" por Áquila e Priscila. As Escrituras mostram que os mestres também devem ser humildes para serem ensinados; Apolo "ajudou muito os que haviam crido através da graça". Os mestres fornecem a substância (as passagens bíblicas fundamentais) sobre as quais as nossas experiências podem ser colocadas e tornadas permanentes. 4. O Dom de Exortação (Consolação, Encorajamento) Assim como o ensino é direcionado à compreensão, a exortação é direcionada ao coração, à consciência, e à vontade. Esse dom, operando através de um discípulo, faz com que ele instigue os outros a atingirem a sua plena maturidade espiritual. A operação deste dom é geralmente direcionada aos que se encontram em circunstâncias difíceis, em sofrimentos e aflições. O exortador estimula e motiva tanto os crentes individuais, como a igreja como um todo, a uma resistência paciente, ao amor fraternal, e a boas obras (Hb 3.13; ). Os exortadores têm uma grande capacidade de estimular a fé e o crescimento pessoal dos outros. Um Exemplo Bíblico do Dom de Exortação Barnabé é um retrato notável do dom de exortação e de como este dom operava em associação com o seu apostolado (At 4.36; ; ; ): "Barnabé" significa "filho de encorajamento ou consolação"; Os que exortam possuem uma mensagem encorajadora, ou seja, de seguir ao Senhor com propósito; 15
17 A mensagem dos que exortam fortalece as almas dos crentes e os estimula a continuarem na fé. Os que exortam geralmente têm uma atitude positiva com relação às pessoas e não desistem delas facilmente, até mesmo quando outras pessoas desistem (Barnabé exortou os apóstolos a aceitarem a Saulo e exortou Paulo a aceitar a Marcos). Os que exortam têm uma capacidade de discernir onde as pessoas se encontram em seu crescimento espiritual e de falar com elas em seus respectivos níveis. 5. O Dom de Contribuição Este dom envolve capacidade especial e prazer em compartilhar assistência material. Não é preciso ser rico para ter esse dom. Contudo, é bem visível que os que possuem esse dom funcional geralmente são abençoados com abundantes recursos financeiros. Parece que quanto mais dão mais possuem! Eles dão por causa de um profundo desejo de ver as necessidades da obra de Deus sendo supridas e o ministério de outras pessoas sendo bem sucedido. Todos os discípulos devem dar ofertas. No entanto, os que possuem o dom de contribuição dão com uma extraordinária liberalidade, até mesmo em situações de pobreza e aflição (At 10.2; Mc ). A palavra "liberalidade" significa sinceridade de coração, pureza das motivações ou de propósito. Uma vez que o dar envolve recursos pessoais, o doador não deve ter motivações egoísticas. Às vezes, as pessoas fazem uma doação esperando ganhar influência ou vantagens para si próprias, como vemos em Ananias e Safira em Atos Um Exemplo Bíblico de Doador A vida de Abraão nos fornece algumas revelações com relação ao funcionamento desse dom (Gn , ): Deus pode confiar aos "doadores" muitos bens e recursos materiais; 16
18 Os "doadores" possuem um espírito generoso e liberal; Os "doadores" podem ser muito criativos na administração de seus bens e recursos materiais; Os "doadores" reconhecem a obra e os objetivos de Deus, e correspondem a eles através de ajuda financeira; Os "doadores" estão realmente cientes de que Deus é a fonte de suas riquezas e lhe dão a glória; Deus coloca os "doadores" no local certo e na hora certa. 6. O Dom de Presidência (Liderança) A palavra grega para "preside" ou "lidera" significa literalmente "o que é colocado na frente", indicando uma posição de autoridade, como também de responsabilidade. Em 1Co esse dom é também chamado de Dom de Governo, ou Dom de Administração. Os que possuem este dom lideram, trabalhando com outros e através de outros. Eles geralmente executam a obra organizando e definindo as tarefas a serem feitas, bem como delegando responsabilidades e autoridade na realização dos objetivos. A palavra traduzida por "diligência" significa "eficiência imediata", "sem demora", "uma pressa santa ou um zelo santo". Tudo isto exige uma autodisciplina e vigilância com relação às condições do rebanho. Um Exemplo Bíblico do Dom de Liderança Neemias serve como um exemplo de excelentes habilidades de liderança e de motivações do coração. Os que tem o Dom de Liderança: Têm um tato especial com relação à causa do povo de Deus (Ne 1.1-4); Têm a capacidade de examinar e definir o que precisa ser feito (Ne ); Têm a capacidade de dividir grandes trabalhos em tarefas menores e realizáveis (Ne ); 17
19 Podem estar sob pressões e oposições e ainda assim seguirem adiante (Ne ); Simplificam as coisas para os outros e não são um fardo para eles (Ne ); Sabem delegar autoridade para se realizar a obra (Ne 7.1,2). 7. O Dom de Misericórdia Esse dom é semelhante, em alguns aspectos, ao Dom de Contribuição. Contudo, a palavra "misericórdia" denota um ministério mais direto e pessoal aos que se encontram em necessidades. Este dom inclui um amor prático e cheio de compaixão. É também chamado de Dom de Socorro em (1Co 12.28). Os discípulos assim dotados têm uma capacidade de se identificar com as necessidades e aflições das pessoas com quem entram em contato. Eles podem tornar-se ótimos conselheiros se usarem de sabedoria e disciplina. As Escrituras exortam os que possuem o dom da misericórdia a demonstrá-la com "alegria". Geralmente, a obra de misericórdia pode ser difícil, até mesmo desagradável, porque os que assim servem geralmente ministram a pessoas que se encontram em suas piores condições. Isto pode, com o passar do tempo, fazer com que a pessoa se torne rancorosa, ou até mesmo amargurada em sua ajuda aos outros. Esta atitude negativa derrota o próprio propósito da misericórdia. Uma misericórdia alegre levanta os que estão enfermos, feridos de alma, ou desanimados. Uma misericórdia ressentida e relutante faz com que os aflitos se sintam desprezados. Um Exemplo Bíblico do Dom de Misericórdia O Samaritano da parábola de Lucas Aqui vemos que os operadores de misericórdia: Têm uma grande compaixão para com os aflitos; São atraídos aos quebrantados e necessitados: "E aproximou-se dele ; 18
20 Participam de uma forma prática. Estão prontos a fazer o que precisa ser feito e a "arregaçar as mangas", se necessário, como no caso em que o samaritano atou as feridas da vitima e "cuidou dele"; São sensíveis às necessidades práticas das pessoas: o samaritano pagou a conta da vitima. Uma Rápida Comparação dos Dons de Capacitação Pessoal Tendo estudado as características singulares de cada um dos Dons de Capacitação Pessoal, vamos examinar agora como eles poderiam funcionar numa situação hipotética. Sete pessoas estão sentadas ao redor de uma mesa, almoçando. Por acaso, estas sete pessoas são capacitadas com diferentes Dons. Uma delas é inclinada a servir, outra a dar, etc. Alguém bate num copo de água com o seu cotovelo, fazendo com que ele caia da mesa e quebre-se, molhando o chão. Cada uma das sete pessoas reage de uma maneira diferente: O Perceptivo (Dom de Profecia) diz: "Eu sabia que isso aconteceria"; O que tem Dom de Servo diz: "Deixem comigo. Vou limpar a sujeira"; O Mestre diz: "Sim, há uma lição que podemos aprender com isso. Se vocês tivessem colocado o copo num lugar melhor..."; O que Exorta (consolador) volta-se à pessoa que derrubou o copo e acrescenta: "Não se sinta mal, provavelmente isso não acontecerá novamente"; "E não se preocupe", diz o Doador, "Eu pagarei pelo copo!"; Enquanto isso, o que Lidera assume rapidamente o controle da situação, pedindo que o garçom traga uma vassoura, uma pazinha de lixo e um outro copo de água; E a pessoa de Misericórdia diz: "Que pena! Espero que você esteja bem agora!" 19
21 Como mostra esta simples ilustração, os Dons de Capacitação, singulares de cada pessoa, fazem com que cada uma: Veja uma situação de um ponto de vista diferente das outras pessoas que tem diferentes dons; Reaja a esta situação de uma maneira diferente das outras pessoas que tem outros dons. O importante é nos lembrarmos do seguinte: Muito embora cada dom seja singular, todos os dons têm o propósito de funcionarem juntos (Ef ). Deus planejou que eles fossem mutuamente interdependentes. Em outras palavras, precisamos uns dos outros para realizarmos tudo o que Cristo deseja fazer em Seu Corpo, a Igreja! EF DONS PARA APERFEIÇOAMENTO DOS SANTOS E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor. Os Dons para Aperfeiçoamento dos Santos são também chamados Dons Ministeriais, ou seja para Serviço dos Santos (1Co 12.5), dados por Cristo tendo em vista equipar a Igreja para o seu perfeito funcionamento e crescimento. 20
22 A passagem acima afirma que, depois de ser entronizado à mão direita do Pai (Ef ; 4.7-8), Jesus distribuiu dons ministeriais à Sua Igreja: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. Embora sejam os dons mais proeminentes na igreja, os dons ministeriais nunca foram usados como títulos de distinção no Novo Testamento. Também nunca fizeram parte de qualquer estrutura hierárquica de poder no seio da igreja. Sua autoridade é espiritual, não posicional, não oficial. Eles eram usados, na verdade, como descrições de tarefas que retratam um papel de serviço funcional na Igreja. Lembre-se das próprias palavras de Cristo quando Ele descreveu o Seu ministério: "O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate de muitos" (Mt 20.28). Nem todos receberão dons ministeriais. Enquanto todos os crentes receberão pelo menos um dos dons de capacitação pessoal, e poderão manifestar os dons de operação do Espírito, somente a algumas pessoas será dado algum dom ministerial: E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres... Porém, a finalidade os dons ministeriais é para atingir a todos: Tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo. O Corpo de Cristo, a Igreja, é um organismo divinamente ordenado, em vez de uma organização feita por homens. É um corpo espiritual vivo, funcional e crescente, e precisa de capacidades divinamente transmitidas a líderes-servos designados por Cristo para ordenar o funcionamento de cada um dos seus membros. O padrão visto no Novo Testamento é que Deus pode usar poderosamente qualquer homem, quer sejam letrados (Paulo, Apolo, Lucas, Mateus) ou não (Pedro, Tiago, João). A Igreja precisa de líderes com corações de servos, 21
23 sobrenaturalmente escolhidos e divinamente equipados! Os dons ministeriais têm o propósito específico descrito para nós em Ef 4.12: tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo. A palavra "aperfeiçoamento" neste versículo é traduzida do termo original grego katartismos, que significa "capacitação, equipamento". Ela se deriva da palavra-raiz katartizo, que significa: ajustar, adequar, aperfeiçoar, equipar, preparar, restaurar, consertar. É a mesma expressão de Mt 4.21 e Mc 1.19:... consertando as redes. Em outras palavras, poderíamos descrever o propósito dos dons ministeriais da seguinte forma: preparar o povo de Deus para que trabalhem harmoniosamente juntos, a fim de que o Corpo de Cristo possa ser edificado. Portanto, Cristo dá os dons ministeriais a certos discípulos, não para capacitá-los a fazerem a obra de Deus por si próprios, mas para prepararem o Corpo de Cristo para realizá-la na face da Terra. Certos discípulos têm os dons ministeriais específicos de Apóstolo, Profeta, Evangelista, Pastor e Mestre, outros não. No entanto, todos os discípulos têm um ministério a cumprir na edificação da Igreja. O texto de Ef 4.16 diz que é o corpo que efetua o seu próprio crescimento, para edificação de si mesmo em amor, pelo auxílio de todos os membros, cada um cooperando de acordo com o que recebeu do Senhor. Até quando os dons ministeriais devem funcionar? Ef 4.13 afirma claramente que os dons ministeriais devem permanecer em funcionamento até que todos nós cheguemos: À unidade da fé; À unidade do conhecimento do Filho de Deus; À medida e estatura (maturidade) da plenitude de Cristo. Um simples e imparcial exame da Igreja de hoje revela rapidamente que ainda não atingimos essa meta. Portanto, ainda há a necessidade de operação dos dons ministeriais. 22
24 Os Dons Ministeriais expressam o Ministério Completo de Cristo: Jesus é o Apóstolo (Hb 3.1; Jo 4.34, 5.30, 6.38, 8.42, ); Jesus é o Profeta (At ; Lc 24.19); Jesus é o Evangelista (Lc ,43; Jo 12.32); Jesus é o Pastor (Jo 10.11); Jesus é o Mestre (Jo 3.2). 1. Apóstolos A palavra "apóstolo" significa "alguém que é enviado para cumprir uma missão. Ele deve ser fiel em cumprir a vontade "daquele que o enviou". Um apóstolo, então, é um homem enviado com uma missão. A sua missão é representar e fazer a vontade daquele que o enviou. O apóstolo é alguém que fala e age em nome de outro. Ele é enviado com este propósito em vista. Jesus é o Apóstolo de Deus (Hb 3.1; Jo 4.34, 5.30, 6.38, 8.42, ). Os doze Jesus chamou doze de Seus discípulos de "apóstolos" (Lc ; ). Eles seriam os Seus embaixadores, para representá-lo aqui na terra (Jo 20.21; Mt 10.40). A Igreja foi edificada sobre o fundamento dos apóstolos e profetas (Ef ). Os doze apóstolos foram fundamentais para o estabelecimento da Igreja na Terra e foram as principais testemunhas da vida e obra de Jesus e da Sua ressurreição (At ). Eles são chamados de "Apóstolos do Cordeiro" e têm um lugar especial no Céu e na eternidade. Seus nomes estão registrados nos doze fundamentos da Cidade Santa (Ap 21.14). Outros Apóstolos do Novo Testamento Além dos doze, o Novo Testamento revela outros apóstolos: Paulo e Barnabé (At ; 14.4); Andrônico e Júnias (Rm 16.7); Apolo (1Co 4.6,9); Tito (2Co 8.23); Tiago irmão de Jesus (Gl 1.19); Epafrodito (Fp 2.25); Silvano e Timóteo (1Ts 1.1; 2.7). 23
25 O que faz um Apóstolo Estabelece verdades fundamentais (1Co , Ef 2.20); Estabelece novas congregações (1Co ; 9.1-2; 2Co 3.2-3); É humilde e sacrificial (1Co ; 2Co ; Cl ); O Ministério é acompanhado por sinais, maravilhas e milagres (At 5.12; 2 Co 12.12); Uma analogia no corpo humano da função dos apóstolos no Corpo de Cristo é o Sistema Ósseo, que dá estrutura e firmeza ao corpo. 2. Profetas No Antigo Testamento há duas palavras hebraicas principais para profeta: Nabi = porta-voz e Hozeh, que deriva da palavra ver. No Novo Testamento, a palavra grega prophetes vem de duas palavras gregas: pro, que significa "antes", ou "em frente de", e phemi, que significa "mostrar ou revelar os pensamentos de alguém". Portanto, tanto o Antigo Testamento, como o Novo, retratam o ministério dos profetas: Proclamação de uma mensagem de Deus (Hb 1.1; 2Pe ); Revelação sobrenatural da mente ou Palavra de Deus (Ef 3.4-5); Revelação dos pensamentos, motivações, e intenções do coração humano (Ez 3.4, 2Sm 1-14, At : 1Co 14.25); Predição de eventos futuros dos quais somente Deus está ciente (Am 3.7; At ; ); A palavra prophetes também pode significar "um orador inspirado", mas o ministério do profeta é mais do que uma pregação eloqüente. O profeta revela e declara o coração ou a mente de Deus ao povo, e expõe o coração e os pensamentos do povo diante de Deus. O ministério dos profetas vai além daqueles que possuem apenas o Dom de Profecia, pois, além desse dom, tem um chamado específico de Cristo para usá-lo de forma mais ampla na Igreja, trazendo para ela confirmação, visão, direção, consolação, exortação, repreensão, correção, admoestação e fortalecimento (Pv 29.18; At 15.32). 24
26 Uma analogia no corpo humano da função dos profetas no Corpo de Cristo é o Sistema Nervoso, que dá sensibilidade ao que pode ser danoso ao corpo. Os profetas geralmente ministram junto com apóstolos ou outros profetas, como uma equipe ministerial (Ef ; 3.4-6). Eles também viajam a igrejas locais para fortalecê-las e confirmá-las (At 15.32) e têm um papel no envio de outros ministérios com propósitos missionários (At ). Deus sempre teve uma voz profética sobre a terra. Ele escolheu falar através de homens santos, até mesmo antes que o ministério do profeta fosse dado. O ministério específico do profeta foi dado primeiramente através de Samuel. Ele foi o último dos juizes e o primeiro dos profetas (At 3.24,25; 13.20; Hb 11.32). Foi Samuel que iniciou as escolas dos profetas (2 Rs ). Ele criou uma nova ordem profética de homens. Eles eram ensinados na Palavra, eram sensíveis ao Espírito de Deus, e adoravam ao Senhor em Espírito e em verdade. Todos os profetas compartilham desta herança espiritual. Durante o reinado de quase todos os reis de Israel, um profeta era levantado para mantê-lo no caminho certo. Nos 400 anos antes da vinda de Cristo, a voz profética ficou em silêncio. Aí então a voz de um profeta foi ouvida novamente - através dos lábios de João Batista. Quando nasceu a Igreja do Novo Testamento, muitos profetas entraram em cena. alguns deles registrados no Livro de Atos: Judas e Silas (At 15.32); Ágabo (At ); em Jerusalém (At 11.27); em Antioquia (At 13.1); em Corinto (1Co 14.29). 3. Evangelistas Há três termos gregos principais que se relacionam ao ministério do evangelista: Euaggelizo: Esta palavra significa "pregar, proclamar, ou declarar boas novas". Ela nos descreve o que o evangelista faz - o que é o seu ministério (Rm ; Ef 3.8; Cl ; Hb 4.2). Essa palavra era 25
27 usada com relação ao ministério de Cristo (Mt ). Num certo sentido, todos nós temos esse chamado, mas para o evangelista, é o ministério principal de sua vida. Euaggelion: Esta palavra significa "o Evangelho ou boas-novas e alegre mensagem". Ela nos fala sobre a mensagem do evangelista. São as boas novas da graça salvadora de Deus, sobre o nascimento, vida, morte e ressurreição de Jesus, nosso Salvador (Mt 24.14; At 20.24; Rm 1.16; 1Co 4.15; Ef 1.l3). Euaggelistes: Esta palavra significa "um pregador ou mensageiro de boas novas". Ela nos fala sobre o homem que prega o Evangelho. Esse termo é geralmente traduzido por "evangelista". É usado três vezes no Novo Testamento: com relação a Filipe (At 21.8); com relação aos dons ministeriais (Ef 4.11); com relação a Timóteo (2Tm 4.5). O ministério do evangelista. Em Lc Jesus nos mostra um lindo quadro do ministério do evangelista: "O Espírito do Senhor está sobre Mim. Ele Me ungiu para: pregar o Evangelho aos pobres, curar os quebrantados de coração, pregar liberdade aos cativos, pregar a recuperação da visão para os cegos, soltar os que estão presos, pregar que agora é o ano da bênção de Deus. Todas essas coisas também podemos ver no Livro de Atos no ministério de Filipe, o evangelista (At 21:8). Há quatro coisas importantes que podemos aprender com sua vida e ministério: O preparo do evangelista (At 6.1-6): as Escrituras registram vários fatos interessantes sobre a formação e preparo para o ministério de Filipe: ele pertencia a uma igreja local; era um homem de bom caráter; era cheio do Espírito Santo e de sabedoria; tinha um coração de servo e de amor; foi primeiramente aprovado como diácono; era submisso a uma autoridade consagrada a Deus; esperou pelo tempo de Deus para sair ministrando (At 8.1-5). O evangelista deve ser preparado na Palavra (At 8.4-5; 2Tm 2.15, 4.1-5). 26
28 O ministério público do evangelista (At ): no ministério de Filipe como evangelista vários pontos importantes podem ser notados: sua pregação centralizou-se em Jesus Cristo e foi confirmada por sinais e maravilhas; produziu muitos crentes novos, que foram batizados nas águas; pediu a ajuda de Pedro e João, que os conduziu ao batismo do Espírito Santo; os novos crentes formaram igrejas locais; não partiu até que o Senhor o dirigisse. Seu propósito do ministério era fazer novos crentes e, então, associar-se com outros dons ministeriais para que os frutos do seu trabalho permanecessem na forma de novas e crescentes comunidades. O dom ministerial do evangelista tem sido chamado de "braço" de Cristo, estendendo-se para reunir os não salvos do nosso mundo. O ministério pessoal do evangelista (At ): o evangelista deve ser capaz de pregar a grandes multidões, como também de compartilhar o Evangelho individualmente. O evangelista é um ganhador de almas com todo o seu coração, onde quer que esteja. Uma vez mais, vários pontos importantes podem ser notados na vida de Felipe com o Eunuco no caminho de Gaza: foi sensível e obediente à voz do Senhor; tinha uma boa noção da Palavra de Deus; sabia explicar claramente o caminho da salvação de Deus através de Cristo; ministrava a pessoas cujos corações haviam sido preparados por Deus; levava as pessoas a confessar a Cristo como seu Salvador; selava a decisão por Cristo dos novos crentes com o batismo nas águas. O papel do evangelista no Corpo de Cristo (Ef ): o papel do evangelista na Igreja é duplo: viajar e pregar o Evangelho em lugares onde ainda não se ouviu sobre a salvação de Deus em Cristo, e ensinar e treinar outros em sua igreja local sobre como evangelizar os perdidos. Não encontramos no Novo Testamento um evangelista pregando aos perdidos em uma igreja local. As reuniões da igreja objetivavam o ensino da Palavra e a adoração a Deus. Isso significa que quando os crentes se reúnem, o propósito principal não é a evangelização, embora possa ser feito apelo para os que desejarem tomar uma decisão por 27
29 Cristo. A evangelização deve ocorrer através do testemunho de cada membro no curso diário de sua vida. Dos esforços diários de uma evangelização desse tipo, Deus levanta fortes ministérios evangelísticos, os quais são necessários no mundo de hoje, pois verdadeiramente, os campos estão brancos e prontos para a colheita. 4. Pastores Nas Escrituras, o povo de Deus geralmente é citado como sendo um rebanho de ovelhas (Is 40.11; Jr 13.17; Mt 26.31; Jo 21.15; 1Pe 5.2). Na verdade, as ovelhas têm muitas características que nos lembram cristãos novos aprendendo a crescer no Senhor: elas são dependentes do seu pastor; elas têm um senso de direção muito fraco; elas têm pouquíssimos meios de defesa. Elas realmente são totalmente dependentes do seu pastor para a sua proteção. No entanto, as ovelhas possuem algumas qualidades excelentes. Elas produzem carne, leite, e lã, que fornecem alimentação, bebida, e vestimenta; elas possuem a capacidade de ouvir e seguir o seu pastor como nenhum outro animal. Deus quer que o Seu povo demonstre essas mesmas boas qualidades. Ele também sabe da nossa necessidade de sermos conduzidos, alimentados, e protegidos. Portanto, semelhantemente ao ministério do pastor de ovelhas, Ele deu à Igreja o ministério do pastor. O termo pastor nunca é encontrado nas Escrituras como um título. Jamais vemos seu uso como nos dias de hoje: Pastor Fulano, Pastor Ciclano. Este termo simplesmente refere-se à pessoa que cuida das ovelhas. É uma palavra usada no Novo Testamento oito vezes com relação a verdadeiros pastores de ovelhas (Mt 9.36; 25.32; Mc 6.34; Lc 2.8, 15, 18, 20; Jo 10.2); usada oito vezes com relação a Jesus como Sumo Pastor (Mt 26.31; Mc 14.27; Jo 10.11, 12, 14, 16; Hb 13.20; 1Pe 2.25); e apenas uma vez referindo-se ao ministério de uma pessoa na Igreja (Ef 4:11). O termo apascentar, que significa cuidar, guardar, conduzir, alimentar o rebanho, é usado duas vezes com relação a ovelhas 28
30 verdadeiras (Lc 17.7; 1Co 9.7); é usado uma vez com relação a Jesus apascentando a Israel (Mt 2.6); é usado para se descrever o cuidado que os pastores, que estão sob a autoridade do Grande Pastor, Jesus, deveriam ter para com o rebanho (Jo 21.16; At 20.28; 1Pe 5.2); e usado uma vez com relação a falsos pastores que estão interessados em alimentar a si próprios e cuidar de si próprios (Jd 12). Cristo: O Pastor Modelo Ele ministrava ao seu povo como um pastor ao seu rebanho: o guiava (Sl 23.3; Jo 10.4); o alimentava (Jr 50.19; Jo 10.9); lhe dava descanso e água (Sl 23.2; Is 40.11); o protegia (Sl 23,4); chamava e reunia as ovelhas desgarradas (Is 56.8; Zc 10.8; Jo 10.27); carregava os cordeirinhos em Seu regaço (Is 40.11); guiava mansamente as ovelhas que amamentavam (Is 40.11). Ele continua exercendo esse ministério (Ap 7.17); Ele é o Supremo Pastor (1Pe 5.4). Todos os pastores devem ter um coração de pastor como Jesus: Ele tinha amor e compaixão para com o povo de Deus (Mc 6.34); Ele valorizava muito cada ovelha (Lc 15.4; Jo 10.27); Ele estava disposto a entregar a Sua vida pelas ovelhas (Jo 10.11,15). O Ministério do Pastor Podemos sumarizar o trabalho do pastor com quatro palavras principais: buscar, vigiar, cuidar e corrigir. O pastor está sempre buscando as ovelhas perdidas (Lc 15.4). O pastor está sempre vigiando atentamente aquilo que poderia ferir o rebanho (Lc 2.8). O pastor está sempre cuidando das ovelhas necessitadas (Jo ). O pastor busca corrigir os que estão errados (Sl 23.4). Seu ministério é ajudar a levar as pessoas a um relacionamento mais profundo com Jesus. 5. Mestres A principal palavra grega que é usada com relação ao ministério de ensino é didasko. A raiz da palavra simplesmente significa "ensinar" ou "instruir". É o processo de se explicar algo. Através deste processo, o conhecimento e doutrina são dados ou comunicados a outra pessoa. 29
31 Sempre houve mestres no meio do povo de Deus, de uma forma ou de outra. Os pais ensinavam aos seus filhos. Moisés ensinava aos lideres de Israel os princípios pelos quais eles podiam governar o povo. Os sacerdotes ensinavam os caminhos de Deus ao povo. Depois do seu cativeiro pelos babilônios, o povo de Israel era ensinado especialmente pelos escribas nas sinagogas, como ocorreu na época de Cristo. Cristo: O Mestre Supremo Em muitos lugares das Escrituras, Jesus é chamado de "Mestre" (Jo 3.2; 13.13). Podemos facilmente ver o motivo: Jesus passava uma boa parte do Seu tempo ensinando as multidões (Mt 4.23; 5.2; 9.35; 11.1; 13.54; 21.23; 22.16; Mc 10.1; Lc 20.21). Havia algo no ensino de Jesus que era muito diferente. Ele ensinava com poder, autoridade e unção do Espírito Santo (Mt ). As Suas palavras eram Espírito e vida porque Ele falava somente o que havia recebido do Pai (Jo 6.63; 7.16; 8.28). Como supremo mestre, Jesus confiava nas palavras do Seu Pai e na obra do Espírito. Esta era a chave do Seu ministério. É também a chave para qualquer um hoje em dia que procura ser um mestre bem-sucedido da Palavra de Deus. Níveis de Ensino no Novo Testamento Todos os discípulos deveriam ensinar a outras pessoas sobre a vida cristã (Mt 28.20; Cl 3.16). No entanto, isto não torna todos os discípulos mestres na Igreja. Todos os presbíteros deveriam ser capazes de instruir outras pessoas nos caminhos de Deus (1Tm 3.2). Uma vez mais, no entanto, isto não significa que todos sejam mestres no Corpo de Cristo. Há um chamado e ministério específico para o mestre na Igreja (Ef 4:11; 1Co 12:28,29). Paulo era mestre antes de se tomar apóstolo (At 11.26; 13.1; 18.11; 2Tm 1.11). Quando não estava ativo no ministério apostólico, ele voltava a esta função (At 15.35). Sabemos também que havia outros mestres na Igreja de Antioquia (At 13.1). O ensino era considerado um ministério muito importante na Igreja Primitiva. Era levado muito a sério e a posição trazia consigo um grande senso de responsabilidade (1Tm 5.17; Tg 3.1). 30
32 O Ministério do Mestre As Escrituras revelam alguns pontos importantes e específicos sobre o ministério de ensino: O mestre nunca deve parar de aprender (Rm 2.21); O mestre precisa conhecer a Palavra de Deus (Mc 12.24); O mestre precisa ser capaz de ensinar através do seu exemplo (Jo 13.13,14); O mestre precisa ensinar com clareza e precisão (2Tm 2.15); O mestre busca levar os outros ao seu nível de compreensão (Mt 10.24,25). A maior alegria do mestre é ver vidas transformadas pela Palavra de Deus (2Co 3.2-3; 3Jo 3-4). 31
33 TESTE OBJETIVO DOS DONS DE CAPACITAÇÃO PESSOAL Instruções básicas: Nas páginas seguintes, você encontrará 55 afirmações. Leia cada uma com bastante atenção. Se for preciso, leia mais de uma vez. Para cada afirmação, coloque uma nota de 0 a 5 segundo a escala abaixo, na frente de cada item. Responda a todas as questões de forma sincera, o mais próximo possível da sua experiência. Esta afirmação tem sido a experiência da minha vida? 0. Nunca 1. Raramente 2. Às vezes 3. Freqüentemente 4. Muito 5. Eu brilho nisso 1. Tenho experimentado um desejo especial de transmitir mensagens vindas de Deus. 2. Eu consigo comunicar uma visão de que é possível para alguém continuar na luta, apesar de sua derrota aparente. 3. Outros irmãos ficam motivados a me seguir por meio da visão que compartilho com eles dos propósitos de Deus. 4. Gosto de ajudar as pessoas fazendo pequenos serviços. 5. Tenho tanta certeza de que Deus suprirá minhas necessidades, que estou constantemente doando meu dinheiro de forma sacrificial. 6. Tenho alegria em trabalhar com as pessoas ignoradas ou desconhecidas da maioria. 7. Aplico-me ao estudo da Palavra de Deus, dando atenção especial à pesquisa. 8. Tenho facilidade para organizar idéias, pessoas, coisas e o tempo, tendo em vista um serviço mais efetivo e produtivo na obra do Senhor. 9. Minha casa está sempre à disposição para quem precisar de uma cama ou um teto. 10. Tenho ajudado os lideres da igreja para que eles tenham mais tempo para as coisas realmente importantes, relacionadas ao seu chamado. 32
34 11. Oro pelo menos uma hora por dia. 12. Pessoas me dizem que eu transmito mensagens urgentes e apropriadas, que só podem ter vindo diretamente de Deus. 13. Deus me dá as palavras que as pessoas indecisas, problemáticas e desencorajadas precisam. 14. Eu fico à vontade quando me coloco na frente de um grupo para dar-lhes direção. 15. Fico à vontade quando posso ser útil em fazer certas tarefas auxiliares (arrumar cadeiras, transportar objetos, manter a ordem, cozinhar, construir ou reformar o prédio, secretariar uma reunião, controlar o aparelho de som, enviar cartas, etc.). 16. Tenho habilidade de administrar bem o meu dinheiro para poder dar mais liberalmente para o serviço do Senhor. 17. Gosto de visitar hospitais ou lares de pessoas necessitadas e me sinto abençoado com isso. 18. Sinto prazer em explicar a verdade de um texto bíblico. 19. Tenho facilidade em fazer planos de ação para que, junto com outras pessoas, possamos atingir um objetivo específico. 20. Gosto muito de ser responsável por atividades sociais da igreja. 21. Pessoas me dizem que por meu auxílio, as ajudei a ficar mais eficazes em suas tarefas ou ministérios. 22. Quando recebo um pedido de oração, oro por isso durante alguns dias, pelo menos. 23. Às vezes tenho a forte sensação de que sei exatamente o que Deus deseja dizer a alguém. 24. Tenho facilidade em entender os problemas dos outros e apontar-lhes os rumos de possíveis soluções. 25. Eu gosto de começar novos trabalhos na igreja, mas prefiro que outra pessoa dê seqüência depois de um tempo. 26. Já me disseram que eu pareço gostar de fazer os trabalhos simples de rotina, e que eu os faço muito bem. 27. Estou disposto a baixar meu padrão de vida para poder dar mais ao trabalho do Senhor. 33
35 28. Falo carinhosamente e gosto de auxiliar pessoas necessitadas ou impossibilitadas de se ajudar. 29. Tenho grande interesse em ver as verdades da Palavra de Deus serem apresentadas de uma forma clara, com explicação do significado das palavras. 30. Gosto de trabalhar sob a coordenação de um líder, para ajudar a realizar a visão deste líder. 31. Quando recebo visitas em minha casa, elas se sentem muito à vontade. 32. Gosto de acompanhar um líder para servi-lo. 33. Uma das minhas maneiras favoritas de passar o tempo é orando por outras pessoas. 34. Tenho a sensação de que sei exatamente o que Deus quer que eu, ou outra pessoa, faça numa oportunidade específica. 35. Aceito, sem muita dificuldade, os erros das pessoas, crendo que uma conversa pessoal com elas é o melhor remédio. 36. Tenho facilidade de interpretar os ideais ou objetivos de meu grupo e de pensar em estratégias para pô-las em prática. 37. Prefiro estar em atividade, fazendo alguma coisa, ao invés de apenas ficar sentado ouvindo alguém falar. 38. Meu histórico mostram que tenho dado bem mais de 10% de minha renda para o trabalho de Deus. 39. Sinto-me realizado quando posso fazer algo por uma pessoa doente ou em quaisquer necessidades. 40. Tenho facilidade de explicar a Bíblia. 41. Tenho a capacidade de fazer planos eficientes e eficazes para realizar os objetivos do grupo. 42. Ouço freqüentemente as pessoas dizerem que sou uma pessoa muito hospitaleira. 43. Estou contente servindo alguém pessoalmente para que seja abençoado em sua vida (ou ministério), mesmo quando minha ajuda não é reconhecida, 44. Alguém já me disse que uma oração que fiz trouxe respostas concretas para sua vida. 34
36 45. Tenho muita facilidade em ouvir a voz de Deus. 46. Quando alguma pessoa está em pecado, geralmente a minha maior preocupação é ajudá-la em vez de criticá-la. 47. Quando começo um grupo ou sou colocado na frente de um, ele cresce e tem resultados visíveis. 48. Aceito com alegria os trabalhos que me pedem, mesmo que sejam do tipo que qualquer um pode fazer. 49. Quando há alguma necessidade financeira ou material na igreja ou na vida de alguém, logo penso em contribuir com as minhas posses para ajudar. 50. Quando vejo alguma pessoa doente, ou com problemas, sinto grande compaixão por ela. 51. Alegro-me em descobrir fatos referentes à Bíblia para poder passá-las a outras pessoas, 52. Tenho experimentado a alegria de ser uma pessoa responsável pelo sucesso de trabalhos especiais na igreja. 53. Quero que minha casa esteja sempre disponível para os servos de Deus, para qualquer necessidade. 54. Tenho prazer em ser um auxiliar, realizando os serviços que melhor atendam as necessidades da pessoa que desejo ajudar. 55. Persisto num pedido de oração até sentir que Deus tem me respondido. PREENCHENDO O GABARITO Agora, transfira suas notas no quadro abaixo, depois some os números de cada linha horizontal e coloque o total na coluna "TOTAL". Por exemplo: some suas notas nos itens 1, 12, 23, 34 e 45, e coloque esse total no primeiro espaço abaixo da palavra "TOTAL". Esse primeiro resultado indica até que ponto você tem demonstrado o primeiro dom, o dom de profecia. 35
37 Você pode interpretar o total relacionado a qualquer Dom desta forma: 0-05 Indica que você não tem esse dom; também pode indicar uma fraqueza espiritual quanto à responsabilidade cristã nessa área Indica que provavelmente não tem esse dom, ou o dom nunca foi muito desenvolvido Indica boa possibilidade de ter esse dom Indica que é quase certeza que tem esse dom Indica que você tem um chamado muito especial nessa área. R E S P O S T A S TOTAL RELAÇÃO DOS DONS Profecia Exortação Presidência Serviço Contribuição Misericórdia Ensino Administração Hospitalidade Socorro Intercessão Qual é seu dom principal? 36
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