FÓRUM TRABALHISTA DE RIO DO SUL PROJETO HIDROSSANITÁRIO

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1 FÓRUM TRABALHISTA DE RIO DO SUL MEMORIAL DESCRITIVO PROJETO HIDROSSANITÁRIO Responsabilidade e Compromisso com o Meio Ambiente

2 MEMORIAL DESCRITIVO PROJETO HIDROSSANITÁRIO OBRA: Fórum Trabalhista de Rio do Sul LOCALIZAÇÃO: Rua XV de novembro Bairro Laranjeiras Rio do Sul - SC SISTEMAS A SEREM EXECUTADOS: Água Fria Potável Esgoto Sanitário Pluvial PROPRIETÁRIO: Tribunal Regional do Trabalho 12ª Região CNPJ: / RESPONSÁVEL TÉCNICO PELO PROJETO: Viviane Macedo Coelho Engª. Civil e Segurança do Trabalho CREA/SC Pág _MEMHIS_TRT_RIO_DO_SUL_R00

3 SUMÁRIO 1. APRESENTAÇÃO GENERALIDADES SISTEMAS SISTEMA DE ÁGUA FRIA POTÁVEL... 5 SISTEMA DE ESGOTO SISTEMA PLUVIAL ESPECIFICAÇÕES GERAIS ENSAIOS E TESTES NAS TUBULAÇÕES DESINFECÇÃO DE TUBULAÇÕES DE ÁGUA POTÁVEL CONSIDERAÇÕES FINAIS Pág _MEMHIS_TRT_RIO_DO_SUL_R00

4 1. APRESENTAÇÃO Este memorial descritivo tem por finalidade apresentar as especificações técnicas, de procedimentos e materiais, adotados no projeto das instalações hidrossanitárias do Fórum Trabalhista de Rio do Sul. Observa-se que predominarão os detalhes sobre as plantas, e as cotas sobre as escalas constantes nos desenhos GENERALIDADES Similaridade: Para produtos e materiais das marcas ou fabricantes mencionados nestas especificações, a Contratante admitirá o emprego de similares, desde que ouvida previamente a Fiscalização Núcleo de Projetos e Obras - e mediante sua expressa autorização, por escrito. Entende-se por similaridade entre dois materiais e equipamentos, quando existe a analogia total ou equivalência do desempenho dos mesmos, em idêntica função construtiva e que apresentem as mesmas características técnicas exigidas na especificação ou no serviço que a eles se refiram. Caberá à Contratada comprovar a similaridade e efetuar a consulta, em tempo oportuno, à Fiscalização da Contratante, não sendo admitido que a dita consulta sirva para justificar o não cumprimento dos prazos estabelecidos na documentação contratual. Materiais: Deverão ser empregados materiais novos, de primeira qualidade e de acordo com o especificado, salvo quando solicitado de modo contrário devendo desempenhar as funções exigidas do material ou produto. Caberá à fiscalização impugnar quaisquer materiais e/ou serviços que não satisfaçam às condições contratuais e em caso da falta de algum material, ou da impossibilidade da execução do especificado, deverá a Contratada apresentar as justificativas e opções para análise e aprovação da Fiscalização. A não observância do acima exposto poderá acarretar na retirada do material e/ou a Pág _MEMHIS_TRT_RIO_DO_SUL_R00

5 demolição de um serviço já executado, e seu reparo sem ônus para o Tribunal. As especificações de materiais relacionados neste memorial são orientativas, podendo ser utilizados produtos com características técnicas e desempenho similar. 2. SISTEMAS 2.1. SISTEMA DE ÁGUA FRIA POTÁVEL As instalações de água fria precisam ser projetadas e construídas de modo a: Garantir o fornecimento de água de forma contínua, com pressões e velocidades adequadas ao perfeito funcionamento das peças e utilização do sistema de tubulação; Preservar rigorosamente a qualidade da água do sistema de abastecimento; Proporcionar o máximo conforto dos usuários, incluindo a redução dos níveis de ruído. As normas que amparam o sistema de água fria são: ABNT NBR 5626: Instalação Predial de Água Fria e, ABNT NBR 5648: Tubos e conexões de PVC-U com junta soldável para sistemas prediais de água fria Componentes do Sistema de Água Fria Potável Entrada A alimentação geral de água fria para abastecer todo o empreendimento será feita a partir da rede pública, em tubo de PVC rígido soldável Ø 25 mm, localizando-se o cavalete com o hidrômetro, conforme planta de Implantação. O detalhe do abrigo do hidrômetro e da ligação deste com a rede pública encontra-se em projeto hidrossanitário. Pág _MEMHIS_TRT_RIO_DO_SUL_R00

6 Reservatório Superior A reserva superior de água potável será feita através de 02 células concreto armado, com as seguintes características: Célula 01: Área: 10,53 m² Altura Total: 1,80 m Altura Útil: 1,60 m Altura Consumo: 1,36 m Altura RTI: 0,24 m Volume RTI: litros Volume de Consumo: litros Volume Total: litros Tampa de Inspeção: 0,60 x 0,60 m Chave Bóia (Tipo): Elétrica, Automática de 30 A Canalização Extravasora: PVC Ø 40 mm lança na cobertura Canalização Limpeza: FGSC Ø 1.½ até o RG, daí com PVC Ø 40 mm Canalização Respiro: PVC Ø 32 mm Célula 02: Área: 10,53 m² Altura Total: 1,80 m Altura Útil: 1,60 m Altura Consumo: 1,36 m Altura RTI: 0,24 m Volume RTI: litros Volume de Consumo: litros Volume Total: litros Tampa de Inspeção: 0,60 x 0,60 m Chave Bóia (Tipo): Elétrica, Automática de 30 A Canalização Extravasora: PVC Ø 40 mm lança na cobertura Canalização Limpeza: FGSC Ø 1.½ até o RG, daí com PVC Ø 40 mm Canalização Respiro: PVC Ø 32 mm Pág _MEMHIS_TRT_RIO_DO_SUL_R00

7 Os reservatórios superiores de água potável deverão receber impermeabilização através da aplicação de cimento polimérico com fibras estruturado, conforme descrito no memorial arquitetônico Reservatório Inferior A reserva inferior de água potável será feita através de 01 cisterna em fibra de vidro, com as seguintes características: Cisterna: Marca: Fortlev ou similar. Altura Total: 2,59 m Diâmetro Superior: 3,19 m Diâmetro Inferior: 2,63 m Volume Total: litros Chave Bóia (Tipo): Elétrica, Automática de 30 A Canalização Extravasora: PVC Ø 20 mm lança no pluvial Canalização Limpeza: PVC Ø 40 mm segue p/ pluvial Canalização Ventilação: PVC Ø 40 mm acima do nível do extravasor Canalização Alimentação: PVC Ø 25 mm Canalização Recalque: cobre Ø 28 mm até Válvula de retenção vertical, depois PPR PN20 Ø 32 mm. Equipamentos: Será instalado um conjunto de moto-bombas para recalque da água da cisterna, locado no Subsolo, conforme especificação do item Calculo do Sistema de Recalque Abrigo: A cisterna será locada dentro de um abrigo de alvenaria de tijolos cerâmicos com dimensões internas de 5,70 x 5,66 m e altura útil de 3,20 m. As paredes possuirão espessura de 15 cm construídas e devidamente impermeabilizadas em conformidade com as especificações do memorial arquitetônico. A porta de acesso à cisterna será em alumínio anodizado com dimensões de 0,80 x 1,50 m. Pág _MEMHIS_TRT_RIO_DO_SUL_R00

8 Distribuição O reservatório superior terá 02 saídas de PVC rígido soldável Ø 40 mm, sendo uma saída em cada célula de concreto, dotada de registro de gaveta bruto Ø 1.¼, permitindo o uso em conjunto ou separado, no caso de limpeza ou manutenção em uma das células. A distribuição será em tubo de PVC rígido soldável Ø 32 mm e 25 mm, seguindo até as colunas de distribuição, conforme detalhamento vertical do reservatório superior e cisterna. Os ramais terão cada qual seu registro de gaveta com acabamento cromado, possibilitando o isolamento do mesmo, sem prejuízo ao abastecimento dos outros ramais Cálculo do Sistema de Água Fria Potável Cálculo de Consumo Médio Diário de Água Áreas: Térreo: Copa = 9,76 m² = 02 pessoas Zeladoria = 9,92 m² = 02 pessoas Rack = 2,56 m² = 01 pessoa Manutenção = 15,98 m² = 03 pessoas OAB = 13,66 m² = 02 pessoas Sala do Advogado = 15,37 m² = 03 pessoas Central de Atendimento = 24,75 m² = 04 pessoas Central de Mandados = 65,50 m² = 11 pessoas Agência Bancária = 29,13 m² = 06 pessoas Agência Bancária = 29,30 m² = 06 pessoas Hall/Bancos = 70,50 m² = 12 pessoas Segurança = 16,75 m² = 03 pessoas Atendimento = 11,56 m² = 02 pessoas Recepção = 30,59 m² = 05 pessoas Total Térreo = 62 pessoas Pág _MEMHIS_TRT_RIO_DO_SUL_R00

9 Tipo (1º e 2º Pavimento): Gabinete = 20,36 m² = 03 pessoas Gabinete = 20,36 m² = 03 pessoas Assistentes = 15,93 m² = 03 pessoas Rack = 7,59 m² = 01 pessoa Secretaria = 103,72 pessoas = 17 pessoas Atendimento = 19,48 m² = 03 pessoas Contadores = 11,31 m² = 02 pessoas Copa = 2,90 m² = 02 funcionários Sala de Audiência = 39,59 m² = 23 lugares Sala de Conciliação = 9,83 m² = 04 lugares Área de Público = 32,70 m² = 21 lugares Total 01 Tipo= 82 pessoas Total Tipos = 82 pessoas x 02 pavimentos = 164 pessoas População: 226 Pessoas/Dia x 50 litros = litros (mínimo) Consumo Total Adotado = litros Ramal de Entrada Vazão de Ramal de Entrada = CD = 113 m 3 = 1, seg seg. Q = 1,3 x 10-4 m 3 /s Q = A v v = 0,6 m/s Ø = 16,60 mm Ø adotado = 25 mm/pvc Ramal Predial Material: PVC roscável Diâmetro: Definido pela CASAN. Pág _MEMHIS_TRT_RIO_DO_SUL_R00

10 Calculo do Sistema de Recalque de Forchheimer: Cálculo do diâmetro do sistema de recalque através da fórmula Consumo Diário = litros Consumo Diário = 11,3 m³ Q recalque = l/h Q recalque = 2,825 m³/h Q recalque = 0, m³/s Q recalque = 0,785 l/s X = 0,167 Ø recalque: 0,02327 m Ø recalque: 23,27 mm Ø recalque: 0,032 m Ø recalque: 32 mm Ø sucção: 40 mm COMPRIMENTO EQUIVALENTE DE SUCÇÃO 40 MM TUBULAÇÃO METÁLICA Peça Quantidade Comprimento Equivalente Total Válvula Pé de Crivo 01 10,0 10,0 Joelho ,10 3,30 Tubulação 04 1,00 4,00 Reg. De Gaveta 01 0,20 0,20 Redução Excêntrica 01 0,16 0,16 17,66 J = 0, m/m J = 0, m/m J Tabela = 0,032 m Altura de Sucção = 2,56 m Hms = 3,13 m Pág _MEMHIS_TRT_RIO_DO_SUL_R00

11 COMPRIMENTO EQUIVALENTE DE RECALQUE 32 MM Peça Quantidade Comprimento Equivalente Total Válvula Retenção - Cobre 01 3,20 3,20 Registro de Gaveta Cobre 01 0,20 0,20 Registro de Gaveta PVC 01 0,30 0,30 Entrada/Saída 01 1,3 1,3 Tubulação Cobre 02 1,00 2,00 Tubulação PVC 80 1,00 80,00 Joelho 45º - PVC 06 0,70 4,20 Joelho 90º - Cobre 03 0,80 2,40 Joelho 90º - PVC 09 1,50 13,50 Tê Passagem Bilateral PVC 01 3,10 3,10 Tê Passagem Bilateral Cobre 01 1,70 1,70 J = 0, m/m 0, m/m J Fórmula = 0, m/m J Tabela = 0,110 m/m 111,90 Altura de Recalque = 45 m Hmr = 57,31 m Potência = 1,807 cv Rendimento da bomba: 35% Potência dos conjuntos: 2 cv Quantidade: um efetivo + um reserva Modelo: bomba centrífuga Schneider modelo ME-1420 V Altura manométrica da bomba: 60,43 m.c.a. Diâmetro de Sucção da Bomba: Ø 1 Diâmetro de Recalque da Bomba: Ø 1 Vazão de bomba (para HMB = 65 m.c.a.): 3,5 m 3 /h Deverá ser utilizado este modelo ou similar. Pág _MEMHIS_TRT_RIO_DO_SUL_R00

12 Curva da Bomba: Pág _MEMHIS_TRT_RIO_DO_SUL_R00

13 Materiais do Sistema de Água Fria Potável As tubulações e conexões serão em PVC rígido soldáveis da marca Amanco, Tigre ou similar. As bases dos registros e válvulas de descargas devem ser de bronze ou em ferro fundido. Nos pontos de ligação com metais (roscas macho) deverão ser utilizadas conexões azuis do tipo solda/rosca com bucha de latão interna. Os registros de gaveta e pressão instalados nos banheiros, copas e higienizações (que encontrarem-se aparentes) serão metálicos com acabamento cromado, modelo Standard da Docol ou similar. Os demais acabamentos que contemplam as instalações sanitárias como sifões, válvulas de escoamento e parafusos deverão ser de metal e cromados. As válvulas de escoamento devem ser colocadas de cima para baixo nos furos das peças sanitárias, para garantir o exato posicionamento delas e em seguida remover o conjunto montado. É recomendável que os metais sejam manuseados com luva de borracha para não serem danificados Execução do Sistema de Água Fria Potável A instalação do sistema de água fria consiste em realizar as soldas nos tubos e conexões de PVC rígido. A execução deve ser procedida da seguinte forma: Lixar as superfícies a serem soldadas; Observar que o encaixe deve ser bastante justo, pois sem a pressão não se estabelece à soldagem; Limpar as superfícies lixadas com solução limpadora, eliminado impurezas e gorduras. Distribuir uniformemente o adesivo, em quantidade suficiente, com um pincel ou o bico da própria bisnaga nas bolsas, conexões ou pontas a serem soldadas; Encaixar de uma vez as extremidades a serem soldadas, promovendo, enquanto encaixar, um leve movimento de Pág _MEMHIS_TRT_RIO_DO_SUL_R00

14 rotação entre as peças com ¼ de volta até que atinjam a posição definitiva. Encaixar as partes e remover qualquer excesso de adesivo. Após 1 hora a tubulação poderá ser preenchida com água. Após a instalação das conexões azuis que possuem rosca, estas deverão permanecer com plug de PVC, até o momento da instalação dos metais na obra para evitar obstrução das tubulações. A canalização extravasora deverá possuir crivo de tela fina com espaçamento máximo 0,5 mm em malha plástica ou cobre para evitar a entrada de insetos, pois esta canalização lançara a água excedente para a cobertura da edificação. As instalações devem ser testadas antes que as paredes recebam os revestimentos. O mesmo aplica-se às prumadas que devem ser testadas antes das muchetas serem preenchidas. Não é permitida a utilização de fogo para abertura de bolsas ou realização de curvas em tubo de PVC rígido. Pois esta operação altera a resistência do material e compromete a durabilidade SISTEMA DE ESGOTO As instalações prediais de esgoto sanitário destinam-se à coleta e afastamento dos despejos provenientes do uso da água para fins higiênicos, enviando-os ao tratamento através de Fossa Séptica, Filtro Anaeróbio e Clorador e posterior lançamento na Rede de Águas Pluviais do Município. As instalações sanitárias devem: Permitir rápido escoamento do esgoto, facilitando a instalação e manutenção. Vedar a passagem dos gases das tubulações primárias para as secundárias, através dos desconectores. Proporcionar estanqueidade, impedindo escapamentos de gases líquidos do interior das tubulações. Permitir a ventilação dos ramais e sub ramais para evitar a quebra do fecho hídrico. Pág _MEMHIS_TRT_RIO_DO_SUL_R00

15 As normas que amparam o sistema de esgoto são: ABNT NBR 5688:2010 Tubos e conexões de PVC-U para sistemas prediais de água pluvial, esgoto sanitário e ventilação e, ABNT NBR 8160:1999 Sistemas prediais de esgoto sanitário Componentes do Sistema de Esgoto Tubulações e Conexões Os tubos e conexões para esgoto e ventilação serão em PVC Esgoto Série Normal da marca Amanco, Tigre ou similar. As instalações compostas por colunas, derivações, deverão possuir caimentos adequados de forma a oferecer rápido escoamento. Todas as caixas sifonadas terão acessórios anti-infiltração em PVC da Amanco, Tigre ou similar. As instalações que coletam esgotos gordurosos serão independentes, ligadas as caixas de gordura Caixas de Inspeção de Esgoto As caixas serão de 0,70 x 0,70 m, executadas em alvenaria de tijolo maciço ou concreto pré-moldado, rebocadas internamente com argamassa na espessura de 1,5 cm devidamente impermeabilizadas com uma demão de cimento polimérico. As tampas serão em concreto armado com espessura de 5 cm e alça de aço Ø ½ para a remoção no momento da limpeza. As caixas deverão ser providas de cantoneiras metálicas e o fundo executado em concreto magro, conforme Detalhe 03 da prancha 14/21 do projeto hidrossanitário Caixa de Água Servida A caixa possuirá Ø 60 cm, executada em alvenaria de tijolo maciço ou concreto pré-moldado, rebocada internamente com argamassa na espessura de 1,5 cm devidamente impermeabilizada com uma demão de cimento polimérico. A tampa será em concreto armado com espessura de 5 cm e alça de aço Ø ½ para a remoção no momento da limpeza. A caixa deverá ser provida de cantoneiras Pág _MEMHIS_TRT_RIO_DO_SUL_R00

16 metálicas e o fundo executado em concreto magro, conforme detalhe do projeto hidrossanitário. A caixa de água servida deverá ser limpa a cada 06 meses para retirada de qualquer material que possa impedir o perfeito funcionamento da mesma Caixa de Gordura As caixas possuirão Ø 40 cm, executadas em alvenaria de tijolo maciço ou concreto pré-moldado, rebocadas internamente com argamassa na espessura de 1,5 cm devidamente impermeabilizadas com uma demão de cimento polimérico. As tampas serão em concreto armado com espessura de 5 cm e alça de aço Ø ½ para a remoção no momento da limpeza. As caixas deverão ser providas de cantoneiras metálicas e o fundo executado em concreto magro, conforme detalhe do projeto hidrossanitário. A caixa de gordura deverá ser inspecionada a cada 03 meses para averiguar a necessidade de limpeza da mesma Dimensionamento da Caixa de Gordura Especial Foram adotadas caixas de gordura simples (CGS) cilíndrica, com as seguintes dimensões mínimas: Diâmetro Interno =0,40 m Parte Submersa do Septo = 0,20 m Capacidade de Retenção = 31 litros Diâmetro Nominal da Tubulação de Saída = DN 75 mm Sistema de Esgoto Os esgotos domésticos devem ser tratados e dispostos de maneira que as seguintes condições sejam atendidas: Nenhum manancial destinado ao abastecimento predial corra o risco de contaminação; Não sejam prejudicadas as condições próprias à vida nas águas receptoras; Pág _MEMHIS_TRT_RIO_DO_SUL_R00

17 Não sejam prejudicadas as condições de balneabilidade de praias e outros locais de recreio e esportes; Não haja poluição do solo capaz de afetar diretamente ou indiretamente pessoas e animais Tanque Séptico A fossa e respectivos tampões devem ser resistentes a solicitações de cargas horizontais e verticais, em dimensões suficientes para garantir a estabilidade em face de: a) Cargas rodantes (veículos) e reaterro, no caso de os tanques estarem localizados em área pública, mesmo que não diretamente na via carroçável; b) Sobrecargas aplicadas no dimensionamento das respectivas edificações, no caso de os tanques estarem localizados internamente aos lotes; c) Pressões horizontais devida a sobrelevação de lençol freático, em zona suscetíveis a esse tipo de ocorrência. Inspeção da Fossa Séptica: Antes de entrar em funcionamento, a fossa séptica deve ser submetida a ensaio de estanqueidade, realizado após ele ter sido saturado por, no mínimo, 24 horas. A estanqueidade é medida pela variação do nível de água após o preenchimento até a altura da geratriz inferior do tubo de saída, decorridas 12 horas. Se a variação for superior a 3% da altura útil, a estaqueidade é insuficiente, devendo proceder a correção de trincas, fissuras ou juntas. Após a correção, novo ensaio deve ser realizado. Limpeza da Fossa: Quando da remoção do lodo digerido, aproximadamente 10% de seu volume devem ser deixados no interior do tanque. A remoção do lodo e escuma deve ser feita por profissionais especializados, que disponham de equipamentos adequados para garantir o não-contato direto entre pessoas e lodo. É obrigatório o uso Pág _MEMHIS_TRT_RIO_DO_SUL_R00

18 de botas e luvas de borracha. No caso de remoção manual, é obrigatório o uso de adequada máscara de proteção. O lodo e a escuma removidos da fossa séptica, em nenhuma hipótese, podem ser lançados em corpos de água ou galerias de águas pluviais Filtro Anaeróbio O material filtrante para o filtro anaeróbio deve ser especificado como a seguir: Brita ou outros materiais resistentes ao meio agressivo, no caso de brita utilizar a granulometria nº. 4 ou nº. 5, com dimensões mais uniformes possíveis; Não deve ser permitida a mistura de pedras com dimensões distintas, a não ser em camadas separadas, para não causar a obstrução precoce do filtro. Nos tubos perfurados, os furos devem ter diâmetro de 1,0 cm com variação admissível de mais ou menos 5%. A disposição dos furos deve seguir conforme representado no projeto hidrossanitário Clorador O menor tempo de detenção hidráulica para o contato a ser considerado é de 30 minutos. O esgoto clorado deve conter, após o tempo de contato, uma concentração de cloro livre de pelo menos 0,5 mg/litro. As pastilhas usadas no clorador devem ser repostas a cada 100 m³ de vazão, portanto deverá ser feita inspeção regularmente para reposição das pastilhas conforme a vazão Dimensionamento da Fossa Séptica e Filtro Anaeróbio População: 226 pessoas Contribuição: 50 litros/dia Pág _MEMHIS_TRT_RIO_DO_SUL_R00

19 Tanque Séptico V = N (C x T + K x Lf) V = (50 x 0, x 0,2) V = ( ) V = (38) V = V = litros Volume Adotado: litros. Dimensões: 4,00 m x 2,00 m x 1,50 m. O tanque séptico deverá ser limpa a cada 01 ano Filtro Anaeróbio V = (1,6 x N x C x T) V = (1,6 x 226 x 50 x 0,50) V = litros Volume Adotado: litros Dimensões: 2,00 m x 2,00 m x 1,20m O filtro deverá ser limpo através da sucção pelos tubos previstos em projetos para limpeza, a cada 06 meses Clorador V = (N x C) / 48 V = (226 x 50) / 48 V= 235,42 litros Volume Adotado: 245,0 litros. Dimensões: 0,70 m x 0,70 m x 0,50 m Pág _MEMHIS_TRT_RIO_DO_SUL_R00

20 Cálculo da Lixeira Para o dimensionamento dos contentores foi considerado: V = P x (2,20) 130 V = 226 x 2, V = m 3 Número de Contentores = 16 Unidades de 240 Litros. Por se tratar de órgão público, onde o volume de lixo reciclável seco é superior ao de rejeitos, foram considerados 2/3 para lixo reciclável e 1/3 para rejeitos. Especificações dos Contentores Quantidade Cor Volume Lixo 05 Unidades Verde 240 litros Rejeitos 11 Unidades Verde com tampa Azul Claro 240 litros Reciclável Os contentores de lixo deverão estar em depósito de lixo específico, forrado nas paredes, piso e teto por material cerâmico Execução do Sistema de Esgoto A emenda entre os tubos e conexões do sistema de esgoto pode ser por juntas elásticas ou soldáveis. Para as juntas elásticas: Limpar a ponta e a bolsa do tubo e acomodar o anel de borracha na virola da bolsa; Marcar a profundidade da bolsa na ponta do tubo; Pág _MEMHIS_TRT_RIO_DO_SUL_R00

21 Aplicar a pasta lubrificante no anel e na ponta do tubo. Não usar óleo ou graxa, que poderão atacar o anel de borracha; Encaixar a ponta chanfrada do tubo no fundo da bolsa, recuar 5 mm no caso de canalizações expostas e 2 mm para canalizações embutidas, tendo como referência a marca previamente feita na ponta do tubo. Esta folga se faz necessária para a dilatação da junta. Para as juntas soldáveis: Verificar se a bolsa da conexão e a ponta dos tubos a ligar estão perfeitamente limpas. Utilizando uma lixa d água, tirar o brilho das superfícies a serem soldadas, objetivando aumentar a área do ataque do adesivo; Limpar as superfícies lixadas com solução limpadora, eliminando impurezas e gorduras. Observar que o encaixe deve ser bastante justo, quase impraticável sem adesivo, pois sem pressão não se estabelece soldagem; Distribuir uniformemente o adesivo com um pincel ou o bico da própria bisnaga nas superfícies tratadas; Encaixar as partes e remover qualquer excesso de adesivo. As tubulações que ficarem sob as lajes deverão ser fixadas por cintas perfuradas metálicas. O espaçamento entre as fixações deve ser 10 vezes o diâmetro da tubulação. As tubulações enterradas devem ser assentadas em terreno resistente ou sobre base apropriada, livre de detritos ou materiais pontiagudos. O fundo da base deve ser regularizado com areia ou material granular. Depois que o tubo estiver colocado em seu leito, deve-se preencher lateralmente com o material mencionado em camadas de 10 cm compactando manualmente. O aterro superior à linha da tubulação até a altura de 30 cm deve ser compactado apenas hidraulicamente. O restante do aterro deve ser lançado em camadas sucessivas e compactas de forma a obter-se o mesmo estado do terreno nas laterais da vala. Pág _MEMHIS_TRT_RIO_DO_SUL_R00

22 2.3. SISTEMA PLUVIAL exigências: O sistema pluvial tem como objetivo atender as seguintes Recolher e conduzir a vazão de projeto até locais permitidos pelos dispositivos legais; Ser estanques; Permitir a limpeza e a desobstrução de qualquer ponto no interior da instalação; Absorver os esforços provocados pelas variações térmicas a que estão sujeitas; Nos componentes em contato com outros materiais de construção, usar materiais compatíveis; Resistir às pressões a que podem ser sujeitas; Ser fixadas de maneira a assegurar resistência e durabilidade. A norma que ampara este sistema é a NBR Instalações prediais de águas pluviais, da ABNT Componentes do Sistema Pluvial O sistema de captação de água pluvial visa recolher a água captada na cobertura, áreas externas, drenos de climatização e subsolo do Fórum Trabalhista de Rio do Sul. A água captada nas calhas e ralos das coberturas será conduzida até as caixas de inspeção pluvial através de tubulações de PVC Esgoto Série Normal (coberturas) e PVC Rígido Soldável (drenos de climatização), da marca Amanco, Tigre ou similar. As caixas de inspeção de águas pluviais encaminharão as águas até o Sistema Coletor de Águas Pluviais do Município. As águas advindas das canalizações de limpeza, depósito dos contentores e água proveniente do tratamento do clorador/tanque de contato também serão encaminhadas para o Sistema Coletor de Águas Pluviais do Município. Pág _MEMHIS_TRT_RIO_DO_SUL_R00

23 Captação A captação será realizada na cobertura por meio dos coletores pluviais que captam a água das calhas e ralos. Na extremidade dos coletores pluviais em contato com as calhas serão instaladas ralos párafolhas (tipo abacaxi) com Ø 100 mm ou tela metálica fixada a tubulação, para evitar entupimento, conforme indicado em projeto hidrossanitário. No estacionamento coberto serão instaladas grelhas para captação da água pluvial no nível do piso acabado. As grelhas serão em aço inox com diâmetro de 100 mm, em conformidade com o projeto e Figura 03 a seguir. Na base da rampa de acesso ao estacionamento do Subsolo será instalada calha de piso para coleta pluvial com caixa em concreto armado e grelha superior em aço inox dimensões 0,20 x 0,30 x 4,00 m (altura x largura x comprimento), de acordo com projeto hidrossanitário. A captação da calha de piso será feita através de 03 coletores em tubo de PVC Esgoto com Ø 100 mm. Figura 03: Grelha em Aço Inox Captação Pluvial. Fonte: Projeto Hidrossanitário. Pág _MEMHIS_TRT_RIO_DO_SUL_R00

24 Materiais do Sistema Pluvial As tubulações e conexões utilizadas no sistema de coleta pluvial, com exceção da tubulação de drenos das condensadoras, serão em PVC Esgoto Série Normal. As tubulações e conexões de drenagem das condensadoras serão em PVC Rígido Soldável. As tubulações da Implantação com diâmetro de 300 mm, 400 mm e 500 mm serão em concreto com rejuntamento de argamassa no traço 1:4. Os tubos deverão ser fornecidos em conformidade com as especificações da norma e com apresentação de certificado de fabricação do fornecedor. Os tubos que apresentarem rachaduras ou qualquer avaria deverão ser sumariamente condenados e retirados do canteiro de serviços Caixas de Inspeção Pluvial Com Tampa As caixas serão de 0,70 x 0,70 m com, executadas em alvenaria de blocos de concreto, rebocadas internamente com argamassa na espessura de 1,5 cm devidamente impermeabilizadas com uma demão de cimento polimérico. As tampas serão em concreto armado com espessura de 5 cm e alça de aço Ø ½ para a remoção no momento da limpeza. Estas deverão ser providas de cantoneiras metálicas e o fundo executado em concreto magro. As caixas de inspeção pluvial destinadas ao sistema de aproveitamento das águas da chuva deverão ter isolamento na tampa para impedir a entrada de insetos e roedores. As caixas de inspeção pluvial deverão ser limpas a cada 6 meses para retirada das folhas e demais materiais que possam impedir o perfeito funcionamento da mesma Caixas de Inspeção Pluvial Com Grelha As caixas serão de 0,70 x 0,70 m com profundidade variando conforme indicado em projeto, executadas em alvenaria de blocos de concreto, rebocadas internamente com argamassa na espessura de 1,5 cm devidamente impermeabilizadas com uma demão de cimento Pág _MEMHIS_TRT_RIO_DO_SUL_R00

25 polimérico. As tampas serão com grelha metálica galvanizada. As caixas deverão ser providas de cantoneiras metálicas e o fundo executado em concreto magro Execução do Sistema Pluvial Para os procedimentos construtivos das tubulações e conexões deverão ser seguidas as especificações do sistema de esgoto. Para as tubulações que ficarão soterradas em quaisquer que sejam os sistemas deverão ser observados os seguintes cuidados: Escavação de Valas: A escavação das valas deverá ser executada de jusante para montante, obedecendo-se as dimensões, cotas e declividades indicadas em projeto. A largura das valas quando não indicada, deverá ser a mínima considerando espaço necessário para execução dos trabalhos. Quando por necessidade do desenvolvimento da obra, o material escavado não puder ser colocado ao lado da vala, será o mesmo removido a um local de estocagem indicado pela Fiscalização. No caso onde o projeto não indicar berços, o fundo da vala deverá ser regularizado e apiloado, preenchendo-se os excessos de escavação e/ou depressões com areia ou outro material de boa qualidade. Reaterro de Valas: Para realização do reaterro das valas, deverão ser tomados cuidados especiais em relação aos métodos de compactação e equipamento de forma a garantir uniforme distribuição de cargas sobre as tubulações. O material a ser utilizado no reaterro da vala até um nível de 0,20 m acima da geratriz superior externa das tubulações deverá ser selecionado, isento de pedras, materiais orgânicos e corpos estranhos. A compactação do material sobre o berço e até 0,20 m acima da geratriz superior externa da tubulação será executada em camadas de 0,20 m cuidadosamente adensadas, evitando-se choques com as Pág _MEMHIS_TRT_RIO_DO_SUL_R00

26 tubulações e garantindo a estabilidade transversal e longitudinal das redes. Em cada camada será realizado adensamento manual às laterais dos tubos. 3. ESPECIFICAÇÕES GERAIS Nos tubos não serão feitas curvas forçadas, mas serão usadas peças apropriadas do mesmo material a fim de conseguir ângulos perfeitos, para mudança de direção das canalizações. Enquanto a obra estiver em andamento, todas as tubulações abertas deverão ser tampadas com buchas de vedação de madeira. Os registros e acessórios cromados também deverão ser devidamente protegidos. No transporte, estocagem e manuseio das diversas tubulações deverão ser tomadas atenções especiais para evitar choques ou cargas que afetem a integridade do material, e respeitadas às normas recomendadas pelo Fabricante. As tubulações que apresentarem trincas ou quebras não poderão ser aproveitadas no sistema, mesmo após sua reparação sem a prévia autorização da Fiscalização. 4. ENSAIOS E TESTES NAS TUBULAÇÕES A execução da instalação precisa obedecer rigorosamente ao projeto e ás disposições construtivas nele previstas. Qualquer alteração no projeto terá de manter o conjunto da instalação dentro do estipulado pelas normas técnicas e necessita ser justificada pela construtora. Todas as alterações processadas serão anotadas detalhadamente durante a obra para facilitar a apresentação do cadastro completo do recebimento da instalação. São permitidas alterações de traçado de linhas quando forem necessários devido a modificação na alvenaria ou na estrutura da obra, desde que não interfiram sensivelmente nos cálculos já elaborados. Após o término da instalação, deverão ser refeitos os desenhos, incluindo todas as alterações introduzidas (projeto cadastral ou conforme construído as Pág _MEMHIS_TRT_RIO_DO_SUL_R00

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