RELATÓRIO NACIONAL. Violência por armas de fogo no Brasil NEV/USP APOIO TÉCNICO:

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1 RELATÓRIO NACIONAL Violência por armas de fogo no Brasil NEV/USP APOIO TÉCNICO:

2 Violência por armas de fogo no Brasil - Relatório Nacional Coordenado por Maria Fernanda Tourinho Peres. 1. Violência 2. Armas de fogo 3. Prevenção 4. Saúde Pública I. Título II. Peres, MFT. Citação sugerida: Peres, MFT. Violência por armas de fogo no Brasil - Relatório Nacional. São Paulo, Brasil: Núcleo de Estudos da Violência, Universidade de São Paulo, Copyright Núcleo de Estudos da Violência, Universidade de São Paulo. Traduzido para o Português por Magnolia Yazbek Pereira e Kay Susan Brabner Projeto Gráfico e editoração: Frédéric Berthélémé

3 Violência por armas de fogo no Brasil Relatório Nacional Coordenação: Maria Fernanda Tourinho Peres Apoio financeiro: This project is included within the programme of the Geneva International Academic Network (GIAN)/Réseau universitaire international de Genève (RUIG). Geneva International Academic Network Réseau universitaire international de Genève

4 Equipe Técnica Coordenação do projeto Maria Fernanda Tourinho Peres Pesquisadora senior, Núcleo de Estudos da Violência, Universidade de São Paulo. Pesquisadores Patrícia Carla dos Santos Assistente de pesquisa, Núcleo de Estudos da Violência, Universidade de São Paulo. Eric Bacconi Gonçalves Estatístico, Núcleo de Estudos da Violência, Universidade de São Paulo. Consultoria David Meddings Department of Injuries and Violence Prevention, World Health Organization. Miguel Malo Coordenação de Promoção da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde, Brasil. Nancy Cardia Coordenadora adjunta, Núcleo de Estudos da Violência, Universidade de São Paulo. Peter Batchelor Small Arms Survey. Robert Muggah Small Arms Survey. 4 Sumário

5 Sumário Prefácio 7 Agradecimentos 9 Sumário de tabelas, gráficos e quadros 10 Mapa 15 Introdução 17 Capítulo 1 A violência no Brasil: uma breve retrospectiva 19 Homicídio e gênero 19 Homicídio e idade 19 Homicídio e espaço urbano 21 Capítulo 2 O impacto das armas de fogo sobre a violência no Brasil 23 Mortalidade por arma de fogo 26 Morbidade por arma de fogo 27 Pesquisas de vitimização 29 Capítulo 3 Resultados 36 O impacto das armas de fogo na mortalidade na década de A. Brasil e regiões 36 B. Estados Brasileiros 41 B.1. Região Norte 41 B.2. Região Nordeste 47 B.3. Região Sudeste 52 B.4. Região Sul 58 B.5. Região Centro-oeste 63 Mortes por armas de fogo segundo sexo nos anos A. Brasil e regiões 68 B. Estados Brasileiros 70 B.1. Região Norte 70 B.2. Região Nordeste 72 B.3. Região Sudeste 74 B.4. Região Sul 75 B.5. Região Centro-oeste 76 Violência por armas de fogo no Brasil 5

6 Análise de série temporal: mortalidade por armas de fogo de 1991 a A. Brasil e regiões 78 A.1. Freqüência de mortes por causas externas e por armas de fogo: mortalidade proporcional e porcentagens 78 A.2. Taxas de mortalidade por armas de fogo 93 B. Estados Brasileiros 106 B.1. Porcentagens: a magnitude das mortes por armas de fogo em relação a todas as causas externas 106 B.1.1. Região Norte 106 B.1.2. Região Nordeste 107 B.1.3. Região Sudeste 109 B.1.4. Região Sul 109 B.1.5. Região Centro-oeste 110 B.2. Mortalidade por arma de fogo 111 B.2.1. Região Norte 111 B.2.2. Região Nordeste 112 B.2.3. Região Sudeste 113 B.2.4. Região Sul 114 B.2.5. Região Centro-oeste 115 B.2.6. Taxas de mortalidade em vinte estados brasileiros: uma visão comparativa. 116 C. Capitais Brasileiras 117 C.1. Porcentagens: a magnitude das mortes por armas de fogo em relação a todas as causas externas 117 C.2. Taxas de mortalidade por armas de fogo 129 C.2.1. Taxas de mortalidade em capitais brasileiras: uma visão comparativa 141 Mortalidade por armas de fogo e desenvolvimento socioeconômico nos estados brasileiros 143 Capítulo 4 Limites de interpretação: a qualidade das informações sobre armas de fogo nas declarações de óbito 150 Capítulo 5 Considerações finais e recomendações 153 Bibliografia 161 Apêndices Metodologia 165 a. Unidades de análise 165 b. Fonte de dados e variáveis 165 c. Análise Tabelas: números absolutos de mortes por armas de fogo Glossário de termos técnicos e definições Sumário

7 Prefácio Esta publicação apresenta os principais resultados e conclusões de uma pesquisa desenvolvida no Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) com o objetivo de descrever a distribuição e a magnitude da violência por armas de fogo no Brasil. A realização deste trabalho contou com o suporte técnico da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Small Arms Survey (SAS). A OMS, através de inúmeras assembléias mundiais, resoluções e do Relatório Mundial sobre Violência e Saúde, vem chamando atenção para o fato de que a violência é, atualmente, um importante problema de saúde pública a nível global. A afirmação de que a violência é um problema de saúde pública não é, a primeira vista, de fácil compreensão. No Brasil, assim como em outros países do mundo, a violência é tradicionalmente tratada como um problema exclusivo de segurança pública, cujas respostas e enfrentamentos encontram lugar nas instituições policiais e judiciárias. Esta visão, entretanto, começa a mudar, havendo um crescente reconhecimento do papel da abordagem da saúde pública para a prevenção da violência. A abordagem da violência partir da perspectiva da saúde pública busca analisar sua distribuição e identificar os seus determinantes sociais, para, a partir desse conhecimento propor medidas preventivas multisetoriais que incluem o setor saúde. Não se trata, desta forma, de reduzir a violência a uma doença, problema médico, mas de considerar a violência em seus efeitos para a saúde da população e para os serviços de saúde, assim como o potencial papel preventivo que pode ser exercido pelo setor saúde. Afirmar que a violência é um problema de saúde pública significa, de um ponto de vista prático, afirmar a necessidade de compreensão da violência a partir de determinantes sociais, conhecer a sua freqüência e distribuição em grupos populacionais, identificar fatores de risco e propor medidas preventivas, avaliar e monitorar as ações. Esta afirmação trás, neste sentido, um modo de ação e compreensão do fenômeno da violência que, longe de reduzí-lo a uma doença, tenta compreendê-lo em sua complexidade para, a partir deste conhecimento, agir preventivamente. Essa não é uma tarefa fácil, assim como não é uma tarefa de um único setor. A violência é um problema social, com dimensões relacionadas à segurança, à saúde e ao desenvolvimento social, que deve, portanto, ser enfrentado por diversos setores da sociedade e do Estado. É expressiva a produção acadêmica sobre a violência no Brasil, sobretudo a partir de finais da década de Entretanto, são poucos os estudos que abordam a contribuição das armas de fogo. Além disso, grande parte dos estudos realizados tem uma divulgação restrita aos meios acadêmicos, não atingindo aqueles que trabalham para a redução e o controle da violência, seja na implementação ou na formulação de programas e políticas públicas. Esta publicação, que ora apresentamos, tem como objetivo divulgar amplamente os resultados de uma pesquisa sobre a contribuição das armas de fogo para a violência no País. Pretendemos, desta forma, contribuir para o debate público, assim como para a formulação de propostas mais concretas para o enfrentamento de um problema tão grave no Brasil. A prevenção da violência por armas de fogo só será possível com adoção de medidas multisetoriais. O Relatório mundial sobre violência e saúde da OMS chama atenção para o fato de que não existe um fator causal único responsável por nenhum dos tipos de violência. A violência por armas de fogo resulta da complexa e dinâmica interação entre múltiplos determinantes que incluem fatores individuais, relacionais, comunitários e sociais. Estratégias de prevenção multisetoriais e integradas que passem, necessariamente por medidas estruturais para a redução das Violência por armas de fogo no Brasil 7

8 desigualdades, tornam-se, desta forma, fundamentais para a prevenção da violência. Além disso, a redução da impunidade e reformas nos sistemas policial, penitenciário e judiciário tornam-se necessárias para reduzir o sentimento de insegurança da população brasileira, o qual alimenta a demanda por mecanismos privados de segurança, e, consequentemente, por armas de fogo. O acesso a armas de fogo, por sua vez, contribui para o crescimento da violência fatal, alimentando o sentimento de insegurança e medo. Neste sentido, as armas de fogo constituem-se, a um só tempo, em uma tentativa de se proteger contra a violência e em um elemento de reprodução da violência que visam evitar. Os resultados apresentados neste relatório demonstram claramente que a violência por armas de fogo é um problema de grande relevância no Brasil, o qual atinge principalmente a população jovem dos centros urbanos. A presença do tráfico de armas e drogas, fonte de suprimento de armas ilegais usadas em atividades criminais, a falta de perspectiva das populações jovens, em um contexto marcado pelo desemprego e por abismos sociais, vêm contribuindo para o crescimento da violência e da criminalidade urbana no País. Não pretendemos, com este trabalho, responder a todas as questões em aberto sobre a violência armada no Brasil. Pretendemos sim, ao apresentar o panorama geral da violência por armas de fogo, contribuir para o reconhecimento da gravidade do problema, assim como de suas características. Desta forma, temos como objetivo não apenas contribuir para que novas questões sejam levantadas e novas pesquisas sejam realizadas, como também para que sejam buscadas soluções para tão grave problema no País. Nancy Cardia Coordenadora Adjunta Núcleo de Estudos da Violência/USP 8 Prefácio

9 Agradecimentos A execução deste trabalho contou com o total apoio do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV/USP) através de sua equipe técnica e de seus coordenadores. A cooperação da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde foi fundamental para o acesso ao banco de dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade. O acesso aos dados sobre armas apreendidas foi possível graças à colaboração da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça. A realização deste trabalho contou com apoio técnico e financeiro do Department of Injuries and Violence Prevention da Organização Mundial de Saúde, e do Small Arms Survey.Agradecemos também a colaboração do Professor Timothy Harding do Instituto de Medicina Legal da Universidade de Genebra. O apoio do escritório brasileiro da Organização Mundial de Saúde e da Organização Pan- Americana da Saúde foi de grande importância para a conclusão deste trabalho, assim como para a sua publicação e divulgação dos resultados, viabilizando o compartilhamento das informações com agências governamentais. O Department of Foreign Affairs and International Trade of the Government of Canada e o Geneva International Academic Network também contribuíram, através de suporte financeiro, para a realização deste projeto. Violência por armas de fogo no Brasil 9

10 Sumário de tabelas, gráficos e quadros Tabelas Tabela 1: Número e taxa (/ hab.) de armas apreendidas pela polícia. Unidades da federação, Brasil, Tabela 2: Uso de armas segundo tipo de crime (%) em quatro capitais brasileiras, Tabela 3: Medidas para redução dos crimes (%) em quatro capitais brasileiras, Tabela 4: Taxa de vitimização no bairro nos últimos 12 meses. Brasil, Tabela 5: Porcentagem de jovens (<= 20 anos) que conhecem vitimas ou agressores, segundo gênero. Brasil, Tabela 6: Razões para portar arma (%). Brasil, Tabela 7: Mortes por acidente de trânsito, armas de fogo e outros meios segundo grupos de gênero e população total. Brasil e regiões, déc Tabela 8: Óbitos por causas externas segundo grupos de gênero e população total. Brasil e regiões, déc Tabela 9: Óbitos por armas de fogo segundo grupos de gênero e população total. Brasil e regiões, déc Tabela 10: Óbitos por causas externas segundo meio (%). Brasil e regiões, déc Tabela 11: Mortes por acidente de trânsito, armas de fogo e outros meios segundo grupos de gênero e população total. Unidades da federação, região Norte, Brasil, déc Tabela 12: Óbitos por causas externas segundo grupos de gênero e população total. Unidades da federação, região Norte, Brasil, déc Tabela 13: Óbitos por armas de fogo segundo grupos de gênero e população total. Unidades da federação, região Norte, Brasil, déc Tabela 14: Óbitos por causas externas segundo meio (%). Unidades da federação, região Norte, Brasil, déc Tabela 15: Mortes por acidente de trânsito, armas de fogo e outros meios segundo grupos de gênero e população total. Unidades da federação, região Nordeste, Brasil, déc Tabela 16: Óbitos por causas externas segundo grupos de gênero e população total. Unidades da federação, região Nordeste, Brasil, déc Tabela 17: Óbitos por armas de fogo segundo grupos de gênero e população total. Unidades da federação, região Nordeste, Brasil, déc Tabela 18: Óbitos por causas externas segundo meio (%). Unidades da federação, região Nordeste, Brasil, déc Tabela 19: Mortes por acidente de trânsito, armas de fogo e outros meios segundo grupos de gênero e população total. Unidades da federação, região Sudeste, Brasil, déc Tabela 20: Óbitos por causas externas segundo grupos de gênero e população total. Unidades da federação, região Sudeste, Brasil, déc Tabela 21: Óbitos por armas de fogo segundo grupos de gênero e população total. Unidades da federação, região Sudeste, Brasil, déc Tabela 22: Óbitos por causas externas segundo meio (%). Unidades da federação, região Sudeste, Brasil, déc Tabela 23: Mortes por acidente de trânsito, armas de fogo e outros meios segundo grupos de gênero e população total. Unidades da federação, região Sul, Brasil, déc Tabela 24: Óbitos por causas externas segundo grupos de gênero e população total. Unidades da federação, região Sul, Brasil, déc Tabela 25: Óbitos por armas de fogo segundo grupos de gênero e população total. Unidades da federação, região Sul, Brasil, déc Tabela 26: Óbitos por causas externas segundo meio (%). Unidades da federação, região Sul, Brasil, déc Tabela 27: Mortes por acidente de trânsito, armas de fogo e outros meios segundo grupos de gênero e população total. Unidades da federação, região Centro-oeste, Brasil, déc Tabela 28: Óbitos por causas externas segundo grupos de gênero e população total. Unidades da federação, região Centro-oeste, Brasil, déc Sumário de tabelas, gráficos e quadros

11 Tabela 29: Óbitos por armas de fogo segundo grupos de gênero e população total. Unidades da federação, região Centro-oeste, Brasil, déc Tabela 30: Óbitos por causas externas segundo meio (%). Unidades da federação, região Centro-oeste, Brasil, déc Tabela 31: Proporção de óbitos por causas externas segundo grupos de gênero e razão masculino/feminino. Brasil e regiões, déc Tabela 32: Proporção de óbitos por armas de fogo e outros meios segundo grupos de gênero e razão masculino/feminino.unidades da federação, região Norte, Brasil, déc Tabela 33: Proporção de óbitos por armas de fogo e outros meios segundo grupos de gênero e razão masculino/feminino. Unidades da federação, região Nordeste, Brasil, déc Tabela 34: Proporção de óbitos por armas de fogo e outros meios segundo grupos de gênero e razão masculino/feminino. Unidades da federação, região Sudeste, Brasil, déc Tabela 35: Proporção de óbitos por armas de fogo e outros meios segundo grupos de gênero e razão masculino/feminino. Unidades da federação, região Sul, Brasil, déc Tabela 36: Proporção de óbitos por armas de fogo e outros meios segundo grupos de gênero e razão masculino/feminino. Unidades da federação, região Centro-oeste, Brasil, déc Tabela 37: Proporção de óbitos por armas de fogo em relação ao total de óbitos por causas externas e incremento (%). Brasil, regiões e unidades da federação, Tabela 38: Proporção de óbitos por armas de fogo em relação ao total de óbitos por causas externas e incremento (%) na faixa etária de 15 a 19 anos. Brasil, regiões e unidades da federação, Tabela 39: Proporção de óbitos por armas de fogo em relação ao total de óbitos por causas externas e incremento (%) na faixa etária de 20 a 29 anos. Brasil, regiões e unidades da federação, Tabela 40: Proporção de óbitos por armas de fogo em relação ao total de óbitos por causas externas e incremento (%) na população masculina. Brasil, regiões e unidades da federação, Tabela 41: Proporção de óbitos por armas de fogo em relação ao total de óbitos por causas externas e incremento (%) na população feminina. Brasil, regiões e unidades da federação, Tabela 42: Proporção de óbitos por armas de fogo em relação ao total de óbitos por causas externas e incremento (%) na população masculina de 15 a 19 anos. Brasil, regiões e unidades da federação, Tabela 43: Proporção de óbitos por armas de fogo em relação ao total de óbitos por causas externas e incremento (%) na população masculina de 20 a 29 anos. Brasil, regiões e unidades da federação, Tabela 44: Proporção de óbitos por armas de fogo em relação ao total de óbitos por causas externas e incremento (%) na população masculina de 30 a 39 anos. Brasil, regiões e unidades da federação, Tabela 45: Proporção de óbitos por armas de fogo em relação ao total de óbitos por causas externas e incremento (%) na população feminina de 15 a 19 anos. Brasil, regiões e unidades da federação, Tabela 46: Proporção de óbitos por armas de fogo em relação ao total de óbitos por causas externas e incremento (%) na população feminina de 20 a 29 anos. Brasil, regiões e unidades da federação, Tabela 47: Proporção de óbitos por armas de fogo em relação ao total de óbitos por causas externas e incremento (%) na população feminina de 30 a 39 anos. Brasil, regiões e unidades da federação, Tabela 48: Coeficiente de mortalidade por armas de fogo padronizado (/ ) e incremento (%). Brasil, regiões e unidades da federação, Tabela 49: Coeficiente de mortalidade por armas de fogo (/ ) e incremento (%), população masculina. Brasil, regiões e unidades da federação, Tabela 50: Coeficiente de mortalidade por armas de fogo (/ ) e incremento (%), população feminina. Brasil, regiões e unidades da federação, Tabela 51: Coeficiente de mortalidade por armas de fogo (/ ) e incremento (%), população masculina na faixa etária de 15 a 19 anos. Brasil, regiões e unidades da federação, Violência por armas de fogo no Brasil

12 Tabela 52: Coeficiente de mortalidade por armas de fogo (/ ) e incremento (%), população masculina na faixa etária de 20 a 29 anos. Brasil, regiões e unidades da federação, Tabela 53: Coeficiente de mortalidade por armas de fogo (/ ) e incremento (%), população masculina na faixa etária de 30 a 39 anos. Brasil, regiões e unidades da federação, Tabela 54: Coeficiente de mortalidade por armas de fogo (/ ) e incremento (%), população feminina na faixa etária de 15 a 19 anos. Brasil, regiões e unidades da federação, Tabela 55: Coeficiente de mortalidade por armas de fogo (/ ) e incremento (%), população feminina na faixa etária de 20 a 29 anos. Brasil, regiões e unidades da federação, Tabela 56: Coeficiente de mortalidade por armas de fogo (/ ) e incremento (%), população feminina na faixa etária de 30 a 39 anos. Brasil, regiões e unidades da federação, Tabela 57: Risco relativo de morte por armas de fogo relacionado à idade segundo grupos de gênero e população total. Brasil, 1991, 1996 e Tabela 58: Risco relativo masculino de morte por armas de fogo segundo grupos etários e incremento (%). Brasil, Tabela 59: Proporção de óbitos por armas de fogo em relação ao total de óbitos por causas externas e incremento (%). Brasil e capitais, Tabela 60: Proporção de óbitos por armas de fogo em relação ao total de óbitos por causas externas e incremento (%) na população masculina. Brasil e capitais, Tabela 61: Proporção de óbitos por armas de fogo em relação ao total de óbitos por causas externas e incremento (%) na população masculina de 15 a 19 anos. Brasil e capitais, Tabela 62: Proporção de óbitos por armas de fogo em relação ao total de óbitos por causas externas e incremento (%) na população masculina de 20 a 29 anos. Brasil e capitais, Tabela 63: Proporção de óbitos por armas de fogo em relação ao total de óbitos por causas externas e incremento (%) na população masculina de 30 a 39 anos. Brasil e capitais, Tabela 64: Proporção de óbitos por armas de fogo em relação ao total de óbitos por causas externas e incremento (%) na população feminina. Brasil e capitais, Tabela 65: Proporção de óbitos por armas de fogo em relação ao total de óbitos por causas externas na população feminina de 15 a 19 anos. Brasil e capitais, Tabela 66: Proporção de óbitos por armas de fogo em relação ao total de óbitos por causas externas na população feminina de 20 a 29 anos. Brasil e capitais, Tabela 67: Proporção de óbitos por armas de fogo em relação ao total de óbitos por causas externas na população feminina de 30 a 39 anos. Brasil e capitais, Tabela 68: Coeficiente de mortalidade por armas de fogo padronizado (/ ) e incremento (%). Brasil e capitais, Tabela 69: Coeficiente de mortalidade por armas de fogo (/ ) e incremento (%), população masculina. Brasil e capitais, Tabela 70: Coeficiente de mortalidade por armas de fogo (/ ) e incremento (%), população masculina de 15 a 19 anos. Brasil e capitais, Tabela 71: Coeficiente de mortalidade por armas de fogo (/ ) e incremento (%), população masculina de 20 a 29 anos. Brasil e capitais, Tabela 72: Coeficiente de mortalidade por armas de fogo (/ ) e incremento (%), população masculina de 30 a 39 anos. Brasil e capitais, Tabela 73: Coeficiente de mortalidade por armas de fogo (/ ) e incremento (%), população feminina. Brasil e capitais, Tabela 74: Coeficiente de mortalidade por armas de fogo (/ ), população feminina de 15 a 19 anos. Brasil e capitais, Tabela 75: Coeficiente de mortalidade por armas de fogo (/ ), população feminina de 20 a 29 anos. Brasil e capitais, Sumário de tabelas, gráficos e quadros

13 Tabela 76: Coeficiente de mortalidade por armas de fogo (/ ), população feminina de 30 a 39 anos. Brasil e capitais, Tabela 77: Indicadores socioeconômicos. Unidades da Federação, Brasil, Tabela 78: Matriz de correlação entre indicadores socioeconômicos. Unidades da Federação, Brasil, Tabela 79: Correlação entre coeficientes de mortalidade e indicadores socioeconômicos. Unidades da federação, Brasil, Tabela 80: Correlação entre coeficientes de mortalidade e indicadores socioeconômicos, população masculina. Unidades da federação, Brasil, Tabela 81: Correlação entre coeficientes de mortalidade e indicadores socioeconômicos, população feminina. Unidades da federação, Brasil, Tabela 82: Proporção de homicídios com arma não definida em relação ao total de homicídios. Brasil e capitais, Tabela 83: Proporção de homicídios com arma não definida em relação ao total de homicídios. Brasil, regiões e Unidades da federação, Gráficos Gráfico 1: Óbitos por homicídios segundo gênero. Brasil, Gráfico 2: Coeficiente de mortalidade por homicídios (/ ). Brasil, Gráfico 3: Óbitos por homicídios segundo gênero na população de 15 a 24 anos. Brasil, Gráfico 4: Admissão hospitalar por causas externas. Hospital Sarah Kubitcheck, Salvador e Distrito Federal, Brasil, Gráfico 5: Lesão por arma de fogo segundo a motivação. Hospital Sarah Kubitcheck, Salvador e Distrito Federal, Brasil, Gráfico 6: Lesão por arma de fogo segundo agressor. Hospital Sarah Kubitcheck, Salvador e Distrito Federal, Brasil, Gráfico 7: Mortalidade proporcional por causas externas (%) segundo sexo. Brasil e regiões, déc Gráfico 8: Mortalidade proporcional por causas externas (%) segundo sexo. Unidades da federação, região Norte, Brasil, déc Gráfico 9: Mortalidade proporcional por causas externas (%) segundo sexo. Unidades da federação, região Nordeste, Brasil, déc Gráfico 10: Mortalidade proporcional por causas externas (%) segundo sexo. Unidades da federação, região Sudeste, Brasil, déc Gráfico 11: Mortalidade proporcional por causas externas (%) segundo sexo. Unidades da federação, região Sul, Brasil, déc Gráfico 12: Mortalidade proporcional por causas externas (%) segundo sexo. Unidades da federação, região Centro-oeste, Brasil, déc Gráfico 13: Mortalidade proporcional por causas externas (%) segundo sexo. Brasil, 1991 a Gráfico 14: Proporção de óbitos por acidente de trânsito, armas de fogo e outros meios em relação ao total de óbitos por causas externas (%). Brasil, 1991 a Gráfico 15: Proporção de óbitos por armas de fogo (%) em relação ao total de óbitos por causas externas e incremento (%) segundo grupos etários. Brasil, 1991, 1996, Gráfico 16: Coeficiente de mortalidade por causas externas (/ ) padronizado e incremento (%). Brasil, 1991 a Gráfico 17: Coeficiente de mortalidade por causas externas (/ ) e incremento (%), população masculina. Brasil, 1991 a Gráfico 18: Coeficiente de mortalidade por causas externas (/ ) e incremento (%), população feminina. Brasil, 1991 a Gráfico 19: Coeficiente de mortalidade por armas de fogo (/ ) segundo sexo. Brasil, 1991 a Gráfico 20: Coeficiente de mortalidade por armas de fogo (/ ) e incremento (%) segundo grupos etários. Brasil, 1991, 1996, Gráfico 21: Coeficiente de mortalidade por armas de fogo(/ ) padronizado em 20 estados brasileiros, Gráfico 22: Coeficiente de mortalidade por armas de fogo(/ ) padronizado em 20 estados brasileiros, Gráfico 23: Risco relativo masculino de morte por armas de fogo em 10 capitais brasileiras, Gráfico 24: Coeficiente de mortalidade por armas de fogo(/ ) padronizado em capitais brasileiras, Gráfico 25: Coeficiente de mortalidade por armas de fogo(/ ) padronizado em capitais brasileiras, Violência por armas de fogo no Brasil 13

14 Quadros Quadro 1: Fontes de dados sobre crime e violência no Brasil. Quadro 2: Características metodológicas das pesquisas de vitimização conduzidas no Brasil. Quadro 3: Evolução dos coeficientes de mortalidade por armas de fogo nos estados e capitais brasileiras, 1991 a Quadro 4: Variáveis de acordo com CID-9 e CID-10. Quadro 5: Indicadores socioeconômicos. Quadro 6: Unidades de análise Sumário de tabelas, gráficos e quadros

15 Mapa Boa Vista RORAIMA AMAPÁ Macapá ACRE Rio Branco AMAZONAS Manaus Porto Velho RONDÔNIA PARÁ MATO GROSSO Cuiabá GOIÁS Goiânia Belém São Luís Fortaleza Teresina MARANHÃO CEARÁ RIO GRANDE DO NORTE Natal João PARAÍBA PIAUÍ Pessoa PERNAMBUCO Recife Palmas ALAGOAS Maceió Aracaju TOCANTINS SERGIPE BAHIA DISTRITO FEDERAL MINAS GERAIS Salvador MATO GROSSO DO SUL Campo Grande SÃO PAULO Belo Horizonte ESPÍRITO SANTO Vitória RIO DE JANEIRO PARANÁ Curitiba São Paulo Rio de Janeiro Região Norte Região Nordeste Região Centro-oeste Região Sudeste Região Sul SANTA CATARINA RIO GRANDE DO SUL Porto Alegre Florianópolis Violência por armas de fogo no Brasil 15

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17 Introdução O nosso propósito, com a publicação deste relatório, é apresentar para o público o resultado de uma pesquisa cujo objetivo foi descrever a distribuição e a magnitude da violência por armas de fogo no Brasil. Uma vez que a fonte de dados disponível mais abrangente e confiável é o Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM), grande parte dos dados apresentados neste relatório refere-se à mortalidade por armas de fogo. É importante ressaltar que os eventos não fatais relacionados à violência por armas de fogo representam uma grande dimensão deste problema, a qual é, infelizmente, desconhecida. Dado o fácil acesso e a melhor qualidade dos dados de mortalidade, um dos nossos objetivos principais foi descrever o impacto das mortes por armas de fogo na mortalidade Brasileira. Uma análise de série temporal também foi realizada, buscando-se, desta forma, identificar padrões de evolução de 1991 a O texto está dividido em cinco capítulos. No primeiro são apresentados os principais resultados e conclusões da produção bibliográfica brasileira, com o objetivo de situar o leitor na problemática mais geral da violência no país. No segundo capítulo nos concentramos, especificamente, na produção bibliográfica sobre o impacto das armas de fogo para a violência no Brasil, quando apresentamos resultados mais relevantes de estudos de mortalidade, morbidade e vitimização. Uma análise crítica das fontes de dados disponíveis no País é apresentada ao leitor, quando são levantados os principais obstáculos para a pesquisa. No terceiro capítulo apresentamos o resultado da análise dos dados de mortalidade por armas de fogo no País na década de 1990, obtidos através do SIM. Inicialmente apresentamos os dados de forma consolidada, considerando-se a década de 1990 em sua totalidade. Nesta seção, os dados são apresentados em dois grandes blocos: "O impacto das armas de fogo na mortalidade na década de 1990" e "Mortes por armas de fogo segundo sexo nos anos 90". O nosso objetivo é pôr em evidência a magnitude do problema no País, nos anos 1990, assim como a sua distribuição nas cinco grandes regiões e estados Brasileiros. Após este panorama geral, passamos a apresentar o resultado da análise de série temporal, identificando padrões de evolução no País, nas cinco grandes regiões, nos estados e capitais. São apresentados dados tanto da contribuição das mortes por armas de fogo para o total de mortes por causas externas, através de porcentagens, quanto os coeficientes de mortalidade por armas de fogo. Os principais problemas na qualidade da informação sobre armas de fogo na declaração de óbito e sua influência para análise de série temporal são discutidos no capítulo 4. No quinto capítulo, "Considerações finais e recomendações" os principais resultados são retomados e apresentados de forma resumida e as nossas recomendações finais são feitas. Referências bibliográficas e um apêndice com detalhes metodológicos são apresentados ao final. Violência por armas de fogo no Brasil 17

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19 Capítulo 1 A violência no Brasil: uma breve retrospectiva São inúmeros os estudos no Brasil que demonstram o crescimento da violência, em particular dos óbitos por homicídios, nas últimas décadas (Mesquita Neto, 2002b). Cientistas sociais assinalam que após o processo de democratização e abertura política do governo brasileiro, a violência e as atividades criminais cresceram substancialmente no País, atingindo níveis nunca antes vistos. Considerando todos os óbitos por causas externas que ocorreram no Brasil nas duas últimas décadas, os homicídios ganham destaque, ocupando o primeiro lugar entre as causas de morte precoce desde 1997 (Azevedo-Lira & Drummond-Jr, 2000). Neste sentido, o homicídio é considerado um importante problema social e de saúde pública no Brasil. Souza (1994) e Mello-Jorge (1997), ao analisarem os dados do Ministério da Saúde, enfatizam o crescimento dos homicídios, considerando-se o perfil de mortalidade do País. Já em 1989, as causas externas passaram a ocupar o segundo lugar entre as causas de morte da população brasileira (Souza 1994). Entre 1977 e 1994 houve um aumento relativo de 160% na taxa de mortalidade por homicídios no País, que passou de 7,9/ para 21,2/ (Mello-Jorge,1997). Embora os níveis de violência tenham aumentado em todo o País, este aumento concentrou-se em determinadas áreas geográficas e grupos sociais, o que aponta para a existência não apenas de uma distribuição desigual do risco de ser vítima de violência, como também para uma distribuição desigual dos direitos sociais e civis na sociedade brasileira. Homicídio e gênero A distribuição dos homicídios segundo grupos de gênero, no Brasil, aponta para um risco excessivo de morte na população masculina em todo o País e nas capitais dos estados (Souza, 1994). De um total de homicídios ocorridos entre 1980 e 1988, 90,9% foram homicídios masculinos e 9,1% femininos (Gráfico 1). Gráfico 1: Óbitos por homicídios segundo gênero. Brasil, Feminino 9% Masculino 91% Fonte: Souza, ER., Homicídios no Brasil. CSP 10(1s), Violência por armas de fogo no Brasil 19

20 O risco relativo (RR) de morte por homicídio na população masculina atingiu o valor de 11 na década de 80. Isto significa que a chance de morrer por homicídio é onze vezes maior para os homens do que para mulheres. Embora os homens apresentem maior risco de morrer por homicídio, Souza (1994) demonstra existir, no País, uma tendência de crescimento desta causa de óbito na população feminina. Entre 1980 e 1988 a taxa de mortalidade cresceu 44% na população total, sendo que, no mesmo período, o crescimento foi de 47% para homens e 28% para mulheres. Homicídio e idade Na década de 1980, as mortes por homicídio concentraram-se nas faixas etárias de e anos. Entretanto, segundo Souza (1994), foi possível perceber, no período, o aumento do número de casos em idades mais precoces, tais como e anos. A magnitude e o crescimento nas taxas de mortalidade por homicídio entre jovens é de especial importância, dado o seu forte impacto social. Em 1997 os homicídios constituíram-se na primeira causa de anos potenciais de vida perdidos (APVP) no País, responsáveis por 17,8% do total, seguidos por acidentes de transporte, responsáveis por 12,4% dos APVP (Azevedo-Lira & Drummond-Jr, 2000). A magnitude deste problema pode ser percebida através de um estudo realizado pela UNESCO. Segundo o autor (Waiselfisz, 2000), os homicídios foram responsáveis por 39% das mortes por causas externas na população de 15 a 24 anos, e por 4,7%, quando considerada a população total do País. Em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Pernambuco, a proporção de mortes por homicídio foi superior a 50%, o que significa que na população jovem, considerando todas as causas externas de morte, mais da metade foi atribuída a homicídios. No período entre 1991 e 2000, a taxa de mortalidade por homicídio aumentou 48% na população jovem (15 a 24 anos), enquanto na população total o crescimento foi de 29,4% (Gráfico 2). Nos estados do Rio de Janeiro e Pernambuco, a taxa de mortalidade por homicídio na população jovem foi superior a 100/100 mil habitantes no ano % Gráfico 2: Coeficiente de mortalidade por homicídios (/ ). Brasil, % 40% 30% população total anos 20% 10% 0% Fonte: Waiselfisz, J. Mapa da Violência III - os jovens do Brasil. UNESCO, Capítulo 1 - A violência no Brasil: uma breve retrospectiva

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