A criação de duplos diplomas franco-brasileiros

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1 A criação de duplos diplomas franco-brasileiros Dossiê CenDoTeC INTRODUÇÃO... 2 DUPLO DIPLOMA: UMA PARCERIA DE EXCELÊNCIA... 4 CONTEXTOS NACIONAIS E EUROPEU... 6 A CRIAÇÃO DE UM DUPLO DIPLOMA... 8 O CASO DA CO-TUTELA DE TESE OS DUPLOS DIPLOMAS FRANCO-BRASILEIROS ISSN

2 Introdução Campo de estudo Duplo diploma, diploma conjunto, diploma integrado, diploma comum. Existem diversas denominações para designar os programas tratados neste dossiê. Optamos por reter somente os currículos ao final dos quais o estudante recebe ou um diploma de cada um dos parceiros ou um diploma comum. A co-tutela internacional de tese doutoral responde a esse critério e portanto será abordada neste contexto. Situação franco-brasileira Os primeiros duplos diplomas franco-brasileiros datam do início dos anos Existem hoje 70 diplomas introduzidos por 13 instituições brasileiras e 38 instituições francesas. Eles ilustram o interesse dos estabelecimentos de ensino superior de reforçar e de facilitar a cooperação internacional. Aliam uma formação com alto valor agregado à oportunidade de descobrir a cultura de um outro país. Os cursos de engenharia foram pioneiros na criação desses programas: na França, as Ecoles Centrales mostraram-se particularmente ativas. Em conseqüência, numerosos exemplos serão colhidos das experiências da engenharia. Os 13 parceiros brasileiros - Universidade Federal do Ceará - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - Escola Politécnica da Universidade de São Paulo - Universidade Estadual de Campinas - Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro - Universidade Federal de Santa Catarina - Universidade Federal de Uberlândia - Universidade Federal Tecnológica do Paraná - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - Faculdade de Economia, de Administração e de Contabilidade da Universidade de São Paulo - Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo - Faculdade do Instituto Brasileiro do Mercado de Capitais do Rio de Janeiro Os 38 parceiros franceses - Ecole Centrale de Paris - Ecole Centrale de Lille - Ecole Centrale de Nantes - Ecole Centrale de Lyon - Ecole Centrale de Marseille - Institut National des Sciences Appliquées Lyon - Institut National des Sciences Appliquées Toulouse - Institut National des Sciences Appliquées Rouen - Institut National des Sciences Appliquées Rennes - Institut National des Sciences Appliquées Strasbourg - Ecole Nationale des Mines de Paris - Ecole Nationale des Mines de Nancy - Ecole Nationale des Mines de Saint-Etienne - Ecole Nationale Supérieure de Télécommunication - Ecole Polytechnique - Ecole Nationale des Ponts et Chaussées - Ecole Nationale Supérieure de Chimie et de Physique de Paris Duplos Diplomas 2

3 - Ecole Nationale Supérieure de Chimie et de Physique de Bordeaux - Ecole Nationale Supérieure de Chimie de Montpellier - Ecole Nationale Supérieure de Chimie de Lille - Ecole Nationale Supérieure d Arts et Métiers - Ecole Nationale Supérieure de Techniques Avançées - Université Technologique de Compiègne - Université Technologique de Troyes - Université Technologique de Belfort-Montbéliard - Institut d Etudes Politiques de Paris - Institut National Agronomique Paris Grignon - Ecole Supérieure d Agriculture d Angers - Institut Supérieur d Agriculture de Beauvais - Institut Supérieur d Agriculture de Lille - Institut Supérieur d Agriculture Rhône-Alpes de Lyon - Ecole Supérieure d Agriculture de Purpan (Toulouse) - Ecole de Management de Normandie - Institut Européen d Etudes Commerciales Supérieures de Strasbourg - Université Nice / Sophia-Antipolis - Euromed Ecole de Management de Marseille - Institut National Polytechnique de Toulouse - Université Grenoble 2 Pierre Mandes France Contexto legislativo Esses programas desenvolvem-se em um contexto geral de abertura dos cursos para o âmbito internacional conforme testemunha, no plano europeu, o processo de Bolonha. Na França, as novas regras sobre os duplos diplomas e a co-tutela de tese vão claramente no sentido do desenvolvimento da cooperação internacional. Do lado brasileiro, não há legislação sobre o assunto; as universidades reconhecidas têm grande liberdade de ação e podem validar os diplomas estrangeiros por meio de procedimentos específicos. Criação de um duplo diploma A partir dos relatos das experiências, tenta-se, neste dossiê, esquematizar o procedimento de criação de um duplo diploma. Isso se efetua em cinco etapas: - Identificação do parceiro e encontro das equipes pedagógicas; - Comparação do currículos e definição da colaboração; - Validação administrativa; - Seleção e envio dos primeiros estudantes; - Retorno dos estudantes e outorga dos primeiros diplomas. Para cada etapa, exemplos ilustrarão as opções feitas pelos estabelecimentos implicados. NB : Este dossiê prático busca desmistificar a complexidade da introdução de um programa de duplo diploma. Seus comentários sobre a qualidade deste dossiê e sua utilidade poderão ser transmitidos pelo endereço eletrônico Duplos Diplomas 3

4 Duplo Diploma: uma parceria de excelência Princípios e objetivos No contexto da cooperação franco-brasileira, os programas de duplo diploma possibilitam aos melhores alunos ingressarem em um estabelecimento parceiro no exterior por um período determinado a fim de lá efetuarem parte de seus estudos. À conclusão desse curso, os estudantes são diplomados pelas duas instituições. Do ponto de vista dos estudantes, esses programas oferecem uma chance única de enriquecer sua formação por um período de estudos no exterior. Além dos aspectos acadêmicos e profissionais, eles representam uma aventura humana e cultural verdadeiramente enriquecedora. Para os estabelecimentos, a introdução de tal programa corresponde a um desejo de oferecer uma formação de alto valor agregado aos seus alunos. É interessante observar que os relatos das primeiras experiências indicam conseqüências muito positivas para as instituições implicadas. Universidade Estadual de Campinas - Unicamp, sobre o duplo diploma com as Ecoles Centrales Os motivos que nos levaram à assinatura do Duplo Diploma são muitos, mas podemos destacar a formação profissional diferenciada dos nossos alunos e sua integração em uma nova cultura. Para os alunos que retornam, a experiência no exterior será uma ajuda importante no mercado de trabalho globalizado. Devemos lembrar que estamos enviando para a França os nossos melhores alunos, aqueles que possuem os melhores coeficientes de rendimento (CR) e com isso, divulgam o nome da Unicamp de uma maneira positiva no exterior. Contato: Prof. Dr. Jose Pissolato Filho Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS e as Ecoles Centrales Com a parceria com as Ecoles Centrales, conta-se formar um Engenheiro com perfil diferenciado, apresentando entre outras as características abaixo: - forte base técnica em sua especialidade; - forte base generalista, permitindo uma boa comunicação com profissionais de outras áreas de engenharia diferentes de sua especialidade e a capacidade de organizar e gerenciar projetos multidisciplinares em engenharia; - forte base gerencial e administrativa; - capacidade de adaptação; - visão globalizada do mercado com forte conhecimento das culturas brasileira (latinoamericana) e francesa (européia). Contato : Prof. Dr. João Manoel Gomes da Silva Jr. Duplos Diplomas 4

5 Relatos muito positivos Os programas de duplo diploma suscitam, em geral, relatos muito positivos tanto dos professores como dos estudantes que tiveram a oportunidade de participar. Para as Universidades que assinaram o Duplo Diploma, aumenta a possibilidade de atração dos melhores alunos no vestibular. Além disso, quando os nossos alunos entram no primeiro ano do curso, eles já sabem que um dos critérios de seleção é o coeficiente de rendimento (CR). Nesse sentido, tem-se observado uma melhora considerável no CR depois da assinatura do Duplo Diploma. Prof. Dr. Jose Pissolato Filho, Unicamp. Os programas de duplo diploma têm ensejado interações pedagógicas, tanto através de intervenções dos alunos que retornaram da França, como através de eventos binacionais. Criou-se um ambiente cosmopolita na universidade, com a presença dos alunos estrangeiros e com a concorrência para a seleção daqueles que poderão ampliar sua formação no exterior. Prof. Dr. Marcos Azevedo da Silveira, PUC-RIO. Bem mais que aspectos acadêmicos ou profissionais, o grande trunfo tirado desse período na Europa é a experiência cultural. Essa vivência me modificou profundamente e desejo, pois, a todos os estudantes uma oportunidade como essa. Eric Ramos Pasquati, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo/Ecole Centrale Lyon, Presidente da Associação de Formação Internacional da Politécnica AFPI Para mim, sem dúvidas, o fato de eu ter feito o DD foi um diferencial. Nas entrevistas os entrevistadores ficavam muito estusiasmados com a minha trajetória acadêmica. Ígor Fernandes, Universidade Federal do Ceará/Ecole Centrale de Lyon O Diploma Integrado tem duas facetas que são, na verdade, os dois pontos principais de interesse de um programa desse tipo. O primeiro é obviamente a imersão em outra cultura, que abre obrigatoriamente os horizontes. O segundo, que é uma decorrência natural desse primeiro aspecto, é poder estudar aquilo que se gosta sob uma perspectiva diferente. A visão européia e mais precisamente francesa das Relações Internacionais me permitiu estabelecer comparações com a formação que eu havia tido até então, o que me faz sentir que esse outro ângulo influenciou positivamente para sempre a minha maneira de pensar. Gustavo dos Santos Pereira, PUC-SP / Sciences Po Paris. O Duplo Diploma foi um diferencial super importante na minha contratação pela Procter&Gamble, e é uma experiência muito reconhecida pelas empresas. Fábio Feital, Unicamp / Ecole Centrale Lyon Duplos Diplomas 5

6 Contextos nacionais e europeu Na Europa: integração dentro do Espaço europeu do ensino superior No contexto do processo de Bolonha, a União Européia visa a criar um Espaço unificado de ensino superior até Um dos eixos prioritários é o desenvolvimento de cooperações que levem ao reconhecimento e à outorga de um diploma comum. A Europa apóia intercâmbios realizados no contexto de acordos intitucionais, que garantem segurança para os estudantes. Esse propósito compreende também a mobilidade docente, a mobilidade virtual, a elaboração de programas comuns com a criação de mecanismos adequados de reconhecimento. A Convenção sobre o reconhecimento das qualificações relativas ao ensino superior, conhecida pelo nome de Lisbon Recognition Convention, adotada em 11 de abril de 1997 e em vigor desde 1. o de fevereiro de 1999, é o texto jurídico de referência. Essa Convenção pode também servir de guia para a identificação de boas práticas. As disposições aplicam-se, mutatis mutandis, a toda formação de ensino superior, de qualquer origem, bem como às formações aplicadas por dois ou vários sistemas nacionais de educação. O comitê da Convenção de Lisboa adotou uma recomendação em 9 de junho de 2004 sobre o reconhecimento dos diplomas comuns, aplicável em todos os Estados signatários. Ela defini o diploma comum como uma formação de ensino superior ministrada por no mínimo dois estabelecimentos, tendo como base um currículo elaborado e/ou aplicado conjuntamente, com eventualmente a participação de outras instituições. Esse diploma pode ser emitido como: - um diploma comum como complemento de um ou vários diplomas nacionais; - um diploma comum outorgado pelos estabelecimentos responsáveis pelo programa de estudo, sem diploma nacional; - um ou vários diplomas nacionais outorgados oficialmente como a prova do ensino comum. Recomenda-se que as autoridades competentes de cada país reconheçam o diploma comum estrangeiro, a menos que haja uma diferença significativa entre ele e a formação correspondente no sistema nacional. Os Estados signatários são instados a retirarem todos os obstáculos legais ao reconhecimento dos diplomas comuns estrangeiros. A aplicação do sistema europeu de transferência de créditos (ECTS) para facilitar o reconhecimento dos diplomas é indicada por esse comitê. O princípio do ECTS é simples: uma convenção estabelece que a carga de trabalho de um estudante em tempo integral durante um ano corresponde a 60 créditos. Assim, os créditos são atribuídos a cada atividade escolar em função de seu peso na carga de trabalho anual. Mais informações: Espaço europeu do ensino superior: «Lisbon recognition convention»: Recomendação de 9 de junho de 2004: ECTS: Na França: uma legislação que facilita a cooperação internacional Antecipando as futuras exigências européias, a França decidiu adaptar sua legislação. Assim, o decreto N. o de 11 de maio de 2005 rege a outorga de diplomas em parceria internacional. No nível doutoral, a co-tutela internacional de tese é regulada pelo Decreto de 6 de janeiro de O princípio adotado para o decreto de 11 de maio de 2005 é o seguinte: um estabelecimento francês reconhecido capaz de outorgar um diploma garantido pelo Estado pode desde então concluir acordos com estabelecimentos estrangeiros capazes de outorgar em seu país um diploma de mesmo nível e na mesma área, a fim de organizarem juntos a formação e outorgarem um diploma conjunto. Duplos Diplomas 6

7 A parceria tem por objetivo organizar o currículo e a validação do diploma. Compreende uma convenção que especifica as modalidades de formação, de constituição das equipes pedagógicas, de controle dos conhecimentos bem como modalidades de validação que respeitem as exigências de qualidade da certificação francesa. Essa convenção estabelece igualmente as condições de inscrição dos estudantes, da alternância dos períodos de formação nos países em questão, da constituição das bancas, da atribuição dos créditos europeus e do acompanhamento material, pedagógico em lingüístico dos estudantes. Os estabelecimentos franceses podem se engajar nesse tipo de parceria internacional sem autorização suplementar do Estado. A iniciativa deve, no entanto, ser objeto de uma declaração. No momento da avaliação periódica após sua criação, a parceria é analisada a partir de um relatório específico. As decisões quanto à sua continuidade são tomadas a partir dessa avaliação. No caso da co-tutela de tese internacional, é dada grande liberdade aos estabelecimentos franceses. Em particular, as universidades e outros estabelecimentos podem deixar de observar a lei no caso de incompatibilidade entre as regras francesas e as regras do país parceiro. A convenção assinada entre as instituições parceiras determina as normas adotadas. O doutorado é plenamente reconhecido pela França desde que a convenção entre os dois estabelecimentos garanta o reconhecimento no país parceiro. Mais informações: Textos franceses: Co-tutela: No Brasil: ausência de legislação específica e poder das universidades Não existe legislação específica no Brasil; as universidades reconhecidas pelo Ministério brasileiro da Educação podem validar os diplomas e os títulos estrangeiros. No contexto da criação do duplo diploma pela PUC-Rio e diversas escolas de engenharia, o professor Marcos A. da Silveira apresenta o contexto jurídico brasileiro. No caso do programa da PUC-Rio, cada parceiro outorga um diploma. - Uma instituição valida o diploma da outra, eventualmente exigindo que o aluno siga disciplinas complementares: esta situação não é proibida pela legislação brasileira; - A instituição de origem concede o título para aluno que completa o seu curso em outra instituição. Esta situação contraria as normas brasileiras, a menos que se use um grande número de disciplinas eletivas, sem deixar de atender os outros requisitos legais; - Duas instituições fornecem um único diploma (diploma conjunto), validado pelas duas: não sabemos como legalizar esta situação pelo lado brasileiro. Diversas condições devem ser preenchidas para que seja outorgado um diploma aos estudantes que tenham cursado em uma escola estrangeira: - O aluno deve ter coberto 75% das disciplinas constantes no currículo oficial da escola brasileira, entre disciplinas cursadas no país ou no exterior mas reconhecidas pelo sistema de equivalência de créditos. A lista de matérias previstas nas Diretrizes Curriculares e coberta pelo currículo da escola brasileira deve ser totalmente contemplada. - Ter sido aprovado em Trabalho de Fim de Curso e Estágio Supervisionado de duração mínima de 160 horas). - O número total de horas de aula e de laboratório, somando o cursado com sucesso nas duas escolas, deve ser maior que ou igual ao estipulado pelo currículo da escola brasileira, se bem que seja admitida uma folga de 25% no número de horas ao considerar as equivalências. Deve ser cumprida a porcentagem mínima exigida por lei para o número de horas de laboratório. - Em contrapartida, não há exigência oficial quanto a tempo mínimo de permanência na escola brasileira. Além disso, cada universidade brasileira tem o poder de agregar suas próprias condições. Como exemplo, a PUC-Rio exige que um terço dos créditos sejam obtidos em suas dependências. Duplos Diplomas 7

8 A criação de um duplo diploma Etapa 1: Etapa 2 Identificar e encontrar os responsáveis Comparar e elaborar os currículos Etapa 3 Validar a parceria Etapa 4 Etapa 5 Selecionar e enviar os estudantes Fazê-los retornar e entregar o diploma Da criação do duplo diploma à entrega do diploma da primeira turma Etapa 1: Identificação do parceiro e contato com as equipes pedagógicas O objetivo aqui é o de encontrar estabelecimentos com os quais seria possível uma parceria. O ponto fundamental é a confiança de cada escola na qualidade da formação ministrada pelo outro parceiro. Os projetos de duplo diploma freqüentemente são iniciados por uma rede de professores, uma colaboração antiga ou um evento internacional. As partes, sejam elas francesas ou brasileiras, podem contar com o apoio dos serviços da Embaixada da França no Brasil ou do CenDoTeC. Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade - FEA da Universidade de São Paulo - USP e EUROMED Marseille Ecole de Management A criação de um duplo diploma entre a FEA e a EUROMED Marseille é fruto não somente dos acordos de cooperação precedentes entre os dois estabelecimentos, mas também das boas relações mantidas entre a região PACA e o Estado de São Paulo. Contato : Prof. Dr. Edson Luiz Riccio Duplos Diplomas 8

9 Universidade Federal de Uberlândia e INSA Lyon A UFU e o INSA de Lyon têm uma longa e profícua história de cooperação que se iniciou em dezembro de 1987, por meio do estabelecimento de um acordo de intercâmbio entre estudantes brasileiros e franceses de graduação em Engenharia Mecânica. Este acordo foi posteriormente estendido a outras áreas e expandido, para contemplar outras modalidades de cooperação: intercâmbio de pesquisadores e professores, missões de ensino e pesquisa, desenvolvimento conjunto de trabalhos de pesquisa, co-orientação de teses etc. Contato : Profa. Raquel S. L. Rade Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e Ecoles Centrales Os primeiros contatos com as Ecoles Centrales francesas foram feitos ao longo das International Conferences on Engineering Education. Esse contato aumentou com a participação de vários alunos da PUC-Rio no programa de graduação-sanduíche da CAPES. Assim, em 1999, a equipe do Intergroupe des Ecoles Centrales visitou a PUC-Rio, quando foi organizado um acordo para um programa de duplo diploma, assinado no ano seguinte. Contato : Prof. Dr. Marcos Azevedo da Silveira Uma vez identificados os parceiros potenciais, convém avaliar a pertinência da realização de um duplo diploma bem como a capacidade de se desenvolver um projeto em comum. Em numerosos casos, o duplo diploma foi precedido por outros tipos de colaborações que possibilitaram às duas instituições aprender a se conhecer e trabalhar juntas. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Institut d Etudes Politiques de Paris Antes da assinatura do programa de diploma integrado (2002), a PUC-SP e a Sciences Po já eram parceiras no contexto de um acordo de cooperação (1988). Isso propiciou viagens de estudo, intercâmbios de estudante de graduação e pós-graduação, doutoradossanduíche, doutorados em co-tutela, pós-doutorados, conferências, cursos e seminários. No âmbito destas atividades, a PUC-SP já acolheu 27 estudantes de Sciences Po e enviou 29 estudantes àquela instituição, para intercâmbio de 1 ou 2 semestres, com revalidação de créditos cursados. A implantação de um programa de diploma integrado pela PUC-SP e pela Sciences Po foi fruto dessas experiências. Contato : Prof Dr. Reginaldo Mattar Nasser Etapa 2: Comparação dos currículos e definição das modalidades de cooperação Nessa etapa, flexibilidade e abertura de espírito devem prevalecer. Na realidade, não é necessário que os currículos se correspondam integralmente: um diploma pode corresponder a 70% do outro; o estudante deverá então validar os 30% restantes para obter o duplo diploma. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Institut d Etudes Politiques de Paris Como os Diplomas de Bacharel em Relações Internacionais da PUC-SP (4 anos) e de Master da Sciences Po (5 anos) não têm a mesma equivalência, foi proposto um Programa de Diploma Integrado. Os estudantes da PUC-SP obtêm os títulos de Bacharel em Relações Internacionais da PUC-SP no 9º sem e o Master da Sciences Po no 10º sem. Contato : Prof Dr. Reginaldo Mattar Nasser Duplos Diplomas 9

10 Quanto à equivalência das disciplinas, a equipe pedagógica dispõe de margem de negociação: equivalência disciplina por disciplina ou por grupo de disciplinas. Esse grau de liberdade existe igualmente para a definição das modalidades da cooperação: percurso a ser seguido pelos estudantes, tempo dedicado em cada instituição etc. Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz e INA Paris-Grignon O acordo para duplo diploma de graduação foi assinado em 14 de abril Para candidatar-se ao programa o aluno da ESALQ deve estar no 7o. período e ficará na instituição parceira por, no mínimo, três semestres. Contato : Profa. Maria Lucia Carneiro Vieira, Universidade Tecnológica Federal do Paraná e as Universités Technologiques de Compiègne, Troyes e Belfort-Montbéliard O acordo estabelece que o aluno da UTFPR após haver concluído os dois primeiros anos (quatro períodos) do curso no Brasil, poderá continuar os seus estudos em uma das Universidades conveniadas, seguindo um plano de estudos validado pelos responsáveis das duas instituições. Um desses semestres será realizado em atividades de estágio. Contato : Prof. Dr. Claudio Martin, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e Ecoles Centrales Depois dos cinco primeiros semestres, os alunos da Poli-USP realizam dois anos de estudo em uma das Escolas Centrais parceiras. Em seguida, retornam para fazer os os últimos três semestres do curso. Os alunos das Ecoles Centrales integram a Poli após a conclusão de seus oito primeiros semestres. Eles entram no sexto ano e permanecem dois anos. Nos dois casos, o curso tem 6 anos de duração, ou seja, um ano a mais do que a duração do percurso normal para o diploma de engenheiro. Etudiants de la Poli Etudiants des Ecoles Centrales Contato : Prof. Dr. Antonio Carlos Vieira Coelho Duplos Diplomas 10

11 Université Fédérale du Rio Grande do Sul et Ecoles Centrales Le programme prévoit 6 années d étude dont deux dans l établissement partenaire. Une des caractéristiques principales de ce double diplôme est la fixation de la correspondance des divers cycles d étude (cycle basique, cycle professionnel, Spécialisation, par exemple) et la reconnaissance des crédits par groupes de disciplines. Contato : Prof. Dr. Joao Manoel Gomes da Silva Jr. Esta fase de discussão pode levar tempo. Por exemplo, decorreram-se quase dois anos entre a proposta de duplo diploma feita à Unicamp pelas Ecoles Centrales (2001) e a efetiva assinatura (2003). Etapa 3: Validação pelas instâncias superiores Após a fase de elaboração do programa, é necessário que a convenção seja validada pelas autoridades competentes de cada parceiro: o reitor ou o presidente da universidade, os diretores das escolas etc. Projeto de Duplo Diploma entre a Universidade Federal de Santa Catarina e as escolas INSA A UFSC e as escolas INSA adotaram uma abordagem um pouco diferente. A validação do acordo ocorre antes do trabalho sobre as equivalências de diploma. No esquema apresentado, as etapas 2 e 3 estariam invertidas. Esse acordo foi validado por todas as instâncias da UFSC bem como pelo Reitor da Universidade e pelos diretores das escolas INSA. Contato : Prof. José Carlos Etapa 4: Seleções e envios dos primeiros estudantes Qualquer que seja a Universidade, o programa de duplo diploma dirige-se aos melhores alunos. É organizada uma seleção rigorosa. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Institut d`etudes Politiques de Paris O processo seletivo é realizado em três etapas: - início de dezembro (final do 4º período): pré-seleção por meio de avaliação do grau de conhecimento de francês e análise dos dossiês de candidatura por parte da Coordenação do Curso de Relações Internacionais; - abril (5.º período): apresentação de certificado de proficiência em língua francesas (TCF nível 5 ou DALF C1) e entrevista em francês com os candidatos pré-selecionados por uma Comissão de Seleção, formada por representante da PUC-SP, representante da Sciences Po e terceiro membro, convidado por ambas as Instituições; - maio/junho: análise das candidaturas pré-selecionadas pela Comissão de Seleção da Sciences Po. Contato : Prof. Dr. Reginaldo Mattar Nasser Duplos Diplomas 11

12 Universidade Federal do Ceará e Ecoles Centrales A pré-seleção é feita obedecendo aos seguintes critérios: o aluno deveria ter IRA (Índice de Rendimento Acadêmico) superior a 8,25, não possuir reprovações e possuir o curriculum vitae aprovado pela Câmara de Tutores. A segunda etapa consiste em uma entrevista em português com os membros da Câmara de Tutores, e representante da Coordenadoria de Assuntos Internacionais - CAI da UFC. A terceira etapa consiste em uma entrevista com os diretores dos departamentos de cooperação interncional e os professores franceses representantes das Écoles Centrales. A entrevista pode ser feita em inglês, francês ou excepcionalmente em espanhol. Nesta etapa, é exigida uma carta de motivação. Contato : Prof. Dr. Joao José Hiluy Filho Uma vez selecionado o candidato, é preciso se assegurar de que ele terá os meios de usufruir plenamente de sua estada. Existem diversas fontes de financiamento: as bolsas (Egide, Capes, bolsas Eiffel, programa Brafitec, programa Brafagri etc.) ou o financiamento privado (solicitação às empresas, realização de estágios remunerados etc.). O dossiê da Edufrance sobre a cooperação universitária franco-brasileira está disponível na Internet: Ele oferece um panorama das bolsas disponíveis segundo a nacionalidade dos candidatos. Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro Quanto ao financiamento, atualmente a CAPES financia, através do programa Brafitec (programa de graduação sanduíche), a permanência de alunos brasileiros em instituições de ensino no exterior, por um ano. Adicionalmente, as escolas participantes irão buscar parcerias no meio empresarial para o financiamento deste programa. Contato : Prof. Dr. Ricardo Manfredi Naveiro Universidade Federal de Uberlândia e INSA Lyon As bolsas com duração de um ano para a realização do duplo diploma serão as do Programa CAPES-BRAFITEC. Previu-se estágios remunerados a partir do final do primeiro ano cursado no INSA e no segundo semestre do segundo ano para manutenção dos estudantes no segundo ano da mobilidade. Contato : Profa. Raquel S. L. Rade A Universidade Federal do Ceará ressalta que os aspectos culturais podem trazer dificuldades no início da estada e que eles devem ser solucionados rapidamente. Pode ser organizado um acompanhamento do estudante. Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade FEA da Universidade de São Paulo USP e EUROMED Marseille Ecole de Management A convenção entre os dois estabelecimentos prevê apoio aos estudantes estrangeiros pela organização de um serviço para assisti-los em seus deveres administrativos. A criação de uma tutoria para ajudá-los a se adaptar aos procedimentos e métodos pedagógicos da instituição que acolhe também é citada nesse documento. Contato : Prof. Dr. Edson Luiz Riccio Duplos Diplomas 12

13 Etapa 5: O retorno e a entrega do diploma É possível que surjam dificuldades no primeiro ano de conclusão do programa principalmente por causa da novidade do programa e de uma possível falta de referências na colaboração. Com a experiência, esses problemas são rapidamente superados. O retorno ao Brasil foi um pouco tumultuado devido ao fato de sermos a primeira turma. A equivalência de disciplinas foi uma questão polêmica, porém com a criação de uma comissão de professores na Pró-Reitoria de Graduação esse problema provavelmente não se repetirá para as turmas seguintes. O prazo prometido foi respeitado, e a primeira turma de engenheiros duplo diplomados da Unicamp / Ecole Centrale formou-se 3 semestres após o retorno da França. Pedro Neiva Kvieska, Unicamp EC Nantes. Duplos Diplomas 13

14 O caso da co-tutela de tese A co-tutela internacional de tese é regida por um decreto específico de 6 de janeiro de Cada co-tutela de tese se realiza no contexto de uma convenção que une dois parceiros em um princípio de reciprocidade. Esse acordo deve ser assinado no mais tardar ao final do primeiro ano após a inscrição para a tese. O doutorando deve estar inscrito no estabelecimento de origem e/ou no estabelecimento parceiro durante todo o período de sua estada. Convenção O decreto exige a assinatura de uma convenção específica para cada to-tutela que indique, no mínimo: Nome das duas instituições Nome do doutorando Data de inscrição ao doutorado Duração prevista da tese Duração dos períodos de trabalho em cada instituição A universidade que recebe o pagamento da inscrição A cobertura social do estudante em cada país O alojamento e os auxílios financeiros de que beneficia o doutorando Nome dos orientadores de tese Modalidades de designação da banca Local da defesa Língua de redação e de defesa da tese A regulamentação relativa ao registro, ao referenciamento e à reprodução da tese Pré-requisitos O estudante deve possuir título que lhe habilite a se inscrever no doutorado nos dois países. O projeto de pesquisa, redigido nas duas línguas, deve ser aprovado pelos dois orientadores de tese, francês e brasileiro. Os dois orientadores de tese devem demonstrar a antecedência de suas colaborações científicas ou, ainda melhor, que suas equipes colaboram. O tema de pesquisa deve ser aprovado pelas instâncias competentes de cada estabelecimento. A convenção deve ser assinada em três exemplares, em francês e em português, pelos orientadores de tese, pelos responsáveis do programa ou do departamento, bem como pelos reitores ou presidentes das universidades envolvidas. Financiamentos O colégio doutoral franco-brasileiro concede bolsas aos doutorandos. Para mais informações: Na França, quando existe uma convenção de co-tutela internacional, o departamento em questão pode solicitar um auxílio por ocasião da publicação de licitações de mobilidade de doutorandos do Ministério da Pesquisa: Duplos Diplomas 14

15 Os duplos diplomas franco-brasileiros Atualização Uma base de dados atualizada sobre os duplos diplomas franco-brasileiros está disponível no site do CenDoTeC no seguinte endereço: Os duplos diplomas ativos No total, 398 estudantes receberam duplos diplomas ou estão em formação para recebê-los. Escolas / Universidades brasileiras Escolas / Universidades francesas parceiras Área Situação Número estudantes de Responsáveis brasileiros Universidade Federal do Ceará - UFC Ecoles Centrales de Paris, Lille, Nantes, Lyon e Marseille Engenharia Em vigor desde 2000 (2005) Brasil para França: 50 França para Brasil: 5 Prof. dr. João José Hiluy Filho - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Ecoles Centrales de Paris, Lille, Nantes, Lyon, INSA Toulouse e Lyon, ENSMSE, ENSMN, ENST Engenharia Em vigor desde alunos no total Prof. dr. Marcos Azevedo da Silveira Escola Politécnica da Universidade de São Paulo - POLI/USP Ecoles Centrales de Paris, Lille, Nantes, Lyon e Marseille; Ecole Polytechnique, ENSMSE, ENSMN, ENPC, ENSCP, ENSCL, ENSTA, ENSCM, ENSCPB Engenharia Em vigor desde 2001 (2005) Brasil para França: 115 França para Brasil: 27 Prof. dr. Antonio Carlos Vieira Coelho - Duplos Diplomas 15

16 Universidade Estadual de Campinas UNICAMP Ecoles Centrales de Paris, Lille, Nantes e Lyon; ENSAM Engenharia Em vigor desde 2001 para as Ecoles Centrales 2004 para a ENSAM (2006) Brasil para França: 28 Prof. dr. Jose Pissolato Filho (Ecoles Centrales) - Prof. dr. José Roberto de França Arruda (ENSAM) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul UFRGS Ecoles Centrales de Paris, Lille, Nantes, Lyon e Marseille Engenharia Em vigor desde 2002 Brasil para França: 31 Prof. dr. João Manoel Gomes da Silva Jr. - Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro POLI/UFRJ Ecoles Centrales de Paris, Lille, Nantes, Lyon e Marseille; Ecole Polytechnique Paris, Ecole des Mines de Paris, ENSTA Engenharia Em vigor desde 2004 para as Ecoles Centrales (2006) Brasil para França: 22 França para Brasil: 2 Prof. dr. Ricardo Manfredi Naveiro - Universidade Federal de Santa Catarina INSA Lyon, Toulouse, Rouen, Rennes e Strasbourg; ENSMSE Engenharia 2006 com a ENSMSE em via de assinatura com as INSA ENSMSE (2007) : 2 alunos brasileiros, 1 aluno francês INSA : 1 aluno brasileiro realiza o curso previsto e será diplomado retroativamente Prof. José Carlos Perreira - Prof. dr. Julio Felipe Szeremeta (ENSMSE) Prof. Essaïd Bilal (ENSMSE) Universidade de Uberlândia Federal INSA Lyon e INSA Rouen Engenharia Assinatura em dez Premiera turma em 2006 Prof.a Raquel S. L. Rade - Universidade Tecnológica Federal do Paraná UTFPR UTC, UTT, UTBM Engenharia Em vigor desde 2004 Brasil para França: 7 Prof. dr. Claudio Martin - Assessoria de Relaçoes Internacionais - Duplos Diplomas 16

17 Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Sciences Po Relações Internacionais Em vigor desde 2002 Brasil para França: 6 Prof. dr. Reginaldo Mattar Nasser - Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP FEA/USP Euromed Marseille Administração Em vigor desde 2003 Brasil para França: 8 França para Brasil: 3 Prof. dr. Edson Luiz Riccio Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz ESALQ/USP Faculdade Ibmec / RJ INA Paris-Grignon; Groupement FESIA: ESA Agronomia Angers, ISAB Beauvais, ISA Lille, ISARA Lyon, ESAP Ecole de Management de Normandie; Institut Européen d'etudes Commerciales Supérieures Strasbourg (IECS) Gestão/Comércio (MBA) Em vigor desde abr (INA) 2006 (groupement FESIA) EMN (2001), IECS (2002) Primeira turma em 2006 EMN (por semestre, por ano): 1 aluno enviado, 1 aluno recebido IECS (por semestre, por ano): 1 aluno enviado, 2 alunos recebidos Prof.a Maria Lúcia Carneiro Vieira - Prof. dr. Luiz Flavio Autran Monteiro Gomes - Andressa Amaya - Duplos Diplomas 17

18 Os projetos em via de assinatura A Ecole Nationale des Mines de Saint-Etienne mantém atualmente discussões com a Universidade Federal de Minas Gerais sobre a criação de um novo programa de duplo diploma. O Intituto Toledo de Ensino ITE de Bauru assinou recentemente um acordo de cooperação com as universidades francesas ligadas à Maison des Pays du Cône Sud. Esse acordo prevê a criação de duplos diplomas destinados a brasileiros. O estudante se inscreverá no ITE e, ao mesmo tempo, em um dos estabelecimentos franceses parceiros. O ensino ministrado pelo ITE dará direito a 70-80% do diploma francês; os 20-30% restantes serão obtidos pelo acompanhamento dos cursos de professores franceses que virão ao Brasil. Enfim, uma iniciativa que poderá representar uma nova forma de colaboração entre a França e o Brasil em matéria de educação e de formação: o projeto do Instituto de Tecnologia e Gestão da Inovação Heliópolis. Essa estrutura é dirigida pela Ecole des Mines de Saint-Etienne em parceria com o Sapiens Parque S.A. Parque de Inovação, a Fundação Certi, a associação Acate e a Universidade Federal de Santa Catarina. Situado em Florianópolis, ele visa um público profissional a quem será proposto, em um primeiro momento, quatro tipos de prestações: uma formação avançada em engenharia e tecnologia, um painel de cursos de curta duração para executivos e dirigentes, um MBA em gestão da tecnologia para a inovação e um centro de pesquisa que se concentrará nas áreas de pesquisa das empresas parceiras e do Sapiens Parque. Dossiê CenDoTeC Este dossiê foi realizado em novembro de 2006 Elaboração: Maxence Motte, Halumi T. Takahashi, Elise Guerrero Tradução : Neusa W. Ferreira Diretor de publicação: Pierre Fayard Contate o CenDoTeC para todo dossiê de informação científica sobre a França CenDoTeC - Centro Franco-Brasileiro de Documentação Técnica e Científica Av. Prof. Dr. Lineu Prestes, Cidade Universitária São Paulo - SP Tel.: (11) Fax: (11) Duplos Diplomas 18

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