MINISTÉRIO DA FAZENDA Secretaria do Tesouro Nacional - STN O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE TRANSFERÊNCIAS CONSTITUCIONAIS

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1 MINISTÉRIO DA FAZENDA Secretaria do Tesouro Nacional - STN O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE TRANSFERÊNCIAS CONSTITUCIONAIS FEVEREIRO/2005 1

2 MINISTÉRIO DA FAZENDA SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL MINISTRO DA FAZENDA Antonio Palocci Filho SECRETÁRIO-EXECUTIVO Bernard Appy SECRETÁRIO DO TESOURO NACIONAL Joaquim Vieira Ferreira Levy SECRETÁRIOS-ADJUNTOS Almério Cançado de Amorim José Antonio Gragnani Jorge Khalil Miski Tarcísio José Massote de Godoy COORDENADOR-GERAL DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO DE ESTADOS E MUNICÍPIOS Ronaldo Camillo EQUIPE Alessandro Soares Celmar Rech Cristiano Santos Lúcio de Melo Reginaldo Ribeiro Pereira COORDENADOR-GERAL DE PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA Paulo José dos Reis Souza EQUIPE Lázaro Campos da Silveira Mirian Cardoso Pessoa Paulo Henrique Feijó 2

3 SUMÁRIO 1 APRESENTAÇÃO TRANSFERÊNCIAS CONSTITUCIONAIS FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS ESTADOS FPE FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS FPM Cálculo dos Municípios Classe Interior Cálculo dos Municípios da Reserva Cálculo dos Municípios Capitais FUNDEF CIDE CONTROLE E FISCALIZAÇÃO FLUXO FINANCEIRO E DE DOCUMENTOS DOMICÍLIO BANCÁRIO DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES RETENÇÃO DE RECURSOS TABELAS AUXILIARES Cálculo do FPE Cálculo do FPM FPM Interior FPM Reserva FPM Capitais LEGISLAÇÃO BÁSICA Fundos de Participação dos Estados, Distrito Federal e Municípios Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério - FUNDEF Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico relativa às atividades de importação ou comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados e álcool combustível - CIDE

4 1 APRESENTAÇÃO Esta publicação tem por objetivo fornecer informações básicas sobre os impostos federais recolhidos aos cofres do Tesouro Nacional e as parcelas que, por força de dispositivos constitucionais, são transferidas da União a estados, Distrito Federal e municípios. Nesta reedição foi dada ênfase ao Fundo de Participação dos Estados - FPE, ao Fundo de Participação dos Municípios FPM, ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério FUNDEF e à Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico - CIDE. Foram incluídas algumas tabelas do Tribunal de Contas da União - TCU, contendo coeficientes de participação de estados, Distrito Federal e municípios. Procurou-se manter a mesma estrutura simples para responder, de forma clara e direta, às principais indagações de todos os interessados pelo assunto. 4

5 2 TRANSFERÊNCIAS CONSTITUCIONAIS O QUE SÃO TRANSFERÊNCIAS CONSTITUCIONAIS? São as parcelas de recursos arrecadados pelo Governo Federal, transferidas para estados, Distrito Federal e municípios, conforme estabelecido na Constituição Federal. QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS TRANSFERÊNCIAS CONSTITUCIONAIS? O Fundo de Participação dos Estados (FPE) e o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) (art. 159, da Constituição Federal). EXISTEM OUTRAS TRANSFERÊNCIAS CONSTITUCIONAIS? Sim. Os Fundos Constitucionais do Centro-Oeste (FCO), do Norte (FNO), do Nordeste (FNE), de Compensação pela Exportação de Produtos Industrializados (FPEX), e os impostos Territorial Rural (ITR) e sobre Operações Financeiras sobre o Ouro (IOF- OURO). A partir de 1998 tornou-se obrigatória também a implantação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF). A partir de 2004, nos termos das Emendas Constitucionais nº 44/04 e nº 42/03, parcela da arrecadação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico relativa às atividades de importação ou comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados e álcool combustível - CIDE, passou a ser destinada aos estados, Distrito Federal e municípios. Além disso, em 2004, nos termos da Lei nº , de 9/12/04, foram entregues aos estados, Distrito Federal e municípios o montante de R$ ,00 (novecentos milhões de reais), com o objetivo de fomentar as exportações do País - FEX. DE ONDE VÊM OS RECURSOS DOS FUNDOS? Os recursos dos Fundos provêm da arrecadação das receitas do Imposto de Renda - IR e do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, em percentuais indicados na tabela abaixo: FUNDO IR IPI FPE * 21,5% 21,5% FPM * 22,5% 22,5% FNE 1,8% 1,8% FNO 0,6% 0,6% FCO 0,6% 0,6% FPEX ** - 10,0% (*) - 15% são destinados ao FUNDEF. (**) - Cada estado deve entregar 25% do valor recebido aos respectivos municípios, observados os critérios estabelecidos na Constituição Federal. 5

6 O ATUAL PERCENTUAL DO FPE E DO FPM É MAIOR OU MENOR QUE EM ANOS ANTERIORES? O percentual de participação do FPM e do FPE tem-se elevado desde A tabela abaixo mostra a evolução dos índices a partir de Ano Dispositivo Legal FPM FPE 1967/68 Emenda Constitucional 18/65 10,0% 10,0% 1969/75 Ato Complementar 40/68 5,0% 5,0% 1976 Emenda Constitucional 5/75 6,0% 6,0% 1977 Idem 7,0% 7,0% 1978 Idem 8,0% 8,0% 1979/80 Idem 9,0% 9,0% 1981 Emenda Constitucional 17/80 10,0% 10,0% 1982/83 Idem 10,5% 10,5% 1984 Emenda Constitucional 23/83 13,5% 12,5% 1985 Idem 16,0% 14,0% 1985/88 1 Emenda Constitucional 27/85 17,0% 14,0% 1988 Nova Constituição Federal 20,0% 18,0% 1989 Idem 20,5% 19,0% 1990 Idem 21,0% 19,5% 1991 Idem 21,5% 20,0% 1992 Idem 22,0% 20,5% 1993 Idem 22,5% 21,5% 1 Até 4/10/1988, data da promulgação da Constituição Federal. 6

7 3 FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS ESTADOS FPE COMO SE CALCULA O VALOR TOTAL DO FPE? Da receita bruta arrecadada com pagamentos do IR e do IPI, são retirados os incentivos fiscais e as restituições. Da receita líquida, 21,5% constituem o montante do FPE. R Bruta = Arrecadação (IR + IPI) (1) R Líquida = R Bruta - Restituições - Incentivos Fiscais (2) FPE TOTAL = 21,5 % da R Líquida (3) Onde: R Bruta é o valor da arrecadação bruta de IR 2 e IPI 3 ; R Líquida é o valor da arrecadação bruta deduzidas as restituições e os incentivos fiscais 4 ; FPE TOTAL é o valor a ser distribuído para os estados e Distrito Federal 5. COMO É OBTIDO O VALOR DO FPE DE CADA ESTADO? Em 1989, os Secretários Estaduais de Fazenda e Finanças definiram o coeficiente individual para cada Estado, conforme estabelecido no Anexo da Lei Complementar nº 62, de 28 de dezembro de Para calcular o valor do FPE devido a cada Estado, multiplica-se o valor do FPE total pelo coeficiente individual, definido no Anexo da Lei Complementar nº 62/89 (Tabela I). COMO É DISTRIBUÍDO O FPE PARA OS ESTADOS? Conforme determina a Lei Complementar nº 62, de 28 de dezembro de 1989, do valor total do FPE, 85% vão para os estados das regiões Norte/Nordeste/Centro-Oeste e 15%, para os estados das regiões Sudeste/Sul, conforme mostra o gráfico: SUDESTE (8,48%) SUL (6,52%) CENTRO-OESTE (7,17%) NORDESTE (52,46%) NORTE (25,37%) 2 IR - Imposto sobre a Renda de Pessoas Físicas e Jurídicas. 3 IPI - Imposto sobre Produtos Industrializados. 4 FINAM - Fundo de Investimentos da Amazônia; FINOR - Fundo de Investimentos do Nordeste; e FUNRES - Fundo de Recuperação Econômica do Estado do Espírito Santo. 5 De acordo com a Emenda Constitucional nº 14/96, 15% do FPE constituem recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF). 7

8 QUEM CALCULA A COTA DE CADA ESTADO? A Secretaria do Tesouro informa ao Banco do Brasil o valor total do FPE. Com base nesta informação o Banco aplica as tabelas de coeficientes das Decisões Normativas do Tribunal de Contas da União - TCU e calcula o valor a ser distribuído a cada estado. 8

9 4 FUNDO DE PARTICIPAÇÃO DOS MUNICÍPIOS FPM COMO É CALCULADO O VALOR DO FPM? Da arrecadação total do IR e do IPI são descontados os valores das restituições e dos incentivos fiscais. Da receita líquida, 22,5% são destinados ao FPM. R Bruta = Arrecadação (IR + IPI) (4) R Líquida = R Bruta - Restituições - Incentivos Fiscais (5) FPM TOTAL = 22,5 % da R Líquida (6) Onde: R Bruta é o valor da arrecadação bruta de IR e IPI; R Líquida é o valor da arrecadação bruta deduzidas as restituições e os incentivos fiscais 6 ; FPM TOTAL é o valor a ser distribuído para os municípios 7. COMO É DISTRIBUÍDO O FPM PARA OS MUNICÍPIOS? Conforme estabelece o Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966), do valor total destinado ao FPM, 10,0% são distribuídos entre as Capitais, 86,4%, entre os demais municípios, e o restante, 3,6%, são distribuídos entre os municípios do interior com mais de habitantes, de acordo com o Decreto-Lei nº 1.881, de 27 de agosto de Além disso, a Lei Complementar nº 91/97 definiu que os municípios de coeficiente 3,8 também participarão do Fundo de Reserva, nos termos do citado Decretolei. FPM LÍQUIDO 100% FPM-CAPITAIS 10,0% FPM-INTERIOR 86,4% DECRETO-LEI 1.881/81 3,6% Para calcular o FPM, também são utilizados coeficientes de participação divulgados anualmente pelo Tribunal de Contas da União - TCU. 6 FINAM - Fundo de Investimentos da Amazônia; FINOR - Fundo de Investimentos do Nordeste; e FUNRES - Fundo de Recuperação Econômica do Estado do Espírito Santo. 7 De acordo com a Emenda Constitucional nº 14/96, 15% do FPM constituem recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF). 9

10 COMO É DEFINIDO O COEFICIENTE PARA CADA MUNICÍPIO? O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, órgão responsável pela realização do Censo Demográfico, faz o levantamento do número de habitantes de cada município e o informa ao TCU. Após análise dessas informações, o TCU estabelece o coeficiente individual de participação para cada município, com base no disposto no Decreto-Lei nº 1.881/81. O coeficiente mínimo, 0,6, é válido para municípios com até habitantes. Para municípios que têm mais de habitantes e menos de , foram definidas 16 faixas populacionais, cabendo a cada uma delas um coeficiente individual. Para todos os municípios do interior com mais de habitantes foi determinado o coeficiente 4,0. (Tabela II). Dois municípios de estados distintos situados na mesma faixa populacional terão o mesmo coeficiente, mas não receberão o mesmo valor do FPM, porque o percentual de participação em cada estado é diferente. QUANTO SE DISTRIBUI DE FPM POR REGIÃO? Do FPM total, 35,22% são destinados aos municípios da região Nordeste, 31,22%, aos municípios da região Sudeste, e o restante, 33,56%, aos municípios das regiões Norte, Centro-Oeste e Sul, conforme mostra o gráfico: SUL (17,61%) NORDESTE (35,22%) SUDESTE (31,22%) CENTRO-OESTE (7,43%) NORTE (8,52%) QUEM CALCULA O VALOR DA COTA DE CADA MUNICÍPIO? O Banco do Brasil calcula o valor da cota de cada beneficiário, após receber da Secretaria do Tesouro o valor total do FPM a ser distribuído. COMO É CALCULADO O VALOR DA COTA DOS MUNICÍPIOS? O valor total do FPM, correspondente a 22,5% da arrecadação da receita líquida do IR e IPI, é distribuído entre os municípios, aplicando-se os coeficientes individuais estabelecidos pelo TCU. Para o cálculo do FPM dos municípios do interior (Tabelas II, III, IV e V)), temos: 10

11 4.1 Cálculo dos Municípios Classe Interior FPM k 0,864.FPMTotal. = β (7) k FPM k j k FPM k. λ j = (8) Somatório dos Coeficientes dos Municípios do Estado k Onde: FPM k é o valor da cota do FPM a ser distribuída com os municípios do Estado k; FPM Total é o valor total a ser transferido, fornecido pela Secretaria do Tesouro Nacional; β k é o percentual de participação do Estado k 8 ; k FPM j é o valor da cota do Município j, do Estado k; k λ j é o coeficiente individual do Município j do Estado k 9. EXEMPLO 1: Município do Acre com Coeficiente = 0,6 FPM Total = R$ ,00 FPM-Interior (86,4%) = 86,4% x ,00 = R$ ,00 Coeficiente de Participação do Estado do Acre ( β k ) = 0,2630% (TABELA III) Valor do FPM-Interior a ser distribuído no Acre ( FPM k ) = 0, x ,00 = R$ 1.136,16 O valor do FPM-Interior é dividido pela soma dos coeficientes dos municípios dos estados (Tabela IV). O resultado da divisão deve ser multiplicado pelo coeficiente do município (0,6; 0,8; 1,0; 1,2;...), obtendo-se assim o valor da cota individual: Valor do FPM-Interior a ser distribuído no Acre ( FPM k ) = R$ 1.136,16 Somatório dos Coeficientes no Estado do Acre = 21,2 (Tabela IV) k Cota Individual do Município 0,6 do Acre ( FPM j ) = (1.136,16 : 21,2) x 0,6 = R$ 32,15 EXEMPLO 2: Município do Piauí com Coeficiente = 0,6 FPM Total = R$ ,00 FPM-Interior = 86,4% x ,00 = ,00 Coeficiente de Participação no Estado do Piauí = 2,4015% (Tabela III) Valor do FPM-Interior a ser distribuído = 0, x ,00 = R$ ,48 Somatório dos Coeficientes no Estado do Piauí = 189,2 (Tabela IV) Cota Individual do Município 0,6 do Piauí = 8 Para o ano de 2005, ver Anexo VII da Decisão Normativa n o 63 do TCU 9 É o coeficiente individual do município após a aplicação do redutor financeiro. Para o ano de 2005, ver Anexo X da Decisão Normativa n o 63 do TCU. 11

12 (10.374,48 : 189,2) x 0.6 = R$ 32,90 Com estes dois exemplos podemos verificar que municípios com o mesmo coeficiente, mas de estados diferentes, recebem valores distintos relativos ao FPM. 4.2 Cálculo dos Municípios da Reserva Municípios do interior com mais de habitantes, além do valor da cota do município, também recebem o valor da cota do Decreto-Lei nº 1.881/81 (Tabela IV). FPM i ϕi.0,036.fpmtotal = (9) Somatório dos Coeficientes dos Municípios da Reserva Onde: FPM i é o valor da cota do Município i; ϕ i é o coeficiente individual do Município i 10 ; FPM Total é o valor total a ser transferido, fornecido pela Secretaria do Tesouro Nacional; 4.3 Cálculo dos Municípios Capitais FPM i γ i.0,10.fpmtotal = (10) Somatório dos Coeficientes das Capitais Onde: FPM i é o valor da cota da Capital i; γ i é o coeficiente individual da Capital i 11 ; FPM Total é o valor total a ser transferido, fornecido pela Secretaria do Tesouro Nacional. O MUNICÍPIO PODE MUDAR DE COEFICIENTE? Sim. Quando ocorrer alteração no número de habitantes do município, confirmada através da estimativa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Neste caso, se houver alteração da faixa populacional do município, o TCU é informado e procede às alterações cabíveis no ano seguinte, através de decisão normativa. O QUE OCORRE QUANDO O COEFICIENTE É ALTERADO? Quando o coeficiente de um único Município aumenta, o valor da sua cota financeira também aumenta, enquanto que a cota individual de todos os outros municípios do 10 É o coeficiente individual do município após a aplicação do redutor financeiro. Para o ano de 2005, ver Anexo VI da Decisão Normativa n o 63 do TCU. 11 É o coeficiente individual do município após a aplicação do redutor financeiro. Para o ano de 2005, ver Anexo V da Decisão Normativa n o 63 do TCU. 12

13 mesmo Estado diminui. Isto acontece porque esse aumento será deduzido da cota financeira dos demais municípios do Estado. Se o coeficiente diminuir, os demais municípios do mesmo Estado terão o valor da cota individual aumentado. Havendo alteração de coeficientes em muitos municípios do mesmo Estado, os efeitos sobre a cota individual de cada um dependerão da relação entre a mudança do seu próprio coeficiente e a dos demais. Neste caso, poderá haver redução das cotas individuais mesmo que um município tenha elevado seu coeficiente. QUAIS AS MUDANÇAS IMPLEMENTADAS PELA LEI COMPLEMENTAR Nº 91/97, E ALTERAÇÕES? De acordo com a Lei Complementar nº 91, de 22 de dezembro de 1997, alterada pela Lei Complementar nº 106/01, ficam mantidos, em 1998, os coeficientes de participação do FPM atribuídos aos Municípios em 1997, mesmo àqueles que apresentaram redução de seus coeficientes pela aplicação do disposto estabelecido no 2º do artigo 91 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, com a redação dada pelo Decreto-Lei nº 1.881, de 27 de agosto de A lei estabelece, ainda, que a partir de 1º de janeiro de 1999, os ganhos adicionais desses municípios em cada exercício sofrerão um redutor financeiro para redistribuição aos demais participantes do Fundo de Participação dos Municípios - FPM. O redutor financeiro será de: 30% no exercício de 2001; 40% no exercício de 2002; 50% no exercício de 2003; 60% no exercício de 2004; 70% no exercício de 2005; 80% no exercício de 2006; 90% no exercício de Suponhamos, por exemplo, um município de coeficiente 3,0 em 1997 e que, de acordo com os dados do censo e a legislação vigente, deveria ter coeficiente 2,0. Pela Lei Complementar nº 91/97, no ano de 1998, o seu coeficiente permaneceu o mesmo (3,0). Para os anos seguintes o seu coeficiente se comportaria da seguinte maneira: Para 2001 o município teve um ganho adicional de: 3,0-2,0 = 1,0 Aplicando-se o redutor do ano: 30,0% x 1,0 = 0,3 O coeficiente real para 2001 = 3,0-0,3 = 2,7 Para 2002 o município teve um ganho adicional de: 3,0-2,0 = 1,0 Aplicando-se o redutor do ano: 40,0% x 1,0 = 0,4 O coeficiente real para 2002 = 3,0-0,4 = 2,6 Para 2003 o município teve um ganho adicional de: 3,0-2,0 = 1,0 Aplicando-se o redutor do ano: 50,0% x 1,0 = 0,5 O coeficiente real para 2003 = 3,0-0,5 = 2,5 13

14 Para 2004 o município teve um ganho adicional de: 3,0-2,0 = 1,0 Aplicando-se o redutor do ano: 60,0% x 1,0 = 0,6 O coeficiente real para 2004 = 3,0-0,6 = 2,4 Para 2005 o município teve um ganho adicional de: 3,0-2,0 = 1,0 Aplicando-se o redutor do ano: 70,0% x 1,0 = 0,7 O coeficiente real para 2005 = 3,0-0,7 = 2,3 Para 2006 o município teve um ganho adicional de: 3,0-2,0 = 1,0 Aplicando-se o redutor do ano: 80,0% x 1,0 = 0,8 O coeficiente real para 2006 = 3,0-0,8 = 2,2 Para 2007 o município teve um ganho adicional de: 3,0-2,0 = 1,0 Aplicando-se o redutor do ano : 90,0% x 1,0 = 0,9 O coeficiente real para 2007 = 3,0-0,9 = 2,1 A partir de 1º de janeiro de 2008, os Municípios a que se refere o 2º do art. 1º da Lei Complementar nº 91/97, terão seus coeficientes individuais no Fundo de Participação dos Municípios FPM fixados em conformidade com o que dispõe o caput do art. 1º da Lei Complementar nº 91/97. O QUE ACONTECE COM O FPM QUANDO SÃO CRIADOS NOVOS MUNICÍPIOS NO ESTADO? A cota individual do FPM dos municípios existentes no Estado diminui. Isto porque os novos municípios também receberão coeficientes individuais de participação, que serão somados aos já existentes para a distribuição do FPM, destinado ao Estado. Como a participação do Estado na cota global do FPM do Estado permanece a mesma e o número de participantes aumenta, a cota individual de todos diminui. QUANDO SÃO FEITAS AS TRANSFERÊNCIAS? Em conformidade com a Lei Complementar nº 62, de 28 de dezembro de 1989, são obedecidos os seguintes prazos para a transferência dos recursos: PERÍODO DE ARRECADAÇÃO DO IR E DO IPI DATA DO REPASSE A ESTADOS, DF E MUNICÍPIOS 01 a 10 do mês dia 20 do mês 11 a 20 do mês dia 30 do mês 21 ao último dia do mês dia 10 do mês seguinte O FPM PODE APRESENTAR QUEDA MESMO HAVENDO CRESCIMENTO DA RECEITA FEDERAL? Pode. Se o crescimento da arrecadação ocorrer somente em impostos que não sejam o IR e o IPI, não haverá alteração no FPM. Vale lembrar, também, o prazo de dez dias que existe entre a arrecadação e a efetiva transferência para os municípios. O crescimento da arrecadação do IR e do IPI nos últimos dez dias de um mês vai aumentar o FPM da primeira cota do mês seguinte, não alterando o valor do repasse do mês em que ocorreu o aumento de receita. 14

15 O FPE E O FPM AUMENTAM QUANDO A SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL APRESENTA RESULTADO POSITIVO NO CAIXA DA UNIÃO? Não necessariamente. O resultado positivo significa apenas que as despesas do Governo Federal, naquele mês, ficaram abaixo do volume das receitas arrecadadas. É uma questão de controle dos gastos, e não de aumento das receitas. Conforme já foi dito, o FPM depende apenas da arrecadação do IR e do IPI. 15

16 5 FUNDEF O QUE É O FUNDEF? O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério - FUNDEF é um fundo de natureza contábil, instituído no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, com a finalidade exclusiva de financiar projetos e programas do ensino fundamental, criado pela E.C. nº 14/96 e regulamentado pela Lei 9.424/96. QUANDO FOI IMPLANTADO? Automaticamente, em todos os estados, DF e municípios, a partir de 1º de janeiro de Foi implantado, opcionalmente, em 1997, no Estado do Pará, mediante Lei Estadual. QUAIS OS RECURSOS QUE CONSTITUEM O FUNDO? O FUNDEF é composto pelas seguintes fontes de recursos: 15% do FPM; 15% do FPE; 15% do IPI-EXP; 15% da L. C. nº 87/96; 15% do ICMS; Complementação da União, quando não se atingir o valor mínimo por aluno (Em 2004, o valor por aluno correspondeu a R$ 564,63, de acordo com o Decreto nº 5.299, de 7 de dezembro de 2004, publicado no D.O.U. de 8 de dezembro de 2004). COMO SÃO FEITOS OS REPASSES? Os repasses são feitos de forma automática, para contas específicas dos estados, DF e municípios abertas para a finalidade e mantidas no Banco do Brasil. As parcelas oriundas do FPM, FPE e L. C. nº 87/96 serão creditadas pela União. As parcelas pertinentes ao ICMS-Estadual e ao IPI-Exportação serão transferidas diretamente pelos Estados. QUAIS OS CRITÉRIOS PARA A DISTRIBUIÇÃO? A distribuição dos recursos é feita através de coeficiente individual de participação estabelecido pelo MEC, calculado com base no número de alunos matriculados anualmente na primeira a oitava séries do ensino fundamental, nas escolas cadastradas das respectivas redes de ensino. COMO DEVEM SER APLICADOS OS RECURSOS DO FUNDO? Dos recursos do Fundo, pelo menos 60% deverão ser aplicados na remuneração dos profissionais do Magistério em efetivo exercício de suas atividades no ensino fundamental público. Os 40% restantes deverão ser aplicados na manutenção e desenvolvimento do ensino fundamental. A instituição do Fundo e a aplicação de seus recursos não isentam Estados, DF e Municípios da obrigatoriedade de aplicar, na manutenção e desenvolvimento do ensino, na forma prevista no art. 212 da Constituição Federal de 1988: 16

17 pelo menos 10% do montante de recursos originários do ICMS, FPE, FPM, da parcela do IPI-Exportação e ICMS-Desoneração (L. C. nº 87/96). Desse modo, os recursos previstos para o Fundo, somados aos referidos acima, devem garantir a aplicação de, no mínimo, 25% destes impostos e transferências em favor da manutenção e desenvolvimento do ensino. pelo menos 25% dos demais impostos e transferências. Desses recursos, não menos de 60% devem ser aplicados na manutenção e desenvolvimento do ensino fundamental. QUAIS SÃO AS DESPESAS CONSIDERADAS COMO DE MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO ENSINO? De acordo com a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases para a educação nacional, são aquelas que se destinam a: remuneração e aperfeiçoamento do pessoal docente e demais profissionais da educação; aquisição, manutenção, construção e conservação de instalações e equipamentos necessários ao ensino; uso e manutenção de bens e serviços vinculados ao ensino; levantamentos estatísticos, estudos e pesquisas visando precipuamente ao aprimoramento da qualidade e à expansão do ensino; realização de atividades-meio necessárias ao funcionamento dos sistemas de ensino; concessão de bolsas de estudo a alunos de escolas públicas e privadas; aquisição de material didático-escolar e manutenção de programas de transporte escolar; eamortização e custeio de operações de crédito destinadas a atender ao disposto nos tópicos anteriores. QUAIS AS QUE NÃO SE CONSTITUEM DESPESAS COM MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO ENSINO? De acordo com a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, não se constituem despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino aquelas realizadas com: pesquisa, quando não vinculada às instituições de ensino, ou, quando efetivada fora dos sistemas de ensino, que não vise precipuamente ao aprimoramento de sua qualidade ou à sua expansão; subvenção a instituições públicas ou privadas de caráter assistencial, desportivo ou cultural; formação de quadros especiais para a administração pública, sejam militares ou civis, inclusive diplomáticos; programas suplementares de alimentação, assistência médico-odontológica, farmacêutica e psicológica, e outras formas de assistência social; obras de infra-estrutura, ainda que realizadas para beneficiar direta ou indiretamente a rede escolar; e pessoal docente e demais trabalhadores da educação, quando em desvio de função ou em atividade alheia à manutenção e desenvolvimento do ensino. 17

18 OS 15% DO FPM/FPE CEDIDOS PARA COMPOR AS RECEITAS DO FUNDEF RETORNAM NA MESMA PROPORÇÃO PARA A CONTA INDIVIDUAL DO FUNDEF DE CADA BENEFICIÁRIO? Não. Os valores deduzidos das cotas na conta do FPM/FPE referem-se à contribuição de cada município e estado ao FUNDEF. Esses recursos retornam à conta dos beneficiários do FUNDEF (municípios e governos estaduais) proporcionalmente ao número de alunos matriculados anualmente no ensino fundamental nas escolas cadastradas das respectivas redes de ensino. Sendo assim, governos municipais e estaduais podem receber valores maiores ou menores daqueles que foram cedidos. QUEM FISCALIZARÁ A CORRETA APLICAÇÃO DOS RECURSOS? A fiscalização da aplicação dos recursos do FUNDEF será executada pelos órgãos do sistema de ensino, Tribunais de Contas da União, Tribunais de Contas dos Estados, Tribunais de Contas dos Municípios e Tribunais de Contas do Município, este último quando houver. A partir de dois anos da promulgação da Lei, o MEC realizará avaliação periódica dos resultados, com vistas à adoção de medidas operacionais e político-educacionais. 18

19 6 CIDE A Emenda Constitucional nº 42/03, bem como a Emenda Constitucional nº 44/04 definiu que 29% do produto da arrecadação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico serão entregues aos estados e Distrito federal. Do montante dos recursos que cabe a cada Estado, 25% (vinte e cinco por cento) serão destinados aos seus municípios para serem aplicados no financiamento de programas de infra-estrutura de transportes. QUAIS OS CRITÉRIOS PARA A DISTRIBUIÇÃO? Para o exercício de 2004, os percentuais de entrega aos Estados e ao Distrito Federal foram de acordo com o anexo da Lei nº , de 4/05/04, a saber: PERCENTUAIS DE PARTICIPAÇÃO DOS ESTADOS E DO DISTRITO FEDERAL NA CIDE Unidades da Federação Percentual Acre 0,74% Alagoas 1,60% Amapá 0,57% Amazonas 1,39% Bahia 6,39% Ceará 3,55% Distrito Federal 1,43% Espírito Santo 2,13% Goiás 4,69% Maranhão 3,00% Mato Grosso 2,76% Mato Grosso do Sul 2,72% Minas Gerais 10,72% Pará 2,85% Paraíba 1,95% Paraná 7,23% Pernambuco 3,67% Piauí 1,98% Rio de Janeiro 5,53% Rio Grande do Norte 2,22% Rio Grande do Sul 6,50% Rondônia 1,23% Roraima 0,74% Santa Catarina 3,92% São Paulo 17,47% Sergipe 1,34% Tocantins 1,68% TOTAL 100,00% 19

20 A partir do exercício de 2005, os percentuais individuais de participação dos Estados e do Distrito Federal serão calculados pelo Tribunal de Contas da União, na forma do 2 o do art. 1º-A da Lei nº , de 19/12/01, com base nas estatísticas referentes ao ano imediatamente anterior. Quanto aos municípios, enquanto não for sancionada a lei federal, a que se refere o art. 159, 4 o, da Constituição Federal, a distribuição observará os seguintes critérios: I 50% (cinqüenta por cento) proporcionalmente aos mesmos critérios previstos na regulamentação da distribuição dos recursos do Fundo de que tratam os arts. 159, I, b, e 161, II, da Constituição Federal; e II 50% (cinqüenta por cento) proporcionalmente à população, conforme apurada pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Como para os estados, os percentuais individuais de participação dos Municípios serão calculados pelo Tribunal de Contas da União. COMO DEVEM SER APLICADOS OS RECURSOS DA CIDE? Obrigatoriamente no financiamento de programas de infra-estrutura de transportes. Os Estados e o Distrito Federal deverão encaminhar ao Ministério dos Transportes, até o último dia útil de outubro, proposta de programa de trabalho para utilização dos recursos mencionados, a serem recebidos no exercício subseqüente, contendo a descrição dos projetos de infra-estrutura de transportes, os respectivos custos unitários e totais e os cronogramas financeiros correlatos. QUANDO SÃO FEITAS AS TRANSFERÊNCIAS? Os recursos serão distribuídos pela União aos Estados e ao Distrito Federal, trimestralmente, até o 8 o (oitavo) dia útil do mês subseqüente ao do encerramento de cada trimestre, mediante crédito em conta vinculada aberta para essa finalidade no Banco do Brasil S.A. ou em outra instituição financeira que venha a ser indicada pelo Poder Executivo Federal. 20

21 7 CONTROLE E FISCALIZAÇÃO QUAIS SÃO OS ÓRGÃOS QUE CONTROLAM E FISCALIZAM AS TRANSFERÊNCIAS CONSTITUCIONAIS? O controle e a fiscalização são feitos pelo Tribunal de Contas da União - TCU, órgão auxiliar do Congresso Nacional, que, além de zelar pela correção dos valores repassados pela União a estados, Distrito Federal e municípios, faz cumprir os prazos legais para entrega desses recursos. Para executar o trabalho de controle e fiscalização das transferências, além de auditorias periódicas nos sistemas utilizados no âmbito do Ministério da Fazenda, inclusive Banco do Brasil, são realizados exames nos demonstrativos elaborados decendialmente pela Secretaria do Tesouro Nacional. QUAL A COMPETÊNCIA DOS ÓRGÃOS ENVOLVIDOS NO PROCESSO DAS TRANSFERÊNCIAS CONSTITUCIONAIS? a) SERPRO - efetua o processamento das fitas de arrecadação geradas pela rede bancária após o processamento dos DARF (Documento de Arrecadação Federal), para classificação da receita arrecadada, em prazo compatível com o definido para as transferências dos recursos aos estados e municípios. b) SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL - fiscaliza a arrecadação dos tributos federais, acompanha a transferência dos recursos da rede bancária para o Banco Central, gerencia o sistema de classificação das receitas e fornece a estimativa de arrecadação do IPI e IR. c) TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO - calcula e divulga os coeficientes individuais de participação, fiscaliza o processo de classificação da receita, a repartição da receita e a entrega aos beneficiários, na forma e prazos legalmente estabelecidos. d) SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL - calcula os valores devidos aos Fundos de Participação e os entrega ao Banco do Brasil S.A. para crédito aos beneficiários, divulga o montante da receita arrecadada relativa ao IPI e ao IR, os montantes entregues aos Fundos e os valores creditados a cada estado e município, elabora e divulga as estimativas decendial, mensal e anual do comportamento dos Fundos. e) BANCO DO BRASIL S/A - calcula, com base nos coeficientes divulgados pelo TCU, os valores a serem entregues a cada beneficiário, creditando-os em contas específicas abertas para essa finalidade. 21

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