DEVER DE INFORMAR: INSTRUÇÃO CVM n.º 358/02

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1 DEVER DE INFORMAR: INSTRUÇÃO CVM n.º 358/02 Pedro Lanna Ribeiro IBRI Hotel Gran Meliá Mofarrej - Dezembro 2003

2 Definição e Histórico Em 1933, foi criada a Securities and Exchange Comission ( SEC ), a quem atribuiu-se poderes de fiscalização do mercado de capitais através do Securities Exchange Act de Através da instrução conhecida como Rule 10-b-5 de 1942, a SEC criou mecanismos legais para coibir a prática de insider trading.

3 Definição e Histórico Definição de Insider Trading segundo a Rule 10-B (5) a) General. The "manipulative and deceptive devices" prohibited by Section 10(b) of the Act and Rule 10b-5 thereunder include, among other things, the purchase or sale of a security of any issuer, on the basis of material nonpublic information about that security or issuer, in breach of a duty of trust or confidence that is owed directly, indirectly, or derivatively, to the issuer of that security or the shareholders of that issuer, or to any other person who is the source of the material nonpublic information.

4 Definição e Histórico No Brasil: (i) Código Civil: conceituou o chamado dolo por omissão, cujas características se assemelham àquelas observadas na prática do insider trading Art. 147: Nos negócios jurídicos bilaterais o silêncio intencional de uma das partes a respeito de fato ou qualidade que a outra parte haja ignorado, constitui omissão dolosa, provando-se que sem ela o negócio não se teria celebrado.

5 Definição e Histórico (ii) Lei 4.728/65: Reconheceu a atividade de insider trading e coibiu a sua prática Art. 3º Compete ao Banco Central: X - fiscalizar a utilização de informações não divulgadas ao público em benefício próprio ou de terceiros, por acionistas ou pessoas que, por força de cargos que exerçam, a elas tenham acesso. A complexidade da matéria, contudo, tornou evidente a necessidade de normas específicas para regulamentar tal prática.

6 Definição e Histórico (iii) Lei n.º 6.404/76: definiu, de forma mais extensa, as restrições à utilização de informações privilegiadas a) Dever de Lealdade: Art O administrador deve servir com lealdade à companhia e manter reserva sobre os seus negócios, sendo-lhe vedado: 1 o Cumpre, ademais, ao administrador de companhia aberta, guardar sigilo sobre qualquer informação que ainda não tenha sido divulgada para conhecimento do mercado, obtida em razão do cargo e capaz de influir de modo ponderável na cotação de valores mobiliários, sendo-lhe vedado valer-se da informação para obter, para si ou para outrem, vantagem mediante compra ou venda de valores mobiliários.

7 Definição e Histórico b) Dever de Informar: Art. 157, 4 o. Os administradores da companhia aberta são obrigados a comunicar imediatamente à bolsa de valores e a divulgar pela imprensa qualquer deliberação da assembléia geral ou dos órgãos de administração da companhia, ou fato relevante ocorrido nos seus negócios, que possa influir, de modo ponderável, na decisão dos investidores do mercado de vender ou comprar valores mobiliários emitidos pela companhia.

8 Definição e Histórico c) Dispositivos Dispersos na Lei 6.404/76: Complementam os artigos 155 e 157, já elucidados, englobando os demais membros da administração da sociedade: Art As normas relativas a requisitos, impedimentos, investidura, remuneração, deveres e responsabilidades dos administradores aplicam-se a conselheiros e diretores. Art As normas desta seção aplicam-se aos membros de quaisquer órgãos, criados pelo estatuto, com funções técnicas ou destinados a aconselhar os administradores. Art Os membros do conselho fiscal têm os mesmos deveres dos administradores de que tratam os artigos 153 a 156 e respondem pelos danos resultantes de omissão no cumprimento de seus deveres e de atos praticados com culpa ou dolo, ou com violação da lei ou do estatuto.

9 (iv) Definição e Histórico Lei 6.385/76: Quanto ao dever de divulgar e a veiculação de informações relevantes ao mercado, estabeleceu o seguinte: Art. 8. Compete à Comissão de Valores Mobiliários: III fiscalizar permanentemente as atividades e os serviços do mercado de valores mobiliários, de que trata o artigo 1º, bem como a veiculação de informações relativas ao mercado, às pessoas que dele participam, e aos valores nele negociados. Art. 22 1º. Compete à Comissão de Valores Mobiliários expedir normas aplicáveis às Companhias Abertas sobre: VI - a divulgação de deliberações da assembléia geral e dos órgãos de administração da companhia, ou de fatos relevantes ocorridos nos seus negócios, que possam influir, de modo ponderável, na decisão dos investidores do mercado, de vender ou comprar valores mobiliários emitidos pela companhia.

10 Definição e Histórico (v) Instrução CVM nº 31/84: Perdurou até sua recente revogação pela Instrução nº 358/02. Definiu regras específicas sobre a divulgação de fatos relevantes e estabeleceu diversos conceitos pertinentes à prática do insider trading, entre eles: fato relevante; dever de comunicar; sigilo sobre informações privilegiadas; vedação à utilização de informação privilegiada; informação sobre negociações dos administradores e controladores e; multas e penalidades.

11 Novas Regulamentações Dentre as recentes alterações legislativas no tocante à repressão e fiscalização de atividades de insider trading, podemos identificar duas importantes normas que trouxeram significativos avanços nesta área. 1. Lei /01 Alterou diversos aspectos da Lei 6.404/76 (Lei das S.A) e da Lei 6.385/76 define as matérias de competência da CVM; 2. Instrução CVM nº Dispôs sobre a divulgação e uso de informações sobre ato ou fato relevante (revoga as disposições anteriores neste sentido)

12 Novas Regulamentações 1. Lei /01: incluiu na Lei n.º 6.404/76 dispositivos, tais como: Parágrafo 4º do artigo 155 da Lei 6.404/76: proíbe a utilização de informação privilegiada com a finalidade de auferir vantagem no mercado de ações. Art o. É vedada a utilização de informação relevante ainda não divulgada, por qualquer pessoa que a ela tenha tido acesso, com a finalidade de auferir vantagem, para si ou para outrem, no mercado de valores mobiliários.

13 Novas Regulamentações O parágrafo 6º de artigo 157 da Lei 6.404/76: passou a exigir a publicidade da posição acionária dos administradores de companhias abertas. Art o. Os administradores da companhia aberta deverão informar imediatamente, nos termos e na forma determinados pela Comissão de Valores Mobiliários, a esta e às bolsas de valores ou entidades do mercado de balcão organizado nas quais os valores mobiliários de emissão da companhia estejam admitidos à negociação, as modificações em suas posições acionárias na companhia.

14 Novas Regulamentações O art. 165-A: passou a exigir a publicidade da posição acionária dos membros do conselho fiscal de companhias abertas. Art. 165-A. Os membros do conselho fiscal da companhia aberta deverão informar imediatamente as modificações em suas posições acionárias na companhia à Comissão de Valores Mobiliários e às Bolsas de Valores ou entidades do mercado de balcão organizado nas quais os valores mobiliários de emissão da companhia estejam admitidos à negociação, nas condições e na forma determinadas pela Comissão de Valores Mobiliários.

15 Novas Regulamentações 2. Instrução CVM nº 358 A Instrução CVM nº 358, juntamente com a Instrução 361, revogou as Instruções CVM nº 31/84, 69/87, 229/95 e 299/99. Desta forma, a Instrução CVM n.º 358/02 passou a concentrar a totalidade dos entendimentos quanto a divulgação de informações e fatos relevantes ao mercado. Através da utilização de conceitos específicos, a Instrução em tela conferem uma maior amplitude à definição de ato ou fato relevante, incluído não somente as atividades previstas em normas anteriores, mas também, aprofundando-se na caracterização de tais eventos.

16 Política de Divulgação de Informações Relevantes Política de Negociação de Valores Mobiliários

17 PARTE I POLÍTICA DE DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES RELEVANTES

18 A Companhia Aberta deverá, por deliberação do Conselho de Administração, adotar Política de Divulgação de Informações Relevantes. Prazo: até 60 dias a contar de 28 de abril de 2002 =

19 FATO RELEVANTE Qualquer decisão de Acionista(s) Controlador(es), deliberação da assembléia geral ou dos órgãos de administração da Companhia; Qualquer outro ato ou fato de caráter político-administrativo, técnico, negocial ou econômico-financeiro ocorrido relacionado aos seus negócios; que possa influir de modo ponderável:

20 na cotação de Valores Mobiliários da Companhia; na decisão dos investidores de comprar, vender ou manter aqueles Valores Mobiliários da Companhia; ou na decisão dos investidores de exercer quaisquer direitos inerentes à condição de titular dos Valores mobiliários da Companhia.

21 DIRETOR DE RELAÇÕES COM INVESTIDORES Responsável primário pelo uso, comunicação e divulgação de Fato Relevante da Companhia; Acionistas Controladores, Administradores, Conselheiros Fiscais, membros de quaisquer Órgãos Estatutários e Funcionários de Alto Nível têm o dever de comunicar ao Diretor de Relações com Investidores informação acerca de Fato Relevante para que este providencie a sua comunicação e divulgação.

22 OBJETIVO DA DIVULGAÇÃO DE FATO RELEVANTE Assegurar aos investidores a disponibilidade, em tempo hábil, de forma eficiente e razoável, das informações necessárias para as suas decisões de investimento, assegurando a melhor simetria possível na disseminação das informações.

23 QUANDO INFORMAR E DIVULGAR FATO RELEVANTE Imediatamente após a sua ocorrência; antes do início ou após o encerramento dos negócios nas Bolsas de Valores localizadas no País ou no Exterior; Incompatibilidade de horários: prevalecerá o do mercado brasileiro.

24 QUANDO INFORMAR E DIVULGAR FATO RELEVANTE Divulgação de Fato Relevante durante o horário de negociação: Avaliar a necessidade de solicitar suspensão da negociação dos Valores Mobiliários. concomitantemente ao mercado quando estiver para ser veiculado em qualquer meio de comunicação ou em reuniões de entidades de classe, investidores, analistas ou com público selecionado, no País ou no exterior.

25 COMO DIVULGAR FATO RELEVANTE Por meio de publicação nos jornais de grande circulação habitualmente utilizados pela Companhia; A publicação nos jornais poderá ser realizada de forma resumida; Disponibilização da informação na Internet.

26 A QUEM INFORMAR CVM; Bolsas de Valores; Mercado de Balcão Organizado(se for o caso); e SEC (se for o caso).

27 DEVER DE SIGILO Os Acionistas Controladores, os Administradores, os Conselheiros Fiscais, os Funcionários e Executivos com acesso a informação relevante, ou qualquer dos integrantes dos demais Órgãos com Funções Técnicas ou Consultivas da Companhia terão o dever de: Guardar sigilo das informações relativas a Fato Relevante às quais tenham acesso privilegiado até a sua divulgação ao mercado; e Zelar para que subordinados e terceiros de sua confiança também o façam, respondendo solidariamente com estes na hipótese de descumprimento.

28 MANUTENÇÃO DE SIGILO Os Administradores e Acionistas Controladores poderão submeter à CVM a sua decisão de manter em sigilo Fatos Relevantes cuja divulgação entendam que possa configurar manifesto risco a legítimos interesses da Companhia; Se houver vazamento de informação ou oscilação atípica dos Valores Mobiliários, a informação deverá ser imediatamente divulgada.

29 DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÃO SOBRE NEGOCIAÇÃO DE ADMINISTRADORES E PESSOAS LIGADAS Os Administradores, os Conselheiros Fiscais e os membros de Órgãos Estatutários da Companhia deverão informar à CVM e à Bolsa de Valores, a titularidade de Valores Mobiliários de emissão da Companhia e de sociedades controladas ou controladoras, de que sejam titulares eles próprios ou as Pessoas Ligadas, bem como as alterações nessas posições. Quando informar: Após assinatura do Termo de Posse; e 10 dias após o término do mês em que se verificar alteração nas posições.

30 DIVULGAÇÃO DE AQUISIÇÃO E ALIENAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO ACIONÁRIA RELEVANTE Participação Acionária Relevante é aquela que corresponda direta ou indiretamente, a 5% (cinco por cento) ou mais de espécie ou classe de ações representativas do capital social da Companhia. Devem Informar e Divulgar: Acionistas Controladores, diretos ou indiretos; Acionistas que elegerem membros do conselho de administração; Pessoa Natural ou Jurídica, ou grupo de pessoas, agindo em conjunto ou representando um mesmo interesse.

31 DIVULGAÇÃO DE AQUISIÇÃO E ALIENAÇÃO DE PARTICIPAÇÃO ACIONÁRIA RELEVANTE A CVM poderá autorizar a dispensa da divulgação pela imprensa em face: Do grau de dispersão das ações da Companhia no mercado; Da declaração do adquirente de que suas compras não objetivam alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da sociedade; Divulgação da operação por meio satisfatório para a CVM.

32 PARTE II POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS

33 POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO A adoção da Política de Negociação é Facultativa. Objetivo: Conferir controle e transparência à negociação de Valores Mobiliários de companhias abertas por parte de(a): Própria Companhia; Acionistas Controladores; Diretores; Membros do Conselho de Administração; Membros do Conselho Fiscal; e Membros de quaisquer Órgãos Estatutários.

34 POLÍTICA DE NEGOCIAÇÃO REGRAS GERAIS Não poderá ser aprovada ou alterada na pendência de divulgação de Fato Relevante, e deverá necessariamente contar com: Adesão expressa das pessoas que dela se beneficiem; Vedação de negócios, no mínimo, no período de 15 dias anterior à divulgação das informações trimestrais (ITR) e anuais (DFP e IAN) da Companhia; Adoção de procedimentos que assegurem que em nenhuma hipótese a Companhia negociará com as próprias ações nos períodos de vedação estabelecidos na Instrução e na própria política de negociação.

35 VEDAÇÕES À NEGOCIAÇÃO (i) Sempre que ocorrer qualquer Fato Relevante nos negócios da Companhia; (ii) Sempre que estiver em curso ou houver sido outorgada opção ou mandato para o fim de aquisição ou a alienação de ações de emissão da Companhia pela própria Companhia, suas Sociedades Controladas, suas Sociedades Coligadas ou outra sociedade sob controle comum; (iii) Sempre que existir a intenção de promover incorporação, cisão total ou parcial, fusão, transformação ou reorganização societária.

36 EXCEÇÃO ÀS RESTRIÇÕES GERAIS À NEGOCIAÇÃO DE AÇÕES É permitida aquisição de ações que se encontrem em tesouraria, através de negociação privada, decorrente do exercício de opção de compra de acordo com plano de outorga de opção de compra de ações aprovado em assembléia geral. As vedações à negociação não se aplicam às negociações realizadas pela própria Companhia, pelos Acionistas Controladores, diretos ou indiretos, Diretores, membros do Conselho de Administração, do Conselho Fiscal e demais Órgãos com Funções Técnicas ou Consultivas, de acordo com política de negociação aprovada.

37 VEDAÇÃO À NEGOCIAÇÃO EM PERÍODO ANTERIOR À DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS E ANUAIS E DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Vedação no período de 15 dias anterior à divulgação ou publicação de fato relevante, quando for o caso, das: (i) informações trimestrais da Companhia (ITR); (ii) informações anuais da Companhia (DFP e IAN); e (iii) demonstrações financeiras da Companhia. Os Programas Individuais de Investimento deverão observar estritamente esta restrição.

38 VEDAÇÃO À DELIBERAÇÃO RELATIVA À AQUISIÇÃO OU À ALIENAÇÃO DE AÇÕES DE EMISSÃO DA PRÓPRIA COMPANHIA O conselho de administração da Companhia não poderá deliberar a aquisição ou a alienação de ações de própria emissão enquanto não for tornada pública, através da publicação de fato relevante a informação relativa a: Celebração de qualquer acordo ou contrato visando à transferência do controle acionário da Companhia; ou Outorga de opção ou mandato para o fim de transferência de controle acionário da Companhia; ou Existência de intenção de se promover incorporação, cisão total ou parcial, fusão, transformação ou reorganização societária.

39 VEDAÇÃO À NEGOCIAÇÃO APLICÁVEL A EX-ADMINISTRADORES (i) Pelo prazo de 6 meses após o seu afastamento; ou (ii) Até a divulgação, pela Companhia, do Fato Relevante ao mercado, salvo se, nesta hipótese, a negociação com ações da Companhia, após a divulgação do Fato Relevante, puder interferir nas condições dos referidos negócios, em prejuízo dos acionistas da Companhia ou dela própria.

40 Análise de Casos Concretos 1. PETROBRÁS S/A Não houve inquérito Administrativo Fatos: (i) Não divulgação de descoberta de petróleo

41 Análise de Casos Concretos 2. SERVIX ENGENHARIA S/A Inquérito Administrativo n.º 01/78 Visava apurar a possível utilização de informações privilegiadas na negociação de ações de emissão da Companhia. Fatos: (i) Anulação da Concorrência da obra de Itaparica, onde a Servix estava com a posição privilegiada, o que poderia afetar o desejo dos investidores de comprar e vender os valores mobiliários de emissão da Companhia (ii) A administração da Servix tomou conhecimento de tal anulação na mesma data em que ela foi decidida pela CHESF (iii) Subordinados e terceiros e confiança dos adminsitradores venderam suas ações (iv) Companhia divulgou a anulação da concorrência da obra apenas 6 dias depois de seu conhecimento.

42 Análise de Casos Concretos 3. SUPERGASBRÁS INDÚSTRIA E COMÉRCIO S.A. Inquérito Administrativo n.º 14/80 Visava apurar a ocorrência de possíveis irregularidades relacionadas com a negociação das ações de emissão da Companhia. Fatos: (i) Negociação (compra) de ações de emissão da Companhia por membro do Conselho de Administração (ii) Lucro da Companhia pela venda de dos imóveis à IBM (iii) Evolução da cotação dos preços das ações da Companhia

43 Análise de Casos Concretos 4. PARANAPANEMA S/A MINERAÇÃO, INDÚSTRIA E CONSTRUÇÃO Inquérito Administrativo n.º 22/83 Visava apurar a possível utilização de informações privilegiadas na negociação de ações de emissão da Companhia. Fatos: (i) Diretores da Companhia compraram ações por ela emitidas, sendo o Diretor executivo acobertado por sócio-gerente de outra sociedade (Divisa-DTVM Ltda.) e pelo operador de bolsa e o diretor presidente da corretora Indusval S/A-CTVM (ii) Split das ações (iii) Elevação da cotação das ações da Companhia

44 Análise de Casos Concretos 5. ACRINOR ACRILONITRILA DO NORDESTE S.A. Inquérito Administrativo n.º 02/85 Visava apurar possível utilização de informação privilegiada, em benefício próprio, por parte dos administradores da Companhia. Fatos: (i) A Companhia não distribuía dividendos (ii) Os vendedores foram contatados por funcionários do departamento de Acionistas da Acrinor (iii) Venda de ações de emissão da Companhia a pessoas a ela ligadas (ii) No mesmo mês, a Companhia passou a distribuir vultuosos dividendos, desdobrou as ações e concedeu bonificação de 30%

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