Turno/Horário Noturno PROFESSOR : Salomão Dantas Soares AULA Apostila nº

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1 UNIDADE 2 REDES, INTERNET E SERVIDORES REDES DE COMPUTADORES Definição Uma rede de computadores consiste na interconexão entre dois ou mais computadores e dispositivos complementares acoplados através de recursos de comunicação, geograficamente distribuídos, permitindo a troca de dados entre estas unidades e otimizando recursos de hardware e software. Contexto Atual Acelerado desenvolvimento tecnológico Expansão acentuada das redes de comunicação: Internacionalização dos mercados Ambiente competitivo Associações, Alianças e Fusões Qualquer coisa, em qualquer lugar, para qualquer um em qualquer lugar do mundo, a qualquer hora. Distribuição Geográfica Distribuição Geográfica com fios LANs (Local Area Network) : Equipamentos interligados operando em distâncias curtas. Geralmente distribuídos em um único prédio ou por prédios vizinhos. Alta velocidade. Prof. Esp. Salomão Soares Página 1

2 MANs (Metropolitan Area Network) Abrangem uma área geograficamente específica, como uma cidade ou uma região metropolitana WANs (Wide Area Network) Cobrem áreas geograficamente dispersas. Estrutura de maior custo e complexidade. Interconexão de várias sub redes de comunicação. Tipos de Ligação Ponto a Ponto. É uma arquitetura de redes de computadores onde cada um dos pontos ou nós da rede funciona tanto como cliente quanto como servidor, permitindo compartilhamentos de serviços e dados sem a necessidade de um servidor central. As redes P2P podem ser configuradas em casa, em Empresas e ainda na Internet. Todos os pontos da rede devem usar programas compatíveis Prof. Esp. Salomão Soares Página 2

3 para ligar-se um ao outro. Uma rede peer-to-peer pode ser usada para compartilhar músicas, vídeos, imagens, dados, enfim qualquer coisa com formato digital. Multiponto. Conexões de rede multiponto são aquelas nas quais mais de dois dispositivos são interligados usando apenas uma conexão. A rede multiponto é muitas vezes referida como circuito multiponto ou ainda multidrop. De modo a permitir que todos os dispositivos conversem entre si, a capacidade da conexão pode ser dividida de forma temporal e espacial entre os dispositivos da rede. Quando dois dispositivos utilizam a conexão ao mesmo tempo, estão compartilhando a conexão espacialmente. A conexão é compartilhada temporalmente quando os dispositivos da rede se alternam no tempo para utilizar a conexão, ou seja, a conexão é utilizada por um dispositivo de cada vez Topologias de Redes de Computadores A topologia de rede é o padrão no qual o meio de rede está conectado aos computadores e outros componentes de um rede de computadores. Essencialmente, é a estrutura topológica da rede, e pode ser descrito fisicamente ou logicamente. Há várias formas nas quais se pode organizar a interligação entre cada um dos nós (computadores) da rede. Existem duas categorias básicas de topologias de rede: Topologia física Topologia lógica Prof. Esp. Salomão Soares Página 3

4 A topologia física é a verdadeira aparência ou layout da rede, enquanto que a lógica descreve o fluxo dos dados através da rede. A topologia física representa como as redes estão conectadas (layout físico) e o meio de conexão dos dispositivos de redes (nós ou nodos). A forma com que os cabos são conectados, e que genericamente chamamos de topologia da rede (física), influencia em diversos pontos considerados críticos, como a flexibilidade, velocidade e segurança. A topologia lógica refere-se à maneira como os sinais agem sobre os meios de rede, ou a maneira como os dados são transmitidos através da rede a partir de um dispositivo para o outro sem ter em conta a interligação física dos dispositivos. Topologias lógicas são frequentemente associadas à Media Access Control métodos e protocolos. Topologias lógicas são capazes de serem reconfiguradas dinamicamente por tipos especiais de equipamentos como roteadores e switches. Estudaremos a topologia da rede por meio de quatro topologias básicas: Barramento Rede em barramento é uma topologia de rede em que todos os computadores são ligados em um mesmo barramento físico de dados. Apesar de os dados não passarem por dentro de cada um dos nós, apenas uma máquina pode escrever no barramento num dado momento. Todas as outras escutam e recolhem para si os dados destinados a elas. Quando um computador estiver a transmitir um sinal, toda a rede fica ocupada e se outro computador tentar enviar outro sinal ao mesmo tempo, ocorre uma colisão e é preciso reiniciar a transmissão. Estrela Na topologia de rede designada por rede em estrela, toda a informação deve passar obrigatoriamente por uma estação central inteligente, que deve conectar cada estação da rede e distribuir o tráfego para que uma estação não receba, indevidamente, dados destinados às outras. É neste aspecto que esta topologia difere da topologia barramento: uma rede local que use um hub não é considerada como estrela, pois o tráfego que entra pela porta do hub é destinado a todas as outras portas. Porém, uma rede que usa switches, apenas os dados destinados àquele nó são enviados a ele. As redes em estrela, que são as mais comuns hoje em dia, utilizam cabos de par trançado e uma switch como ponto central da rede. O hub se encarrega de retransmitir todos os dados para todas as estações, mas com a vantagem de tornar mais fácil a localização dos problemas, já que se um dos cabos, uma das portas do hub ou uma das placas de rede estiver com problemas, apenas o PC ligado ao componente defeituoso ficará fora da rede, ao contrário do que ocorre nas redes 10Base2, onde um mal contato em qualquer um dos conectores derruba a rede inteira. Prof. Esp. Salomão Soares Página 4

5 Claro que esta topologia se aplica apenas a pequenas redes, já que os hubs costumam ter apenas 8 ou 16 portas. Desvantagens: A necessidade de usar um maior comprimento de cabo, necessidade de um dispositivo central com os custos a ele associados (que cada vez são menores) e número limite de portas do dispositivo central; Vantagens: A existência de problemas numa determinada ligação a um qualquer computador não compromete a totalidade da rede, apenas ficando afetado o computador respectivo e as condições de transmissão do cabo usado, que permite velocidades de transmissão superiores; Anel ou circular A topologia de rede em anel consiste em estações conectadas através de um circuito fechado, em série. O anel não interliga as estações diretamente, mas consiste de uma série de repetidores ligados por um meio físico, sendo cada estação ligada a estes repetidores. É uma configuração em desuso. Redes em anel são capazes de transmitir e receber dados em configuração unidirecional; o projeto dos repetidores é mais simples e torna menos sofisticados os protocolos de comunicação que asseguram a entrega da mensagem corretamente e em sequência ao destino, pois sendo ANEL ANEL unidirecionais evita o problema do roteamento. Nesta topologia cada estação está conectada a apenas duas outras estações, quando todas estão ativas. Uma desvantagem é que se, por acaso apenas uma das máquinas falhar, toda a rede pode ser comprometida, já que a informação só trafega em uma direção, que no caso é CIRCULAR. Em termos práticos, nessas redes a fiação, que geralmente é realizada com cabos coaxiais, possui conectores BNC em formato de "T", onde uma das pontas você conecta no computador e a outra levará a informação adiante, prosseguindo para a máquina seguinte. Em uma rede em anel, cada nó tem sua vez para enviar e receber informações através de um token (ficha, em inglês). O token, junto com quaisquer informações, é enviado do primeiro para o segundo nó, que extrai as informações endereçadas a ele e adiciona quaisquer informações que deseja enviar. Depois, o segundo nó passa o token e as informações para o terceiro nó e assim por diante, até chegar novamente ao primeiro nó. Somente o nó com o token pode enviar informações. Todos os outros nós devem esperar o token chegar. Na nova tipologia em anel é utilizado uma topologia híbrida, ou seja, utiliza-se cabos de rede RJ45 e um hub que faz a Prof. Esp. Salomão Soares Página 5

6 topologia anel lógica no seu interior. Pode-se ligar entre 30 a 50 computadores com taxas de transferência de 50 Mbps. Os maiores problemas desta topologia são relativos a sua pouca tolerância a falhas. Qualquer que seja o controle de acesso empregado, ele pode ser perdido por problemas de falha e pode ser difícil determinar com certeza se este controle foi perdido ou decidir qual nó deve recriá-lo. Nesta Topologia, os pacotes circulam por todos os dispositivos da rede, tendo cada um o seu endereço. O fluxo de informação é unidirecional, existindo um dispositivo (hub) que intercepta e gere o fluxo de dados que entra e sai do anel. A tecnologia token ring aparece usualmente com esta topologia. Vantagens: Todos os computadores acessam a rede igualmente, e a performance não é impactada com o aumento de usuários. Desvantagens: Falha de um computador pode afetar o restante da rede e os problemas são difíceis de isolar Híbrida É a topologia mais utilizada em grandes redes. Assim, adequa-se a topologia de rede em função do ambiente, compensando os custos, expansibilidade, flexibilidade e funcionalidade de cada segmento de rede. São as que utilizam mais de uma topologia ao mesmo tempo, podendo existir várias configurações que podemos criar utilizando uma variação de outras topologias. Elas foram desenvolvidas para resolver necessidades específicas. Muitas vezes acontecem demandas imediatas de conexões e a empresa não dispõe de recursos, naquele momento, para a aquisição de produtos adequados para a montagem da rede. Nestes casos, a administração de redes pode utilizar os equipamentos já disponíveis considerando as vantagens e desvantagens das topologias utilizadas. Consideremos o caso de um laboratório de testes computacionais onde o número de equipamentos é flutuante e que não admite um layout definido. A aquisição de concentradores ou comutadores pode não ser conveniente, pelo contrário até custosa. Talvez uma topologia em barramento seja uma solução mais adequada para aquele segmento físico de rede. Prof. Esp. Salomão Soares Página 6

7 Numa topologia híbrida, o desenho final da rede resulta da combinação de duas ou mais topologias de rede. A combinação de duas ou mais topologias de rede permite-nos beneficiar das vantagens de cada uma das topologias que integram esta topologia. Embora muito pouco usada em redes locais, uma variante da topologia em malha, a malha híbrida, é usada na Internet e em algumas WANs. A topologia de malha híbrida pode ter múltiplas ligações entre várias localizações, mas isto é feito por uma questão de redundância, além de que não é uma verdadeira malha porque não há ligação entre cada um e todos os nós, somente em alguns por uma questão de backup. Meios de Transmissão Os sistemas de transmissão utilizam meios para o envio das informações, estes meios podem ser de dois tipos: meios físicos, por exemplo, cabo coaxial e fibra óptica, e meios não-físicos, o espaço livre. Analógico vs digital: quais as diferenças? Tomando o caso comum nas telecomunicações dos circuitos, num analógico a informação "viaja" por meio de ondas eletromagnéticas. Este sinal é afetado por outros campos elétricos que danificam a qualidade do sinal, a chamada estática; por outro lado, quanto maior a distância percorrida, menor a potência do sinal. Para ultrapassar esta barreira, são utilizados amplificadores de sinal. No entanto, dado que o "ruído" também é um sinal eléctrico, a amplificação tem o efeito de também aumentar o ruído. Já no caso dos sinais digitais, a informação viaja por "pacotes" de bits binários. Além de ser um meio de maior rapidez e qualidade, e de apresentar maior confiança, o sinal enfraquece mais lentamente, sendo que as despesas com o equipamento de amplificação reduzidas. Adicionalmente, os amplificadores são mais eficazes visto que, dada a natureza do sinal, conseguem distinguir o ruído do sinal, permitindo maior clareza mesmo nas comunicações de longa distância. Prof. Esp. Salomão Soares Página 7

8 Cabo Coaxial O primeiro tipo de cabeamento que surgiu no mercado foi o cabo coaxial. Há alguns anos, esse cabo era o que havia de mais avançado, sendo que a troca de dados entre dois computadores era coisa do futuro. Até hoje existem vários tipos de cabos coaxiais, cada um com suas características específicas. Alguns são melhores para transmissão em alta frequência, outros têm atenuação mais baixa, e outros são imunes a ruídos e interferências. Os cabos coaxiais de alta qualidade não são maleáveis e são difíceis de instalar e os cabos de baixa qualidade podem ser inadequados para trafegar dados em alta velocidade e longas distâncias. Ao contrário do cabo de par trançado, o coaxial mantém uma capacidade constante e baixa, independente do seu comprimento, evitando assim vários problemas técnicos. Devido a isso, ele oferece velocidade da ordem de megabits/seg, não sendo necessária a regeneração do sinal, sem distorção ou eco, propriedade que já revela alta tecnologia. O cabo coaxial pode ser usado em ligações ponto a ponto ou multiponto. A ligação do cabo coaxial causa reflexão devido a impedância não infinita do conector. A colocação destes conectores, em ligação multiponto, deve ser controlada de forma a garantir que as reflexões não desapareçam em fase de um valor significativo. Uma dica interessante: em uma rede coaxial tipo BUS - também conhecida pelo nome de rede coaxial varal, o cabo deve ser casado em seus extremos de forma a impedir reflexões. A maioria dos sistemas de transmissão de banda base utiliza cabos de impedância com características de 50 Ohm, geralmente utilizados nas TVs a cabo e em redes de banda larga. Isso se deve ao fato da transmissão em banda base sofrer menos reflexões, devido às capacitâncias introduzidas nas ligações ao cabo de 50 Ohm. Os cabos coaxiais possuem uma maior imunidade a ruídos eletromagnéticos de baixa frequência e, por isso, eram o meio de transmissão mais usado em redes locais. Par Trançado Com o passar do tempo, surgiu o cabeamento de par trançado. Esse tipo de cabo tornou-se muito usado devido à falta de flexibilidade de outros cabos e por causa da necessidade de se ter um meio físico que conseguisse uma taxa de transmissão alta e mais rápida. Os cabos de par trançado possuem dois ou mais fios entrelaçados em forma de espiral e, por isso, reduzem o ruído e mantém constantes as propriedades elétricas do meio, em todo o seu comprimento. A desvantagem deste tipo de cabo, que pode ter transmissão tanto analógica quanto digital, é sua suscetibilidade às interferências a ruídos (eletromagnéticos e radio frequência). Esses efeitos podem, entretanto, ser minimizados com blindagem adequada. Vale destacar que várias empresas já perceberam que, em sistemas de baixa frequência, a imunidade a ruídos é tão boa quanto a do cabo coaxial. O cabo de par trançado é o meio de transmissão de menor custo por comprimento no mercado. A ligação de nós ao cabo é também extremamente simples e de baixo custo. Esse cabo se adapta muito Prof. Esp. Salomão Soares Página 8

9 bem às redes com topologia em estrela, onde as taxas de dados mais elevadas permitidas por ele e pela fibra óptica ultrapassam, e muito, a capacidade das chaves disponíveis com a tecnologia atual. Hoje em dia, o par trançado também está sendo usado com sucesso em conjunto com sistemas ATM para viabilizar o tráfego de dados a uma velocidade extremamente alta: 155 megabits/seg. Este cabeamento é de fácil instalação, tem uma boa relação custo/benefício, porém exige um curto alcance (em média 90 metros), além de oferecer, em alguns casos, interferência eletromagnética. Fibra Óptica Quando se fala em tecnologia de ponta, o que existe de mais moderno são os cabos de fibra óptica. A transmissão de dados por fibra óptica é realizada pelo envio de um sinal de luz codificado, dentro do domínio de frequência do infravermelho a uma velocidade de 10 a 15 MHz. O cabo óptico consiste de um filamento de sílica e de plástico, onde é feita a transmissão da luz. As fontes de transmissão de luz podem ser diodos emissores de luz (LED) ou lasers semicondutores. O cabo óptico com transmissão de raio laser é o mais eficiente em potência devido a sua espessura reduzida. Já os cabos com diodos emissores de luz são muito baratos, além de serem mais adaptáveis à temperatura ambiente e de terem um ciclo de vida maior que o do laser. Apesar de serem mais caros, os cabos de fibra óptica não sofrem interferências com ruídos eletromagnéticos e com radio frequências e permitem uma total isolamento entre transmissor e receptor. Portanto, quem deseja ter uma rede segura, preservar dados de qualquer tipo de ruído e ter velocidade na transmissão de dados, os cabos de fibra óptica são a melhor opção do mercado. O cabo de fibra óptica pode ser utilizado tanto em ligações ponto a ponto quanto em ligações multiponto. A exemplo do cabo de par trançado, a fibra óptica também está sendo muito usada em conjunto com sistemas ATM, que transmitem os dados em alta velocidade. O tipo de cabeamento mais usado em ambientes internos (LANs) é o de par trançado, enquanto o de fibra óptica é o mais usado em ambientes externos. A fibra óptica oferece uma conexão de alto nível com taxas de transferências elevadas além do isolamento elétrico possibilitando a concretização de um projeto que exija longas distancias. Em contrapartida essa tecnologia é muito cara, difícil de instalar e de se realizar uma manutenção, o que a torna inviável em alguns casos. Prof. Esp. Salomão Soares Página 9

10 Radio Difusão Radiodifusão é a transmissão de ondas de radiofrequência que por sua vez são moduladas, estas se propagam eletromagneticamente através do espaço. Ainda que muitos sistemas façam uso da transmissão de dados utilizando fios, outros sistemas, que não utilizam qualquer tipo de meio físico (a exemplo da transmissão por raios infravermelhos, lasers, microondas e rádio) estão cada vez sendo requisitados. Ainda que haja sucesso da utilização de fibra na construção básica das redes, existe cada vez mais uma necessidade da comunicação através de unidades móveis. Apesar de aproximadamente 100 anos atrás já ter sido demonstrado o uso de ondas de rádio, somente nos tempos atuais é que tem se aperfeiçoado essa nova tecnologia, que podemos chegar ao que defini-se como Wireless (Wire = fio + less = sem, logo, comunicação sem fio). O ar, ou espaço livre, trata-se de um meio natural para a difusão de sinais eletromagnéticos, chegando a ser, talvez, considerado o melhor suporte de transmissão, quando falamos em conectividade. Essa afirmativa provém do fato de que o ar provê uma interconexão completa, e permite uma grande flexibilidade na localização das estações. Qualquer órgão empresarial ou segmento corporativo, até mesmo condomínios podem estar preparados para o uso desta tecnologia que proporciona diversas vantagens. Podemos citar alguns exemplos das vantagens oferecidas com esse tipo de sistema, como por exemplo: a instalação em ambientes de difícil cabeamento, galpões, centros de distribuição e chão de fábricas, empresas em fase de crescimento ou com necessidade constante de reorganização física, locais de demonstração, ambientes que necessitam de montagem rápida e limpa de uma rede local, alta imunidade a ruídos, baixa interferência em outros sistemas, além do que o usuário não necessita utilizar uma linha telefônica e o acesso é alta velocidade e performance. Backbone Pouca gente sabe, mas se não fosse pelo backbone, provavelmente não teríamos acesso à Internet em nossas casas, empresas, nos shoppings e outros ambientes. Backbone significa espinha dorsal, e é o termo utilizado para identificar a rede principal pela qual os dados de todos os clientes da Internet passam. É a espinha dorsal da Internet. Prof. Esp. Salomão Soares Página 10

11 Esta rede também é a responsável por enviar e receber dados entre as cidades brasileiras ou para países de fora. Para que a velocidade de transmissão não seja lenta, o backbone utiliza o sistema dividir para conquistar, pois divide a grande espinha dorsal em várias redes menores. Quando você envia um ou uma mensagem pelo MSN, as informações saem do seu computador, passando pela rede local para depois desaguar no backbone. Assim que o destino da mensagem é encontrado, a rede local recebe os dados para então repassar para o computador correto. Para entender melhor o conceito, pense no backbone como uma grande estrada, que possui diversas entradas e saídas para outras cidades (redes menores). Nesta estrada, trafegam todos os dados enviados na Internet, que procuram pela cidade certa a fim de entregar a mensagem. No Brasil, as empresas prestadoras deste serviço são: BrasilTelecom, Telecom Itália, Telefônica, Embratel, Global Crossing e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Você já deve ter ouvido falar de alguns países que bloqueiam o acesso a certos sites, como o YouTube. Como os sites, no submundo dos bits, nada mais são do que números de identificação, uma vez que esses códigos identificadores sejam bloqueados de modo que o backbone não possa enviar seu conteúdo, o país inteiro fica sem autorização para acessar as páginas. Prof. Esp. Salomão Soares Página 11

12 Equipamentos de comunicação Placas de rede Uma placa de rede (também chamada adaptador de rede ou NIC, do acrônimo inglês Network Interface Card) é um dispositivo de hardware responsável pela comunicação entre os computadores de uma rede. A placa de rede é o hardware que permite aos computadores conversarem entre si através da rede. A sua função é controlar todo o envio e recepção de dados através da rede. Cada arquitetura de rede exige um tipo específico de placa de rede; sendo as arquiteturas mais comuns a rede em anel Token Ring e a tipo Ethernet. Além da arquitetura usada, as placas de rede à venda no mercado diferenciam-se também pela taxa de transmissão, cabos de rede suportados e barramento utilizado (On-Board, PCI, ISA ou Externa via USB). As placas de rede para Notebooks podem ser on-board ou PCMCIA. Quanto à taxa de transmissão, temos placas Ethernet de 10 Mbps / 100 Mbps / 1000 Mbps e placas Token Ring de 4 Mbps e 16 Mbps. Como vimos no trecho anterior, devemos utilizar cabos adequados à velocidade da placa de rede. Usando placas Ethernet de 10 Mbps, por exemplo, devemos utilizar cabos de par trançado de categoria 3 ou 5, ou então cabos coaxiais. Usando uma placa de 100 Mbps o requisito mínimo a nível de cabeamento são cabos de par trançado blindados nível 5. No caso de redes Token Ring, os requisitos são cabos de par trançado categoria 2 (recomendável o uso de cabos categoria 3) para placas de rede de 4 Mbps, e cabos de par trançado blindado categoria 4 para placas de 16 Mbps. Devido às exigências de uma topologia em estrela das redes Token Ring, nenhuma placa de rede Token Ring suporta o uso de cabos coaxiais. As placas de rede que suportam cabos de fibra óptica, são uma exceção, pois possuem encaixes apenas para cabos de fibra. Estas placas também são bem mais caras, de 5 a 8 vezes mais do que as placas convencionais por causa do CODEC, o circuito que converte os impulsos elétricos recebidos em luz e vice-versa que ainda é extremamente caro. Cabos diferentes exigem encaixes diferentes na placa de rede. O mais comum em placas Ethernet, é a existência de dois encaixes, uma para cabos de par trançado e outro para cabos coaxiais. Muitas placas mais antigas, também trazem encaixes para cabos coaxiais do tipo grosso (10Base5), conector com um encaixe bastante parecido com o conector para joysticks da placa de som. E também existem vários tipos. Placas que trazem encaixes para mais de um tipo de cabo são chamadas placas combo. A existência de 2 ou 3 conectores serve apenas para assegurar a compatibilidade da placa com vários cabos de rede diferentes. Naturalmente, você só poderá utilizar um conector de cada vez. Prof. Esp. Salomão Soares Página 12

13 Switches Um comutador (em inglês switch) é uma ponte multiportas, o que quer dizer que se trata de um elemento ativo que age no nível 2 do modelo OSI, é um equipamento que interliga os computadores em uma rede, os cabos de rede de cada computador se liga a ele, e ele direciona os dados enviados de um computador especificamente para o outro. É como um sistema de PABX que conecta sua ligação exatamente para o ramal desejado Deixando os outros livres. Outro equipamento com a mesma função é o HUB (concentrador), a diferença dele para o switch é que ele não é capaz de direcionar os dados de um computador a outro, ao invés disso ele envia a mensagem a TODOS na rede ao mesmo tempo, o computador de destino recebe a mensagem e os outros ignoram, é como diversas pessoas falando numa extensão de telefone. Não é preciso dizer que o Switch então é mais eficiente que o HUB já que ele organiza pra onde vai a mensagem enviada evitando "ruídos" desnecessários para os outros computadores na rede fazendo os esperar para poder conversar também. Existem dois tipos básicos de switches que podem ser usados em redes locais de computadores: os gerenciáveis e os não-gerenciáveis. Enquanto os switches não-gerenciáveis são dispositivos indicados para o uso em redes pequenas no lugar dos hubs, os switches gerenciáveis oferecem um conjunto de características avançadas com maiores funcionalidades, sendo imprescindíveis em redes de maior porte. Roteadores Roteador é um dispositivo que encaminha pacotes de dados entre redes de computadores, criando um conjunto de redes de sobreposição. Um roteador é conectado a duas ou mais linhas de dados de redes diferentes. Quando um pacote de dados chega, em uma das linhas, o roteador lê a informação de endereço no pacote para determinar o seu destino final. Em seguida, usando a informação na sua política tabela de roteamento ou encaminhamento, ele direciona o pacote para a rede de próxima em sua viagem. Os roteadores são os responsáveis pelo "tráfego" na Internet. Um pacote de dados é normalmente encaminhado de um roteador para outro através das redes que constituem a internetwork até atingir o nó destino. E portanto o roteador é tipicamente um dispositivo da camada 3 do Modelo OSI. Os roteadores mais modernos necessitam de um cabo de banda larga ligado a um modem como entrada, e geralmente transmitem o sinal de internet através de conectividade sem fio e 4 cabos banda larga. Eles utilizam tabelas de rotas para decidir sobre o encaminhamento de cada pacote de dados recebido. Eles preenchem e fazem a manutenção dessas tabelas executando processos e protocolos de atualização de rotas, especificando os endereços e domínios de roteamento, atribuindo Prof. Esp. Salomão Soares Página 13

14 e controlando métricas de roteamento. O administrador pode fazer a configuração estática das rotas para a propagação dos pacotes ou pode configurar o roteador para que este atualize sua tabela de rotas através de processos dinâmicos e automáticos. Os roteadores encaminham os pacotes baseando-se nas informações contidas na tabela de roteamento. O problema de configurar rotas estáticas é que, toda vez que houver alteração na rede que possa vir a afetar essa rota, o administrador deve refazer a configuração manualmente. Já a obtenção de rotas dinamicamente é diferente. Depois que o administrador fizer a configuração através de comandos para iniciar o roteamento dinâmico, o conhecimento das rotas será automaticamente atualizado sempre que novas informações forem recebidas através da rede. Essa atualização é feita com a troca de informações entre roteadores vizinhos em uma rede. Repetidores Em informática, repetidor é um equipamento utilizado para interligação de redes idênticas, pois eles amplificam e regeneram eletricamente os sinais transmitidos no meio físico. Um repetidor atua na camada física (Modelo OSI). Ele recebe todos os pacotes de cada uma das redes que interliga e os repete nas demais redes sem realizar qualquer tipo de tratamento sobre os mesmos. Não se pode usar muitos destes dispositivos em uma rede local, pois degeneram o sinal no domínio digital e causam problemas de sincronismo entre as interfaces de rede. Repetidores são utilizados para estender a transmissão de ondas de rádio, por exemplo, redes wireless, wimax e telefonia celular. Prof. Esp. Salomão Soares Página 14

15 Modens A palavra Modem vem da junção das palavras modulador e demodulador. É um dispositivo eletrônico que modula um sinal digital numa onda analógica, pronta a ser transmitida pela linha telefónica, e que demodula o sinal analógico e reconverte-o para o formato digital original. Utilizado para conexão à Internet, BBS, ou a outro computador. O processo de conversão de sinais binários para analógicos é chamado de modulação/conversão digital-analógico. Quando o sinal é recebido, um outro modem reverte o processo (chamado demodulação). Ambos os modems devem estar a trabalhar de acordo com os mesmos padrões, que especificam, entre outras coisas, a velocidade de transmissão (bps, baud), nível e algoritmo de compressão de dados, protocolo, etc. O prefixo Fax deve-se ao facto de que o dispositivo pode ser utilizado para receber e enviar fac-símile. Os primeiro modens analógicos eram externos. Ligados através das interfaces paralelas, onde a velocidade de transmissão era de 300 bps (bits por segundo) e operavam em dois sinais diferentes, um tom alto que representava bit 1, enquanto o tom baixo representava o bit Basicamente, existem modems para o acesso discado e banda larga. Os modems para acesso discado geralmente são instalados internamente no computador (em slots PCI) ou ligados em uma porta serial, enquanto os modems para acesso em banda larga podem ser USB, Wi-Fi ou Ethernet. Os modems ADSLdiferem dos modems para acesso discado porque não precisam converter o sinal de digital para analógico e de analógico para digital porque o sinal é sempre digital (ADSL - Asymmetric Digital Subscriber Line). 3 O exemplo mais familiar é uma banda de voz modem que transforma os dados digitais de um computador pessoal em modulados sinais elétricos na frequência de voz do alcance de um telefone canal. Estes sinais podem ser transmitidos através de linhas telefônicas e demodulado por outro modem no lado do receptor para recuperar os dados digitais. Os modems são geralmente classificados pela qualidade de dados que pode enviar em um determinado unidade de tempo, normalmente medido em bits por segundo (bit/s ou bps). Eles também podem ser classificados pela taxa de símbolos medido em bauds, o número de vezes que o modem muda o estado do sinal por segundo. Por exemplo, o ITU V.21 padrão utilizadoshift keying frequência de áudio, tons aka, para transportar 300 bits/s usando 300 baud, enquanto o padrão ITU V.22 original permitia bit / s com 600 baud usando modulação de fase. Prof. Esp. Salomão Soares Página 15

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