Famalicão. Nuno Rodolfo da Nova Oliveira da Silva, Economista com escritório na Quinta

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1 Exmo.(a). Senhor(a) Doutor(a) Juiz de Direito da 2ª Secção de Comércio da Instância Central de Vila Nova de Famalicão J1 Processo nº 7970/15.2T8VNF Insolvência de Adélia Maria da Silva Dias Nuno Rodolfo da Nova Oliveira da Silva, Economista com escritório na Quinta do Agrelo, Rua do Agrelo, nº 236, Castelões, em Vila Nova de Famalicão, contribuinte nº , Administrador da Insolvência nomeado no processo à margem identificado, vem requerer a junção aos autos do relatório a que se refere o artigo 155º do C.I.R.E., bem como o respectivo anexo (lista provisória de créditos). P.E.D. O Administrador da Insolvência (Nuno Oliveira da Silva) Castelões, 17 de novembro de 2015 Página 1 de 1

2 I Identificação da Devedora Adélia Maria da Silva Dias, N.I.F , divorciada, residente na Rua da Harmonia, 37, freguesia de Tamel (S. Veríssimo), concelho de Barcelos ( ). II Situação profissional e familiar da devedora A devedora foi casada com Manuel Joaquim Pinto Silva entre 7 de Setembro de 1996 e 08 de Julho de 2011, data em que este casamento foi dissolvido por divórcio. Deste casamento resultaram dois filhos, que se encontram ao encargo do pai, pagando a devedora o valor mensal de Euros 50,00 a cada filho a título de pensão de alimentos. A devedora trabalha atualmente na sociedade VLV Têxteis, Lda., onde exerce funções como costureira e aufere um rendimento mensal bruto de Euros 505,00. A devedora vive em casa arrendada, pagando o montante mensal de Euros 140,00 a título de renda. III Atividade da devedora nos últimos três anos e os seus estabelecimentos (alínea c) do nº 1 do artigo 24º do C.I.R.E.) A devedora foi casada com Manuel Joaquim Silva até Julho de 2011, data em que este casamento foi dissolvido por divórcio 1. Na sequência deste divórcio a devedora atravessou um período de desemprego, tendo inclusivamente ido viver para casa dos seus pais. 1 No âmbito do divórcio da devedora, veio a ser atribuído ao ex-cônjuge da devedora em sede de partilha o imóvel propriedade de ambos que constituía a morada de família do casal: prédio urbano descrito na Conservatória do Registo Predial de Barcelos sob o nº 163-BM da freguesia de Galegos (Santa Maria) e inscrito na respetiva matriz predial urbana sob o artigo 880º-BM. Página 1 de 4

3 Sucede que, pela análise das declarações de rendimentos enviadas pela devedora, pelo menos desde o ano de 2012 a devedora encontrou emprego junto da sociedade VLV Têxteis, Lda., NIPC Ao fim de algum tempo a devedora foi recuperando a sua situação financeira, tendo passado a residir em casa arrendada pela própria e, mais ainda, tendo celebrado um contrato de crédito para aquisição de viatura. Até ao momento da realização deste relatório, apenas foi rececionada uma reclamação de créditos, apresentada pelo Banco Cofidis, S.A.. O valor em dívida, que ascende atualmente a cerca de Euros ,00, respeita a um contrato de crédito celebrado para aquisição da viatura supra mencionada. Já há algum tempo que a devedora demonstrava dificuldade no cumprimento perante este credor, tendo, no entanto, sucedido na renegociação deste contrato em Junho do presente ano 2. Apesar disso, a devedora verifica não ter capacidade para cumprir o acordo alcançado, tendo cessado os pagamentos relativos a este crédito em Outubro do presente ano. Com parcos rendimentos e ciente da sua incapacidade iminente de cumprir com as suas obrigações vencidas, a devedora inicia nesse mesmo mês os procedimentos necessários para se apresentar a tribunal e requerer que fosse declarada a sua insolvência. IV Estado da contabilidade da devedora (alínea b) do nº 1 do artigo 155º do C.I.R.E.) Não aplicável. V Perspectivas futuras (alínea c) do nº 1 do artigo 155º do C.I.R.E.) A devedora apresentou o pedido de exoneração do passivo restante, nos termos do artigo 235º e seguintes do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas. 2 A devedora já entregou à instituição a viatura em causa Página 2 de 4

4 Estabelece o nº 4 do artigo 236º do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas que na assembleia de apreciação do relatório é dada aos credores e ao administrador da insolvência a possibilidade de se pronunciarem sobre o requerimento do pedido de exoneração do passivo. Por sua vez, o artigo 238º do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas enumera as situações em que o pedido de exoneração do passivo é liminarmente indeferido. A aceitação do pedido de exoneração do passivo determina que durante um período de 5 anos o rendimento disponível que a devedora venha a auferir se considere cedido a um fiduciário. Integram o rendimento disponível todos os rendimentos que advenham a qualquer título à devedora com exclusão do que seja razoavelmente necessário para o sustento minimamente digno da devedora e do seu agregado familiar, não podendo exceder três vezes o salário mínimo nacional (subalínea i da alínea b) do nº 3 do artigo 239º do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas). Actualmente o salário mínimo nacional mensal é de Euros 505,00. Conforme atrás foi referido, a devedora aufere actualmente um rendimento mensal bruto no valor de Euros 505,00, pelo que o seu rendimento disponível é, nesta altura, nulo. Não existem elementos, nem na minha posse, nem nos autos, que permitam concluir que o pedido de exoneração deve ser indeferido, nomeadamente por eventual violação do dever de apresentação à insolvência, conforme previsto na alínea d) do nº 1 do artigo 238º do CIRE. Nesta conformidade, sou de parecer que nada obsta a que seja deferido o pedido de exoneração do passivo apresentado pela devedora, devendo fixar-se o rendimento disponível nos termos previsto na subalínea i da alínea b) do nº 3 do artigo 239º do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas. Considerando que a massa insolvente se encontra numa situação de insuficiência patrimonial, nos termos do disposto no artigo 232º do CIRE, face à inexistência de bens passíveis de serem apreendidos a favor da massa insolvente, Página 3 de 4

5 deverão os credores deliberar no sentido do encerramento do processo nos termos da alínea e) do nº 1 do artigo 230º do CIRE, caso venha a ser proferido despacho inicial de exoneração do passivo restante, ou nos termos da alínea d) do mesmo artigo, caso venha a ser indeferido o pedido de exoneração formulado pela devedora. Castelões, 17 de Novembro de 2015 O Administrador da Insolvência (Nuno Oliveira da Silva) Página 4 de 4

6 Processo nº 7970/15.2T8VNF da 2ª Secção de Comércio (J1) da Instância Central de Vila Nova de Famalicão ( A r t i g o º d o C. I. R. E. )

7 Insolvência de "Adélia Maria da Silva Dias" Processo nº 7970/15.2T8VNF da 2ª Secção de Comércio (J1) da Instância Central de Vila Nova de Famalicão Lista Provisória de Credores (nº 1 do artigo 154º do C.I.R.E.) # Identificação do Credor Montante dos Créditos e sua Natureza Valor do Crédito Garantidos Privilegiados Comuns Subordinados Sob Condição C/ Voto S/ Voto % Fundamento Mandatário Banco BNP Paribas Personal Finance, S.A. 1 Rua Tomás da Fonseca, Centro Empresarial Torres de Lisboa, Torre G, 15º Lisboa NIF / NIPC: ,00 100,00 0,7% Relacionado Banco Cofidis, S.A. Andreia Lima Carneiro, Drª 2 Avenida 24 de Julho, nº , ,98 87,4% Mútuo Rua Tenente Valadim, nº Lisboa Porto NIF / NIPC: NIF: David Dias da Silva (representado por Manuel Joaquim Pinto da Silva) 3 Rua do Largo do Souto, nº 81, R/C, Piso 2 Pensão de 900,00 900,00 6,0% Galegos Santa Maria, BCL Alimentos Pedro Manuel Dias da Silva (representado por Manuel Joaquim Pinto da Silva) 4 Rua do Largo do Souto, nº 81, R/C, Piso Galegos Santa Maria, BCL 900,00 900,00 6,0% Total , ,98 100,0% Pensão de Alimentos 17 de novembro de 2015 O Administrador da Insolvência (Nuno Oliveira da Silva) Elaborado por Nuno Oliveira da Silva Lista Provisória de Credores (nº 1 do artigo 154º do C.I.R.E.) - Folha 1 de 1