Regulamento UEFA B (Nível II)



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Transcrição:

Cursos de Treinadores de Futebol 11 Regulamento UEFA B (Nível II) 2005/2006

Índice 1. REGULAMENTO DO CURSO...3 1.1. ORGANIZAÇÃO...3 1.2. CONDIÇÕES DE INSCRIÇÃO...3 1.3. CRITÉRIOS DE SELECÇÃO...4 1.4. RECEITAS E DESPESAS...5 1.5. ESTRUTURA CURRICULAR...6 1.6. FUNCIONAMENTO DAS AULAS...8 1.7. LIMITE DE FALTAS...9 1.8. ESTÁGIO PEDAGÓGICO...9 1.9. JURI DE AVALIAÇÃO...10 1.10. AVALIAÇÃO...10 1.11. CLASSIFICAÇÃO...11 1.12. DIPLOMAS...12 1.12. CASOS OMISSOS...12 2. ESTRUTURA ORGÂNICA E FUNCIONAL...13 3. IMPRESSO DE INCRIÇÃO...14 2

1. Regulamento dos Cursos UEFA B (Nível II) 1.1. ORGANIZAÇÃO Os Cursos de Treinadores de Futebol UEFA B (Nível II) são organizados pela Federação Portuguesa de Futebol, com a colaboração logística e administrativa das Associações Distritais de Futebol. As Associações interessadas em que se realize Cursos na sua área geográfica, deverão fazer o pedido à FPF com o mínimo de um (1) mês de antecedência, antes da data de abertura, para uma maior divulgação por parte do Departamento de Formação da FPF. A data de abertura e os exames finais de avaliação do Curso de Treinadores de Futebol UEFA Basic terão que ser agendados com o Departamento de Formação da Federação Portuguesa de Futebol. O Curso só poderá ter início após a entrega do Dossier, que deverá conter os seguintes elementos: Organograma do Curso Relação Nominal dos Prelectores Local de Funcionamento Taxa de Inscrição Número de Candidatos e cópia das Fichas de Inscrição Datas de realização e Horário de Funcionamento por Disciplinas Estrutura Curricular Limites de Faltas Condições do Estágio Pedagógico Condições da Avaliação Após a entrega deste Dossier, será enviado à Associação de Futebol um comprovativo de homologação do referido Curso. 1.2. CONDIÇÕES DE INSCRIÇÃO As inscrições são efectuadas na sede da Associação de Futebol, até duas semanas antes do inicio do Curso, através de impresso próprio, acompanhado de uma fotografia e fotocópia do bilhete de identidade. Após o encerramento das inscrições a selecção dos candidatos terá que ser efectuada com a presença de um elemento do Departamento de Formação da FPF. 3

Os candidatos devem cumprir os seguintes requisitos: a) Possuir o Curso de Treinador de Futebol Distrital (I Nível) ou equivalência atribuída pelo Departamento de Formação da FPF; (habilitações a comprovar) b) Ter exercido a função de Treinador pelo menos uma época oficial entre a posse do curso de Treinador de Futebol Distrital (I Nível) e a realização deste curso; As inscrições serão limitadas ao número máximo de 40 candidatos e serão seleccionadas em função do ponto seguinte deste regulamento. 1.3. CRITÉRIOS DE SELECÇÃO Para além do cumprimento dos pressupostos definidos no ponto anterior deste regulamento, os critérios de selecção dos candidatos no caso de excesso do número máximo de 40, são os seguintes: 1º. Treinadores Principais que estejam a exercer a função sem habilitação necessária, mas devidamente autorizados em regime de condição excepcional; 2º. Jogadores profissionais de Futebol possuidores do Nível Distrital (Nível I). 3º. Ter exercido a função de Treinador Principal na época actual ou anterior à realização do Curso, em equipas da I e II Divisão Distrital. 4º. Ter exercido a função de Treinador Principal na época actual ou anterior à realização do Curso, em equipas do Campeonato Nacional Juniores C (iniciados). 5º. Ter exercido a função de Treinador adjunto na época actual ou anterior à realização do Curso. 6º. No caso de não estar preenchido o número total de candidatos ao Curso, as vagas existentes serão preenchidas pelos restantes Treinadores não abrangidos nos pontos anteriores, que tendo o Curso de Treinador de Futebol Distrital (I Nível), tenham exercido a função de Treinador. 7º. Em caso de igualdade de condições de acesso apresentadas pelos candidatos, será considerada a média final obtida na avaliação do Curso de Treinador de Futebol Distrital (I Nível). Todos os critérios anteriores deverão ser comprovados com documentos originais ou cópias autenticadas. 4

1.4. RECEITAS E DESPESAS Todas os custos e proventos são da total responsabilidade da Associação de Futebol. Valor da taxa de inscrição: Curso UEFA B (Nível II) Custo máximo de 650 uros Apoio Técnico-Administrativo / Secretariado O acompanhamento técnico-administrativo é parte importante do funcionamento de cada curso e compreende o cumprimento de tarefas diversificadas, nomeadamente, o controlo das presenças às aulas, a distribuição de documentação, o apoio técnico na realização das aulas e avaliações. Assim, e com base no pressuposto que o acompanhamento do curso é garantido pela presença de uma pessoa, a forma de pagamento deve ser negociada com a Associação e o funcionário. A este valor devem ser acrescidas as despesas respeitantes às deslocações e refeições (durante feriados e fins-de-semana). Encargos com Formadores As despesas decorrentes do pagamento aos formadores com base nas aulas teóricas ou práticas realizadas, devem ser calculadas de acordo com a seguinte tabela: Curso de (Nível II) Prelecções (Hora) Exames (Hora) 32,50 27,50 (escritos ou práticos) Correcção de testes 2,50 por teste Deslocações 25% do custo do litro da gasolina (viatura própria) e despesas com portagens; ou Apresentação de documentos de despesa realizada (recibos, bilhetes ) Refeições 12,50 5

1.5. ESTRUTURA CURRICULAR Os Cursos de Treinadores de Futebol UEFA B (Nível II) deverão ter uma carga horária de 120 Horas de prelecções e incluir as seguintes disciplinas: Nível UEFA B (Nível II) Duração Unidades Teoria Prática Total 1. Técnica / Táctica 8 h 18 h 26 h História Cronológica do Futebol Evolução dos sistemas Bases Racionais do Jogo Princípios e conceitos de técnica / táctica Gestos Técnicos execução / rentabilização Confrontação teórica com várias escolas e estilos de jogo Leitura e análise sistemática da estrutura do jogo e do comportamento do praticante (fases, factores, princípios e normas) Fases do processo ofensivo ( construção, criação, finalização) Fases do processo defensivo (quem, como, quando, onde) Método ofensivo (contra-ataque, ataque rápido, ataque posicional) Método defensivo (individual, zona, mista, pressionante) Treino especifico de guarda-redes Treino de situações de bola parada Futebol formação/especialização Futebol feminino 2. Metodologia do Treino 0 h 30 h 30 h Apresentação de métodos e de exercícios de treino Liderança Prática de técnica Exercícios 3. Capacidades Motoras 6 h 24 h 30 h Importância do desenvolvimento da resistência no futebolista A fadiga e a capacidade de recuperação Importância do desenvolvimento da força no futebolista Tipos de contracção muscular e respectivo trabalho produzido Importância da velocidade no Futebol Tipos de manifestação de velocidade Noção de flexibilidade e suas componentes Noção de coordenação motora Critérios e classificações dos tipos de resistência 6

Métodos de treino da resistência Avaliação e controlo do estado do treino da resistência Factores condicionantes da produção da força Componentes e formas de manifestação da força Métodos de treino da força Avaliação e controlo do estado de treino da força Condições essenciais para a melhoria da velocidade Características do treino da velocidade Exemplos do treino da velocidade na preparação do futebolista Avaliação e controlo do estado de treino da velocidade Métodos e conteúdos do treino da flexibilidade A flexibilidade na preparação do futebolista Avaliação e controlo do estado de treino da flexibilidade Coordenação motora e técnica desportiva Avaliação e controlo do estado de treino da coordenação 4. Ciências da Educação e do Comportamento Humano Psicologia do desporto e actividade física natureza, história e desenvolvimento Dinâmica de grupos e coesão nas equipas de Futebol Stress, ansiedade e rendimento na competição desportiva Auto-confiança e rendimento na competição desportiva A liderança de uma equipa de Futebol e o comportamento do treinador Relação interpessoal Treinador, equipa técnica, dirigentes, jogadores, árbitros e órgãos da comunicação social Competências verbais e não-verbais A mundialização do Futebol e a necessidade da promoção do Fair Play Como lidar com o sucesso/insucesso Definições de desporto, de jogo, de espectáculo desportivo 13 h 0 h 13 h 5. Leis de Jogo 6 h 0 h 6 h Relação equipa de Arbitragem Treinador e jogadores O papel social do árbitro como juiz A utilização do vídeo como forma de aperfeiçoamento Análise e esclarecimento sobre as Leis de Jogo 6. Medicina Desportiva 10 h 0 h 10 h Primeiros socorros actualização Composição corporal Músculos Ossos Sida e Hepatite B Prevenção e cuidados Padrões alimentares Inquérito alimentar aos atletas 7

Fases de Maturação dos jovens jogadores Tratamentos e técnicas de fisioterapia Colaboração médico/massagista/treinador 7. Organização / Política Desportiva 3 h 0 h 3 h Regras, regulamentos e procedimentos Os órgãos sociais das entidades desportiva Legislação desportiva a lei de bases do sistema desportivo (sensibilização) 8. Organização de Classe 2 h 0 h 2 h Ética e Deontologia Profissional TOTAL (horas) 48 h 72 h 120 h AVALIAÇÃO (mínimo)) 1. Acção prática como treinador 0 h 13h 30m 13h 30m Técnico-Táctica 20 min. Capacidades Motoras (por candidato) 2. Avaliação Teórica 3h 30m 0 h 3h 30m Técnica e Táctica / Metodologia do Treino 60 min Capacidades Físicas / Motoras 60 min Ciências da Educação e do Comportamento Humano 30 min Leis de Jogo 30 min Medicina Desportiva 30 min 3. Relatório de Estágio Avaliações 3h 30m 13h 30m 17 h TOTAL 51h 30m 85h 30m 137 h 1.6. FUNCIONAMENTO DAS AULAS Cada aula terá a duração de 60 minutos a 120 minutos, sendo o controlo de faltas efectuado no início e no fim do dia. Nas aulas práticas é obrigatório que todos os candidatos se apresentem devidamente equipados. 8

Os candidatos que apresentem qualquer lesão ou impedimento físico não são dispensados da presença nas aulas, ainda que não possam participar em determinadas acções. Não é permitido o uso de telemóveis ou qualquer outro objecto sonoro que possa perturbar o funcionamento das aulas. 1.7. LIMITE DE FALTAS A Direcção do Curso definiu que o limite de faltas injustificadas permitidas é de acordo com o seguinte quadro: Disciplinas Nucleares Técnico-Táctica / Metodologia do Treino Capacidades Físicas Ciências do Comportamento Medicina Desportiva Leis de Jogo TOTAL N.º máx. de faltas 12 h 6 h 2 h 2 h 2 h 24 horas O número limite de faltas não podem ultrapassar 20% da carga lectiva total. Os candidatos que ultrapassarem o limite de faltas definido serão considerados EXCLUÍDOS. A justificação de faltas deve ser efectuada através de impresso próprio e entregue junto do Secretariado no dia da apresentação do candidato às aulas, e só poderão ser Justificadas pela Direcção do Curso. 1.8. ESTÁGIO PEDAGÓGICO Todos os candidatos devem obrigatoriamente elaborar um Estágio Pedagógico baseado no acompanhamento técnico de uma equipa de um clube à sua escolha, durante quatro (4) microciclos, incluindo a observação dos jogos respectivos. O relatório será classificado numa escala de 0 a 20 valores Este estágio constitui uma forma de aferir conhecimentos e troca de experiências no contacto directo com a realidade do treino e da competição, segundo as novas regulamentações da UEFA. Será atribuída classificação final de NÃO APTO aos candidatos que não cumprirem este requisito, ou que não entreguem dentro do prazo estipulado pela organização do Curso. O relatório deverá ser acompanhado de uma declaração, autenticada pelo respectivo Clube e assinado pelo Treinador responsável pela equipa. 9

1.9. JURI DE AVALIAÇÃO O Júri de Avaliação é constituído da seguinte forma: A Direcção do Curso; A Direcção Pedagógica; Coordenadores do Curso; Os Prelectores das Disciplinas Nucleares. O Júri de Avaliação reúne tendo em vista a atribuição da classificação final dos candidatos e tem as seguintes competências: Apreciar o processo de avaliação individual de todos os candidatos; Assegurar a uniformização de critérios de avaliação; Proceder à apreciação global do processo de avaliação do curso e analisar eventuais casos que suscitem dúvidas; Ratificar as classificações finais. 1.10. AVALIAÇÃO Todos os candidatos são sujeitos a um processo de avaliação, tendo em consideração os seguintes domínios: Assiduidade e participação do candidato nas aulas teóricas e práticas, traduzindo o seu interesse e empenhamento em cada uma das disciplinas; Relatório de Estágio: os candidatos devem elaborar um relatório individual que será avaliado pelo Prelector de Técnico Táctica e/ou Capacidades Motoras; A Avaliação teórica, através da realização de testes escritos, nas disciplinas nucleares. A avaliação prática, realiza-se no campo, sendo classificada de 0 a 20 valores e assenta na prática simulada, visando aferição de conhecimentos e competências dos candidatos enquanto treinadores, nomeadamente, no domínio técnico e na organização e condução do treino. Para o efeito, cada candidato tem de operacionalizar uma acção específica de treino com uma duração mínima de 20 minutos. O candidato apenas poderá tomar conhecimento desta acção 30 minutos antes de a executar. A nota da avaliação prática vai fazer média com as notas teóricas das disciplinas de Técnico-Táctica e Capacidades Motoras. Nota Final de Técnico-Táctica e Metodologia do Treino (TT/MT): = TT/MT teórica x 1 + Exame Prático x 2 3 Nota Final de Capacidades Motoras (CM): = CM teórica x 1 + Exame Prático x 2 3 10

A avaliação final do Curso de (Nível II), resultará da aplicação da seguinte fórmula (média ponderada), com as seguintes ponderações: Disciplinas Nucleares Técnica Táctica / Metodologia do Treino 4 Capacidades Motoras 3 Ciências do Comportamento 1 Leis de Jogo 1 Medicina Desportiva 1 (TT/MT final x 4) + (CM final x 3) + (CC x 1) + (LJ x 1) + (MD x 1) + (Relatório de Estágio x 1) 11 1.11. CLASSIFICAÇÃO A classificação final é de 0 a 20 valores e os Treinadores são escalonados de acordo com os seguintes parâmetros: 0 9,4 valores Inapto 9,5 13,4 valores Apto / Suficiente 13,5 17,4 valores Apto / Bom 17,5 20 valores Apto / Muito Bom O candidato terá uma classificação INAPTO se obtiver: Nota inferior a 9,5 (nove vírgula cinco) na disciplina nuclear Técnico- Táctica (prática ou teórica); Nota inferior a 7,5 (sete vírgula cinco) em duas das restantes disciplinas nucleares; Média Final inferior a 9,5 (nove vírgula cinco). O resultado final será afixado na Sede da Associação Distrital e transmitido por escrito, a todos os candidatos. Deverão ser elaboradas três (3) Actas Finais devidamente assinadas. Essas Actas serão enviadas respectivamente, para o Departamento de Formação da FPF, para ANTF e, a outra ficará em poder da Associação de Futebol. 11

1.12. DIPLOMAS Os candidatos aprovados têm direito a um diploma comprovativo do seu aproveitamento emitido pela Federação Portuguesa de Futebol / UEFA. Os diplomas dos cursos, devem ser solicitados ao Departamento de Formação da F.P.F., pelas Associações de Futebol. As Associações deverão preencher os Diplomas e envia-los para o Departamento de Formação da FPF, acompanhados pela Pauta Classificativa e Acta de Avaliação Final. A FPF devolverá os Diplomas, assinados pela Direcção da FPF e autenticados com o selo branco As Associações procederão a Entrega dos Diplomas aos candidatos aprovados, no prazo máximo de 45 (quarenta e cinco) dias após a data do termo de avaliação final. 1.13. CASOS OMISSOS Todos os casos omissos neste regulamento serão analisados e resolvidos pela Direcção do Curso. O Vice Presidente Desportivo (Carlos Silva) O Coordenador Nacional de Formação (Rui Caçador) 12

2. Estrutura Orgânica e Funcional A) DIRECÇÃO DO CURSO CARLOS SILVA Vice Presidente Desportivo FPF Presidente da Associação de Futebol d... B) DIRECÇÃO PEDAGÓGICA RUI CAÇADOR Coordenador Nacional de Formação - FPF Coordenador Técnico Distrital da AF C) COORDENAÇÃO GERAL DOS CURSOS TIAGO BRAZ Departamento de Formação FPF Membro da Associação de Futebol d... D) SECRETARIADO Associação de Futebol d... E) CORPO DE FORMADORES Disciplinas Nucleares Técnico Táctica Capacidades Motoras Ciências do Comportamento Medicina Desportiva e 1º socorros Leis de Jogo Disciplinas Complementares Metodologia do Treino Organização / Política Desportiva Organização de Classe 13