A IMPORTÂNCIA DO PRÉ-NATAL



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Transcrição:

A IMPORTÂNCIA DO PRÉ-NATAL Programa BemVindo - www.bemvindo.org.br A OMS - Organização Mundial da Saúde diz que "Pré-Natal" é conjunto de cuidados médicos, nutricionais, psicológicos e sociais, destinados a proteger tanto o feto como a mãe durante a gravidez, no parto e no puerpério, tendo como principal finalidade a diminuição da mortalidade materno-infantil. O melhor é que o acompanhamento Pré-Natal comece antes da gravidez, para que a saúde do casal seja avaliada, todas as dúvidas possam ser esclarecidas e que seja feito um planejamento familiar e financeiro. PUERPÉRIO: Período após o parto, que é considerado por alguns como de duração de 6 a 8 semanas e por outros indo até 6 meses, sendo uma fase em que a nova mãe adapta-se ao bebê e ele a ela, através de muito cuidado, contato e da amamentação. Como na grande maioria das vezes isso não acontece, deve-se dar início ao pré-natal o mais breve possível. A gravidez é um período de muitas mudanças físicas e emocionais, que cada mulher sente de forma diferente, inclusive entre as gestações de uma mesma mulher. Essas mudanças podem gerar medos, dúvidas, angústias, fantasias ou simplesmente curiosidade em saber o que se passa no interior de seu corpo. Informações sobre as diferentes vivências devem ser trocadas entre as mulheres e os profissionais de saúde. Essa possibilidade de troca de experiências e conhecimentos é considerada a melhor forma de conhecer esse momento. Que será ainda mais valioso e enriquecedor se contar com a participação e colaboração do pai e dos familiares. Ainda é alto o número de mulheres grávidas no Brasil que não realizam o pré-natal. 12

O Ministério da Saúde recomenda, no mínimo, seis consultas pré-natais em gestantes de baixo risco. O intervalo entre as consultas deve ser de 4 semanas, onde é avaliado o estado geral da gestante, pressão arterial, crescimento uterino, batimentos cardíacos e movimentos fetais. No último mês as consultas deverão ser semanais. BAIXO RISCO: Gestação por mulher de mais de 18 anos e menos de 35 anos, com pressão arterial normal, sem doenças do coração, que não tenha perdido bebês em gestações anteriores, que não seja diabética nem obesa e cujos resultados nos exames realizados no pré-natal sejam considerados normais. O RISCO DE UMA GESTAÇÃO É REAVALIADO NO DECORRER DA GRAVIDEZ. Felizmente, a maioria das mulheres tem uma gravidez normal, sem problemas, mas cerca de 10% delas haverá alguma complicação, que muitas vezes pode ser evitada ou pelo menos precocemente tratada quando o pré-natal se faz de forma correta e atenta, não só pelo médico, mas também e principalmente pela paciente que, se não perceber a importância deste tipo de assistência, poderá ser prejudicada e passar por riscos de saúde e até de vida. Infelizmente, muitas mulheres confundem pré-natal com check-up e se tranqüilizam ao realizar mil e um exames de sangue, urina e ultrassonográficos. É muito importante afirmar que nenhum exame pode, ao início do pré-natal, assegurar a boa evolução da gravidez. 13

Alguns problemas que a gestante pode apresentar, deixando então de ser considerada de baixo-risco : 1. Parto prematuro 2. A rotura prematura de membranas (a "bolsa de água" que se rompe) 3. A criança com restrição do crescimento intra-uterino (RCIU) 4. O diabetes gestacional 5. A temida pré-eclâmpsia, que seria o desenvolvimento de hipertensão arterial (pressão alta) e edema (inchaço) em mulheres que sempre apresentaram pressão normal. Algumas das complicações listadas acima surgem muitas vezes em mulheres com alguma predisposição, que cabe ao profissional de saúde identificar e acompanhar durante a gestação. No entanto, muitas grávidas que terão algumas destas complicações não há nenhum sinal, nenhuma história, nenhuma dica prévia de que tais doenças surgirão. Então, haveria apenas uma forma eficiente de enfrentar tais problemas: um bom pré-natal e um bom entrosamento entre profissional de saúde e a paciente para juntos identificarem qualquer anormalidade e poderem corrigí-la a tempo. Outra questão importante: se o parto não ocorrer até 7 dias após a data provável, a gestante deverá ter consulta médica assegurada ou ser encaminhada ao serviço de referência. Um bom exemplo é o ganho de peso durante o pré-natal. Algumas mulheres ainda acham que podem engordar o quanto quiserem durante a gravidez, que devem comer por dois e que, quanto mais comerem, mais saudável será seu filho. Engano! A mulher deverá engordar entre 9 e 12 quilos durante a gravidez, o que vier a mais será prejudicial e pode causar tanto a préeclâmpsia quanto do diabetes gestacional. Vale dizer que aproximadamente 40% das atuais obesas se tornaram gordas após uma gravidez mal acompanhada. E, se uma criança cresce muito dentro do corpo da mãe, certamente encontrará mais dificuldade em sair de lá, podendo ocorrer traumas durante o parto, seja normal ou cesárea. 14

Existem duas questões, que são as mais importantes nesta situação: 1 NADA substitui a orientação do profissional de saúde de confiança; 2 Depois de devidamente orientada e conhecedora da situação, a decisão é SUA. Todas as questões aqui apresentadas, dizem respeito aos cuidados e atenção com os 9 meses da gestação e todo o preparo para esta nova fase, porém, os benefícios não acabam no momento do parto. TODA GESTANTE DEVE: Manter uma pasta com todos os exames realizados. Ter sempre à mão o seu cartão de acompanhamento pré-natal preenchido com todos os dados importantes. Seguir os conselhos do profissional de saúde, quanto à alimentação, medicação e exercícios. Não faltar às consultas e exames marcados. Mesmo com o Pré-natal adequado, algumas alterações podem e então uma consulta extra deve ser marcada. PROBLEMAS QUE PODEM APARECER E NÃO SER DEVIDAMENTE TRATADOS QUANDO NÃO É FEITO O PRÉ-NATAL: Anemia, hipertensão, parto prematuro, doenças sexualmente transmissíveis, pequenas infecções, distúrbios da alimentação que podem provocar obesidade ou subnutrição, entre outros. INFORMAÇÕES QUE DEVEM SER LEVADAS AO CONHECIMENTO DO OBSTETRA: Doenças pré-existentes e desenvolvidas ao longo da vida, inclusive do pai do bebê. Cirurgias realizadas e consumo de algum medicamento. Histórico médico da família, doenças hereditárias, inclusive do pai do bebê. Gestações anteriores (concluídas ou não). Ciclo menstrual/ regularidade Tipo de método anticoncepcional adotado pelo casal O SERVIÇO DE SAÚDE DEVE FORNECER cartão da gestante com a identificação preenchida solicitação dos exames de rotina orientações sobre a sua participação nas atividades educativas agendamento da consulta médica para pesquisa de fatores de risco 15