INFORMAÇÃO JULHO 2016-4
ORIENTAÇÃO TÉCNICA - CONDICIONALIDADE (RLG 14) Requisitos das zonas classificadas como de protecção às captações de águas subterrâneas para abastecimento público O despacho normativo nº 1-B/2016, que se anexa, estabelece os requisitos legais de gestão (RLG) e as normas mínimas para as boas condições agrícolas e ambientais das terras (BCAA), nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 93.º do Regulamento (UE) n.º 1306/2013. Prevê que, sempre que se justifique, o Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral procede à emissão de orientações técnicas, elaboradas pelas entidades com competência nas matérias em questão. Neste âmbito, foi submetida para apreciação uma Orientação relativa aos "Requisitos das zonas classificadas como de protecção às captações de águas subterrâneas para abastecimento público", RLG 14, que se anexa. Apresentam-se os comentários que foram enviados pela CAP ao Ministério da Agricultura, estando ainda a aguardar a sua reacção. I- Comentários Específicos 1. No que respeita ao Quadro 2, no âmbito da Pastorícia/Restrições a adoptar, é inaceitável que para se proteger a zona de protecção intermédia o encabeçamento das explorações não possa exceder 1,4 CN/ha, o que no limite interditaria qualquer pastoreio destas zonas por parte de explorações com um encabeçamento superior a 1,4 CN/ha. Julgamos que o que faz sentido é que na zona de protecção intermédia, o nº efectivo de animais que pastoreiam essa área nunca possa, em momento algum, ser superior a 1,4 CN/ha, não ficando desta forma condicionado o pastoreio na zona de protecção intermédia ao encabeçamento da exploração. 2. No que respeita ao procedimento previsto no Quadro 2, tendo em vista a adopção de requisitos diferentes dos expressos no Quadro, consideramos que nunca irá funcionar, dadas as dificuldades de articulação, por demais conhecidas, na Administração. Importa assim, encontrar uma alternativa que se constitua numa verdadeira opção. CONFEDERAÇÃO DOS AGRICULTORES DE PORTUGAL INFORMAÇÃO DO SECTOR AMBIENTE E ÁGUA JULHO 2016-4 PAG 2
3. Pelos mesmos motivos- nos casos em que a aplicação de pesticidas móveis e persistentes na água ou que possam formar substâncias tóxicas, persistentes ou bioacumuláveis está condicionada (mas não proibida) na zona de protecção intermédia- também o procedimento previsto, autorização prévia da APA,I.P./ARH, após consulta da DGAV, não irá funcionar, nem é compatível com os "timings" da actividade agrícola. Não se entende qual a necessidade de burocratizar um processo- que já é muito regulamentado quer ao nível da homologação, quer ao nível da aplicação de fitofármacos- exigindo a formalização de pedidos de parecer prévio relativos a produtos já homologados, a custear pelo agricultor, que se multiplicarão e tardarão em ter resposta, prejudicando o agricultor no desempenho da sua actividade. Propõe-se assim, que à semelhança do que sucede na zona de protecção alargada, quando existe condicionamento, este parecer prévio seja dispensado quando se trate da aplicação de produtos fitofarmacêuticos homologados que contenham substâncias prioritárias não perigosas. 4. Por fim, solicita-se um esclarecimento relativo ao motivo que justificou o alargamento do nº de substâncias prioritárias referido na OT, já que algumas das que agora são referidas já constavam do Decreto-Lei n.º 103/2010. CONFEDERAÇÃO DOS AGRICULTORES DE PORTUGAL INFORMAÇÃO DO SECTOR AMBIENTE E ÁGUA JULHO 2016-4 PAG 3
ORIENTAÇÃO TÉCNICA - BCAA 3 - PROTECÇÃO DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS Descarga directa de substâncias perigosas nas águas subterrâneas Descarga indirecta de substâncias perigosas no solo O despacho normativo nº 1-B/2016, que se anexa, estabelece os requisitos legais de gestão (RLG) e as normas mínimas para as boas condições agrícolas e ambientais das terras (BCAA), nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 93.º do Regulamento (UE) n.º 1306/2013. Prevê que, sempre que se justifique, o Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral procede à emissão de orientações técnicas, elaboradas pelas entidades com competência nas matérias em questão. Neste âmbito, foi submetida para apreciação uma Orientação, que se anexa, relativa às normas "Descarga directa de substâncias perigosas nas águas subterrâneas" e "Descarga indirecta de substâncias perigosas no solo", que se incluem na BCAA 3 "Protecção das águas subterrâneas". Apresentam-se os comentários que foram enviados pela CAP ao Ministério da Agricultura, estando ainda a aguardar a sua reacção. I- Comentários Específicos 1. Consideramos que seria preferível limitar as substâncias perigosas referidas nas Listas I e II àquelas que possam dizer respeito à actividade agrícola e estabelecer, na medida do possível, uma relação entre a substância perigosa e o tipo de produto que poderá estar na origem da contaminação, à semelhança do que é deito nalguns pontos. 2. Nas alínea a) e b) da Norma "Descarga indirecta de substancias perigosas no solo "são excluídos os Produtos Farmacêuticos, já que se encontram na Norma "Gestão de Resíduos de Produtos Farmacêuticos", bem como os produtos fitofarmacêuticos, se cumpridas as condições previstas para o seu uso. Todavia, depois, tanto na Lista I como na Lista II usadas para efeito de aplicação desta norma, são referidos alguns produtos farmacêuticos, não nos estando a referir aos não homologados. Estando homologados, podem ser usados, respeitando as disposições estipuladas para o seu uso. CONFEDERAÇÃO DOS AGRICULTORES DE PORTUGAL INFORMAÇÃO DO SECTOR AMBIENTE E ÁGUA JULHO 2016-4 PAG 4
Não se entende o que é pretendido, pelo que deve ser esclarecido e a redacção deve ser melhorada. 3. A reforçar o que é dito no ponto anterior, de não se perceber o que é pretendido, na lista II são referidos os adubos fosfatados. Com certeza que não se pretende a proibição do seu uso. O que se pretende então? CONFEDERAÇÃO DOS AGRICULTORES DE PORTUGAL INFORMAÇÃO DO SECTOR AMBIENTE E ÁGUA JULHO 2016-4 PAG 5