PROJECTO DE DE INFRAESTRUTURAS DE TELECOMUNICAÇÕES EM EDIFÍCIOS ITED

Documentos relacionados
Procedimento de Avaliação das ITED 2.ª edição

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

(ITED1, ITED2 e ITED3) 3.ª edição

Direcção de Fiscalização

ITED exemplo genérico. CIE (BT) - 5º Ano Energia

FICHA DE REGISTO E DE VERIFICAÇÃO DE CONFORMIDADE ITED

Procedimento de Avaliação das ITUR 1.ª edição

2 CARACTERIZACÃO DAS ITED

Regimes ITUR - ITED. Paulo Mourato Mendes / Duarte Alves Direcção de Fiscalização

INSTALAÇÕES DE TELECOMUNICAÇÕES

ARMÁRIO DE TELECOMUNICAÇÕES INDIVIDUAL (ATI)

Procedimento de Avaliação das ITUR

ANEXO 2 - GLOSSÁRIO. CAIXA DE DERIVAÇÃO - Caixa que permite a distribuição dos cabos, fazendo parte da coluna montante.

ANEXO 6 FICHAS TÉCNICAS

INSTRUÇÕES GERAIS ATI_RACK+CATI

Paulo Mourato Mendes Direcção de Tecnologias e Equipamentos

Escrito por LdeR Domingo, 28 Março :49 - Actualizado em Segunda, 24 Outubro :42

BASTIDORES 19 BASTIDORES 10

BASTIDORES 19 BASTIDORES 10

BASTIDORES 19 ACESSÓRIOS CORDÕES PARA FIBRA ÓPTICA BASTIDORES 10

2 CARACTERIZACÃO DAS ITED

BASTIDORES 19 PAINÉIS 19 ACESSÓRIOS CORDÕES PARA FIBRA ÓPTICA BASTIDORES 10 PAINÉIS 10

ATI_RACK - SOLUÇÃO STANDARD ATI_RACK - CONSTRUÇÃO MODULAR PAINÉIS ATI_RACK CAIXA BASE ATI / CATI ARO PORTA EQUIPADO ATI ARO PORTA CATI

SOLUÇÕES ELÉTRICAS 6/2015 QUADROS ELÉTRICOS

Principais alterações das regras técnicas ITUR. Duarte Alves Direção de Fiscalização

Principais alterações das regras técnicas ITED

Principais alterações das regras técnicas ITUR

Aspetos a destacar na formação

Quadros Eléctricos de Entrada

Projectista ITED 80 horas. ITED3a. Formação de Actualização UFCD ITED A (80 horas) Ricardo Oliveira

NOVIDADES 2014 * * EDIÇÃO 2_2014 ARMÁRIO DE TELECOMUNICAÇÕES INDIVIDUAL TIPO BASTIDOR

ATI_RACK - SOLUÇÃO STANDARD ATI_RACK - CONSTRUÇÃO MODULAR ACESSÓRIOS CORDÕES PARA FIBRA ÓPTICA PTI ATI TIPO PCS

PROJECTO DE INFRA-ESTRUTURAS DE TELECOMUNICAÇÕES EM EDIFICIO ITED CENTRO ESCOLAR DA VILA DE MONÇÃO MONÇÃO CÂMARA MUNICIPAL DE MONÇÃO

ASSOCIAÇÃO CEGONHA BRANCA

Principais Alterações. Jorge Martins Direção de Fiscalização

MANUAL ITED - 1ª edição revista Dezembro

(11) Número de Publicação: PT A. (51) Classificação Internacional: H04Q 5/00 ( ) (12) FASCÍCULO DE PATENTE DE INVENÇÃO

ITED-ITUR, do saber ao fazer Aspetos técnicos

ATI_RACK - SOLUÇÃO STANDARD ATI_RACK - CONSTRUÇÃO MODULAR ACESSÓRIOS CORDÕES PARA FIBRA ÓPTICA PTI ATI TIPO PCS

ÍNDICE GERAL. MANUAL ITED 1ª edição Julho

Formação ITED/ITUR CONTEUDOS E UNIFORMIZAÇÃO DE CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO. Duarte Alves Direcção de Fiscalização

PRESCRIÇÕES E INSTRUÇÕES TÉCNICAS

MANUAL DE INSTALAÇÃO / UTILIZADOR ARMÁRIO ATI V3.2. EQUIPADO COM RC-PC, RC-CC e RC-FO MANUAL ITED

Curso de Formação de. Curso de Formação de. Actualização de Instalador ITED 2 (75h)

3 - Cablagem estruturada

Repartidores ITED. Componentes: Cx. Base Space Cx. Base Dupla ATI Modular ATI Rack 19. ATE CEMU Caixas C. Acessórios

MANUAL DE INSTALAÇÃO / UTILIZADOR ARMÁRIO ATI V2.4. EQUIPADO COM RC-PC e RC-CC (NÃO INCLUI FIBRA ÓPTICA - RC-FO) MANUAL ITED

Curso de Formação. Habilitante de Instalador ITUR. Curso de Formação

ATI_RACK MANUAL DE INSTALAÇÃO / UTILIZADOR. EQUIPADO COM RC-PC, RC-CC e RC-FO INSTRUÇÕES GERAIS ATI_RACK

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS SAFETYMAX

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

523 - ELECTRÓNICA E AUTOMAÇÃO TÉCNICO/A DE ELETRÓNICA E TELECOMUNICAÇÕES 175H

Instalações de Telecomunicações em Urbanizações Memória Descritiva e Justificativa

ITED-ITUR, do saber ao fazer Aspetos técnicos

MANUAL DE INSTRUÇÕES MOTOR INTERIOR CE 100 Q MOTOR EXTERIOR CE 100 P

Município de Reguengos de Monsaraz. Igreja de Santiago em Monsaraz

BURÓTICA INFORMAÇÃO TÉCNICA POSTO DE TRABALHO SALIENTE 2X4 + 4X4 MÓDULOS (REF.ª S) DESCRIÇÃO

FASCÍCULO NBR 5410 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO FASCÍCULO 31:

INSTALAÇÕES AT E MT. SUBESTAÇÕES DE DISTRIBUIÇÃO

PROGRAMA DA FORMAÇÃO PROJETO E INSTALAÇÃO ITED B HABILITANTE CURSO N.º AÇÃO N.º XX. Programa de Formação Pág. 1 / 11

ESTÁDIO UNIVERSITÁRIO DE LISBOA

INFORMAÇÃO TÉCNICA QUADROS ELÉTRICOS QUADROS DE TELECOMUNICAÇÕES - ATI. DESCRIÇÃO 6 Saídas de Cabo Coaxial (CC). Até 12 Saídas de Pares de Cobre (PC).

Os ensaios descritos neste capítulo estão adequados aos Níveis de Qualidade (NQ) definidos no ponto 1.2.

Concepção de Instalações Eléctricas E D. José Rui Ferreira. Setembro CIE (BT) - 5º Ano Energia

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

Detalhes do produto. Conteúdo. Características do equipamento e opções de montagem para SUNNY STRING-MONITOR SSM

ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA DISTRIBUIDOR GERAL ÓPTICO (DGO)

III ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS EM VIGOR

Manual de ITED (Instaladores ITED)

CÂMARA MUNICIPAL DE SERPA

PRESCRIÇÕES E ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

Armários de Rede Estruturada Rack 19

Condições de montagem

Detalhes do produto. Características do equipamento e possibilidades de montagem do SUNNY STRING-MONITOR SSM16-11

INSTALAÇÕES DE AT E MT

PROTECÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMODFÉRICAS E SOBRETENSÕES PROJECTO DE LICENCIAMENTO

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

05 / INSTALAÇÕES, EQUIPAMENTOS E SISTEMAS DE ITED

MEMÓRIA DESCRITIVA. OBRA: CENTRO DE INCUBAÇÃO DE EMPRESAS ARQUITECTURA: EPUR - assessorias de urbanismo e arquitectura, Lda 1 - INTRODUÇÄO

PROJECTO DA REDE DE ÁGUAS PLUVIAIS

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS QUADROS EQUIPADOS

vistoria das instalações elétricas e aparelhagem elétrica

Rede eléctrica PEQ 57. Critérios de Execução

Transcrição:

PROJECTO DE DE INFRAESTRUTURAS DE TELECOMUNICAÇÕES EM EDIFÍCIOS ITED ECOCENTRO VALORIZAÇÃO AMBIENTAL Zona Industrial de Cedrim - Sever do Vouga Câmara Municipal de Sever do Vouga Eduardo Paiva - Memória Descritiva Novembro 2016 Pág. : 1/9

MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA - INSTALAÇÕES TELEFÓNICAS - PROJECTO EXECUÇÃO LISTA DE PEÇAS DESENHADAS T1 Planta de Implantação Alimentação ATE / BAstidor... (Esc.: 1/100) T2 Planta do Piso 0 Planta do Piso 1 Traçado da Canalização... (Esc.: 1/100) T3 Planta da Rede de Tubagem... (S/Escala) T4 Planta da Rede Individual de Cablagem de Cabos de Pares de Cobre/Coaxial Esquema da Rede Individual de Cabos... (S/Escala) T5 Circuito de Terras das ITED... (S/Escala) T6 Simbologia... (S/Escala) Eduardo Paiva - Memória Descritiva Novembro 2016 Pág. : 2/9

INTRODUÇÃO A presente memória descritiva e justificativa a toda a Instalação de Telecomunicações no Edifício (ITED), relativo à obra de ECOCENTRO VALORIZAÇÃO AMBIENTAL, localizada na Zona Industrial de Cedrim, na união de Freguesias de Cedrim e Paradela e concelho de Sever do Vouga, cujo Licenciamento foi requerido pela Câmara Municipal de Sever do Vouga, pessoa coletiva 502 704 977, com sede no Largo do Municipio, 3740-262 Sever do Vouga. CONSTITUIÇÃO DO EDIFICIO O espaço é constituído por um Edifício administrativo de apoio ao ECOCENTRO, com dois pisos, com uma entrada ao nível do Piso 0, destinado como referido anteriormente à obra de ECOCENTRO VALORIZAÇÃO AMBIENTAL. Os locais onde estão previstas infra-estruturas ITED são classificados quanto às condições ambientais, de acordo com o conceito de MICE, com nível de exigência: 1 (BAIXO), com classes: M1I1C1E1, de acordo com a norma EN50143-1. LIGAÇÃO À REDE PÚBLICA A entrada será do tipo subterrâneo (obrigatoriamente), e deverá ter uma CVM (Câmara de Visita Multi-operador) do tipo CVM, com os requisitos mínimos de 750x650x100mm, a construir no passeio (zona exterior via pública), esta caixa terá o conjunto de tampa e aro metálico, em ferro fundido, deve respeitar a Norma Portuguesa NPEN 124, contendo a inscrição Telecomunicações e CVM devidamente gravadas, a partir da qual deverá ser executado um traçado com três tubos do tipo PEAD Corrugado de parede interior lisa de Ø40mm, até ao (ATE-BASTIDOR) Armário de Telecomunicações Edifício - Tipo Bastidor Mural Caixa Única, que será instalada no interior da fracção, localizado e desenhado no local assinalado na peça desenhada T1, apresentada em anexo.. A conduta subterrânea deve ser construída com recurso a CV de passagem nas mudanças significativas de direcção e de forma a não existirem troços com comprimento superior a 50m. A tubagem deverá ser tamponada para evitar a infiltração de humidade. As referidas CVM devem albergar a tubagem proveniente do edifício, prevendo a ligação às redes públicas de telecomunicações. CARACTERISITICAS DO ATE / BASTIDOR O armário de Telecomunicações do Edifício é de acesso restrito e nele alojam-se os seguintes vários Repartidores Gerais: RG-PC (Par de Cobre); RG-CC (Cabo Coaxial; RG-FO (Fibra Óptica). Eduardo Paiva - Memória Descritiva Novembro 2016 Pág. : 3/9

O bastidor deverá ter as dimensões adequadas aos equipamentos a instalar e devem satisfazer os seguintes mínimos: Existência de uma porta com fechadura; Constituído por um armário em dimensões adequadas, dotado com perfis ajustáveis, com acessibilidades facilitadas, eventualmente por rotação por parte do armário e porta frontal. Será também equipado com prateleiras de apoio para hub/router/switch; Deverá possuir alimentação eléctrica, fornecida através de circuitos devidamente protegidos com disjuntores diferenciais, ligados a réguas com terra, equipadas com interruptor ligar/desligar e filtro de rede. Deve ser equipado com régua em perfis de alumínio e tampas em PVC, com o mínimo de quatro tomadas com terra e interruptor luminoso; Ventilação obrigatória, e em conformidade com os equipamentos instalados; Deve possuir guias para acondicionamento de cablagem fixa, bem como guias para arrumação dos cordões de interligação. Em cada 2 painéis de interligação poderá ser colocado um guia; Ser equipado com painéis passivos com fichas fêmeas RJ45, de preferência blindadas, destinadas à ligação dos cabos Categoria 6; As tomadas em par de cobre, distribuídas pelos diversos compartimentos do edifício, serão servidas a partir do bastidor de telecomunicações, equipado com painéis passivos, dotados com réguas de tomadas RJ45, Categoria 6. Os equipamentos activos de gestão da rede serão também ligados à rede de tomadas RJ45 ou a ligadores onde estão ligadas as extensões provenientes da central; Os painéis passivos devem suportar a identificação das tomadas RJ45, sendo equipadas com guias de patch, em suficientes para o encaminhamento dos cordões de ligação entre os equipamentos activos e os painéis passivos (patch core); Os cabos de pares de cobre a instalar devem ser ligados sem emendas, interrupções ou derivações, às tomadas RJ45 e aos painéis passivos existentes no bastidor; No bastidor será feita a ligação do tensor metálico a contactos de terra, existentes para o efeito nos painéis passivos; Deve ser garantido o isolamento por separação física dos cabos UTP, FTO, STP, em relação aos cabos de energia; Os cabos serão identificados de forma clara e indelével, com o número de tomada a que correspondem, nas extremidades e nos pontos de derivação. Os cabos devem ser agarrados a intervalos regulares, com a finalidade de diminuir mo esforço de tracção. A passagem dos cabos deve ser feita com muito cuidado, de forma a serem evitadas as dobras que poderão causar a diminuição das propriedades eléctricas dos cabos; Os cabos UTP, FTP ou STP, devem ter comprimentos: de 1m somente para ligação do bastidor; 2m, para ligação no bastidor ou ainda para ligação de equipamentos às tomadas RJ45; 3m, para ligação dos equipamentos às tomadas RJ45, ou eventualmente, para ligações nos bastidores; 5m, exclusivamente para eventual ligação dos equipamentos às tomadas RJ45; Eduardo Paiva - Memória Descritiva Novembro 2016 Pág. : 4/9

Devem dispor de boas características mecânicas que lhes confiram durabilidade e resistência a múltiplas utilizações, sendo a ligação, entre a ficha RJ45 e o cabo, correctamente vulcanizada; Nas caixas de passagem ou repartição, os cabos devem tomar um seio, sendo o raio de curvatura igual ou superior a 5 vezes o diâmetro do cabo; As blindagens dos cabos devem ser interligadas, ligando-se depois ao terminal de terra do bastidor de telecomunicações; O cabo a utilizar deve ser do tipo UTP 4 pares, com uma classe de ligação do tipo E, de cobre obrigatoriamente com a categoria dos materiais do tipo Cat. 6, e com uma frequência máxima de 250MHz. Caso a instalação seja realizada através de cabos de classe de ligação EA, a categoria dos materiais será 6A e terá com uma frequência máxima de 500MHz, até às tomadas RJ45 distribuídas pelos diferentes pontos de ligação dos equipamentos. Na utilização de cabos coaxiais deverão cumprir as características mínimas quanto à Classe de ligação do Tipo TCD-C-H, para frequências até 3GHz (EN50173-1). O BGT ficará, preferencialmente, instalado dentro do bastidor com funções de ATE. REDE DE TUBAGENS A rede de tubagens é a infraestrutura que permite a passagem de cabos e o alojamento de dispositivos de ligação, distribuição e terminais, deve criar as condições necessárias para a proteção física da rede de cabos, deverá também permitir uma futura ampliação da rede de cabos. A rede de tubagens será embebida nas paredes e pavimentos e o seu percurso deve ser tanto quanto possível rectilíneo, colocado na horizontal ou na vertical e deverá ser inspeccionada antes da sua cobertura com reboco, deverá ser executada a tubo VD/Isogris, quando em traçados normais por paredes, ou VD/Isogris, quando em percursos pelo pavimento, de acordo com traçado e esquema de tubagens anexos. A tubagem deve ser executada de modo que os cabos possam ser passados ou substituídos sem dificuldade, devendo ser respeitados os raios de curvatura mínimos dos cabos e das tubagens, definidos pelo fabricante. Deverá ter-se em conta os seguintes pontos, na instalação de tubos: Os ângulos internos serão sempre superiores a 90º; O comprimento máximo dos tubos entre duas caixas deve ser de 15m, excepto se garantir a correcta instalação e passagem de cablagem, com recurso ao aumento do diâmetro do tubo utilizado; Não é permitido mais de uma curva a 90º, devendo utilizar-se caixas de passagem quando existir essa necessidade; O ATE - Bastidor, situado no piso 0, ficará ligado á CVM através de três tubos Ø 40, para cabos de pares de cobre, coaxiais e reserva para futura ligação de fibra óptica. Este armário deve ter espaço para alojar, no seu interior, no mínimo, 2 equipamentos activos, sairá ainda uma Passagem Aérea de Topo (PAT) executada com dois tubos do tipo VD/Isogris de Ø 40mm, até á cobertura do edifício para entrada de sinal das antenas terrestres ou satélite. Eduardo Paiva - Memória Descritiva Novembro 2016 Pág. : 5/9

TUBOS Os tubos suscetíveis de aplicação nas ITED deverão ter as seguintes características: Material isolante rígido, com paredes interiores lisas; Material isolante maleável, com paredes interiores lisas ou enrugadas; Metálico rígido, com paredes interiores lisas e paredes exteriores lisas ou corrugadas; Material isolante flexível ou maleável, tipo anelado, com paredes interiores enrugadas; Material isolante flexível, com paredes interiores lisas. Não são permitidos tubos com diâmetro externo inferior a 20mm. Os tubos de acesso (tubos que permitem a ligação do edifício ao seu exterior) terão de ter os seguintes requisitos mínimos: Passagem Aérea de Topo (PAT): tubos de material isolante, não propagador de chama, rígidos ou maleáveis, com paredes interiores lisas e classificação 3322. Os tubos devem estar protegidos relativamente á penetração de corpos sólidos inferiores a 1mm e inserção de líquidos limitada a projeção de água. Entrada Subterrânea: tubos de material isolante, não propagador de chama, rígidos ou maleáveis, com paredes interiores lisas, com proteção relativamente á penetração de corpos sólidos e líquidos correspondentes ao grau IP55 e classificação 4432. Poderão também ser constituídos por metal rígido, resistente á corrosão, com igual índice de penetração. Os restantes tubos terão como requisitos mínimos: Tubos de material isolante e não propagadores de chamas, rígidos ou maleáveis, com paredes interiores lisas para instalações embebidas, com classificação 3321, e tubos rígidos para instalações à vista com classificação 4332. Considera-se a classificação 4421 para cofragens, placas de betão e paredes cheias com betonagem. Em zonas ocas, nomeadamente paredes ou tetos, podem utilizar-se tubos de interior não liso, vulgo anelado, desde que cumpram as EN50086-2-2 ou EN50086-2-4. Devem estar devidamente estendidos e fixados, evitando obstruções de novos enfiamentos. REDE DE CABOS A entrada de telecomunicações far-se-á através da caixa de visita, situado no exterior da propriedade. Os cabos devem possuir características técnicas adequadas à classe MICE do local onde esta a ser instalada. Deverá ser garantido a distância entre os cabos de telecomunicações e energia. Todos os cabos instalados têm obrigatoriamente que estar ligados a TT. REDE DE PARES DE COBRE A distribuição telefónica será executada em estrela a partir do bastidor, através de cabos do tipo UTP 4 pares, com uma classe de ligação do tipo E, de cobre obrigatoriamente, com a categoria dos materiais do tipo Cat. 6, e com uma frequência máxima de 250MHz. Caso a instalação seja realizada através de cabos de classe de ligação EA, a categoria dos materiais será 6A e terá com uma Eduardo Paiva - Memória Descritiva Novembro 2016 Pág. : 6/9

frequência máxima de 500MHz, até às tomadas RJ45 distribuídas pelos diferentes pontos de ligação dos equipamentos. No caso de serem efectuadas ligações com recurso a cabos blindados, devem ser utilizados conectores blindados adequados de modo a garantir a ligação de blindagem à terra, no mínimo numa extremidade da ligação. Na instalação caso o comprimento da ligação permanente exceda o limite máximo de 90 metros, poderá recorre-se à utilização de componentes de uma categoria superior. Na mesma ligação não devem ser misturados dispositivos de categorias diferentes. A impedância característica dos canais é de 100ohms. REDE DE CABOS COAXIAIS REDE DISTRIBUIÇÃO A alimentação da rede de CATV, far-se-á a partir do Bastidor, a distribuição do sinal deverá ser executada em estrela, alimentando todas as tomadas através de cabos coaxiais. Todos os cabos coaxiais utilizados deverão cumprir as características mínimas quanto à Classe de ligação do Tipo TCD-C-H. A Classe TCD-C tem impedância nominal de 75ohms. São utilizadas tomadas mistas (coaxial e pares de cobre). A tomada mista possui 3 saídas coaxiais: FM, TV e Satélite. REDE DE CABOS FIBRA ÓPTICA (CASO SEJA MONTADO) Caso seja montada a rede de fibra óptica, o primário do RC-FO (Repartidor de Cliente de Fibra Óptica), da responsabilidade do Operador, será constituído por dois adaptadores SC/APC, que terminam as duas fibras, provenientes do exterior, uma dela designada de Entrada 1 e a outra designada de Entrada 2. O secundário será constituído por 2 adaptadores. Esses adaptadores terminarão os dois cordões que ligam às duas tomadas, como referido anteriormente, caso sejam equipadas. O cabo será do tipo 2 FO (G.657A - CSZH), com classe de ligação OF-300 ou equivalente, cada fibra deverá cumprir com a Norma EN 60794-1-1. A rede será em estrela entre o Bastidor e as respectivas tomadas. Neste estudo não foi previsto a montagem de cabos destinados a alimentar as duas tomadas de fibra óptica, neste sentido, será possível ainda prever a instalação de duas caixas de aparelhagem do tipo I1 (Largura=53mm Altura=53mm Profundidade=55mm), caixas de espera para uma futura ligação, estas caixas serão alimentadas a partir do bastidor, através da montagem de um tubo do tipo VD e ou Isogris de Ø25mm. Caso estas caixas sejam montadas e equipadas, as tomadas devem cumprir os requisitos de segurança estabelecidos nas normas EN60825-1 e EN60825-2, devem conter uma cobertura de protecção, painel de acesso, ou dispositivo de bloqueio que impeça o acesso de pessoas a níveis superiores. Caso seja instalada a ligação permanente para o comprimento de onda de 1310nm e 1550nm, não deverá exceder 1.8dB. Eduardo Paiva - Memória Descritiva Novembro 2016 Pág. : 7/9

TUBOS DAS PAT Nas condutas de acesso, nomeadamente na PAT, devem ser tomadas as precauções necessárias de modo a evitar a entrada de água e humidade. A inclinação mínima a que devem estar sujeitos os tubos da PAT é de 45º. Na PAT, os raios de curvatura, quer dos cabos quer dos tubos, além do cumprimento dos requisitos aplicáveis, devem permitir a execução de uma ansa no cabo, à saída do tubo, para drenagem de água. Nas condutas de acesso subterrâneo, os tubos devem ter um ângulo de curvatura maior do que 90º e inferior a 120º. Todos os tubos devem estar livres de rebordos e de arestas vivas que possam danificar o revestimento dos cabos. Os tubos não utilizados devem ser tapados nas extremidades e protegidos de modo a evitar a infiltração de humidade nos edifícios. O sistema de tampão a utilizar deve garantir que não seja fácil a sua deterioração. Os tubos e as calhas devem ter as paredes interiores lisas. Nos acessórios de fixação dos elementos da Rede de Tubagens, que constituem as condutas de acesso, pode-se utilizar sistemas de aperto mecânico com parafusos. PROTECÇÕES/TERRAS Toda a instalação deverá ser ligada á terra de acordo com as Prescrições e Instruções Técnicas em vigor. A protecção far-se-á através de descarregadores de sobretensão para pares de cobre, instalados no DDS, e para cabos coaxiais junto ao mastro de antena. O condutor para a Terra de Protecção da instalação será do tipo H07V verde/vermelho com uma secção mínima de 16 mm2, e será ligado ao barramento geral de terras do edifício. O condutor para a Terra de Protecção do mastro de antena será também de 16mm2 de secção, e virá ligar directamente ao barramento geral de terras do edifício. OBRIGAÇÕES DIVERSAS O empreiteiro encarregue da execução, deverá estudar e marcar previamente o traçado das ITED, tal como a marcação de caixas, tubagens e todos os pormenores que possam levar à boa execução da obra, após esta marcação os mesmos não deverão ser chumbados sem que seja feita uma vistoria às mesmas, sempre que surgir alguma dúvida deverá sempre consultar o técnico responsável pela realização do projecto. Na instalação deverão ser seguidas as instruções dos fabricantes dos dispositivos, cabos e demais materiais, de forma a não se comprometer o cumprimento dos requisitos mínimos deste projecto. A recepção provisória da instalação será precedida de ensaios de funcionamento e de medidas de resistências de terra. A recepção definitiva será efectuada após garantia do bom funcionamento das instalações projectadas e executadas. De acordo com a legislação em vigor, a instalação deverá ser executada por instaladores credenciados. Deverão ser realizados os ensaios da instalação e os registos dos valores obtidos no relatório de funcionalidade. Eduardo Paiva - Memória Descritiva Novembro 2016 Pág. : 8/9

CONDIÇÕES GERAIS Toda a instalação deverá ser executada segundo o projecto, as normas legais e técnicas aplicáveis, designadamente o Decreto-Lei nº 123/2009, de 21 de Maio, alterado e republicado pela Lei nº 47/2013, de 10 de julho e as prescrições e especificações técnicas nomeadamente o manual ITED 3.ª Edição, em vigor, as Normas Portuguesas e Europeias aplicáveis às infraestruras de Telecomunicações em edifícios e as Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão; NOTA: Será da responsabilidade do dono de obra, promotor, adjudicatário ou alguém que o(s) represente o contacto com o projectista, nas seguintes fases de execução: Entrada em obra; reunião do adjudicatário com o dono de obra e o projectista a fim de discutir aspectos relacionados com a execução e inspecção da mesma. Quando a rede de tubagens estiver concluída antes do tapamento de roços Quando a rede de cablagem estiver terminada. Quando forem realizados os ensaios. Concluída a execução em obra do presente projecto qualquer alteração posterior deverá ser comunicada pelo dono de obra ao projectista para que possa ser elaborado o respectivo rectificativo / aditamento. Miranda do Corvo, 30 novembro 2016 O autor do projecto: Eduardo Tomás de Paiva Insc. na OET n.º 3526 Eduardo Paiva - Memória Descritiva Novembro 2016 Pág. : 9/9