UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE COLEGIADO DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA



Documentos relacionados
Regulamento do internato do Curso de Medicina da FAPAC Faculdade Presidente Antônio Carlos - Porto Nacional - TO. Capítulo I

REGULAMENTO DO INTERNATO DO CURSO DE MEDICINA DA UFCSPA CAPÍTULO I DA NATUREZA DOS OBJETIVOS

REGULAMENTO DO INTERNATO DO CURSO DE MEDICINA DA FACULDADE ATENAS CURSO DE MEDICINA

FACULDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS DE ARAGUARI REGULAMENTO DO INTERNATO DO CURSO DE MEDICINA

NORMAS COMPLEMENTARES DO INTERNATO DA FAMED

R E S O L U Ç Ã O. Fica alterado o Regulamento de Estágio Supervisionado do Curso de Psicologia, do. São Paulo, 26 de abril de 2012.

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CONSELHO UNIVERSITÁRIO CÂMARA SUPERIOR DE ENSINO

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CONSELHO UNIVERSITÁRIO CÂMARA SUPERIOR DE ENSINO

REGULAMENTO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM PUBLICIDADE E PROPAGANDA

Curso de Engenharia de Elétrica

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CENTRO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES UNIDADE ACADÊMICA DE EDUCAÇÃO COLEGIADO DO CURSO DE PEDAGOGIA

COMISSÃO DE RESIDÊNCIA MÉDICA COREME REGIMENTO INTERNO DA RESIDÊNCIA MÉDICA

REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR DO CURSO DE PEDAGOGIA

DIRETRIZES E NORMAS PARA O ESTÁGIO NO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO

REGULAMENTO DE REALIZAÇÃO DE ESTÁGIO Curso de Administração Faculdade São Camilo - RJ

Resolução N 22/09 DA CARACTERIZAÇÃO E OBRIGATORIEDADE

CAPÍTULO I CONCEITO, FINALIDADE E OBJETIVOS

REGULAMENTO DE REALIZAÇÃO DE ESTÁGIO Curso de Administração Hospitalar Faculdade São Camilo - RJ

CURSO: ENFERMAGEM. Objetivos Específicos 1- Estudar a evolução histórica do cuidado e a inserção da Enfermagem quanto às

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CONSELHO UNIVERSITÁRIO CÂMARA SUPERIOR DE ENSINO

REGIMENTO DA ESCOLA DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

Nome do curso: Pedagogia

FACULDADE SANTA TEREZINHA CEST CURSO DE TECNOLOGIA EM GESTÃO AMBIENTAL NORMAS COMPLEMENTARES DE ESTÁGIO DO CURSO DE TECNOLOGIA EM GESTÃO AMBIENTAL

REGULAMENTO DAS ATIVIDADES DE ACOMPANHAMENTO E ORIENTAÇÃO DO ESTÁGIO DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM REDES DE COMPUTADORES CAPÍTULO I

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CONSELHO UNIVERSITÁRIO CÂMARA SUPERIOR DE ENSINO

CAPÍTULO I DA NATUREZA E DOS OBJETIVOS

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CONSELHO UNIVERSITÁRIO CÂMARA SUPERIOR DE ENSINO

A Câmara Superior de Ensino do Conselho Universitário da Universidade Federal de Campina Grande, no uso de suas atribuições;

RESOLUÇÃO Nº 263. Pôr em vigência, a partir da presente data, o REGIMENTO. DOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU, que

A Câmara Superior de Ensino do Conselho Universitário da Universidade Federal de Campina Grande, no uso de suas atribuições,

NÚCLEO INSTITUCIONAL DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (NI-EAD) REGIMENTO INTERNO CAPÍTULO I DOS OBJETIVOS

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO FACULDADE DE MEDICINA DO TRIÂNGULO MINEIRO

A Câmara Superior de Ensino do Conselho Universitário da Universidade Federal de Campina Grande, no uso de suas atribuições;

REGULAMENTO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO. Curso de Teologia

Regulamento Geral das Atividades Complementares do CENTRO UNIVERSITÁRIO SANT ANNA

Lei N. 391/2007 Wanderlândia 14 de Março de 2007.

O Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão - CONSEPE, da Faculdade. de maio de 2007, publicada em DOU de 22 de maio de 2007, considerando:

REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO DO CURSO DE LICENCIATURA EM FÍSICA

CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS COLEGIADO DO CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

SECRETARIA DE ÓRGÃOS COLEGIADOS RESOLUÇÃO Nº 04/2011

REGULAMENTO DAS ATIVIDADES DO ESTÁGIO DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM MARKETING CAPÍTULO I

Regulamento dos Cursos da Diretoria de Educação Continuada

RESOLUÇÃO Nº 15/2010, DE 12 DE ABRIL DE 2010

REGULAMENTO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO ESU DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

Regulamento de Estágio Curricular

A Câmara Superior de Ensino da Universidade Federal de Campina Grande, no uso de suas atribuições,

Dispõe sobre a regulamentação dos estágios curriculares de internato para alunos da Faculdade de Medicina de Botucatu.

REGULAMENTO DOS ESTÁGIOS SUPERVISIONADOS DO CURSO DE PSICOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES LEGAIS

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS REGULAMENTO DO PROGRAMA BOLSA DE COMPLEMENTAÇÃO EDUCACIONAL CAPÍTULO I NATUREZA E FINALIDADE

MANUAL DE PROCEDIMENTOS DO ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO. Matriz 23

RESOLUÇÃO Nº. 214 DE 14 DE DEZEMBRO DE 2011.

RESOLUÇÃO Nº 064/2011 CEPE ANEXO ÚNICO NORMAS GERAIS DE ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO

Regimento do Mestrado Profissional em Matemeatica em Rede Nacional

FACULDADE ADVENTISTA DA BAHIA REGULAMENTO DE MONITORIA DO CURSO DE PEDAGOGIA

REGULAMENTO DOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO

REGULAMENTO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC) DO CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Regulamento dos Estágios Supervisionados do Curso de Pedagogia CAPÍTULO I DA REGULAMENTAÇÃO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO

FACULDADES INTEGRADAS BARROS MELO REGULAMENTO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO - DIREITO

ESTÁGIO CURRICULAR. Segue descrito abaixo o Regulamento de Estágio Curricular. REGULAMENTO DE ESTÁGIO PARA INICIAÇÃO PROFISSIONAL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC MESTRADO EM ENGENHARIA DA INFORMAÇÃO ORIENTAÇÕES PARA ESTÁGIO DE DOCÊNCIA I. Prof. João Henrique Kleinschmidt.

RESOLUÇÃO N 003/2010

Normas de regulamentação para a certificação de. atualização profissional de títulos de especialista e certificados de área de atuação.

DOS CURSOS E SEUS OBJETIVOS

Adendos do Curso de Zootecnia aos Regulamentos de Estágios da UFPel

FACERB Faculdade Cenecista de Rio Bonito Credenciada pela Portaria Ministerial nº 57/09 de 13/01/2009.Publicada no D.O.U.

Macapá-2011 REGULAMENTO DAS ATIVIDADES COMPLEMENTARES

REGULAMENTO DO PROGRAMA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA FACIS

FACULDADE DE CAMPINA GRANDE DO SUL Credenciada pela Portaria MEC nº 381/2001, de 05/03/2001 D.O.U. 06/03/2001

Regulamenta e estabelece normas sobre os Cursos de Extensão Universitária da Universidade de São Paulo e dá outras providências.

REGULAMENTO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO DA FAG CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

RESOLUÇÃO CAS Nº. 25, DE 6 DE AGOSTO DE 2009.

REGULAMENTO DO COLEGIADO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM SISTEMAS PARA INTERNET

REGULAMENTO DAS ATIVIDADES COMPLEMENTARES DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

R E S O L U Ç Ã O. Esta Resolução entra em vigor nesta data, alterando a Resolução CONSEPE 3/2007 e revogando as disposições contrárias.

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA BAHIA CAMPUS PAULO AFONSO COLEGIADO DO CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

CONSELHO SUPERIOR DO ISEI RESOLUÇÃO Nº 01/ 2007, DE 29 DE JUNHO DE 2007

ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO

REGULAMENTO DAS ATIVIDADES COMPLEMENTARES DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM ANÁLISE E DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS. Capítulo I Das Disposições Gerais

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES

REGULAMENTO DOS COLEGIADOS DE CURSO CAPITULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

RESOLUÇÃO CONSEPE 19/2007

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS REGIONAL GOIÂNIA ESCOLA DE VETERINÁRIA E ZOOTECNIA

Estágio Curricular Supervisionado

REGULAMENTO DOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU

Campus de Franca TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

RESOLUÇÃO Nº CONSU 13 DE JUNHO DE 2007

REGULAMENTO DA DISCIPLINA ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO DOS CURSOS SUPERIORESDE GRADUAÇÃO DO CEFET-PR. Capítulo I DO ESTÁGIO E SUAS FINALIDADES

Faculdades Integradas de Taquara

MANUAL DE ESTÁGIO Licenciaturas em: - Geografia - História - Informática - Letras

Regulamento das Atividades Complementares. Faculdade de Jussara

DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

DECISÃO Nº 085/2015 D E C I D E. aprovar o Regimento Interno da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, como segue:

REGULAMENTO DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO FACULDADE SUMARÉ

Regulamento de TCC do curso de Fisioterapia

RESOLUÇÃO Nº 05/12 CAEPE

RESOLUÇÃO CONSEPE Nº 88/2009

CURSOS ADMINISTRAÇÃO E CIÊNCIAS CONTÁBEIS

REGULAMENTO DAS ATIVIDADES COMPLEMENTARES AC DO CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS DA UFPE TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS CAPÍTULO I CONSIDERAÇÕES GERAIS

Transcrição:

Resolução Nº 01/2011 UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE Regulamenta o Estágio Curricular - Internato obrigatório do Curso de Medicina do CCBS/UFCG. O Colegiado do Curso de Graduação em Medicina, no uso de suas atribuições e Considerando a Lei nº 9.394/96, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Considerando a Lei nº 11.788/2008 (notadamente em seu artigo 9, III) que Dispõe sobre o estágio de estudantes; altera a redação do art. 428 da Consolidação das Leis do Trabalho CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, e a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996; revoga as Leis nos 6.494, de 7 de dezembro de 1977, e 8.859, de 23 de março de 1994, o parágrafo único do art. 82 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e o art. 6º da Medida Provisória no 2.164-41, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências. Considerando a Resolução CNE/CNES 07, de 11 de março de 2002, que estabelece as Diretrizes Curriculares para os cursos de Ciências Biológicas. Considerando o disposto no art. 8, da Resolução CSE/UFCG 04/2010, Tendo em vista a deliberação da plenária em reunião realizada em 13 de outubro de 2011 (processo n 23096.0415533/11-21) RESOLVE: Art. 1º O Estágio Curricular Obrigatório de Treinamento em Serviço (Internato), do Curso de Graduação em Medicina, do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, da Universidade Federal de Campina Grande, está fundamentado nas Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Medicina, Resolução CNE/CES nº 04, de 07 de novembro de 2001, do Conselho Nacional de Educação e Câmara de Educação Superior, na Resolução CNE/CES nº 02, de 18 de junho de 2007, que institui a carga horária mínima para o curso de Medicina em 7.200 horas, na Resolução 04/2010, do Conselho Superior de Ensino da Universidade Federal de Campina Grande que aprova o projeto pedagógico do Curso de Graduação em Medicina e na Lei Nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, que dispõe sobre o estágio para estudantes. Art. 2º O Estágio Curricular Obrigatório de Treinamento em Serviço (Internato), para os estudantes do curso de graduação em Medicina, deverá ocorrer sob supervisão docente. Para iniciar o Internato o aluno deverá, obrigatoriamente, ter integralizado a carga horária fixada na estrutura curricular do curso até o oitavo período, além de ter cumprido 120 horas de créditos flexíveis e 90 horas de créditos optativos. Art. 3º São objetivos do Internato: I - Consolidar a formação generalista, humanista, crítica e reflexiva do médico, capacitando-o a atuar, pautado em princípios éticos, no processo de saúde-doença em seus diferentes níveis de atenção, com ações de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação à saúde, na perspectiva da integralidade da assistência, com senso de responsabilidade social e compromisso com a cidadania, como promotor da saúde integral do ser humano; II - Possibilitar a integração e aplicação dos conhecimentos adquiridos no curso de graduação; III - Possibilitar a inserção do aluno em diferentes cenários de aprendizagem da rede de serviços de saúde; 1

IV - Promover a qualificação profissional do estudante, dotando-o dos conhecimentos requeridos para o exercício das seguintes competências e habilidades específicas: V Promover estilos de vida saudáveis, conciliando as necessidades tanto dos seus clientes/pacientes quanto às de sua comunidade, atuando como agente de transformação social; VI Atuar nos diferentes níveis de atendimento à saúde, com ênfase nos atendimentos primário e secundário; VII Comunicar-se adequadamente com os colegas de trabalho, os pacientes e seus familiares; VIII Informar e educar seus pacientes, familiares e comunidade em relação à promoção da saúde, prevenção, tratamento e reabilitação das doenças, usando técnicas apropriadas de comunicação; XIX Realizar com proficiência a anamnese e a consequente construção da história clínica, bem como dominar a arte e a técnica do exame físico; X Dominar os conhecimentos científicos básicos da natureza bio-psico-socio-ambiental subjacentes à prática médica e ter raciocínio crítico na interpretação dos dados, na identificação da natureza dos problemas da prática médica e na sua resolução; XI Diagnosticar e tratar corretamente as principais doenças do ser humano em todas as fases do ciclo biológico, tendo como critérios a prevalência e o potencial mórbido das doenças, bem como a eficácia da ação médica; XII Reconhecer suas limitações e encaminhar, adequadamente, pacientes portadores de problemas que fujam ao alcance da sua formação geral; XIII Otimizar o uso dos recursos propedêuticos, valorizando o método clínico em todos seus aspectos; XIV Desenvolver a consciência das limitações, responsabilidades e deveres éticos do médico, perante o paciente, a instituição e a comunidade; XV - Desenvolver a ideia da necessidade de aperfeiçoamento profissional permanente. Art. 4º O Internato terá a duração de dois anos, com carga horária de 3.015 horas. 1º O Internato será ofertado em 05 módulos, discriminados a seguir: I 02 módulos (Clínica Cirúrgica e Saúde Coletiva) com duração de 10 (dez) semanas cada; II 02 módulos (Clínica Médica e Pediatria) com duração de 20 (vinte) semanas cada; III 01 módulo (Ginecologia/Obstetrícia) com duração de 16 semanas. 2º O oferecimento dos módulos seguirá o calendário acadêmico, devendo o discente estar matriculado nos módulos correspondentes ao período que irá cursar como se segue: I 9º período Clínica Cirúrgica e Saúde Coletiva; II 10º período Pediatria; III 11º período Clínica Médica; IV 12º período Ginecologia e Obstetrícia. 2

3º A carga horária semanal deverá ser de 40 horas, obedecidas as características específicas de cada módulo. 4º As atividades deverão ocorrer no primeiro, segundo e terceiros níveis de atenção em cada área. 5º As atividades devem ser eminentemente práticas e sua carga horária teórica não poderá ser superior a 20% do total por estágio. Art. 5º A realização do Estágio Curricular dar-se-á no Hospital Universitário Alcides Carneiro HUAC e ou em instituições conveniadas, públicas ou privadas, tais como hospitais, centros de saúde, postos de saúde e unidades básicas de saúde. 1º - O Colegiado do Curso de Graduação em Medicina poderá autorizar o máximo de 25% da carga horária total deste estágio, para realização fora da unidade federativa, preferencialmente nos serviços do Sistema Único de Saúde ou em Instituição conveniada que mantenha programas de Residência Médica credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica ou outros programas de qualidade equivalente em nível internacional. 2º Para que o Internato possa se desenvolver fora do âmbito da Instituição de Ensino, será necessária a realização de convênio, conforme estabelece legislação específica. Art. 6º Entende-se por supervisão do Internato a atividade destinada a acompanhar e orientar o aluno de forma a garantir a consecução dos objetivos estabelecidos em cada área. A supervisão do Internato será exercida pelos preceptores e pelo coordenador de cada área. Art. 7º Cada módulo do Internato terá um coordenador, indicado pela Unidade Acadêmica de Ciências Médicas e nomeados pelo Coordenador Administrativo, entre os docentes de suas respectivas disciplinas, competindo-lhes exercer as seguintes atribuições: I - Coordenar, acompanhar, controlar e avaliar a execução do Internato, em sua respectiva área de atuação; II -Orientar os alunos em relação às suas atividades e a seus direitos e deveres; III - Coordenar as reuniões dos preceptores; IV - Prestar informações em relação ao desenvolvimento do Internato. Parágrafo Único. O Coordenador de módulo deverá dispor de 08 (oito) horas semanais para o exercício de suas atividades. Art. 8º Os preceptores serão os professores e profissionais médicos que atuam em cada módulo, indicados pela Unidade Acadêmica de Ciências Médicas e nomeados pelo Coordenador Administrativo, competindo-lhes exercer as seguintes atribuições: I - Elaborar, em conjunto com o Coordenador do Internato e Coordenadores de áreas ou módulos, a programação do Internato; II - Cumprir e fazer cumprir as programações do Internato; III - Acompanhar e orientar os estudantes de forma a garantir a consecução dos objetivos estabelecidos em cada programação; IV - Acompanhar e avaliar o desempenho dos estudantes em suas atividades teóricas e práticas; V - Coordenar as reuniões e demais eventos programados com os estudantes; 3

VI - Prestar informações aos Coordenadores dos módulos sobre o desenvolvimento das programações; Parágrafo único: Nos casos em que o aluno estiver vinculado ao internato do HUAC e lhe for indicado um local externo a este, como campo de prática, serão indicados, pela coordenação do internato, os supervisores que fiscalizarão as atividades desenvolvidas pelo discente. Art. 9º Os Planos de Ensino de cada área do Internato serão elaborados pelo coordenador e seus respectivos preceptores, estando a sua execução sujeita à aprovação prévia no Colegiado do Curso. Parágrafo Único. Na formulação do Plano de Ensino, deverão ser incluídas as informações contidas no Plano de Ensino modelo adotado no Curso. Art. 10. A avaliação do Internato e dos internos será realizada pelos coordenadores, preceptores e alunos, ao final de cada período, através de questionários elaborados pela Coordenação do Internato e pelos Coordenadores dos módulos, visando subsidiar o Curso de Graduação em Medicina de informações e dados que possam contribuir para a melhoria do processo de formação e qualificação profissional. Art. 11. A avaliação dos alunos incidirá sobre a frequência e o aproveitamento. Parágrafo Único. A aferição da frequência dos alunos deverá ser feita preferencialmente por ponto eletrônico. Art. 12. É obrigatória a frequência integral em todas as atividades programadas para o Internato, não sendo permitido, sob nenhuma hipótese, o abono de faltas, ressalvados os casos previstos em legislação específica. 1º Observada a disponibilidade de reposição no período das férias, será permitido que o aluno falte nas seguintes situações: I. Incapacidade física; II. III. IV. Luto por falecimento de cônjuge, filho, pais e irmãos; Convocação pelo Poder Judiciário ou pelos órgãos colegiados da UFCG; Casamento do aluno. 2º Sob qualquer hipótese as faltas não poderão exceder a 25% do período de cada estágio. Sempre que as faltas excederem o limite, o aluno será reprovado. 3º Em qualquer das hipóteses mencionadas no 1º, o aluno deverá apresentar documento comprobatório à Coordenação de Internato. 4º Na situação que necessitar de atestado médico, o mesmo deverá ser fornecido pela Junta Médica da UFCG. 5º A falta não justificada ao plantão é considerada falta grave tendo como consequência a diminuição do conceito final ou, se não recuperada, a reprovação no módulo de estágio. Art. 13. A avaliação do aproveitamento do aluno será realizada pelo coordenador e pelos preceptores de cada módulo observando o desempenho do aluno. Parágrafo único. A média das avaliações em cada área deverá ser registrada no Sistema de Controle Acadêmico da UFCG, para efeito de registro no histórico escolar de cada aluno. 4

Art. 14. Será considerado aprovado o aluno que obtiver média final igual ou superior a sete e frequência integral, em cada um dos módulos do Internato. Art. 15. Compete ao Coordenador do Internato, indicado pelo Colegiado de Curso, exercer as seguintes atribuições: I - Convocar e presidir as reuniões com os Coordenadores de módulos do Internato; II - Participar das reuniões do Colegiado do Curso de Medicina; III - Manter um sistema de informações relativas ao acompanhamento e desenvolvimento do Internato; IV - Articular-se com a Coordenação do Curso de Medicina e unidade acadêmica, visando aperfeiçoar o processo de formação e qualificação profissional; V- Conduzir os processos de avaliação do Internato. Parágrafo Único. O Coordenador do Internato deverá dispor de 08 (oito) horas semanais para o exercício da função. Art. 16. Serão assegurados aos internos os seguintes direitos: I - Alojamento e alimentação nos dias de plantão; II - Uma folga no turno da tarde do dia seguinte a um plantão noturno de 12 horas; III - Encaminhamento de recurso ao Colegiado do Curso, em primeira instância. Art. 17. São deveres dos internos: I - Cumprimento dos horários estabelecidos, bem como dos plantões que lhes forem destinados; II - Cumprimento do calendário do Internato; III - Dedicação aos estudos e às atividades programadas; IV - Frequência obrigatória aos cursos, reuniões e outros eventos incluídos na programação do Internato; V - Relacionamento ético e cortês para com os pacientes, docentes, servidores, colegas e demais alunos da UFCG; VI - Cumprimento das disposições contidas neste Regulamento e nas normas de organização e funcionamento das instituições onde ocorrer o Internato. Art. 18. O presente regulamento será aplicado aos alunos que estão regidos pela Resolução 04/2010 da Câmara Superior de Ensino da UFCG. Art. 19. Os casos omissos serão analisados e resolvidos pelo Colegiado do Curso de Medicina. Art. 20. O presente Regulamento passa a vigorar a partir de sua aprovação pelo Colegiado do Curso de Medicina. * Regulamento aprovado pelo Colegiado do Curso de Graduação em Medicina do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal de Campina Grande, em 13/10/2011. Alexandre Magno da Nóbrega Marinho PRESIDENTE DO COLEGIADO DE CURSO 5