Património na nossa Escola

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Transcrição:

Património na nossa Escola A Escola Básica do 2º e 3º Ciclos de Santo António promoveu a Semana da Europa entre os dias 6 e 11 de maio de 2018. A fim de participar nesta comemoração cujo tema foi o Património, os alunos do 6º D, nas aulas de Educação Visual e Educação Tecnológica, desenvolveram um projeto interdisciplinar com o objetivo principal de mostrar a cultura e as tradições madeirenses, nomeadamente os trajes e profissões regionais e o carnaval madeirense. Esta tradição é considerada pelo povo madeirense o mais autêntico e o que melhor que espelha a tradição e a memória dos tempos áureos da Rua da Carreira.

Da rua à avenida O 'percurso' do Carnaval madeirense, transformado em cartaz turístico. O CARNAVAL DE RUA ganhou expressão ampla, que a todos reunia. Desde as 'Batalha' na Rua da Carreira, até as festas nos grandes salões no Teatro Municipal Baltazar Dias e no Ateneu Comercial do Funchal sem esquecer as sedes das bandas filarmónicas, conhecidas por 'Guerrilhas' e 'Artistas', o 'TRAPALHÃO', em finais da década de 70, vem institucionalizar aquilo que era a expressão popular de andar pelas ruas com os mais diversos disfarces. Quando a Direção Regional de Turismo, em 1979, tomou a decisão de organizar o corso carnavalesco, trouxe-o para a rua e partilhou com todos o Carnaval que vivia da imaginação dos madeirenses dentro das quatro paredes dos hotéis. Passou-se a atribuir prémios nos desfiles, apostando-se nos temas regionais: Retrataram costumes e tradições do quotidiano madeirense - peixeiro, agricultor, florista, Vindimas, Arraial Madeirense, carreiros do Monte, Rebuçados e Bonecos de Massa, trajes madeirenses...

Trajes regionais no Cortejo Trapalhão

EDUCAÇÃO VISUAL O PATRIMÓNIO IMATERIAL DA MINHA TERRA. 6º D 2017/2018

Trajes da Ilha da Madeira Pensa-se que o traje da Madeira teve várias influências, nomeadamente minhotas, mouriscas, africanas e da Flandres. Existem diferentes trajes, sendo a distinção evidenciada pela região de origem, já que os microclimas existentes na ilha determinavam o tipo de vestuário em cada Freguesia ou Concelho. Os trajes típicos eram usados em tempos antigos nas diferentes ocasiões e hoje estão muito bem representados nos grupos folclóricos da Região.

No Funchal, em Machico e Santa Cruz, existia um tipo definido de vestuário feminino onde predomina a cor vermelha. A saia era de lã, rodada, em tecido de lã listada, colete ou corpete vermelhos e uma carapuça azul completava esta indumentária.

Ao longo dos anos o traje masculino não sofreu muitas alterações. Usavam calção branco com franzido sobre o joelho (com elástico ou com cós); a camisa de pregas, sendo o seu número muito variável, e podiam ser bordadas ou não. Na cabeça uma carapuça azul com uma ponta esguia espetada, completava a indumentária. Os homens das zonas serranas usavam o jaleco e calças de seriguilha castanha para o trabalho. Para a missa, as calças, o colete ou o casaco eram de seriguilha preta. A camisa era de estopa para o trabalho e de linho fino para a missa. Na cabeça usavam barrete de lã de ovelha, branca ou castanha.

Tanto os homens como mulheres usavam botas, chamadas botachas ou bota-chã e eram feitas de pele de vaca curtida. A parte superior da bota era virada para fora e descia até ao tornozelo, sendo enfeitada com uma fita vermelha.

PROJETO INTERDISCIPLINAR ET /EV EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA. Operadores mecânicos: - Alavanca com movimento vai-vem e articulação de asa. Fabrico e construção

- Alavancas e articulações Os mecanismos, para funcionarem, necessitam que os seus elementos se articulem entre si. Por isso as alavancas têm uma função muito importante num mecanismo, uma vez que, para além de levantar pesos, também servem para modificar o sentido de um movimento. As articulações são constituídas por um conjunto de alavancas.

. Fabrico e construção - Conceber e fabricar um objeto simples, provido de alavanca com movimento vai-vem e articulação de asa

PATRIMÓNIO É a herança cultural, histórica ou ambiental que recebemos do passado, vivemos no presente e transmitimos às futuras gerações.

VALOR DO PATRIMÓNIO Para além de um valor económico, o património possui, sobretudo, um valor afetivo, de pertença e de união entre as pessoas dessa comunidade. O nosso Património é o que nos distingue de outros povos e culturas, formando desta forma a nossa própria identidade.

TIPOS DE PATRIMÓNIO - A partir de 1972, a Unesco (Organização Mundial das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) definiu os conceitos de património natural e património cultural, propondo estratégias internacionais para a sua conservação. O Património Cultural inclui o património cultural material (Monumentos, edifícios e locais históricos, artefactos e objetos) e o património cultural imaterial (tradições e expressões orais, festividades e rituais, artes performativas ou artesanato tradicional, o folclore, entre outros). Professoras: Adriana Fernandes/ Carmo Afonso