Projecto de rótulo Face Principal e de Controlo (Parte Central do Rótulo) ZYPAR HERBICIDA Herbicida para o controlo em pós-emergência de infestantes de folha larga (dicotiledóneas) nas culturas de trigo mole, trigo duro, cevada, espelta, centeio, triticale e aveia de inverno Dispersão em óleo (OD) com 5 g/l ou 0,55% de florasulame, 6 g/l ou 0,65% de halauxifena (na forma de éster metílico) correspondendo a 6,25 g/l ou 0,68% de halauxifena-metilo e 6 g/l ou 0,65% de cloquintocete-mexilo Conteúdo: 250 ml, 500mL, 1L, 2L, 3L, 5 L, 10L e 20L Data de fabrico e lote: ver embalagem ESTE PRODUTO DESTINA-SE AO USO PROFISSIONAL PARA EVITAR RISCOS PARA A SAÚDE HUMANA E PARA O AMBIENTE RESPEITAR AS INSTRUÇÕES DE UTILIZAÇÃO MANTER FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS ANTES DE USAR O PRODUTO FITOFARMACÊUTICO LEIA O RÓTULO Distribuído por: Autorização de venda n.º 1015 concedida pela DGAV: Dow AgroSciences Ibérica S.A. c/ Ribera del Loira 4-6, 4ª planta 28042 MADRID-ESPANHA Tel.: +34 91 740 77 00
Face de segurança (Parte Esquerda) Precauções toxicológicas, ecotoxicológicas e ambientais Atenção EUH210 Ficha de segurança fornecida a pedido. H315 H317 H319 H410 P270 P280 P261 P501 Provoca irritação cutânea. Pode provocar uma reação alérgica cutânea. Provoca irritação ocular grave. Muito tóxico para os organismos aquáticos com efeitos duradouros. Não comer, beber ou fumar durante a utilização deste produto. Usar luvas de protecção e protecção ocular. Evitar respirar a nuvem de pulverização. Eliminar o conteúdo e a embalagem em local adequado à recolha de resíduos perigosos. SP1 Não contaminar a água com este produto ou com a sua embalagem. SPe2 Para proteção dos organismos aquáticos, não aplicar este produto em solos drenados artificialmente com teor de argila superior ou igual a 45%. SPe3 Para proteção das plantas não visadas, respeitar uma zona não pulverizada de 5 metros em relação às zonas não cultivadas. SPe3 Para proteção dos organismos aquáticos, respeitar uma zona não pulverizada de 5 metros em relação às águas de superfície, incluindo de coberto vegetal. SPoPT2 Na entrada dos trabalhadores às zonas tratadas estes deverão usar, camisa de mangas compridas, calças, meias e sapatos. SPoPT4 O aplicador deverá usar, luvas de proteção e proteção ocular durante a preparação da calda e aplicação do produto. SPoPT5 Impedir o acesso de trabalhadores e pessoas estranhas às zonas tratadas até à secagem do pulverizado. SPoPT6 Após o tratamento lavar bem o material de proteção tendo cuidado especial em lavar as luvas por dentro. Tratamento de emergência: P302+P352 SE ENTRAR EM CONTATO COM A PELE: lavar com sabonete e água abundantes. P305+P351+P338 SE ENTRAR EM CONTATO COM OS OLHOS: enxaguar cuidadosamente com água durante vários minutos. Se usar lentes de contacto, retire-as, se tal lhe for possível. Continuar a enxaguar. P362+P364 Retirar a roupa contaminada e lavá-la antes de a voltar a usar. P333+P313 Em caso de irritação ou erupção cutânea: consulte um médico. P337+P313 Caso a irritação ocular persista: consulte um médico. Em caso de intoxicação contactar o Centro de Informação Antivenenos, Telef: 808 250 143 A embalagem vazia deverá ser lavada três vezes, fechada, inutilizada e colocada em sacos de recolha, devendo estes ser entregues num centro de receção Valorfito; as águas de lavagem deverão ser usadas na preparação da calda.
Face de Fitoterapeutica (Parte Direita) O ZYPAR é um herbicida de pós-emergência para o controlo de infestantes dicotiledóneas que contém duas substâncias ativas, florasulame e halauxifena-metilo. A substância ativa halauxifenametilo (Arylex ) pertence a um novo grupo químico de herbicidas, os arilpicolinatos (grupo HRAC O). O florasulame pertence à família química da triazolopirimidina. O produto tem absorção foliar e radicular. Inibe a biossíntese dos aminoácidos valina, leucina e isoleucina (inibindo a atividade da enzima acetolactaro sintase, ALS). O momento ideal para a realização do tratamento é quando as infestantes são pequenas e se encontram em crescimento ativo. USOS AUTORIZADOS, ÉPOCAS, DOSES E CONDIÇÕES DE APLICAÇÃO O ZYPAR deve ser aplicado por pulverização com pulverizador montado em trator. CEREAIS DE INVERNO Trigo mole, trigo duro, cevada, espelta, centeio, triticale A aplicação pode ser efetuada de duas formas: Opção 1 - Aplicar ZYPAR na dose de 0,75 L/ha entre os estados BBCH 11 (desenvolvimento da primeira folha) e BBCH 29 (final do afilhamento); Opção 2 - Aplicar ZYPAR na dose de 1 L/ha entre os estados BBCH 13 (desenvolvimento da terceira folha) e BBCH 45 (bainha da folha bandeira dilatada). Aveia Aplicar ZYPAR na dose de 0,5 L/ha entre os estados BBCH 11 (desenvolvimento da primeira folha) e BBCH 30 (início do encanamento); CEREAIS DE PRIMAVERA (trigo mole, trigo duro, cevada e centeio): Aplicar ZYPAR na dose de 1 L/ha entre os estados BBCH 13 (desenvolvimento da terceira folha) e BBCH 45 (bainha da folha bandeira dilatada). Não aplicar em aveia de primavera. O momento ideal para efetuar o tratamento é quando as infestantes são pequenas e estão em crescimento ativo. Contudo, algumas espécies muito suscetíveis podem controlar-se em estados de desenvolvimento avançados, se forem necessários tratamentos tardios (por exemplo: Galium aparine). INFESTANTES SUSCEPTÍVEIS - CEREAIS DE INVERNO - Tratamento de outono em aveia (máximo BBCH 29; dose 0,5 L/ha): Erva-moleirinha (Fumaria officinalis), amor-de-hortelão, (Galium aparine), lâmio-roxo (Lamium purpureum), Matricaria spp., papoila (Papaver rhoeas), morugem-branca (Stellaria media). - Tratamento de outono nos restantes cereais de inverno (máximo BBCH 29; dose 0,75 L/ha): Colza (Brassica napus), erva-moleirinha (Fumaria officinalis), amor-de-hortelão, (Galium aparine), lâmio-roxo (Lamium purpureum), Matricaria spp., papoila (Papaver rhoeas), morugembranca (Stellaria media).
- Tratamento de primavera (até BBCH 32, dose: 1 L/ha): Losna-do-campo (Ambrosia artemisiifolia), Anagallis spp., margação (Anthemis arvensis), Bifora radians, colza (Brassica napus), bolsa-do-pastor (Capsella bursa-pastoris), Caucalis latifolia, fidalguinhos (Centaurea cyanus), Centaurea diluta, Cerastium spp., catassol (Chenopodium album), pampilho-das-searas (Chrysanthemum segetum), grizandra (Diplotaxis virgata), ervamoleirinha (Fumaria officinalis), amor-de-hortelão, (Galium aparine), solda-áspera (G. Tricornutum), Geranium spp., Lamium spp., Matricaria spp., papoila (Papaver rhoeas), saramago (Raphanus raphanistrum), endrão (Ridolfia segetum), Sinapis spp, morugem-branca (Stellaria media). - Tratamento de resgate nos cereais de inverno (BBCH 33-45 (encanamento), dose 1 L/ha): Amor-de-hortelão (Galium aparine). - CEREAIS DE PRIMAVERA (dose: 1 L/ha) - Até ao estado BBCH 32 (até ao aparecimento do 2º entrenó): Losna-do-campo (Ambrosia artemisiifolia), catassol (Chenopodium album), erva-moleirinha (Fumaria officinalis), amor-de-hortelão (Galium aparine), margaça-das-boticas (Matricaria chamomilla), corriola-bastarda (Polygonum convolvulus), morugem-branca (Stellaria media). - Tratamento de resgate nos cereais de primavera (BBCH 33-45 (encanamento)): Amor-de-hortelão (Galium aparine). INFESTANTES MODERADAMENTE SUSCEPTÍVEIS - Tratamento de primavera (até BBCH 32, dose: 1 L/ha): Pão-posto (Anacyclus clavatus), cardo-das-vinhas (Cirsium arvense), papoila-peluda (Papaver hybridum), sempre-noiva (Polygonum aviculare), verónica-de-folha-de-hera (Veronica hederifolia) PRECAUÇÕES BIOLÓGICAS ZYPAR pode ser aplicado em cevada para cerveja. Não aplicar ZYPAR em aveia de primavera. Não se deve tratar com ZYPAR culturas sob condições de stress (por exemplo seca, encharcamento, temperaturas extremas, deficiências nutricionais, problemas fitossanitários, etc). Ocasionalmente, ZYPAR pode provocar um ligeiro amarelecimento transitório (entre 2 e 3 semanas), sem afetar o rendimento da colheita e a qualidade do grão. Não deve aplicar-se em culturas de cereais em mistura com leguminosas (ervilhaca, trevo, etc.). ZYPAR pode usar-se em qualquer tipo de solo. ZYPAR pode ser aplicado com temperaturas compreendidas entre 2 e 25 C. Em condições de seca pode observar-se uma ligeira redução na eficácia do produto. O ZYPAR é resistente à precipitação ocorrida uma hora após a sua aplicação.
GESTÃO DE RESISTÊNCIAS A substância ativa halauxifena-metilo, pertence a um novo grupo químico de herbicidas, pelo que o risco de haver desenvolvimento de resistências a s.a. pertencentes a este grupo é considerado baixo. O florasulame pertence à família química da triazolopirimidina e existe o risco de ser desenvolvida resistência a esta substância ativa. Assim, devem ser tomadas as seguintes precauções de forma a minimizar este risco: 1. Evitar o uso repetido de florasulame; 2. Seguir as indicações do rótulo relativamente à dose e época de aplicação. 3. Considerar o uso de métodos culturais de controlo de infestantes e efetuar rotação de culturas de modo a prevenir o desenvolvimento de biótipos resistentes A aplicação repetida deste herbicida ou de outros com o mesmo modo de ação pode provocar o desenvolvimento de biótopos resistentes de algumas infestantes indicadas no rótulo como suscetíveis. Para evitar o desenvolvimento de resistências, recomenda-se proceder à alternância com herbicidas de diferentes modos de ação. CULTURAS ADJACENTES Para evitar a deriva da pulverização para as culturas adjacentes recomenda-se aplicar só quando as condições atmosféricas sejam favoráveis e quando a velocidade do vento seja inferior a 18 km/h e a temperatura seja inferior a 25 C à sombra. Durante a aplicação, é importante utilizar bicos adequados e manter uma distância mínima de segurança de 5 m relativamente a outras culturas suscetíveis, como vinhas, fruteiras, hortícolas, leguminosas, girassol, tabaco, linho, ornamentais, beterraba sacarina, batateira, etc. Se a aplicação é efetuada em pré-emergência ou antes da sementeira das culturas acima referidas não é necessária esta distância de segurança. A aplicação deverá ser unicamente realizada com uma barra de pulverização com bicos adequados para herbicidas, com a pressão o mais baixo possível e com uma distância reduzida à cultura e assegurando uma correta distribuição do produto. CULTURAS SEGUINTES Depois de uma aplicação de ZYPAR no outono não há restrições depois da colheita dos cereais. Depois de uma aplicação em inverno-primavera pode-se cultivar qualquer uma das culturas que se cultivam normalmente. Se a segunda cultura se semeia antes de decorridos 3 meses sobre a colheita recomenda-se mobilizar o solo antes da sementeira ou consultar o Serviço Técnico da Dow AgroSciences. CULTURAS DE SUBSTITUIÇÃO No caso de ser necessário uma cultura de substituição após a aplicação de ZYPAR podem-se semear as seguintes culturas: - Aplicações no outono: variedades de primavera, sem restrições de cultura 1 mês depois da aplicação: trigo, cevada, milho, ray-grass. 3 meses depois da aplicação, após mobilização: colza, fava, ervilha e girassol. - Aplicações na primavera: é possível semear as seguintes culturas de primavera sem restrições 1 mês depois da aplicação pode-se semear: trigo e, depois de mobilizar o solo, cevada e milho
2 meses depois da aplicação pode-se semear sem efetuar qualquer mobilização de solo: milho Antes de semear qualquer outra cultura consultar o Serviço Técnico da Dow AgroSciences Ibérica. MODO DE PREPARAÇÃO DA CALDA Agitar bem a embalagem antes de usar. No recipiente onde se prepara a calda deitar metade da água necessária. Juntar a quantidade de ZYPAR a utilizar e completar o volume de água, agitando sempre. Manter a agitação até ao final da aplicação. MODO DE APLICAÇÃO Calibrar corretamente o equipamento, calculando o volume de calda gasto por ha, de acordo com o débito do pulverizador (L/min), da velocidade e largura de trabalho, com especial cuidado na uniformidade da distribuição de calda. A quantidade de produto e o volume de calda deve ser adequado à área de aplicação, respeitando as doses indicadas. Para diminuir o risco de arrastamento evitar pressões superiores a 2 kg/cm 2 e/ou usar bicos anti-arrastamento. Volume de calda a utilizar: 100 a 400 litros de calda por hectare. LIMPEZA DO TANQUE DO PULVERIZADOR Todos os equipamentos de pulverização devem ser limpos minuciosamente, tanto por dentro como por fora, para evitar possíveis danos posteriores em culturas que não sejam cereais. Enxaguar cuidadosamente o tanque e o equipamento de pulverização depois da aplicação (incluindo bicos de pulverização e filtros): primeiro com água limpa, em seguida encher o tanque e adicionar 0,5 L de lixívia por cada 100 L de água e, finalmente, lavar novamente com água limpa. Durante a armazenagem manter o produto em lugar seco e fresco. Nota: Os resultados da aplicação deste produto são susceptíveis de variar pela acção de factores que estão fora do nosso domínio, pelo que nos responsabilizamos apenas pelas características previstas na Lei. Marca da The Dow Chemical Company ( Dow ) ou de uma companhia subsidiária da Dow Edição 2