REGULAMENTO GERAL DOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU DAS FACULDADES INTEGRADAS DE VITÓRIA DOS CURSOS E SEUS OBJETIVOS Disciplina os Cursos de Pós- Graduação Lato Sensu nas modalidades Acadêmica e Profissionalizante das Faculdades Integradas de Vitória. Art. 1. Os Cursos de Pós-Graduação lato sensu da FDV são constituídos de programas de estudo em níveis superiores aos estabelecidos para os Cursos de graduação. Parágrafo único. Os cursos de Pós-Graduação lato sensu são ofertados de forma não sistemática, não havendo obrigatoriedade de oferta permanente do mesmo programa. Art. 2. São finalidades dos Cursos de Pós-Graduação lato sensu: I. Especializar e aperfeiçoar graduados em nível superior. II. Desenvolver e aprimorar o conhecimento científico; III. Aprofundar o conhecimento em determinada área de estudo e em áreas afins; IV. Capacitar profissionais para atender às exigências de qualificação e expansão do mercado de trabalho. Art. 3. Os cursos de Pós-Graduação lato sensu observarão todas as normas legais a eles impostas. DA CRIAÇÃO DOS CURSOS Art. 4. A proposta de criação de curso de Pós-Graduação lato sensu deverá ser formalizada por meio de projeto. Art. 5. A proposta de criação do curso será encaminhada pela coordenação geral de pós-graduação lato sensu ao Conselho Acadêmico das Faculdades Integradas de Vitória que analisará: I. A vinculação ao Projeto Institucional; II. A adequação e regularidade do projeto; III. A qualidade da proposta; IV. As possibilidades de desenvolvimento do projeto na Instituição. Parágrafo único. Qualquer alteração do projeto inicial deverá ser aprovada pelo Conselho Acadêmico das Faculdades Integradas de Vitória. Art. 6. Os Cursos de Pós-Graduação poderão ser conduzidos por convênio firmado entre a FDV e outras instituições. Parágrafo único. Os poderes e atribuições das partes envolvidas serão definidos em contrato.
DA ORGANIZAÇÃO ACADÊMICO ADMINISTRATIVA Art. 7. Os cursos de Pós Graduação lato sensu estão vinculados à Coordenação Geral de pós-graduação lato sensu das Faculdades Integradas de Vitória. Art. 8. Cada curso será administrado por um coordenador acadêmico, indicado pela coordenação geral de pós-graduação lato sensu ou que tenha sido o proponente do projeto de curso aprovado pela instituição. Art. 9. Compete ao coordenador acadêmico de curso de Pós-Graduação lato sensu: I. Designar e convidar os membros do corpo docente; II. Coordenar, supervisionar e tomar as providências necessárias para o desenvolvimento do curso conforme previsto no projeto aprovado e de acordo com as regras institucionais; III. Acompanhar o desenvolvimento das atividades dos docentes do curso; IV. Reunir-se com os alunos a fim de acompanhar o desenvolvimento das atividades acadêmicas; V. Verificar o cumprimento do conteúdo programático e da carga horária dos módulos do Curso; VI. Estabelecer mecanismos adequados de orientação acadêmica aos alunos; VII. Apresentar as notas registradas em pauta após o término de cada módulo no prazo máximo de 20 dias contados a partir do término do módulo. VIII. Apresentar relatório final, 20 dias após a conclusão dos módulos do curso, descrevendo as atividades desenvolvidas, o aproveitamento individual dos alunos e demais pontos que julgar necessário registrar. IX. Coordenar a correção dos trabalhos finais do curso. Art. 10. Compete à estrutura Administrativa da FDV: I. Efetuar o registro acadêmico; II. Receber os trabalhos de conclusão de curso entregues nos prazos estipulados; III. Avisar aos alunos de qualquer mudança no calendário desde que solicitado pelos Coordenadores Acadêmicos dos cursos e autorizada pela Coordenação Geral da pósgraduação lato sensu; IV. Aplicar as avaliações, caso os Coordenadores Acadêmicos, encontrem-se impossibilitados, por motivo relevante e devidamente justificado perante a Coordenação Geral da pós-graduação lato sensu;. V. Aplicar as avaliações relativas ao desempenho do curso junto aos alunos; VI. Arquivar todos os documentos relativos à Pós-graduação lato sensu. VII. Atender aos alunos e interessados; VIII. Emitir documentos solicitados.
DA ADMISSÃO AOS CURSOS Art. 11. Somente será admitido o portador de diploma de curso superior de IES reconhecida pelo MEC que preencher os requisitos específicos exigidos por cada curso. DA MATRÍCULA Art. 12. A matrícula, ato formal de ingresso no curso e vinculação do aluno às Faculdades Integradas de Vitória, será realizada pela Secretaria. Parágrafo único - No ato da matrícula inicial, o candidato ou seu representante legal deverá apresentar toda documentação exigida para o curso escolhido. Art. 13. Ao matricular-se em curso de Pós-Graduação da FDV, o aluno submete-se às regras do Regimento das Faculdades Integradas de Vitória, às regras deste regulamento, bem como às regras específicas do curso a que está vinculado. Art. 14. Considerando as ofertas não permanentes dos cursos, não será admitido o trancamento de matrícula. Art. 15. O aluno que desistir do curso deverá arcar com os custos fixados no contrato de prestação de serviços firmado com a Instituição. DA ESTRUTURA CURRICULAR E DO REGIME DOS CURSOS Art. 16. Os cursos serão divididos em módulos, com carga horária definida, e de responsabilidade do Coordenador Acadêmico conforme previsto no projeto aprovado pelo Conselho Acadêmico. 1º. Os cursos de pós-graduação são oferecidos em duas modalidades, a saber, Acadêmica e Profissionalizante. 2º. Em data fixada pela Coordenação Geral, os alunos farão a escolha da modalidade de curso. 3º. Haverá o módulo A Ciência do Direito e a Pós-graduação no Brasil nas duas modalidades de curso. Art. 17. O trabalho final será obrigatório em todos os cursos e será avaliado separadamente dos módulos. DA MODALIDADE ACADÊMICA Art. 18. A Modalidade acadêmica prioriza a qualificação de profissionais para a carreira acadêmica. Art. 19. O módulo de metodologia da pesquisa é obrigatório. Parágrafo único. O Módulo de Metodologia da Pesquisa Científica será avaliado através da freqüência e pelo projeto de monografia cuja correção ficará a cargo do Professor que ministrar o referido módulo.
Art. 20. O trabalho de conclusão de curso é a monografia, regido por regulamento específico. DA MODALIDADE PROFISSIONALIZANTE Art. 21. A Modalidade profissionalizante prioriza a qualificação de profissionais para a atuação no mercado de trabalho. Art. 22. O módulo de metodologia da pesquisa não é obrigatório. Art. 23. O aluno cumprirá Tópicos Especiais em aulas de outros cursos de especialização promovidos pela Instituição, no total de 40 horas aula. 1º. O cumprimento da carga horária de 40 horas aula de Tópicos Especiais é de responsabilidade do aluno. 2º. O cumprimento integral da carga horária de Tópicos Especiais é condição para que o aluno seja encaminhado ao trabalho de conclusão de curso. 3º. Para o cumprimento da carga horária de Tópicos Especiais o aluno assistirá o conjunto de aulas referentes a um mesmo tema, podendo ser dois ou três dias em função da estrutura de dada curso. 4º. O aluno indicará quais temas deseja cursar e deverá pedir a aprovação do coordenador acadêmico. 5º. Será considerado aprovado em Tópicos Especiais o aluno que cumprir integralmente a sua carga horária, devidamente documentada e depositada na Secretaria. Art. 24. O trabalho de conclusão de curso é o estudo de caso, regido por regulamento específico. DO APROVEITAMENTO DE ESTUDOS Art. 25. O aproveitamento de estudos poderá ser concedido ao aluno que cumpriu disciplina equivalente em nível de especialização ou em cursos de pós-graduação stricto sensu, desde que atenda às exigências legais. 1º. O aluno deverá apresentar documento oficial que contenha o conteúdo programático cumprido, a carga horária da disciplina e o seu aproveitamento. 2º. Somente serão passíveis de aproveitamento disciplinas cursadas há até 2 (dois) anos. 3º. A coordenação de curso e a coordenação geral de pós-graduação lato sensu avaliarão a compatibilidade de conteúdo e a carga horária da disciplina cumprida.
4º. Não poderão ser aproveitadas disciplinas com carga horária inferior a 80% da disciplina a ser dispensada. DA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO ESCOLAR Art. 26. A avaliação do desempenho escolar é feita por módulos, incidindo sobre a freqüência e/ou aproveitamento. Art. 27. Estará reprovado o aluno que, no módulo, não obtiver média final igual ou superior a 7 (sete). Art. 28. Independente dos demais resultados obtidos será considerado reprovado no módulo o aluno que não obtenha freqüência de, no mínimo, setenta e cinco por cento (75%) das aulas. Art. 29. O módulo A Ciência do Direito e a Pós-graduação no Brasil será avaliado somente pela freqüência, sendo exigido um mínimo de 75% de presença. DOS MÓDULOS JURÍDICOS Art. 30. O aproveitamento nos módulos jurídicos será avaliado a critério da coordenação acadêmica e da coordenação geral da pós-graduação lato sensu, de acordo com as características de cada módulo, respeitando o estabelecido no projeto de curso. 1º. É obrigatória a realização de avaliações presenciais nos módulos. 2º. Compete ao Coordenador Acadêmico a elaboração, aplicação e julgamento das verificações de rendimento escolar concernentes ao curso de sua responsabilidade. DA REPROVAÇÃO Art. 31. O aluno que ficar reprovado ou deixar de comparecer em no máximo duas disciplinas poderá submeter-se, ao final do curso, por uma única vez, à avaliação de recuperação que substituirá a nota da disciplina a fim de tentar obter aprovação. 1º. As avaliações de recuperação deverão ser solicitadas, em formulários próprios, na Secretaria da faculdade tendo como prazo final o último dia de aula do último módulo. 2º. No caso de reprovação por faltas, o aluno deverá submeter-se novamente ao cumprimento do módulo, se houver nova oferta. Art. 32. O aluno que ficar reprovado em mais de dois módulos não terá direito a submeter-se à avaliação de recuperação. Art. 33. O aluno somente terá seu trabalho final encaminhado para correção ou apresentado perante banca se aprovado em todos os módulos.
Art. 34. O aluno que não obtiver aprovação em módulos e no trabalho final não receberá o título de especialista e terá direito a certificado de aperfeiçoamento com carga horária compatível a dos módulos em que obteve aprovação. Art. 35. O aluno reprovado no trabalho final terá oportunidade, por uma única vez, de reapresentá-lo e defendê-lo perante banca examinadora, observando o regulamento de trabalho final. 1º. O aluno reprovado em trabalho final, obrigatoriamente, terá de reapresentá-lo na mesma modalidade escolhida anteriormente. Art. 36. Será cobrado do aluno taxa relativa a realização de avaliação de recuperação e de nova correção de trabalho final. DO TRABALHO FINAL Art. 37. Além dos módulos, para concluir a especialização será exigida a apresentação de trabalho final, escolhida pelo aluno dentre as modalidades previstas no projeto do curso. 1º. As regras do trabalho final são fixadas em regulamento próprio. 2º. No projeto de cada curso estão previstas as modalidades possíveis de Trabalho Final, sendo obrigatória a possibilidade da modalidade Monografia Final. DOS CERTIFICADOS Art. 38. Dentro do prazo previsto pelo calendário do Curso, o coordenador acadêmico do curso encaminhará à coordenação geral de pós-graduação lato sensu as atas de presença e notas dos alunos. Parágrafo único. Só serão expedidos certificados aos concluintes dos Cursos que tiverem a sua situação acadêmica aprovada pela coordenação geral da pós-graduação lato sensu. Art. 39. Aos pós-graduandos que cumprirem os requisitos do Curso serão conferidos certificados de especialização. DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS Art. 40. Este regulamento entrará em vigor após sua aprovação pelo Conselho Acadêmico e será aplicável aos cursos que tiveram início em data posterior. Art. 41. Os casos omissos serão resolvidos pela coordenação geral de pós-graduação lato sensu. Art. 42. Aplicar-se-á subsidiariamente, no que for compatível, do Regimento das Faculdades Integradas de Vitória, em especial, as regras atinentes à prova substitutiva, ao regime disciplinar e à revisão de nota.