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GRAVENA - Manejo Ecológico de Pragas Ltda. Consultoria Geral-Pesquisa-Treinamento PIONEIRA E ÚNICA NA AMÉRICA LATINA COM EXCLUSIVIDADE EM MEP Rodovia SP 253, Km 221,5 (Jaboticabal-Luiz Antônio), Caixa Postal 546, CEP 14888-100 Jaboticabal, SP, Brasil-Fones:(0xx16)3203-5357/3203-2221 - Fone/Fax:(0xx16) 3203-5358 e-mail gravena@gravena.com.br Internet: http://www.gravena.com.br Estudo da Eficiência e Praticabilidade Agronômica de SULFOCAL (calda sulfocálcica R.C.N.) no Manejo Ecológico de Pragas Chaves dos Pomares Cítricos em Formação Empresa solicitante: R.C.N. AGRO Empresa Executora: Gravena ManEcol. Ltda. Coordenador: Prof. Dr. Santin Gravena Execução: Equipe da Gravena Eng. Agr. Sérgio Roberto Benvenga Eng. Agr. Marcelo José Batistela Téc. Agr. José Luiz Silva Téc. Agr. Nilton Araújo Jr. Téc. Agr. Hérlon Aparecido Sangregório Aux. Pesq. Júlio César Massimo Aux. Pesq. Tiago Abrano Índice Item Página 1. Resumo... 2 2. Introdução... 2 3. Material e Métodos... 3 4. Resultados e Discussão... 4 4.1. Efeito dos tratamentos sobre o psilídeo, Diaphorina citri... 4 4.2. Efeito dos tratamentos sobre a larva minadora, Phyllocnistis citrella... 8 4.3. Efeito dos tratamentos sobre a mosca branca, Parabemisia myricae... 9 5. Conclusões... 10 6. Bibliografia... 10 7. Dados Opcionais... 12 Página 1 de 9

1. RESUMO Esta pesquisa estudou a aplicabilidade agronômica de Sulfocal (enxofre), nas doses de 400 e 500 g/100 L, em mistura com Oppa BR (óleo mineral), nas doses de 150 e 250 ml/100 L, respectivamente, no manejo das principais pragas que atacam os pomares de Citros em formação. O Campo Demonstrativo foi conduzido em pomar de laranja doce, Citros sinensis, aplicando-se o delineamento de blocos pareados, com 4 tratamentos e 10 repetições, sendo cada bloco, constituído por 100 plantas distribuídas em duas linhas de plantio. As avaliações foram realizadas em 10 plantas centrais de cada bloco, previamente e aos 3, 7, 14, 21, 28, 35 e 50 dias após aplicação dos produtos testes. Foram inspecionados, visualmente, 3 ramos em desenvolvimento em cada planta útil (representando a repetição) para a determinação da porcentagem de ramos infestados por: psilídeo, Diaphorina citri, larva minadora, Phyllocnistis citrella, mosca branca, Parabemisia myricae, bem como, a densidade de cada inseto fitófago nos ramos inspecionados. Para a avaliação dos inimigos naturais foi realizada a avaliação visual da copa das plantas úteis durante 2 minutos para a quantificação de insetos benéficos, havendo a predominância das joaninhas Coccidophilus citricola, Azya luteipes, Cycloneda sanguinea, além de sirfídeos e crisopídeos. Pelos resultados obtidos, pode-se concluir que: Sulfocal (enxofre), nas doses de 400 e 500 g/100 L, em mistura com Oppa BR (óleo mineral), é eficiente no controle do psilídeo, Diaphorina citri, por até 21 dias, Devido à inconstância nas populações de larva minadora e de mosca branca, não foi possível verificar a influência dos produtos testes sobre as referidas pragas; Nenhum dos produtos teste, nas doses e formulações testadas, demonstrou ação fitotóxica às plantas cítricas. 2. INTRODUÇÃO Nos pomares cítricos em formação o fluxo vegetativo contínuo predispõe as plantas ao ataque de pragas como a larva minadora, considerada praga chave inicial da cultura pela ocorrência em vegetação nova e danos associados à doenças bacterianas. A larva minadora dos citros Phyllocnistis citrella alimenta-se durante a fase larval de células parenquimáticas situadas abaixo da epiderme, realizando um caminhamento em formato de serpentina (GRAVENA et al, 1997). Devido às aberturas que promove nas folhas, ramos e frutos, a larva minadora facilita a infecção pela bactéria do cancro cítrico Xanthomonas axonopodis, e a disseminação da doença (FUNDECITRUS, 1997). O controle químico seletivo torna-se necessário, pois visa reduzir o índice de infestação de P. citrella e promover a manutenção da população de inimigos naturais evitando-se assim, a ressurgência da praga (GRAVENA, 1991). A mosca branca é outro inseto que tem sido notificada com maior freqüência na cultura dos citros, cuja ocorrência caracteriza-se por surtos populacionais relacionados às condições climáticas favoráveis, mas, principalmente, devido a desequilíbrios biológicos ocasionados pelo uso excessivo de inseticidas e fungicidas. A importância desta praga é devido à sucção continua de seiva elaborada nos vasos do floema, realizada pelas ninfas e adultos, ocasionando o definhamento das plantas em infestações consecutivas, devido à redução da taxa fotossintética, agravada pelo desenvolvimento dos fungos da fumagina sobre a vegetação. As espécies notificadas nos pomares são a moscas brancas cotonosa, Aleurothrixus floccosus, a mosca branca dos citros, Dialeurodes citri e a mosca branca japonesa, Parabemisia myricae, pertencentes à Ordem Homóptera e Família Aleyrodidae (CLIMENT & VIVAS, 1992). Página 2 de 9

O psilídeo, denominado cientificamente como Diaphorina citri, também é considerado como praga chave na cultura dos citros, especialmente nos pomares em formação, devido aos aspectos bioecológicos. As ninfas que eclodem a partir dos ovos depositados nas brotações, alimentam-se sugando as folhas, tornando-as definitivamente encarquilhadas, reduzindo a taxa de desenvolvimento das plantas (NAKANO, 1991). Embora sendo relatado o dano de cada uma das pragas nos pomares cítricos, GRAVENA (1991) recomenda que sejam definidos os níveis de ação, considerados os menores índices populacionais que requerem táticas de manejo para evitar que evolua para o nível de dano econômico. Entretanto, estes níveis são variáveis de acordo com a variedade, vigor da planta, época do ano, bem como a presença dos inimigos naturais. Sob qualquer circunstância, quando a tática de manejo recair sobre o controle químico, este deve ser realizado preferencialmente com inseticidas seletivos aos inimigos naturais ou ser favorecida a seletividade ecológica, através da definição da modalidade de aplicação do inseticida. Neste sentido, pesquisas que fornecem subsidio para o manejo ecológico de pragas através da utilização de fitoprotetores ou fertiprotetores devem ser realizadas com o objetivo de racionalizar o uso dos defensivos agrícolas, somente quando a infestação da praga for crescente e estiver próxima de atingir o nível de ação. 3. MATERIAIS E MÉTODOS A pesquisa foi realizada na Fazenda São Joaquim, Município de Jaboticabal, SP, em pomar de laranja doce, Citros sinensis, variedade Pêra Rio, sobre porta enxerto de Limão Cravo, com idade de? anos e altura média de 1,0 m. Por ocasião da instalação do ensaio, as plantas apresentavam-se em desenvolvimento vegetativo e com vegetações novas. O delineamento estatístico utilizado foi o de blocos pareados (Campo demonstrativo) com 4 tratamentos e 10 repetições, sendo cada bloco constituído por 100 plantas distribuídas em 2 ruas, onde cada repetição foi representada por 1 planta. Os inseticidas foram aplicados em 09 de maio de 2005 (as doses estão expressas na Tabela 1), sendo registradas temperaturas máxima de 29 C e mínima de 18 C, e umidade relativa média do ar em torno de 63,5 %. As avaliações foram realizadas em 10 plantas distribuídas ao longo do bloco (10 repetições), previamente e aos 3, 7, 14, 21, 28, 35 e 50 dias após o a aplicação. Foram inspecionados, visualmente, 3 ramos (previamente identificados) em desenvolvimento em cada planta útil (representando a repetição) para a determinação da porcentagem de ramos infestados por: psilídeo, Diaphorina citri, larva minadora, Phyllocnistis citrella, mosca branca, Parabemisia myricae, bem como, a densidade de cada inseto fitófago nos ramos inspecionados. Para a avaliação dos inimigos naturais foi realizada a avaliação visual da copa das plantas úteis durante 2 minutos para a quantificação de insetos benéficos, havendo a predominância das joaninhas Coccidophilus citricola, Azya luteipes, Cycloneda sanguinea, além de sirfídeos e crisopídeos. Os dados foram submetidos à análise de variância pelo teste F, e as médias transformadas foram comparadas por Tukey a 5% de probabilidade. A eficiência dos produtos testes na redução das densidades de insetos fitófago foi calculada pela fórmula proposta por Abbott (1925). Página 3 de 9

Tabela 1. e doses testados no manejo de pragas na cultura dos citros. Jaboticabal, SP, 2004. Ingredientes Ativos (s) Ml ou g p.c./100 L Sulfocal + Oppa BR enxofre + óleo mineral 400 + 150 Sulfocal + Oppa BR enxofre + óleo mineral 500 + 250 Vertimec 18 CE + Dimetoato + Oppa BR abamectin + dimetoato + óleo mineral 15 + 100 + 250 Testemunha - - - - - - 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO. 4.1. Efeito dos tratamentos sobre o psilídeo, Diaphorina citri Previamente a aplicação dos produtos testes, verificou-se que a infestação de Psilideo, D. citri, estava uniforme na área experimental (Tabela 2). Aos 3 dias após a aplicação, já foi possível verificar a diminuição significativa da infestação da praga nas parcelas tratadas, prolongando-se até 28 dias, ininterruptamente. Convém destacar que, aos 35 dias constatou-se a queda populacional da praga na testemunha, contribuindo assim, para a semelhança estatística entre os tratamentos, embora, a partir de 50 dias, a reinfestação da praga consolidou-se na área experimental. Tabela 2. Efeito de Calda Sulfocálcica, em diferentes doses, sobre a porcentagem de ramos infestados por psilídeo, Diaphorina citri, na cultura dos citros. Jaboticabal, SP, 2005. Porcentagem de ramos infestados por D. citri, em dias após a aplicação 1, 2 Sulfocal + Oppa BR 400 + 150 90.0 a 36.7 b 23.3 b 6.7 b 10.0 b 3.3 b 20.0 a 66.7 a Sulfocal + Oppa BR 500 + 250 86.7 a 33.3 b 13.3 b 6.7 b 10.0 b 10.0ab 16.7 a 56.7 a Vertimec + Dimetoato + Oppa BR 15 + 100 + 250 86.7 a 23.3 b 16.7 b 3.3 b 3.3 b 3.3 b 10.0 a 43.3 a Testemunha - - - 83.4 a 96.7 a 86.7 a 70.0 a 60.0 a 23.3 a 26.7 a 73.4 a Coeficiente de variação (%) 21.97 53.52 62.90 64.07 60.21 84.13 138.05 47.87 Dados reais. Para fins de análise estatística, os dados foram transformados em y= arc sen [(x+1)/100] 2. Ao se analisar o número total de Psilideo (Tabela 3) verificou-se que, no período compreendido entre 3 e 21 dias após a aplicação, os produtos testes diferiram perante a testemunha, contudo, sem demonstrarem peculiaridade entre si, apesar da mistura de Vertimec 18 CE + Dimetoato + Oppa BR, ter diferido da testemunha até 28 dias. A partir de 35 dias após a aplicação, verificou-se o incremento populacional da praga na área experimental, resultando na igualdade estatística entre os tratamentos. Tabela 3. Efeito de Calda Sulfocálcica, em diferentes doses, sobre o número total de psilídeos, Diaphorina citri, na cultura dos citros. Jaboticabal, SP, 2005. Número total de D. citri, em dias após a aplicação 1, 2 Sulfocal + Oppa BR 400 + 150 16.4 a 3.6 b 3.3 b 2.2 b 1.8 b 0.5 ab 4.5 a 10.9 a Sulfocal + Oppa BR 500 + 250 14.0 a 2.7 b 3.1 b 0.3 b 0.3 b 0.6 ab 2.3 a 7.8 a Vertimec + Dimetoato + Oppa BR 15 + 100 + 250 8.0 a 2.0 b 1.1 b 0.2 b 0.1 b 0.1 b 1.7 a 6.0 a Testemunha - - - 12.8 a 14.0 a 26.1 a 10.4 a 6.5 a 2.1 a 7.4 a 11.6 a Coeficiente de variação (%) 34.37 37.00 66.73 58.77 51.53 35.30 85.30 54.40 Dados reais. Para fins de análise estatística, os dados foram transformados em y= (x+1) 2. Página 4 de 9

Considerando o efeito dos produtos testes sobre a porcentagem de redução no número total de psilídeo, D. citri, verificou-se que a eficiência consolidou-se aos 3 dias após a aplicação e prolongou-se até os 14, 21 e 28 dias, para os produtos testes, respectivamente na ordem de apresentação na Tabela 4. É importante salientar que, os tratamentos referentes à Sulfocal(calda Sulfocálcica),na avaliação de 28 dias, demonstraram eficiência abaixo do desejado, porém, superando o índice de 70 %. O incremento na dose da Calda Sulfocálcica, promoveu resposta positiva quanto ao controle do psilídeo em citros. Tabela 4. Porcentagem de redução no número total de Psilideo, Diaphorina Citri, em dias após a aplicação de Sulfocal, na cultura dos citros. Jaboticabal, SP, 2005. Porcentagem de redução no número total de D. citri, em dias após a aplicação 1 0 2 3 7 14 21 28 35 50 Sulfocal + Oppa BR 400 + 150 16.4 74 87 79 72 76 39 6 78 Sulfocal + Oppa BR 500 + 250 14.0 81 88 97 95 71 69 33 90 Vertimec + Dimetoato + Oppa BR 15 + 100 + 250 8.0 86 96 98 98 95 77 48 95 Testemunha - - - 12.8 14.0 26.1 10.4 6.5 2.1 7.4 11.6 - - - Eficiência em % calculada pela fórmula proposta por Abbott (1925). 2/ Número total de psilídeos/ 3 ramos na contagem prévia e na testemunha como referências para avaliar as porcentagens de redução. Média 3-21 dias 4.2. Efeito dos tratamentos sobre a lagarta minadora, Phyllocnistis citrella Previamente a aplicação dos produtos testes, não houve diferença estatística quanto à porcentagem de ramos infestados por larva minadora, Phyllocnistis citrella, (Tabela 8), demonstrando a uniformidade da área experimental. A partir da aplicação, iniciaram-se um período de inconstância na ocorrência da praga, não sendo possível determinar a influência dos produtos testes sobre a porcentagem de ramos infestados por larva minadora. No período compreendido entre 7 e 14 dias, constatou-se a presença da praga, porém, somente a mistura padrão diferiu perante a testemunha. Tabela 5. Efeito de Calda Sulfocálcica, em diferentes doses, sobre a porcentagem de ramos infestados pela larva minadora, Phyllocnistis citrella, na cultura dos citros. Jaboticabal, SP, 2005. Porcentagem de ramos infestados por P. citrella, em dias após a aplicação 1, 2 Sulfocal + Oppa BR 400 + 150 33.3 a 0.0 a 23.3ab 36.7 a 6.7 a 0.0 a 0.0 0.0 Sulfocal + Oppa BR 500 + 250 30.0 a 6.7 a 26.7ab 33.3 a 13.3 a 3.3 a 0.0 0.0 Vertimec + Dimetoato + Oppa BR 15 + 100 + 250 36.7 a 0.0 a 0.0 b 0.0 b 0.0 a 0.0 a 0.0 0.0 Testemunha - - - 30.0 a 0.0 a 56.7 a 23.3ab 3.3 a 0.0 a 0.0 0.0 Coeficiente de variação (%) 58.46 112.42 88.49 84.20 108.70 73.34 - - Dados reais. Para fins de análise estatística, os dados foram transformados em y= arc sen [(x+1)/100] 2. Ao se analisar o número total de larvas de minadora, Phyllocnistis citrella (Tabela 9), verificou-se que apesar da uniformidade na área experimental previamente à aplicação, a Página 5 de 9

ocorrência da praga manteve-se oscilante, dificultando assim a averiguação do efeito dos produtos testes, que por sua vez, manifestaram-se somente aos 7 e 14 dias. Tabela 6. Efeito de Sulfocal (calda Sulfocálcica) em diferentes doses, sobre o número total de larvas de Phyllocnistis citrella, na cultura dos citros. Jaboticabal, SP, 2005. Número total de lagartas de P. citrella, em dias após a aplicação 1, 2 Sulfocal + Oppa BR 400 + 150 1.2 a 0.0 a 0.8 b 1.2 ab 0.2 a 0.0 a 0.0 0.0 Sulfocal + Oppa BR 500 + 250 1.1 a 0.2 a 1.7 b 2.0 a 0.4 a 0.1 a 0.0 0.0 Vertimec + Dimetoato + Oppa BR 15 + 100 + 250 1.2 a 0.0 a 0.0 b 0.0 b 0.0 a 0.0 a 0.0 0.0 Testemunha - - - 1.2 a 0.0 a 5.4 a 1.2 a 0.1 a 0.0 a 0.0 0.0 Coeficiente de variação (%) 25.47 11.37 40.07 32.60 15.48 6.48 - - Dados reais. Para fins de análise estatística, os dados foram transformados em y= (x+1) 2. Considerando os dados presentes na Tabela 7, pode-se constatar que a infestação de P. citrella, permaneceu oscilante durante a realização do ensaio, não permitindo a determinação concreta do efeito dos produtos testes sobre a praga em questão. Tabela 7. Porcentagem de redução no número total de larvas de Phyllocnistis citrella, em dias após a aplicação de Sulfocal (calda Sulfocálcica) na cultura dos citros. Jaboticabal, SP 2005. Porcentagem de redução no número total de P. citrella, em dias após a aplicação 1 0 2 3 7 14 21 28 35 50 Sulfocal + Oppa BR 400 + 150 1.2 0 85 0 0 0 0 0 Sulfocal + Oppa BR 500 + 250 1.1 0 69 0 0 0 0 0 Vertimec + Dimetoato + Oppa BR 15 + 100 + 250 1.2 0 100 100 100 0 0 0 Testemunha - - - 1.2 0.0 5.4 1.2 0.1 0.0 0.0 0.0 Eficiência em % calculada pela fórmula proposta por Abbott (1925). 2/ Número total de larvas minadoras/ 3 ramos na contagem prévia e na testemunha como referências para avaliar as porcentagens de redução. 4.3. Efeito dos tratamentos sobre a mosca branca, Parabemisia myricae Durante todo o período de realização do ensaio, não se constatou a presença de mosca branca, Parabemisia myricae (Tabela 8), não permitindo assim, obtermos resultados em relação ao efeito dos produtos testes. Tabela 8. Efeito de Sulfocal (calda Sulfocálcica) em diferentes doses, sobre a porcentagem de ramos infestados por mosca branca, Parabemisia myricae, na cultura dos citros. Jaboticabal, SP, 2005. Porcentagem de ramos infestados por P. myricae, em dias após a aplicação 1, 2 Sulfocal + Oppa BR 400 + 150 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 Sulfocal + Oppa BR 500 + 250 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 Vertimec + Dimetoato + Oppa BR 15 + 100 + 250 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 Testemunha - - - 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 Coeficiente de variação (%) - - - - - - - - Dados reais. Para fins de análise estatística, os dados foram transformados em y= arc sen [(x+1)/100] 2. Página 6 de 9

Pela Tabela 9, pode-se verificar que não houve a ocorrência de mosca branca, Parabemisia myricae, em quaisquer avaliações, impossibilitando conclusões sobre o efeito dos produtos testes. Tabela 9. Efeito de Sulfocal (calda sulfocálcica) em diferentes doses, sobre o número total de moscas brancas, Parabemisia myricae, na cultura dos citros. Jaboticabal, SP, 2005. Número total de moscas de P. myricae, em dias após a aplicação 1, 2 Sulfocal + Oppa BR 400 + 150 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 Sulfocal + Oppa BR 500 + 250 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 Vertimec + Dimetoato + Oppa BR 15 + 100 + 250 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 Testemunha - - - 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 0.0 Coeficiente de variação (%) - - - - - - - - Dados reais. Para fins de análise estatística, os dados foram transformados em y= (x+1) 2. 5. CONCLUSÕES Nas condições em que o referido ensaio foi conduzido, pode-se concluir que: 1. SULFOCAL (enxofre), nas doses de 400 e 500 g/100l, em mistura com Oppa BR (Óleo mineral), é eficiente no controle do Psilideo, Diaphorina citri, por até 21 dias, na cultura dos Citros. 2. Devido à inconstância nas populações de larva minadora e de mosca branca, não foi possível verificar a influência dos produtos testes sobre as referidas pragas. 3. Nenhum dos produtos teste, nas doses e formulações testadas, demonstrou ação fitotóxica às plantas cítricas. Página 7 de 9

6. BIBLIOGRAFIA CLIMENT, J.M.L. & VIVAS, A.G. Homoptera III. Moscas Blancas y su Control Biológico. Pisa Ediciones, Itália. 203 p. 1992. FUNDECITROS Fundo de Defesa da Citricultura. São Francisco: Araraquara, n. 116, p. 8-9, 2003. FUNDECITROS. Manual Técnico de Cancro Cítrico. A prevenção evita esta cena. 12 p. 1997. GRAVENA, S. Manejo Integrado de Pragas dos Citros no Brasil. In: RODRIGUEZ, O., et al. Citricultura Brasileira, 2ª edição. Fundação Cargill: Campinas, v.2, p. 852-891, 1991. GRAVENA, S.; et al. Bicho minador dos citros. Manual para Manejo Ecológico de Minador e Cigarrinhas. Jaboticabal, Gravena Ltda., 1997. p. 3-7. NAKANO, O. Insetos nocivos aos citros. In: RODRIGUEZ, O., et al. Citricultura Brasileira, 2ª. Edição. Fundação Cargill: Campinas, v.2, p. 557-598, 1991. Redigido por: Marcelo José Batistela Revisado por: Jaboticabal, segunda-feira, 23 de maio de 2016 Prof. Dr. Santin Gravena Prof. Aposentado-UNESP e Diretor da Gravena Ltda. CREA: 5060171882 Página 8 de 9

7. DADOS OPCIONAIS Tabela 13. Efeito de Sulfocal (calda sulfocálcica), em diferentes doses, sobre o número total de Insetos Benéficos, em 10 plantas de citros. Jaboticabal, SP, 2005. Número total de Insetos Benéficos, em dias após a aplicação 1, 2 Sulfocal + Oppa BR 400 + 150 0.0 a 0.0 b 0.2 a 0.0 0.0 0.1 a 0.0 a 0.5 a Sulfocal + Oppa BR 500 + 250 0.1 a 0.0 b 0.1 a 0.0 0.0 0.1 a 0.1 a 0.1 a Vertimec + Dimetoato + Oppa BR 15 + 100 + 250 0.1 a 0.0 b 0.1 a 0.0 0.0 0.0 a 0.0 a 0.3 a Testemunha - - - 0.0 a 0.4 a 0.5 a 0.0 0.0 0.2 a 0.0 a 0.6 a Coeficiente de variação (%) 9.24 10.27 17.79 - - 12.81 6.48 25.10 Dados reais. Para fins de análise estatística, os dados foram transformados em y= (x+1) 2. Página 9 de 9