MONITOR DE MOVIMENTO (ZERO SPEED) RS-210 Manual do usuário Monitor de Movimento (Zero Speed) MAN-DE-RS210 Rev.: 1.00-10
Introdução Obrigado por ter escolhido nosso Monitor de Movimento (Zero Speed) RS-210. Para garantir o uso correto e eficiente, é imprescindível a leitura completa deste manual para um bom entendimento de como operar o RS-210, antes de colocá-lo em funcionamento. Sobre este Manual 1. Este manual deve ser entregue ao usuário final do RS-210. 2. O conteúdo deste manual está sujeito a alterações sem aviso prévio. 3. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste manual pode ser reproduzida, de qualquer forma, sem a permissão por escrito da DLG. 4. As especificações contidas neste manual estão limitadas aos modelos padrão e não abrangem produtos especiais, fabricados sob encomenda. 5. Todo o cuidado foi tomado na preparação deste manual, visando garantir a qualidade das informações. CUIDADO! O instrumento descrito por este manual técnico é um equipamento para aplicação em área técnica especializada. Os produtos fornecidos pela DLG passam por um rígido controle de qualidade. No entanto, equipamentos eletrônicos de controle industrial podem causar danos às máquinas ou processos por eles controlados, no caso de operações indevidas ou eventuais falhas, podendo inclusive colocar em risco vidas humanas. O usuário é responsável pela configuração e seleção de valores dos parâmetros do instrumento. O fabricante alerta para os riscos de ocorrências com danos tanto a pessoas quanto a bens, resultantes do uso incorreto do instrumento.
Índice INTRODUÇÃO... 3 ÍNDICE... 4 APRESENTAÇÃO... 5 COMO ESPECIFICAR... 6 APLICAÇÕES TÍPICAS... 7 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS... 8 DIMENSÕES... 9 FUNCIONAMENTO... 10 Roda Dentada:... 10 PROGRAMAÇÃO... 11 Sob-revelocidade:... 12 Sub-velocidade:... 12 Temporização Inicial:... 12 Reset Local:... 12 Reset Remoto:... 12 Faixas de Operação:... 12 Zona Morta... 13 Função Desbloqueio:... 13 INSTALAÇÃO ELÉTRICA:... 14 Diagrama de Conexões:... 15 Cor de Fios dos Sensores:... 16 INSTALAÇÃO MECÂNICA... 17 RECOMENDAÇÕES... 18 GARANTIA... 19
Apresentação O RS-210 é um monitor de movimento microcontrolado extremamente preciso e de fácil manuseio e instalação. Monitorar queda, parada ou aumento de velocidade em equipamentos tais como: motores, redutores, ventiladores, misturadores, transportadores, agitadores, etc. O monitoramento pode ser feito através de sensores NPN, PNP, Tacogeradores e Pick-up que captam pulsos de rodas dentadas acopladas direta ou indiretamente no eixo do motor a ser monitorado. Possui uma larga escala de frequências de trabalho assim como zona morta e tempo de retardo. Construído em caixa plástica podendo ser fixado em trilhos DIM 35 mm. Manual do usuário RS-210 Rev.: 1.00-10 Página 5 de 20
Como Especificar RS-210 Alimentação AC 127/220 Vac @ 50/60 Hz DC 24 Vdc Página 6 de 20 Manual do usuário RS-210 Rev.: 1.00-10
Aplicações Típicas A seguir algumas aplicações típicas. Proteção de sub-velocidade de turbina a vapor. Monitoramento de esteiras transportadoras intermediárias de bagaço. Manual do usuário RS-210 Rev.: 1.00-10 Página 7 de 20
Especificações Técnicas Tipo Tipo de Sensores Frequência de entrada Tensão de Trabalho Sensibilidade Saída Fonte Auxiliar Consumo Alimentação Temp. Operação Grau de Proteção Construção Fixação Conexão Peso Aprox. Dimensões Condições em Teste NPN, PNP, Tacogerador, Pick-Up. 0.1 Hz até 30Khz PNP até 24 Vdc e NPN até 0 Vdc Variação de no mínimo 200mV na entrada Contato SPDT máx: 250Vac / 3A 18 ~ 24Vdc / 50mA não regulada 4,8 VA Versão AC: 127/220 Vac @ 50/60 Hz Versão DC: 24 Vdc mín. -10 ºC - máx. 60 ºC. IP-30 Em caixa plástica ABS. Em interior de painéis, para fixação em trilhos de 35 mm (norma DIN). Bornes parafusáveis 0,4 kg 45 x 75 x 110 mm (Altura x Largura x Profundidade). Página 8 de 20 Manual do usuário RS-210 Rev.: 1.00-10
Dimensões Trilho DIN 35 mm Manual do usuário RS-210 Rev.: 1.00-10 Página 9 de 20
Funcionamento O RS-210 funciona monitorando a rotação de motores a fim de detectar rotações excessivas ou baixas. Isso é feito por sensores de rotação no qual geram pulsos proporcionais ao giro do motor. O RS-210 mede a frequência destes pulsos, sendo assim, se for utilizado uma roda dentada ou qualquer outro aparato que gere mais que um pulso por volta, a frequência então será proporcional ao giro na proporção da quantidade de dentes que a roda dentada tiver. Para isso ele necessita que seja conectado um sensor de rotação, entre os bornes 9 a 12, que pode ser configurado conforme os descritos a seguir. Sensor NPN: São sensores que possuem no estágio de saída um transistor que tem função de chavear (ligar ou desligar) o terminal negativo da fonte. Sensor PNP: São sensores que possuem no estágio de saída um transistor que tem como função chavear (ligar ou desligar) o terminal positivo da fonte. Contato Mecânico: Estes sensores podem ser conectados nos bornes: 10 (entrada do sensor) e 12 (negativo) sem a necessidade de ajustes prévios. Sensor de Proximidade, Taco e Pick-up: Indutivo ou capacitivo que tem por finalidade converter o movimento mecânico (rotação, oscilação, etc.) em um sinal que o monitor possa interpretar, conectáveis nos bornes 11 (entrada do sensor) e 12 (negativo) sem a necessidade de ajustes prévios. Roda Dentada: O RS-210 trabalha com a leitura de frequência entre 0,1 até 30000 Hz. Esta frequência é gerada por um sensor que transforma os dentes de uma roda dentada em pulsos elétricos. Desta forma como saber se o equipamento é apto para trabalhar no monitoramento de um processo? Para saber a frequência que será lida pelo RS-210 utilize a formula a seguir. f = n p 60 Onde: n = rotação da roda dentada em RPM (rotações por minuto) p = número de dente da roda dentada Desta forma é possível saber se o RS-210 atenda as exigências do processo. Página 10 de 20 Manual do usuário RS-210 Rev.: 1.00-10
Programação A tabela abaixo resume as posições das chaves de programação dependendo das funções. Função DIP 1: Seleção do modo de operação. DIPs 2 e 3: Selecionam a faixa de zona morta configurável através do trimpot T2. ON Posição da DIP 12 3 4 OFF Sub-Velocidade 2 e 3 em 0: até 10% da frequência determinada 2 em 1 e 3 em 0: até 25% da frequência determinada 2 em 0 e 3 em 1: até 50% da frequência determinada ON 12 3 4 OFF Sobre-Velocidade ON OFF ON OFF ON OFF 12 3 4 12 3 4 12 3 4 2 em 1 e 3 em 1: até 100% da frequência determinada ON OFF 12 3 4 DIP 4: Muda o modo de desbloqueio do Relé de saída. ON 12 3 4 OFF Desbloqueio Automático ON OFF 12 3 4 Desbloqueio Manual Manual do usuário RS-210 Rev.: 1.00-10 Página 11 de 20
Sob-revelocidade: É normalmente utilizada para detectar situações de aumento de velocidade, como por exemplo: em linhas de transportadores, agitadores, etc. Sempre que a velocidade ultrapassa o valor pré-programado o relé de saída é desenergizado, retornando ao normal quando a velocidade cair novamente. Sub-velocidade: É utilizado para detectar situações anormais em equipamentos rotativos, tais como: agitadores, bombas, misturadores, além de ser empregado para detectar quebra de eixos em motores, redutores, ventiladores, etc. Neste modo o relé de saída é desarmado quando a velocidade cair abaixo do valor pré-programado, retornando ao normal quando a velocidade aumentar novamente. Temporização Inicial: Quando se seleciona a função de sub-velocidade, é ativado o circuito de temporização inicial que tem como função inibir o funcionamento do instrumento, mantendo o relé de saída energizado até que o equipamento controlado vença a inércia inicial e atinja a velocidade normal de operação. O ajuste do tempo de espera é feito através do trimpot T1 no frontal do equipamento. Este trimpot pode ajustar um tempo de 0 a 1 minuto. Reset Local: A temporização inicial é ativada no momento que se energiza o aparelho, sendo possível ainda, acioná-la posteriormente através do botão de reset instalado no painel frontal do instrumento. Com o botão do reset pressionado por pelo menos ½ segundo o relé de saída permanece energizado, após ser solto (abertura do contato) inicia-se a contagem da temporização inicial que posteriormente libera o relé de saída. Reset Remoto: É possível ainda ativar o reset por um circuito de intertravamento ou uma botoeira externa (contato NA de impulso), através dos bornes 13 e 14 do instrumento, com funcionamento idêntico ao reset local. Faixas de Operação: A unidade pode monitorar rotações de 0,1 a 30000 Hz (o RPM é função da roda dentada). Observe que esta rotação não é a rotação nominal ou máxima do equipamento, mas a rotação que se deseja monitorar. Página 12 de 20 Manual do usuário RS-210 Rev.: 1.00-10
Para ajustara a Rotação de monitoramento desejada proceda da seguinte maneira: Pressione a tecla RESET do equipamento por aproximadamente 4 segundos, então o led RESET começará a piscar. Ligue o motor e ponha ele para trabalhar em regime de serviço, ou seja, nas condições em que se deseja que ele trabalhe com carga. Após o motor atingir o regime de trabalho desejado pressione novamente a tecla RESET, o led RESET irá parar de piscar. Assim então o RPM em que o motor estava girando será o SET POINT do instrumento podendo ajustar uma zona morta através do trimpot T2. Zona Morta A zona morta entende-se com uma faixa de rotação onde o RS-210 não irá atuar o rele de saída tanto na função de sobre como na sub-velocidade. Há quatro faixas de trabalho determinadas pelas DIPs 2 e 3, conforme mostrados no campo Programação (página 11), que atuam diretamente na escala do trimpot T2. A porcentagem indicada por cada DIP corresponde a percentagem do RPM calibrado na faixa de operação. Como configurar a zona morta: Ajuste os DIPs para a faixa de RPM desejada Após isso estipule a Faixa de operação (conforme visto no item anterior) Desta forma o trimpot assume o valor estipulado pelo trimpot Gire o trimpot até obter a zona morta desejada Está pronta a programação Exemplo de programação: Foi calibrada uma faixa de operação de 200 RPM e os dips estão configurados para 25% da faixa, assim o trimpot T2 assume o valor de 50 RPM podendo, então, ajustar a zona morta entre 0 e + ou 50 RPM dependendo se deseja-se sub ou sobre velocidade. Função Desbloqueio: É implementada posicionando as DIPS 1, 2, 3 e 4 na posição OFF. Tem como função travar o relé de saída desacionado quando ocorrer alguma anomalia, obrigando, desta forma, o operador a acionar o botão reset (local ou remoto). Manual do usuário RS-210 Rev.: 1.00-10 Página 13 de 20
Instalação Elétrica: Está unidade possui 14 bornes para conexão, conforme tabela abaixo: Versão AC Versão DC Borne Descrição Versão AC Versão DC 1 Neutro Negativo da Alimentação (-) 2 Alimentação 127 Vac Positivo da Alimentação (+) 3 Alimentação 220 Vac Não Utilizado 6 Contato NC do relé 7 Contato comum do relé 8 Contato NO do relé 9 Saída da fonte + (24Vdc) 10 Entrada para sensor NPN 11 Entrada para sensor PNP, Taco, Pick-up 12 Saída da fonte (0Vdc) 13 RESET remoto 14 RESET remoto Página 14 de 20 Manual do usuário RS-210 Rev.: 1.00-10
Diagrama de Conexões: Alimentação Versão AC Versão DC Sensores e Reset Remoto Contato Normalmente Fechado Contato Normalmente Aberto A carga deve ser ligada aos bornes do relé podendo ser: NA ou NF basta selecionar nos bornes a função desejada. Importante: Caso a capacidade de chaveamento dos contatos for excedida, irá danificar permanentemente a unidade. Manual do usuário RS-210 Rev.: 1.00-10 Página 15 de 20
Cor de Fios dos Sensores: RS-210 As cores dos fios dos sensores são normalizadas internacionalmente e a sua função está indicada na tabela abaixo: Cor Função Azul Negativo Branco NF Marrom Positivo Preto NA Nota: Quando utilizar sensores a 4 fios, o usuário pode escolher pela saída NA ou NF do sensor, porém, deve-se isolar a saída não utilizada. Página 16 de 20 Manual do usuário RS-210 Rev.: 1.00-10
Instalação Mecânica Coloque o equipamento no trilho a partir do lado de cima do conector para trilho DIN. Puxe a trava, que se localiza na parte de baixo no equipamento, para que este se encaixe ao trilho. Para isso utilize uma chave de fenda. Após a chave de fenda ser colocada no encaixe, puxe-a para cima de forma a fazer o pino de trava do equipamento ir para baixo. Empurre o equipamento para traz até que este encoste-se à barra DIN. Solte o pino de trava e certifique-se que o módulo está devidamente preso e não há possibilidade de se soltar. Neste ponto o equipamento está pronto para ser utilizado. Manual do usuário RS-210 Rev.: 1.00-10 Página 17 de 20
Recomendações É recomendado ao usuário que somente utilize ferramentas e equipamentos apropriadas para a instalação e manutenção do seu RS-210. Nos bornes de conexão é imprescindível a utilização de chave de fenda do tipo borne ou 1/8 com diâmetro máximo de 3mm, pois é o formato ideal e não danificará orifício de conexão do RS-210 Figura 1 É recomendado a crimpagem de todos os fios que serão conectados ao RS-210 com terminal tipo agulha pré-isolado ou terminal tipo Ilhós para cabos de 0,5 ~ 1,5mm 2. Chave não recomendada Terminal Agulha Figura 2 Chave recomendada Terminal Ilhós Página 18 de 20 Manual do usuário RS-210 Rev.: 1.00-10
Garantia O termo de garantia do fabricante assegura ao proprietário de seus equipamentos, identificados pela nota fiscal de compra, garantia de 1 (um) ano, nos seguintes termos: 1. O período de garantia inicia na data de emissão da Nota Fiscal. 2. Dentro do período de garantia, a mão de obra e componentes aplicados em reparos de defeitos ocorridos em uso normal, serão gratuitos. 3. Para os eventuais reparos, enviar o equipamento, juntamente com as notas fiscais de remessa para conserto, para o endereço de nossa fábrica em Sertãozinho, SP, Brasil. O endereço da DLG se encontra ao final deste manual. 4. Despesas e riscos de transporte correrão por conta do proprietário. 5. A garantia será automaticamente suspensa caso sejam introduzidas modificações nos equipamentos por pessoal não autorizado pela DLG, defeitos causados por choques mecânicos, exposição a condições impróprias para o uso ou violações no produto. 6. A DLG exime-se de quaisquer ônus referentes a reparos ou substituições não autorizadas em virtude de falhas provocadas por agentes externos aos equipamentos, pelo uso indevido dos mesmos, bem como resultantes de caso fortuito ou por força maior. 7. A DLG garante o pleno funcionamento dos equipamentos descritos neste manual bem como todas as operações existentes. Manual do usuário RS-210 Rev.: 1.00-10 Página 19 de 20
DLG Automação Industrial Ltda. Rua José Batista Soares, 53 Distrito Industrial 14176-119 Sertãozinho São Paulo Brasil Fone: +55 (16) 3513-7400 www.dlg.com.br Rev: 1.00-10 RS210 A DLG reserva-se no direito de alterar o conteúdo deste manual sem prévio aviso, a fim de mantê-lo atualizando com eventuais desenvolvimentos do produto.