VULNERABILIDADE DE AQUÍFEROS

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Transcrição:

4º Seminário Estadual Áreas Contaminadas e Saúde: Contaminação do Solo e Recursos Hídricos VULNERABILIDADE DE AQUÍFEROS Luciana Martin Rodrigues Ferreira 8 e 9 de Dezembro de 2005

Uso dos Mapas de Vulnerabilidade subsídio ao planejamento do uso do solo proteção da água subterrânea subsídio ao desenvolvimento de políticas de gerenciamento dos recursos hídricos subterrâneos

Limitações dos Mapas de Vulnerabilidade disponibilidade de dados e relação com a escala (limitações e incertezas dos dados e dos mapas base utilizados) falta de uma metodologia amplamente aceita todo aquífero é vulnerável a contaminantes persistentes e móveis

Uso da Água Subterrânea para Abastecimento Público no Estado de São Paulo CETESB 2004

Mapeamento da Vulnerabilidade e Risco de Poluição das Águas Subterrâneas do Estado de São Paulo Objetivos: Implantar um cadastro de fontes potenciais de poluição dos recursos hídricos subterrâneos no Estado de São Paulo e um sistema para a sua classificação; Efetuar a avaliação e mapeamento regional da vulnerabilidade à poluição em cada sistema aquífero; Definir áreas de risco potencial de contaminação das águas subterrâneas; Estabelecer diretrizes e prioridades para a proteção das águas subterrâneas.

Determinação da Vulnerabilidade de Aquíferos - GOD AUSÊNCIA CONFINADO ARTESIANO CONFINADO SEMICONFINADO NÃO CONFINADO (COBERTO) NÃO CONFINADO OCORRÊNCIA DE ÁGUA SUBTERRÂNEA 0 0,2 0,4 0,6 1 ARGILAS SOLOS RESIDUAIS SILTES ALUVIAIS LOESS DEPÓSITOS FLÚVIO- GLACIAIS AREIAS E CASCALHOS ALUVIAIS DEPÓSITOS EÓLICOS CASCALHOS COLUVIAIS NÃO CONSOLIDADOS (SEDIMENTOS) LITOLOGIA FOLHELHOS SILTITOS TUFOS VULCÂNICOS ARENITOS CALCOARENITOS CALCÁRIOS CARBONATITOS CONSOLIDADOS 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 > 50 m 20 a 50 m 10 a 20 m < 10 m PROFUNDIDADE DA ÁGUA SUBTERRÂNEA 0,4 0,5 0,6 0,8 1 0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1 Nenhum Desprezível BAIXO MÉDIO ALTO EXTREMO BAIXO ALTO BAIXO ALTO BAIXO ALTO BAIXO ALTO ÍNDICE DE VULNERABILIDADE DO AQUÍFERO Foster & Hirata 1988

Risco de Contaminação da Água Subterrânea VULNERABILIDADE DO AQUÍFERO INACESSIBILIDADE HIDRÁLICA + - ATENUAÇÃO M. BAIXO BAIXO MODERADO ALTO EXTREMO CARGA CONTAMINANTE CARGA HIDRÁULICA + - CONCENT. MOBILIDADE E PERSIST. PERIGO DE CONTAMINAÇÃO DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS Foster & Hirata 1988

Mapeamento da Vulnerabilidade e Risco de Poluição das Águas Subterrâneas do Estado de São Paulo Não Definido BAIXO MÉDIO ALTO Baixo Alto Baixo Alto Baixo Alto IG, CETESB, DAEE 1997

Mapeamento da Vulnerabilidade e Risco de Poluição das Águas Subterrâneas do Estado de São Paulo Bauru Ribeirão Preto - Franca Campinas S. J. Campos, Taubaté e Pindamonhangaba Área de Afloramento do Aq. Guarani Não Definido BAIXO MÉDIO ALTO Baixo Alto Baixo Alto Baixo Alto

Mapeamento da Vulnerabilidade e Risco de Poluição das Águas Subterrâneas do Estado de São Paulo Detalhamento da Região Metropolitana de Campinas Paulínia Americana Regiões Sul e Oeste de Campinas Sumaré IG, CETESB, EMBRAPA

Mapa de Vulnerabilidade dos Aquíferos Fraturados da RMC Classes de Vulnerabilidade NATUREZA DA ZONA NÃO SATURADA (capacidade de atenuação) GNAISSE GRANITO CLASSE DE FRATURAMENTO (acessibilidade hidráulica Baixa Moderada Baixa Média/ Baixa Média/ Média/ Média/ Baixa Média/ Média/ > 10 m < 10 m > 10 m < 10 m PROFUNDIDADE DO NÍVEL D ÁGUA Fernandes et al. 2002

Mapa de Vulnerabilidade dos Aquíferos Fraturados da RMC 7500 7480 Vulnerability classes 7460 Campinas High Moderate/High Moderate/Low Low 280 7440 300 7440 280 UTM coordinates in km Fernandes et al. 2002

Conclusões Importante ferramenta para definir áreas críticas em termos de susceptibilidade à poluição, subsidiando o gerenciamento dos recursos hídricos subterrâneos. Prioriza o controle de fontes potenciais de contaminação. Oferece diretrizes ao planejamento do uso do solo. Não dispensa o uso de estudos de detalhe.