Geografia Produção do Espaço Geográfico Século XIX Parte 2 Prof. Diego Moreira
1) Introdução A) Aspectos Gerais Construção do nação brasileira Expansão Cafeeira Imigração para o Brasil Expansão territorial dos Estados Unidos Guerra de secessão e o negro nos EUA Era Meiji
2) Construção da Nação Brasileira A) Produção Historiográfica Fundação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro Visa produção historiográfica e estímulo ao ensino público de História Coleta e organização de documentos antigos sobre história do Brasil. Narrativas heroicas do Brasil colonial escritas por Francisco Adolfo Varnhagen. Construção da ideia de Brasil grande, uno e forte. Mito das Três Raças Von Martius Revista Trimestral do IHGB Francisco A. Varnhagen
2) Construção da Nação Brasileira B) Produção Visual Financiamento de bolsas de estudos para artistas brasileiros. Pedro Américo Vitor Meirelles Produção de arte histórica valorizadora dos grandes feitos nacionais. Formação de artistas no Brasil José Maria de Medeiros Rodolfo de Amoedo Almeida Júnior Arte de inspiração europeia, retrata indígenas e o brasileiro caipira. Pedro Américo Victor Meirelles
O grito do Ipiranga Pedro Américo
A Batalha do Avaí Pedro Américo
Batalha de Guararapes Vitor Meirelles
Combate Naval do Riachuelo Vitor Meirelles
A Primeira Missa No Brasil Victor Meirelles
Iracema José Maria de Medeiros
O último Tamoio Rodolfo Amoedo
O Caipira Picando Fumo Almeida Júnior
O Derrubador Brasileiro Almeida Júnior
2) Construção da Nação Brasileira C) Literatura Romantismo Literatura indianista Bom selvagem Evidências do massacre pela Metrópole José de Alencar O Guarani, Iracema, Ubirajara Gonçalves Dias I-Juca Pirama, Os Timbiras Castro Alves Navio Negreiro, Vozes d África Gonçalves Dias José de Alencar
3) Expansão da Cafeicultura A) Início do cultivo Culturas primordiais pouco prósperas no século XVIII Elite agraria canavieira e nordestina Expansão no século XIX, no Sudeste Produção de baixo custo Exploração de lavouras por 20 anos Trabalho escravo Rio de janeiro, Baixada Fluminense, Vale do Paraíba Crescimento da nova elite agrária do Sudeste B) Comércio Internacional Fatores externos Liberalismo econômico Crescimento da demanda dos países industrializados Aperfeiçoamento dos transportes Fatores internos Expansão do crédito Expansão Ferroviária Garantia de acesso a mão-de-obra escrava e imigrante
3) Expansão da Cafeicultura C) Forma de cultivo Cultivo em encostas do médio vale do Paraíba. Plantio em fileira (morro acima) Facilita a erosão e a perda de solo Forma de cultivo ideal: Curvas de nível Evita a erosão do solo e a perda de fertilidade da terra Técnica indevida contribuiu para o declínio da economia regional. Cafezal em curvas de nível Fonte: http://www.exatapodaseremocoes.com.br/cafezal.php
3) Expansão da Cafeicultura D) Declínio da Escravidão Tarifa Alves Branco (1844) Impostos para produtos ingleses Bill Aberdeen (1845) Fiscalização inglesa do tráfico negreiro Lei Eusébio de Queiróz (1850) Proibição do Tráfico Negreiro Lei do ventre livre (Rio Branco - 1871) Filhos de escravos são livres Lei do Sexagenário (Saraiva-Cotegipe -1885) Escravos com 65 anos ganham a liberdade E) Resistência negra Quilombos, fugas e rebeliões Escravidão declina apesar do aumento da demanda por mão de obra para os cafezais, contribuindo para incentivar a gradual substituição pela mão-de-obra de colonos imigrantes assalariados F) Abolicionismo Movimento se populariza nos anos 1870 e inclui intelectuais O abolicionismo é antes de tudo um movimento político, para o qual, sem dúvida, poderosamente concorre o interesse pelos escravos e a compaixão pela sua sorte, mas que nasce de um pensamento diverso: o de reconstruir o Brasil sobre o trabalho livre e a união das raças na liberdade. Joaquim Nabuco Lei Áurea (13/05/1888)
3) Expansão da Cafeicultura G) Expansão Ferroviária Investimentos públicos em infraestrutura Monarquia apoia a elite rural com os investimentos e recebe em troca a sustentação política Estrada de Ferro Mauá (1854) Estrada de Ferro Central do Brasil (1864) São Paulo Railway (1867) Ferrovia Mogiana (1872) Ferrovia Sorocabana (1875) H) Traçado das Ferrovias Inicialmente o café determinou o rumo das ferrovias Posteriormente, a expansão ferroviária determinou os rumos do café
4) Imigração para o Brasil A) Principais Grupos de Imigrantes Portugueses Espanhóis Italianos Alemães B) Fatores de Repulsão na Europa Crescimento populacional rápido (2ª fase) Condições de vida ruins na Europa Guerras e super-exploração do trabalho Conflitos de unificação (Itália e Alemanha) C) Fatores de Atração Política pública brasileira de atração de Imigrantes Branqueamento da população Ocupação da faixa de fronteira para a garantia da posse das terras pelo Brasil Oferta de terras a custos baixos no interior Desenvolvimento do comércio urbano D) Fatores de Repulsão no Brasil Predomínio do Trabalho Escravo Dificuldade de acesso a terras desbravadas Lei de terras, de 1850 (acesso por compra)
4) Imigração para o Brasil E) Imigração na Região Sul Rio Grande do Sul Imigrantes italianos na Serra Gaúcha, em Pequenos lotes, agricultura familiar; baixa disponibilidade de terras na área de Porto Alegre. Garibaldi, Bento Gonçalves... Imigrantes Alemães a partir de 1824 São Leopoldo, São Lourenço Pampas como área de imigração mista de Espanhóis e Portugueses. Mistura com indígenas origina os Gaúchos. Santa Catarina Imigração alemã a partir de 1829 São Pedro de Alcântara, Blumenau, Joinville Imigração italiana a partir de 1875 Laguna, Pedras Grandes Paraná Imigração Alemã a partir de 1829 Rio Negro, Ponta Grossa, Palmeira Imigração italiana a partir de 1875 Morretes, Antonina
4) Imigração para o Brasil F) Imigração na Região Sudeste Importante presença inglesa no Rio de Janeiro Atração de muitos italianos e alemães para cafezais Imigração portuguesa e espanhola para os centros urbanos comércio Imigração suíça (1819) e alemã (1824) para Nova Friburgo/RJ Imigração alemã em Campos do Jordão, Mairinque, Vinhedo (SP) G) Reflexos da Imigração no Brasil Aumento da diversidade étnica, linguística, artística, arquitetônica, culinária etc. Crescimento populacional Aumento da miscigenação H) Aspectos raciais da imigração Política de branqueamento Contexto de racismo pseudocientífico Darwinismo social Miscigenação vista como salvação do Brasil
5) Expansão Territorial dos Estados Unidos A) Do Atlântico ao Pacífico 1776 - Independência das 13 colônias 1783 - Tratado de Paris Inglaterra concede territórios entre as 13 colônias, os montes Apalaches e o Mississipi. 1803 Compra da Louisiana, da França 1818 Concessão britânica em Dakota do Norte e Minessota 1819 Concessões espanholas no Golfo do México, Flórida e no Colorado (Espanha x México) 1845/1848 Conquista de territórios Mexicanos por guerra e cessões (Texas, Novo México, Arizona, Utah, Nevada e Califórnia) 1846 Anexação do Oregon ao sul do paralelo 49ºN 1853 Compra de Gadsden, do México 1867 Compra do Alasca, da Rússia 1898 Anexação do Hawaii 1898 Porto Rico cedido pela Espanha 1917 Compra da Ilhas Virgens, da Dinamarca B) Doutrina Monroe América para os americanos Evitar re-colonização Construir território vasto Definir América como sua área de influência
5) Expansão Territorial dos Estados Unidos C) Destino Manifesto Corolário Polk conquista do Oeste Doutrina de Predestinação Divina Crença na superioridade racial frente aos nativos indígenas Necessidade de espaço para comportar o crescimento populacional Doutrina de naturalização das fronteiras pressupõe domínio de uma costa à outra Serviu para legitimar guerras, invasões e conquistas do processo de expansão Descoberta de ouro na Califórnia (1849) estimula o movimento de Marcha para o Oeste O progresso americano, de John Gast Representação alegórica do Destino Manifesto. Mulher angelical carregando a luz da "civilização" junto a colonizadores estadunidenses, prendendo cabos telégrafo por onde passa. Há também Índios Americanos e animais selvagens do oeste "oficialmente" sendo afugentados.
6) Guerra de Secessão e o Negro nos EUA A) Guerra de Secessão Conflito Norte x Sul Norte: Industrializado Pequenas e médias propriedades Produção para mercado interno Mão-de-obra livre Sul: Agrário Latifúndios Exportação dependência econômica Uso de mão-de-obra escrava Origem do conflito: Secessão de Estados Confederados do Sul, de economia baseada em algodão, na defesa da manutenção da escravidão. Eliminação da Clausula de Comércio, que outorgava a exclusividade ao Governo federal de comerciar com Estados estrangeiros. Resultados do conflito: Manutenção da integridade territorial Abolição da Escravidão Reconstrução Leis de segregação de negros no Sul Aquisição da Libéria e imigração de negros para a África (perspectiva de retorno)
6) Guerra de Secessão e o Negro nos EUA B) O Negro nos EUA Leis Segregacionistas de Jim Crow Vigoram entre 1876 e 1965: Exigem uso separado de espaços públicos entre brancos e negros, como em escolas, meios de transporte População branca acreditava que negros eram inferiores e destinados à servidão.... a grande verdade de que o preto não é igual ao homem branco, esta escravidão, subordinação a uma raça superior, é a sua natural e normal condição. O nosso novo governo é o primeiro, na história do mundo, baseado sobre esta grande verdade física, filosófica e moral. Alexander H. Stephens, vice-presidente dos Confederados. Discurso da Pedra Angular. C) Migração negra para o Norte Perseguição e exclusão do negro no Sul Formação da Ku Klux Klan (1865) Visava impedir a integração dos negros libertos na sociedade bem como o direito de adquirir terras e votar. Praticava violência contra negros Foi reconhecido como grupo terrorista e banido dos Estados Unidos em 1870. Ressurgiria em 1915 permanecendo até 1944. A violência no sul determina uma marcha para o Norte, em busca de inclusão social. Negros se inserem na classe operária das metrópoles em formação. Brancos se autosegregam nos subúrbios de classe média
6) Guerra de Secessão e o Negro nos EUA D) Homestead act (1862) Distribuição de terras no meio-oeste. 160 acres de terra para estadunidenses que não tenham pegado em armas contra o governo da União. Precisa ocupar a terra e produzir por 5 anos ininterruptos. Aceita imigrantes de perfil social WASP Branco, anglo-saxão e protestante Exclui imigrantes africanos, latinos, eurolatinos, asiáticos e indígenas. Relativa democratização do acesso à terra Não é reforma agrária Promove o massacre de indígenas. Primeiro certificado de Homestead, no Nebraska, em 1868
7) Era Meiji A) Regime do Xogunato Sistema de poder centralizado nas mãos de um Xogum, Grande General, empoderado pelo Imperador. Tokugawa Ieyasu B) Abertura dos Portos Estados Unidos exigem fim do isolamento japonês e a abertura dos portos Esperavam comercializar com os japoneses Governo japonês decide abrir os portos Crise política leva clãs rivais ao Xogum a apoiarem a centralização do poder pelo próprio Imperador.
7) Era Meiji C) Era Meiji (1868/1912) Modernização Japonesa Investimentos na Industrialização Criação dos Zaibatsus empresas de origem familiar Criação de estatais e empresas de capital misto (estatal e privado) Investimentos em transportes e comunicações Reforma agrária extingue antigos feudos e privilégios de Daimiôs (senhores) Criação do Banco do Japão e do Iene Ocidentalização das forças armadas Forte investimento militar Expansionismo territorial (imperialismo e busca por matérias-primas e fontes de energia) Ensino primário obrigatório pautado em educação doutrinária (respeito à hierarquia) Criação de universidades Gabinete parlamentar converte país em Monarquia Parlamentarista Primeira constituição
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