PORTARIA-CONJUNTA Nº 280/2013



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Transcrição:

Publicação: 08/04/13 DJE: 05/04/13 PORTARIA-CONJUNTA Nº 280/2013 Dispõe sobre serviço voluntário no âmbito do Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais, para atendimento de demandas afetas à Copa das Confederações. O PRESIDENTE e o SEGUNDO VICE-PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA e o CORREGEDOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS, no uso de suas atribuições e CONSIDERANDO a realização do evento esportivo denominado Copa das Confederações, com jogos na cidade de Belo Horizonte; CONSIDERANDO a necessidade de se aprimorar os serviços judiciais prestados aos turistas estrangeiros que circularão pelo Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins) e pelo Estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão), conforme orientação do Grupo de Trabalho instituído pela Portaria nº 154, de 13 de dezembro de 2012, da Corregedoria Nacional de Justiça; CONSIDERANDO que o voluntariado provém da participação espontânea, nascida da responsabilidade social, e que há necessidade de regulamentar o recrutamento e a atuação de pessoas interessadas em prestar serviços, no âmbito do Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais, durante o período de 10 de junho a 5 de julho de 2013, para atendimento das demandas afetas à Copa das Confederações ; CONSIDERANDO que a implantação do voluntariado auxiliará os serviços forenses e administrativos e contribuirá para uma melhor prestação jurisdicional; CONSIDERANDO o que dispõe a Lei federal nº 9.608, de 18 de fevereiro de 1998, sobre o serviço voluntário, RESOLVEM: Art. 1º - Fica instituída, no âmbito do Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais, a prestação de serviço voluntário, com duração prevista para o período de 10 de junho a 5 de julho de 2013. Art. 2º - Considera-se serviço voluntário, para fins desta Portaria Conjunta, a atividade não remunerada, prestada ao Poder Judiciário mineiro por pessoa física, relacionada ao atendimento de demandas afetas à Copa das Confederações. Parágrafo único - O serviço voluntário mencionado no caput não gera vínculo empregatício, nem obrigação de natureza trabalhista, previdenciária ou afim. Art. 3º - A inscrição dos interessados à prestação de serviço voluntário será efetivada mediante o preenchimento de formulário eletrônico disponível no sítio do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, no endereço www.tjmg.jus.br.

Art. 4º - A prestação do serviço voluntário de que trata esta Portaria Conjunta será permitida ao candidato selecionado que preencher os seguintes requisitos: I - ser maior de 18 anos; II - ter fluência na língua inglesa e/ou espanhola, verificada mediante entrevista com profissional habilitado e indicado pela EJEF; III - não possuir antecedentes criminais, conforme averiguação administrativa do Tribunal de Justiça; IV - não ter sido desligado anteriormente de estágio, da função de conciliador ou de servidor público, por violação às proibições e aos deveres inerentes às respectivas atividades. Parágrafo único - O serviço voluntário é incompatível com a atuação, durante o período fixado no art. 1º desta Portaria Conjunta, como advogado dativo remunerado, juiz leigo ou conciliador dos juizados especiais ou perito em qualquer unidade do Poder Judiciário mineiro. Art. 5º - O serviço voluntário será exercido mediante a celebração de termo de adesão entre o Poder Judiciário e o prestador do serviço voluntário, conforme modelo constante do Anexo I desta Portaria Conjunta. 1º - O acordo poderá ser rescindido unilateralmente a qualquer tempo, mediante comunicação escrita e motivada, com antecedência mínima de quarenta e oito horas. 2º - Constarão do termo de adesão: voluntário; I - as atribuições, as proibições e os deveres inerentes ao serviço de II - os dias e horários da prestação de serviço voluntário, conforme ajustado entre as partes envolvidas; III - a assinatura do prestador do serviço voluntário e do representante do Poder Judiciário estadual. 3º - O termo de que trata este artigo será assinado pelos Juízes de Direito: I - Vicente Oliveira Silva, Coordenador dos Juizados Especiais da Comarca de Belo Horizonte; e II - Rui de Almeida Magalhães, representante do Tribunal de Justiça de Minas Gerais junto ao Fórum Nacional de Coordenação das Ações do Poder Judiciário em Relação aos Preparativos da Copa das Confederações FIFA 2013 e da Copa do Mundo FIFA 2014. 4º - O termo de adesão será assinado em duas vias, sendo a primeira arquivada na Diretoria Executiva de Desenvolvimento de Pessoas (DIRDEP) da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (EJEF) e a segunda destinada ao voluntário.

5º - A EJEF manterá o cadastro dos candidatos inscritos e aprovados para prestação de serviço voluntário. Art. 6º - No ato da celebração do termo de adesão, o candidato a serviço voluntário deverá apresentar: I - duas fotos 3x4; II - cópias de documento de identidade; identidade; III - cópia do CPF, quando o número deste não constar do documento de IV - cópia de comprovante de residência. Art. 7º - São deveres do prestador de serviço voluntário, sob pena de desligamento: I - manter comportamento compatível com o decoro da instituição; II - zelar pelo prestígio do Poder Judiciário e pela dignidade de seu serviço; III - guardar sigilo sobre assuntos relativos à instituição; IV - ser assíduo no desempenho de suas atividades, atuando com presteza nos trabalhos que lhe forem incumbidos; V - usar traje conveniente ao serviço; VI - identificar-se, mediante uso do crachá, nas instalações de trabalho ou externamente quando a serviço do Poder Judiciário; VII - tratar com urbanidade os membros da Magistratura, Ministério Público, Defensoria Pública, servidores e auxiliares do Poder Judiciário, advogados e público em geral; VIII - executar as atribuições constantes do termo de adesão, sob orientação e supervisão de juiz ou servidor no setor a que esteja subordinado; IX - justificar previamente as ausências nos dias em que estiver escalado para prestação de serviço voluntário; X - respeitar as normas legais e regulamentares. Art. 8º - Ao prestador de serviço voluntário é proibido: I - praticar atos privativos de membros ou servidores do Poder Judiciário; II - identificar-se invocando sua qualidade de prestador de serviço voluntário quando não estiver no pleno exercício das atividades voluntárias desenvolvidas no âmbito do Poder Judiciário;

voluntário; III - receber, a qualquer título, remuneração pela prestação do serviço IV - retirar e/ou utilizar, para fins alheios ao trabalho, material de uso exclusivo do serviço. Art. 9º - O prestador de serviço voluntário é responsável por todos os atos que praticar no exercício de sua atividade, respondendo civil e penalmente pelo exercício irregular de suas atribuições. Art. 10 - O Juiz Coordenador dos Juizados Especiais, o Juiz da Vara Infracional da Infância e da Juventude e o Juiz da Vara Cível da Infância e da Juventude, todos da Comarca de Belo Horizonte, deverão indicar juiz de direito ou servidor para supervisionar a atuação do prestador de serviço voluntário em cada dia e local da prestação de serviço. Art. 11 - A prestação de serviço voluntário terá duração de 26 dias, podendo ser prorrogada por igual período, condicionada, porém, ao parecer favorável do responsável pelo setor onde o voluntário estiver prestando serviço. Art. 12 - Ao término da vigência do termo de adesão será emitido pelo Tribunal certificado de prestação de serviço voluntário, contendo o local e o período de trabalho, conforme modelo constante do Anexo II desta Portaria Conjunta. Justiça. Art. 13 - Os casos omissos serão decididos pelo Presidente do Tribunal de Art. 14 - Esta Portaria Conjunta entra em vigor na data de sua publicação. Belo Horizonte, 05 de abril de 2013. Desembargador JOAQUIM HERCULANO RODRIGUES Presidente Desembargador JOSÉ ANTONINO BAÍA BORGES Segundo Vice-Presidente e Superintendente da EJEF Desembargador LUIZ AUDEBERT DELAGE FILHO Corregedor-Geral de Justiça