PROJETO DE LEI Nº /2014. Define as atividades insalubres e perigosas para efeitos de percepção do adicional correspondente, conforme Laudo Técnico em anexo a esta Lei Municipal, e revoga a Leis Municipais nº 428/1993, 628/1996 e 1882/2006. Art. 1º São consideradas atividades insalubres e ou periculosas, para efeitos de percepção do respectivo adicional, conforme as avaliações técnicas contidas no LTCAT - Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho, em anexo, com avaliações técnicas efetuadas em abril/2013 pelo Engenheiro Civil e de Segurança do Trabalho, CREA/RS 048416-D, as abaixo relacionadas, classificadas conforme o grau: I - Insalubridade de Grau Máximo: a) Coleta, industrialização e transporte do lixo urbano; b) Trabalhos em galerias e tanques de esgoto cloacal e pluvial; c) Varrição e limpeza geral de prédios da administração pública, rede de saúde e de logradouros públicos; d) Atividades desenvolvidas com perigo de contaminação por doenças infecto contagiosas, vírus (contato direto, habitual e diário com pacientes nos Postos de Saúde, consultórios médicos, dentários e ambulatórios), nas atividades de clínica médica e odontológica, enfermagem e higienização de instrumentos médicos e odontológicos; e) Manipulação com óleos minerais, óleo queimado parafina e graxas; f) Pintura com pistola automática; g) Transportes de doentes em ambulância ou em veículo similar; h) Atividades de vulcanização de borracha.
II - Insalubridade de grau médio: a) Pintura a pincel ou similar com tintas esmalte, verniz e ou similar; b) Trabalhos administrativos e outros, com permanência em unidades hospitalares, ambulatórios e ou similares, com probabilidade de contaminação por doenças infecto-contagiosas com pacientes e pelo manuseio de objetos de seu uso, não previamente esterilizados; c) Atividades executadas em locais alagadas ou encharcadas, com umidade excessiva; d) Atividades de combate vetores da saúde pública, de forma itinerante em zona rural e urbana; e) Atividades com solda elétrica ou oxiacetilênica; f) Atividades com exposição a poeiras de sílica; g) Manuseio de cal e cimento; h) Trabalhos com exposição a níveis de ruído acima dos limites de tolerância de 85 db(a); i) Atividades de higienização das vias respiratórias, troca de fraldas e banho em crianças, nos ambientes de creche ou similar; j) Atividades habituais e diárias, de atendimento de telefone, em mesa de distribuição e recebimento de chamadas; Parágrafo Único. O exercício de atividade em condições de insalubridade assegura ao servidor a percepção de um adicional, respectivamente, de 30% (trinta por cento), 20% (vinte por cento) ou 10% (dez por cento), segundo a classificação nos graus máximo, médio ou mínimo, incidente sobre o vencimento do cargo por ele ocupado. Art. 2º São atividades e operações perigosas: I - Operação de bombas de abastecimento de inflamáveis líquidos; II - Atividades de transporte de líquidos inflamáveis; III - Instalação, substituição e reparos de instalações elétricas em prédios públicos, quadros de comandos e bombas submersas em
poços artesianos, cruzetas, relé e braço de iluminação pública, desde que afixados nos postes de redes de linhas de alta e baixa tensão, integrantes de sistemas elétricos de potência, energizadas ou desenergizadas, mas com possibilidade de energização. 1º O exercício de atividade em condições perigosas assegura ao servidor a percepção de um adicional de 30% (trinta por cento) incidente sobre o vencimento do cargo por ele ocupado. 2º O servidor poderá optar pelo adicional de insalubridade em grau máximo, visto que não poderá receber cumulativamente insalubridade e periculosidade. Art. 3º É exclusivamente suscetível de gerar direito a percepção do adicional de insalubridade e ou periculosidade de modo integral, o exercício, pelo servidor, de atividade constante dos artigos 1º e 2º desta Lei em caráter habitual de exposição ao agente nocivo ou perigoso. Parágrafo Único. O exercício de atividade insalubre ou perigosa em caráter esporádico (não habitual) ou ocasional, não gera direito ao pagamento do adicional. Art.4º Cessará o pagamento do adicional de insalubridade e periculosidade quando: I - A insalubridade ou periculosidade for eliminada ou neutralizada pela utilização de equipamento de proteção individual (EPI) ou adoção de medidas que conservem o ambiente dentro dos limites toleráveis e seguros; II - O servidor deixar de trabalhar em atividades insalubres ou perigosas, a exceção de férias; Parágrafo Único. A eliminação ou neutralização da insalubridade ou periculosidade, nos termos do inciso I deste artigo, será baseada em Laudo Técnico, realizado por profissional habilitado.
Art. 5º Os vigilantes perceberão Adicional de Risco de Vida na proporção de 30% (trinta por cento) incidente sobre o vencimento do cargo por ele ocupado. Art. 6º As despesas decorrentes da aplicação desta Lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias. Art. 7º Ficam revogadas as Leis Municipais 428/1993, 628/1996 e 1882/2006. Art. 8º Esta Lei entra em vigor no primeiro dia do mês subseqüente ao de sua publicação.
EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS Estamos encaminhando para apreciação deste Egrégio Poder, Projeto de Lei que define as atividades insalubres e perigosas para efeitos de percepção do adicional correspondente. Justifica-se o presente Projeto de Lei tendo em vista que a Lei nº 428/93, em vigência, que trata das concessões de adicionais de insalubridade e periculosidade encontra-se extremamente defasada necessitando urgentemente ser atualizada. Salientamos que foi elaborado Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho, que encontra-se em anexo, o qual embasará o pagamento dos Adicionais de Insalubridade e Periculosidade para os servidores públicos municipais. Certos da especial atenção a este projeto, solicitamos urgência na aprovação do mesmo. Atenciosamente. Jóia, (RS), 12 de Fevereiro de 2014. WALDIR LUIZ BUSATTO CEOLIN Prefeito Municipal em Exercício Excelentíssimo Senhor VALDIR RONZANI SARTURI Presidente da Câmara Municipal de Vereadores JÓIA/RS