Prof. Valter Luís Estevam Junior



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Transcrição:

Análise Exploratória de Dados Extraídos do Processo Seletivo SiSU/2014-1 Prof. Valter Luís Estevam Junior Diretoria de Avaliação e Regulação do Ensino - PROEN Observação: esta apresentação contém alguns dados que foram apresentados na reunião de diretores de ensino realizada nos dias 25 e 26 de março e mais alguns dados obtidos após estas datas.

Apresentação Este material foi construído com base em dados do processo seletivo SiSU 2014/1 extraídos do sistema sisugestao. Tais dados são disponibilizados em formato de arquivo csv (separado por vírgulas) e passaram por um processo de limpeza e validação para posterior construção de um banco de dados relacional. Os resultados aqui mostrados constituem uma análise exploratória e seria interessante, futuramente, realizar uma análise mais detalhada sobre eles.

A análise teve por objetivo verificar algumas afirmações que são amplamente propagadas sobre o processo, não necessariamente baseadas em dados, e buscar elementos para subsidiar uma revisão no mesmo. Alguns exemplos de afirmações investigadas: Nossos cursos não são a primeira opção de escolha dos candidatos; O processo não funciona porque a maioria dos candidatos é de outros estados. Uma vez que o sistema permite isso. A nota dos nossos candidatos é inferior à nota dos candidatos de outros estados. O ENEM é feito apenas pelos mais jovens, assim, o público tradicional da licenciatura, que é mais velho, fica prejudicado. O problema é a divulgação.

Sugestão Antes de prosseguir com a leitura deste material, é importante conhecer as regras do SiSU. Isso pode ser feito de modo rápido visitando o endereço http://sisu.mec.gov.br/como-funciona

Nossos cursos são a primeira opção dos candidatos do SiSU?

Inscrições Sisu - 2014(8366 inscrições ao todo) Quantidade de candidados 2ª opção; 47% Quantidade de candidados 1ª opção; 53%

Alguns Comentários A maioria das inscrições, 53%, indicam um de nossos cursos como primeira opção. Isso resulta em mais de 4.000 inscrições! Sem um amplo trabalho de divulgação da nossa participação no SiSU! De modo geral, a procura como primeira opção fica na casa de 50%. Há um destaque, para além deste percentual, nos cursos de Medicina Veterinária e de Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Lembrando: ao indicar um curso em primeira opção, caso aprovado e não matriculado, o candidato é excluído do SiSU.

A maioria dos candidatos do SiSU é de outros estados?

Alguns Comentários Os gráficos mostram claramente que a maioria dos inscritos são residentes em Santa Catarina. Percebe-se uma grande participação de candidatos residentes no Rio Grande do Sul nos cursos de Sombrio. Algo está errado, há uma forte concorrência considerando somente os candidatos catarinenses. Portanto, deve existir outro motivo para o não preenchimento das vagas.

E dentro do estado, como estão distribuídos os inscritos?

Subdivisão em Regiões Para investigar a distribuição das inscrições nos cursos, foram identificadas as regiões onde os cursos são ofertados considerando as principais cidades. Região de Araquari: Araquari, São Francisco do Sul, Joinville, Itapoá, Balneário Barra do Sul, Barra Velha; Região de Blumenau: Blumenau, Pomerode, Indaial, Gaspar, Timbó Região de Camboriú: Camboriú, Balneário Camboriú, Itajaí, Itapema, Navegantes, Brusque, Porto Belo;

Região de Concórdia: Concórdia, Arabutã, Ipumirim, Seara, Irani; Região de Luzerna: Luzerna, Joaçaba, Erval do Oeste, Erval Velho, Tangará, Treze Tílias, Catanduvas, Campos Novos, Videira; Região de Rio do Sul: Rio do Sul, Laurentino, Lontras, Aurora, Ibirama, Trombudo Central, Rio do Oeste, Pouso Redondo, Taió, Apiúna

Região de SFS: São Francisco do Sul, Araquari, Balneário Barra do Sul, Itapoá, Joinville Região de Sombrio: Sombrio, Santa Rosa do Sul, Balneário Gaivota, Jacinto Machado, Ermo, Turvo, Araranguá; Região de Videira: Videira, Caçador, Fraiburgo, Tangará, Treze Tílias, Luzerna, Joaçaba, Iomerê, Pinheiro Preto;

Alguns Comentários Se forem comparados os gráficos que mostram o número de inscritos de SC com o número de inscritos na região de oferta do curso, nota-se que se trata de um percentual expressivo. Isso mostra que os candidatos da região tentam acessar o curso usando a nota do ENEM, contudo, ou não estão obtendo êxito, ou aqueles que obtém êxito não se matriculam.

A nota dos inscritos catarinenses é menor do que a nota dos inscritos de outros estados? Isso explicaria o não preenchimento das vagas?

Para verificar a amostragem, consulte o gráfico que trata do número de inscritos por estad

Para verificar a amostragem, consulte o gráfico que trata do número de inscritos por estad

Para verificar a amostragem, consulte o gráfico que trata do número de inscritos por estad

Alguns Comentários Os candidatos catarinenses apresentam desempenho médio superior aos demais candidatos somente nos cursos: de Química e Sistemas de Informação de Araquari, Física de Concórdia e Rio do Sul e Matemática de Concórdia. Quatro das dez licenciaturas! Há casos em que a diferença é gritante, principalmente nas engenharias (Alimentos, Controle e Automação e Mecânica), onde os candidatos de outros estados apresentam médias muito superiores aos catarinenses;

Existem mais candidatos catarinense, porém, os poucos candidatos de outros estados apresentam médias maiores que o geral de SC. Mas, como é a aprovação? A maioria dos aprovados são de outros estados? Por isso não se matriculam?

A maioria dos aprovados nas chamadas regulares são de outros estados uma vez que suas notas são maiores?

Alguns comentários Percebe-se que, ao contrário do que se pensava, a maioria dos aprovados em primeira e segunda chamadas são de SC. Isso considerando-se que a média das notas de SC é inferior à média das notas dos outros estados. Por que os candidatos não se matriculam?

Qual é a procedência dos candidatos matriculados?

Alguns Comentários Nota-se que, exceto em Sombrio onde a presença gaúcha é muito forte, a maioria dos matriculados são catarinenses. Algo que já era conhecido, mas que agora se sabe quantificar. Os candidatos de SC representam mais de 50% das aprovações, porém, poucos se matriculam. Os gráficos não mostram, mas é um fato bem conhecido, que as chamadas regulares possuem baixíssimos índices de ocupação. Portanto, a ocupação de vagas se dá mesmo na chamada presencial. Que possui vários problemas apresentados adiante.

Quais seriam as faixas de idade dos inscritos em cada um dos cursos?

Alguns Comentários Observa-se uma faixa expressiva de candidatos que poderiam ser considerados treineiros. Candidatos que ainda possuem idade para estarem no primeiro ou segundo ano do ensino médio. Contudo, em nenhum caso supera o grupo de candidatos aptos. Um argumento bastante difundido de que pessoas que não estão saindo do ensino médio não prestam o ENEM também pode ser contestado. Em alguns casos o número é expressivo. Por exemplo, nos cursos de Camboriú.

Conclusões

Comentários Gerais sobre o Processo A maioria dos candidatos escolhem nossos cursos como primeira opção. Em todos os cursos a maior parte dos candidatos são oriundos de SC. Destes, a maior parte é da própria região do câmpus de oferta. Com exceção de poucos cursos, a média dos candidatos catarinenses no ENEM é inferior à média dos candidatos de outros estados. Assim, metade das aprovações em 1ª e 2ª chamadas são de candidatos de outros estados.

As médias de aprovação são altas e as médias dos catarinenses mais baixas, assim, os poucos catarinenses aprovados, tendem a ser, muito provavelmente, aprovados em outras instituições (UFSC, IFSC, UFFS, Udesc) e não se matriculam no IFC; Nossa abordagem para aproveitamento das listas de espera, que é a chance dos candidatos da região acessarem o curso, vem sendo ineficiente. Em partes pela nossa cultura organizacional. Exemplificamos a seguir:

De modo geral, não houve ações específicas de divulgação do SiSU. Os esforços foram direcionados para o Exame Vestibular e Exame de Classificação (materiais gráficos e portal do ingresso). Mas isso vem sendo um padrão nos últimos anos. Não houve uma preparação prévia para alavancar o processo. Isto deve ser feito, principalmente, no primeiro semestre pois a inscrição para o ENEM costuma se dar em maio.

Para os servidores é natural acessar somente o site do seu câmpus. Porém, para a comunidade externa não é assim. A nossa vitrine é o site da Reitoria que na verdade é do IFC. Os cursos não são dos câmpus, mas do IFC. Logo, as informações relativas ao ingresso a eles devem aparecer no site da instituição também. Muitos candidatos não encontraram os editais de convocação. Com relação às chamadas regulares não haveriam maiores dificuldades para divulgação, mas para as listas de espera sim. A existência de datas diferentes para cada câmpus além de causar confusão para os candidatos e para nós mesmos, atrapalha o processo de divulgação. Como divulgar de forma simples e direta se cada câmpus/curso tem regras e datas diferentes?

O estabelecimento de regras únicas, de edital único, com datas únicas para todos não fere a autonomia dos câmpus e nem deixa de ser democrático, se todos participarem da construção por algum sistema de representação, que foi o que aconteceu.

A proposta aprovada Junto a esta apresentação, está sendo encaminhado um documento que contém as diretrizes gerais para o SiSU 2015 e para o processo de seleção pelo Resultado do ENEM. As definições para o processo não foram impostas nem pela PROEN nem por qualquer câmpus. Foram discutidas e aprovadas por maioria em reunião dos diretores de ensino. Todos os câmpus estavam representados no debate.

Alguns questionamentos que julgamos relevantes... O vestibular do IFC realmente é reconhecido pela comunidade? Os esforços de divulgação aumentaram ao passo que a procura caiu nos últimos anos. O que se faria de diferente? Para mudar este cenário? A nossa prova do vestibular avalia melhor os candidatos do que o ENEM? Em metade cursos ela simplesmente não avalia nada pois são chamados todos que se inscreveram! E ainda assim é necessário fazer um processo complementar. Vale o tempo e o desgaste de pessoal? Sendo que o processo pode ser terceirizado para o INEP e, no pior caso, reproduzir o resultado do vestibular?

Hoje o vestibular é o processo que está colocando alunos no IFC, mas até quando? Ele está dando sinais de desgaste. Ao participar do SiSU o IFC deveria ter adequado seu calendário acadêmico ao sistema. Como fazem outras instituições. Isso significa que as aulas dos cursos superiores não poderiam iniciar próximo ao dia 10 de fevereiro. Trabalhando assim é mais do que claro que os estudantes vão iniciar o curso com um mês de aula e que a chance de desistirem é ampliada. Nossa função é fazer a instituição trabalhar, principalmente, para os alunos ou para os docentes e técnicos? E mais, em que atrapalha os docentes e técnicos adiar o início das aulas?

Finalizando Não há maior demonstração de insanidade do que fazer a mesma coisa, da mesma forma, dia após dia, e esperar resultados diferentes. (Albert Einstein) Para esclarecimentos colocamos os contatos: valter.estevam@ifc.edu.br proen@ifc.edu.br (47) 3331-7844