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Transcrição:

AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.467.458 - SP (2014/0157622-2) RELATOR AGRAVANTE ADVOGADOS AGRAVADO PROCURADOR : MINISTRO OG FERNANDES : MAKRO ATACADISTA S/A : MARIANA MONTE ALEGRE DE PAIVA E OUTRO(S) SERGIO FARINA FILHO : FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO : CLÁUDIA CAVALLARI FERREIRA MARQUES E OUTRO(S) EMENTA TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. SEGURO GARANTIA JUDICIAL. INADMISSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o seguro garantia judicial não serve para fins de garantia da execução fiscal. 2. Embora admita a Lei de Execução Fiscal a aplicação subsidiária do Código de Processo Civil (conforme estabelece o art. 1º), em atenção à especialidade daquela, deve-se prestigiar o disposto no art. 9º da Lei n. 6.830/80, à vista das maiores garantias ao crédito público. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro-Relator. Os Srs. Ministros Mauro Campbell Marques (Presidente), Assusete Magalhães, Humberto Martins e Herman Benjamin votaram com o Sr. Ministro Relator. Brasília, 23 de setembro de 2014(Data do Julgamento). Ministro Mauro Campbell Marques Presidente Ministro Og Fernandes Relator Documento: 1351807 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 06/10/2014 Página 1 de 6

AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.467.458 - SP (2014/0157622-2) RELATÓRIO O SR. MINISTRO OG FERNANDES: Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que deu provimento ao recurso especial da Fazenda Pública. A agravante aduz que deve ser aceito o seguro garantia judicial a título de caução, como albergado pelo art. 656, 2º, do CPC. É o relatório. Documento: 1351807 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 06/10/2014 Página 2 de 6

AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.467.458 - SP (2014/0157622-2) VOTO O SR. MINISTRO OG FERNANDES (Relator): O recurso não merece prosperar. O aresto recorrido está em confronto com a jurisprudência desta Corte, segundo a qual o seguro garantia judicial não serve para fins de garantir a execução fiscal. No ponto: TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO FISCAL. SEGURO GARANTIA JUDICIAL. INVIABILIDADE NO REGIME DA LEI 6.830/1980. PRECEDENTES DO STJ. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. A orientação consolidada das Turmas que integram a Primeira Seção do STJ é no sentido que não é possível a utilização do "seguro garantia judicial" como caução à execução fiscal, por ausência de norma legal específica, não havendo previsão do instituto entre as modalidades previstas no art. 9º da Lei 6.830/1980. 2. Agravo regimental não provido. (AgRg no REsp 1423411/SP, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 5/6/2014, DJe 11/6/2014) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO FISCAL. SEGURO GARANTIA. MODALIDADE NÃO PREVISTA NA LEF. PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STJ. 1. A jurisprudência deste STJ é firme no sentido da impossibilidade de uso da garantia ofertada, vez que não prevista do rol do art. 9º da Lei 6.830/80. Assim, em face do princípio da especialidade, não pode o seguro-garantia ser objeto de indicação pelo devedor para assegurar execução fiscal. Precedentes: AgRg no AREsp 266.570/PA, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 18/3/2013; AREsp 317.817/PE, Rel. Min. Benedito Gonçalves, Data de Publicação em 26/6/2013; AgRg no REsp 1.394.408/SP, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, DJe de 5/11/2013. 2. Agravo regimental não provido. (AgRg no REsp 1434142/SP, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 11/3/2014, DJe 20/3/2014) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO FISCAL. SEGURO GARANTIA JUDICIAL. IMPOSSIBILIDADE DE Documento: 1351807 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 06/10/2014 Página 3 de 6

USO DESSA GARANTIA NAS EXECUÇÕES FISCAIS COMO MODALIDADE DE CAUÇÃO. PRECEDENTES: AGRG NO ARESP 266.570/PA, REL. MIN. HERMAN BENJAMIN, DJE 18.03.2013; AGRG NO RESP 1.201.075/RJ, REL. MIN. ARNALDO ESTEVES LIMA, DJE 09.08.2011; RESP 1.098.193/RJ, REL. MIN. FRANCISCO FALCÃO, DJE 13.05.2009. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O entendimento das Turmas da Primeira Seção é no sentido de rechaçar o uso do seguro garantia como caução à Execução Fiscal, por ausência de norma legal disciplinadora do instituto, não estando esta modalidade dentre as previstas no art. 9º da Lei 6.830/80 (AgRg no REsp. 1.201.075/RJ, Rel. Min. ARNALDO ESTEVES LIMA, DJe 09.08.2011). 2. Precedentes: AgRg no AREsp. 266.570/PA, Rel. Min. HERMAN BENJAMIN, DJe 18.03.2013; AgRg no REsp. 1.201.075/RJ, Rel. Min. ARNALDO ESTEVES LIMA, DJe 09.08.2011; REsp. 1.098.193/RJ, Rel. Min. FRANCISCO FALCÃO, DJe 13.05.2009. 3. Agravo Regimental desprovido. (AgRg no REsp 1394408/SP, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 17/10/2013, DJe 5/11/2013) TRIBUTÁRIO - CAUÇÃO - SEGURO-GARANTIA JUDICIAL - FALTA DE PREVISÃO NA LEI DE EXECUÇÕES FISCAIS - INADMISSIBILIDADE. 1. Por ausência de previsão na Lei de Execuções Fiscais, a jurisprudência desta Corte não admite o seguro-garantia judicial como modalidade de caução da execução fiscal. 2. Recurso especial provido. (REsp 1215750/RS, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 14/5/2013, DJe 20/5/2013) PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. AÇÃO CAUTELAR. SEGURO GARANTIA JUDICIAL. OFERECIMENTO. IMPOSSIBILIDADE. 1. Não se admite o Seguro Garantia Judicial como caução prévia de execução fiscal em ação cautelar por falta de previsão normativa autorizadora. Precedentes. 2. Agravo regimental não provido. (AgRg no AREsp 154010/GO, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA, julgado em 7/8/2012, DJe 21/8/2012) Embora admita a Lei de Execução Fiscal a aplicação subsidiária do Código de Processo Civil (art. 1º), em atenção à especialidade daquela, deve-se prestigiar o disposto no art. 9º da Lei n. 6.830/80, à vista das maiores garantias ao crédito público. Documento: 1351807 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 06/10/2014 Página 4 de 6

Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento: 1351807 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 06/10/2014 Página 5 de 6

CERTIDÃO DE JULGAMENTO SEGUNDA TURMA Número Registro: 2014/0157622-2 AgRg no REsp 1.467.458 / SP Números Origem: 1467458 20120000386037 201401576222 721939620128260000 896135976 PAUTA: 23/09/2014 JULGADO: 23/09/2014 Relator Exmo. Sr. Ministro OG FERNANDES Presidente da Sessão Exmo. Sr. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES Subprocurador-Geral da República Exmo. Sr. Dr. CARLOS EDUARDO DE OLIVEIRA VASCONCELOS Secretária Bela. VALÉRIA ALVIM DUSI RECORRENTE PROCURADOR RECORRIDO ADVOGADOS AUTUAÇÃO : FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO : CLÁUDIA CAVALLARI FERREIRA MARQUES E OUTRO(S) : MAKRO ATACADISTA S/A : SERGIO FARINA FILHO MARIANA MONTE ALEGRE DE PAIVA E OUTRO(S) ASSUNTO: DIREITO TRIBUTÁRIO - Dívida Ativa AGRAVANTE ADVOGADOS AGRAVADO PROCURADOR AGRAVO REGIMENTAL : MAKRO ATACADISTA S/A : SERGIO FARINA FILHO MARIANA MONTE ALEGRE DE PAIVA E OUTRO(S) : FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO : CLÁUDIA CAVALLARI FERREIRA MARQUES E OUTRO(S) CERTIDÃO Certifico que a egrégia SEGUNDA TURMA, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão: "A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a)-Relator(a)." Os Srs. Ministros Mauro Campbell Marques (Presidente), Assusete Magalhães, Humberto Martins e Herman Benjamin votaram com o Sr. Ministro Relator. Documento: 1351807 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 06/10/2014 Página 6 de 6