MANUAL DE PREENCHIMENTO. Rótulo de Resíduos com Risco Químico

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MANUAL DE PREENCHIMENTO Rótulo de Resíduos com Risco Químico Versão 3.0 Janeiro de 2017 A rotulagem de resíduos com risco químico é a maneira adequada para o laboratório ou outro gerador identificar o resíduo e descrever informações essenciais, como as características químicas do resíduo e o risco associado (conforme ABNT NBR 14725-3:2012), para assim possibilitar que a Gestão de Resíduos da UFSC realize o gerenciamento ambientalmente adequado do resíduo produzido pela universidade, conforme disposto na Lei nº 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos e Requisitos e diretrizes foram definidos pelas normas ABNT NBR 16725:2014 e ABNT NBR 10004:2004 de como as informações de resíduos com risco químico devem ser apresentadas e estas informações foram adaptadas ao rótulo abaixo (Figura 1) de acordo com as demandas, regulações e viabilidade do sistema de gestão de resíduos da UFSC, da Lei 15.442/2011 que trata dos resíduos internos de Santa Catarina e outros fatores relativos à empresa de coleta e transporte de resíduos contratada pela UFSC. Figura 1. Rótulo de identificação de resíduos perigosos com risco químico. OBS: imagem ilustrativa do rótulo de resíduos perigoso. O rótulo original está disponível em: http://gestaoderesiduos.ufsc.br/rotulos-residuo-risco-quimico/

Desta maneira, para que todas as etapas de gestão e gerenciamento vinculadas ao descarte de resíduos perigosos sejam executadas de forma ambientalmente responsável e segura pedimos que leiam com atenção o manual abaixo e preencham criteriosamente os rótulos de todos os resíduos gerados. Abaixo estão descritas informações de preenchimento de cada campo do rótulo de coleta de resíduos perigosos com risco químico. 1. Número da solicitação Preencher com o número vinculado à solicitação de coleta, informado no momento da solicitação online no formulário do pedido ou repassado pela Gestão de Resíduos. OBS: Esta opção estará disponível quando for desenvolvido software para cadastro e gerenciamento de resíduos. Até o presente momento não será necessário preencher este campo. 2. Código do gerador Preencher com código composto por números e letras, o qual identifica o gerador dos resíduos perigosos. Este código é informado no momento do cadastro do gerador de resíduos no sistema da Gestão de Resíduos. OBS: Esta opção estará disponível quando for desenvolvido software para cadastro e gerenciamento de resíduos. Preencher apenas com a sigla do laboratório e departamento. P.ex.: RES/PU 3. Centro/Departamento Informar o Centro/Departamento onde será realizada a coleta. Ex: CFM/QMC 4. Responsável/Ramal Informar uma pessoa responsável pela geração do resíduo com conhecimento da composição do resíduo e informar o ramal do laboratório. 5. Data de início de uso Data de início do uso da bombona ou outro recipiente, no caso de resíduo sólido. 6. Data da coleta Data em que será realizada a coleta de resíduos, conforme calendário informado no site http://gestaoderesiduos.ufsc.br/calendario-e-solicitacao-de-coleta 7. Volume do recipiente Quando se tratar de resíduos líquidos, assinalar o volume do recipiente. Cada recipiente deve ser identificado individualmente com o rótulo do resíduo 8. preenchimento

Informar percentual de preenchimento da bombona ou outro recipiente, no caso de resíduo sólido. Observação: Limite de peso para qualquer recipiente coletado é de 23 kg, segundo recomendações de normas de segurança.

9. Descrição do resíduo Descrever criteriosamente todos os componentes presentes no resíduo e a concentração aproximada. [ ] Concentração/percentual de cada componente presente do resíduo, quando aplicável Exemplo de preenchimento 1 Solventes Orgânicos Não Halogenados: 80 Hexano 20 Tetrahidrofurano, Dimetilformamida, Metanol Exemplo de preenchimento 2 Solventes Orgânicos Não Halogenados contendo medicamentos: 75 Acetonitrila 20 Água 5 Medicamentos: captopril, paracetamol, sinvastatina Exemplo de preenchimento 3 Materiais contaminados com resíduo químico - Brometo de etídio Observação: No caso de materiais contaminados com produto químico (Classe I) descrever o agente químico no campo de descrição como exemplificado acima e assinalar no campo específico do rótulo MATERIAS CONTAMINADOS informando o tipo de material que foi contaminado com o determinado agente químico. 10. Código IBAMA Informar o código IBAMA quanto a classe dos resíduos majoritários. Os códigos de cada classe de resíduos estão indicados na instrução normativa nº 13, de 18 de dezembro de 2012. Acesso pelo link http://www.ibama.gov.br/sophia/cnia/legislacao/ibama/in0013-181212.pdf 11. Estado físico Informar estado físico do resíduo, sólido ou líquido.

12. Materiais contaminados Quando se tratar de resíduos sólidos, descrever o agente químico de contaminação do material contaminado e assinalar quais tipos de materiais, caso os materiais não estejam descritos nos itens do rótulo, descrever na opção outros. 13. Composição da fase Quando se tratar de resíduos líquidos, assinalar qual a composição da fase do resíduo. Assinalar se a fase majoritária do resíduo é orgânica ou inorgânica ou se o resíduo é uma mistura de compostos orgânicos e inorgânicos. Exemplo 1: Resíduo líquido contendo 80 de hexano apresenta composição majoritária de fase orgânica, assinalar ORGÂNICO. Exemplo 2: Resíduo sólido de hidróxido de sódio apresenta composição majoritária de fase inorgânica, assinalar INORGÂNICO. Exemplo 3: Resíduo líquido que apresenta mistura de metanol, hexano e água contendo sais inorgânicos e orgânicos apresenta mistura de substâncias orgânicas e inorgânicas, assinalar MISTURA. 14. Característica química Assinalar a(s) característica(s) química(s) do(s) resíduo(s) conforme as características químicas descritas na FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DE PRODUTO DE QUÍMICO (FISPQ). 15. Risco associado (ABNT NBR 16725:2014) Assinalar o risco associado das substâncias químicas contidas no resíduo conforme identificação dos pictogramas do sistema GHS Sistema Globalmente Harmonizado De Classificação E Rotulagem De Produtos Químicos. O sistema GHS é uma abordagem técnica desenvolvida para definir os perigos específicos de cada produto químico. O risco associado pode ser consultado na FICHA DE INFORMAÇÃO DE SEGURANÇA DE PRODUTO DE QUÍMICO (FISPQ) e na norma ABNT NBR 14725-2:2009.