Aula 05 Transitores de Potência

Documentos relacionados
Aula 01 Introdução. TEL: +55 (31)

Aula 11 Conversores Ressonantes

Prof. Amauri Assef. UTFPR Campus Curitiba 1

Aula 08 Retificadores controlados

Aula 02 Diodos de Potência

Aula 04 Retificadores com diodos

Aplicações de Conversores Estáticos de Potência

Aula 10 Conversores CC/CA Part I

Aula 09 Controladores de tensão CA

Engenharia Elétrica - Eletrônica de Potência I Prof. José Roberto Marques docente da Universidade de Mogi das Cruzes

Eletrônica de Potência

Aula 04 Conversores c.c./c.c. Conversores c.c./c.a.

FACULDADE SANTO AGOSTINHO - FSA ENGENHARIA ELÉTRICA ELETRÔNICA DE POTÊNCIA TIRISTORES

INTRODUÇÃO À ELETRÔNICA INDUSTRIAL (Unidade 1)

Sumário. Volume II. Capítulo 14 Efeitos de frequência 568. Capítulo 15 Amplificadores diferenciais 624. Capítulo 16 Amplificadores operacionais 666

Sumário. 1-1 Os três tipos de fórmula Aproximações Fontes de tensão Fontes de corrente 10

Acionamentos Elétricos ACIJ6

Aula 10 Conversores CC-CA

Prof. Amauri Assef. UTFPR Campus Curitiba 1

Semicondutores de Potência

Interruptores Semicondutores

Eletrônica de Potência II Capítulo 1. Prof. Janderson Duarte

Universidade Federal de São João del-rei. Material Teórico de Suporte para as Práticas

Transistor de Efeito de Campo de Junção - JFET. Prof. Dr. Ulisses Chemin Netto ET74C Eletrônica 1

AS VANTAGENS DO IGBT SOBRE O GTO NA TRAÇÃO METROFERROVIARIA O GTO

Curso Técnico em Eletroeletrônica Eletrônica Analógica II

ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I Aula 02 Teoria básica b

Transistores de Efeito de Campo FET Parte I

Transistor Bipolar de Junção - TBJ Cap. 4 Sedra/Smith Cap. 2 Boylestad Cap. 6 Malvino

Semicondutores, Perdas e Cálculo Térmico

Aula 2. Profa. Luiza Maria Romeiro Codá

Índice. Agradecimentos Prefácios Sobre o livro Sobre os autores

Eletrônica de Potência I

Aula 8. Disciplina Eletrônica de Potência (ENGC48) Tema: Comutação e Perdas Térmicas. Eduardo Simas

Tecnologia em Automação Industrial ELETRÔNICA II. Aula 03. Transistores JFET. Prof. Dra. Giovana Tripoloni Tangerino

Capítulo 4 Tiristores

Aula 07 Conversores c.c./c.a. Controle de Inversores

Tecnologia em Automação Industrial 2016 ELETRÔNICA II

Semicondutores e Circuitos Periféricos

Semicondutores e Circuitos Periféricos

Eletrônica Analógica e de. Potência. Tiristores. Prof.: Welbert Rodrigues

Estágio de Potência da Fonte Chaveada

Transistores de Efeito de Campo FET Parte II

Eletrônica de Potência II Capítulo 1. Prof. Cassiano Rech

Circuitos Ativos em Micro-Ondas

Tecnologia em Automação Industrial 2016 ELETRÔNICA II Aula 08

Página 1

TE 046 DISPOSITIVOS ELETRÔNICOS

Lista de Exercícios 2 (L2)

PLANO DE ENSINO/SEMESTRE 2016/01

DRIVER DUPLO - DRO100D25A

EN Dispositivos Eletrônicos

Introdução Diodo dispositivo semicondutor de dois terminais com resposta V-I (tensão/corrente) não linear (dependente da polaridade!

Semicondutores de Potência em Corrente Alternada

FACULDADE DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores

Tecnologia em Automação Industrial ELETRÔNICA II. Aula 21 Tiristores. Prof. Dra. Giovana Tripoloni Tangerino

Tiristores. Prof. Jonathan Pereira

Tecnologia em Automação Industrial 2016 ELETRÔNICA II

Aula 15 O Diodo e a junção pn na condição de polarização reversa e a capacitância de junção (depleção) Prof. Seabra PSI/EPUSP 378

Aula 17 As Capacitâncias de Difusão e de Depleção na junção pn. Prof. Seabra PSI/EPUSP 415

Tecnologia em Automação Industrial 2016 ELETRÔNICA II

TIRISTORES ROGÉRIO WEYMAR

EPO Eletrônica de Potência COMPONENTES SEMICONDUTORES EM ELETRÔNICA DE POTÊNCIA

Semicondutores de Potência Diodos e Tiristores

Tecnologia em Automação Industrial ELETRÔNICA II. Aula 05 MOSFET. Prof. Dra. Giovana Tripoloni Tangerino

Disciplina: Eletrônica de Potência (ENGC48) Tema: Dispositivos para Eletrônica de Potência

1.3. Dispositivos Características dos Semicondutores de Potência. Fundamentos de Eletrônica de Potência 56

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA ESCOLA POLITÉCNICA DA UFBA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

MII 2.1 MANUTENÇÃO DE CIRCUITOS ELETRÔNICOS ANALÓGICOS DIODOS

ELETRÔNICA II. Aula 09 CONFIGURAÇÕES COMPOSTAS PAR DIFERENCIAL. Claretiano 2015 Mecatrônica Prof. Dra. Giovana Tripoloni Tangerino

Diodos de Junção PN. Florianópolis, abril de 2013.

Diodos e dispositivos especiais

Eletrônica Industrial para Automação

Capítulo 5 e 6 - Transistor Efeito de Campo FET e Polarização do FET

ELETRÔNICA DE POTÊNCIA I

Introdução aos Conversores CA-CC Semicondutores de Potência (diodos e tiristores)

28/10/2010 IFBA. CELET Coordenação do Curso Técnico em Eletrônica Professor: Edvaldo Moraes Ruas, EE. Vitória da Conquista, 2010.

INICIAÇÃO À PRÁTICA PROFISSIONAL INSTALAÇÕES ELÉTRICAS PREDIAIS ELETRICIDADE BÁSICA

Transistores Bipolares de Junção (TBJ) Parte I

EPO Eletrônica de Potência COMPONENTES SEMICONDUTORES EM ELETRÔNICA DE POTÊNCIA

FALHAS NOS CONVERSORES (RETIFICADORES E INVERSORES)

Tecnologia em Automação Industrial ELETRÔNICA II. Fonte chaveada. Prof. Dra. Giovana Tripoloni Tangerino

Capítulo 3 Transistor Bipolar de Junção - TBJ. Prof. Eng. Leandro Aureliano da Silva

Prof. Amauri Assef. UTFPR Campus Curitiba 1

EPO Eletrônica de Potência COMPONENTES SEMICONDUTORES EM ELETRÔNICA DE POTÊNCIA

Diodo de Junção 1 Cap. 3 Sedra/Smith Cap. 1 Boylestad

Aula 20 Comando e proteção de tiristores

1- Diodos. IFSC - Engenharia de Telecomunicações - Eletrônica I

Conversores CA-CC Retificadores com filtro capacitivo

Introdução aos Conversores CA-CC Semicondutores de Potência (diodos e tiristores)

Aula 07 Elevação e Desequilíbrio de Tensão

Transcrição:

Aula 05 Transitores de Potência Prof. Heverton Augusto Pereira Universidade Federal de Viçosa - UFV Departamento de Engenharia Elétrica - DEL Gerência de Especialistas em Sistemas Elétricos de Potência Gesep heverton.pereira@ufv.br www.gesep.ufv.br TEL: +55 (31) 3899-3266 1

Conteúdo 01 - Introdução Tópicos 02 - Diodos de potência e circuitos RLC chaveados 03 - Retificadores com diodos 04 - Transistores de potência 05 Conversores CC-CC 06 Tiristores 07 Retificadores controlados 08 - Controladores de tensão CA 09 - Conversores CC-CA 10 - Inversores de pulso ressonante

Transistores de potência Símbolos e seus significados:

Introdução Em termos gerais, os transistores de potência podem ser classificados em cinco categorias: MOSFETs transistores de efeito de campo de óxido metálico semicondutor. COOLMOS. BJTs transistores bipolares de junção. IGBTs transistores bipolares de porta isolada. SITs transistores de indução estática.

Transistores de carbeto de silício Os IGBTs de silício são utilizados em aplicações de eletrônica de potênciacomespecificaçãodetensãoentre1,2 kve6,5 kv. Propriedades do silício e de materiais semicondutores WBG:

Transistores de carbeto de silício Fonte: Springer Handbook of Crystal Growth, pag. 941

MOSFETs de potência Um MOSFET de potência é um dispositivo controlado por tensão e que requer apenas uma pequena corrente de entrada. Os dois tipos de MOSFET são: (1) depleção e(2) intensificação. Um MOSFET tipo depleção de canal n é formado sobre um substrato de silício do tipo p com duas seções de silício fortemente dopadas n+, para conexões de baixa resistência. Um MOSFET tipo intensificação de canal n não possui canal físico.

MOSFETs de potência MOSFET tipo depleção de canal n:

MOSFETs de potência MOSFET tipo depleção de canal p:

MOSFETs de potência MOSFET tipo intensificação de canal n:

MOSFETs de potência MOSFET tipo intensificação de canal p:

Características em regime permanente Características de transferência de MOSFETs:

Características em regime permanente Características de saída do MOSFET tipo intensificação:

Características de chaveamento Modelo de chaveamento em regime permanente dos MOSFETs:

Características de chaveamento Modelo de chaveamento dos MOSFETs:

Características de chaveamento Formas de onda e tempos de chaveamento:

MOSFETs de carbeto de silício A tecnologia SiC passou por avanços significativos que agora permitem a fabricação de MOSFETs capazes de superar seus primos IGBT Si, em especial em alta potência e altas temperaturas. A nova geração de MOSFETs SiC reduz a espessura da camada de arraste (drift) porcerca de um fatorde 10, enquanto possibilita que o fator de dopagem aumente simultaneamente na mesma ordem de grandeza. Oefeitoglobalresultaemumareduçãodaresistênciadearrasteaum centésimo da resistência do MOSFET equivalente em silício.

COOLMOS O COOLMOS, que é uma nova tecnologia para MOSFETs de alta tensão, adota uma estrutura de compensação na região vertical de arraste do MOSFET para melhorar a resistência em condução. Seção transversal de um COOLMOS:

Transistores de efeito de campo de junção (JFETs) Os JFETs têm um canal normalmente fechado que conecta a fonte e odreno. A porta é usada para controlar o fluxo de corrente através do canal e do dreno. De forma semelhante a dos MOSFETs, existem dois tipos de junção FET:canal necanalp. Em JFETs de canal p, um canal tipo p é formado entre duas regiões deportatipon.

Transistores de efeito de campo de junção Para um JFET de canal p, o dreno é mantido em um potencial negativo,eaporta,emumpotencialpositivoemrelaçãoàfonte. EstruturaesímbolodeumJFETdecanal n.

Transistores de efeito de campo de junção EstruturaesímbolodeumJFETdecanalp.

Transistores de junção bipolar (BJTs) Um transistor bipolar é formado pela adição de uma segunda região p ounaumdiododejunçãopn.

Transistores de junção bipolar (BJTs) Uma junção pn diretamente polarizada apresenta duas capacitâncias paralelas:umadacamadadedepleçãoeumadedifusão. Por outro lado, uma junção pn reversamente polarizada tem apenas a capacitância de depleção. Em regime permanente, essas capacitâncias não desempenham nenhum papel. No entanto, em condições transitórias, elas influenciam os comportamentos de entrada em condução e bloqueio do transistor.

IGBTs UmIGBTcombinaasvantagensdosBJTscomasdosMOSFETs. Um IGBT tem uma elevada impedância de entrada, como os MOSFETs, e baixas perdas em condução, como os BJTs. Além disso, ele não apresenta o problema de segunda avalanche, como os BJTs. Por meio do projeto e da estrutura da pastilha, a resistência equivalente dreno-fonte RDS é controlada para se comportar como a deumbjt.

IGBTs Símbolo e circuito para um IGBT:

SITs Um SIT é um dispositivo de potência e frequência altas. Seção transversal e símbolo dos SITs:

SITs Características típicas de SITs:

Revisão 1. Não possuem segunda avalanche como os TBJs 2. Velocidade de chaveamento alta 3. Baixas perdas de comutação MOSFETs TBJ COOLMOS SITs IGBTs 1. Problemas devido a descarga eletrostática 2. Difícil de proteger durante faltas ou curtocrcuito 3. Altas perdas de condução

Revisão 1. Menores perdas de condução que os MOSFETs 2. Diminuição de colunas opostas a dopagem 3. Grande precisão de fabricação 4. Possuem diodo reverso intrinsíco:assim qualquer oscilação parasitas que poderiam causar valores negativos dreno-fonte são grampeados pelo diodo COOLMOS TBJ MOSFETs SITs IGBTs 1. Problemas devido a descarga eletrostática 2. Difícil de proteger durante faltas ou curtocrcuito 3. Altas perdas de condução

Revisão 1. Simples construção 2. Apresentam coeficiente de temperatura positivo facilitando o paralelismo JFETs TBJ MOSFETs SITs IGBTs 1. São substituídos pelos MOSFETs para baixa tensão

Revisão 1. Caminhos paralelos resultando em baixa resistência de condução TBJ JFETs MOSFETs SITs IGBTs 1. XX

Revisão 1. Combinam as vantagens do TBJ (baixa perda de condução) com o MOSFET (elevada impedância de entrada) IGBT JFETs MOSFETs SITs IGBTs 1. Velocidade de chaveamento é inferior ao MOSFET

Revisão 1. Para alta potência e alta velocidade de chaveamento 2. Não está sujeito a limitação de área 3. Os canais verticais diminuem a resistência do canal SIT JFETs MOSFETs SITs IGBTs 1. Alta queda de tensão em condução 2. Tensão negativa para desligar

Limitações de di/dt e dv/dt Duranteaentradaem condução, acorrentedecoletorsobe, eadi/dt é Durante o desligamento, a tensão coletor-emissor deve subir em relaçãoàquedadacorrentedecoletor,eadv/dté

Limitações de di/dt e dv/dt O circuito RLC é, em geral, criticamente amortecido a fim de evitar oscilações. Para um amortecimento crítico unitário, d = 1, Um tempo de descarga de um terço do período de chaveamento Ts é geralmente adequado. Ou

Operação em série e em paralelo Os transistores podem operar em série para aumentar a capacidade de tensão. Os transistores são conectados em paralelo se um dispositivo não puderlidarcomademandadacorrentedecarga.

Circuito de acionamento de MOSFET Primeiramente vamos entender as características de um MOSFET real. Fonte: http://www.mouser.com/ds/2/348/r6015fnx-313215.pdf

Circuito de acionamento de MOSFET Primeiramente vamos entender as características de um MOSFET real. Fonte: http://www.mouser.com/ds/2/348/r6015fnx-313215.pdf

Circuito de acionamento de MOSFET Primeiramente vamos entender as características de um MOSFET real. Fonte: http://www.mouser.com/ds/2/348/r6015fnx-313215.pdf

Circuito de acionamento de MOSFET O tempo para ligar um MOSFET depende do tempo de carga da capacitância de entrada Circuito de acionamento rápido da porta consiste em adicionar um circuito TO, para carregar mais rapidamente a capacitância de entrada:

Circuito de acionamento de MOSFET Circuito de acionamento com arranjo totem-pole e adequação da borda do pulso. Transistores operam na região linear Sinal de comando gerado por um amplificador

Circuito de acionamento de MOSFET Fonte: https://www.onsemi.com/pub/collateral/mc34152-d.pdf

Circuito de acionamento de MOSFET Fonte: https://www.onsemi.com/pub/collateral/mc34152-d.pdf

Circuito de acionamento de JFET Fonte: http://www.nteinc.com/specs/400to499/pdf/nte489.pdf

Circuito de acionamento de JFET Fonte: http://www.nteinc.com/specs/400to499/pdf/nte489.pdf

Circuito de acionamento de JFET JFET são chaves normalmente ligadas. Para desligar essa chave é necessário um sinal de tensão porta-dreno negativa menor que a tensão de pinçamento

Circuito de acionamento de JFET Acionador em dois estágios para JFET SiC normalmente desligado: Acionamento estático Acionamento dinâmico: altas correntes

Circuito de acionamento de JFET Acionador em dois estágios para JFETs SiC normalmente desligados:

Circuito de acionamento de TBJ Fonte: http://www.onsemi.com/powersolutions/product.do?id=2n6488

Circuito de acionamento de TBJ Forma de onda da corrente de acionamento de base:

Circuito de acionamento de TBJ Pico da corrente na base durante o fechamento:

Circuito de acionamento de TBJ Pico da corrente na base durante o fechamento e o desligamento:

Circuito de acionamento de TBJ Circuito proporcional de comando de base:

Circuito de acionamento de TBJ Circuito de grampeamento do coletor:

Isolação dos circuitos de acionamento A importância de aplicar o sinal de comando de um transistor entre seus terminais porta e fonte pode ser demonstrada com a figura a seguir, em que a resistência de carga está conectada entre o terminal fonteeoterra. A tensão porta-fonte efetiva é Existem basicamente duas formas de isolar ou desprender o sinal de comando em relação ao terra: 1. Transformadores de pulso 2. Optoacopladores

Isolação dos circuitos de acionamento 1. Transformadores de pulso 2. Optoacopladores Fonte: http://www.supplier.ind.br/site/arquivosprodutos/trm480d20a28.pdf