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7079/17 mpm/aap/fc 1 DGD 1C

Envia-se em anexo, à atenção das delegações, o documento da Comissão D019491/12.

(Texto relevante para efeitos do EEE)

13543/17 ag/hrl/ml 1 DG G 3 B

Tendo em conta o Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia,

REGULAMENTO DELEGADO (UE) 2015/1971 DA COMISSÃO

Proposta de DECISÃO DO CONSELHO

Conselho da União Europeia Bruxelas, 30 de junho de 2016 (OR. en) Secretário-Geral da Comissão Europeia, assinado por Jordi AYET PUIGARNAU, Diretor

PROGRAMA QUADRO SOLID. Fundo para as Fonteiras Externas Casos de Sucesso DIREÇÃO DE SERVIÇOS DE GESTÃO DE FUNDOS COMUNITÁRIOS

DECISÃO DE EXECUÇÃO DA COMISSÃO. de

(6) É necessário estabelecer regras relativas ao formato e à apresentação dos relatórios anuais de execução.

Transcrição:

Conselho da União Europeia Bruxelas, 21 de fevereiro de 2017 (OR. en) Dossiê interinstitucional: 2016/0391 (NLE) 6503/17 SCH-EVAL 71 FRONT 86 COMIX 143 NOTA de: Secretariado-Geral do Conselho data: 21 de fevereiro de 2017 para: Delegações n.º doc. ant.: 6131/17 Assunto: Decisão de execução do Conselho que formula uma recomendação para suprir as deficiências identificadas na avaliação de 2016 relativa à aplicação pela Espanha do acervo de Schengen no domínio da gestão das fronteiras externas (Aeroporto de Barcelona) Junto se envia, à atenção das delegações, a decisão de execução do Conselho que formula uma recomendação para suprir as deficiências identificadas na avaliação de 2016 relativa à aplicação pela Espanha do acervo de Schengen no domínio da gestão das fronteiras externas (Aeroporto de Barcelona), adotada pelo Conselho na sua 3520.ª reunião, que teve lugar a 21 de fevereiro de 2017. Em conformidade com o artigo 15.º, n.º 3, do Regulamento (UE) n.º 1053/2013 do Conselho, de 7 de outubro de 2013, a presente recomendação será transmitida ao Parlamento Europeu e aos parlamentos nacionais. 6503/17 ap/jv 1 DGD 1A PT

ANEXO Decisão de execução do Conselho que formula uma RECOMENDAÇÃO para suprir as deficiências identificadas na avaliação de 2016 relativa à aplicação pela Espanha do acervo de Schengen no domínio da gestão das fronteiras externas (Aeroporto de Barcelona) O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA, Tendo em conta o Regulamento (UE) n.º 1053/2013 do Conselho, de 7 de outubro de 2013, que cria um mecanismo de avaliação e de monitorização para verificar a aplicação do acervo de Schengen e que revoga a Decisão do Comité Executivo de 16 de setembro de 1998, relativa à criação de uma comissão permanente de avaliação e de aplicação de Schengen 1, nomeadamente o artigo 15.º, Tendo em conta a proposta da Comissão Europeia, Considerando o seguinte: (1) A presente decisão, que formula uma recomendação, tem por objetivo indicar à Espanha medidas corretivas para suprir as deficiências identificadas durante a avaliação de Schengen no domínio da gestão das fronteiras externas, realizada em 2016. Na sequência da avaliação, foi adotado, mediante a Decisão de Execução C(2016) 6006 da Comissão, um relatório que inclui conclusões e avaliações, bem como uma lista das melhores práticas e deficiências identificadas durante a avaliação. 1 JO L 295 de 6.11.2013, p. 27. 6503/17 ap/jv 2

(2) As autoridades espanholas investem na utilização de tecnologias modernas para a gestão das fronteiras aéreas externas no aeroporto de Barcelona. As informações antecipadas sobre os passageiros (API) são recebidas de todas as transportadoras aéreas e de todos os voos que chegam de países que não fazem parte do espaço Schengen. As listas são analisadas automaticamente por confronto com as bases de dados e listas de vigilância. Além disso, existem no total 12 portas de controlo automatizado das fronteiras (ABC) no Terminal 1 e 12 no Terminal 2. A utilização destas cancelas eletrónicas automatizadas para os nacionais da UE/EEE/CH com mais de 18 anos demonstrou aumentar a eficiência dos controlos de fronteira à chegada e, em certa medida, contribui para uma utilização mais eficiente do pessoal, permitindo-lhe realizar outras tarefas. Em caso de avaria ou de alerta da porta, o agente da polícia que controla as portas ABC utiliza um ipad móvel ligado à base de dados que é utilizada para proceder à verificação da pessoa na porta ABC. (3) Atendendo à importância de dar cumprimento ao acervo de Schengen, em especial a correta aplicação do Regulamento do Código de Fronteiras Schengen, deve ser dada prioridade à aplicação das recomendações n.ºs 1, 5, 6, 7, 10 a 12, 23 e 24. (4) A presente decisão, que formula uma recomendação, deverá ser transmitida ao Parlamento Europeu e aos parlamentos dos Estados-Membros. No prazo de três meses a contar da sua adoção, o Estado-Membro avaliado deverá, por força do artigo 16.º, n.º 1, do Regulamento (UE) n.º 1053/2013, elaborar um plano de ação destinado a corrigir as deficiências identificadas no relatório de avaliação, e transmiti-lo à Comissão e ao Conselho, RECOMENDA: que a Espanha deverá: 1. Assegurar a realização de análises de risco, igualmente a nível local, por pessoal especializado e formado, segundo o modelo CIRAM 2; 2. Assegurar o reforço do intercâmbio de informações e da interação entre os turnos e entre os gabinetes de primeira e de segunda linha, em especial no que diz respeito aos resultados dos controlos de segunda linha; 6503/17 ap/jv 3

3. Reforçar as ligações diretas com as autoridades dos aeroportos de conexão mais importantes em países terceiros e melhorar a cooperação direta entre as autoridades do aeroporto de Barcelona e os agentes de ligação da Polícia Nacional no estrangeiro, em conformidade com a análise de riscos e a situação de ameaça; 4. Estabelecer uma cooperação direta com as transportadoras aéreas, em especial as dos países de origem que apresentam maiores riscos em termos de migração irregular, tráfico de seres humanos e outros crimes relacionados com as fronteiras; 5. Aumentar o número de efetivos de forma permanente, através do destacamento de mais pessoal qualificado para as atividades de primeira e de segunda linhas; 6. Garantir a disponibilidade de pessoal de segunda linha também ao domingo e durante a noite; 7. Estabelecer um sistema regular de reuniões de informação para todos os agentes de primeira e de segunda linhas; 8. Utilizar ferramentas seguras (caixas de correio oficiais ou outras ferramentas próprias de software seguras) para partilhar ou enviar informações oficiais e restritas; 9. Melhorar o sistema de formação, a fim de assegurar que todos os guardas de fronteira estejam suficientemente familiarizados com o acervo de Schengen e atualizados em relação à sua evolução (por exemplo, mediante cursos de atualização anuais ou por ciclos e ad hoc); 10. Aplicar em tempo útil um sistema eficaz de formação especializada obrigatória, de modo a assegurar um elevado nível de profissionalismo dos agentes de primeira e de segunda linhas no domínio da fraude documental, análise de riscos, definição de perfis, tráfico de seres humanos e casos de passagem de fronteiras por crianças e menores não acompanhados e outros grupos vulneráveis, e proporcionar formação regular e sessões de informação frequentes sobre as tendências relacionadas com a utilização de documentos falsificados; 11. Reforçar um ciclo de formação em línguas estrangeiras a nível local, a fim de melhorar o conhecimento de inglês e de outras línguas frequentemente utilizadas para aumentar a qualidade dos controlos nas fronteiras; 6503/17 ap/jv 4

12. Preparar e divulgar amplamente entre todos os guardas de fronteira que realizam controlos nas fronteiras os perfis de risco relacionados com os referidos controlos e com o fenómeno dos combatentes terroristas estrangeiros, juntamente com indicadores de risco claros, e proporcionar formação sobre os perfis de risco relacionados com esses combatentes; 13. Tomar as disposições necessárias para recolocar as portas ABC (em tempo útil/o mais rapidamente possível) a fim de melhorar a sua utilização, e melhorar também a sinalização que conduz às referidas portas; 14. Simplificar o sistema de filas para permitir aos passageiros da UE/EEE/CH chegar às cabinas ou mudar de fila mais facilmente; 15. Criar filas separadas e sinalizar as cabinas de controlo específicas para os membros das tripulações à chegada e à partida nos Terminais 1 e 2; 16. Utilizar regularmente o aparelho de deteção de documentos falsos e outros equipamentos do gabinete dos coordenadores no Terminal 2; 17. Facultar o acesso aos modelos de documentos a todos os agentes de primeira linha; além disso, deve ser facultado o acesso aos modelos de documentos no gabinete do responsável pela coordenação; 18. Assegurar uma melhor utilização e mais formação sobre o Manual prático para os guardas de fronteira (Manual Schengen) e disponibilizar a legislação a todos os agentes de primeira linha. 19. Prever um sistema de rotação frequente e regular para os agentes de primeira linha, a fim de manter um elevado nível de motivação e satisfação no trabalho de todos os agentes; 20. Assegurar que, em caso de detenção de uma pessoa que utilize documentos falsificados ou alterados, tais documentos possam ser apreendidos e que em circunstância alguma sejam devolvidos ao passageiro; 21. Assegurar que as paredes e a parte traseira das cabinas de controlo do Terminal 2 sejam devidamente ocultadas, a fim de impedir que pessoas não autorizadas observem o interior da cabina de controlo e assegurar que todas as cabinas do aeroporto de Barcelona estejam totalmente equipadas; 6503/17 ap/jv 5

22. Assegurar a plena separação entre as zonas Schengen e não Schengen, tal como exige o ponto 2.1.1. do anexo VI do Código das Fronteiras Schengen, através da instalação de barreiras físicas mais altas; 23. Assegurar que os dados SIS da cópia nacional sejam idênticos e coerentes com a base de dados do SIS II, como previsto no artigo 9.º, n.º 2, do Regulamento (CE) n.º 1987/2006 e na Decisão 2007/533/JAI, e garantir que os guardas de fronteira procedam a verificações mais sistemáticas dos documentos de viagem, em conformidade com o artigo 8.º, n.ºs 2 e 3, do Regulamento (UE) 2016/399 (Código das Fronteiras Schengen); 24. Melhorar a aplicação prática dos procedimentos de controlo nas fronteiras, mediante a verificação aprofundada de todas as condições de entrada a que estão sujeitos os nacionais de países terceiros, a fim de os harmonizar com o artigo 8.º do Código das Fronteiras Schengen. Feito em Bruxelas, em Pelo Conselho O Presidente 6503/17 ap/jv 6