OBJETIVOS DO CADERNO

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Transcrição:

1

AUTORES 2

OBJETIVOS DO CADERNO Contribuir para a construção do novo desenho curricular do ensino médio com base nas DCNEM (Parecer CNE/CEB nº 05/2011 e Resolução CNE/CEB nº 02/2012 e outras legislações pertinentes. 3

OBJETIVOS DO CADERNO Fortalecer o diálogo institucional entre Universidades, Seduc e MEC buscando a unidade possível entre os Programas do Ensino Médio dos Estados e do Distrito Federal e os conteúdos dos Cadernos da etapa I e Etapa II do curso de formação de professores e coordenadores pedagógicos do ensino médio. 4

OBJETIVOS DO CADERNO Fortalecer a gestão democrática da escola destacando o princípio da participação em todos os níveis, considerando: a revitalização do Conselho Escolar, Associação de Pais e Mestres, Grêmio Estudantil e Conselho de Classe Participativo; a reelaboração do currículo do ensino médio (proposta pedagógica curricular) e reescrita do projeto político pedagógico da escola; a efetivação do direito do professor à formação continuada e a construção da qualidade social da aprendizagem para todos os estudantes. 5

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A primeira unidade aborda a questão da formação humana integral e sua articulação entre os direitos à aprendizagem e a organização do trabalho pedagógico, discutindo as trajetórias docentes e o reconhecimento das diferentes juventudes à luz das bases conceituais do redesenho do currículo do Ensino Médio. 7

ÁREAS DE CONHECIMENTO Linguagens Matemática Ciências da Natureza Ciências Humanas Fonte: Brasil (2014) REDESENHO CURRICULAR COM BASE NAS DCNEM DIMENSÕES: Trabalho, Ciência, Cultura e Tecnologia: como eixo integrador entre os conhecimentos de distintas naturezas - formação humana integral - reconhecendo os estudantes do ensino médio no contexto das múltiplas juventudes. PRINCÍPIOS Trabalho: princípio educativo Pesquisa: princípio pedagógico Direitos Humanos: como princípio norteador Sustentabilidade socioambiental como meta universal 8

Na segunda unidade fazemos uma reflexão a respeito das ferramentas de planejamento participativo como mediações da organização do trabalho pedagógico. 9

-Redesenho curricular: Proposta Pedagógica Curricular (LDB art.12,i e art.13,i) -Reescrita do Projeto Político Pedagógico (LDB art. 14,I) -Elaboração do Plano de Trabalho Docente (LDB art. 13, I e II) -Reelaboração do Regimento Escolar e dos Estatutos (CE, GE, APM) 10

Proposta Pedagógica Curricular explicita: -O quê: seleção dos conhecimentos articuladores de cada área de conhecimento e das relações entre os conteúdos de cada componente curricular e entre estes e as demais áreas (socialização e apropriação do conhecimento produzido historicamente) -O como: Metodologia de ensino e práticas avaliativas -O por quê: o direito à aprendizagem de qualidade social e desenvolvimento humano social de todos os estudantes -O para quê: compromisso com a emancipação das camadas populares, criando e recriando os espaços de participação na escola como espaço educativo. 11

Na escola, as práticas educativas constituem: espaços de participação política possibilitam a revisão de papéis dos sujeitos e dos sentidos que eles ganham na produção da vida cotidiana e, nesta condição, é que se formam os processos de empoderamento. É necessário compreender o empoderamento na ótica do conceito que gera possibilidades e limites de participação social e política dos sujeitos, à luz da vertente emancipatória. (p.18) 12

13

Na escola, o espaço de empoderamento conclama os fundamentos da democracia participativa como forma potencializadora da participação de todos os segmentos da comunidade escolar na reescrita, acompanhamento e avaliação contínua do Projeto Político-Pedagógico.(p.19) 14

Na terceira unidade discutimos a escola como lócus da formação continuada, reconfigurando as ações pedagógicas de professores, coordenadores pedagógicos e gestores escolares no contexto da hora-atividade. 15

Realiza uma discussão e reflexão sobre importância da gestão democrática da escola pública como princípio (re)configurador da função do gestor escolar - como dirigente articulador do projeto político pedagógico, portanto responsável pela organização das condições necessárias ao trabalho pedagógico e neste contexto, a hora atividade concentrada como espaço destinado à formação continuada de todos os profissionais da escola (professores e funcionários) 16

GESTÃO DEMOCRÁTICA Caráter pedagógico da função Gestor escolar Professor configura o reconhecimento quanto a importância da organização do tempo Hora atividade para realizar as atividades de planejamento coletivo (PTD) e as atividade de formação continuada 17

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UNIDADE Nº 1 19

1- REFLEXÃO E AÇÃO O professor Miguel Arroyo realiza uma discussão acerca da diversidade na sociedade e na escola. Vamos assistir ao vídeo? Faça uma reflexão com seus colegas, com base nas questões: 1- A diversidade e a pluralidade constituem desafio na organização do trabalho pedagógico escolar? Quais? 2- A pluralidade e a diversidade podem ser mola propulsora de nova organização do trabalho pedagógico? Como? Por que? Essa reflexão possibilitou um novo olhar sobre a diversidade da sua escola? Registre as conclusões dessa reflexão, destacando os aspectos que a comunidade escolar precisa considerar na reescrita do PPP e na elaboração do Plano de Trabalho Docente. Apresente os registros dessa reflexão ao Conselho Escolar para análise, apreciação e deliberação quanto a mudanças necessárias das práticas pedagógicas e de gestão da escola. http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/modules/video/showvideo.php?video= 17766# 20

2- REFLEXÃO E AÇÃO Professora e professor, propomos nesta lógica de organização do trabalho pedagógico escolar, uma reflexão acerca dos espaços de participação ampliada de estudantes, professores, funcionários e familiares nos processos de gestão democrática da escola, com vistas à socialização do conhecimento e democratização das relações internas na escola. Realize uma discussão com os estudantes em pelo menos uma de suas turmas para debater as formas de participação no Conselho Escolar, no Grêmio Estudantil e no Conselho de Classe Participativo, como lócus do exercício do diálogo enquanto ferramenta de construção da autonomia dos atores da escola, como por exemplo, a reescrita do PPP. Nesta atividade formativa de reescrita do PPP, todos os sujeitos do processo educativo assumem o seu papel social de ator e de autor do projeto da escola, em condições de igualdade, superando os limites da democracia representativa que circunscreve o exercício de voz e voto apenas àqueles representantes eleitos. Nesta reflexão, realize as seguintes atividades: 21

1) Explicite as principais características da pluralidade e diversidade dos sujeitos (professores e estudantes) como fundamentos a serem considerados no PPP. 2) Faça uma discussão com os estudantes de uma de suas turmas acerca do empoderamento e dos desafios decorrentes dessa relação democrática. 3) Realize uma reflexão sobre a dualidade estrutural do Ensino Médio, identificando as manifestações nos estudantes e professores. 4) Faça uma discussão sobre a formação continuada como espaço de debate e de aproveitamento das experiências docentes. A partir dessas reflexões e dos registros decorrentes dessas atividades, faça uma análise com os professores cursistas de sua turma, considerando as seguintes questões: a) Quais são os problemas que precisam ser resolvidos imediatamente na escola? b) O que já foi feito para resolvê-los? c) Como cada segmento pode contribuir para mudar essa situação? Destaque as contribuições dos estudantes. Agora, encaminhe os registros desta atividade ao gestor e ao Conselho Escolar como contribuição para a reescrita do Projeto Político-Pedagógico. 22

UNIDADE Nº 2 23

Síntese da unidade nº 2 24

3-REFLEXÃO E AÇÃO Faça uma reflexão acerca do esquema apresentado como síntese desta unidade do Caderno. A seguir, em pequenos grupos, discuta com seus colegas e escreva os principais problemas da escola (Ensino Médio) na coluna da tabela. Analise os impactos desses problemas na escola. Agora, proponha ações para mudar essa realidade. Socialize os resultados desta atividade como contribuição para a reescrita do PPP. PROBLEMAS (o que precisa ser mudado) IMPACTOS NEGATIVOS (do problema) AÇÕES (para resolver o problema) 1. 2. 3. 4. 5. 25

UNIDADE Nº 3 26

4-REFLEXÃO E AÇÃO Prezado Professor, prezada Professora, individualmente leia as duas atividades propostas e escolha uma para realizar. Faça os registros da atividade selecionada e socialize as suas conclusões com seus colegas. I - Mediante sua participação no Conselho de Classe, faça um relatório claro e objetivo com base nas seguintes questões: Anote todos os diálogos e impressões que você puder observar nesta tarefa. Agora responda: 1-Quais foram os problemas levantados? 2-Quais os encaminhamentos propostos? 3-Estabeleça a diferença entre queixa e problema. 4-Quais questões de ensino e aprendizagem foram tratadas no Conselho? 5-Quais foram as sugestões propostas? 6-Quais práticas de gestão democrática, você identificou no Conselho? 7- Que mudanças, você propõe para a realização do Conselho de Classe? II - Realize a leitura e análise de uma ata de Conselho de Classe com base nas questões apresentadas na atividade I. 27

DESAFIOS IES Fortalecer o diálogo com as Seduc para articular e complementar as demandas decorrentes das discussões a acerca do Caderno no contexto dos Sistemas de Ensino. ESCOLAS Fortalecer as práticas educativas das escolas, dialogando com as experiências dos professores à luz dos marcos legais e conceituais Para tanto, no contexto da diversidade cultural da nação brasileira, na perspectiva de uma proposta de formação humana integral e de garantia do acesso à educação e ao direito à aprendizagem, significa que a escola, na organização do seu trabalho pedagógico, por exemplo: 28

[...] levar em conta a origem das famílias e reconhecer as diferenças entre os referenciais culturais de uma família nordestina e de uma família gaúcha, ou ainda, reconhecer que, no interior dessas famílias e na relação de umas com as outras, encontramos indivíduos que não são iguais, mas que têm especificidades de gênero, raça/etnia, religião, orientação sexual, valores e outras diferenças definidas a partir de suas histórias pessoais. (BRASIL/ MEC/SEPPIR, 2009, p. 23) 29