9 - Escoamento Superficial

Documentos relacionados
PHA Hidrologia Ambiental. Escoamento Superficial e Análise do Hidrograma de Cheia

Escoamento Superficial e Análise do Hidrograma

Professora: Amanara Potykytã de Sousa Dias Vieira HIDROLOGIA

Ciclo Hidrológico e Bacia Hidrográfica. Prof. D.Sc Enoque Pereira da Silva

2 - Balanço Hídrico. A quantificação do ciclo hidrológico é um balanço de massa:

Quantificação de grandezas Ambientais

Hidráulica e Hidrologia

ESTADO DE MATO GROSSO SECRETARIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP DEPARTAMENTO DE

HIDROLOGIA AULA semestre - Engenharia Civil. Profª. Priscila Pini

Cargas externas de poluentes. Princípios da Modelagem e Controle da Qualidade da Água Superficial Regina Kishi, 10/23/2014, Página 1

HIDROLOGIA AULA semestre - Engenharia Civil. ESCOAMENTO SUPERFICIAL 2 Profª. Priscila Pini

C I C L O H I D R O L Ó G I C O

CC54Z - Hidrologia. Bacia hidrográfica: conceitos fundamentais e caracterização fisiográfica. Universidade Tecnológica Federal do Paraná

CICLO HIDROLÓGICO CICLO HIDROLÓGICO CARACTERIZAÇÃO DE BACIAS HIDROGRÁFICAS

Sistema de Esgotamento Sanitário

2.5 Caracterização Fisiográfica da Bacia Hidrográfica

PRECIPITAÇÕES EXTREMAS

EVAPOTRANSPIRAÇÃO INTERCEPTAÇÃO PELO DOSSEL

Ciências do Ambiente

Ciclo Hidrológico. Augusto Heine

HIDROLOGIA APLICADA. Professor: ALCEU GOMES DE ANDRADE FILHO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CENTRO DE TECNOLOGIA E RECURSOS NATURAIS UNIDADE ACADÊMICA DE ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA: HIDROLOGIA APLICADA

PHA Hidrologia Ambiental. Chuva-vazão e Hidrograma Unitário

Capítulo 65 Método de Ven Te Chow

Fundação Carmelitana Mário Palmério-FUCAMP Curso de Bacharelado em Engenharia Civil. Hidrologia Aplicada C A R O L I N A A.

CC54Z - Hidrologia. Precipitação: definição, métodos de medição e grandezas características. Universidade Tecnológica Federal do Paraná

CC54Z - Hidrologia. Definições, aspectos gerais e o ciclo hidrológico. Universidade Tecnológica Federal do Paraná

PROGRAMA ANALÍTICO DE DISCIPLINA

DRENAGEM AULA 02 ESTUDOS HIDROLÓGICOS

Hidrologia. 3 - Coleta de Dados de Interesse para a Hidrologia 3.1. Introdução 3.2. Sistemas clássicos Estações meteorológicas

CAPÍTULO VII PREVISÕES DE ENCHENTES 7.2. PREVISÃO DE ENCHENTES EXECUTADO POR MÉTODOS INDIRETOS.-

Hidrologia Carga Horária: 64 horas Prof a Ticiana M. de Carvalho Studart

Universidade Tecnológica Federal do Paraná. CC54Z - Hidrologia. Introdução a hidrologia estatística. Prof. Fernando Andrade Curitiba, 2014

MEMORIAL DE CÁLCULO DIMENSIONAMENTO DA TUBULAÇÃO DE ÁGUA PLUVIAL

PLANO DE ENSINO. Semestre letivo

EXERCÍCIOS SOBRE SEPARAÇÃO DE ESCOAMENTOS

Aproveitamento de água de chuva Capitulo 21- Noções de hidrologia engenheiro Plínio Tomaz 20 de agosto de 2010

B Hidrograma Unitário

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE TECNOLOGIA Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental - PPGEAmb

BACIA HIDROGRÁFICA. Nomenclatura. Divisor de água da bacia. Talweg (talvegue) Lugar geométrico dos pontos de mínimas cotas das seções transversais

Sumário. Apresentação I Apresentação II Apresentação III Prefácio Capítulo 1 Introdução... 37

Universidade Tecnológica Federal do Paraná. CC54Z - Hidrologia. Infiltração e água no solo. Prof. Fernando Andrade Curitiba, 2014

Ciclo hidrológico e distribuição da água na Terra

7.2. Fatores que Influenciam no Escoamento Superficial

FACULDADE SUDOESTE PAULISTA CURSO - ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA - HIDROLOGIA APLICADA EXERCÍCIO DE REVISÃO

1. DEFINIÇÕES 1. DISTRIBUIÇÃO VERTICAL DA ÁGUA

Pontifícia Universidade Católica de Goiás Engenharia Civil. Bacias Hidrográficas. Professora: Mayara Moraes

Universidade Federal de Pelotas Centro de Engenharias. Disciplina de Drenagem Urbana. Professora: Andréa Souza Castro.

Universidade Tecnológica Federal do Paraná. CC54Z - Hidrologia. Evaporação e evapotranspiração. Prof. Fernando Andrade Curitiba, 2014

6 - Infiltração. Diâmetro (mm) 0,0002 a 0,002 0,002 a 0,02. 0,02 a 0,2 Areia fina 0,2 a 2,0 Areia grossa

HIDROLOGIA AULA semestre - Engenharia Civil. REVISÃO PROVA 1º BIMESTRE Profª. Priscila Pini

13 DOTAÇÕES DE REGA 13.1 Introdução 13.2 Evapotranspiração Cultural 13.3 Dotações de Rega 13.4 Exercícios Bibliografia

ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROZ ESALQ/USP LEB 1440 HIDROLOGIA E DRENAGEM Prof. Fernando Campos Mendonça 4 - ESCOAMENTO SUPERFICIAL

IMPACTOS AMBIENTAIS AOS -CANALIZAÇÕES E RETIFICAÇÕES-

ACH 1056 Fundamento de Cartografia Profª. Mariana Soares Domingues

Interceptação 16/03/2016. Revisão: Definições e Conceitos: Definições e Conceitos: Interceptação Vegetal: Definições e Conceitos:

HIDROLOGIA E RECURSOS HÍDRICOS. Os exames da disciplina de Hidrologia e Recursos Hídricos (LECivil) realizam-se nas seguintes datas e locais:

BACIA HIDROGRAFICA. Governo do Estado de São Paulo Secretaria do Meio Ambiente

DRENAGEM EM OBRAS VIÁRIAS. Waldir Moura Ayres Maio/2009

INFILTRAÇÃO Figura 1 Evolução do perfil de umidade do solo.

CARACTERIZAÇÃO MORFOMÉTRICA DA SUB-BACIA HIDROGRÁFICA DO RIBEIRÃO SÃO PEDRO, JEQUITINHONHA/MG Aline J. Freire 1, Cristiano Christofaro 2

CAPITULO 5 INFILTRAÇÃO

HIDROLOGIA E RECURSOS HÍDRICOS. Exames

5. Evaporação e Transpiração

Modelos de simulação hidrológica - Modelo ABC6 Análise de Bacias Complexas

HIDROLOGIA BÁSICA RESUMO

Hidrologia Bacias hidrográficas

ENGENHARIA AGRONÔMICA HIDROLOGIA. Bacias Hidrográficas. Prof. Miguel Toledo del Pino, Eng. Agrícola Dr. 2018

Universidade Tecnológica Federal do Paraná. CC54Z - Hidrologia. Hidrograma unitário. Prof. Fernando Andrade Curitiba, 2014

Capítulo 85 Método de Denver

Hidrologia Aplicada Carga Horária: 72 horas Prof a Ticiana M. de Carvalho Studart

HIDROLOGIA ENGENHARIA AMBIENTAL

Universidade Tecnológica Federal do Paraná. CC54Z - Hidrologia. Precipitação: análise de dados pluviométricos. Prof. Fernando Andrade Curitiba, 2014

MANEJO DE BACIAS HIDROGRÁFICAS PARA PRODUÇÃO DE ÁGUA. Profª Celme Torres F da Costa

HIDROLOGIA. Precipitação. Prof Miguel Toledo del Pino, Eng. Agrícola Dr.

4. INFILTRAÇÃO. Prof. Antenor Rodrigues Barbosa Júnior. Figura 4.1 Evolução do perfil de umidade do solo.

Ciclo Hidrológico e Balanço Hídrico

Ciclo Hidrológico Balanço Hídrico

Departamento de Engenharia Civil Disciplina : Hidrologia (HIA0001) Prof. Dr. Doalcey Antunes Ramos

7 Drenagem Urbana Ciclo Hidrológico. Nuvem de chuva (vapor condensado) Formação de nuvem (vapor) Evaporação e transpiração de plantas e árvores

DRENAGEM E ESTUDO HIDROLÓGICO

Roteiro. Definição de termos e justificativa do estudo Estado da arte O que está sendo feito

CICLO HIDROLÓGICO FENÔMENO GLOBAL DE CIRCULAÇÃO DE ÁGUA ENTRE A SUPERFÍCIE TERRESTRE E A ATMOSFERA, IMPULSIONADO PELA ENERGIA SOLAR.

Hidroclimatologia. Prof. Enoque Pereira da Silva. Paracatu - MG

Recursos Hídricos e Meio Ambiente. Matheus Lemos

2.1. O CICLO HIDROLÓGICO: ALVO DOS ESTUDOS HIDROLÓGICOS

Introdução. Universidade Regional do Cariri URCA. Coordenação da Construção Civil. Prof. MSc. Renato de Oliveira Fernandes

ESCOAMENTO SUPERFICIAL Segmento do ciclo hidrológico que estuda o deslocamento das águas sobre a superfície do solo.

Transcrição:

9 - Escoamento Superficial 9.1 Generalidades e ocorrência ESCOAMENTO SUPERFICIAL Estuda o deslocamento das águas na superfície da terra CHUVA Posteriormente evapora Interceptada pela vegetação e outros obstáculos Atinge o solo Retida em depressões do terreno Infiltra Escoa pela superfície Rede de drenagem: Canalículos Córregos Ribeirões Rios Lagos 1

Vazão por região Conjuntura de Recursos Hídricos no Brasil Informe 2010 2

Vazão média e população ANA. 2005. Caderno de Recursos Hídricos Disponibilidade e Demandas de Recursos Hídricos no Brasil. 3

Vazão de alguns rios brasileiros Rio Vazão (m³/s) Rio Amazonas (Rio Amazonas) 209000 Rio Solimões (Rio Amazonas) 103000 Rio Madeira (Rio Amazonas) 31200 Rio Negro (Rio Amazonas) 28400 Rio Japurá (Rio Amazonas) 18620 Rio Tapajós (Rio Amazonas) 13500 Rio Purus (Rio Amazonas) 11000 Rio Tocantins (Rio Tocantins) 11000 Rio Paraná (Rio Paraná) 11000 Rio Xingu (Rio Amazonas) 9700 Rio Içá (Rio Amazonas) 8800 Rio Juruá (Rio Amazonas) 8440 Rio Araguaia (Rio Tocantins) 5500 Rio Uruguai (Rio Uruguai) 4150 Rio S. Francisco (Rio S. Francisco) 2850 Rio Paraguai (Rio Paraná) 1290 Fonte: Portal Amazônia Sub-bacia Área Vazão (m 3 /s) (km 2 ) Q 95% Q 60% Q 38% Rio Iraí 164 0,48 1,82 3,16 Rio Piraquara 102 0,30 1,14 1,97 Rio Atuba 14 0,04 0,15 0,27 Rio Palmital 29 0,09 0,33 0,57 Rio Barigui 64 0,19 0,71 1,23 Alto Iguaçu 1285 2,82 10,68 18,49 Fonte: Plano da Bacia do Alto Iguaçu e afluentes do Ribeira 4

Vazão - Distribuição espacial e temporal Fonte: Chapra, 1997 5

ANA. Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil Informe 2010 6

9.2 - Componentes do escoamento dos cursos de água Quatro vias que a água da chuva atinge os cursos de água: 7

9.3 - Hidrograma Gráfico que representa a vazão registrada em uma seção do rio em função do tempo. Resultado da interação de todos os componentes do ciclo hidrológico entre a ocorrência da precipitação e a vazão na bacia hidrográfica Contribuição total que produz escoamento da água na seção considerada: P direta sobre a superfície livre Escoamento superficial Q = Q sub + Q ES Escoamento subsuperficial Escoamento subterrâneo 8

No início da precipitação Para as enchentes maiores Nível do lençol após a chuva Nível do lençol antes da chuva Pinto et al. 1976 9

9.4 - Grandezas características Nível de água Altura atingida pela água na seção em relação a uma determinada referência Vazão (Q) Vazão específica ou contribuição unitária (Q/A) Chuva efetiva (P ef ) P ef = Vol esc.sup. / Área Freqüência de uma Q Número de ocorrência da Q num período de tempo Período de retorno Tempo de concentração Intervalo de tempo contado desde o início da chuva até que toda a bacia comece a contribuir para a seção em estudo. Duração da trajetória da partícula que demora mais tempo para atingir a seção em estudo. 10

Coeficiente de deflúvio (c) Coeficiente de escoamento superficial (runoff) Relação entre a quantidade de água escoada superficialmente e a quantidade de água precipitada na bacia c = P ef / P c = Vol esc.sup. / Vol precipitado Coeficiente pode ser relativo a: uma chuva isolada um intervalo de tempo onde várias chuvas ocorreram Conhecido c para uma determinada chuva intensa de uma certa duração: Determina-se escoamento superficial de outras precipitações de intensidades diferentes, desde que a duração seja a mesma 11

Relevo: 9.5 - Fatores de influência do hidrograma Densidade de drenagem, declividade do rio ou da bacia, capacidade de armazenamento e forma Forma da bacia Tipo radial: concentra o escoamento antecipando e aumentando o pico em relação a uma bacia mais alongada, que tem escoamento predominante no canal principal e percurso mais longo até a seção principal, amortecendo as vazões. 12

Boa drenagem e grande declividade Hidrograma íngreme com pouco escoamento de base. Ex: bacias de cabeceira Grandes áreas de inundação Amortecem o escoamento e regularizam o fluxo. 13

Cobertura da bacia A vegetação tende a retardar o escoamento e aumentar as perdas por evapotranspiração. Nas bacias urbanas, onde a cobertura é alterada (impermeável), acrescida de uma rede de drenagem mais eficiente, o escoamento superficial e o pico aumentam. 14

Modificações artificiais no rio Um reservatório para regularização de vazão tende a reduzir o pico e distribuir o volume, enquanto a canalização tende a aumentar o pico (bacia urbana). 15

Distribuição, duração e intensidade da precipitação Distribuição espacial: quando a precipitação se concentra na parte inferior da bacia, deslocando-se posteriormente para montante, o hidrograma pode até ter 2 picos. Distribuição temporal da precipitação: quando P é cte, a capacidade de armazenamento e tc da bacia são atingidos, estabilizando valor do pico. Após o término da chuva, o hidrograma entra em recessão. 16

Bacias pequenas (<500km 2 ): precipitações convectivas de alta intensidade, pequena duração e distribuída numa pequena área, podem provocar grandes enchentes. Bacias maiores: precipitações mais importantes são as frontais, que atingem grandes áreas com intensidade média. 17

9.6 - Componentes do hidrograma O hidrograma pode ser caracterizado por 3 partes: Ascensão Região do pico Recessão Término do escoamento superficial e início da recessão Início da ascensão do hidrograma, ou do escoamento superficial. (de base) Curva de depleção da água do solo (direto) 18

I e (mm/h) T t c N Tempo de retardamento (t l ) Tempo de pico (T p ) Retardamento do pico (t p ) Tempo de concentração (t c ) Tempo de base (t b ) t l t p T p t b 19

9.7 Separação do escoamento superficial I e (mm/h) Escoamento superficial Escoamento subsuperficial Escoamento subterrâneo Q = Q sub + Q ES 20

Método 1: Extrapolar a curva de recessão a partir do ponto C até encontrar o ponto B, localizado abaixo da vertical do pico Ligar os pontos A, B e C. O volume acima da linha ABC é o escoamento superficial e o volume abaixo é o escoamento subterrâneo. Método 2: Ligar o ponto A e C por uma reta. Método 3: Extrapolar a tendência anterior ao ponto A até a vertical do pico, encontrando o ponto D. Ligar os pontos D e C. a) Método gráfico 21

Método alternativo: Prolongar tendência do hidrograma antes do ponto A até o ponto B (abaixo do pico) e da recessão a partir de C. Desenhar a curva restante definindo o ponto D 22

b) Determinação do ponto C Critério 1 - Linsley et al. (1975) N=0,827 A 0,2 N tempo entre pico do hidrograma e o tempo do ponto C (dias) A área da bacia (km 2 ) I e (mm/h) T t c N Critério 2 Pelo tempo de concentração: Tempo entre fim da precipitação efetiva e o final do escoamento superficial (ponto C). t c =0,188L 0,77 S -0,385 23

Critério 3 No hidrograma, a curva após C é chamada de curva de depleção da água do solo. A equação da curva de depleção pode ser deduzida, considerando a seguinte hipótese simplificadora: dq dt Q Ver em Balanço hídrico - ΔS 0 Constante para o aqüífero em particular: constante de depleção Q Q 0 dq Q t dt ( t t ) t 0 Q ln 0 Q 0 Q Q e 0 ( t t 0 ) Reta 24

Critério 4 - Inspeção visual Plotagem das vazões numa escala mono-log (vazão na escala logarítmica). Como a recessão tende a seguir uma equação exponencial, numa escala logarítmica a mesma tende para uma reta. Quando ocorre modificação substancial da declividade da reta de recessão, o ponto C é identificado. Quando ocorre mais de uma modificação 25

Exercício 1 26

9.8 Hietograma efetivo Apresentado no quadro 27

9.9 Chuva efetiva sem dados de chuva Apresentado no quadro 28

29

30

31

9.10 - Hietograma efetivo sem dados de chuva Apresentado no quadro 33

Coleção ABRH Literatura Pinto et al. 1976. Hidrologia Básica. São Paulo: Ed. Edgard Blücher Ltda. Villela & Mattos. 1975. Hidrologia Aplicada. São Paulo: McGrawHill. 34