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Transcrição:

TENENTISMO (1922-1926)

TRANSFORMAÇÕES NO BRASIL NA VIRADA DE 1920 Industrialização substitutiva de exportações Crescimento dos centros urbanos (São Paulo / Rio de Janeiro) Mudanças no cenário Nacional após a 1ª Guerra Mundial Greve Geral de 1917 Surgimento do Partido Comunista Brasileiro Aumento do parque industrial brasileiro (de 6500 para 13 mil industrias - 10 anos) Surgimento de setores secundários e terciários (desenvolvimento de classes sociais intermediárias (Comércio/Serviços) Choque entre o Antigo e o Novo Surgimento de novos atores sociais 1ª Geração Modernista Elo entre o Popular e Erudito ; Semana de Arte Moderna (1922) Movimento Antropofágico necessidade de se estabelecer uma relação com o Brasil que de fato existe;

INSTABILIDADES NO CAMPO POLÍTICO-SOCIAL Cenário de descontentamento de vários grupos sociais frente o domínio político das Oligarquias e a crise econômica mundial (Pós 1ª Guerra); VALORIZAÇÃO DO CAFÉ (DESEMPREGO/INFLAÇÃO) Teve como epicentro os centros urbanos representadas, principalmente, pelas camadas médias urbanas (Profissionais liberais, comerciantes, operários das industrias e médios oficiais das Forças Armadas; Faziam parte ainda dos descontentes grupos ligados às oligarquias dissidentes e parte de industriais.

TENENTISMO (1922-1926) Eleições de 1922 : Reação Republicana (Nilo Peçanha/RS, BA, PE e RJ) Cartas falsas de Artur Bernardes direcionada a Hermes da Fonseca Governistas (Artur Bernardes/MG e SP) Críticas de Hermes da Fonseca às eleições (fraudulentas) e à Política Oligárquica Movimento político-militar desencadeado no início da década de 1920 por maioria de baixos e médios oficiais das Forças Armadas contra a política oligárquica que vigorava no país; Movimento de caráter reformista, buscavam tomar o poder pela luta armada não possuindo um projeto definido de poder ; O Tenentismo não possuía uma unidade enquanto discurso político (influenciado por correntes distintas de pensamento político); POLÍTICA DO CAFÉ COM LEITE Prisão de Hermes da Fonseca por Epitácio Pessoa e fechamento do Clube Militar LIBERALISMO SOCIALISMO POSITIVISMO

OBJETIVOS PRINCIPAIS DO TENENTISMO Defesa do Nacionalismo e da centralidade política (Estado forte); Combate às oligarquias e ao coronelismo; Melhores condições para as Forças Armadas (Equipamentos/Soldos); Participação dos militares no cenário político nacional; Independência do Poder Judiciário; Moralização da administração pública com o fim da corrupção; Fim das práticas eleitorais fraudulentas; Instituição do voto secreto e implantação da Justiça Eleitoral ; Defesa da economia nacional frente o capital e interesses estrangeiros; Modernização e industrialização do Brasil; Reformas na educação pública (Ensino público e gratuito); Não previa a participação popular na política nacional e nem buscava melhoras no social; O Movimento Tenentista não contava com o apoio de todo o exército sendo combatido por alguns de seus setores.

REVOLTA DOS 18 DO FORTE DE COPACABANA Dá início aos movimentos tenentistas no Brasil após a prisão de Hermes da Fonseca e o fechamento do Clube Militar críticas à intervenção militar em Pernambuco por ordem de Epitácio Pessoa; Movimento liderado por oficiais do Forte de Copacabana e da Escola Militar (Tenentes e Capitães) Contrários à posse de Artur Bernardes; Forte repressão do Governo Federal Bombardeios ao Forte e marcha de 18 militares revoltosos + 1 civil rumo ao Palácio do Catete; Maior parte dos revoltosos foram mortos pelas tropas governistas sobrevivendo os tenentes Eduardo Gomes e Siqueira Campos; O movimento serviu como referência às demais revoltas tenentistas.

REVOLTAS TENENTISTAS DE 1924 Ocorreram após dois anos da Revolta dos 18 do Forte de Copacabana; O movimento conta com a participação de militares (oficiais) de São Paulo, liderados pelo Gen. Isidoro Dias Lopes, além do Major Miguel Costa e pelos tenentes Juarez Távora e Eduardo Gomes com o objetivo de depor o presidente Artur Bernardes; O movimento também contou com a participação de alguns políticos (como Nilo Peçanha); Os tenentistas de São Paulo conseguem tomar a capital do estado controlando-a por 22 dias ; Os movimentos revoltosos ganham repercussão e eclodem em Sergipe, Amazonas e Rio Grande do Sul; Os governistas se reorganizam e com auxílio de tropas do Rio de Janeiro conseguem contraatacar os revoltosos Formação da Coluna Paulista (liderada por Miguel Costa) por parte dos tenentistas que optam por deixar a São Paulo rumo ao sul do país - encontro com tenentistas gaúchos que haviam perdido combates no Rio Grande do Sul (Coluna gaúcha) - liderados por Luís Carlos Prestes;

COLUNA PRESTES-MIGUEL COSTA (1925-1926) Sob liderança do Capitão Luís Carlos Prestes, cerca de 1500 militares passaram a combater em 24 mil quilômetros (A Grande Marcha) dentro do território nacional contra as políticas oligárquicas e contra o governo de Artur Bernardes, sem perder uma única batalha; Uso de táticas de guerrilhas contra as tropas governistas e busca de apoio popular (pouca adesão); No final de 1926, a Coluna Prestes, sem conseguir alcançar seu objetivo (deposição de Artur Bernardes e tomada de poder), refugiou-se na Bolívia e no Paraguai onde acabou se fragmentando e seus membros passaram a ser influenciados por várias correntes políticas distintas; Luís Carlos Prestes voltaria ao Brasil anos mais tarde, convertido ao Socialismo (Marxista), passaria a integrar o PCB, enquanto Miguel Costa, retornaria para integrar a ANL Ação Nacional Libertadora (contra os Integralistas), além de Juarez Távora, que passaria a compor o governo de Getúlio Vargas pós Golpe de 1930.

EFEITOS DO TENENTISMO NA POLÍTICA OLIGÁRQUICA Revelava a fragilidade das oligarquias nacionais ao não ser derrotada por ela; Ecoava como uma forte voz de contestação à ordem estabelecida; Buscava propagar ideias de cunho reformista ao modelo estabelecido; Representava uma séria ruptura em uma das principais instituições do Estado; Seus membros passariam a representar importantes lideranças no cenário político nacional servindo como fator de aglutinação aos demais grupos insurgentes;