Qualidade: Caminho para a competitividade
PRINCIPAIS PROBLEMAS NOS PROCESSOS DE: 1) Produção; 2) Colheita Mecanizada; 3) Beneficiamento; 4) Industrialização; 5) Comercialização e Exportação do Algodão Brasileiro.
1 - PRODUÇÃO 1.1) Variedades: É de grande importância que o produtor na escolha da variedade a ser semeada, além de observar o ciclo da planta, produtividade, resistência a pragas e rendimento de pluma, deverá também observar o potencial da qualidade intrínseca e extrínseca da mesma, afim de atender as necessidades da indústria têxtil. Por mais pura e melhorada que seja uma variedade, suas propriedades não serão necessariamente semelhantes, quando plantadas em lugares ou anos diferentes.
1.2) Área a ser cultivada: O tipo de solo é fator influente na qualidade da fibra, sendo determinante para o desenvolvimento da planta, impactando diretamente na cor do algodão. Portanto deve-se observar a correção do solo para se obter um bom desenvolvimento da planta. 1.3) Tratos Culturais: A presença de pragas e doenças no período de desenvolvimento da planta, ocasionam problemas na qualidade. O bicudo pode vir a inviabilizar a cultura, o pulgão e a mosca branca causam a contaminação por caramelização na fibra, a presença de plantas daninhas causam contaminação por impurezas. Portanto na produção da cultura do algodão, o produtor deverá cuidar de forma eficaz de todas as etapas no desenvolvimento da planta, para garantir uma fibra de qualidade.
1.4) Fatores Climáticos: A qualidade da fibra, esta diretamente ligada a distribuição regular da chuvas, conforme a necessidade da planta. A falta ou excesso de chuvas, ocasionam perda de produtividade, afetam a qualidade extrínseca, manchando a fibra, alterando a sua cor e elevando o grau de impurezas, além de prejudicar a qualidade intrínseca, tais como, comprimento, resistência e micronaire.
2 - COLHEITA MECANIZADA 2.1) Impurezas: O processo de colheita mecanizada, afeta diretamente a qualidade extrínseca da fibra, a depender da velocidade e regulagem das placas, aumenta-se o grau de impurezas e formação de neps (emaranhado de fibras). 2.2) O horário de colheita: Impacta na perda de brilho na cor do algodão, devido a umidade da fibra (sereno). 2.3) Característica Intrínseca: A colheita do algodão imaturo ocasiona elevados índices de fibras curtas, consequentemente comprimentos baixos, o que prejudica a qualidade. Portanto deve-se observar o ciclo da planta.
3) BENEFICIAMENTO Misturar fardos de algodão em capulho de fazendas, talhões e variedades distintas, no beneficiamento, ocasionam variações e heterogeneidade nos parâmetros de qualidade do algodão, assim como regulagens das máquinas, gestão da umidade do algodão em caroço, para se obter uma limpeza com maior eficiência e menor agressão no processo de descaroçamento. Portanto todos os pontos do processo de beneficiamento, devem ser criteriosamente acompanhados, com o objetivo de se obter maior qualidade da fibra. Gerir a regulagem das máquinas e a umidade do algodão em caroço, obtendo algodão com menor índice de impureza, melhor uniformidade no comprimento e consequentemente reduzindo o teor de fibras curtas.
4) INDUSTRIALIZAÇÃO A indústria ao adquirir a matéria prima, preza pela qualidade da fibra, a depender do seu produto final manufaturado, diante a isso a exigência dos critérios de qualidade podem variar. As Principais características da fibra, exigidos pela indústria têxtil são comprimento, uniformidade, micronaire, resistência, cor e grau de impureza. Entre os maiores problemas citados pela indústria, está relacionado ao índice de fibras curtas, e contaminação por caramelização. A fim de atender essas exigências de qualidade, o produtor deve acompanhar e observar os principais pontos no plantio, colheita e beneficiamento.
5) COMERCIALIZAÇÃO E EXPORTAÇÃO DO ALGODÃO BRASILEIRO Na comercialização da pluma, sempre são exigidos algodão de boa qualidade, porém no cenário ao qual a produção esta sujeita, nem sempre o produtor consegue fornecer a matéria prima com a qualidade exigida pelo mercado, contudo, quando consegue produzir uma fibra de qualidade superior á exigida, normalmente não é remunerado para tal Essas situações ocorrem a diversos fatores: Situação do mercado do ano vigente, onde a oferta de algodão está mais escassa, aumenta-se o seu valor de mercado, e diminuindo as exigências de qualidade, quando há falta de algodão, tende a diminuir o seu valor, e aumentar a exigência em relação a qualidade.
Devido a grande parte da produção, ainda ser emblocada somente pela classificação visual, ao se realizar a classificação intrínseca deste algodão, ocorre uma variação ao ponto de alguns fardos não atenderem as exigências de qualidade, desta forma acarretando em deságios da pluma. A qualidade da fibra de algodão é de extrema importância para a competitividade com as fibras sintéticas no mercado mundial. Para que o produtor seja incentivado a produzir algodão de qualidade superior, o mercado deve praticar uma melhor remuneração, a fim de cobrir os riscos na produção.
Utilizar a pratica de emblocamento pela característica intrínseca da fibra, apresentando lotes com maior uniformidade e qualidade, segregando fardos com alta qualidade. Como um participante deste mercado, o Brasil precisa se posicionar como fornecedor confiável, firmar contratos antecipados cumprindo prazos com as indústrias têxteis, visando produzir fibra de boa qualidade.
OBRIGADO! Celestino Zanella Presidente da Abapa