Software Livre: Conceitos, História e Impactos



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Transcrição:

Software Livre: Conceitos, História e Impactos Francisco José da Silva e Silva Grupo de Engenharia de Sistemas e Mobilidade Laboratório de Sistemas Distribuídos (LSD) Departamento de Informática / UFMA Março de 2009 Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 1 / 54

Agenda 1 Definição e Motivação 2 História do Software Livre 3 Modelos de Distribuição de Software 4 Licenças Utilizadas na Distribuição de Software 5 Impactos do Software Livre 6 Considerações Finais Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 2 / 54

Definição e Motivação 1 Definição e Motivação 2 História do Software Livre 3 Modelos de Distribuição de Software 4 Licenças Utilizadas na Distribuição de Software 5 Impactos do Software Livre 6 Considerações Finais Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 3 / 54

Definição e Motivação O que é Software Livre? Se refere a quatro tipos de liberdade para os usuários do software: 1 A liberdade de executar, para qualquer uso; 2 A liberdade de estudar o funcionamento de um programa e de adaptá-lo às suas necessidades; 3 A liberdade de redistribuir cópias; 4 A liberdade de melhorar o programa e de tornar as modificações públicas, de modo que todos se beneficiem das melhorias. Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para as liberdades 2 e 4; Software Livre é uma questão de liberdade, não de preço. Para entender o conceito, você deve pensar em liberdade de expressão, não em cerveja grátis. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 4 / 54

Definição e Motivação O que é Software Livre? Quando se fala de software livre, uma dúvida freqüente é de pensar que o software deve ser gratuito; O software livre não precisa ser gratuito, embora na maioria das vezes seja distribuído sem grandes custos e até mesmo gratuitamente; Portanto, você pode ter pago para receber cópias de software livre, ou você pode ter obtido cópias sem nenhum custo. Mas independente de como você obteve a sua cópia, você sempre tem a liberdade de copiar e modificar o software, ou mesmo de vender cópias. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 5 / 54

Definição e Motivação Motivações para o Uso de Software Livre Poder utilizar o software para qualquer finalidade; Ter acesso ao código fonte e poder modificá-lo, sem quaisquer restrições; Poder copiá-lo e executá-lo em quantas máquinas desejar; Poder distribuí-lo, sem violar, é claro, essas liberdades a que todos têm direito; Ter o seu computador equipado com software de qualidade a um custo baixo ou nulo; Não ficar preso às restrições impostas pelas licenças de softwares proprietários. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 6 / 54

Definição e Motivação Motivações para o Uso de Software Livre Não ficar dependente de novas versões com preços abusivos que eventualmente apresentam incompatibilidades com versões antigas; Não ficar dependente de um fornecedor; Ficar livre da pirataria; Incentivar o desenvolvimento de tecnologia local; Interagir e compartilhar soluções com sua comunidade, seja física ou virtual; Lutar contra o monopólio de grandes corporações que tentam se apropriar do conhecimento intelectual coletivo para benefício próprio. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 7 / 54

Definição e Motivação Alguns Exemplos de Software Livre Sistemas Operacionais (GNU/Linux, OpenBSD, FreeBSD, NetBSD); Servidores Web (Apache, Abyss); Servidores de Aplicação (TomCat, JBOSS); SGBD (MySQL, Postgresql); Navegadores (Firefox, Opera, Konqueror); Suíte de Escritório (Open Office, Koffice); Editores e Processadores de Texto (Emacs, Vi, Kile, LaTex); Gráficos (Gimp); IDE s (Eclipse, Quanta, Blue Fish); Multimídia (Xine, XMMS). Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 8 / 54

História do Software Livre 1 Definição e Motivação 2 História do Software Livre 3 Modelos de Distribuição de Software 4 Licenças Utilizadas na Distribuição de Software 5 Impactos do Software Livre 6 Considerações Finais Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 9 / 54

História do Software Livre Antes de 1983 Décadas de 50 e 60: software era produzido pela academia e pesquisadores de grandes corporações trabalhando cooperativamente; Sistemas operacionais eram distribuídos e mantidos por comunidades de usuários, como os do IBM 701 (SHARE) e da Digital (DECUS); O código fonte era distribuído pq era frequente a necessidade de consertar bugs e adicionar novas funcionalidades; No final da década de 60: custo crescente de desenvolvimento e o surgimento da indústria de software que competia com os produtos entregues junto com o hardware; 17 de janeiro de 1969: IBM vs Estados Unidos: a prática de embutir o preço do software no custo do hardware foi considerada anti-competitiva. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 10 / 54

História do Software Livre Antes de 1983 Década de 70: AT&T distribuiu sem custo versões iniciais do UNIX ao governo e universidades; Final da década de 70 e início da 80: companhias rotineiramente passaram a impor restrições ao software, através do uso de copywright; 1976: Bill Gates escreveu a Carta Aberta aos Hobistas, dizendo que o que os hackers chamavam de compartilhamento era, para ele, roubo ; 1979: A AT&T passou a utilizar licenças restritivas ao seu sistema Unix; Década de 80: o advento da Usenet permitiu o surgimento de uma comunidade de programadores que agora tinham os meios para compartilhar e colaborar na construção de software. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 11 / 54

História do Software Livre GNU e a FSF 1983: Richard Stallman lançou o projeto GNU cujo objetivo era escrever um sistema operacional livre completo, sem restrições com relação ao uso de seu código fonte; Motivações iniciais: problemas com o uso de uma impressora; Discordância entre Stallman e a Symbolics Inc, sobre o direito do MIT ter acesso a atualizações realizadas por esta empresa na sua máquina Lisp, que foi baseada em código escrito no próprio MIT; Stallman cunhou o termo software livre, fundou a FSF (Free Software Foundation) e a definição de software livre publicada em fevereiro de 1986; Em 1989 a primeira versão da GPL foi publicada. A versão 2 de 1991 promoveu pequenas atualizações. Em 2007 foi lançada a versão 3; O kernel do projeto GNU (chamado Hurd ) sofreu vários atrasos, mas outros componentes foram concluídos em 1991. Em especial, a coleção de compiladores tornou-se ĺıder de mercado. O GNU Debugger e Emacs foram grandes sucessos. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 12 / 54

História do Software Livre Linux (1991-) O kernel do Linux, iniciado por Linus Torvalds, teve seu código fonte distribuído em 1991; A licença inicial não era propriamente uma licença de software livre mas a versão 0.12 de fevereiro de 1992 foi publicada como GPL; O kernel do Linux cobriu a falta do kernel da GNU e o primeiro sistema operacional completamente livre finalmente estava pronto: o GNU/Linux; 1993: Ian Murdock iniciou o Debian GNU/Linux, explicitamente comprometido com os princípios do software livre; Muitas empresas hoje oferecem produtos baseados no Linux com suporte comercial. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 13 / 54

História do Software Livre Anos 90: a Internet Nos anos 90, o software livre tornou-se uma alternativa popular para servidores Web; O Servidor Apache tornou-se o servidor Web mais utilizado; Sistemas basseados no Linux, com servidor Apache, SGBD MySQL e PHP tornaram-se conhecidas como sistemas LAMP. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 14 / 54

História do Software Livre Surgimento do Termo Código Aberto (Open Source) 1997: Eric Raymound publicou o artigo A Catedral e o Bazar, uma análise reflexiva sobre os princípios do software livre; O artigo influciou fortemente a decisão da Netscape de, em 1998, disponibilizar seu navegador (hoje conhecido como Mozilla Firefox) como software livre; A Netscape, Raymound e outros passaram a buscar alternativas para aproximar a indústria do software comercial aos princípios do software livre; Fevereiro de 1998: fundação da Open Source Initiative; Stallman e a FSF discordaram da abordagem da nova organização por achar que a filosofia da liberdade e os valores sociais defendidos haviam sido deixados de lado em favor de um modelo centrado nos benefícios práticos da adoção do modelo livre; No entanto, Satallman considera a OSI uma aliada na luta contra o software proprietário. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 15 / 54

Modelos de Distribuição de Software 1 Definição e Motivação 2 História do Software Livre 3 Modelos de Distribuição de Software 4 Licenças Utilizadas na Distribuição de Software 5 Impactos do Software Livre 6 Considerações Finais Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 16 / 54

Modelos de Distribuição de Software Modelos de Distribuição de Software Proprietário uso condicionado a pagamento prévio (compra). Redistribuição ou modificação é proibido; Shareware uso liberado para avaliação, o registro é pago; Demo uso limitado, normalmente para avaliação; Adware uso condicionado a exibição de propagandas e anúncios; Freeware uso gratuito. Não permite modificação, já que o código-fonte não é disponibilizado; Domínio Público não protegido por copywright; Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 17 / 54

Modelos de Distribuição de Software Modelos de Distribuição de Software Semi-livre permite a cópia, modificação e distribuição para fins não lucrativos. Exemplo: PGP; Código Aberto termo utilizado pela Open Software Initiative (OSI) para denotar algo semelhante ao software livre; Livre o software pode ser utilizado livremente. Seus usuários podem ter acesso ao código-fonte, alterá-lo e distribuí-lo livremente. O software é livre, que é diferente de software gratuito!. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 18 / 54

Modelos de Distribuição de Software Software Comercial É software sendo desenvolvido por uma empresa que procura ter lucro através do uso do software; A maioria do software comercial é proprietário, mas existem softwares livres comerciais e software não comerciais e não livres; GNU-Ada é distribuído como software livre sob a licença GPL, mas seus desenvolvedores vendem contratos de suporte; Portanto, GNU-Ada é um compilador comercial, apenas acontece de ser software livre. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 19 / 54

Licenças Utilizadas na Distribuição de Software 1 Definição e Motivação 2 História do Software Livre 3 Modelos de Distribuição de Software 4 Licenças Utilizadas na Distribuição de Software 5 Impactos do Software Livre 6 Considerações Finais Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 20 / 54

Licenças Utilizadas na Distribuição de Software Convenção de Berna A Convenção de Berna para a Proteção de Literatura e Obras de Arte cria uma definição de direitos de autor internacionalmente aceita; Exceto se o autor o explicitar diferentemente, tudo o que for escrito fica automaticamente sob a lei dos direitos autorais; Esta protecção também se aplica aos programas de computador, seja qual for o programa utilizado. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 21 / 54

Licenças Utilizadas na Distribuição de Software Direito Autoral e Copyright Direito autoral é a denominação usualmente utilizada em referência ao rol de direitos outorgados aos autores de obras intelectuais (literárias, artísticas ou científicas); Estes direitos podem ser classificados em direitos morais (direitos de natureza pessoal) e os direitos patrimoniais (direitos de natureza patrimonial); O Direito Autoral tem por escopo fundamental a proteção do criador e o Copyright protege a obra em si, ou seja o produto, dando ênfase a vertente econômica, a exploração patrimonial das obras através do direito de reprodução. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 22 / 54

Licenças Utilizadas na Distribuição de Software Copyleft Copyleft é uma forma de usar a legislação de proteção dos direitos autorais com o objetivo de retirar barreiras à utilização, difusão e modificação de uma obra criativa; Copyleft completo é aquele em que todas as partes de um trabalho (exceto a licença em si) podem ser modificadas por autores secundários; Copyleft parcial exime algumas partes do trabalho das obrigações do copyleft ou de alguma forma não impõe todos os princípios do copyleft. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 23 / 54

Licenças Utilizadas na Distribuição de Software GNU GPL (General Public License) A GNU GPL determina as condições de distribuição que garantem as liberdades ao utilizador de acordo com os preceitos do software livre; O usuário pode: Copiar e distribuir o código fonte sem modificações; Modificar o código fonte e distribuir o código modificado; Distribuir versões compiladas do programa, tanto versões modificadas quanto não modificadas. Desde que: Todas as cópias distribuídas (modificadas ou não) contenham uma mensagem de copyright e uma negação de garantias; Todas as cópias modificadas sejam distribuídas segundo a GPL; Todas as versões compiladas sejam acompanhadas do código fonte, ou através de alguma forma o código fonte torne-se facilmente disponível. Devido ao copyleft sempre obrigatório, é por vezes considerada muito restritiva; Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 24 / 54

Licenças Utilizadas na Distribuição de Software Possível Classificação de Licenças de Software Licenças de Software Livre Compatíveis com a GPL (pode-se combinar um módulo que foi distribuído sob esta licença com um módulo coberto pela GPL para formar um programa maior); Licenças de Software Livre Incompatíveis com a GPL; Licenças de Software Não-Livre. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 25 / 54

Licenças Utilizadas na Distribuição de Software LGPL (GNU Lesser General Public License) Compatível com a GPL; Possui uma forma fraca de copyleft a ser utilizado em situações específicas; Em especial, visa manter livre bibliotecas, um agrupamento de funcionalidades de software que podem ser utilizadas por outros programas; Permite que softwares que usem uma biblioteca livre possam ser licenciados de outras formas; Pode-se também modificar a biblioteca, desde que a versão modificada seja também uma biblioteca; Toda distribuição deve incluir o código fonte da biblioteca e possuir declarações a respeito da propriedade da biblioteca; Deve-se também incluir o código fonte do software que usa a biblioteca. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 26 / 54

Licenças Utilizadas na Distribuição de Software Modified BSD license Compatível com a GPL; Cobre as distribuições de software da Berkeley Software Distribution, além de outros programas; Licença permissiva e sem copyleft; Impõe poucas restrições sobre a forma de uso, alterações e redistribuição do software licenciado; Pode-se: Usar, copiar e distribuir o código fonte e binários do software licenciado; Usar, copiar e distribuir versões modificadas do código fonte e binários do software licenciado; Desde que: Todas as cópias distribuídas venham acompanhadas pela licença; O nome dos contribuidores prévios do software não seja utilizado para promover versões modificadas do mesmo sem seu concentimento por escrito. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 27 / 54

Licenças Utilizadas na Distribuição de Software Modified BSD license O software pode ser vendido e não há obrigações quanto a inclusão do código fonte, podendo o mesmo ser incluído em software proprietário; Garante o crédito aos autores do software mas não tenta garantir que trabalhos derivados permanecem como software livre; A licença BSD original é incompatível com a GPL. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 28 / 54

Licenças Utilizadas na Distribuição de Software Outras Licenças Compatíveis com a GPL License of Guile, Expat License, CeCILL version 2, Cryptix General License, FreeBSD license, License of ZLib, W3C Software Notice and License, Berkeley Database License, OpenLDAP License, License of Perl, License of Python, License of Netscape Javascript Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 29 / 54

Licenças Utilizadas na Distribuição de Software Mozilla Public Licence (MPL) Incompatível com a GPL; Ao autor inicial são garantidos os seguintes direitos: Uso, reprodução, modificação, apresentação, execução, sublicenciamento e distribuição do código fonte e versões modificadas do mesmo; Patentear direitos de uso e de tornar disponível o software, quando relevante; Distribuir trabalhos que contenham o código original combinado com um outro código e licenciar o novo código de qualquer forma que desejar. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 30 / 54

Licenças Utilizadas na Distribuição de Software Mozilla Public Licence (MPL) Ao autor de contribuições a um código inicial são garantidos os seguintes direitos: Uso, reprodução, modificação, apresentação, execução, sublicenciamento e distribuição do código fonte e versões modificadas do mesmo; Patentear direitos de uso e tornar disponível tanto as modificações feitas quanto o trabalho inteiro (incluindo o código original); Distribuir trabalhos que contenham o código original combinado com o novo código e licenciar o novo código de qualquer forma que desejar. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 31 / 54

Licenças Utilizadas na Distribuição de Software Mozilla Public Licence (MPL) Deve-se respeitar as seguintes condições: Todas as cópias distribuídas (original e modificadas) devem incluir o código fonte ou uma mensagem informando como obter o código fonte; Todas as modificações devem ser descritas em documentação adicional; Qualquer patetne necessária para operar o software deve ser claramente descrita na documentação em anexo. Consequências: Explicitamente permite o uso de patentes necessárias para operar o software; Mantêm o código coberto aberto; Permite que extensões ao código sejam licenciadas de forma não aberta. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 32 / 54

Licenças Utilizadas na Distribuição de Software Netscape Public License (NPL), versions 1.0 and 1.1 Incompatível com a GPL; Licença de software livre sem copyleft forte; Uma cláusula permite que a Netscape use um código que você adicione ao programa, inclusive nas versões proprietárias do mesmo; Evidentemente, você não pode utilizar o código deles de forma análoga. Outras licenças incompatíveis com a GPL: Academic Free License, Open Software License, Apache License, Zope Public License, IBM Public License, Common Public License, Eclipse Public License, LaTeX Project Public, Mozilla Public License (MPL), Sun Public License Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 33 / 54

Licenças Utilizadas na Distribuição de Software Licenças de Software Não-Livre Seguem outros modelos de distribuição que não o livre; Open Public License: requer que todas as versões modificadas de um software sejam enviadas para o desenvolvedor inicial; University of Utah Public License: não permite a redistribuição comercial dos softwares; License of Qmail: esta licença proibe terminantemente a distribuição de versões modificadas do software Qmail; Outros exemplos: Artistic License, Reciprocal Public License, NASA Open Source Agreement, Sun Community Source License, Sun Solaris Source Code License, Aladdin Free Public License, AT&T Public License, Microsoft s Shared Source CLI, C# and Jscript License Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 34 / 54

Licenças Utilizadas na Distribuição de Software Licenças de Software: Fontes de Informação Various Licenses and Comments about Them GNU Project http://www.gnu.org/philosophy/license-list.html Open Source Licenses Open Source Initiative http://www.opensource.org/licenses Open source licences OSS Watch (Open Source Software Advisory Service) http://www.oss-watch.ac.uk/resources/licencefinder.xml Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 35 / 54

Impactos do Software Livre 1 Definição e Motivação 2 História do Software Livre 3 Modelos de Distribuição de Software 4 Licenças Utilizadas na Distribuição de Software 5 Impactos do Software Livre 6 Considerações Finais Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 36 / 54

Impactos do Software Livre Fontes de Informação O Impacto do Software Livre e do Código Aberto na Indústria de Software do Brasil Departamento de Poĺıtica Científica e Tecnológica da UNICAMP 2005 Economic impact of open source software on innovation and the competitiveness of the Information and Communication Technologies (ICT) sector in the EU UNU-MERIT, the Netherlands Universidad Rey Juan Carlos, Spain University of Limerick, Ireland Society for Public Information Spaces, France Business Innovation Centre of Alto Adige-Südtirol, Italy 2006 Inclusão Digital, Software Livre e Globalização Contra-hegemômica Sérgio Amadeu da Silveira Portal do Software Livre do Governo do Brasil Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 37 / 54

Impactos do Software Livre Motivações para uso de Software Livre na Esfera Governamental 1 Integração da poĺıtica de inclusão digital, de informatização das bibliotecas públicas e à adoção de TI como instrumento didático-pedagógico à estratégia de desentolvimento tecnológico nacional; 2 Menor custo para o Estado devido ao não pagamento de licenças; 3 Incentivo ao surgimento de empresas locais capacitadas a configurar e desenvolver soluções adequadas aos interesses das empresas e órgão públicos locais; 4 Não utilizar dinheiro público para formar e alfabetizar digitalmente os cidadãos em uma linguagem proprietária de um monopólio privado transnacional. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 38 / 54

Impactos do Software Livre Motivações Apontadas para o Uso de Software Livre Razões técnicas: flexibilidade e liberdade de adaptação, segurança/privacidade/transparência, melhor aderência a padrões (interoperabilidade), qualidade (estabilidade, confiabilidade, disponibilidade), maior escalabilidade; Razões econômico-financeiras: redução de custos de hardware e software, maior autonomia de fornecedor; Ideológicas: filosofia e princípios, inclusão digital e social. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 39 / 54

Impactos do Software Livre Motivações Apontadas para o Uso de Software Livre principal motivação para uso de SL/CA a redução de custos, seguida de maior flexibilidade para adaptação, maior qualidade (estabilidade, confiabilidade, disponibilidade), maior autonomia do fornecedor e maior segurança ; Desta forma, as principais motivações são de ordem econômica (custos e fornecedores) e técnicas (flexibilidade e qualidade); Já as motivações de natureza ideológica ficaram em segundo plano. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 40 / 54

Impactos do Software Livre Perfil Desenvolvedores Brasileiros O perfil dos desenvolvedores brasileiros é semelhante ao perfil europeu, que é bastante profissionalizado, tendo predominância de profissionais qualificados; 42% dos respondentes têm nível superior; A maior parte é administrador de sistemas ou técnico de redes (65%); Trabalham em empresas privadas (53%), empresas públicas (13%) e universidades (10%); Mais da metade dos que fazem SL/CA também operam com sw proprietário. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 41 / 54

Impactos do Software Livre Perfil Desenvolvedores Brasileiros Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 42 / 54

Impactos do Software Livre Perfil das Empresas Desenvolvedoras Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 43 / 54

Impactos do Software Livre Perfil de Usuários Individuais Tem perfil próximo ao dos desenvolvedores e participam das comunidades; 89% do sexo masculino e têm até 35 anos; Localização: 52% SE e 26% Sul; Maioria empregada: 51% empregados, 12% autônomos e 7% possuem empresas. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 44 / 54

Impactos do Software Livre Perfil dos Usuários Corporativos Concentração nas regiões Sul e Suldeste (85%); Predomínio de organizações de porte médio ou grande: 64% faturam acima de R$ 1 milhão/ano, 48% acima de R$ 50 milhões/ano; 65% possuem mais de 99 funcionários. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 45 / 54

Impactos do Software Livre O Mercado de SL/CA O mercado de SL/CA é crescente e não mais se o considera como nicho ou, muito menos, como apenas uma ação idealista. Virou negócio da dimensão de bilhões de dólares; O mercado de Linux, por exemplo, é hoje uma das grandes renovações da indústria de software em todo o mundo; A criação em 2000 do Open Source Development Labs (OSDL) (www.osdl.org.br) por empresas como IBM, HP, NEC, CA e Intel reforça essa questão; Hoje, o OSDL conta com 75 empresas, dentre elas nomes como Alcatel, Bull, Ericsson, Mitsubhsi, Nokia, Novell, Unilever e Fujitsu. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 46 / 54

Impactos do Software Livre O Mercado de SL/CA O mercado de servidores hoje movimentado por produtos e serviços Linux alcança cerca de US$ 3,5 bilhões (IDC, 2004) e a expectativa é de que esse número quadruplique até 2008; Já o mercado global (servidores, PCs e serviços) deve alcançar, no mesmo ano, cerca de US$ 36 bilhões; Segundo a Consultoria Gartner (www.gartner.com), em 2002 o Linux respondeu por 6% do mercado mundial de sistemas operacionais e em 2003 chegou a 9%. A estimativa para 2007 é que seja responsável por 18%. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 47 / 54

Impactos do Software Livre Evolução Esperada do Mercado de Produtos Linux Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 48 / 54

Impactos do Software Livre Adoção do Linux em Equipamentos Novos e Usados Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 49 / 54

Impactos do Software Livre O Mercado de SL/CA Para programas de middleware e para aplicativos em geral a tendência mais visível é justamente a de substituição de programas proprietários de uso genérico (Office, servidor web, banco de dados); A penetração de servidor web, particularmente Apache, que hoje já ocupa mais de 70% dos servidores pontocom, superando em muito os 20% da Microsoft; Os demais mercados de SL/CA são ainda marginais, porém crescentes; O mercado de planilhas eletrônicas foi, em poucos anos, totalmente dominado pelo Excel (MS Office); Por outro lado o StarOffice, já ocupando cerca de 8% do mercado; Esta situação pode ser extrapolada para editores de texto e programas de apresentação. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 50 / 54

Impactos do Software Livre O Mercado de SL/CA Segundo levantamento feito por Meirelles (2004) em mais de 1.500 empresas de médio e grande porte no país, o emprego de Linux vem aumentando desde 1999 chegando em 2003 a cerca de 15% da amostra (12% em 2002); Já a pesquisa I-Digital: Perfil da empresa digital 2002/2003 (FIESP/CIESP e FEA/USP 2004) mostrou que cerca de 34% das empresas (amostra de 1.334 empresas) já adotam Linux em seus servidores. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 51 / 54

Considerações Finais 1 Definição e Motivação 2 História do Software Livre 3 Modelos de Distribuição de Software 4 Licenças Utilizadas na Distribuição de Software 5 Impactos do Software Livre 6 Considerações Finais Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 52 / 54

Considerações Finais Conclusões Software livre é aquele que dá ao usuário a liberdade de o compartilhar, estudar e modificar. O software é dito livre porque seu usuário é livre; O surgimento da Internet proporcionou o aparecimento de comunidades virtuais cujas práticas de interação e construção de software é algo sem precedentes na história da Indústria de Software; Diversas análises estatísticas apontam para um crescente uso de software livre, cujos impactos econômicos e sociais são cada vez mais marcantes; Muitos profissionais de software proprietário estão se movendo em direção ao software livre, em parte por exigências do mercado; Assim, esteja atendo às oportunidades e desafios que o software livre proporciona. Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 53 / 54

Considerações Finais Obrigado. Francisco José da Silva e Silva fssilva@deinf.ufma.br http://www.deinf.ufma.br/~fssilva Francisco Silva (LSD-UFMA) Software Livre Março de 2009 54 / 54