INSTALAÇÕES ELÉTRICAS Dispositivos de Proteção Dimensionamento dos Condutores do Circuito
Uma vez feita a divisão dos circuitos... Chega a hora de dimensionar a proteção e os condutores! 2
Dispositivos de Proteção Disjuntor termomagnético Dispositivo que têm como função a proteção dos condutores do circuito. Atua de duas formas, por efeito térmico e por efeito magnético. SEGURANÇA! Sempre que for fazer a manutenção em um circuito, desligue o disjuntor. 3
São definidos em função do número de polos. Tipos de Disjuntores Termomagnéticos
Funcionamento de um Disjuntor Termomagnético Efeito térmico Atua quando há uma elevação gradativa da corrente, isso ocorre quando há sobrecargas no circuito. Chapas bimetálicas se dilatam, promovendo a atuação de um disparador. Efeito Magnético Promove a atuação quando da elevação instantânea da corrente em função de um curto-circuito. Bobina energizada move um contato promovendo o desligamento. Ótimo vídeo para a explicação do funcionamento de um disjuntor: https://youtu.be/1mpgu3wu9qa
Valores Comerciais de DTM
Curva de Atuação
Disjuntor Diferencial Residual
Tipos de Disjuntor Diferencial Residual
Interruptor Diferencial Residual
Dispositivo Diferencial Residual
Recomendações e Exigências da NBR5410:2004
1ª Opção DTM + IDR em cada circuito O Disjuntor Diferencial Residual é instalado em cada um dos circuitos de forma individual! sequência. Passar pelo DTM e pelo DR em 13
1ª Opção DTM + IDR em cada circuito Um único Disjuntor Diferencial Residual é instalado na entrada do quadro de distribuição! 14
Para dimensioná-lo... É necessário calcular a corrente que passa pelos condutores... 15
Capacidade de Corrente Roteiro para Dimensionamento pela Capacidade de Corrente 1º Passo: Num primeiro momento, deve-se definir qual o tipo de isolação do condutor a ser utilizado: ***Devido ao menor custo, em instalações convencionais utilizase a isolação em PVC. 16
Capacidade de Corrente 2º Passo: Agora, deve-se definir o método de instalação utilizado. A maneira como os condutores são instalados, influencia nos efeitos de troca térmica entre os condutores e o meio ambiente: Definido o método de instalação, anota-se o método de referência. 17
Capacidade de Corrente 2º Passo: Agora, deve-se definir o método de instalação utilizado. Se um determinado circuito apresentar, ao longo do trecho, mais que um método de instalação, utilizar aquele que apresenta a condição mais desfavorável de troca térmica. Método de instalação a ser utilizado: Condutor isolado ou cabos unipolares em eletroduto aparente de seção circular sobre parede. 18
Capacidade de Corrente 3º Passo: Definir a corrente do circuito (Ip corrente de projeto). 19
Capacidade de Corrente 4º Passo: Definir o número de condutores carregados. Considera-se condutor carregado aquele que efetivamente é percorrido pela corrente no funcionamento normal do circuito (fase e neutro). Condutor de proteção equipotencial (PE) não é considerado condutor carregado. 20
Capacidade de Corrente 4º Passo: Definir o número de condutores carregados. Podemos ter: 21
Capacidade de Corrente 5º Passo: Escolher a bitola do condutor para uma Temperatura Ambiente de 30ºC (Condutores não enterrados no solo) ou para uma Temperatura do Solo de 20ºC (Condutores enterrados no solo). 22
Capacidade de Corrente Exemplo: Determinar os condutores para um circuito terminal (F-N) de um chuveiro elétrico, com Pn = 7500W, Vn = 220V, condutor com isolação PVC em conduto embutido em alvenaria, temperatura ambiente de 30ºC. 1º Passo Isolação em PVC 2º Passo Método de instalação 7, referência B1. 3º Passo Corrente de projeto: Ip = 7200/(220) = 32,7 A 4º Passo Número de condutores carregados: 2 5º Passo Entrando com estes dados na tabela de capacidade de condução de corrente, para condutores de PVC, encontramos o seguinte condutor: 23
Capacidade de Corrente SEÇÃO MÍNIMA DOS CONDUTORES DE FASE: 24
Capacidade de Corrente SEÇÃO MÍNIMA DOS CONDUTORES DE NEUTRO: ***Em nenhuma circunstância, o condutor neutro pode ser comum a mais de um circuito. 25
Capacidade de Corrente SEÇÃO MÍNIMA DOS CONDUTORES DE PROTEÇÃO (PE): 26
ELETRODUTOS Agora, precisamos definir a bitola dos eletrodutos: 27
Eletrodutos TAXA MÁXIMA DE OCUPAÇÃO DOS ELETRODUTOS: 53% no caso de um condutor ou cabo; 31% no caso de dois condutores ou cabos; 40% no caso de três ou mais condutores ou cabos. 28
Eletrodutos TAXA MÁXIMA DE OCUPAÇÃO DOS ELETRODUTOS: 29
PROTEÇÃO DOS CIRCUITOS Dimensionamento da Proteção
CONSIDERANDO QUE: PROTEÇÃO DOS CIRCUITOS A norma NBR 5410 exige: Já podemos determinar qual o tipo de proteção que utilizaremos para os circuitos terminais DTM DISJUNTOR TERMOMAGNÉTICO IDR INTERRUPTOR DIFERENCIAL RESIDUAL 31
CIRCUITOS TERMINAIS PROTEÇÃO E CONDUTORES DOS CIRCUITOS: Para definir o IDR para cada circuito, atentar-se a este detalhe: 32
Agora, APLICAMOS ENTÃO, ESSAS INFORMAÇÕES À TABELA: CIRCUITO POTÊNCIA EQUILÍBRIO DE FASES CONDUTORES PROTEÇÃO Nº TIPO VRMS LOCAL Qtde. x Pot.(VA) Total (VA) Fase A Fase B Fase C CORRENTE NOMINAL (A) Nº CIRCUITOS AGRUPADOS SEÇÃO (mm²) TIPO Nº DE PÓLOS CORRENTE NOMINAL (A) SALA 1 100 1 4 ILUM. SOCIAL TUG's DORM1 1 160 220 DORM2 1 160 620 620 220 BANHEIRO 1 100 CORREDOR 1 100 BANHEIRO 1 600 DORM2 4 100 1000 2,8 1000 4,5 3 3 DTM IDR DTM IDR 1 2 1 2 11 TUE's 220 CHUVEIRO 1 7200 7200 7200 32,7 3 CD AP 01 A 22 CD 220 9800 MEDIDOR 47,1 1 16 DTM IDR DTM 1 2 1 70 TIPO POT. (VA) FP POT. (W) Iluminação 1080 1 1080 TUG's TUE's 8125 12000 TOTAL 0,8 1 6500 7200 14780 33
PROTEÇÃO DOS CIRCUITOS Para encontrar a corrente nominal do disjuntor... A NBR 5410 determina que deve haver uma coordenação entre os condutores e o dispositivo de proteção, de forma a satisfazer a seguinte condição: Onde: I P é a corrente de projeto do circuito; I P I N I Z I N é a corrente nominal do dispositivo de proteção; I Z é a capacidade de condução de corrente dos condutores nas condições previstas para sua instalação. 34
EXEMPLO Exemplo: Para a tabela que estamos usando como exemplo, dimensione a fiação e as proteções do circuito 11: CIRCUITO POTÊNCIA EQUILÍBRIO DE FASES CONDUTORES PROTEÇÃO Nº TIPO VRMS LOCAL Qtde. x Pot.(VA) Total (VA) Fase A Fase B Fase C CORRENTE NOMINAL (A) Nº CIRCUITOS AGRUPADOS SEÇÃO (mm²) TIPO Nº DE PÓLOS CORRENTE NOMINAL (A) 11 TUE's 220 CHUVEIRO 1 7200 7200 7200 32,7 3 Características Isolação em PVC, Método de Instalação 7, referência B1 e 2 condutores carregados. Corrente de Projeto Ip = 7200/(220) = 32,7 A DTM IDR 1 2 S = 6 mm² 35
EXEMPLO Agora é a hora de dimensionar o Disjuntor: CIRCUITO POTÊNCIA EQUILÍBRIO DE FASES CONDUTORES PROTEÇÃO Nº TIPO VRMS LOCAL Qtde. x Pot.(VA) Total (VA) Fase A Fase B Fase C CORRENTE NOMINAL (A) Nº CIRCUITOS AGRUPADOS SEÇÃO (mm²) TIPO Nº DE PÓLOS CORRENTE NOMINAL (A) 11 TUE's 220 CHUVEIRO 1 7200 7200 7200 32,7 3 6 DTM IDR 1 2 Correntes I P I N I Z 1ª: Utilizar disjuntor padrão DIN: I Z(6mm 2 ) = 41 A 32, 7 I N 41 A??????? DIN 40A
EXEMPLO Agora é a hora de dimensionar o Disjuntor: CIRCUITO Nº TIPO 1 4 ILUM. SOCIAL TUG's SALA 1 100 DORM1 1 160 Total (VA) Fase A 220 DORM2 1 160 620 620 BANHEIRO 1 100 CORREDOR 1 100 BANHEIRO 1 600 DORM2 4 100 Fase B Fase C CORRENTE NOMINAL (A) Nº CIRCUITOS AGRUPADOS 11 TUE's 220 CHUVEIRO 1 7200 7200 7200 32,7 2 10 CD AP 01 A 22 VRMS 220 LOCAL POTÊNCIA Qtde. x Pot.(VA) 1000 CD 220 9800 MEDIDOR EQUILÍBRIO DE FASES 2,8 1000 4,5 47,1 CONDUTORES 3 3 1 SEÇÃO (mm²) 16 TIPO DTM IDR DTM IDR DTM IDR DTM PROTEÇÃO Nº DE PÓLOS 1 2 1 2 1 2 1 CORRENTE NOMINAL (A) 40 40 70 TIPO POT. (VA) FP POT. (W) Iluminação 1080 1 1080 TUG's TUE's 8125 12000 TOTAL 0,8 1 6500 7200 14780
Trabalho 2ª Nota Projeto da Planta Baixa (1ª Etapa Entregar em18/05/16) Deve conter: - Levantamento de tomadas, interruptores e iluminação; - Cálculo da Potência Total da Residência; - Divisão dos circuitos; - Dimensionamento dos condutores, eletroduto e proteção.