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Transcrição:

CALÊNDULA Nome científico: Calendula officinalis L. Sinonímia científica: Caltha vulgaris B.; Caltha officinalis M.; Calendula prolifera H. ex Steud. Nome popular: bem me quer, caléndula, calendula-hortense, malmequer, maravilha dos Jardins. Família: Asteraceae (Compositae). Parte Utilizada: Flor. Composição Química: Óleo Essencial, abundante em monoterpenos e sesquiterpenos oxigenados: carvona, geranilacetona, mentona, isomentona, cariofileno, alfa e betaiononas, pedunculatina, dihidroasctinidiólido; Saponinas: calendulosídeo A, D, D2 e F; Carotenóides: calendulina, caroteno, licopeno, rubixantina, violaxantina e zeína; Flavonóides: derivados do quercetol e do isorramnetol; Álcoois Triterpênicos Pentacíclios: arnidiol, faradiol, ácido faradiol-3- mirístico,lupol, taraxasterol, ácido faradiol-3-palmítico; Polissacarídeos: ramnoarabino-glactano e arabinogalactanos; Ácido Málico; Mucilagens; Resina; Goma (calendulina); Taninos; Poliacetilenos; Esteróis: sitosterol, estigmasterol, isofucosterol, campesterol; Ácido Salicílico Formula molecular: N/A Peso molecular: N/A CAS: N/A DCB: N/A DCI: N/A

A Calendula officinalis L. pertence à família Asteraceae, é uma planta herbácea, nativa em toda região do Mediterrâneo, e cultivada em toda a Europa, onde floresce quase o ano todo, sendo comum encontrá-la em jardins como planta ornamental. Temperaturas noturnas muito elevadas diminuem o tamanho das flores. É muito sensível à falta de água nos períodos de estiagem, o que acarreta um comprometimento da sua produtividade; daí a necessidade de sistemas de irrigação na área de plantio. A calêndula se desenvolve melhor e é mais produtiva quando cultivada no inverno, sendo inclusive resistente a geadas leves. É extensamente utilizada pelas indústrias farmacêutica, cosmética e alimentícia e pela população em geral por causa das suas atividades anti-inflamatória e antiedematosa. Indicações e Ação Farmacológica Atualmente, a Calêndula é indicada quase que totalmente ao uso tópico: no tratamento da acne, irritações cutâneas, queimaduras superficiais, contusões, picadas de insetos, no tratamento de feridas purulentas e de difícil cicatrização, na prevenção de assaduras nas crianças, nas dermatites esfoliativas, no tratamento de furúnculos e nas gengivites. O uso interno da Calêndula é restrito à regulação de menstruações irregulares, como estimulante da atividade hepática e biliar, servindo como atenuador de espasmos gástricos e intestinais e o uso popular em parasitoses. Em Homeopatia é um dos mais poderosos vulnerários, e seu poder sobre a cicatrização das feridas com a menor produção de pus possível, tem sido demonstrada por profissionais da área, dentre outras indicações. Seu uso mais difundido está relacionado com sua atividade reepitelizante e cicatrizante, onde atuaria em conjunto com as mucilagens, flavonóides (em especial a quercetin-3-oglicosídeo), triterpenos e carotenos. Esta atividade ativaria o metabolismo das glicoproteínas e o tecido colágeno. Os unguentos de extratos florais de Calêndula a 5% em combinação com alantoína promovem uma

marcante epitelização em modelos de feridas experimentais em ratos, mostrando neste estudo uma maior intensidade no metabolismo de glicoproteínas, nucleoproteínas e fibras colágenas durante o período regenerativo tissular. Investigações recentes feitas na Grã Bretanha sugeriram um papel indutor da microvascularização dos extratos aquosos das flores de Calêndula aplicados sobre feridas de pele, contribuindo assim para uma cicatrização mais rápida. Investigadores russos demonstraram que preparados estéreis a base de extratos de Calêndula aliviavam significativamente sinais de conjuntivite crônica e outras inflamações crônicas oculares em ratos. Também foi comprovada a sua eficácia nos casos de otites crônicas. O óleo essencial tem demonstrado possuir propriedades antissépticas, em especial frente ao Staphilococcus aureus e Streptococcus fecalils; nematicida frente ao Meloidogyne incognita e parasiticida frente ao Trichommonas vaginalis. Juntamente com os flavonóides, o óleo essencial exerce uma atividade colerética na vesícula biliar. Os flavonóides também promovem uma facilitadora atividade estrogênica, facilitadora da regulação menstrual (sinergizada pelos fitosteróis e óleo essencial), assim como também uma ação antiinflamatória e antiedematosa, junto aos esteróis. A Calêndula demonstrou também ser útil externamente nos casos de periodontopatias. A fração polissacarídica (derivada do grupo dos heteroglicanos) tem evidenciado uma interessante atividade imunoestimuladora in vitro. Toxicidade/Contraindicações É uma planta de baixa toxicidade. Em doses elevadas pode provocar náuseas e depressões. A planta pode quando fresca promover dermatite de contato. As provas de toxicidade aguda e crônica em animais determinaram que doses superiores a 50 mg/kg de extrato de Calêndula não provocaram modificações histopatológicas nem sintomas de toxicidade.

Não se recomenda o uso oral de calêndula durante a amamentação até que existam dados suficientes que provem sua inocuidade. Dosagem e Modo de Usar Uso interno - Infusão: 10 a 15 gramas de flores em 1 litro de água fervente. Tomar 3 xícaras ao dia; - Pó: 200 a 600 mg de uma a duas vezes ao dia; - Tintura: 20 a 40 gotas três vezes ao dia; - TM: 40-60 gotas, três vezes ao dia. Uso externo - Extrato Glicólico: 5 a 10% em loções, cremes, produtos pós-barba e pós-depilação, shampoos, condicionadores e sabonetes; - Tintura: usar sobre a forma de compressa. Referências Bibliográficas ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. Isis Ediciones. 1998 CAIRO. Guia de Medicina Homeopática. 1983. LORENZI, H; MATOS, F. J. A. Plantas Medicinais no Brasil. 2002. PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓS DE PLANTAS MEDICINALES. CDROM. 3ª edição. 1998.

RESOLUÇÃO RE nº 89, de 16 de Março de 2004. SALLÉ, J. L. O Totum em Fitoterapia. 1996. SIMÕES, C. M. O et al. Farmacognosia da Planta ao Medicamento. 1999. SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 2000. GAZIM, Zilda Cristiani et al. Identificação dos constituintes químicos da fração volátil da Calendula officinalis produzida no Paraná. Horticultura Bras, v. 25, p. 118-121, 2007.