ÉTICA, INTEGRIDADE E PLÁGIO ACADÊMICO

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Transcrição:

ÉTICA, INTEGRIDADE E PLÁGIO ACADÊMICO Ana Paula Meneses Alves Diretoria Técnica de Biblioteca e Documentação Faculdade de Ciências e Letras - Unesp PET Pedagogia Araraquara 08 dez. 2016

INTRODUÇÃO Produção científica e aspectos éticos; Universidades com o encargo de sanar ou reduzir as deficiências dos ensinos anteriores;... os métodos de ensino são do século 19, os docentes do século 20 e os alunos do século 21. Mario Sergio Cortella 1 Importância da competência informacional; Plágio Acadêmico, autoria, direitos autorais e honestidade acadêmica. 1 http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,cortella-a-escola-passou-a-ser-vista-como-um-espaco-de-salvacao,1168058

AUTOR X AUTORIA

[...] a função autor está ligada ao sistema jurídico e institucional que encerra, determina, articula o universo dos discursos; [2] não se exerce uniformemente e da mesma maneira sobre todos os discursos, em todas as épocas e em todas as formas de civilização; [3] não se define pela atribuição espontânea de um discurso ao seu produtor, mas através de uma série de operações específicas e complexas; [4] não se reenvia pura e simplesmente para um indivíduo real, podendo dar lugar a vários eus em, simultâneo, a várias posições-sujeitos que classes diferentes de indivíduos podem ocupar. (FOUCAULT, 2009, p.56).

FORMAÇÃO DO AUTOR Antes de ser autor, o indivíduo é leitor A leitura e a escrita na escrita é, nas escolas, uma atitude proposta sem considerar a visão/leitura do mundo (MATA; LOPES; SOUSA, 2012, p. 4) Mas a construção do autor não se dá sem a formação do leitor [...]. E, na escola, a leitura sempre figurou como tarefa obrigatória, mecânica, que estimulava o aluno à cópia de textos dos livros [...] Mas se nas séries da educação básica o exercício da produção de texto não é potencializado, na universidade esse espaço de construção da escrita como possibilidade da constituição da autoria é ainda extremamente limitado. (SILVA, 2008, p. 363 e p. 364)

AUTORIA CIENTÍFICA

AUTORIA PATRIMONIAL AUTORIA CIENTÍFICA - Trabalhos são protegidos por direitos autorais mesmo que não sejam publicados; - O autor recebe direitos autorais pela originalidade subjetiva de sua obra mesmo que não seja apreciada pelas outras pessoas; - Lógica da economia capitalista (quantitativa); - O crédito obtido pela obra é dinheiro; - Campo da propriedade privada; - A propriedade é transferível; - O patrimônio do autor sua obra. - A validade de um trabalho científico depende de sua publicação e validação dos pares; - Uma obra científica não é reconhecida pela subjetividade do seu autor, mas pela objetividade e suas constatações sobre a natureza, o que não é propriedade do cientista; - Lógica da economia da gratuidade (qualitativa); - O crédito obtido pela obra é o reconhecimento; - Campo do domínio público; - A propriedade é inalienável; - O patrimônio do autor é o seu nome. Tradução de Krokoscz (2015, p. 91) para a obra Biagioli (2003).

DIREITO AUTORAL

O conceito de direitos autoral abarca a proteção das produções intelectuais, ou seja, obras imateriais presentes em produções artísticas, culturais, literárias, científicas, por exemplo, apresentadas em diversos formatos, sem a obrigatoriedade de registro, desde que provado o responsável pela criação da obra; Os diretos morais são inalienáveis e irrenunciáveis e estão ligados à personalidade do autor, garantindo-lhe o direito de seu nome constar na obra, de modificá-la, divulgá-la e/ou restringi-la. Além disso, os direitos morais garantem o reconhecimento do autor da obra. Os direitos patrimoniais estão vinculados às relações jurídicas de uso das obras e regulamentam o uso econômico de uma obra, garantindo que a sua produção não pode ser reproduzida sem sua autorização prévia e expressa por parte do autor. A exploração econômica de uma obra tem prazo de 70 anos a partir da morte autor, já o direito moral não tem prazo (BRASIL, 1998; MARTINS FILHO, 1998, GAMA, 2008, GOULARTT, 2009; FERNÁNDEZ-MOLINA; VIVES-GRÀCIA; GUIMARÃES, 2011). Os direitos patrimoniais básicos são quatro: Reprodução - permite a comunicação e obtenção de cópias do todo da obra original e/ou parte desta; Distribuição - permite a disponibilização ao público da obra original ou cópias por meio de venda, aluguel, empréstimo e outras formas; Comunicação pública - permite o acesso à obra sem a distribuição prévia; Processamento - permite a modificação da obra, gerando obras diferentes.

HONESTIDADE ACADÊMICA

O conceito de desonestidade acadêmica consiste em as ações ou tentativas de ações fraudulentas realizadas por um membro da comunidade universitária ao fazer uso de meio ilegais, não autorizados ou inaceitáveis na realidade da acadêmica (LAMBERT; HOGAN, BARTON apud OLIVEIRA et al., 2014); Pavela (1978), citado na revisão de Oliveira et al. (2014), define quatro grandes pontos que compõe a desonestidade acadêmica: Uso de materiais não autorizados em atividades acadêmicas de diversas naturezas; Invenção e/ou fabricação de informações, referências ou resultados; Os diversos tipos de plágio; Contribuir, direta e/ou indiretamente, com a desonestidade de outros acadêmicos. Ética do pesquisador no fazer ciência Fonte: Witter (2010, p.18).

Fase da pesquisa Escolha do tema/problema Elaboração do projeto Aspectos ético a considerar ética quanto à necessidade social, científica, institucional e do pesquisador ética do consumidor de ciência ética no verificar o já pesquisado/assimilação do conhecimento ética na escolha do título ética em relação aos participantes - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ética em relação ao delineamento/desenho da pesquisa ética na escolha dos instrumentos ética em relação à competência do pesquisador Apresentação ao Comitê de Ética (CEP) Apresentação em evento (pré-publicação) Encaminhamento Após a publicação ética em relação ao patrocinador, se houver ética em atenção ao parecer do CEP ética na revisão de aspectos do projeto, se for o caso ética no título ética na elaboração do resumo ética em relação ao patrocinador, se houver ética na apresentação oral/painel ética na assimilação de sugestões ética em relação à editoração para publicação ética ao atender a pareceres de pareceristas ética quanto aos créditos do patrocinador ética no uso do material publicado ética em relação ao Comitê de Ética ética em relação ao patrocinador

TIC S E OS NOVOS FENÔMENOS AUTORAIS

USO ÉTICO DA INFORMAÇÃO Espera-se que o indivíduo competente em informação seja capaz de usar toda uma gama de recursos disponíveis de forma crítica, consciente e comprometida para satisfazer suas necessidades informacionais e em diferentes contextos informacionais. Neste sentido, a dimensão ética, presumi o uso responsável, cidadão e legal da informação, com a perspectiva do bem comum e responsabilidade social.

USO ÉTICO DA INFORMAÇÃO Noções básicas de propriedade intelectual, direito de autor e direitos conexos; Reconhecimento a respeito das questões sobre honestidade acadêmica, plágio acadêmico, citação e referências; Questões sobre acesso aberto à informação e as Licenças Creative Commons; Apontamentos sobre censura e liberdade de expressão, direitos de autor no ambiente digital, compreendendo o que pode ou não ser digitalizado, divulgado, preservando a privacidade dos dados pessoais, o direito à honra, à intimidade pessoal e familiar e à imagem pessoal. (ACRL, 2000; FRANÇOIS, 2006; REBIUN, 2014)

PLÁGIO ACADÊMICO

PLÁGIO ACADÊMICO Os problemas que envolvem a questão do plágio acadêmico estão relacionados tanto com questões jurídicas (direitos do autor) como com questões éticas (honestidade acadêmica). Estas questões foram evidenciadas pelas facilidades geradas pelas tecnologias de informação e comunicação e pela falta de conhecimentos, habilidades e atitudes sobre o uso ético e legal da informação.

O QUE É PLÁGIO? É a reapresentação, como inédito e/ou próprio, de qualquer conteúdo (artístico, intelectual, comercial, etc) que tenha uma autoria anterior (KROKOSCZ, 2012).

O QUE É PLÁGIO ACADÊMICO? Envolve a apresentação como próprio de um conteúdo de outra autoria, mas especificamente de trabalhos acadêmicos (projeto de pesquisa, trabalho de conclusão de curso, artigo científico, ensaio e outros). Neste caso, configura plágio acadêmico a cópia literal, o texto reescrito sem a indicação da fonte original, tanto na não indicação do autor por meio de citações, como por meio da falta de menção ao documento consultado por meio das referências (PLÁGIO.NET, 2013).

FORMAS DE PLÁGIO Com intenção, que é a apresentação direta da produção do outro como sua, ou seja, por meio de uma decisão deliberada, com má-fé e falta de ética; Sem intenção, que ocorre quando as citações, as paráfrases e as referências não são realizadas de forma correta ou o não se tem o conhecimento adequado de como fazê-las, caracterizando desconhecimento técnico das normas de documentação. (EGAÑA, 2012; KROKOSCZ, 2012)

O QUÊ CONTRIBUI PARA O PLÁGIO? Próprio desconhecimento técnico das normas (ABNT, APA, VANCOUVER, ISO, etc); Falta de ética do indivíduo; Fatores que compreendem as facilidades geradas pelas novas tecnologias (facilidade de acesso à informação disponível em meio eletrônico, o uso de editores de texto); Deficiências e/ou dificuldades de formação (dificuldade de escrita, dificuldade de realizar pesquisas, hábitos de reprodução de textos); Exigências externas e internas (tempo escasso e muita demanda de atividades, pressão para possuir um grande número de publicações, grande número de disciplinas, ansiedade, entre outros fatores).

QUEM SÃO OS ENVOLVIDOS? O leitor é prejudicado porque está lendo um trabalho entregue com plágio confiando que o conteúdo apresentado é mérito de quem escreveu o trabalho, sendo que isto não é verdade; O autor original ao não ser citado como responsável pelo texto ou conteúdo apresentado é silenciado e desta forma o trabalho por ele produzido e reconhecimento lhe é negado; O redator além de prejudicar o autor e o leitor, faz mal a si mesmo, pois deixa de desenvolver a prática de escrita e análise acadêmica, aspectos fundamentais da vida universitária. (PLÁGIO.NET, 2013).

Nos basearemos na divisão apresentada por Tripathi e Kumar (2009) e nos textos de Morató Agrafojo (2012) e Krokoscz (2012). Categorização de plágio

1 Fontes não citadas The ghost writer (o escritor fantasma): Entregar um trabalho alheio como se fosse próprio The photocopy (plágio direto- palavra por palavra) São reproduzidos fragmentos completos, sem alteração The Potluck Paper (mosaico) São utilizados vários trechos literais de fontes diferentes, organizadas com o acréscimo de algumas palavras The Poor Disguise (plágio direto - disfarçado) É a reprodução de trechos com a mudança de algumas palavras The Labor of Laziness (plágio de fontes) É a reprodução das citações usadas por outros autores The Self-Stealer (autoplágio) Reprodução de trabalhos próprios já apresentados em outras circunstâncias, mas sem esta identificação.

2 Fontes citadas (mas ainda assim plagiadas) The Forgotten Footnote (omitir fontes) O autor é citado, mas sem a informação de dados básicos que permitem localizar a fonte original Misinformed (desinformação) São fornecidas informações incorretas sobre a fonte tornando impossível sua localização The Too-Perfect Paraphrase (paráfrase quase perfeita) As fontes são citadas corretamente, mas o plagiário omite as aspas das citações fazendo o trecho reproduzido passar por seu The Resourceful Citer (perfeito citador ) Todas as referências e citações são corretas, mas o texto total não apresenta nada de original, apenas uma relação de citações perfeitas The Perfect Crime (o crime perfeito) É a mescla de citações corretas com trechos dos mesmos textos citados, usados como uma análise própria do plagiário

3 Outros tipos de plagio Copy and Paste Plagiarism (plágio de recorte e cola) É a reprodução de citações diretas sem aspas Word Switch Plagiarism (plágio de palavras chave) É a utilização de termos ou palavras-chave criados por outro autor sem a identifica-lo Metaphor Plagiarism (plágio de matáforas) É a utilização de metáforas criadas por outros autores como própria Idea Plagiarism (plágio de ideias) É usar uma ideia original de outro autor como própria Reasoning Style/Organization Plagiarism (plágio de estilo ou organização) Seguir exatamente o estilo, a organização e raciocínio de determinado artigo, mesmo sem utilizar as mesmas palavras Data Plagiarism (plágio de dados) É o plagio de dados de outras pesquisas

Entendendo um pouco mais sobre o plágio.

MEDIDAS DE ENFRENTAMENTO

Medidas institucionais 1. Website institucional com conteúdo exclusivo sobre plágio 2. Política institucional sobre plágio 3. Disponibilização de guias, manuais e/ou documentos oficiais sobre o assunto 4. Comissão de integridade acadêmica, comitê Disciplinas, Sindicância 1.Orientação: ações de esclarecimento da comunidade educativa (definição e caracterização do plágio; documentos de professores, conferências, workshops, formulários de declaração de idoneidade do trabalho, indicação de links para aprofundamento sobre o assunto etc) 2.Capacitação:ações de instrumentalização tais como cursos, atividades, exercícios, abordagem disciplinar, elaboração de manuais de escrita acadêmica, tópico do disciplina ou orientações para a elaboração de trabalhos acadêmicos Medidas preventivas Medidas diagnósticas 3. Formação: apelo a princípios e valores, ações voltadas para a importância do compromisso e desenvolvimento de princípios éticos, como a preservação da reputação do aluno 1. Disponibilização de e/ou utilização de softwares de detecção do plágio 1. Descrição do plágio nos códices institucionais (Código de Honra, Código de Ética etc) Medidas corretivas 2. Penalização (advertência, suspensão, expulsão etc)

DETECTORES DE PLÁGIO São softwares que analisam por completo os documentos em busca de ocorrências de suspeita de plágio. São ferramentas que contribuem e melhoram o nível dos trabalhos acadêmicos, legitimando a autoria e o uso adequado de citações e referências nos trabalhos mediante a análise realizada pelo software. Relatório de Originalidade Detector de plágio adotado pela Unesp

PARÁFRASES Use sinônimos para as palavras do texto original que não são genéricas como globalização, responsabilidade social, meio ambiente, etc. Mude a estrutura da sentença consultada. Se a fonte utiliza a voz ativa, prefira a voz passiva ou vice-versa. Reduza parágrafos, períodos, sentenças em frases. Transmita o discurso original de forma diferente. Uma paráfrase ou resumo bem feito é resultado da aplicação simultânea de várias destas dicas. Observação importante: textos reescritos que apenas substituem sinônimos configuram-se como plágio, ainda que seja indicado o autor, pois em geral são transcritos literalmente trechos do autor original sem que isto seja destacado. (MIT, 2007 apud PLAGIO.net)

TEXTO ORIGINAL CITAÇÃO INDIRETA COM PLÁGIO CITAÇÃO INDIRETA CORRETA Como toda atividade racional e sistemática, a pesquisa exige que as ações desenvolvidas ao longo de seu processo sejam efetivamente planejadas. De modo geral, concebe-se o planejamento como a primeira fase da pesquisa, que envolve a formulação do problema, a especificação de seus objetivos, a construção de hipóteses, a operacionalização de conceitos etc. Referência: GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2007. p. 19. Conforme explica Gil (2007), a pesquisa exige planejamento das ações desenvolvidas durante seu processo. Planejar é o ponto de partida da pesquisa, que parte da formulação do problema passa pela construção de hipóteses etc. Referência: GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2007. p. 19. Por que isto é plágio? O redator manteve a mesma estrutura do texto original e reproduziu trechos literais, apenas substituiu alguns sinônimos. De acordo com Gil (2007) o processo de pesquisa deve ser iniciado com o planejamento e o primeiro passo a ser dado é a formulação do problema. Referência: GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa.4. ed. São Paulo: Atlas, 2007. p. 19. Por que isto não é plágio? O redator conservou palavras essenciais do texto original (pesquisa, planejamento) e usou sinônimos para outras, mas mudou a estrutura da sentença, utilizou a voz passiva e reduziu o texto para um período.

NORMALIZAÇÃO ACADÊMICA NBR 6024 Numeração Progressiva NBR 6028 Resumos NBR 14724 Trabalhos Acadêmicos NBR 10520 Citações NBR 6023 Referências /

MAIS INFORMAÇÕES http://www.fclar.unesp.br/#!/biblioteca/normas-da-abnt/normalizacao/

EXERCÍCIOS 1. Se organizar em 7 grupos de 3 a 4 pessoas. 2. Receber um capítulo do livro, fazer a referência e a chamada bibliográfica do mesmo ; 3. Rever citações e referências e marcar em cores diferentes os erros e acertos dos autores; 4. Fazer uma citação indireta (paráfrase) de um trecho de livre escolha; 5. Fazer um resumo indicativo (breve) do capítulo (50 a 100 palavras); 6. Determinar quatro palavras-chave e fazer uma estratégia de busca para uso em bases de dados. Orientações: usar as normas disponíveis, as informações da página da biblioteca; as apresentações das três oficinas e os conhecimentos prévios e adquiridos durante os cursos.

REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS [ABNT]. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2002a. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS [ABNT]. NBR 10520: informação e documentação: citações em documentos: apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2002b. ASSOCIATION OF COLLEGE AND RESEARCH LIBRARIES [ACRL]. Information literacy competency for higher education. Chicago: ALA, 2000. Disponível em: <http://www.ala.org/ala/mgrps/divs/acrl/standards/informationliteracycompetencystandards.cfm>. Acesso em: 06 ago. 2014. BRASIL. Lei nº 9.610, de19 de fevereiro de 1998. Altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. Brasília: Presidência da República: Casa Civil: subchefia para Assuntos Jurídicos, 1998. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9610.htm>. Acesso em: 14 abr. 2015. DINIZ, D.; MUNHOZ, A. T. M. Cópia e pastiche: plágio na comunicação científica. Argumentum, Vitória, ano 3, v. 1, n. 3, p.11-28, jan./jun. 2011. Disponível em: <http://periodicos.ufes.br/argumentum/article/view/1430>. Acesso em: 20 fev. 2014. EGAÑA, T. Uso de bibliografía y plagio académico entre los estudiantes universitarios. Revista de Universidad y Sociedad del Conocimiento, Barcelona, v. 9, n. 2, p. 18-30, 2012. Disponível em: <http://rusc.uoc.edu/ojs/index.php/rusc/article/view/v9n2-egana/v9n2-egana>. Acesso em: 12 dez. 2014. FRANÇOIS, O. Information, social context, and ethical and legal issues. In: NEELY, T. Information literacy assessment: standards-based tools and assignments. Chicago: ALA, 2006. p. 114-135. FOUCAULT, M. O que é um autor? 4. ed. [S.l.]: Veja: Passagens, 2000. GAMA, K. G. O. Direito à informação direitos autorais: desafios e soluções para os serviços de informação em bibliotecas universitárias.2008. 70 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, 2008. Disponível em: <http://www.bibliotecadigital.puc-campinas.edu.br/tde_busca/arquivo.php?codarquivo=422>. Acesso em: 19 mar. 2015. GOULARTT, C. Direito autoral descomplicado: soluções práticas para dia a dia. Brasília: Thesaurus, 2009. FERNÁNDEZ-MOLINA, J. C; VIVES-GRÀCIA, J.; GUIMARÃES, J. A. C. Asesor en derechos de autor: un nuevo rol del bibliotecario universitario? Revista EDICIC, Marília, v.1, n.4, p.49-61, oct./dic. 2011. Disponible en: <http://www.edicic.org/revista/index.php?journal=revistaedicic&page=article&op=view&path%5b%5d=75>. Acceso en: 12 fev. 2013. KROKOSCZ, M. Autoria e plágio: um guia para estudantes, professores, pesquisadores e editores. São Paulo: Atlas, 2012. 260

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