Alfamídia Linux: Administração de Redes em ambiente Linux I



Documentos relacionados
Capítulo 8 Introdução a redes

TCP é um protocolo de TRANSMISSÃO, responsável pela confiabilidade da entrega da informação.

PROJETO INTERDISCIPLINAR I

Curso de extensão em Administração de sistemas GNU/Linux: redes e serviços

Configuração de redes no Gnu/Linux

Sistemas Operacionais de Redes. Aula: Gerenciamento de rede Professor: Jefferson Igor D. Silva

Sistemas Operacionais de Rede. Configuração de Rede

Para testar se as variáveis foram carregadas, utilize o comando #export

Configuração de Rede

Entendendo como funciona o NAT

Configuração endereço IP da interface de rede

Confguração básica da rede

Máscaras de sub-rede. Fórmula

TUTORIAL COLOCANDO IP FIXO LE3

Aula prática. Objetivo IPCONFIG. Prof. Leandro Pykosz Informa a configuração atual de rede da máquina;

Redes. Pablo Rodriguez de Almeida Gross

Fundamentos dos protocolos internet

IP significa Internet Protocol. A Internet é uma rede, e assim como ocorre em qualquer tipo de rede, os seus nós (computadores, impressoras, etc.

Laboratório - Visualização das tabelas de roteamento do host

Redes de Computadores II INF-3A

Laboratório. Assunto: endereçamento IP e roteamento.

Sistema Operacional Unidade 12 Comandos de Rede e Acesso Remoto

O que é uma rede de computadores?

O Protocolo IP (2) Prof. José Gonçalves Pereira Filho Departamento de Informática

Arquitetura de Rede de Computadores

Administração de Redes Redes e Sub-redes

SUMÁRIO 1. AULA 6 ENDEREÇAMENTO IP:... 2

Curso Técnico em Informática. Informática Aplicada Instrutor Rafael Barros Sales

3 SERVIÇOS IP. 3.1 Serviços IP e alguns aspectos de segurança

Na Figura a seguir apresento um exemplo de uma "mini-tabela" de roteamento:

Capítulo 9 - Conjunto de Protocolos TCP/IP e Endereçamento. Associação dos Instrutores NetAcademy - Julho de Página

Configurando um servidor DHCP

Troubleshooting em rede básica

cio Roteamento Linux

Disciplina Fundamentos de Redes. Introdução ao Endereço IP. Professor Airton Ribeiro de Sousa Outubro de 2014

Endereçamento. Endereço IP. Exemplo. Endereço IP. Como verificar? Certo ou errado? 13/12/2011

Professor: Macêdo Firmino Disciplina: Sistemas Operacionais de Rede

3) Na configuração de rede, além do endereço IP, é necessário fornecer também uma máscara de subrede válida, conforme o exemplo:

INTERNET = ARQUITETURA TCP/IP

GESTÃO DE SISTEMAS E REDES YNAMIC HOST CONFIGURATION PROTOCOL

Veja abaixo um exemplo de um endereço IP de 32 bits:

FACULDADE PITÁGORAS. Prof. Ms. Carlos José Giudice dos Santos

QUAL O PROCEDIMENTO PARA CONFIGURAR AS IMPRESSORAS DE REDE BROTHER EM UM SISTEMA DEC TCP / IP para VMS (UCX) Procedimento

Redes de Dados e Comunicações. Prof.: Fernando Ascani

MANUAL DE INSTALAÇÃO E PROGRAMAÇÃO CONVERSOR - IP / USB / SERIAL RV1

MÓDULO 8 Modelo de Referência TCP/IP

DHCP. Administração de Redes de Computadores Prof.ª Juliana Camilo Ângelo, Bryan, Carlos, Vinícius

Universidade Católica de Brasília Pró-reitoria de Graduação Curso de Ciência da Computação

1 Redes de Computadores - TCP/IP Luiz Arthur

APOSTILA DE REDES DE COMPUTADORES PARTE - I I

Instalação e Configuração de Servidores Linux Server Configuração de Rede. Prof. Alex Furtunato

Arquitetura de Rede de Computadores

Guia de Conectividade Worldspan Go Res! A V A N Ç A D O

Professor: Gládston Duarte

Senha Admin. Nessa tela, você poderá trocar a senha do administrador para obter acesso ao NSControl. Inicialização

Aula 2 Servidor DHCP. 2.1 dhcp

DHCP - ESAF. 1- Prova: ESAF SET- RN - Auditor Fiscal do Tesouro Estadual - Prova 2

Acesso Remoto Placas de captura

OS endereços IP v.4 consistem em 4 octetos separados por pontos. Estes endereços foram separados

Linux Network Servers

Redes de Computadores II. Professor Airton Ribeiro de Sousa

Rede d s d e d Com o pu p t u ado d r o es Conceitos Básicos M d o e d los o de d Re R de d s:

Protocolo TCP/IP. Protocolo TCP/IP. Protocolo TCP/IP. Protocolo TCP/IP. Conexão de Redes. Protocolo TCP/IP. Arquitetura Internet.

Linux Network Servers

L A B O RATÓRIO DE REDES

ADDRESS RESOLUTION PROTOCOL. Thiago de Almeida Correia

APLICAÇÃO REDE APLICAÇÃO APRESENTAÇÃO SESSÃO TRANSPORTE REDE LINK DE DADOS FÍSICA 1/5 PROTOCOLOS DE REDE

Procedimento de Clonagem PDV - TOP Internacional

Capítulo 5 Métodos de Defesa

UM PBX GENUINAMENTE BRASILEIRO

Nome do Curso: Técnico em Informática. Nome da Disciplina: Redes de Computadores. Número da Semana: 2. Nome do Professor: Dailson Fernandes

Prática NAT/Proxy. Edgard Jamhour. Esses exercícios devem ser executados através do servidor de máquinas virtuais: espec.ppgia.pucpr.

REDES DE COMPUTADORES

Firewall. Professor: João Paulo de Brito Gonçalves Disciplina: Serviços de Redes. Campus Cachoeiro Curso Técnico em Informática

Aula 5 Cálculo de máscara e de subredes

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar

1 TCI/IP MODELO TCP/IP Camada de Aplicação... 4

Classe A: Apenas o primeiro octeto identifica a rede e os três últimos identificam os Hosts.

REDES DE COMPUTADORES

ICORLI. INSTALAÇÃO, CONFIGURAÇÃO e OPERAÇÃO EM REDES LOCAIS e INTERNET

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS TÉCNICO DE LABORATÓRIO / ÁREA INFORMÁTICA

Mecanismos de QoS em Linux Hierarchical Token Bucket (HTB)

Segurança de redes com Linux. Everson Scherrer Borges Willen Borges de Deus

Endereços Lógicos, Físicos e de Serviço

Prof. Marcelo Cunha Parte 5

Modelos de Camadas. Professor Leonardo Larback

Linux Network Servers

Serviço de datagrama não confiável Endereçamento hierárquico. Facilidade de fragmentação e remontagem de pacotes

UM PBX GENUINAMENTE BRASILEIRO MANUAL DE INSTALAÇÃO COM IMAGEM ISO

Laboratório 1. Configurando as Interfaces de redes

Ilustração 1: Componentes do controle de acesso IEEE 802.1x

Redes de Computadores. Guia de Laboratório Configuração de Redes

TECNOLOGIA WEB INTERNET PROTOCOLOS

Redes de Computadores II

USO GERAL DOS PROTOCOLOS SMTP, FTP, TCP, UDP E IP

Revisão. Karine Peralta

Um sistema de comunicação necessita de um método de identificação de seus computadores. Numa rede TCP/IP, cada computador recebe um

Configurando o DDNS Management System

Capítulo 6 - Protocolos e Roteamento

Transcrição:

Alfamídia Linux: Administração de Redes em ambiente Linux I

UNIDADE 1 - CONCEITOS BÁSICOS DE REDES... 3 1.1 TCP/IP - O INÍCIO... 3 1.2 ENTENDENDO O IP... 3 1.3 ENTENDENDO O GATEWAY DE REDE... 5 1.4 O SERVIDOR DNS... 6 1.5 ARP E RARP... 6 1.6 CONFIGURANDO IP E MÁSCARA... 6 1.7 CONFIGURANDO O GATEWAY... 8 1.8 CONFIGURAÇÃO DOS DNS SERVERS... 8 1.9 CONFIGURAÇÃO ESTÁTICA DA REDE... 9 1.10 ARQUIVO HOSTS... 9 1.11 COMANDO HOSTNAME... 10 1.12 O ARQUIVO NSSWITCH.CONF... 10 1.13 FERRAMENTAS DE CONSULTA... 10 UNIDADE 2 - SERVIÇOS DE REDE... 12 2.1 COMANDOS DE REDE... 12

Unidade 1 - CONCEITOS BÁSICOS DE REDES Atualmente, praticamente todos temos uma ligação com alguma rede, que seja uma rede em casa, no trabalho, um wi-fi em um ponto comercial ou diretamente a internet. Contudo, para administradores, é altamente importante que aprendamos a entender o que efetivamente é uma rede, e como podemos configura-la. Desta forma, vamos a alguns conceitos importantes sobre redes de computadores, com ênfase no sistema GNU/Linux. 1.1 TCP/IP - O Início O protocolo TCP/IP é um dos protocolos mais difundidos e utilizados para configuração e montagem de redes atualmente. Antigamente, este protocolo era utilizado como um padrão militar para troca de informações. Contudo, hoje ele tornou-se o padrão mundial, utilizado inclusive para a internet. O TCP Transmission Control Protocol, é orientado a conexões, transporta informações por meio de handshaking. Caso algum erro aconteça durante a comunicação ele, automaticamente, reenvia a informação. Esse protocolo garante o envio das mensagens. Podemos citar alguns serviços de rede que utilizam o protocolo TCP como: Smtp, ftp, telnet. Já o Protocolo IP Internet Protocol, descrito pela RFC 791, é responsável por estabelecer o endereçamento e pela definição de datagramas. 1.2 Entendendo o IP Um endereçamento IP é composto por 04 octetos e uma máscara, que irão determinar quantos endereços serão destinados a host e quantos são destinados a rede. Como em qualquer sistema que utilize um protocolo TCP/IP, os sistemas GNU/Linux precisam de um endereço IP para termos acesso a rede. O endereço IP está presente em todas as máquinas, mesmo nas que não tem acesso a rede ou internet. Isso é possível pois em todo GNU/Linux há uma interface de rede lógica, chamada de loopback(lo), que tem o endereço IP 127.0.0.1, e que sempre deve estar configurada. A loopback também atende no endereço 0.0.0.0. A interface loopback existe para que possamos efetuar testes de conectividade, sistemas WEB e quaisquer funções de comunicação com o mundo exterior, sem ter efetivamente, uma conexão com a rede ou internet. 3

A internet é totalmente endereçada através de números IP's, e, ao contrário do que pensamos em alguns momentos, não depende dos servidores DNS. Eles servem apenas para facilitar nosso a internet, permitindo que naveguemos através de nomes e não de números. Desta forma, para conseguirmos entendermos como a internet funciona, precisamos entender como funcionam os números IP. Para efetuarmos a configuração de um endereço IP, temos alguns agentes envolvidos no processo. Um dos principais é a netmask ou máscara de rede, que é formada por um número de 32 bits, que é utilizado para separar redes, e determinar quem serão nosso Host, nossa Rede e nosso Broadcast. Host Endereço disponibilizado para que um dispositivo possa acessar a rede Rede Um endereço de rede, em conjunto com uma netmask delimita qual será o começo e o fim da rede Broadcast Normalmente é o último endereço da rede, utilizado para que uma máquina possa falar com todas as outras. 255.0.0.0 8 Bits 11111111.00000000.00000000.00000000 255.255.0.0 16 Bits 11111111.11111111.00000000.00000000 255.255.255.0 24 Bits 11111111.11111111.11111111.00000000 As subdivisões acima indicam como funcionam as máscaras. Existem três classes de netmask: Classe A: 11111111.00000000.00000000.00000000 Classe B: 11111111.11111111.00000000.00000000 Classe C: 11111111.11111111.11111111.00000000 Ainda compreendendo estes números, temos dois tipos de IP's: IP Público Endereço válido para internet; 4

IP Privado Chamados de endereços inválidos, são utilizados em Lan's ou Wlan's. 10.0.0.0 CLASSE A 172.16.0.0 CLASSE B 192.168.0.0 CLASSE C Outro conceito importante para que possamos melhor entender o papel das classes, é conhecermos a função do NAT Network Address Translation. O NAT é uma técnica que foi desenvolvida devido ao número limitado de endereços IP's, do padrão IPV4, atualmente disponíveis. Com o crescimento da internet, nos deparamos com um problema, que seria o esgotamento dos endereços IP's. Com isso, foi acelerada a criação de uma nova tecnologia, chamada de IPV6, que seria responsável por um número praticamente inesgotável de endereços. Contudo, utilizando-nos das técnicas de NAT, a implantação desta tecnologia foi retardada. Contudo, no atual cenário, voltamos a nos deparar com este problema, e a implantação do IPV6 segue a passos largos. 1.3 Entendendo o Gateway de Rede 5

O gateway, de forma rápida é pratica, é um Host, que conhece outros Hosts, que por sua vez conhecem outros Hosts. O principal papel de um gateway é levar os pacotes TCP/IP para outras redes que os hosts originais não conhecem. Fazendo a translação ou nat entre redes diferentes (com máscaras não semelhantes). 1.4 O Servidor DNS O servidor DNS, que como mencionamos anteriormente, não faz parte da configuração essencial da rede. Pois caso nosso Gateway conheça os hosts de internet, ele poderá encaminhar nosso acesso normalmente. O DNS apenas é um facilitador, para que não tenhamos que conhecer diversos números de hosts. 1.5 ARP e RARP ARP e RARP são dois protocolos de rede. Vamos conhecer um pouco mais sobre os dois: ARP Responsável por converter um endereço IP para o endereço físico da Interface que o possui (MAC Address) RARP Exatamente o contrário do ARP, o RARP converte MAC Address em endereços IP. 01.f Configurando a Rede Para configurarmos a rede em um sistema GNU/Linux, temos, basicamente, três etapas: * Configuração do endereço IP e Netmask; * Configuração do Gateway; * Configuração do DNS; 1.6 Configurando IP e Máscara Para começarmos a configuração de uma interface de rede, iremos utilizarmo-nos do comando #ifconfig. Para descobrirmos todas as interfaces de rede presentes no sistema, utilizamos o comando da seguinte forma: #ifconfig -a 6

root@francovaio:~# ifconfig -a eth0 Link encap:ethernet Endereço de HW 78:84:3c:98:54:79 UP BROADCAST MULTICAST MTU:1500 Métrica:1 pacotes RX:0 erros:0 descartados:0 excesso:0 quadro:0 Pacotes TX:0 erros:0 descartados:0 excesso:0 portadora:0 colisões:0 txqueuelen:1000 RX bytes:0 (0.0 B) TX bytes:0 (0.0 B) lo Link encap:loopback Local inet end.: 127.0.0.1 Masc:255.0.0.0 endereço inet6: ::1/128 Escopo:Máquina UP LOOPBACK RUNNING MTU:65536 Métrica:1 pacotes RX:2244 erros:0 descartados:0 excesso:0 quadro:0 Pacotes TX:2244 erros:0 descartados:0 excesso:0 portadora:0 colisões:0 txqueuelen:0 RX bytes:201820 (201.8 KB) TX bytes:201820 (201.8 KB) Para atribuirmos um endereço IP para uma placa de rede, utilizamos a seguinte sintaxe: #ifconfig eth0 192.168.1.63 Desta forma, iremos atribuir a interface eth0 o IP 192.168.1.63. O comando ifconfig automaticamente efetua o cálculo de netmask. Contudo, caso você deseje utilizar uma máscara diferente, você deverá utilizar a seguinte sintaxe: #ifconfig eth0 192.168.1.63 netmask 255.255.254.0 7

Para ativarmos ou desativarmos uma interface de rede, podemos utilizar os seguintes comandos: #ifconfig eth0 up (Habilita a interface) #ifconfig eth0 down (desabilita a interface) Uma alternativa para ativarmos e desativarmos as interfaces são os comandos ifup e ifdown. 1.7 Configurando o Gateway Vamos agora definir o Gateway, para que nossos pacotes saibam para onde devem ir. Para definilo, iremos utilizar o comando route. O comando route permite que configuremos todas as rotas de nosso sistema. Para definir o gateway, utilizamos a seguinte sintaxe: #route add default gw <ip_do_gateway> Desta forma, iremos definir a rota default de saída da rede. Para vermos todas as rotas definidas, usamos o comando route da seguinte forma: #route -n Caso precisemos deletar a rota default, a sintaxe é: #route del default 1.8 Configuração dos DNS Servers Para que não tenhamos que decorar uma infinidade de endereços IP, vamos efetuar a configuração dos nossos DNSs Servers. Por padrão, a configuração de Dns fica salva em um arquivo específico, localizado no diretório /etc, e chamado resolv.conf. Ao editarmos este arquivo, deveremos inserir uma linha como a seguinte: nameserver 8.8.8.8 Desta forma iremos configurar a rede para utilizar o DNS informando. Podemos utilizar alguns outros parâmetros, como um resolvedor de nomes do domínio de sua rede por exemplo, e mais servidores DNS. 8

1.9 Configuração Estática da Rede As configurações que vimos até o momento não são fixas, e caso ocorra um novo boot na máquina, as mesmas serão perdidas. Para evitar este problema, iremos configurar a rede de forma estática. Iremos verificar esta configuração no sistema GNU/Debian. No GNU/Debian, os arquivos de configuração de rede ficam localizados no diretório /etc/network. O arquivo responsável pela configuração é o arquivo interfaces. Uma configuração básica de rede pode ser a seguinte: auto lo iface lo inet loopback #configuração da loopback auto eth0 iface eth0 inet static address 192.168.1.63 netmask 255.255.255.0 broadcast 192.168.1.255 network 192.168.1.0 gateway 192.168.1.3 Caso você esteja utilizando um sistema baseado em Red Hat, os aquivos de configuração de rede estarão localizados no diretório /etc/sysconfig/networking. A sintaxe dos arquivos são um pouco diferentes. Contudo, recomenda-se a utilização do aplicativo netconfig para efetuar a configuração da rede. 1.10 Arquivo Hosts No módulo anterior, vimos que podemos criar apelidos para os comandos do GNU/Linux. Podemos também criar apelidos para os endereços de rede, de forma a facilitar a utilização dos mesmos em nosso sistema. 9

Para isto, iremos utilizar o arquivo hosts, que está localizado no diretório /etc. A sintaxe padrão deste arquivo é: IP APELIDO APELIDO 192.168.1.63 francovaio notefranco 1.11 Comando Hostname Nosso sistema GNU/Linux possui um nome, que é reconhecido pela rede, de acordo com sua configuração. Para efetuarmos alterações neste nome, utilizamos o comando hostname. Sua sintaxe básica é: #hostname NOVONOME Para que a alteração seja feita de forma permanente, utilizamos o arquivo /etc/hostname. Sua sintaxe básica é: FQDN HOSTNAME 1.12 O arquivo nsswitch.conf Para definirmos qual será a ordem de busca por logins válidos no sistema, iremos utilizar o arquivo /etc/nsswitch.conf. Sua sintaxe básica é: passwd: compat group: compat shadow: compat 1.13 Ferramentas de Consulta O comando dig é o acrônimo para Domain Information Groper, que significa algo como aquele que busca por informações de domínio escuro, e ao mesmo tempo, a palavra dig, em inglês, significa literalmente escavar. 10

Sua sintaxe básica é: #dig registro.br Contudo, ele possui diversas opções, que poderão ser verificadas no man do comando. 11

Unidade 2 - SERVIÇOS DE REDE Serviço de rede é o que está disponível para ser acessado pelo usuário. No TCP/IP, cada serviço é associado a um número chamado porta que é onde o servidor espera pelas conexões dos computadores clientes. Uma porta de rede pode se referenciada tanto pelo número como pelo nome do serviço. Abaixo, alguns exemplos de portas padrões usadas em serviços TCP/IP: 21 - FTP (transferência de arquivos) 23 - telnet (terminal virtual remotping o) 25 - SMTP (envio de e-mails) 53 - DNS (resolvedor de nomes) 79 - finger (detalhes sobre usuários do sistema) 80 - HTTP (protocolo www - transferência de páginas Internet) 110 - pop-3 (recebimento de mensagens) 119 nntp (usado por programas de notícias) O arquivo padrão responsável pelo mapeamento do nome dos serviços e das portas mais utilizadas é o /etc/services. 2.1 Comandos de Rede Temos diversos comandos que podem ser utilizados para nos fornece informações e configurações em nossa rede. Alguns foram vistos acima, e a abaixo temos alguns dos mais comuns: #who Comando que mostra os usuários conectados a máquina. Pode ser utilizado também o comando w para exibir maiores informações #ftp Cliente para conexão a servidores ftp #whoami mostra qual o usuário atual da sessão #dnsdomainname Mostra o nome de domínio de sua rede #talk Programa para conversação em tempo real com outros usuários local ou remotamente. 12

talk [usuário] [tty]ou talk [usuário@host] usuário - Nome de login do usuário tty - O nome de terminal onde o usuário está conectado Para uma conversa remota, você deve utilizar o <nome_de_usuário>@<hostname> do outro computador. Para autorizar o recebimento das mensagens por outros usuários, você deverá autorizalas com o comando mesg. #ping Comando para verificar se um host está disponível na rede. #traceroute Traça uma rota até um destino. #netstat - Mostra conexões de rede, tabela de roteamento, estatísticas de interfaces, conexões masquerade, e mensagens. #wall Envia uma mensagem a todos os usuários do sistema. Ele lê um arquivo e exibe para todos os usuários. utilização exclusiva do root. #ethtool - Com a ferramenta ethtool é possível verificar quais são as interfaces, mudar velocidade, alterar forma de negociação e é até mesmo verificar qual interface está localizada fisicamente. 13