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METRO

arquitetura e expografia

masp

14.40m 2 o 8.40m 1 o 0.00m T 1SS -5.10m 2SS -9.95m CORTE TRANSVERSAL TRANSVERSAL SECTION ESCALA SCALE // 1:300 2 o 1 o T 1SS 2SS 2 O PAVIMENTO 2 ND FLOOR 1 O PAVIMENTO 1 ST FLOOR TÉRREO GROUNDFLOOR 1 O SUBSOLO 1 ST SUBFLOOR 2 O SUBSOLO 2 ND SUBFLOOR METRO MASP BASES MARÇO 2016 14/15

CAVALETES DE CRISTAL HISTÓRICO Como responsável pelo projeto do Museu e pelo projeto do cavalete de cristal (porque é um cavalete e um quadro nasce no ar, num cavalete) com painel didático, para a exposição dos quadros, quero esclarecer que no projeto do Museu foi minha intenção destruir a aura que sempre circunda um museu, apresentar a obra de arte como trabalho, como profecia de um trabalho ao alcance de todos. (Lina Bo Bardi) Croquis do cavalete de cristal Protótipo feito na Galeria 7 de Abril Lina durante as obras do MASP MASP CAVALETES DE CRISTAL HISTÓRICO R01 09.09.2015 3/28

CAVALETES DE CRISTAL HISTÓRICO Montagem realizada na Pinacoteca na década de 60 MASP CAVALETES DE CRISTAL HISTÓRICO R01 09.09.2015 4/28

CAVALETES DE CRISTAL LEVANTAMENTO As bases levantadas apresentam pequenas diferenças dimensionais entre si. Isso porque, fora o precário estado de conservação da maioria das peças encontradas, foram utilizados mais de um tipo de concreto [com armação ou sem], madeira [mais ou menos mole] e ferragens na sua produção. Buscamos de registrar aqui a gama mais relevante de variações. Além disso, a falta de precisão do sistema faz com que existam diversos tipos de calços, de diferentes materiais e dimensões. As borrachas que protegem os vidros têm cortes imprecisos e muitas vezes fora de esquadro. O parafuso que conecta a cunha de madeira à base de concreto muitas vezes entorta devido a uma falha de alinhamento entre os furos existentes nessas duas peças. MASP CAVALETES DE CRISTAL LEVANTAMENTO R01 09.09.2015 6/28

CAVALETES DE CRISTAL LEVANTAMENTO Estado de conservação dos cavaletes existentes Diferenças entre bases Diferenças entre bases Cunhas, calços e borrachas de diversos tipos Diferenças entre peças Diferenças entre peças MASP CAVALETES DE CRISTAL LEVANTAMENTO R01 09.09.2015 7/28

CAVALETES DE CRISTAL PEÇAS parafuso M6 com fenda tipo allen comunicação visual a definir bucha em aço inox com capa em nylon vidro temperado incolor #10mm com bordas lapidadas e polidas em meia cana [01] furação gabaritada para fixação obras porca especial para fixação da obra ao vidro travessa em duplo c com furos oblongos para suporte obras contra moldura policarbonato para proteção da obra chassi + obra moldura neoprene proteção vidro parafuso para fixação conjunto [06] arruela especial e porca para fixação conjunto [04] cunha em cumaru [07] neoprene proteção vidro base em concreto armado com espera para parafuso [02] absorção de vibração em discos de neoprene MASP CAVALETES DE CRISTAL PROJETO R01 09.09.2015 11/28

CAVALETES DE CRISTAL TIPOS O desenho abaixo representa a sobreposição das obras pré-selecionadas para serem expostas nos cavaletes, mantendo seu eixo a 1.50m de altura. As obras foram divididas de acordo com a relação entre a sua dimensão e a do vidro. O desenho ao lado serviu de base para definirmos a posição das furações das folhas de vidro. MASP CAVALETES DE CRISTAL PROJETO R01 09.09.2015 12/28

CAVALETES DE CRISTAL 1.VIDROS Teremos 04 tipos de vidros, a fim de garantir maior flexibilidade para exposição de obras. TIPO A 240x75cm 20 unidades TIPO B 240x100cm 90 unidades TIPO C 240x150cm 60 unidades TIPO D 240x210cm 25 unidades Todas as peças deverão ser produzidas em vidro temperado incolor, espessura 10mm, com bordas lapidadas e polidas em meia cana, com furação gabaritada [d=20mm]. MASP CAVALETES DE CRISTAL PROJETO R01 09.09.2015 13/28

CAVALETES DE CRISTAL 2. BASE CONCRETO Base com insert em aço inox para fixação da cunha em madeira por meio de parafuso com cabeça sextavada e porca quadrada. MASP CAVALETES DE CRISTAL PROJETO R01 09.09.2015 14/28

CAVALETES DE CRISTAL 2. BASE CONCRETO As bases dos cavaletes serão construídas em concreto armado, com dimensão total de 40x40cm, e recorte para encaixe de cunha em madeira e folha de vidro. Cada base pesará aproximadamente 140kg. O traço do concreto para a base deverá ter a seguinte proporção: 1:2:3:0.4 [concreto : areia : brita : água]. É importante, para o bom funcionamento do conjunto, que o desenho ao lado tenha as medidas seguidas, e mantenha os ângulos vivos, para que o encaixe dos outros elementos do sistema possa acontecer sem problemas. MASP CAVALETES DE CRISTAL PROJETO R01 09.09.2015 15/28

CAVALETES DE CRISTAL 2. BASE CONCRETO 2.1 ARMAÇÃO Os estribos serão produzidos em bitolas de 5,0 mm em aço CA 60 nervurado, sendo que a geometria do cubo será dividida em três quadros, que deverão ser unidos entre si através da utilização de arame recozido. Os estribos terão afastamento de aproximadamente 12cm, e cobrimento de 2cm. 2.2 FORMA A forma deverá ser construída utilizando quadros de cantoneiras fixos entre si, fechados com tábuas de pinus bruto de 15cm de largura [20cm na face superior]. A forma deverá ser reaproveitada, e copos para rebaixo concreto deverão receber camada de desformante antes da concretagem. MASP CAVALETES DE CRISTAL PROJETO R01 09.09.2015 16/28

CAVALETES DE CRISTAL PEÇAS METÁLICAS BASE O parafuso é responsável por fixar a cunha à base de concreto. O conjunto será montado com a cabeça [sextavada] do parafuso para cima. Uma porca quadrada ficará no insert existente na base. Esse conjunto será montado com auxílio da arruela com furo oblongo, detalhada ao lado. MASP CAVALETES DE CRISTAL PROJETO R01 09.09.2015 17/28

CAVALETES DE CRISTAL 7. CUNHA A cunha é responsável pela fixação do vidro na base de concreto. Ela é fixada à base por meio de parafuso especial, que aplica a pressão necessária à estabilização do conjunto. A cunha deverá ser construída em cumaru, madeira dura e resistente. Pode ser necessário ajustar minimamente as medidas das peças no momento da montagem do conjunto. MASP CAVALETES DE CRISTAL PROJETO R01 09.09.2015 18/28

CAVALETES DE CRISTAL PEÇAS METÁLICAS PARA FIXAÇÃO OBRA A obra será fixada ao vidro por meio de um sistema composto por travessa em aço inox e um conjunto de porcas e parafusos. MASP CAVALETES DE CRISTAL PROJETO R01 09.09.2015 19/28

CAVALETES DE CRISTAL PEÇAS METÁLICAS As travessas [08] serão fixadas ao vidro com o auxílio de outras peças: uma bucha [10] em aço inox e uma porca especial [09] garantirão a fixação da travessa, enquanto uma capa em nylon [11] garantirá a proteção do vidro [01]. MASP CAVALETES DE CRISTAL PROJETO R01 09.09.2015 20/28

CAVALETES DE CRISTAL 8. TRAVESSA METÁLICA As travessas consistirão em tubo formado por dois perfis C em aço inox, e terão, no total, 6mm de espessura. Com furação oblonga modulada, a travessa permitirá a fixação da obra ao vidro com o mínimo afastamento, além de garantir um pequeno ajuste da posição das obras. Existirão 04 tipos de travessa, cada uma correspondente a um tipo de vidro. O que determina o tipo de travessa é o afastamento entre furos oblongos. Cada obra deverá receber travessa com comprimento específico, que deverá ser fixada à sua contra-moldura. MASP CAVALETES DE CRISTAL PROJETO R01 09.09.2015 21/28

CAVALETES DE CRISTAL PROTÓTIPOS travessa metálica bucha em aço inox e capa em nylon furação travessa em aço inox As fotos desta página foram tiradas durante o período de testes dos protótipos, durante o mês de agosto do presente ano. A partir dos testes realizados, chegamos à revisão do projeto apresentado neste caderno. conjunto montado madeira maciça sendo desempenada cunha em cumaru, ainda sem furação furação para passagem parafuso armação da base base ainda na forma base sendo desenformada MASP CAVALETES DE CRISTAL PROJETO R01 09.09.2015 22/28