A natureza também dá samba

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Transcrição:

A natureza também dá samba Categories : Notícias As escolas de samba levam para a avenida os mais variados temas que vão desde homenagens a artistas, escritores, ambientalistas a temas gerais envolvendo a humanidade. A natureza, o meio ambiente não poderiam ficar de fora e desde muito cedo, são abordados pelas escolas. Para não sairmos do tema ambiental neste carnaval, seguem abaixo 11 enredos apresentados ao longo dos anos pelas escolas de samba. Lembra de mais? Então, comente! Mangueira (1970) - Um Cântico à Natureza Com o samba-enredo composto por Aílton, Dilmo e Nei, a Estação Primeira de Mangueira ocupou o 3º lugar homenageando a natureza. Brilhou no céu o sol oh! que beleza Vem contemplar a natureza Vem abrasar a imensidão, imensidão... Onde na pesca ou na plantação Pedras preciosas ou mineração Rios cachoeiras e cascatas Frutos pássaros e matas Enobrecem a nação Oh! lugar... oh! lugar... Tudo que se planta dá Terra igual a esta não há Imenso torrão de natureza incomum Onde envaidece qualquer um Praia e flores Inspiram amores E o petróleo te deu mais vida Solo de vultos imortais Direi teu e não esquecerão jamais Oh! pátria querida De natureza tão sutil Tens belezas mil Isto é Brasil... isto é Brasil... isto é Brasil... 1 / 12

Salgueiro (1979) - O Reino encantado da mãe natureza contra o reino do mal Nesse ano, o Salgueiro apostou as suas fichas na defesa ecológica, em que o reino do mal seria a poluição. O enredo foi dividido em quatro partes: A Mãe Natureza, o Mal, A Guerra, O Ressurgimento da Natureza Violentada pelo Mal. Oh! Doce Mãe Natureza Seus lindos campos Verdes matas e seu imenso mar Oh! que beleza... no infinito O Sol ardente sempre a brilhar E o revoar da passarada Bailando neste céu sem fim Na primavera... As lindas flores (bis) Desabrocham no jardim Mas surgiu o rei do mal Com a chegada do progresso Abalando a estrutura mundial Poluindo nossa terra Aniquilando o que Deus abençoou E quem sofre é a Nação Nesta batalha Onde não há vencedor E a Natureza Com seu cenário multicor (bis) Refloresce novamente Com todo seu esplendor Portela (1981) - Das maravilhas do mar fez-se o esplendor de uma noite" De autoria de David Corrêa e Jorge Macedo, as maravilhas do mar levaram a Portela ao terceiro lugar do carnaval de 1981 com o famoso refrão "E lá vou eu, pela imensidão do mar". 2 / 12

Deixa me encantar, com tudo teu, e revelar, lalaiá lá O que vai acontecer nesta noite de esplendor O mar subiu na linha do horizonte, desaguando como fonte Ao vento a ilusão desce O mar, ô o mar, por onde andei mareou, mareou Rolou na dança das ondas, no verso do cantador Dança que tá na roda, roda de brincar Prosa na boca do tempo e vem marear (Eis o cortejo...) Eis o cortejo irreal, com as maravilhas do mar Fazendo o meu carnaval, é a vida a brincar A luz raiou pra clarear a poesia Num sentimento que desperta na folia ( Amor, amor... ) Amor, sorria, ô ô ô, um novo dia despertou E lá vou eu, pela imensidão do mar Nessa onda que corta a avenida de espuma, me arrasta a sambar (E lá vou eu... ) E lá vou eu, pela imensidão do mar Nessa onda que corta a avenida de espuma, me arrasta a sambar Mocidade Independente de Padre Miguel (1991) - Chuê, Chuá, as águas vão rolar A água está presente no nosso organismo, água é fonte da vida. As águas rolaram em 1991 para a Mocidade Independente de Padre Miguel, tanto que deram a ela o campeonato de 1991. Naveguei, naveguei, no afã de encontrar Um jeito novo de fazer meu povo delirar Uma overdose de alegria Num dilúvio de felicidade (iluminado) Iluminado encontrei O verde e branco mar da Mocidade Aieieu mamãe oxum Iemanjá mamãe sereia Salve as águas de oxalá Uma estrela me clareia É no chuê chuê É no chuê chuá Não quero nem saber As águas vão rolar 3 / 12

É no chuê chuê É no chuê chuá Pois a tristeza já deixei pra lá Na vida sou a fonte de energia Sou chuva, cachoeira, rio e mar Sou gota de orvalho, sou encanto E qualquer sede eu posso saciar Quem dera, um mar de rosas nesta vida Lavando as mentes poluídas Taí o nosso carnaval Eu tô em todas, eu tô no ar, eu tô aí Eu tô até na liquidez do abacaxi (naveguei) Lins Imperial (1991) - Chico Mendes, o arauto da natureza No domingo do dia 10 de fevereiro de 1991, a Lins Imperial desfilou no grupo especial homenageando o seringueiro e ambientalista Chico Mendes. Quanta maldade é ver O homem destruir O que hoje encanta A Sapucaí Amazônia Que verde encantador Fauna tão linda Um verdadeiro festival de cor Terra rica em frutos e pesca Chico foi o mensageiro Em defesa da floresta Os invasores, por ambição Mataram Chico Dando seqüência à destruição 4 / 12

Kararaô O grito forte do índio ecoou Kararaô A natureza inteira despertou Voa pássaro da paz Voa livre e vai mostrar (mostrar, mostrar) Que essa área verde existe Para o mundo respirar, lá, lá, laiá Para o mundo respirar Beija-Flor (2004) - Manôa, Manaus, Amazônia, Terra Santa: Alimenta o corpo, equilibra a alma e transmite a paz Com enredo sobre a Amazônia, a Beija-Flor se consagrou bicampeã do Carnaval 2004 no Rio de Janeiro, a escola apresentou a água dos rios da região como o verdadeiro tesouro da Amazônia e alertou para a destruição da floresta. A ambição cruzou o mar Trazida pelo invasor A Espanha veio explorar Pilhar e semear a dor Amazônia Terra Santa Dos igarapés, mananciais Alimenta o corpo, equilibra a alma Transmite a paz Brilhou o Eldorado no coração da mata as guerreiras Belezas naturais, riquezas minerais O reino de Tupã ergue a bandeira Êh! Manôa Minha canoa vai cruzar o Rio Mar Verde paraíso é onde Iara me seduz com seu cantar Força, mistério e magia Fruto da energia o meu guaraná A lágrima que o trovão derramou A terra guardou semente no olhar 5 / 12

Maués, Anauê, cultura milenar Anauê, Manaus, Mamirauá Viva a Paris Tropical Água que lava minh alma Ao matar a sede da população Caboclo ê a homenagem hoje é A todo povo da floresta um canto de fé Se Deus me deu vou preservar Meus filhos vão se orgulhar A Amazônia é Brasil, é luz do criador Avante com a tribo Beija-Flor Império Serrano (2005) - Um grito que ecoa no ar. Homem/Natureza - o perfeito equilíbrio Com o enredo que homenageou a natureza, o Império Serrano garantiu a permanência no grupo especial para o ano seguinte. O enredo é sobre o homem e a preservação do seu habitat e um grito de alerta pela preservação do mundo que sofre com a ganância. Meu grito ecoa pelo ar Faço um alerta ao mundo O homem com a sua ambição Trouxe a tecnologia Fez mal uso da razão De mãos dadas com a ganância Tem tudo que lhe deu o criador ôô De graça com amor No seu futuro pode semear a dor No meu verde das matas tem magia Equilíbrio perfeito que irradia oi (bis) As minhas águas cristalinas São poluídas no seu dia a dia Choro, com esta tal evolução Ressentida estou ao ver minha devastação O homem com sua sapiência Transformou tudo em ciência Reciclando a minha natureza Mexeu com lixo, 6 / 12

Domou os ventos, Usou o átomo sem consciência Causou tristeza, degradação Coloca em risco toda a civilização E assim num grande gesto de amor Já tem gente a refletir E por mim vive a lutar Um fio de esperança a reluzir Basta reciclar os seus conceitos Na reforma ser perfeito Produzir sem maltratar Sou a mãe Terra Só o seu amor vai me salvar Clamando numa só voz, vem meu Império A gente tem que pensar, é caso sério (bis) Pra natureza sorrir, o homem tem que mudar E aprender a preservar Mangueira (2006) - Das águas do São Francisco, nasce um rio de esperança A Estação Primeira alcançou o 4º lugar homenageando na avenida o rio São Francisco. Uma carranca na comissão de frente com malabaristas que transformavam a tradicional imagem nordestina num barco para "navegar" o Velho Chico, numa coreografia assinada por Carlinhos de Jesus. Os moradores que habitam à beira do rio também foram lembrados pela escola de samba, com adereços como vasos, peixes e frutas, que são fonte econômica das populações ribeirinhas. O sertanejo sonhou Banhou de fé o coração E transbordou em verde-e-rosa A esperança do sertão Vou navegar Com a minha Estação Primeira Nas águas da "integração", chegou Mangueira Opará rio-mar, o nativo batizou Quem chamou de São Francisco foi navegador Na serra, ele nasce pequenino Ilumina o destino, vai cumprir sua missão 7 / 12

Se expande pra mostrar sua grandeza Gigante pela própria natureza A carranca na mangueira vai passar Minha bandeira tem que respeitar Ninguém desbanca minha embarcação Porque o samba é minha oração Beleza o bailar da piracema Cachoeiras, um poema à preservação Lendas ilustrando a história Memórias do valente Lampião Mercado flutuante, um constante vai-e-vem Violeiro, sanfoneiro, que saudade do meu bem O sabor desse tempero, eu quero provar Graças à irrigação, o chão virou pomar E tem frutas de primeira pra saborear Um brinde à exportação, um vinho pra comemorar O velho Chico! É pra se orgulhar Portela (2008) - Reconstruindo a Natureza, Recriando a Vida: o Sonho Vira Realidade Com enredo homenageando a natureza, sua riqueza incitando o homem a viver em harmonia e em comunhão com ela, a Portela ficou em quarto lugar no carnaval de 2008 com samba-enredo composto por Diogo Nogueira, Ary do Cavaco, Celsinho de Andrade, Ciraninho e Júnior Scafura. Eu sou a água, sou a terra, sou o ar Sou Portela Um sonho real, um grito de alerta A natureza que encanta a passarela Segue os passos do criador Vai minha Águia Gerreira Leva essa mensagem de amor De Oswaldo Cruz e Madureira Água, fonte eterna da vida Terra, templo da evolução O homem surgiu, brincou de criar Descobriu tanta riqueza 8 / 12

É preciso progredir sem destruir Viver em comunhão com a natureza É o rio que corre a caminho do mar A flor que se abre na primavera Do ventre a esperança que vem renovar O sonho de uma nova era É hora de darmos aos mãos Lutarmos pro mundo mudar O líder de cada nação Precisa parar pra pensar A palavra é união Pra reconstruir o nosso lar Brasil, teu verde é o símbolo da vida Renova a tua energia Meu coração é o meu país O sol vai brilhar e anunciar Um futuro mais feliz Portela (2017) - Quem Nunca Sentiu o Corpo Arrepiar ao Ver Esse Rio Passar O carnavalesco Paulo Barros promete levar novidades para a avenida Será um mergulho poético nas águas doces do nosso planeta. Vamos falar dos aspectos culturais, religiosos e dos costumes de alguns rios, como o São Francisco, afirmou o carnavalesco. O perfume da flor é seu Um olhar marejou sou eu Quem nunca sentiu o corpo arrepiar Ao ver esse rio passar Vem conhecer esse amor A levar corações através dos carnavais Vem beber dessa fonte Onde nascem poemas em mananciais Reluz o seu manto azul e branco Mais lindo que o céu e o mar Semente de Paulo, Caetano e Rufino Segue seu destino e vai desaguar 9 / 12

A jangada vai chegar na aldeia Alumia meu caminho, candeia Onde mora o mistério, tem sedução Mitos e lendas do ribeirão Cantam pastoras e lavadeiras pra esquecer a dor Tristeza foi embora, a correnteza levou Já não dá mais pra voltar (ô aiá) Deixa o pranto curar (ôaiá) Vai inspiração, voa em liberdade Pelas curvas da saudade Oh mãmãe orayeyeo Vem me banhar de axé orayeyeo É água de benzer Água pra clarear Onde canta um sabiá Salve a velha guarda Os frutos da jaqueira Oswaldo cruz e madureira Navega a barqueada aos pés da santa em louvação Para mostrar que na portela O samba é religião Imperatriz Leopoldinense (2017) - Xingu, o clamor que vem da Floresta A escola de Ramos além de exaltar o povo indígena também colocará na avenida grandes dilemas enfrentados por todos como a construção da hidrelétrica de Belo Monte, o desmatamento e o uso de agrotóxicos. Salve o verde do Xingu a esperança a semente do amanhã herança o clamor da natureza a nossa voz vai ecoar preservar! Brilhou a coroa na luz do luar! 10 / 12

nos troncos a eternidade a reza e a magia do pajé! na aldeia com flautas e maracás Kuarup é festa, louvor em rituais na floresta harmonia, a vida a brotar sinfonia de cores e cantos no ar o paraíso fez aqui o seu lugar jardim sagrado o caraíba descobriu sangra o coração do meu Brasil o belo monstro rouba as terras dos seus filhos devora as matas e seca os rios tanta riqueza que a cobiça destruiu Sou o filho esquecido do mundo minha cor é vermelha de dor o meu canto é bravo e forte mas é hino de paz e amor Sou guerreiro imortal derradeiro deste chão o senhor verdadeiro semente eu sou a primeira da pura alma brasileira Jamais se curvar, lutar e aprender escuta menino, Raoni ensinou liberdade é o nosso destino memória sagrada, razão de viver andar aonde ninguém andou chegar aonde ninguém chegou lembrar a coragem e o amor dos irmãos e outros heróis guardiões aventuras de fé e paixão o sonho de integrar uma nação kararaô kararaô o índio luta pela sua terra da Imperatriz vem o seu grito de guerra! 11 / 12

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