Conceitos básicos sobre aterramentos

Documentos relacionados
O que é choque elétrico. Efeitos das perturbações I. Efeitos das perturbações II. Manifestações. Corrente elétrica.

O que é Aterramento? É A LIGAÇÃO INTENCIONAL DE UM EQUIPAMENTO OU UM SISTEMA À TERRA DE MODO A CRIAR UM CAMINHO SEGURO E DE BAIXA RESISTÊNCIA.

O aterramento é uma instalação imperativa em todos os equipamentos e sistemas elétricos visandosobretudo dar segurança aos usuários.

ACIONAMENTO DE MÁQUINAS

RISCOS EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS COM ELETRICIDADE

CÁLCULO DAS TENSÕES PERMISSÍVEIS

CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO

Plano de ensino. OFERECIDA PARA O CURSO DE: Engenharia Elétrica

1 Exercícios. Carlos Marcelo Pedroso. 17 de abril de 2010

Faculdade de Engenharia da UERJ Instalações Elétricas

corrente elétrica d.d.p

DDS Efeitos do choque elétrico no organismo humano

I. Fatores a serem considerados durante o Projeto

Segurança em Eletricidade

Choque Elétrico PALESTRANTE: MARCOS AURÉLIO BARBOSA.

CAPÍTULO IV SISTEMA DE PROTEÇÃO

Meios de proteção elétrica: Aterramento

Sistema de Aterramento das Torres

OS PERIGOS ELETRICIDADE OS PERIGOS DA ELETRICIDADE CHOQUE ELÉTRICO. Choque elétrico de cargas estáticas

PR1 FÍSICA - Lucas 1 trimestre Ensino Médio 3º ano classe: Prof.LUCAS Nome: nº Sala de Estudos Corrente Elétrica e Leis de Ôhm

Conceitos básicos sobre aterramentos

Ligação intencional à terra por meio da qual correntes elétricas podem fluir. Pode ser: Funcional: ligação à terra de um dos condutores do sistema.

1. (Pucpr 2006) Observe o gráfico:

APOIO AO PROFESSOR CHOQUE ELÉTRICO OS PERIGOS DA ELETRICIDADE

Cap. 2 Princípios da Eletrodinâmica

Deve-se considerar que todo choque elétrico é perigoso. NÃO faz barulho NÃO tem cheiro NÃO tem cor NÃO se vê SECCIONAMENTO AUTOMÁTICO DA ALIMENTAÇÃO

Cuidados em Eletricidade e Choque Elétrico

INTRODUÇÃO AOS SISTEMAS DE ATERRAMENTO ELÉTRICO

CENTRO UNIVERSITÁRIO FACVEST UNIFACVEST CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA MATHEUS LUBIAN SISTEMA DE ATERRAMENTO ELÉTRICO, ESTUDO DE CASO

Curso Técnico em Informática. Eletricidade Instrumental Prof. Msc. Jean Carlos

ORIENTAÇÃO TÉCNICA - DISTRIBUIÇÃO ATERRAMENTO EM REDES DE DISTRIBUIÇÃO

AVALIAÇÃO NO DOMÍNIO DO TEMPO DA RESPOSTA TRANSITÓRIA DE

INTRODUÇÃO

TE243 Eletricidade Aplicada li. Capítulo 7 Aterramento e Proteção contra descargas atmosféricas

SPDA - SISTEMAS DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFERICAS ( PARA-RAIOS ) Principais mudanças da norma NBR5419-Parte 3

AVISO AVISO. Fascículo 10: Aterramento Elétrico O ATERRAMENTO E A PROTEÇÃO CONTRA CHOQUES ELÉTRICOS

DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES

PROJETO DE INFRAESTRUTURA DE REDES DE TELECOMUNICAÇÕES IRT Curso Técnico em Telecomunicações 4ª Fase Professor: Cleber Jorge Amaral

ATERRAMENTO ELÉTRICO CONCEITOS, ESQUEMAS, PROJETO E TÉCNICAS DE MEDIÇÃO. Prof. Gabriel Granzotto Madruga

5.6 Aplicação do tratamento químico no solo As figuras a seguir, mostram uma seqüência de ilustrações de aplicação do tratamento químico no solo

Aterramento em Ambiente de Telecom

Projetos Elétricos em Edificações: da Excelência ao Caos

MÓDULO III SISTEMAS DE ATERRAMENTO

GESTÃO DE TREINAMENTOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO. Somos pura energia

GUIA DE SEGURANÇA DE LABORATÓRIO

11.2 Proteção contra contatos indiretos

AVISO AVISO. Fascículo 7: Aterramento Elétrico ELETRODOS DE ATERRAMENTO

MEMORIAL DESCRITIVO PROJETO ELÉTRICO Quadra Poliesportiva Padrão 1A - 19m x 32,90m

Corrente elétrica, potência, resistores e leis de Ohm

NR-10 CHOQUE ELÉTRICO

FINALIDADE DE UM SISTEMA DE ATERRAMENTO

Marcelo E. de C. Paulino

1 Introdução 12 Tipos de corrente elétrica. 2 Condutor submetido a uma DDP 13 Corrente contínua

Equipamentos de Proteção Prof. Vilmair E. Wirmond Ano 2010

Efeitos da Corrente Eléctrica no Corpo Humano

6.5-APLICAÇÃO DA NORMA A UMA EDIFICAÇÃO

LISTA DE EXECÍCIOS AULA 3 FÍSICA ELETRICIDADE

Aterramento [4] Manutenção de. Prof.: Ari Oliveira

MANUTENÇÃO BÁSICA Aula teórica de revisão 02 Parte I

REDES DE DISTRIBUIÇÃO ADENDO 1 MANUAL DE PROCEDIMENTOS DE REDES DE DISTRIBUIÇÃO

FASCÍCULO NBR 5410 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO FASCÍCULO 49:

Curso Técnico em Eletroeletrônica Instalações Elétricas

Apostilas de Eletrônica e Informtica Aterramento

Foram projetados poços de aterramento com hastes de cobre e interligações feitas com solda exotérmicas e ligações mecânicas.

MEMORIAL DESCRITIVO SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGA ATMOSFÉRICA

Instalações Elétricas Industriais

Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica

Companhia Energética de Minas Linha de Transmissão 34,5 a 500 kv

1. (Puccamp 2016) O mostrador digital de um amperímetro fornece indicação de

TIPOS DE HASTES: As hastes são feitas de aço revestido de cobre e medem, em média, entre 2,5 m e 3,5 m.

Eficiência Energética Fundação Santo André - Professor Mario Pagliaricci

Capítulo 3. Proteção contra choques elétricos fundamentos. 3.1 A corrente elétrica no corpo humano 26/04/2010

wlad 2. O gráfico abaixo apresenta a medida da variação de potencial em função da corrente que passa em um circuito elétrico.

Workshop. A Importância e os aspectos relevantes da nova norma de instalações elétricas de baixa tensão ABNT NBR Realização: Patrocínio:

CIRCUITOS ELETRICOS I: RESISTORES, GERADOR E 1ª LEI DE OHM CIÊNCIAS DA NATUREZA: FÍSICA PROFESSOR: DONIZETE MELO Página 1

DPS Dispositivos de Proteção contra Surtos. Disciplina: Redes de Computadores Professor: Sergio Mittmann dos Santos Aluno: Jonatan Machado Ferraz

Curso Técnico em Informática. Eletricidade Instrumental Prof. Msc. Jean Carlos

Instalações Elétricas. Robledo Carazzai AULA 12

2.2 Utilização dos circuitos elétricos em segurança

U = U 1 + U 2 + U 3. I = i 1 = i 2 = i 3. R eq = R 1 + R 2 + R 3. R eq = resistência equivalente (Ω) U = ddp da associação (V)

A resistência de um fio condutor pode ser calculada de acordo com a seguinte equação, (Alexander e Sadiku, 2010):

Seminários Técnicos 2003 Engenheiros e Projetistas

SISTEMAS ELÉCTRICOS DE ENERGIA I Funcionamento das linhas aéreas. Porquê? Agora que eu sabia...

Parâmetros das linhas de transmissão

LABORATÓRIO EDIFÍCIOS/PROJETOS/PROC. PRODUÇÃO 1/12 ELETRO I EXPERIÊNCIA 1 SEGURANÇA EM ELETRICIDADE AULA 1

O PROBLEMA DO DESLOCAMENTO DE NEUTRO EM CIRCUITOS TRIFÁSICOS ESTRELA DESEQUILIBRADOS.

Apresentado por Hilton Moreno

Prefeitura Municipal de Sorriso

Eletricidade Aplicada. Aulas Teóricas Professor: Jorge Andrés Cormane Angarita

GUIA NBR 5410 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO FASCÍCULO 15:

ECOM EMPRESA DE CONSTRUÇÕES, CONSULTORIA E MEIO AMBIENTE LTDA.

(A) 0,6. (B) 6,0. (C) 6, (D) 6,0.10². (E) 6,0.10³.

Aterramento elétrico

TecAt 5 - Tutorial - Malha 1. O módulo Malha 1 destina-se a um cálculo rápido de malhas em configurações típicas em solos de 2 camadas.

Transcrição:

Conceitos básicos sobre aterramentos (Estudo Técnico 2: Aterramento de cercas e currais.) José Osvaldo S. Paulino 1

PROGRAMA: Conceitos básicos sobre aterramento. Segurança pessoal. Aterramento de torres Proteção de cercas e currais contra raios. José Osvaldo S. Paulino 2

Aterramentos elétricos Porque os sistemas eletricos são aterrados? José Osvaldo S. Paulino 3

Aterramentos elétricos Controle de sobretensões. Segurança pessoal. Proteção contra descargas atmosféricas. José Osvaldo S. Paulino 4

Aterramentos elétricos Conceito de referencial: V José Osvaldo S. Paulino 5

Conceito de referencial V V José Osvaldo S. Paulino 6

Controle das sobretensões V FN V FF V FF = 3.V FN José Osvaldo S. Paulino 7

Controle das sobretensões V FN V FF V FF V FF José Osvaldo S. Paulino 8

Controle das sobretensões V FN V FF V FN I V FN José Osvaldo S. Paulino 9

Segurança Pessoal José Osvaldo S. Paulino 10

CHOQUE ELÉTRICO Corrente alternada (60 Hz). Tempo de circulação maior que três segundos. Corrente passando pelo: torax (pulmão e coração) ou pelo cérebro. José Osvaldo S. Paulino 11

CHOQUE ELÉTRICO 1 ma - Limiar de sensibilidade - Formigamento 5 a 15 ma - Contração muscular - Dor 15 a 25 ma - Contrações violentas - Impossibilidade de soltar o objeto (fio) - Morte aparente - Asfixia Respiração artificial 25-80 ma - Morte aparente - Asfixia - Fibrilação ventricular Respiração artificial - Massagem cardíaca Maior que 80 ma - Desfibrilação elétrica. Corrente de ampères - Queimaduras e morte. José Osvaldo S. Paulino 12

Resistência do corpo humano Medida entre duas mãos. Mãos secas: R = 5000 Ω Mãos úmidas: R = 2500 Ω Mãos molhadas: R = 1000 Ω Mãos imersas na água: R = 500 Ω José Osvaldo S. Paulino 13

CHOQUE ELÉTRICO Corrente perigosa : I = 20 ma V = R x I Mãos secas: V = 100 V Mãos úmidas: V = 50 V Mãos molhadas: V = 20 V Mãos imersas na água: V = 10 V José Osvaldo S. Paulino 14

Aterramento dos equipamentos elétricos. Fio terra Tomada de três pinos José Osvaldo S. Paulino 15

Aterramento dos equipamentos elétricos: curto-circuito para a carcaça. Curto circuito Terra Fase Neutro José Osvaldo S. Paulino 16

Equipamento sem fio terra. Carcaça do equipamento Resistência da lâmpada Fase Resistência da pessoa 127 V Neutro Aterramento do Neutro José Osvaldo S. Paulino 17

Equipamento sem fio terra. Resistência da pessoa Resistência da lâmpada I Fase Neutro 127 V José Osvaldo S. Paulino 18

Equipamento com fio terra. Carcaça do equipamento Resistência da lâmpada Fase Resistência da pessoa 127 V Fio terra Neutro Aterramento do Neutro José Osvaldo S. Paulino 19

Equipamento com fio terra. Resistência da pessoa I Resistência da lâmpada Fio terra Fase I Neutro 127 V José Osvaldo S. Paulino 20

Aterramento dos equipamentos elétricos: curto-circuito para a carcaça. Com o fio terra: A corrente do circuito aumenta muito e a proteção (disjuntor/fusível) irá desligar o circuito; A corrente que circula pelo corpo da pessoa é muito pequena porque ela ficou em paralelo com o fio terra. José Osvaldo S. Paulino 21

Aterramento dos equipamentos elétricos: curto-circuito para a carcaça. Sem o fio terra: A corrente do circuito não aumenta e a proteção (disjuntor/fusível) não irá desligar o circuito; A corrente que circula pelo corpo da pessoa pode ser elevada. José Osvaldo S. Paulino 22

Aterramento dos equipamentos elétricos A grande dúvida é: Em instalações que não tem tomada de três pinos, onde ligar o fio terra? José Osvaldo S. Paulino 23

Aterramento dos equipamentos elétricos. Neutro Fase Conector Resistência? Terra fio verde José Osvaldo S. Paulino 24

Aterramento dos equipamentos elétricos. Neutro Fase Terra Neutro Fase Neutro Fase Terra Terra José Osvaldo S. Paulino 25

Malhas de aterramento simples Hastes na vertical. Cabos na horizontal. José Osvaldo S. Paulino 26

Haste de aterramento 2,4 e 3,0 m de comprimento. Cobreadas ou zincadas (galvanizadas) José Osvaldo S. Paulino 27

Cabos enterrados 0,5 m L José Osvaldo S. Paulino 28

Malhas simples José Osvaldo S. Paulino 29

Parâmetros importantes da malha Resistência de aterramento. Equalização de potenciais. Impedância de aterramento. José Osvaldo S. Paulino 30

Medição da resistividade do solo Solo de uma camada R a ρ = 2. π. a. R José Osvaldo S. Paulino 31

Medição da resistividade do solo Solo de mais de uma camada: método gráfico a = 2, 4, 6, 8, 16, 32, 64 e 128 m. ρ 1 h 1 ρ 2 h 2 ρ 3 José Osvaldo S. Paulino 32

Medição da resistência de aterramento. A V 20 a 40 m 60 m José Osvaldo S. Paulino 33

Medição da resistência de aterramento. (Ω) R 20 m 40 m 60 m José Osvaldo S. Paulino 34

Cálculo do valor da resistência de aterramento. ρ L R = ρ L L 4 (ln. 2 π a 1).. 2a José Osvaldo S. Paulino 35

Cálculo do valor da resistência de aterramento. L a 1 2 3 N N K 2 1,16 3 1,19 4 1,36 8 1,68 a > L R eq = (R/N).K José Osvaldo S. Paulino 36

Cálculo do valor da resistência de aterramento. S/2 2.L R 2 4 ρ 4 L 4 L S S S = (ln. + ln. 2 + 2 + 4 ) 4. π. L a S 2. L 16. L 512. L José Osvaldo S. Paulino 37

Cálculo do valor da resistência de aterramento. Anel: diâmetro do fio = d S/2 R ρ 8 D 4 D = 2 (ln. + ln. ) 2. π. D d S D José Osvaldo S. Paulino 38