APOSTILA DE INSPEÇÃO VEICULAR



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Transcrição:

AUDITOR FISCAL DE ATIVIDADES URBANAS ESPECIALIDADE TRANSPORTES CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL PROFESSOR ALDROVANDO SOARES APOSTILA DE INSPEÇÃO VEICULAR

2 Brasília, 2011 1. INSPEÇÃO VEÍCULAR A inspeção veicular executada pelos Auditores Fiscais lotados no DFTRANS está dividida em duas categorias: 1.1. Inspeção Obrigatória: Periódica e efetuada no Terminal de Vistoria do próprio órgão de acordo com a idade do veículo. Veículos com até 1 ano são vistoriados de 6 em 6 meses. De 1 a 2 anos, 5 em 5 meses. De 2 a 7 anos, 4 em 4 meses. Acima de 7 anos, 2 em 2 meses. Cada veículo é vistoriado por dois vistoriadores mediante a emissão de um laudo por escrito. 1.2. Inspeção Aleatória: Pode acontecer a qualquer momento nos terminais rodoviários.

3 2. 2.1. VEÍCULOS PARA O TRANSPORTE COLETIVO DE PASSAGEIROS De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB): De acordo com o Anexo I, Dos Conceitos e Definições, os veículos utilizados para o transporte coletivo de passageiros são classificados conforme definições a seguir: MICROÔNIBUS: veículo automotor de transporte coletivo com capacidade para até vinte passageiros; ÔNIBUS: veículo automotor de transporte coletivo com capacidade para mais de vinte passageiros, ainda que, em virtude de adaptações com vista à maior comodidade destes, transporte número menor. 2.2. De acordo com o Conselho nacional de Trânsito (CONTRAN): A Resolução 227/2007 define dois tipos de veículos utilizados em transporte coletivo de passageiros: M1: veículos para o transporte de passageiros dotados de até 8 lugares, além do condutor; M2: veículos para o transporte de passageiros dotados de mais de 8 lugares além do condutor, com Peso Bruto Total inferior ou igual a 5,0 toneladas; M3: veículos para o transporte de passageiros dotados de mais de 8 lugares além do condutor, com Peso Bruto Total superior a 5,0 toneladas. Tabela 1: Compatibilidade entre as definições de veículos pelo CTB e CONTRAN Fonte: Resolução 316/2009 CONTRAN PBT (Peso Bruto Total) peso máximo que o veículo transmite ao pavimento, constituído do peso próprio do chassi-plataforma, acrescido dos pesos da carroceria

4 e equipamentos, do combustível, dos acessórios, do extintor de incêndio, demais fluidos de arrefecimento e lubrificação, operadores, total dos passageiros sentados e em pé (NBR 15570 / 2009) Além disso, a Resolução 316/2009 do CONTRAN estabelece alguns requisitos que esses veículos devem atender e classifica os mesmos nas categorias a seguir: 2.2.1. CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A COMPOSIÇÃO: SIMPLES: veículo M2 ou M3 constituído por apenas uma unidade rígida, com motor próprio e solidário, com compartimento de passageiros situado em piso único. O compartimento do motorista pode ser ou não intercomunicável com o de passageiros; ARTICULADO: veículo M3 constituído por duas unidades rígidas devidamente acopladas que permitam a comunicação entre elas. Pelo menos uma das unidades deverá estar dotada de tração. Pode ser de piso único ou duplo; BIARTICULADO: veículo M3 constituído por três unidades rígidas devidamente acopladas que permitam a comunicação entre elas. Pelo menos uma das unidades deverá estar dotada de tração. Somente será permitido veículo de piso simples; DUPLO PISO: veículo M3 simples ou articulado, possuindo dois compartimentos de passageiros situados em pisos sobrepostos total ou parcialmente, que se comunicam por meio de escada(s). O compartimento do motorista pode ser ou não intercomunicável com um dos compartimentos de passageiros; COM REBOQUE: veículo M3 constituído por duas unidades rígidas, ambas basicamente do tipo ônibus com piso único ou duplo e destinadas à acomodação dos passageiros e suas bagagens, interligadas por um sistema de engate, sem possibilidade de livre passagem entre elas, sendo somente a primeira dotada de tração. 2.2.2. CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM A APLICAÇÃO: URBANO: veículo M2 ou M3 destinado ao transporte coletivo de passageiros em centros urbanos, com assentos para passageiros e provisão para passageiros em pé conforme o tipo de serviço. Pode possuir versões distintas para diferentes tipos de operação e serviço oferecidos;

5 RODOVIÁRIO: veículo M2 ou M3 destinado ao transporte coletivo rodoviário de passageiros exclusivamente sentados, para percursos de médias e longas distâncias. Pode possuir versões distintas para diferenciar o tipo de serviço oferecido, como por exemplo, em aplicações INTERMUNICIPAIS, que permitem o transporte de passageiros em pé para percursos de pequenas distâncias; ESCOLAR: veículo M2 ou M3 destinado exclusivamente ao transporte de escolares, com características específicas definidas pelo Código de Trânsito brasileiro CTB.

6 3. CATEGORIZAÇÃO DOS ÔNIBUS PRODUZIDOS NO BRASIL Os ônibus atualmente produzidos no Brasil são categorizados por órgãos normativos e pela indústria. A categorização feita pelas duas partes, em geral, se dá a partir de três atributos básicos: aplicação, composição e dimensões. A aplicação diz respeito ao tipo de serviço que deve ser operado pelo ônibus, tal como o urbano e o interurbano, comumente chamado de rodoviário. A composição remete-se à estrutura do ônibus, que pode ser unitária, uma combinação de uma unidade tratora com um semi-reboque ou reboque, ou então formada por dois pisos sobrepostos (Double-deck). Já o tamanho refere-se às dimensões do ônibus, que determinará a sua capacidade, variando de modelos de pequeno porte, tal como o micro-ônibus, até o modelo de maior dimensão: ônibus bi-articulado. Tabela 2: Categorização dos ônibus (CTB, 1997; Fabus, 2010 e ABNT, 2008) Fonte: Artur Morais, UnB

7 4. 4.1. Alguns componentes e dimensões previstos para o ônibus urbano: Capacidade para transporte de passageiros em pé Tabela 3: Taxa de ocupação de passageiros em pé por metro quadrado 4.2. Motor dos veículos Tabela 4: Relações potência e torque por peso bruto total bruto (Kw é unidade de potência, Nm é unidade de torque e t é a unidade de massa)

8 4.3. Largura externa do veículo A largura externa máxima do veículo deve ser de 2 600 mm, sendo compreendida pela distância entre dois planos paralelos ao plano longitudinal médio do veículo e que tangenciam o veículo em ambos os lados deste plano. Na determinação da largura estão incluídas todas as partes do veículo, inclusive qualquer projeção lateral (cubos das rodas, maçanetas das portas, pára-choques, perfis, frisos laterais e aros de rodas), estando excluídos os espelhos retrovisores externos, luzes de sinalização, indicadores de pressão dos pneus e pára-lamas flexíveis. 4.4. Altura externa do veículo A altura externa máxima do veículo entre o plano de apoio e um plano horizontal tangente à parte mais alta do veículo deve ser de 3 800 mm, considerando todas as partes fixas entre estes dois planos. No caso de veículo de duplo piso, a altura máxima deve ser de 4 400 mm. 4.5. Ângulos de entrada e saída Os ângulos mínimos de entrada e saída (Figura 1) devem ser de 7, considerando o veículo com sua massa em ordem de marcha (ABNT NBR ISO 1176). Figura 1: Ângulos de entrada e saída

9 4.6. Altura interna Tabela 5: Dimensões do corredor de circulação 4.7. Porta de serviço Para acesso em nível, o vão livre mínimo para passagem deve ter 950 mm na largura, sendo que a altura obtida a partir do patamar de embarque deve ser conforme tabela abaixo: Tabela 6: Altura mínima da porta de serviço obtida a partir do patamar de embarque

10 As dimensões das demais portas de serviço devem ser conforme a tabela a seguir: Tabela 7: Vão livre das demais portas de serviço 4.8. Degraus: Legenda: A altura em relação ao solo B altura do espelho do degrau C comprimento do piso do degrau Figura 2: Perfil dos degraus

11 Tabela 8: Dimensões da escada de acesso (piso alto) e do patamar de acesso (piso baixo) 4.9. Saídas de emergência Tabela 9: Quantidade mínima de saídas de emergência

12 4.10. a) Dimensões de banco 450 mm para os bancos individuais, sendo admitida a tolerância de - 20 mm, desde que compensada esta diferença pelo afastamento do banco em relação à parede lateral do veículo; b) 400 mm para o banco individual posicionado entre bancos duplos na última fileira de assentos; c) 860 mm para os bancos duplos e combinações destes, e para o banco inteiriço, preferencialmente destinado, quando for o caso, à pessoa obesa; d) 800 mm para os bancos duplos e combinações destes, e para o banco inteiriço, preferencialmente destinado, quando for o caso, à pessoa obesa, para o veículo classificado como Microônibus; e) A profundidade do assento deve estar compreendida entre 380 mm e 430 mm, tomada na horizontal a partir da interseção do assento com encosto ou seus prolongamentos; f) A altura do encosto das costas, referida ao nível do assento, desconsiderando-se o pega-mão, deve ser de no mínimo 450 mm, tomada na vertical a partir da interseção do assento com encosto. Para bancos com encosto alto, essa altura deve ser de no mínimo 650 mm, considerando a existência do protetor de cabeça, preferencialmente incorporado. Recomenda-se a utilização de bancos com encosto alto; g) O ângulo do assento com a horizontal deve estar compreendido entre 5º e 15º; h) O ângulo do encosto com a horizontal deve estar compreendido entre 105º e 115º; i) A distância medida entre a face frontal do assento de qualquer banco e a face oposta do encosto do banco posicionado à sua frente deve ser de no mínimo 120 mm.

13 Figura 3: Dimensões gerais dos bancos de passageiros (espaldar alto) Figura 4: Dimensões gerais dos bancos de passageiros (espaldar baixo) 4.11. Piso interno Tabela 10: Altura máxima de piso interno

14 4.12. Corredor de circulação Tabela 11: Larguras mínimas de corredor de circulação Figura 5: Largura do corredor de circulação

15 4.13. Dispositivo para transposição de fronteira 4.13.1. Rampa Os veículos de piso baixo ou de piso alto com embarque/desembarque realizado por plataformas elevadas externas devem estar equipados com rampa(s) para acessibilidade de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. A(s) rampa(s) deve(m) atender no mínimo as seguintes características técnicas de concepção e operação: a) conter dispositivo de acionamento motorizado ou manual; b) possuir largura livre mínima de 800 mm; c) comprimento máximo da rampa de I 800 mm, sendo até 900 mm a parte que se projetar para fora do veículo; d) o dispositivo de transposição de fronteira (rampa) pode ser formado por um ou mais planos. A inclinação máxima em operação de qualquer desses planos em relação ao plano horizontal, obtida a partir da linha de contato da rampa com a calçada, deve ser conforme Tabela 12 e Figuras 6 e 7; e) os valores consideram uma altura de calçada de 150 mm, o sistema de movimentação vertical da suspensão acionado e o atendimento de 5.1 da ABNT NBR 14022:2006; f) não podem existir projeções para cima do plano inclinado formado pela rampa, além dos perfis de arremate amarelos; g) a rampa deve estar embutida no piso da área de embarque ou abaixo da carroceria desde que esteja protegida contra choques e em compartimento fechado ou ainda alinhada à porta de acesso sem exceder a largura do veículo; h) a rampa deve suportar, além do peso próprio, uma carga de operação de 250 kgf; i) a rampa deve ter capacidade de resistir a pressão mínima de 350 kgf/m2 sobre ela; j) possuir superfície de piso com características antiderrapantes, conforme 28.5; k) os perfis de acabamento da rampa devem ser na cor amarela, se possível com propriedades refletivas. Na impossibilidade de aplicação do perfil, pode ser admitida

16 outra forma de sinalização no contorno (bordas), para visão superior e frontal dos limites; I) ter identificação de capacidade máxima de carga em local visível; m) não deve possuir cantos vivos que possam oferecer perigo aos usuários; n) possuir dispositivo que impeça o fechamento da porta enquanto a rampa estiver acionada; o) ter acionamento da rampa motorizada somente após habilitação da porta de serviço; p) possuir dispositivo que impeça o fechamento da porta enquanto a rampa motorizada estiver acionada; q) possuir sinal com pressão sonora, conforme 7.2.2 a) da ABNT NBR 14022:2006, que deve ser acionado durante todo o ciclo de operação da rampa motorizada; r) possuir sinal ótico de alerta aos pedestres, conforme 7.2.2 b) da ABNT NBR 14022:2006, que deve ser acionado durante todo o ciclo de operação da rampa motorizada. Tabela 12: Inclinação máxima da rampa

17 Figura 6: Rampa de 900 mm Figura 7: Rampa de 1800 mm 4.13.2. Plataforma elevatória veicular A plataforma elevatória veicular, aplicada nos veículos de piso alto deve possuir as seguintes características: a) permitir a elevação de pessoa com deficiência em cadeira de rodas ou com mobilidade reduzida em pé, para acesso em nível ao interior do veículo; b) para embarque de uma pessoa em pé deve haver espaço livre que respeite as dimensões de volume conforme Figuras 8 a 12;

18 c) caso a plataforma seja do tipo "escada", ela deve permitir o embarque e desembarque dos passageiros em conformidade aos termos previstos em 23.5; d) ter capacidade de elevação, maior ou igual a 250 kg, excetuando a massa própria da plataforma elevatória, devidamente indicada no equipamento; e) ter capacidade de resistir à pressão maior ou igual a 350 kgf/m2 na área de plataforma, com o veiculo em movimento e o elevador em posição de repouso; f) o ângulo de inclinação da plataforma elevatória deve ser menor ou igual a 3º em qualquer direção, com ou sem carga, em relação ao piso do veículo; g) possuir desnível e vão de acordo com 5.1 da ABNT NBR 14022:2006; h) possuir vãos livres mínimos de 800 mm na largura para passagem livre de usuários, e de I 000 mm para o comprimento em operação para cadeira de rodas; i) não devem existir cantos vivos que possam oferecer perigo aos usuários; j) possuir painel de comandos da plataforma elevatória ligado fisicamente ao equipamento, com comandos do tipo pulsante, ou seja, o movimento da plataforma cessa imediatamente no momento que o comando deixar de ser acionado; k) os movimentos com funcionamento contínuo, suave e silencioso, descendo a todos os níveis (piso, calçadas, posições intermediárias), com operações reversas, não permitindo o travamento da plataforma; I) possuir velocidade de subida e descida, menor ou igual 15 cm/s. Nas operações de avanço e recolhimento, a velocidade não pode ser superior a 30 cm/s; m) possuir dispositivo de final de curso de subida, quando a plataforma atingir a altura de acesso ao veículo. n) possuir dispositivo para evitar que a plataforma elevatória desça ou caia repentinamente em caso de falhas do sistema. No destravamento do sistema, o acionamento deve apresentar velocidade menor que 30 cm/s; o) possuir dispositivo de acionamento manual da plataforma elevatória, para casos de falhas no sistema, próximo ao equipamento e de fácil acesso. Devem ser garantidos no mínimo dois ciclos completos de operação do equipamento com carga, além de sua total abertura e fechamento;

19 p) possuir pegamãos aplicados em ambos os lados da plataforma elevatória para o usuário que não utiliza cadeira de rodas para permitir o embarque seguro durante todo o curso vertical da plataforma, não se constituindo em nenhuma barreira física ou obstrução do vão livre para passagem, conforme Figura 13; q) dispor guias laterais com altura mínima de 40 mm na plataforma para balizamento do cadeirante, na parte que se projetar para fora do veículo; r) possuir dispositivo de acionamento automático localizado na borda frontal da mesa da plataforma, com altura mínima de 70 mm para limitar o movimento frontal da cadeira de rodas e sem interferir nas manobras de entrada e saída. Para os casos de plataformas elevatórias com movimento em forma de arco, deve existir um dispositivo similar na borda traseira da mesa; s) dispor de dispositivo de acionamento automático localizado na parte posterior da plataforma com movimento vertical para fechamento total do vão existente, para limitar o posicionamento dos pés do usuário não cadeirante; t) a superfície de piso deve possui r características antiderrapantes, conforme 28.5; u) as guias laterais e anteparos de proteção frontal e posterior da plataforma elevatória devem ser na cor amarela, se possível com propriedades refletivas; v) o acionamento da plataforma elevatória feito somente após habilitação da porta de serviço; w) dispor de dispositivo que impeça o fechamento da porta enquanto a plataforma estiver acionada; x) dispor de sinal com pressão sonora, conforme 7.2.2 a) da ABNT NBR 14022:2006, que deve ser acionado durante todo o ciclo de operação da plataforma elevatória; y) dispor de sinal ótico de alerta aos pedestres, conforme 7.2.2 b) da ABNT NBR 14022:2006; z) possuir dispositivo que interrompa o movimento descendente da plataforma quando atingir um obstáculo.

20 Figura 8: Gabarito de conferência da plataforma (dimensões em mm) Figura 9: Vista lateral da área do gabarito da plataforma (dimensões em mm)

21 Figura 10: Deslocamento vertical do gabarito da plataforma (dimensões em mm) Figura 11: Representação tridimensional do gabarito da plataforma (dimensões em mm)

22 Figura 12: Representação do embarque de uma pessoa em pé a partir da plataforma Figura 13: Pega mão instalado na plataforma (dimensões em mm)

23 5. INSPEÇÃO DE PNEUS De acordo com Idriunas, o reaproveitamento de um pneu proporciona economia e diminuição dos impactos ambientais provocados pela sua produção. Segundo a Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneus (ABR), o processo de reaproveitamento emprega apenas 25% do material usado em um pneu novo. A seguir, temos uma explicação rápida dos vários tipos: Recauchutados é substituída somente a borracha desgastada da banda de rodagem e dos ombros; Recapados - substitui-se somente a borracha desgastada da banda de rodagem em contato com o solo. Utilizado exclusivamente aos pneus de transporte de carga (caminhões, ônibus); Remoldados - substitui toda a banda de rodagem e os flancos, sendo toda a parte externa do pneu revestida com nova camada de borracha. Nessa reforma, as informações do pneu original tais como origem, data de fabricação, capacidade de carga, índice de velocidade e nome do fabricante são eliminadas pela nova camada de borracha; Ressulcáveis (regroovable) - são especialmente fabricados para permitir o redesenho dos sulcos da banda de rodagem após seu desgaste com o objetivo alcançar quilometragem adicional. 5.1. LEGISLAÇÃO SOBRE PNEUS O artigo 11º da resolução 316/2009 do CONTRAN tem a seguinte redação: Fica proibida a utilização de pneus reformados, quer seja pelo processo de recapagem, recauchutagem ou remoldagem, no eixo dianteiro, bem como rodas que apresentem quebras, trincas, deformações ou consertos, em qualquer dos eixos do veículo. Portanto é vedado o uso deste tipo de pneu no eixo dianteiro para qualquer veículo coletivo de passageiro. A Resolução nº 558/80 do Conselho Nacional de Trânsito prevê em seu art. 4º a fabricação e reforma estabelecendo que: de pneumático com indicadores de profundidade,

24 Art. 4º - Fica proibida a circulação de veículo automotor equipado com pneu cujo desgaste da banda de rodagem tenha atingido os indicadores ou cuja profundidade remanescente da banda de rodagem seja inferior a 1,6 mm. 1º - A profundidade remanescente será constatada visualmente através de indicadores de desgaste. 2º - Quando no mesmo eixo e simetricamente montados, os pneus devem ser idêntica construção, mesmo tamanho, mesma carga e serem montados em aros de dimensões iguais, permitindo-se a assimetria quando originada pela troca de uma roda de reserva, nos casos de emergência. 3º - O condutor que não observar o disposto neste artigo fica sujeito à penalidade prevista no artigo 181, XXX, p do Regulamento do Código Nacional de Trânsito.

25 6. ITENS A SEREM INSPECIONADOS NAS VISTORIAS EM TERMINAIS a) Sistema elétrico luzes externas (faróis, lanternas dianteiras e traseiras, indicadores de direção traseiros e dianteiros, freio, ré, placa), do salão, limpadores de parabrisa, dispositivo de sinal de desembarque visual (luz) e sonoro (cigarra): funcionamento, estado das lentes, vedação; b) Equipamentos obrigatórios tacógrafo (acerto do relógio, funcionamento), extintor de incêndio (existência, validade do cilindro, validade da carga, estado da carga), triângulo (existência e estado), cinto de segurança (existência e estado) para o motorista; c) Janelas estrutura (conservação), vidros (falta, trinca, quebra, ranhuras) e vedação; d) Janelas de emergência - estrutura (lacres dos acionadores, conservação), vidros (falta, trinca, quebra, ranhuras) e vedação; e) Bancos estrutura (conservação e fixação), estofamento, (conservação e fixação); f) Pneus (desgaste, rasgos, deformações); g) Programação visual (pintura externa, numeração externa, numeração interna, tabela de tarifas, telefone para reclamações); h) Higiene (interna, externa, presença de insetos); i) Sistema de contagem de passageiros (conservação, fixação, correspondência entre roleta e validador); j) Assoalho (limpeza, conservação); k) Fontes de desconforto (ruído e ar quente vedação da tampa do motor) l) Portas (conservação, funcionamento); m) Sistemas de acesso (existência, conservação, funcionamento); n) Assentos preferenciais (existência, conservação).

26 Referências Bibliográficas [1] ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15570: Transporte Especificações técnicas para fabricação de veículos de características urbanas para transporte coletivo de passageiros. Rio de Janeiro, 2008. [2] Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Lei nº 9.503 de 23 de setembro de 1997. Disponível em: http://www.senado.gov.br/web/codigos/transito/httoc.htm. Acessado em 18 de março de 2009. [3] Conselho Nacional de Transito (CONTRAN). Resolução 316 de 08 de maio de 2009. Estabelece os requisitos de segurança para veículos de transporte coletivo de passageiros M2 e M3 (tipos microônibus e ônibus) de fabricação nacional e estrangeira. Disponível em: http://www.denatran.gov.br/resolucoes.htm. Acessado em 10 de maio de 2009. [4] FABUS - Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus. Modelos de ônibus. Disponível em http://www.fabus.com.br. Acessado em 12 de janeiro de 2010. [5] IDRIUNAS, Luís. Como funciona o reaproveitamento ou reciclagem de pneus. Disponível em http://ambiente.hsw.uol.com.br/reciclagem-pneus1.htm. Acessado em 13/12/2011.