Historia do tchoukball

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Transcrição:

INTRODUÇÃO Iremos abordar neste trabalho uma modalidade não convencional, mas que já tem participação no Brasil desde 1987. Iremos aprender sobre um esporte que tem como o seu principal objetivo o trabalho em equipe deixando de lado o foco da competição, mas priorizando o respeito mútuo, seja com o adversário ou da mesma equipe, não priorizando o mais forte nem o mais fraco O jogo é aberto a jogadores de todos os níveis de competência (natural ou adquirido); é inevitável encontrar jogadores de todos os graus de habilidades é um esporte coletivo. O respeito e a consideração de uns com os outros obriga cada jogador a adaptar seus próprios comportamentos (técnico ou tático) às circunstâncias do momento. Sobre o plano coletivo: um resultado, qualquer que seja não envolve a reputação de ninguém e, acima de tudo, não permite sectarismo. A vitória deve estimular no adversário o desejo de melhorar, e não um sentimento de derrota ou submissão. Os vencedores não devem dar essa impressão. Por essa razão iremos mostrar também como aplicar esse jogo através de uma forma pré - desportiva, pois é o principal objetivo da escola ensinar o esporte de uma forma não profissional, mas idealizando o bom trabalho em equipe.

Historia do tchoukball A partir de seus estudos, o Dr. Brandt constatou que as lesões ou os traumatismos dos atletas eram decorrentes de movimentos inadequados à fisiologia do indivíduo e às numerosas formas de agressões presentes em alguns esportes. Sua análise reforçou esta inquietude quanto ao valor educativo dos esportes modernos que, segundo ele, não podem fundamentar-se na fabricação sistemática de campeões, mais sim "contribuir na edificação de uma sociedade humana viável" (BRANDT, H. Etude scientifique des sports d'équipe- Le Tchouk-Ball, le sport de demain. Genève: Editions Roulet, 1971). Assim, a partir dessa constatação, o Dr. Brandt criou um novo jogo, o Tchoukball, o qual expõe na obra Estudo Científico dos esportes de equipe. Este esporte apresenta-se como uma mistura da Pelota Basca, de Handebol e do Voleibol. Trata-se de um esporte de equipe que se joga com uma bola e duas superfícies de remissão (quadros) e caracteriza-se pela eliminação de todas as formas de agressões corporais entre os adversários. Pelo seu caráter lúdico, o Tchoukball é conhecido por incitar cada individuo a praticá-lo independentemente da sua idade, sexo ou capacidade atlética. Contudo é um esporte que permite ao individuo melhorar o nível físico assim como os níveis psicológicos e sociais.

Tchoukball no Brasil No Brasil, o Tchoukball teve dois momentos de implantação. O primeiro foi em 1987 por Sir John Andrews (in memoriam), então presidente da FIEP (Federação Internacional de Educação Física) que realizou apresentações e cursos durante congressos em Florianópolis (SC), Foz do Iguaçú (PR) e Tramandaí (RS). Um dos participantes destes cursos, o professor Nelson Schavalla, seguiu regionalmente no sul do país realizando atividades e divulgando a nova modalidade. O outro momento, entre 1991 e 1992, foi por Océlio Antônio Ferreira, um sergipano que se encontrava na Europa a estudo, conheceu o Tchoukball. Logo foi convidado pelo professor Michel Favre (então Presidente da Federação Suíça de Tchoukball) e se submeteu ao rígido treinamento técnico e tático vindo a jogar neste período pelo Lausanne Tchoukball Club. Participou de inúmeros torneios nacionais e internacionais, vindo a diplomar-se técnico e árbitro internacional, ministrando cursos e oficinas na Suíça. No final de 1992, o Sr. Océlio retornou ao Brasil e junto com o Sr. Julio Calegari (atual Diretor de Promoção Internacional da FITB Federação Internacional de Tchoukball) começaram a divulgar o Tchoukball em São Paulo. Foram ministrados vários cursos e apresentações principalmente em escolas particulares, universidades e unidades do SESC. Formou-se a primeira equipe de monitores para da modalidade em algumas cidades do país, e em 1993, foi realizado o 1º Torneio Paulista de Tchoukball de Praia em Itanhaém, no litoral paulista. Posteriormente no mesmo ano, no dia 4 de julho, realizou-se o 1º Torneio Paulista em quadra (Ginásio Pelezão) patrocinado pela Secretaria de Esporte e Lazer do Estado de São Paulo, tendo o Liceu de Artes e Ofícios como campeão deste evento com seis equipes participantes. Em setembro de 1999, Océlio, Schavalla e Julio uniram forças para organizar a ABTB (Associação Brasileira de Tchoukball). Esta associação, mesmo não tendo sido, até 2008, oficialmente registrada é reconhecida e afiliada à FITB desde 2000.

O Sr. Océlio, também levou o Tchoukball para Curitiba (PR) e Aracaju (SE), onde em 2000 foi o fundador da ASSERTCHOUK (Associação Sergipana de Tchoukball primeira a nível estadual no país). A partir da filiação na FITB, o Brasil passou a participar de eventos internacionais. O primeiro foi o World Tchoukball Tournamnet em Genebra, Suiça em agosto de 2000. A Seleção Brasileira terminou em 5º lugar de 6 países participantes. Daí por diante o Brasil vem mantendo esforços para participar dos eventos internacionais, sempre melhorando suas marcas sejam elas de quantidade de atletas, técnicos, dirigentes e familiares envolvidos como nas conquistas. Sempre com muita dificuldade financeira, não foi em todas as oportunidades que a Seleção Brasileira pode representar o país nos torneios internacionais, mas nem por isso deixamos de ser representados, em maio de 2003 alguns atletas brasileiros uniram-se a suíços e ingleses formando a equipe Os Caiçaras para disputar o Torneio Internacional de Beach Tchoukball em Rimini, Itália, em maio de 2005 a Seleção Paulista e a Seleção Paranaense representaram o Brasil no World Beach Tchoukball Tournament em Genebra, Suiça, terminando em 7º e 8º lugar respectivamente dentre 12 equipes e em maio de 2007 neste mesmo torneio o Brasil foi representado pela equipe Esperanto Tchoukball Clube, a primeira equipe brasileira. Dentre essas marcas ressalta-se: A participação do selecionado de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná no Torneio Sulamericano de Tchoukball em Concórdia, Argentina em outubro de 2006, com a seguinte classificação: Torneio masculino, Paraná em 1º lugar, São Paulo em 2º Lugar Rio de Janeiro em 4º lugar e no torneio feminino, Paraná em 1º lugar e Rio de Janeiro em 5º lugar. A primeira participação juvenil em um campeonato internacional, o Brasil foi representado por uma delegação de 70 pessoas no World Youth Tchoukball Championship de 2011 em Traiskirchen, Áustria, neste mesmo evento, destaca-se o primeiro jogo feminino em terras estrangeiras. É missão da ABTB, representante oficial do Tchoukball brasileiro, buscar sempre uma posição de destaque no Tchoukball internacional sejam nas conquistas, mas principalmente na defesa dos preceitos do Dr. Hermann Brandt.

Tchoukball: Como se Joga? O Tchoukball é um esporte coletivo, jogado entre duas equipes com sete jogadores em uma quadra com as dimensões da quadra de basquete (regras oficiais) com uma bola e dois quadros (semelhantes a trampolins, inclinados a 55º), cada um posicionado de cada lado da quadra (comprimento). Para uma boa prática do tchoukball, é importante ter quadros com padrões oficiais. O objetivo da equipe atacante consiste em fazer com que a bola rebata em um dos quadros para que ela caia na quadra, sem que a outra equipe a recupere. Na prática, não há um lado para cada equipe; o campo de jogo é compartilhado por todos. Para arremessar no quadro é permitido até três passes para cada equipe. Durante o ataque, a outra equipe não pode interceptar a bola ou atrapalhar o adversário. Todo ato de perturbação ou obstrução de jogo é proibido, o jogador de tchoukball no ataque ou defesa pode desenvolver quase todos os movimentos possíveis sem temer ser impedido intencionalmente ou involuntariamente pelo adversário. Essas duas regras estão entre as principais características do tchoukball. Os defensores devem acompanhar o ataque adversário e podem apenas se antecipar ao arremesso preparando-se para agarrar a bola que foi rebatida do quadro. Se depois do rebote a bola cair na quadra antes que o adversário a agarre, o ponto é a favor. Senão, o jogo continua e o papel das duas equipes se alterna. Para um melhor aproveitamento tático existem três tipos de posição prédeterminadas, os alas (AE - Ala Esquerda e AD - Ala Direita), os pivôs de quadro (PQ) e o pivô central (PC). De modo geral os alas fazem a maior parte dos ataques e são responsáveis pela primeira linha de defesa junto com o pivô de quadro no "seu" lado da quadra e colaboram na 2º e 3º linha de defesa quando o ataque adversário está do "outro" lado da quadra. Existem situações em que os pivôs (PQ e PC) executam ataques, mas sua função primária é a defesa. A base do jogo é essa. O tchoukball pode ser jogado em diferentes superfícies (quadra, grama, areia, piscina etc.) e com qualquer idade. Ele não requer nenhum equipamento fixo (se necessário, podemos fazer alterações conforme o número e o nível dos jogadores) e pode ser jogado com dois quadros assim como com um quadro.

Materiais necessários: 01 (uma) bola estilo handebol 02 superfície de remissão (quadros de 1x1 m inclinado semelhantes a trampolins, inclinados a 55 Regras: Um jogador dá o ponto para equipe adversária se: errar o quadro no momento do arremesso; fazer a bola cair fora do terreno de jogo após a finalização; finalizar e a bola no seu retorno do quadro de remissão rebater sobre ele mesmo; finalizar erradamente fazendo a bola cair dentro da zona proibida (área), antes ou depois do arremesso. As faltas: Um jogador comete falta quando: desloca-se driblando com a bola no chão ou no ar; efetua mais de 03 passes com a posse da bola; joga com os membros inferiores, isto é, abaixo do nível da cintura; faz o quarto passe em favor de sua equipe;

entra em contato com o solo fora dos limites do terreno de jogo ou da zona proibida (área) de posse da bola; deixa a bola cair no ato de um passe ou recepção; intercepta voluntariamente (ou não) um passe da outra equipe; pega a bola depois da finalização de um companheiro de equipe; obstrui o deslocamento do adversário ou a livre trajetória da bola quando esta está sobre a posse do adversário. As faltas deverão ser cobradas no local onde aconteceram ou onde a bola caiu, sendo que deverá ser concretizado um passe antes da finalização ou dos demais passes permitidos pela regra do jogo. Quando a bola toca na borda do quadro de remissão e sua trajetória natural é modificada, o ponto não é contado, tratando-se de uma falta, e o jogo é retomado no local onde a bola caiu. Assim, a bola passa para a posse da equipe que defendia no momento da ação litigiosa. Em um jogo bipolar, com 02 quadros de remissão, não é permitido mais de 03 passes consecutivos sobre o mesmo quadro. A reposição da bola não é contada como passe, e é feita atrás da linha de fundo, ao lado do quadro onde foi marcado o ponto, sendo efetuada pela equipe que sofreu o ponto. Zonas especiais: Diante de cada superfície de remissão há um meio circulo de 03 m de raio chamado de zona proibida, ou área frontal. O jogador não pode invadir esta área sob hipótese alguma, seja no momento de finalização, rebote, passe ou recepção. A bola somente pode entrar nessa área por via aérea, isto é, sem entrar em contato com o solo. Objetivos: Para a equipe de posse da bola: lançar a bola sobre a superfície de remissão após, no máximo, 03 passes. Após ricochetear, a bola deverá tocar o solo fora da zona proibida para que um ponto seja marcado. Se a bola é recuperada pela outra equipe, o jogo segue normalmente. Para a equipe que não está de posse da bola: recuperar a bola após ser ricocheteada pelo quadro e antes que ela toque no chão. Para que isso aconteça, é preciso que haja uma movimentação constante em função do passe da equipe adversária para estar sempre em condições de fazer o rebote,

recuperando, assim, a bola para sua equipe. Não é permitido segurar ou provocar o adversário, assim como interceptar a bola no ato dessas ações. Regras Particulares: Não há campos definido; cada equipe pode finalizar em ambos os quadros de remissão. Não se podem interceptar os passes da outra equipe - não mais de três passes antes da finalização. Não dar mais de três passos de posse da bola Informações técnicas: Tamanho do terreno / Número de jogadores / Duração de jogo Terreno de 40 x 20 m / Time com 9 jogadores, equipe masculina / Partidas com três períodos de 15 minutos. Terreno de 20 x 12 m / Time com 7 jogadores, equipe feminina ou mista / Partidas com três períodos de 12 minutos. Cartilha do tchoukball A Federação Internacional de Tchoukball criou uma cartilha com a conduta que deve ser seguida por todos os jogadores. 2 É baseada em três pontos: 1. O jogo exclui qualquer esforço por prestígio, seja pessoal ou coletivo. 2. O jogo requer dedicação total. 3. O jogo é antes um exercício social que uma atividade física.

Aplicação da modalidade no contexto escolar O tchoukball tem caráter lúdico com isso podemos aplicar todos seus fundamentos de forma pedagógica.por não ser um esporte convencional e pouco divulgado e as crianças não ter conhecimento dessa modalidade,podemos começar aplicando os fundamentos básicos. 1-passe 2-recepção 3-movimentação Tchoukball é muito bom para nossas crianças, pois elas terão uma noção espacial,trabalharam a coordenação motora e o espírito coletivo uma serie de bons resultados fisiológico psicológico deixando a criança criativa. Por não ter contato físico tchoukball é o diferencial dos esportes coletivos isso vai despertar curiosidades nas crianças e também pode se marcar pontos nos dois lados da quadra. O ideal da faixa etária é de 10 a 12 anos sem adaptação e 07 a 09 com adaptação.

Conclusão Em virtude dos fatos mencionados conhecemos este novo esporte chamado tchoukball,um esporte coletivo que desenvolver o espírito de tomadas de decisão de todo atleta e reforçar as responsabilidades individuais.quando um jogador pega bola,somente ele pode decidir o que fazer,seja um passe ou um arremesso,e assim precisa aceitar seus eventuais erros. Após um arremesso falho, ele dará um ponto a outra equipe, e após um erro de passe a bola irá para equipe adversária. Assim todo jogador precisa dar seu melhor em todas as situações. o jogo trabalha de forma tática o respeito pelo adversário,além disso o jogador não pode marcar um ponto em uma ação individual (obrigação do passe!).entretanto,algumas regras do tchoukball podem ser adaptadas e simplificadas para o ensino do jogo para iniciantes e até mesmo valorizando seu ensino pedagógico que o esporte tem onde se trabalha principalmente a concentração,habilidade motora e trabalho em equipe.este esporte que chegou aqui no Brasil em 1987 ainda não é tão divulgado como deveria mas é um esporte pré desportivo e de fácil aplicação para o ensino acadêmico.não se prioriza a competição mas a igualdade entre todos participantes independente do seu biótipo. O tchoukball desenvolver o espírito de tomadas de decisões de todo participante e reforçar as responsabilidades individuais.

Referências bibliográficas: http://www.educacaofisica.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo. php?conteudo=94 http://pt.wikipedia.org/wiki/tchoukball http://www.tchoukball.esp.br/ http://tchoukball.web925.uni5.net/tchoukball.php REVISTA MOTRIZ (EDUCAÇÃO FISICA)