ESTRELA DO RIO CLARO No. 496

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Transcrição:

A G D G A D U A R G B L S ESTRELA DO RIO CLARO No. 496 **Fundada em 07 de Dezembro de 1895** Federada ao GOB e Jurisdicionada ao GOSP Detentora da Cruz da Perfeição Maçônica Rua 4, 708 Bairro Centro CEP 13500-030 - Rio Claro SP- Brasil Fone: + 55 (19) 3524-2348 www.estreladorioclaro.com.br TEMA: O COMPANHEIRO Comp Dirceu Zamboni Trabalho para aumento de salário 05/04/2013 1

O COMPANHEIRO O grau de Companheiro é o segundo dentro do Rito Escocês Antigo e Aceito e, juntamente com o primeiro (Aprendiz) e o terceiro (Mestre), são denominados Graus Simbólicos. O Grau de Companheiro tem como objetivo estudar as Ciências Naturais, a Cosmologia, a Astronomia, a Filosofia, a História e a investigação da origem de todas as coisas. Dedica-se igualmente ao estudo dos símbolos, como faz o Grau de Aprendiz, procurando conhecer o homem como ser útil à sociedade e coloca-lo a serviço da humanidade para semear o bem estar através do trabalho, da ciência e da virtude. Ser Companheiro significa desempenhar eficientemente o laço de união entre o Aprendiz e o Mestre. Todavia, sem ser Aprendiz e sem ter alcançado a posição de Mestre, o Companheiro deve ser colocado como fiel de uma balança imaginária, equilibrando posições, aspirações e tendências. Ao cumprir seu período e suas funções, o Companheiro recebe o valioso prêmio: ser aceito como Mestre maçom. A palavra Companheiro é de origem latina, derivada da expressão cum panis, onde cum é a preposição com, e panis é o substantivo pão, significando então Participantes do Mesmo Pão. Segundo Rizzardo do Caminho, a palavra Companheiro tem um significado profundo, expressa uma posição de destaque dentro de uma Fraternidade Universal. O termo Companheiro chega a representar um vínculo mais profundo que o de irmãos, pois todos os homens podem ser irmãos, porém nem todos são Companheiros. A ORIGEM DO GRAU DE COMPANHEIRO Até os anos de 1670, não existe um único documento registrado, que cite o Grau de Companheiro. O Grau de Companheiro Maçom nasceu então por volta da década de 1670. Desde o ano de 1356, onde nasceu a Maçonaria 2

Documentada, até a década de 1670, predominou o grau de Aprendiz. Todos os antigos Catecismos, especialmente os mais confiáveis, só mencionaram Aprendiz e Companheiro trabalhando juntos. A exemplo da palavra Mestre (Masters) que não significava Grau, mas sim, um Cargo, o termo Companheiro também não significava Grau e, sim, um tratamento especial válido para todos os componentes da Associação, que eram chamados de Companheiros desde o Aprendiz até o Mestre da Lojas. Não havia graus, e a maioria das lojas dividia seus membros em duas categorias: Aprendizes Juniores (recém-ingressados) e Aprendizes Seniores (os mais antigos). O Grau de Companheiro teve origem nos Aprendizes Seniores que, a partir de 1670, começaram a criar Sinais, Toques e Palavras, diferenciadas das dos Aprendizes Juniores. Todavia, não havia reuniões, nem cerimônias especiais para esse grau. Até os painéis desenhados nos assoalhos das tavernas era um só, para Aprendizes e Companheiros. Apesar de o Grau de Companheiro ser relativamente recente, ele é o primeiro Grau Organizado, pois o Grau de Aprendiz não era um grau, erauma condição, um início de Profissão, um trabalhador incompleto, sem o pleno domínio da profissão. Com a criação do Grau de Companheiro pelos poucos Maçons Aceitos, até então, houve por bem adotar uma Palavra de Passe, própria, que fosse desconhecida dos Aprendizes. Era uma palavra válida para os dois graus, Aprendizes e Companheiros. Mas não havia nenhum segredo entre os Aprendizes e Companheiros, tudo era comum entre eles. Com o ingresso dos Aceitos, homens de posses e homens da nobreza, começaram a surgir alguns preconceitos. Nos Banquetes de Iniciação, por exemplo, os Aprendizes comiam na cozinha e os Companheiros comiam na sala. Essa questão aparece em cinco dos dezessete documentos mais antigos, os quais contêm essa questão da diferença entre o Grau de Cozinha e o Grau de Sala. Outra questão que merece algumas palavras é a adoção pelos Maçons Aceitos, de uma Palavra de Passe de Companheiros. Algum Irmão bem versado em Bíblia, buscou nesta, na Guerra dos Efraimitas, a palavra utilizada, palavra essa que tem sua história dentro do Velho Testamento, e a partir daí passou a ter também grande significação dentro da Maçonaria. 3

O Ritualismo especulativo do Grau de Companheiro não se definiu senão no século XVIII e anos depois da data de São João de 1717, marco da fundação oficial da primeira Grande Loja do mundo, a de Londres. DEVERES DO COMPANHEIRO Deveres para com o Grande Arquiteto do Universo, ou Deus, é o ser invisível, misterioso em sua forma e ação, existe sem ser percebido,atua sem interferência humana, criou e cria constantemente e forja a humanidade. Pelo mistério é respeitado e adorado, somente ele tem o direito à adoração exclusiva, repartir essa adoração com algum ser criado dentro da natureza, não passa de idolatria, prática que a Maçonaria condena. A maçonaria não seleciona uma espécie de religião, as aceita todas, uma vez que Deus seja o ponto central e que não haja idolatria. Os deveres para com Deus abrangem a crença numa vida futura em um local que é denominado de Oriente Eterno, onde se supõe a presença visível de Deus e o desvendamento dos mistérios. Não há lugar nos trabalhos maçônicos cogitar da existência ou não de Deus, duvidar de sua existência significa falta de respeito. Deus existe e é o criador, o demais, será supérfluo e negativo. Isso não significa uma crença cega, um dogma ou uma ilusão, constitui um principio que deve ser aceito, caso contrário o profano não será iniciado. A veneração a Deus deve ser permanente,e não, apenas durante os trabalhos em Loja, o Iniciado é Maçom permanente e sua ligação com a Divindade é trabalho constante, da Pedra Bruta que o homem é, uma vez burilada, compreenderá muito melhor, a influência de Deus em sua vida, inspirador do amor fraterno, da Paz e da Amizade. 4

Deveres do homem para consigo mesmo, porque o homem é criatura de Deus, ele é um todo santificado, assim, deve tratar a sua mente e ao seu corpo, com respeito. A parte física não poderá ser bombardeada com a ingestão de alimentos inapropriados e de substâncias químicas nocivas. O excesso em tudo é prejudicial, principalmente o que leva à decadência e ao vicio. Deveres para com o próximo, não fazer aos outros o que não desejarias que te fizessem,faze aos outros o que desejarias que os outros te fizessem. A comunidade é formada por cidadãos com deveres iguais, mas a cumprir, a missão é uma grande falha da sociedade. O Ama o próximo com a ti mesmo, revela um espirito de igualdade, esse amor é amplo e sem barreiras. O próximo sempre é o outro, não importando se membro da mesma família, se concidadão, se Maçom. A Maçonaria destaca os deveres para com o próximo num sentido lato, pois, todos são esse próximo. Observando uma família, entre pais e filhos e irmãos, nota-se um comportamento natural de afeto. O que distingue o próximo do familiar é justamente esse afeto. Entre irmãos Maçons, além do relacionamento com se fossem o próximo, há um liame iniciático que conduz a um afeto, às vezes maior que o familiar. A fragilidade que se observa na sociedade é uma ausência de afeto, a família já não possui o amor que deveria registrar todos os atos da vida, e por essa ausência é que a sociedade fracassa, o ponto central da sociedade é a família. 5

O Maçom dever prever os acontecimentos que envolvem o próximo e levar a esse a sua colaboração, não se deve esperar que seja feito o pedido de auxilio, esse deve ser espontâneo. Fazer a caridade não é dar esmolas, mas dar assistência. A filantropia é uma das bases da solidariedade humana, o Maçom tem o dever de dar, é melhor dar que receber, máxima evangélica. São Francisco, em sua célebre oração, resumiu, È dando que se recebe. Ser Companheiro Maçom é ter o sentimento de solidariedade, que nasce da sincera e íntima comunhão entre irmãos, e será a nossa eterna preocupação. Se a Liberdade é o ideal de quem está iniciando como Maçom que almeja a Luz, o Companheiro deve estar procurando a igualdade para que possa identificar os sentimentos de Fraternidade. Referências Bibliográficas: CEPAM Centro de Estudos e Pesquisas Moçônicas Antonio Carlos Gama http://www.2dejulho586.com.br/trabalhos/revista_a_verdade_a_idade_do_companh eiro_macom.pdf http://www.guardioesdaliberdade.com.br/artigos/companheiro.pdf http://marciodutra.dominiotemporario.com/doc/origem.html 6