Equipamentos de controle ambiental - ar

Documentos relacionados
Controle e medida da poluição do ar. IFUSP física da poluição do ar João Lars Tiago Vanessa

Introdução: O que é Poluição Atmosférica e quais os padrões nacionais de Emissão?

Ciências do Ambiente

Equipamentos de Controle de

SUMÁRIO. Parte I. Agradecimentos Resumo Abstract. Página. Capítulo 1 Introdução e objetivos Introdução 1.2. Objetivos

POLUIÇÃO AMBIENTAL II (LOB1211) Aula 1. Meio Atmosférico

CONTROLE DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA METODOLOGIA DE CONTROLE DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA 1

INCINERAÇÃO DE RESÍDUOS

CONTROLE DE POLUIÇÃO DO AR

CONTROLE DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA

Indicadores de Qualidade do Ar

CONCEITUAÇÃO GASES E VAPORES 27/09/2011 GÁS. Substâncias que, em condições normais de pressão e temperatura (25 C e 760 mmhg), estão no estado gasoso.

Tratamento do Ar Comprimido

CORROSÃO ATMOSFÉRICA. É extremamente dependente das condições no local de exposição.

Poluição do Ar 3 Site UOL 29/06/2007 2

Considerando a necessidade de ampliar o número de poluentes atmosféricos passíveis de monitoramento e controle no País;

Ciências do Ambiente

Aproveitamento energético de combustíveis derivados de resíduos via co-gasificação térmica

CONTROLE DA POLUIÇÃO DO AR. Profa. Márcia Valle Real

6 MATERIAIS E EQUIPAMENTOS

VELOCIDADES LIMITES NOS ELEMENTOS DE UM SISTEMA DE VENTILAÇÃO/CONDICIONAMENTO (E. C. da Costa, Física aplicada à construção, Edgard Blücher)

Sistemas de controlo da poluição atmosférica

PROCESSO DE TRATAMENTO

Maquinas Termicas - Fornalha

CONTROLE DA POLUIÇÃO DO AR - PRONAR RESOLUÇÃO CONAMA nº 3 de 1990

Indicadores de Qualidade do Ar

CALDEIRA DE LEITO FLUIDIZADO X GRELHA

EN-2416 Energia, meio ambiente e sociedade

Mais Demanda por Recursos com os Mesmos Recursos: o Aumento da Frota de Veículos em São Paulo

QUÍMICA ATMOSFÉRICA. (Qualidade do ar e emissões atmosféricas)

Fonte de contaminação e poluentes Poluição ar/solo/água

POLUIÇÃO SUBSTÂNCIA CERTA + LUGAR ERRADO

Química Orgânica Ambiental

Camada onde se dão a vida e os fenômenos meteorológicos. As temperaturas são menores quanto maiores forem as altitudes.

16 Efluentes/Processos de tratamento 56 Processos oxidativos avançados 58 Flotação 59 Descargas de efluentes após tratamentos químicos 59 Reúso da águ

Toda a indústria produtiva, como a automotiva,

Qualidade do ar. PhD Armindo Monjane - Dep. Quimica UP

Adsorção em coluna de enchimento

Aula 8 Meio Atmosférico I

Programa Analítico de Disciplina ENG426 Poluição do Ar

03 - EFLUENTES LÍQUIDOS

13/12/2015. Refinaria de Petróleo

Atmosfera terrestre. Camada fina, gasosa, sem cheiro, sem cor e sem gosto, presa à Terra pela força da gravidade.

Tipos de Usinas Elétricas

ESTUDO DA CONCENTRAÇÃO DE OZÔNIO DE SUPERFÍCIE, PRODUZIDO NA USINA TERMELÉTRICA WILLIAN ARJONA- CAMPO GRANDE-MS

Catálogo de Filtros RCI

Decreto-Lei n.º 78/2004, de 3 de Abril

Módulo IV. Tratamento Térmico: Incineração

POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA. QUÍMICA AMBIENTAL IFRN NOVA CRUZ CURSO TÉCNICO EM QUÍMICA Prof. Samuel Alves de Oliveira

16 Tratamento e disposição de lodos

Secagem em spray dryer: fundamentos e aplicações na indústria alimentícia. Nathânia Mendes

Controle da Poluição Atmosférica Parte 1

USINA TERMOELÉTRICA...

Desenvolvidos pelo CENBIO

MODERNIZAÇÃO DO SISTEMA DE TRATAMENTO DE LODO

Fontes de energia - Usinas PROF.: JAQUELINE PIRES

PROVA ESPECÍFICA DE ENGENHARIA QUÍMICA

PROCESSOS QUÍMICOS DE SEPARAÇÃO

PROCESSO DE CONVERSÃO À BAIXA TEMPERATURA - CBT

Pruner Engenharia Industrial e Ambiental

Introdução. Definição

Tipos de Usinas Elétricas

Curso de Farmácia. Operações Unitárias em Indústria Prof.a: Msd Érica Muniz 6 /7 Período DESTILAÇÃO Parte 2

Eficiência energética ambiental. Sistemas de ar comprimido. 2 º. semestre, 2017

Métodos de Monitoramento e Controle de Sistemas de Tratamento de Resíduos de Serviços de Saúde

TRATAMENTO DO EFLUENTES

Estados de agregação da matéria. Mudanças de estado. Fenômenos

INFLUÊNCIA DA POLUIÇÃO VEICULAR NA SAÚDE HUMANA

ECOLOGIA E BIODIVERSIDADE

A. P. S. da SILVA 1, M. A. M. COSTA 1, J. E. F. CIESLINSKI 1, J. A. de CARVALHO. Jr², T. GOMES³, F. de ALMEIDA FILHO¹, F. F. MARCONDES¹.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO PRÉ-VESTIBULAR RUMO À UNIVERSIDADE CAMPUS JOÃO MONLEVADE QUÍMICA AMBIENTAL

A diferença entre misturas homogêneas e heterogêneas é o número de fases.

Outra vantagem apresentada, é por exemplo o facto dos gases ácidos e as partículas que ficam nos filtros e assim não contaminam a atmosfera.

Relatório Técnico. Visitas: Brandenburg Technische Universitat e à Planta Piloto de Demonstração 30 MW em Schwarzee Pump Alemanha

Esgoto Doméstico: Sistemas de Tratamento

Ciências Naturais, 5º Ano. Ciências Naturais, 5º Ano FICHA DE TRABALHO 1. Escola: Nome: Turma: N.º:

Sumário. Apresentação... IX Prefácio... XI Minicurrículo do Autor... XIII

COMPOSIÇÃO ATMOSFÉRICA

O que contribui para a alteração do ar atmosférico?

Tratamento de Esgoto

Soluções em Eficiência Energética

Controle da Poluição Atmosférica e Sonora

Controle de Emissões. Ciclones de Alta Eficiência. Quebra de um

Webinar - CRISE DE UMIDADE nos Sistemas de Ar Comprimido Funcionamento do Secador de Refrigeração

LISTA DE EXERCÍCIOS CIÊNCIAS

Grupo Küttner Kuttner do Brasil

Transcrição:

Equipamentos de controle ambiental - ar - Características - Vantagens/desvantagens Fabricio Gomes Gonçalves Sistema de Controle de poluição do ar: Conjunto de equipamentos e dispositivos destinados à retenção de poluentes, impedindo seu lançamento na atmosfera e melhorando a qualidade do ar no ambiente de trabalho e na região. Isso é realizado mediante aplicabilidade da legislação 1

Legislação específica Art. 22, VI, CF/88 Lei 6.938 / 81 Resolução CONAMA nº 18/86 - Estabelece o Programa de Controle do Ar por Veículos Automotores; Resolução CONAMA nº 05/89 - Institui o Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar; Resolução CONAMA nº 03/90 - Dispõe sobre a Qualidade do Ar, definições e padrões; Resolução CONAMA nº 08/90 - Estabelece o limite máximo de emissão de poluentes do ar (padrões de emissão) em fontes fixas de poluição. Portaria Normativa nº 348/90 - Dispõe sobre os padrões de qualidade do ar e as concentrações de poluentes atmosféricos; Resolução CONAMA nº 316/2000 - Dispõe sobre procedimentos e critérios para o funcionamento de sistemas de tratamento térmico de resíduos. Resolução CONAMA nº 382/2006 - Estabelece os limites máximos de emissão de poluentes atmosféricos para fontes fixas. No Brasil são estabelecidos dois tipos de padrões de qualidade do ar: os primários e os secundários. 2

Qualidade do Ar Poluente do ar: qualquer material presente no ar e que pela sua concentração possa tornar este ar impróprio, nocivo ou ofensivo a saúde, inconveniente ao bem estar público, danoso aos materiais, a fauna e a flora, ou prejudicial a segurança; Poluentes Primários: originados diretamente das fontes de emissão; Poluentes secundários: formados na atmosfera através da reação química entre poluentes primários e constituintes naturais da atmosfera. Substâncias poluentes do ar: a) compostos de enxofre; b) compostos de nitrogênio; c) compostos orgânicos de carbono; d) monóxido e dióxido de carbono; e) compostos halogenados; f) material particulado. 3

Os equipamentos para a coleta ou tratamento de poluentes do ar podem ser agrupados segundo os mecanismo de: Coleta e eliminação de PARTÍCULAS ação de filtragem (coleta via meio poroso FILTROS) ação da força de gravidade (COLETORES GRAVITACIONAIS) ação de forças de inércia (COLETORES INERCIAIS) ação das forças centrífugas (CICLONES) ação de lavagem por água (LAVADORES, câmaras ou torres de BORRIFO, lavadores VENTURI) ação de ionização e atração eletrostática (PRECIPITADORES ELETROSTÁTICOS) Equipamentos de Controle de Poluição do Ar Controle da emissão de material particulado 1. Filtros de Manga 2. Coletores Inerciais ou Gravitacionais 3. Coletores Úmidos 4. Ciclones 5. Pós-queimadores 6. Precipitadores Eletrostáticos 4

1. Filtros de Manga Princípio de funcionamento: - o fluxo gasoso é forçado através de um meio poroso (filtro) onde o material articulado é retido. - método mais antigo e mais seguro Filtros de Manga 5

Filtros de Manga Vantagens: Alta eficiência (até 99.9%) Perda de carga não excessiva; Resistência a corrosão. Desvantagens: Grande espaço requerido para tratar grande vazões Alto custo Baixa resistência a altas temperaturas Empastamento devido a poluentes condensáveis e Pegajosos Possibilidade de entupimento 2. Coletores gravitacionais Princípio de funcionamento: Utilizam a deposição gravitacional das partículas carregadas pelo fluxo gasoso; Necessidade de um pré-coletor. Faz o desvio das partículas em função do ar e devido à inércia das partículas mais pesadas que tendem a conservar sua trajetória original. 6

2. Coletores gravitacionais Vantagens: Baixo custo; Baixa perda de carga; Resistência a corrosão e temperatura. Coletores gravitacionais Desvantagens: Baixa eficiência para partículas pequenas (restritos a partículas maiores que 50 μm); Grande espaço requerido. 7

3. Coletores úmidos ou lavadores de gás Princípio de funcionamento: O gás é forçado através de uma aspersão de gotas, que colidem com o material particulado, aglomerando as partículas e tornando a coleta facilitada (gravitacional ou inercial) Coletores úmidos LAVADOR TIPO VENTURIM Requerem coletores inerciais ligados em série para coletar as partículas + gotículas de água no fluxo gasoso. 8

Coletores úmidos LAVADOR TIPO VENTURIM Coletores úmidos Lavador tipo spray auto-induzido 9

Coletores úmidos Vantagens: Pode coletar partículas e gases ao mesmo tempo; Baixo custo inicial; Controla tanto gases como partículas e ao mesmo tempo; Seu tamanho em geral é pequeno; Eficiência de 95-99%. Partículas entre 1 e 10 µm Coletores úmidos Desvantagens: Grande consumo de água; Sofrem com a corrosão; Elevado custo operacional: ventilação potente para compensar Geração de resíduos úmidos tratamento; Baixa eficiência para partículas menores que 1 μm; 10

4. Ciclones ou Centrífugos Princípio de funcionamento É baseado na ação da força centrifuga que age sobre as partículas carregadas pelo fluxo de gás, empurrando as na direção das paredes, e retirando as do fluxo gasoso. Ciclones A entrada do gás é tangencial à periferia da parte alta do cone de modo a criar um fluxo helicoidal; Este ar descendente ao alcançar a parte inferior retorna como fluxo helicoidal ascendente central até a boca de saída na parte superior do ciclone. As partículas sólidas em suspensão no ar tendem a deslocar-se para a película de ar junto às paredes do ciclone. 11

Ciclones Ciclone úmido Ciclone com sistema de borrifamento de água; as partículas tendem a escorrer pela superfície do coletor até o local onde é feita a coleta do material retido sob a forma de lodo ou lama. 12

Vantagens: Custo infinitamente menor; Baixa perda de carga; Resistência a corrosão e temperatura; Simplicidade de projeto e manutenção; mais eficientes que as câmaras de sedimentação. Ciclones Desvantagens: Baixa eficiência para partículas menores que 5 μm Excessivo desgaste por abrasão Possibilidade de entupimento (partículas menores, higroscópicas e/ou pegajosas). 5. Pós queimadores Princípio de funcionamento A pós-queima dos resíduos de um processo industrial elimina as partículas orgânicas e resíduos de combustível não queimados. 13

Pós queimadores Pós queimadores Vantagens: Produção de energia que pode ser re-utilizada no processo industrial; Alta eficiência no controle de gases, vapores e partículas orgânicas. Desvantagem: Custo operacional elevado. 14

6. Precipitadores Eletrostáticos Mecanismo de funcionamento: Utiliza a força elétrica através da formação de íons gasosos, com carregamento das partículas sólidas e/ou líquidas com posterior descarte Uso em fábrica de celulose ; cimento; termoelétrica Precipitadores Eletrostáticos 15

Vantagens: Tratar grandes vazões e altas temperaturas; Alta eficiência de coleta para partículas pequenas do material particulado presente no gás (>99%) ; Baixo custo de operação e manutenção; Opera a elevada temperatura (< 650ºC); Vida útil longa (20 anos); 0,1 a 200 µm Precipitadores Eletrostáticos Desvantagens: Custo elevado instalação; Requer grande espaço físico; Exige homogeneidade do ar a ser tratado (reatividade); Serve somente para particulados Precipitadores Eletrostáticos 16

Comparação dos equipamentos Incineradores de gases e vapores Origem orgânica (CO 2 e vapor d água) Origem inorgânica (H 2 S SO 2 e vapor d água) Secadores de sangue animal; digestores (farinha de osso, pena e peixe); torrefação de café; secagem de chapas envernizadas; defumador de carne;... (CETESB, 2000) 17

Separação e coleta de GASES E VAPORES Absorção (dissolução gás líquido): por líquidos no qual o gás é solúvel (TORRES de BORRIFO (spray), de ENCHIMENTO, de PRATOS) Adsorção: substâncias de alta porosidade retém poluentes gasosos/fumaças pela ação de forças de atração moleculares (VanderWaals) e afinidade química (CARVÃO ATIVADO, ALUMINA ATIVADA, SÍLICA-GEL). Incineração de resíduos gasosos ( FLARES tochas, INCINERADORES) Condensação de vapores (resfriamento realizado em CONDENSADORES) 18

Os principais tipos de enchimentos são: anéis der aschig, sela de berl, anéis pall, sela de intalox e tellerette. Mais informações... http://www.epa.gov/ttn/catc/products.html#cccinfo 19