Domingo, dia do Senhor

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Transcrição:

Domingo, dia do Senhor Como está o domingo hoje? Atualmente o Domingo não está mais sendo o centro da vida cristã, mas está relegando para segundo plano, a gratuidade, o dia do serviço ao Senhor, o Culto, o descanso, a contemplação e a esperança, abrindo-se espaço para a volta à escravidão do trabalho, do consumo e da idolatria aos deuses da publicidade, da moda e da tecnologia. O dia do Senhor na criação Gênesis 1, 1-31; 2,1-3 Descanso divino após a Criação. Dia de contemplar a criação, o trabalho realizado. O Dia do Senhor nos mandamentos Gênesis 1, 1-31; 2,1-3 Nos Mandamentos o preceito é de guardar o sábado. Êxodo 20, 8-11 O texto do Êxodo preceitua um descanso completo consagrado ao Senhor, como memória da criação. Êxodo 23, 10-12 O ano sabático Levítico 19, 3 Cada um de vós respeite a sua mãe e o seu pai, e guarde os meus sábados. Eu sou o Senhor, vosso Deus. Números 15, 32-36 Deuteronômio 5 No texto do Deuteronômio o Dia do Senhor aparece destacando a libertação da escravidão do Egito: Recorda que foste escravo na terra do Egito, e que Javé teu Deus te fez sair de lá com mão forte e braço estendido. Guardar o dia de sábado (Dt 5, 15), é fazer memória da libertação do povo hebreu da escravidão e um protesto contra aqueles que violam o dia do senhor, com o trabalho, mesmo que seja escravo.

Guardar o dia de sábado traz implícito um apelo de não voltar à escravidão, é um resgate do descanso como valor e necessidade humana, e a contemplação da obra do Senhor, como um reconhecer e tributar tudo ao Senhor. O sábado é para o Senhor, santamente reservado em duplo sentido, para o louvor a Deus pela obra da criação, Êxodo, e pelas ações salvíficas em favor de Israel, Deuteronômio. É prestar o culto a Deus como criador de todas as coisas e libertador da escravidão. Os Judeus ainda hoje cumprem o preceito sabático fazendo esta relação entre o descanso da criação e a memória do êxodo, da libertação da escravidão. Lucas 13, 10-16 Jesus chama a atenção para uma prática errada em relação ao dia do sábado... uma prática que não está a favor da vida das pessoas e da criação como um todo. As primeiras comunidades cristãs, já no tempo dos Apóstolos, valorizavam, no domingo, a memória da morte e da Ressurreição de Jesus. A semana começou a organizar-se em torno do domingo, ao mesmo tempo, o primeiro dia da semana, dia da Ressurreição e dia de celebrar a Eucaristia. É o que vemos no relato das primeiras comunidades, em Atos 2. O Concílio Vaticano II recoloca a espiritualidade do domingo, Dia do Senhor, como dia eucarístico, dia em que a Igreja celebra o mistério pascal, dia da santificação. O Concílio aponta o domingo como principal dia de festa, dia de alegria e de descanso. O Concílio abre novos horizontes ao domingo cristão, tais como: 1 - Celebrar a criação de Deus 2 Estar com o Senhor para ser alimentado pela sua Palavra e pela Eucaristia. 3 Celebrar o dia sem ocaso, a ressurreição de Cristo e a nossa ressurreição. Santo Tomás de Aquino nos leva a compreensão de que o Dia do Senhor é um dia reservado para o culto do homem, devido a Deus pela Sua obra, grandeza e bondade. Não é que Deus necessite de nosso culto. Entretanto, é o homem que o deve a Deus por justiça. É manifestar ao Deus único uma reverência pela sua excelência e soberania de Criador e governador de todas as coisas. Quis Deus que existisse um dia em memória da criação do mundo. Os judeus, em memória da primeira criação, veneram o sábado. Entretanto, com Cristo, veio a nova criação. Pela primeira, foi feito o homem terrestre e, pela segunda, o homem celeste.

Como a Ressurreição, se deu no domingo, e nós celebramos este dia, como os judeus celebram o sábado, por causa da primeira criação. É um dia de servir na gratuidade, não preocupados com o lucro. Com o que devemos nos ocupar no dia do Senhor Fazer sacrifícios Estudar a Palavra de Deus, na comunidade Celebrar a Eucaristia Contemplar, estar com Deus em oração Estar com a família, o lazer Realizar a caridade No dia do Senhor cessamos tantos apelos e vozes que falam em nós. Nos voltamos à escuta da Palavra de Deus, pois a boa palavra ensina o ignorante: tua palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho (Sl 119, 105). O domingo, com Dia do Senhor, nos abre para a transcendência, a contemplação, a confiança ilimitada no Senhor, no Deus que tudo provê. É abandonar-se na providência de Deus. É um convite a sair da correria do mundo, a parar, a colocar-se na presença do Senhor. É um apelo para deixar de lado as paixões da carne (Gl 5,17), para realizar o descanso em Deus. O DOMINGO NOS DOCUMENTOS DA IGREJA O domingo é o principal dia de festa. Como tal deve ser proposto com convicção aos fiéis, para que se torne um dia de alegria e de descanso. É o fundamento e o cerne do ano litúrgico (Sacrosanctum Concilium, n. 106) O Novo Testamento atesta que os cristãos se reuniam neste primeiro dia da semana, dia em que Cristo ressuscitou, para a escuta da palavra dos apóstolos, a fração do pão e a caridade (cf. At 20,7-12; 1 Cor 16,2).

No código de Direito Canônico No domingo e nos outros dias de festa de preceito, os fiéis têm a obrigação de participar da missa; além disso, devem abster-se das atividades e negócios que impeçam o culto a ser prestado a Deus, a alegria própria do dia do Senhor, e o devido descanso da mente e do corpo (Cân. 1247). No Catecismo da Igreja Católica Lembra que o sábado faz cessar os trabalhos cotidianos e garante uma pausa. É um dia de protesto contra as escravidões do trabalho e o culto ao dinheiro. O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. E recorda Jesus quando diz: O Filho do Homem é Senhor do próprio sábado (cf. Mc 2, 28) (Cat. n. 2168-2172). Além de destacar o Dia do Senhor, como dia de prestar culto a Deus, o Catecismo coloca a celebração da Eucaristia dominical no coração da vida da Igreja. Não podes rezar em casa como na Igreja, onde se encontra o povo reunido, onde o grito é lançado a Deus de um só coração. Há ali algo mais, a união dos espíritos, a harmonia das almas, o vínculo da caridade, as orações dos presbíteros (São João Crisóstomo). Em Bento XVI Bento XVI afirma que o domingo, mais que um preceito, se torna uma necessidade interior, sem o Senhor a própria vida é vazia, sem fundamento, sem dignidade e beleza interior. O segundo significado, extraído dos mártires de Abitínia, é que: Sem o Senhor e o dia que lhe pertence não se realiza uma vida completa. Na sociedade ocidental, o domingo transformou-se em um fim-de-semana, tempo livre, algo bom e necessário, porém, sem um centro interior, cai no vazio. Se o tempo livre não tem um centro interior, do qual provém uma orientação para o todo, acaba por ser um tempo vazio que não nos reforça, nem recria. O tempo livre necessita de um centro, e este centro é Ele, o Senhor, que é nossa origem e nossa meta. Santo papa João Paulo II

O papa João Paulo II, em maio de 1998, publicou a Carta Apostólica Dies Domini (dia do Senhor). Pede para viver o domingo como verdadeiro Dia do Senhor e não, como mero fim de semana. O domingo está no âmago da vida cristã, e, nesta perspectiva, o Papa convida os cristãos a redescobrirem o domingo: Não tenhais medo de dar o vosso tempo a Cristo! A Ele devemos o tempo e a eternidade, dele provém a vida em plenitude. Os cristãos fazem a passagem do sábado para o domingo. Aquilo que Deus realizou na criação e o que fez pelo seu povo no Êxodo encontrou, na morte e ressurreição de Cristo o seu cumprimento, embora este tenha a sua expressão definitiva na Parusia, com a vinda gloriosa de Cristo. Assim, o Dies Domini se torna o Dies Christi. Se o domingo é o dia da Ressurreição, ele não se reduz à recordação de um acontecimento passado: é a celebração da presença viva do Ressuscitado no meio de nós. É o dia em que os discípulos do Ressuscitado se reúnem como Igreja. Lembramos as primeiras comunidades dos Atos dos Apóstolos. Assim o Dia do Senhor, o dia de Cristo se torna também o Dies Ecclesiae, dia da Igreja. O Dia do Senhor é para o serviço de Deus, no qual paramos as obras humanas para nos dedicarmos à obra do Senhor. O domingo liberta as pessoas de si mesmas, do seu trabalho, para experimentar a liberdade em Deus. Dimensões do domingo LIBERDADE: O domingo liberta as pessoas de si mesmas, do seu trabalho, para experimentar a liberdade em Deus. ALEGRIA: Dia da alegria, da festa, da escuta da boa nova do Evangelho do Senhor, e não, como um dia da lei, da obrigação. COMUNIDADE: Dia do encontro das pessoas, dia da comunidade reunida em torno do Senhor. CARIDADE: O domingo é o dia da solidariedade, da prática da caridade. O domingo como oitavo dia O domingo como oitavo dia nos prepara para a Parusia. Depois da criação o ser humano foi redimido, salvo. A comunidade celebra a sua fé em comunidade esperando o seu Senhor voltar.

A celebração do domingo, dia simultaneamente primeiro e oitavo, orienta o cristão para a meta da vida eterna. O sábado representa para os judeus o sétimo dia da criação. Para os cristãos o domingo é o oitavo. Lembra a salvação de toda criação operada por Cristo. As criaturas entrarão no domingo sem fim da festa da Ressurreição. O domingo aponta para o mundo que virá, para a ressurreição. Em grupo: Diante do exposto: Como podemos viver e ajudar a celebrar o Dia do Senhor? Texto elaborado pelo Padre Marcelo Carlesso a pedido de www.pastoraldoscoroinhas.com